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ESTRATÉGIAS DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS NO PROCESSO DE

ALFABETIZAÇÃO

Franciele Vidi – Celer Faculdades1


Rudinei Aldini Frese – Celer Faculdades2

Eixo Temático: 2 - Educação, Justiça Social e Contemporaneidade


Resumo

Este artigo tem por objetivo é investigar estratégias de leitura e produção de textos no processo de
alfabetização, para que seja possível identificar meios utilizados, descrever dificuldades e levantar
vantagens para o processo de alfabetização. Os assuntos abordados são o conceito de leitura e de
texto, tipos de leitura, dificuldades neste processo, conceito de alfabetização e estratégias de leitura e
produção textual. É utilizado o método bibliográfico, com aplicação de questionário e avaliação dos
resultados de forma qualitativa. Foram investigadas as turmas dos anos iniciais do ensino
fundamental de uma escola particular de Xaxim. Os resultados mostram que as educadoras estão
preparadas para atuar como mediadoras deste processo de aprendizagem, porém encontram-se
preocupadas com a imaturidade que os alunos chegam à sala de aula. Como conclusão é possível
perceber que a leitura é muito além de decodificar e codificar símbolos, ela é o meio que o ser vai
aprender a interpretar o mundo, e através de uma escrita clara e objetiva demostrar a identidade.

Palavras-chave: Leitura. Produção textual. Alfabetização.

1 INTRODUÇÃO

Pode-se conceituar leitura como a decodificação ou decifração, pois


primeiramente o leitor deve decifrar a escrita, para logo após entender qual a
linguagem que se faz presente, decodificando as informações contidas no texto,
para finalmente formular o próprio conhecimento e opinião critica sobre o que leu
(REIS, 2012). Por ela se entende toda a manifestação linguística feita por uma
pessoa para formular um pensamento, a leitura é um processo individual, que
carrega a essência de cada um. Portanto, nunca se deve utilizá-la como um mero
instrumento de avaliação dentro das instituições escolares.
A grande maioria dos problemas que os alunos encontram na escola é
decorrente de dificuldades na leitura. Ler é uma atividade extremamente complexa,
é um processo de descoberta, que em alguns momentos requer um trabalho

1
Graduada em Pedagogia e Pós-graduada em Educação Infantil e Séries Iniciais. E-mail:
francielevidi@gmail.com.br
2
Docente da Celer Faculdades. Servidor Público. Graduado em Letras, Mestre em Língua Inglesa e
Literatura Correspondente. E-mail: rudineifrese@gmail.com

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paciente e muito perseverante. Ela também pode ser simples, lúdica e de fácil
compreensão como uma simples brincadeira de futebol, porém os leitores devem se
concentrar para não se perder a busca pela perfeição.
Uma leitura pode ser ouvida, vista ou falada. Pois o leitor pode decifrar um
texto escrito e traduzi-lo por meio da fala, fazendo desta leitura vista e ouvida, assim
ocorrem os primeiros contatos das crianças com este conceito. Não existe leitura
sem decifração da escrita, ou seja, peca-se muito forçando as crianças a
desempenhar atividades que só leitores habilidosos dominariam, esquecendo que
cada uma delas precisa de um tempo diferente para se apropriar da decifração da
escrita.
As dificuldades no trabalho com a leitura dentro das instituições estão
relacionadas às concepções do que é leitura e do que é aprender a ler. Esta
atividade se remete, na maioria das vezes, ao simples uso de textos simples,
estruturados, de frases compostas por palavras que o educador julgar interessante
para o momento. Uma alternativa benéfica para enriquecer este processo seria a
diversificação de atividades, baseada em diferentes gêneros textuais, em que se
levam em conta o desenvolvimento cognitivo da criança, para que esta possa
reconstruir a informação através de um conhecimento prévio.
O texto em si seria a combinação perfeita entre orações que se entrelaçam
para formar uma comunicação coerente dotada de um sentido. Este pode
apresentar-se em diferentes tipos textuais, relacionados à estrutura gramatical como
uma narração, descrição, argumentação, injunção e exposição, dentro destes
estruturam-se os mais diversos gêneros que atuam com a finalidade de
funcionalidade dentro da comunicação: fábulas, notícias, carta, e-mail, bilhete, artigo
científico, receitas, histórias em quadrinhos, contos, entre outros.
Dificuldade na hora de produzir um texto é comum dentro das escolas, uma
delas é o bloqueio que o aluno pode ter em saber pesar o conteúdo necessário para
explicar por meio de palavras o que o leitor espera encontrar na produção ou ainda a
mais natural, o relator não consegue colocar no papel de maneira objetiva uma
opinião verdadeira. Isto pode acontecer pela falta de motivação na hora da escrita,
os educandos não recebem incentivos para redigirem as ideias com segurança.
Neste sentido, cabe destacar o conceito de alfabetização, que é propiciar para
que a aluno se desenvolva e tenha acesso ao mundo. As crianças necessitam
adquirir a língua escrita através de um processo que vise construir opiniões críticas
futuras sobre qualquer assunto que os rodeie, seja na educação superior, meio
profissional, política, social e principalmente econômica que está inserido. Por outro
lado, letramento deve ser compreendido como um estudo que envolve diferentes

