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Curso: Engenharia Civil

Disciplina: Estática das Estruturas I


Fundamentos

• CARGA HORÁRIA: 54 h/a


• Prof. Me. Leandro Dias Küster
1
Aula 01 - Fundamentos

Introdução

• As estruturas são sistemas físicos capazes de receber e


transmitir esforços como em pontes, edifícios, torres,
antenas, etc.
• A idealização de uma estrutura conduz a um modelo
de análise, regido por equações matemáticas, cujos
resultados devem expressar comportamento próximo ao
da estrutura.
• Cabe ao Engenheiro a responsabilidade de conceber
esse modelo, sob ações externas estabelecidas a partir
de códigos de projeto e com as aproximações. Após a
determinação do seu comportamento, deve-se fazer uma
análise crítica de sua pertinência.

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Conceitos básicos

De forma simplificada, as estruturas podem ser


classificadas por:
• Barras – Elemento estrutural que tem uma
dimensão preponderante em relação às demais.
Ex.: Vigas, Pilares, Escoras, Tirantes, etc.;
• Contínuas – Elemento estrutural em que não se
caracteriza uma dimensão preponderante. Ex.:
Chapas, placas, cascas, membranas e blocos.
Usando computador, essas últimas estruturas são
analisadas pelo Método dos Elementos Finitos ou
Analogia de Grelhas.

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Conceitos básicos

• As ações utilizadas no dimensionamento das


estruturas podem ser estáticas ou dinâmicas,
sendo alvo do estudo as ações estáticas.
• Essas ações são estabelecidas pelos códigos
normativos de projeto ABNT 6120, ABNT
6123 e ABNT 8681.
• A estrutura está em equilíbrio quando a
resultante-força e a resultante-momento das
ações e das reações de apoio são nulas.

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Conceitos básicos

• Quando essas equações são suficientes para


determinar as reações de apoio e os esforços
seccionais em todas as seções das barras
constituintes da estrutura, diz-se uma estrutura
isostática.
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Conceitos básicos

• Quando os vínculos externos e internos são


insuficientes para manter o equilíbrio estático
da estrutura e/ou de suas partes, diz-se uma
estrutura hipostática, cujo comportamento não
é estudo desta matéria.
• No caso de vínculos superabundantes para o
equilíbrio estático, diz-se ser uma estrutura
hiperestática externa e/ou internamente. Esse
tipo de estrutura será alvo desta matéria.

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Conceitos básicos

• Estrutura Hipostática

• Estrutura Isostática

• Estrutura Hiperestática

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Conceitos básicos

Hipostática Isostática Hiperestática


externamente
S
M N

Hiperestática internamente

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Conceitos básicos

• As estruturas podem ter comportamento


físico linear (quando os materiais constituintes
das barras da estrutura têm diagrama tensão-
deformação linear) ou não linear, e
comportamento geométrico linear(quando as
equações de equilíbrio podem ser escritas na
configuração não deformada da estrutura, ou
seja, de forma simplificada, os deslocamentos
são considerados desprezíveis) ou não linear.
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Conceitos básicos

• Nesta disciplina serão estudadas as estruturas


com comportamento linear (físico e
geométrico), onde pode-se aplicar o princípio
da superposição dos efeitos.

P1 P2 P1 P2
= +

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Conceitos básicos

As estruturas em barras podem ser


classificadas em:
• Viga;
• Treliça (plana ou espacial);
• Pórtico (Plano ou espacial);
• Grelha
• Com cabos, escoras e/ou tirantes.

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Conceitos básicos

• Viga – Possui
P
Barras retas
dispostas
seqüencialmente
em uma linha
horizontal, supostas P
usualmente apenas
com momento M
fletor e esforço
cortante. V

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Conceitos básicos

• Treliça plana – É formada por barras retas


supostas rotuladas em suas extremidades e com
esforços externos concentrados aplicados apenas
nas rótulas (nos nós). Nas barras da treliça existem
apenas esforços normais.
P
P

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Conceitos básicos

• Pórtico plano – tem as


suas barras situadas no P2
mesmo plano, tendo P1 N
esforços de normal,
cortante (no plano) e V
momento fletor (no
plano). M

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Conceitos básicos

• Grelha – tem as
suas barras situadas M T
V
no mesmo
plano(usualmente
horizontal), tendo
esforços de normal,
cortante (no plano) Y
P
e momento fletor
(no plano) e X
momento torçor. Z
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Conceitos básicos

• O arco pode ser considerado como um pórtico


de barra curva, plana ou reversa, tendo a
possibilidade de ter esforço normal, cortante e
momento fletor.
• O tirante e o Cabo são elementos
unidirecionais que só trabalham à tração.
• A escora é um elemento unidirecional que só
trabalha à compressão.

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Conceitos básicos

• Convenções de sinais dos esforços


N+ N-

T+ T-

M+ M-

V+ V-

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Conceitos básicos

• Exemplo 1: Calcule as reações de apoio e os


esforços da viga abaixo:
P

A B
l l/2

RA RB
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Conceitos básicos

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Conceitos básicos
Diagrama de M
0,125Pl²
Pl²
8
-
+ P l 2
0,0703Pl²
()
8 2

Diagrama de V
0,375Pl 0,5Pl

+ +
-
0,375l
0,625Pl
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Conceitos básicos

• Para a análise de estruturas hiperestáticas,


serão estudados dois métodos principais:
Método das forças e Método dos
deslocamentos.
• NÃO É OBJETIVO DA MATÉRIA O ENSINO DE
ESTRUTURAS ISOSTÁTICAS.

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Bibliografia
• GILBERT, A. M.; LEET, K. M.; UANG, C. M. Fundamentos da análise
estrutural. São Paulo: McGraw-Hill, 2009.
• MAZZILLI, C. E. N.; ANDRÉ, J. C.; BUCALEM, M. L.; CIFÚ, S. Lições em
mecânica das estruturas. São Paulo: Oficina de Textos, 2011.
• SORIANO H. L. Análise de estruturas: método das forças e método dos
deslocamentos. 2.ed. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.
• BORESI, A. P. Estática. São Paulo: Thomson, 2003.
• SORIANO H. L. Análise de estruturas: formulação matricial e
implementação computacional. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2005.
• SOUZA, J. C. A. O. Processo de cross. São Carlos: Editora da EESC-USP,
1988.
• SOUZA, J. C. A. O. Processos gerais da hiperestática clássica. São Carlos:
Editora da EESC-USP, 1995.

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