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Edição Especial

INOVAÇÃO PARA SAÚDE, QUALIDADE DE VIDA E


SEGURANÇA NAS EMPRESAS BRASILEIRAS

Organização
Alberto José Niituma Ogata

Co-organizadora
Viviane Coelho Lourenço

2017
TEMAS AVANÇADOS
EM QUALIDADE DE VIDA
VOL. 6

Edição Especial
INOVAÇÃO PARA SAÚDE, QUALIDADE
DE VIDA E SEGURANÇA NAS
EMPRESAS BRASILEIRAS

Organizador
Alberto José Niituma Ogata

Co-organizadora
Viviane Coelho Lourenço

Capa, projeto gráfico


e editoração eletrônica:
Studio Moons Copyright © 2017 by Alberto José Niituma Ogata e
studiomoons@uol.com.br SESI – Departamento Nacional

Impressão: Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida,


Midiograf desde que citada a fonte.

Catalogação elaborada pela Bibliotecária Roseli Inacio Alves


CRB 9/1590

T278 Temas avançados em qualidade de vida v.6 / Alberto José Niituma Ogata
organizador ...[et al.]. – Londrina : Midiograf, 2017.
288 p. : il.

Vários colaboradores.
Inclui bibliografia.
ISBN: 978-85-8396-104-8

1. Saúde do trabalhador – Ergonomia. 2. Gestão de segurança – Trabalho.


3. Inovação – Saúde e segurança. 4. Qualidade de vida no trabalho. 5. Longe-
vidade. 6. Higiene ocupacional. 7. Ogata, Alberto José Niituma.

CDU 658.512.2:614.8

Impresso no Brasil
Printed in Brazil
TECNOLOGIAS
PARA SAÚDE
Eloisio Andrey Bergamaschi
Fernanda Vargas Amaral
Greice Bordignon
Luciano Caminha Junior
Marcela Purificação
Rodrigo Bastos Fernandes
Viviane Coelho Lourenço
Marcelo Benedet Tournier

TECNOLOGIAS
PARA SAÚDE 193
R
ecursos tecnológicos para agilizar o diagnóstico de doenças, we-
arables (dispositivos “vestíveis”) para monitoramento contínuo
de pacientes críticos, sistemas de gestão de prontuários online,
big data para auxiliar na realização de diagnósticos e tratamentos, in-
terfaces entre cérebro e computador (BCI - brain-computer interface) e
exoesqueletos. Estes são apenas alguns exemplos das verdadeiras revolu-
ções tecnológicas promovidas na área da saúde neste e no último século,
que modificaram a forma de gerir e produzir recursos; coletar, analisar e
armazenar dados; de trocar informações e até mesmo a forma como as
pessoas se relacionam na sociedade.
Num brevíssimo resumo sobre a origem e desenvolvimento da tec-
nologia, identifica-se que essa palavra tem suas raízes em duas palavras
gregas: techné e logia. A primeira refere-se à técnica, ou à arte de fabri-
car, construir, modificar, enquanto a segunda refere-se à razão, ao estudo
(VERASZTO et al. 2008). Combinando as duas referências temos tecno-
logia como: o estudo da técnica ou o estudo dos processos de modifica-
ção, construção e fabricação.
Apesar de sua etimologia grega, o termo evoluiu com o passar dos
anos e, conforme diferentes sociedades foram se organizando no decorrer
dos séculos, assumiu sentidos mais amplos. Para Verazto e colaboradores
(2008), tecnologia é o “conjunto de saberes inerentes ao desenvolvimento
e concepção dos instrumentos (artefatos, sistemas, processos e ambientes)
criados pelo homem através da história para satisfazer suas necessidades
e requerimentos pessoais e coletivos”.
Ao longo da história, as tecnologias impulsionaram e foram impul-
sionadas pelas ambições humanas, sendo promotoras de mudanças na

TECNOLOGIAS
PARA SAÚDE 195
forma como as sociedades se organizaram, na forma como o ser humano
interage com o mundo e como se relaciona com os seus pares. Agora, na
atualidade, uma nova revolução se apresenta e devemos vivenciar, em
breve, mudanças significativas que impactarão em todas as esferas de
nossa sociedade. Neste capítulo, nosso foco são as mudanças na saúde e
segurança no trabalho nessa nova era.

A 4ª revolução industrial e os
paradigmas para a saúde

Estamos imersos à quarta revolução industrial, a chamada Indústria


4.0, que se refere à digitalização e à integração de cadeias de valor e pro-
dutos ou serviços de TI (tecnologia da informação). Máquinas e seres
humanos conectados, interagindo em tempo real, criarão oportunidades
de manter ou ampliar o relacionamento com os clientes, mas também
tornarão mais intensa a concorrência por eles.
Enquanto a terceira revolução industrial focava na automatização
do processo mecânico, a quarta revolução foca, além da digitalização de
ativos físicos, na integração de escalas digitais e em valor agregado na
cadeia de parceiros (WORLD ECONOMIC FORUM, 2016). Na saú-
de, há uma crescente utilização de recursos tecnológicos, como weara-
bles para diagnóstico e monitoramento. Já na segurança, as tendências
apontam para tecnologias como realidade aumentada e exoesqueletos
aplicados à indústria para facilitar tarefas de produção, reduzir erros e au-
mentar a produtividade, além do uso de tecnologias para a supervisão de
normas internas e de segurança – como EPI (Equipamentos de Proteção
Individual) e EPC (Equipamentos de Proteção Coletiva).
Em ambos os casos, para gerar receitas adicionais, às indústrias
agregam ao seu portfólio produtos com funcionalidades digitais e intro-
duzem serviços inovadores de data analytics. As áreas de genética, inteli-
gência artificial, robótica, nanotecnologia, impressão 3D e biotecnologia

196 Gestão de Programas de Qualidade de Vida


estão em pleno desenvolvimento. Além disso, essa revolução irá causar
mudanças tanto de maneira individual, nas empresas, como também nas
dinâmicas de marketing e no aumento do alcance das indústrias tanto em
países desenvolvidos como em mercados emergentes (GEISSBAUER;
VEDSO; SCHRAUF, 2016a). Para entender melhor o paradigma da
quarta revolução industrial na saúde e na segurança, é importante saber
que a Indústria 4.0 é dirigida pelos seguintes preceitos:

1. Digitalização e integração na cadeia vertical e horizontal de


valor, suportada pelo aumento real e otimização integrada do
network.
2. Digitalização das ofertas de serviços dos produtos, adicionan-
do sensores existentes ou a comunicação de dispositivos que
podem ser usados como ferramentas analíticas, assim como a
criação de novos produtos digitalizados com foco na completa
integração de soluções.
3. Modelos de negócios digitais e acesso do consumidor baseados
em dados do consumidor e plataformas integradas.

