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UNIVERSIDADE DE LISBOA

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO

GUIÃO DE UM MINICURSO EM E-LEARNING:


elaboração de slides digitais utilizando a
ferramenta Prezi

https://aprendizagemetecnologias.weebly.com

Unidade Curricular: Aprendizagem e Tecnologias


Docente: Professora Doutora Guilhermina Lobato Miranda
Mestranda: Elaine da Silva Santos Goulart

MESTRADO EM EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS DIGITAIS


2017/2018

DECLARAÇÃO DE AUTENTICIDADE

Para o mestrado em causa, realizado para a Unidade Curricular –Aprendizagem e Tecnologias,


do ano lectivo 2017/2018, o(s) autor(es) declara(m) que:
(i) Todo o conteúdo das páginas seguintes é de autoria própria, decorrendo do estudo,
investigação e trabalho do(s) seu(s) autores.
(ii) Quaisquer materiais utilizados para produção deste trabalho não coloca em causa
direitos de Propriedade Intelectual de terceiras entidades ou sujeitos.
(iii) Este trabalho, as partes dele, não foi previamente submetido como elemento de
avaliação nesta ou em outra instituição de ensino/formação.
(iv) Caso o presente trabalho tenha sido desenvolvido em regime de trabalho de grupo, o
que foi previamente definido ou acordado com os docentes da Unidade Curricular, não é
submetido nenhuma versão que se revele totalmente igual ao trabalho de outro(s) grupo(s) de
aluno(s).
(v) Foi tomado conhecimento das definições relativas ao regime de avaliação sobre o qual
este trabalho será avaliado, pelo que se atesta que o mesmo cumpre as orientações que lhe
foram impostas.
(vi) Foi tomado conhecimento que este trabalho deve ser submetido em versão digital, no
espaço especificadamente criado para o efeito, e que essa versão poderá ser utilizada em
actividades de detecção electrónica de plágio, por processos de análise comparativa com outros
trabalhos, no presente e/ou no futuro.
(vii) O trabalho em causa apresenta-se, assim, de acordo com o regulamento de
propriedade intelectual da Universidade de Lisboa (Despacho n.º 873/2015, 14 de janeiro de
2015), encontrando-se sob a sua aplicação.

Campo Grande, 05 de janeiro de 2018

Elaine da Silva Santos Goulart


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RESUMO DO CURSO

Carga Horária 60 horas


Leitura do guião 10 horas
Leitura da bibliografia 10 horas
Criação da conta e exploração da 20 horas
ferramenta
Elaboração de um produto final - (Slide) 20 horas

RECURSOS NECESSÁRIOS

Computador e acesso a internet

METODOLOGIA

E-learning

PÚBLICO ALVO

Professores e estudantes dos cursos de licenciatura


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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

MÓDULO 1 (20 HORAS)  Slides Digitais na Escola

 Teoria da Aprendizagem
Multimídia

 Teoria da Carga Cognitiva

 Sobre o Prezi
MÓDULO 2 (20 HORAS)  Cadastro no Prezi
 Domínio da Ferramenta
MÓDULO 3 (20 HORAS)  Elaboração de um produto
final (Slide de apresentação)
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ROTEIRO

SEMANA TAREFA
1a. Semana Leitura do guião
2a. Semana Leitura bibliográfica
3a. Semana Criação da conta no Prezi
4a. Semana Navegação e criação de slides digitais
5a. Semana Construção do produto final
6a. Semana Apresentação do slide construído e
finalização

Sugerimos a distribuição da carga horária de 10 (dez) horas semanais em 5 (cinco) dias,


dedicando 02 (duas) horas por cada.
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INTRODUÇÃO

Na sociedade da era digital, observa-se que modelo de aula centrada somente no


professor que utiliza a voz e o giz como recurso pedagógico tende-se a gerar um
desinteresse nestes alunos nativos digitais.

Destarte, qual seria o desafio para despertar o interesse destes alunos? De acordo
Ramos (2009, p. 253) “Aproveitar as características de expressão da linguagem visual e
audiovisual e estar atentos às questões de forma e conteúdo ao elaborar slides. Também,
refletir sobre qual o papel desse tipo de ferramenta na aprendizagem, para além do suporte
de apresentação de aulas e paletras” poderá ser um diferencial no processo de ensino e
aprendizagem.

Neste sentido, utilizar os editores de apresentações como recurso pedagógico,


permite a integração de textos escritos, imagens fixas e audivisuais, tabelas e gráficos nos
slides que compõem uma apresentação sobre o determinado assunto. Há ainda diversos
efeitos que podem ser empregados para deixar a exibição mais atraente.

