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Estudos Bíblicos – Livro de Daniel – Capítulo 06

Jadilson Torres

Oremos:

Em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo, que o nosso Deus abençoe o seu e o
meu coração durante este estudo, e que seja proveitoso para o nosso crescimento
espiritual em Cristo Jesus. Senhor, nos dê o entendimento por meio do Espírito Santo.
Abra nossos olhos e nos dê a compreensão espiritual de sua palavra para que possamos
crescer em espírito e caminhar conforme a sua vontade em todos os dias de nossas
vidas. Perdoa-nos Senhor, todos os pecados que cometemos contra ti e contra o próximo.
Prepara-nos, e purifica-nos pelo sangue de nosso Senhor Jesus Cristo para que
possamos agora receber a benção do estudo de sua palavra. Assim te pedimos e te
agradecemos em nome de Jesus Cristo, seu filho amado, nosso Senhor e salvador,
amém.

Logo após a queda de Belsazar, foi iniciado o reinado de Dario, o medo, que
ocupou o reino na idade de sessenta e dois anos.
Sendo já um ancião, demomonstrou sabedoria ao estabelecer uma divisão
administrativa sobre o reino, a fim de tornar o governo de tantas pessoas e tão extensa
região geográfica possível.
Constituiu pois sobre o reino a cento e vinte presidentes.
Acima destes, constituiu três príncipes, dos quais Daniel era um, e a estes os
presidentes deveriam prestar conta.
Ótima divisão, pois isso faria com que apenas assuntos de grande relevância
chegassem ao rei, e quaisquer assuntos de menor monta, que pudessem ser resolvidos
sem maiores consequências político/administrativas fossem resolvidos no máximo ao
nível dos príncipes.
Porém, essa estrutura política, como bem sabemos por experiência em nosso país,
não é totalmente infalível pois dela fazem parte muitos homens, e infelizmente sempre há
aqueles que não se importam realmente com nada e com ninguém, apenas consigo
mesmos e com suas posses e "poder".
Daniel, ungido de Deus, se distinguiu destes príncipes e presidentes porque nele
havia um espírito excelente; e o rei pensava constituí-lo sobre todo reino.(Daniel 6:3).
Nesse ponto, se inflamou o ego e a mesquinharia nos corações de todos os outros
homens pertencentes à estrutura administrativa criada por Dario.
Provavelmente pensavam coletivamente: Por que Daniel será sobre todos nós?
E, provavelmente cada um deles pensava individualmente:"Se alguém deve ter
todo esse poder abaixo do rei, então que seja eu, e não Daniel".
Por isso, buscavam meios de acusar a Daniel em alguma falha relativa aos
negócios do reino. Isso, aliás, ainda hoje ocorre não só na política, mas também nas
empresas e até mesmo nas estruturas sociais e comerciais, nas quais cada um daqueles
que não temem a Deus e põem a sua ganância e sede por posição e poder acima de
qualquer escrúpulo procuram criar situações ou ficar de olho em erros mínimos a fim de
prejudicar ao seu próximo – seja ele servo de Deus ou não.
Pois bem, esse problema é antigo na humanidade, como acabamos de constatar,
pois já ocorria nos tempos de Daniel.
Ocorre que, Daniel, servo de Deus, sempre buscando a Deus, e pondo Deus acima
de tudo, e procurando sempre fazer tudo conforme a Sua vontade e dentro da lei de
Deus, sempre orando a Deus e pedindo a sua direção e benção, e finalmente entregando
tudo o que fazia nas mãos de Deus, não tinha nenhuma falha no que dizia respeito à
administração do reino a ser apontada por aqueles que o queriam prejudicar.
Portanto, esses homens, que certamente observavam a Daniel resolveram entre si
criar algo que pudesse ser usado contra Daniel, procurando na Lei de Deus algo que
pudessem usar contra Daniel.
Ora, como sabiam que Daniel orava a Deus continuamente, e se submetia somente
a Deus, não se submetendo ao rei, apenas exercendo com competência o cargo a ele
confiado, construiram um estratagema para tentar se aproveitar disso.
Criaram entre si um edito e levaram ao rei para que por meio de sua assinatura,
conforme a lei dos medos e persas - que previa que um edito não poderia ser anulado
nem mesmo pelo rei após assinado – todo aquele que no período de 30 dias fizesse
qualquer petição a qualquer deus ou a qualquer homem, e não ao rei, fosse lançado na
cova dos leões.
Em minha opinião, esse edito era impressionantemente ridículo.
Qual é a finalidade dessa besteira?
Para que um rei assinaria tal coisa que proveito nenhum trás ao rei, ou ao reino ou
às pessoas?
Isso se parece muito com muitas "leis" criadas por nossos políticos nos dias atuais.
Não parecem ter nenhuma utilidade para ninguém, e ninguém realmente entende
para que alguém decidiria editar tamanha inutilidade legal, mas isso por que não estamos
nos bastidores da sujeira política! Se uma "lei" foi editada, por mais estúpida que seja, é
por que trará alguma vantagem para alguém, ainda que não consigamos entender que
vantagem ou para quem.
E assim foi também nesse edito proposto pelos homens da estrutura administrativa
de Dario.
Foi editado, não possuía nenhuma utilidade prática, e o rei não pôde atinar o que
havia por detrás daquele edito, e possivelmente por o achar inofensivo e também para
corroborar o poder administrativo que ele próprio atribuiu aos seus políticos, assinou ao
tal edito e não se preocupou com isso.
Ótimo para os "políticos" de Dario!
Conseguiram o que queriam, agora bastava a eles observarem continuamente a
Daniel, e o achariam louvando, orando e se submetendo a Deus, pois já sabiam que
Daniel o fazia continuamente.
Obviamente, Daniel como sendo pertencente à estrtutura administrativa, tomou
conhecimento do edito em seu inteiro teor antes mesmo da população geral.
Daniel sabia, portanto que se durante esses trinta dias mantivesse o seu costume
de orar a Deus continuamente, seria lançado na cova dos leões.
Veja o que fez então Daniel ao saber que o edito havia sido assinado pelo rei:

Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa
(ora, havia em seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes ao dia se
punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante de seu Deus, como também antes
costumava fazer.(Daniel 6:10).

Observamos, portanto, que Daniel não se abalou com o edito feito pelos homens.
Ele certamente já havia entendido que a finalidade deste edito era apanhá-lo em
comunhão com Deus e usar isso para o lançar na cova dos leões assim o retirando do
caminho dos outros políticos que ambicionavam a sua posição.
Impressionantemente atual o comportamento desses políticos!
Porém, mesmo à par de tudo isso, Daniel não alterou a sua rotina.
Prosseguiu louvando a Deus, orando a Deus, mesmo sabendo que através das
janelas de seu quarto seria visto.
Demonstrou assim, mais uma vez, sua confiança em Deus.
Estava fazendo a vontade de Deus, portanto, qualquer situação que viesse a
ocorrer, seria conforme a vontade de Deus.
Então, se ele fosse apanhado e lançado na cova dos leões, e viesse a ser morto,
mesmo assim, sabia que isso ocorreria porque Deus assim o desejava.
Os planos de Deus são maiores que os nossos, e maiores até mesmo que nós.
Logo, se Deus permitir que o seu servo seja morto, certamente é por que os seus
planos incluíam tal coisa para que fossem conduzidos da forma planejada.
Ora, se Deus trouxe seu próprio filho, Jesus Cristo nosso Senhor, e permitiu que
Ele fosse cruelmente morto para que por fim o seu plano de salvação fosse cumprido, por
que não permitiria que outro servo seu também fosse morto para que um plano seu, muito
maior, se cumprisse e abençoasse talvez milhões de pessoas daquela época?
Além do mais, um servo de Deus está entregue à vontade de Deus, e se este for
morto, o será para a honra e glória de Deus, e com isso estará com Deus, por ter sido fiel
e aceitado o que quer que venha a lhe acontecer, por saber que está nas mãos de Deus,
e Ele assim o desejou.
Então, Daniel mesmo sendo anterior a Jesus, apesar de provavelmente saber do
que viria a acontecer (Deus mandar o Salvador para morrer por nós), não tinha o relato do
que realmente ocorreu, pois Jesus ainda não tinha vindo.
Assim, talvez Daniel não tivesse raciocinado desse modo: "Se Deus permitiu a
morte de seu filho amado para se cumprir a sua vontade, então por que não permitiria a
minha para que sua vontade fosse cumprida? Estou tranquilo então, que venham os
leões".
Em minha opinião, Daniel sequer pensou a respeito.
Apenas continuou servindo a Deus, e permitindo que tudo ocorresse, sabendo que
o que quer que viesse a acontecer, seria conforme a vontade de Deus.
Pois o "pior" aconteceu.
Os políticos que prepararam a armadilha para Daniel, foram juntos e acharam a
Daniel orando e suplicando diante de seu Deus. Fizeram tudo então "direitinho" indo todos
juntos para que todos pudessem servir de testemunhas diante do rei.
Que bando!
Que ardilosos!
Então, se apresentaram ao rei e disseram que conforme o edito assinado, nenhum
homem poderia pedir nada a nenhum deus ou homem durante trinta dias, apenas se
poderia pedir ao rei, sob pena de ser lançado na cova dos leões.
Porém, disseram eles, Daniel não fez caso de ti nem do edito que assinaste, e
prossegue fazendo três vezes ao dia a sua oração.
Nesse momento, ao ouvir tal coisa o rei ficou penalizado.
Entendeu que aqueles homens queriam na verdade a morte de Daniel, que não
tinha falta alguma nos negócios do reino, pelo contrário, se sobressaía em tudo.
Imagino que só nesse momento o rei percebeu o real objetivo do edito que os seus
políticos trouxeram para que ele assinasse.
Deve ter imaginado então que eles desejavam a morte de Daniel para que o
caminho estivesse aberto para que um deles então ocupasse a posição que o rei
postulava dar a Daniel.
Deve ter entendido que estava no meio de um "ninho de cobras" e que essas
cobras ambiciosas o haviam enganado e assim usado a ele, o rei, e ao seu poder para
conseguirem o que queriam.
O rei foi manobrado como uma criança inocente!
Que bando estava se formando em sua estrutura administrativa!
Ainda hoje podemos ver isso acontecendo, não é novidade, os homens que não
temem a Deus estão em todas as partes, e fazem até hoje as mesmas coisas.
Então o rei, sem saída, ordenou que trouxessem a Daniel, e o lançaram na cova
dos leões.
Porém, o rei disse a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, ele te
livrará.(Daniel 6:16).
Demonstrou com isso o rei, que reconhecia o senhorio de Deus, e sabia que Deus
é poderoso e pode livrar àqueles que o servem e Nele confiam, de qualquer situação,
mesmo uma como essa de morte iminente, sem aparente chance de escapatória.
O rei prosseguiu por toda a noite em jejum, e não dormiu naquela noite.

