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6 / 7 Jornal TRI - Maio / Junho 2010 Jornal TRI - Maio /
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Jornal TRI - Maio / Junho 2010
Jornal TRI - Maio / Junho
2010
Jornal TRI - Maio / Junho 2010
COPA D
NO BRASIL
Em 2014, a Copa
do Mundo
será re-
alizada, pela segunda vez, no Brasil.
Sobre o evento, o jornalista Luis Hen-
rique Benfica ressalva que não sabe se
será a melhor coisa, “já que os clubes
não têm dinheiro para reformular seus
Nunca seremos capazes de
esquecer esse dia porque
É o maior dia de nossas vidas
Não importa o que aconteça,
pelo menos podemos dizer:
AS BARREIRAS DO SUCESSO
Jogadores de futebol passam no início da carreira por diversas
dificuldades antes de se tornarem profissionais
MUNDO
O COMEÇO
A
PROFISSIONALIZAÇÃO
estádios”. O repórter da Band, Gustavo
Berton demonstra preocupação, mas
destaca que o país já está merecendo
essa Copa, pois “foi o país que mais
conquistou o torneio”. O repórter
da Sportv e RBS, Luciano Calheiros
acha que ainda estamos longe
do ideal, pois daquilo que foi
prometido à FIFA, “nem um
terço, diria até que nem um
quarto, foi cumprido”.
A capital do estado, Porto
Alegre, será uma das cidades
sedes. As subsedes gaúchas
ainda não foram definidas, já
que elas estão divididas em pe-
quenas regiões e já definidas. A
cidade de Novo Hamburgo junto
com sua região demonstrou in-
teresse em ser uma delas, tanto
é que lançou no ano passado,
um Comitê, presidido pelo vere-
ador Gilmar Valadares, que diz
que tudo ainda está em fase de
planejamento. “O objetivo do mu-
nicípio é recepcionar visitantes
‘Nós viemos, nós Vimos, nós
tentamos
Akon
Tudo começa nos primeiros anos de vida,
com a primeira bola, o primeiro chute e
até com a escolha do time do coração.
No início, o futebol é considerado apenas
uma brincadeira praticada pelas crianças.
Com o passar do tempo, ele se torna algo
mais sério. É nesse instante que o sonho
começa a ganhar formas. Para muitos
jovens, tornar-se jogador profissional é a
única maneira de ajudar seus familiares.
Na maioria das vezes, os garotos entram
nas escolinhas de futebol. É lá que eles
aprendem e aperfeiçoam os fundamentos
básicos do esporte. O professor Cristia-
no Kehl, da escolinha de futebol Futvale,
explica que a categoria de base é funda-
mental, pois se “o atleta não tiver uma
base bem trabalhada, encontrará muita
dificuldade na carreira, uma vez que a
quantidade de jogadores é grande”.
O hamburguense Eloi Virgilio Pereira
Júnior, 15 anos, está há quatro meses jo-
gando nas categorias de base do Espor-
te Clube Vitória da Bahia. Ele destaca
que a maior dificuldade é a saudade
de quem ficou. Diz que pensa em
voltar, mas não o faz para poder dar
uma vida melhor à sua família. A
namorada, Betina Faustino, diz que
sempre soube do risco que corria.
Ela conta que aceitou bem e que
dá a maior força para ele ficar lá.
Os pais, Eloi Virgilio Pereira e
Carmem dos Santos, explicam
que eles sempre foram realis-
tas com o único filho. Carmem
lembra que eles não tiveram
tempo para assimilar a
mudança, pois tudo acon-
teceu de forma rápida: “A
namorada, os amigos,
precisam se engajar
nesse projeto, pois
a projeção que ele
pode alcançar de-
pende disso”,
finaliza.