Vale ressaltar que uma apresentação de slides digitais para fins pedagógicos
necessita ter “conteúdo” ou seja, é imprescindível que os conceitos apresentados sejam
corretos e atualizadas, sendo apresentado em uma linguagem clara, obejetiva, precisa e
concisa.

De acordo com Macedo (2009) é importante inserir as novas tecnologias em sala


de aula, pois é uma ferramenta que complementa a educação, como um quadro negro, um
retro projetor ou um livro ao alcanço de um bom educador. Mas um professor que baseia
suas aulas só nessa ferramenta comete um grave erro. É como comer um só tipo de alimento
por mais que possa ser bom, não nutre por completo. Instrumento eficaz na explanação de
diversos conteúdos; Os educadores buscam estratégias para interligar a tecnologia com os
conteúdos dentro da sala de aula.
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Neste sentido, estruturamos esse curso sobre elaboração de slides digitais utilizando
a ferramenta Prezi, para professores e alunos dos cursos de licenciaturas (futuros
professores) e abordaremos no campo teórico um breve histórico da utilização dos slides
na educação, a teoria da aprendizagem multimídia, a teoria da carga cognitiva, bem como a
exploração da ferramenta Prezi.
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OBJETIVOS

GERAIS:

 Identificar as características da linguagem visual e os princípios de


diagramação e design que devem estar presentes ao preparer um apresentação
 Conhecer a teoria da aprendizagem multimídia e a teoria da carga cognitiva

ESPECÍFICOS:

 Conhecer os recursos básicos do Prezi

 Identificar a importância e as etapas do planejamento de uma apresentação de


slides

 Refletir sobre os efeitos que uma apresentação produz sobre os participantes


e sobre a sua aprendizagem, e mais especificamente, analisar qual a importância da autoria
dessas apresentações de slides na aprendizagem
 Implementar a Teoria da Aprendizagem Multimídia na produção de uma
apresentação
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CONTEÚDO TEÓRICO (MODULO 1)

A UTILIZAÇÃO DOS SLIDES NA ESCOLA

A utilização das apresentações de slides é muito frequente nas universidades e


mundo corporativo. De acordo com Cintra, 2007 “cada slide mostra o seu de uma vez só.
Esses slides autoexplicativos são projetados continuamente, sem interrupção, ofuscando o
professor. Nessas condições, mesmo ótimos professores não conseguem dar boas aulas.”

Neste sentido, Conhecer as teorias da aprendizagem multimedia e da carga


cognitive, poderá ser o diferencial na criação dos slides para a educação, uma vez que as
teorias nos ajudam a compreender como se processa a informação dentro do cérebro, bem
como um subsídio na escolha dos recursos mais apropriados para sua prática pedagógica.

De todo modo, alguns autores apontam que, se bem utilizadas, as apresentações


de slides trazem vantage da agregação de imagem e sons, criando um context envolvente
do que apenas a fala do professor. Neste sentido Moreira (2009) destaca que o uso desse
recurso estimula a capacidade de síntese, de concisão e de objetividade, o que promeove
um atenção redobrada ao padrão do idioma, já que o manejo atropelado da língua se torna,
durante uma apresentação, algo que salta aos olhos. (MOREIRA apud MURANO, 2009)

TEORIA DA APRENDIZAGEM MULTIMÍDIA

Conhecer os pressupostos da Teoria Cognitiva da Aprendizagem Multimédia, é


fundamental para compreender como se processa a informação dentro do cérebro ou seja,
como o aluno aprende.Tendo esse conhecimento, as mensagens multimédia, produzidas ou
selecionadas pelo professor, terão mais chances de realmente cumprir o seu papel de
facilitadoras dos processos de aprendizagem, como afirma Mayer (2001): “As mensagens
multimédia, concebidas de acordo como a mente humana aprende, têm mais probabilidades
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de conduzir a uma aprendizagem significativa do que as que não o são.”

Nesta perpectiva, o professor ao criar uma apresentação/slide no prezi, sabe-se que


ele não é um design multimédia, mas conhecer os processos cognitivos envolvidos na
aprendizagem ativa, saber que nossa memória de trabalho é o centro da cognição e que sua
capacidade é limitada, com certeza, favorecerá o profissional no processo de escolha das
mensagens multimédia ou mesmo na sua produção, como recurso para organização e
apresentação dos conteúdos à turma. Além disso, se conhece os pressupostos da teoria
consegue apoiar seu aluno nos processos de seleção, integração, armazenamento e
recuperação da informação, processos que ocorrem dentro do cérebro do aluno.

