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EMANOEL SILVA CARVALHO

PRIMEIROS

VERSOS

SALGUEIRO - PE 2016 1
2
2017 Emanoel Silva Carvalho

2ª Edição – 2017

1ª Impressão

Edição independente

Salgueiro – PE, Brasil

e-mail: emanoelcarvalho911@hotmail.com

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“Agradeço aos editores do Site Recanto das Letras pelo espaço para
publicação dos textos contidos nesta obra, a todos os membros que me
receberam com muito carinho, ao amigo Marcelo Souza pela indicação
do site e a toda minha família e amigos pelo apoio”.

Os textos inclusos nesta obra foram


publicados no site abaixo:

http://www.recantodasletras.com.br/autores/emanoelcarvalho911

3
ÍNDICE

A dor do poeta................................................................................................ 05
A freira na feira.............................................................................................. 06
A ligação......................................................................................................... 07
A menina........................................................................................................ 08
A meu lado..................................................................................................... 09
Amor a outrem................................................................................................ 10
Amor concreto................................................................................................ 11
Amor............................................................................................................... 12
Ao leitor.......................................................................................................... 13
Carnavais........................................................................................................ 14
Complexus...................................................................................................... 15
Contradições................................................................................................... 16
Demos e Kratos.............................................................................................. 17
Depressão....................................................................................................... 18
DorAlice......................................................................................................... 19
Do contra........................................................................................................ 20
Fera................................................................................................................. 21
Fim de amor.................................................................................................... 22
Flor................................................................................................................. 23
Gatos............................................................................................................... 24
Guernica......................................................................................................... 25
História de um encontro................................................................................. 26
Indagações...................................................................................................... 27
Lembrança...................................................................................................... 28
Madrugada...................................................................................................... 28
Momentos....................................................................................................... 29
Morte.............................................................................................................. 29
O negrinho...................................................................................................... 30
O quê?............................................................................................................ 31
O rock do vinil................................................................................................ 32
Querer............................................................................................................. 33
Resistencia a corrupção.................................................................................. 34
Saudade.......................................................................................................... 35
Simplesmente................................................................................................. 36
Soneto anti opressão....................................................................................... 37
Soneto de desilusão........................................................................................ 38
Soneto de sinceridade..................................................................................... 39
Tostão sertanejo.............................................................................................. 40
Um olhar......................................................................................................... 41
Um sonho....................................................................................................... 42
Veias de veneno.............................................................................................. 43
Verme de Augusto.......................................................................................... 44
Sobre o autor.................................................................................................. 45

4
A dor do poeta
Quando um poeta
Pega a caneta e rabisca o papel
Estando com sua amada, apaixonado,
Ou estando sozinho, ao léu

É como se fosse culpado


É como se fosse réu
Culpado de amor sentindo uma dor
Dor de amor com gosto de fel

O amor é realmente uma dor


Como disse outrora um poeta fiel
“Que deveras sente essa dor”
Dor de amor com gosto de fel

Por esse motivo ele escreve fiel


Para não sentir essa dor
Para não explodir de dor
Dor de amor com gosto de fel.

5
A freira na feira
A freira foi
Fazer a feira
Na barraca
Do frei
Pediu pra
Fritar frango
Pra comer
Com farofa
Mas fritura
Faz mal
Framboesa não
Nem figo
Então comprou
Frutas frescas
E a freira
Saiu da feira
Com
Frias
Frutas
Frescas...

6
A ligação
Você nunca me ligou
Então estou aqui à espera
Estou aqui à espera
Pois você nunca me ligou

E espero...
Espero...
Espero...
Pacientemente...
Pois você não liga

E sinto sua falta


E busco a sua voz
Sempre em meus pensamentos
Enquanto você não liga

É assim que me contento


Lembrando-me de você
A cada momento
Aguardando em profundo lamento

A beleza da lua me consola


A brisa noturna me afaga
E então
Em meu coração te guardo
Sem nenhuma mágoa
Esperando à ligação
De você
Minha querida, linda, amada.

