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Fundação Parque Tecnológico Itaipu – FPTI – Brasil

Programa de Ciência e Tecnologia – PTI C&T

ANEXO VI: IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA


Linha de financiamento de bolsas – PTI C&T / FPTI-BR:
Categoria Mestrado
ATENÇÃO: Ocupar no máximo 25 páginas com espaçamento 1,5 e fonte Arial 12.

NOME DO CANDIDATO: Olga Marluci Passarin

TEMA ESCOLHIDO CONFORME ANEXO I: 1.5 Aproveitamento da Água, 1.10 Uso e


Conservação do Solo e de Sistemas Hídricos

TÍTULO DO PROJETO: Avaliação de Cobre e Zinco no sistema água - solo – planta


oriundos da aplicação de Água Residuária de Suinocultura em solos cultivado com de
milho, aveia, soja.

a) Grande área / número do código: Ciências Agrárias, N° 50000004


b) Área / número do código: Engenharia Agrícola N° 50300008
c) Subárea / número do código: Conservação de Solo e Água N° 50302027

Consulta disponível em: http://www.capes.gov.br/avaliacao/tabela-de-areas-de-conhecimento

1. ORIENTADOR DO PROJETO: Silvio César Sampaio


2. INSTITUIÇÃO DE ENSINO: Universidade Estadual do Oeste do Paraná
3. CAMPUS: Cascavel
4. CURSO: Conservação e Manejo de Recursos Naturais
5. GRUPO DE PESQUISA VINCULADO: Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental
6. OUTRAS ENTIDADES PARTICIPANTES: não
7. VIGÊNCIA DO PROJETO: 24
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IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO: Avaliação de Cobre e Zinco no sistema água - solo –


planta oriundos da aplicação de Água Residuária de Suinocultura em solos cultivado com
de milho, aveia, soja.

a) Introdução e justificativa:

As práticas pecuaristas desempenham importantes atividades e compõem a


economia do país. A suinocultura brasileira é uma dessas práticas e destaque-se por sua
modernização que alcançou elevados níveis de produtividade, tanto no mercado interno
como no internacional. Concomitante ao incremento da atividade, problemas ambientais
são gerados ocasionados, principalmente, pelo manejo inadequado dos dejetos
(MARCATO; LIMA, 2005).
O Paraná, ao lado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, é um dos estados
detentores do maior rebanho de suínos do Brasil. A região Oeste do Paraná em particular,
detém o maior plantel de suínos do Estado, de acordo com a Associação dos
Suinocultores do Oeste do Paraná. No ano de 2007 a região abrigou cerca de 1,67
milhões de suínos, cuja produção média diária de água residuária foi de 14362 mil m3.
(BLEY JR, 2004). Deste modo, os suinocultores se deparam com duas situações: de um
lado o aumento dos plantéis ocasionando maior volume de resíduos excedentes em
pequenas áreas e, do outro, por consequência uma contribuição direta na degradação
dos recursos naturais.
Mediante a expansão da produção de suínos no Brasil e a crescente demanda
interna e internacional, o grande desafio resulta no desenvolvimento de processos e
técnicas que viabilizem sistemas capazes de reduzir ou minimizar o poder poluente.
Dessa forma, a busca de alternativas para tratar ou reutilizar essa água é imprescindível.
Uma das opções é a ferti-irrigação, que consiste na aplicação da água residuária
nas plantações atuando como substituinte parcial ou total de fertilizantes minerais. Essa
prática tem aumentado significativamente, especialmente, para contrapor a
indisponibilidade permanente de água em algumas regiões, além de proporcionar maior
aporte de nutrientes, aumentando o rendimento dos cultivos, melhorando a qualidade dos
solos (estrutura) e ampliando a fronteira agrícola. Duas questões justificam o uso dessa
técnica: a ecológica e a econômico-social. No primeiro caso, através da irrigação parte da
matéria orgânica do solo é capaz de ser recuperada, e aspectos negativos que esses
resíduos ocasionam nos mananciais podem ser minimizados, enquanto que a econômico-
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social é importante por ser uma alternativa viável de tratamento e ciclagem de minerais
(PELISSARI et al, 2009; ANAMI et al., 2008; DAL BOSCO et al., 2008; ANAMI et al.,
2007; Baumgarnter et al., 2007; Sampaio et al., 2007; Frigo et al., 2006; Caovilla et al.,
2005; Suszek et al., 2005; Gomes et al., 2004).
No entanto, oposto aos fertilizantes minerais a água residuária de suinocultura
possui composição química altamente diversificada, sobretudo em função da alimentação
e do manejo da água empregados nos criatórios de suínos. Logo, práticas contínuas de
adubações com dejetos possivelmente ocasionaram desequilíbrios químicos, físicos e
biológicos no solo, sendo o grau de gravidade variado e dependente de fatores como:
composição dos resíduos, quantidade aplicada, capacidade de extração das plantas, tipo
de solo e tempo de utilização dos dejetos (L’HERROUX et al., 1997; BASSO, 2003;
CERETTA et al., 2005; BASSO et al., 2005; BERWANGER, 2006).
Aliado a essa problemática, ocorre também a possibilidade de contaminação do
solo e da água por metais pesados como Zinco (Zn) e Cobre (Cu), já que estão presentes
em concentrações elevadas nos resíduos (L’HERROUX et al., 1997, HSU; LO, 2000,
GRÄBER et al., 2005, MATTIAS, 2006).
O Cu e o Zn têm origem nas rações que compõem a dieta dos suínos, agindo como
suplemento na alimentação e, por muitas vezes, esses micronutrientes excedem
grandemente o requerimento fisiológico dos animais (JONDREVILLE et al., 2003).
Para estes dois elementos são atribuídas funções diferenciadas no metabolismo
dos suínos e as quantidades assimiladas são bastante reduzidas. Sendo que, do total
adicionado via ração, estima- se que 72 a 80% de Cu ingerido é eliminado através das
dejeções dos suínos. Para o Zn a quantidade eliminada via dejeto pode ser ainda maior,
atingindo 92 a 96% do ingerido, o que explica a preocupação de utilizar esses elementos,
já que muitas vezes as quantidades são excessivas (BONAZZI et al., 1994).
O transporte de metais nos solos é governado por diversos fatores, tais como pH,
tipos de argila, capacidade de troca de cátions, teor de matéria orgânica e propriedades
físicas, como textura, entre outros (SPOSITO, 1989). São variáveis que influenciaram em
reações de adsorção/dessorção, precipitação/dissolução, complexação e oxirredução
(OLIVEIRA; MATTIAZZO, 2001).
Aplicações sucessivas de água residuária de suinocultura, bem como outros
resíduos de origem animal, tendem a elevar o teor de metais nas camadas superficiais do
solo (L’HERROUX, et al. 1997; GRÄBER, et al. 2005). Este acúmulo, principalmente de
Cu e Zn, somatiza os problemas ambientais pré – existentes devido a alta probabilidade
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dos mesmos atingirem mananciais superficiais.


Além disso, uma vez que a capacidade máxima de retenção de Cu e Zn no solo é
atingida, a possibilidade de contaminação de ambientes aquáticos subterrâneos também
é significativa (GIROTTO, 2007). A elevada concentração pode acarretar intoxicação não
só aos vegetais, mas também aos integrantes dos demais níveis da cadeia
alimentar.(FREITAS, 2004).
Portanto, estudar os efeitos das taxas de aplicação de água residuária é de
fundamental importância, pois possibilita o conhecimento de dosagens mais condizentes
na reposição de nutrientes retirados pelas plantas, seu potencial poluidor, comportamento
da cultura e a contribuição para a conservação e fertilidade dos solos agrícolas.
Entretanto, as condições climáticas da região e o tipo de solo devem ser levados em
consideração e quanto mais amplo o histórico observado maior a qualidade das
conclusões (DAL BOSCO, 2007).
A experiência da equipe e, principalmente, a existência de uma área experimental
instalada que permite a observação com um histórico de quatro anos, fundamenta para
conclusões mais precisas acerca desses metais no sistema água – solo - planta, como o
uso de água residuária, finalizando as justificativas dessa proposta.

b) Objetivos:

Avaliar os metais Cu e Zn no sistema água – solo – planta, em uma área


experimental que possui um histórico de quatro anos de manejo com água residuária de
suinocultura e adubação química cultivada anualmente com milho, aveia e soja.