Ao decidir por uma outra mensagem, é essencial saber que as mensagens


multimédia devem reduzir a carga cognitiva, evitando a sobrecarga de informações
irrelevantes, como informações visuais, músicas de fundo, som ambiente, que não estejam
relacionados ao conteúdo. As mensagens precisam ser objetivas, devem adotar os
princípios de coerência, modalidade, redundância e personalização. Neste particular, vale
lembrar o que Miranda, G. L. (2008) conclui em seu texto Memória, Arquitetura e Funções,
ao dizer que “(...) A organização da informação é fundamental para a retenção e recuperação
da memória”.

Para driblar as limitações da própria memória de trabalho, é importante saber que é


preferível a combinação de imagens com narrativas; pois a informação será processada por
dois canais distintos: auditivo e visual, facilitando a recuperação da informação pela
memória. “Os alunos aprendem mais e melhor quando gráficos ou animações são
acompanhados por áudio, em vez de por um texto escrito, reduzindo a demanda por
processamento visual simultâneo.” (FILATRO, 2008).

Outro pressuposto importante desta teoria relaciona-se ao processo de seleção


de palavras e imagens feitas pelo aluno no momento da exposição à mensagem, visto que
não conseguiria reter na memória de trabalho todas as informações recebidas. Esse é um
processo natural, o aluno seleciona algumas palavras e algumas imagens, as palavras
selecionadas darão origem aos modelos verbais coerentes e as imagens selecionadas darão
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origem aos modelos pictóricos coerentes na memória de trabalho, que ativarão os


conhecimentos prévios guardados na memória de longo prazo. Filatro cita um exemplo
interessante quanto à apresentação do conteúdo: “... na apresentação do conteúdo, pode-
se usar uma seta ou um destaque colorido para dirigir atenção dos olhos a determinado
ponto do conteúdo.” Partindo desse princípio, o aluno aprenderá mais e melhor, quando o
conteúdo é apresentado aos alunos de maneira parcelada, facilitando a compreensão do
assunto.

Por isso, os princípios da Teoria de Aprendizagem Multimédia podem e devem


assumir um importante papel no trabalho docente, que pretende integrar as tecnologias à
sua prática, pois o fato de utilizarmos uma mensagem multimédia não garante a
aprendizagem significativa. É preciso, portanto, saber avaliar se o recurso atende aos
princípios da teoria Cognitiva da Aprendizagem Multimédia para fazer boas escolhas e
alcançar os objetivos de aprendizagem.

TEORIA DA CARGA COGNITIVA

Santos e Tarouco (2007) no texto sobre a importância do estudo da teoria da carga


cognitiva em uma educação tecnológica, aborda sobre a relevância do estudo da Teoria da
Carga Cognitiva para uso na educação.

Em uma sociedade competitiva, na qual interage-se diariamente com os mais


variados recursos tecnológicos, seja em casa, no trabalho ou no lazer, e a valorização do
conhecimento está cada vez mais significativa, pode-se fazer uso dos princípios da Teoria
da Carga Cognitiva para potencializar o processo de aprendizagem e de interação com a
tecnologia. Não é apenas a educação que se defronta com novas tecnologias: essas estão
impactando todo o universo social, e gerando novas dinâmicas, nas quais, o conhecimento
torna-se gradativamente central.

A transformação envolve praticamente todas as áreas de atividade, economia,


política, cultura, a própria organização do tecido social e de relações, além de provocar uma
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mudança radical na utilização de um recurso não-renovável, o tempo. A importância do


