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BOLETIM DE Nº 40

CONHECIMENTO outubro 2017


TÉCNICO

CINCO ESTRATÉGIAS
PARA GANHAR CONCURSOS
Sabe quanto gasta em concursos para concretizar contratos? Philip Collard sugere: É
significativo e, além do mais, pode ser reduzido. ... // pág. 02

CASAIS GLOBAL SOURCING


INOVAÇÃO
JÁ CONHECES O MANUAL DE EQUIPAMENTO
ESTUDO DE CASO HABILFIX:
PARA TRANSPORTE VERTICAL E
REPARAÇÃO DE ASFALTO FRIO // pág. 16
HORIZONTAL DENTRO DE OBRA? // pág. 09

DIREITO A FALAR
PREVENÇÃO E SEGURANÇA
TRABALHOS COMPLEMENTARES: CÓDIGO
RÓTULOS E ETIQUETAS // pág. 21
DOS CONTRATOS PÚBLICOS // pág. 24

“O Engenho” é um Boletim de Conhecimento Técnico Mensal, os conteúdos não podem ser reproduzidos ou copiados sem a devida autorização dos autores.
Todos os direitos reservados. Grupo Casais © 2017 www.casais.pt | www.casaisnet.casais.pt
Boletim de Conhecimento Técnico Nº 40/2017

ESTRATÉGIAS
5
para Ganhar Concursos

Sabe quanto gasta em concursos para concretizar


Miguel Pires contratos? Philip Collard sugere: É significativo e, além
Direção de Departamento
do mais, pode ser reduzido.
Técnico

Quer nos concursos públicos quer nos privados, a


licitação é um passo essencial no ciclo de construção,
das multinacionais às pequenas empresas locais.
Mas, é uma área que está tão enraizada na indústria
que não tem sofrido análises profundas.

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A recente pesquisa da MarketingWorks, realizada com 2. Invista tempo nas relações certas
o Professor Will Hughes da Universidade de Reading, Selecione cuidadosamente alguns clientes-chave que se
descobriu alguns factos surpreendentes sobre as causas coadunem com os valores da empresa e das pessoas.
que permitem ganhar e perder, bem como o impacto que Inicie atividades de engajamento que direcionem a ener-
os comportamentos têm durante a fase de licitação, que gia, o tempo e os recursos da equipa para a construção
por sua vez, têm repercussão nas taxas de sucesso. de relacionamentos fortes com os clientes.
As novas tecnologias não só ajudam a gerir e a coor-
Pegando na percentagem média de custos de elabora- denar estes interfaces, mas também permitem uma
ção da proposta (e considerando o facto de que normal- análise instantânea, em tempo real, do desempenho,
mente há cinco licitantes por concurso), e aplicando-a a que leva a uma compreensão mais profunda das neces-
toda a indústria de construção, percebemos que, entre sidades e dos objetivos dos clientes.
2% a 3% de todo o investimento é gasto em licitações,
todos os anos.

É partir deste anual de 2,5% de custos anuais que 3. Seja forte: saiba quando desistir
percebemos que pequenas melhorias nos comporta- Ao invés de processar orçamentos que acaba por per-
mentos, durante a elaboração de propostas, poderão ter ceber que não vai ganhar, faça uma seleção prévia, para
um impacto brutal sobre as margens das empresas de que se possa concentrar em propostas mais adequadas
construção. à empresa. Com isto ganhará tempo para investir em
orçamentos que terá maior probabilidade de ganhar.
Fora desta pesquisa foram identificadas cinco manei-
ras de melhorar a capacidade de ganhar obras. Estas As novas tecnologias permitem uma análise e monitori-
podem ser executadas ‘à moda antiga’, embora os re- zação in loco que, por sua vez, fornecem dados que lhe
sultados não sejam tão eficazes. Mas, quando combina- possibilitam perceber em que propostas se deve focar.
das com o poder das tecnologias digitais, atingem um
aumento significativo da margem de lucro.

4. Equilíbrio e Ponderação
Tem total domínio em todas as fases críticas da
1. O desempenho requer planeamento proposta? Há fases que precisam de ser definidas e
Antes de iniciar processos de orçamentação e preparar ultrapassadas, de forma a prosseguir com o orçamento.
uma proposta para apresentação formal, a unidade de Isto garante que, constantemente, existe um limite à
negócio precisa de fazer alguns planos táticos claros e exposição dos riscos do projeto e garante que apenas
focados. as melhores propostas são processadas.

