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PODER JUDICIÁRIO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


12ª Câmara de Direito Privado

Registro: 2016.0000767372

ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº


1014900-88.2014.8.26.0451, da Comarca de Piracicaba, em que são
apelantes PLASTGRAN INDÚSTIRA E COMÉRCIO DE VASSOURAS
LTDA, PAULO AFONSO GRANUSSIO, IGNEZ BAPTISTELLA
GRANUSSIO, IVANA CELIA BOSSI GRANUSSIO e ORESTES
GRANUSSIO, é apelado BANCO DO BRASIL S/A.

ACORDAM, em sessão permanente e virtual da(o) 12ª


Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferir a
seguinte decisão: "Não Conheceram do recurso. V. U.", de conformidade
com o voto da Relatora, que integra este acórdão.

O julgamento teve a participação dos Excelentíssimos


Desembargadores JACOB VALENTE (Presidente sem voto), CASTRO
FIGLIOLIA E CERQUEIRA LEITE.

São Paulo, 20 de outubro de 2016


(assinatura digital)

SANDRA GALHARDO ESTEVES


Desembargadora – Relatora.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
12ª Câmara de Direito Privado

Voto nº 18.011
Apelação Cível nº 1014900-88.2014.8.26.0451
Comarca de Piracicaba / 6ª Vara Cível
Juiz(a): Rogério Sartori Astolphi
Apelante(s): Plastgran Indústria e Comércio de Vassouras Ltda. e outros
Apelado(a)(s): Banco do Brasil S/A

EMBARGOS À EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL.


REJEIÇÃO LIMINAR. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DAS
CUSTAS INICIAIS.

RECURSO, EM RELAÇÃO À COEMBARGANTE PESSOA


JURÍDICA, NÃO CONHECIDO. INDEFERIMENTO DA
ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. DECISÃO DESAFIADA
POR RECURSO DE AGRAVO, AO QUAL NEGOU-SE
PROVIMENTO. PRECLUSÃO.
Com relação à coembargante pessoa jurídica, o requerimento
de concessão da assistência judiciária gratuita foi indeferido de
plano, mas foi-lhe oportunizado prazo para recolhimento das
custas iniciais (embora o prazo tenha decorrido in albis). Essa
r. decisão foi desafiada por recurso de agravo, interposto sob a
forma de instrumento (nº 2029346-40.2015.8.26.0000), ao qual
foi negado provimento. É defeso à parte discutir, no curso do
processo, as questões já decididas, a cujo respeito se operou a
preclusão (CPC/15, art. 507). Outrossim, salvo as hipóteses
permitidas em lei (o que não ocorre no caso concreto), nenhum
juiz decidirá novamente as questões já decididas, relativas à
mesma lide (CPC/15, art. 505).

RECURSO, EM RELAÇÃO AOS COEMBARGANTES PESSOAS


FÍSICAS, NÃO CONHECIDO. INDEFERIMENTO DA
ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. INCONFORMISMO
MANIFESTADO EM APELAÇÃO. RECOLHIMENTO DO
PREPARO, NO ATO DA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. ATO
INCOMPATÍVEL COM A VONTADE DE RECORRER.
No ato da interposição do recurso, os coembargantes pessoas
físicas recolheram o preparo (que correspondia ao dobro das
custas iniciais). Ao fazê-lo, praticaram ato incompatível com a
vontade de recorrer.

CAPÍTULO DA SENTENÇA QUE REJEITOU LIMINARMENTE


OS EMBARGOS EM RELAÇÃO AOS COEMBARGANTES
PESSOAS FÍSICAS. INDEFERIMENTO DA ASSISTÊNCIA
JUDICIÁRIA GRATUITA. NECESSIDADE DE OPORTUNIZAR
PRAZO PARA RECOLHIMENTO DAS CUSTAS INICIAIS.
NULIDADE DECRETADA DE OFÍCIO.
Em relação aos coembargantes pessoas físicas, o nobre
magistrado a quo errou no procedimento, porquanto, ao

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indeferir a benesse, deveria ter concedido prazo para


recolhimento das custas iniciais, e, somente então, caso a
determinação judicial não houvesse sido atendida, rejeitar
liminarmente os embargos. O error in procedendo implica
nulidade desse capítulo da r. sentença.
Apelação não conhecida. Sentença, no capítulo em que
rejeitou liminarmente os embargos opostos pelos
coembargantes pessoas físicas, anulada, com determinação.

Vistos,

1. Trata-se de recurso de apelação interposto contra a r.


sentença, prolatada à fl. 77, que rejeitou liminarmente os embargos à
execução opostos por PLASTGRAN INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE VASSOURAS
LTDA., PAULO AFONSO GRANUSSIO, IGNEZ BAPTISTELLA GRANUSSIO, IVANA CÉLIA
BOSSI GRANUSSIO e ORESTES GRANUSSIO em face de BANCO DO BRASIL S/A.,
por ausência de recolhimento das custas iniciais, com determinação de
cancelamento da distribuição.

