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1.

Explicar o mecanismo da sede

A causa principal da sede consiste na ausência de água suficientemente no


sangue, o que denominamos de osmolalidade do plasma sanguíneo. O corpo
humano tolera um aumento da “concentração” do sangue em 2%, e uma vez
ultrapassado esse valor, os centros nervosos localizados profundamente no
cérebro são estimulados, acarretando a sensação de sede. A sensação torna-
se mais forte à medida que a necessidade de água pelo corpo aumenta,
levando o indivíduo a beber e a repor a água necessária. Interessantemente,
não vamos ficando com sede de maneira gradual, enquanto a quantidade de
água no sangue decai. Ficamos com sede pontualmente. E o mais interessante
nisso tudo é o seguinte: o volume de água que costumamos beber quando
estamos com sede é justamente o necessário para corrigir a concentração do
sangue, ou osmolalidade do plasma sanguíneo, e a captação de água ocorre
somente após 1 hora, no intestino.

2. Conhecer os movimentos intestinais:

Motilidade do Intestino Delgado

As funções do intestino delgado são a digestão e a absorção de nutrientes.


Nesse contexto, a motilidade do intestino delgado serve para misturar o quimo
com as enzimas digestivas e com as secreções pancreáticas, expor os
nutrientes à mucosa intestinal para sua absorção, e propelir o quimo não
absorvido, ao longo do intestino delgado, em direção ao intestino grosso.

No intestino delgado, como acontece com outras musculaturas lisas


gastrointestinais, a frequência das ondas lentas determina a frequência com
que os potenciais de ação e as contrações ocorrem. Ondas lentas são mais
frequentes no duodeno (12 ondas por minuto) do que no estômago. No íleo, a
frequência das ondas lentas diminui ligeiramente para nove ondas por minuto.
Como no estômago, as contrações (chamadas complexos mioelétricos
migratórios) ocorrem a cada 90 minutos, para limpar o intestino delgado de
quimos residuais.

Existem dois padrões de contração no intestino delgado: contrações de


segmentação e contrações peristálticas. Cada padrão é coordenado pelo
sistema nervoso entérico. As contrações de segmentação servem para misturar
o quimo e expô-lo às enzimas e às secreções pancreáticas. Em contraste, as
contrações peristálticas visam propelir o quimo, ao longo do intestino delgado,
em direção ao intestino grosso.

O centro do vômito, no bulbo, coordena o reflexo do vômito. Informação


aferente vai para o centro do vômito, vindo do aparelho vestibular, da região
posterior da garganta, do trato gastrointestinal e da zona de disparo de
quimiorreceptores no quarto ventríloquo. O reflexo do vômito inclui os seguintes
eventos na sua sequência temporal: peristaltismo reverso que se inicia no
intestino delgado; relaxamento do estômago e piloro; inspiração forçada para
aumentar a pressão abdominal; relaxamento do esfíncter esofágico inferior; e
expulsão forçada do conteúdo gástrico e, algumas vezes, duodenal.

Motilidade do Intestino Grosso

O que não foi absorvido no intestino delgado penetra no intestino grosso. O


conteúdo do intestino grosso, chamado fezes, é destinado à excreção. Depois
que o conteúdo do intestino delgado passa pelo ceco e cólon proximal, o
esfíncter ileocecal se contrai, evitando o refluxo para o íleo. O material fecal,
então, se move, do ceco pelos cólons (i.e., cólons ascendente, transverso,
descendente e sigmoide) para o reto, e daí para o canal anal.

As contrações de segmentação ocorrem no ceco e cólon proximal. Como no


intestino delgado, essas contrações atuam para misturar o conteúdo do
intestino grosso. No intestino grosso, as contrações são realizadas em
segmentos saculiformes, chamados haustra.

Os movimentos de massa ocorrem no cólon e funcionam movendo o conteúdo


do intestino grosso por longas distâncias, como do cólon transverso para o
sigmoide. Os movimentos de massa ocorrem por uma a três vezes por dia. A
absorção de água ocorre no cólon distal, tornando o conteúdo fecal do intestino
grosso semissólido e progressivamente mais difícil de se mover. O movimento
de massa final propele o conteúdo fecal para o reto, onde ficará armazenado
até que ocorra a defecação.

