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INTRODUÇÃO A

ENFERMAGEM
Cuidados de Enfermagem
Aplicados ao Paciente com
Drenos e Sondas : vesicais ,
Nasogástrica, nasoenteral e
retal,Oxigenioterapia,Sistema abo,
Produtos hemoterapicos

Técnico em enfermagem
Prof. Enf. Esp.Michele Backes

Pimenta Bueno – RO
02-2018
• Drenos são materiais colocados no interior de uma
ferida ou de uma cavidade visando permitir a saída de
fluidos ou ar que estão ou podem estar ali, evitando
acumulo de líquido em espaços potenciais e removendo
coleções diversas.

• A ação dos drenos se da por SUCÇÃO, GRAVITACÃO,


CAPILARIDADE.
• CATETERISMO é o procedimento no qual se introduz
um dispositivo (cateter ou sonda) na luz de determinado
órgão para investigação, escoamento de liquido,
irrigação, infusão ou alimentação.
• Cateter ou sonda é um dispositivo constituído por um
tubo que pode ser confeccionado em diversos materiais
como:
- Borracha
- Polietileno
- Silicone
- Teflon
Cuidados de Enfermagem
Aplicados ao Paciente com
Sondas e Drenos

• A drenagem é utilizada em cirurgia com várias


finalidades. Tem sua indicação, é muito utilizado e, na
maioria das vezes, sua eficácia é comprovada, mas
precisa de cuidados técnicos e específicos na
manipulação para não ser fonte de infecção exógena
para o paciente.
Tipos de sondas e drenos mais
comuns
• Sonda cardíaca - tubo longo e flexível de material
inerte destinado a ser introduzido no coração,
habitualmente através de um grande vaso sanguíneo,
com finalidade diagnostica ou terapêutica;
• Sonda de Blakemore – sonda especial , de três vias e
terminada em balão, usada para estancar a hemorragia
aguda de varizes do esôfago pelo tamponamento.
• Sonda de Eustáquio - pequena sonda, recurvada na
extremidade usada para combater obstrução de tuba
auditiva.
• Sonda nasotraqueal – sonda ou cateter introduzido na
traquéia através da fossa nasal e da faringe.
• Sonda anel – Para dilatação do conduto lacrimal.
• Sonda de Béniqué - de grande curvatura e de calibre
variável, destinada a dilatar as estenoses uretrais.
• Sonda uretral - instrumento alongado de aço para
exame de dilação da uretra.
• Sonda uterina - instrumento graduado para medir a
cavidade uterina.
• Sonda laríngea - outro material flexível usado para
aplicações locais no esôfago ou ainda para retirada de
corpos estranhos.
• Dreno de PENROSE: é introduzido na cavidade da ferida
para escoamento de secreções que possam vir a infectá-
la ou para eliminar secreções purulentas.
• Dreno Tubular – geralmente de polietileno, é mais
rígido que o de Penrose.
• Dreno KEHR ou dreno “T”: é utilizado nas operações
que abrem a via biliar principalmente (hepático/colédoco),
com a finalidade de escoar a bile para fora, por
determinado período.
• Dreno PORTO-VAC ou dreno de SUCÇÃO: drena o
espaço pós-operado, onde o risco de se acumular sangue
no PO é grande.
Drenagem Torácica

• Dreno de tórax: é utilizado


na cavidade torácica para
restaurar a pressão
negativa e escoar
secreções ou sangue.
• Drenagem é um
procedimento de urgência
realizado privativamente
pelo médico.
• DRENAGEM ABERTA • DRENAGEM
- a extremidade do FECHADA OU
dreno é mantida SUBAQUATICA –
aberta, sendo coberta consiste na colocação
de um dreno no
apenas por curativos; interior do espaço
a drenagem aberta pleural. Esse dreno
tem indicação restrita além de promover a
aos empiemas retirada do ar e da
crônicos. secreção, evita a
entrada de ar na fase
da inspiratória da
respiração;
• SISTEMA DE UM FRASCO - recomendado para situações que
apresentem quantidade excessiva de drenagem. A drenagem
ocorre pela força gravitacional combinada ao selo d’água.

