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15/02/2017 Linux – Wikipédia, a enciclopédia livre

Linux
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Linux é um termo comumente utilizado para se referir a sistemas
operativos (português europeu) ou sistemas operacionais (português Linux
brasileiro) que utilizam o kernel Linux. O núcleo Linux foi
Versão do sistema operativo baseado em Unix
desenvolvido pelo programador finlandês Linus Torvalds, inspirado
no sistema Minix. O seu código fonte está disponível sob a licença
GPL (versão 2) para que qualquer pessoa o possa utilizar, estudar,
modificar e distribuir livremente de acordo com os termos da licença.
A Free Software Foundation e seus colaboradores usam o nome
GNU/Linux para descrever o sistema operacional, o que tem gerado
controvérsias.[3][4]

Inicialmente desenvolvido e utilizado por grupos de entusiastas em
computadores pessoais, os sistemas operativos (português europeu) ou Tux, a mascote do Linux
sistemas operacionais (português brasileiro) com núcleo Linux passaram Produção Comunidade
a ter a colaboração de grandes empresas como IBM, Sun Modelo Software Livre
Microsystems, Hewlett­Packard (HP), Red Hat, Novell, Oracle,
Lançamento 1991 (26 anos)
Google, Mandriva, Microsoft e Canonical.[5]
Versão estável 4.8.4 (https://pt.wikipe
dia.org/w/index.php?tit
Apoiado por pacotes igualmente estáveis e cada vez mais versáteis de le=Predefini%C3%A
softwares livres para escritório (LibreOffice, por exemplo) ou de uso 7%C3%A3o:ULE/Linu
geral (projeto GNU) e por programas para micro e pequenas empresas x&action=edit)  (22 de
que na maioria dos casos em nada ficam a dever aos seus concorrentes outubro de 2016)[1]
proprietários, e interfaces gráficas cada vez mais amigáveis como o Versão em 3.9­rc8 (https://pt.wiki
KDE e o GNOME, o núcleo Linux, conhecido por sua estabilidade e teste pedia.org/w/index.php?
robustez, tem gradualmente caído no domínio popular, encontrando­se title=Predefini%C3%A
cada vez mais presente nos computadores de uso pessoal atuais. Mas 7%C3%A3o:%C3%9A
ltimo_lan%C3%A7ame
já há muito que o Linux se destaca como o núcleo preferido em nto_inst%C3%A1vel/L
servidores de grande porte, encontrando­se quase sempre presente nos inux&action=edit)  (21
mainframes de grandes empresas e até mesmo no computador mais de abril de 2013)[2]
rápido do mundo, o Tianhe­2, chinês (lista TOP500).
Mercado­alvo Geral
Arquitetura(s) Diversas

Índice Núcleo Linux


Licença GNU GPL / Outras
1 História Página oficial kernel.org (http
1.1 Antecedentes s://kernel.org/)
1.2 Criação linux.org (htt
2 Núcleo p://linux.org/)
2.1 Arquitetura Estado de desenvolvimento
2.2 Portabilidade
Ativo
2.3 Termos de licenciamento
2.4 Sistemas de arquivos suportados
3 Sistema operacional
4 Diretórios
5 Distribuições
5.1 Interface com o Usuário
6 Código aberto e programas livres

https://pt.wikipedia.org/wiki/Linux 1/12
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7 Controvérsias quanto ao nome
7.1 Sobre o símbolo
8 Escândalo dos programas de vigilância da NSA
9 Ver também
9.1 Eventos
10 Referências
10.1 Bibliográficas
11 Ligações externas
11.1 Principais distribuições LINUX/GNU
11.2 Principais remasterizações LINUX/GNU