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práticas pedagógicas que visam impacto na vida social, sendo, portanto, um
movimento que em vez de dar a ideia de um segmento simples de práticas
maçantes de registros diários de sílabas e palavras sequenciadas com matérias
complementares visando leitura por meio do ato simples de decorar, mas sim de ser
um processo para conduzir a interpretação crítica de textos.
A criança passa por diferentes fazes durante o processo de aprendizagem da
leitura, partindo de rabiscos parecidos com letras relacionando-as com o tamanho
real do objeto ou estudá-lo com a quantidade de letras que irá colocar na hora do
registro escrito, passando da fase que alguns autores denominam de realismo
nominal ela adentra em um período que ao ler o que escreveu, realiza ajuste para
realizar marcas gráficas e adequar como “correto” o que tentou escrever. Quando
ela amadurece e inicia a apropriação do processo da escrita para o interior pessoal,
identifica parcialmente que para escrever uma palavra corretamente necessita
colocar mais letras e sílabas, ao dominar isto a criança contempla o conhecimento
que precisa para colocar uma letra para cada fonema pronunciado oralmente.
O processo científico na área da alfabetização revela que aprender a ler e a
escrever requer mais do que simples aptidões perceptivas e motoras e que as
questões relativas ao desenvolvimento cognitivo são, de fato, mais importantes, uma
vez que a criança exerce uma atividade mental construtiva nos processos de
aquisição de conhecimentos. Em outras palavras, o alfabetizando desenvolve uma
atividade construtivista sobre a escrita. Refletir sobre o texto na maneira em que é
estruturado, com a formação, tamanho, o número de frases e palavras, analisar os
sinais de pontuação existentes, requer das crianças habilidades que envolvam
matemática e de linguísticas, tornando este tema indagador e importante no
processo de se alfabetizar letrando.
Devido a isto, os educadores devem organizar as situações de ensino da
leitura e escrita em sequências didáticas, atividades permanentes, atividades de
sistematização, projetos, ou ainda em outras formas que julguem necessário, de
acordo com os tempos e espaços disponíveis em sala de aula. Dinamizar as formas
de organizar o trabalho pedagógico implica visualizar a alfabetização como um
trabalho artesanal diário, que a professora vai compondo ao reavaliar os
movimentos de aprendizagem dos alunos, como em um jogo de xadrez. A cada
movimento, objetivos e estratégias podem se alterar, precisando de informações
constantes para que, ao contrário do jogo, todos os envolvidos obtenham êxito.
Elaborado como objetivo geral deste estudo, investigar estratégias de leitura e
produção de textos no processo de alfabetização. Para este, foram formulados três
objetivos específicos: 1) identificar estratégias de leitura e produção de textos no
processo de alfabetização; 2) descrever as principais dificuldades de leitura e