Na saúde, a tecnologia tem sido usada tanto para reabilitar quanto


para aprimorar a capacidade das funções humanas, isto é, cognição, au-
dição, visão e mobilidade. Nesse setor, o principal objetivo dos dispositi-
vos health widgets é restaurar funções prejudicadas ou mesmo aprimorar o
nível atual de capacidade humana. O uso dessas tecnologias pode ser de
forma não-invasiva ou invasiva. As tecnologias não-invasivas são indo-
lores e não requerem aplicação de ferramentas ou técnicas que propor-
cionem desconforto para o usuário. Como exemplos tem-se as já citadas
interfaces entre cérebro e computador, os wearables e exoesqueletos. As
tecnologias invasivas incluem nootrópicos (suplementos que melhoram
a memória e a cognição) e eletroquímicos. Estes envolvem administração
local de drogas ou implantação de neuroestimuladores no corpo huma-
no. Embora a maioria destes procedimentos seja indolor, a implantação

TECNOLOGIAS
PARA SAÚDE 197
de neuroestimuladores requer intervenções cirúrgicas que podem não ser
bem toleradas por todos os indivíduos (FROST; SULLIVAN’S, 2016).
Em um futuro próximo, o paciente receberá cuidados coordena-
dos, concentrados em suas necessidades específicas ao invés de ter que
buscar diferentes profissionais de saúde por conta própria. Haverá uma
maior conscientização sobre fatores de risco genéticos e serão encoraja-
dos cuidados preventivos a partir de diagnósticos precoces. Assim, será
possível prevenir estados de doença avançados e reduzir o tratamen-
to ineficaz. Em breve, tecnologias inovadoras poderão potencialmente
curar doenças como a hemofilia através da terapia de genes. O crescente
conhecimento do genoma humano, o advento dos medicamentos bioló-
gicos, a digitalização dos cuidados de saúde, o avanço nas ciências dos
materiais e o big data são algumas das tecnologias que contribuíram para
que as áreas médica e farmacêutica avançassem mais rapidamente em
prol da saúde humana nas últimas décadas. Os pacientes também terão
possibilidade de monitorar a própria saúde usando aplicativos móveis e
registros de saúde eletrônicos. (RUIZ, 2017).
A interface cérebro-computador é um exemplo de categoria de
tecnologia de reabilitação ou aprimoramento humano que foi inicial-
mente desenvolvida para aplicações de assistência médica. É um sistema
de comunicação que converte frequência de sinais emitidos pelo cérebro
em modos de controle realizados pelo computador. Esta tecnologia pode
ser usada para ajudar pessoas que sofrem de várias deficiências mentais,
como epilepsia, acidente vascular cerebral, transtorno de déficit de aten-
ção e hiperatividade (TDAH) e outros distúrbios neurodegenerativos.
Um dos avanços mais recentes inclui o uso dessas interfaces para jogos,
que se tornou possível devido a melhorias tecnológicas que levam a uma
melhor análise e interpretação dos dados obtidos pelo cérebro, coletados
em ambientes do mundo real (FROST; SULLIVAN’S, 2016).
A indústria dos dispositivos vestíveis, como monitores de atividade
física e cardíaca, cresce aceleradamente e deve alcançar US$ 53,2 bi-
lhões em 2019, segundo a Juniper Research (2017). Para os anos seguin-

198 Gestão de Programas de Qualidade de Vida


tes, a disseminação destes equipamentos promete aumentar exponen-
cialmente a quantidade de dados de saúde gerados no mundo. Alguns
especialistas projetam que a partir de 2020 a quantidade desses dados
duplicará a cada 73 dias, e um ser humano comum produzirá algo em
torno de 1 milhão de GigaBytes de dados de saúde ao longo de sua vida
(MESKÓ, 2015). Existem wearables especializados em monitorar sinais
fisiológicos, como pulso cardíaco, resposta galvânica da pele, frequência
respiratória e até mesmo ondas cerebrais, acompanhando o estado do
usuário por longos períodos de tempo, incluindo o sono. A expectati-
va com estas tecnologias é que em breve profissionais de saúde sejam
capazes de fornecer diagnósticos mais precisos e personalizados a partir
do conhecimento do histórico de cada indivíduo, além de permitir que
doenças sejam diagnosticadas em estágios muito mais precoces. Em um
futuro um pouco mais distante, os dados individuais serão analisados por
inteligências artificiais, trabalhando conjuntamente aos profissionais de
saúde em intervenções e diagnósticos ainda melhores.
Os exoesqueletos, ou robôs wearables, são projetados para serem
usados ​ao lado de membros humanos que podem ou não substituir a
ação e função desses membros. Um exoesqueleto geralmente é uma tec-
nologia que aumenta, complementa, substitui ou melhora a capacidade
e funções humanas. Estes dispositivos mecânicos se encaixam no corpo
do usuário e trabalham em conjunto com os movimentos do usuário.
Esta tecnologia é amplamente pesquisada na parte da robótica espacial
para ajudar a melhorar a função intestinal e da bexiga, melhorar a saúde
mental e física, melhorar o sono, diminuir a gordura corporal e a dor e, o
mais importante, melhorar a postura e o equilíbrio. A “ReWalk Robotics”
atualizou recentemente o seu produto “ReWalk Exoskeleton” para sua sex-
ta geração. Esse exoesqueleto é um sistema leve, alimentado por bateria,
com motores nas articulações do quadril e do joelho. Ao medir mudan-
ças sutis no centro de gravidade do paciente, o exoesqueleto controla o
movimento do corpo (FROST; SULLIVAN’S, 2016).

TECNOLOGIAS
PARA SAÚDE 199
Já os dispositivos eletroquímicos podem ser definidos como produ-
tos e técnicas que modificam as funções do corpo humano através de esti-
mulação elétrica ou de outra forma. Essas técnicas podem ser empregadas
tanto para o alívio da dor, através de implantes que visam nervos especí-
ficos, como para melhorar a gama de funcionalidades do corpo humano.
Os eletroquímicos podem ser categorizados como neuroestimuladores e
neuroprotéticos. Ambas as categorias são áreas separadas e possuem um
mercado considerável em seus segmentos, além de um imenso potencial
para tratar uma área de doenças variadas (FROST; SULLIVAN’S, 2016).
Dentro dos neuroestimuladores existem algumas tecnologias que já estão
sendo utilizadas nos Estados Unidos e foram aprovadas pelo Food and
Drug Administration - FDA, a exemplo da estimulação Nervo Sacral,
para o tratamento da incontinência urinária. Os nervos sacrais contro-
lam a veia, o movimento intestinal e as funções anais. A estimulação dos
nervos sacrais com corrente elétrica normaliza o movimento desses mús-
culos e estabiliza o controle do intestino e da bexiga. Entre as tecnologias
emergentes estão a estimulação cortical, que é feita através da estimula-
ção elétrica direta do córtex cerebral, onde regiões específicas do cérebro
são direcionadas principalmente para tratar condições como a epilepsia,
e a estimulação carotídea, que é capaz de tratar hipertensão estimulan-
do eletricamente a artéria carótida. Vários receptores no cérebro já são
estudados por pesquisadores. Esses receptores interagem com drogas ou
nootrópicos que resultam em aprimoramento da cognição, a exemplo
dos receptores de acetilcolina, receptores adrenérgicos e receptores de
canabinoides (FROST; SULLIVAN’S, 2016).
A detecção não-invasiva de sinais cerebrais combinada com avan-
ços tecnológicos na miniaturização de dispositivos e comunicação sem fio
impulsionará o mercado nos próximos 10 anos. Demandas de tecnolo-
gias assistivas, independentes para as pessoas que sofrem com distúrbios
debilitantes das extremidades inferiores e afetadas pela paralisia ou he-
miparesia, são soluções cada vez mais exigidas que podem melhorar sua
qualidade de vida, através da assistência na caminhada ou na melhoria

