Вы находитесь на странице: 1из 22

ROSSI ,C. G. F. T. , et al.

45

MICROEMULSÕES: UMA ABORDAGEM BÁSICA E PERSPECTIVAS PARA APLICABILIDADE INDUSTRIAL

CÁTIA GUARACIARA FERNANDES TEIXEIRA ROSSI 1 TEREZA NEUMA DE CASTRO DANTAS 1 AFONSO AVELINO DANTAS NETO 2 MARIA APARECIDA MEDEIROS MACIEL 1*

1- Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Química, Campus Universitário, 59078-970, Natal, RN, Brasil.

2- Universidade Federal

do

Rio Grande

do Norte, Departamento de Engenharia Química,

Campus Universitário,

Campus Universitário, 59072-970 Natal, RN, Brasil

RESUMO: ROSSI ,C. G. F. T. ; DANTAS,T. N. de C.; NETO, A. A.D.; MACIEL, M. A. M . Microemulsões:

uma abordagem básica e perspectivas para aplicabilidade industrial. Revista Universidade Rural: Sé rie Ciências

Exatas e da Terra, Seropédica, RJ: EDUR , v. 26, n. 1-2, p. 45-66, jan-dez., 2007. Microemulsões se formam a partir de uma aparente solubilização espontânea de dois líquidos imiscíveis (água, óleo) na presença de um tensoativo

e, se necessário, um cotensoativo; sendo caracteristicamente sistemas dispersos (microgotículas dispersas), monofásicos,

termodinamicamente estáveis, transparentes ou translúcidos, com baixíssima tensão interfacial e com capacidade de combinar grandes quantidades de dois líquidos imiscíveis em uma única fase homogênea. Tensoativo é um tipo de molécula anfifílica que possui na sua estrutura, duas regiões de polaridades opostas (hidrofílica e hidrofóbica). A presença destas duas regiões distintas em uma mesma molécula possibilita adsorções nas interfaces ar-água, óleo- água e sólido-água. Em função da sua composição química, os sistemas microemulsionados (SME) apresentam grande diversidade estrutural, sendo constituídos de microgotículas dispersas, com diâmetro variando entre 5 - 100 nm. Os SME podem ser do tipo óleo em água (O/A; o sistema é rico em água), onde as microgotículas são ditas diretas, ou do tipo água em óleo (A/O; o sistema é rico em óleo), onde as microgotículas são ditas inversas. O objetivo principal deste artigo é discutir conceitos básicos de microemulsão, tais como: formação de SME, tipos de estruturas, propriedades físicas e parâmetros que influenciam no comportamento de SME, bem como enfatiza algumas pesquisas científicas que foram desenvolvidas com o uso de microemulsões.

Palavras chave: microemulsão; conceitos básicos; aplicabilidade

ABSTRACT : ROSSI ,C. G. F. T. ; DANTAS,T. N. de C.; NETO, A. A.D.; MACIEL, M. A. M . Microemulsions:

A balic approach and perspectives for industrial aplicability. Revista Universidade Rural: Série Ciências Exatas e da Terra, Seropédica, RJ: EDUR , v. 26, n. 1-2, p. 45-66, jan-dez., 2007. Microemulsions are formed

from an apparent spontaneous solubilization of two immiscible liquids (water, oil) in the presence of a surfactant and,

if necessary, a co-surfactant. They are characteristically dispersed media (dispersed microdroplets), monophasic,

thermodynamically stable, transparent or translucent systems, with very low interfacial tension and with the capacity

to combine great amounts of two liquids in a single homogeneous phase. Surfactant is an amphiphilic molecule-type

that posses in its structure, two opposite polarity areas: a polar group (hydrophilic) and other non-polar (hydrophobic). The presence of these two different areas in the same molecule makes possible its adsorptions in air-water, oil-water, and solid-water interfaces. As a function of its chemical composition, the microemulsion systems (MES) can present

a

great structural diversity, being formed by dispersed and dynamics microdroplets, with a particle diameter varying

in

the range of 5 - 100 nm. They present a mononuclear layer of amphiphilic molecules involving the microdloplets as

a

membrane, being of the type oil-in-water (O/W), where the system is water-rich and the microdroplets are called

“direct”, or of the type water-in-oil (W/O), where the system is oil-rich and the microdroplets are said “inverse”. The main objective of this research is to discuss basic concepts about microemulsion, such as: MES formation, micellar aggregates formed in the MES, physical properties, and parameters that have influence in the behavior of MES, as well as to emphasize some scientific researches that were developed with the use of microemulsions.

Key words: microemulsion; basic concepts; applications

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

46

INTRODUÇÃO

Sistemas microemulsionados (SME) foram originalmente descritos por Hoar e Schulman (1943). No entanto, o termo microemulsão (ME) só foi utilizado por Schulman et al. (1959), no final da década de 1950. Dentre muitos trabalhos que foram divulgados para microemulsões, destaca-se a publicação de um livro pioneiro que foi intitulado “Microemulsions: Theory and Practice” (PRINCE, 1977). Ao longo dos anos, microemulsões foram investigadas por muitos outros autores que confirmaram a teoria de que fluidos macroscopicamente homogêneos podem ser formados sem que seja necessário adicionar energia quando se misturam adequadamente os seguintes componentes:

tensoativo e cotensoativo (componentes anfifílicos específicos), solvente orgânico hidrofóbico (fase óleo) e água. Desta forma,

o antigo conceito de que água e óleo não se

misturam sofreu modificações significativas, tendo sido comprovado que a adição de um terceiro componente em um sistema composto por dois líquidos que sejam entre si, parcialmente ou totalmente imiscíveis (como

é o caso de óleo e água) pode resultar na

diminuição (ou aumento) da solubilidade

destes líquidos. Se o terceiro componente for um tensoativo, haverá redução da tensão interfacial entre os líquidos imiscíveis, tornando-os capazes de se dispersarem um no outro (OLLA et al., 1999; PAUL e MOULIK, 1997; ATTWOOD e FLORENCE, 1985;

S C H U L M A N e R O B E RT S , 1 9 8 2 ; SCHULMAN et al., 1959; SCHULMAN e FRIEND, 1949; SCHULMAN e RILEY, 1948;

F R I B E R G, 1 9 7 7 ; F R I B E R G e

BURACZEWSKA, 1977; SHINODA e FRIBERG, 1975; SHINODA e KUNIEDA, 1973; MATSUMOTO e SHERMAN, 1969; PRINCE, 1977, 1969; SHINODA, 1963). Neste contexto, o aperfeiçoamento dos estudos com microemulsões conduziu a algumas modificações e dentre os conceitos mais recentes, encontra-se que “as microemulsões se formam a partir de uma aparente

Microemulsões: uma abordagem básica

solubilização espontânea de dois líquidos imiscíveis (água, óleo) na presença de um tensoativo e, se necessário, um cotensoativo; sendo caracteristicamente sistemas dispersos (microgotículas dispersas), monofásicos, termodinamicamente estáveis, transparentes ou translúcidos, com baixíssima tensão interfacial e com capacidade de combinar grandes quantidades de dois líquidos imiscíveis em uma única fase homogênea”. Atualmente, o termo microemulsão vem sendo utilizado para designar sistemas de fases microeterogêneas que podem apresentar de três a cinco constituintes, tais como: a-) tensoativo, água e fase óleo; b-) tensoativo, cotensoativo, água e fase óleo; c-) mistura de dois tensoativos, cotensoativo, água e fase óleo (FORMARIZ et al., 2005; OLIVEIRA et al., 2004; TENJARLA, 1999; BOURREL e SCHERCHTER, 1998; HUNTER, 1992; RUCKENSTEIN e KRISHNAN, 1979a, 1979b; RUCKENSTEIN, 1978; OVERBEEK, 1978; FRIBERG e BOTHOREL, 1988; LEVINE e ROBINSON, 1972; ADAMSON,

1969).

Estruturas de Microemulsões As emulsões consistem em dispersões de dois líquidos imiscíveis ou parcialmente miscíveis (óleo em água ou vice-versa) que apresentam gotículas que variam entre 100 - 10000 nm. Diferentemente das microemulsões não são termodinamicamente estáveis e necessitam de fornecimento de energia para sua formação (JOHNS e HOLLINGSWORTH, 2007; BOUCHEMAL et al., 2004; NAKAJIMA, 1997). Sistemas microemulsionados (SME), em função da sua composição química,

apresentam uma grande diversidade estrutural

e são constituídos de microgotículas dispersas

e dinâmicas, que possuem diâmetro variando entre 5 - 100 nm. Apresenta uma camada mononuclear de moléculas anfifílicas que envolve as microgotículas como uma membrana. Semelhante às emulsões, as microemulsões podem ser do tipo óleo em água (O/A), onde o sistema é rico em água e

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

ROSSI ,C. G. F. T. , et al.

as microgotículas são ditas diretas (Figura 1a)

ou do tipo água em óleo (A/O), onde o sistema

é rico em óleo e as microgotículas são ditas

inversas (Figura 1b). Em cada caso, as moléculas dos tensoativos se comportam de forma que as cabeças polares estejam voltadas

para a fase aquosa, e suas caudas apolares para

a fase óleo. Atualmente, sabe-se que as

transformações das microestruturas são

guiadas por mudanças nas variáveis intensivas do sistema (temperatura, fração volumétrica da fase dispersa ou potencial químico), também conhecidas como variáveis de campo.