• SISTEMA DE DOIS FRASCOS- não é recomendado para


grandes quantidades de drenagem. O primeiro frasco funciona
coletando a secreção e o segundo funciona como uma câmara
de água.

• SISTEMA DE TRÊS FRASCOS - utilizado para grandes


quantidades de drenagem. O primeiro frasco funciona como
coletor de secreção , o segundo como selo d’água e o terceiro
controla a aspiração.
Componentes

• Frasco coletor (1),


• Etiqueta volumétrica graduada
(2),
• Tampa (3),
• Alça de transporte (4),
• Tubo de drenagem (5),
Conector cônico (6),
• Tubo selo d’água (7),
• Presilha (8),
• Respiro da saída de gases (9)
Posição do Dreno no Tórax
Complicações mais frequentes
• Infecções
• Algia local
• Acidentes ( desconexão do dreno)
• Obstrução do dreno
Drenagem Torácica
• Verificar se a extensão do tubo de drenagem
está submerso no selo d’água a 2,5cm.;
• Não permitir que a borracha extensora faça
dobras nem curvas;
• Incentivar o paciente a fazer respiração
profunda, tão logo o dreno esteja localizado no
intratórax;
• Observar a cor do paciente, comparando com a
do momento antes da cirurgia;
Drenagem Torácica

• Observar com cuidado os sinais na


modificação do padrão respiratório,
principalmente na drenagem de tórax, de
hemotórax:
O paciente começa com dispnéia e cianose
pela descompressão rápida do pulmão que
estava envolvido com sangue fazendo pressão.
Nesse caso, é necessário fechar o sistema de
drenagem para dar tempo para o paciente
estabilizar a respiração, e soltar
vagarosamente a drenagem.
Drenagem Torácica

• Ao transportar o paciente em maca ou cama, fechar o


sistema de drenagem(clampear) antes de elevar o frasco
sobre a maca ou a cama;
• Manter a cabeceira elevada entre 30 e 40 graus até a
estabilização respiratória;
• Fazer a troca dos frascos sempre que necessária, usando
técnica asséptica;
• Aplicar nebulização para favorecer a fluidificação da
secreção pulmonar;
• Incentivar a deambulação o mais precoce possível.
• A faixa adesiva de fixação é
de extrema importância para o
conforto do paciente e deverá
ser fixada no flanco do
paciente.
Ela evita que as trações do
tubo de drenagem do Sistema
coletor de drenagem pleural
ou mediastinal sejam
transmitidas ao(s) ponto(s) de
fixação cirúrgica do dreno
torácico com a pele.
Desta forma, se previne o
doloroso deslocamento ou
arrancamento do dreno
torácico.
Cuidados de Enfermagem na
Utilização dos Drenos
• Fazer o curativo no local do dreno, quantas vezes
forem necessárias por dia;
• Não permitir dobras na extensão ligada ao dreno;
• Conferir e registrar o volume de secreção drenada de
cada dreno;
• Mobilizar, com cuidado, o dreno de penrose mais ou
menos dois centímetros por dia, cortar o excesso
quando indicado e mudar o alfinete para próximo da
pele;
Colostomia

O que é uma COLOSTOMIA ?


• A colostomia é uma criação cirúrgica de uma abertura
artificial ( estoma ) no cólon que é uma parte do intestino
grosso, podendo ser temporária ou permanente, fazendo
com que uma parte do intestino fique exposta no
abdome. Esta abertura será o local por onde sairão as
fezes, que por sua vez serão armazenadas em uma
bolsa coletora.
O que ocorre no intestino para que seja
necessário a realização de uma OSTOMIA ?