Quando o reto fica cheio com fezes, a parede de musculatura lisa do reto se
contrai e o esfíncter anal interno se relaxa no reflexo reto-esfínctérico. A
defecação não ocorrerá neste momento, no entanto, porque o esfíncter anal
externo (composto por musculatura estriada e sob controle voluntário) ainda
está tonicamente contraído. No entanto, uma vez que o reto chegue a 25% de
sua capacidade, ocorre urgência em defecar. Quando for apropriado, o
esfíncter anal externo é relaxado voluntariamente, a musculatura lisa do reto se
contrai para criar pressão, e as fezes são forçadas através do canal anal. A
pressão intra-abdominal, criada para a defecação, pode ser aumentada pela
manobra de Valsalva (expirar contra a glote fechada).

Por último, é importante mencionar que a distensão do estômago pelo alimento


aumenta a motilidade do cólon e aumenta a frequência dos movimentos de
massa no intestino grosso. Esse longo arco reflexo, chamado reflexo
gastrocólico, tem sua região aferente no estômago, que é mediada pelo
sistema nervoso parassimpático. A região eferente do reflexo, que produz o
aumento de mobilidade no cólon, é mediada pelos hormônios CCK e gastrina.
3. Descrever a estrutura do sistema digestório:

Os órgãos digestórios podem ser divididos em dois grupos principais. O


primeiro é o trato gastrointestinal (GI) ou canal alimentar, um tubo contínuo que
começa na boca e termina no ânus. Os órgãos do trato intestinal estão
dispostos, linearmente, na seguinte sequência: boca, faringe, esôfago,
estômago, intestino delgado (incluindo o duodeno, jejuno e íleo) e intestino
grosso (incluindo). O trato GI contém o alimento do momento em que ele é
ingerido até ser digerido e preparado para eliminação.

O segundo grupo de órgãos compondo o sistema digestório é o das estruturas


acessórias: os dentes, a língua, as glândulas salivares (parótida, sublingual e
submandibular), o fígado, a vesícula biliar e o pâncreas. Os dentes se projetam
no trato GI e auxiliam na degradação física do alimento. As outras estruturas
acessórias, exceto a língua, situam-se totalmente fora do trato e produzem ou
armazenam secreções necessárias para a digestão química. Estas secreções
são liberadas no trato através de dutos.

Boca: também referida como cavidade oral ou bucal, é formada pelas


bochechas, pelos palatos duro e mole e pela língua.

Língua: forma parte do soalho da cavidade da boca. Ela é uma estrutura


acessória do sistema digestório, composta de músculos estriados esqueléticos
revestidos por túnica mucosa.

Glândulas Salivares: o líquido denominado “saliva” é secretado por três pares


de glândulas salivares, estruturas acessórias que se situam fora da boca e
despejam seu conteúdo em dutos que se esvaziam na cavidade da boca. Seus
nomes são “parótida”, “submandibular” e “sublingual”.

Dentes: são estruturas acessórias do sistema digestório, localizadas nos


alvéolos ósseos da mandíbula e das maxilas. Os alvéolos são recobertos por
gengiva e revestidos internamente pelo ligamento periodontal, um tecido
conjuntivo fibroso denso que ancora dos dentes ao osso, mantendo-os em
posição, e atua como um absorvente de choques durante a mastigação. Os
dentes são compostos primariamente de dentina, uma substância semelhante
ao osso (tecido conjuntivo calcificado) que dá ao dente sua forma básica e
rigidez.

Faringe: é um tubo que se estende das coanas ao esôfago, na parte posterior,


e à laringe na parte anterior. A faringe é composta de músculo estriado
esquelético e revestida por túnica mucosa. O alimento deglutido passa da boca
às partes oral e laríngea da faringe antes de passar ao esôfago. As contrações
musculares destas partes da faringe auxiliam a propelir o alimento ao esôfago.

