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PJe - Processo Judicial Eletrônico

Consulta Processual

05/12/2017

Número: RTSum-0010328-95.2016.5.18.0003
Classe: AÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMARÍSSIMO
Valor da causa (R$): R$ 24.391,87
Partes
Tipo Nome
AUTOR FRANCISCO MARIA DANTAS - CPF: 624.381.821-72
ADVOGADO GUILHERME MENEZES DE SOUZA MOREIRA
RÉU RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES - CNPJ: 18.571.081/0001-45
ADVOGADO FREDERICO ALVES STEGER DE OLIVEIRA
RÉU TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA - CNPJ: 09.362.580/0001-31
ADVOGADO DIOGO AUGUSTO MENDONCA ROSA

Documentos
Id. Data da Documento Tipo
Assinatura
92b6b5d 23/02/2016 17:16 Petição em PDF Petição em PDF
bb88ed0 23/02/2016 17:16 RECLAMAÇÃO TRABALHISTA Petição Inicial
75936ac 23/02/2016 17:16 ROL DE DOCUMENTOS Documento Diverso
19c20fc 23/02/2016 17:16 DOCUMENTOS PESSOAIS Documento de Identificação
1d2ee17 23/02/2016 17:16 PROCURAÇÃO Procuração
c4c0105 23/02/2016 17:16 DECLARAÇÃO DE HIPOSSUFICIÊNCIA Declaração de Hipossuficiência
FINANCEIRA
5b3aa40 23/02/2016 17:16 CTPS - IDENTIFICAÇÃO - FRANCISCO DANTAS CTPS
397d434 23/02/2016 17:16 CTPS - QUALIFICAÇÃO - FRANCISCO DANTAS CTPS
d05947c 23/02/2016 17:16 CTPS - CONTRATO DE TRABALHO - CTPS
FRANCISCO DANTAS
cc04a43 23/02/2016 17:16 CTPS - AUSÊNCIA DE ANOTAÇÃO - FRANCISCO CTPS
DANTAS
a3a334d 23/02/2016 17:16 Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral Documento Diverso
- TOTAL PRESTADORA DE SERVIÇOS
51693c7 23/02/2016 17:16 Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral Documento Diverso
- ILHA DAS FLORES
1e3e9f3 23/02/2016 17:16 CONTRACHEQUE - NOVEMBRO DE 2014 Documento Diverso
f8b4a5c 23/02/2016 17:16 CONTRACHEQUES - DEZEMBRO DE 2014 Documento Diverso
27e78b5 23/02/2016 17:16 CONTRACHEQUES - ABRIL E MAIO DE 2015 Documento Diverso
fd77b27 23/02/2016 17:16 CONTRACHEQUES - NOVEMBRO DE 2015 Documento Diverso
93471fb 23/02/2016 17:16 EXTRATO DO FGTS Documento Diverso
379e908 23/02/2016 17:16 CÁLCULO - HORA EXTRA - ADICIONAL DE HE E Planilha de Cálculos
NOTURNO
05501ed 23/02/2016 17:16 CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2014- Documento Diverso
2015
14163f7 23/02/2016 17:16 CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2015- Documento Diverso
2017
2c72153 23/02/2016 17:16 REQUERIMENTOS DE SEGURO DESEMPREGO Documento Diverso
f8f0390 23/02/2016 17:16 REQUERIMENTO DE SEGURO DESEMPREGO Documento Diverso
1.298.632212-5
9e5b3a0 23/02/2016 17:16 REQUERIMENTO DE SEGURO DESEMPREGO Documento Diverso
1.516.924035-3
0b20f93 23/02/2016 17:16 REQUERIMENTO DE SEGURO DESEMPREGO Documento Diverso
1.950.113386-1
ddfa66d 01/03/2016 12:52 Notificação Notificação
b4b000e 01/03/2016 12:52 Notificação Notificação
fe1fdea 30/05/2016 12:18 Certidão Certidão
531f726 30/05/2016 12:18 AR Aviso de Recebimento (AR)
828cdb5 30/05/2016 12:18 PUBDOC18707293 Aviso de Recebimento (AR)
819bb19 02/06/2016 09:17 Habilitação em processo Contestação
07614c4 02/06/2016 09:17 procuração Procuração
3361b64 02/06/2016 09:17 contrato social Contrato Social
c0930f4 02/06/2016 09:17 preposição Documento de Identificação
e7689ef 02/06/2016 09:17 contrato de trabalho Contrato de Trabalho
032ee8e 02/06/2016 09:17 Folha de Ponto Cartões de Ponto
aa633b1 03/06/2016 14:23 Ata da Audiência Ata da Audiência
49b8e5c 13/06/2016 19:01 IMPUGNAÇÃO Petição (outras)
0afe6ef 13/06/2016 19:09 IMPUGNAÇÃO À CONTESTAÇÃO Petição em PDF
b77c0ba 28/05/2017 12:33 SUBSTABELECIMENTO Petição (outras)
3dd0968 28/05/2017 12:33 PETIÇÃO DE JUNTADA - SUBSTABELECIMENTO Petição em PDF
fb0dda4 28/05/2017 12:33 SUBSTABELECIMENTO Documento Diverso
8b9c632 19/06/2017 13:34 PETIÇÃO INTERLOCUTORIA Petição (outras)
0984958 19/06/2017 13:34 ATA DE AUDIÊNCIA PROVA EMPRESTADA Documento Diverso
TESTEMUNHA GEIZILENE TAVARES
863f4e4 19/06/2017 13:34 PETIÇÃO PROVA EMPRESTADA Documento Diverso
9dfcea3 19/06/2017 13:34 SENTENÇA RECONHECIMENTO DA RESCISÃO Documento Diverso
INDIRETA DO CONTRATO DE TRABALHO
df2b59b 19/06/2017 14:57 Habilitação em processo Petição (outras)
15db0a3 19/06/2017 14:57 Procuração Procuração
7f69fa5 19/06/2017 17:09 Ata da Audiência Ata da Audiência
efb64a7 13/07/2017 14:58 Sentença Sentença
c808e4a 21/06/2017 17:49 JUNTADA DE PETIÇÃO Petição (outras)
d36275d 21/06/2017 17:49 SUBSTABELECIMENTO TAYNA Petição em PDF
aa5cc1b 13/07/2017 14:58 Sentença Notificação
366d1f7 07/08/2017 12:04 Intimação Notificação
522da2c 03/09/2017 10:19 petição Petição (outras)
82f0099 03/09/2017 10:19 Carta de Revogação Documento Diverso
42eae57 19/09/2017 11:45 PETIÇÃO Petição (outras)
e58777c 19/09/2017 11:45 REQUERIMENTO ALVARÁ E CERTIDÃO Petição em PDF
NARRATIVA
738147e 04/10/2017 12:15 Termo de Recebimento Certidão
33cc6a6 04/10/2017 12:15 Termo de Recebimento Documento Diverso
TERMO DE PETICIONAMENTO EM PDF

AUTUAÇÃO: [FRANCISCO MARIA DANTAS, FERNANDO SOUSA SANTOS] x [RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES,
TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA]

PETICIONANTE: FERNANDO SOUSA SANTOS

Nos termos do artigo 1º do Ato número 423/CSJT/GP/SG, de 12 de novembro de 2013, procedo à juntada, em anexo, de petição
em arquivo eletrônico, tipo “Portable Document Format” (.pdf), de qualidade padrão “PDF-A”, nos termos do artigo 1º, § 2º,
inciso II, da Lei nº 11.419, de 19 de dezembro de 2006, e em conformidade com o parágrafo único do artigo 1º. do Ato acima
mencionado, sendo que eventuais documentos que a instruem também serão anexados.

23 de Fevereiro de 2016

FERNANDO SOUSA SANTOS

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: FERNANDO SOUSA SANTOS


http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16022316352315500000010599425
Número do documento: 16022316352315500000010599425 Num. 92b6b5d - Pág. 1
Dr. Fernando Sousa Santos OAB/GO 37.626
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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DO TRABALHO DA ___ª
VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 18ª
REGIÃO

FRANCISCO MARIA D’ANTAS, brasileiro, casado, segurança, inscrito


no CPF/MF sob o nº. 624.381.821-72, portador do RG nº. 3119231 DGPC/GO, inscrito no
PIS sob o nº. 124.16698.46-1, portador da CTPS nº. 5882452, Série 001-0/GO, residente e
domiciliado à Rua do Lírio, Quadra 23, Lote 08, S/N, Casa 01, Conjunto Residencial Dona
Ires II, CEP 75380-000, Trindade/GO, vem, por meio de seu procurador Fernando Sousa
Santos, devidamente inscrito nos quadros da OAB/GO sob o número 37.626, com escritório
profissional localizado à Avenida T-7, nº. 321, Setor Oeste, Goiânia/GO, onde receberá as
comunicações de estilo, mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência, para propor

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA

Em face do legítimo representante da TOTAL PRESTADORA DE SERVIÇOS E LOCAÇÃO


LTDA., pessoa jurídica de direito privado, devidamente inscrita no CNPJ/MF sob o nº.
09.362.580/0001-31, com sede à Avenida Goiás, nº. 4041, Quadra 25, Lote 02, Setor
Criméia Oeste, CEP 74.563-220, Goiânia/GO, Telefone: (62) 3293-4492/3954-5500, e;
RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/MF
sob o nº. 18.571.081/0001-45, com sede à Avenida Francisco de Melo, Quadra 63, Lote 16 a
18 e 23 a 27, Vila Rosa, CEP 74.345-210, Goiânia/GO, pelos fatos e fundamentos abaixo
aduzidos

Preambularmente, o procurador do Reclamante, sob sua inteira responsabilidade,


declara serem autênticas as cópias que instruem a presente Reclamação Trabalhista, nos
termos do artigo 830 da CLT.
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: FERNANDO SOUSA SANTOS
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Número do documento: 16022316361678300000010599452 Num. bb88ed0 - Pág. 1
Dr. Fernando Sousa Santos OAB/GO 37.626
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1. DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA

A primeira Reclamada (Total Prestadora de Serviços e Locação Ltda.), em razão


de não possuir posto de trabalho para alocar o Reclamante, não está lhe pagando salário.

Portanto, o Reclamante não tem condições financeiras para efetuar os


pagamentos das custas, emolumentos, honorários periciais e todas as demais despesas que
se originarem desta Reclamação, sem sofrer prejuízo do próprio sustento e de seus
familiares (Declaração de Hipossuficiência Financeira anexa).

Neste panorama, REQUER A CONCESSÃO DE ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA


GRATUITA, com arrimo no que prescreve o inciso LXXIV do artigo 5° da Constituição
Federal de 1988 (CF/1988); art. 1° e art. 3° da Lei n°. 7.115/1983 e; artigo 4° da Lei
1.060/50.

2. DA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA SEGUNDA RECLAMADA

O Reclamante foi contratado pela primeira Reclamada (Total Prestadora de


Serviços e Locação Ltda.) em 15/10/2014 (contrato de trabalho anexo).

No entanto, durante todo o lapso temporal que vigeu o contrato de trabalho em


epígrafe, prestou serviços de vigilante noturno/rondas para a segunda Reclamada
(Residencial Ilha das Flores).

Resta claro, portanto, o contrato de terceirização de serviços, já que a segunda


Reclamada contratou a primeira Reclamada para realizar serviços de conservação e
limpeza, dentre os quais o de vigilância e portaria.

Portanto, é clarividente que a segunda Reclamada se beneficiou diretamente dos


serviços prestados pelo Reclamante, por conseguinte, deve responder subsidiariamente no
adimplemento das verbas trabalhistas pleiteadas.

O C. TST consagra este entendimento no enunciado da Súmula nº. 331, que


aduz:
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IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador,


implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto
àquelas obrigações, desde que haja participado da relação processual e
conste também do título executivo judicial.
(...).
VI – a responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as
verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação
laboral.

Insta observar que a responsabilidade do tomador decorre da culpa in eligendo ou


in vigilando, fundamentadas na obrigação que possui a empresa contratante de cercar-se de
cuidados ao realizar a contratação de outra pessoa jurídica para que esta lhe forneça a mão
de obra ou serviços de natureza especializada, tudo isso a fim de evitar contratação com
empresas inidôneas.

Além disso, a contratante tem o dever legal de fiscalizar sua contratada no sentido
de garantir que as normas trabalhistas estejam sendo cumpridas.

Importante trazer a baila que a jurisprudência no âmbito do TRT 18 é pacífica


quanto à atribuição de responsabilidade subsidiária ao tomador dos serviços na ocorrência
de descumprimento, pela empresa contratada, das obrigações trabalhistas para com seus
empregados. Senão vejamos:

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE. Embora seja


lícita a terceirização dos serviços de vigilância, de conservação e
limpeza, isso não exclui a responsabilidade subsidiária da tomadora dos
serviços pelo adimplemento das obrigações trabalhistas, nos termos da
Súmula 331 do TST. (TRT18, RO - 0010430-76.2014.5.18.0007, Rel.
GENTIL PIO DE OLIVEIRA, 4ª TURMA, 05/02/2016). (Sem destaques no
original).

RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. TOMADOR DE SERVIÇOS.


Responde subsidiariamente pelos débitos trabalhistas o tomador de
serviços em caso de inadimplência do contratante - inciso IV da Súmula
nº 331 do Col. TST. A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços
resulta de ser ele o beneficiário direto do trabalho do empregado, em razão
de contrato firmado com o empregador. (TRT18, RO-0011580-
77.2014.5.18.0012, Rel. Juíza SILENE APARECIDA COELHO, 4ª TURMA,
25/09/2015). (TRT18, RO - 0011028-39.2014.5.18.0004, Rel. LUIZ
EDUARDO DA SILVA PARAGUASSU, TRIBUNAL PLENO, 15/12/2015).
(Sem destaques no original).

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TERCEIRIZAÇÃO. OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS INADIMPLIDAS.


RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO TOMADOR DE SERVIÇOS. "O
inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador,
implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto
àquelas obrigações, desde que haja participado da relação processual e
conste também do título executivo judicial." (TST, súmula 331, item IV).
(TRT18, RO - 0011430-48.2013.5.18.0007, Rel. ISRAEL BRASIL ADOURIAN,
3ª TURMA, 19/09/2015). (Sem destaques no original).

TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. O


inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador,
implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto
àquelas obrigações, desde que haja participado da relação processual e
conste também do título executivo judicial. (Súmula 331, inciso IV, do
TST) (TRT18, RO - 0011578-44.2013.5.18.0012, Rel. SILENE APARECIDA
COELHO RIBEIRO, 4ª TURMA, 13/08/2015). (Sem destaques no original).

Neste panorama, requer o reconhecimento da responsabilidade subsidiária


do Residencial Ilha das Flores, no que tange ao pagamento das verbas a seguir
pleiteadas, tendo em vista que figurou como beneficiário direto dos serviços prestados pelo
Reclamante, em perfeita consonância com o inciso IV e VI da S. 331 do C. TST.

3. DO CONTRATO DE TRABALHO E DA JORNADA DE TRABALHO

O obreiro foi admitido pela primeira Reclamada em 15 de outubro de 2014


para exercer a função de vigilante noturno/rondas na sede da segunda Reclamada, com
a devida anotação do contrato de trabalho em sua CTPS (Cópias anexas).

O salário ajustado foi de R$ 891,25 (oitocentos e noventa e um reais e vinte e


cinco centavos), sendo que referido valor representava o piso da categoria (Convenção
Coletiva de Trabalho de 2014 em anexo).

Em 01 de março de 2015, em virtude de nova Convenção Coletiva de Trabalho da


categoria (CCT de 2015 em anexo) o salário base do Reclamante passou para o importe
de R$ 970,04 (novecentos e setenta reais e quatro centavos).

A jornada de trabalho do Reclamante é de 12X36 (doze por trinta e seis), com


horário de entrada às 19h e saída às 07h do dia seguinte.

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Insta observar que, durante a jornada de trabalho destacada acima, o


Reclamante não goza de intervalo intrajornada para descanso e alimentação, bem
como a hora noturna era computada como de 60min (sessenta minutos), o que fere de morte
a Legislação Trabalhista.

4. DA RESCISÃO INDIRETA DO CONTRATO DE TRABALHO

A resolução contratual por ato culposo do empregador é denominada de Rescisão


Indireta do Contrato de Trabalho e está prevista no art. 483 da CLT, que apregoa, in verbis:

Art. 483 - O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a


devida indenização quando:
(...)
d) não cumprir o empregador as obrigações do contrato;
(...)
§ 3º - Nas hipóteses das letras "d" e "g", poderá o empregado pleitear a
rescisão de seu contrato de trabalho e o pagamento das respectivas
indenizações, permanecendo ou não no serviço até final decisão do
processo. (Sem destaques no original).

Conforme se abstrairão dos fatos e fundamentos a seguir destacados, a primeira


Reclamada vem reiteradamente incidindo em faltas graves (art. 483 da CLT) no que tange a
relação empregatícia em epígrafe, o que redundará na Rescisão Indireta do Contrato de
Trabalho e no pagamento das verbas rescisórias e indenizatórias daí decorrentes.

4.1 DO DESCUMPRIMENTO PELO EMPREGADOR DAS OBRIGAÇÕES ADVINDAS DO


CONTRATO DE TRABALHO. DA AUSÊNCIA DE POSTO DE TRABALHO.

Conforme assentado acima, o Reclamante foi contratado pela primeira


Reclamada (Total Prestadora de Serviços e Locação Ltda.) em 15/10/2014 para exercer a
função de vigilante noturno (rondas) na sede da segunda Reclamada (Residencial Ilha das
Flores).

Ocorre que em 05/02/2016 a segunda Reclamada rescindiu o contrato de


prestação de serviços que firmara com a primeira Reclamada, razão pela qual o Reclamante
ficou sem posto de trabalho.
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No dia 06/02/2016 o Reclamante foi até a sede da primeira Reclamada para saber
para qual unidade de trabalho seria realocado, no entanto, para sua surpresa e espanto foi
informada que a empresa não dispunha de nenhum outro posto de trabalho.

Ademais, a empresa Total Prestadora de Serviços e Locação Ltda. (primeira


Reclamada), por meio de seu preposto, notificou o obreiro que: a partir daquele momento
não mais pagaria salário; que a empresa não rescindiria o contrato de trabalho; que se o
Reclamante quisesse receber verbas rescisórias teria que se valer de Reclamação
Trabalhista.

Portanto, resta claro que a primeira Reclamada não cumpriu com seus
deveres advindos do pacto laboral, haja vista que não disponibilizou posto de
trabalho para o Reclamante exercer suas funções, bem como não pagou salário ao
funcionário que está a sua disposição.

Diante do panorama fático/jurídico exposto acima, requer a rescisão indireta do


contrato de trabalho, tendo em vista que a primeira Reclamada está descumprindo
com os deveres advindos do pacto laboral (alínea “d” do art. 483 da CLT).

4.2 DO DESCUMPRIMENTO PELO EMPREGADOR DAS OBRIGAÇÕES ADVINDAS DO


CONTRATO DE TRABALHO. DA AUSÊNCIA DE CONCESSÃO DO INTERVALO
INTRAJORNADA.

O art. 71 da CLT estabelece regras de observância obrigatória sobre a concessão


do intervalo intrajornada. Observe:

Art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis)


horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou
alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo
escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas)
horas.
(...).
§ 4º - Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste
artigo, não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a
remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo
50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal
de trabalho. (Sem destaques no original).

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Neste panorama, tem-se que a concessão parcial ou a não concessão do


intervalo intrajornada mínimo acarreta o pagamento total do período correspondente, e não
apenas daquele suprimido, devendo haver o acréscimo de, no mínimo, 50% (cinquenta por
cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (§4º do art. 71 da CLT).

Neste trilhar, o TRT 18 editou a Súmula nº. 2, que preconiza que,

SÚMULA Nº 2
INTERVALO INTRAJORNADA. SUPRESSÃO PARCIAL. PAGAMENTO.
Em conformidade com a súmula 437 do TST, a supressão, ainda que parcial,
do intervalo mínimo intrajornada legal, não obstante sua natureza salarial,
implica seu pagamento integral e não apenas dos minutos suprimidos, com o
acréscimo constitucional ou convencional sobre o valor da remuneração da
hora normal de trabalho, ainda que tal supressão não importe excesso de
jornada. (RA nº 28-A/2010 – Alterada pela RA nº 52/2013, DJE – 15.04.2013,
16.04.2013 e 17.04.2013).

Ademais, este entendimento se encontra cristalizado na jurisprudência do


Tribunal Superior do Trabalho (TST), conforme se constata por meio da simples leitura da
ementa abaixo destacada. Observe:

RECURSO DE REVISTA. INTERESSE RECURSAL CARACTERIZADO.


PEDIDO SUCESSIVO. HORAS
EXTRAORDINÁRIAS. INTERVALO INTRAJORNADA SUPRIMIDO.
PAGAMENTO DO PERÍODO INTEGRAL ACRESCIDO DE ADICIONAL.
CONCESSÃO PARCIAL. PAGAMENTO INTEGRAL DO PERÍODO. SÚMULA
437 DO TST. O intervalo mínimo estabelecido em lei para refeição e
descanso é direito indisponível do trabalhador, concernente à sua higidez
física, sobre o qual não podem dispor as partes em absoluto. Se concedido
parcialmente ou suprimido o intervalo, deve ser pago o período total
correspondente, acrescido do adicional de horas extraordinárias. Exegese da
nova Súmula 437 do TST. Recurso de revista conhecido e provido (TST -
RECURSO DE REVISTA RR 2231008120095020461 223100-
81.2009.5.02.0461).

Por oportuno, insta constar que o item I da Súmula 437 do TST é clarividente ao
determinar o pagamento total do período de descanso intrajornada suprimido, ainda que
parcialmente concedido. Senão vejamos:

Súmula nº. 437 do TST


INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO.
APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT (conversão das Orientações
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Jurisprudenciais nº. 307, 342, 354, 380 e 381 da SBDI-1) - Res. 185/2012,
DEJT divulgado em 25, 26 e 27.09.2012
I - Após a edição da Lei nº. 8.923/94, a não-concessão ou a concessão
parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a
empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período
correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no
mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art.
71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito
de remuneração.
II - É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho
contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este
constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por
norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso à
negociação coletiva.
III - Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com
redação introduzida pela Lei nº 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não
concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para
repouso e alimentação, repercutindo, assim, no cálculo de outras parcelas
salariais.
IV - Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é devido
o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o
empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não
usufruído como extra, acrescido do respectivo adicional, na forma prevista no
art. 71, caput e § 4º da CLT.

No que tange a aplicabilidade do intervalo intrajornada ao regime de trabalho do


Reclamante, isto é, 12x36 (doze por trinta e seis), é oportuno destacar o enunciado da
Súmula nº. 9 do TRT 18, que estabelece:

SÚMULA Nº 9
JORNADA DE 12 X 36. HORÁRIO NOTURNO. INTERVALO
INTRAJORNADA. HORAS EXTRAS.
No regime de 12 horas de trabalho seguidas por 36 horas de descanso, são
assegurados a redução da hora noturna, O GOZO DO INTERVALO
INTRAJORNADA e o pagamento em dobro dos feriados laborados. (RA
nº 49/2010 – Alterada pela RA nº 52/2013, DJE – 15.04.2013, 16.04.2013 e
17.04.2013). (Sem destaques no original).

Neste trilhar, tem-se que a Reclamada não está cumprindo com os deveres
advindos do contrato de trabalho, ferindo de morte regramento volvido a assegurar à saúde
do trabalhador, motivo pelo qual se mostra plenamente cabível a rescisão indireta do
contrato de trabalho, conforme se infere do julgado abaixo destacado. Senão vejamos:

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RESCISÃO INDIRETA DO CONTRATO DE TRABALHO. FRUIÇÃO PARCIAL


DO INTERVALO INTRAJORNADA. A ausência de concessão da pausa
intervalar durante a jornada de trabalho constitui causa motivadora à ruptura
contratual pela via indireta, porquanto o intervalo intrajornada está garantido
por norma de ordem pública, cujo objetivo é a preservação da saúde e
higiene do trabalhador. (TRT18, RO - 0001344-29.2012.5.18.0241, Rel.
DANIEL VIANA JÚNIOR, 2ª TURMA, 24-4-2013). (TRT18, RO - 0010337-
80.2014.5.18.0018, Rel. CELSO MOREDO GARCIA, 2ª TURMA, 09/10/2015).

Diante deste panorama, requer o reconhecimento da rescisão indireta do


contrato de trabalho em virtude da reclamada não conceder o intervalo intrajornada ao
reclamante, com espeque no que dispõe a alínea “d” do art. 483 da CLT.

4.3 DO DESCUMPRIMENTO PELO EMPREGADOR DAS OBRIGAÇÕES ADVINDAS DO


CONTRATO DE TRABALHO. DO PAGAMENTO INCORRETO DO ADICIONAL
NOTURNO. DA AUSÊNCIA DE REDUÇÃO DA HORA NOTURNA.

O art. 73 da CLT enuncia expressamente que,

Art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho


noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua
remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos,
sobre a hora diurna.
§ 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e
30 segundos.
§ 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho
executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte.
(...).
§ 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste
capítulo.
(Sem destaques no original).

Referido dispositivo enuncia regramento de observância obrigatório para o


trabalho exercido no período noturno.

Inobstante o caput do art. 73 prescrever o pagamento de adicional noturno no


patamar de 20% (vinte por cento) sobre o salário do trabalhador que labora das 22h às 05h,
a empresa Reclamada não está cumprindo com esta determinação.

Isto porque, paga o adicional noturno no patamar de apenas 10,87% (dez


vírgula oitenta e sete por cento) (contracheques anexos).
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Urge salientar que o legislador estabeleceu critério objetivo para definir o que vem
a ser trabalho noturno, pois que considera trabalho noturno o exercido das 22h às 05h
do dia seguinte (§3º do art. 73 da CLT).

Por outro giro, é imperioso destacar que, por ficção jurídica, a hora de trabalho
noturna é inferior a hora de trabalho diurna, contando com apenas 52min30seg (§1º do
art. 73 da CLT).

Insta observar que a jornada de trabalho de 12x36 (doze por trinta e seis) não
obstaculiza a redução da hora noturna. Referido entendimento está sedimentado no bojo da
Súmula nº. 9 do TRT 18. Observe:

SÚMULA Nº 9
JORNADA DE 12 X 36. HORÁRIO NOTURNO. INTERVALO
INTRAJORNADA. HORAS EXTRAS.
No regime de 12 horas de trabalho seguidas por 36 horas de descanso, SÃO
ASSEGURADOS A REDUÇÃO DA HORA NOTURNA, o gozo do intervalo
intrajornada e o pagamento em dobro dos feriados laborados. (RA nº
49/2010 – Alterada pela RA nº 52/2013, DJE – 15.04.2013, 16.04.2013 e
17.04.2013). (Sem destaques no original).

