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DIREITO ADMINISTRATIVO

Os Atos
04 Administrativos

04.1 – Introdução

Noções Gerais
Noções Iniciais:
Na atividade pública podem ser observadas três categorias de atos: legislativos, judiciais e
administrativos. O ato administrativo é aquele produzido por agente credenciado da Administração
que tem por efeito imediato a aquisição, o resguardo, a modificação, a transformação ou extinção de
direitos em matéria administrativa. Ato administrativo é, pois, o ato jurídico editado pela
Administração, em matéria administrativa, enquadrando situações jurídicas subjetivas, específicas
individuais.

Conceito de Ato Administrativo:

“Declaração do Estado (ou de quem lhe faça as vezes - como, por exemplo,
um concessionário de serviço público), no exercício de prerrogativas
públicas, manifestadas mediante providências jurídicas complementares da
lei, a título de lhe dar cumprimento, e sujeitas a controle de legitimidade
Celso Bandeira por órgão jurisdicional”.
de Mello

“Ato administrativo é a declaração do Estado ou de quem o representa que


produz efeitos jurídicos imediatos com observância da lei, sob regime
jurídico de direito público e sujeito a controle pelo Poder Judiciário”.
Maria Sylvia
Zanella Di Pietro

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Atos Administrativos Típicos e Atípicos:
Atos administrativos típicos são os praticados pela Administração no uso de seus poderes estatais.
Atos administrativos atípicos (também chamados atos da administração) são os que não envolvem
poderes estatais, ficando o poder público no mesmo nível das demais pessoas, como nos atos regidos
pelo direito civil ou comercial, e não pelo direito administrativo.

Requisitos do Ato Administrativo


Além dos requisitos gerais de todos os atos jurídicos, como agente capaz, objeto lícito e forma
prescrita ou não proibida em lei, o ato administrativo típico tem os seguintes requisitos:

1) Competência:
Para a prática do ato administrativo é necessário que o agente disponha de poder legal para praticá-lo,
ou seja, de poder específico para suas funções, conferido em lei ou por esta previsto ou limitado. O
ato administrativo praticado por autoridade incompetente será nulo, inválido.
O sujeito é aquele que elabora o ato administrativo e a quem a lei lhe dá competência. Competência é
o conjunto de atribuições das pessoas jurídicas, órgãos e agentes, fixados pelo direito positivo.

2) Finalidade:
Todo ato administrativo deve ter um fim, ou seja, um resultado que a Administração quer alcançar
com a prática do ato. Este fim deve atender ao interesse público, ou seja um objetivo de interesse
público. O desvio de finalidade, ou finalidade diversa da desejada pela lei, é uma espécie de abuso de
poder.

3) Forma:
Forma em sentido estrito é o revestimento exterior do ato ou modo pelo qual a declaração se
exterioriza. Inclui todas as formalidades que devem ser observadas durante a exteriorização do ato
(procedimento administrativo).

4) Motivo:
O motivo ou causa, é o pressuposto de fato e de direito, que determina ou autoriza a realização do ato
administrativo. O motivo ou está previsto na lei, ou estará a critério do administrador. Mas este não
pode praticar atos administrativos sem um motivo, sem uma causa.

1Teoria dos Motivos Determinantes:1


A teoria dos motivos determinantes funda-se na consideração de que os atos administrativos,
quando tiverem sua prática motivada, ficam vinculados aos motivos expostos, para todos os efeitos
jurídicos. Tais motivos é que determinam e justificam a realização do ato, e, por isso mesmo, deve
haver uma perfeita correspondência entre eles e a realidade.

5) Objeto:
Todo ato administrativo tem um objeto: criar, modificar, ou comprovar situações jurídicas referentes
a pessoas, coisas ou atividades sujeitas à sanção do Poder Público. Objeto, portanto, é o efeito que o
ato administrativo produz ou deseja produzir. O objeto tem que ser lícito, possível e moral.

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Atributos do Ato Administrativo
1) Presunção de Legitimidade:
Os atos administrativos possuem presunção de legitimidade, ou seja, salvo prova em contrário,
presumem-se legítimos os atos da administração. É uma presunção relativa (juris tantum). Segundo
esta presunção, presumem-se verdadeiros os fatos alegados pela Administração, autorizando a
execução do ato administrativo.