Objetivos Específicos:

Avaliar o pH do solo e com os respectivos valores caracterizar a sua influência na


dinâmica do Cu e Zn.
Avaliar de modo geral, como o Cu e Zn se fixam no solo visando prever sua
possível transferência e potencial contaminante para plantas e ambientes aquáticos.

c) Considerações acerca do enquadramento da proposta nos Temas de Interesse:

A água potável, superficial ou subterrânea, está cada vez mais escassa em


decorrência do aumento da população mundial e da intervenção ativa do homem nos
ambientes urbano e rural (AMARAL et al., 2006). Contudo, numa estratégia de
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sustentabilidade por um período maior, o problema da insuficiência dos recursos hídricos


deve ser entendido como uma dupla preocupação: a da quantidade da água, necessária
para comportar as demandas atuais e futuras e a da qualidade, indispensável para
permitir o seu uso sem o comprometimento das demandas ecossistêmicas (SUDERHSA,
2009).
Portanto, medidas para contrapor a insuficiência dos recursos hídricos são
imprescindíveis, o reuso da água caracteriza-se por ser uma opção e, simultaneamente
uma forma econômica de controle de poluição.
O oeste do Paraná é uma região com forte domínio nas atividades agroindustriais e
agrícolas, que acabam por gerar problemas ambientais no Estado, afetando recursos
naturais não renováveis como solo, e água.
Dentre as atividades agroindustriais, destaca-se a produção de suínos, importante
economicamente, mas com alto potencial poluidor quando do manejo inadequado dos
resíduos. O volume significativo de dejetos demanda o desenvolvimento de técnicas de
minimização, tratamento e destino final dos resíduos. Uma dessas técnicas consiste no
tratamento dos dejetos em biodigestores e posterior aplicação da água residuária em solo
agricultável atuando como substituinte parcial ou total de fertilizantes minerais (CERETTA
et al., 2005).
Diversos sistemas de produção vegetal podem ser beneficiados pela reciclagem
agrícola dos dejetos de suínos. Exemplo disso são as culturas graníferas como a do
milho, da soja e do trigo. No entanto, deve-se levar em consideração que a concentração
de nutrientes nos dejetos suínos é diferente daquela necessária para as plantas, a
utlização excessiva e, ou, prolongada poderá ocasionar o desbalanço de nutrientes no
solo. Freqüentemente o mais observado é o excesso, principalmente de fósforo e
micronutrientes, destacando-se o cobre e o zinco. Na medida em que as quantidades
adicionadas são maiores do que aquelas retiradas pelos vegetais, mudanças indesejáveis
poderão ocorrer, alterando também nas condições físicas e biológicas do solo, poluição
das águas, perdas de produtividade e de qualidade de produtos agropecuários e a
redução da diversidade de plantas e organismos do solo (SEGANFREDO, 2007).
Considerando que existem poucos trabalhos na literatura que estudaram a
movimentação do Cobre e Zinco no sistema água-solo-planta, este trabalho vem avaliar
os efeitos da aplicação de ARS sobre esses metais em diferentes culturas em Latossolo
Vermelho Distroférrico, característico da região Oeste do Paraná.
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d) Considerações relativas a contribuição do projeto para o desenvolvimento da


Área de Interesse:

O Paraná através das propriedades familiares associadas às cooperativas locais


constitui-se um dos estados detentores do maior rebanho de suínos do Brasil, ocupando a
2ª posição, com aproximadamente 4 milhões de cabeças de suínos. Encontra-se
distribuído em 136.457 propriedades com a participação efetiva de aproximadamente 38
mil produtores envolvendo 200 municípios (SCHMIDT FILHO, 2006; BLEY JÚNIOR,
2004). A região Oeste especificamente é a mais representativa, se expandiu e
modernizou-se, sendo responsável por empregar significativa mão-de-obra familiar,
constituindo uma importante fonte de renda e de estabilidade social no campo
(ROESLER; CESCONETO, 2004).
Porém, a intensa atividade de suinocultura é preocupante principalmente por gerar
diferentes contaminações no ambiente e assim causar problemas de saúde pública. É
significativo o volume de dejetos gerados e é comum na maioria das propriedades
destinar os dejetos líquidos e sólidos ao solo no período entre-safra como forma de
adubação e reúso de água na agricultura. Esta prática associada ao clima úmido e as
diferentes declividades dos terrenos agrícolas da região potencializa a poluição difusa de
modo a impactar, nas águas superficiais em função do processo de escoamento
superficial, e águas subterâneas pela lixiação. Faz-se necessário estudar as interações
entre os fatores visando quantificar o potencial poluidor da aplicação da água residuária
da suinocultura (ARS) no solo sobre a qualidade da água. No caso específico da região
Oeste, em que a produção vem apresentando um crescimento sistemático e considerável.
As águas residuárias de origem urbana e agroindustrial, que podem ser reutilizadas
para outros fins, requerem diretrizes especiais que avaliem os seus efeitos na saúde
pública (MARCUSO; SANTOS, 2003).
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e) Plano de trabalho e cronograma de execução:

Tempo (mensal) (Início: 01/08/10; final: 01/07/12)


(24 meses de acordo com o edital)
2012 2010 2011

Atividades 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12

Complementação da Revisão
x x x x X x x x x x x x x x x x x x x
Bibliográfica
Preparo e manutenção da
x x X x
área experimental
Semeadura da soja x
Condução da soja em campo
(coleta de dados
x x x x
agronômicos, nutricionais e
ambientais)
Semeadura do milho X
Condução do milho em
campo (coleta de dados
x x x X x
agronômicos, nutricionais e
ambientais)
Semeadura da aveia x
Condução da aveia em
campo (coleta de dados
X x x x
agronômicos,nutricionais e
ambientais)
Análises estatísticas x x x

Relatório final x x x
Artigos científicos para
x x x
congressos internacionais
Artigos científicos para
periódicos internacionais x x x
(ISI)

f) Materiais e métodos:

1. Localização e caracterização da área do experimento

O experimento será desenvolvido no Núcleo Experimental de Engenharia Agrícola


– NEEA da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, localizado na
rodovia BR 467, km 95 no município de Cascavel, Oeste do Paraná. A área está
localizada geograficamente pelas coordenadas 24°48’ de latitude Sul e 53°26’ de
longitude Oeste, com altitude de 760 m.
O clima é do tipo subtropical úmido (Cfa), com precipitação média anual de 1800
mm, verões quentes, geadas pouco freqüentes e tendência de concentração das chuvas
nos meses de verão, contudo, sem estação seca definida. O município apresenta
temperatura média de 20º C e umidade relativa do ar em média de 75 % (IAPAR, 1998).
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O solo da área experimental é classificado como Latossolo Vermelho distroférrico


típico (EMBRAPA, 2006). Amostras de solo nas profundidades de 0-20, 20-40 e 40-60 cm
já foram coletadas a fim de realizar análise granulométrica da área experimental, cujo
resultados são apresentados na Tabela 1.

Tabela 1. Resultado da análise granulométrica do solo da área experimental


Profundidade Silte (%) Argila (%)
Areia (%)
0-20 cm 5,90 14,62 79,48
20-40 cm 6,40 15,82 77,78
40-60 cm 5,60 13,86 80,54
Método do densímetro de Bouyoucos.