Ora, é clarividente que a jornada de trabalho do Reclamante (das 19h às 07h)


caracteriza incontestável prorrogação do labor após o cumprimento integral do período
noturno (das 22h às 05h), razão pela qual deverá incidir a hora noturna reduzida
(52min30seg) sobre o período das 05h às 07h e o respectivo adicional noturno.

Isto porque, havendo prorrogação da jornada noturna integralmente cumprida, o


adicional noturno incide também sobre as horas prorrogadas (§5º do artigo 73 da CLT). Este
entendimento está cristalizado no bojo da Súmula nº. 60 do TST. Observe:

Súmula nº 60 do TST
ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO
EM HORÁRIO DIURNO (incorporada a Orientação Jurisprudencial nº 6 da
SBDI-1) - Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005.
I - O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do
empregado para todos os efeitos. (ex-Súmula nº 60 - RA 105/1974, DJ
24.10.1974).
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II - Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta,


devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art.
73, § 5º, da CLT. (ex-OJ nº 6 da SBDI-1 - inserida em 25.11.1996).

Idêntico entendimento é externado na Orientação Jurisprudencial nº. 388 da SDI-


1. Senão vejamos:

388. JORNADA 12X36. JORNADA MISTA QUE COMPREENDA A


TOTALIDADE DO PERÍODO NOTURNO. ADICIONAL NOTURNO.
DEVIDO. (DEJT divulgado em 09, 10 e 11.06.2010).
O empregado submetido à jornada de 12 horas de trabalho por 36 de
descanso, que compreenda a totalidade do período noturno, tem direito ao
adicional noturno, relativo às horas trabalhadas após as 5 horas da manhã.

A jurisprudência do TRT 18 é pacífica neste sentido, pois assevera que,

JORNADA DE 12 X 36. HORÁRIO NOTURNO. INTERVALO


INTRAJORNADA. HORAS EXTRAS. No regime de 12 horas de trabalho
seguidas por 36 horas de descanso, são assegurados a redução da hora
noturna, o gozo do intervalo intrajornada e o pagamento em dobro dos
feriados laborados. (Súmula nº 9/TRT 18ª Região). (TRT18, AIRO - 0010733-
52.2014.5.18.0052, Rel. ROSA NAIR DA SILVA NOGUEIRA REIS, 3ª
TURMA, 27/11/2015).

Ora, o Reclamante está submetido à jornada de trabalho das 19h às 07h, sem
intervalo intrajornada.

Assim, das 19h até às 22h o obreiro trabalha 03h e, das 22h até as 07h, labora
10h28min, o que totaliza 13h28min por dia de trabalho, o que desnatura por completo a
jornada 12x36 (doze por trinta e seis).

Assim, constata-se o reiterado descumprimento das obrigações advindas do


contrato de trabalho por parte do empregador, o que dá ensejo ao reconhecimento da
rescisão indireta do contrato de trabalho, pois encerra expressamente a jurisprudência do
TRT 18 que,

RESCISÃO INDIRETA. FALTAS PATRONAIS REITERADAS.


CONFIGURAÇÃO. A reiteração de descumprimentos contratuais enseja a
dissolução do contrato por culpa do empregador, nos termos do artigo 483,
"d", da CLT, notadamente quando as mesmas irregularidades já foram
reconhecidas
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SOUSA sem número de vezes em sede judicial, o que subtrai a
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natureza controvertida do direito e potencializa a gravidade do desacerto,


porquanto supera os limites de lesão meramente individual. (TRT18, RO -
0010436-83.2014.5.18.0104, Rel. PAULO SERGIO PIMENTA, 2ª TURMA,
24/09/2015).

RESCISÃO INDIRETA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÕES


TRABALHISTAS DE TRATO SUCESSIVO. O descumprimento das
obrigações trabalhistas de forma reiterada é fato suficientemente grave a
ensejar a rescisão indireta do contrato de emprego, com fulcro na alínea "d"
do art. 483 da CLT. (TRT18, RO - 0010378-89.2014.5.18.0101, Rel. DANIEL
VIANA JUNIOR, 2ª TURMA, 30/11/2015).

Diante do panorama fático e jurídico exposto acima, requer a rescisão indireta


do contrato de trabalho ante a postura da Reclamada em não pagar corretamente o
adicional noturno e de não reduzir a hora noturna, com arrimo no que dispõe a alínea “d”
do art. 483 da CLT.

4.4 DO DESCUMPRIMENTO PELO EMPREGADOR DAS OBRIGAÇÕES ADVINDAS DO


CONTRATO DE TRABALHO. DA AUSÊNCIA DE DEPÓSITO REGULAR DO FGTS.

Prescreve a alínea “d”, do artigo 483 da CLT que o empregado poderá considerar
rescindido o contrato e pleitear a indenização correspondente quando “não cumprir o
empregador as obrigações do contrato”.

Conforme se depreende do extrato analítico do FGTS da conta vinculada do


reclamante (emitido pela CEF), a reclamada não está depositando corretamente os
valores referentes ao FGTS.

Isto porque, inobstante a relação empregatícia ter se iniciado em 15/10/2014, o


primeiro depósito a título de FGTS somente ocorreu em 08/10/2015.

Importante frisar que a Reclamada sempre promoveu com atraso aos depósitos
do FGTS do Reclamante, sendo que ainda não promoveu com os depósitos referentes
aos meses de maio, junho, julho e agosto de 2015, o que está em rota de colisão com a
Legislação que estabelece a obrigação do empregador de depositar o FGTS.

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Neste sentido, convém destacar que o art. 15 da Lei n.º 8.036/90 (que
regulamenta o FGTS), estabelece o dever do empregador de efetuar na conta vinculada do
obreiro o depósito de 8% (oito por cento) da remuneração paga no mês anterior. Observe:

Art. 15. Para os fins previstos nesta Lei, todos os empregadores ficam
obrigados a depositar, até o dia sete de cada mês, em conta bancária
vinculada, a importância correspondente a 8% da remuneração paga ou
devida, no mês anterior, a cada trabalhador, incluídas na remuneração as
parcelas de que tratam os arts. 457 e 458 da CLT e a gratificação de Natal a
que se refere a Lei n. 4.090, de 13 de julho de 1962, com as modificações da
Lei n. 4.749, de 12 de agosto de 1965.

Insta verificar que o valor a ser depositado não é referente simplesmente ao


salário do obreiro, mas, ao contrário, a sua remuneração, conforme dispõem os Enunciados
63 e 305 do TST. Observe:

TST Enunciado nº 63 - RA 105/1974, DJ 24.10.1974 - Mantida - Res.


121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003.
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – Incidência.
A contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço incide sobre a
remuneração mensal devida ao empregado, inclusive horas extras e
adicionais eventuais.

TST Enunciado nº 305 - Res. 3/1992, DJ 05.11.1992 - Mantida - Res.


121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003.
Aviso Prévio - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
O pagamento relativo ao período de aviso prévio, trabalhado ou não, está
sujeito à contribuição para o FGTS.

Nesta esteira, requer com base no art. 25 da Lei nº. 8.036/90, que sejam
efetuados os depósitos em atraso e complementados os depósitos já efetuados, devendo
ser considerada a remuneração do reclamante (hora extra e adicional noturno, habituais).

Diante do panorama jurídico apresentado acima, o que se observa é um completo


desrespeito à Constituição Federal de 1988 e à Legislação Trabalhista, pois a Reclamada
deixou de efetuar regularmente o depósito de 8% (oito por cento) do FGTS sobre a
remuneração do Reclamante, violando direito assegurado aos trabalhadores.

Tal fato, sem dúvida alguma, gerou e tem gerado desconforto ao Reclamante que,
como todo e qualquer trabalhador, contava com sua “reserva” do FGTS para se resguardar
de eventuais infortúnios.
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Assim sendo, está o Reclamante, atualmente, desamparado, não restando


alternativa senão a propositura desta Reclamação Trabalhista, visando alcançar o
DEPÓSITO INTEGRAL DAS PARCELAS DO FGTS COM AS RESPECTIVAS MULTAS,
bem como a RESCISÃO INDIRETA DO CONTRATO DE TRABALHO E DIREITOS DELA
DECORRENTES, frente ao patente desrespeito das obrigações relegadas ao empregador.

Insta verificar, o não cumprimento tempestivo e espontâneo da obrigação


estipulada na Constituição Federal; no Decreto-Lei 5452/42 e na Lei 8.036/90 enseja a
rescisão indireta do Contrato de Trabalho por culpa exclusiva do empregador.

Em relação ao tema, o art. 483, alínea d, da CLT dispõe que descumprimento das
obrigações do contrato de trabalho é motivo suficiente para rescisão indireta.

Neste mesmo sentido, a jurisprudência pátria tem entendimento pacificado no


sentido de que a ausência ou depósito irregular do FGTS constitui falta
suficientemente grave para ensejar a ruptura do contrato de trabalho mediante o
instituto da Rescisão Indireta (art. 483 da CLT). Senão vejamos:

RESCISÃO INDIRETA. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE FGTS. FALTA


GRAVE RECONHECIDA. A ausência de recolhimento do FGTS caracteriza
descumprimento de obrigação contratual, autorizando a rescisão indireta do
contrato de trabalho, por justa causa do empregador, nos termos do art. 483,
"d", da CLT. Recurso conhecido e desprovido. (TRT18, ROPS - 0010265-
86.2015.5.18.0009, Rel. GERALDO RODRIGUES DO NASCIMENTO, 1ª
TURMA, 23/06/2015).

RECURSO DE REVISTA. RESCISÃO INDIRETA. AUSÊNCIA DE


RECOLHIMENTO DO FGTS. O descumprimento de obrigações contratuais
pelo empregador tais como o recolhimento dos depósitos de FGTS, configura
falta grave. Tal situação, nos termos do artigo 483, alínea -d-, da CLT,
autoriza o rompimento indireto do vínculo empregatício e a consequente
condenação da empregadora ao pagamento das verbas rescisórias.
Precedentes da Corte. Recurso de revista conhecido e provido para
restabelecer a sentença no que se refere ao reconhecimento da rescisão
indireta, mantendo a condenação da reclamada ao pagamento das verbas
constantes do dispositivo. (Processo: RR-154040-54.2007.5.03.0011; Relator
Ministro José Roberto Freire Pimenta, 2ª Turma, Data de Julgamento:
13/03/13, Data de Publicação: DEJT 26/03/13). (TRT18, RO - 0010668-
20.2013.5.18.0011, Rel. IARA TEIXEIRA RIOS, 4ª TURMA, 29/05/2015).

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Ante o exposto, requer a rescisão indireta do contrato de trabalho tendo em


vista que a Reclamada não tem depositado o valor integral do FGTS do Reclamante,
desconsiderando a repercussão do adicional noturno e horas extras habitualmente
laboradas, bem como ante os atrasos reiterados e injustificados para promover
aludidos depósitos.

5. DOS DIREITOS SONEGADOS


5.1 DA COMPLEMENTAÇÃO SALARIAL

Conforme ventilado acima, o Reclamante deveria estar submetido a jornada


especial de trabalho de 12x36 (doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso).

No entanto, como a Reclamada não observou a hora noturna reduzida, o obreiro


estava submetido a jornada laboral de 13h28min de trabalho, ultrapassando, assim, 1h28min
do período contratado.

Neste prisma, requer a condenação da Reclamada ao pagamento de 1h28min


por dia de trabalho, já que referido período extrapola a jornada de trabalho a que deveria
estar submetido.

5.2 DO ADICIONAL NOTURNO

O Reclamante está submetido à jornada de trabalho de 12x36 (doze por trinta e


seis), com horário de entrada às 19h e horário de saída às 07h do dia seguinte.

Inobstante o Reclamante laborar de forma integral no período noturno, a


Reclamada paga a título de adicional noturno somente 10,87% (dez vírgula oitenta e
sete por cento) sobre o salário base do Reclamante (contracheques anexos).

Em tempo, há que se observar que o obreiro labora 13,28h por dia, sendo que
10,28h são no período noturno, tendo em vista a hora noturna reduzida e a prorrogação
do período noturno até às 07h da manhã (Súmula nº. 60 do TST e enunciado da OJ nº.
388 da SDI-1 do TST).

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Deste modo, requer que a reclamada seja condenada ao pagamento do


adicional noturno no percentual de 20% (vinte por cento) sobre o piso salarial da
categoria, durante todo o pacto laboral, com arrimo no que prescreve o art. 73 da CLT c/c
Súmula 60 do TST e Súmula nº. 9 do TRT 18.

Admite-se a compensação dos valores parcial e comprovadamente pagos!

5.3 DO INTERVALO INTRAJORNADA SUPRIMIDO

O contrato de trabalho do Reclamante vigorou de 15/10/2014 até da data da


propositura desta Reclamação Trabalhista, que visa o reconhecimento da rescisão indireta
do contrato de trabalho, perfazendo o total de 479 (quatrocentos e setenta e nove) dias
corridos.

Ocorre que durante todo o pacto laboral nunca foi concedido ao Reclamante
o intervalo intrajornada de 1h a que faz jus (art. 71 da CLT).

Considerando que o obreiro labora na jornada especial de 12x36, os dias


efetivamente trabalhados foram de 239 (duzentos e trinta e nove).

Desta forma, nos 239 dias trabalhados foi suprimido ilegalmente do Reclamante
1h de intervalo intrajornada, razão pela qual requer o pagamento do período
correspondente.

Conforme se constata mediante a simples análise dos contracheques anexos, o


pagamento das horas intervalares suprimidas foi feito em desacordo com o que prescreve a
Legislação Trabalhista, tendo em vista que:

 Deve ser considerado para o cálculo do valor das horas extras o divisor 180h
(cento e oitenta), já que o Reclamante labora no regime especial de 12x36;

 Sobre o valor da hora trabalhada deve incidir o adicional de 50% (cinquenta por
cento), conforme enuncia o §4º do art. 71 da CLT;

 Sobre o valor da hora extra (hora de descanso intrajornada suprimido) deve


incidir o adicional noturno de 20%, já que referido adicional é pago com
habitualidade, integrando, assim, o salário do empregado, conforme dicção da
Súmula nº. 60 do TST c/c Súmula 16 do TRT18.
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Assim, requer, seja a reclamada condenada a remunerar o período


correspondente a 01h por dia de trabalho em virtude da não concessão do descanso
intrajornada, considerando o divisor 180 para apuração do valor da hora trabalhada,
com incidência do adicional de hora extra de 50% e do adicional noturno de 20%.

Requer ainda que os descansos intrajornadas indenizados como horas


extras repercutam no pagamento das demais verbas salarias, tendo em vista sua
habitualidade, conforme determina a Súmula nº. 437 do TST c/c Súmula nº. 60 do TST.

Admite-se a compensação dos valores parciais comprovadamente pagos!

5.4 DA AUSÊNCIA DE PAGAMENTO DOBRADO NOS FERIADOS LABORADOS

Os feriados são legalmente estabelecidos como dias de descanso adicionais, dos


quais todos os trabalhadores têm direito, não havendo lógica ou amparo legal em alijar este
benefício da categoria profissional a que pertence o obreiro.

Durante a vigência do contrato, o Reclamante trabalhou nos feriados constantes


abaixo, a serem apurados mediante a apresentação das folhas de ponto, não tendo recebido
qualquer valor pecuniário por esse labor. Observe:

 Feriados a partir de 15/10/2014: Padroeira do Brasil; Aniversário de Goiânia;


Finados; Proclamação da República; Natal.

 Feriados no ano de 2015: Confraternização Universal; Carnaval; Paixão;


Tiradentes; Dia do Trabalho; Padroeira de Goiânia; Corpus Christi; Independência
do Brasil; Padroeira do Brasil; Aniversário de Goiânia; Finados; Proclamação da
República e Natal.
 Feriados no ano de 2016: Confraternização Universal; Carnaval.

Assim, coincidindo a escala de trabalho em algum feriado, cabe ao empregador


conceder uma folga correspondente ou realizar o pagamento em dobro.

Neste prisma, requer o pagamento em dobro dos dias laborados nos


feriados, bem como o pagamento dos reflexos, a serem apurados mediante a
apresentação das folhas de ponto, nos termos da Lei 605/49 c/c o disposto na Súmula
146 do TST e Súmula 444 do TST.
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5.5 DA DIFERENÇA DOS DEPÓSITOS A TÍTULO DE FGTS

Conforme destacado acima e fartamente comprovado documentalmente por meio


dos contracheques anexos, a Reclamada não pagou corretamente o intervalo
intrajornada suprimido ao longo de toda relação empregatícia; não pagou o adicional
noturno no patamar determinado legalmente e; não pagou o Reclamante em dobro
(adicional de 100%) os dias de feriados efetivamente laborados.

É inconteste que o valor das horas extras e o adicional noturno, quando pagos
habitualmente, integram o salário do empregado para todos os efeitos legais, inclusive no
que atine ao cálculo do depósito do FGTS.

Neste panorama, requer que a Reclamada seja condenada ao pagamento da


diferença apurada nos depósitos do FGTS, considerando o valor devido a título de
horas extras, adicional noturno e dobras em feriados, com espeque no que preceitua as
Súmulas 60, 63, 305 e 437 do TST.

6. DAS VERBAS RESCISÓRIAS

Conforme consignado acima, o Reclamante requer o reconhecimento da rescisão


indireta do contrato de trabalho em decorrência do descumprimento reiterado das
obrigações do empregador (alínea “d” do art. 483 da CLT).

Por via de consequência, requer a condenação da Reclamada as seguintes


verbas rescisórias: 13º salário integral proporcional (ano de 2016); férias vencidas, com
adicional de 1/3; férias proporcionais, com incidência de 1/3; aviso prévio indenizado, com
projeção ao tempo de serviço; pagamento dos valores referentes ao FGTS no patamar de
8% sobre os valores da remuneração do obreiro; multa compensatória no patamar de 40%
sobre o FGTS que deveria ter sido depositado.

Por oportuno, urge salientar que as verbas rescisórias devem ser calculadas
tendo por base o valor da última remuneração do Reclamante, com incidência das horas
extras e do adicional noturno habitualmente recebido, devendo ser pagas em primeira
audiência, sob pena de cominação da multa prevista no artigo 467 da CLT.
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6.1 DO 13º SALÁRIO PROPORCIONAL

O inciso VIII do art. 7º da CF/1988 assegura aos trabalhadores urbanos e rurais o


pagamento do 13º salário.

É importante destacar que referido direito é regulamentado pela Lei Federal nº.
4.090/62, que foi recepcionada pela CF/1988.

Desta forma, resta evidente o direito do Reclamante a percepção da gratificação


natalina proporcionalmente aos meses trabalhados no ano de 2016, razão pela qual requer
a condenação da reclamada ao pagamento do 13º salário no patamar de 03/12 (três
doze avos), considerando a progressão do aviso prévio ao tempo de serviço (§1º do art. 487
da CLT).

6.2 DAS FÉRIAS VENCIDAS

A concessão de férias é ato exclusivo do empregador, que pode ser concedido


nos doze meses que seguem a sua aquisição (art. 134 da CLT).

No entanto, em virtude da rescisão indireta do contrato de trabalho, o


Reclamante requer a condenação da Reclamada ao pagamento das férias vencidas
(adquiridas em 15/10/2015) com o adicional de 1/3, conforme preceitua o art. 146 da CLT.

6.3 DAS FÉRIAS PROPORCIONAIS

Conforme consignado no tópico acima, o Reclamante adquiriu direito a férias


integrais em 15/10/2015 (momento que completou um ano de contrato de trabalho).

Desta forma, a partir de 15/10/2015 até a propositura da Reclamação Trabalhista


em epígrafe, o obreiro tem direito a percepção de férias proporcionais, considerando a
progressão do aviso prévio indenizado ao tempo de serviço (§1º do art. 487 da CLT).

Assim, requer a condenação da reclamada ao pagamento de férias


proporcionais, correspondente a 05/12 (cinco doze avos), compreendendo o período de
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15/10/2015 até a propositura desta ação, com incidência do adicional de 1/3, conforme
determina o inciso XVII do art. 7º da CF/1988 c/c Parágrafo Único do art. 146 da CLT.

6.4 DO AVISO PRÉVIO INDENIZADO E DA INTEGRAÇÃO DO PERÍODO PARA FINS DE


ANOTAÇÃO NA CTPS.

O Reclamante foi contratado para trabalhar por prazo indeterminado, restando


intuitivo, portanto, que não tinha ciência se e/ou quando o pacto laboral seria rescindido.

Tendo em vista as inúmeras condutas faltosas perpetradas pela Reclamada


durante o transcurso do pacto laboral, o Reclamante não viu alternativa para resguardar
seus direitos senão a propositura desta Reclamação Trabalhista, na qual pugna a rescisão
indireta do contrato de trabalho, com arrimo no que dispõe a alínea “d” do art. 483 da CLT.

Assim, o Reclamante faz jus à percepção do aviso prévio indenizado, sendo


considerado o valor de sua última remuneração, com a consequente integração desse
período no tempo de serviço, conforme determina o §1º do art. 487 da CLT.

6.5 DA MULTA COMPENSATÓRIA EM DECORRÊNCIA DA RESCISÃO IMOTIVADA DO


CONTRATO DE TRABALHO

O inciso I do art. 7º da CF/1988 prevê, dentre outros direitos assegurados ao


trabalhador, multa compensatória em decorrência de despedida sem justa causa.

Neste sentido o artigo 18 da Lei 8.036/90 aduz que:

Art. 18. Ocorrendo rescisão do contrato de trabalho, por parte do empregador,


ficará este obrigado a depositar na conta vinculada do trabalhador no FGTS
os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao
imediatamente anterior, que ainda não houver sido recolhido, sem prejuízo
das cominações legais.
§ 1º Na hipótese de despedida pelo empregador sem justa causa,
depositará este, na conta vinculada do trabalhador no FGTS,
importância igual a quarenta por cento do montante de todos os
depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato
de trabalho, atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros.
(...). (Sem destaques no original).

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Tendo em vista a rescisão indireta do contrato de trabalho em decorrência das


faltas graves praticadas pelo empregador (alínea “d” do art. 483 da CLT), o Reclamante tem
direito ao recebimento da multa compensatória de 40% (quarenta por cento) sobre todos os
depósitos de FGTS que deveriam ter sido feitos durante o pacto laboral.

Diante do exposto, requer que a reclamada seja condenada ao pagamento da


multa compensatória em decorrência da rescisão imotivada do contrato de trabalho,
na proporção de 40% (quarenta por cento) sobre o valor que deveria ter sido
depositado a título de FGTS.

7. DAS VERBAS INDENIZATÓRIAS


7.1 DO SEGURO DESEMPREGO

Caso seja reconhecido por este juízo a rescisão indireta do contrato de trabalho
(item 3) a Reclamada deverá entregar ao obreiro as guias do CD - Seguro Desemprego,
possibilitando o acesso ao benefício de seguro desemprego junto ao MTE.

Se a empresa Reclamada se omitir no cumprimento desta obrigação ensejará


danos materiais ao obreiro, que, por medida de justiça, devem ser reparados, conforme
determina expressamente o art. 186 e 927 do Código Civil de 2002 (CC/2002).

Ante o exposto, caso a empresa Reclamada não forneça as Guias CD – Seguro


Desemprego requer sua condenação ao pagamento de indenização substitutiva das
parcelas a que teria direito a reclamante.

7.2 DA COMINAÇÃO DA MULTA PRESCRITA NO ART. 467 DA CLT

Caso a Reclamada não quite as verbas incontroversas em audiência inaugural,


requer a incidência da multa do art. 467 da CLT.

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8. DA TABELA DE CÁLCULOS
8.1 DAS VERBAS RECLAMADAS

 Remuneração do Reclamante composta pelo salário base da categoria (R$ 970,04) +


adicional noturno de 20% (R$ 194,00) + hora extras habituais (R$ 219,00) = R$
1.383,04 (mil trezentos e oitenta e três reais e quatro centavos).

a) Aviso prévio indenizado (33 dias), no valor de R$ 1.521,34;


b) Adicional noturno de 20% sobre o salário base do reclamante durante o pacto laboral
(17 meses), no valor de R$ 3.219,34;
c) Reflexo do pagamento do adicional noturno de 20% nos depósitos do FGTS, no valor
de R$ 257,54;
d) Horas extra pela não concessão do intervalo intrajornada (com incidência do adicional
de hora extra de 50% e adicional noturno de 20%), já inclusos os reflexos nos DSR e
FGTS no valor de R$ 3.569,41 (cálculos anexos);
e) Férias integrais adquiridas em 15/10/2015, no valor de R$ 1.383,04;
f) Adicional de 1/3 sobre as férias integrais, no valor de R$ 461,01;
g) Férias proporcionais (05/12), considerando a progressão do aviso prévio, no valor de
R$ 576,26;
h) Adicional de 1/3 sobre as férias proporcionais, no valor de R$ 192,08;
i) 13ª salário proporcional do ano de 2016 (03/12), no valor de R$ 345,75;
j) Complementação salarial em virtude da hora noturna reduzida e da prorrogação do
horário noturno até às 07h (tópico 5.1), na proporção de 1h28min por dia de trabalho
(17 meses), no valor de R$ 2.860,58;
k) Reflexo da complementação salarial no depósito do FGTS, no valor de R$ 228,84;
l) Reflexo da complementação salarial nas férias integrais e proporcionais, no valor de
R$ 238,36;
m) Adicional de 1/3 no valor das férias integrais e proporcionais provenientes da
complementação salarial, no valor de R$ 79,45;
n) 20 Feriados trabalhados, que deveriam ser pagos em dobro (a serem apurados
mediante a apresentação do cartão de ponto do empregado), no valor de R$ 922,02;
o) Multa prescrita no art. 467 da CLT, no valor de R$ 1.383,04;
p) Depósitos a título de FGTS, no valor de R$ 1.967,01;
q) Multa de 40% sobre o valor que deveria ter sido depositado a título de FGTS, em
decorrência da rescisão indireta do contrato de trabalho, no valor de R$ 786,80;
r) Indenização em virtude da impossibilidade de acesso ao programa de seguro
desemprego, no montante de cinco parcelas de R$ 880,00, no valor de R$ 4.400,00.
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Total das verbas reclamadas no valor de R$ 24.391,87 (vinte e quatro mil trezentos e
noventa e um reais e oitenta e sete centavos).

8.2 DOS VALORES COMPROVADAMENTE PAGOS PELA RECLAMADA

Conforme se abstrai mediante a simples conferência dos contracheques e extrato


analítico do FGTS (anexos), a Reclamada pagou apenas de forma parcial os valores
atinentes a: hora extras intervalares (cód. 1075 do contracheque); adicional noturno (cód.
1050); DSR sobre a hora intervalar (cód. 1076 do contracheque) e; depósitos a título de
FGTS.