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produção de textos no processo de alfabetização e estratégias a serem aplicadas
para superá-las; 3) analisar as vantagens de trabalhar a leitura e a produção de
textos no processo de alfabetização.
Com o intuito de buscar resultados objetivos e fundamentados nas teorias
estudadas aprofundadas neste percurso, três questões de pesquisa foram utilizadas:
1) Como é trabalhada a leitura e a produção de textos no processo de
alfabetização?; 2) Quais são as principais dificuldades de leitura e produção de
textos no processo de alfabetização e quais estratégias podem ser aplicadas para
superá-las?; 3) Quais são as vantagens de trabalhar a leitura e a produção de textos
no processo de alfabetização?
Este artigo se justifica, em termos teóricos, por procurar a atualização do
conceito de aprendizagem na sociedade educacional, apoiando-se em uma teoria
construtivista e em ciências cognitivas, que afirmam que são os próprios aprendizes
que constroem os conhecimentos adquiridos. As crianças necessitam adquirir a
língua escrita através de um processo que vise construir opiniões críticas futuras
sobre qualquer assunto que os rodeie, seja na educação superior, meio profissional,
política, social e principalmente econômica que está inserido. Portanto, o professor é
aquele que cria situações, que devem ser significativas, para facilitar o domínio da
leitura e aperfeiçoamento da escrita e interpretação de diferentes gêneros textuais.
Ainda, esta pesquisa se justifica por buscar na literatura evidências que possam ser
coerentes, complementares ou divergentes com prática de sala de aula e, entender
as possíveis variáveis que podem contribuir para tais resultados.
Por outro lado, em termos práticos, esta pesquisa se justifica pela extrema
importância de se abordar conteúdos de forma clara e lúdica durante o processo,
visando ouvir e compreender a visão cultural e social de cada criança, sempre
buscando se contemplar os objetivos do planejamento do educador. Os alunos
devem desenvolver análises linguísticas por meio de observação, leitura e escrita no
quadro, caderno e material diversificado para apoio das aulas (atividades),
contemplando os conteúdos previstos no primeiro eixo da alfabetização que abrange
a oralidade, a escrita e a leitura.
Necessitam ficar a margem de diferentes textos (científicos, literários,
informativos), explorando diferentes gêneros textuais, como o de lista, para serem
apresentados à funcionalidade da escrita. Ler e escrever são exigências básicas
para exercício de uma cidadania digna, para que o indivíduo possa ter a capacidade
de interpretar e construir significados sobre o meio em que está inserido na
sociedade. Pois a leitura é uma importante ferramenta de desenvolvimento para o
processo de aprendizagem e os educadores precisam lançar mão de autonomia
durante as aulas, para que os educandos sejam capazes de dominar os recursos

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propostos nas atividades, retirando informações de maneira crítica e reflexiva.
Através de uma proposta didática com uma base sólida, as crianças podem adquirir
o domínio da oralidade, da escrita e a autonomia da leitura, formando-se cidadãos
capazes de agirem de forma coerente e ativa.
O artigo tem como fundamento ser qualitativa e bibliográfica, valorizando-se o
grau de interação dos indivíduos envolvidos, com o intuito de analisar textos atuais,
tornados públicos sobre o tema de estudo, procurando colocar o pesquisador em
contato com tudo o que foi dito, escrito ou filmado, para que este esteja apto a
oferecer a novos educadores em processo de crescimento, ferramentas para
explorarem novas áreas do conhecimento.
Com as fontes de pesquisa já aprofundadas e devidamente compreendidas
pelo pesquisador, o projeto foi direcionado à observação de dados em sala de aula
do terceiro ano de uma escola provada, no município de Xaxim, através de uma
pesquisa de campo, realizada para se conseguir informações dinâmicas e
conhecimentos suficientes para apontamento de possíveis soluções para o problema
deste estudo. Período este que aconteceu de forma espontânea e natural em
observação do trabalho da docência, buscando com que os dados fossem obtidos
com real clareza e a máxima seguridade.
Logo em seguida, são utilizados questionários formulados de atividades
interdisciplinares para o nivelamento da turma, para levantamento das possíveis
dificuldades dos educandos perante a produção de diferentes textos e da
interpretação. Partindo para um cauteloso estudo de dados, sendo registrados
minuciosamente por meio de uma pesquisa descritiva, para a realização do texto a
ser redigido, este contém possíveis didáticas a auxiliarem no processo de avanço da
concretização da aprendizagem das crianças analisadas, sempre buscando a
responder as questões levantadas como pesquisa deste projeto de estudo.
Para este estudo foram utilizados quatro instrumentos de dados, com
questionários com perguntas dispostas em diferentes pautas com espaço amplo,
para que os professores pesquisados fossem estimulados a escrever livremente,
expressando os conhecimentos sobre o tema e apresentarem as estratégias e
dificuldades, que são descritos na sequência.
“Como é trabalhada a leitura e a produção de textos no processo de
alfabetização?; Quais são as principais dificuldades de leitura e produção de testos
no processo de alfabetização?; Quais estratégias podem ser aplicadas para superar
as dificuldades de leitura e produção de textos no processo de alfabetização?; Quais
as vantagens de trabalhar a leitura e a produção de textos no processo de
alfabetização?”

