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O que é um Plano de Negócios?

Um Plano de Negócio é um documento que


descreve os objetivos de um negócio e quais
os passos que devem ser dados para que esses
objetivos sejam alcançados, diminuindo os
riscos e as incertezas para o empreendedor,
empresa ou investidores.
Porque é que um Plano de Negócios é tão importante?
Um Plano de Negócio apresenta-se como uma ferramenta essencial por vários
motivos:

 É um processo de validação de uma ideia, através do qual o empreendedor


obtém elementos para decidir se deve ou não iniciar um novo projeto.
 É um instrumento de diminuição de riscos. Ao elaborar um plano de
negócios o empreendedor estuda a viabilidade do seu negócio, cria ações
preventivas contra possíveis ameaças e desafios, analisa a fundo o mercado
e os potenciais clientes, evita esforços desnecessários, investimentos
improdutivos e gastos sem sentido.
 É um documento essencial para a negociação e obtenção de recursos.
 É um mecanismo que o empreendedor dispõe para refletir sobre si mesmo e
sobre o seu negócio: Valerá a pena? É o que eu sonhei? Depois de
elaborado, o plano de negócios indica novos caminhos, mesmo que um deles
seja a desistência, a reformulação do projeto ou a formulação de uma nova
ideia.
 É um meio de comunicação entre o empreendedor e a sua equipa, já que as
informações existentes no documento (objetivos, missão, valores, metas,
estratégias) vão guiar todos os intervenientes e uni-los.
 É uma ferramenta dinâmica de apoio à gestão. Sempre que necessário,
deverá ser ajustado e revisto de acordo com as novas exigências do negócio.
A. Desenvolvimento da Ideia e do Plano de Negócios
A.3.2. Como elaborar um plano de negócios?
Saiba + sobre: Quais os temas mais importantes para ter num plano de negócios
INTRODUÇÃO - Apresentação resumida do criador e do seu projecto
O sucesso de um projecto depende antes de mais do seu promotor. Isto significa que antes de
"vender" a imagem do projecto o promotor deve-se procurar "vender" a sua própria imagem.

Nesta perspectiva, o promotor deve pôr em evidência as suas qualidades e pontos fortes em
relação ao projecto (formação, experiência e motivações), juntando em anexo o seu Curriculum.

O projecto
Da introdução deve constar uma exposição breve do projecto:

 Localização;

 Pacto social;

 Características dos serviços ou dos produtos;

 Alguns números-chave relativos ao primeiro ano de actividade (volume de vendas, resultados ou


margem, investimento inicial)

Capítulo 1 – O mercado e a envolvente


Nesta parte do Plano de Negócios o futuro empresário deve demonstrar que conhece o terreno
que pisa e, portanto, pôr em evidência as informações e os dados quantitativos utilizados na
determinação das escolhas estratégicas e dos meios e na elaboração das contas previsionais.

Estes dados devem ter por base informação sólida e sempre que possível deve-se fazer prova do
que se escreve, citando as fontes utilizadas, ou, se se trata de meras hipóteses ou projecções,
explicar como foram elaboradas.

A procura

As clientelas potenciais
 A que tipo de clientela se dirige o projecto? - Quais são os mercados visados?

 E a que tipo de necessidades pensa dar resposta?

As características da procura

 Informações e números sobre o volume e as tendências da procura actual, passada e futura;

 Estado de saúde dos mercados: (em crescimento, em estagnação ou em declínio)

O consumo

 Informações qualitativas sobre os impedimentos ou motivações identificados nos compradores e


nos consumidores;

 Efeitos da sazonalidade;

 Comportamento dos compradores, se a decisão é colectiva;

 Quem faz surgir a necessidade;

 Quem formula a encomenda;

 Quem toma a decisão final de comprar.

A oferta
Os produtos

 Quais são os produtos (similares) existentes no mercado, segundo a utilização, as funções e as


diferentes gamas.

Características gerais da oferta

 Número de concorrentes, agressividade da concorrência e evolução tecnológica.

Os concorrentes
Relativamente a 2 ou 3 principais concorrentes (incluindo, se possível, o "leader" do mercado)
devem-se indicar os seguintes elementos:
 Dimensão (número de efectivos);

 Volume de vendas;

 Características dos serviços;

 Principais clientes;

 Imagem da empresa.

Os intermediários
Devem ser identificados os futuros:

 Prescritores - pessoas ou entidades que podem recomendar os produtos ou serviços da nova


empresa a potenciais clientes;

 Parceiros comerciais e distribuidores - pessoas ou entidades que podem comercializar os produtos


através de uma comissão;
 Parceiros técnicos - pessoas ou entidades que podem prestar apoio na concepção e na fabricação
(subcontratantes).

A regulamentação
Normas técnicas a respeitar, obrigatoriedade de licenciamento, regulamentação comunitária

Capítulo 2 – Os pontos fortes do empresário


O promotor do projecto deve apresentar neste capítulo os seus pontos fortes em relação ao
projecto, designadamente:

 Formação ou longa experiência no domínio;

 Gosto ou apetência particular para uma actividade ligada ao projecto;

 Envolvente favorável (conselho ou ajuda por parte de pessoas de família qualificadas na matéria,
conhecimentos no meio profissional).

