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10 VI - acompanhar a prática do processo de amamentação, prestando § 9o É garantido à mãe o direito ao sigilo sobre o nascimento,

orientações quanto à técnica adequada, enquanto a mãe permanecer respeitado o disposto no art. 48 desta Lei. (Incluído pela Lei nº
na unidade hospitalar, utilizando o corpo técnico já 13.509, de 2017)
existente. (Incluído pela Lei nº 13.436, de 2017)
§ 10. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)
14 § 5º É obrigatória a aplicação a todas as crianças, nos seus
primeiros dezoito meses de vida, de protocolo ou outro instrumento
construído com a finalidade de facilitar a detecção, em consulta Art. 19-B. A criança e o adolescente em programa de
pediátrica de acompanhamento da criança, de risco para o seu acolhimento institucional ou familiar poderão participar de programa de
desenvolvimento psíquico. (Incluído pela Lei nº 13.438, de apadrinhamento. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)
2017)
§ 1o O apadrinhamento consiste em estabelecer e proporcionar
19 § 2o A permanência da criança e do adolescente em programa de à criança e ao adolescente vínculos externos à instituição para fins de
acolhimento institucional não se prolongará por mais de 18 (dezoito convivência familiar e comunitária e colaboração com o seu
meses), salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior desenvolvimento nos aspectos social, moral, físico, cognitivo,
interesse, devidamente fundamentada pela autoridade educacional e financeiro. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)
judiciária. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017)
§ 2o (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)
§ 5o Será garantida a convivência integral da criança com a mãe
adolescente que estiver em acolhimento institucional. (Incluído
pela Lei nº 13.509, de 2017) § 3o Pessoas jurídicas podem apadrinhar criança ou
adolescente a fim de colaborar para o seu
desenvolvimento. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)
§ 6o A mãe adolescente será assistida por equipe
especializada multidisciplinar. (Incluído pela Lei nº 13.509, de
2017) § 4o O perfil da criança ou do adolescente a ser apadrinhado
será definido no âmbito de cada programa de apadrinhamento, com
prioridade para crianças ou adolescentes com remota possibilidade de
Art. 19-A. A gestante ou mãe que manifeste interesse em reinserção familiar ou colocação em família adotiva. (Incluído
entregar seu filho para adoção, antes ou logo após o nascimento, será pela Lei nº 13.509, de 2017)
encaminhada à Justiça da Infância e da Juventude. (Incluído
pela Lei nº 13.509, de 2017)
§ 5o Os programas ou serviços de apadrinhamento apoiados
pela Justiça da Infância e da Juventude poderão ser executados por
§ 1o A gestante ou mãe será ouvida pela equipe órgãos públicos ou por organizações da sociedade
interprofissional da Justiça da Infância e da Juventude, que civil. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)
apresentará relatório à autoridade judiciária, considerando inclusive os
eventuais efeitos do estado gestacional e puerperal. (Incluído
pela Lei nº 13.509, de 2017) § 6o Se ocorrer violação das regras de apadrinhamento, os
responsáveis pelo programa e pelos serviços de acolhimento deverão
imediatamente notificar a autoridade judiciária
§ 2o De posse do relatório, a autoridade judiciária poderá competente. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)
determinar o encaminhamento da gestante ou mãe, mediante sua
expressa concordância, à rede pública de saúde e assistência social
para atendimento especializado. (Incluído pela Lei nº 13.509, 39 § 3o Em caso de conflito entre direitos e interesses do adotando e
de 2017) de outras pessoas, inclusive seus pais biológicos, devem prevalecer os
direitos e os interesses do adotando. (Incluído pela Lei nº
13.509, de 2017)
§ 3o A busca à família extensa, conforme definida nos termos
do parágrafo único do art. 25 desta Lei, respeitará o prazo máximo de
Art. 46. A adoção será precedida de estágio de convivência com a
90 (noventa) dias, prorrogável por igual período. (Incluído pela
criança ou adolescente, pelo prazo máximo de 90 (noventa) dias,
Lei nº 13.509, de 2017)
observadas a idade da criança ou adolescente e as peculiaridades do
caso. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017)
§ 4o Na hipótese de não haver a indicação do genitor e de não
existir outro representante da família extensa apto a receber a guarda, § 2o-A. O prazo máximo estabelecido no caput deste artigo pode ser
a autoridade judiciária competente deverá decretar a extinção do poder prorrogado por até igual período, mediante decisão fundamentada da
familiar e determinar a colocação da criança sob a guarda provisória de autoridade judiciária. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)
quem estiver habilitado a adotá-la ou de entidade que desenvolva
programa de acolhimento familiar ou institucional. (Incluído pela
Lei nº 13.509, de 2017) § 3o Em caso de adoção por pessoa ou casal residente ou
domiciliado fora do País, o estágio de convivência será de, no mínimo,
30 (trinta) dias e, no máximo, 45 (quarenta e cinco) dias, prorrogável
§ 5o Após o nascimento da criança, a vontade da mãe ou de por até igual período, uma única vez, mediante decisão fundamentada
ambos os genitores, se houver pai registral ou pai indicado, deve ser da autoridade judiciária. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de
manifestada na audiência a que se refere o § 1o do art. 166 desta Lei, 2017)
garantido o sigilo sobre a entrega. (Incluído pela Lei nº 13.509,
de 2017)
§ 3o-A. Ao final do prazo previsto no § 3o deste artigo, deverá
ser apresentado laudo fundamentado pela equipe mencionada no §
§ 6o (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) 4o deste artigo, que recomendará ou não o deferimento da adoção à
autoridade judiciária. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)
§ 7o Os detentores da guarda possuem o prazo de 15 (quinze)
dias para propor a ação de adoção, contado do dia seguinte à data do § 5o O estágio de convivência será cumprido no território nacional,
término do estágio de convivência. (Incluído pela Lei nº 13.509, preferencialmente na comarca de residência da criança ou
de 2017) adolescente, ou, a critério do juiz, em cidade limítrofe, respeitada, em
qualquer hipótese, a competência do juízo da comarca de residência
§ 8o Na hipótese de desistência pelos genitores - manifestada da criança. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)
em audiência ou perante a equipe interprofissional - da entrega da
criança após o nascimento, a criança será mantida com os genitores, e 47 § 10. O prazo máximo para conclusão da ação de adoção será de
será determinado pela Justiça da Infância e da Juventude o 120 (cento e vinte) dias, prorrogável uma única vez por igual período,
acompanhamento familiar pelo prazo de 180 (cento e oitenta) mediante decisão fundamentada da autoridade
dias. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) judiciária. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)
50 § 10. Consultados os cadastros e verificada a ausência de 158 § 3o Quando, por 2 (duas) vezes, o oficial de justiça
pretendentes habilitados residentes no País com perfil compatível e houver procurado o citando em seu domicílio ou residência sem o
interesse manifesto pela adoção de criança ou adolescente inscrito nos encontrar, deverá, havendo suspeita de ocultação, informar qualquer
cadastros existentes, será realizado o encaminhamento da criança ou pessoa da família ou, em sua falta, qualquer vizinho do dia útil em que
adolescente à adoção internacional. (Redação dada pela Lei nº voltará a fim de efetuar a citação, na hora que designar, nos termos
13.509, de 2017) do art. 252 e seguintes da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015
(Código de Processo Civil). (Incluído pela Lei nº 13.509, de
2017)
§ 15. Será assegurada prioridade no cadastro a pessoas interessadas
em adotar criança ou adolescente com deficiência, com doença crônica
ou com necessidades específicas de saúde, além de grupo de § 4o Na hipótese de os genitores encontrarem-se em local
irmãos. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) incerto ou não sabido, serão citados por edital no prazo de 10 (dez)
dias, em publicação única, dispensado o envio de ofícios para a
localização. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)
Art. 51. Considera-se adoção internacional aquela na qual o
pretendente possui residência habitual em país-parte da Convenção de
Haia, de 29 de maio de 1993, Relativa à Proteção das Crianças e à Art. 161. Se não for contestado o pedido e tiver sido concluído
Cooperação em Matéria de Adoção Internacional, promulgada o estudo social ou a perícia realizada por equipe interprofissional ou
pelo Decreto no 3.087, de 21 junho de 1999, e deseja adotar criança multidisciplinar, a autoridade judiciária dará vista dos autos ao
em outro país-parte da Convenção. (Redação dada pela Lei nº Ministério Público, por 5 (cinco) dias, salvo quando este for o
13.509, de 2017) requerente, e decidirá em igual prazo. (Redação dada pela Lei
nº 13.509, de 2017)
§ 1o A adoção internacional de criança ou adolescente brasileiro
ou domiciliado no Brasil somente terá lugar quando restar § 1º A autoridade judiciária, de ofício ou a requerimento das
comprovado: (Redação dada pela Lei nº 12.010, de partes ou do Ministério Público, determinará a oitiva de testemunhas
2009) Vigência que comprovem a presença de uma das causas de suspensão ou
destituição do poder familiar previstas nos arts. 1.637 e 1.638 da Lei
I - que a colocação em família adotiva é a solução adequada ao no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), ou no art. 24 desta
caso concreto; (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017) Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017)