O processo de transição de microestruturas

está correlacionado com mudanças drásticas nas propriedades de transporte, onde se incluem o transporte de carga de íons e de espécies moleculares. Portanto, o tipo de estrutura que se forma em um determinado SME depende da natureza dos componentes

(tensoativo, cotensoativo, água e fase óleo) e das condições termodinâmicas (temperatura, pressão e a presença de um campo de forças) (SINTOV e SHAPIRO, 2004; CRUZ e UCKUN, 2001; PAUL e MOULIK, 2001, 1997; MO et al., 2000; TEXTER, 2000; MOULIK e PAUL, 1998; SCHELLY, 1997; ANTALEK et al., 1996; CONSTATINIDES, 1995; FELDMAN et al., 1995; JADA et al., 1989; FRIBERG e BOTHOREL, 1988; LANGEVIN, 1988; BHARGAVA et al., 1987; LINDMAN e STILBS, 1987; LEUNG e SHAH, 1986; CHATENAY et al., 1985; BERTHOD, 1983; FRIBERG e VENABLE, 1983; DANIELSSON e LINDMAN, 1981; BOWCOTT e SCHULMAN, 1955; LAGUES

et al., 1978).

1981; BOWCOTT e SCHULMAN, 1955; LAGUES et al . , 1978). Figura 1a - Estrutura de

Figura 1a - Estrutura de uma microgotícula direta (O/A)

47

Figura 1a - Estrutura de uma microgotícula direta (O/A) 47 Figura 1b - Estrutura de uma

Figura 1b - Estrutura de uma microgotícula inversa (A/O)

Processos de formação de sistemas micro- emulsionados Quando um SME se forma os componentes combinados (em uma determinada proporção) produzem um filme misto adsorvido que torna-se responsável pela redução (para valores minimizados) da tensão superficial. Várias teorias foram propostas para explicar o processo de formação deste filme, dentre elas, encontra-se que durante a obtenção de um SME o papel do cotensoativo é reduzir a tensão interfacial otimizando a estabilização termodinâmica das microemulsões. Originalmente, GRIFFIN (1954) objetivando selecionar qual seria o tensoativo ideal de uma determinada emulsão, desenvolveu um estudo denominado de “balanço hidrofílico- lipofílico” (BHL), onde as contribuições das partes polar e apolar de tensoativos não- iônicos foram quantificadas. De acordo com os resultados obtidos a predominância do caráter hidrofílico ou lipofílico do tensoativo, determina suas características específicas, bem como direciona o tipo de sua aplicabilidade. Especificamente, para que se tenha ação antiespumante, o valor teórico de BHL deve estar entre 1,5-3,0; ação emulsionante para emulsões do tipo A/O apresentam BHL na faixa entre 3,0 – 6,0; ação espumante apresenta BHL entre 7,0 – 9,0; emulsionante do tipo O/ A, BHL 8,0 – 18,0; detergentes, BHL 13,0 – 15,0; solubilizante, BHL 15,0 – 20,0. Atualmente, para todos os tensoativos citados na literatura os valores teóricos de BHL variam

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

48

Microemulsões: uma abordagem básica

entre 1 – 50. Neste contexto, quanto mais hidrofílico for um tensoativo maior será o valor de BHL (geralmente acima de 10) e tensoativos lipofílicos apresentam valores de BHL na faixa entre 1 – 10 (BOUCHEMAL et al., 2004). Conclusivamente, a possibilidade da formação de um sistema microemulsionado depende do equilíbrio hidrófilo-lipófilo do tensoativo, que é determinado não somente pela sua estrutura química, como também, por fatores tais como: temperatura, força iônica, presença de cotensoativo, entropia de formação das microgotículas e variação dos potenciais químicos dos constituintes do sistema. Este equilíbrio foi matematicamente avaliado com

o uso da Equação 1. Os dois primeiros termos

desta equação resultaram em um valor positivo para a energia livre de Gibbs, que é compensado pelo termo final ¦(j), que mede a entropia de dispersão das gotas (ou esferas rígidas) no meio disperso. O cálculo desta função está baseado na expressão de Carnahan-Starling para pressão osmótica de um conjunto de esferas rígidas e seu valor, embora não seja grande (» -0,1 a - 1,0 mN/m), é suficiente para estabilizar o sistema (FORMARIZ et al., 2005; OLIVEIRA et al., 2004; CUNHA JR. et al., 2003; MITTAL, 1999; PAUL e MOULIK, 1997; WENNERSTROEM et al., 1997; OVERBEEK; 1978; HANSEN e McDONALD, 1976).

proposta de que a energia livre do processo de formação das microemulsões seria composta

(PAUL ee

de dois termos:

G

1

e

G

2

M

O UL I K ,

1 9 9 7 ;

RUC K E N S T E I N

e

KRISHNAN, 1979a, 1979b).

GG G

1

2

2

sendo G é a variação de energia livre de

é a variação

da energia livre que está correlacionada à adsorção dos tensoativos na interface, bem

como da dispersão das gotículas no meio con-

tínuo, G

depende dos seguintes fatores: tensão interfacial

= ãÄA; sendo

ã a tensão interfacial e ÄA é a variação da área interfacial). Neste modelo, ã é extremamente

> 0 e

|

< 0, fornece a va-

pequeno ( 0) e positivo, com

e área das microgotículas (

2 é a variação de energia livre que

formação da microemulsão;

G

1

G

2

G

2

G

2

| <

|

G

1

|, sendo

G

1

riação de energia livre negativa.

Propriedades físicas de microemulsões Através de dados físico-químicos é

possível confirmar a formação de microemulsões, bem como efetuar

modificações no seu comportamento para fins

1 específicos. Dentre as propriedades mais

comuns utilizadas destacam-se:

a) reologia (DJORDJEVIC et al., 2005;

WOOD, 2001; SCHERLUND et al., 2000; MOULIK e PAUL, 1998; TOKUMOTO,

A γ

sc

ψ

0

 

σ

 

G

sendo G é a variação da energia livre; sc é

a tensão superficial do sistema sem carga

elétrica na interface; A é a área interfacial e é

a fração volumétrica da gota de microemulsão

[ou esfera rígida, dada por = (d 3 )/6, com igual à densidade do sistema e d, o diâmetro da

esfera] e 0 é a variação elétrica, que é uma função da curvatura da partícula. De modo geral, a estabilidade de microemulsões depende da tensão interfacial, da entropia de formação das microgotículas e da variação dos potenciais químicos dos seus componentes. A Equação 2 representa a

1996);

b) condutividade elétrica (KRAUEL et al.,

2005; DJORDJEVIC et al . , 2005; LV et al., 2005; SINTOV e SHAPIRO, 2004;

LAWRENCE e REES, 2000; MO et al., 2000; MOULIK e PAUL, 1998;

CHATENAY et al., 1985);

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

ROSSI ,C. G. F. T. , et al.

c) viscosidade (KRAUEL et al., 2005; SINTOV e SHAPIRO, 2004; MOULIK e PAUL, 1998; SANTOS, 1994; BENNETT et al., 1985);

d) difusão da luz (SILVA, 2001;

ABOOFAZELI et al., 2000; SANTOS, 1994; BASSETT et al., 1981);

e) birrefringência elétrica (HYDE, 2001; BRINON et al., 1999; CAZABAT et al., 1980; PRINCE, 1977; WILTON e FRIBERG, 1971);

f) sedimentação (PRINCE, 1977).

Dentre as técnicas mais sofisticadas destacam- se:

a) difração de raios-X (CHEN et al., 2007;

PANG e BAO, 2002);

b) difração de nêutrons (HYDE, 2001);

c) microscopia eletrônica de transmissão – TEM (CHEN et al., 2007; KANG et al., 2004; PANG e BAO, 2002; CELEBI et al., 2002);

d) cromatografia líquida de alta eficiência – HPLC (LV et al., 2005; SINTOV e SHAPIRO, 2004; TROTTA et al., 2003; KREILGAARD et al., 2000);

e) ressonância magnética nuclear - RMN

(KRAUEL et al., 2005; LV et al., 2005; KREILGAARD et al., 2000; MOULIK e PAUL, 1998). Nos itens a seguir encontram-se algumas considerações sobre as técnicas mais usuais.

Difusão da luz O meio disperso de um SME apresenta a propriedade de espalhamento de ondas eletromagnéticas (semelhante ao que ocorre com a luz). A dispersão da luz é função do

49

tamanho das partículas que compõem o sistema disperso e do comprimento de onda utilizado. A Tabela 1 destaca como exemplo, o diâmetro das partículas de alguns agregados micelares, bem como aparência do sistema (SILVA, 2001; SANTOS, 1994; BASSETT et al., 1981). O fenômeno da dispersão da luz pelas microemulsões pode ser eficazmente avaliado pela técnica denominada de “espalhamento dinâmico de luz” (Dynamic Light Scattering), que fornece informações diretas sobre o movimento translacional das gotículas de microemulsão, que permite através de relações empíricas adequadas, calcular o tamanho da gotícula micelar, bem como “espalhamento estático de luz”, que fornece a massa molar como principal resultado, (ABOOFAZELI et al., 2000).