História
Antecedentes

O sistema operacional Unix foi concebido e implementado em 1969
pela AT&T Bell Laboratories nos Estados Unidos por Ken
Thompson, Dennis Ritchie, Douglas McIlroy, e Joe Ossanna. "O que queríamos preservar era não
Lançado pela primeira vez em 1971, o Unix foi escrito inteiramente só um bom ambiente para fazer
em linguagem assembly uma prática comum para a época. Mais programação, mas sim um sistema
tarde, em uma abordagem pioneira em 1973, ele foi reescrito na em torno do qual um
linguagem de programação C por Dennis Ritchie (com exceções companheirismo poderia se formar.
para o kernel e I/O). A disponibilidade de uma implementação do Por experiência, sabíamos que a
essência da computação em
Unix feita em linguagem de alto nível fez a sua portabilidade para
comunidade da maneira
diferentes plataformas de computador se tornarem mais fácil. Na proporcionada pelo acesso remoto e o
época, a maioria dos programas era escrita em cartões perfurados compartilhamento de tempo de
que tinham de ser inseridos em lotes em computadores máquinas não é apenas para digitar
mainframe.[6] programas em um terminal em vez de
um fundador de papel, mas para
Devido a um caso antitruste que a proibia de entrada no negócio de encorajar a comunicação de perto".
computadores, a AT&T foi obrigada a licenciar o código fonte do
sistema operacional para quem quisesse.[7] Com o resultado, o Unix
cresceu rapidamente e se tornou amplamente adotado por instituições acadêmicas e diversas empresas. Em
1984, a AT&T se desfez da Bell Labs; livres da obrigação legal exigindo o licenciamento do royalty, a Bell
Labs começou a vender o Unix como um Software proprietário.[6]

O Projeto GNU, iniciado em 1983 por Richard Stallman, teve o objetivo de criar um "sistema de software
completamente compatível com o Unix", composto inteiramente de software livre. O trabalho começou em
1984.[8] Mais tarde, em 1985, Stallman começou a Free Software Foundation e escreveu a Licença Pública
Geral GNU (GNU GPL) em 1989. No início da década de 1990, muitos dos programas necessários em um
sistema operacional (como bibliotecas, compiladores, editores de texto, uma Unix shell, e um sistema de
janelas) foram concluídos, embora os elementos de baixo nível, como drivers de dispositivo, daemons e as do
kernel foram paralisadas e não completadas.[9]

Apesar de não ser sido lançado até 1992 devido a complicações legais, o desenvolvimento de 386BSD, que
veio a partir do NetBSD, OpenBSD e FreeBSD, que antecedeu do Linux. Linus Torvalds disse que se o
386BSD estivesse disponível naquele momento, ele provavelmente não teria criado o Linux.[10]

Criação

https://pt.wikipedia.org/wiki/Linux 2/12
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O núcleo Linux foi, originalmente, escrito por Linus Torvalds do Departamento de Ciência da Computação da
Universidade de Helsinki, Finlândia, com a ajuda de vários programadores voluntários através da Usenet (uma
espécie de sistema de listas de discussão existente desde os primórdios da Internet).

Linus Torvalds começou o desenvolvimento do núcleo como um projeto particular, inspirado pelo seu interesse
no Minix, um pequeno sistema UNIX desenvolvido por Andrew S. Tanenbaum.[11] Ele limitou­se a criar, nas
suas próprias palavras, "um Minix melhor que o Minix" ("a better Minix than Minix"). E depois de algum
tempo de trabalho no projecto, sozinho, enviou a seguinte mensagem para comp.os.minix:

Você suspira pelos bons tempos do Minix­1.1, quando os homens eram homens e escreviam
seus próprios "device drivers"?[12] Você está sem um bom projecto em mãos e deseja trabalhar
num S.O. que possa modificar de acordo com as suas necessidades? Acha frustrante quando
tudo funciona no Minix? Chega de noite ao computador para conseguir que os programas
funcionem? Então esta mensagem pode ser exactamente para você. Como eu mencionei há um
mês atrás, estou trabalhando numa versão independente de um S.O. similar ao Minix para
computadores AT­386. Ele está, finalmente, próximo do estado em que poderá ser utilizado
(embora possa não ser o que você espera), e eu estou disposto a disponibilizar o código­fonte
para ampla distribuição. Ele está na versão 0.02... contudo eu tive sucesso ao executar bash,
gcc, gnu­make, gnu­sed, compress etc. nele.