7
A menina
A menina que voava
De repente perde as asas
E não mais ela voava
De repente pisava em brasas

Chão rachado sertanejo


Sem chuva para molhar
Sem água para beber
Sem terra para plantar

No sonho dela havia água


Nos sonhos dela que eram verdes
Hoje só há galhos secos
Onde nenhum rio deságua

E essa menina cheia de esperança


De melhorar sua vida um dia
Trabalha calejando as mãos
Suando no pingo do meio dia

A menina que outrora voava


E com campos verdes sonhava
Finda sua vida deixando de herança
Em cada coração de um filho
Amor, carinho e esperança.

“Dedicado à minha mãe”

8
A meu lado
Se você ficar ao meu lado
Sua vida vai ser curtinha
E ao nos olhar em nosso fim
Talvez quem sabe, no leito de morte
Lembrarás que cumprimos o prometido
O de não ter ao meu lado
Uma vida inteirinha sem sentido
Mas sim, uma vida tão feliz,
Que os momentos tristes
Serão irrelevantes
Que as lágrimas perdidas
Serão gotículas
Em um oceano imenso
Pois o nosso amor
Será tão grandioso
Que tornar-se-á imensurável
E enfim sua vida será curtinha
Porque tantos momentos
Serão tão bons
Que passará em um piscar de olhos
E você saberá que foi feliz
Porque cumprimos o prometido
Respeitando as chatices
E rindo das tolices
Esquecendo o rancor
Pois transbordamos amor.

9
Amor a outrem
E se fosses para mim
Como se não fosse nada?
Como se sentirias enfim
Se por mim não fosse amada?

Terias em tua vida inferno


Ou terias noite linda estrelada?
Terias apenas amor fraterno
Ou será que estarias casada?

Poderias viver sem mim


Sentirias minha falta enfim
Ou simplesmente não sentirias nada?

Digo: - Deves amar primeiro a ti


Antes de amar qualquer outra coisa
Ou nada fará sentido e estarás acabada!

10
Amor concreto
Amor romA
Conector rotcenoC
Compreensor rosneerpmoC
Calor rolaC
Fervor rovreF
Fulgor rogluF
Sabor robaS
Dor roD
Incolor rolocnI
Ardor rodrA
Devorador rodaroveD
Assustador rodatsussA
Agressor rossergA
Desamor romaseD

Círculo e Triângulos de Emanoel Carvalho

11
Amor
Amor é beleza
Amor é magia
Amor é tristeza
Amor é alegria
Amor é pureza
É a mais pura verdade
É a mais pura certeza
Se for pego não resista
Sente-se, apenas assista
Não adianta fugir
Não adianta tentar
Pode correr para onde quiser
Você não vai escapar
Quem viveu nessa vida
Sem amor receber ou dar
Esqueceu da beleza da vida
Fomos feitos para amar!

12
Ao leitor
Ei curioso uma coisa quero lhes contar,
Eu coloquei aqui esses versos
Para gente que gosta, que não gosta,
E para gente que ainda vai gostar.

Pois vou seguindo minha vida


Fazendo versos dia após dia
Até quando da malvada morte
Eu não conseguir mais escapar.

Espero que goste dos textos


Pois estes são modestos feitos
Que devem ter vários defeitos
Mas, com carinho, consegui realizar.

Peço apenas que não me julguem


Porque escrevo só para representar
Vida, morte, natureza, o de dentro o de fora,
Ou, um simples alguém que está a amar.

13
Carnavais
Ah se eu pudesse dançar agora
Com meu amor
Ao som daquela nova bossa
Ah se eu pudesse cantar agora
Com meu amor
O som daquela nova bossa
Porém o tempo não volta
Ah se eu pudesse pular agora
Aqueles carnavais de outrora
Passar a noite contigo
Pulando, dançando até a aurora
Mas hoje não posso fazer nada assim
Pois a velhice não me ignora
Ela não tem pena de mim
E você me largou naquela aurora
Passamos a noite juntos
Mas bem cedo você foi embora
Hoje só me resta à saudade
Daqueles carnavais de outrora
Pois os de hoje não são mais aqueles
Não existem mais aquelas auroras
Se perderam aquelas marchinhas
Se perderam aquelas bossas
E eu perdi você para sempre
Naquele romper de aurora.

