You are on page 1of 11

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA


Curso de Graduação em Engenharia Mecatrônica
Laboratório de Energia, Sistemas Térmicos e Nanotecnologia

RELATÓRIO DA PRIMEIRA AULA PRÁTICA DA DISCIPLINA


DE TERMODINÂMICA APLICADA (FEMEC41051)

Calibração de um sensor de temperatura

Prof. Daniel Dall’Onder dos Santos

Grupo 5

Diego Lopes Gomes 100920


Gabriel de Almeida Souza 11511EMT022
João Felipe Caixeta 11311EMT014
Rafael Batista Cardoso 11321EMT026

Uberlândia, Março de 2017.


Sumário

1. Objetivos ........................................................................................................................... 3
2. Equipamentos......................................................................................................................3
3 Anotações do Ensaio ........................................................................................................ 3
3.1 Multímetro Digital .......................................................................................................... 3
3.2 Sensor PT100 ................................................................................................................. 4
2.3 Termopar ........................................................................................................................ 5
3.4 Termômetro de Mercúrio ............................................................................................. 6
4 Descrição do Ensaio ......................................................................................................... 7
5 Análise dos Resultados........................................................................................................8
6 Conclusão...........................................................................................................................11
7 Referências Bibliográficas.................................................................................................11
1. Objetivos

Traçar 3 curvas, cada uma relacionando os valores lidos por um termômetro de


mercúrio com os valores indicados por outro sensor de temperatura.

2. Equipamentos

● Termômetro de mercúrio
● Termoresistência Pt-100
● Termopar
● Sensor de banho termostático

3 Anotações do Ensaio

3.1 Multímetro Digital

O Multímetro digital é um equipamento eletrônico que serve para medir grandezas


elétricas. Ele é muito utilizado em bancadas de trabalho (laboratórios) ou em serviços de
campo, ele incorpora diversos instrumentos de medição, como o voltímetro, o amperímetro, o
ohmímetro, e em configurações mais avançadas pode conter também um capacímetro ,
frequencímetro, termômetro entre outros.

3
Figura 1 – Multímetro Digital

3.2 Sensor PT100

Sua faixa de utilização vai de -200 a 650ºC conforme a Norma ASTM E1137 segundo
a ITS-90, entretanto a Norma DIN IEC 751 de 1985 padronizou sua faixa de -200 a 850ºC
segundo a IPTS-68.
Em sua montagem convencional o bulbo de resistência é montado em uma bainha de
aço inox, totalmente preenchida com óxido de magnésio, permitindo uma ótima condução
térmica e protegendo o bulbo de qualquer impacto ou choques mecânicos. A interligação do
bulbo é feita com 2, 3 ou 4 fios de cobre, ou em montagens especiais com fios de prata ou de
níquel, isolados entre si.
Termoresistência ou termômetro de resistência são sensores de temperatura que
operam baseados no princípio da variação da resistência ôhmica em função da temperatura.
Possuem alta precisão e excelente repetibilidade de leitura, desvio com uso e envelhecimento
despresíveis, além de alto sinal elétrico de saída.

4
Figura 2 – Sensor PT100

3.3 Termopar

Termopares são sensores de temperatura simples, robustos, muito confiáveis em suas


medições e de baixo custo. Sendo amplamente utilizados nos mais variados processos de
medição de temperatura, o termopar é constituído de dois metais distintos unidos em uma das
extremidades. Quando há uma diferença de temperatura entre a extremidade unida e as
extremidades livres, verifica-se o surgimento de uma diferença de potencial que pode ser
medida por um voltímetro, diferentes tipos de termopares possuem diferentes tipos de curva,
esta é uma curva que mostra a diferença de potencial em relação a mudança de temperatura
Termopar é o mais conhecido entre os os métodos de medição de temperatura por ser
o mais barato e cobrir também uma maior faixa de temperatura, uma das extremidades de suas
junções chamamos de junta quente e, a outra extremidade onde ligamos os aparelhos ou cabos
de compressão é chamada de junta fria. A quente quando submetida a uma fonte de calor faz
com que seja gerada uma tensão pequena, na casa dos mili volts, que é proporcional a sua
junta fria, este efeito é chamado de Seebeck.
Mas não é qualquer metal que provoca um efeito perceptivo, algumas ligas são
adotadas pelo sistema internacional devido sua confiabilidade e precisão na mudança de
tensão em relação a mudança de temperatura.
Esta possibilidade de medição de temperatura foi descoberta acidentalmente utilizando
a junção de dois tipos de metais diferentes, gerando uma tensão eléctrica em função da
temperatura pelo físico Thomas Seebeck no ano de 1822.

5
Figura 3 – Termopar

3.4 Termômetro de Mercúrio

O termômetro de mercúrio é o mais usado entre nós. Ele consiste basicamente de um


tubo capilar de vidro, fechado a vácuo, e um bulbo (espécie de bolha arredondada) em uma
extremidade contendo mercúrio. O mercúrio, como todos os materiais, dilata-se quando
aumenta a temperatura. Por ser extremamente sensível, ele aumenta de volume à menor
variação de temperatura, mesmo próxima à do corpo humano. O volume do mercúrio
aquecido se expande no tubo capilar do termômetro. E essa expansão é medida pela variação
do comprimento, numa escala graduada que pode ter uma precisão de 0,05°C. É dessa forma,
pela expansão do líquido, que observamos a variação da temperatura em geral.