200 Gestão de Programas de Qualidade de Vida


do padrão de marcha. Este é um dos principais impulsionadores das
aplicações BCI (as interfaces cérebro-computador), especialmente em
exoesqueletos e próteses que trazem a normalidade de volta à vida do
paciente (FROST; SULLIVAN’S, 2016).
No campo da melhoria da performance humana, já há no mercado
uma série de ferramentas que podem ser usadas para reduzir sistemati-
camente a chance de erro humano. Essas ferramentas podem ser vis-
tas como veículos para fortalecer as habilidades mentais e sociais, que
complementam as habilidades técnicas do trabalhador para promover o
desempenho de tarefas de forma mais segura e eficiente, como reduzir o
tempo da tomada de decisão durante o trabalho, em particular durante
suas etapas mais críticas (MUSCHARA, 2012).
Além disso, uma tendência ascendente são as soluções portáteis
para maior penetração de aplicativos, os dispositivos que podem ser co-
nectados a telefones celulares de forma transparente e que possuem uma
aplicação para rastrear sua atividade e fornecer análises detalhadas. O
aprimoramento cognitivo poderia ser na forma de melhores habilidades
lógicas, melhor atenção e foco em acadêmicos, aprimoramento da me-
mória, do alerta, da vigília e do desempenho em vários campos. Espera-se

Figura 1 Ilustrações sobre Tecnologias assistivas


Fonte: Meskó (2015)

TECNOLOGIAS
PARA SAÚDE 201
que a tendência cresça rapidamente nos próximos cinco anos, já que a
maioria dos medicamentos atuais que melhoram a cognição são apenas
prescritos e não estão disponíveis (FROST; SULLIVAN’s, 2016).
O cuidado com a segurança no ambiente de trabalho agora virá
com um certo grau de individualização, graças aos métodos mais preci-
sos de tomada de decisão computadorizados. A crescente sofisticação
de computadores e softwares deve permitir que a tecnologia da infor-
mação desempenhe um papel vital na redução de risco, por meio da ra-
cionalização de cuidados, captura e correção de erros, auxiliando a to-
mada de decisões, e fornecendo feedback sobre o desempenho (BATES;
GAWANDE, 2003).
Na segurança do trabalho, as principais classes de estratégias
para prevenir erros e eventos adversos incluem ferramentas que podem
melhorar a comunicação e tornar o conhecimento mais acessível. Essas
ferramentas disponibilizam informações importantes, ajudam nos cálcu-
los, realizam verificações em tempo real, auxiliam no monitoramento e
fornecem apoio à decisão (BATES; GAWANDE, 2003). Neste sentido,
os autores Gonçalves e Grilo (2010) propõem uma abordagem sistêmica
para uma “nuvem de serviços” que permitirá um acesso universal aos
modelos de construção da informação, por qualquer sistema, aplicação
ou usuário que estejam conectados à web.
Sistemas avançados de segurança do trabalho começam a basear-
-se em padrões comportamentais (por exemplo sistemas capazes de an-
tecipar os comportamentos e suas consequências) e sistemas capazes de
cobrir corretamente barreiras organizacionais (ou seja, deficiências do
sistema de gerenciamento) que inibem a ocorrência de atos seguros e,
portanto, podem provocar acidentes (WACHTER; YORIO, 2014). Na
construção civil, por exemplo, vem sendo introduzido um modelo de in-
formação de construção, em inglês Building Information Modeling (BIM).
Com ele, é possível fazer com que todas as partes interessadas recuperem
e gerem informações do mesmo modelo, fazendo com que funcionem de
forma coesa (ČUŠ; PODBREZNIK; REBOLJ, 2010). O sistema otimiza

202 Gestão de Programas de Qualidade de Vida


o desempenho numa obra, já que em condições de mudança contínua,
as regras de tomada de decisão para avaliar se um componente indivi-
dual é considerado de boa qualidade, ou se um local de construção é
seguro, também variam conforme a construção progride (DING; ZHOU;
AKINCI, 2014).
Neste contexto de maior relacionamento e concorrência mais
intensa, uma estratégia da indústria 4.0 será a cocriação e a customi-
zação dos produtos para aprofundar o relacionamento com clientes. A
integração digital com o cliente e novas oportunidades tecnológicas que
aproximam o processo de produção, como a impressão 3D, permitirão
uma maior adequação e personalização dos produtos (GEISSBAUER;
VEDSO; SCHRAUF, 2016b). Para os clientes haverá um maior empo-
deramento, já que eles estarão no centro da cadeia de valor dos servi-
ços. Os produtos, sistemas e serviços irão aumentar a customização de
acordo com as necessidades dos clientes. Neste sentido, a quarta grande
revolução também representa uma nova maneira de fazer negócios. Essas
mudanças irão transcender as fronteiras das empresas e, provavelmente,
ampliarão os mercados consumidores e os países onde são feitos os negó-
cios (GEISSBAUER; VEDSO; SCHRAUF, 2016a).

Tecnologias para saúde no ambiente de


trabalho

Comportamentos não saudáveis e inseguros, sob a ótica do am-


biente de trabalho, podem provocar custos onerosos às organizações em
termos de absenteísmo, já que as faltas ao trabalho, quando motivadas
por doenças ou acidentes, são um indicador tradicional de impacto na
produtividade, e também em termos de presenteísmo (pouca concentra-
ção no trabalho, o que ocasiona baixa produtividade). Em muitos países,
os maiores custos com saúde corporativa estão ligados aos fatores de ris-
co (obesidade, sedentarismo, estresse, problemas músculo-esqueléticos,

TECNOLOGIAS
PARA SAÚDE 203
entre outros). Ou seja, trabalhadores não saudáveis ​​e trabalhadores que
não costumam tomar medidas de segurança podem realmente levar a
maiores custos de substituição da mão de obra. Além disso, existem
os custos associados a reivindicações de invalidez de longo prazo e de
curto prazo. Dependendo do país, alguns desses custos de invalidez são
legalmente exigidos, podendo ser substanciais para a empresa. Há ain-
da custos associados a tratamentos médicos e a medicamentos (ELLER
EXECUTIVE EDUCATION, 2015).
A promoção da saúde e a prevenção de doenças são consideradas
soluções viáveis para reduzir o alto custo com a assistência médica nas
empresas. A construção de modelos assistenciais com foco na promoção
da saúde e diminuição de riscos passou a ser um nicho importante para
os prestadores de serviço de saúde. Essa é uma tendência reforçada pela
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que tem atuado no
sentido de criar incentivos às operadoras a desenvolverem programas de
promoção da saúde e prevenção de doenças (KLEIN; HOSTETTER;
MCCARTHY, 2014).
Podemos observar os custos associados ao volume de negócios e
os custos dos trabalhadores que saem devido a ambientes de trabalho
insalubres. Estas são coisas que nos custarão perda de produtividade e
perda de conhecimento quando esse trabalhador sair pela porta, além do
impacto social resultante. Normalmente, as pessoas restantes, que ficam
quando o trabalhador sai, tem de fazer mais e, assim, acabam ficando
sobrecarregadas e estressadas. Isso tem custos. Há custos de treinamento
para as substituições e no recrutamento e contratação. Dependendo do
nível do empregado em uma organização, o custo médio do volume de
negócios varia de cerca de 40 a 200% do seu salário anual. Então, para
cada empregado que se perde, o custo para substituí-lo fica nessa faixa,
quando somados todos esses custos associados ao volume de negócios
(ELLER EXECUTIVE EDUCATION, 2015).
Em contrapartida, os benefícios de criar um local de trabalho
saudável associado ao recrutamento e retenção, influenciam em uma

