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UNIVERSIDADE POLITÉCNICA

ESGCT –ESCOLA SUPERIOR GESTÃO CIENCIA E TECNOLOGIA


DISCIPLINA: INTRODUÇÃO A GESTÃO – 2017-1
DOCENTE: MESTRE NAZIR KHAN 825098880/845098880- nazirkhanmamadkhan@gmail.com

TEXTO DE APOIO -1

O presente texto de apoio objectiva dotar os estudantes de conhecimentos básicos


sobre a disciplina. Neste contexto outras ferramentas de gestão, mormente
bibliografias e artigos científicos deverão ser também utilizados.

1. INTRODUÇÃO AS ORGANIZAÇÕES

A ideia de organizações e seus elementos


Quando duas ou mais pessoas decidem juntar esforços no sentido de realizarem determinados
objectivos (pessoais e organizacionais), está-se na presença de uma organização.

As organizações representam a invenção mais sofisticada e complexa de toda a história da


humanidade. Elas constituem a base da invenção de todas as demais invenções. Ficamos
encantados com as maravilhas criadas pelo conhecimento humano (como o computador, a
nave espacial, o avião, o telefone celular e outras tecnologias avançadas) mas nos esquecemos
de que todas essas invenções são o produto das organizações. São elas que projectam, criam,
aperfeiçoam, desenvolvem, produzem, distribuem o que precisamos para viver.

Na verdade, vivemos em uma sociedade de organizações, em que quase tudo é projectado,


feito e produzido por organizações. Nascemos em organizações, aprendemos nelas,
trabalhamos nelas e até morremos nelas. Vivemos a maior parte de nosso tempo e de nossas
vidas dentro delas. É incrível a quantidade e a heterogeneidade de organizações: empresas,
hospitais, bancos, escolas e universidades, lojas, supermercados, restaurantes, postos de
gasolina, repartições públicas, Rádios e Televisões, Exércitos, organizações não-
governamentais, etc.

Não existem duas organizações iguais. Elas são profundamente diferentes entre si. Existem
organizações de todos os tamanhos, desde as microorganizações (como microempresas ou
pequenas e simples empresas individuais) até enormes e complexas organizações
multinacionais e globais que estendem a sua influência pelo mundo fora. Existem organizações
compostas de um invejável património físico e recursos tangíveis, como também existem
organizações virtuais que não requerem os tradicionais conceitos de espaço e tempo para
funcionar.

Definição:
 Pode-se definir organização como um grupo social em que existe uma divisão funcional de
trabalho e que visa atingir através da sua actuação determinados objectivos, e cujos
membros são, eles próprios, indivíduos intencionalmente co-produtores desses objectivos e,
concomitantemente, possuidores de objectivos próprios.
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DOCENTE: MESTRE NAZIR KHAN 825098880/845098880- nazirkhanmamadkhan@gmail.com

As organizações como unidades de produção


As organizações produzem bens e serviços das mais diversas naturezas e características.
Produzem divertimentos e conveniências, proporcionam informações, geram e distribuem
conhecimento, cuidam da saúde e da educação, impulsionam a inovação e facilitam o
desenvolvimento tecnológico e social. Acima de tudo elas agregam valor e criam riqueza.
Elas envolvem a utilização de meios ou recursos necessários à satisfação dos seus objectivos.
Os meios, recursos ou factores são de diversa natureza, podendo uns ser livres e outros
escassos.
O desenvolvimento de uma nação se baseia primariamente no desenvolvimento e na
actuação de suas organizações.

As razões que levam à criação de organizações

As organizações não existem isoladas, nem são auto-suficientes. Não vivem sozinhas. São
sistemas actuando dentro de sistemas, estando inseridas em um meio ambiente constituído
por outras organizações. De um modo geral, as organizações dependem umas das outras para
poderem sobreviver e competir em um complexo mundo de organizações. Elas fornecem
insumos e recursos para que outras organizações possam funcionar e trabalhar. Há, portanto,
um universo de organizações. O dinâmico intercâmbio entre as organizações ultrapassa as
fronteiras dos países e se projecta em escala global. A interdependência organizacional é cada
vez maior graças às alianças estratégicas entre as organizações que se relacionam em redes
integradas e complexas. Afinal, a união faz a força, e isso se aplica principalmente às
organizações.

As pessoas nas organizações

As pessoas das organizações têm funções diversas. Umas são funções operacionais, outras são
funções de gestão. As pessoas que as executam são operacionais, e as outras (funções de
gestão) são gestoras.