II - que foram esgotadas todas as possibilidades de colocação da § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.509, de
criança ou adolescente em família adotiva brasileira, com a 2017)
comprovação, certificada nos autos, da inexistência de adotantes
habilitados residentes no Brasil com perfil compatível com a criança ou § 3o Se o pedido importar em modificação de guarda, será
adolescente, após consulta aos cadastros mencionados nesta obrigatória, desde que possível e razoável, a oitiva da criança ou
Lei; (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017) adolescente, respeitado seu estágio de desenvolvimento e grau de
compreensão sobre as implicações da medida. (Incluído pela
100 X - prevalência da família: na promoção de direitos e na proteção Lei nº 12.010, de 2009) Vigência
da criança e do adolescente deve ser dada prevalência às medidas
que os mantenham ou reintegrem na sua família natural ou extensa ou, § 4º É obrigatória a oitiva dos pais sempre que eles forem
se isso não for possível, que promovam a sua integração em família identificados e estiverem em local conhecido, ressalvados os casos de
adotiva; (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017) não comparecimento perante a Justiça quando devidamente
citados. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017)
101 § 10. Recebido o relatório, o Ministério Público terá o prazo de 15
(quinze) dias para o ingresso com a ação de destituição do poder Art. 162. Apresentada a resposta, a autoridade judiciária dará vista dos
familiar, salvo se entender necessária a realização de estudos autos ao Ministério Público, por cinco dias, salvo quando este for o
complementares ou de outras providências indispensáveis ao requerente, designando, desde logo, audiência de instrução e
ajuizamento da demanda. (Redação dada pela Lei nº 13.509, julgamento.
de 2017)
§ 1º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.509, de
151 Parágrafo único. Na ausência ou insuficiência de servidores 2017)
públicos integrantes do Poder Judiciário responsáveis pela realização
dos estudos psicossociais ou de quaisquer outras espécies de
avaliações técnicas exigidas por esta Lei ou por determinação judicial, § 2o Na audiência, presentes as partes e o Ministério Público,
a autoridade judiciária poderá proceder à nomeação de perito, nos serão ouvidas as testemunhas, colhendo-se oralmente o parecer
termos do art. 156 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 (Código técnico, salvo quando apresentado por escrito, manifestando-se
de Processo Civil). (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017) sucessivamente o requerente, o requerido e o Ministério Público, pelo
tempo de 20 (vinte) minutos cada um, prorrogável por mais 10 (dez)
minutos. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017)
152 § 2º Os prazos estabelecidos nesta Lei e aplicáveis aos seus
procedimentos são contados em dias corridos, excluído o dia do
começo e incluído o dia do vencimento, vedado o prazo em dobro para § 3o A decisão será proferida na audiência, podendo a
a Fazenda Pública e o Ministério Público. (Incluído pela Lei nº autoridade judiciária, excepcionalmente, designar data para sua leitura
13.509, de 2017) no prazo máximo de 5 (cinco) dias. (Incluído pela Lei nº 13.509,
de 2017)
157 § 1o Recebida a petição inicial, a autoridade judiciária
determinará, concomitantemente ao despacho de citação e § 4o Quando o procedimento de destituição de poder familiar
independentemente de requerimento do interessado, a realização de for iniciado pelo Ministério Público, não haverá necessidade de
estudo social ou perícia por equipe interprofissional ou multidisciplinar nomeação de curador especial em favor da criança ou
para comprovar a presença de uma das causas de suspensão ou adolescente. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)
destituição do poder familiar, ressalvado o disposto no § 10 do art. 101
desta Lei, e observada a Lei no 13.431, de 4 de abril de
Art. 163. O prazo máximo para conclusão do procedimento será
2017. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)
de 120 (cento e vinte) dias, e caberá ao juiz, no caso de notória
inviabilidade de manutenção do poder familiar, dirigir esforços para
§ 2o Em sendo os pais oriundos de comunidades indígenas, é preparar a criança ou o adolescente com vistas à colocação em família
ainda obrigatória a intervenção, junto à equipe interprofissional ou substituta. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017)
multidisciplinar referida no § 1o deste artigo, de representantes do
órgão federal responsável pela política indigenista, observado o Art. 166. Se os pais forem falecidos, tiverem sido destituídos ou
disposto no § 6o do art. 28 desta Lei. (Incluído pela Lei nº suspensos do poder familiar, ou houverem aderido expressamente ao
13.509, de 2017) pedido de colocação em família substituta, este poderá ser formulado
diretamente em cartório, em petição assinada pelos próprios (setecentos e vinte) dias e seja demonstrada sua efetiva necessidade,
requerentes, dispensada a assistência de advogado. (Redação a critério da autoridade judicial. (Incluído pela Lei nº 13.441, de
dada pela Lei nº 12.010, de 2009) Vigência 2017)

§ 1o Na hipótese de concordância dos pais, o § 1º A autoridade judicial e o Ministério Público poderão


juiz: (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017) requisitar relatórios parciais da operação de infiltração antes do término
do prazo de que trata o inciso II do § 1º deste artigo. (Incluído
pela Lei nº 13.441, de 2017)
I - na presença do Ministério Público, ouvirá as partes,
devidamente assistidas por advogado ou por defensor público, para
verificar sua concordância com a adoção, no prazo máximo de 10 (dez) § 2º Para efeitos do disposto no inciso I do § 1º deste artigo,
dias, contado da data do protocolo da petição ou da entrega da criança consideram-se: (Incluído pela Lei nº 13.441, de 2017)
em juízo, tomando por termo as declarações; e (Incluído pela
Lei nº 13.509, de 2017) I – dados de conexão: informações referentes a hora, data,
início, término, duração, endereço de Protocolo de Internet (IP)
II - declarará a extinção do poder familiar. (Incluído pela utilizado e terminal de origem da conexão; (Incluído pela Lei nº
Lei nº 13.509, de 2017) 13.441, de 2017)

§ 2o O consentimento dos titulares do poder familiar será II – dados cadastrais: informações referentes a nome e
precedido de orientações e esclarecimentos prestados pela equipe endereço de assinante ou de usuário registrado ou autenticado para a
interprofissional da Justiça da Infância e da Juventude, em especial, no conexão a quem endereço de IP, identificação de usuário ou código de
caso de adoção, sobre a irrevogabilidade da medida. (Incluído acesso tenha sido atribuído no momento da conexão.
pela Lei nº 12.010, de 2009) Vigência
§ 3º A infiltração de agentes de polícia na internet não será
§ 3o São garantidos a livre manifestação de vontade dos admitida se a prova puder ser obtida por outros meios. (Incluído
detentores do poder familiar e o direito ao sigilo das pela Lei nº 13.441, de 2017)
informações. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017)
Art. 190-B. As informações da operação de infiltração serão
§ 4o O consentimento prestado por escrito não terá validade se encaminhadas diretamente ao juiz responsável pela autorização da
não for ratificado na audiência a que se refere o § 1o deste medida, que zelará por seu sigilo. (Incluído pela Lei nº 13.441,
artigo. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017) de 2017)

§ 5o O consentimento é retratável até a data da realização da Parágrafo único. Antes da conclusão da operação, o acesso
audiência especificada no § 1o deste artigo, e os pais podem exercer o aos autos será reservado ao juiz, ao Ministério Público e ao delegado
arrependimento no prazo de 10 (dez) dias, contado da data de de polícia responsável pela operação, com o objetivo de garantir o
prolação da sentença de extinção do poder familiar. (Redação sigilo das investigações. (Incluído pela Lei nº 13.441, de 2017)
dada pela Lei nº 13.509, de 2017)
Art. 190-C. Não comete crime o policial que oculta a sua
§ 6o O consentimento somente terá valor se for dado após o identidade para, por meio da internet, colher indícios de autoria e
nascimento da criança. (Incluído pela Lei nº 12.010, de materialidade dos crimes previstos nos arts. 240, 241, 241-A, 241-
2009) Vigência B, 241-C e 241-D desta Lei e nos arts. 154-A, 217-A, 218, 218-A e218-
B do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código
Penal). (Incluído pela Lei nº 13.441, de 2017)
§ 7o A família natural e a família substituta receberão a devida
orientação por intermédio de equipe técnica interprofissional a serviço
da Justiça da Infância e da Juventude, preferencialmente com apoio Parágrafo único. O agente policial infiltrado que deixar de
dos técnicos responsáveis pela execução da política municipal de observar a estrita finalidade da investigação responderá pelos
garantia do direito à convivência familiar. (Redação dada pela excessos praticados. (Incluído pela Lei nº 13.441, de 2017)
Lei nº 13.509, de 2017)
Art. 190-D. Os órgãos de registro e cadastro público poderão
Seção V-A incluir nos bancos de dados próprios, mediante procedimento sigiloso e
requisição da autoridade judicial, as informações necessárias à
(Incluído pela Lei nº 13.441, de 2017)
efetividade da identidade fictícia criada. (Incluído pela Lei nº
13.441, de 2017)
Da Infiltração de Agentes de Polícia para a Investigação de Crimes
contra a Dignidade Sexual de Criança e de Adolescente”
Parágrafo único. O procedimento sigiloso de que trata esta
Seção será numerado e tombado em livro específico. (Incluído
Art. 190-A. A infiltração de agentes de polícia na internet com o pela Lei nº 13.441, de 2017)
fim de investigar os crimes previstos nos arts. 240, 241, 241-A, 241-
B, 241-C e 241-D desta Lei e nos arts. 154-A, 217-A, 218, 218-A e 218- Art. 190-E. Concluída a investigação, todos os atos eletrônicos
B do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), praticados durante a operação deverão ser registrados, gravados,
obedecerá às seguintes regras: (Incluído pela Lei nº 13.441, armazenados e encaminhados ao juiz e ao Ministério Público,
de 2017) juntamente com relatório circunstanciado. (Incluído pela Lei nº
13.441, de 2017)
I – será precedida de autorização judicial devidamente
circunstanciada e fundamentada, que estabelecerá os limites da Parágrafo único. Os atos eletrônicos registrados citados
infiltração para obtenção de prova, ouvido o Ministério no caput deste artigo serão reunidos em autos apartados e apensados
Público; (Incluído pela Lei nº 13.441, de 2017) ao processo criminal juntamente com o inquérito policial, assegurando-
se a preservação da identidade do agente policial infiltrado e a
II – dar-se-á mediante requerimento do Ministério Público ou intimidade das crianças e dos adolescentes envolvidos. (Incluído
representação de delegado de polícia e conterá a demonstração de pela Lei nº 13.441, de 2017)
sua necessidade, o alcance das tarefas dos policiais, os nomes ou
apelidos das pessoas investigadas e, quando possível, os dados de § 1o É obrigatória a participação dos postulantes em programa
conexão ou cadastrais que permitam a identificação dessas oferecido pela Justiça da Infância e da Juventude, preferencialmente
pessoas; (Incluído pela Lei nº 13.441, de 2017) com apoio dos técnicos responsáveis pela execução da política
municipal de garantia do direito à convivência familiar e dos grupos de
III – não poderá exceder o prazo de 90 (noventa) dias, sem apoio à adoção devidamente habilitados perante a Justiça da Infância e
prejuízo de eventuais renovações, desde que o total não exceda a 720 da Juventude, que inclua preparação psicológica, orientação e estímulo
à adoção inter-racial, de crianças ou de adolescentes com deficiência,
com doenças crônicas ou com necessidades específicas de saúde, e
de grupos de irmãos. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de
2017)