204 Gestão de Programas de Qualidade de Vida


redução do custo de recrutamento. O aumento da retenção leva a um
benefício associado a locais de trabalho saudáveis. Maior desempenho,
maior criatividade, maior cidadania ou comportamentos saudáveis são
realmente próprios de trabalhadores que estão progredindo e indo além.
Para a empresa, sugere-se que a organização, a reputação e o risco po-
dem ser associados a custos mais elevados de seguro de saúde, maio-
res custos de compensação de trabalhadores, multas legais, honorários
legais, maiores despesas de pessoal. Do lado dos benefícios, criar locais
de trabalho saudáveis e seguros pode
​​ resultar em uma redução desses
custos, assim como em benefícios associados ao aumento da produtivida-
de, aumento da inovação e retenção de talentos (ELLER EXECUTIVE
EDUCATION, 2015).
Nesse sentido, constatamos que o setor de saúde privada no Brasil
apresentou crescimento acelerado nos últimos anos, não somente pelo
aumento do poder aquisitivo da população, que busca melhores serviços
de saúde, mas também pela disponibilidade de recursos para o desenvol-
vimento de inovações tecnológicas (por exemplo, produtos para agilizar
o diagnóstico de doenças, wearables para monitoramento contínuo de
pacientes críticos, sistemas de gestão de prontuários online, big data para
a identificação de diagnósticos e tratamentos). Com a disseminação de
recursos mobile (smartphones e tablets) e a permeabilidade da internet,
tornou-se possível a realização de tratamentos online, uma tendência
emergente no setor de saúde (KLEIN; HOSTETTER; MCCARTHY,
2014).
A computação em nuvem deve facilitar, por exemplo, o crescimen-
to das plataformas interoperáveis em Saúde (HIE – Health Information
Exchange), possibilitando uma sensível redução de custos. Assim a tec-
nologia proposta beneficia a indústria por manter seus trabalhadores
mais saudáveis, bem como por reduzir em médio prazo seus custos com
tratamento de doença e afastamentos. Ainda, reforça igualmente sua
imagem de responsabilidade social junto aos seus fornecedores, clientes
e concorrentes. Com essa nova maneira de fazer gestão em saúde e segu-

TECNOLOGIAS
PARA SAÚDE 205
rança, será possível a criação de uma outra economia de saúde, com base
no aumento da eficiência das pessoas que trabalham nessas áreas, que
serão capacitadas para serem responsáveis por sua própria saúde e segu-
rança. Assim, as empresas terão um valor agregado maior aos olhos dos
seus consumidores. Os empresários devem estar mais informados sobre
as oportunidades de lucros nestas áreas, bem como o potencial para cau-
sar impacto social com a criação de ferramentas que melhorem o aten-
dimento de populações de alta necessidade e vulnerabilidade (KLEIN;
HOSTETTER; MCCARTHY, 2014).

Tecnologias para saúde em prol do


comportamento seguro e saudável do
trabalhador

O processo de globalização, o avanço e a redução nos custos de im-


plantação tecnológica vem, a passos largos, contribuindo para a moder-
nização de máquinas, equipamentos e instalações. Contudo, esse avanço
não está, necessariamente, acompanhado da capacitação das pessoas
quanto a conhecimentos específicos que permitam mitigar a ocorrência
de acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais. Neste mesmo cená-
rio, os clientes passaram a exigir que os produtos e serviços estejam con-
dizentes com aspectos éticos e de responsabilidade quanto à proteção à
integridade física e saúde de seus trabalhadores (CHAIB, 2005). A partir
disto, a indústria passou a demonstrar maior preocupação com a gestão
da Segurança e Saúde do Trabalho (SST) para melhorar sua imagem
diante dos sindicatos, empregados, comunidade, clientes e acionistas.
Como resultado dessa preocupação, as empresas obtiveram aumento de
produtividade e redução das faltas ao trabalho.
As tecnologias de SST disponíveis no mercado brasileiro abran-
gem, majoritariamente, softwares de Gestão de SST e sistemas web para
treinamentos e verificação de conformidade legal (check-list de Normas

206 Gestão de Programas de Qualidade de Vida


Regulamentadoras). Alguns exemplos de soluções que utilizam essa
abordagem são:

• SST Fácil​, aplicativo da Fundacentro que tem por objetivo


disponibilizar informações e boas práticas de SST por meio de
uma série de perguntas (no modelo de um jogo ou quiz) rela-
cionadas aos temas: Introdução à SST; Transporte; Educação
em SST; Ergonomia e Segurança Química.
• Moblean​, aplicativo que permite monitorar e gerenciar as ro-
tinas de segurança do trabalho em campo, relacionadas aos
requisitos das Normas Regulamentadoras (NR).
• Safework é um sistema voltado para concessionárias de ener-
gia elétrica para suporte à gestão das inspeções de segurança
do trabalho, visando a verificação da aplicação das normas e a
prevenção de acidentes.
• SafetyTec​, empresa desenvolvedora de soluções tecnológicas
que auxiliam em rotinas de qualificação à distância e gestão de
Equipamentos de Proteção Individuais - EPIs.
• dataSEESMT, um sistema que possibilita a gestão e emissão
de documentos de SST, controle e gestão de riscos, cadastro e
gerenciamento dos eventos do eSocial.

