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FAO - Tuna SiADA DE LISBOA Direitos Reais 17/01/2015 1) O prédio ristico X, sito na freguesia da Pala, com a area de 6.200 m’, encontra-se descrito na Conservatoria do Registo Predial sob o n.2 2176/20041213 com inscrigéo a favor de A 2) 0 prédio riistico Y, sito também na freguesia da Pala, com a drea de 1.739 m?, encontra-se descrito na Conservatéria do Registo Predial sob o n® 00082/130487. 3) Em parte do prédio mencionado em 1), A tem drvores de fruto e cultiva produtos agricolas. 4) Amaior parte do prédio mencionado em 2) destina-se a cultura agricola 5) Este prédio confronta do lado sul com o prédio ristico referido em 1). 6) Por volta do ano de 1976, a mae eo padrasto de B construiram uma fabrica de blocos e, para tal, utilizaram uma parcela de terreno referido em 2). 7) Tal fébrica funcionou ininterruptamente desde o ano mencionado em 6) até ao ano de 2002. 8) 0 padrasto e a mae de B, ainda em vida, fizeram partilhas verbais dos seus bens pelos dois filhos desta ultima. 9) Em consequéncia de tal, no ano de 1991, foi acordado que o térreno supramencionado em 2) bem como a fébrica ficariam para 8. 10) Desde entdo, B suporta a limpeza do terreno referido em 2), procede ao seu amanho, tratando das dtvores af plantadas, das oliveiras e videiras, colhendo os seus frutos que utiliza em proveito proprio, fazendo ali as suas hortas sazonais, que vai plantando, semeando, cuidando e colhendo todos os seus frutos. 11) Tais condutas foram igualmente praticadas desde 1976 até 1991 pela mae e padrasto de B. 12) Em 2010, 8 vendeu a C (por 300.000,00€) o prédio descrito em 2). A intentou acgéio contra Be C pretendendo que Ihe seja reconhecido o direito de preferir na compra e venda referida em 12), nos termos do artigo 1380®, jé que ambos os prédios tém érea inferior & unidade minima de cultura, C contrapds que adquiriu a propriedade sobre o referido prédio por usueapiao. Quid Juris? FUNDACAO MINERVA + CULTURA - ENSINO E INVESTIGAGAO CIENTIFICA us da Junqueira, 188 @ 198 - 1949-001 Lisboa - Tel #351 213.611 500 - Fax +351 213 638 207 + e-mail: nfod@lis.uusiada. pt» hllp:wwuctis.ulsiada.ot ie B (promitente-comprador) instaurou contra A (promitente-vendedor) acgio de execugdo especifica do contrato-promessa de compra e venda entre ambos anteriormente celebrado, relativo a fracgdo designada pela letra “F", correspondente a tuma loja de um edificio em regime de propriedade horizontal (sito em Matosinhos). Tal acgiio foi registada na Conservatéria do Registo Predial de Matosinhos em 9 de Abril de 2003. Em 17 de Margo de 2005, 0 Banco C acordou com A conceder-Ihe um empréstimo no montante de 200.000,00€. Para garantia das obrigagées dai emergentes, A constituiu a favor do referido banco, na mesma data, uma hipoteca voluntiria sobre a aludida fracg4o. Esta foi provisoriamente inscrita em 10 de Fevereiro de 2005. Em 22 de Margo de 2007, foi verificada pelo nservador a caducidade do registo da aceao de execugdio especifica, o que implicou o respectivo cancelamento. Na mesma data de 22 de Margo de 2007, foi convertido em definitivo 0 registo da hipoteca. Se a execugdo especifica prosseguisse, nfo obstante a caducidade da respectiva inscrigdio, B adquiriria com ou sem hipoteca? UNIVERSIDAINeiteNBERIS A DE LISBOA 17/01/2015 1) O prédio riistico X, sito na freguesia da Pala, com a drea de 6.200 m’, encontra-se descrito na Conservatéria do Registo Predial sob o n.£ 2176/20041213 com inscrigo a favor de A. 2) 0 prédio rstico Y, sito também na freguesia da Pala, com a érea de 1.739 *, encontra-se descrito na Conservatéria do Registo Predial sob 0 n° 00082/130487. 3) Em parte do prédio mencionado em 1), A tem drvores de fruto e cultiva produtos agricolas, 4) A maior parte do prédio mencionado em 2) destina-se & cultura agricola 5) Este prédio confronta do lado sul com 0 prédio ristico referido em 1). 6) Por volta do ano de 1976, a mae e 0 padrasto de B construiram uma fabrica de blocos e, para tal, utilizaram uma parcela de terreno referido em 2) 7) Tal fabrica funcionou ininterruptamente desde o ano mencionado em 6) até ao ano de 2002 8) 0 padrasto e a mae de B, ainda em vida, fizeram partilhas verbais dos seus bens pelos dois filhos desta ultima 9) Em consequéncia de tal, no ano de 1991, foi acordado que o terreno supramencionado em 2) bem como a fabrica ficariam para 8. 10) Desde entao, B suporta a limpeza do terreno referido em 2), procede ao seu amanho, tratando das arvores af plantadas, das oliveiras e videiras, colhendo os seus frutos que utiliza em proveito proprio, fazendo ali as suas hortas sazonais, que vai plantando, semeando, cuidando e colhendo todos os seus frutos. 