§ 2o Sempre que possível e recomendável, a etapa obrigatória


da preparação referida no § 1o deste artigo incluirá o contato com
crianças e adolescentes em regime de acolhimento familiar ou
institucional, a ser realizado sob orientação, supervisão e avaliação da
equipe técnica da Justiça da Infância e da Juventude e dos grupos de
apoio à adoção, com apoio dos técnicos responsáveis pelo programa
de acolhimento familiar e institucional e pela execução da política
municipal de garantia do direito à convivência
familiar. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017)

§ 3o É recomendável que as crianças e os adolescentes


acolhidos institucionalmente ou por família acolhedora sejam
preparados por equipe interprofissional antes da inclusão em família
adotiva. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)

197 E § 2o A habilitação à adoção deverá ser renovada no


mínimo trienalmente mediante avaliação por equipe
interprofissional. (Redação dada pela Lei nº 13.509, de 2017)

§ 3o Quando o adotante candidatar-se a uma nova adoção,


será dispensável a renovação da habilitação, bastando a avaliação por
equipe interprofissional. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)

§ 4o Após 3 (três) recusas injustificadas, pelo habilitado, à


adoção de crianças ou adolescentes indicados dentro do perfil
escolhido, haverá reavaliação da habilitação
concedida. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)

§ 5o A desistência do pretendente em relação à guarda para


fins de adoção ou a devolução da criança ou do adolescente depois do
trânsito em julgado da sentença de adoção importará na sua exclusão
dos cadastros de adoção (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)

Art. 197-F. O prazo máximo para conclusão da habilitação à


adoção será de 120 (cento e vinte) dias, prorrogável por igual período,
mediante decisão fundamentada da autoridade
judiciária. (Incluído pela Lei nº 13.509, de 2017)

244-A

Pena – reclusão de quatro a dez anos e multa, além da perda de bens


e valores utilizados na prática criminosa em favor do Fundo dos
Direitos da Criança e do Adolescente da unidade da Federação
(Estado ou Distrito Federal) em que foi cometido o crime, ressalvado o
direito de terceiro de boa-fé. (Redação dada pela Lei nº 13.440,
de 2017)
sociedades estrangeiras, que tenham sede, filial ou representação no território
brasileiro, constituídas de fato ou de direito, ainda que temporariamente.

Art. 2o As pessoas jurídicas serão responsabilizadas objetivamente,


nos âmbitos administrativo e civil, pelos atos lesivos previstos nesta Lei
praticados em seu interesse ou benefício, exclusivo ou não.

Art. 3o A responsabilização da pessoa jurídica não exclui a


responsabilidade individual de seus dirigentes ou administradores ou de
qualquer pessoa natural, autora, coautora ou partícipe do ato ilícito.

§ 1o A pessoa jurídica será responsabilizada independentemente da


responsabilização individual das pessoas naturais referidas no caput.

§ 2o Os dirigentes ou administradores somente serão


responsabilizados por atos ilícitos na medida da sua culpabilidade.

Art. 4o Subsiste a responsabilidade da pessoa jurídica na hipótese de


alteração contratual, transformação, incorporação, fusão ou cisão societária.

§ 1o Nas hipóteses de fusão e incorporação, a responsabilidade da


sucessora será restrita à obrigação de pagamento de multa e reparação integral
do dano causado, até o limite do patrimônio transferido, não lhe sendo
aplicáveis as demais sanções previstas nesta Lei decorrentes de atos e fatos
ocorridos antes da data da fusão ou incorporação, exceto no caso de simulação
ou evidente intuito de fraude, devidamente comprovados.

§ 2o As sociedades controladoras, controladas, coligadas ou, no


âmbito do respectivo contrato, as consorciadas serão solidariamente
responsáveis pela prática dos atos previstos nesta Lei, restringindo-se tal
responsabilidade à obrigação de pagamento de multa e reparação integral do
dano causado.

CAPÍTULO II

DOS ATOS LESIVOS À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NACIONAL OU


ESTRANGEIRA

Art. 5o Constituem atos lesivos à administração pública, nacional ou


estrangeira, para os fins desta Lei, todos aqueles praticados pelas pessoas
jurídicas mencionadas no parágrafo único do art. 1o, que atentem contra o
patrimônio público nacional ou estrangeiro, contra princípios da administração
Presidência da República pública ou contra os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, assim
Casa Civil definidos:
Subchefia para Assuntos Jurídicos

I - prometer, oferecer ou dar, direta ou indiretamente, vantagem


indevida a agente público, ou a terceira pessoa a ele relacionada;
LEI Nº 12.846, DE 1º DE AGOSTO DE 2013.
II - comprovadamente, financiar, custear, patrocinar ou de qualquer
modo subvencionar a prática dos atos ilícitos previstos nesta Lei;
Mensagem de veto
Dispõe sobre a responsabilização
administrativa e civil de pessoas
III - comprovadamente, utilizar-se de interposta pessoa física ou
Vigência jurídicas pela prática de atos contra a
jurídica para ocultar ou dissimular seus reais interesses ou a identidade dos
administração pública, nacional ou
beneficiários dos atos praticados;
estrangeira, e dá outras providências.
Regulamento
IV - no tocante a licitações e contratos:
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso
Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: a) frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro
expediente, o caráter competitivo de procedimento licitatório público;
CAPÍTULO I
b) impedir, perturbar ou fraudar a realização de qualquer ato de
DISPOSIÇÕES GERAIS procedimento licitatório público;

Art. 1o Esta Lei dispõe sobre a responsabilização objetiva c) afastar ou procurar afastar licitante, por meio de fraude ou
administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a oferecimento de vantagem de qualquer tipo;
administração pública, nacional ou estrangeira.
d) fraudar licitação pública ou contrato dela decorrente;
Parágrafo único. Aplica-se o disposto nesta Lei às sociedades
empresárias e às sociedades simples, personificadas ou não, e) criar, de modo fraudulento ou irregular, pessoa jurídica para
independentemente da forma de organização ou modelo societário adotado, participar de licitação pública ou celebrar contrato administrativo;
bem como a quaisquer fundações, associações de entidades ou pessoas, ou
f) obter vantagem ou benefício indevido, de modo fraudulento, de II - a vantagem auferida ou pretendida pelo infrator;
modificações ou prorrogações de contratos celebrados com a administração
pública, sem autorização em lei, no ato convocatório da licitação pública ou
nos respectivos instrumentos contratuais; ou III - a consumação ou não da infração;

g) manipular ou fraudar o equilíbrio econômico-financeiro dos IV - o grau de lesão ou perigo de lesão;


contratos celebrados com a administração pública;
V - o efeito negativo produzido pela infração;
V - dificultar atividade de investigação ou fiscalização de órgãos,
entidades ou agentes públicos, ou intervir em sua atuação, inclusive no âmbito VI - a situação econômica do infrator;
das agências reguladoras e dos órgãos de fiscalização do sistema financeiro
nacional.
VII - a cooperação da pessoa jurídica para a apuração das infrações;
o
§ 1 Considera-se administração pública estrangeira os órgãos e
entidades estatais ou representações diplomáticas de país estrangeiro, de VIII - a existência de mecanismos e procedimentos internos de
qualquer nível ou esfera de governo, bem como as pessoas jurídicas integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades e a aplicação
controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público de país estrangeiro. efetiva de códigos de ética e de conduta no âmbito da pessoa jurídica;

§ 2o Para os efeitos desta Lei, equiparam-se à administração pública IX - o valor dos contratos mantidos pela pessoa jurídica com o órgão
estrangeira as organizações públicas internacionais. ou entidade pública lesados; e

§ 3o Considera-se agente público estrangeiro, para os fins desta Lei, X - (VETADO).


quem, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, exerça cargo, emprego
ou função pública em órgãos, entidades estatais ou em representações
Parágrafo único. Os parâmetros de avaliação de mecanismos e
diplomáticas de país estrangeiro, assim como em pessoas jurídicas controladas,
procedimentos previstos no inciso VIII do caput serão estabelecidos em
direta ou indiretamente, pelo poder público de país estrangeiro ou em
regulamento do Poder Executivo federal.
organizações públicas internacionais.

CAPÍTULO IV
CAPÍTULO III

DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DE RESPONSABILIZAÇÃO


DA RESPONSABILIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Art. 8o A instauração e o julgamento de processo administrativo para


Art. 6o Na esfera administrativa, serão aplicadas às pessoas jurídicas
apuração da responsabilidade de pessoa jurídica cabem à autoridade máxima
consideradas responsáveis pelos atos lesivos previstos nesta Lei as seguintes
de cada órgão ou entidade dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, que
sanções:
agirá de ofício ou mediante provocação, observados o contraditório e a ampla
defesa.
I - multa, no valor de 0,1% (um décimo por cento) a 20% (vinte por
cento) do faturamento bruto do último exercício anterior ao da instauração do
§ 1o A competência para a instauração e o julgamento do processo
processo administrativo, excluídos os tributos, a qual nunca será inferior à
administrativo de apuração de responsabilidade da pessoa jurídica poderá ser
vantagem auferida, quando for possível sua estimação; e
delegada, vedada a subdelegação.

II - publicação extraordinária da decisão condenatória.


§ 2o No âmbito do Poder Executivo federal, a Controladoria-Geral da
União - CGU terá competência concorrente para instaurar processos
§ 1o As sanções serão aplicadas fundamentadamente, isolada ou administrativos de responsabilização de pessoas jurídicas ou para avocar os
cumulativamente, de acordo com as peculiaridades do caso concreto e com a processos instaurados com fundamento nesta Lei, para exame de sua
gravidade e natureza das infrações. regularidade ou para corrigir-lhes o andamento.