Curiosamente, o nome Linux foi criado por Ari Lemmke, administrador do
site ftp.funet.fi que deu esse nome ao diretório FTP onde o núcleo Linux
estava inicialmente disponível.[13] Linus inicialmente tinha­o batizado como
"Freax".[14]

No dia 5 de outubro de 1991 Linus Torvalds anunciou a primeira versão
"oficial" do núcleo Linux, versão 0.02. No ano de 1992, Linus Torvalds
mudou a licença do núcleo Linux, de uma licença própria para uma licença
livre compatível com a GPL do projeto GNU[15]. Desde então, muitos
programadores têm contribuído com o desenvolvimento, ajudando a fazer do
Linux o núcleo de enorme sucesso colaborativo que é hoje. No início era
utilizado por programadores ou só por quem tinha conhecimentos e usava
Linus Torvalds, criador e linhas de comando. Hoje isso mudou e existem diversos grupos que criam
principal mantenedor do ambientes gráficos para as diversas distribuições GNU/Linux, que são cada
núcleo Linux. vez mais amigáveis, de forma que, uma pessoa com poucos conhecimentos
consegue usar o Linux, através de uma distribuição GNU/Linux, por exemplo.
Hoje o Linux é um núcleo estável e consegue reconhecer muitos periféricos
sem a necessidade de que o usuário precise instalar drivers de som, vídeo, modem, rede, entre outros.

Núcleo
O termo Linux refere­se ao núcleo (em inglês: "kernel") do
sistema operativo que inicia e gerencia outros programas
que fornecem o acesso aos recursos do sistema como os
vários software livres de shells, compiladores, bibliotecas­
padrão e os comandos que fazem parte do Projeto GNU. O
Projeto GNU, por sua vez, foi criado pela Free Software
Foudation com o intuito de criar um sistema operacional
completo, totalmente livre e compatível com o Unix. O
principal compilador do Linux C, gcc, é um pedaço do
projeto GNU.[16]
A onipresença da Núcleo Linux

https://pt.wikipedia.org/wiki/Linux 3/12
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Arquitetura

O Linux é um núcleo monolítico: as funções do núcleo
(escalonamento de processos, gerenciamento de memória,
operações de entrada/saída, acesso ao sistema de arquivos) são
executadas no espaço de núcleo. Uma característica do núcleo
Linux é que algumas das funções (drivers de dispositivos, suporte à
rede, sistema de arquivos, por exemplo) podem ser compiladas e
executadas como módulos (em inglês: LKM ­ loadable kernel GNOME Shell, interface gráfica para
modules), que são bibliotecas compiladas separadamente da parte Linux
principal do núcleo e podem ser carregadas e descarregadas após o
núcleo estar em execução.

Portabilidade

Embora Linus Torvalds não tivesse como objetivo inicial tornar o
Linux um sistema portátil, ele evoluiu nessa direção. Linux é hoje
um dos núcleos de sistemas operativos mais portáteis, correndo em
sistemas desde o iPaq (um computador portátil) até o IBM S/390
(um denso e altamente custoso mainframe).
KDE, interface gráfica para Linux
Os esforços de Linus foram também dirigidos a um diferente tipo
de portabilidade. Portabilidade, de acordo com Linus, era a
habilidade de facilmente compilar aplicações de uma variedade de
código fonte no seu sistema; consequentemente, o Linux
originalmente tornou­se popular em parte devido ao esforço para
que os códigos­fonte GPL ou outros favoritos de todos corressem
em Linux.

O Linux hoje funciona em dezenas de plataformas, desde
mainframes até um relógio de pulso, passando por várias
arquitecturas: x86 (Intel, AMD), x86­64 (Intel EM64T, AMD64),
ARM, PowerPC, Alpha, SPARC e etc, com grande penetração
também em sistemas embarcados, como handhelds, PVR, console
de videogames, celulares, TVs e centros multimídia, entre outros. Compiz Fusion, um gerenciador de janelas
OpenGL
Termos de licenciamento

Inicialmente, Torvalds lançou o Linux sob uma licença de software própria que proibia qualquer uso comercial.
Isso foi mudado, um ano depois, para a GNU General Public License. Essa licença permite a distribuição e até
a venda de versões até mesmo modificadas do Linux, mas requer que todas as cópias sejam lançadas dentro da
mesma licença e acompanhadas de acesso ao código fonte.