2) Imperatividade:
Através deste atributo, a Administração pode impor unilateralmente as suas determinações, que são
válidas, desde que dentro da legalidade. A imperatividade é uma das características que distingue o
ato administrativo do ato de direito privado, pois este último não cria qualquer obrigação para
terceiros sem a sua concordância.

3) Exigibilidade:
Em decorrência deste atributo, o cumprimento das medidas administrativas pode ser exigido desde
logo.

4) Auto-executoriedade:
A administração pode executar diretamente seus atos e fazer cumprir determinações, sem precisar
recorrer ao Judiciário, até com o uso de força, se necessário. Não em todos os casos, mas sempre que
a auto-execução é autorizada por lei e quando houver comprometimento do interesse público,

5) Tipicidade:
O ato administrativo deve corresponder a figuras definidas previamente pela lei como aptas a
produzir determinados resultados. A tipicidade representa uma garantia para o administrado, pois
impede que a Administração pratique atos dotados de imperatividade e executoriedade, vinculando
unilateralmente o particular, sem que haja previsão legal.

Classificação dos Atos Administrativos


1) Quanto aos destinatários:
! atos gerais: atingem todas as pessoas que se encontram na mesma situação, não há sujeitos
específicos (ex.: decretos);
! atos individuais ou especiais: dirigem-se a destinatários determinados (ex.: nomeação).

2) Quanto à exeqüibilidade:
! atos perfeitos: aqueles que estão em condições de produzir efeitos jurídicos, porque já
completou todo o seu ciclo de formação;
! atos imperfeitos: são os que não estão aptos a produzir efeitos jurídicos, porque não
completaram o seu ciclo de formação;
! atos pendentes: são os que estão sujeitos a condição ou termo para que comecem a produzir
efeitos.

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Os atos pendentes diferem-se dos atos imperfeitos porque já completaram o seu ciclo de formação e
estão aptos a produzir efeitos; estes, porém, ficam suspensos até que ocorra a condição ou termo.

3) Quanto à esfera de ação:


! atos externos: produzem efeito fora do âmbito das repartições (ex.: decretos);
! atos internos: seus efeitos ocorrem no âmbito das repartições (ex.: circulares).

4) Quanto à edição:
! atos formais ou orgânicos: editados por excelência, pelo Poder Executivo;
! atos materiais: são os editados ou pelo Judiciário ou pelo Legislativo, agora não nas vestes de
suas funções, mas naquilo que um e outro têm de "administrativo".

5) Quanto aos efeitos:


! atos constitutivos: são aqueles pelos quais a Administração cria, modifica ou extingue um
direito ou uma situação do administrado (ex: permissão);
! atos declaratórios: aqueles em que a Administração apenas reconhece um direito que já existia
antes do ato (ex: licença):
! atos enunciativos: aqueles pelos quais a Administração apenas atesta ou reconhece determinada
situação de fato ou de direito.

6) Quanto às prerrogativas com que atua a Administração:


! atos de império (ou de autoridade): são todos aqueles que a Administração pratica usando de
sua supremacia e impõe unilateral e coercitivamente ao particular, independentemente de
autorização judicial;
! atos de gestão: são os que a administração pratica sem usar de sua supremacia sobre os
administrados, ou seja, em situação de igualdade com os particulares;
! atos de expediente: são os que se destinam a dar andamento aos processos e documentos que
tramitam pelas repartições públicas, preparando-os para a decisão de mérito a ser proferida pela
autoridade competente.

7) Quanto à composição da vontade produtora do ato:


! atos simples: aqueles que resultam da manifestação de vontade de um único órgão, unipessoal
ou colegiado;
! atos complexos: aqueles que se formam pela conjugação de vontades de mais de um órgão
administrativo;
! atos compostos: os que resultam da vontade única de um órgão, mas dependem da verificação
por parte de outro, para se tornarem exeqüíveis (ex: autorização que dependa de visto de uma
autoridade superior).

Para Celso Antonio Bandeira de Melo, o ato composto é procedimento.

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Procedimento administrativo " O procedimento administrativo é uma sucessão
itinerária e encadeada de atos administrativos tendentes a um resultado final (ex:
concurso público, licitação).

8) Quanto à executoriedade:
! atos auto-executórios: aqueles que trazem em si a possibilidade de serem executados pela
própria administração;
! atos não auto-executórios: são os que dependem de pronunciamento judicial para produção de
seus efeitos finais.