Esôfago: é um tubo muscular que se situa posteriormente à traqueia. Ele


começa na extremidade da parte laríngea da faringe, passa através do
mediastino, atravessa o diafragma e termina na parte superior do estômago.
Ele transporta o alimento ao estômago e secreta muco, que auxilia no
transporte.

Estômago: é uma região do trato GI em forma de J, imediatamente abaixo do


músculo diafragma. A porção superior do estômago está conectada ao
esôfago. A porção inferior esvazia-se no duodeno, a primeira parte do intestino
delgado. O estômago é dividido em quatro áreas (regiões) principais: cárdia,
fundo, corpo e pilórica. O cárdia (parte cárdica) circunda o óstio cárdico (óstio
esofagogástrico). A porção acima e à esquerda da parte cárdica é o fundo
gástrico. Inferiormente ao fundo está a grande porção central do estômago,
denominada corpo gástrico. A região estreita inferior é a pilórica. Entre a parte
pilórica e o duodeno situa-se o músculo esfíncter do piloro (um esfíncter é um
círculo espesso de músculo em torno de um óstio).

Pâncreas: situa-se posteriormente ao estômago. As secreções passam do


pâncreas ao duodeno pelo duto pancreático, que se une ao duto colédoco que
traz a bile do fígado e vesícula biliar, penetrando no duodeno como um duto
único (ampola hepatopancreática). O pâncreas é composto de dois tipos de
células. Pequenos tipos de células epiteliais glandulares, as ilhotas
pancreáticas (ilhotas de Langerhans), constituem a porção endócrina do
pâncreas, que produz os hormônios glucagon e insulina. Os ácinos são
glândulas exócrinas que secretam uma mistura de enzimas digestivas
denominadas suco pancreático.

Fígado: é a glândula mais pesada do corpo, pesando cerca de 1,4 kg no adulto


médio. Ele está localizado inferiormente ao músculo diafragma, principalmente
no lado direito do corpo. Ele é revestido por uma cápsula de tecido conjuntivo
que, por sua vez, é revestida de peritônio, a túnica serosa que reveste a
maioria das vísceras. O fígado é dividido pelo ligamento falciforme em dois
lobos principais: o lobo direito e o lobo esquerdo. Os lobos são compostos de
unidades funcionais denominadas lóbulos. Um lóbulo consiste de fileiras de
hepatócitos dispostas radialmente em torno de uma veia central. Os
hepatócitos produzem bile, e esta entra nos dutos hepáticos direito e esquerdo,
que se unem para deixar o fígado como o duto hepático comum. O duto
hepático comum então se une ao duto cístico da vesícula biliar e os dois
formam o duto colédoco. Este frequentemente se une ao duto pancreático,
constituindo a ampola hepatopancreática que se abre no duodeno.

Vesícula Biliar: é um saco em forma de pera, localizada em uma depressão


sob o fígado. A túnica muscular, a camada média da parede, consiste de fibras
musculares lisas que se contraem após uma estimulação hormonal, para ejetar
o conteúdo da vesícula biliar no duto cístico. A vesícula biliar concentra e
armazena bile até que ela seja necessária no intestino delgado. A bile penetra
no intestino delgado através do duto colédoco. Quando o intestino delgado está
vazio, um esfíncter em torno da ampola hepatopancreática se fecha, e a bile
retorna ao duto cístico e vesícula biliar para armazenamento.

Intestino Delgado: é um tubo que mede cerca de 2,5 cm de diâmetro e cerca


de 5 m de comprimento, e é dividido em três seguimentos. O duodeno, a parte
mais curta (cerca de 25 cm) se origina no piloro do estômago (piloro
gastroduodenal) e se continua com o jejuno. O jejuno tem cerca de 1 m de
comprimento e estende-se até o íleo. A porção final do intestino delgado, o íleo,
mede cerca de 2 m e une-se ao intestino grosso na papila ileal. Uma vez que
quase toda a absorção de nutrientes ocorre no intestino delgado, sua estrutura
é especialmente adaptada para esta função. Seu comprimento fornece uma
grande área para a absorção, e esta área é aumentada ainda mais por
modificações na estrutura de sua parede.

