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Gabhaim molta Bride / Gabāmi molāθun Brigenθī

Fonte: http://www.gaolnaofa.org/library/music/gabhaim-molta-bride/

Gabhaim molta Bride, Gabāmi molāθun Brigenθī,


Ionmhain í le hÉireann, Kaymā in Īweryon,
Ionmhain le gach tír í, Kaymā in kwāxwū tīrū,
Molaimis go léir í. Gabāmon kon lērū ei̯ ī (?).

Lóchrann geal na Laighneach, Lōkornah gelah Lagīnotīrī,


‘Soilsiú feadh na tire. ?-eθiyo edan tīrī.
Ceann ar óghaibh Éireann, Kwennan yowenθūθah Īweryonah,
Ceann na mban ar míne. Kwennan anhran banan mīnan.

Tig an gheimhreadh dian dubh, In tegih gyemoraθī dēnan duban,


Gearradh lena ghéire, Gerrāθi leθ gigrū,
Ach ar Lá ‘le Bríde Extah vor laθyū Brigenθiyāh
Gar dúinn Earrach Éireann Garrah verrakah to Īweryonen.

Notas da Tradução:

1 – Estamos a lidar com Irlandês Moderno, na versão original! 

2 – As desinências nominais e verbais são todas retiradas do “Sengoidelc” de Stifter. As


mudanças fonéticas também.

3 – Em vez do maldito ionmhain, sugiro um cognato semântico derivado do PC


*koymo- que deu origem ao Irlandês Antigo cáem1 (‘querido’) [Matasović 2009: 220]
[eDIL].

4 – A expressão «go léir» remonta a «kon lērū» que parece ter valor adverbial. Como
você já se deve ter apercebido a tradução inglesa não é a melhor. Sugeriria «Molaimis
go léir í» = «Louvemo-la zelosamente».

5 – *Lōkornah é o presumido antecedente de lócharn e lúacharn, empréstimos do Latim


lucerna.2

6 – *Lagīnotīrah > Leinster, segundo a etimologia folclórica que deriva o nome antigo
Laigin do nome alternativo para lança: láigen [PCEW 2007: 52] . O segundo elemento é
mais certo, conferindo ao topónimo o hipotético sentido de ‘Terra/País das Lanças’. 3

7 – Pesquisei um pouco sobre esse ‘soilsiú, sem encontrar um antecedente em Irlandês


Antigo; porém, esta página aqui – http://www.teanglann.ie/en/eid/soilsi%C3%BA – me
leva a crer que seja um derivado de súl (‘sol’); ou seja, é uma inovação moderna. Que

1
- http://www.dil.ie/advanced_search?q=dear&language=eng#search_results
2
- http://www.dil.ie/search?q=l%C3%BAacharn%28n%29
3
- https://en.wikipedia.org/wiki/Laigin
tal algo mais antigo? O eDIL4 também não ajuda muito, uma vez que não há nenhum
verbo que surja no dicionário de Matasović, e o PCEW só oferece reconstruções
irrealistas. Só em ocorre criar um verbo deadjetival com base em *bāno- > bán
(‘brilhante’)…

8 – Feadh (‘along’ ‘throughout’) de alguma forma provém de *φedom (‘pé’); Ward


[1996: 39] e o Wiktionary5 confirmam-no. Em termos semânticos, faz sentido, mas em
termos formais, não faço ideia porque é que /f/ inicial surgiu.

9 – Ceann significa ‘cabeça’6, não ‘orgulho’… O.o De novo: má tradução?

10 – A forma tig no lugar de teach implica que estamos noutro caso que não o
nominativo, o que me leva a teorizar que está naquilo que em Irlandês Antigo se chama
de caso preposicional (dativo + instrumental + ablativo + locativo), se bem que o
resultado esperado seria tigh7. Ou seja, «Tig an gheimhreadh» = «Na casa do inverno».

11 – Não sei o que significa dian… pensei que o Irlandês Antigo dían (‘rápido’) se
pudesse ter tornado uma forma intensiva (semelhante ao ande do Gálico), mas não
encontro referências a isso ser possível.

12 – Gearradh não é um verbo, mas sim um substantivo verbal. Presumo, portanto, que
a tradução seria «gearradh lena ghéire» = «um corte com a agudeza». Não vejo nenhum
elemento na frase irlandesa que corresponda a its (‘a sua’).

13 – Presumo (e outros também) que no Gaeilge Ársa o /w/ inicial do Proto-Céltico já


se tinha tornado /v/. Deste modo, o /f/ inicial em palavras do Irlandês Antigo como fer <
*wiro- são mais fáceis de explicar.

14 – Existe um detalhe que temos de discutir… Sabendo você que a minha opinião é
que os nós Goidélico e Britónico são derivados de um derradeiro Proto-Céltico Insular,
e que ambos exibem muitas inovações em comum (isto já é facto, né?), não seria de
ponderar a introdução de mutações? Não faço ideia se há estimativas de quando é que
este sistema surgiu. Foi algo herdado do tal Proto-Céltico Insular? Ou surgiu por ambos
os nós estarem inseridos num sprachbund? E mais: a epigrafia ogâmica revela sinais da
presença de mutações consonânticas iniciais?

15 – A título de curiosidade descobri isto: IM ársa8 < IA arsaid (< *arsā) < PC *φarstā
< PIE *pr̥-steh2. Porém, acho estranho o Irlandês Antigo ter aquela forma… O esperado
seria algo como *ars. Quase que parece um nominativo plural, como no caso de [Stifter
2006: 161]:

*φareseds (‘condutor de carro’) > IP *arehes > IA arae (‘condutor de carro’)

*φaresedes (‘condutores de carro’) > IP *arehedeh > IA araid (‘condutores de carro’)

4
- Esse *swol- seria o grau-o do PIE *swel- (‘carbonizar’ ‘queimar’), que surge no teónimo Nantosu̯eltā
(‘Vale Solarengo’) com conotações solares e, claro, luminosas.
5
- https://en.wiktionary.org/wiki/feadh#Irish
6
- http://www.dil.ie/search?q=tech&search_in=headword
7
- https://en.wiktionary.org/wiki/tigh#Irish
8
- https://en.wiktionary.org/wiki/%C3%A1rsa
É, contudo, completamente plausível que tenha ocorrido uma alteração qualquer entre o
Irlandês Primitivo e o Irlandês Antigo que tornou comum uma outra desinência ou lhe
acrescentou um sufixo for shits and giggles (essa parece ser a única motivação dos
idiomas insulares de tão aberrantes que são xD).9
De qualquer dos modos, *φarstā como ‘ancestral’ ‘primitivo’ ‘antigo’ parece ser uma
reconstrução muito sólida, especialmente por causa da raiz PIE sugerida: *pr̥-steh2 pode
ser efetivamente traduzido como ‘who stands/stood before’.

9
- Ward [1996: 23] sugere arestatis, mas isso não me parece, de todo, viável, caso contrário teríamos um
Irlandês Antigo *arsaith, que simplesmente nunca existiu:
http://www.dil.ie/search?q=arsaid&search_in=headword

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