Entre essas soluções, é possível notar as linhas voltadas para qua-


lificação à distância, auxílio à gestão e cumprimento de normas e gestão
de EPIs.
Dentre as tecnologias que têm recebido crescente atenção e ado-
ção estão os wearable devices, aplicados na indústria com a finalidade de
facilitar tarefas de produção, reduzir erros e aumentar a produtividade,
uma vez que essa tecnologia disponibiliza informações mesmo diante da
passividade do usuário. Uma companhia do setor aeroespacial procurou
por muitos anos uma solução tecnológica para facilitar as atividades de
montagem dos conjuntos de sistemas elétricos dos aviões, com a finali-

TECNOLOGIAS
PARA SAÚDE 207
dade de reduzir erros e melhorar as condições de trabalho. Em 2008, em
parceria com a Google, passou a utilizar o wearable Google Glass para
substituir o método convencional de instrução (manual físico) e consta-
tou que o tempo de produção caiu em 25%, além de cortar pela metade
a taxa de erros.
Uma outra iniciativa utilizando wearable como ferramenta para
promover segurança no ambiente de trabalho foi realizada pela minera-
dora Vale em 2012. A empresa iniciou um projeto piloto em novembro de
2012, em Itabira (MG), para testar a eficiência da tecnologia de identifi-
cação por radiofrequência (RFID) como instrumento para dar agilidade
e eficiência no controle de sua política de segurança no trabalho. Antes
do sistema RFID, a fiscalização sobre a adequação de cada funcionário
aos procedimentos e regras necessários para a manutenção da segurança
era realizada manualmente, por meio de papéis impressos e verificações
um a um, processo que demandava tempo e poderia levar a falhas na
verificação do cumprimento das agendas de treinamentos e exames por
parte dos trabalhadores. Com a implantação do RFID, a empresa obteve
ganhos importantes no acompanhamento individualizado com mais efi-
ciência e dinamismo. Estes dois exemplos mostram a busca das indústrias
por soluções tecnológicas que facilitem o acompanhamento e monitora-
mento das ações de SST diariamente de forma eficiente e dinâmica.

A gestão em saúde por meio das


tecnologias

A tecnologia digital promete revolucionar a produção industrial,


reduzindo custos e ampliando as oportunidades de receita. É uma trans-
formação que traz grandes desafios para as empresas. Entretanto, ao con-
trário do que muitos pensam, o maior desafio desta revolução industrial
não são as tecnologias, mas sim as pessoas. Além do investimento de ca-
pital exigido, será preciso investir no desenvolvimento de novas compe-

208 Gestão de Programas de Qualidade de Vida


tências e de uma cultura digital na organização. Enquanto as tecnologias
industriais são implementadas de maneira rápida e fácil, o sucesso dessa
transformação irá depender de como os líderes (os CEOs das empresas,
por exemplo) irão dirigir este processo migratório na forma como as ta-
refas são executadas pelos trabalhadores. As pessoas deverão estar mais
capacitadas e ganhar mais conhecimentos. Por este motivo, as empresas
terão que investir no treinamento dos trabalhadores e saber conduzir
estas mudanças organizacionais (GEISSBAUER; VEDSO; SCHRAUF,
2016a).
As tecnologias de saúde digital, que vão desde sensores e tecno-
logias de diagnóstico portáteis até ferramentas de telemedicina e apli-
cativos de cuidados de saúde móveis, têm o potencial de transformar o
sistema de gestão em saúde ao capacitar os consumidores a desempenhar
um papel ativo em seus cuidados e definir quais serviços são importantes
para eles. Essas tecnologias também estão modificando o modo como
empresas, prestadoras de serviços de saúde, seguradoras e outras for-
mas de gestão em saúde analisam um crescente número de dados para
identificar necessidades reais não atendidas, assim como para medir os
resultados dos tratamentos e adaptar as intervenções que devem ser fei-
tas nos pacientes. Esse tipo de tecnologia possibilita restringir os gastos
com cuidados de saúde e pode desempenhar um papel nos modelos de
pagamento que responsabilizam os prestadores de serviços de saúde pela
qualidade e pelos custos operacionais do tratamento. Por meio do uso de
tecnologia também é possível analisar os dados eletrônicos sobre as expe-
riências clínicas para identificar as necessidades que não foram satisfeitas
e os resultados dos tratamentos (KLEIN; HOSTETTER; MCCARTHY,
2014).
Fechar as lacunas de conhecimento entre consumidores, desen-
volvedores, empresários, executivos de cuidados de saúde e investidores
pode encorajar todas as partes a se concentrar em soluções que visam
os problemas de saúde mais graves do sistema. Os médicos também pre-
cisam de novas tecnologias para lidar com as complexas interações hu-

TECNOLOGIAS
PARA SAÚDE 209
manas, correções de cursos de tratamento, monitoramento contínuo e
outras atividades que tornam a medicina uma arte e uma ciência. Uma
abordagem promissora encorajada pelo Vale do Silício e o setor de cui-
dados de saúde é a criação de hackathons médicos, maratonas para bus-
car soluções tecnológicas envolvendo grupos de tecnologia, agências
governamentais, hospitais ou universidades. O objetivo dos hackathons
não é resolver problemas em questão de dias, mas provocar ideias e
colaborações entre parceiros que de outra forma poderiam não ocorrer
(KLEIN; HOSTETTER; MCCARTHY, 2014).
Estima-se que os líderes do setor industrial no mundo invistam 5%
da sua receita anual na digitalização de funções essenciais das cadeias
vertical e horizontal de suas empresas, o que corresponde a um total de
US$ 907 bilhões por ano até 2020. A maior parte desses investimentos
será em tecnologias digitais com sensores ou dispositivos de conectivi-
dade, assim como softwares e aplicações, como sistemas de execução de
manufatura. Para isso, as companhias industriais deverão desenvolver
uma estrutura organizacional robusta que suporte os dados analíticos
com capacidade de nível empresarial. No Brasil, apenas 9% das empre-
sas se classificam como avançadas em níveis de digitalização, mas elas
apostam em um crescimento acelerado nessa área nos próximos anos.
Em 2020, a expectativa é que o percentual salte em cinco anos para 72%
das empresas brasileiras (GEISSBAUER; VEDSO; SCHRAUF, 2016a).
As mudanças provocadas pelos avanços nas tecnologias de infor-
mação e comunicação para as indústrias de arquitetura, engenharia e
construção, por exemplo, onde é vital o respeito à segurança do trabalho,
devem ser acompanhadas de outras mudanças nos processos de geren-
ciamento. Por isso a necessidade de uma abordagem unificada do geren-
ciamento de projetos que envolva a definição de um conjunto de visões
comuns amplamente aplicáveis sobre as informações do projeto, definin-
do explicitamente as inter-relações entre as informações nestas visões
diferentes e modificando ferramentas e procedimentos de gerenciamento
de projetos para trabalhar com essas visões integradas (FROESE, 2010).