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2 A LEITURA E A PRODUÇÃO DE TEXTOS EM SALA DE AULA

De acordo com Leffa (1996), sobre o conceito de leitura, é possível dizer que
ler é ter a capacidade de extrair o significado do texto e dar um novo significado a
ele, deve ser um processo de mineração cauteloso, pois alguns cuidados são
necessários para que haja sucesso, pois o leitor jamais deve seguir adiante quando
encontrar frases difíceis que causem entraves na compreensão ou deixar de
procurar o significado de palavras desconhecidas. A interpretação do texto é feita de
diferentes maneiras pelo leitor, pois este preenche as lacunas que encontra de
acordo com os espelhos da realidade, ou seja, o real significado desta leitura se faz
presente na mente deste indivíduo.
No momento que um escritor estrutura um texto, ele deixa lacunas que devem
ser preenchidas pelo leitor no ato da leitura, reafirmando a expressão de que “ler é
reconhecer o mundo através de espelhos”, (LEFFA, 1996), isto só será possível se
este dominar determinadas imagens deste mundo e estiver determinado a expandir
os conhecimentos perante a realidade, sendo este talvez o ponto “x” no processo de
ler com qualidade de interpretação “o leitor tem que possuir no íntimo a intenção de
ler” (LEFFA, 1996). Ler, portanto, é uma troca de correspondências entre leitor e
texto, ou seja, um duelo entre o conhecimento prévio e os dados fornecidos em uma
produção textual (LEFFA, 1996).
Para Silva (2010), o processo de leitura é o ato de se compreender a
realidade que cerca o leitor através de diferentes linguagens que este pode vir a
utilizar, desenvolvendo a capacidade de reconstruir e codificar uma mensagem feita
pelo escritor, gerando neste indivíduo a formulação do conceito de amostragem (o
leitor retira aspectos do texto redundantes da linguagem). Durante uma atividade de
leitura, leitores fluentes conseguem realizar uma ligação do tema que está sendo
aprofundado através de conhecimentos que já possui, sendo este processo
comparado a uma interação frutífera, pois o leitor vem a contribuir muito além do
material impresso que recebe. Nos dias atuais ainda se comete alguns equívocos
nas escolas, como por exemplo, determinar a forma de leitura e acreditar que este
pode acabar durante os anos de alfabetização, deixando de lado a real importância
do uso dinâmico da linguagem oral em sala, sendo este um aspecto que pode fazer
a diferença, pois os educandos perdem oportunidades de expressarem-se e de
prestarem atenção os mais diversos detalhes presente nos textos.
Segundo Freire (2009), a importância do ato de ler não acontece
simplesmente na decodificação da escrita, mas sim no desenvolvimento da
inteligência do mundo do indivíduo, pois esta antecede a palavra. A leitura deste