Apesar de alguns dos programadores que contribuem para o núcleo permitirem que o seu código seja licenciado
com GPL versão 2 ou posterior, grande parte do código (incluído as contribuições de Torvalds) menciona
apenas a GPL versão 2. Isto faz com que o núcleo como um todo esteja sob a versão 2 exclusivamente.

Sistemas de arquivos suportados

O Linux possui suporte de leitura e escrita a vários sistema de arquivos, de diversos sistemas operacionais,
além de alguns sistemas nativos. Por isso, quando o Linux é instalado em dual boot com outros sistemas
(Windows, por exemplo) ou mesmo funcionando como Live CD, ele poderá ler e escrever nas partições
formatadas em FAT e NTFS. É por isso que os Live CDs Linux são muito utilizados na manutenção e
recuperação de outros sistemas operacionais.[17]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Linux 4/12
15/02/2017 Linux – Wikipédia, a enciclopédia livre

Entre os sistemas de ficheiros suportados pelo Linux, podemos citar UFS (Unix), FAT, NTFS, JFS, XFS,
HPFS, Minix e ISO 9660 (sistema de ficheiros usado em CD­ROMs), este último também com as extensões
RRIP (IEEE P1282) e ZISOFS.[18] Alguns sistemas de ficheiros nativos são, entre outros, Ext2, Ext3, Ext4,
ReiserFS e Reiser4.[19] Alguns sistemas de ficheiros com características especiais são SWAP, UnionFS,
SquashFS, Tmpfs, Aufs e NFS, dentre outros.

Sistema operacional
Logo que Linus Torvalds passou a disponibilizar o Linux, ou seja na sua versão
0.01, já havia suporte ao disco rígido, tela, teclado e portas seriais, o sistema de
arquivos adotava o mesmo layout do Minix (embora não houvesse código do
Minix no Linux), havia extensos trechos em assembly, e ela já era capaz de rodar
o bash e o gcc.

A linha guia quando implementei o Linux foi: fazê­lo funcionar
Richard Stallman, rápido. Eu queria o núcleo simples, mas poderoso o suficiente
fundador do projeto GNU para rodar a maioria dos aplicativos Unix.[20]
para um sistema
operacional livre.
O próprio usuário deveria procurar os programas que dessem funcionalidade ao
seu sistema, compilá­los e configurá­los. Talvez por isso, o Linux tenha
carregado consigo a etiqueta de sistema operativo apenas para técnicos. Foi neste ambiente que surgiu a MCC
Interim Linux, do Manchester Computer Centre, a primeira distribuição Linux, desenvolvida por Owen Le
Blanc da Universidade de Manchester, capaz de ser instalada independentemente em um computador. Foi uma
primeira tentativa de facilitar a instalação do Linux.

Desde o começo, o núcleo Linux incluía um sistema básico para chamadas do sistema e acesso aos dispositivos
do computador. O núcleo de um sistema operativo define entre várias operações, o gerenciamento da memória,
de processos, dos dispositivos físicos no computador e é uma parte essencial de qualquer sistema operacional
utilizável, contudo para um sistema operacional adquirir funcionalidade são necessários também vários outros
aplicativos que determinam funções específicas que aquele sistema será capaz de desenvolver, os aplicativos
existentes num sistema operacional com a única exceção do núcleo são determinados pelo usuário do
computador, como por exemplo: interpretadores de comandos, gerenciadores de janelas, que oferecem
respectivamente uma interface para o usuário do computador, CLI ou GUI, e outros aplicativos como editores
de texto, editores de imagem, tocadores de som, e, mas não necessariamente, compiladores.

A maioria dos sistemas inclui ferramentas e utilitários baseados no BSD e tipicamente usam XFree86 ou X.Org
para oferecer a funcionalidade do sistemas de janelas X — interface gráfica. Assim como também oferecem
ferramentas desenvolvidas pelo projeto GNU.

No momento do desenvolvimento do Linux, vários aplicativos já vinham sendo reunidos pelo Projeto GNU da
Free Software Foundation (‘Fundação Software Livre’), que embarcara num subprojeto que ainda continua
para obter um núcleo, o GNU Hurd. Porém devido a várias complicações o projeto GNU e demora em
desenvolver o Hurd, Stallman acabou adotando o núcleo Linux como base para distribuir os programas do
projeto GNU ; no entanto diversas pessoas e instituições tiveram a mesma ideia e assim começaram a surgir
várias distribuições baseadas no núcleo desenvolvido inicialmente por Linus.