Este planeamento começa pela identificação de novos As ferramentas digitais têm incorporado relatórios para
clientes que se alinham com o mercado-alvo e com os identificar bloqueios e barreiras que impedem o sucesso.
contratos preferenciais. Um planeamento cuidadoso
nesta fase significa menos tempo desperdiçado à pro-
cura de propostas e clientes que não interessam. 5. Constante avaliação e análise
A monitorização, a ponderação e a análise devem fazer
O advento das ferramentas digitais, que albergam um gran- parte de todo o ciclo da licitação. Embora seja impor-
de volume de dados, permite que as decisões e o planea- tante recolher feedbacks relativos a propostas ganhas e
mento sejam baseadas em factos reais, não no instinto. perdidas, é também essencial analisar constantemente
a licitação. Estas perceções e aprendizagens ajudarão a

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Sobre a
manter a proposta no caminho certo e a certificar de que
está a concentrar todos os recursos nas áreas corretas.

A capacidade de recolher e analisar este nível de dados,


em tempo real, só é possível usando a tecnologia mais
recente. O mundo digital pode capturar novos níveis de
myConsole
análise de dados, permitindo levar a cabo alterações, em
tempo real, que melhorem as probabilidades de ganhar. O MyConsole é um software de gestão de concursos
que centraliza todo o seu processo, aprende com os
↘ Philip Collard é diretor-gerente da MarketingWorks Training casos de sucesso e torna-se preditivo nas propostas
and Consultancy e CEO da myConsole. futuras, indicando depois se o estudo em questão tem
um potencial vencedor. Desta forma, é possível ter
uma capacidade de decisão de Gestão Comercial mais
assertiva.

A preocupação com uma seleção dos concursos mais


competitiva surgiu quando perceberam os custos
associados ao processo comercial comparado com o
volume de orçamento das obras.

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Com o processo de seleção inicial através do myConso- Deste modo começaram a dedicar mais tempo aos
le, optaram por ‘gastar’ o dobro do tempo nas propostas pontos que realmente importavam:
com maior potencial e menos tempo nas propostas • A escolha das prioridades e do tempo de decisão
com menor potencial, ou mesmo desistir delas. Assim, sobre em que proposta apostar;
conseguiram duplicar a taxa de sucesso. Analisaram os • A revisão da proposta e aprendizagem;
custos globais que a fase comercial tinha no orçamento • A gestão do concurso e da proposta;
de obra, e passaram a usar esses meios apenas nas • A inteligência e gestão de relação com o cliente.
propostas com maior potencial.

O segredo para o sucesso passou então por escolher e


dedicar mais tempo aos concursos com maior poten-
cial. Foram selecionados oito critérios de seleção para Caso queiram saber mais sobre este assun-
medir o potencial das propostas. to, poderão assistir a estes webinars:

Webinar um – 31 de outubro às 15h

Webinar dois – 30 de novembro às 15h

Webinar três – 31 de janeiro às 15h

Webinar quatro – 28 de fevereiro às 15h

Webinar cinco – 20 de março às 15h

Webinar seis – 20 de abril às 15h.

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CASAI S GLOBA L SOURC ING

CASAIS GLOBAL SOURCING

DIVULGA…

Já conheces o Manual de
Equipamento para Transporte
Por José Luís Marques
// Departamento de Logística Portugal Vertical e Horizontal Dentro de Obra?
Com o objetivo de melhorar o suporte à Produção, a equipa da
Logística desenvolveu uma versão inicial do manual de equipa-
mentos para transporte vertical e horizontal dentro de obra.

Pretende-se que este seja um manual de meios, que oriente os


Técnicos de Obra sobre o que a empresa dispõe e/ou recomenda
para os diferentes tipos de necessidades logísticas que ocorrem
no interior da obra.

Complementarmente, pretende-se que sirva de suporte a todas as


equipas que, nos vários departamentos, contribuem para a execu-
ção da obra.

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O manual está dividido em três partes: Movimento de »» Retroescavadora


cargas no piso térreo; Movimento vertical de cargas e
Movimento horizontal ao nível das lajes.