estudo justifica-se no momento em que a sociedade, e os sistemas de gestão do
conhecimento que se desenvolvem em torno dela, necessitam aprender a utilizar as novas
tecnologias para transformar a educação, na mesma. A transformação é de forma e de
conteúdo. Tendo como foco a aprendizagem de seus alunos, os professores que trabalham
com tecnologia e contam com os mais variados recursos de interação, tais como, Internet,
jogos, objetos de aprendizagem, podem-se valer da Teoria da Carga Cognitiva como um
subsídio na escolha dos recursos mais apropriados para sua prática pedagógica. Fazendo
assim, uma seleção de recursos que contribuam com o aprendizado de seus alunos.
Transformando a interação com a tecnologia além de algo moderno e motivador, em um
elemento que realmente potencialize os processos cognitivos dos alunos. Atualmente, fala-
se muito do uso de objetos de aprendizagem na educação. Segundo Wiley (2002), esses
são elementos de um novo tipo de instrução baseada em computador, construído sobre o
paradigma da orientação a objetos da ciência da computação. Eles permitem aos
desenvolvedores a construção de pequenos componentes instrucionais, modulares, os
quais podem ser reutilizados em diferentes contextos de aprendizagem. Os objetos de
aprendizagem são visto, por pesquisadores e professores, como um recurso dinâmico e
interativo que proporciona um maior interesse de alunos ao processo educacional. Pensando
em popularizar o uso desses objetos, foram criados no Brasil vários repositórios de acesso
livre, tais como o Rived (Rede Internacional Virtual de Educação) do Ministério da Educação,
o Cesta (Coletânea de Entidades de Suporte ao uso da Tecnologia na Aprendizagem) da
UFRGS, onde os interessados podem ter acesso a objetos desenvolvidos sobre variados
temas. No entanto, mesmo o professor tendo acesso a esses objetos, é preciso que o
mesmo tenha conhecimentos para avaliar o grau de carga cognitiva presente no recurso
escolhido e as reais contribuições que o uso desse fará em sua prática em sala de aula. Ou,
até mesmo, saber se dá maneira como o assunto está sendo apresentado irá potencializar
o processo cognitivo do seu aluno. Recursos multimídia e com interatividade são vistos por
professores como forma de motivar o aluno para uma aprendizagem mais eficaz. No entanto,
segundo Sweller (2005), em alguns ambientes, estes fatores podem distrair o aluno e causar
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um impacto negativo no processo de aprendizagem, resultando num aumento da carga


cognitiva, ou seja, da quantidade de recursos cognitivos alocados para a realização de uma
tarefa específica. Estudos mostram que a carga cognitiva é um fator sempre presente na
interação do homem com o computador, porque cada um dos elementos ou dos objetos da
tela deve ser interpretado pelo usuário e conseqüentemente ocupa alguma energia mental
do usuário. O importante é saber escolher um recurso que apresente uma carga reduzida e
que possa maximizar o processamento do conhecimento que está sendo ensinado. Em uma
análise realizada em objetos de aprendizagem, disponíveis na Internet, verificou-se em
muitos deles um cuidado com o layout e com o conteúdo apresentado. Em sua maioria são
bastante lúdicos e intuitivos, mas seguindo os princípios da Teoria da Carga Cognitiva,
apresentam sobre-posição de elementos, o que leva a sobrecarga cognitiva, e como
resultado um baixo desempenho do processo cognitivo. Alguns apresentam carga cognitiva
externa, que é a carga cognitiva relacionada a elaboração do objeto, causada pela
superposição de texto e a narração do mesmo, o que segundo a teoria causa uma
sobrecarga cognitiva em função de ocupar dois canais de percepção (visão e audição) ao
mesmo tempo e com informações redundantes, o que pode interferir negativamente no
processo de aprendizagem. Também se verificou a presença de uma sobrecarga, causada
pela narração contínua de atividades, ou seja, a narração não é interrompida quando é
selecionada outra atividade, ficando a narração da atividade anterior como pano de fundo
de outra atividade, o que pode causar confusão no aluno. Percebe-se, também, que em
alguns objetos de aprendizagem a carga cognitiva é intrínseca, ou seja, relacionadas com o
conteúdo apresentado, pois, em alguns casos, existe um excesso de informações
redundantes, e, também, atividades que não oferecem o feedback aos alunos, o que pode
induzi-los a achar que realizaram acertadamente as atividades. Segundo Tarouco (2006), a
carga cognitiva externa pode ser minimizada pelo projetista do objeto, observando os
princípios da teoria, já que em uma interface complexa ou não-convencional que usa
diferentes fontes, objetos, ferramentas da navegação, e padrões de layout terá geralmente
uma carga cognitiva elevada porque cada componente necessitará ser percebido e
interpretado pelo aprendiz. Uma interface que use convenções padrão no texto, gráficos,
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navegação e layout será mais facilmente interpretada e conseqüentemente terá uma carga
cognitiva muito mais baixa. Já a carga cognitiva interna, derivada do conteúdo em si, depois
do objeto de aprendizagem pronto não pode ser reduzida, a não ser pela segmentação do
material contido em um objeto de aprendizagem. Também é necessário avaliar de forma
apropriada à combinação dos diversos tipos de mídia disponibilizados pela tecnologia.
Estudos recentes mostram que o sistema de cognição humana dispõe de entradas
independentes para a informação visual e para a verbal. E ao se fazer uso de dois canais de
percepção independentes no processo de ensino e aprendizagem, a carga cognitiva pode
ser reduzida. Segundo Mayer (2002), a redução da carga em decorrência do uso de dois
canais de percepção ocorre apenas quando a informação presente nas diferentes
modalidades não é redundante, pois ao contrário a carga cognitiva aumenta, ou seja, o uso
de dois canais de percepção com objetivos complementares, como por exemplo, uma
imagem e a narração de um texto, e não com objetivo de repetição, como por exemplo, um
texto escrito e a narração do mesmo. O objetivo de um bom layout para uso educacional é
reduzir a quantidade de energia direcionada à interação com o sistema, liberando assim a
capacidade cognitiva para o processamento do que está sendo ensinado.