210 Gestão de Programas de Qualidade de Vida


Nessa perspectiva, Samuel et al. (2009) desenvolveram um sistema de
gestão de produção pré-moldado utilizando a tecnologia RFID, mobi-
lizando informações como a quantidade da produção, a quantidade de
materiais, inspeção de controle de qualidade e de inventário e gestão de
informações de transporte.
O gerenciamento automatizado na segurança do trabalho tende a
detectar e eliminar as causas do erro humano (e, portanto, acidentes ou
eventos) no local de trabalho, tanto das perspectivas de gerenciamento
de segurança quanto mecanismos comportamentais dos trabalhadores
(WACHTER; YORIO, 2014). No caso da construção civil, por exemplo,
a gestão eficiente da segurança dos profissionais que trabalham nas obras
de uma construtora pode ser apoiada por uma solução tecnológica espe-
cializada no segmento de construção civil, que registra e controla infor-
mações para ajudar a cumprir os prazos e oferecer condições de trabalho
seguras em todas as obras que for realizar. A solução deverá ser capaz
de realizar o acompanhamento da saúde dos trabalhadores, armazenar e
cuidar de todos os detalhes e ser uma aliada e tanto da construtora quan-
do o assunto for segurança no canteiro de obras, assegurando o controle
efetivo de todas as atividades rotineiras e o cumprimento de prazos, assim
como protegendo a integridade física dos trabalhadores (CONSTRUCT,
2016).
Quando comparadas ao nível global, as empresas brasileiras ainda
estão abaixo no que se refere ao processo de digitalização. Entretanto,
elas pretendem fortalecer o desenvolvimento de novos produtos e servi-
ços digitais para clientes, através do aumento significativo da capacidade
de responder de forma flexível e mais rápida às demandas, além de ante-
cipar essas demandas. Para isso, a maioria das empresas brasileiras (56%)
espera que, em cinco anos, o uso do Google Analytics para agrupar a base
de dados dos clientes leve a avanços significativos no relacionamento
com eles e na inteligência sobre os clientes ao longo do ciclo de vida do
produto. Com isso haverá uma melhor integração de dados entre fabri-
cantes e clientes, podendo gerar novas oportunidades de colaboração.

TECNOLOGIAS
PARA SAÚDE 211
Tanto na indústria como na área da saúde, o maior foco dos investimen-
tos estará em tecnologias digitais, como dispositivos de conectividade ou
sensores, além de softwares e aplicações, como sistemas de execução de
manufatura (MES) (GEISSBAUER; VEDSO; SCHRAUF, 2016b).
Para que as empresas cresçam e aproveitem as novas oportunida-
des, precisarão estimular o desenvolvimento de talentos e pensar a força
de trabalho de maneira estratégica. As empresas não podem mais ser
consumidoras passivas de capital humano pré-fabricado. Embora a mu-
dança iminente seja uma grande promessa, os padrões de consumo, pro-
dução e emprego criados por ela também representam grandes desafios
que exigem adaptação pró-ativa, tanto por parte das corporações quanto
dos governos e indivíduos (WORLD ECONOMIC FORUM, 2016).

Figura 2 Necessidade de evolução quanto ao capital humano nas empresas


Fonte: Adaptada de World Economic Forum (2016)

212 Gestão de Programas de Qualidade de Vida


Com tantas mudanças, é preciso pensar também em confiança di-
gital. Os ecossistemas digitais só irão funcionar de maneira eficiente se
todas as partes envolvidas puderem confiar na segurança dos seus dados
e da propriedade intelectual. A confiança digital é uma questão comple-
xa e deve ser baseada em três pilares: transparência, legitimidade e efi-
cácia (GEISSBAUER, VEDSO & SCHRAUF, 2016a). O fortalecimento
da confiança do público na segurança da informação e o desenvolvimen-
to de campanhas de informação sobre compartilhamento de dados de
saúde e uso indevido desses dados também serão vitais. Isso implica não
apenas investir em ativos de segurança físicos e digitais, mas também em
medidas de segurança digitais que salvaguardem a confidencialidade dos
dados de saúde, estabelecendo procedimentos operacionais padrão para
gerenciamento seguro de dados e formação de pessoal para aplicá-los
adequadamente (RUIZ, 2017).
A criação de bancos de testes - ambientes dedicados a desenvol-
ver e aperfeiçoar ferramentas de saúde digitais - em sistemas de entrega
integrados, centros médicos acadêmicos ou outros locais - pode ajudar
a validar o impacto das tecnologias sobre os custos e a qualidade dos
cuidados, bem como sobre os aspectos clínicos. Os centros médicos aca-
dêmicos têm recursos regionais que os tornam um cenário ideal para a
inovação na prestação de cuidados de saúde, incluindo uma infraestru-
tura de pesquisa, os conhecimentos dos clínicos que estão na vanguarda
de seus campos e dados extensivos sobre as experiências dos pacientes e
resultados. Os sistemas de saúde com contratos baseados em valores ou
sistemas de entrega integrados, que incluem um plano de saúde, também
oferecem um terreno fértil para desenvolver e testar inovações, pois pos-
suem os meios para avaliar e perceber os benefícios financeiros dessas
melhorias. Isso permite que os desenvolvedores ultrapassem a simples va-
lidação da funcionalidade para determinar se novas ferramentas podem
incentivar uma mudança de comportamento, ajudar em um diagnóstico
ou alertar alguém para um problema potencial (KLEIN; HOSTETTER;
MCCARTHY, 2014).

TECNOLOGIAS
PARA SAÚDE 213
Segue o exemplo de um passo a passo para o sucesso na gestão em
negócios digitais nas áreas da saúde e segurança:

1. Mapear sua estratégia para a Indústria 4.0: avalie a sua própria


maturidade digital hoje e defina metas claras para os próximos
cinco anos, priorizando medidas que trarão mais valor para o
seu negócio e garanta seu alinhamento com a estratégia global
2. Criar projetos-piloto: use projetos-piloto para estabelecer pro-
vas de conceito e demonstrar o valor gerado para o negócio,
sabendo que nem todo projeto terá sucesso, mas eles ajudarão
você a trabalhar em uma abordagem interfuncional e ágil com
clientes e parceiros de tecnologia. A partir disso, adote uma
concepção pragmática para compensar normas ou infraestru-
turas ainda não existentes.
3. Definir e mapear detalhadamente as capacitações de que você
precisa para realizar a sua visão: mostre como fatores que pro-
movem a Indústria 4.0 (ex.: uma infraestrutura de TI ágil) po-
dem melhorar todos os seus processos de negócio. Lembre-se
de desenvolver estratégias para atrair pessoas e melhorar pro-
cessos, bem como para implementar novas tecnologias. Torne-
se um expert em dados. Use dados dos consumidores para me-
lhorar os produtos e sua utilização em campo a fim de fornecer
e construir novas ofertas de serviços.
4. Planejar uma abordagem ecossistêmica por meio do desenvol-
vimento de produtos e serviços completos para seus clientes:
os verdadeiros avanços no desempenho acontecem quando
você entende o comportamento do consumidor e pode or-
questrar o papel da sua empresa no futuro ecossistema de par-
ceiros, fornecedores e clientes. Nas fases iniciais, utilize par-
cerias ou se alinhe a plataformas, se não puder desenvolver
uma oferta completa internamente (GEISSBAUER; VEDSO;
SCHRAUF, 2016b).

214 Gestão de Programas de Qualidade de Vida


No futuro breve, investimentos significativos em inovações em to-
dos os campos da biotecnologia, nanotecnologia, tecnologia da informa-
ção, medicamentos inovadores e tecnologias relacionadas para melhorar
o gerenciamento e tratamento de doenças se tornarão imprescindíveis.
Assim, é preciso mudar a perspectiva sobre quem representa a “força
de trabalho”, para refletir os diversos profissionais que operam em um
espectro de doenças, segurança e bem-estar no ambiente de trabalho
(RUIZ, 2017).