O
lateral esquerdo do Grêmio, Bruno Collaço,
conta que desde pequeno nunca se imaginou
música Africa
fazendo outra coisa. Quando criança, dormia
O maior evento esportivo do Planeta irá
acontecer em 2010 na África do Sul e em
2014 no Brasil
e
acordava sempre pensando em ser jogador
Texto EDUARDO PATRICK BETTIO
Diagramação e ilustração: DIOGO FATTURI
NA ÁFRICA
A Copa do Mundo de futebol é um torneio
que acontece de quatro em quatro anos e é
organizado pela FIFA. A competição reúne
32 seleções, classificadas nas eliminatórias
que acontecem pelos continentes durante
os três anos em que não há Copa. O even-
to ocorre sempre em um país sede. Neste
ano, a África do Sul sediará o evento. Um
dos objetivos da escolha é terminar com as
mais variadas formas de preconceito que
existem dentro do esporte, já que a África
do Sul sofreu durante muito tempo com
um regime preconceituoso chamado Apar-
theid. Nesse regime, os brancos detinham
poder sobre os demais, que eram obriga-
dos a viver separados, impedindo-os de
serem cidadãos. O racismo é o principal
desses preconceitos, que deve ser banido
não só do esporte, mas da sociedade como
um todo. Pela primeira vez será realizada
uma Copa do Mundo em solo africano. A
ideia é mostrar para os povos que eles
podem viver unidos.
de futebol. Então, em 1999, quando tinha nove
anos, chegou às categorias de base do Grêmio,
após passar em um teste. Segundo ele, a maior
dificuldade é “ter que matar um leão por dia”.
Ele acrescenta que o futebol pode trazer más in-
fluências e que muitas pessoas se aproximam do
jogador por interesse. “Se tu não souber selecio-
nar as pessoas e dar o valor a quem está desde o
início contigo, tu pode perder o rumo”, comenta
Bruno.
Para auxiliar na manutenção da saúde psicológi-
ca, os atletas contam com o auxílio da psicologia
esportiva. O técnico do Grêmio, Paulo Silas do
Prado Pereira, explica como o clube acompanha
o
lado psicológico dos atletas: “Tanto na catego-
ria de base quanto na profissional, oferecemos
apoio dos psicólogos. Serve para não se des-
lumbrarem com esse mundo de muito dinheiro
da noite para o dia”. Silas ainda observa que,
atualmente, a psicologia é uma área fundamen-
tal no esporte.
A
REALIDADE
e
promover o turismo regional
e,
em segundo, ser uma subsede.
Tornar-se um jogador profissional de futebol hoje,
no nosso país, não é uma tarefa fácil. A procura
Para o projeto se tornar realidade,
a população precisa se engajar nesse
projeto conosco”, ressalta o verador.
e
o sonho vão muito além da oferta dos clubes;
sobrevivem os jogadores “de qualidade”, que no
futuro poderão render milhões às agremiações.
JORNALISTAS PREPARADOS
O
que a maioria dos sonhadores não sabe é que
A
partir do dia 9 de junho, o Planeta
focará seus olhos na África do Sul.
Nesse dia, o povo africano mostrará
sua festa, sua beleza para o mundo.
O
repórter da Rádio Gaúcha e da
Zero Hora, Luis Henrique Benfica,
que trabalha há 25 anos na profis-
são, comenta os preparativos:“para
a
Copa desse ano, os veículos já co-
Para o repórter da Sportv e da RBS,
Luciano Calheiros, ser um país sede
é uma chance indescritível. Além da
possibilidade de alavancar o cres-
cimento, o sentimento é de orgulho
por saber que as atenções estão
voltadas para o que é de seu país.
Para ele, “trabalhar no maior evento
esportivo do mundo, é um orgulho,
pois é o auge da carreira”. Benfica,
que já trabalhou em três Copas do
Mundo, diz que se sente um privile-
giado, “primeiro por ser escolhido
dentre uma equipe que tem muitas
pessoas qualificadas e, em segundo,
por conhecer muita gente e apren-
der com jornalistas de outros países.
É uma sensação indescritível”.
grande parte dos jogadores, em algumas regiões
do país, ganham um salário mínimo, ou até me-
nos. Apenas uma pequena parcela convive com
dinheiro, fama e glamour. Esses fatores podem
trazer infelicidade, pela pressão ou distância da
família e dos amigos, mas principalmente, pela
solidão. Sonhar não é errado, nem feio, mas o
que não se pode fazer é jogar a toalha antes da
hora. Se o sonho não for realizado,tenha pelo
meçaram a se dedicar a este evento,
pois muito trabalho deve ser feito
previamente”. Já o jornalista Gus-
tavo Berton, da Band RS, comenta
menos a certeza de ter tentado até o final.
que o representante dos gaúchos do
grupo será seu colega Ribeiro Neto,
que se juntará à Band Nacional,
fazendo a cobertura do torneio para
o
Estado.