Intestino Grosso: mede cerca de 6,5 cm de diâmetro e cerca de 1,5 m de


comprimento. Ele se estende do íleo ao ânus e está fixo á parede posterior do
abdome pelo mesocolo. O intestino grosso é dividido em quatro partes
principais: ceco, colo, reto e canal anal. As funções gerais do intestino grosso
são o término da absorção a manufatura de certas vitaminas, a formação e a
expulsão das fezes do corpo.

4. Explicar os processos de digestão e absorção de carboidratos e


proteínas:

Carboidratos

Os carboidratos ingeridos são polissacarídeos, dissacarídeos (sacarose,


lactose, maltose e trealose) e pequenas quantidades de monossacarídeos
(glicose e frutose). Apenas os monossacarídeos são absorvidos pelas células
epiteliais. Dessa forma, para serem absorvidos, todos os carboidratos devem
ser digeridos até os monossacarídeos glicose, galactose ou frutose. Estes são
os três produtos finais da digestão dos carboidratos, e todos são absorvíveis
pelas células epiteliais intestinais.

A glicose e a galactose são absorvidas, através da membrana apical, por


mecanismos envolvendo cotransporte Na+ -dependente. A frutose é absorvida
por difusão facilitada. A seguir, os monossacarídeos transportados movem-se
para fora das células epiteliais por difusão facilitada e penetram nos capilares
das vilosidades. Dali, eles são transportados ao fígado através do sistema
porta do fígado, e então ao coração e à circulação geral.

Proteínas

As proteínas da dieta são digeridas por proteases no estômago e no intestino


delgado, até formas absorvíveis (aminoácidos, dipeptídeos e tripeptídeos) e,
então, absorvidas para a corrente sanguínea. As proteínas contidas nas
secreções gastrointestinais (p. ex., enzimas pancreáticas) são similarmente
digeridas e absorvidas.

A maioria das proteínas é absorvida como aminoácidos, e o processo ocorre


principalmente no duodeno e no jejuno. O transporte dos aminoácidos para as
células epiteliais das vilosidades ocorre por transporte ativo, e a partir dali por
difusão à corrente sanguínea. Eles seguem a mesma via que os
monossacarídeos.

5. Conhecer o processo de absorção de águas e eletrólitos

Absorção de Água

O volume total de líquido que entra no intestino delgado a cada dia é de


aproximadamente 9,3 litros. Quase todo esse líquido é absorvido no intestino
delgado; o restante, cerca de 0,1 litro (100 ml), passa para o intestino grosso,
onde a maior parte dele também é absorvida. A absorção de água ocorre por
osmose.

Absorção de Eletrólitos

Grande parte dos eletrólitos absorvidos pelo intestino delgado provém das
secreções gastrointestinais, e alguns são parte dos alimentos e líquidos
ingeridos. Os íons de sódio (Na+) são transportados ativamente para fora das
células epiteliais intestinais após terem atingido as mesmas por difusão e
transporte ativo. Assim, a maior parte do Na+ nas secreções gastrointestinais é
reabsorvida e não perdida nas fezes. Os íons cloreto, iodeto e nitrato podem
acompanhar passivamente os íons sódio ou ser transportados ativamente. Os
íons cálcio também são absorvidos ativamente, e seus movimentos dependem
do hormônio da glândula paratireoide e da vitamina D. Outros eletrólitos como
o ferro, o potássio, o magnésio e o fosfato também são absorvidos por
transporte ativo.

Fontes:

TORTORA, Gerard J. Fundamentos de Anatomia e Fisiologia. 4.ed. Porto


Alegre: Artmed.

GUYTON, Arthur C. Fisiologia Humana. 6.ed. Rio de Janeiro: Guanabara.

CONSTANZO, Linda S. Fisiologia. 4.ed. Rio de Janeiro; Elsevier.

Sites de internet.