SOBRE O PREZI

O Prezi é um software na modalidade Cloud, ou seja na nuvem, feito


em HTML5 utilizado para a criação de apresentações não lineares. No lugar, tudo é criado
em uma estrutura única, parecida com uma palheta de designer real.

A plataforma disponibiliza uma versão gratuita que roda a partir do navegador. Após
cadastro, é possível criar suas apresentações. Além disso, é possível reutilizar
apresentações públicas compartilhadas por outros usuários. Para apresentar o trabalho
pronto, é possível acessá-lo pela internet ou baixá-lo em uma pasta compactada que não
depende de acesso à internet para funcionar.

Além da versão gratuita, há também opções de uso pagas que aumentam o tamanho
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disponível para armazenamento na nuvem, e permitem editar o trabalho localmente, offline.

Compatibilidade de Plataforma

O Prezi foi desenvolvido em Adobe Flash, Adobe AIR e construido usando o


framework Django. Ele é compatível com a maioria de browsers modernos, requerendo
como pré-requisito a instalação do Adobe Flash Player. A partir de Julho de 2014 permite,
opcionalmente, ser usado sem o Adobe Flash, apenas com Javascript.

Aplicabilidade

O Prezi é uma excelente ferramenta para criar apresentações. Como permite o zoom
em textos, imagens e figuras, facilita a visualização de informações que o apresentador
queira dar foco. É possível até mesmo rodar um vídeo de dentro do prezi. Além de gerar
impacto em apresentações pode ser uma boa ferramenta para ser usada ao ministrar aulas
também. Recomenda-se não colocar tantas imagens e textos porque assistir a uma
apresentação com zoom executado repetidamente pode incomodar alguns espectadores.
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CONTEÚDO PRÁTICO (MODULO 2)


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PROPOSTA DE ATIVIDADE
 Criar uma conta no Prezi.

 Produzir uma slide sobre a utilização das Tecnologias na Educação de acordo


com as teorias estudadas.
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AVALIAÇÃO

Critérios de Avaliação que serão considerados:

 Utilização dos conhecimentos teóricos

 Domínio da Ferramenta

 Elaboração dos slides de acordo com as teorias estudadas.

O resultado da avaliação de dará de forma individual e personalizada. Todos alunos


receberão feedback de sua produção.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Os slides serão avaliados pelos critérios abaixo:

 Criatividade
 Textos
 Utilização de recursos
 Layout
 Entrega no prazo
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TEXTOS PARA LEITURA

 Ensino Online e Aprendizagem Multimídia, Editora: Relógio D’água Editores,


2009. Organização Guilhermina Lobato Miranda.

 Medida e Avaliação da Carga Cognitiva em Ambientes Multimídias, Aníbal


Oliveira

 Teoria Cognitiva da aprendizagem Multimídia, Richard E. MAYER.


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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Filatro, A. (2008). A. Design instrucional na prática. São Paulo, Pearson Education,


Cap.7.

Mayer, R.E. (2001). Teoria Cognitiva de Aprendizagem Multimédia. Multimedia


Learning. Cap.3.

Mayer, R. (2001). Multimedia Learning. Em R. MAYER, Multimedia Learning (p. cap.


4). New York, NY, EUA: Cambridge University Press.

Murano, Edgar. A grámatica do PowerPoint. Revista Língua Portuguesa, [S.L], n. 43,


maio, 2009. Disponível em <http.//revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11728>.
Acesso em: 05 de janeiro 2017.

Miranda, G. L. (2008). Memória: definição, arquitectura e funções. In Aprendizagem


multimédia e ensino online. Relatório da unidade curricular (pp. 174199), apresentado no
concurso para Professora Associada, de 30 de Maio de 2008, da Faculdade de Psicologia e
de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa.

Santos, L.M. A. Tarouco, L.M.R. (2007) –. A importância do estudo da teoria da


carga cognitiva em uma educação tecnológica.