Após a colheita da última cultura (milho) foram coletadas amostras de solo de cada
lisímetro na profundidade de 0-60 cm e homogeneizadas por bloco, sendo que os
resultados obtidos serão considerados como a caracterização inicial da área. Na Tabela 2
são apresentados os resultados médios das características químicas do solo em cada
bloco.
Tabela 2. Caracterização do solo da área experimental antes da instalação desse projeto.
pH P M.O. H + Al+3 Al+3 Ca2+ Mg2+ K+
Bloco
CaCl2 mg dm-3 g dm-3 mmolc dm -3

B1 6,61 23,40 23,79 20,41 0,00 83,93 62,93 3,48


6,61 25,70 0,00 133,2 133,27 2,84
B2 17,30 22,64
7
6,51 21,00 0,00 111,3 111,35 2,57
B3 13,65 24,38
5

SB CTC V Cu Zn Fe Mn Na+
Bloco
mmolc dm-3 % mg dm-3 mmolc dm -3

B1 150,29 170,70 85,40 5,41 1,23 11,82 6,84 3,53


B2 225,11 247,75 87,12 5,83 0,63 12,95 7,29 3,97
B3 186,75 211,12 84,55 4,27 0,40 10,41 4,04 3,37

Ntotal Norgânico Ninorgânico NH4 NO3 Condutividade


Bloco
mg dm-3 dS m-1
B1 1786,87 1706,79 80,08 25,93 54,15 0,12
B2 1883,00 1811,67 71,33 23,99 47,34 0,11
B3 1830,03 1767,11 62,93 18,49 44,44 0,08

Desta forma, na área experimental existem vinte e quatro lisímetros de drenagem


instalados, os quais foram construídos de acordo com a (ABOUKHALED et al.1986). Os
lisímetros estão distribuídos em três linhas de oito lisímetros, espaçados de 0,4 m na
vertical e 0,6 m na horizontal (longitudinal e transversal), conforme pode ser observado na
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Figura 1.
Observa-se na Figura 1 que, anexo ao local de instalação dos lisímetros, existe um
cabeçal de controle contendo com quatro sistemas independentes para realização de
irrigação suplementar. Cada sistema é constituído por um painel de controle, o qual
permite sua automação, um reservatório de 1 m3, uma bomba centrífuga de 1 cv, um filtro
de areia, um filtro de tela, registros e manômetros para controlar a vazão e pressão de
saída, respectivamente.
BOMBA
FILTRO DE AREIA
FILTRO DE TELA

MANÔMETRO FITA LISÍMETROS ESTUFA


REGISTRO GOTEJADORA
RESERVATÓRIO

Figura 1. Disposição e caracterização da área experimental.

1.2. Instalação do experimento

O experimento será conduzido durante os anos de 2010 e 2011. A semeadura e


tratos culturais inicialmente seguirão os trabalhos de MOREIRA (2001), PRIOR (2008) e
SMANHOTTO (2008) para aveia, milho e soja, respectivamente.
Cada lisímetro de drenagem apresenta um volume de 1 m3 e área de 1,60 m2
(profundidade de 0,91 m e diâmetro de 1,43 m) e irá compor uma parcela experimental.

1.3. Aplicação da água residuária de suinocultura

A água residuária de suinocultura (ARS) utilizada será coletada no distrito de Três


Bocas, município de Toledo-Paraná em uma propriedade rural que dispõe de um
biossistema integrado no tratamento de dejetos. A água residuária é tratada em um
biodigestor seguido de um tanque de sedimentação e lagoa de estabilização, sendo na
tubulação de saída desta, o ponto de coleta, como pode ser observado na Figura 2.
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Figura 2. Ponto de coleta da água residuária de suinocultura no biossistema integrado.