Neste capítulo o futuro empresário, por um lado, deve ser completo, tentando não esquecer
nenhum aspecto importante e, por outro, não deve ocupar um exagerado número de páginas com
este tema.

É evidente que o empresário também tem pontos fracos e dificuldades. No entanto, sendo o
objectivo visado "vender" a sua imagem é preferível não lhes fazer referência neste documento.

Capítulo 3 – Finalidades, metas e objectivos


Finalidade
Não é inútil relembrar sucintamente a natureza do projecto antes de fixar as dois ou três
principais metas e de calcular o objectivo de sucesso da nova empresa.

Metas
Algumas metas fixadas a médio prazo permitirão balizar o papel do futuro empresário e obrigá-
lo-ão a conduzir a sua empresa numa perspectiva de consolidação e desenvolvimento, mantendo-
se continuamente em acção.

Objectivos
O primeiro objectivo da criação de uma empresa é que ela corresponda a um negócio bem
sucedido e para tal, é necessário calculá-lo de tal forma que seja sempre possível saber qual é a
posição relativamente ao fracasso ou ao sucesso e a que nível se situa neste último.

Este cálculo efectua-se a partir de dados precisos relativos ao mercado.

Deve-se em seguida verificar se as capacidades da empresa permitem, sem criar problemas,


responder às necessidades do mercado.

Para além da utilidade de que se reveste na óptica da construção do plano de acção para o
primeiro ano ou para os primeiros tempos de actividade da empresa, a identificação dos
objectivos serve igualmente como termo de referência para o empresário repensar e por em acção
as estratégias que lhe permitam atingi-lo.
Capítulo 4 – As escolhas estratégicas
A análise de mercado e da envolvente externa à empresa, bem como dos pontos fortes do
empresário e dos objectivos a atingir, levam a fazer escolhas estratégicas:

O futuro empresário deve demonstrar toda a coerência do projecto e, ao mesmo tempo


demonstrar as suas capacidades de se impor como chefe da empresa.

Com base em dados qualitativos e quantitativos precisos deverão ser apresentadas as escolhas
estratégicas feitas em termos de implantação, produtos, clientela, margens (resultados), bem
como de política de preços e de comunicação.

Estes aspectos deverão ser abordados segundo a importância que têm no projecto e essa ordem é,
evidentemente, variável de projecto para projecto.

Capítulo 5 – Os meios
A relação e quantificação dos meios deve estar de acordo com as escolhas estratégicas feitas e
com as informações recolhidas da envolvente externa da empresa.

É preciso não esquecer que uma das principais causas de insucesso das empresas nascentes é a
insuficiência de meios em quantidade e em qualidade e que a imprecisão nesta matéria põe em
sérios riscos a credibilidade do empresário.

Este aspecto foi já desenvolvido quando se apresentou o 7º Passo - "Meios financeiros, materiais
e humanos.

Capítulo 6 – Organização e estatutos


No que diz respeito à organização, é importante que o promotor mostre que tem competência
(sozinho ou em conjunto com colaboradores) para assegurar todas as áreas funcionais da
empresa: gestão geral, contabilidade e finanças; vendas e marketing; produção, investigação (se
for caso disso), gestão do pessoal, etc.

Mesmo que a aquando do arranque da empresa o empresário esteja sozinho ou conte com um
número muito restrito de colaboradores é necessário saber quem vai fazer o quê, tanto dentro da
empresa como no seu exterior.

No que concerne a forma jurídica da empresa, deve justificar com precisão a escolha feita e caso
os estatutos já estejam redigidos, poder-se-á anexar um exemplar.

A escolha da forma jurídica da empresa vai determinar o seu modelo de funcionamento.

Neste contexto, a opção por um determinado estatuto jurídico deve ser tomada de modo a
valorizar os pontos fortes da futura empresa tendo, no entanto, em atenção as características que
melhor se adaptem às expectativas de desenvolvimento.

As formas jurídicas mais comuns são:


 Empresa Individual / Empresário em Nome Individual;

 Sociedade por quotas

 Sociedade Anónima

Outras formas jurídicas menos frequentes são:

 Estabelecimento Individual de Responsabilidade Limitada, EIRL

 Sociedade Unipessoal por Quotas

 Sociedade em Comandita

 Sociedade em Nome Colectivo

 Cooperativa

Capítulo 7 – As previsões financeiras


O Plano de Negócios deve incluir obrigatoriamente a quantificação das previsões financeiras,
designadamente, através da apresentação das “Contas de Exploração”, do “Balanço Inicial”, do
“Balanço ao fim dos primeiros três anos”, do “Plano de Financiamento” e do “Plano de
Tesouraria”.

A apresentação de todos estes números deverá será ser particularmente cuidada para que todas as
pessoas que analisarem o projecto compreendam o que eles significam e para que reflictam bem a
realidade e as escolhas feitas.

Refira-se que, por vezes, é necessário pormenorizar e explicitar algumas categorias de despesas.

Anexos
Por fim, o promotor poderá anexar a este documento os elementos que permitam ilustrar de uma
forma nítida o seu propósito (por exemplo, o plano da futura implantação, etc.) ou elementos
técnicos que não tenham lugar no corpo do documento (por exemplo, orçamentos de
fornecedores, cartas-compromisso de clientes, etc.)