Figura 4 - Termômetro de Mercúrio

6
4 Descrição do Ensaio

Para dar início as medições, foi tomado um sistema composto com os multímetros, um
deles ligado ao termopar para que fosse possível a medição da voltagem resultante, esse
termopar mede a diferença de potencial e o multímetro faz a conversão e fornece a
temperatura. O outro multímetro tem a função de fornecer a resistência que era medida pelo
sensor termoresistivo PT100, este sensor é sensível, então foi utilizado uma proteção,
chamada bainha, mas com isso teve o problema de perder um pouco da sensibilidade do
sensor.
O banho térmico tem a função de manter e controlar a temperatura do sistema e o
termômetro de mercúrio que foi inserido no banho consegue medir a temperatura, variando
seu volume, este trabalha em uma escala de -10ºC à 50ºC.
O operador aguarda a estabilização da temperatura para dar início as suas leituras,
variando o sensor acoplado ao banho térmico, assim que estabilizar novamente, já pode ser
feita segunda leitura. Foram realizadas 11 medições.
Teve o problema com a estabilização do sistema, já que para obter uma boa
estabilização do sistema, deveria ser aguardado um tempo (∆t) de 10 à 15min, o que não foi
possível acontecer em laboratório, então já é percebido um erro na medição.

Figura 5 – Estabilidade do sistema


O resultado das 11 medições segue na tabela 1.
TEMPERATURA RESISTÊNCIA MEDIDA TEMPERATURA TEMPERATURA
PADRÃO (°C) PT100 (OHM) BANHO TÉRMICO (°C) TERMOPAR (°C)
7.6 103.3 9,0 8.3
11.2 104.7 12.4 12.2
14,0 106,0 15.8 15.6
17.4 107.3 19.2 18.8

7
19.4 108,0 21.2 20.7
23.6 110.6 25.44 24.8
26.9 111.4 28.57 28,0
30.3 112,0 31.98 31.4
33.6 113.3 35.23 34.5
37.6 114.8 39.11 38.3
40.4 115.9 41.9 41.2
TABELA 1 – RESULTADO DAS MEDIÇÕES

5. ANÁLISE DOS RESULTADOS

5.1 Termoresistência Pt-100

Os valores da temperatura do termômetro de mercúrio e da resistência da Pt-100 (Tabela 1),


quando plotados em um sistema de coordenadas cartesiano (Rpt-100,THg), revelam, numa
análise visual rápida, uma dependência linear entre as duas variáveis para a faixa de valores
analisada. Entretanto, de acordo com a norma DIN IEC 751, a equação que relaciona essas
duas variáveis, no range 0...850 ºC é um polinômio de grau 3, isso é confirmado fazendo os
ajustes linear e cúbico, e verificando que o coeficiente de determinação (R²) é maior para o
segundo. A equação da regressão e sua curva são apresentadas abaixo (Figura 1).

Figura 1 - Reta de Regressão Cúbica

O valores da resistência para THg= 0 ºC e THg=100 ºC, dados pela equação de regressão são:

8
Rpt-100(0) = 99,504 ºC
Rpt-100(100) = 136,634 ºC

O coeficiente térmico da termoresistência Pt-100 é dado por:

α = Rpt-100(100) - Rpt-100(0) / 100Rpt-100(0)

Portanto:

αexperimental = 0,00373 Ω/Ω *ºC

O valor do coeficiente térmico dado pela DIN IEC 751, é:

αteórico = 0,00385 Ω/Ω *ºC

logo, o erro do αexperimental em relação ao αteórico é da ordem de 0,009%.

5.2 Termopar + Multímetro

O conjunto Termopar + Multímetro já indica a temperatura, portanto, a relação entre as


colunas da tabela obviamente é linear. A equação e a reta da regressão linear são apresentadas
abaixo.

9
O valor ideal do coeficiente linear da reta é 0. Há entretanto, um coeficiente linear de -1,2574,
indicando um erro sistemático.

5.3 SENSOR DO BANHO TERMOSTÁTICO

Pelo mesmo motivo citado no subitem 4.2, a relação entre () é com certeza, linear. A equação
e a reta da regressão linear são apresentadas abaixo.

Analogamente ao subitem anterior, valor ideal do coeficiente linear da reta é 0.

10
6. CONCLUSÃO

Os valores (Rpt-100(0), Rpt-100(100), R² e α) mostram que o experimento foi satisfatoriamente preciso.


O principal erro observado no Termopar-Multímetro e no Sensor do Banho Termostático não é indicado
pelo coeficiente de determinação. Este erro é sistemático e é indicado pelo coeficiente linear da reta, que é
diferente de 0.
Apesar da boa precisão dos resultados, estes ainda poderiam ser melhores, caso o ensaio tivesse sido
realizado esperando-se o banho d’água entrar em equilíbrio térmico para cada temperatura lida. Além disso,
a necessidade de se ler 4 equipamentos ao mesmo tempo gera mais erros.

7. REFERÊNCIAS

https://chasqueweb.ufrgs.br/~valner.brusamarello/eleinst/ufrgs8.pdf Acesso em: 08 de março de 2017


http://www.akindustrial.com.br/pdf/novus/pt100.pdf Acesso em: 08 de março de 2017

Tutorial Aplicações, Funcionamento e Utilização de Sensores. Disponível em:


<www.maxwellbohr.com.br>. Acesso em: 08 de março de 2017.

SafetyControl. Disponível em: <http://www.safetycontrol.ind.br/ >. Acesso em: 08 de março


de 2017.

11