• Câncer de cólon e reto;


• Retocolite ulcerativa;
• Doença de Crohn;
• Dença de Chagas;e
• Perfurações causadas por armas de fogo ou objetos
pérfuro-cortantes entre outros.
Cuidados com a colostomia

A pele ao redor da colostomia requer um cuidado especial


porque o contato prolongado com as fezes pode causar
irritação. Para manter a integridade e a aderência da
pele ao dispositivo deve-se ter os seguintes cuidados:

1 - NUNCA utilizar substâncias agressivas à pele, como


álcool, benzina, colônias, tintura de benjoim, mercúrio,
merthiolate, pomadas e cremes. Estes produtos
ressecam a pele, favorecendo o aparecimento de
feridas e reações alérgicas.
Cuidados com a colostomia

2 - A limpeza da pele ao redor da colostomia deve ser feita


com água e sabão neutro. Não é necessário esfregar
com força ou usar esponjas ásperas.
3 - Tome cuidado com insetos, em especial as moscas.
Não permita que eles pousem na colostomia ou na pele
ao redor.
Complicações

Embora as colostomias sejam procedimentos cirúrgicos


relativamente simples, apresentam várias complicações,
desde simples irritações cutâneas até problemas
potencialmente letais:
Irritação cutânea - evitada pelo uso de bolsas e pomadas
protetoras, que evitam o contato entre o contato fecal e a
pele;
Estenose - por abertura insuficiente da parede abdominal;
Estenose temporária decorrente do edema da boca cólica;
Complicações
Infecção - da pele e/ou subcutâneo,
causando celulite pericolostômica;
Necrose e retração do coto cólico - ocorre
por falta de suprimento sangüíneo no coto
exteriorizado.
Fístula - evento raro, ocorre como resultado
da fixação da alça à parede abdominal
CATETERISMO VESICAL
• Conceito: É a introdução de um cateter
(sonda) vesical estéril pelo meato urinário
até chegar a bexiga para a drenagem da
urina. Deve-se utilizar técnica asséptica
no procedimento a fim de evitar uma
infecção urinária no paciente.
• FINALIDADE
- Esvaziar a bexiga em caso de retenção urinária.
- Colher amostras estéreis de urina asséptica para
exames.
- Observar os aspectos da urina em paciente
traumatizado.
- Permitir uma avaliação continua e apurada da diurese.
- Fornecer uma via para irrigação da bexiga.
- Realizar o controle indireto da função hemodinâmica e
promover a drenagem de paciente com incontinência
urinaria.
- Preparo pré-parto, pré-operatório e exames pélvicos
(quando indicados);
- Esvaziar a bexiga para procedimentos cirúrgicos ou
diagnósticos.
• TIPO DE SONDAGEM VESICAL

• Alívio: não permanecerá muito tempo no cliente, usado


para colher amostra estéril de urina ou para esvaziar a
bexiga em retenção urinária. * cateter de Nelaton.

