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Quando Antonio Gramsci escreveu que o Partido deveria chegar a ter "o poder

onipresente e invisível de um imperativo categórico, de um mandamento divino", ele


esqueceu de perguntar se quando isso acontecesse os comunistas não perderiam de vez
o uso da razão e, levados pelas delícias da onipotência, não começariam a impor a seus
súditos toda sorte de absurdidades, até desmoralizar-se por completo.

O Brasil é o único país do mundo onde a estratégia gramscista alcançou completa vitória
sobre seus adversários até reduzi-los à quase inexistência, e é aí que encontramos os
sinais mais gritantes da demência governamental estabelecida.
Antonio Gramsci foi o maior professor de vigarice que o mundo já conheceu. Ele
transformou o maquiavelismo numa ciência da patifaria em massa, numa sistematização
da mendacidade psicopática, contra a qual nenhuma sociedade conhecida tem defesas e
que tem o dom de corromper não um círculo palaciano como o "Príncipe" de Maquiavel,
mas países e continentes inteiros.
Ninguém melhor do que Antonio Gramsci merece o epíteto com que Karl Marx qualificou
um politico francês da sua época: "Anão monstruoso."

A intuição central de Gramsci é simples e certeira: o emprego sistemático da astúcia


maligna como método de conquista do poder total é complexo demais para poder ser
aplicado por um indivíduo isolado; para colocá-lo em prática é preciso uma organização
inteira, um Partido.
Dizer que o PT NÃO É um partido coimunista gramsciano E SIM um partido
patrimonialista é uma estupidez que só poderia provir da cabeça de um uspiano. A
aplicação correta e bem sucedida da estratégia gramsciana (e nunca ela foi tão bem
sucedida como no Brasil) transformou o Partido, realmente, no “poder onipresente e
invisível”, no dono de tudo, isto é, na maldita elite patrimonialista que ele jurava combater.
Não poderia ter sido diferente. O gramscismo É a vigarice organizada, a engenharia do
fingimento e da mentira. Todo poder conquistado por esses meios é corrupto e corruptor
por natureza.

O primeiro petista que tomar consciência de que ele próprio é a maldita zé-lite vai
perceber, de repente, que TODA a sua visão do mundo esteve sempre invertida. O passo
seguinte é esquecer rapidamente essa percepção e voltar correndo para os braços
aconchegantes dos velhos chavões partidários. Repetida essa operação algumas vezes,
ou o sujeito fica mesmo doido ou vira coxinha.

Quem vai derrubar o governo não será nem uma intervenção militar nem uma ação do
Congresso. Será o panelaço. Diretamente ou acionando um desses dois instrumentos, se
não ambos.

Pela primeira vez na nossa História, a iniciativa está nas mãos do povo, enquanto,
atônitos e sem visão clara, os políticos discutem e os militares “se preparam”.A esquerda
não prometia transformar o povo em “agente criador do processo histórico”? Pois é.
Transformou. Só que contra ela. Bem, ninguém é perfeito.
O PT não queria a “democracia direta”? Pois é. Já a tem. Chama-se “panelaço”.

Tudo o que o PT prometeu, o povo vai obter. Tomando-o do PT.

http://desciclopedia.org/wiki/Antonio_Gramsci