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mundo inicia-se na infância, onde a criança aprender a ler o que está à volta,
assimilando aquilo que a rodeia, como a casa, a família, brinquedos e o meio social
em que está inserido. Neste contexto, o indivíduo se vê inserido também no mundo
dos mais velhos, com linguagens, crenças e receios, nestes dois ambientes busca
“ler” e “interpretar” o íntimo. Os professores precisam selecionar textos de qualidade
e ter o tempo para ler juntamente com a turma, sublinhar partes importantes e
debater sobre elas para delinear o senso crítico destes leitores em formação. Sendo,
portanto, um ato de conhecimento criador dentro de um alfabetizando, o sujeito o
responsável pela construção da aprendizagem, capaz de expressar-se
criativamente, sendo capaz de sentir na pele este processo agindo, tornando-se apto
a transformar a expressão oral em expressão escrita, iniciando a moldagem do
mundo de forma consciente e crítica.
Finalmente, conforme Reis (2012) e Solé (1998), algumas dicas e orientações
na formação de leitores são de extrema importância para que o professor possa
planejar e conhecer previamente os títulos que serão colocados para os alunos.
Portanto, para obter-se sucesso neste processo, o professor deve iniciar
selecionando textos adequados para cada faixa etária, levando-se em consideração
a realidade que a criança está inserida. Mostrar e debater a capa do livro escolhido,
ler diariamente e ouvir a leitura feita pelos alunos na sala, adequando diferentes tons
de voz para dar mais emoção a estes ouvintes, sempre selecionando objetos
concretos que venham a contribuir para a história e deixando o ambiente agradável
durante a realização desta atividade. Para finalizar, o educador pode lançar mão de
recursos de dramatização, realização de brincadeiras como adivinhas e trava-
línguas envolvendo a história.
De acordo com Vygotsky (1996), sobre a teoria sócio-histórico-cultural, em
que o indivíduo se desenvolve a partir do meio físico e social, as relações mentais
não são inatas, pois os seres se desenvolvem durante o processo de interação
cultural em que estão inseridos. O cérebro é comparado a um sistema com
plasticidade, pois os comandos de funcionamento variam durante a história
individual, não sendo simplesmente um sistema de funções fixas. Para se
desenvolver plenamente de corpo e mente, biológico e social, o indivíduo precisa
contemplar os conceitos de processos elementares (ordem biológica), processos
psicológicos superiores (funcionamento voluntário do comportamento intencional),
síntese (surgimento de algo novo gerado durante um processo de transformação) e
por fim a plasticidade (possibilidade de mudanças a partir da ação de elementos de
fora). Sendo de extrema importância a presença da cultura para o desenvolvimento
sócio histórico dos seres, a relação deste com o mundo são mediados por sistemas

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simbólicos, o instrumento (o trabalho é base da sociedade) e o signo (ação
psicológica que controla o comportamento e capacidade motora), ambos servem
para conduzir este indivíduo a compreender o que o cerca e o apresentar como
integrante do meio social.
Para Piaget (1990), a teoria da epistemologia genética ou psicogenética, mais
conhecida como construtivismo, procura explicar a origem do conhecimento, do
momento do nascimento do indivíduo até a fase adulta, estudando a construção do
conhecimento durante este processo. A base da análise desta teoria está no estudo
dos quatro estágios de desenvolvimento, em que o renomado biólogo utilizou como
instrumento de pesquisa as próprias filhas para delinear as características de cada
estágio. Sendo o estágio sensório-motor, pré-operatório, operatório-concreto,
operatório-formal.
Segundo Skinner (1981), a teoria behaviorista ou comportamentalista
dedicou-se a estudar o comportamento em relação ao meio em que este ocorre,
sendo, portanto, o estímulo e a resposta as principais armas deste estudo, em que o
homem é visto como produto do processo de aprendizagem. O comportamento
reage sobre um determinado estímulo neutro por várias vezes, este reage evocando
uma espécie de resposta. O condicionamento operante proporciona a aprendizagem
por meio da ação do organismo sobre o meio e um efeito resultante para satisfazer
alguma necessidade, tornando-se um estímulo de reforço, gerando consequências
para estas ações, podendo ser positivo, oferecendo algo de novo para o organismo,
ou negativo, retirando o que for indesejável, este último, porém, necessita de um
cuidado maior, pois não deve ser confundido com a punição, em que estímulos são
eliminados de maneiras desagradáveis.
Ainda, de acordo com Gardner (1985), a teoria das inteligências múltiplas,
entende que a mente possui diferentes faces separadas, reconhecendo que as
pessoas possuem diferentes forças cognitivas e estilos cognitivos opostos,
observando-se informações naturalistas de como os indivíduos desenvolvem as
capacidades no mundo. A competência intelectual deve apresentar sete inteligências
capazes de agir e resolver as possíveis situações para apresentar um potencial
positivo de aspectos que tragam benefícios ao ser. Sendo o ensino centrado no
indivíduo e no desenvolvimento cognitivo individual de cada aluno, respeitando que
cada um possui diferentes habilidades e interesses e que nem tudo o que for
ensinado será absorvido da mesma maneira pelos envolvidos no processo de
aprendizagem.
Finalmente, sobre as orientações teórico-metodológicas do projeto
pedagógico da escola a ser investigada, sobre as principais diretrizes e orientações

