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VILA TAPARÁ

1. Histórico
A história de formação da comunidade de Tapará se reporta ao século XV e tem
relação intrínseca com o povoamento da sede do município, que hoje se chama Porto de
Moz no estado do Pará.

Segundo o bacharel João Antônio Diniz da Cruz de Pinheiro a origem histórica do


município de Porto de Moz, data-se de 1639, quando os capuchos de José lançaram os
fundamentos da atual sede, com a denominação de aldeamento Maturu, sob a invocação
de São Braz. Em decorrência das primeiras explorações da parte baixa do rio Xingu, o
aldeamento se desenvolveu, passando assim, para o século XVIII como Vila de Porto de
Moz.

Nesse mesmo período começam a surgir os primeiros passos de surgimento da


comunidade de Tapará que segundo informações, de moradores mais antigo, o local que
hoje se localiza a comunidade, era habitado por uma tribo indígena, mas que tempo
posteriores foi abandonada, tornando-se apenas um local onde se jogavam os resíduos
produzidos na aldeia mais próxima, a dos Muturus, atual Porto de Moz. O nome Tapará
tem como topônimo a palavra Tapera que vem do tupi (taba = aldeia + puera = o que foi):
aldeia abandonada. O referido topônimo é convergente com a informação dado pelo senhor
Jose Alves Feitosa (morador local), em entrevista na qual afirmou que a referida Vila era
habitada por indígenas que no decorrer dos anos foram migrando rumo a atual sede do
município.

Após ser desabitada por alguns anos, a comunidade de Tapará volta a receber novos
moradores, estes formados por ribeirinhos vindos de outras localidades e até mesmo da
atual sede do município, vindo portanto a ser elevada à categoria de Vila Tapará. Em
função de seu crescimento populacional e econômico a Vila Tapará é elevada à Categoria
de Distrito no dia 31 de dezembro de 1904 pela Lei Municipal de Nº 12 ficando sob a
jurisdição administrativa do município de Porto de Moz.

A partir do ano de 1930 o distrito de Tapará passa a fazer parte do município de


Gurupá em função do decreto estadual Nº 06 de 1930 na qual extinguiu o município de
Porto de Moz e anexando o município a jurisdição de Gurupá. Em decorrência de questões
políticas-administrativas, Porto de Moz é elevada novamente a categoria de município em
1937 e portando o distrito de Tapará passa a ser novamente coordenado pelo município de
Porto de Moz.
No ano de 1938, pelo decreto estadual Nº 2972 o distrito de Tapará é extinto,
passando a ser denominado de Vila conforme as orientações do IBGE, ficando portando a
Vila sob a jurisdição de Porto de Moz.

2. Localização Geográfica
A comunidade, Vila Tapará, está localizada à 14 km da sede do município Porto
de Moz no Oeste do estado do Pará, as margens esquerda do Baixo Xingu em congruência
com o rio amazonas cuja latitude é - 1:38:39,3828 e a longitude: 52:9:55,3968 e cuja
altitude em relação ao nível do mar na parte alta é 20 m.

3. O Acesso e meios de transporte O


acesso a comunidade:

Sede do município à Comunidade: É feito por via fluvial através de embarcações


marítimas como: barcos, lanchas e embarcações comuns na Amazônia como
exemplo, rabeta (um motor acoplado em uma pequena embarcação que
comporta de 2 a 5 pessoas).

Capital (Belém) à comunidade: Pode ser feito através de embarcações que saem do
porto de Belém e passam em frente a comunidade, ou por via aérea
através da sede município e depois outra embarcação até a comunidade.
5. Economia:
A comunidade da Vila Tapará tem uma economia diversificada, sendo as principais
fontes de renda, a agricultura, a extração de madeira de forma legal e a pesca artesanal,
sendo que a maioria dos moradores possuem áreas reservada a agricultura denominadas,
de lotes (ou roça no vocabulário local). Vale ressaltar que a maioria desses lotes foram
doados e regularizados pelo Instituto de Terras do Pará (INTERPA) junto ao INCRA, para
fins da agricultura familiar.

5.1 Agricultura Familiar


Uma das bases econômica da comunidade é a agricultura familiar que consiste na
extração da mandioca e seu beneficiamento transformando-a na farinha ou em outros
derivados como a farinha tapioca, o tucupi e bejú de farinha e de tapioca. É importante
frisar que um número considerável, dos agricultores receberam incentivo financeiro do
Governo Federal através do Programa Nacional da Agricultura Familiar (PRONAF) para
incrementarem sua base de subsistência, sendo estes responsáveis pela maior parte da
produção de farinha na comunidade, chegando até mesmo a exportar para outras cidades
como Macapá no Amapá e Almeirim e Gurupá no Pará.