§ 2o A aplicação das sanções previstas neste artigo será precedida da Art. 9o Competem à Controladoria-Geral da União - CGU a apuração,
manifestação jurídica elaborada pela Advocacia Pública ou pelo órgão de o processo e o julgamento dos atos ilícitos previstos nesta Lei, praticados
assistência jurídica, ou equivalente, do ente público. contra a administração pública estrangeira, observado o disposto no Artigo 4
da Convenção sobre o Combate da Corrupção de Funcionários Públicos
Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais, promulgada
§ 3o A aplicação das sanções previstas neste artigo não exclui, em pelo Decreto no 3.678, de 30 de novembro de 2000.
qualquer hipótese, a obrigação da reparação integral do dano causado.

Art. 10. O processo administrativo para apuração da responsabilidade


§ 4o Na hipótese do inciso I do caput, caso não seja possível utilizar o de pessoa jurídica será conduzido por comissão designada pela autoridade
critério do valor do faturamento bruto da pessoa jurídica, a multa será de R$ instauradora e composta por 2 (dois) ou mais servidores estáveis.
6.000,00 (seis mil reais) a R$ 60.000.000,00 (sessenta milhões de reais).

§ 1o O ente público, por meio do seu órgão de representação judicial,


§ 5o A publicação extraordinária da decisão condenatória ocorrerá na ou equivalente, a pedido da comissão a que se refere o caput, poderá requerer
forma de extrato de sentença, a expensas da pessoa jurídica, em meios de as medidas judiciais necessárias para a investigação e o processamento das
comunicação de grande circulação na área da prática da infração e de atuação infrações, inclusive de busca e apreensão.
da pessoa jurídica ou, na sua falta, em publicação de circulação nacional, bem
como por meio de afixação de edital, pelo prazo mínimo de 30 (trinta) dias, no
próprio estabelecimento ou no local de exercício da atividade, de modo visível § 2o A comissão poderá, cautelarmente, propor à autoridade
ao público, e no sítio eletrônico na rede mundial de computadores. instauradora que suspenda os efeitos do ato ou processo objeto da investigação.

§ 6o (VETADO). § 3o A comissão deverá concluir o processo no prazo de 180 (cento e


oitenta) dias contados da data da publicação do ato que a instituir e, ao final,
apresentar relatórios sobre os fatos apurados e eventual responsabilidade da
Art. 7o Serão levados em consideração na aplicação das sanções: pessoa jurídica, sugerindo de forma motivada as sanções a serem aplicadas.

I - a gravidade da infração; § 4o O prazo previsto no § 3o poderá ser prorrogado, mediante ato


fundamentado da autoridade instauradora.
Art. 11. No processo administrativo para apuração de § 7o Não importará em reconhecimento da prática do ato ilícito
responsabilidade, será concedido à pessoa jurídica prazo de 30 (trinta) dias investigado a proposta de acordo de leniência rejeitada.
para defesa, contados a partir da intimação.
§ 8o Em caso de descumprimento do acordo de leniência, a pessoa
Art. 12. O processo administrativo, com o relatório da comissão, será jurídica ficará impedida de celebrar novo acordo pelo prazo de 3 (três) anos
remetido à autoridade instauradora, na forma do art. 10, para julgamento. contados do conhecimento pela administração pública do referido
descumprimento.
Art. 13. A instauração de processo administrativo específico de
reparação integral do dano não prejudica a aplicação imediata das sanções § 9o A celebração do acordo de leniência interrompe o prazo
estabelecidas nesta Lei. prescricional dos atos ilícitos previstos nesta Lei.

Parágrafo único. Concluído o processo e não havendo pagamento, o § 10. A Controladoria-Geral da União - CGU é o órgão competente
crédito apurado será inscrito em dívida ativa da fazenda pública. para celebrar os acordos de leniência no âmbito do Poder Executivo federal,
bem como no caso de atos lesivos praticados contra a administração pública
estrangeira.
Art. 14. A personalidade jurídica poderá ser desconsiderada sempre
que utilizada com abuso do direito para facilitar, encobrir ou dissimular a
prática dos atos ilícitos previstos nesta Lei ou para provocar confusão Art. 17. A administração pública poderá também celebrar acordo de
patrimonial, sendo estendidos todos os efeitos das sanções aplicadas à pessoa leniência com a pessoa jurídica responsável pela prática de ilícitos previstos
jurídica aos seus administradores e sócios com poderes de administração, na Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, com vistas à isenção ou atenuação das
observados o contraditório e a ampla defesa. sanções administrativas estabelecidas em seus arts. 86 a 88.

Art. 15. A comissão designada para apuração da responsabilidade de CAPÍTULO VI


pessoa jurídica, após a conclusão do procedimento administrativo, dará
conhecimento ao Ministério Público de sua existência, para apuração de
eventuais delitos. DA RESPONSABILIZAÇÃO JUDICIAL

CAPÍTULO V Art. 18. Na esfera administrativa, a responsabilidade da pessoa


jurídica não afasta a possibilidade de sua responsabilização na esfera judicial.

DO ACORDO DE LENIÊNCIA
Art. 19. Em razão da prática de atos previstos no art. 5 o desta Lei, a
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, por meio das respectivas
Art. 16. A autoridade máxima de cada órgão ou entidade pública Advocacias Públicas ou órgãos de representação judicial, ou equivalentes, e o
poderá celebrar acordo de leniência com as pessoas jurídicas responsáveis pela Ministério Público, poderão ajuizar ação com vistas à aplicação das seguintes
prática dos atos previstos nesta Lei que colaborem efetivamente com as sanções às pessoas jurídicas infratoras:
investigações e o processo administrativo, sendo que dessa colaboração resulte:
I - perdimento dos bens, direitos ou valores que representem
I - a identificação dos demais envolvidos na infração, quando couber; vantagem ou proveito direta ou indiretamente obtidos da infração, ressalvado o
e direito do lesado ou de terceiro de boa-fé;

II - a obtenção célere de informações e documentos que comprovem o II - suspensão ou interdição parcial de suas atividades;
ilícito sob apuração.
III - dissolução compulsória da pessoa jurídica;
§ 1o O acordo de que trata o caput somente poderá ser celebrado se
IV - proibição de receber incentivos, subsídios, subvenções, doações
I - a pessoa jurídica seja a primeira a se manifestar sobre seu interesse ou empréstimos de órgãos ou entidades públicas e de instituições financeiras
em cooperar para a apuração do ato ilícito; públicas ou controladas pelo poder público, pelo prazo mínimo de 1 (um) e
máximo de 5 (cinco) anos.
II - a pessoa jurídica cesse completamente seu envolvimento na
infração investigada a partir da data de propositura do acordo; § 1o A dissolução compulsória da pessoa jurídica será determinada
quando comprovado:
III - a pessoa jurídica admita sua participação no ilícito e coopere
plena e permanentemente com as investigações e o processo administrativo, I - ter sido a personalidade jurídica utilizada de forma habitual para
comparecendo, sob suas expensas, sempre que solicitada, a todos os atos facilitar ou promover a prática de atos ilícitos; ou

II - ter sido constituída para ocultar ou dissimular interesses ilícitos ou


2o A celebração do acordo de leniência isentará a pessoa jurídica das
a identidade dos beneficiários dos atos praticados.
sanções previstas no inciso II do art. 6o e no inciso IV do art. 19 e reduzirá em
até 2/3 (dois terços) o valor da multa aplicável.
§ 2o (VETADO).
o
§ 3 O acordo de leniência não exime a pessoa jurídica da obrigação
de reparar integralmente o dano causado. § 3o As sanções poderão ser aplicadas de forma isolada ou
cumulativa.
§ 4o O acordo de leniência estipulará as condições necessárias para
assegurar a efetividade da colaboração e o resultado útil do processo. § 4o O Ministério Público ou a Advocacia Pública ou órgão de
representação judicial, ou equivalente, do ente público poderá requerer a
indisponibilidade de bens, direitos ou valores necessários à garantia do
§ 5o Os efeitos do acordo de leniência serão estendidos às pessoas
pagamento da multa ou da reparação integral do dano causado, conforme
jurídicas que integram o mesmo grupo econômico, de fato e de direito, desde
previsto no art. 7o, ressalvado o direito do terceiro de boa-fé.
que firmem o acordo em conjunto, respeitadas as condições nele estabelecidas.

Art. 20. Nas ações ajuizadas pelo Ministério Público, poderão ser
§ 6o A proposta de acordo de leniência somente se tornará pública
aplicadas as sanções previstas no art. 6o, sem prejuízo daquelas previstas neste
após a efetivação do respectivo acordo, salvo no interesse das investigações e
Capítulo, desde que constatada a omissão das autoridades competentes para
do processo administrativo.
promover a responsabilização administrativa.
Art. 21. Nas ações de responsabilização judicial, será adotado o rito § 2o A pessoa jurídica estrangeira será representada pelo gerente,
previsto na Lei no 7.347, de 24 de julho de 1985. representante ou administrador de sua filial, agência ou sucursal aberta ou
instalada no Brasil.
Parágrafo único. A condenação torna certa a obrigação de reparar,
integralmente, o dano causado pelo ilícito, cujo valor será apurado em Art. 27. A autoridade competente que, tendo conhecimento das
posterior liquidação, se não constar expressamente da sentença. infrações previstas nesta Lei, não adotar providências para a apuração dos fatos
será responsabilizada penal, civil e administrativamente nos termos da
legislação específica aplicável.
CAPÍTULO VII

Art. 28. Esta Lei aplica-se aos atos lesivos praticados por pessoa
DISPOSIÇÕES FINAIS jurídica brasileira contra a administração pública estrangeira, ainda que
cometidos no exterior.
Art. 22. Fica criado no âmbito do Poder Executivo federal o Cadastro
Nacional de Empresas Punidas - CNEP, que reunirá e dará publicidade às Art. 29. O disposto nesta Lei não exclui as competências do Conselho
sanções aplicadas pelos órgãos ou entidades dos Poderes Executivo, Administrativo de Defesa Econômica, do Ministério da Justiça e do Ministério
Legislativo e Judiciário de todas as esferas de governo com base nesta Lei. da Fazenda para processar e julgar fato que constitua infração à ordem

§ 1o Os órgãos e entidades referidos no caput deverão informar e Art. 30. A aplicação das sanções previstas nesta Lei não afeta os
manter atualizados, no Cnep, os dados relativos às sanções por eles aplicadas. processos de responsabilização e aplicação de penalidades decorrentes de:

§ 2o O Cnep conterá, entre outras, as seguintes informações acerca I - ato de improbidade administrativa nos termos da Lei no 8.429, de 2
das sanções aplicadas: de junho de 1992; e

I - razão social e número de inscrição da pessoa jurídica ou entidade II - atos ilícitos alcançados pela Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993,
no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ; ou outras normas de licitações e contratos da administração pública, inclusive
no tocante ao Regime Diferenciado de Contratações Públicas - RDC instituído
II - tipo de sanção; e pela Lei no 12.462, de 4 de agosto de 2011.