Gestores são as pessoas que pretendem realizar os objectivos organizacionais através de


outras pessoas. Cabe-lhes estabelecer os objectivos, organizar, motivar, comunicar, avaliar os
resultados, desenvolver as restantes pessoas da organização e desenvolver-se a si próprios.
Os gestores desempenham um papel fundamental nas organizações. Estas não funcionam por
si próprias e cabe aos gestores utilizar adequadamente os recursos da organização.

Numa organização, existirão, geralmente, vários gestores, muitos ou poucos, de acordo com a
dimensão e grau de complexidade, mas terá de haver pelo menos um gestor.
Quando existem vários gestores, eles podem desempenhar diferentes funções, de acordo com
as diferenças nas posições de gestão, quer por força da hierarquia quer da especialização
técnica ou funcional.
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No contexto hierárquico, pode ter três tipos de gestores:

 Gestores cimeiros, a quem cabe superintender as operações da organização, nomeadamente


assumir a responsabilidade pela formulação dos objectivos, planos e políticas da organização.
É a eles que estão confiadas as decisões mais importantes. Nas empresas, estas podem ser:
adquirir outras organizações, investir em projectos de grande vulto e construir novos
estabelecimentos (fabris, comerciais, etc). A ligação com o exterior, normalmente ocorre
através desses gestores.

 Gestores intermédios, a quem cabe executar os planos e as políticas formuladas pelos


gestores cimeiros. São também responsáveis pela supervisão e coordenação das actividades
dos gestores directos. Frequentemente tomam decisões respeitantes aos vários problemas
operacionais sobre produção, trabalho, qualidade do produto e existências. Normalmente, os
gestores intermédios cuidam de tarefas de especialidade na organização: produção, finanças,
atendimento de clientes, RH.

 Gestores directos ou também denominados supervisores: cabe-lhes supervisar e coordenar


as actividades dos operacionais individual e/ou em grupo. Cabe-lhes também tratar dos
problemas operacionais quotidianos, tais como: absentismo dos trabalhadores, queixas dos
clientes, controlo e distribuição de insumos, avarias das máquinas, etc. igualmente tarefas que
se relacionam directamente com os clientes.

Numa organização, no plano interno, além dos seus participantes, há ainda a considerar os
proprietários ou donos da organização. No plano externo à organização, há muito mais
pessoas com ela relacionadas, tais como clientes, fornecedores, sindicatos, funcionários
governamentais e outras pessoas.
As pessoas da organização que são seus participantes ou donos e, as que do exterior e que
estão de certo modo a elas ligadas, dizem-se <stakeholders> ou seja pessoas interessadas na
existência da mesma, parceiras.

Definição:
Gestor
 É o indivíduo que utiliza um conjunto de técnicas e é responsável pela interacção da
empresa com o meio ambiente. Portanto, é a pessoa que assume um processo de trabalho
que ocorre por via de uma interacção com outra ou outras partes a fim de atingir
eficazmente os objectivos organizacionais através da utilização eficiente dos recursos
escassos.

Internamente, o gestor é o elemento aglutinador do sistema social que corporiza a empresa,


cabendo-lhe o papel de ser capaz de compatibilizar os interesses individuais aos da empresa.
Algumas considerações sobre os termos gestão e gestor

A palavra portuguesa gestão foi utilizada na tradução do termo inglês” “management” ou “


managing”. Outras palavras portuguesas poderiam servir para o efeito, tais como
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administração ou direcção; Entre nós o termo gestão está consagrado, bem como o
correspondente termo gestor que serve para designar o profissional da gestão.

A palavra administração utilizada, entre nós, tem o sentido de gestão cimeira e serve para
caracterizar os concelhos de administração das sociedades anónimas. Na administração
pública, este mesmo sentido é considerado com maiúscula, isto é Administração.

Os tipos de organizações

Há muitos tipos de organizações. Quanto à dimensão, umas são pequenas, outras grandes,
outras médias.
Quanto à circunstância de visarem ou não o lucro, as organizações dizem-se lucrativas quando
o seu objectivo dominante é o lucro. Dizem-se não lucrativas, no caso contrário.