Diante deste panorama, REQUER EXPRESSAMENTE A COMPENSAÇÃO DOS


VALORES COMPROVADAMENTE PAGOS PELA RECLAMADA A MESMO TÍTULO.

9. DOS PEDIDOS

Diante dos fatos e fundamentos acima aduzidos, REQUER:

 A concessão dos benefícios da Assistência Judiciária Gratuita ao Reclamante,


por não possuir condições financeiras de arcar com o pagamento das despesas desta
Reclamação sem prejuízo de seu próprio sustento (documento anexo);

 A notificação das Reclamadas nos endereços acima indicados, na pessoa de seu


representante legal, sendo advertidas de que, em caso de inércia, sofrerão as
sanções do artigo 844 da CLT;

 O reconhecimento da responsabilidade subsidiária do RESIDENCIAL ILHA DAS


FLORES, por ter se beneficiado diretamente dos serviços prestados pela obreira,
conforme determina o inciso IV e VI da Súmula nº. 331 do C. TST;

 Que a primeira Reclamada apresente os cartões de ponto e contracheques do


Reclamante, para apurar em quais feriados foram laborados, bem para comprovar a
jornada de trabalho declinada na inicial, sob pena de admissão de veracidade dos
horários e dias de trabalho declinados na inicial, tendo em vista que dispõe de quadro
de funcionários superior a dez (§2º do art. 74 da CLT);

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 Que sejam expedidos ofícios aos órgãos competentes, a saber: SRTE, INSS, MPT,
e CEF, em virtude das irregularidades apontadas e comprovadas;

 Seja a Reclamação julgada PROCEDENTE para:

1. Reconhecer a rescisão indireta do contrato de trabalho em virtude das faltas


graves cometidas pela primeira Reclamada, dentre as quais: ausência de posto de
trabalho; não concessão do intervalo intrajornada; ausência de pagamento correto
das horas extras e do adicional noturno; irregularidade na jornada de trabalho do
Reclamante e; ausência de depósito regular do FGTS, com arrimo no que prescreve a
alínea “d” do art. 483 da CLT;

2. Reconhecer a remuneração do obreiro no patamar de R$ 1.383,04 (um mil


trezentos e oitenta e três reais e quatro centavos), que é composta do salário base
de R$ 970,04 com acréscimo das horas extras habitualmente laboradas (R$ 219,00) e
do adicional noturno (R$ 194,00);

3. Condenar as Reclamadas ao pagamento das verbas salariais, rescisórias e


indenizatórias, conforme tabela contida no item 8, no valor de R$ 24.391,87 (vinte e
quatro mil trezentos e noventa e um reais e oitenta e sete centavos);

4. Reconhecer a habitualidade do pagamento do adicional noturno e das horas


extras pagas em virtude do suprimento do intervalo intrajornada e, por via de
consequência, determinar o reflexo de tais verbas no pagamento do 13º salário; férias
vencidas e proporcionais; aviso prévio; saldo de salário; DSR e; depósito do FGTS
(conforme Súmula nº. 437 e 60 do TST).

5. A condenação da Reclamada na obrigação de entregar as guias do TRCT (pelo


código 01); chave de conectividade; bem como as guias para habilitação no
programa de Seguro-desemprego, sob pena de conversão em indenização no valor
correspondente;

6. Determinar a compensação dos valores comprovadamente pagos pela


reclamada a mesmo título das verbas reclamadas;

7. Caso não sejam quitadas as verbas incontroversas em audiência inaugural, requer a


consequente aplicação da multa prevista no art. 467 da CLT;

8. A liquidação da sentença por cálculos, observando-se a época de cada fato


gerador, bem como a aplicação da multa do artigo 475-J do CPC;

9. Requer a incidência de juros e correção monetária, na forma da lei;

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Protesta provar o alegado por todos os meios de prova admitidos em direito,


especialmente prova testemunhal, depoimento pessoal do preposto da Reclamada e,
posterior juntada de documentos e outras que se fizerem necessárias.

Atribui-se á causa o valor de R$ R$ 24.391,87 (vinte e quatro mil trezentos e


noventa e um reais e oitenta e sete centavos).

Termos em que.
Pede e Espera Deferimento.

Goiânia/GO, 22 de fevereiro de 2016.

Fernando Sousa Santos


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ROL DE DOCUMENTOS

01 – Cópia dos documentos pessoais do Reclamante;

02 – Declaração de hipossuficiência financeira;

03 – Procuração;

04 – Cópia da CTPS do Reclamante, que comprova a anotação do contrato de trabalho;

05 – Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral da primeira Reclamada (Total


Prestadora de Serviço e Locação Ltda.), emitido pela Receita Federal do Brasil;

06 – Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral da segunda Reclamada


(Residencial Ilha das Flores), emitido pela Receita Federal do Brasil;

07 – Contracheques do Reclamante;

08 – Extrato analítico da conta vinculada do FGTS;

09 – Cálculo do valor a ser pago em virtude do descanso intrajornada não concedido, com
incidência do adicional de HE de 50% e do adicional noturno de 20%;

10 – Convenção Coletiva de Trabalho de 2014 e 2015;

11 – Requerimentos do Seguro Desemprego.

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Número do documento: 16022316461651700000010599855 Num. fd77b27 - Pág. 1
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Número do documento: 16022316475464800000010599949 Num. 379e908 - Pág. 2
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A Certificação Digital pertence a: FERNANDO SOUSA SANTOS
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CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2015/2017

NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: GO000146/2015


DATA DE REGISTRO NO MTE: 10/03/2015
NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR011119/2015
NÚMERO DO PROCESSO: 46208.001808/2015-73
DATA DO PROTOCOLO: 05/03/2015

Confira a autenticidade no endereço http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/.

SINDICATO DOS EMPREGADOS DE EMPRESAS DE ASSEIO CONSERV LIMP PUB E AMBIENT COL
LIXO SIM EST GOIAS, CNPJ n. 02.851.939/0001-95, neste ato representado(a) por seu Presidente, Sr(a).
RILDO RIBEIRO DE MIRANDA;

SINDICATO DAS EMPRESAS DE ASSEIO, CONSERVACAO, LIMPEZA URBANA E TERCEIRIZACAO DE


MAO-DE-OBRA DO ESTADO DE GOIAS - SEAC-GO , CNPJ n. 02.552.768/0001-01, neste ato
representado(a) por seu Presidente, Sr(a). EDGAR SEGATO NETO;

celebram a presente CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, estipulando as condições de trabalho


previstas nas cláusulas seguintes:

CLÁUSULA PRIMEIRA - VIGÊNCIA E DATA-BASE

As partes fixam a vigência da presente Convenção Coletiva de Trabalho no período de 01º de março de
2015 a 28 de fevereiro de 2017 e a data-base da categoria em 01º de março.

CLÁUSULA SEGUNDA - ABRANGÊNCIA

A presente Convenção Coletiva de Trabalho abrangerá a(s) categoria(s) de todos os empregados das
empresas de Asseio e Conservação e de Outros Serviços Terceirizados, exceto os empregados em
empresas prestadoras de serviços de limpeza pública/urbana, com abrangência territorial em GO.

Salários, Reajustes e Pagamento

Reajustes/Correções Salariais

CLÁUSULA TERCEIRA - REMUNERAÇÃO

Em 1º de março de 2015, todas empresas abrangidas por esta Convenção Coletiva de Trabalho, terão os
seguintes dispêndios, para a jornada de 12x36 e 44h semanais:

Parágrafo Primeiro - Dispêndio de 11,84% (onze vírgula oitenta e quatro por cento) sobre o piso
salarial vigente em 1º de março de 2014, representado por 8,84% (oito vírgula oitenta e quatro por cento)
de reajuste dos salários normativos e 3,00% (três por cento) a título de reajuste do auxílio alimentação
para todos os postos de serviços em que forem utilizados trabalhadores em todas as funções abrangidas

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por esta CCT.

Parágrafo Segundo - O auxílio alimentação de que trata o caput desta cláusula, teve um aumento R$
24,20 (vinte e quatro reais e vinte centavos), passando de R$ 204,60 (duzentos e quatro reais e sessenta
centavos) para o limite de R$ 228,80 (duzentos e vinte e oito reais e oitenta centavos) por mês, ou R$
10,40 (dez reais e quarenta centavos) por dia trabalhado.

I – Piso da Categoria: R$ 878,67

a) Artífice de Limpeza Ambiental, Artífice de Limpeza de Ar Condicionado, Faxineiro, Limpador,


Auxiliar de Limpeza, Auxiliar de Serviços Gerais, Copeiro, Comin, Auxiliar de Jardinagem e
equivalentes:
R$ 878,67 em 1º/03/2015

b) Porteiro e Vigia:
R$ 970,04 em 1º/03/2015

c) Garagista e Assemelhados:
R$ 1.047,64 em 1º/03/2015

d) Controlador de Estacionamento:
R$ 988,45 em 1º/03/2015

e) Encarregado ou Chefe de Turma e equivalentes, até 50 funcionários:


R$ 1.142,26 em 1º/03/2015

f) Manobrista, Dedetizador, Desratizador e equivalentes:


R$ 1.010,47 em 1º/03/2015

g) Cozinheiro-Auxiliar ou Ajudante de Cozinheiro, Garçon e Auxiliar de Lavanderia:


R$ 1.098,34 em 1º/03/2015

h) Cozinheiro:
R$ 1.493,73 em 1º/03/2015

i) Chapa ou Carregador e Empilhador ou Operador de Empilhadeira:


R$ 1.318,00 em 1º/03/2015

j) Ascensorista:
R$ 988,45 em 1º/03/2015

k) Pedreiro, Encanador, Marceneiro, Eletricista, Pintor e Auxiliar de Manutenção Predial:


R$ 1.771,98 em 1º/03/2015

l) Lavador de fachada que labore em edifício com mais de 05 (cinco) pavimentos, com utilização
de balancim:
R$ 1.771,98 em 1º/03/2015

m) Lavador de carro, Office-Boy/Contínuo, Mensageiro, Salgadeira, Camareira e


Ajudante/Amarrador:

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R$ 878,67 em 1º/03/2015

n) Encarregado de Equipe superior a 50 (cinqüenta) empregados:


R$ 1.801,25 em 1º/03/2015

o) Jardineiro:
R$ 1.126,49 em 1º/03/2015

p) Operador de Máquina Fotocopiadora:


R$ 878,67 em 1º/03/2015

q) Digitador:
R$ 1.171,54 em 1º/03/2015

r) Recepcionista:
R$ 878,67 em 1º/03/2015

s) Recepcionista Bilíngüe e Secretária:


R$ 988,45 em 1º/03/2015

t) Mecânico de Motor:
R$ 1.771,98 em 1º/03/2015

Parágrafo Terceiro – Para os empregados que exercerem a função de porteiro bilíngue, através de
contratos terceirizados, estes farão jus a uma gratificação de 50 % sobre o piso convencionado na letra “b”
da Cláusula Terceira.

Parágrafo Quarto - Aos empregados que percebem valores superiores aos pisos ora estabelecidos, bem
como para as demais funções não constantes desta Cláusula, inclusive o pessoal de
escritório/administração e burocráticos, que em 28 de fevereiro de 2015 percebiam salários de até R$
1.840,00 (mil e oitocentos e quarenta reais), aplicar-se-á o índice de 8,84% (oito vírgula oitenta e quatro por
cento) de reajuste salarial. Acima deste valor, o percentual de reajuste será objeto de livre negociação e
concessão.

Parágrafo Quinto - Em qualquer dos casos, fica assegurado o auxílio alimentação no valor de R$ 10,40
(dez reais e quarenta centavos), limitado a R$ 228,80 (duzentos e vinte e oito reais e oitenta centavos) por
mês.

Parágrafo Sexto - Em decorrência do reajuste concedido e dos pisos estabelecidos nesta Cláusula
Terceira e nos parágrafos primeiro e segundo, ficam integralmente repostas todas as perdas salariais até
fevereiro/2015.

Parágrafo Sétimo - É facultado às empresas a compensação de todos os reajustes concedidos, sejam


compulsórios, sejam os espontâneos, ocorridos desde a última negociação.

Parágrafo Oitavo - Aos empregados admitidos após 1° de março de 2014, a correção salarial será
proporcional ao número de meses trabalhados, observados os pisos salariais estipulados nesta cláusula.

Parágrafo Nono - Os salários normativos hora das categorias representadas na presente CCT, será
conhecido através do resultado da divisão por 220.

Parágrafo Décimo - Não serão considerados dias úteis os sábados, pontos facultativos e feriados nos
órgãos públicos e instituições bancárias, para fins de cumprimento das obrigações decorrentes do contrato
de trabalho.

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Parágrafo Décimo Primeiro - Para os serviços implantados a partir de 31/12/2008, deverá ser respeitado o
piso de que trata a presente cláusula para jornada de até 44 horas semanais.

Gratificações, Adicionais, Auxílios e Outros

Auxílio Alimentação

CLÁUSULA QUARTA - AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO

O Auxílio Alimentação de que trata o caput da Cláusula 3ª, parágrafos segundo e quinto, para jornada de 44
h semanais, será concedido aos empregados que cumprirem a sua jornada normal diária de trabalho, em
todos os dias de expediente normal na empresa empregadora, do mês de referência.

Parágrafo Primeiro - Fica facultado às empresas, o pagamento do Auxílio Alimentação ora instituído, em
tíquete alimentação ou tíquete refeição exclusivamente em vales ou cartão magnético, ou ainda em pecúnia
ou a refeição propriamente dita no valor de R$ 10,40 (dez reais e quarenta centavos) por dia trabalhado,
limitado a 22 (vinte e dois dias) no mês, num total de R$ 228,80 (duzentos e vinte e oito reais e oitenta
centavos) por mês trabalhado, a ser pago ou entregue no 25º (vigésimo quinto) dia do mês subsequente.

Parágrafo Segundo – Fica convencionado que, para fazer jus ao Auxílio Alimentação completo no mês
trabalhado, o trabalhador terá que comparecer todos os dias úteis ao trabalho, sendo que os dias não
trabalhados serão descontados do auxílio, independentemente do motivo.

Parágrafo Terceiro - As empresas terão o direito de descontar dos empregados, em seus contracheques
mensais, o correspondente ate 1% (um por cento) do valor total do auxílio concedido no mês de
competência.

Parágrafo Quarto - Ante a inabitualidade de seu pagamento, face à sujeição ao adimplemento de


condições para a sua concessão, o Auxílio Alimentação, em nenhuma hipótese integrara o salário
contratual, não se computando nas férias, 13º salário, horas extras, gratificações, adicionais, e outros
prêmios pagos pelo empregador , inclusive nas verbas rescisórias.

Auxílio Transporte

CLÁUSULA QUINTA - TRANSPORTE DE TRABALHADORES

As empresas concederão aos seus empregados na forma da Legislação vigente, os vales-transportes


necessários para sua locomoção de ida e volta ao local de trabalho, de acordo com os dias trabalhados,
que lhes serão entregues, obrigatoriamente, todos de uma só vez, até o 25º (vigésimo quinto) dia de cada
mês.

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Parágrafo Primeiro - Possuindo a empresa transporte alternativo, desde que regular e eficiente, poderá o
empregador optar por sua utilização, tornando-se desnecessário a concessão de vale-transporte.

Parágrafo Segundo - O fornecimento do benefício está condicionado à declaração escrita firmada pelo
empregado, onde conste o endereço residencial, trajeto e meio utilizado.

Parágrafo Terceiro - A declaração falsa ou uso indevido do vale- transporte constituem falta grave.

Parágrafo Quarto - As empresas deverão promover o recadastramento de todos os trabalhadores, no


prazo máximo de 90 dias a contar da data de Registro desta CCT na SRTE/GO.

Parágrafo Quinto - Mesmo quando a ajuda para os deslocamentos dos empregados se der em espécie, a
empresa poderá deduzir o percentual legal, sendo que os valores recebidos pelo empregado não integrarão
os salários, para quaisquer efeitos legais, porque constituem-se em reembolso de despesas de
deslocamentos e acessórios, indispensáveis à prestação dos serviços e não contraprestação (art., 458, §
2°, da CLT), e também porque destinam-se ao cumprimento da finalidade da Lei, a qual prevê a não
integração (alíneas “a” e “b” do artigo 2º da Lei 7418/85), mas apenas ajuda do empregador para o
empregado nas suas passagens de ônibus. Ademais, a própria jurisprudência do TST entende que “o
recebimento da verba em pecúnia não modifica sua natureza indenizatória" (TST-RR-745/2003-421-02-00).

Auxílio Saúde

CLÁUSULA SEXTA - PLANO DE SAÚDE

Ficam autorizadas as empresas representadas pelo SEAC-GOIAS a contratação do plano de saúde, tendo
como estipulante o SEAC-GOIÁS – Sindicato das Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Urbana e
Terceirização de Mão-de-Obra do Estado de Goiás, para os empregados do segmento, sendo que, a
adesão ao plano por parte do trabalhador será facultativa, e, neste caso, se o trabalhador aderir ao plano
estipulado, o mesmo custeará o referido plano com o limite máximo de 6% (seis por cento) do salário base,
ficando o valor máximo a ser descontado de cada trabalhador mensalmente.

Parágrafo Primeiro – O trabalhador que optar pela adesão de seus dependentes no Plano de Saúde, este
terá que pagar valor igual por cada dependente, os quais terão as mesmas coberturas do titular, na forma
prevista na legislação dos planos de saúde pela ANS e contratos celebrados.

Parágrafo Segundo - A empresa que contratar plano de saúde próprio deverá obedecer, no mínimo, às
mesmas condições e valores do plano de saúde estipulado pelo SEAC-GOIÁS.

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Seguro de Vida

CLÁUSULA SÉTIMA - SEGURO DE VIDA EM GRUPO COM AUXÍLIO FUNERAL E FAMILIAR

A partir do dia 1º de fevereiro de 2013, as empresas contratarão Seguro de Vida com Auxílio Funeral e
Familiar em favor de todos os seus empregados, nos termos do convênio e da apólice de seguro Estipulada
por: SEAC-GO - Sindicato das Empresas de Asseio, Conservação e de Outros Serviços Similares
Terceirizáveis dos Estados de Goiás.

As empresas que já possuam seguro de vida para seus empregados poderão deduzir dos capitais
segurados os deste seguro obrigatório.

Parágrafo primeiro – Para o pagamento do seguro ora estipulado, as empresas poderão descontar
mensalmente, em folha de pagamento, até o limite de R$ 1,12 (um real e doze centavos) do
empregado, que será repassado à Seguradora, sendo que a diferença a maior será custeado integralmente
pelas empresas, conforme contrato firmado com a Seguradora.

Parágrafo Segundo - Havendo aumento do seguro de vida com auxílio funeral e familiar, no decorrer da
vigência desta Convenção, pela mesma seguradora e não sendo conveniente a substituição da mesma, o
acréscimo será suportado proporcionalmente pelas respectivas empresas e seus trabalhadores.

Parágrafo Terceiro - As empresas poderão optar por qualquer apólice de seguro de vida para seus
trabalhadores, caso o SEAC-GO venha decidir por outra seguradora, permanecendo, porém, em ambos
casos, inalterado o valor do desconto do empregado para este fim.

Parágrafo Quarto - Fica assegurada cobertura nas 24 horas do dia, dentro e fora do trabalho, considerando
incluídas indenizações por acidentes e mortes pelos valores e condições abaixo:

4.1 - Em caso de Morte Natural ou Acidental do Empregado(a) a indenização será de R$ 5.000,00 (cinco
mil reais) que será paga em até 30 (trinta) dias após a entrega de todos os documentos comprobatórios,
aos beneficiários do seguro conforme subitem beneficiários.

4.2 – Assistência Funeral Titular: Assistência ao sepultamento ou cremação do segurado de R$ 2.000,00


(dois mil reais) em dinheiro ou depósito na conta bancária da pessoa que se apresentar como responsável
pelo velório e sepultamento em até 24 horas úteis após a simples comunicação pela empresa, do nome do
empregado falecido e data de falecimento.

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http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16022316484021400000010599996
Número do documento: 16022316484021400000010599996 Num. 14163f7 - Pág. 6
4.3 - Auxílio Familiar: Em caso de morte do empregado titular, fica estipulado o pagamento de R$
1.260,00 (um mil, duzentos e sessenta reais) equivalente a 06 cestas básicas de alimentos no valor de
R$ 210,00 (duzentos e dez reais) cada, aos beneficiários do seguro conforme subitem beneficiários.

4.4 Beneficiários: São as pessoas ou a pessoa expressamente designada(s) pelo Segurado, a quem deve
ser paga a indenização do seguro em caso de morte daquele.

4.4.1 Os beneficiários deverão ser informados por meio de correspondência ou formulário próprio podendo,
ainda, constarem do cartão-proposta.

4.4.2 Na ausência de indicação, os beneficiários serão os definidos nos Artigos 792 e 793 do Código Civil
Brasileiro, transcritos a seguir:

“Art. 792 – Na falta de indicação da pessoa ou beneficiário, ou se por qualquer motivo não prevalecer a que
for feita, o capital segurado será pago por metade ao cônjuge não separado judicialmente, e o restante aos
herdeiros do segurado, obedecida a ordem de vocação hereditária.

Parágrafo Único – Na falta das pessoas indicadas neste artigo, serão beneficiários os que provarem que a
Morte do Segurado os privou dos meios necessários à subsistência.

Se o Segurado não renunciar à faculdade ou se o seu seguro não tiver como causa declarada a garantia de
alguma obrigação, é lícita a substituição do beneficiário, por ato entre vivos ou de última vontade.

Art. 793 – É válida a instituição do companheiro como beneficiário, se ao tempo do contrato o Segurado era
separado judicialmente, ou já se encontrava separado de fato.”

4.4.3 O Segurado poderá substituir os beneficiários a qualquer momento, mediante informação por escrito à
Tókio Marine, seguradora contratada pelo SEAC-GO, para a qual valerá sempre a última comunicação
recebida, nos termos do artigo 791 do Código Civil.

4.5 – Em caso de Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente, a indenização ao Segurado será de
R$ 5.000,00 (cinco mil reais) paga em até 30 (trinta) dias após a entrega de todos os documentos
comprobatórios.

4.5.1 – Se a invalidez for parcial, a indenização será calculada tomando-se por base a tabela para Cálculo

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Número do documento: 16022316484021400000010599996 Num. 14163f7 - Pág. 7
de Indenização da SUSEP – Superintendência dos Seguros Privados e Capitalização.(Anexo I)

Parágrafo Quinto - Fica convencionado que as comunicações de eventos e atendimentos aos empregados
e seus familiares, deverão obrigatoriamente ser feitas às suas empresas empregadoras.

Parágrafo Sexto - Ocorrendo eventos que gerariam o direito ao recebimento de indenização, sem prejuízo
das demais sanções legais as empresas que não cumprirem na íntegra a presente cláusula, indenizarão
diretamente o trabalhador ou os seus dependentes com importância em dinheiro equivalente ao dobro das
aqui previstas.

Parágrafo Sétimo - A fiscalização do cumprimento desta cláusula cabe as entidades sindicais que firmam
esta norma coletiva.

Parágrafo Oitavo - Para retirada de Certificados de Regularidade e outros serviços solicitados aos
sindicatos, as empresas deverão apresentar comprovante do Seguro contratado para o mês correspondente
e devidamente quitado na forma desta Convenção.

8.1 – As empresas terão o prazo de 30 dias a contar do registro da presente Convenção Coletiva de
Trabalho na SRTE/GO, para aderir a apólice estipulada pelo SEAC/GO, ou enviar aos sindicatos, cópia da
apólice que garanta este benefício aos trabalhadores na qual deve ser parte integrante de suas condições
especiais a íntegra da presente cláusula de seguro de Vida em Grupo com auxílio funeral e auxílio familiar.”

Relações Sindicais

Contribuições Sindicais

CLÁUSULA OITAVA - CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL

Por deliberação da Assembléia Geral, por maioria de votos, ficam as empresas autorizadas e obrigadas a
descontarem na folha de pagamento de seus empregados, de todas as funções, desde que sejam
associados ou os que autorizarem por escrito até 30 dias do referido desconto, em favor do Sindicato dos
Empregados nas Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Pública e Ambiental, Coleta de Lixo e
Similares do Estado de Goiás – SEACONS, a título de Contribuição Negocial, os valores, conforme abaixo:

a) 5% (cinco por cento) do salário no mês de junho de 2015 e 5% (cinco por cento) do salário do mês de
outubro de 2015, cujos montantes serão recolhidos respectivamente em 15/07/2015 e 15/11/2015,
diretamente na tesouraria do SEACONS ou em estabelecimento bancário indicado pelo sindicato
profissional.

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Número do documento: 16022316484021400000010599996 Num. 14163f7 - Pág. 8
b) 5% (cinco por cento) do salário no mês de junho de 2016 e 5% (cinco por cento) do salário do mês de
outubro de 2016, cujos montantes serão recolhidos respectivamente em 15/07/2016 e 15/11/2016,
diretamente na tesouraria do SEACONS ou em estabelecimento bancário indicado pelo sindicato
profissional.

Parágrafo Primeiro - Dos Novos Empregados: Para os empregados de todas as funções, que vierem a
ser contratados, após os meses estipulado nas alíneas “a” e “b” do Caput desta cláusula, o desconto da
contribuição negocial será da seguinte forma:

a) Para os empregados de todas as funções que vierem a ser contratados nos períodos de julho de
2015 a setembro de 2015 e de novembro de 2015 a maio de 2016, sindicalizados ou que autorizarem o
referido desconto, sofrerão o desconto de um valor equivalente a 5% (cinco por cento), no mês de sua
admissão, sendo essa importância recolhida obrigatoriamente, pela empresa até o 15º (décimo quinto) dia
do mês subseqüente ao do desconto.

b) Para os empregados de todas as funções que vierem a ser contratados nos períodos de julho de
2016 a setembro de 2016 e de novembro de 2016 a maio de 2017, sindicalizados ou que autorizarem o
referido desconto, sofrerão o desconto de um valor equivalente a 5% (cinco por cento), no mês de sua
admissão, sendo essa importância recolhida obrigatoriamente, pela empresa até o 15º (décimo quinto) dia
do mês subseqüente ao do desconto.