O movimento de cargas no piso térreo pode ser feito


através de:

»» Mini Pá

»» Dumper

»» Multicarregadora

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»» Empilhador

»» Tapete transporte de inertes

»» Porta paletes

O Movimento vertical de cargas deverá ser realizado


através de:

»» Gruas

»» Pórticos

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»» Autogruas

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»» Camiões Grua »» Plataformas

»» Multicarregadoras

»» Elevadores »» Guinchos

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»» Diferenciais manuais »» Equipamentos motorizados de Tração e Elevação

»» Boca para Conduta de entulho

»» Tirfor

»» Condutas de entulho

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O Movimento horizontal ao nível das lajes exige o uso »» Carros Modulares - cargas médias
de algum dos seguintes materiais:

»» Plataforma de descarga nas lajes

»» Carros Estrados – reboques paletes e contentores


cargas médias

»» Porta paletes

»» Carros porta painéis e carrinhos reboque

»» Carrinho de mão

»» Tapetes transportadores

»» Carro de armazém
O manual completo, com os diferentes equipamentos e
caraterísticas, está disponível em versão pdf e em ver-
são editável (para que possa ser usada a sua biblioteca
de imagens) na Intranet e na pasta Nomadesk CAO-
BGERAL\ESTALEIRO - LINK

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I N OV AÇ ÃO

Estudo de Caso

Habilfix Reparação de asfalto frio

A aplicação do Habilfix®Premium – Alfalto a


Frio Instantâneo ocorreu em agosto de 2016
José Alberto Oliveira e foi monitorizado durante nove meses. Para a
Unidade de Pós-Venda
sua aplicação foi utilizada uma Placa Vibratória
– 60kgs, para compactar o Habilfix no buraco.

A aplicação foi realizada nor-


malmente. O buraco foi limpo, o
Habilfix foi despejado e o material
foi compactado com uma placa vi-
bratória. No momento da aplicação,
a temperatura ambiente rondava os
26oC. Após a aplicação, o material
continuava mole ao toque, mas não
aderente aos pneus, pelo que o trân-
sito foi reaberto de imediato.

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I N OV AÇ ÃO

De notar que os reparos no asfalto devem ter sempre O buraco nº2 (sem areia adicionada após a compacta-
uma caixa de assentamento para garantir um acabamen- ção) encontrava-se sólido ao toque, não deformou nem
to de qualidade. O nivelamento do material foi consegui- houve desagregação de material e manteve uma superfí-
do sem qualquer esforço. Nesta reparação em específico, cie lisa. Ficou ligeiramente pegajoso ao toque devido às
foi adicionada alguma areia por cima, para a realização condições meteorológicas quentes.
de testes e comparação.

Três dias após aplicação, o buraco nº1 (com areia adi- Uma semana após a aplicação do Habilfix, o buraco nº1
cionada após a compactação) já estava sólido ao toque, estava completamente sólido ao toque devido ao elevado
não deformou, nem houve desagregação do material e tráfego e ao facto de a areia se ter misturado com o
manteve uma superfície lisa. betume.

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I N OV AÇ ÃO

O buraco nº2 estava também completamente sólido As fotos abaixo em ‘close-up’ confirmam as afirmações
devido ao imenso tráfego automóvel. A falta de areia anteriores, mostrando a fusão perfeita do asfalto frio
permitiu que o betume à superfície selasse a camada Habilfix com a estrada. Também mostra união perfeita
dando-lhe um acabamento suave. com a tampa metálica.

Dois meses após a aplicação, o buraco nº2 (sem areia Sete meses após a aplicação, o buraco nº1 (com areia
adicionada após a compactação) conseguiu misturar-se após a compactação), estava com um aspeto perfeito
completamente com a estrada, conseguindo o mesmo com 0% desintegração.
revestimento visual, durabilidade e consistência, tal como
o asfalto quente normal.

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I N OV AÇ ÃO

O buraco nº1 teve ainda uma fusão perfeita com a estrada. Informações Sobre o Produto
Habilfex® Premium – Asfalto a Frio Instantâneo
Fabricante: Hábil-Performance, Lda

O Habilfix é um betuminoso asfáltico produzido a quente,


para aplicação a frio. Tem uma elevada prestação e um
longo tempo de armazenamento, ideal para interven-
ções de manutenção urgentes e/ou preventivas, mesmo
em condições meteorológicas extremas. Contém uma
fórmula inovadora, à base de agregados basálticos e
calcários certificados de granulometria 0/6mm e betume
aditivado com MACFIX® Premium, tudo com um teor de
humidade de 0%, o que permite uma reparação instan-
tânea e permanente. Tem um período de conservação
embalado elevado (dois anos), o que permite evitar
Também o buraco nº2 (sem areia após a compactação) desperdícios, mantendo a maneabilidade durante esse
estava com um aspeto perfeito com 0% de desintegração. período, mesmo a baixas temperaturas (-10oC). Deve ser
armazenado em locais frescos e secos, de preferência à
sombra.