Diretórios
Os scripts de shell, que são:os arquivos de textos, os comandos executáveis, entre outros arquivos comuns são
nomeados como arquivos regulares. Estes tipos de arquivos possuem dados que podem ser lidos ou executados
por instruções. Também há arquivos que não são regulares, como diretórios ou redirecionamentos com nomes.
Eles contêm dados singulares ou possuem comportamentos especiais quando acessados.[21]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Linux 5/12
15/02/2017 Linux – Wikipédia, a enciclopédia livre

Os arquivos são organizados em diretórios ou listagens de arquivos. Todos os demais arquivos no Linux, um
diretório é lidado também como um tipo de de arquivo. Cada diretório poderá conter um subdiretório,
originando assim uma lista hierárquica. Os diretórios são organizados somente em uma árvore monolítica. O
mais alto dos diretórios é chamado de diretório­raiz. Ele se difere em relação aos outros sistemas operacionais,
que tem discos marcados separadamente. O Linux lida qualquer parte do disco como um subdiretório dentro
dessa estrutura do principal diretório. Partindo do ponto de vista do usuário, é praticamente impossível afirmar
em qual parte do disco é pertencido um respectivo diretório, pois aparentemente tudo pertence ao único
disco.[21]

O nome de caminho é uma string que mostra uma localização de um arquivo, de acordo com sua ordem de
diretórios que for encontrado ao passar. O diretório­raiz, é determinado com o símbolo da barra (/). O uso de
mais nomes de barras e diretórios especifica os diretórios adicionais. Quando os usuários se conectam, são
trazidos no diretório pessoal chamado de seu diretório de entrada. Esse diretório é tipificado com um til (~) em
Bash.[21]

O diretório de trabalho, ou chamado também diretório corrente é representado por um ponto final (.). Quando
ele não começa com uma barra, o Bash julga que é um caminho relativo ao diretório de trabalho. O diretório­
pai, é simbolizado por dois pontos (..). Esses dois pontos podem ser usados em qualquer diretório a fim de
mover em direção ao diretório­raiz da árvore de diretórios, anulando assim o diretório dito anteriormente em
um caminho.[21]

Os nomes de caminhos sem uma barra inicial são nomeados de caminhos relativos, pois eles especificam a
localização de um arquivo em comparação ao diretório corrente. Esses caminhos relativos são de utilidade para
representar arquivos em seu diretório corrente ou em subdiretórios deste.[22]

Os caminhos com uma barra no início são nomeados de caminhos absolutos. Esses tipos de caminhos denotam
a localização do arquivo em comparação ao diretório­raiz. Não importando onde que esse diretório­raiz estiver.
Os caminhos absolutos sempre identificam o arquivo com precisão. Esses caminhos absolutos servem de
localização de arquivos comuns que são guardados sempre no mesmo lugar.[22]

A maioria das distribuições Linux incluem os respectivos diretórios:[22]

/dev ­ Contém drives de dispositivos.
/bin e /usr/bin ­ Contém comandos­padrão de Linux.
/lib e /usr/lib ­ Possui as bibliotecas­padrão de Linux.
/var ­ Possui arquivos de configuração e de log.
/etc ­ Possui arquivos padrão de configuração.
/usr/local/bin ­ Possui comandos que não são parte da distribuição, acrescentando pelo seu administrador.
/opt ­ Possui software comercial
/tmp ­Armazena arquivos temporários.
/sbin e /usr/sbin ­ Possui comandos de administração de sistema.