• Demora: quando o cateter deve permanecer por mais


tempo para drenagem contínua. * cateter de Folley (2 ou
3 vias).
CUIDADOS IMPORTANTES
• O cateterismo deve ser realizado quando absolutamente
necessário, devido ao grande risco de originar
infecção no trato urinário.
• Quando paciente estiver com retenção urinaria, realizar
algumas técnicas que levam a micção voluntária.
• Transmitir atitudes calmas ao paciente.
Oferecer medicamentos para o alivio da dor.
• Atender prontamente a solicitação de o paciente urinar.
• Proporcionar privacidade.
• Favorecer a posição, mas adequada ao paciente.
• Proporcionar estímulos que facilitem a micção, como
deixar uma torneira aberta perto do paciente.
• Colocar bolsas com água morna sobre a região inferior
do abdômen do paciente.
• Oferecer banho quente que pode resultar em
relaxamento muscular.
• COMPLICAÇÕES
Infecção urinaria: mas comum causada principalmente
pelo uso incorreto da técnica asséptica.
Hemorragia: pode ser causada pela utilização de uma
sonda de calibre inadequado ao tamanho da uretra,
passagem incorreta, existência de patologias previa.
Formação de cálculos na bexiga: devido a, longa
permanência da sonda.
Bexiga neurogênica: nos pacientes com permanência
prolongada da sonda.
Trauma tissular: devido a aplicação de força durante a
passagem, utilização de sonda muito calibrosa.
• MATERIAL
- pacote de cateterismo estéril com: cuba rim, cúpula,
pinça kocher, campo fenetrado.
- gaze estéril
- 2 seringa de 20cc
- luva estéril
- sonda vesical apropriada estéril
- frasco com povidine tópico ou clorexidina
- lubrificante (xilocaína gel)
- 2 ampolas de água destilada
- esparadrapo ou micropore
- 1 agulha 40x12
Acessório (quando houver necessidade): comadre,
biombo
• PROCEDIMENTO
Reunir material
• Orientar o paciente sobre o procedimento
• Lavar as mãos
• Colocar a bandeja com o material na mesa de cabeceira
• Abrir o pacote de cateterismo junto ao paciente,
despejando o produto para anti-sepsia na cúpula
(povidine ou clorexidina), com técnica asséptica,
• Abrir o pacote da sonda indicada e colocar junto a cuba
rim, sem contaminar.
• Colocar o lubrificante sobre uma das gazes do pacote, ou
dentro da seringa no caso de ser homem (técnica
asséptica).
• Posicionar o paciente. A posição ginecológica para o sexo
feminino e decúbito dorsal com as pernas juntas, para o
sexo masculino.
• Calçar as luvas
• Posicionar o material adequadamente e lubrificar a ponta
da sonda com a mão enluvada (feminino). No masculino
injeta-se a xilocaína dentro do meato uretral com a
seringa.
• Fazer a anti-sepsia com a pinça montada da seguinte
forma:
• Para o sexo feminino: separa os pequenos
lábios com o polegar e o indicador de uma mão
e não retirar a mão até introduzir a sonda;
passar uma gaze molhada no anti-séptico entre
os grandes e pequenos lábios do lado distal de
cima para baixo em um só movimento (clitóris,
uretra, vagina); pegar outra gaze e fazer o
mesmo do lado proximal; umedecer a última
gaze e passar sobre o meato urinário
• Para o sexo masculino: fazer anti-sepsia na
glande com a pinça montada com gaze
umedecida no anti-séptico; afastando com o
polegar e o indicador da mão esquerda o
prepúcio que cobre a glande, por último passar
uma gaze com anti-séptico no meato urinário.
• Pegar a sonda com a mão direita e introduzir no meato
urinário, deixar a outra extremidade já conectada no
coletor e verificar a saída da urina. (Por isso chama-se
sistema fechado).
• Insuflar o cuff (balonete) com água destilada
(aproximadamente 20 ml).
• Fixar sonda sem tracionar
• Deixar o coletor abaixo do nível da sonda
• Deixar o paciente confortável
• Recolher e desprezar material e mantenha a unidade
organizada
• Lavar as mãos
• Anotar no prontuário o procedimento e o volume e
aspecto urinário
• Assinar e carimbar.
• A passagem da sonda é realizada
exclusivamente pelo enfermeiro, conforme
a Resolução Cofen nº 0450/2013. O
técnico de enfermagem, por sua vez, fica
responsável por acompanhar o paciente
no que diz respeito a eventuais queixas,
além de fazer o monitoramento do sistema
de drenagem.
• PADRÕES ANORMAIS DE ELIMINAÇÃO URINÁRIA