“Ao Mestre Jaime que tanto nos inspira”

14
Complexus
Não se sabe,
Na poeira da lembrança
Não existe esperança
Apenas grãos e vento
Que flutuam e se vão
Para onde não se consegue
Imaginar onde estão
Viajamos para longe um do outro
Se nada soubéssemos
O amor era nosso
Éramos como crianças
Que simplesmente amam
Ao calor do verão
Ao frio do inverno
Que vibram ao ver gol
Simplesmente são simples
Sutilmente vivenciam os dias
E serenos seguem pra sempre na imensidão
E um dia se destroem
Ao final de tudo
Não se sabe aonde ou como.

15
Contradições
O amor é lindo
E também é feio
O amor é meu
E também é alheio

E isso não é contraditório


É assim que acontece
Esta é a natureza
Apenas isso não a desmerece.

16
Demos e Kratos
Os ratos saíram da piscina
Eles não estão mais parados
Eles estão no poder
Sim, estão lá no senado

Os ratos não dividem queijo


Eles o querem completo
Pobre pode não ter mais vez
Mas não fica calado e quieto

Iremos lutar até o último


Espere e vai ver
Eu digo não ao golpe

Eu digo não a você


Saia logo daí
Não é seu esse poder.

17
Depressão
Rasgo minha carne
Com repúdio à vida
Por simplesmente estar aqui
Por causa dessa dor
Que me consome
Que me maltrata
Que me tira à fome
O sono, os sonhos,
A alegria e os sorrisos
E fico assim
Como se nada fosse lógico
Como se tudo
Não passasse de bobagem
Nada importa
Nenhum sentimento
Nenhuma pessoa
Elas se transformam
Em monstros desgraçados
Que não estão nem aí
São como a chuva que cai
Apenas cai sem sequer
Saber por que ou como
Apenas vão
Seguindo fielmente
O seu caminho
Que as aprisiona
Dentro de si mesmas
Nem o amor que dizem
Ser tão especial e belo
Dentre todos os sentimentos
Não faz o menor sentido
Nem poderia.

“Dedicado à uma amiga”

18
DorAlice
Apesar da vida que não havia
A pobre garota confusa vivia
Ou simplesmente sobrevivia
Na desordem de ordem
Da matéria que lhe compõe
E a vida de morte que ela dispõe
Sem o direito de escolha
Doralice está morta
Na vida que vive outra pessoa.

Emanoel S. Carvalho
Marcelo S. da Silva

19
Do contra
Eu estou no lado oposto
Ao outro lado
Que não é o lado certo
E nem é o lado errado

E queria mesmo era estar


Naquele lugar do caralho
Onde tudo se pode brincar
E tudo se pode fazer

Sem ter necessariamente que


Ser morto por um louco fardado,
Fardado ao incômodo

De ter que cegamente obedecer


A qualquer outro louco pirado
Que estiver no poder.

20
Fera
Intrínseca ao teu ser
Abrupta e formidável
Concreta ao conviver
Fera louca indomável

O nada de nada em ser


Por nada implacável
Segues no seu viver
É consigo incontrolável

Em teu cálice a beber


Do nada incomparável
Novamente em teu viver

Sofrendo por fera ser


Somente por bela ser
Fera louca indomável.

21
Fim de amor
Eu tenho um coração
Que você não vê
Eu tenho um coração
Dentro do meu ser

Mas nesse coração


Não existe mais amor
Não existe aqui
Nada para você

Eu só tenho um coração
Cansado de apanhar
Cansado de te amar
Cansado de sofrer

Pois você não me deu valor


E agora sente essa dor
Que te consome por dentro

Que arrasa sua alma


E isso não te acalma
É seu o lamento

Mas você agora não me tem


Eu não sou mais seu
Você tem que admitir
Que me perdeu.

22
Flor
O quão bela é uma flor!
Que na sua suavidade
Atrai tantos admiradores
Atrai todos os olhares
Estas flores meigas
Tão lindas e diferentes
Que tantas vezes mortas
Se tornam presentes
Para conquistar um amor
Para ficar de enfeite
Para trazer cheiro e frescor
Não deviam ser cortadas
Pois na sua suavidade
Vão ficando amordaçadas
Vão definhando, morrendo
Às vezes destroçadas
É um ser gentil
De beleza inigualável
Não faz mal a ninguém
Deveria ser inviolável.