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

50

Microemulsões: uma abordagem básica

Tabela 1 – Propriedades de agregados micelares

Agregados Moléculas de água Micelas Soluções micelares Microemulsões Emulsões Unidade de resolução/visual

Agregados Moléculas de água Micelas Soluções micelares Microemulsões Emulsões Unidade de resolução/visual
Agregados Moléculas de água Micelas Soluções micelares Microemulsões Emulsões Unidade de resolução/visual
Agregados Moléculas de água Micelas Soluções micelares Microemulsões Emulsões Unidade de resolução/visual
Agregados Moléculas de água Micelas Soluções micelares Microemulsões Emulsões Unidade de resolução/visual
Agregados Moléculas de água Micelas Soluções micelares Microemulsões Emulsões Unidade de resolução/visual
Agregados Moléculas de água Micelas Soluções micelares Microemulsões Emulsões Unidade de resolução/visual

Diâmetro das partículas (Å)

2,7

35-75

50-150

100-2000

2000-100000

500000

Aparência Transparentes Transparentes Transparentes/translúcidas Translúcidas Opaca/branca

Aparência Transparentes Transparentes Transparentes/translúcidas Translúcidas Opaca/branca
Aparência Transparentes Transparentes Transparentes/translúcidas Translúcidas Opaca/branca
Aparência Transparentes Transparentes Transparentes/translúcidas Translúcidas Opaca/branca
Aparência Transparentes Transparentes Transparentes/translúcidas Translúcidas Opaca/branca
Aparência Transparentes Transparentes Transparentes/translúcidas Translúcidas Opaca/branca

Discretos agregados

Birrefringência A birrefringência ou dupla refração é um fenômeno caracterizado pela variação do índice de refração de um meio, em função da direção da propagação da luz, ou do seu estado de polarização (PRINCE, 1977). C o m o exemplo, destacam-se as micelas cilíndricas e lamelares que exibem birrefringência colorida (pleiocroísmo), são dispersões anisotrópicas que apresentam uma das suas dimensões superiores a outras. Os agregados isotrópicos esféricos por sua vez, não apresentam birrefringência (não são capazes de desviar o plano de luz incidente) (HYDE, 2001; BRINON et al., 1999; WILTON e FRIBERG,

1971).

No processo de inversão de fases, uma microemulsão do tipo O/A (óleo em água) pode transformar-se em um sistema do tipo A/O (água em óleo), ou vice-versa, sem qualquer descontinuidade aparente nas suas propriedades físicas (CAZABAT et al., 1980). Durante o processo de inversão de fases os agregados tornam-se anisotrópicos, caracterizado pela aparição de um gel viscoelástico de aparência opalescente, voltando a ser opticamente isotrópico, após a inversão (PRINCE, 1977). A Figura 2 mostra um exemplo representativo de um processo de inversão de fases de uma microemulsão originalmente O/Apara uma microemulsão A/O.

microemulsão originalmente O/Apara uma microemulsão A/O. Figura 2 – Processo de inversão de fase de uma

Figura 2 – Processo de inversão de fase de uma microemulsão do tipo O/A para uma microemulsão do tipo A/O

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

ROSSI ,C. G. F. T. , et al.

Condutividade elétrica De maneira abrangente, propriedades macroscópicas de microemulsões como condutividade elétrica está correlacionada com os tipos de microestruturas presentes no fluido (MOULIK e PAUL, 1998). A condutividade elétrica é uma ferramenta sensível e frequentemente utilizada na investigação de mudanças estruturais em macro e microemulsões (MO et al., 2000). Medidas de condutividade apresentam-se como um importante meio na determinação de domínios contínuos aquosos ou oleosos em um sistema microemulsionado (LAWRENCE e REES, 2000).

Sedimentação Uma das principais diferenças entre uma emulsão e uma microemulsão é a elevada estabilidade da microemulsão, com consequente resistência à sedimentação. Normalmente, uma emulsão quebra sob a ação de uma força física (gravidade ou força centrífuga), o que não ocorre com uma microemulsão. A velocidade de sedimentação é geralmente avaliada submetendo-se a dispersão a uma centrifugação durante 5 minutos, se neste tempo não ocorrer processo de sedimentação, muito provavelmente, se tem uma microemulsão (PRINCE, 1977).

Reologia e viscosidade Define-se reologia como sendo a ciência de deformação e fluidez de líquidos (WOOD, 2001; TOKUMOTO, 1996). Especificamente, está relacionada com a descrição de propriedades mecânicas sob várias condições de deformação. Soluções diluídas de tensoativos (iônico ou não-iônico) que na maioria das vezes, comportam-se como líquidos newtonianos. As viscosidades dessas soluções podem ser utilizadas para obtenção de informações que caracterizam o tipo, tamanho, forma e hidratação de micelas (MOULIK e PAUL, 1998). Soluções de tensoativos em concentrações elevadas apresentam um comportamento reológico mais complexo, já

51

que são elásticas e sua viscosidade depende do tempo de cisalhamento, bem como da velocidade de cisalhamento. Geralmente, a viscosidade se eleva em função da concentração de tensoativos. Entretanto, há sistemas que apresentam baixas viscosidades com altas concentrações de tensoativos (WOOD, 2001). A viscosidade de soluções diluídas de tensoativos iônicos e não iônicos pode ser utilizada para se obter informações sobre a forma, o tamanho e o grau de hidratação de micelas (MOULIK e PAUL, 1998). Em um sistema disperso, a viscosidade aumenta com

o aumento da fração volumétrica da fase

dispersa. Como na inversão de fase ocorre uma transição microestrutural, o mecanismo de

transferência de fase deve variar. Por exemplo, no domínio de estruturas bicontínuas (que são ao mesmo tempo O/A e A/O) o cisalhamento deve envolver a quebra e a reestruturação das microestruturas esféricas, sendo necessário apenas a rotação ou a deformação das microestruturas, que fornece uma menor viscosidade (BENNETT, 1985). Geralmente,

o cisalhamento de uma microemulsão

específica (O/A ou A/O) envolve a quebra ou

a deformação de microestruturas locais,

originando variações de viscosidade que são funções da distribuição óleo/água ou água/óleo na dispersão (MOULIK e PAUL, 1998). Nas microemulsões contendo agregados não- esféricos, a viscosidade pode ser controlada e depende da proporção cotensoativo/ tensoativo, na monocamada do filme misto (SANTOS, 1994).

Diagramas de Fases de Microemulsões Como dito anteriormente, as microemulsões são sistemas interfaciais sofisticados produzidos espontaneamente pela auto-organização de moléculas tensoativas nas interfaces óleo-água, formando microestru- turas dispersas em um meio contínuo constituído por três ou mais constituintes (tensoativo, fase óleo e fase água) (ATTWOOD e FLORENCE, 1985).

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

52

Microemulsões formadas por tensoativos iônicos e não-iônicos Sistemas microemulsionados que se formam com o uso de tensoativos iônicos

(fortemente hidrofílicos, não sendo capazes de solubilizar a fase oleosa) podem ou não conter um cotensoativo hidrofóbico (como exemplo, álcoois). No caso da inclusão do cotensoativo

no SME, a natureza química deste componente

será de caráter não-iônico, ocorrendo a associação do cotensoativo ao tensoativo iônico, diminuindo desta forma, a repulsão entre as cabeças polares dos tensoativos, sendo este um fator adicional para a formação e

estabilidade da microemulsão (OLIVEIRA et al., 2004; CUNHA JR. et al., 2003; MEHTA e BALA, 2000; KREUTER, 1994). Na maior parte dos sistemas utiliza-se um álcool como cotensoativo, no entanto, aminas ou ácidos

carboxílicos podem ser utilizados com a mesma finalidade (CUNHA JR. et al., 2003; KREUTER, 1994). O cotensoativo ideal é aquele que apresenta pouca solubilidade nas fases óleo e água e dissolve apenas pequenas quantidades do tensoativo (LEITE, 1995). Como exemplos de tensoativos iônicos, destacam-se os sistemas contendo micelas de sabões (tensoativos graxos) que são alvo de interesse de estudos voltados para aplicabilidade industrial (DANTAS NETO et al., 2003; DANTAS et al., 2003; 2002a; 2002b; 2001; FRIBERG e VENABLE 1983; PODZIMEK e FRIBERG, 1980; FRIBERG e BURACZEWSKA, 1977; SHINODA e FRIBERG 1975). Nas microemulsões formadas por tensoativos não-iônicos se destaca como característica principal, a necessidade de menores quantidades de tensoativo para a formação da microemulsão (MYERS, 1999).

O uso deste tipo de tensoativo é bastante

difundido na literatura (CHEN et al., 2007; ZHANG et al., 2005; KLYACHKO e LEVASHOV, 2003; CELEBI et al., 2002; PANG e BAO, 2002; DANTAS et al., 2001; MEHTA e BALA, 2000; SHINODA e KUNIEDA, 1973).

Microemulsões: uma abordagem básica

Microemulsões livres de tensoativos Pequenas regiões de microemulsões têm sido identificadas em sistemas contendo apenas água, solvente orgânico (como por exemplo, hexano) e um álcool de cadeia curta (como por exemplo, propan-2-ol ou álcool isopropílico). Nestes sistemas, a região interfacial contém somente moléculas de álcool. No entanto, comprovou-se que a estrutura do hidrocarboneto é de fundamental importância para a formação do sistema

microemulsionado ( KHMELNITSKY et al . ,

1989; KEISER et al., 1979; BORYS et al., 1979; SMITH et al., 1977).

Representação de Diagramas de Fases de Microemulsões

A representação de qualquer tipo de

sistema microemulsionado é feita através de diagramas de fases que se classificam em ternários, quaternários e pseudoternários, que variam de acordo com a natureza química e com a quantidade de constituintes de cada SME.

Sistemas ternários

O diagrama ternário (constituído de

tensoativo, fases oleosa e aquosa) é representado por um diagrama triangular equilátero, onde a região de microemulsão pode variar em função do tipo de tensoativo e do óleo (PAUL e MOULIK, 2001; KREUTER, 1994; KAHLWEIT e STREY, 1987). A Figura 3 mostra um exemplo representativo.

e STREY, 1987). A Figura 3 mostra um exemplo representativo. Figura 3 – Representação de um

Figura 3 – Representação de um diagrama ternário

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

ROSSI ,C. G. F. T. , et al.