Anúria – diurese inferior a 100ml


Oligúria – diurese inferior a 400ml
Poliúria- diurese superior a 2.500ml
Polaciúria – vontade excessiva de urinar
Nictúria – diurese excessiva a noite
Disúria – dor ao urinar
Incontinência – eliminação involuntária de urina
Sondagem Gástrica - SNG
• É passagem de uma sonda que vai do nariz até o
estômago. Sendo de material rígido, podendo causar
trauma na narina, portanto devendo ser usada por
pouco tempo. Em situações de longo período se faz
necessário o uso da sonda nasoenteral, cujo material é
flexível e menos traumático. Pode ser aberta ou
fechada.
• Sonda Nasogástrica Aberta: Quando o objetivo é drenar
líquidos intra-gástrico, a saber: esverdeado (bile), borra
de café (bile + sangue), sanguinolenta (vivo, escuro),
amarelado. Sonda Levine nº 20 ou 22.
Podemos exemplificar cirurgias onde no pós operatório
se deseja o repouso do sistema digestivo e também em
casos de intoxicação exógena, onde o conteúdo ingerido
precisa ser removido rapidamente.
• Sonda Nasogástrica Fechada: Utilizada com finalidade
de alimentação, quando por alguma razão o paciente
não pode utilizar a boca no processo de digestão. Ex:
câncer de língua, anorexia, repouso pós- cirúrgico.
Sonda Levine nº 16 ou 18.
• MATERIAL
- Sonda Nasogástrica (também chamada de Levine) de
numeração 10, 12, 14, 16, 18 (adulto)
- esparadrapo
- xilocaína gel
- gaze
- par de luvas
- seringa de 20cc
-estetoscópio
- toalha de rosto de uso pessoal
Caso a Sonda Nasogástrica seja aberta adicione:
extensão, saco coletor.
• PROCEDIMENTO
- explicar a procedimento ao paciente;
- colocá-lo em posição de Fowler;
- colocar a toalha sob o pescoço;
- calçar as luvas;
- abrir a sonda;
- medir o comprimento da sonda: da asa do nariz, ao
lóbulo da orelha e para baixo até a ponta do apêndice
xifóide;
- marcar o local com o esparadrapo;
- passar xilocaína gel aproximadamente uns 10 cm;
- introduzir a sonda s por uma das narinas;
- flexionar o pescoço aproximando ao tórax, pedindo ao
paciente para realizar movimentos de deglutição;
• - introduzir a sonda até o ponto do esparadrapo;
- Conectar a seringa à extremidade da SNG. Colocar o
diafragma do estetoscópio sobre o hipocôndrio e injetar 15 a 20
cm³ de ar, enquanto auscultar o abdome do paciente.
Ou
Conectar a seringa à sonda e aspirar verificando se reflui
conteúdo. Se não for obtido o conteúdo gástrico, coloque o
paciente em decúbito lateral esquerdo (DLE) e aspire
normalmente.
- Proporcionar cuidados nasais e bucais.
- Deixar o paciente confortável;
- Desprezar o material;
- Lavar as mãos;
- Anotar tipo, tamanho, data, hora e a via de inserção da
sonda.
- Anotar o material drenado, incluindo o volume, cor
características, consistência e odor de qualquer matéria
eliminada no prontuário.
Obs: Não é mais utilizada a teste de localização com copo de
água segundo orientação do COREN.
• PROCEDIMENTO PARA RETIRADA DA SONDA
- Explicar o procedimento ao cliente.
- Avaliar o funcionamento intestinal auscultando para ver se
há peristaltismo ou flatos.
- Ajudar o cliente a assumir a posição semi-Fowler.
- Lavar as mãos e calce luvas.
- Usar uma seringa com 10 ml de soro fisiológico a 0,9%,
para irrigar a sonda.
- Certificar de que a sonda não está com conteúdo gástrico.
- Soltar a sonda da bochecha do cliente e, em seguida, abra
o alfinete de segurança, liberando a roupa do cliente.
- Fechar a sonda, dobrando-a em sua mão.
- Pedir ao cliente para prender a respiração, para fechar a
epiglote.
- Cobrir e retirar imediatamente a sonda.
- Ajudar o cliente a fazer uma higiene bucal completa.
- Anotar a data e a hora de retirada da sonda no prontuário.
• CUIDADOS IMPORTANTES
A equipe de enfermagem é responsável pela manutenção da
Sonda e precisa atentar-se em:
- Verificar a tolerância da dieta e/ou medicamento a ser
administrados pela sonda;
- Aspirar conteúdo gástrico antes da administração da dieta
e/ou medicamento para verificar presença de resíduos;
- Infusão de certa quantidade de água na sonda após
administração da dieta e/ou medicamento com o intuito de
evitar obstruções;
- Realizar troca em caso de danos na sonda, colocar sempre
a data e a hora ao trocar a sonda, sempre ter o cuidado com
lavagem das mãos.
- Trocar a fixação da sonda diariamente, observando seu
posicionamento e verificando introdução ou tração da sonda
sem acidentes.
SONDA NASOENTERAL
• Tem por objetivos proporcionar maior absorção dos
nutrientes, aspirar conteúdos intestinais para exames e
permitir o tratamento da obstrução intestinal.
• A SNE fica localizada no duodeno e jejuno para
alimentação e descompressão nasoentérica.
OXIGENOTERAPIA
CONCEITO