Antes da semeadura de cada cultura será feita uma única aplicação de ARS. Antes
desta aplicação, será feita a coleta na propriedade e a caracterização da ARS, de acordo
com a metodologia de APHA, AWWA & WEF (1998). Na Tabela 2 é apresentada uma
caracterização média da ARS que será usada no experimento.
Tabela 2. Caracterização média da água residuária de suinocultura que será utilizada no
experimento.
Parâmetros Média
pH (CaCl2) 7,73
-1
Condutividade elétrica (dS m ) 4,89
Turbidez (NTU) 459,33
DBO (mg L-1) 671,04
-1
DQO (mg L ) 1444,07
Amônia (mg L-1) 556,70
-1
Nitrogênio total (mg L ) 801,67
Nitrato (mg L-1) 1,52
Nitrito (mg L-1) 2,03
Fósforo total (mg L-1) 92,19
Orto fosfato solúvel (mg L-1) 96,86
Potássio (mg L-1) 543,33
-1
Sódio (mg L ) 18,20
Cálcio (mg L-1) 50,97
Magnésio (mg L-1) 23,77
-1
Cobre (mg L ) 0,20
Zinco (mg L-1) 1,17
Sólidos
-1
Totais (mg L ) 2640,00
Totais fixos (mg L-1) 1346,67
Totais voláteis (mg L-1) 1293,33
Dissolvidos totais (mg L-1) 1885,67
Dissolvidos fixos (mg L-1) 932,00
-1
Dissolvidos voláteis (mg L ) 953,67
Suspensos totais (mg L-1) 584,00
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Suspensos fixos (mg L-1) 297,67


-1
Suspensos voláteis (mg L ) 286,33
DAS = dias após a semeadura.
A ARS será aplicada manualmente, com o auxílio de regador, tomando-se o
máximo de cuidado para que o efluente seja distribuído uniformemente em toda a área do
lisímetro.

1.4. Descrição dos tratamentos

A opção adotada é continuar com as taxas já aplicadas na área com a finalidade de


se formar um histórico. Assim, as taxas de ARS estabelecidas para este estudo serão
100, 200, 300 m3ha-1 durante os ciclos da culturas.
Além das taxas de aplicação também será avaliado o efeito da adubação na
semeadura. Portanto, os tratamentos aplicados às parcelas neste experimento,
apresentados na Tabela 3 consistirão de quatro taxas de ARS associadas ou não com a
adubação química.
Tabela 3. Descrição dos tratamentos.
Tratamento Taxa ARS Adubação Química
(m3ha-1 no ciclo) Com* Sem
T1 0 X
T2 0 X
T3 100 X
T4 100 X
T5 200 X
T6 200 X
T7 300 X
T8 300 X
*
aplicação de adubação química equivalente a 250 Kg ha-1.

Os tratamentos nas parcelas serão distribuídos obedecendo a ordem estabelecida


por PRIOR (2008) que os sorteou aleatoriamente em cada bloco no segundo ciclo da
cultura. Os tratamentos serão distribuídos nas parcelas da área experimental, em
triplicata, como mostrado na Figura 3.
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Figura 3. Localização dos tratamentos, repetições e blocos na área experimental.

1.5. Coleta e análise das taxas de lixiviação

Coleta e análise do percolado

Durante a condução do experimento, serão coletadas de cada parcela (lisímetro)


amostras do percolado em dois períodos para cada cultura avaliada, antes da semeadura
e após a colheita.
As amostras serão armazenadas, em frascos plásticos de 1000 mL e refrigeradas
em caixa de isopor com gelo durante o deslocamento até o Laboratório de Saneamento
Ambiental da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE, Campus de
Cascavel, onde será determinado: pH, Cu e Zn. As metodologias de análise a serem
utilizadas seguirão APHA, AWWA & WEF (1998) e TEDESCO et al. (1995).

Coleta e análise do solo

Durante a realização do experimento serão coletadas amostras de solo em cada


parcela (lisímetro) na profundidade de 0-60 cm, abrangendo todo o perfil da parcela
experimental. As coletas serão feitas em dois momentos para cada cultura, antes da
semeadura e após a colheita.
As amostras serão conduzidas ao Laboratório de Saneamento Ambiental da
Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE, Campus de Cascavel para
determinação de pH, Cu, Zn segundo metodologias de RAIJ et al. (2001). O objetivo
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dessa avaliação é verificar e classificar o solo após os tratamentos tendo como referência
os padrões de fertilidade do solo da região para as três culturas.