Tecnologias e modelos preditivos


 
A grande complexidade das indústrias, no que tange às áreas de
saúde e da segurança, requerem decisões mais inteligentes e tomadas
de decisão mais precisas, de forma a alcançar os melhores resultados,
com base na dinâmica do mercado, no aumento da regulamentação dos
setores, e na maior exigência dos consumidores atuais. O aumento do
número de informações e dados disponibilizados pelas novas tecnologias,
gera a necessidade do uso de meios que possibilitem uma mineração de
dados, de forma eficiente. Neste sentido, métodos estatísticos têm sido
desenvolvidos na forma de modelos preditivos, que funcionam por meio
de aprendizagem dos dados gerados e por este motivo, aumentam sua
eficiência com o tempo e com aumento das informações disponibilizadas.
Os modelos preditivos são desenvolvidos, por meio de análises
avançadas capazes de fornecer algoritmos para avaliações complexas de
dados estruturados ou não. Essas análises permitem verificar o que está
acontecendo de modo mais profundo, que não poderia ser visto com uma
análise superficial. Essa habilidade de utilizar dados, análises e raciocí-
nio sistemático para conduzir a um processo de tomada de decisão mais
eficiente é referida como “analytics”.  Assim, “analytics” é a forma de
utilização sistemática de dados e insights desenvolvidos, por intermédio
de disciplinas analíticas aplicadas (como a estatística, por exemplo) para

TECNOLOGIAS
PARA SAÚDE 215
facilitar o processo de tomada de decisão, para realizar um melhor plane-
jamento e uma melhor gestão (DAVENPORT et al., 2013).
Existem vários tipos de análises que compõem o termo “analytics”
como por exemplo: a Modelagem Estatística, a Previsão (Forecasting), o
Data Mining, Otimização, Delineamento de Experimentos entre outras.
As análises mais avançadas incluem modelos sofisticados de estatísti-
ca, machine learning, otimização, redes neurais, métodos de previsão,
análises comportamentais, análises avançadas de texto e outras técnicas
sofisticadas de data mining. Atualmente busca-se utilização efetiva de
melhores práticas de business intelligence. Uma das práticas mais utiliza-
das é a Big Data onde técnicas de mineração de dados são aplicadas em
um grande volume de dados, visando identificar padrões de modo a gerar
informações e conhecimentos (OLIVEIRA, 2017).
Essas análises são conhecidas como análises ou modelos preditivos
porque buscam entender o que vai acontecer e permitem a identifica-
ção dos resultados mais significativos para estabelecer planos de ação

Figura 3 Análise preditiva enquanto estratégia para estabelecimento de plano de ação


e tomada de decisão
Fonte: Adaptada de PREDICTIVE ANALYTICS TODAY (2014)

216 Gestão de Programas de Qualidade de Vida


(DAVENPORT et al., 2013).  As análises preditivas contam com cada
vez mais segurança e consolidação para descobrir padrões e avaliar a pro-
babilidade de um resultado ou acontecimento futuro. Para isso, este tipo
de análise é realizado através do uso de dados, algoritmos estatísticos e
técnicas de machine learning, que visam identificar a probabilidade de
resultados futuros, tendo como base o histórico dos dados (WANSINK,
2017).
O objetivo deste tipo de tecnologia/ferramenta é ir além da esta-
tística dos relatórios sobre o que aconteceu para fornecer uma avaliação
mais precisa sobre o que vai acontecer e gerar insights que levem a uma
tomada de decisão mais adequada e às melhores ações. Os modelos pre-
ditivos utilizam os resultados conhecidos, por meio dos dados relatados,
para desenvolvimento de um modelo que possa ser usado para prever va-
lores de dados diferentes ou novos. Deste modo, o resultado deste novo
modelo estabelecido com a análise preditiva representa a probabilida-
de da ocorrência da variável estudada (WANSINK, D., 2017). Quanto
maior for número de dados depositados, maior será o aprendizado da
ferramenta e maior será a confiabilidade dos dados gerados.

1. Tecnologias e modelos preditivos na saúde


O novo paradigma para saúde é caracterizado pela coleta contínua
de sinais vitais com processamento em tempo real, de forma a possibi-
litar tomadas de decisões mais rápidas e efetivas (VISWANATHAN;
CHEN; POMPILI, 2012). Com a grande quantidade de dados de saúde
disponíveis aos provedores de saúde, muitas empresas buscam descobrir
como usar todas essas informações, de forma a reduzir custos e identifi-
car novas pesquisas e tratamentos, com o uso mais eficiente dos dados.
Dentro das informações de saúde, podem se considerar dados de históri-
cos de consultas e tratamentos, resultados de exames clínicos, pesquisas
médicas, dados extraídos de dispositivos wearables, além de outras bases
de dados que possam estar relacionadas. Considerando estes fatores, a

TECNOLOGIAS
PARA SAÚDE 217
utilização de análises avançadas pode fornecer insumos e técnicas para
lidar com a complexidade do tema e com essas bases de dados, necessá-
rias para aplicação das metodologias preditivas, que habilitem a criação
de uma estrutura de tratamento mais personalizada (SILVA, 2016).
As tecnologias de análise preditiva aumentam a precisão dos diag-
nósticos e auxiliam na medicina preventiva e na saúde pública, já que
com os milhões de documentos e estudos médicos existentes, é huma-
namente impossível atuar sem a ajuda digital. Neste sentido, modelos
preditivos podem salvar muito tempo cruzando essa enorme quantidade
de dados, economizando, inclusive, recursos que poderiam ser gastos no
atendimento médico (MESKO, 2015).  Isto porque essas tecnologias são
capazes de fornecer aos empregadores e aos hospitais as previsões rela-
tivas aos custos gerados com a saúde da pessoa. Assim, as empresas que
oferecem benefícios de saúde para os funcionários podem inserir infor-
mações de perfis de funcionários em um algoritmo de análise preditiva,
para obter informações de custos médicos e ocupacionais futuros.
Os modelos preditivos, desenvolvidos pela utilização de análise
avançadas, permitem identificar padrões existentes em dados correspon-
dentes, que podem incluir variáveis demográficas e comportamentais do
paciente. Os modelos resultantes identificam, não só os segmentos de
uma população de pacientes que são prováveis candidatos de alto custo,
como também identificam os possíveis fatores que levam os pacientes
a terem o perfil de custo elevado. Por meio de modelos preditivos, ain-
da é possível realizar previsões de taxas de internação, probabilidade de
infecções e doenças, assim como predição de potenciais pacientes para
programas de saúde e bem-estar (SILVA, 2016). Deste modo, é possí-
vel diminuir custos nos sistemas públicos e privados de saúde, busca-se
prever a ocorrência de doenças, ao invés de focar somente no diagnós-
tico e na causa, quando a patologia já se faz presente (SNYDERMAN;
YOEDIONO, 2008).
Para a indústria, este modelo permite determinar a oportunidade
de avaliar o nível de utilização dos serviços de saúde. Esse tipo de análise

