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Curso: Contabilidade Geral e Avançada p/ AFRFB

Teoria e Questões comentadas


Prof. Feliphe Araújo - Aula 03

Aula 03
Curso: Contabilidade p/ AFRFB
Professor: Feliphe Araújo

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Aula 03 – 7. Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação


de Erro. 11. Balancete de verificação: conceito, forma, apresentação,
finalidade, elaboração. 16. Tratamento das Depreciações,
amortização e exaustão, conceitos, determinação da vida útil, forma
de cálculo e registros.

Sumário
1 - INTRODUÇÃO ................................................................................. 3
2 - Depreciação, Amortização e Exaustão ............................................ 4
2.1 - Depreciação ................................................................................ 5
2.1.1 - Métodos de Depreciação .......................................................... 9
2.1.2 - Depreciação Acelerada .......................................................... 11
2.1.3 - Depreciação de bens usados .................................................. 11
2.2 - Amortização .............................................................................. 13
2.3 - Exaustão ................................................................................... 14
2.4 – Mudança de Estimativa de Vida Útil .............................................. 17
3 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro 20
3.1 – Políticas Contábeis ..................................................................... 21
3.1.1 – Aplicação retrospectiva ......................................................... 22
3.2 – Mudança nas Estimativas Contábeis ............................................. 23
3.3 – Retificação de Erro ..................................................................... 25
4 - Balancete de Verificação .............................................................. 27
5 – Resumo da Aula ........................................................................... 34
6 – Questões comentadas .................................................................. 41
7 – Lista de exercícios ....................................................................... 70
8 - GABARITO .................................................................................... 83

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1 - INTRODUÇÃO

Olá queridos alunos e alunas, tudo bem?


Sejam bem-vindos à terceira aula do curso de Contabilidade Geral e
Avançada para os futuros Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil.
Sei que você, meu aluno e minha aula, está se dedicando intensamente
nos estudos para ser aprovado no concurso de AFRFB. E eu, além torcer por
você, estou me dedicando para oferecer o melhor curso de Contabilidade para
o concurso de AFRFB. Espero contribuir para sua aprovação.
Hoje, entre outros, vamos tratar de assuntos de muita importância, pois
sempre estão presentes nas provas da ESAF: depreciação e balancete de
verificação.
Cheios de alegria e bem motivados, vamos começar a nossa aula!
Qualquer dúvida e/ou esclarecimentos, estarei à disposição no Fórum.
Não deixe de nos procurar, tirando suas dúvidas, e nos ajudando a aprimorar o
nosso curso.
Como de praxe, colocamos uma lista de exercícios ao final da aula para
aqueles que queiram tentar resolver as questões, antes de ver os comentários.
Treinar é preciso.
Conte comigo e Firmeza nos Estudo (FÉ)!
Um forte abraço, Feliphe Araújo.

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2 - Depreciação, Amortização e Exaustão

Nesse tópico, vou abordar mais especificamente sobre os temas de


depreciação, amortização e exaustão, visto que a ESAF e as outras bancas
cobram muito esse assunto.
Inicialmente, esclareço que esse tópico está muito ligado ao ativo
imobilizado e ao ativo intangível, por isso, esses ativos serão abordados de uma
forma bem geral, pois iremos detalhá-los em aula futura.
Segundo artigo 179, IV e VI, da Lei 6.404/76, classificam-se,
respectivamente, no Ativo Imobilizado e no Ativo Intangível:

Ativo Imobilizado Ativo Intangível

• classificam-se os direitos que • classificam-se os direitos que


tenham por objeto bens tenham por objeto bens
corpóreos destinados à incorpóreos destinados à
manutenção das atividades manutenção da companhia ou
da companhia ou da empresa exercidos com essa
ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de
finalidade, inclusive os comércio adquirido.
decorrentes de operações que
transfiram à companhia os
benefícios, riscos e controle
desses bens.

Regra geral, os bens e direitos de natureza permanente, cuja vida útil


(bens) ou prazo de exercício (direitos) seja superior a um ano, sujeitam-se
a depreciação, amortização ou exaustão, conforme o caso.
Não precisam ser classificados no ativo imobilizado e intangível, os
quais serão debitados diretamente ao resultado do exercício, como custo ou
despesa operacional, os bens e direitos:
 Cujo valor unitário não supere o limite de R$ 1.200,00 fixado na
legislação tributária, mesmo que o prazo de vida útil seja superior
a um ano; (Decreto-Lei nº 1.598/77)
 Cujos elementos patrimoniais de vida útil ou prazo de exercício
inferior a um ano;
 Os bens locados ou sujeitos a arrendamento mercantil (leasing)
operacional;

De acordo com o § 2º, art. 183, da Lei 6.404/76, a diminuição do valor


dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada
periodicamente nas contas de:

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▪ quando corresponder à perda do valor dos


direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a
DEPRECIAÇÃO
desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da
natureza ou obsolescência;

▪ quando corresponder à perda do valor do capital


aplicado na aquisição de direitos da propriedade
industrial ou comercial e quaisquer outros com
AMORTIZAÇÃO
existência ou exercício de duração limitada, ou
cujo objeto sejam bens de utilização por prazo
legal ou contratualmente limitado;

▪ quando corresponder à perda do valor,


decorrente da sua exploração, de direitos cujo
EXAUSTÃO
objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou
bens aplicados nessa exploração.

2.1 - Depreciação

A depreciação representa a diminuição do valor dos bens corpóreos


(tangíveis ou materiais) que integram o ativo imobilizado, em decorrência de
desgaste ou perda de utilidade pelo uso, ação da natureza ou obsolescência.
O Ativo Imobilizado é formado pelo conjunto de bens e direitos
necessários a manutenção à atividade da empresa. São considerados bens de
consumo durável, pois não são utilizados uma única vez.
Depreciar significa “perder ou reduzir valor”. Vamos ver isso na prática.
Por exemplo, quando compramos um carro zero, sabemos que, ao longo do
tempo, ele terá perdido valor, pois ele não será mais zero, mas “usado”. Esta
perda de valor é a depreciação.
A depreciação é o procedimento que consiste em considerar despesa
ou custo do período uma parte do valor do bem registrado pela empresa. Ela
também pode ser considerada como uma parcela que se retira do lucro com o
fim específico de formar uma provisão que permita substituir o bem depreciado
sem a necessidade de recorrer a capitais de terceiros.
São exemplos de bens classificados no Ativo Imobilizado e, portanto,
estão sujeitos a depreciação: Edificações, veículos, máquinas e
equipamentos, móveis e utensílios, computadores etc.
Por exemplo, se uma empresa adquire um veículo à vista no valor de R$
10.000,00, inicialmente, a empresa registrará o veículo como um bem, no ativo
imobilizado e não como uma despesa. Lançamento:
D - Veículos (Ativo Imobilizado)
C - Caixa (Ativo Circulante) 10.000,00

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Depois, quando do efetivo funcionamento do veículo, a empresa


registrará uma despesa de depreciação, ao longo da vida útil do bem. Essa
despesa diminuirá o lucro da empresa, refletindo em uma menor parcela de
impostos que incidem sobre o lucro a pagar. Vamos supor uma despesa de
depreciação no primeiro ano de R$ 2.000,00. Lançamento:
D - Despesas de Depreciação (Resultado)
C - Depreciação Acumulada (Redutora do Ativo) 2.000,00

Como vocês podem ver, a despesa de depreciação não pressupõe a


redução do valor original da conta veículo. Essa redução é contabilizada na
conta Depreciação Acumulada, retificadora de ativo, integrante do grupo
patrimonial ao qual pertence o bem depreciado. Registro do bem com a
depreciação acumulada respectiva no balanço patrimonial:
ATIVO
Veículo 10.000,00
(-) Depreciação acumulada (2.000,00)
Total = 8.000,00

A depreciação será calculada pela aplicação da taxa de depreciação,


fixada em função da vida útil do bem, sobre o valor dos bens objeto de
depreciação.
A vida útil de um bem é o período de tempo no qual a entidade espera
utilizar um ativo ou o número de unidades de produção ou de unidades
semelhantes que a entidade espera obter pela utilização do ativo.
A taxa de depreciação corresponde a um percentual fixado em função
do prazo durante o qual se possa esperar utilização econômica do bem, na
produção de seus rendimentos.
Contabilmente, a depreciação deve ser calculada conforme a
melhor estimativa técnica disponível.
Exemplo: Se a Empresa Aprovados S/A adquire duas máquinas e estima
que uma terá vida útil de 10 anos e o outra terá vida útil de 8 anos, deve
depreciá-las conforme esta estimativa.
No entanto, a Receita Federal do Brasil aceita apenas determinados
prazos para cálculo da depreciação. Assim, as diferenças porventura
existentes, entre a melhor estimativa e o critério determinado pelo fisco na vida
útil do bem, devem ser ajustadas, para efeito de Imposto de Renda.

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Para concursos, devemos usar o que informa a questão, ainda que


diferente do critério fiscal. Se não mencionar vida útil, usamos a taxa de
depreciação que o fisco determina, conforme tabela abaixo:
Bens (contas) Taxa anual Prazo (vida útil)
Edifícios, construções e benfeitorias 4% 25 anos
Máquinas, equipamentos e instalações 10% 10 anos
Móveis e Utensílios 10% 10 anos
Computadores e periféricos 20% 5 anos
Veículos 20% 5 anos

Não é admitido o registro de quota de depreciação em relação aos


seguintes bens:
a. Terrenos, salvo em relação aos melhoramentos, benfeitorias e
construções;
b. Prédios ou construções não alugados e nem utilizados na produção de
bens ou serviços destinados a manter a atividade da empresa;
c. Bens que aumentam de valor com o tempo como as antiguidades e as
obras de arte;
d. Bens para os quais sejam registradas quotas de amortização ou
exaustão.

Conceitos importante que você deve levar para sua prova:


1) Valor original: É o valor pelo qual o bem é inicialmente registrado na
contabilidade da entidade. Está intrinsecamente relacionado ao princípio do
registro pelo valor original. Normalmente, equivale ao custo de aquisição dos
veículos, máquinas, imóveis, etc. O valor original não deve ser alterado para
registro da depreciação. Iremos utilizar a conta retificadora de ativo
“Depreciação Acumulada” para isso.
2) Valor contábil: é o montante pelo qual o ativo está registrado na
contabilidade, líquido da respectiva depreciação, amortização ou exaustão
acumulada e das perdas estimadas por redução ao valor recuperável. Por
exemplo, um veículo adquirido por R$ 10.000,00 e que já tenha acumulado
despesas de depreciação de R$ 2.000,00, terá como valor contábil o montante
de R$ 8.000,00.
Valor original registrado no Balanço Patrimonial 10.000
(-) Depreciação, Amortização ou Exaustão Acumulada (2.000)
(-) Perdas Estimadas por Redução ao Valor Recuperável 0
= Valor Contábil 8.000

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3) Valor residual: Valor residual é o montante líquido que a entidade


espera, com razoável segurança, obter por um ativo no fim de sua vida útil,
deduzidos os custos esperados para sua venda. Esse valor não deve ser
depreciado.
4) O valor depreciável é o montante que a entidade deverá utilizar
como base de cálculo para lançamento das despesas de depreciação. Valor
depreciável, amortizável e exaurível é o custo de um ativo, menos o seu
valor residual. Por exemplo, um veículo adquirido por R$ 10.000,00 tem vida
útil de 5 anos e valor residual de 10% (1.000,00). Assim, o valor depreciável é
igual a R$ 9.000,00 (10.000 – 1.000).
Valor do Custo de Aquisição 10.000
(-) Valor Residual (1.000)
= Valor depreciável 9.000

5) Um Bem só pode ser depreciado a partir do mês em que for


colocado em uso.
6) Quando um Bem for adquirido e colocado em uso durante o ano, sua
taxa de depreciação deverá ser proporcional ao número de meses
durante o qual for utilizado. Considera-se como mês integral a fração do mês
no qual o Bem foi posto em utilização, mesmo que tenha sido de apenas um
dia.
7) Lançamento de aquisição de um bem depreciável à vista:
D - Veículos (Ativo Imobilizado)
C - Caixa (Ativo Circulante)

8) Lançamento de registro da depreciação no período:


D - Despesas de Depreciação (Resultado)
C - Depreciação Acumulada (Redutora do Ativo)

9) Quando a depreciação acumulada de um bem chegar a 100% não


haverá mas cálculo nem contabilização de depreciação. O bem permanece na
contabilidade pelo valor original e a conta Depreciação Acumulada terá valor
idêntico, até ser baixado.
10) Lançamento de baixa de bem totalmente depreciado:
D - Depreciação Acumulada (Redutora do Ativo)
C - Veículos (Ativo Imobilizado)

11) Os gastos incorridos com reparos, conservação ou substituição de


partes ou peças de bens do ativo imobilizado, de que resulte aumento da vida

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útil superior a um ano, devem ser incorporados ao valor do bem para


fins de depreciação do novo valor contábil. (Veremos detalhadamente em
aula posterior)

2.1.1 - Métodos de Depreciação

Vejamos alguns dos métodos utilizados para cálculo da depreciação:

a) Método linear ou da linha reta (método das quotas constantes)


É o método mais recorrente em provas e o mais utilizado pela
ESAF. Se a questão não mencionar o método de depreciação, você irá
utilizar o linear. Provavelmente, uma questão sobre depreciação será cobrada
na sua prova.
É determinada dividindo-se os 100% (cem por cento) do bem ou do
seu valor pelo tempo de vida útil estimada.
Geralmente, é determinada de forma anual. Se quiser encontrar a taxa
mensal, basta dividir a taxa anual por 12 meses. Normalmente, para efeito de
cálculo de depreciação não consideramos a fração diária de depreciação e sim
no mínimo a fração mensal.
Exemplo: Um veículo adquirido por R$ 10.000,00 com tempo de vida útil
estimado de 5 anos possui taxa de depreciação anual de:
Taxa de depreciação anual = 100%/5 anos = 20% ao ano.
Despesa de depreciação anual = 20% X 10.000 = R$ 2.000,00.
ou
Despesa de depreciação anual = 10.000/5 anos = R$ 2.000,00.

b) Método da soma dos dígitos ou método de Cole


É determinada somando-se os dígitos correspondentes à vida útil do bem
e dividindo cada algarismo pela soma. Se, por exemplo, um bem tiver a vida
útil de 5 anos, bastaríamos somas os dígitos 5 + 4 + 3 + 2 + 1 = 15 e
estabelecermos a proporcionalidade de cada dígito em relação à soma dos
mesmos, obtendo-se assim a taxa anual de depreciação.
Esse método pode ser calculado da forma crescente ou decrescente.
Suponha que o valor a ser depreciado será de R$ 4.500,00. Pelo método
da soma dos dígitos, na forma crescente, temos que:

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Taxas crescentes
Ano Fração Depreciação anual
1 (1/15) X 4.500 R$ 300,00
2 (2/15) X 4.500 R$ 600,00
3 (3/15) X 4.500 R$ 900.00
4 (4/15) X 4.500 R$ 1.200,00
5 (5/15) X 4.500 R$ 1.500,00
Total R$ 4.500,00

Considerando o mesmo exemplo acima, pelo método da soma dos dígitos,


na forma decrescente, temos que:
Taxas decrescentes
Ano Fração Depreciação anual
1 (5/15) X 4.500 R$ 1.500,00
2 (4/15) X 4.500 R$ 1.200,00
3 (3/15) X 4.500 R$ 900.00
4 (2/15) X 4.500 R$ 600,00
5 (1/15) X 4.500 R$ 300,00
Total R$ 4.500,00

c) Método das horas de trabalho


Este método consiste em estimar o número de horas de trabalho
durante o tempo de vida útil previsto para o bem.
A cota de depreciação será obtida dividindo-se o número de horas
trabalhadas no período pelo número de horas de trabalho estimado durante a
vida útil do bem. Este método é próprio das empresas industriais.
Exemplo: Máquina com vida útil de 10.000 horas. Trabalhou 1.000 horas
em X1.
Depreciação anual: 1.000 / 10.000 = 0,10 ou 10%.

d) Métodos das unidades produzidas


Também é utilizado por empresas industriais, e consiste em
estimar o número total de unidades que devem ser produzidas pelo bem
ao longo de sua vida útil.

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A cota de depreciação de cada período será obtida dividindo-se o número


de unidades produzidas no período pelo número de unidades estimadas a serem
produzidas ao longo de sua vida útil.
Exemplo: uma máquina custou R$ 50.000 e com capacidade de produção
total, ao longo de toda a sua vida útil, de 500.000 de unidades. No ano de X1,
foram produzidas 100.000 unidades. Portanto, a depreciação em X1 será:
Taxa de depreciação = (100.000/500.000) = 0,20 ou 20%.
Valor da depreciação em X1: 50.000 x 20% = R$ 10.000,00.

2.1.2 - Depreciação Acelerada

A depreciação acelerada consiste em atribuir coeficientes multiplicadores


em função do número de horas diárias de operação do bem sujeito ao desgaste
pelo uso. Somente é adotada no caso de bens móveis.
Coeficientes adotados:
I. Coeficiente 1,0 para um turno de oito horas de operação;
II. Coeficiente 1,5 para 2 turnos de oito horas de operação (16 horas);
III. Coeficiente 2,0 para 3 turnos de oito horas de operação (24 horas);

Exemplo: Uma máquina registrada no balanço de 19X0 por R$ 10.000,00,


e que trabalhou 3 turnos diários durante o exercício de 19X1. Calcular a
depreciação a ser registrada no balanço de 19X1.
Por trabalhar 3 turnos - implica usar o coeficiente 2,0 sobre a taxa anual
de depreciação do bem, assim:
Depreciação Acelerada = (2,0 x 10%) x 10.000,00 = R$ 2.000,00

2.1.3 - Depreciação de bens usados

A depreciação de bens adquiridos usados possui uma regra diferente de


cálculo dos bens novos.
Segundo o Regulamento do Imposto de Renda, o prazo de depreciação
será o maior dentre os seguintes:
a. metade do prazo de vida útil do bem novo;
b. restante do prazo de vida útil do bem, considerado este em
relação à primeira instalação ou utilização desse bem.

