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AULA 04

ATUALIZAÇÃO EM SISTEMAS
ESTRUTURAIS

Prof. Felipe Brasil Viegas


Prof. Eduardo Giugliani http://www.feng.pucrs.br/professores/giugliani/?SUBDIRETORIO=giugliani

AULA 04
INSTABILIDADE GERAL DE EDIFÍCIOS
Fator Gama-Z e Fator Alfa
MODELAGEM DE PAVIMENTOS
Tipologias Básicas
INDICADORES GERAIS DE PROJETO
Características Gerais

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AULA 05
ESTUDO DE CASO
Recuperação Estrutural

VISITA TÉCNICA
Elementos Estruturais
Modelos Estruturais

AULA 04
INSTABILIDADE GERAL DE EDIFÍCIOS
Fator Gama-Z e Fator Alfa

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INSTABILIDADE GERAL DE EDIFÍCIOS
DESLOCABILIDADE HORIZONTAL DE EDIFÍCIOS  
NÓS FIXOS  
Objetivo principal dos coeficientes gz (Gama-z) e α (Alfa):
classificar a estrutura quanto à deslocabilidade horizontal dos nós, à
permitir a avaliação da importância dos esforços de 2ª ordem globais e
suas conseqüências no projeto estrutural da edificação.
2º a NBR 6118/2007
§  Estruturas de nós fixos (à estruturas indeslocáveis)
§  Estruturas de nós móveis (à estruturas deslocáveis)
Nós Fixos:
os deslocamentos horizontais dos nós são pequenos.
os efeitos globais de 2ª ordem são desprezíveis, podem ser desconsiderados,
considerar somente os esforços locais de 2ª ordem.
Nós Móveis:
as estruturas de nós móveis são aquelas nas quais os efeitos globais de 2ª
ordem são importantes, devendo ser considerados, obrigatoriamente, tanto os
esforços de 2ª ordem globais como os locais e localizados.
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Critério 1
Parâmetro α (Alfa) (Item 15.5.2)
Este critério da Norma NBR 6118/2003 considera que, para estruturas
simétricas, estas poderão ser consideradas de nós fixos (indeslocáveis) – e
neste caso dispensar as considerações de 2ª Ordem, se o fator α for menor
que α1, obtidos ambos a partir das expressões a seguir:

α = Htot . (Nk/(Ecs.Ic))1/2
onde:
α1 = 0,2 + 0,1n se n <= 3
α1 = 0,6 se n >= 4
onde:
n = número de pavimentos
Htot = altura total da estrutura
Nk = soma de todas as cargas verticais atuantes
Ecs.Ic = rigidez da estrutura na direção considerada, ‘X’ ou ‘Y’

Critério 2
Coeficiente   g z (Gama-z) (Item 15.5.3)
Este coeficiente é determinado a partir dos resultados de uma análise linear de
1ª ordem, para cada caso de carregamento considerado na estrutura.
Sua análise é válida para estruturas reticuladas de no mínimo 4 pavimentos.
Seu valor é calculado e comparado com os valores limite a partir dos quais a
estrutura deve ser considerada como de nós móveis.
O valor de g z é definido por:
1
gz = -----------------
∆Mtot,d
1 - ----------
M1,tot,d

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Uma vez que o valor de g z representa o próprio efeito de 2ª ordem,
deve-se satisfazer à condição g z 1.1
para considerar a estrutura como indeslocável (nós fixos),
e neste caso, dispensar as considerações de 2ª ordem.

Os dois critérios são apresentados pela Norma NBR 6118/2003 e


verificam a condição de os deslocamentos horizontais da
estrutura não ultrapassem em mais de 10% aos deslocamentos
obtidos da análise estática linear de 1ª ordem.

DESLOCABILIDADE HORIZONTAL DE EDIFÍCIOS


NÓS MÓVEIS
Neste caso, quando:

α >= α1
ou
g z >= 1,1

é indispensável a consideração dos efeitos globais e locais de 2ª ordem,


baseados na não linearidade geométrica e não linearidade física dos elementos
estruturais e do material que o compõe – concreto armado.