O Habilfix é fabricado numa central de asfalto descon-


tínua, também usada para a fabricação do betuminoso
asfáltico quente tradicional.

A sua aplicação deve ser feita diretamente a frio. O


buraco deve ser limpo, de seguida deve ser vertido o
produto (não necessita de ser misturado com nenhum
outro produto), compactado e, após, o trânsito deve ser
reestabelecido. O consumo por m2 é entre 22 a 24 Kgs
para profundidade de 1cm.

Podemos ver novamente que o buraco nº2 tem uma Este produto não está classificado como perigoso para a
fusão perfeita com a estrada. saúde ou para o meio ambiente, no entanto, pode causar
uma ligeira irritação cutânea a peles sensíveis. Para isso,
o contacto com a pele e com os olhos deve ser evita-
do. Durante o manuseamento e aplicação do Habilfix
devem ser usadas luvas de proteção, as mãos devem ser
lavadas antes dos intervalos e no fim do trabalho e deve
haver uma proteção das vias respiratórias. Em caso de
irritação na pele, a área afetada deverá ser bem lavada
com água e sabão. Em caso de contacto com os olhos,
lavar imediatamente com água durante pelo menos 15
minutos, caso os sintomas persistirem deve procurar um
médico. Em caso de ingestão deverá diluir em água e
procurar assistência médica.

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I N OV AÇ ÃO

Para mais informações sobre o uso, armazenamento e Asfalto frio HABILFIX ® - Reparação de grande área
manuseamento do Habilfix em segurança, clica no Link
abaixo:

Podes ver alguns vídeos sobre o produto:

Asfalto frio HABILFIX ® - Reparação de buraco

Asfalto frio HABILFIX ® - Aplicação com Big-bag

Asfalto frio HABILFIX ® - Reparação de valas /


degradação pavimento

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S E G U R A N Ç A E M 1 º LU G A R

RÓTULOS &
ETIQUETAS
SABIAS QUE?

Daniel Pintor Desde 1 de junho de 2015, o sistema de classificação e rotula-


Departamento de Prevenção
e Segurança – Casais Gibraltar gem de todos os produtos químicos passaram a ter, obrigatoria-
mente, informação baseada no Sistema Mundial Harmonizado
das Nações Unidas, GHS (Globally Harmonized System – da
ONU), para alertar os trabalhadores/utilizadores dos perigos
químicos a que podem estar expostos?

O sistema informativo, e respetivos pictogramas, já existiam.


O sistema GHS vem apenas uniformizar e criar alguns critérios
mínimos obrigatórios, com o objetivo de permitir uma leitura
idêntica, simples e imediata por todos. Ainda que existissem si-
milaridades nas Leis dos diversos países do Mundo, diferenças
na classificação e rotulagem levavam a confusões frequentes.

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S E G U R A N Ç A E M 1 º LU G A R

Evolução dos Pictogramas de Perigo As Mudanças GHS Mais Significativas nas


Etiquetas

É exigido aos fabricantes e importadores de produtos


químicos a aplicação de uma etiqueta que inclua a pala-
vra sinalizada de advertência de risco, o pictograma e a
indicação de perigo para cada classe e categoria de peri-
go. Também estão disponíveis conselhos de segurança
e manipulação.

Seis Pontos a Incluir nas Etiquetas ou Rótu-


los de Produtos Químicos

1 Um identificador e código de produto, neste caso,


o nome do composto e o seu número de código;

2 Uma palavra de sinalização seja de perigo ou


advertência;

3 Pictogramas que descrevam os riscos associados;

4 Uma listagem escrita dos riscos associados;

5 Declarações preventivas relacionadas com o risco;


Informação do fornecedor.

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S E G U R A N Ç A E M 1 º LU G A R

Estas fichas (FDS) devem estar


acessíveis a todos os que possam
CURIOSIDADE! manusear materiais químicos.
É nestas fichas que se encontra
informação importante no caso de
emergência.
É possível, no ponto quatro, para além da descrição do
risco, também aparecer um conjunto de códigos do tipo:
H2xx, H3xx ou H4xx (Ex: H331 – tóxico se inalado).

Isto significa que o risco codificado H2XX está associado


a riscos físicos (explosivo, inflamável, fogo,…). Um risco
codificado como H3xx está associado a riscos para a
saúde (tóxico se ingerido, tóxico se em contacto com a
pele, causa irritação da pele,…). E, um risco codificado
como H4xx está associado a um risco para o meio am-
biente (atmosfera, água, solo,...).

