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Resenha sobre "Música de Vanguarda e Cultura de Massas" de Willa

Soanne Martins
Everton Dias do Nascimento

O texto de Willa Soanne Martins foi apresentado no I Simpósio Brasileiro de Pós-


Graduandos em Música no ano de 2010 na Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro (UNIRIO). O texto trata a respeito da influência da vanguarda na música e sua
importância reativa frente a cultura de massas.

Inicialmente a autora trás uma ivestigação conceitual sobre vanguarda na arte


mostrando como esse movimento se deu historicamente na música se baseando nos
textos de Ferreira Gullar. Segunto o texto, o movimento vanguardista sempre busca
trazer a originalidade, a renovação. A vanguarda tem o papel de quebrar com
paradigmas vigentes e trazer a tona o inesperado.

Durante o século XVIII a arte era promovida e consumida pelos nobres, a carreira
de um músico profissional dependia fortemente da nobreza em muitos casos. Com o
crescimento da burguesia os artistas ligam-se a essa nova classe para adotar uma
postura contra ao domínio da nobreza. Posteriormente com o domínio burguês a classe
artística é marginalizada e a partir de então o artístita que antes tinha o ideal anti-nobreza
agora adota o pensamento de fazer a arte por si mesma, a arte pela arte.

Com esse novo ideal originado no Romantismo onde a arte paira sobre uma
dimensão metafísica o artista se descola de questões sociais. Antes a vanguarda se
voltou contra o paradgma da nobreza, agora marginalizada pela burguesia a vanguarda
vai contra paradigmas estabelecidos dentro da própria arte.

No século XX compositores como Schoenberg se voltam contra o paradigma da


música tonal, paradigma esse que foi aglutinado ao crescimento da massa operária e da
mídia impressa. Esses compositores tentaram então fugir da banalização da música
tonal promovida pela proliferação da cultura de massas criando novas frentes
vanguardistas como o impressionismo e o atonalismo. Mais radicalmente a vanguarda
também se desvinculou de qualquer ideal político, social e das camadas populares.

Ainda segundo o artigo, surge o contexto entre dois opostos: de um lado a arte
vanguardistas buscando a complexidade e do outro as camadas sociais imersas na
mesmice e numa cultura de baixa complexidade. A autora segue sobre esse dualismo
mostrando a opinião de diversos como Adorno e Eco, entre outros.

Willa conclui o texto deixando indagações a respeito do caráter cada vez mais
incerto e passível de transformação que a música possui hoje. Com toda a tecnologia e
acesso a informação que possuimos toda essa discussão ainda está longe acabar e
somente desdobramentos futuros poderão trazer respostas.

Conclusão

Com tudo isso a única postura que não se pode apresentar frente a importância
da vanguarguarda e da importância da música na sociedade é a inflexibilidade. A música
possui nos dias de hoje relações mais complexas com a sociedade do que há séculos.
Um conceito somente não pode definir o que é arte ou não. A melhor postura que se
pode adotar é a de não ter medo do que é novo e nem do que é velho, a música possui
diversas facetas e barreiras superficiais ou dogmáticas não trarão luz a complexa relação
que a música trouxe para a história dos seres humanos.