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Exemplo: Aquisição de duas máquinas usadas, a primeira com dois anos


de uso e a segunda com 8 anos de uso. O tempo de vida útil normal da máquina,
quando nova, é de 10 anos.
Máquina 1: Vida útil restante: 10 anos – 2 anos = 8 anos
Metade da vida útil do bem novo: 10 anos/2 = 5 anos
No caso 1, o veículo será depreciado em 8 anos.
Máquina 2: Vida útil restante: 10 anos – 8 anos = 2 anos
Metade da vida útil do bem novo: 10 anos/2 = 5 anos
No caso 2, o veículo será depreciado em 5 anos.

Vamos praticar futuros Auditores!!!!

(ESAF / AFC-CGU / 2004) Em outubro de 2000, a empresa


adquiriu um caminhão por R$ 50.000,00. O procedimento usual de depreciação
utilizou o método linear, com resíduo estimado em 10% e vida útil prevista para
5 anos.
No balanço patrimonial de 2003, encerrado em 31 de dezembro, a conta
Depreciação Acumulada, em relação a esse veículo, deverá ter saldo credor de
a) R$ 36.000,00
b) R$ 32.500,00
c) R$ 29.250,00
d) R$ 10.000,00
e) R$ 9.000,00
Resolução:
Data de aquisição do bem: Outubro/2000
Vida útil = 5 anos
Valor de aquisição = 50.000,00
Valor residual = 5.000,00 (10% X 50.000,00)
- Valor depreciável = valor de aquisição - valor residual
- Valor depreciável = 45.000,00 (50.000,00 - 5.000,00)
- Depreciação anual = 45.000 = 9.000,00
5.000
Depreciação acumulada:
2000: 3 X 9.000 = 2.250,00 (outubro a dezembro)
12

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2001: 9.000
2002: 9.000
2003: 9.000
Total depreciação acumulada: R$ 29.250,00.
No balanço patrimonial, a conta Depreciação Acumulada, em relação a esse
veículo, deverá ter saldo credor de: R$ 29.250,00.
Ativo Imobilizado:
Caminhão 50.000,00
(-) Depreciação acumulada (29.250,00)
Total Ativo Imobilizado 20.750,00
Gabarito: Letra C.

2.2 - Amortização

A amortização representa a diminuição do valor de bens intangíveis,


ou em outras palavras, a recuperação econômica do capital aplicado nesses
bens.

▪ quando corresponder à perda do valor do capital


aplicado na aquisição de direitos da propriedade
industrial ou comercial e quaisquer outros com
AMORTIZAÇÃO
existência ou exercício de duração limitada, ou
cujo objeto sejam bens de utilização por prazo
legal ou contratualmente limitado;

São bens classificados no Ativo não Circulante, subgrupo


Intangível: Marcas e Patentes, direitos autorais, autorizações ou concessões,
ponto Comercial, fundo de Comércio, Benfeitorias em prédios de terceiros (Ativo
Imobilizado), desenvolvimento de produtos etc.
Normalmente, os bens do Ativo Intangível são amortizados. Excetua-se
alguns itens do Imobilizado, como a Benfeitoria em Propriedade de
terceiros, que pode ser depreciada ou amortizada.
OBS.: O montante acumulado da amortização não poderá ultrapassar o
custo de aquisição do bem ou direito, corrigido monetariamente.
O Pronunciamento CPC 04 – Ativo Intangível - define vida útil como o
período de tempo no qual a entidade espera utilizar um ativo; ou o número de
unidades de produção ou de unidades semelhantes que a entidade espera obter
pela utilização do ativo. Se o item a ser amortizado tiver um valor residual, o
mesmo deve ser abatido do valor que será amortizado.

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A contabilização de ativo intangível baseia-se na sua vida útil. Um ativo


intangível com vida útil definida deve ser amortizado, enquanto a de um
ativo intangível com vida útil indefinida não deve ser amortizado.

deve ser
vida útil definida
amortizado
Ativo
Intangível
vida útil não deve ser
indefinida amortizado

A amortização deve ser iniciada a partir do momento em que o ativo


estiver disponível para uso, ou seja, quando se encontrar no local e nas
condições necessárias para que possa funcionar da maneira pretendida pela
administração.
A amortização deve cessar na data em que o ativo é classificado como
mantido para venda ou na data em que ele é baixado, o que ocorrer primeiro.
O método de amortização utilizado reflete o padrão de consumo pela
entidade dos benefícios econômicos futuros. Se não for possível determinar esse
padrão com confiabilidade, deve ser utilizado o método linear.
O processo de amortizar é o mesmo que depreciar.
Exemplo: Marcas e Patentes = R$ 1.000.000,00
Prazo de utilização = 10 anos
Taxa Anual = 100%/10 anos = 10% a.a.
Amortização Anual = 10% x 1.000.000,00 = 100.000,00
Contabilização:
Despesa de Amortização
a Amortização Acumulada 100.000,00

2.3 - Exaustão

Corresponde à perda de valor decorrente da exploração de recursos


minerais ou florestais ou de bens aplicados nessa exploração.
Exaurir, segundo o dicionário, significa “gastar”, “esgotar inteiramente”.
Obs.: A exaustão pode ser aplicada em bens do Ativo Imobilizado (Ex:
florestas próprias), ou no Intangível (concessões obtidas - exploração de
recursos minerais).

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No caso dos recursos minerais, somente se sujeitam à exaustão as minas


que estiverem sob o regime de concessão, ou seja, prazo contratual superior
ao prazo de esgotamento dos recursos minerais ou prazo indeterminado de
exploração dos recursos minerais.
Quando o prazo contratual for inferior ao prazo de esgotamento dos
recursos minerais, deve ser aplicada a taxa de amortização, uma vez que são
minas arrendadas (propriedade de terceiros).
Esquematizando:

prazo contratual superior ao


prazo de esgotamento
Exaustão
prazo indeterminado de
Recursos exploração
minerais
prazo contratual inferior ao
Amortização
prazo de esgotamento

Normalmente, a exaustão é calculada com base na possança do recurso


mineral ou florestal. Mas, se o prazo de exploração for insuficiente para
esgotar os recursos, a exaustão deve ser calculada em função do prazo de
concessão.
Possança, na contabilidade, é o tamanho (ou capacidade) de um recurso
mineral, medida em toneladas ou metros cúbicos.
Lembrar que o processo de exaustão é idêntico ao de depreciar e
amortizar, diferenciando-se dos bens a que se aplicam.
Não estão sujeitos à exaustão os recursos minerais inesgotáveis ou de
exaustão indeterminada, como as fontes de água mineral.
Exemplo:
Custo de Obtenção dos Direitos de Lavra = R$ 100.000,00
Reserva Potencial de Exploração (possança) conhecida = 20.000.000 t
Minério extraído por ano = 2.400.000 toneladas
Taxa de exaustão = 2.400.000 X 100 = 12%
20.000.000
Despesa de Exaustão = 12% x 100.000,00 = R$ 12.000,00
Lançamento:
Despesa de Exaustão
a Exaustão Acumulada 12.000,00

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É hora de exercitar GUERREIROS!!!!

(ESAF / AFRE-MG / 2005) A mina Etereal, após a aquisição


e instalação, custará R$ 300.000,00 aos cofres da nossa empresa, mas tinha
capacidade estimada em 500 mil metros cúbicos de minério e foi instalada com
capacidade de exploração em 8 anos, mantendo-se o residual de proteção de
20% da capacidade produtiva. Ao fim do 5º ano de exploração bem-sucedida,
a mina foi alienada por R$ 200.000,00, com quitação em vinte duplicatas
mensais. Analisando essas informações, assinale a única alternativa que não é
verdadeira:
a) A exploração anual será de 50 mil m³ de minério.
b) A taxa de exaustão será de 10% do custo total por ano.
c) A taxa de exaustão será de 12,5% ao ano.
d) Ao fim do 5º ano, a exaustão acumulada será de 50% do custo da mina.
e) O custo a ser baixado no ato da venda será de R$ 90.000,00.
Resolução: Dados da questão:
- Custo de aquisição das jazidas = R$ 300.000,00
- Capacidade estimada de minério na jazida = 500.000 m³
- Valor residual da mina = 20% = R$ 60.000,00 ou 100 mil m³
- Parcela exaurível da Mina (BC da exaustão) = R$ 240.000,00 ou 400mil m³
- Capacidade máxima de exploração = 8 anos
- Taxa de exaustão anual da mina = 100% / 8 = 12,5%
Vamos analisar cada alternativa:
a) Correta. Se a mina tem capacidade exaurível de 400.000 m³ em 8 anos,
então, a exploração anual da mina será de 400.000 m³/8 = 50.000 m³/ano.
b) Correta. A taxa de exaustão anual da mina será de 12,5% da parcela
exaurível, logo, 240.000 x 12,5% = R$ 30.000,00. Este valor representa,
justamente, 10% do custo total de mina, que foi R$ 300.000,00.
c) Correta. A taxa de exaustão é a taxa que será aplicada sobre o valor exaurível
durante a vida útil. Taxa de exaustão anual da mina = 100% / 8 = 12,5%.
d) Correta. A despesa de exaustão da mina é de R$ 30.000,00 ao ano. Ao final
de 5 anos, a exaustão acumulada será de R$ 150.000,00 (5 x 30.000). Este
valor equivale a 50% do custo de aquisição da mina (50% x 300.000).
e) Incorreta. O custo a ser baixado no ato da venda será o valor contábil da
mina de R$ 150.000 e não de R$ 50.000,00. O valor contábil é dado pela
diferença entre o custo de aquisição (300.000) e a exaustão acumulada
(150.000). Gabarito: Letra E.

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2.4 – Mudança de Estimativa de Vida Útil

De acordo com o CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa


e Retificação de Erro, a mudança na estimativa contábil decorre de uma nova
informação ou inovações que resultar em ajustes nos saldos contábeis de ativo
ou de passivo, ou nos montantes relativos ao consumo periódico de ativo,
avaliados com base em informações disponíveis e confiáveis a época da
mensuração.
Ao longo da utilização de seus ativos, a companhia pode perceber que a
vida útil estimada para alguns de seus bens precisa ser revista. Este fato afetará
o cálculo da depreciação, da amortização ou da exaustão.
A mudança na vida útil ou no padrão esperado de consumo de um ativo
não trará qualquer impacto sobre o valor original do bem. Do mesmo modo, a
depreciação acumulada até o período de revisão da estimativa de vida útil
será mantida. A diferença fica por conta da vida útil restante e da base de
cálculo das despesas de depreciação.
Por exemplo, vamos supor que a empresa Aprovados S/A adquira um
veículo ao custo de R$ 20.000,00 em primeiro de janeiro de 2006 e, na ocasião,
fica estimado que a vida útil do imobilizado é de 5 anos. Em primeiro de janeiro
de 2009, a empresa decide proceder à revisão da vida útil do veículo. Laudo
emitido por técnicos especializados dão conta de que o ativo possui, a partir da
data da avaliação, mais 4 anos de vida útil. Qual é o valor:
a) da despesa de depreciação do veículo no ano de 2009?
b) do valor contábil do veículo no ano de 2009?

Primeiro, descobriremos o valor contábil do veículo na data da


reestimativa, ou seja, em primeiro de janeiro de 2009.
Custo de aquisição do veículo em 01/01/2006 = R$ 20.000,00
Vida útil em 2006 = 5 anos
Taxa de depreciação anual = 100%/5 anos = 20% a.a.
Cálculo das despesas de depreciação de 2006 a 2008:
Despesa de depreciação em 2006 = 20% x 20.000 = R$ 4.000,00
Despesa de depreciação em 2007 = 20% x 20.000 = R$ 4.000,00
Despesa de depreciação em 2008 = 20% x 20.000 = R$ 4.000,00
= saldo total de depreciação acumulada até 2008 = R$ 12.000,00

Custo de aquisição do veículo.......20.000


(-) Depreciação acumulada.........(12.000)
= Saldo contábil em 31/12/2008…..8.000

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A nova base de cálculo da depreciação do bem, após a reestimativa da


vida útil, será o valor contábil à época deste fato, deduzido de eventuais
valores residuais (se houver).
Em janeiro de 2009, foi realizada uma reestimativa da vida útil do veículo,
que será utilizado por mais quatro anos. Então temos:
Custo de aquisição do veículo em 01/01/2006 = R$ 20.000,00
Depreciação acumulada em 2008 = R$ 12.000,00
Vida útil em 2009 = 4 anos
Taxa de depreciação anual = 100%/4 anos = 25% a.a.
Depreciação em 2009 = (custo de aquisição – depreciação acumulada) x
taxa de depreciação
Depreciação em 2009 = (20.000 – 12.000) x 25% = R$ 2.000,00

Custo de aquisição do veículo.......20.000


(-) Depreciação acumulada.........(14.000) = (12.000 + 2.000)
= Saldo contábil em 31/12/2009....6.000

Agora, podemos responder as perguntas da questão:


a) despesa de depreciação em 2009 = R$ 2.000,00.
b) valor contábil do veículo em 2009 = R$ 6.000,00.

Meus caros, em nosso exemplo, o bem não possuía valor residual. Porém,
ainda que o tivesse, o valor depreciável do bem, após a reestimativa da vida
útil, seria o valor contábil na data da reestimativa deduzido do valor residual
identificado (que pode ser o mesmo ou outro, também revisto pela companhia).
Esclarecemos que não alteramos o valor original do ativo. Mexemos na
nova avaliação de vida útil (ou no valor residual, se for o caso) e no valor
depreciável do bem após a reestimativa.
Vamos praticar:

(FCC / ICMS – SP / 2013) A Cia. Metais adquiriu, em


30/06/2011, uma mina de minério de ferro por R$ 270.000,00. A estimativa
inicial era de que seriam extraídas 270.000 toneladas desse minério. Durante
2011, foram extraídas 50.000 toneladas. No início de 2012, os técnicos
encontraram um novo veio de minério e reestimaram que ainda existiam
250.000 toneladas para serem extraídas. Durante 2012, foram extraídas mais
20.000 toneladas.

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Com base nestas informações, o valor da despesa de exaustão


referente aos anos de 2011 e 2012 foram, respectivamente, em milhares de
reais,
a) 50.000 e 17.600.
b) 50.000 e 21.600.
c) 45.000 e 21.600.
d) 50.000 e 18.000.
e) 45.000 e 18.000.
Resolução:
Cálculo da exaustão em 2011:
Custo de aquisição da mina em 30/06/2011 = R$ 270.000,00
Capacidade (possança) estimada inicial da mina = 270.000 toneladas (T)
Extração em 2011 = 50.000 T
Exaustão em 2011 = Extração em 2011 x custo de aquisição
Possança em 2011
Exaustão em 2011 = 50.000 T x 270.000 = R$ 50.000,00
270.000 T

Registro da exaustão em 31/12/2011:


Exaustão
a Exaustão Acumulada 50.000,00

Cálculo da exaustão em 2012:


Custo de aquisição da mina em 30/06/2011 = R$ 270.000,00
Exaustão acumulada em 2011 = R$ 50.000,00
Capacidade (possança) da mina em 2012 após reestimativa = 250.000 T
Extração em 2012 = 20.000 T
Exaustão = Extração em 2012 x (custo– exaustão acumulada 2011)
Possança em 2012
Exaustão em 2012 = 20.000 T x (270.000 – 50.000) = R$ 17.600,00
250.000 T
Gabarito: Letra B.

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3 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação


de Erro

Este tópico é disciplinado pelo Pronunciamento Técnico CPC 23 - Políticas


Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. Como não existem
muitas questões de provas realizadas pela ESAF que tratem desse assunto,
vamos abordar os principais pontos do assunto e, ao final, realizaremos algumas
questões de outras bancas.
O objetivo do CPC 23 é definir critérios para a seleção e a mudança de
políticas contábeis, juntamente com o tratamento contábil e divulgação
de mudança nas políticas contábeis, de mudanças nas estimativas contábeis e
da retificação de erro. Estas definições foram pensadas de maneira a assegurar
a melhorar a relevância e confiabilidade das demonstrações contábeis,
bem como permitir sua comparabilidade ao longo do tempo com as
demonstrações contábeis de outras entidades. (item 1 – CPC 23)
Se a entidade muda suas políticas contábeis ou estimativas em relação a
seus elementos patrimoniais, essas alterações podem promover uma
significante variação quantitativa dos elementos de um exercício para outro.
Estas variações podem levar os usuários externos a concluir equivocadamente
sobre a situação patrimonial das entidades, prejudicando a fidedignidade das
demonstrações.
Definições dos termos que são usados pelo CPC 23:

É a aplicação de nova política contábil a transações, a


outros eventos e a condições, como se essa política
Aplicação tivesse sido sempre aplicada. Ou seja, a nova política
retrospectiva contábil retroage para demonstrar seus efeitos em
exercícios anteriores, a fim de manter a
comparabilidade das demonstrações.

