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Universidade Federal Fluminense - UFF

Laboratório de Novas Tecnologias no Ensino - LANTE


Especialização em Planejamento, Implementação e Gestão de Cursos a Distância

LILIAN PRADO PEREIRA


GRUPO: 15

EAD E A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

Pólo UNICEU Pêra Marmelo


2017
“O setor educacional que mais cresce mundialmente é o de aprendizagem a distância”
(LITTO apud LESSA, 2011), e como todo modelo de educação precisa ser
regulamentado por leis para que tenha validade nacional e possa dar a seus alunos as
garantias legais para exercício das funções para as quais estão se preparando.

A Educação a distância no Brasil deve seguir os princípios da Lei de Diretrizes e Bases


da Educação Nacional (LDB/96) que foi sancionada em 1996 pelo Presidente da
República e pela primeira vez tratou dessa modalidade de ensino.

Seguem os parágrafos da LDB/96 que tratam da Educação Distãncia:

§1º − A educação a distância, organizada com abertura e regime


especiais, será oferecida por instituições especificamente credenciadas
pela União.
§2º − A União regulamentará os requisitos para a realização de exames
e registros de diplomas relativos a cursos de educação a distância.
§3º − As normas para produção, controle e avaliação de programas de
educação a distância e a autorização para a sua implantação, caberão
aos órgãos normativos dos respectivos sistemas de ensino, podendo
haver cooperação e integração entre os diferentes sistemas. (...)
Para Lessa (2011) por meio desses parágrafos é possível observar a preocupação do
legislador em garantir que o poder público tenha considerável participação na
regulamentação dos sistemas de ensino a distância no Brasil.
Além do especificado na LDB/96, o Ensino a distância no Brasil também é regido pelo
decreto 5.622/05, do qual transcrevemos a seguir alguns parágrafos que tratam de tal
modalidade.
Lessa (2011) trata das principais questões a serem observadas no Decreto 5.622/2005,
começando pela importância dada pelo legislador à necessidade de que algumas partes
dos cursos a distância ainda sejam oferecidos presencialmente, como é o caso das
avaliações, o que demonstra um certo preconceito com o modelo de ensino a distância
pela descrença na sua capacidade de garantir uma avaliação rigorosa.
§1º A educação a distância organiza-se segundo metodologia, gestão e
avaliação peculiares, para as quais deverá estar prevista a
obrigatoriedade de momentos presenciais para:
I – avaliações de estudantes;
II – estágios obrigatórios, quando previstos na legislação pertinente;
III – defesa de trabalhos de conclusão de curso, quando previstos na
legislação pertinente; e
IV – atividades relacionadas a laboratórios de ensino, quando for o
caso.
(...)
Art. 4º A avaliação do desempenho do estudante para fins de
promoção, conclusão de estudos e obtenção de diplomas ou
certificados dar-se-á no processo, mediante:
I – cumprimento das atividades programadas; e
II – realização de exames presenciais.

Outros pontos apontados pela autora são a necessidade da regulamentação pelo governo
federal para a criação de novos cursos, o que garante a validade nacional dos diplomas.
Art. 7º Compete ao Ministério da Educação, mediante articulação
entre seus órgãos, organizar, em regime de colaboração, nos termos
dos arts. 8º, 9º, 10 e 11 da Lei nº. 9.394, de 1996, a cooperação e
integração entre os sistemas de ensino, objetivando a padronização de
normas e procedimentos para, em atendimento ao disposto no art. 80
daquela Lei: I – credenciamento e renovação de credenciamento de
instituições para oferta de educação a distância; e II – autorização,
renovação de autorização, reconhecimento e renovação de
reconhecimento dos cursos ou programas a distância. (...)

A importância dada na igualação do curso à distância ao curso presencial, garantindo o


livre trânsito dos alunos entre um e outro, pode ser vista no parágrafo 1 do Artigo
terceiro:
§2º Os cursos e programas a distância poderão aceitar transferência e
aproveitar estudos realizados pelos estudantes em cursos e programas
presenciais, da mesma forma que as certificações totais ou parciais
obtidas nos cursos e programas a distância poderão ser aceitas em
outros cursos e programas a distância e em cursos e programas
presenciais, conforme a legislação em vigor. (Art. 3º)
(...)
Art. 5º Os diplomas e certificados de cursos e programas a distância,
expedidos por instituições credenciadas e registrados na forma da lei,
terão validade nacional. (...)

A autora fala também de pontos negativos para a EaD contidos no decreto, como o
engessamento do sistema de ensino a distância pelo legislador ao determinar que os
cursos a distância devem ter a mesma duração que os cursos presenciais quando uma
das vantagens dessa modalidade é a sua maior agilidade.
§1º Os cursos e programas a distância deverão ser projetados com a
mesma duração definida para os respectivos cursos na modalidade
presencial.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LESSA, S. C. F., Os reflexos da legislação de educação a distância no Brasil.


Disponível em
<http://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2011/Artigo_02.pdf>.
Acesso em 13 jun. 2017.

Legislação consultada:

LDB/96
Decreto 5.622/2005