No caso de dúvidas, ou de o material não estar acompa-


nhado de informação suficiente para lidar com ele, NÃO
ESQUECER que existem também as FDS/MSDS (Fichas
de Dados de Segurança / Material Safety Data Sheet),
que estão regulamentadas e que possuem a seguinte Cuidados com o Armazenamento de Produtos
informação: Químicos
1- Identificação da substância/mistura e da sociedade/
empresa;
2 - Identificação dos perigos;
3 - Composição/informação sobre os componentes;
4 - Primeiros socorros;
5 - Medidas de combate a incêndios;
6 - Medidas a tomar em caso de fugas acidentais;
7 - Manuseamento e armazenagem;
8 - Controlo da exposição/proteção individual;
9 - Propriedades físicas e químicas;
10 - Estabilidade e reatividade;
11 - Informação toxicológica;
12 - Informação ecológica;
13 - Considerações relativas à eliminação;
14 - Informações relativas ao transporte;
15 - Informação sobre regulamentação;
16 - Outras informações.

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DIREITO A FALAR

Ricardo Carneiro Gonçalves

TRABALHOS COMPLEMENTARES Departamento Jurídico

Código dos
Contratos
Públicos Segundo dados da Associação dos
Industriais de Construção Civil e Obras
Públicas (AICCOPN), os concursos
de obras públicas promovidos até
agosto aumentaram 105% em valor e
ultrapassaram, pela primeira vez desde
2011, a barreira dos 2 mil milhões de
euros. E, é de prever que no ano de
2018 e seguintes, o número e valor
dos concursos de obras públicas seja
ainda mais elevado, verificando-se um
crescimento substancial da atividade
das obras públicas.

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DIREITO A FALAR

Assim sendo, assume determinante importância a alte- a. Não possam ser técnica ou economicamente separá-
ração do Código dos Contratos Públicos publicada no veis do objeto do contrato sem inconvenientes graves
Decreto-Lei n.º 111-B/2017 de 31/08, que entra em vigor e impliquem um aumento considerável de custos para
em 1 de janeiro de 2018 e que se aplicará aos concursos o dono da obra;
públicos iniciados após esta data.
b. O preço desses trabalhos, incluindo o de anteriores
Nesta alteração verificou-se a introdução da noção de tra- trabalhos complementares igualmente decorrentes
balhos complementares (que, na prática substituem os de circunstâncias imprevisíveis, não exceda 40 % do
«trabalhos a mais» e os «trabalhos de suprimento de erros preço contratual.
e omissões»), com modificação do respetivo regime legal
(artigo 370.º e seguintes do CCP); Se os limites previstos forem excedidos, devem os traba-
lhos complementares ser adjudicados através de novo
Prevê-se no art. 370º do CCP que são trabalhos comple- procedimento público.
mentares aqueles cuja espécie ou quantidade não esteja
prevista no contrato. Esta alteração permite uma outra virtualidade com aplica-
ção prática muito importante. Na execução de uma em-
Se os trabalhos complementares resultarem de circuns- preitada é corrente a necessidade de trabalhos cuja espé-
tâncias não previstas, pode o dono da obra ordenar a sua cie ou quantidade não está prevista no contrato e que não
execução ao empreiteiro desde que, de forma cumulativa: decorre, necessariamente, nem de um erro/omissão, nem
de circunstâncias imprevisíveis. O Código dos Contratos
a. Não possam ser técnica ou economicamente separá- Públicos passa a permitir a execução de trabalhos não
veis do objeto do contrato sem inconvenientes graves previstos no contrato (não decorrentes de circunstâncias
e impliquem um aumento considerável de custos para imprevisíveis nem de erros ou omissões), desde que limi-
o dono da obra; tados a 10% do preço contratual.

b. O preço desses trabalhos, incluindo o de anteriores


trabalhos complementares igualmente decorrentes
de circunstâncias não previstas, não exceda 10 % do E quem é responsável pelo pagamento dos traba-
preço contratual; lhos complementares?