É a correção do reconhecimento, da mensuração e da


divulgação de valores de elementos das demonstrações
contábeis, como se um erro de períodos anteriores
Reapresentação
nunca tivesse ocorrido. Em outras palavras, o erro
retrospectiva de períodos anteriores é corrigido e as
demonstrações referentes a estes períodos são
reapresentadas livres de erros.

a aplicação da nova política


Aplicação prospectiva contábil a transações, a outros
de mudança em eventos e a condições que ocorram
política contábil e de após a data em que a política é
Aplicação reconhecimento do alterada; e
prospectiva efeito de mudança em
estimativa contábil o reconhecimento do efeito da
representa, mudança na estimativa contábil
respectivamente: nos períodos corrente e futuro
afetados pela mudança.

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3.1 – Políticas Contábeis

▪ São os princípios, as bases, as convenções, as


regras e as práticas específicas aplicados pela
entidade na elaboração e na apresentação de
Políticas Contábeis
demonstrações contábeis. Ou seja, política contábil é
algo bastante particular e, em geral, fica à critério da
administração das companhias decidi-las.

Segundo o CPC 23, quando houver Pronunciamentos, Interpretações ou


Orientações que se apliquem especificamente as políticas contábeis, a entidade
deverá seguir as políticas contábeis indicadas nestes normativos.
Na ausência de normas que se aplique especificamente a uma transação,
outro evento ou condição, a administração da entidade poderá eleger a política
contábil que melhor lhe sirva, desde que o desenvolvimento e avaliação da
política contábil resulte em informação:
(a) relevante para a tomada de decisão econômica por parte dos
usuários; e
(b) confiável, de tal modo que as demonstrações contábeis:
 representem adequadamente a posição patrimonial e
financeira, o desempenho financeiro e os fluxos de caixa da
entidade;
 reflitam a essência econômica de transações (primazia da
essência sobre a forma), outros eventos e condições e, não,
meramente a forma legal;
 sejam neutras, isto é, que estejam isentas de viés (tendências);
 sejam prudentes; e
 sejam completas em todos os aspectos materiais.

A entidade pode deixar de observar políticas contábeis estabelecidas nos


Pronunciamentos, Interpretações ou Orientações, desde que o resultado seja
imaterial (não resulte em nada).
Vamos ver como isso é aplicado no dia a dia.
Por exemplo, quando a entidade muda o método de avaliação de estoques
de PEPS (Primeiro que Entra, Primeiro que Sai) para o Custo Médio Ponderado,
ocorre uma mudança de política contábil. Em aula futura, veremos os
métodos de avaliação de estoques.

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As políticas contábeis são mais amplas e gerais que as estimativas


contábeis, porque referem-se as regras, as bases de avaliação que a companhia
irá utilizar para elaboração e publicação das demonstrações contábeis.
A entidade deve selecionar e aplicar suas políticas contábeis
uniformemente para transações semelhantes, outros eventos e condições, a
menos que Pronunciamento, Interpretação ou Orientação especificamente exija
ou permita a classificação de itens para os quais possam ser aplicadas diferentes
políticas.

for exigida por Pronunciamento,


Interpretação ou Orientação; ou

A entidade deve alterar resultar em informação confiável e mais


uma política contábil relevante nas demonstrações contábeis
apenas se a mudança sobre os efeitos das transações, outros
eventos ou condições acerca da posição
patrimonial e financeira, do desempenho
ou dos fluxos de caixa da entidade.

Não constituem mudanças nas políticas contábeis:


(a) a adoção de política contábil para transações, outros eventos ou
condições que difiram em essência daqueles que ocorriam anteriormente; e
(b) a adoção de nova política contábil para transações, outros eventos ou
condições que não ocorriam anteriormente ou eram imateriais.

A entidade deve divulgar as informações, relacionadas com as políticas


contábeis, quando:
a) adoção de novo Pronunciamento, Interpretação ou Orientação;
b) mudança voluntária em política contábil; e
c) não adoção antecipada de Pronunciamento, Interpretação ou
Orientação já emitida.

3.1.1 – Aplicação retrospectiva

Quando uma mudança na política contábil é aplicada retrospectivamente,


a entidade deve ajustar o saldo de abertura de cada componente do
patrimônio líquido afetado para o período anterior mais antigo apresentado e
os demais montantes comparativos divulgados para cada período anterior
apresentado, como se a nova política contábil tivesse sempre sido
aplicada.

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Retrospectiva (do latim: retrospectare, "olhar para trás") significa,


geralmente, rever e relembrar eventos que já ocorreram, em forma de um
relato ou análise.
Assim, quando ocorrer uma alteração na política contábil de uma entidade
de forma retrospectiva, a companhia deve rever os saldos dos componentes
patrimoniais que já ocorreram.
Geralmente, a entidade não deverá ter dificuldades para a aplicação
retrospectiva da política contábil.
Entretanto, o Pronunciamento aceita que tal procedimento seja
impraticável, em alguns casos, conforme abaixo:
a) Quando for impraticável determinar o período dos efeitos específicos
da mudança na política contábil na informação comparativa para um ou mais
períodos anteriores apresentados, a entidade deve aplicar a nova política
contábil aos saldos contábeis de ativos e passivos de abertura do período
mais antigo para o qual seja praticável a aplicação retrospectiva, que
pode ser o período corrente, e deve proceder ao ajuste correspondente no saldo
de abertura de cada componente do patrimônio líquido desse período.
b) Quando for impraticável determinar o efeito cumulativo, no início do
período corrente, da aplicação da nova política contábil a todos os períodos
anteriores, a entidade deve ajustar a informação comparativa para aplicar a
nova política contábil prospectivamente a partir do período mais antigo que
for praticável.

3.2 – Mudança nas Estimativas Contábeis

▪ É um ajuste nos saldos contábeis de ativo ou de


passivo, ou nos montantes relativos ao consumo
periódico de ativo, que decorre da avaliação da
Mudança na situação atual e das obrigações e dos benefícios futuros
estimativa contábil esperados associados aos ativos e passivos.
Alterações de estimativas decorrem de novas
informações ou inovações, portanto, não são
retificações de erros.

A empresa faz a estimativa baseada na informação disponível e confiável


no momento dos registros contábeis. No decorrer dos períodos, novas
informações estarão disponíveis, mais atualizadas, que podem evidenciar a
necessidade de alterar a estimativa anterior.
Por exemplo, uma empresa estima que uma máquina terá vida útil de 8
anos, com valor residual de R$ 20.000,00. Após 2 (dois) anos de uso, a empresa
reavalia a máquina e verifica que, devido a procedimentos de produção, irá

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durar apenas mais 3 anos, ao invés de 6. Trata-se de uma mudança de


estimativa, que vale para somente para a máquina.
Podemos concluir, a partir o nosso exemplo, que uma revisão de
estimativa não é retificação de erro. A estimativa inicial foi feita com
informações disponíveis a época e não estavam erradas. A empresa revisou a
vida útil do ativo com base em informações posteriores. Portanto, as alterações
posteriores são mudanças de estimativas, e não correção de erros.
Muitos itens nas demonstrações contábeis não podem ser mensurados
com precisão, podendo apenas ser estimados, devido às incertezas inerentes às
atividades empresariais. A estimativa envolve julgamentos baseados na última
informação disponível e confiável. Por exemplo, podem ser exigidas estimativas
de (CPC 23 – item 32):
 perdas com créditos de liquidação duvidosa;
 obsolescência de estoque (perdas em estoques);
 valor justo de ativos financeiros ou passivos financeiros;
 vida útil de ativos depreciáveis ou o padrão esperado de consumo
dos futuros benefícios econômicos incorporados nesses ativos; e
 obrigações decorrentes de garantias.

O uso de estimativas razoáveis é parte essencial da elaboração de


demonstrações contábeis e não reduz sua confiabilidade.
A estimativa pode necessitar de revisão se ocorrerem alterações nas
circunstâncias em que a estimativa se baseou ou em consequência de novas
informações ou de maior experiência. Dada a sua natureza, a revisão da
estimativa não se relaciona com períodos anteriores nem representa correção
de erro.
Em outras palavras, não se faz reapresentação retrospectiva (ajustes
de período anteriores) em caso de mudança de estimativa.
O efeito de mudança de estimativa contábil deve ser reconhecido
prospectivamente, ou seja, deve ser aplicada a transações e outros eventos a
partir da data da mudança na estimativa.
A mudança na base de avaliação é uma mudança na política contábil e
não uma mudança na estimativa contábil. Quando for difícil distinguir uma
mudança na política contábil de uma mudança na estimativa contábil, a
mudança é tratada como mudança na estimativa contábil.
Por exemplo: a entidade pode alterar as suas estimativas em relação às
perdas estimadas com estoques (tal como ocorre com os créditos de liquidação
duvidosa), reconhecendo eventuais diferenças em contas de despesa (perdas

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efetivas maiores que as estimativas) ou de receitas (quando as perdas efetivas


foram inferiores às estimativas).
Contudo, se a base de avaliação (base de cálculo das estimativas) alterar,
como ocorre na mudança do método de avaliação de PEPS para custo médio
ponderado (a adoção de um ou outro método terá impacto sobre os valores dos
estoques), estaremos diante de uma mudança de política contábil.

3.3 – Retificação de Erro

estava disponível quando da


são omissões e incorreções autorização para divulgação das
nas demonstrações demonstrações contábeis desses
Erros de contábeis da entidade de períodos; e
um ou mais períodos
períodos anteriores decorrentes da
anteriores falta de uso, ou uso pudesse ter sido razoavelmente
incorreto, de informação obtida e levada em consideração
confiável que: na elaboração e na apresentação
dessas demonstrações contábeis.

Omissão material ou incorreção material é a omissão ou a informação


incorreta que puder, individual ou coletivamente, influenciar as decisões
econômicas que os usuários das demonstrações contábeis tomam com base
nessas demonstrações.
Em ambos os casos, tratam-se de erros que precisam ser retificados.
Tais erros incluem os efeitos de erros matemáticos, erros na aplicação
de políticas contábeis, descuidos ou interpretações incorretas de fatos e fraudes.
Portanto, se uma informação não estava disponível à época da
autorização para divulgação das demonstrações contábeis, nem poderia ser
razoavelmente obtida, não se deve considerar que houve erro.
Erros podem ocorrer no registro, na mensuração, na apresentação ou na
divulgação de elementos de demonstrações contábeis. As demonstrações
contábeis não estarão em conformidade com os Pronunciamentos,
Interpretações e Orientações deste CPC se contiverem erros materiais ou erros
imateriais cometidos intencionalmente para alcançar determinada apresentação
da posição patrimonial e financeira, do desempenho ou dos fluxos de caixa da
entidade. Os potenciais erros do período corrente descobertos nesse período
devem ser corrigidos antes de as demonstrações contábeis serem autorizadas
para publicação.
A entidade deve corrigir os erros materiais de períodos anteriores
retrospectivamente no primeiro conjunto de demonstrações contábeis cuja
autorização para publicação ocorra após a descoberta de tais erros:

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a) por reapresentação dos valores comparativos para o período anterior


apresentado em que tenha ocorrido o erro; ou
b) se o erro ocorreu antes do período anterior mais antigo apresentado
no conjunto de demonstrações, deverão ser ajustados os saldos de abertura dos
ativos, dos passivos e do patrimônio líquido para o período anterior mais antigo
apresentado no conjunto.

Contudo, caso seja impraticável determinar os efeitos da correção em


períodos anteriores, a entidade poderá deixar de fazer a reapresentação
retrospectiva.
Além dos ajustes contábeis, a entidade deverá divulgar em notas
explicativas a natureza do erro do período, o montante retificado e as
circunstâncias que levaram à existência do erro, bem como quando e de que
modo o erro foi corrigido.

(CFC / Exame de Suficiência / 2012) De acordo com


a NBC TG 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de
Erro, classifique as situações a seguir em: erro de período anterior, mudança
na política contábil ou mudança na estimativa contábil, conforme seja o caso.

I. Em 28.3.2009, uma empresa adquiriu um equipamento e, a partir de um


estudo, estabeleceu que a vida útil deste bem seria de 8 anos. Ao fazer a
revisão das demonstrações contábeis do ano de 2010, para publicação,
verificou-se que o responsável pelo controle do sistema de patrimônio
imobilizou o bem e atribuiu a vida útil de 10 anos.
II. De acordo com a NBC TG 16, os estoques devem ser mensurados pelo
valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o menor. Suponha
que esta norma seja alterada e passe a determinar que os estoques devam
ser mensurados pelo custo de aquisição corrigido monetariamente.
III. Uma determinada empresa adotou, até a data de elaboração das
demonstrações contábeis de 31.12.2010, o método de depreciação baseada
na vida útil estimada dos bens. Em 2011, a empresa elaborou um estudo
alterando o seu processo produtivo e definiu que determinadas máquinas
deveriam ser substituídas após a produção de um determinado volume de
produção, alterando, desta forma, o padrão para depreciação destas
máquinas, que passaram a ser depreciadas de acordo com o volume de
produção.

A sequência CORRETA é:

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a) Erro de período anterior, mudança na estimativa e mudança na política


contábil.
b) Mudança na política contábil, erro de período anterior, mudança na
estimativa.
c) Erro de período anterior, mudança na política contábil e mudança na
estimativa contábil.
d) Mudança na política contábil, mudança na estimativa e erro de período
anterior.
Resolução:
I – Erro de período anterior. Apesar de a empresa ter estabelecido a vida útil
deste bem em 8 anos, verificou-se que o responsável pelo controle do sistema
de patrimônio imobilizou o bem e atribuiu a vida útil de 10 anos. O referido
erro foi constatado no momento da revisão das demonstrações contábeis do
ano de 2010.
II – Mudança na política contábil. A norma alterou a base de avaliação dos
estoques.
III – Mudança na estimativa contábil. A empresa alterou o método de
depreciação, estabelecendo uma nova estimativa para os bens. Estes
deixaram de ser depreciados pela vida útil estimada e passaram a ser
depreciados com base na estimativa do volume de produção.
Gabarito: Letra C.

4 - Balancete de Verificação

O balancete de verificação é um demonstrativo de caráter auxiliar (não


obrigatório) em que são relacionadas todas as contas de acordo com a
natureza do saldo, sejam elas patrimoniais ou de resultado, retificadoras ou
não. As contas são apresentadas em duas colunas, uma de saldo devedor e a
outra de saldo credor.
O balancete de verificação evidencia a igualdade matemática dos
lançamentos efetuados no período, com o objetivo de verificar a correta
aplicação do método das partidas dobradas. Esse método é utilizado para indicar
que não há débito sem que haja um crédito correspondente e, em
consequência, que os valores totais dos débito e créditos registrados
tenham igual valor. Assim, havendo débito sem o respectivo crédito ou o
inverso, o balancete acusará.
As informações para a confecção do balancete de verificação são
extraídas do Livro Razão, porque nele contém os saldos das contas que
necessitamos para a sua elaboração.

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O balancete de verificação não identifica todos os erros cometidos na


escrituração, mas apenas os provenientes da incorreta aplicação do método
das partidas dobradas ou de erro na transposição de contas do Livro
Razão. Por exemplo, se no lugar de debitar a conta Clientes, o contabilista
debitar a conta Caixa, o balancete de verificação não identificará o erro no uso
dessas contas. Além disso, ele também não evidencia as omissões de
lançamentos, os lançamentos feitos em duplicidades e as inversões de
lançamentos.
Exemplos de alguns erros identificáveis no balancete de verificação:
 Registro só a débito, sem o crédito correspondente;
 Debitar ou creditar as duas contas, ao invés de debitar uma conta e
creditar outra;
 Registro de um débito, sendo que o crédito foi lançado por um valor
duas vezes igual ao crédito;
 Registrar em uma conta de natureza devedora, um valor que a torne
com saldo credor (por exemplo, saldo credor de caixa que não pode
existir);

Existem dois tipos de balancetes:


1) Balancete de Verificação Inicial; e
2) Balancete de Verificação Final.

1) Balancete de Verificação Inicial: Relaciona todas as contas de


resultado (Receitas e Despesas) e contas patrimoniais (Ativo, Passivo
Exigível, PL, retificadoras do Ativo, do Passivo Exigível e do PL). O respectivo
balancete é elaborado antes da Apuração do Resultado do Exercício (ARE).
2) Balancete de Verificação Final: Relaciona somente as contas
patrimoniais (Ativo, Passivo Exigível, PL, retificadoras do Ativo, do Passivo
Exigível e do PL). Nesse balancete as contas de resultado (Receitas e
Despesas) são encerradas em contrapartida com a conta Apuração do
Resultado do Exercício. Esta é transferida para o PL para a conta Lucros
Acumulados ou Prejuízos Acumulados a depender do resultado (Lucro ou
Prejuízo) da entidade.

Exemplo: Após registro dos fatos contábeis, a empresa Sortudos Ltda.


apresentou os seguintes saldos de contas:
1. Caixa: R$ 100,00
2. Mercadorias: R$ 200,00
3. Clientes: R$ 700,00
4. Contas a pagar: R$ 500,00

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5. Fornecedores: R$ 100,00
6. Capital Social: R$ 400,00
7. Receitas: R$ 800,00
8. Despesas: R$ 300,00
9. Veículos: R$ 500,00

Caixa --> BEM --> ATIVO --> SALDO DEVEDOR


Mercadorias --> BEM --> ATIVO --> SALDO DEVEDOR
Clientes --> DIREITO --> ATIVO --> SALDO DEVEDOR
Contas a Pagar --> OBRIGAÇÂO --> PASSIVO --> SALDO CREDOR
Fornecedores --> OBRIGAÇÂO --> PASSIVO --> SALDO CREDOR
Capital Social --> PATRIMÔNIO LÍQUIDO --> SALDO CREDOR
Receitas --> SALDO CREDOR
Despesas --> SALDO DEVEDOR
Veículos --> BEM --> ATIVO --> SALDO DEVEDOR

BALANCETE DE VERIFICAÇÃO INICIAL


Saldo
Contas
Devedor Credor
Caixa 100,00
Mercadorias 200,00
Clientes 700,00
Contas a pagar 500,00
Fornecedores 100,00
Capital Social 400,00
Receitas 800,00
Despesas 300,00
Veículos 500,00
Total 1.800,00 1.800,00

No exemplo, o valor total do saldo devedor e credor é de R$ 1.800,00.