9) Quanto à Eficácia:
! atos válidos: quando preenchem os requisitos de validade;
! atos nulos: aqueles que contém vício insanável;
! atos inexistentes: possuem apenas uma aparência de ato administrativo, mas não existem (ex:
usurpação da função pública, quando um indivíduo pratica atos passando-se por policial).

Os atos ainda poderão ser, quanto ao grau de liberdade da autoridade: arbitrários, vinculados e
discricionários.

O Poder Discricionário da Administração


Obediência a Ordem Jurídica:
Nos estados de direito, em que rege o princípio da legalidade, o Poder Público não pode agir como
melhor entender, mas condicionado por normas que lhe ditam os meios de agir. O Estado impõe a
ordem jurídica e ele mesmo se subordina a esta ordem jurídica.

Arbítrio:
Se o Estado ou o agente público procede de modo contrário ao sistema jurídico, está procedendo
ilegalmente. É o que se denomina, então, poder arbitrário do agente público.

Discrição:
Se o agente administrativo opta por um caminho, dentre os vários apontados pelo legislador, ou seja,
se escolhe a solução melhor para o Estado, temos, então, o poder discricionário.

Discricionariedade administrativa é, portanto, a possibilidade que tem o Poder Público de editar ou


deixar de editar determinado ato conforme entenda este ato conveniente ou inconveniente para a
Administração.

Ato arbitrário:
É o informado pela vontade pessoal e incontrastável do titular que o editou. É uma ação em
desacordo com a norma jurídica de um determinado sistema; antijurídica. É passível de anulação pelo
Poder Judiciário.

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Ato discricionário:
É a cristalização, num caso concreto da possibilidade ou faculdade fornecida pela discricionariedade
ou poder discricionário da Administração Pública. São praticados com liberdade de escolha, podendo
agir ou não agir, de acordo com uma norma jurídica prévia (ex.: nomeação de Ministro).

Ato vinculado:
É o ato administrativo que se concretiza pela vontade condicionada da Administração. Esta é
obrigada a manifestar-se positivamente, desde que se preencham, no caso, determinados requisitos
fixados "a priori" pela lei. A autoridade edita-os sem liberdade de escolha, sendo definido pela lei. A
lei define se o ato deve ser praticado, como deve ser praticado e quando deve ser praticado (ex.:
licença para construir).

04.2 – Espécies de Atos Administrativos

Atos Normativos
Noções Iniciais:
Atos administrativos normativos são aqueles que contêm um comando geral do Executivo, visando a
correta aplicação da lei. O objetivo imediato de tais atos é explicitar a norma legal a ser observada
pela Administração e pelos administrados. Esses atos expressam em minúcia o mandamento abstrato
da lei, e o fazem com a mesma normatividade da regra legislativa, embora sejam manifestações
tipicamente administrativas. A essa categoria pertencem os decretos regulamentares e os regimentos,
bem como as resoluções, deliberações e portarias de conteúdo geral. Tais atos, conquanto
normalmente estabeleçam regras gerais e abstratas de conduta, não são leis em sentido formal. São
leis apenas em sentido material, vale dizer, provimentos executivos com conteúdo de lei, com
matéria de lei. Esses atos, por serem gerais e abstratos, têm a mesma normatividade da lei e a ela se
equiparam para fins de controle judicial, mas, quando, sob a aparência de norma, individualizam
situações e impõem encargos específicos a administrados, são considerados de efeitos concretos e
podem ser atacados e invalidados direta e imediatamente por via judicial comum, ou por mandado de
segurança, se lesivos de direito individual líquido e certo.

São os principais atos administrativos normativos:

1) Decretos:
De competência privada dos chefes do Poder Executivo, são destinados a prover situações gerais ou
individuais, abstratamente previstas de modo expresso, explícito ou implícito pela lei. Como ato
administrativo o decreto é sempre inferior à lei e não pode contrariá-la. O decreto pode ser:
independente, que dispõe sobre matéria ainda não regulada especificamente em lei, ou regulamentar,
que visa a explicar a lei e facilitar a sua execução.

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2) Regulamentos:
São atos administrativos postos em vigência através de decretos, para especificar os mandamentos da
lei, ou prover situações ainda não disciplinadas por lei. Não podem nem contrariar, nem ir além da
lei.

3) Regimentos:
São atos administrativos normativos de autuação interna, dado que se destinam a reger o
funcionamento de órgãos colegiados e de corporações legislativas.