c. O somatório do preço contratual com o preço atribuído Como princípio, o dono da obra é responsável pelo paga-
aos trabalhos complementares não exceda: 30.000€ mento dos trabalhos complementares cuja execução or-
no caso de ajuste direto; 150.000€ quando o proce- dene ao empreiteiro – art. 378º do CCP.
dimento tenha sido o da consulta prévia; 5.225.000€,
para os concursos públicos, ou o concurso limitado No entanto, se foi o empreiteiro o responsável pela elabo-
por prévia qualificação sem publicação do respetivo ração do projeto de execução, é este o responsável pelos
anúncio no Jornal Oficial da União Europeia; trabalhos complementares que tenham por finalidade o
suprimento dos respetivos erros e omissões, exceto quan-
Se, por outro lado, os trabalhos complementares resulta- do estes sejam induzidos pelos elementos elaborados ou
rem de circunstâncias imprevisíveis ou que o dono de obra disponibilizados pelo dono da obra.
diligente não pudesse ter previsto, pode o dono da obra
ordenar a sua execução desde que, de forma cumulativa: A outra exceção ao princípio do pagamento pelo Dono de
Obra decorre do previsto no n.º 3 e 4 do art. 378º do CCP.

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DIREITO A FALAR

De facto, como sucedia no regime anterior ao CCP (DL Até à entrada em vigor desta alteração ao Código dos Con-
59/99 de 02/03), regressa o dever do empreiteiro, no prazo tratos Públicos, empreiteiros e dono da obra discutiam,
de 60 dias contados da data da consignação total ou da essencialmente, se um trabalho a mais era na realidade
primeira consignação parcial, reclamar sobre a existência necessário. Isso sucedia não tanto por ambas as partes
de erros ou omissões do caderno de encargos (CE), salvo não reconhecerem a necessidade da sua realização, mas
dos que só sejam detetáveis durante a execução da obra, porque era importante, antes dessa discussão, saber de
sob pena de ser responsável por suportar metade do valor quem era a responsabilidade pelo custo dos trabalhos
dos trabalhos complementares de suprimento desses er- adicionais necessários – e, consequentemente, saber se
ros e omissões. estávamos perante trabalhos a mais ou trabalhos de su-
primentos de erros e omissões. Prejudicava-se, assim, o
Pelo que, não tendo o empreiteiro diligenciado no sentido normal desenvolvimento da obra para que se pudesse dis-
de, no início de execução da empreitada, identificar os erros cutir a responsabilidade pelos trabalhos que na realidade
e omissões do C.E., ficará responsável pelo pagamento de eram necessários.
50% do valor dos trabalhos complementares daí resultantes.
Com esta alteração ao Código dos Contratos Públicos
Mantém-se ainda a responsabilidade do empreiteiro pelos passa-se, ao invés, e bem, a privilegiar a execução da obra
trabalhos complementares que se destinem ao suprimen- sobre a discussão das responsabilidades e pagamento.
to de erros e omissões que, não podendo objetivamente
ser detetados na fase de formação do contrato, também Sendo todos os trabalhos qualificados como trabalhos
não tenham sido por ele identificados no prazo de 30 dias complementares, cabe ao dono da obra avaliar a sua ne-
a contar da data em que lhe fosse exigível a sua deteção. cessidade e ordenar a sua execução. Só depois se discuti-
rá a responsabilidade pelo pagamento dos referidos traba-
Noutra vertente, mantêm-se ainda a obrigação de, no pri- lhos. A grande vantagem é como se referiu a prioridade na
meiro terço do prazo fixado para a apresentação das pro- execução da empreitada. Primeiro executa-se e depois dis-
postas, os interessados deverem apresentar uma lista na cute-se a responsabilidade pelo seu pagamento. Mas esta
qual identifiquem, expressa e inequivocamente, os erros e solução acarreta riscos adicionais, quer para empreiteiros,
as omissões das peças do procedimento por si detetados quer para donos da obra, que desconhecem o verdadeiro
– n.º 4 do 50º CCP. No entanto, com a atual redação do impacto financeiro dos trabalhos executados.
CCP, desapareceu a cominação para o empreiteiro pelo
incumprimento deste dever. Anteriormente, o n.º 5 do art. A ver vamos o que, na prática, nos reserva, esta nova alte-
378º previa que o empreiteiro respondia por 50% do preço ração do Código dos Contratos Públicos. ―
destes trabalhos. Mas esta disposição foi revogada. Pese
embora a doutrina entenda que se tratou de um lapso do
legislador, certo é que desapareceu, por ora, esta conse-
quência financeira para o empreiteiro.

O regime agora instituído quanto a trabalhos complemen-


tares que, aparentemente, vem substituir os anteriores tra-
balhos a mais e trabalhos de suprimento de erros e omis-
sões, merece-nos ainda algumas notas finais.

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