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didáticas e metodológicas para o processo de ensino e aprendizagem, bem com
específicas sobre o processo de leitura, produção de textos e alfabetização, são
apresentadas a seguir as principais postulações.
A respeito das orientações e diretrizes didáticas e metodológicas do trabalho
docente em sala de aula, da escola a ser investigada, percebe-se que proposta
curricular dos conteúdos das disciplinas respeita cada nível de ensino com a matriz
curricular, seguindo as diretrizes estabelecidas pelos Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCNs), nas áreas de: linguagens códigos e suas tecnológicas, ciências
da natureza, matemática e suas tecnológicas, e ciências humanas. Salienta que as
aulas têm que envolver atividades centradas no professor (aula expositiva), no
professor – aluno (perguntas e respostas), no aluno – aluno (atividade em grupo).
Cabendo ao profissional da educação exercer o papel de facilitador do
conhecimento, conduzir e avaliar o processo de ensino e aprendizagem, incentivar a
pesquisa, auxiliar o aluno a aprender, recuperar as dificuldades de aprendizagem,
ser dinâmico, criativo e flexível e de aprender a levar em consideração os meios
sociais, culturais, históricas e biológicas que a criança está inserida.
Como sistema de avaliação do ensino oferecido, são realizados concelhos de
classe no final de cada bimestre letivo, formado pelos profissionais, como o diretor,
coordenador pedagógico, psicólogo educacional, todos os professores da turma, que
é pesado o conhecimento atual adquirido com o conhecimento anterior, sendo
levando em conta os critérios que estão pré-estabelecidos no regimento escolar e na
Lei de Diretrizes e Bases (LBD), estas são explicadas claramente quanto ao
parâmetro curricular de avaliação. O espaço escolar está organizado na seguinte
estrutura com a Associação de Pais e Mestres (estes devem indicar melhoras no
processo de ensino; sugerir na contratação ou demissão de funcionários; apontar na
realização de novos projetos, na proposta pedagógica, no calendário escolar, no
regimento da escola e nos eventos), Direção (contratar e demitir funcionários,
aprovar os projetos e outros parâmetros, acompanhar o processo de ensino,
desenvolver programas de avaliação, assinar documentos, convocar reuniões),
Coordenação (coordenar atividades diárias, substituir o diretor quando for preciso),
Orientação (orientar os pais e os alunos, substituir o coordenador quando
necessário) e Secretaria (assessorar o diretor, coordenador e orientador, atender a
comunidade escolar).
De forma complementar, a respeito da leitura, produção de textos e processo
de alfabetização, na escola a ser investigada, é possível observar que, na teoria
considera como parte do processo da formação do conhecimento as contribuições
da Teoria da Epistemologia Genética ou Psicogenética (Piaget, 1990), a Teoria

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Behaviorista ou Comportamentalista (Skinner, 1981), a Teoria das Inteligências
Múltiplas (Gardner, 1985), a Teoria Sócio-histórico-cultural (Vygotsky, 1996).
Por outro lado, na prática, atuando com a estruturação de projetos didáticos
com o intuito de concretizar os ideais descritos no projeto pedagógico da instituição.
Através de um projeto anual de leitura denominado como Ciranda de Livros, em que
os educadores selecionam livros adequados para cada turma, um título literário para
cada bimestre, e estruturam projetos interdisciplinares que visam a leitura e a
produção escrita. A escola também conta com uma atividade anual de incentivo à
leitura, em que são estimulados a escrever sobre a visão do texto estudado. As
salas de aula, desde a Educação Infantil ao Ensino Fundamental Inicial, possuem
um espaço denominado de Cantinho da Leitura. A instituição programa em no
calendário escolar a Feira do Conhecimento, sendo planejadas leituras, pesquisas,
produções textuais e artísticas e praticado a oralidade para as apresentações, é um
projeto que visa trabalhar a capacidade de pronunciar-se em público e aprofundar de
maneira direcionada o conteúdo escolhido, expondo para toda comunidade escolar e
também aberto ao público (família, e alunos de outras escolas). As professoras da
Educação Infantil realizam uma contação diária de histórias.