A petição inicial veio desacompanhada do comprovante de


recolhimento das custas iniciais. Na oportunidade, os embargantes
pleitearam a concessão da assistência judiciária gratuita.

O nobre magistrado a quo indeferiu de plano o requerimento


em relação à coembargante pessoa jurídica, concedendo-lhe prazo para
recolhimento das custas. Quanto aos coembargantes pessoas naturais,
determinou a comprovação da condição de necessitados.

Em resposta, os embargantes apresentaram os documentos de


fls. 55/65.

A coembargante pessoa jurídica interpôs recurso de agravo, na


forma de instrumento (nº 2029346-40.2015.8.26.0000), recebido sem concessão
de efeito suspensivo ou ativo, ao qual, ao final, foi negado provimento.

O nobre magistrado a quo indeferiu a benesse aos


coembargantes pessoas naturais, e, sem lhes oportunizar o recolhimento
das custas iniciais, rejeitou liminarmente os embargos, com determinação
de cancelamento da distribuição.
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Opostos embargos de declaração, restaram rejeitados.

Inconformados, os embargantes apelam às fls. 91/101. Alegam,


em suma, que fazem jus à concessão da benesse, ou, ao menos, deve-lhes
ser oportunizado o recolhimento das custas iniciais. Pugnam pelo
provimento do recurso para reforma da r. sentença.

O recurso veio acompanhado do comprovante de recolhimento


do preparo.

À míngua de formação completa da relação jurídica


processual, não há contrarrazões.

Não houve oposição ao julgamento do recurso em plenário


virtual.

É o relatório do essencial.

2. O recurso não pode ser conhecido.

Com relação à coembargante pessoa jurídica, o requerimento


de concessão da assistência judiciária gratuita foi indeferido de plano, mas
foi-lhe oportunizado prazo para recolhimento das custas iniciais (embora o
prazo tenha decorrido in albis). Essa r. decisão foi desafiada por recurso de
agravo, interposto sob a forma de instrumento (nº 2029346-40.2015.8.26.0000),
ao qual foi negado provimento.

É cediço ser defeso à parte discutir, no curso do processo, as


questões já decididas, a cujo respeito se operou a preclusão (CPC/15, art.
507). Outrossim, salvo as hipóteses permitidas em lei (o que não ocorre no caso
concreto), nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas,
relativas à mesma lide (CPC/15, art. 505).

O processo é uma marcha para frente, sem contramarchas.


Justamente por isso, o legislador criou o sistema de preclusões. Não se
admite o retorno para etapas processuais já ultrapassadas.

De acordo com a lição de CARLOS ALBERTO ALVARO DE


OLIVEIRA:
“Se o processo não obedecesse a uma ordem determinada, cada ato

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devendo ser praticado a seu devido tempo e lugar, fácil entender que o
litígio desembocaria numa disputa desordenada, sem limites ou garantias
para as partes, prevalecendo ou podendo prevalecer a arbitrariedade e a
parcialidade do órgão judicial ou a chicana do adversário. Não se trata,
porém, apenas de ordenar, mas também de disciplinar o poder do juiz e,
nessa perspectiva, o formalismo processual atua como garantia de
liberdade contra o arbítrio dos órgãos que exercem o poder do Estado”
(in O Formalismo-valorativo no confronto com o formalismo excessivo.
Revista de Processo. São Paulo: RT, 2006, nº 137, p. 8).

A discussão a respeito da concessão da benesse à


coembargante pessoa jurídica está preclusa, e o recurso, em relação a ela,
não pode ser conhecido.

Melhor sorte não assiste aos embargantes pessoas físicas, que,


no ato da interposição do recurso, recolheram o preparo (que correspondia ao
dobro das custas iniciais). Ao fazê-lo, praticaram ato incompatível com a
vontade de recorrer.

Não obstante, em relação a eles (coembargantes pessoas físicas) o


nobre magistrado a quo errou no procedimento, porquanto, ao indeferir a
benesse, deveria ter concedido prazo para recolhimento das custas iniciais,
e, somente então, caso a determinação judicial não houvesse sido atendida,
rejeitar liminarmente os embargos.

O error in procedendo implica nulidade desse capítulo da r.


sentença.

3. Em face do exposto, não se conhece do recurso. De ofício,


anula-se o capítulo da r. sentença que rejeitou liminarmente os embargos
opostos pelos coembargantes pessoas físicas, com determinação de que
sejam intimados a comprovar o recolhimento das custas iniciais, no prazo
de dez dias, contados da data da intimação. Fica mantida a rejeição liminar
dos embargos em relação à coembargante pessoa jurídica.
(assinatura digital)

SANDRA GALHARDO ESTEVES


Desembargadora Relatora.

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