Parágrafo Segundo - As empresas que deixarem de descontar e/ou recolher as importâncias avençadas
nesta Cláusula, no prazo, estarão sujeitas às seguintes penalidades:

a) Após o prazo estabelecido incidirão em multas de 2% (dois por cento) sobre o total devido e mais
mora diária de 0,11% (onze centésimos por cento), e, mais atualização monetária, quando o atraso for igual
ou superior a 30 (trinta) dias. E, no caso de cobrança judicial, além dos acréscimos já mencionados,
incidirão também à empresa, as custas processuais e honorários advocatícios na base de 20% (vinte por
cento) sobre o total apurado.

b) As empresas ficam obrigadas a enviar ao SEACONS a 2ª (segunda ) via da guia de recolhimento,


quando pagas em banco, bem como a relação dos empregados contribuintes , no prazo de 05 (cinco) dias
úteis, a contar da data do recolhimento, em cuja relação deve conter necessariamente os seguintes dados:
mês a que se refere, nome e assinatura da empresa, nome do empregado, data da admissão, função e
valor do desconto. Sendo que a empresa que não seguir as formalidades acima, estará sujeita a multa
moratória de 2% (dois por cento) do valor da guia.

c) Tendo sido a empresa notificada pelo SEACONS/GO, da falta do repasse dos descontos efetuados e
do adimplemento da contribuição, objetos desta cláusula e, decorridos 30 dias, não tendo sido quitados os
referidos compromissos, fica o SEACONS/GO. Na obrigação de mover Ação de Cumprimento perante a

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Número do documento: 16022316484021400000010599996 Num. 14163f7 - Pág. 9
Justiça do Trabalho.

CLÁUSULA NONA - CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL PATRONAL

Conforme decisão da Assembléia Geral da categoria econômica, as empresas de asseio e conservação,


que operam ou vierem a operar no Estado de Goiás, sindicalizadas ou não, recolherão com recursos
próprios ao SEAC/GO – Sindicato das Empresas de Asseio, Conservação e de Outros Serviços Similares
Terceirizáveis do Estado de Goiás, através de guias fornecidas pelo mesmo o equivalente a 9% (nove por
cento) do montante bruto, das folhas de pagamento dos meses de abril de 2015 e abril de 2016, em três
parcelas fixas de 3% (três por cento) cada, com vencimentos em 10/05, 10/07 e 10/09/2015 e 2016
respectivamente. (STF-RE 220.700-1 – RS – DJ 13.11.98)

Parágrafo Único – Após o prazo estabelecido para os recolhimentos, será cobrado para resgate destes
débitos 2% (dois por cento) de multa, e 0,5% (meio por cento) de juros por mês de atraso mais correção
monetária.

CLÁUSULA DÉCIMA - CONTRIBUIÇÃO CONFEDERATIVA PATRONAL

As empresas recolherão com recursos próprios, através de guias bancárias fornecidas pelo Sindicato, 3%
(três por cento) sobre o montante bruto da folha de pagamento do mês de maio de 2015 e maio e 2016,
com vencimento para 20/06/2015 e 20/06/2016, limitado a valor mínimo de R$ 150,00 (cento e cinquenta
reais) e máximo de R$ 1.450,00 (um mil e quatrocentos e cinquenta reais).

Parágrafo Único – Após os prazos estabelecidos para os recolhimentos, será cobrado para resgate destes
débitos, 2% (dois por cento) de multa, 0,5% (meio por cento) de juros por mês de atraso, mais correção
monetária.

Outras disposições sobre relação entre sindicato e empresa

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - DAS CONQUISTAS E CONCESSÕES

Os sindicatos convenentes declaram, que na negociação coletiva ora formalizada, houveram concessões
mútuas, razão pela qual os direitos e deveres, benefícios e restrições expressos nas diversas cláusulas, não
devem ser vistos isoladamente, e sim como insertos na integralidade do pactuado, respeito ao costume e,
principalmente, da busca da possibilidade de manutenção e geração de empregos, bem como de se
viabilizar a atividade econômica (art. 7º, inciso XXVI, da Constituição Federal).

Disposições Gerais

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Número do documento: 16022316484021400000010599996 Num. 14163f7 - Pág. 10
Regras para a Negociação

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - RATIFICA VALIDADE DA CCT 2012/2013 E DE 2014

Ratificam-se as demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho 2012/2013 e de 2014 que não foram
objeto de nova negociação.

Aplicação do Instrumento Coletivo

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - EFEITOS E GARANTIAS

Não haverá restituição ou diminuição de salários por efeito do presente Instrumento Coletivo.

Parágrafo Único – Fica sem efeito a vigência das demais cláusulas não negociadas nesta CCT 2015
relativa a Convenção Coletiva de Trabalho GO000493/2014, registrada em 18/07/2014 sob o processo nº
46208.009206/2014-83 (03/07/2014), que se encerra em 28 de fevereiro de 2015.

Descumprimento do Instrumento Coletivo

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - DISPOSIÇÕES FINAIS

As partes elegem o foro de Goiânia, Capital do Estado de Goiás, para dirimir quaisquer controvérsias
oriundas do cumprimento e da interpretação da presente Convenção, em detrimento de outros por mais
privilegiados que sejam.

Assim, por estarem justas e contratadas, as partes assinam a presente Convenção Coletiva de Trabalho,
em 03 (três) vias, de igual teor e forma, devendo uma via ser encaminhada à Superintendência Regional do
Trabalho e Emprego/Goiás para o registro.

Goiânia/GO, 02 de março de 2015.

RILDO RIBEIRO DE MIRANDA


Presidente
SINDICATO DOS EMPREGADOS DE EMPRESAS DE ASSEIO CONSERV LIMP PUB E
AMBIENT COL LIXO SIM EST GOIAS

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EDGAR SEGATO NETO
Presidente
SINDICATO DAS EMPRESAS DE ASSEIO, CONSERVACAO, LIMPEZA URBANA E
TERCEIRIZACAO DE MAO-DE-OBRA DO ESTADO DE GOIAS - SEAC-GO

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Número do documento: 16022316484021400000010599996 Num. 14163f7 - Pág. 12
 &DL[D(FRQ{PLFD)HGHUDO6LVWHPD,QWHJUDGRGH6HJXUDQoD

 
NIS:  12416698461
Olá, FRANCISCO MARIA DANTAS
Último Acesso : 13/02/2016 às 20:06:37

  

:: Seguro Desemprego ­ Requerimento
Nome: FRANCISCO MARIA DANTAS
Número do PIS/PASEP: 124.16698.46­1

Por favor, escolha um requerimento abaixo e, em seguida, clique no botão
"Consultar". 

 1.298.632212­5
 1.516.924035­3
 1.950.113386­1

$SUHVHQWDomR %HQHItFLRV6RFLDLV $WHQGLPHQWR&RPHUFLDO


3UHVLGrQFLDH9LFH3UHVLGrQFLD &DGDVWURVH&DUW}HV 6$&&$,;$_
%DODQoRVH'HPRQVWUDWLYRV &RQWULEXLomR6RFLDO 6XSRUWHWHFQROyJLFR
3URFHVVRVGH&RQWDV$QXDLV )*76 &HQWUDOGHQHJRFLDo}HVGHGtYLGDV
7UDEDOKDUQD&$,;$ 7UDQVIHUrQFLDGH5HQGD 2XYLGRULD&$,;$
&RPSUDV&$,;$ 3URPRo}HV&RPHUFLDLV 'HILFLHQWHDXGLWLYR
3DUFHULDV ),(6

(QJOLVK (VSDxRO 3ROtWLFDGH3ULYDFLGDGH 7HUPRVGH8VR 0DSDGR6LWH 6HJXUDQoD ,PSUHQVD 566

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http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16022316492175800000010600044
KWWSVVHUYLFRVVRFLDLVFDL[DJRYEULQWHUQHWVHJPHQWRFLGDGDRGR 
Número do documento: 16022316492175800000010600044 Num. 2c72153 - Pág. 1
 &DL[D(FRQ{PLFD)HGHUDO6LVWHPD,QWHJUDGRGH6HJXUDQoD

 
NIS:  12416698461
Olá, FRANCISCO MARIA DANTAS
Último Acesso : 13/02/2016 às 20:06:37

Requerimento 
Número do PIS/PASEP: 124.16698.46­1
Nome: FRANCISCO MARIA DANTAS
Data/Hora da Consulta: 16/02/2016 ­ 10:29 hs
Número do Requerimento: 1.298.632212­5
Quantidade Total de Parcelas: 05
PRAZO PARA
PARCELA VALOR SITUAÇÃO
RECEBIMENTO
PAGA EM 20/02/2014,
20/02/2014 à
01 R$ 752,16 AGENCIA SERRA DOURADA, GO
26/04/2014
­ GO
PAGA EM 24/03/2014,
22/03/2014 à
02 R$ 752,16 AGENCIA SERRA DOURADA, GO
24/05/2014
­ GO
PAGA EM 22/04/2014,
21/04/2014 à
03 R$ 752,16 AGENCIA SERRA DOURADA, GO
21/06/2014
­ GO
PAGA EM 21/05/2014,
21/05/2014 à
04 R$ 752,16 AGENCIA SERRA DOURADA, GO
26/07/2014
­ GO
PAGA EM 20/06/2014,
20/06/2014 à
05 R$ 752,16 AGENCIA SERRA DOURADA, GO
23/08/2014
­ GO
Para maiores esclarecimentos, ligue para o Alô Trabalho: 0800­610101
Dados sujeitos à alteração até o final do dia.

$SUHVHQWDomR %HQHItFLRV6RFLDLV $WHQGLPHQWR&RPHUFLDO


3UHVLGrQFLDH9LFH3UHVLGrQFLD &DGDVWURVH&DUW}HV 6$&&$,;$_
%DODQoRVH'HPRQVWUDWLYRV &RQWULEXLomR6RFLDO 6XSRUWHWHFQROyJLFR
3URFHVVRVGH&RQWDV$QXDLV )*76 &HQWUDOGHQHJRFLDo}HVGHGtYLGDV
7UDEDOKDUQD&$,;$ 7UDQVIHUrQFLDGH5HQGD 2XYLGRULD&$,;$
&RPSUDV&$,;$ 3URPRo}HV&RPHUFLDLV 'HILFLHQWHDXGLWLYR
3DUFHULDV ),(6

(QJOLVK (VSDxRO 3ROtWLFDGH3ULYDFLGDGH 7HUPRVGH8VR 0DSDGR6LWH 6HJXUDQoD ,PSUHQVD 566

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: FERNANDO SOUSA SANTOS


http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16022316495181100000010600076
KWWSVVHUYLFRVVRFLDLVFDL[DJRYEULQWHUQHWVHJPHQWRFLGDGDRGR 
Número do documento: 16022316495181100000010600076 Num. f8f0390 - Pág. 1
 &DL[D(FRQ{PLFD)HGHUDO6LVWHPD,QWHJUDGRGH6HJXUDQoD

 
NIS:  12416698461
Olá, FRANCISCO MARIA DANTAS
Último Acesso : 13/02/2016 às 20:06:37

:: Seguro Desemprego ­ Consulta de
Requerimento 
Número do PIS/PASEP: 124.16698.46­1
Nome: FRANCISCO MARIA DANTAS
Data/Hora da Consulta: 16/02/2016 ­ 10:31 hs
Número do Requerimento: 1.516.924035­3
Quantidade Total de Parcelas: 05
PRAZO PARA
PARCELA VALOR SITUAÇÃO
RECEBIMENTO
22/02/2012 à PAGA EM 22/02/2012,
01 R$ 669,90
28/04/2012 AGENCIA TRINDADE, GO ­ GO
PAGA EM 23/03/2012,
23/03/2012 à
02 R$ 669,90 AGENCIA SERRA DOURADA, GO
26/05/2012
­ GO
PAGA EM 23/04/2012,
22/04/2012 à
03 R$ 669,90 AGENCIA SERRA DOURADA, GO
23/06/2012
­ GO
PAGA EM 22/05/2012,
22/05/2012 à
04 R$ 669,90 AGENCIA SERRA DOURADA, GO
28/07/2012
­ GO
PAGA EM 21/06/2012,
21/06/2012 à
05 R$ 669,90 AGENCIA SERRA DOURADA, GO
25/08/2012
­ GO

$SUHVHQWDomR %HQHItFLRV6RFLDLV $WHQGLPHQWR&RPHUFLDO


3UHVLGrQFLDH9LFH3UHVLGrQFLD &DGDVWURVH&DUW}HV 6$&&$,;$_
%DODQoRVH'HPRQVWUDWLYRV &RQWULEXLomR6RFLDO 6XSRUWHWHFQROyJLFR
3URFHVVRVGH&RQWDV$QXDLV )*76 &HQWUDOGHQHJRFLDo}HVGHGtYLGDV
7UDEDOKDUQD&$,;$ 7UDQVIHUrQFLDGH5HQGD 2XYLGRULD&$,;$
&RPSUDV&$,;$ 3URPRo}HV&RPHUFLDLV 'HILFLHQWHDXGLWLYR
3DUFHULDV ),(6

(QJOLVK (VSDxRO 3ROtWLFDGH3ULYDFLGDGH 7HUPRVGH8VR 0DSDGR6LWH 6HJXUDQoD ,PSUHQVD 566

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: FERNANDO SOUSA SANTOS


http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16022316500003600000010600085
KWWSVVHUYLFRVVRFLDLVFDL[DJRYEULQWHUQHWVHJPHQWRFLGDGDRGR 
Número do documento: 16022316500003600000010600085 Num. 9e5b3a0 - Pág. 1
 &DL[D(FRQ{PLFD)HGHUDO6LVWHPD,QWHJUDGRGH6HJXUDQoD

 
NIS:  12416698461
Olá, FRANCISCO MARIA DANTAS
Último Acesso : 13/02/2016 às 20:06:37
  

:: Seguro Desemprego ­ Consulta de
Requerimento 
Número do PIS/PASEP: 124.16698.46­1
Nome: FRANCISCO MARIA DANTAS
Data/Hora da Consulta: 16/02/2016 ­ 10:32 hs
Número do Requerimento: 1.950.113386­1
Quantidade Total de Parcelas: 03
PRAZO PARA
PARCELA VALOR SITUAÇÃO
RECEBIMENTO
22/08/2006 à PAGA EM 24/08/2006,
01 R$ 350,00
25/10/2006 AGENCIA TRINDADE, GO ­ GO
21/09/2006 à PAGA EM 22/09/2006,
02 R$ 350,00
22/11/2006 AGENCIA TRINDADE, GO ­ GO
23/10/2006 à PAGA EM 23/10/2006,
03 R$ 350,00
27/12/2006 AGENCIA COIMBRA, GO ­ GO
Para maiores esclarecimentos, ligue para o Alô Trabalho: 0800­610101
Dados sujeitos à alteração até o final do dia.

$SUHVHQWDomR %HQHItFLRV6RFLDLV $WHQGLPHQWR&RPHUFLDO


3UHVLGrQFLDH9LFH3UHVLGrQFLD &DGDVWURVH&DUW}HV 6$&&$,;$_
%DODQoRVH'HPRQVWUDWLYRV &RQWULEXLomR6RFLDO 6XSRUWHWHFQROyJLFR
3URFHVVRVGH&RQWDV$QXDLV )*76 &HQWUDOGHQHJRFLDo}HVGHGtYLGDV
7UDEDOKDUQD&$,;$ 7UDQVIHUrQFLDGH5HQGD 2XYLGRULD&$,;$
&RPSUDV&$,;$ 3URPRo}HV&RPHUFLDLV 'HILFLHQWHDXGLWLYR
3DUFHULDV ),(6

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Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: FERNANDO SOUSA SANTOS


http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16022316500938000000010600098
KWWSVVHUYLFRVVRFLDLVFDL[DJRYEULQWHUQHWVHJPHQWRFLGDGDRGR 
Número do documento: 16022316500938000000010600098 Num. 0b20f93 - Pág. 1
AVISO DE RECEBIMENTO – AR
Nº DO OBJETO DATA DA POSTAGEM
JO 47515029 6 BR 01/03/2016

PROCESSO Nº ORIGEM

0010328-95.2016.5.18.0003 3ª VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA - GO

DESTINATÁRIO/ENDEREÇO
RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES
AVENIDA FRANCISCO DE MELO , QUADRA 63, LOTE 16 A 18 E 23 A 27, VILA ROSA, GOIANIA - GO - CEP:
74345-210

CEP CIDADE ESTADO

RECEBIDO EM ASSINATURA DO DESTINATÁRIO

_____/_____/_____
_____________________________________________________________

ENDEREÇO PARA DEVOLUÇÃO (REMETENTE)


3ª VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA - GO

GOIANIA - GO

[ ] MUDOU-SE CARIMBO DA UNID. DESTINO


[ ] DESCONHECIDO NO LOCAL
[ ] RECUSADO
[ ] ENDEREÇO INSUFICIENTE
[ ] AUSENTE
[ ] _______________________

TENTATIVAS DE ENTREGA
1ª _____/_____/_____ 2ª _____/_____/_____ 3ª _____/_____/_____

DATA ASS. DO RESPONSÁVEL PELA INFORMAÇÃO


_____/_____/_____ _____________________________________________________________
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: SUZANA SILVA DA CRUZ
http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16030112530023000000010724596
Número do documento: 16030112530023000000010724596 Num. ddfa66d - Pág. 1
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO – 18ª REGIÃO

3ª VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA

Rua T 29, 1403, Setor Bueno, GOIANIA - GO - CEP: 74215-901 - Telefone:

Rua T 29, 1403, Setor Bueno, GOIANIA - GO - CEP: 74215-901 - Telefone:

Processo: 0010328-95.2016.5.18.0003
Reclamante:FRANCISCO MARIA DANTAS
Reclamado(a): TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA e outros

Nome fantasia: RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES


Endereço: AVENIDA FRANCISCO DE MELO , QUADRA 63, LOTE 16 A 18 E 23 A 27, VILA
ROSA, GOIANIA - GO - CEP: 74345-210

NOTIFICAÇÃO

DATA DA AUDIÊNCIA: 02/06/2016 14:00

Fica o reclamado notificado(a) a comparecer perante esta 3ª VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA-


GO, no dia/hora 02/06/2016 14:00 para a AUDIÊNCIA INICIAL, relativa à reclamação
supramencionada, ciente das recomendações abaixo:

1 - O não comparecimento da parte reclamada a audiência importará em julgamento à sua revelia,


com a presunção de sua confissão, nos termos do artigo 844 da Consolidação das Leis do Trabalho.
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: SUZANA SILVA DA CRUZ
http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16030112530023000000010724596
Número do documento: 16030112530023000000010724596 Num. ddfa66d - Pág. 2
2 - Na audiência será tentada, inicialmente, a conciliação entre as partes e, caso esta não seja obtida, a(o)
reclamada(o) deverá apresentar defesa e documentos, nos termos do artigo 847 da CLT,
preferencialmente antes da audiência, se escrita.

3 - Após recebida a defesa, será concedido 10(dez) dias de prazo para a “impugnação”, pela parte
reclamante, e designada outra audiência para oitiva de partes e testemunhas.

4 - A parte reclamada deverá comparecer à audiência pessoalmenteou, tratando-se de pessoa jurídica,


através de sócio ou diretor. Ou poderá fazer-se representar na audiência por preposto, que tenha
conhecimento dos fatos alegados pelo(a) Reclamante, munido de documento de identificação e com carta
de preposto, preferencialmente acompanhado de advogado. Deverá trazer, ainda, cópia dos atos
constitutivos da pessoa jurídica e informar o número do CNPJ ou do CEI (Cadastro Específico do INSS),
e, sendo pessoa física, o número do CPF, da carteira de identidade e do CEI.

5 -O processo tramitará apenas em forma eletrônica, logo, deverá a parte reclamada apresentar a defesa
EXCLUSIVAMENTEpor meio do processo judicial eletrônico (PJ-e), conforme a Resolução Nº
94/CSJT, DE 23 DE MARÇO DE 2012 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho.

OBSERVAÇÕES.: A petição inicial e documentos poderão ser acessados pelo site (


http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam), devendoutilizaro
navegadormozillaFirefoxapartirdaversão10.2ousuperior
(http://www.mozilla.org/pt-BR/firefox/fx/), digitando a(s) chave(s) abaixo:
Documentos associados ao processo

Título Tipo Chave de acesso**


REQUERIMENTO DE SEGURO Documento
16022316500938000000010600098
DESEMPREGO 1.950.113386-1 Diverso
REQUERIMENTO DE SEGURO Documento
16022316500003600000010600085
DESEMPREGO 1.516.924035-3 Diverso
REQUERIMENTO DE SEGURO Documento
16022316495181100000010600076
DESEMPREGO 1.298.632212-5 Diverso
REQUERIMENTOS DE SEGURO Documento
16022316492175800000010600044
DESEMPREGO Diverso
CONVENÇÃO COLETIVA DE Documento
16022316484021400000010599996
TRABALHO 2015-2017 Diverso
CONVENÇÃO COLETIVA DE Documento
16022316483331300000010599988
TRABALHO 2014-2015 Diverso
CÁLCULO - HORA EXTRA - Planilha de
16022316475464800000010599949
ADICIONAL DE HE E NOTURNO Cálculos
Documento
EXTRATO DO FGTS 16022316471332700000010599914
Diverso
CONTRACHEQUES - NOVEMBRO DE Documento
16022316461651700000010599855
2015 Diverso
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: SUZANA SILVA DA CRUZ
http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16030112530023000000010724596
Número do documento: 16030112530023000000010724596 Num. ddfa66d - Pág. 3
CONTRACHEQUES - ABRIL E MAIO DE Documento 16022316454611000000010599831
2015 Diverso
CONTRACHEQUES - DEZEMBRO DE Documento
16022316444978200000010599775
2014 Diverso
CONTRACHEQUE - NOVEMBRO DE Documento
16022316442273700000010599751
2014 Diverso
Comprovante de Inscrição e de Situação Documento
16022316430759800000010599696
Cadastral - ILHA DAS FLORES Diverso
Comprovante de Inscrição e de Situação
Documento
Cadastral - TOTAL PRESTADORA DE 16022316424437000000010599680
Diverso
SERVIÇOS
CTPS - AUSÊNCIA DE ANOTAÇÃO -
CTPS 16022316415807800000010599642
FRANCISCO DANTAS
CTPS - CONTRATO DE TRABALHO -
CTPS 16022316412833300000010599629
FRANCISCO DANTAS
CTPS - QUALIFICAÇÃO - FRANCISCO
CTPS 16022316410231800000010599610
DANTAS
CTPS - IDENTIFICAÇÃO - FRANCISCO
CTPS 16022316404034000000010599598
DANTAS
DECLARAÇÃO DE HIPOSSUFICIÊNCIA Declaração de
16022316395560800000010599566
FINANCEIRA Hipossuficiência
PROCURAÇÃO Procuração 16022316393399100000010599556
Documento de
DOCUMENTOS PESSOAIS 16022316385186400000010599537
Identificação
Documento
ROL DE DOCUMENTOS 16022316372630300000010599491
Diverso
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA Petição Inicial 16022316361678300000010599452
Petição em PDF Petição em PDF 16022316352315500000010599425
.

GOIANIA, 1 de Março de 2016.

#(Art. 1º, §2º, III, “a” da Lei nº 11.419,de 19 de dezembro de 2006)

SUZANA SILVA DA CRUZ

Servidor(a)

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: SUZANA SILVA DA CRUZ


http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16030112530023000000010724596
Número do documento: 16030112530023000000010724596 Num. ddfa66d - Pág. 4
AVISO DE RECEBIMENTO – AR
Nº DO OBJETO DATA DA POSTAGEM
JO 47515036 7 BR 01/03/2016

PROCESSO Nº ORIGEM

0010328-95.2016.5.18.0003 3ª VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA - GO

DESTINATÁRIO/ENDEREÇO
TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA
AVENIDA GOIAS , 4041, Quadra 25, Lote 02, SETOR CRIMEIA OESTE, GOIANIA - GO - CEP: 74563-220

CEP CIDADE ESTADO

RECEBIDO EM ASSINATURA DO DESTINATÁRIO

_____/_____/_____
_____________________________________________________________

ENDEREÇO PARA DEVOLUÇÃO (REMETENTE)


3ª VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA - GO

GOIANIA - GO

[ ] MUDOU-SE CARIMBO DA UNID. DESTINO


[ ] DESCONHECIDO NO LOCAL
[ ] RECUSADO
[ ] ENDEREÇO INSUFICIENTE
[ ] AUSENTE
[ ] _______________________

TENTATIVAS DE ENTREGA
1ª _____/_____/_____ 2ª _____/_____/_____ 3ª _____/_____/_____

DATA ASS. DO RESPONSÁVEL PELA INFORMAÇÃO


_____/_____/_____ _____________________________________________________________
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: SUZANA SILVA DA CRUZ
http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16030112525959700000010724595
Número do documento: 16030112525959700000010724595 Num. b4b000e - Pág. 1
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO – 18ª REGIÃO

3ª VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA

Rua T 29, 1403, Setor Bueno, GOIANIA - GO - CEP: 74215-901 - Telefone:

Rua T 29, 1403, Setor Bueno, GOIANIA - GO - CEP: 74215-901 - Telefone:

Processo: 0010328-95.2016.5.18.0003
Reclamante:FRANCISCO MARIA DANTAS
Reclamado(a): TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA e outros

Endereço: Nome fantasia: TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA


Endereço: AVENIDA GOIAS , 4041, Quadra 25, Lote 02, SETOR CRIMEIA OESTE, GOIANIA -
G O - C E P : 7 4 5 6 3 - 2 2 0

NOTIFICAÇÃO

DATA DA AUDIÊNCIA: 02/06/2016 14:00

Fica o reclamado notificado(a) a comparecer perante esta 3ª VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA-


GO, no dia/hora 02/06/2016 14:00 para a AUDIÊNCIA INICIAL, relativa à reclamação
supramencionada, ciente das recomendações abaixo:

1 - O não comparecimento da parte reclamada a audiência importará em julgamento à sua revelia,


com a presunção de sua confissão, nos termos do artigo 844 da Consolidação das Leis do Trabalho.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: SUZANA SILVA DA CRUZ


http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16030112525959700000010724595
Número do documento: 16030112525959700000010724595 Num. b4b000e - Pág. 2
2 - Na audiência será tentada, inicialmente, a conciliação entre as partes e, caso esta não seja obtida, a(o)
reclamada(o) deverá apresentar defesa e documentos, nos termos do artigo 847 da CLT,
preferencialmente antes da audiência, se escrita.

3 - Após recebida a defesa, será concedido 10(dez) dias de prazo para a “impugnação”, pela parte
reclamante, e designada outra audiência para oitiva de partes e testemunhas.

4 - A parte reclamada deverá comparecer à audiência pessoalmenteou, tratando-se de pessoa jurídica,


através de sócio ou diretor. Ou poderá fazer-se representar na audiência por preposto, que tenha
conhecimento dos fatos alegados pelo(a) Reclamante, munido de documento de identificação e com carta
de preposto, preferencialmente acompanhado de advogado. Deverá trazer, ainda, cópia dos atos
constitutivos da pessoa jurídica e informar o número do CNPJ ou do CEI (Cadastro Específico do INSS),
e, sendo pessoa física, o número do CPF, da carteira de identidade e do CEI.