Sistemas quaternários

O d i a g r a m a q u a t e r n á r i o

(caracteristicamente 3D; Figura 4) consiste em uma extensão de diagramas de fases ternários (2D), sendo formados a partir de quatro constituintes: tensoativo, cotensoativo, fase óleo e fase aquosa (PAUL e MOULIK, 2001; TENJARLA, 1999). Este tipo de sistema pode ser representado através de um tetraedro, onde cada vértice do tetraedro representa um dos componentes puros (BELLOCQ e ROUX,

1987).

representa um dos componentes puros (BELLOCQ e ROUX, 1987). Figura 4 – Representação de um diagrama

Figura 4 – Representação de um diagrama quaternário

Sistemas pseudoternários Denominou-se que um sistema pseu- doternário é aquele que possui aspecto de diagramas ternário apesar de ser formado por quatro constituintes, onde agrupam-se dois constituintes de modo que a relação água/ tensoativo ou a relação cotensoativo/ tensoativo sejam constantes (FRIBERG, 1977). Este sistema é caracteristicamente 2D, já que há ocorrência de agrupamentos (água/ tensoativo ou cotensoativo/tensoativo). As Figuras 5 e 6 mostram exemplos represen- tativos. Geralmente, a relação água/tensoativo é utilizada em estudos de difusão da luz e a relação tensoativo/cotensoativo, no estudo do comportamento de fases da microemulsão que se forma.

53

do comportamento de fases da microemulsão que se forma. 53 Figura 5 – Representação de diagramas
do comportamento de fases da microemulsão que se forma. 53 Figura 5 – Representação de diagramas

Figura 5 – Representação de diagramas pseudoternários contendo água/tensoativo em uma razão constante

contendo água/tensoativo em uma razão constante Figura 6 – Representação de diagramas pseudoternários
contendo água/tensoativo em uma razão constante Figura 6 – Representação de diagramas pseudoternários

Figura 6 – Representação de diagramas pseudoternários contendo cotensoativo/tensoativo na razão C/T constante

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

54

Classificação de Winsor Em função dos diferentes tipos de fases existentes em sistemas microemulsionados foi possível postular uma

classificação que estabelece quatro tipos de sistemas (descritos na Figura 7), que foi denominada de WINSOR (WINSOR, 1950,

1948).

a) Winsor I (WI): quando a fase microemulsionada está em equilíbrio com uma fase óleo em excesso.

b) Winsor II (WII): quando a fase microemulsionada está em equilíbrio com

uma fase aquosa em excesso. c) Winsor III (WIII): é caracterizado por ser um sistema trifásico, onde a microemulsão está em equilíbrio com as fases aquosa e oleosa ao mesmo tempo.

d) Winsor IV (WIV): é um sistema monofásico, em escala macroscópica, constituído por uma única fase de microemulsão.

constituído por uma única fase de microemulsão. Figura 7 – Classificação de fases de Winsor Tipos

Figura 7 – Classificação de fases de Winsor

Tipos de Estruturas de Sistemas Microemulsionados Dependendo das concentrações relativas dos constituintes de uma determinada microemulsão, pode-se identificar uma grande diversidade de estruturas entre a fase contínua e a fase dispersa (TENJARLA, 1999; KHAN, 1996). A Figura 8 representa aleatoriamente os diferentes tipos de estruturas encontradas em um sistema microemulsionado; onde a Região A corresponde a uma microemulsão que é rica em água com micelas do tipo óleo em água (O/A); Região B: microemulsão rica

Microemulsões: uma abordagem básica

em óleo com micelas do tipo água em óleo (A/O); Região C: microemulsão apresentando estrutura bicontínua (O/A e A/O); Região D:

microemulsão rica em tensoativo, possivelmente apresentando estruturas lamelares (SCHULMAN e ROBERTS, 1982).

estruturas lamelares (SCHULMAN e ROBERTS, 1982). Figura 8 - Representação de diferentes estruturas de

Figura 8 - Representação de diferentes estruturas de microemulsão

Parâmetros que influenciam o comportamento das microemulsões Geralmente, para se formar uma microemulsão três constituintes são necessários: um solvente polar estruturado (água), um solvente apolar (óleo) e um tensoativo. Como as microemulsões somente ocorrem sob certas condições, é necessário entender a influência que alguns fatores exercem sobre suas propriedades. A escolha do tensoativo adequado a um sistema microemulsionado pode ser feita pelo caráter hidrofílico deste tensoativo. Quando se deseja uma microemulsão do tipo A/O por exemplo, deve-se utilizar um tensoativo mais hidrofóbico; consequentemente, um tensoativo de caráter hidrofílico deve ser utilizado para obtenção de microemulsões do tipo O/A (rico em água) (CAPEK, 2004). Com relação aos sistemas quaternário e pseudoternário, a estrutura molecular do cotensoativo influencia significativamente a forma e a extensão da região de microemulsão. No caso do cotensoativo ser um álcool, quanto maior for a sua cadeia hidrocarbônica, menor será a região de microemulsão, como pode ser observado na Figura 9 (BARROS NETO, 1996; LEITE, 1995).

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

ROSSI ,C. G. F. T. , et al.

55

ROSSI ,C. G. F. T. , et al. 55 Figura 9 – Influência do cotensoativo na

Figura 9 – Influência do cotensoativo na formação de microemulsões (a) butanol (b) hexanol e (c) octanol

Um outro exemplo representativo pode ser dado por um sistema microemulsionado constituído de água salina, um constituinte apolar (óleo), um tensoativo iônico e um cotensoativo alcoólico, onde o aumento da salinidade ocasiona a inversão das fases. Neste caso, em um diagrama pseudoternário, se a quantidade de sal aumenta da esquerda para a direita, a baixos teores de salinidade, a camada microemulsão é uma solução contínua em água que se encontra em equilíbrio com a fase oleosa (Winsor II) o aumento do teor salino promove a formação de Winsor III, ou seja, a fase microemulsionada é contínua em óleo e está em equilíbrio com a fase aquosa (Figura 7). Esta transição ocorre em função da adição do sal, que diminui a hidrofilia do tensoativo, ao mesmo tempo em que aumenta sua afinidade pelo óleo. A valores intermediários de meio salino, a microemulsão torna-se bicontínua, ou seja, possui quantidades iguais de óleo e água, formando um sistema trifásico (Winsor III) (WATARAI, 1997). No entanto, microemulsões contendo tensoativos não- iônicos são pouco sensíveis a variações de salinidade (BARROS NETO, 1996; KAHLWEIT e STREY, 1987). Por outro lado, a temperatura modifica as propriedades do filme de tensoativo, resultando em mudanças estruturais. Para tensoativos não-iônicos, a baixas temperaturas, gotículas de óleo na microemulsão são formadas (Winsor I). Um aumento de temperatura conduz a uma formação gradual de uma fase bicontínua (Winsor III) que, a temperaturas mais elevadas, transforma-se em uma microemulsão com gotículas de água (Winsor II). Portanto, ocorre

uma transição do tipo: WI’! WIII’! WII. Para tensoativos iônicos o aumento da temperatura ocasiona uma maior solubilidade do tensoativo, elevando a solubilidade da água na microemulsão, conduzindo a uma transição do tipo: WII’! WIII’! WI (Figura 10)

(WENNERSTROEM et al . , 1997; BARROS

NETO, 1996).

10) (WENNERSTROEM et al . , 1997; BARROS NETO, 1996). Figura 10 – Evolução dos sistemas

Figura 10 – Evolução dos sistemas Winsor em função da variação da temperatura

A estrutura da fase óleo em função do ta- manho da cadeia hidrocarbônica pode influ- enciar nas propriedades da interface. As mo- léculas de óleo com pequeno volume molecular (hidrocarboneto de cadeia curta) ou alta polaridade (aumento da aromaticidade, por exemplo), conduz a fortes efeitos de solvatação tensoativo-óleo sobre a interface. Por outro lado, o aumento no comprimento da cadeia do óleo conduz a uma redução das interações entre as microgotículas diminuin- do a solubilização da microemulsão. A razão cotensoativo/tensoativo é um fator fundamen- tal para o aumento da solubilização do siste- ma. O domínio da existência das microemulsões em diagramas pseudoternários aumenta com a razão cotensoativo/tensoativo (LEUNG e SHAH, 1986; SCHULMAN e ROBERTS, 1982).