Distribuições
Atualmente, um Sistema Operacional (em Portugal Sistema Operativo) Linux ou GNU/Linux completo (uma
"Lista de distribuições de Linux ou GNU/Linux") é uma coleção de software livre (e por vezes não­livre)
criado por indivíduos, grupos e organizações de todo o mundo, incluindo o núcleo Linux. Companhias como a
Red Hat, a SuSE, a Mandriva (união da Mandrake com a Conectiva) e a Canonical (desenvolvedora do Ubuntu
Linux), bem como projetos de comunidades como o Debian ou o Gentoo, compilam o software e fornecem um
sistema completo, pronto para instalação e uso. Patrick Volkerding também fornece uma distribuição Linux, o
Slackware.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Linux 6/12
15/02/2017 Linux – Wikipédia, a enciclopédia livre

As distribuições do Linux ou GNU/Linux começaram a receber
uma popularidade limitada desde a segunda metade dos anos 90,
como uma alternativa livre para os sistemas operacionais Microsoft
Windows e Mac OS, principalmente por parte de pessoas
acostumadas ao Unix na escola e no trabalho. O sistema tornou­se
popular no mercado de Desktops e servidores, principalmente para
a Web e servidores de bancos de dados.

No decorrer do tempo, várias distribuições surgiram e
Imagem da interface do Ubuntu, uma das
desapareceram, cada qual com sua característica. Algumas
mais bem sucedidas distribuições
distribuições são maiores outras menores, dependendo do número
de aplicações e sua finalidade. Algumas distribuições de tamanhos Linux. [23]
menores cabem num disquete com 1,44 MB, outras precisam de
vários CDs, existindo até algumas versões em DVD.

Todas elas tem o seu público e sua finalidade, as pequenas (que ocupam poucas disquetes) são usadas para
recuperação de sistemas danificados ou em monitoramento de redes de computadores.

Dentre as maiores, distribuídas em CDs, podem­se citar: Slackware, Debian, Suse, e Conectiva. Cada
distribuição é, em síntese, um sistema operacional independente, de modo que os programas compilados para
uma distribuição podem não rodar em outra, embora usem o mesmo núcleo (o Linux propriamente dito). A
distribuição Conectiva Linux, por exemplo, tinha as suas aplicações traduzidas em português, o que fez com
que os usuários que falam a Língua Portuguesa tenham aderido melhor a esta distribuição. Hoje esta
distribuição foi incorporada à Mandrake, o que resultou na Mandriva. Para o português, existe também as
distribuições brasileiras, como As mais recentes Duzero (http://duzeru.org), Metamorphorse (http://www.meta
morphoselinux.net), GoboLinux, Linuxfx ctOS (http://www.linuxfx.org) Big Linux (https://www.biglinux.com.
br/web/), Dizinha Linux, DreamLinux (http://www.dreamlinux.com.br), Dual O/S (http://www.dual­softwares.c
om/dual_os.htm), Ekaaty (http://www.ekaaty.com.br/wiki/), Famelix (http://www.famelix.com.br/), FeniX (htt
p://www.sistemafenix.com.br/), GoblinX (http://www.goblinx.com.br/), Kalango (http://kalangolinux.org/site/)
e Kurumin (essa distribuição foi descontinuada pelo seu mantenedor), construída sobre Knoppix e Debian, e a
Caixa Mágica, existente nas versões 32 bits, 64 bits, Live CD 32 bits e Live CD 64 bits, e com vários
programas open source: LibreOffice, Mozilla Firefox, entre outros.

Existem distribuições com ferramentas para configuração que facilitam a administração do sistema.

As principais diferenças entre as distribuições estão nos seus sistemas de pacotes, nas estruturas dos diretórios e
na sua biblioteca básica. Por mais que a estrutura dos diretórios siga o mesmo padrão, o FSSTND é um padrão
muito relaxado, principalmente em arquivos onde as configurações são diferentes entre as distribuições. Então
normalmente todos seguem o padrão FHS (File Hierarchy System), que é o padrão mais novo. Vale lembrar,
entretanto, que qualquer aplicativo ou driver desenvolvido para Linux pode ser compilado em qualquer
distribuição que vai funcionar da mesma maneira.

Quanto à biblioteca, é usada a biblioteca libc, contendo funções básicas para o sistema Operacional Linux. O
problema é que, quando do lançamento de uma nova versão da Biblioteca libc, algumas distribuições colocam
logo a nova versão, enquanto outras aguardam um pouco. Por isso, alguns programas funcionam numa
distribuição e noutras não.