5 -O processo tramitará apenas em forma eletrônica, logo, deverá a parte reclamada apresentar a defesa
EXCLUSIVAMENTEpor meio do processo judicial eletrônico (PJ-e), conforme a Resolução Nº
94/CSJT, DE 23 DE MARÇO DE 2012 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho.

OBSERVAÇÕES.: A petição inicial e documentos poderão ser acessados pelo site (


http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam), devendoutilizaro
navegadormozillaFirefoxapartirdaversão10.2ousuperior
(http://www.mozilla.org/pt-BR/firefox/fx/), digitando a(s) chave(s) abaixo:
Documentos associados ao processo

Título Tipo Chave de acesso**


REQUERIMENTO DE SEGURO Documento
16022316500938000000010600098
DESEMPREGO 1.950.113386-1 Diverso
REQUERIMENTO DE SEGURO Documento
16022316500003600000010600085
DESEMPREGO 1.516.924035-3 Diverso
REQUERIMENTO DE SEGURO Documento
16022316495181100000010600076
DESEMPREGO 1.298.632212-5 Diverso
REQUERIMENTOS DE SEGURO Documento
16022316492175800000010600044
DESEMPREGO Diverso
CONVENÇÃO COLETIVA DE Documento
16022316484021400000010599996
TRABALHO 2015-2017 Diverso
CONVENÇÃO COLETIVA DE Documento
16022316483331300000010599988
TRABALHO 2014-2015 Diverso
CÁLCULO - HORA EXTRA - Planilha de
16022316475464800000010599949
ADICIONAL DE HE E NOTURNO Cálculos
Documento
EXTRATO DO FGTS 16022316471332700000010599914
Diverso
CONTRACHEQUES - NOVEMBRO DE Documento
16022316461651700000010599855
2015 Diverso
CONTRACHEQUES - ABRIL E MAIO DE Documento
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: SUZANA SILVA DA CRUZ
http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16030112525959700000010724595
Número do documento: 16030112525959700000010724595 Num. b4b000e - Pág. 3
2015 Diverso 16022316454611000000010599831
CONTRACHEQUES - DEZEMBRO DE Documento
16022316444978200000010599775
2014 Diverso
CONTRACHEQUE - NOVEMBRO DE Documento
16022316442273700000010599751
2014 Diverso
Comprovante de Inscrição e de Situação Documento
16022316430759800000010599696
Cadastral - ILHA DAS FLORES Diverso
Comprovante de Inscrição e de Situação
Documento
Cadastral - TOTAL PRESTADORA DE 16022316424437000000010599680
Diverso
SERVIÇOS
CTPS - AUSÊNCIA DE ANOTAÇÃO -
CTPS 16022316415807800000010599642
FRANCISCO DANTAS
CTPS - CONTRATO DE TRABALHO -
CTPS 16022316412833300000010599629
FRANCISCO DANTAS
CTPS - QUALIFICAÇÃO - FRANCISCO
CTPS 16022316410231800000010599610
DANTAS
CTPS - IDENTIFICAÇÃO - FRANCISCO
CTPS 16022316404034000000010599598
DANTAS
DECLARAÇÃO DE HIPOSSUFICIÊNCIA Declaração de
16022316395560800000010599566
FINANCEIRA Hipossuficiência
PROCURAÇÃO Procuração 16022316393399100000010599556
Documento de
DOCUMENTOS PESSOAIS 16022316385186400000010599537
Identificação
Documento
ROL DE DOCUMENTOS 16022316372630300000010599491
Diverso
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA Petição Inicial 16022316361678300000010599452
Petição em PDF Petição em PDF 16022316352315500000010599425
.

GOIANIA, 1 de Março de 2016.

#(Art. 1º, §2º, III, “a” da Lei nº 11.419,de 19 de dezembro de 2006)

SUZANA SILVA DA CRUZ

Servidor(a)

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: SUZANA SILVA DA CRUZ


http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16030112525959700000010724595
Número do documento: 16030112525959700000010724595 Num. b4b000e - Pág. 4
PODER JUDICIÁRIO DA UNIÃO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO – 18ª REGIÃO
3ª VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA
Rua T 29, 1403, Setor Bueno, GOIANIA - GO - CEP: 74215-901 - Telefone:

PROCESSO Nº: 0010328-95.2016.5.18.0003


RECLAMANTE: FRANCISCO MARIA DANTAS
RECLAMADA: TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA e outros

CERTIDÃO

Certifico a juntada de documento(s).

GOIANIA, 30 de Maio de 2016.

(Art. 1º, §2º, III, “a” da Lei nº 11.419,de 19 de dezembro de 2006)


GUSTAVO HENRIQUE DALLA MUTTA DE MENEZES
Servidor (a)

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: GUSTAVO HENRIQUE DALLA MUTTA DE MENEZES
http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16053012163001000000012378235
Número do documento: 16053012163001000000012378235 Num. fe1fdea - Pág. 1
Cód. Autenticidade 101869884190 - Autos digitais. Processo RTSum-0010328-95.2016.5.18.0003. Caso impresso, torna-se um documento não controlado.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: GUSTAVO HENRIQUE DALLA MUTTA DE MENEZES
http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16053012172634700000012378258
Juntado eletronicamente por CAIO DA SILVA ROCHA, em 09/03/2016.
Número do documento: 16053012172634700000012378258 Num. 531f726 - Pág. 1
Cód. Autenticidade 101870729306 - Autos digitais. Processo RTSum-0010328-95.2016.5.18.0003. Caso impresso, torna-se um documento não controlado.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: GUSTAVO HENRIQUE DALLA MUTTA DE MENEZES
http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16053012173067000000012378261
Juntado eletronicamente por CAIO DA SILVA ROCHA, em 11/03/2016.
Número do documento: 16053012173067000000012378261 Num. 828cdb5 - Pág. 1
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA 3ª VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA,
ESTADO DE GOIÁS.

Processo n.º 0010328-95.2016.5.18.0003

Reclamante: FRANCISCO MARIA DANTAS

Reclamada: TOTAL PRESTADORA DE SERVIÇOS E LOCAÇÃO LTDA

TOTAL PRESTADORA DE SERVIÇOS E LOCAÇÃO LTDA, já qualificada nos autos da ação em


epígrafe, vem por seu procurador que esta subscreve (m.j.), com escritório profissional na Rua 10 nº. 238, Sala 103,
Edifício Jotabrado, Setor Oeste, nesta Capital, onde receberá todas as intimações de praxe, vem, respeitosamente, à
douta presença de Vossa Excelência, Contestar Reclamatória Trabalhista que lhe move FRANCISCO MARIA
DANTAS, pelo que passa a arguir:

PRELIMINARMENTE.

Da Carência da Ação

O Autor é carecedora da ação por lhe faltar interesse para buscar a tutela jurisdicional, pelo simples
fato de que não há qualquer débito, saldo ou resíduo de qualquer prestação de trabalho para a Reclamada. Tudo que
era devido foi quitado e pago, sem nenhum desconto, abatimento ou coisa que o valha, restando, portanto as verbas
rescisórias a partir do ABANDONO DE EMPREGO.

Assim, nos termos do artigo 3º do CPC, o processo deverá se julgado extinto, por faltar pressuposto
essencial para o pleno desenvolvimento da lide:

Artigo 3º - A falta de interesse jurídico, como diz o artigo 40 (ou "legítimo


Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: DIOGO AUGUSTO MENDONCA ROSA
http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16060209083702200000012464455
Número do documento: 16060209083702200000012464455 Num. 819bb19 - Pág. 1
interesse"), como está nos artigos 869 e 1.194, determina o indeferimento da
inicial (artigo 295 "Caput" - III) ou a extinção do processo, artigos 267, VI, 268 e
329. Deve ser alegada em contestação (Artigo 301-X) e pode ser decidida fora
de audiência (Artigo 327 a 329).

Portanto, é clara e manifesta a carência da ação por falta de interesses. A Reclamante não pode
pleitear na Justiça direito inexistente sob pena de sucumbir na forma da lei. É o que ocorre no caso em tela.

Em sendo assim, é esta para requerer seja julgado extinto o presente processo por faltar pressuposto
básico para o regular desenvolvimento da lide.

Do Ônus da Prova.

Evidentemente que o ônus da prova é de quem alega o fato, num processo normal onde às
pretensões deduzidas tenham no mínimo fundamento. Artigo 331, I do Código de Processo Civil.

Em determinados processos uma alegação é tão absurda e exagerada que se distancia das raias da
normalidade processual. É o que se vê aqui neste caso.

É claro que o Reclamante pode pedir aquilo que ela acha que deveria receber, mas para isso, deve
formular o pedido dentro dos padrões éticos, verdadeiros e corretos e não com espertezas.

NO MÉRITO.

No entanto, caso Vossa Excelência entenda que não há como acatar a preliminar levantada, mesmo
assim, melhor sorte não alcança a pretensão do Autor, pois, a Reclamada não infringiu o Artigo 483 da CLT, não
deu causa e nem cometeu falta grave para a propositura da rescisão indireta, deve ser mantido o contrato ou o seu
rompimento por abandono de emprego.

Da Litigância de Má-Fé.

De forma absolutamente maliciosa o Autor altera a verdade dos fatos, dizendo em sua inicial que
requer a Rescisão Indireta do Contrato de Trabalho com fulcro no Artigo 483, em razão de: a Reclamada vem
descumprindo o contrato de trabalho. Aqui mostra toda a má-fé da Reclamante.

São completamente desprovidos de lógica os argumentos expendidos pela Reclamante para justificar
o pedido contido na inicial. Nunca em tempo algum a empresa deixou de cumprir com as obrigações do contrato de

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trabalho, sempre tratou bem seus funcionários, sempre forneceu os devidos EPI´s, sempre pagou os vencimentos em
dia, enfim, não há nada que de causa ao pedido de rescisão indireta pleiteada.

O que ocorreu na verdade é que no inicio de Fevereiro de 2016 a Reclamante solicitou um acordo
trabalhista e o departamento de pessoal negou fazer esse acordo. No dia 06/02/2016 ele "sumiu"

Lamentavelmente, essa prática de forma dolosa (pedido de dispensa indireta) é comum no meio dos
trabalhadores e a Justiça Especializada sabe disso. Eles requerem a rescisão indireta alegando a mesma coisa:
descumprimento de contrato, tratamento com rigor excessivo, exigir além das suas forças, imaginando que a
empregadora será compelida pela justiça a lhe pagar as verbas devidas como num contrato por dispensa sem justa
causa. Ledo engano!

O Reclamante quer despedir-se do emprego, porém não quer abdicar-se do seguro desemprego, da
multa de 40% e aviso prévio, verbas que no rompimento do contrato por pedido de demissão e/ou abandono de
emprego ela não teria direito.

Para justificar a rescisão indireta, é necessário prova robusta de que o empregador tenha cometido
falta efetivamente grave a ponto de causar prejuízos para o empregado e tornar a continuidade do vínculo
empregatício decididamente intolerável, inviabilizando a relação de emprego. Não é o presente caso.

Da Inépcia da Inicial:

Pela redação da inicial pode se ver que ela fincou seu argumento na seguinte tecla: a Reclamada não
vem cumprindo com o contrato de trabalho.

Mas, por quê? Não foi demonstrada a razão, a vantagem, a falta grave, enfim, a petição inicial não
demonstrou um entrelaçamento da causa de pedir e o pedido, isto é, o Reclamante fez apenas uma longa exposição
dos fatos. Na verdade, ele expôs os fatos que deveriam dar origem à formulação dos pedidos, sem explicar os
motivos. Essa carência de lógica da inicial leva o julgador a considerar a peça como inepta. Portanto, como a inicial
demonstra que não tem qualquer fundamento lógico, plausível, não explicando qual a vantagem obtida, sendo uma
peça graciosa que atira a ermo para acertar um fictício alvo, requer seja declarada a inépcia da inicial e a extinção do
feito. O ônus de provar que ela assinava vale como diferença de caixa deve ser firme e convincente e não por mera
alegação. Não se desincumbiu do artigo 301 do CPC.

Da Rescisão Indireta do Contrato de Trabalho.

O Reclamante ingressa em juízo requerendo o reconhecimento de rescisão indireta, invocando o


artigo 483, de forma confusa e com pouco entendimento sobre o artigo retro citado, argumentando e não

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fundamentando pontualmente sua base jurídica.

A inocorrência do Reclamante no referido artigo e seus incisos estão em disparidade, pois se limitou a
descrever que se sentiu lesado pelo poder arbitrário que a Reclamada detém ao caso em comento.

Não obstante, o Reclamante não se desincumbiu a contento da base indispensável para


reconhecimento de sua rescisão indireta, qual seja, a comunicação ao empregador dos motivos que lhe levariam a
não mais cumprir o contrato entre as partes.

Destarte, que o entendimento dos Tribunais vem adotando desde 2011 que para haver o
reconhecimento da rescisão indireta por força do artigo 483 da CLT é imprescindível a comunicação ao empregador
para não ser caracterizado o pedido de demissão pelo obreiro, in verbis:

RESCISÃO INDIRETA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA JUSTA CAUSA DO


EMPREGADOR. Ao atribuir ao empregador a culpa para a rescisão indireta do contrato de
trabalho, o autor atraiu para si o ônus de provar suas alegações, por se tratar de matéria
inerente ao fato constitutivo de seu direito. Não tendo se desincumbido do encargo
probatório, mantém-se a decisão que reconheceu ter ocorrido a ruptura contratual por
iniciativa do obreiro. (TRT-23 - RO: 707201000723005 MT 00707.2010.007.23.00-5, Relator:
DESEMBARGADOR EDSON BUENO, Data de Julgamento: 05/07/2011, 1ª Turma, Data de
Publicação: 07/07/2011).

Outra

RESCISÃO INDIRETA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA JUSTA CAUSA DO


EMPREGADOR. Ao atribuir ao empregador a culpa para a rescisão indireta do contrato de
trabalho, o autor atraiu para si o ônus de provar suas alegações, por se tratar de matéria
inerente ao fato constitutivo de seu direito. Não tendo se desincumbido do encargo
probatório, mantém-se a decisão que reconheceu ter ocorrido a ruptura contratual por
iniciativa do obreiro. (TRT-23 - RO: 552200905123001 MT 00552.2009.051.23.00-1, Relator:
DESEMBARGADOR EDSON BUENO, Data de Julgamento: 05/07/2011, 1ª Turma, Data de
Publicação: 15/07/2011).

Assim, conforme demonstrado pelos entendimentos atuais dos Tribunais Regionais do Trabalho não
há aporte jurídico legal para o reconhecimento da rescisão indireta pleiteada pela Reclamante por estar em
discordância com o atual entendimento majoritário das turmas julgadoras.
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A despedida indireta se origina da falta grave praticada pelo empregador na relação de trabalho,
prevista na legislação como justo motivo para rompimento do vínculo empregatício por parte do empregado.

Estes motivos estão previstos no artigo 483 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, os quais
preveem esta possibilidade em razão do empregador não cumprir com as obrigações legais ou contratuais ajustadas
entre as partes.

Os motivos que ensejam a justa causa do empregador prevista no artigo supracitado são os seguintes:

A) Exigir do empregado serviços superiores às suas forças, defesos por lei, contrários aos
bons costumes, ou alheios ao contrato;

B) Tratar o empregado com rigor excessivo;

C) Submeter o empregado a perigo manifesto de mal considerável;

D) Deixar de cumprir as obrigações do contrato de trabalho;

E) Praticar contra o empregado ou pessoas de sua família, ato lesivo da honra e boa fama;

F) Ofender fisicamente o empregado ou pessoas de sua família, salvo em caso de legítima


defesa própria ou de outrem;

G) Reduzir unilateralmente o trabalho do empregado, sendo este por peça ou tarefa, de forma
a afetar sensivelmente a sua remuneração.

O empregador que comete a falta grave, violando suas obrigações legais e contratuais em relação ao
empregado, gera a este, o direito de pleitear a despedida indireta, com justo motivo, com fundamento no ato ilegal
praticado pelo empregador.

Pois bem. Aqui no presente caso a Reclamada não incorreu em nenhuma das faltas contidas no
dispositivo acima.

Caso não seja acatada as preliminares levantadas e os argumentos discutidos, atendendo ao


principio da eventualidade, segue a defesa ponto a ponto ao pedido.

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Do Salário.

A Reclamada impugna o sala´rio alegado pelo Reclamante, de R$ 1.383,04, o valor recebido por ele
era de R$ 970,00, conforme piso da categoria, e quanto ao saldo de salário ora pretendido pelo Reclamante, dizendo
em sua inicial que pleiteia a devida indenização, todo o salario da Reclamante esta devidamente pago, em seu
vencimento. Pedido indevido.

Do Aviso Prévio Indenizado.

A Reclamada impugna o Aviso Prévio Indenizado, ora pretendido pelo Reclamante, dizendo em sua
inicial que tendo como suporte os motivos da rescisão indireta, faz jus a indenização do aviso prévio.

A Reclamada não dispensou o Reclamante e nem deu motivos a Rescisão Indireta, assim, é indevido
o pagamento de tal parcela. Como o Reclamante abandonou o emprego, portanto indevido o aviso prévio pela
empregadora, e devido por ela a empresa

Reflexo Adicional Noturno

Não existem reflexos no adicional noturno, tudo o que era devido a este titulo esta devidamente pago.
Pedido indevido.

Horas Extras

O Reclamante jamais efetuou horas extras, conforme dito na inicial, ele trabalhava em 12x36 horas.

Se eventualmente fez horas extras, estas foram devidamente pagas, conforme recibos em anexo, e
folhas de ponto.

Pedido indevido

Das Férias vencidas e Proporcionais + 1/3 Constitucional.

A Reclamada impugna as Férias integrais vencidas 2014/2015 e Proporcionais, acrescidas de 1/3


constitucional, ora pretendidas pelo Reclamante, pois, considerando que o Reclamante pediu demissão e não
compareceu para receber suas verbas, bem como improcedência da Rescisão Indireta, resta reconhecer, por
consequência lógica o rompimento do contrato de trabalho sob a modalidade de Pedido de demissão, portanto,
pedido indevido.

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Do 13º Salário Proporcional.

Pelos mesmos motivos acima elencados a Reclamada impugna o 13º Salário, ora pretendido pelo
Reclamante, pois, diante da improcedência da Rescisão Indireta, resta reconhecer o rompimento do contrato de
trabalho sob a modalidade de Pedido de demissão, o que de fato ocorreu. Pedido indevido.

Complementação salarial

Não há que se falar em complementação salarial, em virtude de hora noturna. O Reclamante sempre
recebeu conforme o combinado, e conforme a CCT da categoria.

Tudo esta devidamente pago conforme determina a convenção. Pedido indevido.

Feriados Trabalhados

O Reclamante sempre recebeu devidamente pelos feriados laborados, não há em que se falar em
diferenças a este pedido. Pedido indevido.

DO FGTS E MULTA DE 40%.

A Reclamada impugna o pagamento e/ou depósito de possíveis diferenças de FGTS ora pretendidos
pelo Reclamante, tudo que era devido foi depositado em sua conta vinculada sem nenhum desconto, abatimento ou
coisa que o valha, e, com relação à Multa de 40% esta não é devida, pois, a Reclamada não deu causa à Rescisão
Indireta. A Reclamante abandonou o emprego. Pedidos indevidos.

Da multa do Artigo 467 e 477 da CLT.

Tal pedido indevido, tendo em vista que a Reclamada não despediu a Reclamante, foi ela quem pediu
demissão, e "sumiu" não voltando para receber suas verbas. Pedido indevido

Dos Reflexos

A Reclamada impugna qualquer pedido da inicial referente a possíveis reflexos, tudo o que era devido
esta pago. Pedido indevido.
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Do Seguro desemprego

O Reclamado impugna o pagamento/indenização do seguro desemprego ora pretendido pelo


Reclamante, tendo em vista a rescisão por pedido de demissão, não faz ele jus a esta indenização.

Diante do exposto, é esta para requerer de Vossa Excelência seja julgada improcedente a pretensão
da Reclamante, seja o presente processo extinto sem julgamento do mérito, nos termos do Artigo 267, IV do CPC.
Todavia, caso não seja este o entendimento desse Juízo, o que se admite em atenção ao princípio da eventualidade,
a Reclamada pugna pelo indeferimento total dos pedidos aduzidos pela Reclamante em sua inicial, condenando-a no
pagamento de honorários advocatícios a serem fixados em 20% sobre o valor da causa, e ainda, da multa capitulada
no Artigo 18 do CPC, tendo em vista a sua conduta temerária de litigância de má-fé.

Protesta por todos os meios de provas admitidas em direito.

Nestes termos, pede deferimento.

Goiânia, 02 de Junho de 2016.

Diogo Augusto Mendonça Rosa

OAB GO 30657

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3ª VARA DO TRABALHO DE GOIANIA/GO

Rua T-51, esq c/ T-1, 6º andar,Setor Bueno, Goiânia-GO, tel. (62) 3901-3445

E-mail: vt3go@trt18.jus.br

ATA DE AUDIÊNCIA

Aos 02 dias de junho de 2016.

JuizLUCIANO LOPES FORTINI, Titular.

Autos nº0010328-95.2016.5.18.0003.

AUTOR(A) FRANCISCO MARIA DANTAS

TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA


RÉU(RÉ)
RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES

Às 14h, iniciou-se a audiência.

Presente o(a) autor (RG:3119231 DGPC/GO), acompanhado(a) do(a) advogado(a), Dr(a). CHRISTOPHER GONÇALVES
FACUNDES, OAB nº 37490/GO.

Presente o preposto do(a) réu(ré) TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA, Sr(a). DENIS AUGUSTO
PEREIRA DE PAULA, acompanhado(a) do(a) advogado(a), Dr(a). DIOGO AUGUSTO MENDONÇA ROSA, OAB nº
30657/GO.

Ausente o réu(ré) RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES.

_______________________________________________________________

01. É deferido às partes, independentemente de requerimento específico, prazo de 05


(cinco) dias para juntada de documentos de representação processual (procuração,
substabelecimento, atos constitutivos e carta de preposto) eventualmente ainda não
apresentado.

02. Novo pregão às 14h05min confirmou a ausência do(a) 2º reclamado(a),


RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES.

03. A reclamada presente informa desconhecer o paradeiro da reclamada ausente.


Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LUCIANO LOPES FORTINI
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Número do documento: 16060310295461000000012493537 Num. aa633b1 - Pág. 1
Prevalece, então, a citação desta última por edital.

04. Quanto à reclamada ausente (RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES):

A parte autora requer seja o(a) reclamado(a) declarado(a) revel, com as consequências daí
advindas.

Considera-se preclusa a possibilidade de defesa por aquele(a) reclamado(a).

05. Quanto à reclamada presente (TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO


LTDA:

a. conciliação não alcançada;

b. a 1ªreclamada declaraque foram remetidos eletronicamente o(s) texto(s) da(s) defesa(s)


escrita(s) individual(is), juntamente com documentos de constituição e probatórios.

A Secretaria deve verificar e, sendo confirmado o recebimento, a(s) peça(s) e


acompanhamento(s) são tido(s) como recebido(s) neste ato. Do contrário, deve certificar e
fazer os autos conclusos;

c. as partes esclarecem não haver necessidade de qualquer decisão interlocutória neste ato
nem de realização de perícia;

d. diante das pretensões iniciais, do teor da defesa e dos documentos que a acompanham,
adota-se o procedimento que se segue;

e. a parte autora pode apresentar manifestação a respeito da defesa e documentos até o


próximo dia 13 de junho.

06. Adia-se a audiência para o dia 19.06.2017, às 15h30min, cientes as partes de que a
ausência implicará em confissão quanto à matéria fática.

07. Por tratar-se de procedimento "sumaríssimo", as partes declaram que trarão


testemunhas independentemente de intimação, concordando com a imediata preclusão da
possibilidade de apresentação de rol e coma preclusãoda produção da prova, em caso de
ausência(s).

08. Esta ata será assinada eletronicamente apenas pelo Juiz condutor do ato. Uma via
impressa, entretanto, será assinada pelos demais participantes para (1)ser digitalizada e
desta forma arquivada no sistema informatizado deste Tribunal e (2)permanecer a via
física arquivada na Secretaria do Juízo até três anos depois do trânsito em julgado.
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LUCIANO LOPES FORTINI
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Número do documento: 16060310295461000000012493537 Num. aa633b1 - Pág. 2
09. O texto desta ata pode ser conferido no sítio deste tribunal na rede mundial de
computadores (www.trt18.jus.br), indicando o número do processo no campo próprio.

Nada mais.

Audiência encerrada às 14h08min.

assinado eletronicamente

LUCIANO LOPES FORTINI


JUIZ DO TRABALHO

Autor(a)

Advogado(a)

Réu(Ré)

Advogado(a)

Caio da Silva Rocha

Diretor de Secretaria

Gustavo Henrique Dalla Mutta de Menezes

Secretário de Audiência

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LUCIANO LOPES FORTINI


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Número do documento: 16060310295461000000012493537 Num. aa633b1 - Pág. 3
Requer a juntada de impugnação à Contestação em formato PDF/A.

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Dr. Fernando Sousa Santos OAB/GO 37.626
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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DO TRABALHO DA 3ª VARA


DO TRABALHO DE GOIÂNIA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 18ª
REGIÃO

Reclamação Trabalhista RTSmun-0010328-95.2016.5.18.0003


Reclamante: FRANCISCO MARIA D’ANTAS
Reclamadas: TOTAL PRESTADORA DE SERVIÇOS E LOCAÇÃO LTDA.
RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES

FRANCISCO MARIA D’ANTAS, já devidamente qualificado nos autos


da Reclamação Trabalhista em epígrafe, vem, oportuna e tempestivamente, por meio de seu
procurador que abaixo subscreve, mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência,
para apresentar IMPUGNAÇÃO À CONTESTAÇÃO ofertada pela primeira Reclamada
(TOTAL PRESTADORA DE SERVIÇOS E LOCAÇÃO LTDA.), com esteio nos fatos e
fundamentos a seguir aduzidos.

1. DA TEMPESTIVIDADE

Conforme se infere dos autos, foi realizada audiência inicial no dia 02/06/2016.

A primeira Reclamada compareceu à audiência designada, juntado aos autos sua


contestação, acompanhada de documentos.

Foi aberta vista ao Reclamante para se pronunciar acerca da defesa e


documentos apresentados até o dia 13/06/2016 (Num. aa633b1 - Pág. 2).

Nesta esteira, resta demonstrada a tempestividade desta Impugnação à


Contestação.

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Dr. Fernando Sousa Santos OAB/GO 37.626
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2. DAS PRELIMINARES ALEGADAS.

Inicialmente, convém destacar que não merece prosperar as preliminares de


mérito alegadas pela Reclamada.

A uma, porque o direito invocado pelo Reclamante está plenamente caracterizado


nos autos, motivo pelo qual a tese de carência de ação deve ser relegada à margem.