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

56

Aplicabilidade de Microemulsões

Com relação ao número crescente de pesquisas aplicadas com o uso de tensoativos, Rossi et al. (2006), divulgaram recentemente (em um artigo intitulado “Tensoativos: uma abordagem básica e perspectivas para aplicabilidade industrial”) aspectos teóricos básicos para esta classe de compostos, bem como avanços (nas últimas duas décadas) na aplicabilidade tecnológica, com enfoque específico para o uso de tensoativos na indústria de petróleo. Comparativamente, o uso de sistemas microemulsionados também sofre sistematicamente avanços tecnológicos, como pode ser evidenciado a seguir. Rossi et al. (2007), investigaram a eficiência de inibição a corrosão em aço AISI 1020 do tensoativo óleo de coco saponificado (OCS), pelo método eletroquímico de curvas de polarização linear. Este tensoativo foi avaliado também em um sistema microemulsionado (OCS-ME) do tipo O/A com região de trabalho Winsor IV [OCS-ME:

15% de OCS, 15% de butanol (30% de C/T), 10% de fase óleo (querosene) e 60% de fase aquosa (água bidestilada)]. Este sistema mostrou-se eficaz na solubilização da difenilcarbazida (DC), que foi disponibilizada neste sistema, para a avaliação do seu potencial anticorrosivo. O resultado obtido para o OCS em meio salino, mostrou inibição significativa da corrosão de aço carbono. No entanto, o valor observado para o sistema OCS-ME foi superior (63% OCS livre e 77% OCS-ME). De acordo com o esperado, a eficiência de inibição a corrosão da substância DC solubilizada no sistema microemulsionado (DC-OCS-ME; em meio salino), ampliou o poder anticorrosivo do sistema. A eficiência máxima observada atingiu 14% de acréscimo (92% de inibição para DC-OCS-ME). De acordo com os autores deste trabalho, este fenômeno pode ser justificado pela adsorção do tensoativo OCS na interface líquido sólido formando uma camada protetora mais homogênea sobre o metal, possibilitando maior contato interfacial devido a área

Microemulsões: uma abordagem básica

apresentada pelas microestruturas formadas contendo a difenilcarbazida. Zhang et al . (2005), investigaram a

influência de aditivos como salicilato de sódio

e cloreto de sódio em água na capacidade de

sol ubi l i z a çã o de bi s(2-et i l -h exi l ) sulfosuccinato de sódio (AOT) em pentanol. A capacidade de solubilização em água do AOT é aumentada através de salicilato de sódio e diminuída através de cloreto de sódio. Os comportamentos de filtração dos sistemas foram estudados modificando a concentração de água e a temperatura. Comparando os sistemas de microemulsão do tipo A/O

(sistema pentanol e hexano) o pentanol tem uma capacidade de solubilização de AOT em

água muito menor. A adição de aditivos como

o cloreto de sódio (NaCl) e salicilato de sódio (NaSal) tem efeitos opostos na capacidade de solubilização de AOT em água. Segundo Holmberg (2003), as microemulsões frequentemente superam a incompatibilidade de reagentes em síntese orgânica. As microemulsões podem ser consideradas como uma alternativa aos sistemas bifásicos como agente de transferência de fase. De acordo com este trabalho o uso da microemulsão e a adição de um agente de transferência da fase podem ser combinadas, conduzindo a uma elevada reatividade. Demonstrou-se também, que a aceleração de uma reação pode ser obtida pela escolha apropriada do tensoativo na formulação. A relação de óleo em água de uma microemulsão pode ser usada como um modelo de regioseletividade. Dantas et al. (2002b), estudaram através de técnicas de medida de polarização,

o efeito inibidor de tensoativo na corrosão do aço carbono (AISI 1010) em meio ácido clorídrico a 0,1M (HCl). Brometo de dodecilamônio (DDAB) foi usado como uma solução micelar em 0,1M da solução de HCl e como componente ativo de um sistema microemulsionado do tipo O/A, contendo butanol, hexano e 0,1M de uma solução aquosa de HCl. A adsorção de DDAB se ajustou à equação da isoterma de Langmuir

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

ROSSI ,C. G. F. T. , et al.

para ambas as interfaces estudadas, e a inclinação de Tafel (b c ) foi observado na escala catódica, quando a concentração do inibidor foi aumentada. Os resultados obtidos das medidas eletroquímicas foram discutidos, e observou-se que a microemulsão teve um efeito melhor da inibição do que a solução micelar do tensoativo, cuja eficiência de inibição à corrosão foi de 99,9%. Forte (1992) estudou o processo de remoção do cromo, cobre, ferro, manganês, níquel e chumbo utilizando o sistema microemulsionado composto por: óleo de coco saponificado (tensoativo), butanol (cotensoativo), querosene (fase óleo) e fase aquosa constituída de água salina (2% NaCl) contendo o metal em estudo. A temperatura foi mantida constante para todos os ensaios (27±1°C) e a razão C/T foi igual a 4. A extração foi realizada na região de Winsor II no diagrama pseudoternário e forneceu percentuais de extração superiores a 98% para todos os metais. A reextração foi realizada utilizando HCl (8M) como agente de reextração (DANTAS et al., 2003). Os sistemas microemulsionados também vêm sendo amplamente utilizados como sistemas de liberação de fármacos devido a inúmeras vantagens, podendo-se destacar: o aumento da capacidade de solubilização de fármacos e a diminuição de efeitos adversos. O aumento da biodisponibilidade de fármacos está correlacionado com a solubilização de substâncias pouco solúveis, bem como com a diminuição da dose administrada, garantindo além de vantagens econômicas, a diminuição de efeitos adversos. Como exemplos, a veiculação da camptotecina (com comprovado efeito toxicológico) e do metotrexato que vêm sendo encapsulados em sistemas microemulsionados e são administrados para o tratamento de câncer (FORMARIZ et al., 2005; OLIVEIRA et al., 2004; ALVAREZ- FIGUEROA e BLANCO-MÉNDEZ, 2001; LAWRENCE e REES, 2000; CORTESI et al., 1997). As microemulsões podem atuar ainda, como reservatórios para o fármaco, garantindo

57

a sua liberação lenta e a prolongação do seu

efeito farmacológico, bem como atuar como sistemas protetores contra a hidrólise enzimática. Comprovou-se que microemulsões em colesterol tendem a se concentrar em certos tumores sólidos, garantindo, assim, a liberação de agentes antineoplásticos no seu sítio farmacológico (AZEVEDO et al., 2005; DALMORA et al., 2001; LYONS et al., 2000). Recentemente, estes sistemas passaram a ser considerados como sendo nanosistemas encapsuladores eficazes (ALIABADI et al., 2007; REDDY et al., 2006; FLORENCE et al., 2005; PRICHANONT et al., 2000a,

2000b; CORTESI et al., 1997) que vêm sendo amplamente utilizados como sistemas de liberação de fármacos pelo comprovado aumento da capacidade de solubilização de substâncias hidrofílicas e lipofílicas, bem como pela redução de efeitos adversos (MACIEL et al., 2006; GOMES et al., 2006; FORMARIZ et al., 2005; OLIVEIRA et al., 2004; SHABOURI, 2002; KAWAKAMI et al., 2002; LAWRENCE e REES, 2000).

Recentemente, Reddy et al. (2006) otimizaram

o uso do agente anticâncer etoposida pelo seu encapsulamento em um sistema micelar (microemulsão contendo o tensoativo polisorbato 20). Valenta e Schultz (2004) prepararam

três microemulsões diferentes (A, B, C) e uma semisólida D que foram investigadas pelas propriedades viscoelástica e permeabilização

da fluorescência do sódio através da pele. As

microemulsões foram obtidas (A-D) e as misturas com carragenina (A’-D’) foram caracterizadas através da reologia (medidas oscilatórias). Consequentemente, as formulações apresentadas como misturas com carragenina puderam ser tomadas como

sistemas alternativos portadores de droga para uso tópico farmacêutico como também cosméticas. A composição da microemulsão

A era a seguinte: 2,5 g de Brij 97, 7,2 g de

água e 0,34 g de tributirina; da microemulsão B: 1,87 g de Brij 97, 5,17 g de água e 0,47 g

de migliol; da microemulsão C: 2,5 g de Brij

97, 6,62 g de água e 0,78 g do óleo de soja; e

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

58

da microemulsão D: 0,75 g de eumulgin O5,

0,75 g de eumulgin O10, 2,75 g de água e 0,8

g de óleo de parafina. Todos os sistemas foram estudados a uma temperatura entre de 70-

80°C.

Chen et al. (2004) estudaram a triptolida, que possui atividade anti- depressiva, anti-fertilidade e anti-câncer. A

finalidade deste estudo foi investigar o uso das microemulsões para a administração transdêrmica da triptolida. Os diagramas de fase pseudoternários foram desenvolvidos e

as várias formulações de microemulsão foram

preparadas usando o ácido oléico como óleo,

o Tween 80 como tensoativo e o propileno

glicol como cotensoativo. O tamanho da gota

das microemulsões foi caracterizado por DLS.

A habilidade transdermal do triptolida nas

microemulsões foi avaliada in vitro usando

celas de difusão de Franz providas com peles

de rato e a triptolida foi analisada através de

HPLC. A microemulsão com a triptolida mostrou uma permeação in vitro por peles de rato comparável a de uma solução aquosa de propileno glicol a 20%, contendo 0,025% de triptolida. Nenhuma irritação de pele foi observada para a microemulsão ME6 estudada. No entanto, a solução aquosa do propileno glicol a 20%, que contém 0,025% de triptolida, revelou uma irritação significativa na pele. Os resultados indicaram que os sistemas estudados em microemulsão, especialmente o sistema ME6, podem ser veículos promissores para a administração transdermal da triptolida. Oliveira et al. (2004), estudaram a estrutura das microemulsões e suas aplicações como sistemas de liberação de fármacos, nos quais as microemulsões podem ser usadas como veículo para a administração da droga. Neste trabalho, os principais parâmetros usados no desenvolvimento das microemul- sões (ME) farmacêuticas foram analisados. A descrição conceitual do sistema, os parâmetros teóricos relacionados à formação de fases internas e alguns aspectos da estabilidade de ME foram descritos. O diagrama de fase pseudoternário foi usado para caracterizar

Microemulsões: uma abordagem básica

limites e descrever estruturas diferentes em diversas regiões do diagrama. Conclusi- vamente, os autores afirmaram que a vantagem do uso de sistema ME é o favorecimento da absorção da droga, podendo ou em alguns casos mais eficientes que outros métodos, utilizando a mesma quantidade da droga. Hu et al. (2000) conseguiram incor- porar AZT (3-azido-3-deoxitimidina) e seus pró-fármacos em AcLDL (lipoproteínas de baixa densidade acetiladas) com o uso de sis- temas microemulsionados, tendo obtido bons resultados. Esta forma de incorporação se mostrou mais eficaz que o método do contato, também avaliado no trabalho. A quantidade de molécula de AZT por partícula de AcLDL encontrada foi maior quando o AZT foi incorporado na microemulsão, mostrando-se mais eficaz em combater os macrófagos que estivessem infectados com o HIV. Estes resultados indicam que a AcLDL é um bom carreador no aumento da liberação do fármaco AZT.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABOOFAZELI, R.; BARLOW, D.J.; LAWRENCE, M.J. Particle size analysis of concentrated phospholipids microemulsions:

I. Total intensity light scattering. American Association of Pharmaceutical Scientists, v.2, n.2, p.1-13, 2000.

ADAMSON, A.W. A model for micellar emulsions. Journal of Colloid and Interface Science, v.29, n.2, p.261-267, 1969.