Existe um movimento LSB (Linux Standard Base) que proporciona uma maior padronização. Auxilia
principalmente vendedores de software que não liberam para distribuição do código fonte, sem tirar
características das distribuições. O sistemas de pacotes não é padronizado.

ArchLinux, Debian, Fedora, Mandriva, Mint, openSuse, PCLinuxOS, Puppy, Sabayon, Slackware e Ubuntu são
algumas das distribuições mais utilizadas actualmente, listadas aqui por ordem alfabética.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Linux 7/12
15/02/2017 Linux – Wikipédia, a enciclopédia livre

Existem também distribuições Linux para sistemas móveis, como tablets e smartphones, sendo o Android,
desenvolvido pelo Google, a mais difundida de todas. Outras distribuições Linux para sistemas móveis são o
Maemo e o MeeGo.

Interface com o Usuário

Uma característica que acaba resultando na diferenciação de uma Distribuição Linux é a Interface Gráfica.
Algumas distribuições utilizam a interface KDE, outras utilizam interface GNOME, outras utilizam a interface
XFCE, e ainda existem várias outras interfaces que podem ser utilizadas.

Exemplo de Interfaces Gŕaficas
       

Unity Cinnamon GNOME Enlightenment

       

KDE Plasma LXDE MATE Fluxbox

   

Sugar Trinity Xfce

Código aberto e programas livres
Um programa, assim como toda obra produzida atualmente, seja ela literária, artística ou tecnológica, possui
um autor. Os Direitos sobre a ideia ou originalidade da obra do autor, que incluem essencialmente distribuição,
reprodução e uso é feito no caso de um programa através de sua licença.

Existem dois movimentos que regem o licenciamento de programas no mundo livre, os programas de código
aberto e os programas livres. Os dois representados respectivamente pela OSI e pela FSF oferecem licenças
para produção de software, sendo seus maiores representantes a licença BSD e a GPL.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Linux 8/12
15/02/2017 Linux – Wikipédia, a enciclopédia livre

O Linux oferece muitos aplicativos de open source,
contudo nem todos podem ser considerados programas
livres, dependendo exclusivamente sob qual licença estes
programas são distribuídos. Os programas distribuídos sob
tais licenças possuem as mais diversas funcionalidades,
como desktops, escritório, edição de imagem e inclusive de
outros sistemas operacionais.

Também existem organizações inclusive no mundo livre
como a organização Linux Simples para o Usuário Final
(SEUL) que tem como objetivo adotar a maior gama Pacote de software LAMP para servidor web
possível de aplicativos de alta qualidade produzidos sobre a
GPL. É um projeto voluntário que atualmente se foca no aprendizado de Linux, seu uso na ciência e em
documentos de advocacia, bem como gerenciar e coordenar projetos de desenvolvimento de aplicativos.

Controvérsias quanto ao nome
Linux foi o nome dado ao núcleo de sistema operacional criado por Linus Torvalds. Por extensão, sistemas
operacionais que usam o núcleo Linux são chamados genericamente de Linux. Entretanto, a Free Software
Foundation afirma que tais sistemas operacionais são, na verdade, sistemas GNU, e o nome mais adequado
para tais sistemas é GNU/Linux, uma vez que grande parte do código­fonte dos sistemas operacionais baseados
em Linux são ferramentas do projeto GNU.[24]

Há muita controvérsia quanto ao nome. Eric Raymond afirma, no Jargon File, que a proposta da FSF só
conseguiu a "aceitação de uma minoria" e é resultado de uma "disputa territorial".[25] Linus Torvalds afirma
que consideraria "justo" que tal nome fosse atribuído a uma distribuição do projeto GNU, mas que chamar os
sistemas operacionais Linux como um todo de GNU/Linux seria "ridículo".[26] Linus disse não se importar
sobre qual o nome usado; considera a proposta da GNU como "válida" ("ok"), mas prefere usar o termo
"Linux".[27]

Sobre o símbolo

O símbolo do software foi escolhido pelo seu criador (Linus Torvalds),que um
dia estava no zoológico e foi surpreendido pela mordida de um pinguim. Fato
curioso e discutido até hoje.[28]