Para elaborar o balancete de verificação final, devemos, antes, calcular o


resultado do exercício.
Resultado do Exercício = Receitas – Despesas

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Resultado do exercício = 800,00 – 300,00 = 500,00


Lucro = R$ 500,00.
Como a empresa obteve um lucro, os R$ 500,00 devem ser transferidos
para a conta Lucros Acumulado do PL, de saldo credor.
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO FINAL
Saldo
Contas
Devedor Credor
Caixa 100,00
Mercadorias 200,00
Clientes 700,00
Contas a pagar 500,00
Fornecedores 100,00
Capital Social 400,00
Veículos 500,00
Lucros Acumulados 500,00
Total 1.500,00 1.500,00

No caso do balancete de verificação final, o valor total do saldo devedor


e credor é de R$ 1.500,00.
Vamos praticar futuros AFRFB!!!!

(ESAF / AFC-STN / 2008) Em 31 de dezembro de 2007, a


companhia Armazéns Gerais S/A organizou, em ordem alfabética, a seguinte
relação de contas, com os respectivos saldos, para fins de elaboração de um
balancete geral de verificação:
Contas Saldos
Ações de Coligadas 1.400,00
Ações de Controladas 800,00
Ações em Tesouraria 340,00
Amortização Acumulada 400,00
Bancos c/ Movimento 3.000,00
Caixa 1.000,00
Capital Social 9.000,00
Capital Social a Realizar 1.600,00
Clientes 1.850,00
Comissões Ativas 240,00

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Comissões Ativas a Receber 100,00


Comissões Ativas a Vencer 120,00
Comissões Passivas 300,00
Comissões Passivas a Vencer 80,00
Contribuições Previdenciárias 600,00
Contribuições a Recolher 350,00
Custo das Vendas 4.800,00
Depreciação Encargos 680,00
Depreciação Acumulada 1.200,00
Duplicatas a Pagar 4.200,00
Duplicatas a Receber 2.100,00
Duplicatas Descontadas 1.300,00
Empréstimos Bancários 3.500,00
Fornecedores 2.200,00
Imóveis 3.800,00
Impostos 300,00
Impostos a Recolher 180,00
Impostos a Recuperar 220,00
Marcas e Patentes 1.180,00
Mercadorias 2.150,00
Móveis e Utensílios 2.000,00
Prejuízos Acumulados 440,00
Provisão p/ Dev. Duvidosos 210,00
Provisão para Férias 960,00
Provisão para FGTS 600,00
Provisão para IR 320,00
Receita de Vendas 7.800,00
Reservas de Capital 680,00
Reservas Estatutárias 440,00
Reserva Legal 500,00
Salários e Ordenados 1.800,00
Valores Mobiliários 700,00
Veículos 4.000,00
Considerando que o Contador, propositalmente, para testar o raciocínio, deixou
de incluir uma conta na referida relação, pede-se: indique a opção que contém
o valor da soma dos saldos devedores indicados.
a) R$ 35.240,00.

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b) R$ 33.240,00.
c) R$ 32.150,00.
d) R$ 32.130,00.
e) R$ 30.130,00.
Resolução:
Nessa questão, você poderia identificar apenas as contas de natureza
devedora e somar os valores. Para efeitos didáticos, vou elaborar o balancete
de verificação completo.
O saldo de cada conta pode ser identificado a partir do plano de contas.
Para auxiliar o seu entendimento, vou colocar uma coluna a parte com a
classificação de acordo com o Balanço Patrimonial.
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
Contas Classificação Devedor Credor

Ações de Coligadas Ativo 1.400,00


Ações de Controladas Ativo 800,00
Ações em Tesouraria Redutora do PL 340,00
Amortização Acumulada Redutora do ativo 400,00

Bancos c/ Movimento Ativo 3.000,00


Caixa Ativo 1.000,00
Capital Social Patrimônio líquido (PL) 9.000,00

Capital Social a Realizar Redutora do PL 1.600,00


Clientes Ativo 1.850,00
Comissões Ativas Receita 240,00
Comissões Ativas a
Ativo 100,00
Receber
Comissões Ativas a Vencer Passivo 120,00

Comissões Passivas Despesa 80,00


Comissões Passivas a
Ativo 300,00
Vencer
Contribuições
Despesa 600,00
Previdenciárias
Contribuições a Recolher Passivo 350,00

Custo das Vendas Despesa 4.800,00


Depreciação Encargos Despesa 680,00
Depreciação Acumulada Redutora do ativo 1.200,00

Duplicatas a Pagar Passivo 4.200,00

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Duplicatas a Receber Ativo 2.100,00


Duplicatas Descontadas Passivo 1.300,00
Empréstimos Bancários Passivo 3.500,00
Fornecedores Passivo 2.200,00
Imóveis Ativo 3.800,00
Impostos Despesa 300,00
Impostos a Recolher Passivo 180,00

Impostos a Recuperar Ativo 220,00


Marcas e Patentes Ativo 1.180,00
Mercadorias Ativo 2.150,00
Móveis e Utensílios Ativo 2.000,00
Prejuízos Acumulados Redutora do PL 440,00
Provisão p/ Dev.
Redutora do ativo 210,00
Duvidosos
Provisão para Férias Passivo 960,00
Provisão para FGTS Passivo 600,00
Provisão para IR Passivo 320,00
Receita de Vendas Receita 7.800,00
Reservas de Capital Patrimônio líquido 680,00
Reservas Estatutárias Patrimônio líquido 440,00
Reserva Legal Patrimônio líquido 500,00
Salários e Ordenados Despesa 1.800,00
Valores Mobiliários Ativo 700,00
Veículos Ativo 4.000,00
Total - 35.240,00 34.200,00

Gabarito: Letra A.

Por hoje é só. Apresento um resumo com os principais pontos vistos na


nossa aula para futuras revisões. Bons estudos!!!

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5 – Resumo da Aula

Não precisam ser classificados no ativo imobilizado, os quais serão


debitados diretamente ao resultado do exercício, como custo ou despesa
operacional, os bens e direitos:
 cujo valor unitário não supere o limite de R$ 326,21 fixado na legislação
tributária, mesmo que o prazo de vida útil seja superior a um ano;
 os elementos patrimoniais de vida útil ou prazo de exercício inferior a um
ano;
 os bens locados ou sujeitos a arrendamento mercantil (leasing)
operacional;

De acordo com o § 2º, art. 183, da Lei 6.404/76, a diminuição do valor


dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada
periodicamente nas contas de:

▪ quando corresponder à perda do valor dos


direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a
DEPRECIAÇÃO
desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da
natureza ou obsolescência;

▪ quando corresponder à perda do valor do capital


aplicado na aquisição de direitos da propriedade
industrial ou comercial e quaisquer outros com
AMORTIZAÇÃO
existência ou exercício de duração limitada, ou
cujo objeto sejam bens de utilização por prazo
legal ou contratualmente limitado;

▪ quando corresponder à perda do valor,


decorrente da sua exploração, de direitos cujo
EXAUSTÃO
objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou
bens aplicados nessa exploração.

Para concursos, devemos usar o que informa a questão, ainda que


diferente do critério fiscal. Se não mencionar vida útil, usamos a taxa de
depreciação que o fisco determina, conforme tabela abaixo:
Bens (contas) Taxa anual Prazo (vida útil)
Edifícios, construções e benfeitorias 4% 25 anos
Máquinas, equipamentos e instalações 10% 10 anos
Móveis e Utensílios 10% 10 anos
Computadores e periféricos 20% 5 anos
Veículos 20% 5 anos

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Não é admitido o registro de quota de depreciação em relação aos


seguintes bens:
a. Terrenos, salvo em relação aos melhoramentos, benfeitorias e
construções;
b. Prédios ou construções não alugados e nem utilizados na produção de
bens ou serviços destinados a manter a atividade da empresa;
c. Bens que aumentam de valor com o tempo como as antiguidades e as
obras de arte;
d. Bens para os quais sejam registradas quotas de amortização ou
exaustão.

Conceitos importante que você deve levar para sua prova:


1) Valor original: É o valor pelo qual o bem é inicialmente registrado na
contabilidade da entidade. Normalmente, equivale ao custo de aquisição dos
veículos, máquinas, imóveis, etc. O valor original não deve ser alterado para
registro da depreciação. Iremos utilizar a conta retificadora de ativo
“Depreciação Acumulada” para isso.
2) Valor contábil: é o montante pelo qual o ativo está registrado na
contabilidade, líquido da respectiva depreciação, amortização ou exaustão
acumulada e das perdas estimadas por redução ao valor recuperável. Por
exemplo:
Valor original registrado no Balanço Patrimonial 10.000
(-) Depreciação, Amortização ou Exaustão Acumulada (2.000)
(-) Perdas Estimadas por Redução ao Valor Recuperável 0
= Valor Contábil 8.000

3) Valor residual: Valor residual é o montante líquido que a entidade


espera, com razoável segurança, obter por um ativo no fim de sua vida útil,
deduzidos os custos esperados para sua venda. Esse valor não deve ser
depreciado.
4) O valor depreciável é o montante que a entidade deverá utilizar
como base de cálculo para lançamento das despesas de depreciação. Valor
depreciável, amortizável e exaurível é o custo de um ativo, menos o seu
valor residual. Por exemplo, um veículo adquirido por R$ 10.000,00 tem vida
útil de 5 anos e valor residual de 10% (1.000,00). Assim, o valor depreciável é
igual a R$ 9.000,00 (10.000 – 1.000).
5) Um Bem só pode ser depreciado a partir do mês em que for
colocado em uso.

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6) Quando um Bem for adquirido e colocado em uso durante o ano, sua


taxa de depreciação deverá ser proporcional ao número de meses durante o
qual for utilizado. Considera-se como mês integral a fração do mês no qual o
bem foi posto em utilização, mesmo que tenha sido de apenas um dia.
7) Lançamento de aquisição de um bem depreciável à vista:
D - Veículos (Ativo Imobilizado)
C - Caixa (Ativo Circulante)

8) Lançamento de registro da depreciação no período:


D - Despesas de Depreciação (Resultado)
C - Depreciação Acumulada (Redutora do Ativo)

9) Quando a depreciação acumulada de um bem chegar a 100% não


haverá mas cálculo nem contabilização de depreciação. O bem permanece na
contabilidade pelo valor original e a conta Depreciação Acumulada terá valor
idêntico, até ser baixado.
10) Os gastos incorridos com reparos, conservação ou substituição de
partes ou peças de bens do ativo imobilizado, de que resulte aumento da vida
útil superior a um ano, devem ser incorporados ao valor do bem para
fins de depreciação do novo valor contábil. (Veremos detalhadamente em
aula posterior)

deve ser
vida útil definida
amortizado
Ativo
Intangível
vida útil não deve ser
indefinida amortizado

prazo contratual superior ao


prazo de esgotamento
Exaustão
prazo indeterminado de
Recursos exploração
minerais
prazo contratual inferior ao
Amortização
prazo de esgotamento

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11) Métodos de depreciação:


a) Método linear ou das quotas constantes): É o método mais
recorrente em provas. Se a questão não mencionar o método de
depreciação, você irá utilizar o linear. A depreciação é determinada
dividindo-se os 100% (cem por cento) do bem ou do seu valor pelo tempo
de vida útil estimada.
b) Método da soma dos dígitos ou método de Cole;
c) Método das horas de trabalho;
d) Métodos das unidades produzidas;

12) Coeficientes adotados na depreciação acelerada:


I. Coeficiente 1,0 para um turno de oito horas de operação;
II. Coeficiente 1,5 para 2 turnos de oito horas de operação (16 horas);
III. Coeficiente 2,0 para 3 turnos de oito horas de operação (24 horas);

O prazo de depreciação de bens usados será o maior dentre os seguintes:


a. metade do prazo de vida útil do bem novo;
b. restante do prazo de vida útil do bem, considerado este em
relação à primeira instalação ou utilização desse bem.

5.1 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro

▪ São os princípios, as bases, as convenções, as


regras e as práticas específicas aplicados pela
entidade na elaboração e na apresentação de
Políticas Contábeis
demonstrações contábeis. Ou seja, política contábil é
algo bastante particular e, em geral, fica à critério da
administração das companhias decidi-las.

▪ É um ajuste nos saldos contábeis de ativo ou de


passivo, ou nos montantes relativos ao consumo
periódico de ativo, que decorre da avaliação da
Mudança na situação atual e das obrigações e dos benefícios futuros
estimativa contábil esperados associados aos ativos e passivos.
Alterações de estimativas decorrem de novas
informações ou inovações, portanto, não são
retificações de erros.

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estava disponível quando da


são omissões e incorreções autorização para divulgação das
nas demonstrações demonstrações contábeis desses
Erros de contábeis da entidade de períodos; e
um ou mais períodos
períodos anteriores decorrentes da
anteriores falta de uso, ou uso pudesse ter sido razoavelmente
incorreto, de informação obtida e levada em consideração
confiável que: na elaboração e na apresentação
dessas demonstrações contábeis.

É a aplicação de nova política contábil a transações, a


outros eventos e a condições, como se essa política
Aplicação tivesse sido sempre aplicada. Ou seja, a nova política
retrospectiva contábil retroage para demonstrar seus efeitos em
exercícios anteriores, a fim de manter a
comparabilidade das demonstrações.

a aplicação da nova política


Aplicação prospectiva contábil a transações, a outros
de mudança em eventos e a condições que ocorram
política contábil e de após a data em que a política é
Aplicação reconhecimento do alterada; e
prospectiva efeito de mudança em
estimativa contábil o reconhecimento do efeito da
representa, mudança na estimativa contábil
respectivamente: nos períodos corrente e futuro
afetados pela mudança.

Aplicação retrospectiva ou prospectiva


Alteração da política contábil Aplicação retrospectiva (exceto se impraticável)
Alteração na estimativa contábil Aplicação prospectiva
Erros materiais que possam afetar as
decisões dos usuários Aplicação retrospectiva
Erros decorrentes de fraude

Segundo o CPC 23, quando houver Pronunciamentos, Interpretações ou


Orientações que se apliquem especificamente as políticas contábeis, a entidade
deverá seguir as políticas contábeis indicadas nestes normativos.
Na ausência de Pronunciamentos, Interpretações ou Orientações, a
administração da entidade poderá eleger a política contábil que resulte em
informação: relevante e confiável, de tal modo que as demonstrações
contábeis representem adequadamente a posição patrimonial e financeira,
reflitam a essência econômica de transações (primazia da essência sobre
a forma), sejam neutras, prudentes e completas.

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for exigida por Pronunciamento,


Interpretação ou Orientação; ou

A entidade deve alterar resultar em informação confiável e mais


uma política contábil relevante nas demonstrações contábeis
apenas se a mudança sobre os efeitos das transações, outros
eventos ou condições acerca da posição
patrimonial e financeira, do desempenho
ou dos fluxos de caixa da entidade.

O uso de estimativas é parte essencial da elaboração de demonstrações


contábeis e não reduz sua confiabilidade.

perdas com créditos de liquidação duvidosa;

obsolescência de estoque (perdas em estoques);

Podem ser exigidas valor justo de ativos financeiros ou passivos


financeiros;
estimativas de
vida útil de ativos depreciáveis ou o padrão
esperado de consumo dos futuros benefícios
econômicos incorporados nesses ativos; e

obrigações decorrentes de garantias.

A revisão da estimativa não se relaciona com períodos anteriores nem


representa correção de erro.
A mudança na base de avaliação é uma mudança na política contábil e
não uma mudança na estimativa contábil. Quando for difícil distinguir uma
mudança na política contábil de uma mudança na estimativa contábil, a
mudança é tratada como mudança na estimativa contábil.
Devem ser corrigidos os erros materiais (aqueles que podem alterar a
decisão dos usuários) e os erros intencionais (fraudes), mesmo os
imateriais. O pronunciamento propõe um tratamento rigoroso com as fraudes
(erros cometidos intencionalmente).

5.2 – Balancete de Verificação


O balancete de verificação é um demonstrativo de caráter auxiliar (não
obrigatório) em que são relacionadas todas as contas de acordo com a
natureza do saldo, sejam elas patrimoniais ou de resultado, retificadoras ou
não.

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As contas são apresentadas em duas colunas, uma de saldo devedor e


a outra de saldo credor. O balancete acusará quando ocorrer um débito sem
o respectivo crédito ou o inverso.
O balancete de verificação evidencia a igualdade matemática dos
lançamentos efetuados no período, com o objetivo de verificar a correta
aplicação do método das partidas dobradas.
Existem dois tipos de balancetes:
1) Balancete de Verificação Inicial: é elaborado antes da Apuração do
Resultado do Exercício (ARE). Relaciona as contas patrimoniais e de resultado.
2) Balancete de Verificação Final: é elaborado após a Apuração do
Resultado do Exercício (ARE). Relaciona somente as contas patrimoniais.

Vamos agora treinar o seu aprendizado por meio de exercícios de


concursos anteriores da ESAF. Em seguida temos as questões comentadas. Se
você preferir responder antes de olhar os comentários, vá direto para a página
70 e depois retorne para verificar os comentários das questões.
Qualquer dúvida e/ou esclarecimentos, estarei à disposição no Fórum.
Não deixe de nos procurar, tirando suas dúvidas, e nos ajudando a aprimorar o
nosso curso.
Conte comigo e Firmeza nos Estudo (FÉ)!
Feliphe Araújo.