ANTALEK, B.; WILLIAMS, A.; GARCÍA, E.; WALL, D.H.; SONG, S.; TEXTER, J.; In:

PILLAI, V.; SHAH, D.O. Dynamic properties of interfaces and association structures. Champaign: AOCS Press, 1996.

ALIABADI, H.M.; ELHASI, S.; MAHMUD, A.; GULAMHUSEIN, R. Encapsulation of hydrophobic drugs in polymeric micelles through co-solvent evaporation: the effect of solvent composition on micellar properties and

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

ROSSI ,C. G. F. T. , et al.

drug loading.

Pharmaceutics, v.329, n.1/2, p. 158-165,

2007.

International Journal of

ALVAREZ-FIGUEROA, M.J.; BLANCO- MÉNDEZ, J. Transdermal delivery of methotrexate: iontophoretic delivery from hydrogels and passive delivery from microemulsions. International Journal of Pharmaceutics, v.215, n.1/2, p.57-65, 2001.

ATTWOOD, D.; FLORENCE, A. T. Surfactants Systems: Their Chemistry, Pharmacy and Biology. London: Chapman and Hall, 1985.

AZEVEDO, C.H.M.; CARVALHO, J.P.; VALDUGA, C.J.; MARANHÃO, R.C. Plasma kinetics and uptake by tumor of a cholesterol-rich microemulsion (LDE) associated to etoposide oleate in patients with ovarian carcinoma. Gynecologic Oncology, v.97, n.1, p.178-182, 2005.

BARROS NETO, E.L. Extração de cobre utilizando microemulsões: otimização e modelagem, Natal. Dissertação (Mestrado) - Departamento de Engenharia Química, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 1996.

BASSETT, J.; DENNEY, R.C.; JEFFERY, G.H.; MENDHAM, J. Análise inorgânica quantitative VOGEL. Rio de Janeiro:

Guanabara Dois, 1981.

BELLOCQ, A.M.; ROUX, D. Phase diagram and critical behavior of a quaternary microemulsion systems. Microemulsion:

structure and dynamics. Boca Raton: CRC Press, 1987.

BENNETT, K.E.; HATFIELD, J.C.; DAVIS, H.T.; MACOSKO, C.W.; SCRIVEN, L.E. In:

ROBB, I.D. Microemulsions. New York and London: Plenum Press, 1985.

59

BERTHOD, A. Physicochemical structures of liquid disperse systems, micelles, emulsions, and microemulsions. Journal de Chimie Physique et de Physico-Chimie Biologique, v.80, n.5, p.407-424, 1983.

BHARGAVA, H.N.; NARURKAR, A.; LIEB, L.M. Using microemulsions for drug delivery. Pharmaceutical Technology, v.11, n.3, p.46- 54, 1987.

BORYS, N.F.; HOLT, S.L.; BARDEN, R.E. Detergentless water/oil microemulsions. III. Effect of KOH on phase diagram and effect of solvent composition on base hydrolysis of esters. Journal of Colloid and Interface Science, v.71, n.3, p.526-532, 1979.

BOUCHEMAL, K; BRIANÇON, S.; PERRIER, E.; FESSI, H. Nano-emulsion formulation using spontaneous emulsification:

solvent, iol and surfactant optimization. International Journal of Pharmaceutics, v.280, n.1-2, 241-251.

BOURREL, M.; SCHECHTER, R.S. Microemulsions and Related Systems, New York: Marcel Dekker, 1998.

BOWCOTT, J.E.; SCHULMAN, J.H. Emulsion, control of droplet size and phase

continuity in transparent oil-water dispersions stabilized with soap and alcohol. Zeitschrift fuer Elektrochemie und Angewandte Physikalische Chemie, v.59, n.2, p.283-288,

1955.

BRINON, L.; GEIGER, S.; ALARD, V.; DOUCET, J.; TRANCHANT, J.F.; COUARRAZE, G. Percutaneous absorption of sunscreens from liquid crystalline phases. Journal of Controlled Release, v.60, n.1, p.67-76, 1999.

CAPEK, I. Preparation of metal nanoparticles in water-in-oil (w/o) microemulsions. Advances in Colloid and Interface Science, v.110, n.1/2, p.49-74, 2004.

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

60

CAZABAT, A.M.; LANGEVIN, D.; POUCHELON, A. Light-scattering study of

water-oil microemulsions. Journal of Colloid and Interface Science, v.73, n.1, p.1-12,

1980.

CELEBI, N.; TÜRKYILMAZ, A.; GÖNUL, B.; ÖZOGUL, C. Effects of epidermal growth factor microemulsion formulation on the healing of stress-induced gastric ulcers in rats. Journal of Controlled Release, v.83, n.2, p.197-210, 2002.

CHATENAY, D.; URBACH, W.; CAZABAT, A.M.; LANGEVIN, D. Onset of droplet aggregation from self-diffusion measurements in microemulsions. Physical Review Letters, v.54, n.20, p.2253-2256, 1985.

CHEN, Q.; SHEN, X.; GAO, H. Formation of nanoparticles in water-in-oil microemulsions controlled by the yield of hydrated electron:

the controlled reduction of Cu 2+ . Journal of Colloid and Interface Science, v.308, n.2, p.491-499, 2007.

CHEN, H.; CHANG, X.; WENG, T.; ZHAO, X.; GAO, Z.; YANG, Y.; XU, H.; YANG, X. A study of microemulsion systems for transdermal delivery of triptolide. Journal of Controlled Release, v.98, p.427-436, 2004.

CONSTANTINIDES, P.P. Lipid microemulsions for improving drug dissolution and oral absorption: physical and biopharmaceutical aspects. Pharmaceutical Research, v.12, n.11, p.1561-1572, 1995.

CORTESI, R.; ESPOSITO, E.; MAIETTI, A.; MENEGATTI, E.; NASTRUZZI, C. Formulation study for the antitumor drug camptothecin: liposomes, micellar solutions and a microemulsion. International Journal of Pharmaceutics, v.159, n.1, p.95-103, 1997.

CRUZ, O.J.D.; UCKUN, E.M. Gel- microemulsions as vaginal spermicides and

Microemulsões: uma abordagem básica

intravaginal drug delivery vehicles. Contraception, v.64, n.2, p.113-123, 2001. CUNHA JR., A.S.; FIALHO, S.L.; CARNEIRO, L.B., ORÉFICE, F. Microemulsões como veículo de drogas para administração ocular tópica. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, v.66, n.3, p.385- 391, 2003.

DANIELSSON, I.; LINDMAN, B. The definition of microemulsion. Colloids and Surfaces A: Physicochemical and Engineering Aspects, v.3, n.4, p.391-392, 1981.

DANTAS NETO, A.A.; DANTAS, T.N.C.; MOURA, M.C.P.A.; BARROS NETO, E.L.; DUARTE, L.J.N. Study of Microemulsions Systems Applied to Mineral Flotation. Industrial & Engineering Chemical Research, v.42, n.9, p.1994-1997, 2003.

DANTAS, T.N.C.; DANTAS NETO, A.A.; MOURA, M.C.P.A.; BARROS NETO, E.L.; FORTE, K.R. LEITE, R.H.L. Heavy metals extraction by microemultions. Water Research, v.37, p.2709-2717, 2003.

DANTAS, T. N. C.; FERREIRA MOURA, E.; SCATENA JR., E.; DANTAS NETO, A. Micellization and adsorption thermodynamics of novel ionic surfactants at fluid interfaces. Colloids and Surfaces A: Physicochemical and Engineering Aspect, v.207, p.243-252,

2002a.

DANTAS, T. N. C.; FERREIRA MOURA, E.; SCATENA, E.; DANTAS NETO, A. Microemulsion system as a steel corrosion inhibitor. Corrosion, v.58, p.723-727, 2002b.

DANTAS, T.N.C.; SILVA, A.C.; DANTAS NETO, A.A. New microemulsion systems using diesel and vegetable oils. Fuel, v.80, n.1, p.75-81, 2001.

DALMORA, M.E.; DALMORA, S.L.; OLIVEIRA, A.G. Inclusion complex of piroxicam with â-cyclodextrin and

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

ROSSI ,C. G. F. T. , et al.

incorporation in cationic microemulsion. In vitro drug release and in vivo topical anti- inflammatory effect. International Journal of Pharmaceutics, v.222, n.1, p.45-55, 2001.

DJORDJEVIC, L.; PRIMORAC, M.; STUPAR, M. In vitro release of diclofenac diethylamine from caprylocaproyl macrogolglycerides based microemulsions. International Journal of Pharmaceutics, v.296, n.1/2, p.73-79, 2005.

