Вы находитесь на странице: 1из 2

As Raízes da Teologia Contemporânea

O Movimento Ortodoxo

Dois Representantes (Oscar Cullmam e Charles Harold Dodd)

O termo Ortodoxia é normalmente empregado pelos protestantes para se referir ao


sumario das doutrinas defendidas pelos reformadores e em geral aceitas pelas Igrejas da
Reforma. Nesse caso, ser ortodoxo significa estar de acordo com os princípios da Reforma.
A ortodoxia protestante era construtiva, os teólogos ortodoxos trabalharam objetiva e
construtivamente, procurando apresentar a doutrina pura e completa de Deus, do homem e
do mundo; seus objetivos eram preservar a doutrina bíblica de heresias, principalmente
romanas, apresentando um todo sistematizado que pudesse servir de manual doutrinal e
confessional da Igreja. Esse movimento estava interessado em reproduzir, de forma
coerente e abrangente, a riqueza da revelação bíblica, penetrando nos pormenores das
Escrituras, gerando um maior conhecimento da Palavra de Deus. Entre os seus
representantes estão, o teólogo Charles Harold Dodd (1884- 1973) no qual sua teologia
defendia que “a nova era já está aqui, Deus estabeleceu o seu reino, o conceito mitológico
do Dia do Senhor foi transferido para um evento histórico específico que já ocorreu, ou, na
realidade, a uma série de eventos – o ministério, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo”,
influente estudioso do Novo Testamento, se tornou um ministro Congregacionalista e foi
autor de vários livros de renomes. Outro representante é Oscar Cullmann (1902-1999),
Cullmann rejeitou a ideia de mitos engrandecidos pela igreja, e redefiniu a escatologia. A
sua ênfase na historicidade dos eventos bíblicos é crucial para a mensagem cristã, também
enfatizou a centralidade e historicidade de Jesus Cristo.

O Movimento Liberal

Seus Representantes (Hans Kung e Paul Tillich)

O Movimento Liberalista pode ser definido como o esforço por interpretar,


reformular e explicar a fé cristã dentro de uma perspectiva iluminista. Deste ponto de vista,
só pode ser considerado genuíno o credo que se ajuste aos critérios racionais vigentes, ele é
mais dependente do Renascimento do que da Reforma Protestante. Sua característica
principal é o desejo de adaptar as ideias religiosas à cultura e formas de pensar modernas.
Os liberais insistem em que o mundo se alterou desde os tempos em que o cristianismo foi
fundado, de modo que as terminologias da Bíblia e dos credos são incompreensíveis às
pessoas hoje. Entre os seus representantes estão Hans Kung (1928) que acreditava que não
se deve elevar a Bíblia a uma posição de “papa de papel” Deus faz sua verdade brilhar por
meio dos erros humanos da Bíblia e relativizou ou negou completamente muitas crenças
tradicionais do cristianismo em favor de afirmações não cristãs da verdade, de acordo com
sua análise, as próprias Escrituras são completamente históricas e falíveis e que Jesus já
existia na mente e na vontade de Deus, mas não como a segunda pessoa eterna da Trindade;
e Paul Tillich (1886-1965) que tentou resolver o problema da transcendência e da imanência
de Deus separando-as, sua expressão “Deus acima de Deus”, tornou-se uma descrição mais
literal de sua doutrina do que ele pretendia, esse caráter geral de sua teologia favorece essa
segunda divindade pendendo acentuadamente para o panenteismo revelando um caso de
imanência radical.

O Movimento Neo Ortodoxo

Seus Representantes (Kal Barth e Emil Brunner)

O termo neo-ortodoxia significa uma "nova ortodoxia". Começou com a crise


associada à desilusão que seguiu a Primeira Guerra Mundial, com uma negação do
movimento liberal protestante que tinha ressaltado a acomodação do cristianismo à ciência
e à cultura ocidentais, a imanência de Deus e a melhoria progressiva da humanidade. O
movimento neo-ortodoxo caracterizou-se pela tentativa dos teólogos de redescobrir o
significado para o mundo moderno de certas doutrinas que haviam sido centrais para a
antiga ortodoxia cristã. Consequentemente, seus proponentes apresentavam um
relacionamento complexo com o liberalismo que havia precedido o seu novo pensamento.
Por um lado, os teólogos neo-ortodoxos seguiam o liberalismo mais antigo vendo o
Iluminismo com naturalidade e, assim como seus antecessores, aceitando o criticismo
bíblico. Por outro lado, os pensadores mais jovens rejeitavam aquilo que consideravam ser a
cultura cristã de liberalismo, que surgiu da ênfase na teologia natural. A Palavra de Deus – a
voz do Ser Transcendente – não proclamava mais as boas novas de reconciliação com a
humanidade perdida em pecado. Sua principal preocupação era tornar a fé cristã e bíblica
compreensível à mentalidade moderna. A neo-ortodoxia, na verdade, era uma tentativa de
síntese entre a ortodoxia da Igreja e o liberalismo teológico, e sem dúvida alguma, nessa
síntese, o liberalismo perdeu sua força. Mas, não só ele – a ortodoxia também já não seria a
mesma. A Neo-ortodoxia teve como principais proponentes Karl Barth (1886-1968), seu
mais influente pensador cristão, que atuou de forma pessoal e literária mudando a teologia
cristã, ultrapassou barreiras confessionais e alterou de modo significativo o rumo da igreja
protestante, deixou sua marca inconfundível na vida politica e cultural do século XX,
rompeu e atacou a teologia liberal de forma radical e Emil Brunner (1889-1966) que tentou
evitar a heresia do teologismo onde a doutrina ou a teologia era colocada no lugar da fé
pessoal e não procurou ser nem radical e nem original no sentido usual das palavras, ele
estava interessado em fornecer uma releitura contemporânea da teologia reformada clássica,
evitando erros tanto do conservadorismo quanto do liberalismo extemos.

Referências

http://prronandemendonca.blogspot.com.br/2013/06/neo-ortodoxia.html

A Teologia do Século XX / Stanley J. Grenz, Roger E. Olson. Sâo Paulo: Cultura


Cristã,2013

Raízes da Teologia Contemporanea / Hermisten Maia Pereira da Costa. São Paulo: Cultura
Cristã, 2004.

http://teologoscristaos.blogspot.com.br/2010/07/charles-h-dodd.html

https://biblicoteologico.blogspot.com.br/2015/01/charles-harold-dodd-escatologia.html.