Noutro passo, a exposição do direito do Reclamante no bojo da Reclamação


Trabalhista está em plena consonância com os pleitos formulados, não havendo que se falar
em inépcia da inicial.

Assim, requer expressamente que referidas preliminares de mérito sejam


desprovidas.

3. DA REVELIA DA SEGUNDA RECLAMADA. DA CONFISSÃO FICTA.

A segunda Reclamada (Residencial Ilha das Flores), mesmo tendo sido


regularmente notificada (Num. 531f726 - Pág. 1), não compareceu em juízo para a
realização da audiência designada, tão pouco acostou aos autos contestação e/ou
documentos.

Ante a ausência injustificada da segunda Reclamada, haver-se-á de incidir o art.


844 da CLT, que apregoa que,

Art. 844 - O não-comparecimento do reclamante à audiência importa o


arquivamento da reclamação, e o não-comparecimento do reclamado
importa revelia, além de confissão quanto à matéria de fato. (Sem
destaques no original).

Assim, requer expressamente que Vossa Excelência decrete a revelia da


segunda Reclamada, reputando verdadeiros os fatos que lhe foram imputados na
Reclamação Trabalhista (confissão ficta).

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4. DOS FATOS INCONTROVERSOS


4.1 DA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA SEGUNDA RECLAMADA

Resta incontroverso nos autos que o Reclamante foi contratado pela primeira
Reclamada em 15/10/2014, bem como que durante todo o lapso temporal que vigeu o
contrato de trabalho em epígrafe, prestou serviços de vigia noturno/rondas para a segunda
Reclamada.

Portanto, está plenamente configurado o contrato de terceirização de serviços


entre as Reclamadas, figurando clarividente que a segunda Reclamada se beneficiou
diretamente dos serviços prestados pelo Reclamante.

Neste panorama, com esteio na jurisprudência colacionada à Reclamação


Trabalhista, requer o reconhecimento da responsabilidade subsidiária do Residencial
Ilha das Flores no que tange ao pagamento das verbas rescisórias e indenizatórias
pleiteadas (itens IV e VI da S. 331 do C. TST).

5. DOS FATOS COMPROVADOS.


5.1 DA JORNADA DE TRABALHO. DA HORA NOTURNA REDUZIDA. DA
COMPLEMENTAÇÃO SALARIAL.

Imperioso chamar a atenção do Nobre Julgador(a) para o fato de que a jornada


de trabalho do Reclamante indicada na Reclamação Trabalhista não foi objeto de
impugnação por parte da primeira Reclamada.

Ao contrário, a primeira Reclamada junta aos autos cartões de ponto que


comprovam que o Reclamante estava submetido à jornada de trabalho 12X36, com horário
de entrada às 19h e saída às 07h do dia seguinte.

Por via de consequência, está comprovado o desrespeito da hora noturna


reduzida (§1º do art. 73 da CLT), razão pela qual resta configurado o direito do Reclamante
à complementação salarial.

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5.2 DA SUPRESSÃO DA HORA INTERVALAR. DO PAGAMENTO COM INCIDÊNCIA DO


ADICIONAL DE HORA EXTRA E DO ADICIONAL NOTURNO.

Conforme se infere dos cartões de ponto colacionados aos autos pela primeira
Reclamada (Num. 032ee8e - Pág. 1), está comprovada a ausência de concessão do
intervalo intrajornada.

Por via de consequência, requer a condenação das Reclamadas ao pagamento


do período correspondente a 01h por dia de trabalho, em virtude da não concessão do
descanso intrajornada, considerando o divisor 180 para apuração do valor da hora
trabalhada, com incidência do adicional de hora extra de 50% e do adicional noturno de 20%
(§4º do art. 71 da CLT c/c Súmulas 02 e 09 do TRT18 c/c Súmulas 60 e 437 do TST).

5.3 DO PAGAMENTO PARCIAL DAS VERBAS RECLAMADAS.

Conforme se abstrai mediante a simples conferência dos contracheques anexos,


a Reclamada pagou apenas de forma parcial os valores atinentes a: hora extras intervalares
(cód. 1075 do contracheque); adicional noturno (cód. 1050); DSR sobre a hora intervalar
(cód. 1076 do contracheque).

Noutro prisma, se observa claramente do extrato analítico do FGTS do


Reclamante (Num. 93471fb - Pág. 1; Num. 93471fb - Pág. 2) que a primeira Reclamada não
depositou os valores referentes aos meses de maio, junho, julho e agosto de 2015.

Neste sentido, requer expressamente a condenação das reclamadas a integralizar


o FGTS do Reclamante, sendo compelidas a depositar a diferença de valores em virtude da
condenação do pagamento das horas intervalares suprimidas; do adicional noturno; dos
feriados efetivamente laborados e da complementação salarial (art. 15 e art. 25, ambos da
Lei 8.036/90 c/c enunciados 63 e 305, ambos do TST).

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6. DA VERDADE DOS FATOS. DO RECONHECIMENTO DA RESCISÃO


INDIRETA DO CONTRATO DE TRABALHO.

Diante dos fatos e fundamentos elencados na Reclamação Trabalhista, restam


comprovadas as infrações graves e reiteradas cometidas pelo empregador.

Nesta esteira, há de se reconhecer a rescisão indireta do contrato de trabalho,


com espeque no que determina o §4º do art. 483 da CLT.

A uma porque, após a rescisão do contrato de prestação de serviços formulado


entre as Reclamadas, todos os empregados da primeira Reclamada que laboravam no posto
de trabalho da segunda Reclamada ficaram sem posto de trabalho, sendo que a partir de
então não mais perceberam salário.

Ora, o preposto da primeira Reclamada informou a todos os empregados (dentre


os quais o Reclamante) que, por conta da perda de posto, não havia lugar para realoca-los,
sendo não pagaria mais salário e não daria baixa na CTPS dos obreiros.

Neste sentido, há patente violação do pacto laboral por parte do empregador, que
não disponibilizou posto de trabalho para o Reclamante e não arcou com o pagamento de
salário ao obreiro que está à disposição da empresa.

Noutro prisma, resta demonstrado nos autos a incorreção do pagamento das


verbas salarias, vez que a primeira Reclamada não arca com a integralidade do adicional
noturno (art. 73 da CLT c/c S. 60 do TST c/c S. 09 do TRT18 c/c alínea "d" do art. 483 da
CLT).

Além do mais, os contracheques evidenciam a ausência de pagamento das


dobras provenientes dos feriados efetivamente laborados pelo Reclamante, o que viola a
legislação trabalhista (Lei 605/49 c/c S. 146 e 444 do TST c/c S. 09 do TRT18 c/c alínea "d"
do art. 483 da CLT).

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Não bastassem tais fatos, é inconteste que o Reclamante está submetido à


jornada de 13h28min de trabalho por 36h de descanso, quando na verdade deveria laborar
apenas 12h.

Isto porque a Reclamada não considera a redução da hora noturna (52min30seg),


razão pela qual é plenamente devida complementação salarial, nos moldes pleiteados na
Reclamação Trabalhista.

Insta constar que o Reclamante, durante todo o lapso temporal em que vigorou o
contrato de trabalho em epígrafe, teve suprimido o descanso intrajornada de 1h, razão pela
qual a Reclamada indenizava referido período sob a rubrica de hora intervalar (Cód. 1075
dos contracheques) (§4º do art. 71 da CLT c/c Súmula 437 do TST c/c Súmulas 02 e 09 do
TRT18 c/c alínea "d" do art. 483 da CLT).

No entanto, o pagamento da hora intervalar suprimida é contrário a legislação


trabalhista (tendo em vista que se constitui dispositivo que dispõe sobre a saúde do
trabalhador).

Ademais, o pagamento da hora intervalar foi efetuado a menor, vez que não
considerou o adicional de hora extra (50%) e o adicional noturno (no patamar de 20%),
razão pela qual se mostra devida as diferenças pleiteadas na exordial.

Por fim, há que constar que a rescisão indireta merece guarita porque as
Reclamadas não estavam promovendo com regularidade e integralidade os depósitos do
FGTS.

Isto porque existem meses em que este não foi depositado, bem como o
montante depositado não tem como parâmetro a remuneração integral do obreiro, motivo
pelo qual as Reclamadas devem ser condenadas a integralizar referidos depósitos (art. 15 e
art. 25, ambos da Lei 8.036/90 c/c enunciados 63 e 305, ambos do TST c/c alínea “d” do art.
483 da CLT).

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7. DA CONCLUSÃO

Ante os fatos e fundamentos jurídicos acima delineados, restam amplamente


comprovadas as reiteradas faltas graves cometidas pela empregadora, razão pela qual
requer o reconhecimento da rescisão indireta do contrato de trabalho em epígrafe e
sua condenação nas verbas salariais, rescisórias e indenizatórias pleiteadas.

Requer ainda a decretação de revelia e consequente aplicação da pena de


confissão ficta para a segunda Reclamada (Residencial Ilha das Flores), sendo
reconhecida a sua responsabilidade subsidiária no adimplemento das verbas salariais,
rescisórias e indenizatórias requeridas no bojo da Reclamação Trabalhista.

Assim, impugnam-se totalmente as teses elencadas pela primeira Reclamada em


sede de contestação, tendo em vista que destituídas de amparo fático/jurídico.

No mais, RATIFICAM-SE OS PLEITOS FORMULADOS NA RECLAMAÇÃO


TRABALHISTAS, pois que cabalmente comprovado o direito do obreiro.

Termos em que,
Pede e Espera Deferimento.

Goiânia/GO, 13 de junho de 2016.

_____________________________________
Fernando Sousa Santos
OAB/GO n°. 37.626
Assinado digitalmente

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Requer a juntada de substabelecimento em formato PDF/A.

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Dr. Fernando Sousa Santos OAB/GO 37.626
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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DO TRABALHO DA 3ª VARA


DO TRABALHO DE GOIÂNIA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 18ª
REGIÃO

RTSmun-0010328-95.2016.5.18.0003
Reclamante: FRANCISCO MARIA DANTAS
Reclamadas: TOTAL PRESTADORA DE SERVIÇOS E LOCAÇÃO LTDA.
RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES

FRANCISCO MARIA DANTAS, já devidamente qualificado nos autos


da Reclamação Trabalhista em epígrafe, vem, por meio de seu advogado abaixo subscrito,
com o devido respeito e acatamento, à Digna presença de Vossa Excelência, INFORMAR e
REQUERER o que se segue.

Informar que o procurador do Reclamante foi nomeado para ocupar cargo público
incompatível com o exercício da advocacia.

Em virtude de tal fato, REQUER:

1. A juntada do substabelecimento anexo;

2. O cadastramento do Dr. GUILHERME MENEZES DE SOUZA MOREIRA,


brasileiro, solteiro, advogado, inscrito na OAB/GO sob o nº. 36.331, e-mail:
vocatusadvocacia@gmail.com, com escritório profissional sito à Rua Dr.
Olinto Manso Pereira, nº. 515, Setor Sul, Goiânia/GO, como advogado do
Reclamante;

3. O descadastramento do procurador originário, Dr. Fernando Sousa


Santos, OAB/GO 37.626, já que não poderá mais atuar neste processo;

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: FERNANDO SOUSA SANTOS


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Dr. Fernando Sousa Santos OAB/GO 37.626
_____________________________________________________________________________________________________________

4. Que as notificações, citações, intimações ou quaisquer comunicações


referente a esta Reclamação Trabalhista sejam endereçadas exclusivamente
para o Dr. Guilherme Menezes de Sousa Moreira, inscrito na OAB/GO
36.331, SOB PENA DE NULIDADE (art. 769 da CLT c/c §5º do art. 272 do
CPC/2015).

Termos em que,
Pede e Espera Deferimento.

Goiânia/GO, 28 de maio de 2017.

________________________________________
Fernando Sousa Santos
OAB/GO n°. 37.626
Assinado digitalmente

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Número do documento: 17052812331003000000019175355 Num. 3dd0968 - Pág. 2
SUBSTABELECIMENTO

Eu, FERNANDO SOUSA SANTOS, brasileiro, casado,


inscrito na OAB/GO sob o n. 37.626, e-mail: fernandoss7727@gmail.com, com
escritório profissional sito à Rua 107, quadra 41, Lote 50, Jardim Tropical, CEP
74946-100, Aparecida de Goiânia/GO, Telefone: (62) 9-9187-4495, em virtude
de nomeação em cargo público incompatível com o exercício da advocacia,
SUBSTABELEÇO os poderes que me foram outorgados por FRANCISCO
MARIA DANTAS nos autos da Reclamação Trabalhista RTSum-0010328-
95.2016.5.18.0003, sem reservas de poderes, para GUILHERME MENEZES
DE SOUZA MOREIRA, brasileiro, solteiro, advogado, inscrito na OAB/GO sob
o nº. 36.331, e-mail: vocatusadvocacia@gmail.com, com escritório profissional
sito à Rua Dr. Olinto Manso Pereira, nº. 515, Setor Sul, Goiânia/GO.

Goiânia/GO, 28 de maio de 2017.

__________________________________________________
Fernando Sousa Santos
OAB/GO 37.626
Assinado digitalmente

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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DO TRABALHO DA 3ª VARA DO
TRABALHO DE GOIÂNIA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 18ª REGIÃO

Reclamação Trabalhista RTSmun-0010328-95.2016.5.18.0003

Reclamante: FRANCISCO MARIA D'ANTAS

Reclamadas: TOTAL PRESTADORA DE SERVIÇOS E LOCAÇÃO LTDA.

RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES

FRANCISCO MARIA D'ANTAS, já devidamente qualificado nos autos da


Reclamação Trabalhista em epígrafe, vem, oportuna e tempestivamente, por meio de seu procurador
abaixo subscrito, muito respeitosamente à presença de Vossa Excelência, para REQUERER A
JUNTADA DE PROVA EMPRESTADA, com arrimo nos fatos a seguir articulados.

Considerando que o Reclamante laborou no mesmo período e local de trabalho que a senhora
Geizilene Tavares Mota e o senhor Daniel Filho da Silva Matos;

Considerando que em virtude da perda do posto de trabalho no Residencial Ilha das Flores a
empresa Total Prestadora de Serviços e Locação Ltda. informou para os empregados que não havia posto
de trabalho para realocá-los e não iria pagar as verbas rescisórias;

Considerando que a única alternativa para os empregados receberem as verbas rescisórias


seria ingressar com Reclamação Trabalhista;

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: GUILHERME MENEZES DE SOUZA MOREIRA


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Número do documento: 17061913315368200000019631353 Num. 8b9c632 - Pág. 1
Considerando o Princípio da Celeridade e Economia Processual, requer a juntada de prova
emprestada, já que nos autos da Reclamação Trabalhista RTSum-0010336-36.2016.5.18.0015 a senhora
Geizilene Tavares Mota foi ouvida como testemunha, sendo que confirmou que os empregados
contratados da Total Prestadora de Serviços e Locação Ltda. que prestavam serviços no
Residencial Ilha das Flores ficaram sem posto de trabalho e, não foi feito o acerto das verbas
rescisórias.

Nesta esteira, requer a juntada e deferimento da utilização do testemunho da senhora


Geizilene Tavares Mota, prestado nos autos da Reclamação Trabalhista
RTSum-0010336-36.2016.5.18.0015, como prova emprestada.

Termos em que,

Pede e Espera Deferimento.

Goiânia/GO, 19 de junho de 2017.

____________________________________________________

GUILHERME MENEZES DE SOUZA MOREIRA

OAB/GO n°. 36.331

Assinado digitalmente

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15ª VARA DO TRABALHO DE GOIANIA/GO
E-mail: vt15go@trt18.gov.br Sítio: www.trt18.gov.br

ATA DE AUDIÊNCIA

PROCESSO: 0010336-36.2016.5.18.0015
AUTOR: DANIEL FILHO DA SILVA MATOS
RÉU(RÉ): TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA

Em 30 de junho de 2016, na sala de sessões da MM. 15ª VARA DO TRABALHO DE


GOIANIA/GO, sob a direção da Exmo(a). Juíza CAMILA BAIAO VIGILATO, realizou-se audiência
relativa ao processo identificado em epígrafe.

Às 09h15min, aberta a audiência, foram, de ordem da Exmo(a). Juíza do Trabalho, apregoadas


as partes.

Presente o(a) autor, acompanhado(a) do(a) advogado(a), Dr(a). FERNANDO SOUSA SANTOS,
OAB nº 37626/GO.

Presente o preposto do(a) réu(ré) TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO


LTDA, Sr(a). GUILHERME SANTIADO SODRE, acompanhado(a) do(a) advogado(a), Dr(a).
EDUARDO BASILE ELIAS, OAB nº 35291/GO, a quem concedo o prazo de 5 dias para juntar
substabelecimento.

Ausente o(a) réu(ré) RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES.

As partes presentes tiveram as identidades confirmadas pelo(a) secretário(a) de audiências.

INCONCILIADOS.

Dispensado o depoimento pessoal do reclamante.

Depoimento pessoal do preposto do(s) réu(ré)(s): "Que o depoente não sabe informar a data de
rescisão do contrato ajustado pelas reclamadas; que o autor trabalhava na segunda reclamada; que
atualmente, quando ocorre rescisão com as tomadoras, a prestadora procura remanejar o empregado para
um novo posto de serviço; que especificamente quanto ao reclamante, o de poente não sabe dizer se foi
oferecido um novo posto de serviço ao reclamante ou se havia desinteresse pelos serviços do obreiro.
Perguntas do reclamante: 'que o reclamante não usufruía intervalo, mas havia pagamento dessa rubrica
nos contracheques. Nada mais'.

Primeira testemunha do autor: GEIZILENE TAVARES MOTA, identidade nº 6097439 SSP


GO, nascido em 09/08/1979, porteira, residente e domiciliado(a) na Rua Gomes Junior, qd. 28, lt. 14,
Setor Santo André, Aparecida de Goiânia/GO. Advertida e compromissada. Depoimento: "Que a
depoente foi empregada da primeira reclamada, na função de porteira, por cerca de um ano, tendo o
desligamento ocorrido em fevereiro de 2016; que a jornada da depoente era das 7h às 19h, em regime
12hx36h; que a depoente e o reclamante prestavam serviços no residencial Ilha das Flores; que ambos
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CAMILA BAIAO MENEZES
VIGILATO
DE SOUZA MOREIRA
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16063009415264500000013061096 Num. 0984958
69355c0 - Pág. 1
deixaram de trabalhar nesse local depois da rescisão do contrato ajustado pelas reclamadas; que depois de
perder este posto de serviço, a primeira reclamada chamou os empregados no escritório, sendo 4 porteiros
e 1 vigia noturno; que na ocasião lhes foi dito que não havia posto de serviço para remanejamento dos
empregados, que não seria feito o acerto rescisório e que deveriam ingressar com ação judicial. Nada
mais".

O reclamante não apresenta outra testemunha.

A primeira reclamada não apresenta testemunhas.

Sem outras provas, fica encerrada a instrução processual.

Razões finais remissivas pelo reclamante e primeira reclamada.

Prejudicadas as razões finais da segunda reclamada.

Conciliação rejeitada.

Venham-me conclusos. Julgamento sine die. As partes serão intimadas da sentença.

Nada mais.

Audiência encerrada às 09h39min.

CAMILA BAIAO VIGILATO

Juíza do Trabalho

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CAMILA BAIAO MENEZES
VIGILATO
DE SOUZA MOREIRA
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16063009415264500000013061096 Num. 0984958
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Dr. Guilherme Menezes de Souza Moreira OAB/GO 36.331
____________________________________________________________________________________________________________________________

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DO TRABALHO DA 3ª VARA


DO TRABALHO DE GOIÂNIA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 18ª
REGIÃO

Reclamação Trabalhista RTSmun-0010328-95.2016.5.18.0003


Reclamante: FRANCISCO MARIA D’ANTAS
Reclamadas: TOTAL PRESTADORA DE SERVIÇOS E LOCAÇÃO LTDA.
RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES

FRANCISCO MARIA D’ANTAS, já devidamente qualificado nos autos


da Reclamação Trabalhista em epígrafe, vem, oportuna e tempestivamente, por meio de seu
procurador abaixo subscrito, muito respeitosamente à presença de Vossa Excelência, para
REQUERER A JUNTADA DE PROVA EMPRESTADA, com arrimo nos fatos a seguir
articulados.

Considerando que o Reclamante laborou no mesmo período e local de trabalho


que a senhora Geizilene Tavares Mota e o senhor Daniel Filho da Silva Matos;

Considerando que em virtude da perda do posto de trabalho no Residencial Ilha


das Flores a empresa Total Prestadora de Serviços e Locação Ltda. informou para os
empregados que não havia posto de trabalho para realocá-los e não iria pagar as verbas
rescisórias;

Considerando que a única alternativa para os empregados receberem as verbas


rescisórias seria ingressar com Reclamação Trabalhista;

Considerando o Princípio da Celeridade e Economia Processual, requer a juntada


de prova emprestada, já que nos autos da Reclamação Trabalhista RTSum-0010336-
36.2016.5.18.0015 a senhora Geizilene Tavares Mota foi ouvida como testemunha, sendo
que confirmou que os empregados contratados da Total Prestadora de Serviços e

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Dr. Guilherme Menezes de Souza Moreira OAB/GO 36.331
____________________________________________________________________________________________________________________________

Locação Ltda. que prestavam serviços no Residencial Ilha das Flores ficaram sem
posto de trabalho e, não foi feito o acerto das verbas rescisórias.

Nesta esteira, requer a juntada e deferimento da utilização do testemunho da


senhora Geizilene Tavares Mota, prestado nos autos da Reclamação Trabalhista
RTSum-0010336-36.2016.5.18.0015, como prova emprestada.

Termos em que,
Pede e Espera Deferimento.

Goiânia/GO, 19 de junho de 2017.

____________________________________________________
GUILHERME MENEZES DE SOUZA MOREIRA
OAB/GO n°. 36.331
Assinado digitalmente

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PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 18ª REGIÃO
15ª VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA
Rua T 29, 1403, Setor Bueno, GOIANIA - GO - CEP: 74215-901

RTSum - 0010336-36.2016.5.18.0015
AUTOR: DANIEL FILHO DA SILVA MATOS
RÉU: TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA, RESIDENCIAL ILHA DAS
FLORES

SENTENÇA

I. RELATÓRIO

DANIEL FILHO DA SILVA MATOSajuizou reclamação trabalhista em face de


TOTAL PRESTADORA DE SERVIÇOS E LOCAÇÃO LTDA e RESIDENCIAL ILHA DAS
FLORES, partes devidamente qualificadas nos autos, aduzindo, em síntese, que foi admitido pela
primeira reclamada (TOTAL PRESTADORA) em 03/05/2014, na função de porteiro, e que os serviços
foram prestados na tomadora RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES, requerendo o reconhecimento da
rescisão indireta do contrato de trabalho e a condenação da 1ª reclamada, com responsabilidade
subsidiária das segunda, ao pagamento de horas extras e intervalares com reflexos; diferenças de adicional
noturno; feriados laborados com a dobra legal; diferenças nos recolhimentos de FGTS; aviso prévio
indenizado; férias acrescidas de 1/3; 13º salário proporcional e as multas previstas nos artigos 467 e 477
da CLT
Junta documentos. Atribui à causa o valor de R$21.829,62.
A segunda reclamada deixou de comparecer injustificadamente na audiência inicial.
Já a primeira reclamada compareceu e apresentou contestação com documentos, impugnando as
pretensões.
O reclamante apresentou manifestação à defesa da primeira ré.
Em audiência de instrução a segunda reclamada também não compareceu. Nessa
ocasião, foram colhidos os depoimentos do preposto da primeira reclamada e de uma testemunha indicada
pelo autor.
Sem outras provas a produzir, foi encerrada a instrução processual.
Razões finais remissivas.
Conciliação rejeitada.
Passo a decidir.

II - FUNDAMENTAÇÃO

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1) INÉPCIA

A CLT exige apenas que os pedidos sejam acompanhados de uma breve exposição
dos fatos (artigo 840, § 1°). Restando compreendido o pedido, o que fica constatado pela apresentação de
defesa minuciosa, não há lugar para o reconhecimento de inépcia.
A parte autora expôs os fatos relativos à causa e formulou os pedidos
correspondentes, atendendo aos requisitos constantes do artigo 840, § 1°, da CLT.
Ademais, as alegações que fundamentam a prefacial se referem ao mérito, e como tal
serão apreciadas.
Rejeito a preliminar oposta pela primeira reclamada.

2) PRESENÇA DAS CONDIÇÕES DA AÇÃO

Argui a Reclamada TOTAL PRESTADORA DE SERVIÇOS E LOCAÇÃO a


carência da ação (ID Num. d76d772 - Pág. 2) .

No entanto, a peça de ingresso não padece dos defeitos apontados na defesa da


primeira ré. Os pedidos, na forma postulada, comportam a análise do mérito e não oferecem dificuldades
à produção da defesa.

Como verdadeira condição da ação, a possibilidade jurídica deve ser analisada no


âmbito da suscetibilidade de apreciação do pedido pelo Poder Judiciário. É requisito de ordem abstrata
acerca da viabilidade jurídica da pretensão deduzida. Refere-se, portanto, ao aspecto meramente
processual, estando diretamente ligada ao pedido imediato, formulado contra o Estado.

A pretensão do Autor não encontra qualquer vedação dentro do ordenamento


jurídico, ao tempo em que o que se alega é a existência de uma verdadeira relação de emprego com a
primeira reclamada e responsabilidade subsidiária dos Correios em decorrência desta empresa ter sido
tomadora dos serviços.

Por outro lado, dirigida a pretensão em desfavor da segunda Reclamada é o que basta
para que se lhe reconheça a legitimidade para a causa. Afinal, ninguém mais do que ela teria interesse em
afastar de si os pleitos veiculados na inicial. E sendo tal interesse próprio, não se poderia negar-lhe o
direto de sustentá-lo em juízo.

Por conseguinte, rejeito a preliminar.

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3) AUSÊNCIA DA PRIMEIRA RECLAMADA. CONFISSÃO FICTA

A reclamadaRESIDENCIAL ILHA DAS FLORESdevidamente notificada - como


demonstra o comprovante de entrega juntado sob o ID Num. e0966f4 - Pág. 1 -, deixou de comparecer à
audiência, na qual deveria apresentar defesa, caracterizando-se, assim, a situação processual da confissão
ficta e não revelia. Isso porque a defesa apresentada pela segunda reclamada aproveita ao referido
demandado porque refuta especificadamente os pedidos da exordial.
Em decorrência desse fato, são tidos como verdadeiros os fatos alegados na inicial,
salvo se o contrário resultar da prova dos autos (art. 277, § 2º do CPC e Súmula 74, II do TST). A
presunção de veracidade fica afastada também em relação aos fatos especificadamente impugnados pela
2ª reclamada.

Ressalto, ainda, que mesmo com a confissão ficta da segunda ré, o autor não
ficará isento de se desincumbir do seu onus probandi.

