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História Naval

A Marinha na República

Quais são os meus objetivos?

❖ Identificar as características dos programas de Reaparelhamento Naval de 1904


❖ Descrever as causas e consequências da participação da Marinha na I Guerra Mundial
❖ Descrever as causas e consequências da participação da MB na II Guerra Mundial
❖ Descrever as causas e consequências do conflito diplomático conhecido como “Guerra da
Lagosta”

REAPARELHAMENTO NAVAL DE 1904

Os primeiros anos da República foram


marcados pela progressiva desmobilização da
Esquadra brasileira. A situação interna do País se
refletia nos orçamentos insuficientes que negavam
à Marinha os recursos necessários à modernização
dos meios flutuantes e à criação de uma
infraestrutura de apoio. Essa situação se manteve
por toda a década final do século XIX.
O Deputado Dr. Laurindo Pitta apresentou à Câmara, em julho de 1904, um projeto que
continha o programa naval do Almirante Júlio de Noronha, sendo o projeto finalmente aprovado, quase
que por unanimidade, ele se transformou no Decreto no 1.296, de 14 de novembro de 1904. A alteração
contemplou:
• Três novos encouraçados do tipo • Bases secundárias em Belém e Natal
dreadnought (20 mil toneladas), • Pequeno porto em Santa Catarina
cruzadores e contratorpedeiros • Frota de mar ofensiva
• Criação de um moderno arsenal • 1910: submarinos F1, F3, F5 e Humaitá
• Modernização das instalações da Ilha
das Cobras

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PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Em 1917, o Brasil entrou no


conflito quando a campanha
submarina alemã atingiu seus navios
mercantes, afundados em razão do
bloqueio alemão a Grã-Bretanha. O
Brasil enviou então uma Divisão Naval
para operar com a Marinha britânica
entre Dakar e Gibraltar em 1918. Uma
outra contribuição significativa foi a
designação de 13 oficiais aviadores, sendo 12 da Marinha e um do Exército para se aperfeiçoarem
como pilotos de caça da RAF no teatro europeu
A Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG) tinha como principal tarefa a ser
cumprida, patrulhar uma área marítima contra os submarinos alemães, compreendida entre
Dakar no Senegal e Gibraltar, na entrada do Mediterrâneo, com subordinação ao Almirantado
inglês.
A vitória dos aliados seria confirmada em Paris, em 28 de junho de 1919, quando se reuniram
os representantes de 32 países e assinaram o Tratado de Versalhes, que foi imposto à Alemanha
derrotada. Em 9 de junho de 1919, depois de parar Recife por breves dias, os navios da DNOG
entravam na Baía de Guanabara, porto sede da Divisão Naval. Acabara assim, a participação da
Marinha na Primeira Guerra Mundial.

PERÍODO ENTRE GUERRAS

O período entre guerras, que


abarcou os anos de 1918 até 1939,
caracterizou-se pelo abandono a que foi
submetida não só a Marinha de Guerra
como praticamente toda a atividade
nacional relacionada com o mar.

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SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

No decorrer da guerra, foram perdidos por


ação dos submarinos alemães e italianos 33 navios
mercantes, que somaram cerca de 140 mil toneladas
de arqueação (21% do total) e a morte de 480
tripulantes e 502 passageiros. Hitler mandava atacar
os navios brasileiros, pois o Brasil tinha
envolvimento com os países aliados.
Lei do Empréstimo e Arrendamento
(Lend Lease) com os Estados Unidos permitia,
sem operações financeiras imediatas, o
fornecimento dos materiais necessários ao
esforço de guerra dos países aliados. O Brasil
recebeu navios contratorpedeiros e navios patrulha
para tarefa de patrulhar a costa. Também ocorreu a
vinda de militares americanos para nos adestrar das
novas táticas antissubmarino. Em contrapartida, o
Brasil era importante aos EUA devido a sua posição geográfica (saliente nordestino) e por possuir
matérias-primas vitais para o esforço de guerra.
Com o auxílio norte-americano, o Brasil criou uma segunda base para a esquadra, com a
finalidade de patrulhar os Oceanos Atlântico e escoltar navios mercantes, conhecida como Força
Naval do Nordeste.
A missão da Marinha do Brasil na Segunda Guerra Mundial foi patrulhar o Atlântico Sul
e proteger os comboios de navios mercantes que trafegavam entre o Mar do Caribe e o nosso
litoral sul contra a ação dos submarinos e navios corsários germânicos e italianos.
Conquistas:
- Foram comboiados cerca de 99,01% dos navios protegidos atingiram os seus destinos;
- Adquirimos maior capacidade para controlar áreas marítimas e maior poder dissuasório;
- Mudança de mentalidade na Marinha, com a assimilação de novas técnicas de combate e a
incorporação de meios modernos para as forças navais;

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- Oportunidade de a Marinha “sentir o odor do combate”, participar de ações de guerra e
adquirir experiências da refrega, das adversidades, do medo e da dor com a perda de navios e
companheiros.
- A percepção de que a logística ocupa lugar de importância na manutenção de uma força
combatente operando eficientemente. Esse tipo de percepção refletiu-se na construção da Base Naval
de Natal e outros pontos de apoio logístico do nosso litoral.
- A nossa aproximação com os norte-americanos. Essa associação nos alinhou diretamente com
suas doutrinas e com uma exacerbada ênfase na guerra antissubmarino.

GUERRA DA LAGOSTA

Conflito diplomático com a França, que


girou em torno da captura ilegal de lagostas por
parte de embarcações de pesca francesas no litoral
nordeste do Brasil.
O Conselho de Segurança Nacional
determinou o deslocamento de uma respeitável
força naval para a área que a atuou como “fator
de dissuasão” e a força naval francesa (que
estava aqui para proteger os pesqueiros
franceses) se retirou da área, assim, a Marinha
impediu o desvio de seus recursos naturais.

PODER NAVAL

Tipos de persuasão naval:


• Dissuasão: evitar uma ação pelo receio das consequências. É um estado mental
provocado pela existência de uma ameaça credível e de uma retaliação inaceitável.
Ex: Guerra da Lagosta.
• Coerção: empregar ofensivamente o poder naval e através do confronto, persuadir o
inimigo. Ex: Guerra da Tríplice Aliança

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Características fundamentais do Poder Naval:
• Mobilidade
• Versatilidade de tarefas
• Flexibilidade tática
• Autonomia
• Capacidade de projeção de poder
• Alcance geográfico