Este processo é válido para considerações de gama-z que não ultrapassem a


1,3, portanto:

g z <= 1,3

O que impõe assim um valor máximo a ser considerado deste fator no projeto
estrutural de um edifício como o aqui caracterizado.

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DEFORMAÇÕES GLOBAIS

Limite à relacionado à deformação máxima admissível:

∆h <= ∆h max = Htot / 1.700

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Vista deformada
∆calculada≈1,37cm à ≈ H/3515 <<< ∆max=H/1700≈2,87cm

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AULA 04
MODELAGEM DE PAVIMENTOS
Tipologias Básicas

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LAJES E VIGAS

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LAJES E VIGAS
Características Sistema estrutural onde as lajes estão apoiadas
diretamente em vigas existentes em quatro, três, dois ou
apenas um bordo, podendo estes ser engastes ou apoio
simples.
Lajes armadas em uma ou duas direções.
Considerados como elementos ‘isolados’ e vinculados
entre si através da consideração de engastamentos
‘perfeitos’ ou ‘parciais’.
Solicitações Típicas momentos fletores, cortantes
Processo Simplificado, permite análise mais expedita, porém sem
maior grau de precisão com a realidade do conjunto da
estrutura.
Ferramentas Não requer ferramentas especiais para o cálculo das
solicitações.
Pré-dimensionamento Laje:
h = d + cobto
d = 2,5.Lmenor.(1 – 0,1.n)
onde:
n = número de bordos engastados
Vigas:
bi-apoiadas: H ≈ L/10
contínuas: H ≈ L/15
Comentários As deformações são deformações vinculadas a cada
elemento, laje ou viga, não indicando a deformação do
conjunto.
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GRELHAS

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GRELHAS

Características Todos os elementos, lajes e vigas, atuam de forma


conjunta no modelo estrutural, onde as considerações
de vinculação e engastamento ocorrem ‘naturalmente’ a
partir da existência ou não de continuidade entre os
mesmos.
Solicitações Típicas momentos fletores, momentos torsores, cortantes
Processo mais preciso e mais próximo da realidade das
solicitações existentes na estrutura
Ferramentas Para o processamento de um pavimento requer de
ferramenta automatizada para a obtenção das
solicitações.
Pré-dimensionamento Ver modelos compatíveis com este sistema estrutural.
Comentários As deformações, quando calculadas, estão relacionadas
com o conjunto dos elementos, sendo portando mais
próxima da deformação real.

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LAJE PLANA

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LAJE PLANA
Características O pavimento apresenta-se plano, sem a existência de
vigas, somente de lajes apoiadas diretamente nos
pilares.
Solicitações Típicas momentos fletores, momentos torsores, cortantes
Processo de Cálculo • Complexo, dimensionando o pavimento a partir da
‘discretização’ das lajes em elementos menores
• Simplificado, admitindo-se a formações de faixas
principais e ortogonais,
Ferramentas Para uma análise mais complexa requer ferramenta
automatizada para a obtenção das solicitações.
Pré-dimensionamento Normalmente sua viabilidade estrutural ocorre com vãos
entre pilares na faixa de 7,0 a 10,0m, com espessuras
que oscilam entre 16 a 20cm, alterando-se estes limites
em função das cargas atuantes. Com a adoção de
concreto protendido pode-se atingir vãos maiores.
Comentários Normalmente a ligação laje-pilar é o ponto crítico neste
modelo estrutural. Assim, a verificação das tensões
junto aos apoios é imprescindível tanto para avaliar a
capacidade de resistência da seção de concreto como
para indicar necessidade de armadura de punção na
região próxima ao apoio.
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LAJE NERVURADA