4) Resoluções:
São os atos que visam a disciplinar o funcionamento de seus agentes.

5) Deliberações:
Atos administrativos normativos ou decisórios emanados de órgãos colegiados.

Atos Ordinatórios
Noções Iniciais:
Os atos ordinários visam a disciplinar o funcionamento da administração e a conduta funcional de
seus agentes.

1) Instruções:
São ordens escritas e gerais a respeito do modo e forma de execução de determinado serviço público.

2) Circulares:
São ordens escritas, de caráter uniforme, expedidas a determinados funcionários ou agentes
administrativos incumbidos de certo serviço, ou de desempenho de certas atribuições em
circunstâncias especiais.

3) Avisos:
Atos emanados dos Ministros de Estado, a respeito de assuntos afetos aos seus ministérios.

4) Portarias:
São atos administrativos internos, pelos quais os chefes de órgãos, repartições ou serviços, expedem
determinações gerais ou especiais a seus subordinados, ou designam servidores para funções e cargos
secundários. Por portarias também se iniciam sindicâncias e processos administrativos.

5) Ordens de Serviço:
São determinações especiais dirigidas aos responsáveis por obras ou serviços públicos, contendo
imposições de caráter administrativo.

6) Ofícios:
São comunicações escritas que as autoridades fazem entre si, entre subalternos e superiores, e entre
Administração e particulares em caráter oficial.

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7) Despachos:
São decisões administrativas, das autoridades executivas (ou legislativas ou judiciárias, mas em
funções administrativas), em papéis, requerimentos e processos sujeitos à sua apreciação.

Atos Negociais
Noções Iniciais:
São praticados contendo uma declaração de vontade do Poder Público, coincidente com a pretensão
do particular, visando à concretização de negócios jurídicos públicos, ou à atribuição de certos
direitos ou vantagem ao interessado.

1) Autorização:
Ato administrativo unilateral, discricionário e precário pelo qual a Administração faculta ao
particular o uso privativo de bem público, ou o desempenho de atividade material, ou a prática de ato
que, sem esse consentimento, seriam legalmente proibidos.

2) Licença:
É ato administrativo unilateral, vinculado e definitivo, pelo qual o Poder Público, verificando que o
interessado atendeu a todas as exigências legais, faculta-lhe o desempenho de determinada atividade.

“A diferença entre licença e autorização é nítida, porque o segundo desses


institutos envolve interesse, caracterizando-se como ato discricionário, ao
passo que a licença envolve direitos, caracterizando-se como ato vinculado”
José Cretella

Na autorização, o Poder Público aprecia, discricionariamente, a pretensão do particular em face do


interesse público, para outorgar ou não a autorização, como ocorre no caso de consentimento para
porte de arma. Na licença, cabe à autoridade tão-somente verificar, em cada caso concreto, se
foram preenchidos os requisitos legais exigidos para determinada outorga administrativa e, em caso
afirmativo, expedir o ato, sem possibilidade de recusa; é o que se verifica na licença para construir
e para dirigir veículos automotores. A autorização é ato constitutivo e a licença é ato declaratório
de direito preexistente.

3) Permissão:
Ato discricionário e precário pelo qual o Poder Público faculta ao particular a execução de serviços
de interesse coletivo, ou o uso especial de bens públicos.

4) Aprovação:
Ato pelo qual o Poder Público aprova a legalidade ou mérito de órgão público ou entidade particular.

5) Admissão:
A admissão é o ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração reconhece ao particular, que
preencha os requisitos legais, o direito à prestação de um serviço público.

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6) Visto:
Ato pelo qual o Poder Público controla outro ato da própria Administração ou do administrado
aferindo sua legitimidade formal para dar-lhe exeqüibilidade.

7) Homologação:
Ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração Pública reconhece a legalidade de outro ato
anterior da própria Administração ou de entidade diversa. Ocorre sempre a posteriori e examina
apenas o aspecto de legalidade.

8) Dispensa:
Ato que exime o particular do cumprimento de determinada obrigação até então exigida por lei.

9) Renúncia:
Extinção de um crédito ou direito próprio, liberando a pessoa obrigada perante a Administração.

10) Protocolo Administrativo:


Ato pelo qual o Poder Público acerta com o particular a realização de determinado empreendimento
ou atividade ou a abstenção de certa conduta, no interesse recíproco da Administração e do
administrado signatário do instrumento protocolar.