FELDMAN, Y.; KOZLOVICH, N.; NIR, I.; GARTI, N. Dielectric relaxation in sodium

bis(2-ethylhexyl)sulfosuccinate-water-decane

microemulsions near the percolation temperature threshold. Physical Review E, v.51, n.1, p.478-491, 1995.

FLORENCE, T. P.; URBAN, M. C. C.; SILVA

JR., A. A.; GREMIÃO, M.P.D.; OLIVEIRA,

A. G. Microemulsões e fases líquidas

cristalinas como sistemas de liberação de fármacos. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, v.41, p.301-313, 2005.

FORMARIZ, T.P.; URBAN, M.C.C.; SILVA JR., A.A.; GREMIÃO, M.P.D.; OLIVEIRA, A.G. Microemulsões e fases líquidas cristalinas como sistemas de liberação de fármacos. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, v.41, n.3, p.301-313, 2005.

FORTE, K.R. Extração de metais pesados utilizando microemulsão. Dissertação (Mestrado), Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Engenharia Química/PPGEQ, Natal, 1992.

FRIBERG, S.E.; BOTHOREL, P. Microemulsions: structure and dynamics. Boca Raton: CRC Press, 1988.

FRIBERG, S.E.; VENABLE, R.L. Encyclopedia of emulsion technology. New York: Marcel Dekker, 1983.

61

FRIBERG, S.E.; BURACZEWSKA, I. Micellization, solubilization and microemulsions. v.2, New York: Plenum Press, 1977.

FRIBERG, S.E. Microemulsions and micelar solutions. Microemulsions teory and practice. New York: Academic Press, 1977.

GOMES, F.E.S; ANJOS, G.C.; DANTAS, T.N.C.; MACIEL, M.A.M.; ESTEVES, A.; ECHEVARRIA, A. Obtenção de nanoformulações do tipo microemulsão objetivando a biodisponibilização de Anacardium occidentale e sua eficiência como agente antioxidante. Revista Fitos, v.2, n.3, p.82-88, 2006.

GRIFFIN, W. C. J. Calculation of HLB values of non-ionic surfactants. Journal of the Society Cosmetic Chemists, v.5,n.4, p.249- 256, 1954.

HANSEN, J.P.; McDONALD, I.R. Theory of

simple liquids. New York: Academic Press,

1976.

HOAR, T.P.; SCHULMAN, J.H. Transparent

water-in-oil dispersions: the oleopathic hydromicelle. Nature, v.152, p.102-105,

1943.

HOLMBERG, K. Organic reactions in microemulsions. Current Opinion in Colloid

and Interface Science, v.8, n.2, p.187-196,

2003.

HU, J.; LIU, H.; WANG, L. Enhanced delivery of AZT to macrophages via acetylated LDL. Journal of Controlled Release, v.69, p.327- 335, 2000.

HUNTER, R.J. Introduction to Modern Colloid Science. New York: Oxford University Press, 1992.

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

62

HYDE, S.T. Identification of lyotropic

crystalline mesophases. In: HOLMBERG, K. Handbook of Applied Surface and Colloid Chemistry. New York: John Wiley & Sons,

2001.

JADA, A.; LANG, J.; ZANA, R. Relation between electrical percolation and rate constant for exchange of material between droplets in water in oil microemulsions. Journal of Physical Chemistry, v.93, n.1, p.10-12, 1989.

JOHNS, M.L.; HOLLINGSWORTH, K.G. Characterisation of emulsion systems using NMR and MRI, Progress in Nuclear Magnetic Resonance Spectroscopy, v.50, p.51-70, 2007.

KAHLWEIT, M.; STREY, R. The phase behavior of H 2 O-oil-noionic amphiphile ternary systems. In: ROSANO, H. L., CLAUSE, M. Microemulsions systems. New York: Marcel Dekker, 1987.

KANG, B.K.; CHON, S.K.; KIM, S.H.; JEONG, S.Y.; KIM, M.S.; CHO, S.H.; LEE, H.B.; KHANG, G. Controlled release of paclitaxel from microemulsion containing PLGA and evaluation of anti-tumor activity

in vitro and in vivo. International Journal of Pharmaceutics, v.286, n.1/2, p.147-156,

2004.

KAWAKAMI, K.; YOSHIKAWA, T.; MOROTO, Y.; KANAOKA, E.; TAKAHASHI, K.; NISHIHARA, Y.; MASUDA, K. Microemulsion formulation for enhanced absorption of poorly soluble drugs. I. Prescription design, Journal of Controlled Release, v.81, n.1/2, p.65-74, 2002.

KEISER, B.A.; VARIE, D.; BARDEN, R.E.; HOLT, S.L. Detergentless water/oil microemulsions composed of hexane, water, and 2-propanol. 2. Nuclear magnetic resonance studies, effect of added NaCl.

Microemulsões: uma abordagem básica

Journal of Physical Chemistry, v.83, n.10, p.1276-1280, 1979.

KHAN, A. Phase science of surfactants. Current Opinion in Colloid and Interface Science, v.1, p.614-623, 1996.

KHMELNITSKY, Y.L.; HOEK, A.V.; VEEGER, C.; VISSER, A.J.W.G. Detergentless microemulsions as media for enzymatic reactions. Spectroscopic and ultracentrifugation studies. Journal of

Physical Chemistry, v.93, n.2, p.872-878,

1989.

KLYACHKO, N.L.; LEVASHOV, A.V. Bioorganic synthesis in reverse micelles and related systems. Current Opinion in Colloids Interface Science, v.8, n.2, p.179-186, 2003.

KRAUEL, K.; DAVIES, N.M.; HOOK, S.;

RADES, T. Using different structure types of microemulsions for the preparation of poly(alkylcyanoacrylate) nanoparticles by interfacial polymerization. Journal of Controlled Release, v.106, n.1/2, p.76-87,

2005.

KREILGAARD, M.; PEDERSEN, E.J.; JAROSZEWSKI, J.W. NMR characterization and transdermal drug delivery potential of microemulsion systems. Journal of Controlled Release, v.69, n.3, p.421-433, 2000.

KREUTER, J. Colloidal drug delivery systems. New York: Marcel Dekker, 1994.

LAGUES, M.; OBER, R.; TAUPIN, C. Study of structure and electrical conductivity in microemulsions: evidence for percolation mechanism and phase inversion. Journal de

Physical, Lettres, v.39, n.24, p.L487-L491,

1978.

LANGEVIN, D. Microemulsion. Accounts of

Chemical Research, v.21, n.7, p.255-260,

1988.

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

ROSSI ,C. G. F. T. , et al.

LAWRENCE, M.J.; REES, G.D. Microemulsion-based media as novel drug delivery systems. Advanced Drug Delivery Reviews, v.45, n.1, p.89-121, 2000.

LEITE, R.H.L. Extração de cromo de efluentes de curtumes utilizando microemulsões, Natal. Dissertação (Mestrado), Departamento de Engenharia Química, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 1995.

LEVINE, S.; ROBINSON, K. Role of the diffuse layer in water-in-oil-microemulsions. Journal of Physical Chemistry, v.76, n.6, p.876-886, 1972.

LEUNG, R.; SHAH, D.O. Solubilization and phase equilibria of water-in-oil microemulsions. Journal of Colloid and

Interface Science, v.120, n.2, p.330-344,

1986.

LINDMAN, B.; STILBS, P. Microemulsions:

structure and dynamics. Boca Raton: CRC Press, 1987.

LV, F.F.; ZHENG, L.Q.; TUNG, C.H. Phase behavior of the microemulsions and the stability of the chloramphenicol in the

microemulsion-based ocular drug delivery system. International Journal of Pharmaceutics, v.301, n.1/2, p.237-246,

2005.

LYONS, K.C.; CHARMAN, W.N.; MILLER, R.; PORTER, C.J.H. Factors limiting the oral bioavailability of N-acetylglucosaminyl-N- acetylmuramyl dipeptide (GMDP) and enhancement of absorption in rats by delivery in a water-in-oil microemulsion, International Journal of Pharmaceutics, v.199, n.1, p.17- 28, 2000.

MACIEL, M.A.M.; GOMES, E.S.; MORAIS, E.K.L.; ANJOS, G.C.; DANTAS, T.N.C. Obtenção de nanoformulações do tipo

63

microemulsão objetivando a biodisponibilização de extratos, frações e protótipos de fármacos de Croton cajucara.

XIX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil,

2006.

MATSUMOTO, S.; SHERMAN, P. The viscosity of microemulsions. Journal of Colloid and Interface Science, v.30, n.4, p.525-536, 1969.

MEHTA, S.K.; BALA, K. Tween-based microemulsions: a percolation view. Fluid Phase Equilibria, v.172, n.2, p.197-209, 2000. MITTAL, L.K. Handbook of microemulsion science and technology. New York: Promod Kumar, 1999.

MO, C.; ZHONG, M.; ZHONG, Q. Investigation of structure and structural transition in microemulsion systems of sodium dodecylsulfonate + n-heptane + n-butanol + water by cyclic voltammetric and electrical conductivity measurements. Journal of Electroanalytical Chemistry, v.493, n.1/2, p.100-107, 2000.

MOULIK, S.P.; PAUL, B.K. Structure, dynamics and transport properties of microemulsions. Advances in Colloid and Interfaces Science, v.78, n.2, p.99-195, 1998.

MYERS, D. Surfaces, Interfaces & Colloids. Principles and Applications. New York:

Wiley-VCH, 2.ed., 1999.

NAKAJIMA, H. Industrial Applications of Microemulsions. In: SOLANS, C., KONIEDA, H. (Eds.). New York: Marcel Dekker, 1997.