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LAJE NERVURADA
Características O pavimento, integral ou parcialmente, é avaliado a
partir de um conjunto de vigas, posicionadas em uma
direção ou em duas direções. Os espaços vazios entre
as vigas são normalmente preenchido por ‘cubetas’ ou
blocos de EPS.
Solicitações Típicas momentos fletores, momentos torsores, cortantes
Processo de Cálculo • Complexo, dimensionando o conjunto de elementos
a partir da constituição de uma grelha;
• Simplificado, podendo ser avaliada a partir do
funcionamento básico de ma laje equivalente.
Ferramentas Para uma análise mais complexa requer ferramenta
automatizada para a obtenção das solicitações.
Pré-dimensionamento Normalmente adotadas para vãos entre 8,0 a 15,0m.
Sua altura pode ser estimada inicialmente como
equivalente à H ≈ L/30, podendo variar em função da
carga atuante.
Comentários Permite a obtenção de elementos bastante esbeltos
para vão grandes. Normalmente não requer armadura
de cisalhamento nas nervuras.
Vantagens: - estruturas mais leves que as lajes convencionais;
- proporciona melhor isolamento térmico e acústico;
- normalmente mais econômica que as lajes maciças e as lajes
planas;
Desvantagens: - maior dificuldade para passagem de dutos;
- não é muito eficiente para suportar cargas pontuais;
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LAJE NERVURADA

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LAJE NERVURADA

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LAJE NERVURADA

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LAJE TRELIÇADA

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LAJE TRELIÇADA
Características Os elementos resistentes da laje treliçada – nervuras -
são projetados a partir de elemento trelizaçado, pré-
fabricado ou não, coroadas por uma laje superior. Os
espaços vazios entre as nervuras podem ser preenchido
por elementos cerâmicos, de concreto, EPS ou
‘cubetas’.
Normalmente são armadas em uma direção.
Solicitações Típicas momentos fletores, cortantes
Processo de Cálculo Simplificado, podendo ser avaliada a partir do
funcionamento básico de ma laje equivalente.
Ferramentas Não requer ferramenta complexa de cálculo, podendo
ser dimensionada a partir de processos simplificados.
Pré-dimensionamento Normalmente adotadas para vãos entre 8,0 a 10,0m.
Sua altura pode ser estimada inicialmente como
equivalente à h ≈ L/25, podendo variar em função da
carga atuante.
Comentários Apresenta grande deficiência frente às deformações.
Com vistas à racionalização das formas, pode ser
projetada com uma mesa inferior pré-fabricada onde são
distribuidas as armadura de tração.
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LAJE TRELIÇADA

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LAJE TRELIÇADA

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LAJE ALVEOLARES

Características São elementos superficiais, unidirecionais, com alvéolos


em seu interior, normalmente protendidos.
Solicitações Típicas momentos fletores, cortantes
Processo de Cálculo Normalmente são adotadas orientações dos fabricantes
referentes à capacidade dos elementos, envolvendo
indicadores do tipo:
(1) sobrecarga atuante
(2) vão
Ferramentas De acordo com orientações do fabricante
Pré-dimensionamento De acordo com orientações do fabricante
Comentários Elementos de grande capacidade de carga e pequena
deformação. Exige apoio ‘mínimo’ nas extremidades
geralmente equivalente à metade da espessura da laje.
Não colabora com a rigidez global da estrutura.
Normalmente recebem uma capa superior determinada
em função da capacidade resistente do elemento (4 a 5
cm)

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LAJE ALVEOLARES

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LAJE ALVEOLARES

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AULA 04
INDICADORES GERAIS DE PROJETO
Características Gerais

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Percentual da Estrutura
em Relação
ao Custo da Edificação

18 a 22 %

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ITENS MAIS RELEVANTES NA AVALIAÇÃO
DE UMA ESTRUTURA DE CONCRETO

• Densidade de pilares
• Padronização das dimensões dos elementos estruturais
• Resistência do concreto
• Espessura média do concreto
• Índice de formas
• Padronização das bitolas de aço
• Taxa de armadura
• Índices de produtividade na execução de vários serviços:
Formas, desforma, corte e dobra de aço, entre outros
• Reaproveitamento de formas
• Velocidade de execução da estrutura