As organizações podem ainda ser classificadas, de acordo com o seu objectivo principal, na
forma seguinte:

a) Organizações económicas – que produzem bens materiais e serviços com fins lucrativos
(empresas, etc);
b) Organizações de serviços – que fornecem serviços sem fins lucrativos (organizações de
caridade, jardins zoológicos, etc);
c) Organizações religiosas – que satisfazem as necessidades de culto dos seus membros
(igrejas, tc);

d) Organizações de protecção – que protegem as pessoas contra riscos da vida em sociedade


(policia, forças militares, bombeiros, etc);
e) Organizações governamentais – que prestam serviços públicos diversos (escolas,
hospitais, etc);
f) Organizações sociais- que satisfazem as necessidades sociais experimentadas pelas
pessoas quanto a convivência, cultura, recreação e apoio mútuo (clubes, associações de
socorro mútuos, etc.)

O desempenho organizacional
A finalidade de uma organização é realizar os seus objectivos. Isso exige que as pessoas da
organização exerçam as suas funções adequadamente. O modo como essas pessoas exercem
tais funções traduz-se no desempenho organizacional, o qual pode ser medido pela eficácia e
pela eficiência.
A eficácia mede o grau em que os objectivos de uma organização são realizados e satisfazem
os interesses dos stakeholders.
A eficiência mede o grau em que uma organização utiliza os seus recursos para realizar os seus
objectivos, ou seja a optimização do ratio output/input, que se pode traduzir no aumento da
produção com a utilização de menor factor de produção.
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A interacção das pessoas nas organizações

As pessoas criam e mantêm uma organização para alcançarem os seus objectivos pessoais
(satisfazerem as suas necessidades), geralmente diferentes uns dos outros. Na sua interacção,
elas realizam um conjunto de objectivos que são os objectivos organizacionais, os quais
reflectem os interesses comuns dos membros da organização.

Nem sempre os objectivos pessoais são compatíveis com os objectivos organizacionais. Na


medida em que as pessoas necessitam da organização a que pertencem e esta das pessoas, ha
grande probabilidade de convergência dos dois conjuntos de objectivos. Todavia, podem
ocorrer situações de conflito quando um grupo de uma organização consegue os seus
objectivos a expensas de outro. O conflito organizacional aumenta com o número das pessoas
com diversos interesses envolvidos na organização.

A interacção dos indivíduos que ocorre numa organização pode ser descrita a quatro níveis, a
saber:
 Indivíduos entre si;
 Indivíduos com a organização a que pertencem;
 Organização com outras organizações;
 Organização com o exterior.

As Organizações formais e informais

Uma organização diz-se formal quando as actividades das suas pessoas estão conscientemente
coordenadas para a realização de um dado objectivo. Numa organização formal as pessoas são
capazes de comunicar entre si, desejam actuar e partilham dos mesmos propósitos; nela estão
bem definidas as relações de responsabilidade e a autoridade, os canais através dos quais se
faz a comunicação e os cargos de cada membro, e põe-se ênfase na ordem.

As organizações informais são inadequadamente organizadas, mal definidas e espontâneas. Os


membros podem não ter consciência de que pertencem à organização e ser difícil determinar
a data exacta em que dela passaram a fazer parte. A natureza exacta das relações entre os
membros e mesmo os objectivos da organização não é especificado.

Empresa – um caso particular de organização

Uma universidade, um clube desportivo ou cultural, um hospital, certos serviços públicos, são
exemplos de organizações, mas não têm características essenciais para serem denominadas
empresas.

A empresa é, antes de mais, uma agente económico. Na realidade é um dos intervenientes no


processo de troca que se desenvolve no âmbito dos diversos mercados em que ela se
apresenta como fornecedora ou como cliente, ou seja, como parte integrante da oferta ou da
procura agregadas que se encontram nesse mercado específico.
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O objectivo estrutural da empresa é a combinação óptima de recursos (inputs) de forma a


potenciar a sua capacidade de produção (output).
Pode-se, deste modo, deduzir que a eficiência (forma de optimização do output vsinput) é o
critério central da gestão empresarial, que fundamentalmente objectiva o alcance de lucros,
ou seja a maximização do retorno sobre o investimento.

As preocupações de eficácia (satisfação ou o grau com que a empresa satisfaz o interesse dos
stakeholders).

2. O MEIO AMBIENTE DAS ORGANIZAÇÕES

A ideia de ambiente

Uma organização não funciona isoladamente, não vive no vácuo, mas sim num contexto, do
qual depende para sobreviver e crescer.
O ambiente é geralmente muito vasto e complexo e, por vezes, de difícil percepção. Pode-se
enquadrar o ambiente num plano amplo e restrito, designando-o assim de ambiente geral e
específico, respectivamente.