218 Gestão de Programas de Qualidade de Vida


permite que os gestores tenham melhor entendimento do comportamen-
to da utilização dos planos, tendo em vista o estado de saúde dos pa-
cientes (DAVENPORT et al., 2013). Um foco de esforços e recursos em
pessoas saudáveis pode identificar fatores de predição mais robustos de
saúde e doenças, identificar intervenções mais eficazes para aperfeiçoar a
qualidade e a duração da saúde e traduzir esse conhecimento para popu-
lação de maneira eficiente, com custo razoável (SILVA, 2016). A partir
deste modelo ainda é possível identificar os indivíduos responsáveis pelo
maior custo a partir dos gastos atuais e previstos em saúde. Além disso,
as análises preditivas permitem direcionar intervenções para os grupos de
maior risco e o direcionamento correto de recursos.
No Brasil, já existe o Registro Eletrônico de Saúde que é um siste-
ma completo para registro de todas as etapas de atendimento de pacien-
tes. Este sistema permite a criação e arquivamento do histórico clínico, e
também que cada prestador de serviço tenha um Prontuário Eletrônico
do Paciente (PEP). Este prontuário possui todos os procedimentos rea-
lizados naquele local, bem como as informações básicas do usuário cen-
tralizadas em um único local. No futuro, a tendência é que cada pessoa
tenha um Registro Pessoal de Saúde, onde estarão todas as suas informa-
ções médicas registradas ao longo de sua vida, nos mais diversos pontos
de atendimento nos quais tenha passado. Atualmente, já existem ope-
radoras de saúde e redes hospitalares que agregam informações indivi-
dualizadas de seus usuários no PEP e pedem que os próprios usuários
preencham informações pessoais como hábitos alimentares e práticas
físicas, para, por meio de seu engajamento, entender seu comportamen-
to e traçar previsões. Assim, quanto mais dados estiverem estruturados,
mais informações estarão disponíveis para serem trabalhadas dentro dos
modelos preditivos na saúde (MV GESTÃO EM SAÚDE, 2017).

TECNOLOGIAS
PARA SAÚDE 219
2. Tecnologias e modelos preditivos na segurança do
trabalho

Na segurança do trabalho a tecnologia se desenvolve no sentido


das próprias máquinas conectadas serem capazes de sinalizar quando for
necessária qualquer intervenção. Isso será possível graças as análises dos
dados históricos e ao uso de técnicas estatísticas para prever possíveis fa-
lhas. Este processo é conhecido como manutenção preditiva industrial, a
qual possibilita fazer manutenção antes de um defeito acontecer, evitan-
do assim, possíveis acidentes e gastos desnecessários na produção. Essa
capacidade de conectar máquinas de trabalho, meios de transporte, we-
arables devices e até mesmo meio de transporte se conectarem via web é
conhecido como internet das coisas (Internet of Things- IoT). Por meio
da IoT além de controlar os objetos de forma virtual, é possível conectar
informações de forma remota, atuando assim, como um ponto de acesso
físico à internet (MATTERN; FLOERKEMEIER, 2010).
Kevin Ashton foi um dos criadores do termo Internet of Things
após desenvolver pesquisas no centro de Auto Identificação do Instituto
de Tecnologia de Massachusetts (Massachusetts Institute of Technology -
MIT) (SARMA; BROCK; ASHTON, 2000). Para ele, os computadores
devem ter seus próprios meios de obter informações, para que eles pos-
sam ver, ouvir e cheirar o mundo por eles mesmos, sem a necessidade da
entrada de dados pelos humanos (ASHTON, 2010). Estima-se que 8,4
bilhões de objetos que se encontram atualmente conectados via web em
2017 esse número aumente para 20,4 bilhões até 2020 (INOVE, 2017)
Essa transformação tecnológica proporciona uma mudança no pa-
pel dos técnicos, uma melhora na eficiência do serviço e um reforço na
segurança tecnológica. A manutenção preditiva chega como uma forma
de revolucionar o serviço em campo, já que a IoT melhora a eficiência na
solução de problemas ao incorporar dispositivos inteligentes no campo,
enviar sinais de serviço e registrar dados de desempenho em tempo real.
Assim, é possível que as máquinas informem os técnicos sobre as ocor-

220 Gestão de Programas de Qualidade de Vida


rências, facilitando o diagnóstico e a resolução de problemas antes que
aconteçam (INOVE, 2017).
Isso acontece porque a IoT permite fazer um monitoramento wi-
reless para enviar ou receber informações que podem servir tanto para
prevenção de acidente de trabalho, quanto na ação de emergência caso
ele ocorra. Um coordenador de equipe pode saber, por exemplo, onde
está cada colaborador em tempo real. Deste modo, caso ocorra um aci-
dente será possível saber onde estão todos os funcionários e conferir se
todos realmente se deslocaram ao ponto de resgate. Ou ainda, se existem
colaboradores perdidos, imóveis, presos ou acidentados em determinadas
áreas, direcionando assim um socorro mais eficiente aos locais críticos
(CARVALHO, 2016).
Na indústria da construção, por exemplo, a forma de planejamento
tradicional poderá ser substituída, por processos de automação, que tem
por objetivo facilitar a integração de equipamentos por meio de robôs,
que no futuro devem se tornar baratos e com interfaces de fácil uso, ca-
pazes de trabalhar juntamente com operários e auxiliar na segurança dos
mesmos (ARASHPOUR et al., 2015). Um exemplo de modelagem predi-
tiva que possibilita revolucionar esse tipo de indústria é o “glue logic”. O
“glue logic” comunica dados com diversos agentes para geração de novos
dados de forma eficiente. Quando um objeto com chip, operário ou má-
quina, passa por um local de monitoramento, é determinado de que se
trata, o momento e o estado de operação que se encontra. A partir destas
informações, o sistema irá gerar um evento e uma corrente de ações, caso
nessa corrente de ações haja alguma situação de risco, ocorrerá a noti-
ficação de todo que possam estar envolvidos, possibilitando assim uma
ação mais precisa e eficiente (DAGAN; ISAAC, 2015).

TECNOLOGIAS
PARA SAÚDE 221
CONSIDER AÇÕES FINAIS

O desenvolvimento de novas tecnologias possibilita a inovação em


saúde e segurança no trabalho, uma vez que a tecnologia digital promete
revolucionar o processo de produção industrial, em termos de impacto,
escalabilidade, redução dos custos, aplicabilidade e ampliação das opor-
tunidades de receita, sobretudo quanto aos modelos preditivos, enquan-
to solução para a gestão em saúde nas empresas brasileiras.
Para que a indústria 4.0 atue em prol da promoção da saúde e
segurança e saúde no trabalho (SST), como forma de promover vanta-
gem competitiva e resultados sociais, é necessário um investimento de
capital, tanto na parte do desenvolvimento de tecnologias, sobretudo
quanto ao desenvolvimento de capital humano, tendo por objetivo a in-
ternalização de conhecimentos específicos e novas competências para o
desenvolvimento de uma cultura digital na indústria.
Em conclusão, é possível que as tecnologias para saúde e segurança
no local de trabalho, se tornem um investimento, à medida que podem
ser rentáveis no que diz respeito ao tempo e dinheiro otimizados, por
meio da inteligência gerada, os quais se traduzam em resultados positi-
vos, tanto para as empresas, quanto para os trabalhadores.

222 Gestão de Programas de Qualidade de Vida


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