III - data de aplicação e data final da vigência do efeito limitador ou Art. 31. Esta Lei entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias após a data
impeditivo da sanção, quando for o caso. de sua publicação.

§ 3o As autoridades competentes, para celebrarem acordos de Brasília, 1o de agosto de 2013; 192o da Independência e 125o da
leniência previstos nesta Lei, também deverão prestar e manter atualizadas no República.
Cnep, após a efetivação do respectivo acordo, as informações acerca do acordo
de leniência celebrado, salvo se esse procedimento vier a causar prejuízo às
investigações e ao processo administrativo. DILMA ROUSSEFF

José Eduardo Cardozo


§ 4o Caso a pessoa jurídica não cumpra os termos do acordo de Luís Inácio Lucena Adams
leniência, além das informações previstas no § 3o, deverá ser incluída no Cnep
referência ao respectivo descumprimento. Jorge Hage Sobrinho

§ 5o Os registros das sanções e acordos de leniência serão excluídos Este texto não substitui o publicado no DOU de 2.8.2013
depois de decorrido o prazo previamente estabelecido no ato sancionador ou do
cumprimento integral do acordo de leniência e da reparação do eventual dano
*
causado, mediante solicitação do órgão ou entidade sancionadora.

Art. 23. Os órgãos ou entidades dos Poderes Executivo, Legislativo e


Judiciário de todas as esferas de governo deverão informar e manter
atualizados, para fins de publicidade, no Cadastro Nacional de Empresas
Inidôneas e Suspensas - CEIS, de caráter público, instituído no âmbito do
Poder Executivo federal, os dados relativos às sanções por eles aplicadas, nos
termos do disposto nosarts. 87 e 88 da Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993.

Art. 24. A multa e o perdimento de bens, direitos ou valores


aplicados com fundamento nesta Lei serão destinados preferencialmente aos
órgãos ou entidades públicas lesadas.

Art. 25. Prescrevem em 5 (cinco) anos as infrações previstas nesta


Lei, contados da data da ciência da infração ou, no caso de infração
permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado.

Parágrafo único. Na esfera administrativa ou judicial, a prescrição


será interrompida com a instauração de processo que tenha por objeto a
apuração da infração.

Art. 26. A pessoa jurídica será representada no processo


administrativo na forma do seu estatuto ou contrato social.

§ 1o As sociedades sem personalidade jurídica serão representadas


pela pessoa a quem couber a administração de seus bens.
CDC

ART 8 § 1º Em se tratando de produto industrial, ao fabricante cabe prestar as


informações a que se refere este artigo, através de impressos apropriados que
devam acompanhar o produto. (Redação dada pela Lei nº 13.486, de 2017)

§ 2º O fornecedor deverá higienizar os equipamentos e utensílios


utilizados no fornecimento de produtos ou serviços, ou colocados à disposição
do consumidor, e informar, de maneira ostensiva e adequada, quando for o
caso, sobre o risco de contaminação. (Incluído pela Lei nº 13.486, de 2017)

ART 39 XIV - permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de


serviços de um número maior de consumidores que o fixado pela autoridade
administrativa como máximo. (Incluído pela Lei nº 13.425, de
2017)

ART 65 § 1º As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das


correspondentes à lesão corporal e à morte. (Redação dada pela
Lei nº 13.425, de 2017)

§ 2º A prática do disposto no inciso XIV do art. 39 desta Lei também


caracteriza o crime previsto no caput deste artigo. (Incluído pela
Lei nº 13.425, de 2017)
LEI No 10.962, DE 11 DE OUTUBRO DE 2004. instrumento de pagamento utilizado. (Incluído pela Lei nº 13.455, de
2017)
Mensagem de veto
Parágrafo único. Aplicam-se às infrações a este artigo as sanções
Dispõe sobre a oferta e as formas de
previstas na Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. (Incluído pela Lei
Regulamento afixação de preços de produtos e
nº 13.455, de 2017)
serviços para o consumidor.
Regulamento
Art. 6o (VETADO)

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso


Art. 7o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Brasília, 11 de outubro de 2004; 183o da Independência e 116o da


Art. 1o Esta Lei regula as condições de oferta e afixação de preços de
República.
bens e serviços para o consumidor.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA


Art. 2o São admitidas as seguintes formas de afixação de preços em
Márcio Thomaz Bastos
vendas a varejo para o consumidor:

Este texto não substitui o publicado no DOU de 13.10.2004


I – no comércio em geral, por meio de etiquetas ou similares afixados
diretamente nos bens expostos à venda, e em vitrines, mediante divulgação do
preço à vista em caracteres legíveis;

II – em auto-serviços, supermercados, hipermercados, mercearias ou


estabelecimentos comerciais onde o consumidor tenha acesso direto ao
produto, sem intervenção do comerciante, mediante a impressão ou afixação do
preço do produto na embalagem, ou a afixação de código referencial, ou ainda,
com a afixação de código de barras.

III - no comércio eletrônico, mediante divulgação ostensiva do preço à


vista, junto à imagem do produto ou descrição do serviço, em caracteres
facilmente legíveis com tamanho de fonte não inferior a doze. (Incluído pela
Lei nº 13.543, de 2017)

Parágrafo único. Nos casos de utilização de código referencial ou de


barras, o comerciante deverá expor, de forma clara e legível, junto aos itens
expostos, informação relativa ao preço à vista do produto, suas características e
código.

Art. 2o-A Na venda a varejo de produtos fracionados em pequenas


quantidades, o comerciante deverá informar, na etiqueta contendo o preço ou
junto aos itens expostos, além do preço do produto à vista, o preço
correspondente a uma das seguintes unidades fundamentais de medida:
capacidade, massa, volume, comprimento ou área, de acordo com a forma
habitual de comercialização de cada tipo de produto. (Incluído
pela Lei nº 13.175, de 2015)

Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica à


comercialização de medicamentos. (Incluído pela Lei nº 13.175, de
2015)

Art. 3o Na impossibilidade de afixação de preços conforme disposto no


art. 2º, é permitido o uso de relações de preços dos produtos expostos, bem
como dos serviços oferecidos, de forma escrita, clara e acessível ao
consumidor.

Art. 4o Nos estabelecimentos que utilizem código de barras para


apreçamento, deverão ser oferecidos equipamentos de leitura ótica para
consulta de preço pelo consumidor, localizados na área de vendas e em outras
de fácil acesso.

§ 1o O regulamento desta Lei definirá, observados, dentre outros


critérios ou fatores, o tipo e o tamanho do estabelecimento e a quantidade e a
diversidade dos itens de bens e serviços, a área máxima que deverá ser
atendida por cada leitora ótica.

§ 2o Para os fins desta Lei, considera-se área de vendas aquela na qual


os consumidores têm acesso às mercadorias e serviços oferecidos para
consumo no varejo, dentro do estabelecimento.

Art. 5o No caso de divergência de preços para o mesmo produto entre


os sistemas de informação de preços utilizados pelo estabelecimento, o
consumidor pagará o menor dentre eles.

Art. 5º-A. O fornecedor deve informar, em local e formato visíveis ao


consumidor, eventuais descontos oferecidos em função do prazo ou do
DECRETO DE 12 DE ABRIL DE 2017 Art. 2º A comutação da pena privativa de liberdade será concedida às
mulheres, nacionais e estrangeiras, nas seguintes proporções:
Concede indulto especial e comutação
de penas às mulheres presas que
menciona, por ocasião do Dia das I - em um quarto da pena, se reincidentes, quando se tratar de
Mães, e dá outras providências. mulheres condenadas à sanção privativa de liberdade não superior a oito anos
de reclusão por crime cometido sem violência ou grave ameaça, desde que
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício da competência cumprido um terço da pena até 14 de maio de 2017;
privativa que lhe confere o art. 84, caput, inciso XII, da Constituição, com
vistas à implementação de melhorias no sistema penitenciário brasileiro e à II - em dois terços, se não reincidentes, quando se tratar de mulheres
promoção de melhores condições de vida e da reinserção social às mulheres condenadas por crime cometido sem violência ou grave ameaça e que tenham
presas, filho menor de dezesseis anos de idade ou de qualquer idade se considerado
pessoa com deficiência ou portador de doença crônica grave e que necessite de
DECRETA: seus cuidados, desde que cumprido um quinto da pena até 14 de maio de 2017;
e

Art. 1º O indulto especial será concedido às mulheres presas,


nacionais ou estrangeiras, que, até o dia 14 de maio de 2017, atendam, de III - à metade, se reincidentes, quando se tratar de mulheres
forma cumulativa, aos seguintes requisitos: condenadas por crime cometido sem violência ou grave ameaça e que tenha
filho menor de dezesseis anos de idade ou de qualquer idade se considerado
pessoa com deficiência ou portador de doença crônica grave e que necessite de
I - não estejam respondendo ou tenham sido condenadas pela prática seus cuidados, desde que cumprido um quinto da pena até 14 de maio de 2017.
de outro crime cometido mediante violência ou grave ameaça;