23
Gatos
O
Gato
Lindo gato
Mia, mia, mia
Em minha parede
Ele mia a noite inteira
Ele mia para lua aqui na telha
Ele mia, me incomoda e perco o sono
Ele de repente se multiplica e agora são uns cinco
Esses gatos estão cantando para a lua, são boêmios
Estão lembrando de suas inspiradoras amadas
E vão cantando seu hino nas paredes
E cantam muito nos telhados
Brincando de ser gato
Felizes como gatos
E aí os vizinhos
Resolvem
Pedras
Jogar
Ôh
Ô.

24
Guernica
O tempo
A paz
O lamento
Se faz
Nas mãos
Do homem
Sagaz
A guerra
Injusta
Se faz.

25
História de um encontro
Quando você me pegar
Quero que pegue com vontade
Mas peço que me trate bem
Sem nenhuma maldade

Olha, escolha uma roupa bonita


Pode ser só um vestido
Nos pés uma sandália
E no cabelo uma fita

Não fique envergonhada


Mas quando chegar seja discreta
Entre pela porta da frente
E me traga uma rosa cheia de pétalas

Convide-me para sair


Seja bem carinhosa
E antes de mais nada
Extremamente respeitosa

Pois saiba que irei com você


Aonde quer que me carregue
Lembre-se de uma trilha sonora
Um rock, blues, quem sabe um reggae

E depois de toda preparação


Contente por ter vivido tanto
Mesmo com alegria e com pranto
Te entregarei meu coração

Enfim ó morte irei com você querida


Sem choro nem mágoa
Na sua carruagem alada
Para conhecer a outra vida.

26
Indagações
Olá caros amigos
Milhares mil!
Por que minha humilde letra
É para vós tão vil?

O que haveria eu de ter dito


Que tanto te feriu?
Creio eu que não passas bem
Parece-me que estás febril!

Letras minhas não são para ferir


Nunca tornar-se-ão palavras afiadas
Tão cortantes quanto a tua espada!

Minhas letras um dia talvez, tão recatadas


Possam quem sabe por alguém ser apagadas
Mas saiba, repito, jamais serão como tua espada!

"A todos os censurados"

27
Lembrança
Olhei para o céu
Sob a luz do luar
Lembrei que era bom
Contigo ficar

Lembrei de você
Seu sorriso belo
Bonito, singelo
De admirar.

Madrugada
Naquela manhã
De lua ensolarada
Em tua pele
Macia e suada
Estava à métrica
Da poesia ritmada
Naquela manhã
De sol enluarada
Que era linda
Final de madrugada
Você por mim
Sentiu-se amada
E assim realizada!

28
Momentos
No mato
Eu caminhando...
No céu
A lua brilhando...
No ar
Mosquitos voando...
No riacho
Sapos coaxando...
E então
Um mosquito
Me pica
Aaaaaaaaai!!!
#@$%!*&%#!@

Morte
É a nossa visita sem hora
Que entra em qualquer lugar
E chega ela toda prosa
Sem nem menos avisar.

29
O negrinho
Lá vai o negrinho
Descendo à rua
Descendo devagarinho
Curtindo o axé
Andando soltinho
Passando pelos becos e ruas
Livre como um passarinho
Ele não tem mãe nem pai
Nunca recebeu carinho
E para viver roubava à igreja
Aquele dinheiro no pé do santinho!
Outros dias sem ter o que comer
Ia para o mar, pescar um peixinho,
Esse negrinho soltinho
Que não tinha certidão de nascimento
Existia e se chamava brasileirinho
Esse negrinho soltinho
Representa tantos outros
João, Raimundo, Pedrinho,
José, Francisco, Manoelzinho,
Mas que não passam despercebidos
Eles vivem nas ruas pedindo um pãozinho
Roubando aqui e ali para comprar comida
Ou simplesmente para ter um dinheirinho
O pobre, mendigo, brasileiro, negrinho.

30
O quê?
Conforme a vida passa os adultos fervem
As crianças amam
Nós conseguimos viver quase em paz,
Antes de nós era eu
E bem:
Nada de chicletes ou fraudas
Queria guitarra, consegui violão,
Incrível o mundo,
Conspiração de milhões em colapso
Deus em toda sua humildade observa,
Seu filho, espera até voltar,
Outros nem acreditam
Camicaze, cerveja, futebol, astros, filmes, séries e hipnose,
Textos inacabados, livros,
Por fim deveria
A vida é estranha para quem ainda não acostumou.