Em 1996, muitos integrantes da lista de discussão "Linux­Kernel" estavam
discutindo sobre a criação de um logotipo ou de um mascote que representasse o
Linux. Muitas das sugestões eram paródias ao logotipo de um sistema
operacional concorrente e muito conhecido (Windows). Outros eram monstros ou
animais agressivos. Linus Torvalds acabou entrando nesse debate ao afirmar em
uma mensagem que gostava muito de pinguins. Isso foi o suficiente para dar fim
à discussão.
Tux.
Depois disso, várias tentativas foram feitas numa espécie de concurso para que a
imagem de um pinguim servisse aos propósitos do Linux, até que alguém sugeriu a figura de um "pinguim
sustentando o mundo". Em resposta, Linus Torvalds declarou que achava interessante que esse pinguim tivesse
uma imagem simples: um pinguim "gordinho" e com expressão de satisfeito, como se tivesse acabado de comer
uma porção de peixes. Torvalds também não achava atraente a ideia de algo agressivo, mas sim a ideia de um
pinguim simpático, do tipo em que as crianças perguntam "mamãe, posso ter um desses também?". Ainda,
Torvalds também frisou que trabalhando dessa forma, as pessoas poderiam criar várias modificações desse
pinguim. Isso realmente acontece.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Linux 9/12
15/02/2017 Linux – Wikipédia, a enciclopédia livre

Quando questionado sobre o porquê de pinguins, Linus Torvalds respondeu que não havia uma razão em
especial, mas os achava engraçados e até citou que foi bicado por um "pinguim assassino" na Austrália e ficou
impressionado como a bicada de um animal aparentemente tão inofensivo podia ser tão dolorosa.

Escândalo dos programas de vigilância da NSA
As revelações da vigilância global exercida pela Agência de Segurança Nacional trouxeram à tona alegações de
que Google, Yahoo!, Facebook e Microsoft estão entre as muitas empresas intencionalmente cooperando com a
NSA, oferecendo acesso aos seus sistemas via uma backdoor criada especialmente para atender aos interesses
da Agência.

No caso de sistemas operacionais Linux, a agência americana NSA pediu ao criador do Linux, Linus Torvalds,
para criar backdoors em GNU / Linux, através do qual eles poderiam acessar o sistema.[29]

O fato dos sistemas GNU/Linux serem software livre permitem que qualquer um realize auditoria sobre o
código, dessa forma dificultando a inserção de backdoors.

Ver também
LINUX Guia de Comandos
Lista de distribuições GNU/Linux
Comparação entre distribuições Linux
Comandos Linux
Lei de Linus

Eventos

FISL (Fórum Internacional de Software Livre)
Installfest

Referências
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15/02/2017 Linux – Wikipédia, a enciclopédia livre

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Bibliográficas
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administradores Linux. 1 ed. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2005. ISBN 8573934050

Ligações externas
Página oficial do kernel Linux (http://www.kernel.org)
A Wikipédia possui o portal:
Página oficial do Projeto GNU (http://www.gnu.org)
O Sistema Operacional GNU (http://www.gnu.org/gnu/linux­an Software Livre
d­gnu.pt­br.html)
Página comunitária linux.org (http://www.linux.org/info/index.h
tml) (em inglês)
Distrowatch: classificação e listagem com detalhes das principais distribuições Linux/GNU (http://distro
watch.com/)

Principais distribuições LINUX/GNU

Página do projeto Linux/GNU "OpenSuSE" (http://www.opensuse.org)
Página do projeto Linux/GNU "Ubuntu" (http://www.ubuntu.com)
Página do projeto Linux/GNU "Debian" (http://www.debian.org)
Página do projeto Linux/GNU "Fedora" (https://getfedora.org/)

Principais remasterizações LINUX/GNU

Página do projeto Linux/GNU "LinuxMint" (http://linuxmint.com) ­ Remasterização do Ubuntu

Portal do Linux

https://pt.wikipedia.org/wiki/Linux 11/12
15/02/2017 Linux – Wikipédia, a enciclopédia livre

Arch · Debian · Fedora · Ubuntu · Mandriva · Linux Mint · OpenSUSE · PCLinuxOS · Puppy · Sabayon
· Slackware Linux · Kurumin · Big Linux · Poseidon Linux · Ekaaty Linux · DreamLinux

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