4) RESPONSABILIDADE DAS RECLAMADAS. TERCEIRIZAÇÃO

O reclamante postula a responsabilidade subsidiária da segunda reclamada aduzindo


que foi admitido pela TOTAL PRESTADORA DE SERVIÇO, tendo prestado serviços durante todo o
pacto laboral em prol do RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES.

Ante a ausência do segundo reclamado, prevalecem como verdadeiras as assertivas


do reclamante de que prestou serviços no Residencial, durante todo o pacto laboral, na função de porteiro,
para atender ao contrato de prestação de serviços firmado pelas demandadas. Ademais, a prova
documental - recibos salariais - evidenciam que o empregado efetivamente prestou serviços na tomadora
RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES.

Desse modo, caracterizada a terceirização de mão de obra, impõe-se reconhecer a


responsabilidade subsidiária do segundo reclamado(RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES) pela
solvabilidade das verbas devidas ao autor nessa demanda, nos termos da Súmula 331 do TST.

O fato de a terceirização ser legal, porquanto prevista na Lei nº 7.102/83, não elide a
responsabilidade da tomadora, nos termos da súmula do TST já referida, porquanto a segunda e terceira
reclamadas foram diretamente beneficiadas pelo trabalho do reclamante. Nesse sentido, não há que se
perquirir acerca da culpa das tomadoras, já que a responsabilidade destas empresas, entes privados,
decorre do fato de ter se beneficiado do trabalho do obreiro mediante contratação precária de mão de obra
por empresa interposta.

Do mesmo modo, a existência de eventual cláusula no contrato de prestação de


serviços excluindo a responsabilidade das tomadoras não afasta a responsabilidade destas, porquanto tem

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efeito meramente civil (entre as partes contratantes), não repercutindo no contrato de trabalho.

Nos termos do item VI da referida súmula, a responsabilidade subsidiária


compreende todas as verbas decorrentes da condenação, abrangendo inclusive as verbas indenizatórias e
punitivas (multas) e encargos previdenciários,porquanto decorrem do contrato de trabalho, do qual a
tomadora se beneficiou diretamente.

Diante do exposto, acolho o pleito do reclamante para reconhecer a


responsabilidade SUBSIDIÁRIA do RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES pela solvabilidade das
parcelas objeto da condenação.

5) PEDIDOS RELACIONADOS À JORNADA 12H X 36H

5.1) HORAS EXTRAS. HORA NOTURNA REDUZIDA. ADICIONAL


NOTURNO

Assevera o autor que laborava em regime de compensação de 12h x 36h, das 19h às
07h, sem a fruição de intervalo.
Postula o pagamento das horas extras decorrentes da inobservância pela ré da
jornada noturna reduzida, bem assim o pagamento de diferenças de adicional noturno, sob a alegação de
que a reclamada não observava a prorrogação da jornada noturna após às 05 horas e, além disso, pagava a
título de adicional noturno somente 10,87%.
Em defesa, a 1ª reclamada não refuta a jornada de trabalho informada na exordial,
asseverando, outrossim, que o reclamante jamais prestou horas extras e que sempre pagou corretamente o
adicional noturno.
Dessume-se do exposto que o reclamante sustenta que a reclamada não observava a
jornada noturna reduzida e que também não recebia integralmente o adicional noturno, sendo certo que
este somente era pago nos dias efetivamente laborados, de 22h às 05h.
Analiso.

Os recibos salariais colacionados pelo autor e primeira reclamada revelam, por


amostragem, que o adicional era pago no importe de 10,87% (julho de 2014) sobre o salário base (ID
Num. 7c376a8 - Pág. 1), o que evidencia certa incorreção.

Dispõe o caput do art. 73, da CLT que a hora do trabalho noturno será remunerada
com o acréscimo de 20% em relação à hora diurna, considerando-se noturno, para os trabalhadores
urbanos, o labor realizado entre as 22h de um dia e as 5h do dia seguinte (§ 2º), devendo ser observada a
hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos (§ 1º).
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Assim, tem-se que a jornada laboral do autor (19h às 7h), compreendia todo o
horário de trabalho noturno (22h às 5h), sendo que ainda o extrapolava.

Todavia, o adicional noturno apenas é devido quando o empregado se sujeita àquela


condição específica dele determinante, no caso, o trabalho no período noturno. Não obstante, o inciso II,
da Súmula 60 do TST dispõe que, uma vez cumprida integralmente a jornada no período noturno e
prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas.

E o mesmo entendimento é aplicado ainda que se trate de regime de jornada 12h x


36h coletivamente negociada, conforme entendimento sedimentado pela OJ 388 da SDI-1 do TST:

OJ 388. JORNADA 12X36. JORNADA MISTA QUE COMPREENDA A


TOTALIDADE DO PERÍODO NOTURNO. ADICIONAL NOTURNO. DEVIDO. (DEJT divulgado em
09, 10 e 11.06.2010).

O empregado submetido à jornada de 12 horas de trabalho por 36 de descanso, que


compreenda a totalidade do período noturno, tem direito ao adicional noturno, relativo às horas
trabalhadas após as 5 horas da manhã.

Nesse sentido, entendo que, pelas mesmas razões, a redução ficta da hora noturna
também deve incidir sobre a prorrogação, uma vez que igualmente visa compensar o maior gravame
imposto pelo labor naquela condição.

A esse respeito, trago os seguintes arestos jurisprudenciais:

"RECURSO DE REVISTA - JORNADA MISTA - PRORROGAÇÃO DA JORNADA EM


PERÍODO POSTERIOR AO NOTURNO - INCIDÊNCIA DO ADICIONAL NOTURNO
E OBSERVÂNCIA DA HORA NOTURNA REDUZIDA PARA AS HORAS
TRABALHADAS APÓS CINCO HORAS DA MANHÃ. A teor do disposto no § 5º do art.
73 da CLT e conforme jurisprudência atual e iterativa deste Tribunal Superior, em
relação à prorrogação do trabalho noturno, aplicam-se as regras contidas no caput e §
1º do referido dispositivo legal. Dessa forma, é devido o adicional noturno, bem como
deve ser considerada a redução da hora noturna fixada em lei, em relação às horas
prorrogadas após cinco horas da manhã, mesmo em se tratando de jornada mista, uma
vez cumprida integralmente a jornada de trabalho no período noturno, de 22h às 5h,
ou, ainda que iniciada pouco após as 22h, mas abrangendo quase a totalidade do
horário noturno e estendida para além das cinco horas da manhã, pois subsiste o
desgaste físico e psicológico que justifica a remuneração do trabalho noturno para as
horas trabalhadas após as cinco horas. Recurso de revista conhecido e provido". (RR -
975-62.2010.5.02.0043, Relator Ministro: Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, Data de
Julgamento: 29-5-2013, 7ª Turma, Data de Publicação: 7-6- 2013).

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"ADICIONAL NOTURNO. REDUÇÃO DA HORA NOTURNA. JORNADA MISTA.
SÚMULA 60, II, DO TST. Nos termos da lei, o trabalhador urbano faz jus ao adicional
noturno e à hora noturna reduzida, se o trabalho é realizado entre as vinte e duas horas
de um dia e às cinco horas do dia seguinte e, do mesmo modo, no caso de continuidade
desse trabalho no período diurno (jornada mista), já que o desgaste sofrido pelo
empregado, inerente ao trabalho noturno, é agravado ao permanecer no trabalho após
as 5h da manhã. Aplicação do item II da Súmula 60 do TST. Precedentes. Recurso de
revista conhecido e provido, integralmente". (RR - 156700-33.2009.5.15.0038 , Relator
Ministro: Hugo Carlos Scheuermann, Data de Julgamento: 20-11-2012, 1ª Turma, Data
de Publicação: 23-11-2012).

Por todo o exposto, concluo que o adicional noturno deverá incidir apenas sobre as
horas trabalhadas entre as 22h e 7h - considerando a hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos -,
excluindo-se o período compreendido entre 19h e 22h.

Desse modo, defiro ao reclamante o pagamento das diferenças do adicional


noturno, assim considerado o labor das 22h às 7h.

No que pertine a hora noturna reduzida, saliento que o trabalho em regime 12h x 36h
não enseja o pagamento de horas extraordinárias, por si só, porque o art. 7º, XIII, da Constituição Federal
de 1988, fala em duração do trabalho normal de oito horas e, na compensação negociada, o regime 12h x
36h é aplicado não propriamente a serviços normais, mas sim serviços específicos, que não podem sofrer
solução de continuidade. É certo que o trabalho noturno só ocorre no período de 22h às 7h - como já
decidido alhures. Assim, a hora noturna reduzida não é aplicada, quanto ao labor do reclamante das 19h
às 21h59min. Em assim sendo, mesmo computando-se as fictícias horas noturnas, o limite mensal de
220h (duzentos e vinte horas) não é ultrapassado, motivo pelo qual não prospera o pedido de pagamento
de horas extraordinária face à compensação de jornada representada pelo regime 12h x 36h. Indefiro o
pagamento de horas extras.

5.2) HORAS INTERVALARES

É incontroverso que o obreiro não usufruía integralmente o intervalo de 01 hora para


repouso e alimentação, como confessado pelo preposto da primeira reclamada (ID Num. 69355c0 - Pág.
1).

É cediço que inexiste compensação do descanso legal no regime 12h x 36h. Isso
porque a duração do intervalo intrajornada não pode ser derrogada face ao seu caráter de ordem pública.
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Tal entendimento, inclusive, é adotado pelo Colendo TST (Súmula nº 437).

Nessa senda, a despeito de cumprir jornada superior a 6 horas diárias não lhe foi
concedido o intervalo mínimo de 1 hora. Assim, ele faz jus ao pagamento de 1 hora extra diária em
decorrência da previsão do art. 71, parágrafo 4º, CLT.

Ressalto que tal previsão não se confunde com o labor extraordinário, apesar de a lei
estabelecer o mesmo adicional. Assim, ainda que a supressão do intervalo não tenha sido completa,
deverá o período correspondente ser remunerado na sua totalidade, com o adicional legal (Súmulas nº 02
e 09, TRT 18ª Região).

Assim, considerando o descumprimento da duração mínima do intervalo que


deveria ter-lhe concedido a reclamada, defiro ao obreiro o pagamento de 01 hora (uma hora) extra
por dia trabalhado (regime 12h x 36h) mais o adicional de 50%, com reflexos em férias acrescidas
de 1/3, 13ºs salários, FGTS e multa de 40%.

Autorizada a dedução dos valores quitados pela ré sob igual título, em conformidade
aos recibos salariais coligidos aos autos.

5.3) FERIADOS

O reclamante sustenta que trabalhou nos feriados apontados à fl. 18 da exordial


(Num. 969c022 - Pág. 18), sem receber o pagamento equivalente ao labor nesses dias.
A reclamada não nega o labor aos feriados, limitando-se a afirmar ser indevido o seu
pagamento porque "tudo está pago, não existe, feriados não pagos" (ID Num. d76d772 - Pág. 6).
Passo a decidir.
No regime de 12 horas de trabalho seguidas por 36 horas de descanso, é assegurado
o pagamento em dobro dos feriados laborados (inteligência da Súmula nº 09, E. TRT 18ª Região).
Destarte, com supedâneo na Lei nº 605/1949 e Súmula 146 do Colendo TST, resta
devido ao reclamante o pagamento em dobro dos feriados laborados.
A despeito da alegação patronal, os recibos salariais não demonstram o pagamento
de feriados ou de horas extras com adicional de 100%.
De todo modo, saliento que os dias de carnaval e corpus christi não podem ser
considerados feriados, senão vejamos.
A Lei Federal n° 9.093, de 12/9/1995, dispõe que: "Art. 1º. São feriados civis: I - os
declarados em lei federal; II - a data magna do Estado fixada em lei estadual. Art. 2º. São feriados
religiosos os dias de guarda, declarados em lei municipal, de acordo com a tradição local e em número
não superior a quatro, neste incluída a Sexta-Feira da Paixão."
Por sua vez, a Lei Federal n° 10.607, de 19/12/2002, determina que: "Art. 1°. São
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feriados nacionais os dias 1º de janeiro, 21 de abril, 1º de maio, 7 de setembro, 2 de novembro, 15 de
novembro e 25 de dezembro."
Além disso, a Lei nº 6.802/1980 dispõe que é considerado feriado nacional o dia 12
de outubro e, por sua vez, a Lei nº 10.607/2002, deu nova redação ao artigo 1º da Lei nº 662/1949, para
incluir dentre os feriados nacionais o dia 2 de novembro.
Registro que o Município de Goiânia definiu como feriados municipais os dias 24 de
outubro (aniversário da cidade) e 24 de maio (padroeira de Goiânia - Nossa Senhora Auxiliadora), além
da Sexta-feira da Paixão.
Portanto, são considerados como feriados os seguintes dias: 1º de janeiro, Sexta-feira
da Paixão, 21 de abril, 1º de maio, 24 de maio (padroeira de Goiânia - Nossa Senhora Auxiliadora), 7 de
setembro, 12 de outubro, 24 de outubro (aniversário da cidade de Goiânia), 2 de novembro, 15 de
novembro e 25 de dezembro.
Pelo exposto, considerando que a reclamada não trouxe à colação os controles de
frequência defiro o pagamento em dobro de todos os feriados declinados à fl. 18 da exordial, com as
ressalvas dos parágrafos anteriores. Sem reflexos, ante a ausência de habitualidade.

6) MODALIDADE RESCISÓRIA DO PACTO LABORAL. VERBAS


RESCISÓRIAS

Restou incontroverso que o último dia de efetivo labor do autor foi 05/02/2016, data
em que foi rescindido o contrato de prestação de serviço entre as reclamadas.

A testemunha GEIZILENE TAVARES MOTA afirmou que, após o referido distrato,


a reclamada chamou os empregados no escritório e lhes disse que "não havia posto de serviço para
remanejamento dos empregados, que não seria feito o acerto rescisório e que deveriam ingressar com
ação judicial" (ID Num. 69355c0 - Pág. 2).

De igual modo, o preposto da empresa, sob interrogatório, não soube dizer se "foi
oferecido um novo posto de serviço ao reclamante ou se havia desinteresse pelos serviços do obreiro" (ID
Num. 69355c0 - Pág. 1), atraindo as cominações do artigo 843 e parágrafo segundo da CLT.

Assim, diante da conduta patronal de não oferecer novo posto de serviço ao obreiro,
demonstrando nitidamente o descumprimento de sua obrigação contratual de oferecer serviço ao
empregado, reconheço a falta grave patronal e declaro a rescisão indireta do contrato, nos termos do art.
483, d da CLT.

Condeno a reclamada a pagar ao reclamante o aviso prévio indenizado (33 dias -


cuja projeção deverá refletir na proporção das demais verbas rescisórias), 02/12 13º salário proporcional e

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10/12 férias proporcionais acrescidas de 1/3.

Remuneração conforme contracheques, acrescida das diferenças deferidas nessa


decisão.

Deverá a reclamada comprovar o recolhimento integral do FGTS de todo o vínculo,


inclusive com a indenização rescisória de 40%, no prazo de 10 dias após o trânsito em julgado, sob pena
de pagar indenização substitutiva.

No mesmo prazo, deverá a reclamada proceder à baixa na CTPS do reclamante, bem


como entregar o TRCT, guias para saque do FGTS e formulários para habilitação no seguro desemprego,
sob pena de multa diária a ser fixada oportunamente.

Caso a reclamada não cumpra com as obrigações de fazer acima, deverá a secretaria
da vara do trabalho proceder à baixa na CTPS do autor - fazendo constar o dia 09/03/2016 (com a
projeção do aviso prévio) - expedir alvará para saque do FGTS e certidão narrativa para habilitação no
seguro desemprego (cabendo ao reclamante comprovar o preenchimento dos demais requisitos junto ao
órgão competente para habilitação no seguro desemprego), sem prejuízo da multa diária e da
comunicação aos órgãos públicos competentes para que sejam aplicadas as penalidades administrativas
cabíveis.

7) MULTA DO ARTIGO 467 DA CLT

A multa do art. 467 da CLT é devida no caso de não pagamento das verbas
rescisórias incontroversas quando do comparecimento da reclamada na Justiça do Trabalho. No caso dos
autos, não há parcelas incontroversas, sendo indevida a indenização postulada. Indefiro.

8) LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ

O reclamante agiu nos limites de seu direito de ação. O só fato de o autor não ter
feito prova de suas alegações não implica automática presunção de má-fé processual. Rejeito a arguição
da reclamada.

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9) BASE DE CÁLCULO E CRITÉRIOS DE LIQUIDAÇÃO

As verbas deferidas nesta sentença serão apuradas em liquidação por simples


cálculos, em consonância aos valores indicados nos recibos salariais. Na ausência de prova documental a
apuração observará a remuneração de R$1.104,86 (mil, cento e quatro reais, oitenta e seis centavos).

10) JUROS DE MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA

Na forma da lei, os juros de mora incidirão desde o ajuizamento da ação, e a


correção monetária, tomada por época própria o mês subsequente à prestação do serviço (Súmula 381 do
Col. TST).

11) CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS E IMPOSTO DE RENDA

Os recolhimentos previdenciários deverão ser efetuados pela empregadora,


deduzindo-se a parte que couber à reclamante nos termos da Lei, observando-se as parcelas deferidas
nesta sentença, de caráter salarial sob pena de execução, nos termos do artigo 114, § 3º da CF.
Os descontos pertinentes ao imposto de renda observarão a legislação tributária
vigente à época do julgado, podendo a reclamada efetuar as retenções cabíveis.

12) GRATUIDADE DA JUSTIÇA

Diante da declaração de miserabilidade jurídica firmada pelo reclamante,


concedo-lhe os benefícios da assistência judiciária gratuita (art. 790, parágrafo 3º, da CLT e art. 14, da
Lei nº 5584/1970).

13) OFÍCIOS

Não há nos autos notícias de irregularidades que justifiquem a expedição dos ofícios
mencionados pelo reclamante. Indefiro o pedido.

III. DISPOSITIVO

Em face do exposto, na Reclamatória Trabalhista que DANIEL FILHO DA SILVA


MATOS propôs em face de 1ª) TOTAL PRESTADORA DE SERVIÇOS E LOCAÇÃO LTDA e 2ª)
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RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES,decido:
1) rejeitar as preliminares opostas pela primeira reclamada;
2) declarar a responsabilidade subsidiária da segunda reclamada, RESIDENCIAL
ILHA DAS FLORES, pelas obrigações em pecúnia deferidas na presente decisão, inclusive no tocante a
multas e demais consectários decorrentes do inadimplemento, durante todo o pacto laboral;
3) julgar PARCIALMENTE PROCEDENTES os pedidos formulados pelo
reclamante, para condenar as reclamadas a pagarem-lhe as seguintes parcelas, nos termos da
fundamentação supra, que integra o presente dispositivo:
3.1) diferenças a título de adicional noturno, assim considerado o labor das 22h às
7h;
3.2)01 hora (uma hora) extra por dia trabalhado (regime 12h x 36h) mais o adicional
de 50%, com reflexos em férias acrescidas de 1/3, 13ºs salários, FGTS e multa de 40% pela supressão do
intervalo intrajornada;
3.3) feriados laborados com a dobra legal;
3.4) aviso prévio indenizado (33 dias);
3.5) 02/12 13º salário proporcional;
3.6) 10/12 férias proporcionais acrescidas de 1/3.

A reclamada deverá comprovar as seguintes obrigações de fazer, no prazo de 10 dias


após o trânsito em julgado da decisão:

a) o recolhimento integral do FGTS de todo o vínculo, inclusive com a indenização


rescisória de 40%, sob pena de pagar indenização substitutiva;

b) promover a baixa na CTPS do reclamante, fazendo constar o dia 09/03/2016, com


a projeção do aviso prévio;

c) entregar o TRCT, guias para saque do FGTS e formulários para habilitação no


seguro desemprego, sob pena de multa diária a ser fixada oportunamente.
Caso a reclamada não cumpra as obrigações de fazer acima, deverá a secretaria da
vara do trabalho proceder à baixa na CTPS do autor, expedir alvará para saque do FGTS e certidão
narrativa para habilitação no seguro desemprego (cabendo ao reclamante comprovar o preenchimento dos
demais requisitos junto ao órgão competente para habilitação no seguro desemprego), sem prejuízo da
multa diária e da comunicação aos órgãos públicos competentes para que sejam aplicadas as penalidades
administrativas cabíveis.
Autorizada a dedução dos valores quitados pela ré sob igual título, na forma da
fundamentação e em conformidade aos recibos salariais coligidos aos autos.
SENTENÇA LÍQUIDA.
Após a intimação do devedor pelo diário da justiça eletrônico - estando ele
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regularmente representado nos autos por advogado - o pagamento ou a garantia da dívida deverá ocorrer
no prazo de dois dias contados do trânsito em julgado, sob pena de prosseguimento da execução, ficando
dispensada a citação.
Na forma da lei, os juros de mora incidirão desde o ajuizamento da ação, e a
correção monetária, tomada por época própria o mês subsequente à prestação do serviço (Orientação
Jurisprudencial 124 do C. TST).
Deverá o empregador, observado o prazo legal, preencher e enviar a Guia de
Recolhimento ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social - GFIP, em
conformidade com o disposto no art. 178 e parágrafos do Provimento Geral Consolidado do Eg. TRT 18ª
Região, ficando advertido de que, o descumprimento sujeitará o infrator a pena de multa e demais sanções
administrativas, nos termos dos arts. 32, § 10, e 32-A, da Lei nº 8.212/91, bem como do artigo 284, I, do
Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999.
Os recolhimentos previdenciários deverão ser efetuados pela ré, deduzindo-se a parte
que couber à parte reclamante nos termos da Lei, observando-se as parcelas deferidas nesta sentença, de
caráter salarial sob pena de execução, nos termos do artigo 114, § 3º da CF.
Os descontos pertinentes ao imposto de renda observarão a legislação tributária
vigente à época do julgado, podendo a reclamada efetuar as retenções cabíveis (artigos 1º e 2º do
Provimento 01/96 do Egrégio TST).
Custas pela reclamada, no importe de 2% (dois por cento), calculadas sobre o valor
da condenação, conforme planilha em anexo.
Intimem-se as partes.
Nada mais.

GOIANIA, 23 de Setembro de 2016

CAMILA BAIAO VIGILATO


Juiz do Trabalho Substituto

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: GUILHERME


CAMILA BAIAO MENEZES
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Segue anexo

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Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: FREDERICO ALVES STEGER DE OLIVEIRA
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Número do documento: 17061914570856700000019635298 Num. 15db0a3 - Pág. 1
3ª VARA DO TRABALHO DE GOIANIA/GO

Rua T-51, esq c/ T-1, 6º andar,Setor Bueno, Goiânia-GO, tel. (62) 3901-3445

E-mail: vt3go@trt18.jus.br

ATA DE AUDIÊNCIA

Aos 19 dias de junho de 2017.

JuizEDUARDO DO NASCIMENTO, Auxiliar.

Autos nº0010328-95.2016.5.18.0003.

AUTOR(A) FRANCISCO MARIA DANTAS

TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA


RÉU(RÉ)
RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES

Às 15h30min, iniciou-se a audiência.

Presente o(a) autor (que apresentou à Secretária de Audiências documento de identificação com fotografia), acompanhado(a)
do(a) advogado(a), Dr(a). TAYNA MARINA DE SOUZA MOREIRA MENEZES, OAB nº 41047/GO.

Ausente o réu(ré) TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA. Presente seu advogado(a), Dr(a).
EDUARDO BASILE ELIAS, OAB nº 35291/GO.

Presente o preposto do réu(ré) RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES, Sr. DAVID FILEMON PONTES (que apresentou à
Secretária de Audiências documento de identificação com fotografia), acompanhado(a) do(a) advogado(a), Dr(a).
FREDERICO ALVES STEGER DE OLIVEIRA, OAB nº 21916/GO.

_______________________________________________________________

É deferido às partes, independentemente de requerimento específico, prazo de 05 (cinco)


dias para juntada de documentos de representação processual (procuração,
substabelecimento, atos constitutivos e carta de preposto).

Conciliação recusada.

Requerimento do reclamado Ilha das Flores: "MM. Juiz, requer a nulidade da notificação e
atos posteriores, uma vez que desconhece quem recebeu a comunicação processual
constante do id 531f726, pag01.
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: EDUARDO DO NASCIMENTO
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Decide-se:

tendo em vista que a comunicação processual foi entregue no endereço indicado na petição
inicial e não havendo elementos que afastem a presunção de que o ato foi regularmente
praticado rejeita-se a alegação de nulidade.

Registre-se que a despeito de constar da ata anterior alusão à citação por edital, tal fato é
estranho ao que consta nos autos.

Registram-se os protestos do reclamado.

Novo pregão às 15h35min confirmou a ausência do(a) reclamado(a) TOTAL


PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA.

O(A) reclamante requer a produção de prova emprestada nos seguintes termos:

depoimento da(s) testemunha(s) GEIZELENE TAVARES MOTA prestados nos autos da


RT 10336-36.2016 da 15ª Vara do Trabalho de Goiânia/GO;

Defiro. O reclamante afirma já ter juntado os documentos aos autos.

Vista às reclamadas até o próximo dia 26.

A parte reclamante requer seja o(a) ausente considerado(a) confesso(a) quanto aos fatos
litigiosos.

A questão terá decisão na Sentença futura.

A parte presente declara não haver necessidade de produção de prova oral, diante da
confissão requerida, razão pela qual se declara encerrada a instrução processual.

Encerrada a instrução processual.

Razões finais remissivas.

Para publicação da Sentença, adia-se sine die.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: EDUARDO DO NASCIMENTO


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Esta ata será assinada eletronicamente apenas pelo Juiz condutor do ato. Uma via
impressa, entretanto, será assinada pelos demais participantes para (1)ser digitalizada e
inserida no processo eletrônico e (2)ficar arquivada na Secretaria do Juízo até dois anos
depois do trânsito em julgado.

O texto desta ata pode ser conferido no sítio deste tribunal na rede mundial de
computadores (www.trt18.jus.br), indicando o número do processo no campo próprio.

Nada mais.

Audiência encerrada às 16h13min.

assinado eletronicamente

EDUARDO DO NASCIMENTO
JUIZ DO TRABALHO

Autor(a)

Advogado(a)

Réu(Ré)

Advogado(a)

Advogado(a)

Caio da Silva Rocha

Diretor de Secretaria

Suzana Silva da Cruz

Secretária de Audiência

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PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 18ª REGIÃO
3ª VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA
Rua T 29, 1403, Setor Bueno, GOIANIA - GO - CEP: 74215-901

RTSum - 0010328-95.2016.5.18.0003
AUTOR: FRANCISCO MARIA DANTAS
RÉU: TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA, RESIDENCIAL ILHA DAS
FLORES

1. RELATÓRIO

Dispensado, na forma da CLT, art. 852-I, caput.