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6 – Questões comentadas

01. (ESAF / AFRFB / 2012) A Cia. Gráfica Firmamento adquire uma máquina
copiadora, em 02/01/2008, pelo valor de R$ 1,2 milhões, com vida útil estimada
na capacidade total de reprodução de 5 milhões de cópias. A expectativa é de
que, após o uso total da máquina, a empresa obtenha por este bem o valor de
R$ 200.000,00, estabelecendo um prazo máximo de até 5 anos para atingir a
utilização integral da máquina.
No período de 2008/2009, a empresa executou a reprodução de 2.500.000 das
cópias esperadas e no decorrer de 2010 foram reproduzidas mais 1.300.000
cópias. Ao final de 2010, o Departamento de Gestão Patrimonial da empresa
determina como valor recuperável desse ativo R$ 440.000,00.
Com base nos dados fornecidos, é possível afirmar que
a) o valor depreciável dessa máquina é de R$ 1.000.000,00.
b) o saldo da depreciação acumulado em 2010 é de R$ 720.000,00.
c) em 2010 a empresa deve registrar como despesa de depreciação o valor de
R$ 640.000,00.
d) o valor líquido dessa máquina ao final de 2010 é R$ 240.000,00.
e) ao final de 2010 a empresa deve reconhecer uma perda estimada de R$
200.000,00.
Resolução: Dados da questão:
Custo de aquisição da máquina: R$ 1.200.000,00
Capacidade total de reprodução (vida útil): 5.000.000 de cópias
Valor residual: R$ 200.000,00
Valor depreciável = custo de aquisição – valor residual = 1.200.000 – 200.000
Valor depreciável = R$ 1.000.000,00. Já descobrimos o gabarito: letra A.
Analisando as demais assertivas:
1. Cópias de 2008/2009 = 2.500.000 → 50% (2.500.000/5.000.000)
Depreciação de 2008/2009 = 50% x 1.000.000 = R$ 500.000,00
2. Cópias de 2010 = 1.300.000 → 26% (1.300.000/5.000.000)
Depreciação de 2010 = 26% x 1.000.000 = R$ 260.000,00

Balanço Patrimonial em 2010:


Custo de aquisição 1.200.000
(-) Depreciação acumulada (760.000) → 1.000.000 x 76%
= Valor contábil 440.000

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Analisando as demais assertivas:


b) o saldo da depreciação acumulado em 2010 é de R$ 720.000,00 760.000,00.
c) em 2010 a empresa deve registrar como despesa de depreciação o valor de
R$ 640.000,00 260.000,00.
d) o valor líquido dessa máquina ao final de 2010 é R$ 240.000,00 440.000,00.
e) ao final de 2010 a empresa não deve reconhecer uma perda estimada de R$
200.000,00. Esse assunto vamos ver em aula futura. Como o valor recuperável
é igual ao valor contábil (440.000,00), a empresa não deve reconhecer perdas.
Gabarito: Letra A.

02. (ESAF / AFRFB / 2009) A relação seguinte refere-se aos títulos contábeis
constantes do livro Razão da empresa comercial Concórdia Sociedade Anônima,
e respectivos saldos, em 31 de dezembro de 2008:
01 – Bancos Conta Movimento 17.875,00
02 – Bancos Conta Empréstimos 50.000,00
03 – Conta Mercadorias 42.500,00
04 – Capital Social 105.000,00
05 – Móveis e Utensílios 280.000,00
06 – ICMS a Recolher 7.500,00
07 – Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) 212.500,00
08 – Salários e Ordenados 10.000,00
09 – Contribuições de Previdência 3.750,00
10 – Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa 3.500,00
11 – Depreciação Acumulada 44.800,00
12 – Retenção de Lucros 51.200,00
13 – Vendas de Mercadorias 352.000,00
14 – Impostos e Taxas 2.200,00
15 – PIS e COFINS 8.625,00
16 – ICMS sobre vendas 52.500,00
17 – Pró-labore 7.600,00
18 – Fornecedores 157.750,00
19 – PIS e COFINS a Recolher 1.800,00
20 – Duplicatas a Receber 100.000,00
21 – Encargos de Depreciação 32.000,00
22 – Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 3.000,00
Ao elaborar o balancete geral de verificação, no fim do exercício social, com as
contas e saldos apresentados, a empresa, certamente, encontrará:
a) um balancete fechado em R$ 773.050,00.

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b) um saldo credor a menor em R$ 100.000,00.


c) um saldo devedor a maior em R$ 25.600,00.
d) um endividamento de R$ 167.050,00.
e) um lucro com mercadorias de R$ 137.500,00.
Resolução: Vamos calcular o valor dos saldos devedores e credores.
SALDOS DEVEDORES
01 – Bancos Conta Movimento 17.875,00
03 – Conta Mercadorias 42.500,00
05 – Móveis e Utensílios 280.000,00
07 – Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) 212.500,00
08 – Salários e Ordenados 10.000,00
09 – Contribuições de Previdência 3.750,00
10 – Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa 3.500,00
14 – Impostos e Taxas 2.200,00
15 – PIS e COFINS 8.625,00
16 – ICMS sobre vendas 52.500,00
17 – Pró-labore 7.600,00
20 – Duplicatas a Receber 100.000,00
21 – Encargos de Depreciação 32.000,00
Total R$ 773.050,00

SALDOS CREDORES
02 – Bancos Conta Empréstimos 50.000,00
04 – Capital Social 105.000,00
06 – ICMS a Recolher 7.500,00
11 – Depreciação Acumulada 44.800,00
12 – Retenção de Lucros 51.200,00
13 – Vendas de Mercadorias 352.000,00
18 – Fornecedores 157.750,00
19 – PIS e COFINS a Recolher 1.800,00
22 – Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 3.000,00
Total R$ 773.050,00
Encontramos um balancete fechado em R$ 773.050,00. Gabarito: Letra A.

03. (ESAF / AFRFB / 2012) Na identificação e determinação de erro contábil


de períodos anteriores, devem ser consideradas as omissões e incorreções nas
demonstrações contábeis da entidade de um ou mais períodos anteriores que
a) não estavam disponíveis quando da autorização para divulgação das
demonstrações contábeis desses períodos e não retroagissem a prazo superior
a dois exercícios contábeis.

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b) somente quando se verifica efetivamente fraudes administrativas nos


cálculos e informações que respaldaram as informações sobre as quais as
demonstrações retrospectivas foram baseadas.
c) na avaliação de seus efeitos incluíssem os efeitos decorrentes de cálculos
matemáticos ou aplicação equivocada de políticas contábeis que não
retroagissem a cinco períodos contábeis.
d) contivessem informações que pudessem ter sido razoavelmente obtidas e
levadas em consideração na elaboração e na apresentação dessas
demonstrações contábeis.
e) a necessidade de uma reapresentação retrospectiva exigir premissas
baseadas no que teria sido a intenção da Administração naquele momento
passado e não produzissem efeitos fiscais.
Resolução:
Esquematização utilizada para resolução da questão:

estava disponível quando da


são omissões e autorização para divulgação das
incorreções nas demonstrações contábeis desses
Erros de demonstrações contábeis períodos; e
da entidade de um ou
períodos mais períodos anteriores
anteriores decorrentes da falta de uso, pudesse ter sido razoavelmente
ou uso incorreto, de obtida e levada em consideração
informação confiável que: na elaboração e na apresentação
dessas demonstrações contábeis.

Gabarito: Letra D.
Vejamos as demais alternativas:
Alternativa a: incorreta. Só se considera erro aquilo que estava disponível ou
que pudesse ter sido razoavelmente obtida e levada em consideração na
elaboração e apresentação das demonstrações.
Alternativa b: incorreta. A correção do erro de períodos (omissões ou
incorreções) anteriores não se restringe a fraudes (omissões ou incorreções
intencionais), já que pode haver, também, o erro de boa-fé, por simples
desconhecimento ou equívoco.
Alternativa c: incorreta. Não há a fixação de número específico de períodos para
avaliação dos efeitos do erro.
Alternativa e: incorreta. Quando, para a correção do erro, for necessário
estabelecer premissas baseadas no que teria sido a intenção da Administração
no momento, a reapresentação retrospectiva torna-se impraticável.
Gabarito: Letra D.

04. (ESAF / AFRFB / 2012) O balancete de verificação evidencia:

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a) os estornos efetuados no período.


b) a configuração e classificação correta dos itens contábeis.
c) a igualdade matemática dos lançamentos efetuados no período.
d) o registro dos movimentos individuais das contas contábeis no período.
e) os lançamentos do período, quando efetuados de forma correta no período.
Resolução:
Conforme visto na nossa aula, o balancete de verificação tem por objetivo
verificar a correta aplicação do método das partidas dobradas, para indicar
que não há débito sem que haja um crédito correspondente e, em consequência,
que os valores totais dos débito e créditos registrados tenham igual
valor.
Assim, o balancete de verificação evidencia a igualdade matemática dos
lançamentos efetuados no período.
Gabarito: Letra C.

05. (ESAF / ATRFB/ 2012) A companhia Metalgrosso S.A. apresenta como


extrato de seu Livro Razão, em 31.12.2011, a seguinte relação de contas e
respectivos saldos:
Conta saldos
01 - Ações de Coligadas 60
02 - Ações em Tesouraria 10
03 - Aluguéis Passivos 32
04 - Amortização Acumulada 25
05 - Bancos c/ Movimento 100
06 - Caixa 80
07 - Capital a Realizar 45
08 - Capital Social 335
09 - Clientes 120
10 - Comissões Ativas 46
11 - Custo das Vendas 200
12 - Depreciação 28
13 - Depreciação Acumulada 45
14 - Descontos Concedidos 18
15 - Descontos Obtidos 17
16 - Despesas de Organização 90
17 - Duplicatas a Receber 85
18 - Duplicatas a Pagar 115
19 - Duplicatas Descontadas 35

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20 - Fornecedores 195
21 - Máquinas e Equipamentos 130
22 - Mercadorias 145
23 - Móveis e Utensílios 40
24 - Obrigações Trabalhistas 18
25 - Prêmio de Seguros 40
26 - Prejuízos Acumulados 12
27 - Provisão para Devedores Duvidosos 30
28 - Provisão para Imposto de Renda 22
29 - Receitas de Vendas 350
30 - Reservas de Capital 65
31 - Reservas de Lucro 125
32 - Salários e Ordenados 60
33 - Seguros a Vencer 28
34 - Títulos a Pagar 20
35 - Veículos 180
Elaborando um balancete de verificação com os saldos acima, certamente
encontraremos saldos credores no montante de
a) R$ 1.065,00.
b) R$ 1.308,00.
c) R$ 1.338,00.
d) R$ 1.373,00.
e) R$ 1.443,00.
Resolução:
Vou fazer o balancete de verificação completo. Porém, no dia da prova, como
a questão só pergunta o valor dos saldos credores, basta identificar as contas
que tem saldo credor e somar esses valores.
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
Contas Devedor Credor

Ações de Coligadas 60

Ações em Tesouraria 10

Aluguéis Passivos 32

Amortização Acumulada 25

Bancos c/ Movimento 100

Caixa 80

Capital a Realizar 45

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Capital Social 335

Clientes 120

Comissões Ativas 46

Custo das Vendas 200

Depreciação 28

Depreciação Acumulada 45

Descontos Concedidos 18

Descontos Obtidos 17

Despesas de Organização 90

Duplicatas a Receber 85

Duplicatas a Pagar 115

Fornecedores 35

Duplicatas Descontadas 195

Máquinas e Equipamentos 130

Mercadorias 145

Móveis e Utensílios 40

Obrigações Trabalhistas 18
Prêmio de Seguros 40

Prejuízos Acumulados 12

Provisão para Devedores Duvidosos 30

Provisão para Imposto de Renda 22

Receitas de Vendas 350

Reservas de Lucro 65

Reservas de Capital 125

Salários e Ordenados 60

Seguros a Vencer 28

Títulos a Pagar 20
Veículos 180

Total 1.503,00 1.443,00

Saldos credores no montante de R$ 1.443,00.


Em regra, quando uma expressão não vier determinada, trata-se de uma
despesa. Exemplo: Salários pode ser despesa de salários e salários a
pagar. Se na questão vier apenas a nomenclatura salários, entende-se que é
despesa de salários. Falei em regra, porque existem exceções. Na visão ESAF,

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conforme visto nessa questão, ela entende que Obrigações Trabalhistas é


um passivo.
Dicas para as seguintes contas:
1) Obrigações Trabalhistas: Pode ser classificada no Resultado como despesa
ou no Passivo. Na visão ESAF, obrigação trabalhista é uma conta do passivo.
2) Prêmios de seguros: Despesa de seguros.
3) Salários e ordenados: Pode ser classificada no Resultado ou no Passivo. Na
visão ESAF, é uma despesa.
Geralmente, as bancas, para confundir os candidatos, colocam valores de tal
modo que os saldo devedores e credores não são iguais.
Gabarito: Letra E.

06. (Cesgranrio / BNDES / 2013) Nos termos do CPC 23 do Comitê de


Pronunciamentos Contábeis, que trata de políticas contábeis, mudança de
estimativa e retificação de erros, a entidade deve selecionar suas políticas
contábeis e aplicá-las de modo uniforme em transações semelhantes.
Entretanto, o próprio CPC oferece a entidade a probabilidade de fazer
mudança nas práticas contábeis.
Nesse aspecto da mudança de práticas contábeis, o CPC informa que a
entidade deve alterar uma política contábil apenas se a mudança
a) atender às necessidades gerenciais de ordem interna.
b) contribuir de forma mais relevante para a evidenciação e segurança dos
ativos.
c) for imposta pela Assembleia Geral dos Acionistas, controladores e não
controladores.
d) resultar em informação confiável e mais relevante nas demonstrações
contábeis sobre os efeitos de transações, posição patrimonial e financeira,
desempenho ou dos fluxos de caixa.
e) ocorrer por livre decisão dos órgãos administrativos para gerar informações
gerenciais mais confiáveis e relevantes para a tomada de decisão.
Resolução:
for exigida por Pronunciamento,
Interpretação ou Orientação; ou

A entidade deve alterar resultar em informação confiável e mais


uma política contábil relevante nas demonstrações contábeis
apenas se a mudança sobre os efeitos das transações, outros
eventos ou condições acerca da posição
patrimonial e financeira, do desempenho
ou dos fluxos de caixa da entidade.

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Gabarito: Letra D.

07. (ESAF / Analista de Comércio Exterior - MDIC / 2012) Uma máquina


adquirida em abril de 2010 por R$ 3.000,00, instalada para funcionar em julho
do mesmo ano, com expectativa de vida útil estimada em 10 anos, tem
depreciação contabilizada, considerando-se um valor residual de 20%.
No balanço referente ao exercício social de 2011, deverá ser computado como
encargo de depreciação, em relação a essa máquina, o valor de
a) R$ 450,00.
b) R$ 360,00.
c) R$ 300,00.
d) R$ 240,00.
e) R$ 180,00.
Resolução:
Valor de aquisição = R$ 3.000,00
Valor residual = 600,00 (20% X 3.000,00)
Valor depreciável = valor de aquisição - valor residual = 3.000 - 600
Valor depreciável = 2.400,00
Vida útil = 10 anos; Taxa de depreciação = 100%/10 anos = 10% ao ano.
Portanto, a depreciação em 2011 é de R$ 240,00 (10% X 2.400,00).
Gabarito: Letra D.

08. (ESAF / AFRFB / 2009) Observando o patrimônio da empresa Constituída


S.A. e as transações realizadas, encontramos, em primeiro lugar, os seguintes
dados contabilizados:
Capital registrado na Junta Comercial R$ 40.000,00
Dinheiro guardado em espécie R$ 5.500,00
Um débito, em duplicatas, com a GM R$ 7.500,00
Um crédito, em duplicatas, com as lojas Sá R$ 10.500,00
Um Vectra GM do próprio uso R$ 35.000,00
Lucros de períodos anteriores R$ 3.500,00
Em seguida, constatamos o pagamento de R$ 3.000,00 da dívida existente, com
descontos de 10%; e a contratação de empréstimo bancário de R$ 6.500,00,
incidindo encargos de 4%, com a emissão de notas promissórias.

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Classificando contabilmente os componentes desse patrimônio e considerando


as variações provocadas pelas duas transações do exemplo, pode-se dizer que
os saldos daí decorrentes, no fim do período, serão devedores e credores de:
a) R$ 51.000,00.
b) R$ 54.540,00.
c) R$ 60.460,00.
d) R$ 60.500,00.
e) R$ 61.060,00.
Resolução:
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO INICIAL
Contas Devedor Credor
Dinheiro guardado em espécie 5.500,00
Um crédito, em duplicatas, com as lojas Sá 10.500,00
Um Vectra GM do próprio uso 35.000,00
Um débito, em duplicatas, com a GM 7.500,00
Capital registrado na Junta Comercial 40.000,00
Lucros de períodos anteriores 3.500,00
Total 51.000,00 51.000,00

Vamos realizar primeiro os lançamentos das operações subsequentes e depois


transferir para o razão:
1) Pagamento de R$ 3.000,00 da dívida existente, com descontos de
10%;
D – Duplicatas com a GM 3.000
C – Caixa 2.700
C – Descontos obtidos (conta de receita) 300

2) Contratação de empréstimo bancário de R$ 6.500,00, incidindo


encargos de 4%, com a emissão de notas promissórias.
D – Bancos 6.240
D – Despesas com NPs 260 (4% x 6.500)
C – Empréstimo bancário 6.500

Transferência das operações para o livro razão:


Duplicatas GM Caixa Descontos obtidos
(1) 3.000 7.500 5.500 2.700 (1) (3) 300 300 (1)
4.500 2.800 0

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Bancos Despesas com NP Empréstimo banc.