3 REFLEXÕES ACERCA DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Com base nas respostas apresentadas para os questionamentos aplicados,


fica claro que as docentes têm a percepção do conceito de leitura, pois ambas
ressaltam a importância de um trabalho minucioso desta em sala de aula, conforme
afirma Silva (2010), durante uma atividade de leitura, leitores fluentes, conseguem
realizar uma ligação do tema que está sendo aprofundado através de
conhecimentos que já possui.
Os relatos descritos na questão sobre as principais dificuldades apesentadas
pelos alunos, os educadores descrevem pontos variados apresentados de acordo
com o nível e a realidade em que as crianças estão inseridas. A importância deste
ponto é clara quando se pensa e se remete ao que afirma Freire (2009), os
professores precisam oferecer diferentes leituras que despertem a percepção crítica
dos alunos, para que estes consigam criar um elo entre ler e escrever, explicando a
eles a estrutura presente no texto, transmitindo-os significados para despertar o
crescimento da curiosidade pelos mais variados saberes. Quando dificuldades se
tornam as principais evidências diárias de uma sala de aula, a atividade pedagógica
do docente deve ser repensada, pois algo precisa de mudança e modificação, sendo
este é um desafio ou uma batalha a ser vencida diariamente pelo profissional da
educação atual.

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De extrema funcionalidade, o segundo questionamento evidencia possíveis
estratégias de auxílio para o processo de leitura e produção textual que venham a
contribuir na superação das dificuldades apontadas, neste aspecto os professores
buscam atuar de forma objetiva e clara, aplicando projetos pedagógicos da
instituição e atividades isoladas individuais e particulares de cada profissional. Como
ressalta Vygotsky (1996) a criança precisa da ajuda do professor que se preocupa
com o processo em geral e não somente com o produto apresentado.
Estimulados a relatarem vantagens e benefícios do trabalho da leitura e
produção textual em sala, no terceiro questionamento, destaca-se a qualidade e o
grau de desempenho destas educadoras, pois ambas afirmam que estas duas faces
da alfabetização são fundamentais na formação social do indivíduo. Os profissionais
apontaram maneiras diversas de se trabalhar este conteúdo com os alunos, a
preocupação desta variedade de estratégias apresentadas nos remete a teoria das
Inteligências Múltiplas de Gardner (1985), em que a escola e o ensino permanecem
centrados no indivíduo e no desenvolvimento cognitivo individual de cada aluno,
respeitando que cada um possui diferentes habilidades e interesses e que nem tudo
o que for ensinado será absorvido da mesma maneira pelos envolvidos no processo
de aprendizagem.
Neste estudo foi possível chegar aos seguintes questionamentos: As crianças
desenvolvem-se de maneira diferenciada, apresentando diversos níveis cognitivos
em uma sala de aula, reagindo de diversas formas ao processo de leitura e da
produção textual, sendo assim por que as instituições de ensino continuam a
determinar métodos únicos para que os professores executem em sala o processo
de alfabetização? A ideia de se respeitar a individualidade de cada criança é
fundamental para uma nova era do ensino, precisa-se aprofundar, portanto, a teoria
de Gardner (1985), que evidencia as diferentes inteligências que o ser pode possuir,
desta forma, qual estratégia seria mais produtiva para a produção textual em sala de
aula e qual seria o papel da avaliação diante desta prática? O ato de ler é dominar o
mundo por diferentes espelhos, para que este conceito seja verídico faz-se
necessário, além de um olhar pedagógico, um olhar afetivo por parte do educador?
Qual é o papel do educador que busca formar de maneira libertadora os alunos que
respeitem a realidade social de cada um, como este pode conciliar diferentes
culturas em uma mesma sala de aula?
Neste sentido, estes questionamentos servem como reflexão acerca do
trabalho docente em termos de estratégias de leitura e produção de textos, bem
como estímulo para investigações futuras em nível de mestrado ou doutorado.