• Administração de oxigênio acima da concentração do gás


ambiental normal (21%).
• Segundo a “American Association for Respiratory Care”
(AARC), as indicações básicas de oxigenoterapia são:
 PaO2 < 60 mmHg ou Sat O2 < 90 % (em ar ambiente);
 Sat O2 < 88% durante a deambulação, exercício ou sono em
portadores de doenças cardiorrespiratórias;
 IAM;
 Intoxicação por gases (monóxido de carbono);
 Envenenamento por cianeto;
SINTOMAS DA HIPOXEMIA

LEVE A MODERADA GRAVE


Taquipnéia/Dispnéia Taquipnéia/Dispnéia
Palidez Cianose
Taquicardia Taquicardia/bradicardia/arritmias
Agitação Sonolência
Desorientação Confusão mental/tempo de reação
lenta
Cefaléia Hipertensão e hipotensão eventual
Hipertensão leve Perda da coordenação
Vasoconstricção periférica Baqueteamento
Coma
• Existem vários tipos de sistemas para
administração de oxigênio,
classificados de acordo com a
concentração e fluxo do gás;

• Os sistemas podem ser abertos ou


fechados, de baixo ou alto fluxo, e
utilizar cateteres ou máscaras;
SISTEMA DE BAIXO FLUXO DE
CONCENTRAÇÃO DE O2(até 8 l/min)

• Cânula nasal dupla (óculos);

• Cateter Nasofaríngeo;

• Máscaras Faciais para Nebulização;


SISTEMAS DE ALTO FLUXO DE
CONCENTRAÇÃO DE O2

• Máscara de Venturi;

Obs.: A umidificação do oxigênio é necessária sempre que o gás for


administrado por mais de 10 min.
• Para saber a porcentagem de oxigênio que está sendo ofertada,
utiliza-se o seguinte raciocínio:

• A porcentagem de O2 inspirada em ar ambiente é 21%. No


primeiro litro adiciona-se 3%, a partir do segundo, 4%.
1L=24%
2L=28%
3L=32%
4L=36%
FLUXO MÉDIO

DISPOSITIVO PORCENTAGEM L/MIN.

Máscara de 24 a 50% 4 a 12 L/min.


venturi (15L/se umid.)
Cânula Nasal 20 a 28% 1 a 8 L/ min.

Catéter 30 a 50% Até 8L/ min.