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INDICADORES DE DESEMPENHO ESTRUTURAL


IAÇO índice de aço peso aço/ar kg/m2
Taxa de referência 14,3
taxa típica 1
n =< 15 8 a 12
taxa típica 2
15 < n <= 20 12 a 18
taxa típica 3 20 < n <= 30 15 a 21
ICON índice de concreto Volume concreto / AR m3/m2
taxa de referência 0,16
IFORMA índice de forma Área de forma / AR m2/m2
taxa de referência 1,86
taxa min 1,60
taxa max 2,10
IALAJE Índice de aço em laje peso aço/volume lajes kg/m3
45 a 55
IAVIGA Índice de aço em viga peso aço/vol. vigas kg/m3
70 a 100
IAPILAR Índice de aço em pilar peso aço/vol. pilares kg/m3
90 a 150
CFUND Índice cargas fundações Σ cargas fund./AR tf/m2
Edifícios Comerciais 0,95 a 1,20
Edifícios Residenciais 0,85 a 1,10
IESBELTEZ Índice de Esbeltez Altura tot/Menor Dim ---
Ótimo <4
Bom 4 < IE < 6
Não recomendável IE > 6
DPPILARES Densidade de Pilares AP/No pilares m2/pilar
VMVVIGAS Vão médio de vigas m
VMLLAJES Vão médio de lajes m
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DP VMV VML REFERÊNCIA
2
m /PILAR m m
14<DP<18 4<VMV<5,5 3,5<VML<5 ÒTIMO
12<DP<14 3<VMV<4 3,5<VML<5 BOM
12<DP<14 5,5<VMV<6,5 5<VML<6 BOM
DP<12 VMV<3 VML<3 DESACONSELHÁVEL
DP>20 VMV>6,5 VML>6 DESACONSELHÁVEL

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Transição de Pilares
Sem transição Ótimo
Com transição Péssimo
Redução de Pilares no pavto tipo (NPT) REDUÇÕES
NPT<10 O
11<NPT<20 1
21<NPT<40 2
No espessuras de laje
1 OTIMO
2 BOM
>2 DESCONS.
No de seções de vigas
(lajes em balanço não são computadas) <2 OTIMO
3 BOM
>3 DESCONS.
No de seções de pilares
≈5 BOM

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NOTAS GERAIS DE PROJETO

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NOTAS GERAIS:
1. Dimensões em ‘cm’;
2. Cotas de níveis expressas em ‘metros’;
3. Para o projeto das estruturas de concreto foram considerados requisitos
das Normas NBR 6118/2003, NBR 6120/1996;
4. Características Gerais do Concreto:
- Classe do Concreto: >= C30 (fck >= 30MPa)
- Módulo de Elasticidade Longitudinal:
ECcs = 0,85. Eci = 26.070 MPa;
- Classe de Agressividade Ambiental (CAA): II
- Cimento Classe CP IV
5. Cobrimentos das Armaduras:
- Lajes: 2,0 cm
- Vigas: 2,5 cm
- Pilares: 3,0 cm
6. Comprimentos Mínimos de Traspasse entre barras:
- ∅8.0 mm: 27 cm
- ∅10.0 mm: 33 cm
- ∅12.5 mm: 42 cm
1. 7. Consumo de Materiais *
Lajes Vigas Pilares
Fomas (m2) 180,0 150,3 95,5
Volume (m3) 18,0 18,6 6,0
* Consumo de Aço: ver Plantas de Detalhamento
8. Níveis de Lajes e Vigas

9. Legenda de Pilares

10. Junta de Dilatação: 2,0 cm


11. Conferir Medidas em Obra (CMO) 39

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Eduardo Giugliani
giugliani@pucrs.br
Felipe Brasil Viegas
fbviegas@pucrs.br

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