31
O rock do vinil
Se olha, e vê
Finge que não viu
Passa por mim roçando
Parece que amor nunca sentiu
Não lembra das tardes
Que passamos ouvindo o rock do vinil
Hoje teu cigarro importa mais que eu
Fui esquecido no meio dessa fumaça
Tudo por causa de uma mentira vil
Foi acreditar nos outros
E apenas se feriu
Esqueceu do nosso amor
Que outrora sei que sentiu
Bebe mais um copo
E se delicia nesse Whisky barato
Sofrendo por causa daquela mentira vil
Pois eu continuo a minha vida
Passando os dias ao lado de outra, uma querida,
Ouvindo o rock daquele velho vinil.

32
Querer
Quero-te, porque te amo,
Amo-te e te preciso
Para seres meu sol
Para seres meu farol
À beira do meu precipício
És para mim luz
Na vastidão escura
Pois com apenas um sorriso
Findas minha amargura.

Want
I want you, because i love you,
I love you and need you
For you are my sun
To be my lighthouse
In the edge of my cliff
You are to me light
In the dark vastness
Because with just a smile
Rifts my bitterness.

Desear
Te quiero, porque te amo
Te amo y te necesito
Para ser mi sol
Para ser mi faro
En el borde de mi acantilado
Eres para mí la luz
En la inmensidad oscura
Ya que con sólo una sonrisa
Termina mi amargura.

33
Resistência à corrupção
Na minha cabeça não entra
Bala de fuzil de militar
Na minha cabeça não entra
Bala de bandido que quer me matar
Na minha cabeça não entra
Nada de quem quer me assassinar
Então desista é melhor você parar
Você não vai me exterminar
Eu não penso como vocês
Minha mente é popular
Meus pensamentos são só meus
Eu não vou importar os seus
Pode ficar com seu pensar
Eles são pobres e inúteis
Por isso te deixo o meu pesar
Você não chega aos meus pés
Você não pode me ganhar
Não é seu paletó e sua gravata
Que irá me enganar
Pegue seu dinheiro roubado
Fique com ele não quero um centavo
Para você não me incriminar!

34
Saudade
Saudade traz de volta meu amor
Ou então vá embora
Se não a encontrar
Nem sei o que vou fazer

É saudade bandida
Que machuca é ferida
Que não para de doer
Coração palpita

Mente viaja
Ó minha vida
Estou mal sem você

Volta logo,
Volta logo,
Eu quero te ver.

35
Simplesmente
Simplesmente não sei quem sou
Simplesmente não sei para onde vou
Simplesmente estou perdido
Simplesmente estou sozinho
Simplesmente é um castigo
Simplesmente não consigo
Simplesmente é saudade
Simplesmente com você é felicidade
Simplesmente as folhas caem
Simplesmente o vento soa
Simplesmente, simplesmente
Simplesmente, traz para mim carinho
Simplesmente a estrada parece não terminar
Simplesmente...
Só quero te amar.

36
Soneto anti opressão
-Ei Amigo por que não cantas
O nosso belo hino nacional?
-Estou em desespero
E não é algo trivial!

-É apenas um manifesto
Eu simplesmente não posso amigo
Executar este hino tão bonito
Enquanto o país está tão mal!

-Precisamos ser patriotas de verdade


Precisamos dos jovens, dos adultos
E de toda lealdade contra esse crime brutal!

-Peguem as bandeiras colem os adesivos


Nesse momento não podemos ser passivos
Abaixo á opressão queremos paz e sem funeral!

"Dedicado a um gigante de ombros enormes


que há muito nos ensina e ainda tem muito a
nos ensinar mesmo sem falar nada"

37
Soneto de desilusão
O amor verdadeiro
Foi assassinado
Com apenas um golpe
Para sempre marcado

E ele se desfez
Em versos tristes de dor
Em lágrimas salgadas
Pequenos pedaços de amor

Jaz então doce ternura


Calor de alma limpa
Que hoje não mais fulgura

Coisa grandiosa quase sem fim


Que tornou-se pequena
Dentro de mim!