OLIVEIRA, A.G.; SCARPA, M.V.; CORREA, M.A.; CERA, L.F.R.; FORMARIZ, T.P. Microemulsões: Estrutura e aplicações como sistema de liberação de fármacos. Química Nova, v.27, n.1, p.131-138, 2004.

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

64

OLLA, M.; MONDUZZI, M.; AMBROSONE, L. Microemulsions and

emulsions in DDAB/W/oil systems. Colloids and Surfaces A: Physicochemical and Engineering Aspects, v.160, n.1, p.23-36,

1999.

OVERBEEK, J.Th.G. Microemulsions, a field at the border between lyophobic and lyophilic colloids. Faraday Discussions of the Chemical Society, v.65, p.7-19, 1978.

PANG, Y.X.; BAO, X. Aluminium oxide nanoparticles prepared by water-in-oil microemulsions. Journal of Materials Chemistry, v.12, n.12, p.3699-3704, 2002.

PAUL, B.K.; MOULIK, S.P. Uses and applications of microemulsions. Current science, v.80, n.8, p.990-1001, 2001.

PAUL, B.K.; MOULIK, S.P. Microemulsions:

An overview. Journal of Dispersion Science

and Technology, v.18, n.4, p.301-367, 1997.

PODZIMEK, M.; FRIBERG, S.E. O/W microemulsions. Journal of Dispersion

Science and Technology, v.1, n.3, p.341-359,

1980.

PRICHANONT, S., LEAK, D.J.; STUCKEY, D.C. Chiral epoxide production using mycrobacterium solubilized in a water-in-oil microemulsion. Enzyme and Microbial Technology, v.27, n.1/2, p.134-142, 2000a.

PRICHANONT, S., LEAK, D.J.; STUCKEY,

D.C. The solubilization of mycrobacterium in

a water in oil microemulsion for

biotransformations: system selection and characterisation. Colloids and Surfaces A:

Physicochemical and Engineering Aspects, v.166, n.1, p.177-186, 2000b.

PRINCE, L.M. Microemulsions: Theory and Practice, New York: Academic Press, 1977.

Microemulsões: uma abordagem básica

PRINCE, L.M. A theory of aqueous emulsions. Mechanism of film curvature at the oil/water interface. Journal of Colloid and Interface Science, v.29, n.2, p.216-221, 1969.

REDDY, L.H.; SHARMA, R.K.; MURTHY, R.R. Enhanced delivery of etoposide to dalton´s lymphoma in mice through polysorbate 20 micelles. Acta Pharmaceutica, v.56, n.2, p.143-155, 2006.

ROSSI, C.G.F.T.; SCATENA Jr., H.; DANTAS, T.N.C.; MACIEL, M.A.M. Estudo comparativo da eficiência da difenilcarbazida

e do óleo de coco saponificado

microemulsionados na inibição de aço carbono. Química Nova, v.30, n.5, p.1128- 1132, 2007.

ROSSI, C.G.F.T.; DANTAS, T.N.C.; DANTAS NETO, A.A.; MACIEL, M.A.M. Tensoativos: uma abordagem básica e perspectivas para aplicabilidade industrial. Revista da Universidade Rural, Série Ciências Exatas e da Terra, v.25, n.1/2, p.59-71, 2006.

RUCKENSTEIN, E.; KRISHNAN, R. The equilibrium radius and the domain of existence of microemulsions. Journal Colloid Interface Science, v.76, n.1, p.188-200, 1979a.

RUCKENSTEIN, E.; KRISHNAN, R. Effect

of electrolytes and mixtures of surfactants on

the oil-water interfacial tension and their role

in formation of microemulsions. Journal Colloid Interface Science, v.76, n.1, p.201- 211, 1979b.

RUCKENSTEIN, E. On the thermodynamic stability of microemulsions. Journal of Colloid and Interface Science, v.66, n.2, p.369-371, 1978.

SANTOS, C.T. Preparação e propriedades de microemulsões da cera de carnaúba, Natal. Dissertação (Mestrado) - Departamento de Engenharia Química Universidade, Federal do Rio Grande do Norte, 1994.

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

ROSSI ,C. G. F. T. , et al.

SCHELLY, Z.A. Organized assemblies of surfactants in solution, and the dynamics of W/O microemulsions. Journal of Molecular Liquids, v.72, n.1/3, p.3-13, 1997.

SCHERLUND, M.; MALMSTEN, M.; HOLMQVIST, P.; BRODIN, A. Thermosetting microemulsions and mixed

micellar solutions as drug delivery systems for periodontal anesthesia. International Journal of Pharmaceutics, v.194, n.1, p.103-116,

2000.

SCHULMAN, J.H.; ROBERTS, T.S.

Transactions of the Faraday Society, 42b, p.165, 1976. In: ROBB, I.D.:

Microemulsions. New York: Plenum Press,

1982.

SCHULMAN, J.H.; STOECKENIUS, W.; PRINCE, L.M. Mechanism of formation and structure of micro emulsions by electron microscopy. The Journal of Physical Chemistry, v.63, n.10, p.1677-1680, 1959.

SCHULMAN, J.H.; FRIEND, J.A. Penetration and complex formation in unimolecular layers. Kolloid-Zeitschrift, v.115, p.67-75, 1949.

SCHULMAN, J.H.; RILEY, D.P. X-ray investigation of the structure of transparent oil- water disperse systems I. Journal of Colloid Science, v.3, n.4, p.383-405, 1948.

SHABOURI, M.H.E. Positively charged nanoparticles for improving the oral bioavailability of cyclosporing-A. International Journal of Pharmaceutics, v.249, n.1/2, p.101-108, 2002.

SHINODA, K.; FRIBERG, S. Microemulsions: Colloids aspects. Advances in Colloid and Interface Science, v.4, n.4, p.281-300, 1975.

SHINODA, K.; KUNIEDA, H. Conditions to produce so-called microemulsions. Factors to increase the mutual solubility of oil and water

65

by solubilizer. Journal Colloid Interface Science, v.42, n.2, p.381-387, 1973.

SHINODA, K. Colloidal surfactants: some physiochemical properties. New York:

Academic Press, 1963.

SILVA, C.R.S.H. Estudo de sistemas microemulsionados para aplicação na extração

e formulações de própolis, Natal. Dissertação (Mestrado) - Departamento de Química, Universidade Federal do Rio Grande do Norte,

2001.

SINTOV, A.C.; SHAPIRO, L. New microemulsion vehicle facilitates percutaneous penetration in vitro and cutaneous drug bioavailability in vivo. Journal of Controlled Release, v.95, n.2, p.173-183, 2004.

SMITH, G.D.; DONELAN, C.E.; BARDEN, R.E. Oil-continuous microemulsions composed of hexane, water, and 2-propanol. Journal of Colloid and Interface Science, v.60, n.3, p.488-496, 1977.

TENJARLA, S. Microemulsions: overview and pharmaceutical applications. Critical Reviews Therapeutic Drug Carrier Systems, v.16, n.5, p.461-521, 1999.

TEXTER, J. Supramolecular equilibria in microemulsions. Colloids and Surfaces A:

Physicochemical and Engineering Aspects, v.167, n.1/2, p.115-122, 2000.

TOKUMOTO, N.S. Evolução estrutural durante a transição sol-gel em suspensões coloidais aquosas de SnO 2 : abordagem reológica, Araraquara. Dissertação (Mestrado) - Departamento de físico-química, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, 1996.

TROTTA, M.; UGAZIO, E.; PEIRA, E.; PULITANO, C. Influence of ion pairing on topical delivery of retinoic acid from microemulsions. Journal of Controlled Release, v.86, n.2/3, p.315- 321, 2003.

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.

66

VALENTA, C., SCHULTZ, K. Influence of carrageenan on the rheology and skin permeation of microemulsion formulations. Journal of Controlled Release, v.95, n.2, p.257-265, 2004.

WATARAI, H. Microemulsion in separation sciences. Journal of Chromatography A, v.780, n.1/2, p.93-102, 1997.

WENNERSTROEM, H.; SOEDERMAN, O.; OLSSON, U.; LINDMAN, B. Macroemulsions versus microemulsions. Colloids and Surfaces A: Physicochemical and Engineering Aspects, v.123-124, p.13-26, 1997.

WILTON, I.; FRIBERG, S. Influence of

temperature-induced phase transitions on fat emulsions. Journal of the American Oil Chemists’ Society, v.48, n.12, p.771-774,

1971.

WINSOR, P.A. Hydrotropy, solubilization, and related emulsification processes.IX. Electrical conductivity and the water dispersibility of some solubilized systems. Transactions of the Faraday Society, v.46, p.762-772, 1950.

WINSOR, P.A. Hydrotropy, solubilization, and related emulsification processes. VIII. Effect of constitution on amphiphilic properties. Transactions of the Faraday Society, v.44, p.463-471, 1948.

WOOD, J.H. Reologia farmacêutica. In:

LANCHMAN, L., LIEBERMAN, M.A., KANIG, J.L. Teoria e prática na indústria farmacêutica. Lisboa: Fundação Calouste Gulkenkian, 2001.

ZHANG, X.; DONG, J.; ZHANG, G.; HONG,

X.; LI, X. The effect of additives on the water solubilization capacity and conductivity in n- pentanol microemulsions. Journal of Colloid and Interface Science, v.285, n.1, p.336-341,

2005.

Microemulsões: uma abordagem básica

Rev. Univ. Rural. Sér. Ci. Exatas e da Terra, Seropédica, RJ, EDUR, vol. 26, n. 1-2, jan-dez, p. 45-66, 2007.