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4 CONCLUSÃO

No presente estudo, que abordou estratégias de leitura e produção de textos


no processo de alfabetização, com base na literatura, nos instrumentos de coleta de
dados e na discussão acerca dos resultados, são possíveis as seguintes reflexões.
É difícil admitir que, nos dias atuais, o conceito de leitura para alguns ainda seja o da
simples aquisição de um código de domínio de símbolos. Ler e conseguir dominar
este ato vai muito além deste mero conceito comum, quando um indivíduo domina
este processo por inteiro é capaz de preencher as lacunas deixadas pelo autor no
texto, colocando o senso crítico em pauta para analisar informações verídicas que
venham a enriquecer o conhecimento e a capacidade de ver o mundo.
Estratégias e atitudes necessitam ser planejadas por uma equipe pedagógica
engajada pela busca por aprimorar novos métodos qualitativos de ensino, em que a
criança seja o sujeito ativo da aprendizagem. Estes devem ser fundamentados em
teorias de base, que incentivem a formação continuada dos docentes, pois estes
necessitam estar sempre em contato com as mais diversas informações para
poderem tornar a prática pedagógica uma arte diária, em que o objetivo é ilustrar o
futuro e não vislumbrar o passado.
A capacidade de dominar a escrita não garante que o aluno tenha a
possibilidade de compreender e produzir textos escritos de forma individual nos
primeiros anos do ensino fundamental. Para esta aprendizagem ser concreta se
exige do professor um trabalho sistemático, aliado a diversas ferramentas de ensino,
que leve em consideração a realidade social e a bagagem cultura que a criança leva
para sala de aula. Usar das mais diversas linguagens durante a alfabetização, vem a
enriquecer este período tornando o ser pensante e dinâmico diante do que lhe for
proposto.
Os professores precisam trabalhar com diversos gêneros textuais a fim de
formar leitores eficientes e buscar desenvolver neles a prática da oralidade e da
produção textual coerente, processo que devem dominar primeiramente como
autores na hora do registro para por segundo serem entendidos por outros através
da leitura do que procuraram escrever (captação das ideias do autor na estrutura
textual).
Deve-se planejar um ambiente na instituição capaz de ser um espaço físico,
social e cultural, capaz de instigar, sugerir, despertar novos conhecimentos, valores,
atitudes, desejos e a capacidade de reflexão, para se formar leitores de diferentes
linguagens (escrita e visual).
É preciso entender que cada um tem um tempo, uma maturidade a ser

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adquirida, já comprovada por nobres autores no campo educacional, nenhuma
criança pensa e aprende da mesma maneira, elas podem assemelhar-se, mas
dificilmente igualar-se, portanto a importância de uma intervenção sólida e afetiva
neste processo é algo diferenciado na aprendizagem.
Deve-se possuir certa sensibilidade para se avaliar este processo, pois como
afirmou Gardner (1985), cada um tem diferentes inteligências que se demonstram
mais ativas que outras, devido a isto, “pesar o aluno” de uma única maneira pode
ser crucial ao desenvolvimento e assimilação do conteúdo esperado pode ser
retardada pelo surgimento de um bloqueio causado por um simples erro.
Uma alfabetização de qualidade nos anos iniciais vem a contribuir de maneira
positiva para a aprendizagem nos anos seguintes e para o desenvolvimento da
criança, o professor deve possuir a consciência de que o conhecimento é resultado
da própria atividade deste aluno. Aponta-se a necessidade do educador ser ativo,
atualizando-se para adquirir novos conhecimentos teóricos e práticos, para ser
capaz de estimular intencionalmente e de maneira adequada o aluno para o avanço.
Enfim, o papel do educador não é talhar a criatividade do aluno, mas sim ensiná-lo a
aprender, para que a própria criança seja capaz de elaborar as hipóteses e
estabelecer relações concretas.
Faz-se necessário que os docentes trabalhem em uma perspectiva
construtiva, uma vez que o aluno é um ser único, com conhecimentos próprios e
habilidades pessoais particulares, formulando uma postura que utilize métodos e
exerça um papel de mediador do conhecimento incentivando a interação, o diálogo e
articulando atividades de trabalho em grupo.

READING STRATEGIES AND TEXTUAL PRODUCTION DURING LITERACY


Abstract

This article aims to investigate strategies for reading and producing texts in the literacy process, so
that it is possible to identify means used, describe difficulties and gain advantages for the literacy
process. The topics covered are the concept of reading and text, types of reading, difficulties in this
process, concept of literacy and strategies of reading and textual production. The bibliographic method
is used, with questionnaire application and qualitative results evaluation. Classes of the initial years of
elementary school in a private school in Xaxim were investigated. Results show that the educators are
prepared to act as mediators of this learning process, but they are worried about the immaturity that
the students arrive at the classroom. As a conclusion it is possible to realize that reading is far beyond
decoding and encoding symbols, it is the means that the being learns to interpret the world, and
through a clear and objective writing demonstrate the identity.

Keywords: Reading. Text Production. Literacy.

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