11) Tais condutas foram igualmente praticadas desde 1976 até 1991 pela mae e padrasto de 8. 12) Em 2010, B vendeu a C (por 300.000,00€) o prédio descrito em 2). m A intentou acgao contra B ¢ C pretendendo que Ihe seja reconhecido o direito de preferir na compra e venda referida em 12), nos termos do artigo 1380°, j4 que ambos os prédios tém area inferior & unidade minima de cultura, C contrapés que adquiriu a propriedade sobre o referido prédio por usucapizo. Quid Juris? Tépicos de correceéio: FUNDAGAO MINERVA + CULTURA - ENSINO E INVESTIGAGAO CIENTIFICA, Rua da Junguoira, 188 a 198 - 1340-001 Lisboa -Tel +361 213.611 500 - Fax +261 212 690 207 + e-mail: info@lis.isiada pt + hip./fmwclis ulusiada pt nl) de preferéncia que através dele se confere- 0s propmlattrias con finatites cetera ice, io: dua respetta dos peexslpactos da sua atribuictio, aquele qué pelo artigo L402 Outorga 08s comproprietérios: 56 existe em caso de venda ou dactio em cumprimento a quem néo tenha tal qualidade (“estranho” ou terceiro, neste sentido). Por isso, caso C tenha adquirido por usucapitio, o direito de preferéncia de A inexistiria. Essencial é, portanto, saber se os respectivos pressupostos estariam preenchidos a seu favor. A venda de 8 para C é invilida. Aquele n&o adquiriu o direito de propriedade sobre 0 prédio em causa na medida em que as partilhas efectuadas pela sua mae ndo observaram a forma legalmente exigida (escritura publica ou documento autenticado). Por isso: 8 é simples possuidor formal e C (por consequéncia) igualmente. A posse de C é nGio titulada e, por isso, presumivelmente de md fé. A posse de C tanto pode ser de titulada como néo titulada (e, por conseguinte, tanto se pode presumir de boa como de mé fé) pois nao se sabe se a compra que o beneficio foi outorgada com observéncia da forma legalmente exigida. C poderia, nos termos do artigo 12558, juntar o seu tempo de posse ao de Be ao da mae deste dado que aqueles dois adquiriram as respectivas posses derivadamente [em principio, mediante entrega da coisa ~ artigo 12632, alinea b)). Assim, 0 tempo necessério para usucapir jd estaria cumprido. B (promitente-comprador) instaurou contra A (promitente-vendedor) acgaio de execugilo especifica do contrato-promessa de compra e venda entre ambos anteriormente celebrado, relativo a fracgao designada pela letra “F”, corespondente a uma loja de um edificio em regime de propriedade horizontal (sito em Matosinhos). Tal acgdo foi registada na Conservatéria do Registo Predial de Matosinhos em 9 de Abril de 2003. FUNDAGAO MINERVA + CULTURA - ENSINO E INVESTIGAGAO CIENTIFICA Rua da Junquolra, 188 a 198 1349.001 Lisboa - Tol +251 219 611 600- Fax +951 213 698 907 - ‘mal: jnfo@ls lusiada, pt - hp www. ulusiada. pt “UNI Em 17 de Margo de 2005; ordou com A conceder-Ihe um empréstimo no montante de 200,000,00€Parayfarantia das obrigagdes dat emergentes, A constituiu a favor do AERHUGISHEA AR MESHAALP Hichbiptteca voluntaria sobre a aludida fracgao, Esta foi provisoriamente inscrita em 10 de Fevereiro de 2005. Em 22 de Margo de 2007, foi verificada pelo Conservador a caducidade do registo da acgiio de execugao especifica, o que implicou o respectivo cancelamento. Na mesma data de 22 de Margo de 2007, foi convertido em definitivo o registo da hipoteca Se a acgao de execugiio especifica prosseguisse ¢ fosse julgada procedente, na obstante a caducidade da respectiva inscrig0, B adquiriria com ou sem hipoteca? Tépicos de correcciio: 0s direitos emergentes do contrato-promessa e do contrato de constitui¢éo de hipoteca hierarquizam-se observando a regra da prioridade temporal. Mas estando os respectivos factos constitutivos sujeitos a registo predial, ela ¢ substituida pela prioridade registal (artigo 62, Céd.Reg.Predial). Por isso, em principio, prevaleceria 0 registo da execugdo especifica por ser anterior. Se néo se tivesse dado a sua caducidade, a resolugdo seria simples: prevaleceria o promitente-comprador e seria a inscrigéo de hipoteca a caducar. Como, porém, sucedeu aquela caducidade, a tinica inscri¢éio em vigor (daquelas duas) seria a de hipoteca. Todavia, 0 credor hipotecdirio, pese embora a inscrig&o da execugtio especifica ter cessado os seus efeitos, niio podia desconhecer a sua existéncia. Ela sé no poderia valer contra outros interessados que, depois disso, tivessem eventualmente constituido os seus direitos. Mas 0 credor hipotecério, ndo seria neste caso, contudo, terceiro para efeitos do registo, pois a execugdio estava anunciada a data em que inscreveu o seu direito. FUNDAGAO MINERVA + CULTURA - ENSINO E INVESTIGAGAO CIENTIFICA Rua da Junqueira, 188 a 198- 1249-001 Lisboa - Tel +961 213 611 500 - Fax +961 213 638 307 - e-mail nfo@ie uluciada.pt = hip/wwlis.uhisinda. pt