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DIP

Tratados
Gabriela Gribel Lage
1- HISTÓRICO
Westphalia (1648)
Havana (1928)
Convenções de Viena (1969 e 1986)

2- CONCEITO
art. 2o, 1, a da CVDT:
• acordo internacional
• concluído por escrito (requisito exigido apenas no âmbito da
CVDT)
• entre Estados (OI´s CVDT 1986)
• regido pelo Direito Internacional
• um ou mais instrumentos conexos
• qualquer denominação
3- TERMINOLOGIA
• Convenção
Natureza multilateral “tratado Lei”
• Protocolo
Pouco formal, normalmente para interpretação ou complementação de tratado preexistente
• Estatuto
Instituição criada por tratado
• Acordo
Menos formal que convenção, normalmente para questões políticas

4- PROCESSO DE CONCLUSÃO
A) Negociação
a) Identificação e crédito dos Representantes: Plenos Poderes
- Quem pode Negociar: art.7
Presunção para os Chefes de Governo, de Estado e Ministro das Relações Exteriores (art.7o,2,a)
Ato praticado por quem, nos termos do art.7, não for competente para fazê-lo não gera efeitos, a não ser que seja confirmado posteriormente pelo
Estado (art.8)

- Quem confere: Direito interno


b) O Processo de Negociação (aspecto socio-político)
- desenvolvimento (discussão/propostas/emendas)
- idioma
- diferenças culturais
- técnicas
B)Redação
• Título
• Preâmbulo
• Considerandos
• Articulado
• Fecho
• Assinatura
• Anexos
• Selo de lacre

C)Adoção do texto
a) Fixação/adoção do texto
b)Autenticação
- Assinatura
- Assinatura ad referendum
c)Ratificação
D) Entrada em vigor
a)art.24 CVDT
- data e forma convencionadas pelas partes
- na ausência de disposição em contrário, o Tratado entra em vigor assim que
todos seus negociadores manifestarem seu consentimento em por ele se vincular
b) aplicação provisória: art. 25 CVDT (convenção entre as partes) x art. 18 CVDT.

E) Registro/publicação
- Depositário (geralmente país da negociação ou OI)
- Art.80 da CVDT: remeter Tratado ao Secretariado da ONU
- Art.102 da Carta: se não for registrado e publicado no secretariado, não pode ser
invocado perante qualquer órgão da ONU
RESERVA

1- Conceito
- Declaração unilateral;
- Objeto: exclusão/modificação de efeitos jurídicos de disposições do tratado na sua aplicação ao Estado que a
formula
- Momento: ao assinar/ratificar
Primeiro exemplo: Ato Geral de Bruxelas (1890): acordo previa a abolição da escravatura, e a França não
admitiu que outras partes tivessem direito de visita para fiscalizar seu território

2- Declarações interpretativas
- não visam excluir ou modificar aplicação de determinada disposição, apenas fixar seu significado de forma
clara
- declarações interpretativas condicionais: ocorrem quando Estado condiciona seu consentimento em relação à
aplicação do tratado às condições por elas estabelecidas

3- Vantagens e Desvantagens das reservas


- surgem como necessidade decorrente dos procedimentos de negociação, e ao mesmo tempo são condições de
conclusão de vários tratados, uma vez que sua inexistência tornaria inviável o consentimento de seus membros
Observações

1. Reservas em caso de silêncio do Tratado - Alcance da autonomia para sua formulação


- art.19, c: reserva é possível, desde que compatível com objeto e finalidade do tratado
- art.20,2: quando se infere, do número limitado de negociadores, e do objeto e finalidade do
tratado, que a aplicação (na íntegra) de suas cláusulas a todas as partes é condição essencial para o
consentimento de cada uma delas, a formulação de reservas requer aceitação de todas as partes

2. Costume/jus cogens
- Uma reserva formulada à disposição que consagra costume/jus cogens implica em reserva tão
somente à “codificação” de tal norma, ou seja, o Estado não pode impedir que ela exerça efeitos sobre
ele, na medida em que essa já tem força vinculante pelo fato de ser costume internacional.
VALIDADE DOS TRATADOS
1- Capacidade das Partes
a) Estados (reconhecimento/ente federado/descolonização)
b)OI´s

2- Regularidade do consentimento
a) Formais: ratificação imperfeita
i. Preceito de importância fundamental (art.46)
ii. Restrição especial a representante (art.47)

b) Materiais
i. Erro (essencial/inevitável, art. 48)
ii. Dolo (fraude/corrupção de representantes - arts. 49 e 50)
iii.Coação (representante/Estado - art. 51 e 52)

3- Licitude do objeto
a) Ordem pública internacional
b)Jus cogens: arts. 53 e 64.
MODIFICAÇÃO DOS TRATADOS
1- Modificação por acordo expresso (art.39)

2- Modificação por outras vias


A)Via costumeira ou acordo tácito
B)Superveniência de jus cogens

3- Aspectos
A)Processo aberto a todas as partes (art.40§2)
B) Efeitos (art.40; 4,5)
a)Relatividade para os Estados parte
b)Superveniência de normas sem identidade de partes
c)Obrigatoriedade para novos membros
EXTINÇÃO E SUSPENSÃO DOS TRATADOS
1- Distinção: Extinção X Suspenção X Denúncia

2- Extinção (art.54) e Suspensão (art.57)

A) Por vontade inicial das partes

a) Cláusulas expressas
- resolutórias
- denúncia e recesso (Art.55)
- suspensivas (art.57,a)

b) Cláusulas implícitas
- por execução do tratado
- denúncia sem autorização (vedada pela convenção – art.56)

B) Por vontade posterior


a) Conclusão de Tratado posterior (art.54b)
b) Suspensão convencional (art.57b, 58, 59(2))
3- Extinção e suspensão por causas não previstas

A) Ligadas ao comportamento das partes


a) Inexecução faltosa: violação substancial (art.60).
- Exceções: proteção de Direitos Humanos e regras de aplicação em casos de violação.
b) Conflitos Internacionais (art.73)
- Tr. que criam situação objetiva
- Tr. para condução de guerra
c) Costume internacional

B) Independente do comportamento das partes


a) Inexecução não faltosa (art.61) Caso fortuito/Força maior
b) Alteração de circunstâncias (art.62)
c) Jus cogens