(2) 6.240 (2) 260 260 (4) 6.500 (2)
0

Resultado do exercício Lucros de períodos anter.


(4) 260 300 (3) 3500
40 (5)
(5) 40 40 40

Resultado do Exercício
Descontos Obtidos 300,00
(-) Despesas com NPs 260,00
Total 40,00

Após o cálculo do resultado do exercício, transferimos o seu saldo para os lucros


de períodos anteriores. Por fim, vamos elaborar o balancete de verificação.
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO FIM DO PERÍODO
Contas Devedor Credor
Dinheiro guardado em espécie 2.800,00
Bancos 6.240,00
Um crédito, em duplicatas, com as lojas Sá 10.500,00
Um Vectra GM do próprio uso 35.000,00
Um débito, em duplicatas, com a GM 4.500,00
Empréstimo bancário 6.500,00
Capital registrado na Junta Comercial 40.000,00
Lucros de períodos anteriores 3.540,00
Total 54.540,00 54.540,00
Gabarito: Letra B.

09. (FCC / SEFAZ – RO / 2010) Uma empresa adquiriu uma máquina, em


01/01/X1, pelo valor de R$ 240.000,00 para utilização em suas operações. A
vida útil econômica, estimada pela empresa, para esta máquina foi de 6 anos,
sendo que a empresa esperava vendê-la por R$ 60.000,00 ao final deste prazo.
No entanto, no início do segundo ano de uso, a empresa reavaliou que a vida
útil remanescente da máquina era de três anos e o valor estimado de venda ao
final do período era R$ 45.000,00. A empresa utiliza o método das quotas
constantes e, ao final de X1, não houve ajuste no valor do ativo pelo teste de

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recuperabilidade. Sendo assim, os valores das despesas de depreciação nos


anos X1 e X2, em relação a essa máquina, foram, respectivamente, e em reais:
a) 30.000,00 e 55.000,00
b) 30.000,00 e 65.000,00
c) 40.000,00 e 40.000,00
d) 40.000,00 e 70.000,00
e) 45.000,00 e 50.000,00
Resolução:
Cálculo da depreciação em 2009:
Custo de aquisição da máquina em 01/01/X1 = R$ 240.000,00
Valor residual = R$ 60.000,00
Valor depreciável = custo de aquisição – valor residual
Valor depreciável = 240.000 – 60.000 = R$ 180.000,00
Via útil = 6 anos
Tempo de utilização = 1 ano
Depreciação em 2009 = valor depreciável x tempo de utilização
Vida útil
Depreciação em 2009 = 180.000 x 1 = R$ 30.000,00
6

Cálculo da depreciação em 2010:


Custo de aquisição da máquina em 01/01/X1 = R$ 240.000,00
Depreciação acumulada em 2009 = R$ 30.000,00
Valor residual reavaliado = R$ 45.000,00
Valor depreciável = custo de aquisição – valor residual – dep. acumulada
Valor depreciável = 240.000 – 45.000 – 30.000= R$ 165.000,00
Via útil = 3 anos
Tempo de utilização = 1 ano
Depreciação em 2009 = valor depreciável x tempo de utilização
Vida útil
Depreciação em 2009 = 165.000 x 1 = R$ 55.000,00
3
Gabarito: Letra A.

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10. (ESAF / AFRFB / 2009) Na Contabilidade da empresa Atualizadíssima


S.A. os bens depreciáveis eram apresentados com saldo de R$ 800.000,00 em
31/03/2008, com uma Depreciação Acumulada, já contabilizada, com saldo de
R$ 200.000,00, nessa data. Entretanto, em 31/12/2008, o saldo da conta de
bens depreciáveis havia saltado para R$ 1.100.000,00, em decorrência da
aquisição, em primeiro de abril, de outros bens com vida útil de 5 anos, no valor
de R$ 300.000,00.
Considerando que todo o saldo anterior é referente a bens depreciáveis à taxa
anual de 10%, podemos dizer que no balanço patrimonial a ser encerrado em
31 de dezembro de 2008 o saldo da conta Depreciação Acumulada deverá ser
de
a) R$ 340.000,00.
b) R$ 305.000,00.
c) R$ 325.000,00.
d) R$ 320.000,00.
e) R$ 290.000,00.
Resolução:
A posição dos bens em 31/03/2008 era a seguinte:
Bens depreciáveis R$ 800.000
Depreciação acumulada R$ (200.000)
Valor contábil dos bens em 31/03/2008 R$ 600.000
Taxa de depreciação dos bens já existentes = 10% ao ano.
- A empresa adquiriu em abril/2008 bens depreciáveis no valor de R$
300.000,00, com vida útil de 5 anos.
- Assim, temos que calcular o valor da depreciação de abril/2008 a
dezembro/2008, referente a 9 meses, para cada um desses bens.
1) Depreciação dos bens já existentes de abril/08 a dezembro/08:
Depreciação = (9/12) X 10% X 800.000 = R$ 60.000,00.
Assim, o valor contábil dos primeiros bens será de 800.000 – 200.000 - 60.000
= R$ 540.000,00.
2) Depreciação dos bens adquiridos em abril de 2008:
Taxa de depreciação = 100%/5 anos = 20% ao ano.
Depreciação de 9 meses = (9/12) X 20% X 300.000 = R$ 45.000,00.
Assim, o saldo total da conta depreciação acumulada será de R$ 200.000 +
R$ 60.000 + R$ 45.000 = R$ 305.000,00.
Gabarito: Letra B.

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11. (ESAF / Contador - Ministério da Fazenda / 2013) Na data de


encerramento do exercício social, a empresa ABN S.A. apresentou a seguinte
relação de contas e saldos constantes do seu livro Razão:
Contas Saldos
Capital Social 18.000,00
Receitas de Vendas 16.500,00
Duplicatas a Receber 14.000,00
Duplicatas a Pagar 13.000,00
Clientes 12.000,00
Fornecedores 11.000,00
Móveis e Utensílios 10.000,00
Veículos 9.000,00
Bancos c/Movimento 8.500,00
Custo das Vendas 6.800,00
Reserva Legal 6.300,00
Empréstimos Obtidos 6.000,00
Mercadorias 5.000,00
Ações de Coligadas 4.300,00
Salários e Ordenados 4.200,00
Provisão p/ Férias 3.500,00
Descontos Concedidos 3.200,00
Depreciação Acumulada 2.900,00
Aluguéis Ativos 2.500,00
Depreciação 2.100,00
Capital a Realizar 1.800,00
Juros Ativos 1.500,00
Caixa 1.500,00
Provisão p/Devedores Duvidosos 1.100,00
Provisão p/IR 1.000,00
Devedores Duvidosos 900,00
Ao mandar elaborar um balancete geral de verificação a partir dos saldos acima,
a empresa encontrará saldos devedores no valor de
a) R$ 83.300,00.
b) R$ 81.500,00.
c) R$ 80.400,00.
d) R$ 79.300,00.
e) R$ 77.500,00.
Resolução:

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BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
Contas Devedor Credor
Capital Social 18.000,00
Receitas de Vendas 16.500,00
Duplicatas a Receber 14.000,00
Duplicatas a Pagar 13.000,00

Clientes 12.000,00
Fornecedores 11.000,00

Móveis e Utensílios 10.000,00


Veículos 9.000,00
Bancos c/Movimento 8.500,00
Custo das Vendas 6.800,00
Reserva Legal 6.300,00
Empréstimos Obtidos 6.000,00
Mercadorias 5.000,00
Ações de Coligadas 4.300,00
Salários e Ordenados 4.200,00
Provisão p/ Férias 3.500,00

Descontos Concedidos 3.200,00


Depreciação Acumulada 2.900,00
Aluguéis Ativos 2.500,00
Depreciação 2.100,00
Capital a Realizar 1.800,00
Juros Ativos 1.500,00
Caixa 1.500,00
Provisão p/Devedores Duvidosos 1.100,00
Provisão p/IR 1.000,00
Devedores Duvidosos 900,00
Total 83.300,00 83.300,00

Gabarito: Letra A.

12. (Inédita) Não é considerada mudança de estimativas contábeis, segundo


o CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudanças de Estimativa e Retificação de Erro
aquelas decorrentes de alteração:
a) no valor residual e/ou método de depreciação de ativos imobilizados.
b) no percentual de créditos de liquidação duvidosa.

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c) no nível de obsolescência de estoque.


d) no valor justo de ativos financeiros ou passivos financeiros.
e) na taxa de juros de empréstimos e financiamentos.
Resolução:
De acordo com o CPC 23, podem ser exigidas estimativas de:
 perdas com créditos de liquidação duvidosa; (letra B)
 obsolescência de estoque (perdas em estoques); (Letra C)
 valor justo de ativos financeiros ou passivos financeiros; (Letra D)
 vida útil de ativos depreciáveis ou o padrão esperado de consumo dos
futuros benefícios econômicos incorporados nesses ativos; e (Letra A)
 obrigações decorrentes de garantias.
Gabarito: Letra E.

13. (ESAF / ATRFB / 2012) A firma Mobiliada S.A. possui móveis e utensílios
adquiridos em dezembro de 2010 por R$ 40.000,00. Incorporados ao grupo
imobilizado em janeiro de 2011, esses bens são depreciados com valor residual
de 5%, considerando-se uma vida útil de 10 anos como é costumeiro.
No exercício de 2012, no balanço de 31 de dezembro, a empresa deverá
apresentar esses móveis com valor contábil de
a) R$ 40.000,00.
b) R$ 32.400,00.
c) R$ 32.000,00.
d) R$ 30.400,00.
e) R$ 30.000,00.
Resolução:
Custo de aquisição = R$ 40.000,00
Valor residual = 5% x 40.000 = R$ 2.000,00
Valor depreciável = 40.000 – 2.000 = R$ 38.000,00
Vida útil = 10 anos; Taxa de depreciação anual = 100%/10 anos = 10%
Data da aquisição: janeiro/2011
Depreciação em 2011 = R$ 3.800,00 (10% de 38.000)
Depreciação em 2012 = R$ 3.800,00
Depreciação Acumulada = R$ 7.600,00 (3800 + 3800)
Valor Contábil = 40.000,00 – 7.600,00 = R$ 32.400,00

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Gabarito: Letra B.

14. (ESAF / Analista - CVM / 2010) A empresa Comercial de Bolas e Balas


Ltda. mandou elaborar um balancete de verificação com as seguintes contas e
saldos constantes do livro-Razão Geral:
Contas Saldos
Caixa 13.000,00
Depreciação Acumulada 2.000,00
Títulos a Pagar 80.000,00
Salários e Ordenados 1.600,00
Bancos – Conta Movimento 74.000,00
Receitas de Serviços 14.400,00
Computadores e Periféricos 16.000,00
Despesas de Transporte 700,00
Salários a Pagar 1.000,00
Capital Social 160.000,00
PDD 600,00
Capital a Realizar 18.000,00
Duplicatas Descontadas 10.000,00
Provisão p/FGTS 800,00
Aluguéis Passivos a Vencer 1.500,00
Imóveis 110.000,00
Clientes 34.000,00
Elaborada referida peça contábil de acordo com a solicitação, foi constatado o
fechamento do balancete com o seguinte saldo total:
a) R$ 537.600,00
b) R$ 268.800,00
c) R$ 223.300,00
d) R$ 233.300,00
e) R$ 134.400,00
Resolução:
SALDOS DEVEDORES
Caixa 13.000,00
Salários e Ordenados 1.600,00
Bancos – Conta Movimento 74.000,00
Computadores e Periféricos 16.000,00
Despesas de Transporte 700,00
Capital a Realizar 18.000,00

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Imóveis 110.000,00
Aluguéis Passivos a Vencer 1.500,00
Clientes 34.000,00
TOTAL 268.800,00.

SALDOS CREDORES
Depreciação Acumulada 2.000,00
Títulos a Pagar 80.000,00
Receitas de Serviços 14.400,00
Salários a Pagar 1.000,00
Capital Social 160.000,00
PDD 600,00
Duplicatas Descontadas 10.000,00
Provisão p/FGTS 800,00
TOTAL 268.800,00.

Dica: Para achar o resultado dos saldos devedores e credores, quando a questão
apresentar a expressão de que o balancete está fechado, basta somar tudo e
dividir por dois. Gabarito: Letra B.

15. (ESAF / Inspetor - CVM / 2010) A empresa ARPEC S/A, em 31 de


dezembro de 2010, apresenta um saldo de R$ 84.210,00 na conta Veículos. A
conta Depreciação Acumulada, nessa data, já tinha saldo de R$ 20.500,00,
antes de se contabilizar os encargos do exercício.
A vida útil econômica dos veículos foi estimada em cinco anos e o seu valor
residual foi estimado em 5%, dispensando-se os centavos, após o
arredondamento matemático. O método de cálculo da depreciação utilizado é o
linear.
Os veículos foram adquiridos e incorporados ao patrimônio, para uso, na forma
como segue:
Em outubro de 2008 R$ 33.000,00;
Em junho de 2009 R$ 25.000,00;
Em abril de 2010 R$ 22.000,00.
Ao registrar na contabilidade os encargos de depreciação do exercício de 2010,
a empresa vai encontrar o valor de
a) R$ 26.650,00
b) R$ 16.000,00
c) R$ 14.900,00
d) R$ 11.900,00

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e) R$ 10.800,00
Resolução:
É uma questão um pouca confusa, porque diz que "os veículos foram adquiridos
e incorporados ao patrimônio, para uso, na forma como segue", e no lugar de
informar os custos de aquisição dos bens, fornece os valores depreciáveis dos
bens, conforme abaixo:
Valor depreciável = R$ 80.000,00 (33.000 + 25.000 + 22.000).
Valor depreciável = saldo da conta veículos - valor residual
Valor depreciável = 84.210 - 84.210 X 5% = 80.000 (aproximadamente)
O que a banca queria, na verdade (e acabou se atrapalhando toda) era fazer
com que o candidato entendesse que o valor fornecido, de R$ 33.000, R$
25.000 e R$ 22.000, já foram fornecidos deduzidos do valor residual.
O gabarito só seria encontrado se considerasse o valor depreciável em R$
80.000,00.
Encargos de depreciação de 2010:
Taxa de depreciação = 20% ao ano.
1) Veículo adquirido em 2008: deprecia 12 meses
Depreciação anual do Veículo 1 = 20% x 33.000 = R$ 6.600,00
2) Veículo adquirido em 2009: deprecia 12 meses
Depreciação anual do Veículo 2 = 20% x 25.000 = R$ 5.000,00
3) Veículo adquirido em abril de 2010: deprecia 9 meses
Depreciação anual do Veículo 3 = 20% x 22.000 x (9/12) = R$ 3.300,00
Assim, os encargos de depreciação do exercício de 2010 é igual a:
6.600 + 5.000 + 3.300 = R$ 14.900,00
Gabarito preliminar: Letra C.
Gabarito final = nula.

16. (FCC / Contador – TRT / 2009) A empresa MG adquiriu o direito de


exploração de uma mina de titânio por 990.000,00. Sabe-se que a capacidade
da mina é de 20.000 toneladas. No primeiro ano, a empresa extraiu 2.000
toneladas. No início do segundo ano, a empresa descobriu que a mina possuía
uma capacidade adicional de 2.000 toneladas. Sabe-se que, no segundo ano, a
empresa extraiu 3.000 toneladas.
Com base nestas informações, a empresa apresentou, no final do
segundo ano, um saldo de:
a) amortização acumulada de R$ 225.000.

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b) exaustão acumulada de R$ 225.000.


c) exaustão acumulada de R$ 232.650.
d) amortização acumulada de R$ 234.000.
e) amortização acumulada de R$ 247.500.

Resolução:
Cálculo da exaustão no primeiro ano:
Custo de aquisição do direito de exploração da mina = 990.000,00
Capacidade (possança) estimada inicial da mina = 20.000 toneladas (T)
Extração no 1º ano = 2.000 T
Exaustão em 2011 = Extração no 1º ano x custo de aquisição
Possança no 1º ano
Exaustão em 2011 = 2.000 T x 990.000 = R$ 99.000,00
220.000 T

1) Registro da exaustão no primeiro ano:


Exaustão
(1) 99.000

Exaustão Acumulada
99.000 (1)

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Exaustão (despesa)
a Exaustão Acumulada 99.000,00

Cálculo da exaustão no segundo ano:


Custo de aquisição do direito de exploração da mina = 990.000,00
Exaustão acumulada no 1º ano = R$ 99.000,00
Capacidade (possança) da mina no 2º ano após reestimativa = 20.000 T
Possança 1º ano 20.000
- extração 1º ano (2.000)
+ capacidade adicional 2º ano 2.000
Possança 2º ano 20.000
Extração no 2º ano = 3.000 T
Exaustão = Extração 2º ano x (custo – exaustão acumulada 1º ano)
Possança 2º ano
Exaustão 2º ano = 3.000 T x (990.000 – 99.000) = R$ 133.650,00
20.000 T
2) Registro da exaustão no segundo ano:
Exaustão Exaustão Acumulada
(2) 133.650 99.000
133.650 (2)
232.650

Exaustão (despesa)
a Exaustão Acumulada 133.650,00
Gabarito: Letra C.