Atos Enunciativos
Noções Iniciais:
São atos que enunciam uma situação existente, sem qualquer manifestação de vontade da
Administração. São também chamados de atos de pronúncia. Por tais atos a Administração certifica
ou atesta um fato, emitindo uma opinião sobre determinado assunto, sem se vincular ao seu
enunciado.

1) Certidões Administrativas:
São cópias ou fotocópias fiéis e autenticadas de atos ou fatos constantes de processo, livro ou
documento que se encontre nas repartições públicas. É obrigatória a expedição (prazo usual de 15
dias, Lei 9.051/95).

2) Atestados:
São atos pelos quais a Administração comprova um fato ou uma situação, de que tenha conhecimento
por seus órgãos competentes.

3) Pareceres:
São manifestações de órgãos técnicos sobre assuntos submetidos à sua consideração. Tem missão
meramente opinativa. Os pareceres podem ser normativos (aprovado é convertido em norma de
procedimento interno) ou técnicos (provém de órgão especializado e não pode ser contrariado por
leigo ou superior hierárquico).

4) Apostilas:
Atos enunciativos de situação ou direito. Não declara, reconhece.

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Atos Punitivos
Noções Iniciais:
São atos que contém uma sanção imposta pela Administração àqueles que infringem disposições
legais, regulamentares ou ordinatórias dos bens ou serviços públicos. Não podem ser confundidas
com sanção civil decorrente de não cumprimento de contrato administrativo. Os atos punitivos
podem ser:
! internos: aplicados aos funcionários (exercício do poder discricionário);
! externos: aplicados aos administrados (exercício do poder vinculado).

1) Multas:
É toda imposição pecuniária a que se sujeita o administrado a título de compensação do dano
presumido pela infração. Há multas administrativas e multas fiscais, não se confundindo ambas com
as multas criminais.

2) Destruição de Coisas:
É ato sumário da Administração, pelo qual se inutilizam alimentos, substâncias, objetos ou
instrumentos imprestáveis ou nocivos ao consumo, ou de uso proibido por lei.

3) Interdição de Atividade:
É o ato pelo qual a Administração veda a alguém a prática de atos sujeitos ao seu controle, ou que
incidam sobre seus bens.

4) Afastamentos de Cargo ou Função:


É ato pelo qual a Administração faz cessar o exercício de seus servidores, ou a título provisório, ou a
título definitivo.

04.3 – A Invalidação dos Atos Administrativos

Os Vícios dos Atos Administrativos


Noções Iniciais:
Os vícios dos atos administrativos são referentes aos seus elementos. Existem cinco elementos do ato
administrativo nos quais podem ocorrer vícios:
! sujeito;
! objeto;
! forma;
! motivo;

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! finalidade.

1) Sujeito:
Os vícios podem ser relativos a:
! incompetência: nos casos de usurpação de função (art. 328 do CP), invasão de funções, excesso
de poder, função de fato;
! incapacidade pessoal.

2) Objeto:
Quando o objeto for ilícito, impossível ou imoral.

3) Forma:
Quando a lei exigir determinada forma e ela não for executada. Quando determinada finalidade só
poder ser alcançada sob forma prevista na lei.

4) Motivo:
Pressuposto de fato e direito que fundamenta o ato administrativo. Vícios ocorrem quando:
! o motivo for inexistente;
! o motivo for falso.

5) Finalidade:
O vício ocorre quando pretender alcançar finalidade distinta daquela prevista implícita ou
explicitamente na lei. O vício de finalidade típico é o do desvio de poder ou desvio de finalidade, que
ocorre, não só quando o ato é praticado visando a fim de interesse particular, como também quando
não se trata do interesse público ou social que a lei elegeu como legítimo para o emprego da
competência administrativa.

1Vícios de Mérito:1
Além dos vícios de sujeito, objeto, forma, motivo e finalidade (vícios de legalidade), existem os
chamados vícios de mérito. Os vícios de mérito não são vícios jurídicos, mas vícios de fato. Dizem
respeito quando um ato for inconveniente, inoportuno, inútil, contrário à técnica, injusto,
desarrazoado ou oneroso. Podem ser resumidos, em linhas gerais, na ineficiência da atividade
administrativa. Se houver defeito de mérito no ato administrativo, cabe à própria Administração
corrigir o defeito e não deixá-lo ao Judiciário, porque é interdito ao Judiciário corrigir os defeitos
de mérito do ato administrativo, isto é, corrigir os critérios da oportunidade ou da conveniência do
ato editado.