38
Soneto de sinceridade
Essas palavras que pronuncio
Não deveriam ferir-te amor!
Por que minhas palavras sinceras
Provocam em ti tanta dor?

Sabes que não engano-te


Pedirias a mim para mentir?
Não posso estar a enganar-te
Não consigo te ferir!

Não é fácil encontrar a verdade


Pois o mundo hoje
Está repleto de maldade!

E mesmo assim não acreditas em mim


Já que preferes a mentira
É melhor em nosso amor pôr um fim!

39
Tostão sertanejo
O Nordeste apesar da seca
Tem fartura de montão
Tem tudo quanto é de semente
Num monte de plantação

Tem mandioca para a farinha


Para a roupa tem algodão
Tem tudo quanto é legume
Para a cozinheira botar no fogão

Na caatinga tem muita beleza


Feita por Deus na natureza
Que n'outro lugar não tem não

Vou deixando aqui meus versos


Simples e que exaltam meu sertão
Versos singelos, mas de todo coração.

40
Um olhar
Teus belos olhos
Que me olham assim
Me deixam sem graça
Olhando para mim

São como luzes


Na escuridão
Que me levam direto
Ao teu coração

É um caminho
Sem volta enfim
Estes teus olhos
Que olham para mim

Não sei como faz isso


Me paralisa menina
Com apenas um olhar
Fico estático assim

Pare com isso


Ou vou me apaixonar
Só por ficar assim
Olhando para mim
Com esse lindo olhar.

41
Um sonho
O lugar onde eu fui
Era de profunda escuridão
Pessoas iam, pessoas vinham
E eu sei que pessoas vão

Lá havia uma prisão


Era uma prisão ao ar livre
Ficava em um buraco de lama
Onde os presos caminhavam com dificuldade

Tinha estradas de barro


Por onde um guia me levou
Mostrando-me aquelas pessoas
Que caminhavam por entre as plantas

As plantas neste lugar


Cresciam na lama suja
E eram negras como ela
Aquelas plantas tinham folhas negras!

Lá havia muitos quartos vazios


À beira da estrada
As paredes do quarto estavam cheias
De formigas que passeavam

Nas paredes percebia-se gavetas


E nelas letras e números
Em algumas haviam imagens
Eram bonecas como de palha

E uma coisa eu sei


Sobre aquele lugar
Lá jamais uma dia
Eu quero voltar!

42
Veias de veneno
Apegado ao veneno
Que corre nas tuas veias
Que te faz tanto mal
Que te faz subir às telhas

Apegado ao veneno
Que te consome
Que te deixa chapado
Que te deixa aloprado

E você acha que está tudo bem


Com esse veneno te destruindo
Consumindo o que tu tens!

Você sempre acha que está tudo certo


Você acha que é mais esperto
Mas estás falando isso de mente limpa, peito aberto?

43
Verme de Augusto
Na agonia da minh'alma
Penso no verme de Augusto
Que dilacera a carne podre
E consome a víscera inerte

Sei que ele me espera


E fará o mesmo que fez com Augusto
Fico pensando na sua zombaria
Quase como se fizesse parte de mim

Sei que não vou escapar


Ele me perseguirá durante a vida
E me saboreará durante a morte

Este verme maldito


Que me espera
Incansavelmente.

44
Sobre o autor

Natural da cidade de Salgueiro no estado de


Pernambuco do Brasil. Iniciou o contato com os
livros desde cedo, pois sua mãe e seu pai sempre o
incentivou a estudar, residiu durante os seus seis
primeiros anos de vida no Sítio Formosa na zona
rural de Salgueiro – PE até sua família mudar-se
para a cidade a fim de que os filhos pudessem
ingressar na escola. Atualmente está cursando
Licenciatura em Física no Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano Campus
Salgueiro.
Começou a interessar-se por poemas desde sua adolescência a
partir da leitura de poemas de Ferreira Gullar, Vinicius de Moraes,
Cecília Meireles, Fernando Pessoa, Augusto dos Anjos, Luís de Camões,
Patativa do Assaré, Carlos Drummond, dentre outros vários autores,
desde então escreve poemas em vários estilos prezando pelo verso livre,
inclusive em seus sonetos.

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