Parágrafo único. Caberá ao juiz competente ajustar a execução aos


II - não tenham sido punidas com a prática de falta grave; e termos e aos limites deste Decreto, conforme o disposto no art. 192 da Lei
nº 7.210, de 11 de julho de 1984 - Lei de Execução Penal, e proceder à
III - se enquadrem, no mínimo, em uma das seguintes hipóteses: conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, quando
cabível.
a) mães condenadas à pena privativa de liberdade por crimes
cometidos sem violência ou grave ameaça, que possuam filhos, nascidos ou Art. 3º A autoridade que detiver a custódia das mulheres presas e os
não dentro do sistema penitenciário brasileiro, de até doze anos de idade ou de órgãos de execução previstos no art. 61 da Lei de Execução Penal, deverão
qualquer idade se pessoa com deficiência, nos termos da Lei nº 13.146, de 6 de encaminhar ao juízo competente, inclusive por meio digital, na forma
julho de 2015 - Estatuto da Pessoa com Deficiência, que comprovadamente estabelecida pela alínea “f” do inciso I do caput do art. 4º da Lei nº 12.714, de
necessite de seus cuidados, desde que cumprido um sexto da pena; 14 de setembro de 2012, a lista daquelas que satisfaçam os requisitos
necessários para a concessão dos benefícios previstos neste Decreto.
b) avós condenadas à pena privativa de liberdade por crimes
cometidos sem violência ou grave ameaça, que possuam netos de até doze anos § 1º O procedimento previsto no caput será iniciado de ofício,
de idade ou de qualquer idade se pessoa com deficiência que entretanto, admite-se que seja realizado mediante requerimento da parte
comprovadamente necessite de seus cuidados e esteja sob a sua interessada, de seu representante, de seu cônjuge ou companheiro, de
responsabilidade, desde que cumprido um sexto da pena; ascendente ou descendente ou do médico que assista a mulher presa.

c) mulheres condenadas à pena privativa de liberdade por crimes § 2º O juízo da execução proferirá decisão para conceder ou não o
cometidos sem violência ou grave ameaça, que tenham completado sessenta benefício, ouvidos a defesa da beneficiária e o Ministério Público.
anos de idade ou que não tenham vinte e um anos completos, desde que
cumprido um sexto da pena; § 3º Para o atender ao disposto neste Decreto, os Tribunais poderão
organizar mutirões, desde que cumprido o prazo de noventa dias para análise
d) mulheres condenadas por crime praticado sem violência ou grave dos pedidos formulados, que terão tramitação preferencial sobre outros
ameaça, que sejam consideradas pessoa com deficiência, nos termos do art. incidentes comuns.
2º do Estatuto da Pessoa com Deficiência;
§ 4º Fica facultada ao juiz do processo de conhecimento a concessão
e) gestantes cuja gravidez seja considerada de alto risco, condenadas à dos benefícios contemplados neste Decreto nos casos em que a sentença
pena privativa de liberdade, desde que comprovada a condição por laudo condenatória tenha transitado em julgado para a acusação.
médico emitido por profissional designado pelo juízo competente;
Art. 4º Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação.
f) mulheres condenadas à pena privativa de liberdade não superior a
oito anos, pela prática do crime previsto no art. 33, da Lei nº 11.343, de 23 de Brasília, 12 de abril de 2017; 196º da Independência e 129º da
agosto de 2006, e a sentença houver reconhecido a primariedade da agente, os República.
seus bons antecedentes, a não dedicação às atividades criminosas e a não
integração de organização criminosa, tendo sido aplicado, em consequência, o
MICHEL TEMER
redutor previsto no § 4o do referido artigo, desde que cumprido um sexto da
Osmar Serraglio
pena;
Luislinda Dias de Valois Santos
Eliseu Padilha
g) mulheres condenadas à pena privativa de liberdade não superior a
oito anos por crime praticado sem violência ou grave ameaça, desde que
Este texto não substitui o publicado no DOU de 13.4.2017 e retificado em
cumprido um quarto da pena, se não reincidentes; ou 19.4.2017

h) mulheres condenadas à pena privativa de liberdade não superior a


oito anos por crime praticado sem violência ou grave ameaça, desde que
cumprido um terço da pena, se reincidentes.
LEI Nº 12.714, DE 14 DE SETEMBRO DE 2012. III - do diretor do estabelecimento prisional, quanto ao disposto nos
incisos VI, VIII e IX do caput do art. 2o; e
Dispõe sobre o sistema de
acompanhamento da execução das IV - do diretor da unidade de internação, quanto ao disposto no inciso
Vigência
penas, da prisão cautelar e da medida de X do caput do art. 2o.
segurança.

Parágrafo único. Os dados e informações previstos no inciso II


A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso do caput do art. 2o poderão, a qualquer momento, ser revistos pelo magistrado.
Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 4o O sistema referido no art. 1o deverá conter ferramentas que:
Art. 1o Os dados e as informações da execução da pena, da prisão
cautelar e da medida de segurança deverão ser mantidos e atualizados em
I - informem as datas estipuladas para:
sistema informatizado de acompanhamento da execução da pena.

a) conclusão do inquérito;
§ 1o Os sistemas informatizados de que trata o caput serão,
preferencialmente, de tipo aberto.
b) oferecimento da denúncia;
§ 2o Considera-se sistema ou programa aberto aquele cuja licença de
uso não restrinja sob nenhum aspecto a sua cessão, distribuição, utilização ou c) obtenção da progressão de regime;
modificação, assegurando ao usuário o acesso irrestrito e sem custos adicionais
ao seu código fonte e documentação associada, permitindo a sua modificação
parcial ou total, garantindo-se os direitos autorais do programador. d) concessão do livramento condicional;

§ 3o Os dados e as informações previstos no caput serão e) realização do exame de cessação de periculosidade; e


acompanhados pelo magistrado, pelo representante do Ministério Público e
pelo defensor e estarão disponíveis à pessoa presa ou custodiada. f) enquadramento nas hipóteses de indulto ou de comutação de pena;

§ 4o O sistema de que trata o caput deverá permitir o cadastramento II - calculem a remição da pena; e
do defensor, dos representantes dos conselhos penitenciários estaduais e do
Distrito Federal e dos conselhos da comunidade para acesso aos dados e
informações. III - identifiquem a existência de outros processos em que tenha sido
determinada a prisão do réu ou acusado.
Art. 2o O sistema previsto no art. 1o deverá conter o registro dos
seguintes dados e informações: § 1o O sistema deverá ser programado para informar tempestiva e
automaticamente, por aviso eletrônico, as datas mencionadas no inciso I
do caput:
I - nome, filiação, data de nascimento e sexo;

I - ao magistrado responsável pela investigação criminal, processo


II - data da prisão ou da internação; penal ou execução da pena ou cumprimento da medida de segurança;

III - comunicação da prisão à família e ao defensor; II - ao Ministério Público; e

IV - tipo penal e pena em abstrato; III - ao defensor.

V - tempo de condenação ou da medida aplicada; § 2o Recebido o aviso previsto no § 1o, o magistrado verificará o
cumprimento das condições legalmente previstas para soltura ou concessão de
VI - dias de trabalho ou estudo; outros benefícios à pessoa presa ou custodiada e dará vista ao Ministério
Público.

VII - dias remidos;


Art. 5o O Poder Executivo federal instituirá sistema nacional, visando
à interoperabilidade das bases de dados e informações dos sistemas
VIII - atestado de comportamento carcerário expedido pelo diretor do informatizados instituídos pelos Estados e pelo Distrito Federal.
estabelecimento prisional;
Parágrafo único. A União poderá apoiar os Estados e o Distrito
IX - faltas graves; Federal no desenvolvimento, implementação e adequação de sistemas próprios
que permitam interoperabilidade com o sistema nacional de que trata o caput.
X - exame de cessação de periculosidade, no caso de medida de
segurança; e Art. 6o Esta Lei entra em vigor após decorridos 365 (trezentos e
sessenta e cinco) dias de sua publicação oficial.
XI - utilização de equipamento de monitoração eletrônica pelo
condenado. Brasília, 14 de setembro de 2012; 191o da Independência e 124o da
República.
Art. 3o O lançamento dos dados ou das informações de que trata o art.
2o ficará sob a responsabilidade: DILMA ROUSSEFF
José Eduardo Cardozo
I - da autoridade policial, por ocasião da prisão, quanto ao disposto Maria do Rosário Nunes
nos incisos I a IV do caput do art. 2o;
Este texto não substitui o publicado no DOU de 17.9.2012
II - do magistrado que proferir a decisão ou acórdão, quanto ao
disposto nos incisos V, VII e XI do caput do art. 2o;
Art. 5º - Se, com a resposta, forem apresentados novos documentos,
será intimada a parte contrária para sobre eles se manifestar, no prazo de cinco
dias. (Vide Lei nº 8.658, de 1993)

Parágrafo único - Na ação penal de iniciativa privada, será ouvido, em


igual prazo, o Ministério Público.
LEI Nº 8.038, DE 28 DE MAIO DE 1990.
Art. 6º - A seguir, o relator pedirá dia para que o Tribunal delibere
sobre o recebimento, a rejeição da denúncia ou da queixa, ou a improcedência
Institui normas procedimentais
da acusação, se a decisão não depender de outras provas. (Vide Lei nº
para os processos que
8.658, de 1993)
especifica, perante o Superior
Tribunal de Justiça e o Supremo
Tribunal Federal. § 1º - No julgamento de que trata este artigo, será facultada
sustentação oral pelo prazo de quinze minutos, primeiro à acusação, depois à
defesa.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso
Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:
§ 2º - Encerrados os debates, o Tribunal passará a deliberar,
determinando o Presidente as pessoas que poderão permanecer no recinto,
TÍTULO I
observado o disposto no inciso II do art. 12 desta lei.
Processos de Competência Originária
CAPÍTULO I
Ação Penal Originária Art. 7º - Recebida a denúncia ou a queixa, o relator designará dia e
hora para o interrogatório, mandando citar o acusado ou querelado e intimar o
órgão do Ministério Público, bem como o querelante ou o assistente, se for o
Art. 1º - Nos crimes de ação penal pública, o Ministério Público terá o
caso. (Vide Lei nº 8.658, de 1993)
prazo de quinze dias para oferecer denúncia ou pedir arquivamento do
inquérito ou das peças informativas. (Vide Lei nº 8.658, de 1993)
Art. 8º - O prazo para defesa prévia será de cinco dias, contado do
interrogatório ou da intimação do defensor dativo. (Vide Lei nº 8.658, de
§ 1º - Diligências complementares poderão ser deferidas pelo relator,
1993)
com interrupção do prazo deste artigo.