Atos Administrativos Nulos e Anuláveis


Noções Iniciais:
Antes de mais nada é necessário estabelecer a distinção das espécies de invalidade do ato
administrativo, espécies estas que são a nulidade e a anulibilidade. No Direito Administrativo, esta
distinção é causa de grande disparidade de opiniões, havendo os que sustentam a aplicação dos
termos do Direito Civil, enquanto outros administrativistas não admitem atos administrativos
anuláveis, dado o respeito obrigatório ao princípio da legalidade. Para Hely Lopes Meirelles os atos

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podem ser válidos ou nulos (inexistentes), não havendo atos anuláveis. Já para Celso Antonio
Bandeira de Mello e Maria Sylvia Di Pietro existem tanto atos nulos como atos anuláveis.

“A validade do ato jurídico reside na possibilidade ou não de canalizar-se o


vício do ato.
a) atos nulos (assim declarados pela lei): quando não for possível reproduzir o
conteúdo do ato sem reproduzir o vício (modo, objeto, finalidade);
b) atos anuláveis (assim declarados pela lei): quando for possível reproduzir o
Celso Bandeira ato sem reproduzir o vício (sujeito incompetente, vício de validade, defeito de
de Mello formalidade)”.

“Se os atos forem convalidáveis ou sanáveis eles são atos anuláveis; porém,
se os atos forem não convalidáveis ou sanáveis os atos são nulos”.
Maria Sylvia
Zanella Di Pietro

1Convalidação / Saneamento:1
É um ato administrativo pelo qual é suprido o vício existente em um ato ilegal, com efeitos
retroativos à data em que este foi praticado. A convalidação é feita, em regra, pela Administração,
mas eventualmente poderá ser feita pelo administrado, quando a edição do ato dependia da
manifestação de sua vontade e a exigência na foi observada. Atualmente o entendimento é de que a
convalidação pode ser um ato vinculado ou discricionário.

Não Há Convalidação Possibilidade de Convalidação


Atos de má fé ou que trazem prejuízos a Vícios relativos ao sujeito (incompetência):
terceiros. em regra sim, mas há exceções.
Vícios de motivo. Vícios de forma: é possível, mas há
Vícios de finalidade. exceções.
Vícios de objeto.

Em princípio, o ato administrativo viciado deve ser eliminado do mundo jurídico, e as hipóteses de
um aproveitamento de seus efeitos, ou de sua convalidação não tem por base o interesse privado,
mas sim, o geral, que é o interesse concreto de se manterem efeitos de atos anuláveis, ou de se
eliminar o vício que contaminava o ato, dados fatores como o tempo decorrido e a boa fé das
pessoas envolvidas.

Decretação de Nulidade:
O ato administrativo sendo nulo (estéril), não produz qualquer efeito, não obriga e,
conseqüentemente, não faz funcionar os princípios administrativos. A decretação de nulidade é ato
descontitutivo, que desfaz o ato nulo, eliminando-o do mundo jurídico, declarando a inexistência
jurídica dos efeitos.

Anulação:
A anulação é a invalidação de um ato jurídico administrativo, por motivo de ilegalidade ou
ilegitimidade. O ato viciado existente produz seus efeitos, presume-se legítimo, obriga a
Administração e os administrados, até que, pela anulação, esse ato e os respectivos efeitos sejam
desconstituídos, desfeitos, voltando-se à situação anterior ao início da existência do ato. O conceito

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de ilegalidade ou ilegitimidade do ato administrativo não se restringe somente à violação frontal da
lei, abrangendo também o abuso, por excesso ou desvio de poder, ou por não observância dos
princípios gerais do Direito. A anulação do ato pode ser realizada pela própria Administração ou pelo
Poder Judiciário. O ato anulatório é necessariamente retroativo, ou seja, tem efeito desde o
cometimento do ato ilegal, com eficácia ex tunc.

Difere-se da revogação, que se funda em motivos de conveniência ou de oportunidade.