17. (ESAF / AFRF / 2002) A Cia. Poços & Minas possui uma máquina própria
de sua atividade operacional, adquirida por R$ 30.000,00, com vida útil
estimada em 5 anos e depreciação baseada na soma dos dígitos dos anos em
quotas crescentes.
A mesma empresa possui também uma mina custeada em R$ 60.000,00, com
capacidade estimada de 200 mil kg, exaurida com base no ritmo de exploração
anual de 25 mil kg de minério.
O usufruto dos dois itens citados teve início na mesma data. As contas jamais
sofreram correção monetária.

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Analisando tais informações, podemos concluir que, ao fim do terceiro ano, essa
empresa terá no Balanço Patrimonial, em relação aos bens referidos, o valor
contábil de:
a) R$ 34.500,00
b) R$ 40.500,00
c) R$ 49.500,00
d) R$ 55.500,00
e) R$ 57.500,00
Resolução:
1) Máquina
A depreciação será feita pelo método da soma dos dígitos em quotas crescentes.
Cálculo da depreciação = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 = 15 anos (denominador).
Taxas crescentes
Ano Fração Depreciação anual
1 (1/15) X 30.000 R$ 2.000,00
2 (2/15) X 30.000 R$ 4.000,00
3 (3/15) X 30.000 R$ 6.000.00
Total R$ 12.000,00

Valor de aquisição da máquina 30.000,00


(-) Depreciação acumulada (12.000,00)
Valor contábil ao término do terceiro ano 18.000,00
2) Mina
Capacidade da mina = 200.000 kg
Exploração anual: 25.000 kg/ano
Taxa de exaustão da Mina = (25.000/200.000) = 12,5%
Exaustão
Ano Cálculo Exaustão anual
1 12,5% X 60.000 R$ 7.500,00
2 12,5% X 60.000 R$ 7.500,00
3 12,5% X 60.000 R$ 7.500,00
Total R$ 22.500,00

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Valor de aquisição da mina 60.000,00


(-) Exaustão acumulada (22.500,00)
Valor contábil ao término do terceiro ano 37.500,00
Portanto, o valor contábil dos referidos bens é igual a: 37.500,00 + 18.500,00
= R$ 55.500,00.
Gabarito: Letra D.

18. (ESAF / Auditor Fiscal Municipal - RJ / 2010) A seguinte relação de


contas e saldos foi extraída do livro Razão de determinada empresa, no dia do
encerramento do exercício social:
Contas Saldos
Caixa 100,00
Capital Social 300,00
Clientes 140,00
Aluguéis a Receber 40,00
Aluguéis Ativos 65,00
Duplicatas a Receber 160,00
Mercadorias 180,00
ICMS a Recuperar 30,00
IPI a Recolher 15,00
Despesas a Pagar 35,00
Móveis e Utensílios 200,00
Receitas de Vendas 220,00
Veículos 350,00
Despesas a Vencer 60,00
Receitas a Receber 80,00
Aluguéis Passivos 50,00
Salários 70,00
Fornecedores 280,00
Provisão p/Ajuste de Estoques 18,00
Provisão p/Imposto de Renda 62,00
Duplicatas a Pagar 230,00
Duplicatas Descontadas 70,00
Aluguéis a Pagar 25,00
Depreciação Acumulada 110,00
Custo das Mercadorias Vendidas 120,00
Reserva Legal 50,00
Somatório 3.060,00

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Ao elaborar um balancete de verificação com as contas acima, podemos ver


que:
a) o balancete está fechado com o saldo de R$ 1.530,00.
b) o balancete não fecha, pois o saldo devedor é R$ 200,00, a maior.
c) o saldo credor é de apenas R$ 1.465,00.
d) o saldo devedor é de apenas R$ 1.382,00.
e) para fechar o balancete, faltam R$ 100,00 no crédito.
Resolução: BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
Contas Devedor Credor
Caixa 100,00
Capital Social 300,00
Clientes 140,00
Aluguéis a Receber 40,00
Aluguéis Ativos 65,00

Duplicatas a Receber 160,00


Mercadorias 180,00
ICMS a Recuperar 30,00
IPI a Recolher 15,00
Despesas a Pagar 35,00
Móveis e Utensílios 200,00
Receitas de Vendas 220,00
Veículos 350,00
Despesas a Vencer 60,00
Receitas a Receber 80,00
Aluguéis Passivos 50,00
Salários 70,00
Fornecedores 280,00
Provisão p/Ajuste de Estoques 18,00
Provisão p/Imposto de Renda 62,00
Duplicatas a Pagar 230,00
Duplicatas Descontadas 70,00
Aluguéis a Pagar 25,00
Depreciação Acumulada 110,00
Custo das Mercadorias Vendidas 120,00
Reserva Legal 50,00
Total 1.580,00 1.480,00

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Para fechar o balancete, faltam R$ 100,00 no crédito. Gabarito: Letra E.

19. (ESAF / ATRFB / 2009) A Companhia Alimentos Genéricos S.A. extraiu


do seu Livro Razão, em 31 de dezembro de 2008, as seguintes contas e
respectivos saldos:
Vendas de Produtos 2.000,00
Capital Social 1.590,00
Custo dos Produtos Vendidos 1.190,00
Máquinas e Equipamentos 981,00
Duplicatas a Receber 390,00
Mercadorias 380,00
Caixa 305,00
ICMS sobre Vendas 210,00
Despesas Gerais e Administrativas 200,00
Salários 140,00
Fornecedores 130,00
ICMS a Recolher 120,00
Ações em Tesouraria 30,00
Duplicatas Descontadas 84,00
Depreciação Acumulada 67,00
Empréstimos Bancários 36,00
Despesas Pré-Operacionais 132,00
Juros Passivos a Vencer 85,00
Provisão para Devedores Duvidosos 16,00
Ao fim do exercício, o inventário de mercadorias foi calculado em R$ 3.800,00,
o imposto de renda foi provisionado em 25% do lucro líquido contábil e o
restante do lucro foi transferido para reservas.
Ao elaborarmos o balancete geral de verificação, a partir dos dados listados,
certamente, encontraremos saldos contábeis, devedores e credores, no valor de
a) R$ 4.013,00.
b) R$ 3.876,00.
c) R$ 3.959,00.
d) R$ 4.043,00.
e) R$ 3.911,00.
Resolução:
Como a questão diz que o balancete de verificação deve ser elaborado de acordo
com os dados listados, devemos desconsiderar os valores do inventário de
mercadorias, o imposto de renda provisionado e a constituição de reservas.

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BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
Contas Devedor Credor
Vendas de Produtos 2.000,00
Capital Social 1.590,00
Custo dos Produtos Vendidos 1.190,00
Máquinas e Equipamentos 981,00
Duplicatas a Receber 390,00
Mercadorias 380,00
Caixa 305,00
ICMS sobre Vendas 210,00
Despesas Gerais e Administrativas 200,00
Salários 140,00
Fornecedores 130,00
ICMS a Recolher 120,00
Ações em Tesouraria 30,00
Duplicatas Descontadas 84,00
Depreciação Acumulada 67,00
Empréstimos Bancários 36,00
Despesas Pré-Operacionais 132,00
Juros Passivos a Vencer 85,00
Provisão para Devedores Duvidosos 16,00
Total 4.043,00 4.043,00
Gabarito: Letra D.

20. (ESAF / ISS-RJ / 2010) A Cia. das Máquinas S/A faz seus balanços
considerando um exercício coincidente com o ano calendário. Nesse exercício,
a conta Máquinas e Equipamentos apresenta um saldo devedor de R$
900.000,00.
A empresa utiliza contabilização mensal dos encargos de depreciação e uma
taxa anual de 12%, para os cálculos.
Entre os equipamentos, R$ 400.000,00 foram comprados em abril de 2008; R$
300.000,00 foram comprados em abril de 2009 e o restante, em agosto de
2009.
Ao encerrar o ano de 2009, na Demonstração do Resultado do Exercício, os
encargos de depreciação com esses equipamentos terão o valor de
a) R$144.000,00.
b) R$121.000,00.

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c) R$108.000,00.
d) R$ 85.000,00.
e) R$ 60.000,00.
Resolução:
1) Máquinas compradas em 2008: em 2009, depreciação relativa aos 12
meses:R$ 400.000 x 12% = R$ 48.000,00.
2) Máquinas compradas em abril de 2009: depreciação relativa a 9 meses de
uso: R$ 300.000,00 x 12% x (9/12 meses) = R$ 27.000,00.
3) Máquinas compradas em agosto de 2009: depreciação relativa a 5 meses de
uso: R$ 200.000 x 12% x (5/12 meses) = R$ 10.000,00.
Assim, os encargos de depreciação no ano de 2009 é igual a: 48.000,00 +
27.000,00 + 10.000,00 = R$ 85.000,00.
Gabarito: Letra D.

21. (ESAF / ATRFB / 2009) A empresa Hélices Elíseas S.A. já tinha máquinas
e equipamentos adquiridos em outubro de 2007, por R$ 8.000,00, quando
comprou outra, em primeiro de abril de 2008, por R$ 6.000,00 e mais outra,
por R$ 10.000,00, em primeiro de outubro de 2008.
Sabendo-se que a vida útil desses equipamentos é de apenas dez anos,
podemos dizer que, no balanço de 31 de dezembro de 2008, o seu valor contábil
será de:
a) R$ 22.500,00.
b) R$ 22.300,00.
c) R$ 21.600,00.
d) R$ 21.400,00.
e) R$ 20.800,00.
Resolução:
Vamos apurar a depreciação acumulada para cada máquina e calcular o valor
contábil em 31/12/2008.
Vida útil = 10 anos (120 meses)
Cálculo da depreciação das máquinas e equipamentos:
1) Aquisição em Out/07: depreciação relativa a 15 meses.
Depreciação acumulada = (8000/120) x 15 = 1.000,00
Valor contábil: 8000 – 1000 = 7.000,00
2) Aquisição em abr./08: depreciação relativa a 9 meses.

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Depreciação acumulada = (6000/120) x 9 = 450,00


Valor contábil: 6000 – 450 = 5.550,00
3) Aquisição em Out/08: depreciação relativa a 3 meses.
Depreciação acumulada = (10.000/120) x 3 = 250,00
Valor contábil: 10.000 – 250 = 9.750,00
Valor contábil total dos equipamentos em 31/12/2008 = 7.000 + 5.550 +
9.750 = R$ 22.300,00. Gabarito: Letra B.

22. (ESAF / Analista de Comércio Exterior - MDIC / 2012) Este é o rol


das contas utilizadas na escrita da empresa Três Emes de Mercadorias S.A., com
os respectivos saldos apurados no fim do exercício de 2011:
Ações de Coligadas 100 Mercadorias 800
Aluguéis Ativos 80 Móveis e Utensílios 120
Bancos c/Movimento 200 Prejuízos Acumulados 70
Capital Social 750 Provisão p Devedores Duvidosos 60
Clientes 500 Receita de Vendas 850
Custo das Vendas 700 Reserva de Capital 60
Despesas antecipadas 60 Reserva Legal 90
Depreciação Acumulada 70 Salários 150
Fornecedores 700 Títulos a Pagar Longo Prazo 190
Impostos a Recolher 260 Títulos a Receber Longo Prazo 150
Juros Passivos 70 Tributos 70
Máquinas e Equipamentos 180

Elaborando-se um balancete de verificação com estas contas, vamos encontrar


saldos devedores no valor de:
a) R$ 2.980,00.
b) R$ 3.110,00.
c) R$ 3.120,00.
d) R$ 3.190,00.
e) R$ 3.320,00.
Resolução:
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
Contas Devedor Credor
Ações de Coligadas 100
Aluguéis Ativos 80

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Bancos c/Movimento 200


Capital Social 750

Clientes 500
Custo das Vendas 700
Despesas antecipadas 60
Depreciação Acumulada 70
Fornecedores 700
Impostos a Recolher 260
Juros Passivos 70
Máquinas e Equipamentos 180
Mercadorias 800
Móveis e Utensílios 120
Prejuízos Acumulados 70
Provisão p Devedores Duvidosos 60
Receita de Vendas 850
Reserva de Capital 60
Reserva Legal 90
Salários 150
Títulos a Pagar Longo Prazo 190
Títulos a Receber Longo Prazo 150
Tributos 70
Total 3.170,00 3.110,00
A questão foi anulada, por não conter resposta correta.
Gabarito: Anulada.

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7 – Lista de exercícios

01. (ESAF / AFRFB / 2012) A Cia. Gráfica Firmamento adquire uma máquina
copiadora, em 02/01/2008, pelo valor de R$ 1,2 milhões, com vida útil estimada
na capacidade total de reprodução de 5 milhões de cópias. A expectativa é de
que, após o uso total da máquina, a empresa obtenha por este bem o valor de
R$ 200.000,00, estabelecendo um prazo máximo de até 5 anos para atingir a
utilização integral da máquina.
No período de 2008/2009, a empresa executou a reprodução de 2.500.000 das
cópias esperadas e no decorrer de 2010 foram reproduzidas mais 1.300.000
cópias. Ao final de 2010, o Departamento de Gestão Patrimonial da empresa
determina como valor recuperável desse ativo R$ 440.000,00.
Com base nos dados fornecidos, é possível afirmar que
a) o valor depreciável dessa máquina é de R$ 1.000.000,00.
b) o saldo da depreciação acumulado em 2010 é de R$ 720.000,00.
c) em 2010 a empresa deve registrar como despesa de depreciação o valor de
R$ 640.000,00.
d) o valor líquido dessa máquina ao final de 2010 é R$ 240.000,00.
e) ao final de 2010 a empresa deve reconhecer uma perda estimada de R$
200.000,00.

02. (ESAF / AFRFB / 2009) A relação seguinte refere-se aos títulos contábeis
constantes do livro Razão da empresa comercial Concórdia Sociedade Anônima,
e respectivos saldos, em 31 de dezembro de 2008:
01 – Bancos Conta Movimento 17.875,00
02 – Bancos Conta Empréstimos 50.000,00
03 – Conta Mercadorias 42.500,00
04 – Capital Social 105.000,00
05 – Móveis e Utensílios 280.000,00
06 – ICMS a Recolher 7.500,00
07 – Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) 212.500,00
08 – Salários e Ordenados 10.000,00
09 – Contribuições de Previdência 3.750,00
10 – Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa 3.500,00
11 – Depreciação Acumulada 44.800,00
12 – Retenção de Lucros 51.200,00
13 – Vendas de Mercadorias 352.000,00
14 – Impostos e Taxas 2.200,00
15 – PIS e COFINS 8.625,00

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16 – ICMS sobre vendas 52.500,00


17 – Pró-labore 7.600,00
18 – Fornecedores 157.750,00
19 – PIS e COFINS a Recolher 1.800,00
20 – Duplicatas a Receber 100.000,00
21 – Encargos de Depreciação 32.000,00
22 – Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 3.000,00
Ao elaborar o balancete geral de verificação, no fim do exercício social, com as
contas e saldos apresentados, a empresa, certamente, encontrará:
a) um balancete fechado em R$ 773.050,00.
b) um saldo credor a menor em R$ 100.000,00.
c) um saldo devedor a maior em R$ 25.600,00.
d) um endividamento de R$ 167.050,00.
e) um lucro com mercadorias de R$ 137.500,00.

03. (ESAF / AFRFB / 2012) Na identificação e determinação de erro contábil


de períodos anteriores, devem ser consideradas as omissões e incorreções nas
demonstrações contábeis da entidade de um ou mais períodos anteriores que
a) não estavam disponíveis quando da autorização para divulgação das
demonstrações contábeis desses períodos e não retroagissem a prazo superior
a dois exercícios contábeis.
b) somente quando se verifica efetivamente fraudes administrativas nos
cálculos e informações que respaldaram as informações sobre as quais as
demonstrações retrospectivas foram baseadas.
c) na avaliação de seus efeitos incluíssem os efeitos decorrentes de cálculos
matemáticos ou aplicação equivocada de políticas contábeis que não
retroagissem a cinco períodos contábeis.
d) contivessem informações que pudessem ter sido razoavelmente obtidas e
levadas em consideração na elaboração e na apresentação dessas
demonstrações contábeis.
e) a necessidade de uma reapresentação retrospectiva exigir premissas
baseadas no que teria sido a intenção da Administração naquele momento
passado e não produzissem efeitos fiscais.

04. (ESAF / AFRFB / 2012) O balancete de verificação evidencia:


a) os estornos efetuados no período.
b) a configuração e classificação correta dos itens contábeis.

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c) a igualdade matemática dos lançamentos efetuados no período.


d) o registro dos movimentos individuais das contas contábeis no período.
e) os lançamentos do período, quando efetuados de forma correta no período.

05. (ESAF / ATRFB / 2012) A companhia Metalgrosso S.A. apresenta como


extrato de seu Livro Razão, em 31.12.2011, a seguinte relação de contas e
respectivos saldos:
Conta saldos
01 - Ações de Coligadas 60
02 - Ações em Tesouraria 10
03 - Aluguéis Passivos 32
04 - Amortização Acumulada 25
05 - Bancos c/ Movimento 100
06 - Caixa 80
07 - Capital a Realizar 45
08 - Capital Social 335
09 - Clientes 120
10 - Comissões Ativas 46
11 - Custo das Vendas 200
12 - Depreciação 28
13 - Depreciação Acumulada 45
14 - Descontos Concedidos 18
15 - Descontos Obtidos 17
16 - Despesas de Organização 90
17 - Duplicatas a Receber 85
18 - Duplicatas a Pagar 115
19 - Duplicatas Descontadas 35
20 - Fornecedores 195
21 - Máquinas e Equipamentos 130
22 - Mercadorias 145
23 - Móveis e Utensílios 40
24 - Obrigações Trabalhistas 18
25 - Prêmio de Seguros 40
26 - Prejuízos Acumulados 12
27 - Provisão para Devedores Duvidosos 30
28 - Provisão para Imposto de Renda 22
29 - Receitas de Vendas 350
30 - Reservas de Capital 65
31 - Reservas de Lucro 125

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32 - Salários e Ordenados 60
33 - Seguros a Vencer 28
34 - Títulos a Pagar 20
35 - Veículos 180
Elaborando um balancete de verificação com os saldos acima, certamente
encontraremos saldos credores no montante de
a) R$ 1.065,00.
b) R$ 1.308,00.
c) R$ 1.338,00.
d) R$ 1.373,00.
e) R$ 1.443,00.