5.2 Pesca Artesanal


Outra fonte de renda da população é a pesca artesanal, onde boa parte dos
moradores mais antigos sobrevivem da pesca nos rios e igarapés adjacentes a comunidade,
sendo que a maioria dos pescadores recebem o seguro-defeso que é um seguro que o
Governo Federal paga aos pescadores regularizados junto a associações para que estes não
efetuem a pesca, no período de desova dos peixes, chamada de período da piracema.

5.3 Outras fontes de renda


Outra parcela da população local tem como base de sua economia empregos
públicos ofertados pela prefeitura municipal no caráter funcional: concursados ou
temporários. Outra parcela da população local tem como base econômica a venda de
mercadorias em locais denominados de Mercearias .
6. População
A comunidade da Vila Tapará é composta por uma população em sua maioria de
cor parda oriundas de localidades adjacentes, sendo, portanto formadas por mais de 1000
habitantes entre crianças e adultos. A maior parte da população ainda é jovem e a
expectativa de vida varia entre 50 a 70 anos.

7. Educação
A educação na Vila Tapará, perpassou por vários momentos distintos, onde se pode
observar um desenvolvimento em um grau bastante alto. A primeira Escola a ser
construída homenageou um dos gestores municipais o senhor Alberto da Silva Torres, na
unidade escolar funcionava apenas series iniciais onde a maioria dos professores possuem
apenas o ensino fundamental, anos depois com o Projeto de Formação de Professores
chamado de Gavião os docentes passaram a ter uma formação maior. Hoje a Comunidade
comporta dois prédios onde funcionam as escolas da comunidade, sendo o principal
construído em 2011 pelo Governo Federal em parceria com a gestão municipal, o novo
prédio adotou o mesmo nome do antigo prédio: Escola Alberto Torres, na qual possui uma
boa estrutura física, adequada ao público alvo, com várias salas de aula inclusive com
laboratório de informática com acesso à internet pelo Programa GESAC. A maioria do
professores da unidade escolar possuem formação superior:

 03 professores com Licenciatura em Letras – Português e Inglês;


 01 Professora com Licenciatura em Biologia;
 02 Professoras Licenciatura em História;
 01 Professora com Licenciatura em Educação Física;
 08 Professores com formação em Pedagogia.
A educação na comunidade sofre com a deficiência de cursos técnicos que possam
preparar os jovens que saem do ensino fundamental e médio para um mercado de trabalho
dentro ou fora da comunidade. Foram realizadas várias solicitações as diversos órgãos para
que implantassem cursos técnicos, na área da agricultura, para que os jovens e os demais
cidadãos possam manejar as horticulturas existentes na comunidade de forma adequada.
8. Saúde
A comunidade conta um posto de saúde com dois técnicos de enfermagem onde
desenvolvem os serviços básicos de orientação e curativos, demais atividades são
direcionadas a sede do município. Em 2014 a prefeitura municipal em parceria com o
Governo federal iniciaram a construção de uma UBS (Unidade Básica de Saúde) na qual
se desenvolverão atividades de orientação e consulta médica.

9. Saneamento Básico
Com relação ao saneamento básico na comunidade; ainda pode-se afirmar que é
deficitário, em função da maioria das casas ainda utilizarem o que denomina-se de
Sanitário (privada no vocabulário local) na qual consiste em abrir um buraco na terra e
depois fazer uma parede ao redor do buraco, onde ali serão depositados os dejetos fecais.
Outro ponto ainda com relação ao saneamento é falta de água potável, em determinados
períodos do ano a falta de agua potável para o consumo pessoal é muito grande.
Um ponto de suma importância, é a necessidade de energia elétrica na
comunidade, a energia ora existente, não atende as necessidades da comunidade e
nem comportam os eletroeletrônicos das casas dos moradores, além do mais o
horário de funcionamento não permitem desenvolver nenhuma atividade econômica
o que dificulta o progresso da vila e causa a inoperância de alguns serviços, tanto
público como privado.

10 Religião
A comunidade de Tapará comporta a religião cristã com duas representações: A
Católica Romana e Assembleia de Deus Missão.
IMAGENS DA COMUNIDADE

Vista aérea da 1ª Rua – Período da seca do rio


Tapará

Tapará
IMAGENS DA COMUNIDADE

Vista Aérea da 2ª Rua e 3ª rua


IMAGENS DA COMUNIDADE

Vista aérea da 2ª rua


IMAGENS DA COMUNIDADE

1ª Rua no período da cheia do Xingu


IMAGENS DA COMUNIDADE
PERÍODO DA CHEIA DOS RIO XINGU

1ª Rua da Comunidade

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