Coleta e análise das plantas

Durante a realização do experimento serão coletadas amostras das plantas de


cada parcela (lisímetro). As amostras coletadas serão da parte aérea e porção radicular,
respeitando 10%, 50% e 100% do período vegetativo de cada cultura.
As amostras serão conduzidas ao Laboratório de Saneamento Ambiental da
Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE, Campus de Cascavel para
determinação de pH, Cu, Zn segundo métodos da espectrofotometria de absorção
atômica de (MALAVOLTA et al., 1997).

1.6. Delineamento experimental e análise estatística

O delineamento experimental será em blocos casualizados em esquema fatorial


(4x2) com três repetições. Serão utilizadas quatro taxas de ARS (0, 100, 200, 300 m3ha-1
no ciclo) e dois níveis de adubação (com ou sem adubação química na semeadura). As
amostras serão coletadas conforme indicado anteriormente nos respectivos parâmetros.
Antes da realização da análise de variância (ANOVA), será feita análise descritiva
dos dados e a verificação da normalidade dos erros. Para os parâmetros que não
apresentaram distribuição normal dos erros serão feitas as transformações de acordo com
PIMENTEL (2000). Será realizada uma análise de variância em cada período de coleta
isoladamente, para o percolado, o solo e planta. Utilizar-se-á mesma análise estatística
para os resultados do solo antes da semeadura, uma vez que a área apresenta um
histórico de taxas de aplicação semelhantes de ARS conforme descrito anteriormente.

g) Resultados esperados:

Quantificar as doses de Cu e Zn sobre as diferentes taxas de aplicação da água


residuária da suinocultura sob culturas tradicionais da região oeste do Paraná (aveia,
milho e soja), considerando o potencial poluidor dos metais, a partir de um histórico de
quatro anos de aplicação.
Verificar se a taxa de aplicação encontrada acima também é capaz de promover
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impacto ambiental, considerando a movimentação dos elementos no perfil do solo. E


avaliar os efeitos do pH na dinâmica desses elementos.

h) Considerações acerca do caráter de inovação do projeto e dos resultados


esperados:

O estudo possibilita conhecer o comportamento dos metais Cobre e Zinco,


metais que via irrigação de ARS são depositados no solo em grandes quantidades, e que
contaminam os mananciais. Poucas pesquisas relatam o potencial de contaminação e
deterioração desses elementos, principalmente abrangendo o sistema água- solo- planta.
A maioria dos estudos, englobam somente a transferência de elementos como fósforo e
nitrogênio e avaliam o escoamento superficial e percolação para corpos d’ água
superficiais e subterrâneos.
Portanto, para a utilização dos dejetos como fertilizantes é fundamental a
elaboração de um plano de manejo de adubação, considerando toda a composição
química dos dejetos, a área utilizada, tipo de solo, além, das exigências da cultura a ser
implantada (EMBRAPA, 2010).
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i) Bibliografia.

ABOUKHALED, A.; ALFARO, J.F.; SMITH,M. Los Lisímetros. Roma, 1986. 60p.
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O Trabalho envolve diretamente pesquisas com seres humanos e ou animais?


SIM ( ) NÃO ( x )

EM CASO AFIRMATIVO, DEVERÁ SER ANEXADO PARECER DO COMITÊ DE ÉTICA


EM PESQUISA DA INSTITUIÇÃO DE PESQUISA SOLICITANTE, EM CONFORMIDADE
COM AS EXIGÊNCIAS DA RESOLUÇÃO 196/96 DA COMISSÃO NACIONAL DE ÉTICA
EM PESQUISA E OU COBEA/BR.

O Trabalho envolve pesquisas com organismos geneticamente modificados?


SIM ( ) NÃO ( x )
Em caso afirmativo:
O Trabalho será desenvolvido em laboratório com certificado de qualidade em
biossegurança?
SIM ( ) NÃO ( x )

Cascavel , 18 de Maio de 2010.

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Silvio César Sampaio Olga Marluci Passarin