06. (Cesgranrio / BNDES / 2013) Nos termos do CPC 23 do Comitê de


Pronunciamentos Contábeis, que trata de políticas contábeis, mudança de
estimativa e retificação de erros, a entidade deve selecionar suas políticas
contábeis e aplicá-las de modo uniforme em transações semelhantes.
Entretanto, o próprio CPC oferece a entidade a probabilidade de fazer
mudança nas práticas contábeis.
Nesse aspecto da mudança de práticas contábeis, o CPC informa que a
entidade deve alterar uma política contábil apenas se a mudança
a) atender às necessidades gerenciais de ordem interna.
b) contribuir de forma mais relevante para a evidenciação e segurança dos
ativos.
c) for imposta pela Assembleia Geral dos Acionistas, controladores e não
controladores.
d) resultar em informação confiável e mais relevante nas demonstrações
contábeis sobre os efeitos de transações, posição patrimonial e financeira,
desempenho ou dos fluxos de caixa.
e) ocorrer por livre decisão dos órgãos administrativos para gerar informações
gerenciais mais confiáveis e relevantes para a tomada de decisão.

07. (ESAF / Analista de Comércio Exterior - MDIC / 2012) Uma máquina


adquirida em abril de 2010 por R$ 3.000,00, instalada para funcionar em julho
do mesmo ano, com expectativa de vida útil estimada em 10 anos, tem
depreciação contabilizada, considerando-se um valor residual de 20%.
No balanço referente ao exercício social de 2011, deverá ser computado como
encargo de depreciação, em relação a essa máquina, o valor de

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a) R$ 450,00.
b) R$ 360,00.
c) R$ 300,00.
d) R$ 240,00.
e) R$ 180,00.

08. (ESAF / AFRFB / 2009) Observando o patrimônio da empresa Constituída


S.A. e as transações realizadas, encontramos, em primeiro lugar, os seguintes
dados contabilizados:
Capital registrado na Junta Comercial R$ 40.000,00
Dinheiro guardado em espécie R$ 5.500,00
Um débito, em duplicatas, com a GM R$ 7.500,00
Um crédito, em duplicatas, com as lojas Sá R$ 10.500,00
Um Vectra GM do próprio uso R$ 35.000,00
Lucros de períodos anteriores R$ 3.500,00
Em seguida, constatamos o pagamento de R$ 3.000,00 da dívida existente, com
descontos de 10%; e a contratação de empréstimo bancário de R$ 6.500,00,
incidindo encargos de 4%, com a emissão de notas promissórias.
Classificando contabilmente os componentes desse patrimônio e considerando
as variações provocadas pelas duas transações do exemplo, pode-se dizer que
os saldos daí decorrentes, no fim do período, serão devedores e credores de:
a) R$ 51.000,00.
b) R$ 54.540,00.
c) R$ 60.460,00.
d) R$ 60.500,00.
e) R$ 61.060,00.

09. (FCC / SEFAZ – RO / 2010) Uma empresa adquiriu uma máquina, em


01/01/X1, pelo valor de R$ 240.000,00 para utilização em suas operações. A
vida útil econômica, estimada pela empresa, para esta máquina foi de 6 anos,
sendo que a empresa esperava vendê-la por R$ 60.000,00 ao final deste prazo.
No entanto, no início do segundo ano de uso, a empresa reavaliou que a vida
útil remanescente da máquina era de três anos e o valor estimado de venda ao
final do período era R$ 45.000,00. A empresa utiliza o método das quotas
constantes e, ao final de X1, não houve ajuste no valor do ativo pelo teste de
recuperabilidade. Sendo assim, os valores das despesas de depreciação nos
anos X1 e X2, em relação a essa máquina, foram, respectivamente, e em reais:

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a) 30.000,00 e 55.000,00
b) 30.000,00 e 65.000,00
c) 40.000,00 e 40.000,00
d) 40.000,00 e 70.000,00
e) 45.000,00 e 50.000,00

10. (ESAF / AFRFB / 2009) Na Contabilidade da empresa Atualizadíssima


S.A. os bens depreciáveis eram apresentados com saldo de R$ 800.000,00 em
31/03/2008, com uma Depreciação Acumulada, já contabilizada, com saldo de
R$ 200.000,00, nessa data. Entretanto, em 31/12/2008, o saldo da conta de
bens depreciáveis havia saltado para R$ 1.100.000,00, em decorrência da
aquisição, em primeiro de abril, de outros bens com vida útil de 5 anos, no valor
de R$ 300.000,00.
Considerando que todo o saldo anterior é referente a bens depreciáveis à taxa
anual de 10%, podemos dizer que no balanço patrimonial a ser encerrado em
31 de dezembro de 2008 o saldo da conta Depreciação Acumulada deverá ser
de
a) R$ 340.000,00.
b) R$ 305.000,00.
c) R$ 325.000,00.
d) R$ 320.000,00.
e) R$ 290.000,00.

11. (ESAF / Contador - Ministério da Fazenda / 2013) Na data de


encerramento do exercício social, a empresa ABN S.A. apresentou a seguinte
relação de contas e saldos constantes do seu livro Razão:
Contas Saldos
Capital Social 18.000,00
Receitas de Vendas 16.500,00
Duplicatas a Receber 14.000,00
Duplicatas a Pagar 13.000,00
Clientes 12.000,00
Fornecedores 11.000,00
Móveis e Utensílios 10.000,00
Veículos 9.000,00
Bancos c/Movimento 8.500,00
Custo das Vendas 6.800,00

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Reserva Legal 6.300,00


Empréstimos Obtidos 6.000,00
Mercadorias 5.000,00
Ações de Coligadas 4.300,00
Salários e Ordenados 4.200,00
Provisão p/ Férias 3.500,00
Descontos Concedidos 3.200,00
Depreciação Acumulada 2.900,00
Aluguéis Ativos 2.500,00
Depreciação 2.100,00
Capital a Realizar 1.800,00
Juros Ativos 1.500,00
Caixa 1.500,00
Provisão p/Devedores Duvidosos 1.100,00
Provisão p/IR 1.000,00
Devedores Duvidosos 900,00
Ao mandar elaborar um balancete geral de verificação a partir dos saldos acima,
a empresa encontrará saldos devedores no valor de
a) R$ 83.300,00.
b) R$ 81.500,00.
c) R$ 80.400,00.
d) R$ 79.300,00.
e) R$ 77.500,00.

12. (Inédita) Não é considerada mudança de estimativas contábeis, segundo


o CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudanças de Estimativa e Retificação de Erro
aquelas decorrentes de alteração:
a) no valor residual e/ou método de depreciação de ativos imobilizados.
b) no percentual de créditos de liquidação duvidosa.
c) no nível de obsolescência de estoque.
d) no valor justo de ativos financeiros ou passivos financeiros.
e) na taxa de juros de empréstimos e financiamentos.

13. (ESAF / ATRFB / 2012) A firma Mobiliada S.A. possui móveis e utensílios
adquiridos em dezembro de 2010 por R$ 40.000,00. Incorporados ao grupo
imobilizado em janeiro de 2011, esses bens são depreciados com valor residual
de 5%, considerando-se uma vida útil de 10 anos como é costumeiro.

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No exercício de 2012, no balanço de 31 de dezembro, a empresa deverá


apresentar esses móveis com valor contábil de
a) R$ 40.000,00.
b) R$ 32.400,00.
c) R$ 32.000,00.
d) R$ 30.400,00.
e) R$ 30.000,00.

14. (ESAF / Analista - CVM / 2010) A empresa Comercial de Bolas e Balas


Ltda. mandou elaborar um balancete de verificação com as seguintes contas e
saldos constantes do livro-Razão Geral:
Contas Saldos
Caixa 13.000,00
Depreciação Acumulada 2.000,00
Títulos a Pagar 80.000,00
Salários e Ordenados 1.600,00
Bancos – Conta Movimento 74.000,00
Receitas de Serviços 14.400,00
Computadores e Periféricos 16.000,00
Despesas de Transporte 700,00
Salários a Pagar 1.000,00
Capital Social 160.000,00
PDD 600,00
Capital a Realizar 18.000,00
Duplicatas Descontadas 10.000,00
Provisão p/FGTS 800,00
Aluguéis Passivos a Vencer 1.500,00
Imóveis 110.000,00
Clientes 34.000,00
Elaborada referida peça contábil de acordo com a solicitação, foi constatado o
fechamento do balancete com o seguinte saldo total:
a) R$ 537.600,00
b) R$ 268.800,00
c) R$ 223.300,00
d) R$ 233.300,00
e) R$ 134.400,00

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15. (ESAF / Inspetor - CVM / 2010) A empresa ARPEC S/A, em 31 de


dezembro de 2010, apresenta um saldo de R$ 84.210,00 na conta Veículos. A
conta Depreciação Acumulada, nessa data, já tinha saldo de R$ 20.500,00,
antes de se contabilizar os encargos do exercício.
A vida útil econômica dos veículos foi estimada em cinco anos e o seu valor
residual foi estimado em 5%, dispensando-se os centavos, após o
arredondamento matemático. O método de cálculo da depreciação utilizado é o
linear.
Os veículos foram adquiridos e incorporados ao patrimônio, para uso, na forma
como segue:
Em outubro de 2008 R$ 33.000,00;
Em junho de 2009 R$ 25.000,00;
Em abril de 2010 R$ 22.000,00.
Ao registrar na contabilidade os encargos de depreciação do exercício de 2010,
a empresa vai encontrar o valor de
a) R$ 26.650,00
b) R$ 16.000,00
c) R$ 14.900,00
d) R$ 11.900,00
e) R$ 10.800,00

16. (FCC / Contador – TRT / 2009) A empresa MG adquiriu o direito de


exploração de uma mina de titânio por 990.000,00. Sabe-se que a capacidade
da mina é de 20.000 toneladas. No primeiro ano, a empresa extraiu 2.000
toneladas. No início do segundo ano, a empresa descobriu que a mina possuía
uma capacidade adicional de 2.000 toneladas. Sabe-se que, no segundo ano, a
empresa extraiu 3.000 toneladas.
Com base nestas informações, a empresa apresentou, no final do
segundo ano, um saldo de:
a) amortização acumulada de R$ 225.000.
b) exaustão acumulada de R$ 225.000.
c) exaustão acumulada de R$ 232.650.
d) amortização acumulada de R$ 234.000.
e) amortização acumulada de R$ 247.500.

17. (ESAF / AFRF / 2002) A Cia. Poços & Minas possui uma máquina própria
de sua atividade operacional, adquirida por R$ 30.000,00, com vida útil

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estimada em 5 anos e depreciação baseada na soma dos dígitos dos anos em


quotas crescentes.
A mesma empresa possui também uma mina custeada em R$ 60.000,00, com
capacidade estimada de 200 mil kg, exaurida com base no ritmo de exploração
anual de 25 mil kg de minério.
O usufruto dos dois itens citados teve início na mesma data. As contas jamais
sofreram correção monetária.
Analisando tais informações, podemos concluir que, ao fim do terceiro ano, essa
empresa terá no Balanço Patrimonial, em relação aos bens referidos, o valor
contábil de:
a) R$ 34.500,00
b) R$ 40.500,00
c) R$ 49.500,00
d) R$ 55.500,00
e) R$ 57.500,00

18. (ESAF / Auditor Fiscal Municipal - RJ / 2010) A seguinte relação de


contas e saldos foi extraída do livro Razão de determinada empresa, no dia do
encerramento do exercício social:
Contas Saldos
Caixa 100,00
Capital Social 300,00
Clientes 140,00
Aluguéis a Receber 40,00
Aluguéis Ativos 65,00
Duplicatas a Receber 160,00
Mercadorias 180,00
ICMS a Recuperar 30,00
IPI a Recolher 15,00
Despesas a Pagar 35,00
Móveis e Utensílios 200,00
Receitas de Vendas 220,00
Veículos 350,00
Despesas a Vencer 60,00
Receitas a Receber 80,00
Aluguéis Passivos 50,00
Salários 70,00
Fornecedores 280,00

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Provisão p/Ajuste de Estoques 18,00


Provisão p/Imposto de Renda 62,00
Duplicatas a Pagar 230,00
Duplicatas Descontadas 70,00
Aluguéis a Pagar 25,00
Depreciação Acumulada 110,00
Custo das Mercadorias Vendidas 120,00
Reserva Legal 50,00
Somatório 3.060,00
Ao elaborar um balancete de verificação com as contas acima, podemos ver
que:
a) o balancete está fechado com o saldo de R$ 1.530,00.
b) o balancete não fecha, pois o saldo devedor é R$ 200,00, a maior.
c) o saldo credor é de apenas R$ 1.465,00.
d) o saldo devedor é de apenas R$ 1.382,00.
e) para fechar o balancete, faltam R$ 100,00 no crédito.

19. (ESAF / ATRFB / 2009) A Companhia Alimentos Genéricos S.A. extraiu


do seu Livro Razão, em 31 de dezembro de 2008, as seguintes contas e
respectivos saldos:
Vendas de Produtos 2.000,00
Capital Social 1.590,00
Custo dos Produtos Vendidos 1.190,00
Máquinas e Equipamentos 981,00
Duplicatas a Receber 390,00
Mercadorias 380,00
Caixa 305,00
ICMS sobre Vendas 210,00
Despesas Gerais e Administrativas 200,00
Salários 140,00
Fornecedores 130,00
ICMS a Recolher 120,00
Ações em Tesouraria 30,00
Duplicatas Descontadas 84,00
Depreciação Acumulada 67,00
Empréstimos Bancários 36,00
Despesas Pré-Operacionais 132,00
Juros Passivos a Vencer 85,00

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Provisão para Devedores Duvidosos 16,00


Ao fim do exercício, o inventário de mercadorias foi calculado em R$ 3.800,00,
o imposto de renda foi provisionado em 25% do lucro líquido contábil e o
restante do lucro foi transferido para reservas.
Ao elaborarmos o balancete geral de verificação, a partir dos dados listados,
certamente, encontraremos saldos contábeis, devedores e credores, no valor de
a) R$ 4.013,00.
b) R$ 3.876,00.
c) R$ 3.959,00.
d) R$ 4.043,00.
e) R$ 3.911,00.

20. (ESAF / ISS-RJ / 2010) A Cia. das Máquinas S/A faz seus balanços
considerando um exercício coincidente com o ano calendário. Nesse exercício,
a conta Máquinas e Equipamentos apresenta um saldo devedor de R$
900.000,00. A empresa utiliza contabilização mensal dos encargos de
depreciação e uma taxa anual de 12%, para os cálculos.
Entre os equipamentos, R$ 400.000,00 foram comprados em abril de 2008; R$
300.000,00 foram comprados em abril de 2009 e o restante, em agosto de
2009.
Ao encerrar o ano de 2009, na Demonstração do Resultado do Exercício, os
encargos de depreciação com esses equipamentos terão o valor de
a) R$144.000,00.
b) R$121.000,00.
c) R$108.000,00.
d) R$ 85.000,00.
e) R$ 60.000,00.

21. (ESAF / ATRFB / 2009) A empresa Hélices Elíseas S.A. já tinha máquinas
e equipamentos adquiridos em outubro de 2007, por R$ 8.000,00, quando
comprou outra, em primeiro de abril de 2008, por R$ 6.000,00 e mais outra,
por R$ 10.000,00, em primeiro de outubro de 2008.
Sabendo-se que a vida útil desses equipamentos é de apenas dez anos,
podemos dizer que, no balanço de 31 de dezembro de 2008, o seu valor contábil
será de:
a) R$ 22.500,00.
b) R$ 22.300,00.

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c) R$ 21.600,00.
d) R$ 21.400,00.
e) R$ 20.800,00.

22. (ESAF / Analista de Comércio Exterior - MDIC / 2012) Este é o rol


das contas utilizadas na escrita da empresa Três Emes de Mercadorias S.A., com
os respectivos saldos apurados no fim do exercício de 2011:
Ações de Coligadas 100 Mercadorias 800
Aluguéis Ativos 80 Móveis e Utensílios 120
Bancos c/Movimento 200 Prejuízos Acumulados 70
Capital Social 750 Provisão p Devedores Duvidosos 60
Clientes 500 Receita de Vendas 850
Custo das Vendas 700 Reserva de Capital 60
Despesas antecipadas 60 Reserva Legal 90
Depreciação Acumulada 70 Salários 150
Fornecedores 700 Títulos a Pagar Longo Prazo 190
Impostos a Recolher 260 Títulos a Receber Longo Prazo 150
Juros Passivos 70 Tributos 70
Máquinas e Equipamentos 180
Elaborando-se um balancete de verificação com estas contas, vamos encontrar
saldos devedores no valor de:
a) R$ 2.980,00.
b) R$ 3.110,00.
c) R$ 3.120,00.
d) R$ 3.190,00.
e) R$ 3.320,00.

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8 - GABARITO

1 2 3 4 5 6 7 8
A A D C E D D A
9 10 11 12 13 14 15 16

A B A E B B NULA C
17 18 19 20 21 22
D E D D B NULA

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