O ambiente específico, também designado por ambiente de tarefa, é o que afecta mais
directamente determinada organização.

O ambiente geral ou macroambiente das organizações

O ambiente geral, também designado por ambiente “societal”, é o que afecta todas as
organizações de uma dada sociedade.
De acordo com os aspectos (variáveis) que o caracteriza pode-se ter:

 Ambiente cultural – numa dada sociedade, tem a ver com as ideologias, os valores, as
normas da sociedade, os pontos de vista sobre relações de autoridade e interpessoais,
padrões de liderança, racionalismo, ciência e tecnologia;

 Ambiente tecnológico – onde se inclui o nível do avanço científico e tecnológico da


sociedade, com bases físicas (fábricas, equipamentos e facilidades) e conhecimentos de
base da tecnologia. De igual modo o grau em que a comunidade cientifica e tecnológica é
capaz de desenvolver novo conhecimento e aplicá-lo;

 Ambiente Educativo – onde se inclui o nível geral de alfabetização da população, o grau de


sofisticação e especialização do sistema educativo, a proporção das pessoas com elevado
nível de treino profissional ou especializado;
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 Ambiente político – onde se inclui o clima político geral da sociedade, o grau de


concentração do poder político, a natureza da organização política (grau de
descentralização, diversidade de funções, etc) e o sistema políptico - partidário;

 Ambiente legal – tem-se as considerações de natureza constitucional, a natureza do


sistema legal, a jurisdição do poder central, regional e local, a legislação específica
respeitante a formação, o sistema fiscal e controlo das organizações;

 Ambiente dos recursos naturais – onde se inclui a natureza, a quantidade e disponibilidade


dos recursos naturais, abrangendo as condições climáticas e outras;

 Ambiente demográfico – onde se inclui a natureza dos recursos humanos de que a


sociedade dispõe, o seu número, distribuição, idade, sexo, a concentração ou urbanização
da população que é característica das sociedades industrializadas;

 Ambiente sociológico – onde se inclui a estrutura e a modalidade das classes, a definição


dos papéis sociais, a natureza da organização social e o desenvolvimento das instituições
sociais;
 Ambiente económico – tem-se a estrutura económica geral, compreendendo o tipo de
organização económica (propriedade pública, privada e cooperativa); a centralização ou
descentralização do planeamento económico; o sistema bancário e as políticas fiscais, o
nível de investimento em recursos físicos e as características de consumo.

Ambiente específico ou de tarefa das organizações

O ambiente específico, também designado por ambiente de tarefa, é o que afecta mais
directamente determinada organização.

No ambiente específico, há a considerar vários componentes (o dos clientes, o dos


fornecedores, o dos concorrentes, o sócio - político e o tecnológico):

 Componente dos clientes – compreende os distribuidores de produtos e serviços e os


actuais utilizadores dos produtos e serviços;

 Componente dos fornecedores – compreende os novos fornecedores de materiais, os


fornecedores de equipamentos, os fornecedores de partes de produtos, os fornecedores
de trabalho;

 Componente dos concorrentes – compreende tanto os fornecedores como os clientes


(concorrência na compra e na venda);
 Componente sócio - político – compreende as exigências de nova tecnologia na industria e
industrias afins na produção de produtos e serviços e na melhoria e desenvolvimento de
novos produtos pela implementação de novos avanços tecnológicos na industria.
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A responsabilidade social

A interacção entre as organizações e os seus ambientes está a assumir uma importância


crescente. As decisões tomadas por grandes organizações podem afectar negativamente a
comunidade em que se inserem e até mesmo a comunidade internacional. Por exemplo,
uma empresa que proceda a despedimentos maciços pode prejudicar gravemente a vida social
do pais em que esta fixada; por outro lado, uma empresa muito poluente, que não se esmera
na adopção de equipamentos de controlo de poluição adequados, pode alterar as condições
ecológicas da zona em que esta instalada a sua fábrica, afectando a respectiva população.

A tomada de consciência de que as organizações podem realizar os seus objectivos


prejudicando severamente os interesses das populações onde se situam levou ao
reconhecimento de que aquelas devem ser obrigadas a servir as necessidades “societais”. Se a
sociedade em que operam as empresas lhes possibilita a realização de grandes lucros, estas
devem, por sua vez, reparar os danos “ societais” que provocam. É nisto que consiste a
responsabilidade social das organizações.