A Revogação dos Atos Administrativos


Noções Iniciais:
Revogação (do latim “retirar a voz”) é a supressão de um ato administrativo legítimo e eficaz,
realizada pela Administração e somente por ela, por não mais lhe convir a sua existência, ou seja, ato
que a Administração julgar não ser mais conveniente ao interesse público. É um ato unilateral e
discricionário da Administração Pública. Somente pode ser revogado o ato existente, portanto, legal
e perfeito. O ato ilegal ou imperfeito não será revogado, mas sim anulado.

O poder de revogar é necessário à Administração Pública, para que ela possa permanentemente
adequar suas soluções, sua atuação, aos interesses públicos e sociais, em constante transformação.

Competência:
A revogação pode partir tanto do agente administrativo que produziu o ato, quanto da autoridade
superior no exercício do poder hierárquico.

Efeitos:
Gera efeitos somente a partir de sua edição (ex nunc). Não desconstitui fatos passados.

Controle dos Atos Administrativos


Para o controle dos atos administrativos há dois caminhos:
! interno: através da própria Administração Pública;
! externo: através do Judiciário.

A decretação de nulidade e a anulação podem ser praticadas pela própria Administração ou pelo
Judiciário, já que se trata de matéria vinculada, de legalidade da atuação administrativa (Súmulas n°
346 e 473 do STF). A anulação pela Administração Pública é realizada com base no seu poder de
autotutela sobre os próprios atos. A anulação pelo Poder Judiciário ocorre mediante provocação dos
interessados. Além da anulação, a Administração Pública tem a possibilidade de revogar o ato
viciado.

A natureza do ato revogador é de ato constitutivo, não é ato de controle.

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O judiciário tem um poder de atuação mais restrito, pois não pode jamais adentrar a conveniência e a
oportunidade do ato (seu mérito), devendo limitar-se ao exame da sua legalidade. A Administração
poderá revogar ou anular seus próprios atos, ao passo que o judiciário poderá somente anulá-los.

Anular
Administração
Revogar

Anular
Judiciário
Revogar

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Questões de Concursos

Nas questões a seguir, assinale a alternativa que julgue correta.

01 - (Magistratura/RS – 2000) O ato administrativo, como manifestação de vontade da


Administração Pública, admite invalidação. Neste contexto, considere as assertivas abaixo.
I – O Poder Judiciário pode revogar o ato administrativo eivado de ilegalidade, cujo efeitos,
no entanto, só cessarão após a revogação do ato.
II – A revogação do ato administrativo, por caracterizar típico exercício de conveniência e
oportunidade administrativa, é atributo exclusivo da Administração Pública.
III – A nulidade do ato administrativo pode ser declarada tanto pela Administração Pública
como pelo Poder Judiciário, e os efeitos dessa nulidade retroagem à data em que o ato
ilícito foi editado.
Quais são corretas?
( ) a) Apenas I
( ) b) Apenas II
( ) c) Apenas III
( ) d) Apenas II e III
( ) e) I, II e III

02 - (Ministério Público/SP – 82) Leia as afirmações a seguir, a respeito dos atos administrativos.
I. A desapropriação é um ato de império.
II. Os atos ordinatórios disciplinam o funcionamento da administração e a conduta
funcional de seus agentes.
III. Nos atos vinculados, o administrador está sujeito aos termos da lei, apenas quanto à
finalidade do ato.
IV. Nos atos de gestão, a administração usa soberania e exerce seu poder de coerção.
Pode-se dizer que
( ) a) apenas as afirmações I e II estão corretas.
( ) b) apenas as afirmações II e IV estão corretas.
( ) c) apenas a afirmação I está correta.
( ) d) apenas a afirmação III está correta.
( ) e) todas as afirmações estão incorretas.

03 - (Ministério Público/SP – 81) Pertencem à espécie dos denominados atos administrativos


enunciativos:
( ) a) certidões, portarias e circulares.
( ) b) certidões, vistos e resoluções.
( ) c) certidões, homologações e apostilas.
( ) d) certidões, protocolos e avisos.
( ) e) certidões, atestados e apostilas.

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04 - (Ministério Público/SP – 82) Ato administrativo negocial, discricionário e precário, por meio do
qual a administração possibilita ao particular a execução de serviços de interesse coletivo
ou o uso especial de bens públicos. Trata-se de
( ) a) aprovação.
( ) b) licença.
( ) c) homologação.
( ) d) permissão.
( ) e) admissão.