E pela manhã cedo se levantou, e foi com pressa à cova dos leões.
E, chegando-se à cova, chamou a Daniel com voz triste; e falando o rei, disse a
Daniel: Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o caso de que o teu Deus, a quem tu
continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?
Então Daniel falou ao rei: Ó rei, vive para sempre!
O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me
fizessem dano, por que foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó
rei, não tenho cometido delito algum.
Então o rei muito se alegrou em si mesmo, e mandou tirar a Daniel da cova: Assim
foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, por que crera no seu Deus.
(Daniel 6:19-23).

Em seguida, o rei mandou que fossem trazidos aqueles homens que acusaram a
Daniel, e estes foram lançados na cova dos leões e juntamente foram lançados seus
filhos e suas mulheres, e antes que chegassem ao fundo, os leões se apoderaram deles e
lhes esmigalharam todos os ossos.
Ou seja, o rei, eliminou àqueles nos quais não poderia mais confiar.
Eliminou também as mulheres e filhos.
Penso que o fez às famílias por que os filhos - fossem grandes ou fossem crianças,
iriam continuamente alimentar o ódio em seus corações, e juntamente com suas mães
poderiam tramar contra o reino.
Na época e na cultura vigente, se pensava que a semente – os filhos – seriam
como os pais. Então, não seria prudente manter "tal semente ruim" viva no meio do povo.
As mulheres, juntamente foram mortas, por que na cultura babilônica a mulher não
tinha nenhum valor, e seriam diversas viúvas no reino.
E por último, provavelmente o rei usando ainda a cultura de seu povo, condenou
àqueles homens e às suas famílias à mesma morte que tramaram contra Daniel por que
eles o tinham manobrado, feito de bobo e o traído, e portanto, foram mortos para servirem
de exemplo para que outros não tentassem nunca mais fazer o mesmo.
Nada disso nos parece correto nos dias de hoje.
À luz das leis de nossos dias, considero que os políticos deveriam sim ser punidos,
mas com a prisão perpétua, para que não pudessem mais fazer mal a ninguém.
E quanto aos filhos e mulheres, se fizessem algo ruim, que fossem também
punidos com prisão proporcionalmente ao delito cometido.
Mas, o que ocorreu já ocorreu, e não posso julgar se foi certa ou errada a atitude
do rei Dario.
O julgamento pertence a Deus, pois era outra época, outro contexto histórico, outra
cultura, e não havia a estrutura penal que vige em nossos dias.
O fato é que os políticos foram punidos, e Deus mostrou mais uma vez que pode
livrar àquele que nele confia, mesmo das garras de leões famintos, então por que não
poderia livrar a nós de situações desfavoráveis?
Pode! E como pode!!!
Confiemos, portanto!
Finalmente, Dario editou um decreto para que todos em todo domínio de meu reino
tremam e temam perante o Deus de Daniel, porque ele é o Deus vivo e para sempre
permanente, e o seu reino não se pode destruir, o seu domínio é até ao fim.
Ele livra e salva, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele livrou Daniel do
poder dos leões.(Daniel 6: 26 -28).

Deus foi novamente exaltado, louvado e declarado poderoso e onipotente.


Que o Senhor seja sempre louvado!!!
Novamente, a vontade de Deus prevaleceu, e o grupo de homens de coração ruim
nada pôde de fato fazer contra o seu servo, pois ele confiou em Deus!!!

Daniel prosseguiu sendo abençoado e prosperou não só no reinado de Dario, como


também no reinado seguinte de Ciro, o persa.

Deus continua sendo o mesmo. Ele não mudou e não mudará jamais. Confie
em Deus, siga a Deus, creia em Deus, Ore a Deus, Busque a Deus, Estude a sua
palavra. Que Deus abençoe a todos nós que confiamos Nele, em nome de Jesus
Cristo, seu filho amado, nosso Senhor e Salvador, Amém.