Nasofaríngeo
SISTEMA ABO

CUIDADOS DE ENFERMAGEM
EM HEMOTRANSFUSÕES E
REAÇÕES TRANSFUSIONAIS
SISTEMA ABO

• O sistema ABO apresenta herança que é determinada


por uma série de três alelos múltiplos: IA, IB, i

• Indivíduos do tipo A apresentam genótipo IAIA ou iai


• Indivíduos do tipo B apresentam genótipo IBIB ou ibi
• Indivíduos do tipo AB apresentam genótipo IAIB
• Indivíduos do tipo O apresentam genótipo ii
• Antígenos: substâncias estranhas ao organismo,
provocam reações de defesa.

• Aglutinogênio/proteinas= antígenos existentes na


superfície das hemácias.

• Anticorpos: proteínas especiais de defesa, produzidas


nos linfócitos.1900, o imunologista austríaco, Karl
Landsteiner, observou que o soro do sangue de uma
pessoa muitas vezes coagula ao ser misturado com o de
outra.
Incompatibilidade sanguínea
no sistema ABO
• Landsteiner percebeu que as hemácias ou
glóbulos vermelhos do sangue podem ter, ou
não, aderidos em suas membranas, dois tipos
de antígenos, A e B, nos quais podem existir
quatro tipos de hemácias:
• A: apresentam apenas antígeno A;
• B: apresentam apenas antígeno B;
• AB: apresentam antígenos A e B;
• O: não apresentam nenhum dos dois antígenos.
• No plasma podem existir, ou não, dois tipos de
anticorpos: Anti-A e Anti-B.
• O indivíduo de sangue tipo A não produz anticorpos
Anti-A, mas é capaz de produzir anticorpos Anti-B, uma
vez que o antígeno B lhe é estranho;
• O indivíduo de sangue tipo B não produz anticorpos
Anti-B, mas é capaz de produzir anticorpos Anti-A, uma
vez que o antígeno A lhe é estranho;
• O indivíduo AB não produz nenhum dos dois anticorpos
pois os dois antígenos lhe são familiares;
• O indivíduo O é capaz de produzir anticorpos Anti-A e
Anti-B, pois não apresenta em suas hemácias antígenos
A e B.
Possibilidades de transfusão

• Para ocorrer a transfusão de sangue, deve


haver compatibilidade entre as hemácias do
doador e o plasma do receptor, isto é, o
receptor não tem aglutinina contra os
aglutinogênios do sangue que está recebendo.
• Tipo O = doador universal, não possui
aglutinogênio.
• Tipo AB = receptor universal, não possui
aglutininas no plasma.
Sistema Rh

• Quatro décadas após a descoberta do sistema


de grupo sanguíneo ABO, outro fato que
revolucionou a prática da medicina transfusional
foi a identificação, também em humanos, do
fator Rh, observado no sangue de macacos
Rhesus.
• 85% das pessoas possuem o fator Rh nas
hemácias, sendo por isso chamados de Rh+
(Rh positivos).
• Os 15% restantes que não o possuem são
chamados de Rh- (Rh negativos).
• O indivíduo Rh negativo só deve receber
transfusão de sangue Rh negativo.
• Caso receba sangue Rh positivo, haverá
sua sensibilização e a formação de
anticorpos Anti-Rh.
• Eritroblastose fetal: destruição do
sangue do feto Rh+, gestado por mãe Rh-
(a partir da 2ª gestação).
HEMOTRANSFUSÃO

• Transferência de sangue total ou


hemocomponente, por via
endovenosa de um indivíduo a outro.
• HEMOCOMPONENTES: produtos
obtidos através do fracionamento do
sangue total, após sedimentação ou
centrifugação.
• HEMODERIVADOS: são produtos
obtidos através de processos físico-
químicos, produzido industrialmente.
HEMOCOMPONENTES