05 - (Delegado de Polícia/SP - 2003) O atributo do ato administrativo que representa uma garantia para
o administrado, pois impede que a Administração pratique atos dotados de imperatividade
e executoriedade, vinculando unilateralmente o particular, sem que haja previsão legal é a
( ) a) finalidade.
( ) b) tipicidade.
( ) c) coercibilidade.
( ) d) presunção de veracidade.

06 - (Notário e Registrador/SP – 4) A presunção de legitimidade dos atos administrativos


( ) a) autoriza sempre a imediata execução do ato, desde que previamente declarado
perfeitamente legal pelo controle externo, porque no Estado de Direito esse é o
princípio garantidor da separação e harmonia dos Poderes.
( ) b) autoriza sempre a imediata execução do ato, porque decorre do princípio da legalidade
da Administração, que, no Estado de Direito, informa toda a atuação governamental.
( ) c) autoriza a imediata execução do ato só nos casos in claris cessat interpretatio.
( ) d) não autoriza a imediata execução do ato, porque a presunção é uma ficção jurídica
que, na maior parte das vezes, gera graves prejuízos aos particulares e à
Administração, atravancando o Poder Judiciário.

07 - (Notário e Registrador/SP – 4) No tocante à invalidação dos atos administrativos do Executivo, é


certo que
( ) a) o Poder Judiciário pode revogar e anular os referidos atos.
( ) b) o Executivo pode revogar, mas nunca anular seus próprios atos.
( ) c) o Executivo pode revogar ou anular seus próprios atos.
( ) d) o Poder Judiciário pode revogar os referidos atos.

08 - O porte de arma deferido pela autoridade a particular, que a Lei das Contravenções Penais
denomina impropriamente de licença, na verdade caracteriza um ato administrativo tido
como
( ) a) licença imprópria.
( ) b) permissão.
( ) c) concessão.
( ) d) autorização.

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09 - Quando autoridade administrativa, em juízo de conveniência, dispõe diversamente sobre
matéria objeto de ato administrativo anterior, diz-se que
( ) a) o ato novo é ato administrativo revocatório.
( ) b) só será possível se o ato extinto for inválido.
( ) c) só é possível se a autoridade de que emanou o novo ato for hierarquicamente superior
à emitente do ato anterior.
( ) d) os efeitos produzidos pelo ato eficaz anterior serão desconstituídos.

10 - A competência administrativa de invalidação de ato administrativo viciado é


( ) a) discricionária, caso se trate de vício de legalidade com efeito jurídico favorável à
Administração.
( ) b) discricionária, após o prazo de 5 anos contados do termo da expedição do ato.
( ) c) vinculativa, desde que presentes os requisitos de conveniência e oportunidade.
( ) d) vinculativa, desde que a convalidação não seja juridicamente possível.

11 - O ato administrativo vinculado que permite ao cidadão dirigir veículos automotores, após
regular aprovação e habilitação, é tido como
( ) a) autorização.
( ) b) permissão.
( ) c) licença.
( ) d) homologação.

12 - Os atos administrativos para os quais a lei estabelece os requisitos e as condições de sua


realização são atos
( ) a) complexos.
( ) b) de império.
( ) c) compostos.
( ) d) vinculados.

13 - As certidões e os atestados incluem-se entre os atos da Administração ditos


( ) a) negociais.
( ) b) normativos.
( ) c) ordinatórios.
( ) d) enunciativos.

14 - O ato administrativo poderá ser anulado pelo Poder Judiciário


( ) a) quanto ao mérito, à conveniência e oportunidade.
( ) b) somente quanto à legalidade e conveniência.
( ) c) somente quanto a sua forma e legalidade.
( ) d) somente quanto à conveniência e forma.

15 - O ato administrativo que supre vício existente em um ato ilegal, com efeitos retroativos à
data em que foi praticado, denomina-se
( ) a) invalidação.
( ) b) retificação.
( ) c) convalidação.
( ) d) conversão.

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Gabarito

01.D 02.A 03.E 04.D 05.B 06.B 07.C 08.D 09.A 10.D

11.C 12.D 13.D 14.C 15.C

Bibliografia

! DIREITO ADMINISTRATIVO
Maria Sylvia Zanella Di Pietro
Atlas

! DIREITO ADMINISTRATIVO
Hely Lopes Meirelles
Malheiros

! MANUAL DE DIREITO ADMINISTRATIVO


José Cretella
Forense

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Direito Administrativo
04 – Os Atos Administrativos

Atualizada em 10.02.2006

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