Art. 9º - A instrução obedecerá, no que couber, ao procedimento


§ 2º - Se o indiciado estiver preso:
comum do Código de Processo Penal. (Vide Lei nº 8.658, de 1993)

a) o prazo para oferecimento da denúncia será de cinco dias;


§ 1º - O relator poderá delegar a realização do interrogatório ou de
outro ato da instrução ao juiz ou membro de tribunal com competência
b) as diligências complementares não interromperão o prazo, salvo se territorial no local de cumprimento da carta de ordem.
o relator, ao deferi-las, determinar o relaxamento da prisão.
§ 2º - Por expressa determinação do relator, as intimações poderão ser
Art. 2º - O relator, escolhido na forma regimental, será o juiz da feitas por carta registrada com aviso de recebimento.
instrução, que se realizará segundo o disposto neste capítulo, no Código de
Processo Penal, no que for aplicável, e no Regimento Interno do
Art. 10 - Concluída a inquirição de testemunhas, serão intimadas a
Tribunal. (Vide Lei nº 8.658, de 1993)
acusação e a defesa, para requerimento de diligências no prazo de cinco
dias. (Vide Lei nº 8.658, de 1993)
Parágrafo único - O relator terá as atribuições que a legislação
processual confere aos juízes singulares.
Art. 11 - Realizadas as diligências, ou não sendo estas requeridas nem
determinadas pelo relator, serão intimadas a acusação e a defesa para,
Art. 3º - Compete ao relator: (Vide Lei nº 8.658, de 1993) sucessivamente, apresentarem, no prazo de quinze dias, alegações
escritas. (Vide Lei nº 8.658, de 1993)
I - determinar o arquivamento do inquérito ou de peças informativas,
quando o requerer o Ministério Público, ou submeter o requerimento à decisão § 1º - Será comum o prazo do acusador e do assistente, bem como o
competente do Tribunal; dos co-réus.

II - decretar a extinção da punibilidade, nos casos previstos em lei. § 2º - Na ação penal de iniciativa privada, o Ministério Público terá
vista, por igual prazo, após as alegações das partes.
III – convocar desembargadores de Turmas Criminais dos Tribunais de
Justiça ou dos Tribunais Regionais Federais, bem como juízes de varas § 3º - O relator poderá, após as alegações escritas, determinar de ofício
criminais da Justiça dos Estados e da Justiça Federal, pelo prazo de 6 (seis) a realização de provas reputadas imprescindíveis para o julgamento da causa.
meses, prorrogável por igual período, até o máximo de 2 (dois) anos, para a
realização do interrogatório e de outros atos da instrução, na sede do tribunal
Art. 12 - Finda a instrução, o Tribunal procederá ao julgamento, na
ou no local onde se deva produzir o ato. (Incluído pela Lei nº 12.019, de
forma determinada pelo regimento interno, observando-se o
2009)
seguinte: (Vide Lei nº 8.658, de 1993)

Art. 4º - Apresentada a denúncia ou a queixa ao Tribunal, far-se-á a


I - a acusação e a defesa terão, sucessivamente, nessa ordem, prazo de
notificação do acusado para oferecer resposta no prazo de quinze
uma hora para sustentação oral, assegurado ao assistente um quarto do tempo
dias. (Vide Lei nº 8.658, de 1993)
da acusação;

§ 1º - Com a notificação, serão entregues ao acusado cópia da


II - encerrados os debates, o Tribunal passará a proferir o julgamento,
denúncia ou da queixa, do despacho do relator e dos documentos por este
podendo o Presidente limitar a presença no recinto às partes e seus advogados,
indicados.
ou somente a estes, se o interesse público exigir.

§ 2º - Se desconhecido o paradeiro do acusado, ou se este criar


CAPÍTULO II
dificuldades para que o oficial cumpra a diligência, proceder-se-á a sua
Reclamação
notificação por edital, contendo o teor resumido da acusação, para que
compareça ao Tribunal, em cinco dias, onde terá vista dos autos pelo prazo de
quinze dias, a fim de apresentar a resposta prevista neste artigo.
Art. 13 - Para preservar a competência do Tribunal ou garantir a Art. 24 - Na ação rescisória, nos conflitos de competência, de
autoridade das suas decisões, caberá reclamação da parte interessada ou do jurisdição e de atribuições, na revisão criminal e no mandado de segurança,
Ministério Público. (Revogado pela Lei n º 13.105, de 2015) (Vigência) será aplicada a legislação processual em vigor.
Parágrafo único - A reclamação, dirigida ao Presidente do Tribunal,
instruída com prova documental, será autuada e distribuída ao relator da causa
Parágrafo único - No mandado de injunção e no habeas data, serão
principal, sempre que possível. (Revogado pela Lei n º 13.105, de
observadas, no que couber, as normas do mandado de segurança, enquanto não
2015) (Vigência)
editada legislação específica.
Art. 14 - Ao despachar a reclamação, o relator: (Revogado pela Lei
n º 13.105, de 2015) (Vigência)
I - requisitará informações da autoridade a quem for imputada a prática Art. 25 - Salvo quando a causa tiver por fundamento matéria
do ato impugnado, que as prestará no prazo de dez dias; (Revogado pela Lei n constitucional, compete ao Presidente do Superior Tribunal de Justiça, a
º 13.105, de 2015) (Vigência) requerimento do Procurador-Geral da República ou da pessoa jurídica de
II - ordenará, se necessário, para evitar dano irreparável, a suspensão direito público interessada, e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à
do processo ou do ato impugnado. (Revogado pela Lei n º 13.105, de segurança e à economia pública, suspender, em despacho fundamentado, a
2015) (Vigência) execução de liminar ou de decisão concessiva de mandado de segurança,
Art. 15 - Qualquer interessado poderá impugnar o pedido do proferida, em única ou última instância, pelos Tribunais Regionais Federais ou
reclamante. (Revogado pela Lei n º 13.105, de 2015) (Vigência) pelos Tribunais dos Estados e do Distrito Federal.
Art. 16 - O Ministério Público, nas reclamações que não houver
formulado, terá vista do processo, por cinco dias, após o decurso do prazo para
§ 1º - O Presidente pode ouvir o impetrante, em cinco dias, e o
informações. (Revogado pela Lei n º 13.105, de 2015) (Vigência)
Art. 17 - Julgando procedente a reclamação, o Tribunal cassará a Procurador-Geral quando não for o requerente, em igual prazo.
decisão exorbitante de seu julgado ou determinará medida adequada à
preservação de sua competência. (Revogado pela Lei n º 13.105, de § 2º - Do despacho que conceder a suspensão caberá agravo
2015) (Vigência) regimental.
Art. 18 - O Presidente determinará o imediato cumprimento da
decisão, lavrando-se o acórdão posteriormente. (Revogado pela Lei n º
13.105, de 2015) (Vigência) § 3º - A suspensão de segurança vigorará enquanto pender o recurso,
ficando sem efeito, se a decisão concessiva for mantida pelo Superior Tribunal
de Justiça ou transitar em julgado.
CAPÍTULO III
Intervenção Federal
TÍTULO II
Recursos
Art. 19 - A requisição de intervenção federal prevista nos incisos CAPÍTULO I
II e IV do art. 36 da Constituição Federal será promovida: Recurso Extraordinário e Recurso Especial