• Concentrado de Hemácias: são eritrócitos/glóbulos vermelhos que


permanecem na bolsa após a centrifugação.
Conservação: 2 a 6 C°.
Indicação: hemorragias e anemias.
Estocagem: até 42 dias.
• Plasma Fresco Congelado: Obtido pela centrifugação do sangue
total, fracionado e congelado até 8 horas após a coleta.
Conservação: -20 C°. Após descongelada a bolsa deverá ser
consumida em no máximo 6 horas.
Indicação: Reposição de fatores de coagulação, onde não estão
disponíveis ou indicados os fatores liofilizados, doenças hepáticas,
hemorragias. .
Estocagem: 1 ano.
• Concentrado de Plaquetas: Deve ser obtido a partir de uma unidade
de sangue total, através de dupla centrifugação. Deve ser mantido sob
agitação contínua.
Conservação: 20 a 24 C°.
Indicação: Doenças neoplásicas, leucemias, procedimentos cirúrgicos
e disfunção plaquetária.
Estocagem: 5 dias.
• Crioprecipitado: O crioprecipitado (CRIO) é uma fonte concentrada
de algumas proteínas plasmáticas que são insolúveis a temperatura de
1°C a 6°C.
Conservação: -30 a -20 C°.
Indicação: Deficiências de fibrinogênio, doença de Von Willebrand,
deficiência de fatores de coagulação.
Estocagem: 12 a 24 meses respectivo à temperatura.
TIPOS DE HEMOTRANSFUSÃO

• Programada: para determinado dia e


hora.
• Não Urgente: a se realizar dentro de 24
horas.
• Urgente: a se realizar dentro de 3 horas.
• De extrema urgência: quando o retardo
do início da transfusão coloca a vida do
paciente em risco.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM

• Confirmar prescrição médica;


• Verificar realização de tipagem e prova cruzada;
• Conferir TODAS as informações contidas na bolsa, na etiqueta,
nos formulários e prontuário do paciente;
• Não diluir a bolsa nem acrescentar medicamentos;
• Via de acesso venoso exclusivo em veia calibrosa;
• Controle rigoroso do gotejamento;
• Verificar sinais vitais (temperatura, pulso, pressão arterial e
respiração) antes, durante e depois da hemotransfusão, de preferência
a cada 15 minutos, e registar no prontuário;
• Permanecer ao lado do paciente durante os primeiros 15 minutos do
procedimento;
• Se possível, manter outra via com S.F a 0,9%/lento;
• Utilizar SEMPRE equipo exclusivo na troca do hemocomponente;
• Após a infusão descartar com cautela todos os equipamentos
utilizados;
• Não manuseie hemocomponentes sem o uso de luvas;
• Não aquecer produtos ou bolsas de sangue;
• Manter todas as etiquetas e rótulos de identificação até o fim do
procedimento;
• Desaconselha-se o uso de multivias;
• Monitorar o paciente durante todo o procedimento;
• Qualquer intercorrência comunicar ao médico;
• Registrar início, meio e fim do procedimento no prontuário;
HEMOCOMPONENTE TEMPO DISPOSITIVO
MÁXIMO DE MAIS UTILIZADO
INFUSÃO
CONCENTRADO DE 04 horas Scalp 19/gelco 20
HEMÁCIAS
PLASMA FRESCO 02 horas Scalp 21/gelco 22
CONGELADO
PLAQUETAS 01 hora Scalp 21/gelco 22
REAÇÕES TRANSFUSIONAIS
• Toda e qualquer Intercorrência que ocorra consequente da
transfusão sanguínea, durante ou após sua administração.
• Apenas 10% dos receptores apresentam reações transfusionais;
• Toda reação deve ser registrada e notificada;
• Reação alérgica/anafilática;
• Reação febril;
• Reação hipervolêmica;
• Reação hemolítica aguda.

• EM CASO DE DÚVIDA OU DISCREPÂNCIA DE DADOS NÃO


REALIZE O PROCEDIMENTO!
• AO PRIMEIRO SINAL DE REAÇÃO INTERROMPA
IMEDIATAMENTE A TRANSFUSÃO!