I - de ofício, ou mediante pedido de Presidente de Tribunal de Justiça Art. 26 - Os recurso extraordinário e especial, nos casos previstos na
do Estado, ou de Presidente de Tribunal Federal, quando se tratar de prover a Constituição Federal, serão interpostos no prazo comum de quinze dias,
execução de ordem ou decisão judicial, com ressalva, conforme a matéria, da perante o Presidente do Tribunal recorrido, em petições distintas que
competência do Supremo Tribunal Federal ou do Tribunal Superior Eleitoral; conterão: (Revogado pela Lei n º 13.105, de 2015) (Vigência)
I - exposição do fato e do direito; (Revogado pela Lei n º 13.105, de
2015) (Vigência)
II - de ofício, ou mediante pedido da parte interessada, quando se tratar
de prover a execução de ordem ou decisão do Superior Tribunal de Justiça; II - a demonstração do cabimento do recurso interposto; (Revogado
pela Lei n º 13.105, de 2015) (Vigência)
III - as razões do pedido de reforma da decisão recorrida. (Revogado
III - mediante representação do Procurador-Geral da República, pela Lei n º 13.105, de 2015) (Vigência)
quando se tratar de prover a execução de lei federal. Parágrafo único - Quando o recurso se fundar em dissídio entre a
interpretação da lei federal adotada pelo julgado recorrido e a que lhe haja
dado outro Tribunal, o recorrente fará a prova da divergência mediante
Art. 20 - O Presidente, ao receber o pedido:
certidão, ou indicação do número e da página do jornal oficial, ou do repertório
autorizado de jurisprudência, que o houver publicado. (Revogado pela Lei n º
I - tomará as providências que lhe parecerem adequadas para remover, 13.105, de 2015) (Vigência)
administrativamente, a causa do pedido; Art. 27 - Recebida a petição pela Secretaria do Tribunal e aí
protocolada, será intimado o recorrido, abrindo-se-lhe vista pelo prazo de
quinze dias para apresentar contra-razões. (Revogado pela Lei n º 13.105,
II - mandará arquivá-lo, se for manifestamente infundado, cabendo do
de 2015) (Vigência)
seu despacho agravo regimental.
§ 1º - Findo esse prazo, serão os autos conclusos para admissão ou não
do recurso, no prazo de cinco dias. (Revogado pela Lei n º 13.105, de
Art. 21 - Realizada a gestão prevista no inciso I do artigo anterior, 2015) (Vigência)
solicitadas informações à autoridade estadual e ouvido o Procurador-Geral, o § 2º - Os recursos extraordinário e especial serão recebidos no efeito
pedido será distribuído a um relator. devolutivo. (Revogado pela Lei n º 13.105, de 2015) (Vigência)
§ 3º - Admitidos os recursos, os autos serão imediatamente remetidos
ao Superior Tribunal de Justiça. (Revogado pela Lei n º 13.105, de
Parágrafo único - Tendo em vista o interesse público, poderá ser 2015) (Vigência)
permitida a presença no recinto às partes e seus advogados, ou somente a estes.
§ 4º - Concluído o julgamento do recurso especial, serão os autos
remetidos ao Supremo Tribunal Federal para apreciação do recurso
Art. 22 - Julgado procedente o pedido, o Presidente do Superior extraordinário, se este não estiver prejudicado. (Revogado pela Lei n º
Tribunal de Justiça comunicará, imediatamente, a decisão aos órgãos do poder 13.105, de 2015) (Vigência)
público interessados e requisitará a intervenção ao Presidente da República. § 5º - Na hipótese de o relator do recurso especial considerar que o
recurso extraordinário é prejudicial daquele em decisão irrecorrível, sobrestará
o seu julgamento e remeterá os autos ao Supremo Tribunal Federal, para julgar
CAPÍTULO IV o extraordinário. (Revogado pela Lei n º 13.105, de 2015) (Vigência)
Habeas Corpus § 6º - No caso de parágrafo anterior, se o relator do recurso
extraordinário, em despacho irrecorrível, não o considerar prejudicial,
Art. 23 - Aplicam-se ao Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de devolverá os autos ao Superior Tribunal de Justiça, para o julgamento do
Justiça as normas do Livro III, Título II, Capítulo X do Código de Processo recurso especial. (Revogado pela Lei n º 13.105, de 2015) (Vigência)
Penal. Art. 28 - Denegado o recurso extraordinário ou o recurso especial,
caberá agravo de instrumento, no prazo de cinco dias, para o Supremo Tribunal
Federal ou para o Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso. (Revogado
CAPÍTULO V pela Lei n º 13.105, de 2015) (Vigência)
Outros Procedimentos § 1º - Cada agravo de instrumento será instruído com as peças que
forem indicadas pelo agravante e pelo agravado, dele constando,
obrigatoriamente, além das mencionadas no parágrafo único do art. 523 do
Código de Processo Civil, o acórdão recorrido, a petição de interposição do
recurso e as contra-razões, se houver. (Revogado pela Lei n º 13.105, de TÍTULO III
2015) (Vigência) Disposições Gerais
§ 2º - Distribuído o agravo de instrumento, o relator proferirá
decisão. (Revogado pela Lei n º 13.105, de 2015) (Vigência)
Art. 38 - O Relator, no Supremo Tribunal Federal ou no Superior
§ 3º - Na hipótese de provimento, se o instrumento contiver os
Tribunal de Justiça, decidirá o pedido ou o recurso que haja perdido seu objeto,
elementos necessários ao julgamento do mérito do recurso especial, o relator
bem como negará seguimento a pedido ou recurso manifestamente
determinará, desde logo, sua inclusão em pauta, observando-se, daí por diante,
intempestivo, incabível ou, improcedente ou ainda, que contrariar, nas questões
o procedimento relativo àqueles recursos, admitida a sustentação
predominantemente de direito, Súmula do respectivo Tribunal. (Revogado
oral. (Revogado pela Lei n º 13.105, de 2015) (Vigência)
pela Lei n º 13.105, de 2015) (Vigência)
§ 4º - O disposto no parágrafo anterior aplica-se também ao agravo de
instrumento contra denegação de recurso extraordinário, salvo quando, na
mesma causa, houver recurso especial admitido e que deva ser julgado em Art. 39 - Da decisão do Presidente do Tribunal, de Seção, de Turma ou
primeiro lugar. (Revogado pela Lei n º 13.105, de 2015) (Vigência) de Relator que causar gravame à parte, caberá agravo para o órgão especial,
§ 5º - Da decisão do relator que negar seguimento ou provimento ao Seção ou Turma, conforme o caso, no prazo de cinco dias.
agravo de instrumento, caberá agravo para o órgão julgador no prazo de cinco
dias. (Revogado pela Lei n º 13.105, de 2015) (Vigência)
Art. 40 - Haverá revisão, no Superior Tribunal de Justiça, nos
Art. 29 - É embargável, no prazo de quinze dias, a decisão da turma
que, em recurso especial, divergir do julgamento de outra turma, da seção ou seguintes processos:
do órgão especial, observando-se o procedimento estabelecido no regimento
interno. (Revogado pela Lei n º 13.105, de 2015) (Vigência) I - ação rescisória;

CAPÍTULO II II - ação penal originária;


Recurso Ordinário em Habeas Corpus
III - revisão criminal.
Art. 30 - O recurso ordinário para o Superior Tribunal de Justiça, das
decisões denegatórias de Habeas Corpus, proferidas pelos Tribunais Regionais
Federais ou pelos Tribunais dos Estados e do Distrito Federal, será interposto Art. 41 - Em caso de vaga ou afastamento de Ministro do Superior
no prazo de cinco dias, com as razões do pedido de reforma. (Vide Lei n º Tribunal de Justiça, por prazo superior a trinta dias, poderá ser convocado Juiz
13.105, de 2015) (Vigência) de Tribunal Regional Federal ou Desembargador, para substituição, pelo voto
da maioria absoluta dos seus membros.

Art. 31 - Distribuído o recurso, a Secretaria, imediatamente, fará os


autos com vista ao Ministério Público, pelo prazo de dois dias. Art. 41-A - A decisão de Turma, no Superior Tribunal de Justiça, será
tomada pelo voto da maioria absoluta de seus membros. (Incluído pela Lei
nº 9.756, de 1998).
Parágrafo único - Conclusos os autos ao relator, este submeterá o feito
a julgamento independentemente de pauta.
Parágrafo único - Em habeas corpus originário ou recursal, havendo
empate, prevalecerá a decisão mais favorável ao paciente. (Incluído pela
Art. 32 - Será aplicado, no que couber, ao processo e julgamento do Lei nº 9.756, de 1998).
recurso, o disposto com relação ao pedido originário de Habeas Corpus.
Art. 41-B - As despesas do porte de remessa e retorno dos autos serão
CAPÍTULO III recolhidas mediante documento de arrecadação, de conformidade com
instruções e tabela expedidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior
Recurso Ordinário em Mandado de Segurança Tribunal de Justiça. (Incluído pela Lei nº 9.756, de 1998).

Art. 33 - O recurso ordinário para o Superior Tribunal de Justiça, das Parágrafo único - A secretaria do tribunal local zelará pelo
decisões denegatórias de mandado de segurança, proferidas em única instância recolhimento das despesas postais. (Incluído pela Lei nº 9.756, de 1998).
pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais de Estados e do Distrito
Federal, será interposto no prazo de quinze dias, com as razões do pedido de Art. 42 - Os arts. 496, 497, 498, inciso II do art. 500, e 508 da Lei nº
reforma. 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, passam a vigorar
com a seguinte redação:
Art. 34 - Serão aplicadas, quanto aos requisitos de admissibilidade e ao
procedimento no Tribunal recorrido, as regras do Código de Processo Civil "Art. 496 - São cabíveis os seguintes recursos:
relativas à apelação.
I - apelação;
Art. 35 - Distribuído o recurso, a Secretaria, imediatamente, fará os
autos com vista ao Ministério Público, pelo prazo de cinco dias.
II - agravo de instrumento;

Parágrafo único - Conclusos os autos ao relator, este pedirá dia para


julgamento. III - embargos infringentes;

CAPÍTULO IV IV - embargos de declaração;


Apelação Cível e Agravo de Instrumento
V - recurso ordinário;
Art. 36 - Nas causas em que forem partes, de um lado, Estado
estrangeiro ou organismo internacional e, de outro, município ou pessoa VI - recurso especial;
domiciliada ou residente no País, caberá:
VII - recurso extraordinário.
I - apelação da sentença;
Art. 497 - O recurso extraordinário e o recurso especial não impedem a
II - agravo de instrumento, das decisões interlocutórias. execução da sentença; a interposição do agravo de instrumento não obsta o
andamento do processo, ressalvado o disposto no art. 558 desta lei.
Art. 37 - Os recursos mencionados no artigo anterior serão interpostos
para o Superior Tribunal de Justiça, aplicando-se-lhes, quanto aos requisitos de Art. 498 - Quando o dispositivo do acórdão contiver julgamento por maioria de
admissibilidade e ao procedimento, o disposto no Código de Processo Civil. votos e julgamento unânime e forem interpostos simultaneamente embargos
infringentes e recurso extraordinário ou recurso especial, ficarão estes
sobrestados até o julgamento daquele.
......................................................................

Art. 500...................................................................................................

II - será admissível na apelação, nos embargos infringentes, no recurso


extraordinário e no recurso especial;

.......................................................................

Art. 508. Na apelação e nos embargos infringentes, o prazo para interpor e para
responder é de quinze dias."

Art. 43 - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art - 44. Revogam-se as disposições em contrário, especialmente


os arts. 541 a 546 do Código de Processo Civil e a Lei nº 3.396, de 2 de junho
de 1958.

Brasília, 28 de maio de 1990; 169º da Independência e 102º da


República.

FERNANDO COLLOR
Bernardo Cabral

Este texto não substitui o publicado no DOU de 29.5.1990