2. FUNDAMENTOS

2.1 Alegações e fatos relevantes (CLT, art. 852-I, caput.

Da petição inicial, extraem-se as seguintes alegações essenciais feitas


pelo reclamante: foi admitido em 15.10.2014 para exercer a função de vigilante noturno, com
salário de R$891,25; laborava em regime de compensação 12x36 das 19h às 7h, sem intervalo
intrajornada; "em 05/02/2016 a segunda Reclamada rescindiu o contrato de prestação de
serviços que firmara com a primeira Reclamada, razão pela qual o Reclamante ficou sem posto
de trabalho"; "a primeira Reclamada não cumpriu com seus deveres advindos do pacto laboral,
haja vista que não disponibilizou posto de trabalho para o Reclamante exercer suas funções,
bem como não pagou salário ao funcionário que está a sua disposição."; o FGTS não foi
regularmente depositado; faz jus ao intervalo intrajornada, bem como ao recebimento de
diferença de adicional noturna e dos feriados laborados, em dobro; de horas extras em razão
da inobservância da hora noturna reduzida;deve ser declarada a rescisão indireta do contrato e
pagas as verbas respectivas.

A seu turno, no aspecto substancial, a reclamada Total Prestadora,


suscita preliminar de carência de ação e inépcia da petição inicial; no mérito, expende as
seguintes afirmações em sua defesa: não praticou qualquer ato ilícito a ensejar a rescisão
indireta do contrato; a rescisão deu-se a pedido do reclamante que abandonou o emprego; não
são devidas as verbas contratuais e rescisórias requeridas pelo autor, o qual litiga de má-fé.

2.2 Inépcia da petição inicial

A despeito do que alega a reclamada a peça inicial atende os requisitos


da CLT, art. 840, § 1º e encontra-se apta a produzir efeitos processuais, sendo que a narração
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dos fatos contida na petição inicial esclarece suficientemente, conforme será analisado no
mérito, a causa de pedir do pedido de rescisão indireta.

Preliminar rejeitada.

2.3 Interesse de agir.

A fim de obter o bem da vida pretendido, o reclamante necessita da


intervenção do Estado-Juiz, uma vez que o reclamado resistiu às pretensões deduzidas. Nesse
passo, reputa-se presente o interesse processual ou em agir e rejeita-se a preliminar.

2.4 Revelia e confissão quanto à matéria de fato.

A reclamada RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES, devidamente notificada,


não compareceu à audiência inaugural.

Na audiência em prosseguimento, o reclamado Ilha das Flores requereu a


nulidade da notificação, o que foi indeferido por este Juiz, sob o fundamento de que a
comunicação processual foi entregue no endereço indicado na petição inicial e não há
elementos que afastem a presunção de que o ato foi regularmente praticado.

Diante disso, há de se reconhecer sua condição de revel e confessa


quanto à matéria de fato alegada, nos termos da CLT, art. 844, e do entendimento da Súmula
122/TST, primeira parte.

Cumpre notar que a presunção de veracidade dos fatos declinados na


inicial, decorrente da revelia (CPC, art. 344) é relativa, podendo ser ilidida por outros elementos
existentes nos autos, e não beneficia a parte reclamante quanto à matéria de direito (CPC, art.
371).

Ressalva-se, ainda, que a primeira reclamada apresentou defesa, que lhe


aproveita quanto aos pontos comuns objeto de impugnação específica, nos termos do CPC,
artigo 345, I.

2.5 Confissão ficta da primeira reclamada.

A primeira reclamada, TOTAL PRESTADORA, não compareceu à


audiência em prosseguimento. Diante disso, há de se reconhecer sua condição de confessa
quanto à matéria de fato alegada, nos termos do entendimento contido na Súmula 74, I, do
TST.
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Número do documento: 17062011102449600000019660204 Num. efb64a7 - Pág. 2
Cumpre notar que a presunção de veracidade dos fatos alegados pela
parte contrária, decorrente da confissão (CPC, art. 385, § 1º) também é relativa, podendo ser
ilidida por outros elementos existentes nos autos, e não favorece a parte beneficiada pela
confissão quanto à matéria de direito, cujo exame pode ser realizado independentemente de
alegação pelas partes (CPC, art. 371).

2.6 Contrato de trabalho. Vigência. Modalidade da rescisão.


Obrigações de fazer e de pagar.

Não há controvérsia que o autor foi admitido15.10.2014 e que o último dia


trabalhado deu-se aos 05.02.2016.

É o que se declara.

Como fundamento do pedido rescisão indireta o reclamante alega que não


lhe foi ofertado posto de trabalho; não gozou intervalo intrajornada, não foram pagas as horas
correspondentes à hora noturna reduzida e os feriados laborados, bem como que não houve o
pagamento correto do adicional noturno.

No que se refere à alegação de falta de pagamento dos intervalos


intrajornada não gozados, a falta de pagamento da hora noturna reduzida, do adicional noturno
e dos feriados laborados; ainda que se reconheça a irregularidade na quitação, o que será a
seguir analisado, tais fatos não ensejam a rescisão indireta.

Por outro lado, a despeito das alegações da defesa, não há prova, a cargo
da reclamada (Súmula 461/TST), do regular depósito do FGTS, sendo que o extrato do FGTS
juntado com a petição inicial (ID. 93471fb - Pág. 2), aponta a irregularidade dos depósitos, o
que constitui motivo bastante para reconhecimento da rescisão indireta.

Nesse diapasão, citam-se precedentes do Eg. TRT da 18ª Região e do C.


TST:

"RESCISÃO INDIRETA. IRREGULARIDADE DOS DEPÓSITOS DO


FGTS De acordo com a jurisprudência do E. TST, a ausência de
regularidade no recolhimento dos depósitos do FGTS consubstancia falta
grave suficiente para configurar a justa causa, por culpa do empregador, a
ensejar a rescisão indireta do contrato de trabalho, nos termos do artigo
483, "d", da CLT. "(TRT18, RO - 0010071-4.2015.5.18.0004, Rel. SILENE
APARECIDA COELHO RIBEIRO, 4ª TURMA, 19/08/2015)

"I - RECURSO DE REVISTA DO RECLAMANTE. RECOLHIMENTO


IRREGULAR DO FGTS. RESCISÃO INDIRETA. CABIMENTO. O
descumprimento de obrigações essenciais ao contrato de trabalho, como
é o caso dos depósitos do FGTS, enseja rescisão indireta, nos termos do
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art. 483, d, da CLT. Precedentes. Recurso de revista a que se dá
provimento.(...)" (RR - 150600-96.2012.5.17.0007 , Relatora Ministra:
Kátia Magalhães Arruda, Data de Julgamento: 19/08/2015, 6ª Turma, Data
de Publicação: DEJT 21/08/2015)

Além disso, a testemunha Geizilene Tavares(prova emprestada - ID.


0984958 - Pág. 1), afirmou, em seu depoimento:

"que a depoente e o reclamante prestavam serviços no residencial Ilha


das Flores; que ambos deixaram de trabalhar nesse local depois da
rescisão do contrato ajustado pelas reclamadas; que depois de perder
este posto de serviço, a primeira reclamada chamou os empregados no
escritório, sendo 4 porteiros e 1 vigia noturno; que na ocasião lhes foi dito
que não havia posto de serviço para remanejamento dos empregados,
que não seria feito o acerto rescisório e que deveriam ingressar com ação
judicial."

Diante de tais fatos, reconhece-se a rescisão indireta do contrato de


trabalho da reclamante, nos termos do art. 483, "d", da CLT, em 05.02.2016, data informada,
pelo reclamante, como último dia trabalhado, com desligamento em 09.03.2016 em razão da
projeção do aviso prévio indenizado de 33 dias.

Obrigações.Em razão da modalidade rescisória acima reconhecida e


restando incontroversa a falta de pagamento das parcelas pretendidas, condena-se a primeira
reclamada ao cumprimento das seguintes obrigações de fazer e de pagar:

- anotação da CTPS - para tanto o reclamante deverá depositar o


documento na Secretaria da Vara no prazo de 10 (dez) dias após ser intimado para o fazer, a
fim de que a primeira reclamada anote a data de saída aos 09.03.2013 (já considerada a
projeção do aviso prévio de 33 dias - OJ n. 82 SDI-1/TST),sem nenhuma menção à existência
de ordem judicial nesse sentido; a seu turno, a primeira reclamada deverá proceder a
respectiva anotação, igualmente no prazo de 10 (dez) dias após ser intimada, sob pena de
multa diária de R$ 100,00, até o limite de R$ 1.000,00 (CPC, arts. 536 e 537); esgotado esse
prazo, a Secretaria da Vara procederá as respectivas anotações (CLT, art. 39, § 1º), sem
prejuízo da cobrança da multa, cuidando de não identificar que foram feitas por determinação
do Poder Judiciário e expedindo certidão em duas vias, digitalizando uma cópia, sendo que os
documentos físicos serão entregues para o reclamante (uma via) e a outra ficará arquivada em
Secretaria, com o teor das retificações, a fim de servir de prova perante a Previdência Social;

- comprovar, em razão da rescisão indireta, no prazo de 10 (dez) dias,


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após ser intimada para tanto, o recolhimento o FGTS relativo ao período faltante,
inclusive sobre décimo terceiro salário; bem como da indenização de 40%, nos termos da OJ
42 SBDI-1/TST, tudo sob pena de execução do equivalente em pecúnia para cumprimento da
obrigação de fazer;

- entrega das guias de seguro-desemprego, no prazo de 10 (dez) dias


após ser intimada para o fazer, sob a cominação de indenização substitutiva (Súmula
389/TST); fica estabelecido que a indenização substitutiva do seguro-desemprego poderá ser
afastada caso solicitado pelo reclamante, até 30 (trinta) dias após o trânsito em julgado,
documento suficiente a ser emitido pela Secretaria do Juízo e que possibilite o requerimento do
benefício junto à Administração;

- pagamento do aviso prévio indenizado de 33 dias; férias integrais


de 2014/2015 e proporcionais 05/12, ambas acrescidas de 1/3; décimo terceiro salário
proporcional de 2016 porém à razão de 02/12.

No tocante ao pedido de multas previstas na CLT, arts. 467 e 477, eis o


entendimento do C. TST, a respeito da matéria, sendo que os arestos da 1ª a 7ª Turmas,
abaixo mencionados, foram extraídos do voto condutor de julgado da Eg.4ª Turma, assim
ementado:

"RECURSO DE REVISTA. RESCISÃO INDIRETA DO CONTRATO DE


TRABALHO. CONFIGURAÇÃO. I. Hipótese em que não se demonstrou a
presença dos pressupostos previstos no art. 896 da CLT quanto ao tema
ora consignado. II. Recurso de revista de que não se conhece. MULTAS
PREVISTAS NOS ARTS. 467 E 477 DA CLT. RESCISÃO INDIRETA. I. A
multa prevista no § 8º do art. 477 da CLT é devida quando o pagamento
das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação
não for efetuado nos prazos estabelecidos no § 6º do referido dispositivo
legal. Por outro lado, a multa prevista no art. 467 da CLT tem como fato
gerador o não pagamento das verbas rescisórias incontroversas, na data
do comparecimento à Justiça do Trabalho. II. Esta Corte Superior firmou
entendimento no sentido de serem inaplicáveis as multas previstas nos
arts. 467 e 477 da CLT, quando houver controvérsia quanto à modalidade
de rescisão contratual (rescisão indireta). Precedentes. III. Recurso de
revista de que se conhece, por divergência jurisprudencial, e a que se dá
provimento." (RR - 104700-86.2009.5.15.0125 , Relator Ministro:
Fernando Eizo Ono, Data de Julgamento: 26/03/2014, 4ª Turma, Data de
Publicação: DEJT 04/04/2014)

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"RESCISÃO INDIRETA. MULTAS DOS ARTS. 467 E 477, § 8º, DA CLT.
Havendo registro, no acórdão regional, de que houve reconhecimento da
rescisão indireta do contrato de trabalho, não são aplicáveis ao caso as
multas previstas nos arts. 467 e 477, § 8º, da CLT, conforme o
entendimento hoje predominante nesta Casa. Incidência do art. 896, § 4º,
da CLT e aplicação da Súmula 333/TST. Revista não conhecida, no tema"
(TST - 1ª Turma - RR - 255700-56.2007.5.02.0064 - Relator Ministro Hugo
Carlos Scheuermann - DEJT 12/04/2013).

"RECURSO DE REVISTA ADESIVO DA RECLAMANTE. 1. MULTAS


DOS ARTS. 467 E 477, § 8º, DA CLT. Não ofende a literalidade do art.
467 da CLT, a decisão do e. Tribunal da 4ª Região que declarou não ser
cabível a multa prevista nesse dispositivo, ao fundamento de que há
controvérsia a respeito da obrigação cujo inadimplemento gerou a multa
em virtude de estar sendo pleiteada a rescisão indireta. Também não há
falar em violação do art. 477, § 8º, da CLT. O empregador não pagou as
verbas rescisórias com atraso, porque o pedido é exatamente o
reconhecimento da rescisão indireta, e somente com o deferimento
judicial o contrato de trabalho será extinto, e a partir daí é que serão
devidas as parcelas rescisórias. Recurso de revista não conhecido" (TST -
2ª turma - RR - 12900-55.2009.5.04.0004 - Relator Desembargador
Convocado Valdir Florindo - DEJT 19/12/2013).

"RECURSO DE REVISTA. [...]. 2. RESCISÃO INDIRETA - MULTAS DOS


ARTS. 467 E 477, § 8º, DA CLT - DESCABIMENTO. A rescisão indireta é
modalidade de dissolução do contrato de trabalho de iniciativa exclusiva
do empregado, que opera efeitos -ope judicis-, assim pressupondo
decisão judicial. Não há em tal espécie de ruptura contratual que se
cogitar de mora do empregador, o que torna incabível a aplicação da
sanção a que alude o art. 467 e da multa prevista no § 8º do art. 477 da
CLT. Recurso de revista conhecido e provido" (RR -
109900-74.2009.5.15.0125, Relator Ministro Alberto Luiz Bresciani de
Fontan Pereira, 3ª Turma, DEJT 01/04/2011).

"RECURSO DE REVISTA DA SEGUNDA RECLAMADA. MULTA DOS


ARTS. 467 E 477 DA CLT. RESCISÃO INDIRETA. AFASTAMENTO DAS
MULTAS. A controvérsia estabelecida acerca da forma em que operada a
dissolução contratual, rescisão indireta, afasta o reconhecimento do
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atraso discutido no texto legal, merecendo reforma a decisão que
determinou o pagamento das multas dos artigos 467 e 477 da CLT" (TST
- 4ª Turma - ARR - 70500-62.2009.5.04.0027 - Relatora Ministra Maria de
Assis Calsing - DEJT 31/10/2012).

"RECURSO DE REVISTA (...) MULTAS DOS ARTS. 467 E 477, § 8º, DA


CLT. RESCISÃO INDIRETA. NÃO CABIMENTO. O direito do empregado
ao pagamento da multa prevista no art. 477, § 8º, da CLT surge quando o
empregador não paga as parcelas constantes do instrumento de rescisão
ou recibo de quitação no prazo estipulado no § 6º do art. 477. Quanto à
multa do art. 467 da CLT, o direito surge com a falta de pagamento da
parte incontroversa à data do comparecimento à Justiça do Trabalho. No
caso concreto, a rescisão contratual somente foi reconhecida em juízo,
por meio de sentença de caráter constitutivo. Tal caráter decorre do fato
de ser a rescisão indireta modalidade de dissolução do contrato de
trabalho de iniciativa exclusiva do empregado, que pressupõe decisão
judicial. Não há, assim, nessa forma de ruptura contratual, que se cogitar
de mora do empregador, o que torna incabível a aplicação da multa
prevista no § 8º do art. 477 da CLT ou da sanção a que alude o art. 467
do mesmo texto. Máxime quando, em relação a este último, o acórdão
regional não revela existência de parcelas rescisórias incontroversas.
Recurso de revista conhecido e, no mérito, não provido" (TST - 5ª Turma -
RR - 23300-19.2009.5.04.0202 - Relator Ministro Emmanoel Pereira -
DEJT 16/03/2012).

"MULTAS DOS ARTS. 467 E 477 DA CLT. RESCISÃO INDIRETA. 1. A


multa prevista no art. 467 da CLT tem como fato gerador o não
pagamento das verbas rescisórias incontroversas, na data do
comparecimento à Justiça do Trabalho. Nesses termos, se a própria
rescisão é controvertida, não cabe a multa prevista nesse dispositivo de
lei. 2. A multa do art. 477, § 8.º, da CLT não é devida no caso de rescisão
indireta do contrato de trabalho, pois essa pressupõe decisão judicial que
a declare, de modo que não há como reconhecer mora do empregador.
Recurso de revista a que se dá provimento, quanto ao tema" (TST - 6ª
Turma - RR - 77900-40.2009.5.15.0054 - Relatora Ministra Kátia
Magalhães Arruda - DEJT 19/04/2013).

"MULTAS DOS ARTIGOS 467 E 477 DA CLT. A rescisão indireta foi


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reconhecida apenas em juízo, sem notícia de fraude cometida pelo
empregador. Assim, não se cogita de mora da reclamada quanto ao
pagamento das verbas rescisórias. Ademais, o direito ao recebimento de
tais parcelas surgiu somente com a declaração judicial da modalidade de
rescisão contratual, não sendo exigível seu pagamento antes do trânsito
em julgado dessa decisão. Indevidas as multas" (TST - 7ª Turma - RR -
71600-15.2009.5.04.0007 - Relator Ministro Pedro Paulo Manus - DEJT
15/03/2013).

Assim, pelos fundamentos supra mencionados, rejeita-se o pedido de


multas previstas na CLT, artigos 467 e 477.

2.7 Jornada de trabalho. Adicional noturno. Hora noturna reduzida.


Feriados. Intervalo intrajornada.

Dada a presunção de veracidade dos fatos alegados na petição inicial e


com base nos documentos trazidos aos autos, reconhecem-se como verdadeiras as seguinte
alegações: que o autor laborava no regime de 12x36, das 19h às 7h, sem concessão do
intervalo intrajornada, que o adicional noturno não foi corretamente pago e que não foi paga a
hora noturna reduzida.

Noturno. Condena-se, pois, a reclamada ao pagamento de diferenças do


adicional noturno, uma vez que a parcela não foi paga sobre a integralidade das horas
noturnas, conforme alegado na petição inicial, sendo certo que deveria incidir inclusive sobre as
horas posteriores à 5h de cada dia.

Na apuração das diferenças deverá ser considerado o percentual de 20%,


o divisor 220, o entendimento contido na Súmula 60, II, do C. TST, a evolução salarial
constante dos autos e os reflexos no aviso prévio, férias + 1/3 e nos décimos terceiros salários
e no FGTS + 40%.

Noturnas. É entendimento majoritário na jurisprudência deste Eg. TRT da


18ª Região (exemplificativamente: RO-0010381-72.2013.5.18.0006, Rel. Desembargadora
Kathia Maria Bomtempo de Albuquerque, 1ª Turma, julgado em 02.04.2014; RO -
0010896-60.2013.5.18.0054, Rel. Desembargador Eugênio José Cesário Rosa, 1ª Turma,
julgado em 25.03.2014), amparado, por sua vez, em julgados do C. TST, que as normas
coletivas não podem afastar o direito à redução da hora noturna em razão de o direito ser
tutelado por norma de ordem pública.

Por isso, mesmo existindo norma coletiva em sentido contrário, aplica-se


ao caso o entendimento contido na Súmula nº 9 do Eg. TRT da 18ª Região.
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Assim, em razão de o reclamante trabalhar das 19h às 7h, sem intervalo
intrajornada, totalizando 13h15 dia, em razão da redução da hora noturna, deferem-se o
pagamento das horas excedentes às 12 horas diárias, conforme jornada de trabalho acima
reconhecida.

Diante da habitualidade, são devidos os reflexos, na forma delimitada


quanto às incidências das diferenças de adicional noturno.

Deixa-se de aplicar o adicional de 50% por ausência de pedido.

Feriados. Em que pese seja incontroverso o labor em feriados, como a


autora ativava-se em regime de compensação, não é razoável admitir que houve trabalho em
todos os feriados. Assim, considerando que, conforme previsto nas Leis 662/1949, 6.802/1980
e 10.607/2002, os feriados nacionais totalizam o número de 8 reconhece-se que o autor,
trabalhou em quatro feriados durante o período de uma ano.

Assim, reconhece-se o direito do reclamante ao recebimento de quatro


feriados no período de um ano sendo que, em relação aos últimos cinco meses do contrato,
arbitra-se o pagamento de 4 feriados, observada a proporcionalidade.

São devidos reflexos nas férias mais 1/3, décimo terceiro, aviso prévio e
FGTS + 40%, observado o período de duração do contrato de trabalho.

Intrajornada. Defere-se ao reclamante, nos termos da CLT, art. 71, § 4º,


e do entendimento contido na Súmula nº 437/TST e na Súmula nº 9 deste Eg. TRT da 18ª
Região, a remuneração de 1h, acrescida de 50%, conforme jornada acima reconhecida.

São devidos os reflexos nos RSRs e, observado o entendimento contido


na OJ nº 394 da SBDI-1 do C. TST, no aviso prévio indenizado, nas férias + 1/3 (CLT, art. 142,
§5º), no décimo terceiro salário (Súmula 45/TST) e no FGTS mais 40%(Súmula 63/TST).

Considerando que o reclamante admite o recebimento do intervalo


intrajornada, ainda que a menor, deverão ser deduzidas as quantias pagas sob idêntico título.

2.8 Responsabilidade do segundo reclamado.

Tendo em vista que restou incontroverso que o segundo reclamado


RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES era tomador dos serviços do reclamante declara-se o
segundo reclamado, com base no entendimento contido na Súmula 331, IV e VI, do TST, como
responsável subsidiário pela pagamento das verbas deferidas ao reclamante.

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2.9 Assistência judiciária.

Devidamente formalizado o pedido de assistência judiciária (OJ 304 da


SBDI-1 do TST; Lei 7.115/1983, art. 1º -ID. bb88ed0 - Pág. 23), defere-se ao reclamante o
benefício da gratuidade previsto nas Leis 1.060/1950 e 5.584/1970.

Esclareça-se que a presunção de veracidade da declaração de


hipossuficiência não foi ilidida por nenhum elemento existente nos autos.

2.10 Juros e correção monetária.

Os juros e a correção monetária incidentes sobre as parcelas deferidas


devem obedecer ao disposto na CLT, art. 883 e na Lei 8.177/1991, art. 39. Aplicam-se, ainda,
os entendimentos contidos nas Súmulas 200 e 381 do TST, além da Orientação Jurisprudencial
nº 302 da SBDI-1 do TST.

Este Juiz chegou a determinar, em outros julgamentos pretéritos, a


observância na alteração no índice de correção determinada no julgamento do PROCESSO Nº
TST-ArgInc-479-60.2011.5.04.0231. Contudo, tendo em vista a liminar concedida pelo E. STF
na medida cautelar na reclamação 22.012/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, há se observar
tão-somente o que consta do parágrafo anterior.

2.11 Recolhimentos previdenciários e fiscais.

A respeito das obrigações previdenciárias e fiscais, adota-se o


entendimento contido na SUM-368/TST (redação atualizada):

"SÚMULA 368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS. IMPOSTO DE


RENDA. COMPETÊNCIA. RESPONSABILIDADE PELO RECOLHIMENTO. FORMA DE
CÁLCULO. FATO GERADOR. (aglutinada a parte final da Orientação Jurisprudencial nº 363 da
SBDI-I à redação do item II e incluídos os itens IV, V e VI em sessão do Tribunal Pleno
realizada em 26.06.2017)

I - A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento


das contribuições fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das
contribuições previdenciárias, limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e
aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salário de contribuição. (ex-OJ nº
141 da SBDI-1 - inserida em 27.11.1998).

II - É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das


contribuições previdenciárias e fiscais, resultantes de crédito do empregado oriundo de
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condenação judicial. A culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias,
contudo, não exime a responsabilidade do empregado pelos pagamentos do imposto de renda
devido e da contribuição previdenciária que recaia sobre sua quota-parte. (ex-OJ nº 363 da
SBDI-1, parte final)

III - Os descontos previdenciários relativos à contribuição do empregado,


no caso de ações trabalhistas, devem ser calculados mês a mês, de conformidade com o art.
276, § 4º, do Decreto n º 3.048/1999 que regulamentou a Lei nº 8.212/1991, aplicando-se as
alíquotas previstas no art. 198, observado o limite máximo do salário de contribuição (ex-OJs
nºs 32 e 228 da SBDI-1 - inseridas, respectivamente, em 14.03.1994 e 20.06.2001).

IV - Considera-se fato gerador das contribuições previdenciárias


decorrentes de créditos trabalhistas reconhecidos ou homologados em juízo, para os serviços
prestados até 4.3.2009, inclusive, o efetivo pagamento das verbas, configurando-se a mora a
partir do dia dois do mês seguinte ao da liquidação (art. 276, "caput", do Decreto nº
3.048/1999). Eficácia não retroativa da alteração legislativa promovida pela Medida Provisória
nº 449/2008, posteriormente convertida na Lei nº 11.941/2009, que deu nova redação ao art. 43
da Lei nº 8.212/91.

V - Para o labor realizado a partir de 5.3.2009, considera-se fato gerador


das contribuições previdenciárias decorrentes de créditos trabalhistas reconhecidos ou
homologados em juízo a data da efetiva prestação dos serviços. Sobre as contribuições
previdenciárias não recolhidas a partir da prestação dos serviços incidem juros de mora e, uma
vez apurados os créditos previdenciários, aplica-se multa a partir do exaurimento do prazo de
citação para pagamento, se descumprida a obrigação, observado o limite legal de 20% (art. 61,
§ 2º, da Lei nº 9.460/96).

VI - O imposto de renda decorrente de crédito do empregado recebido


acumuladamente deve ser calculado sobre o montante dos rendimentos pagos, mediante a
utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se
refiram os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente
ao mês do recebimento ou crédito, nos termos do art. 12-A da Lei nº 7.713, de 22/12/1988, com
a redação conferida pela Lei nº 13.149/2015, observado o procedimento previsto nas
Instruções Normativas da Receita Federal do Brasil."

Não haverá incidência de descontos fiscais sobre juros de mora, nos


termos da OJ nº 400 da E. SBDI-1 do C. TST.

Nos termos do art. 86 do Provimento Geral Consolidado do TRT/18ª


Região, fica a reclamada cientificada:

I - da obrigação de, observado o prazo legal, preencher e enviar a Guia de


Recolhimento ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social -
GFIP, em conformidade com o disposto no art. 178 e parágrafos do PGC-TRT/18ª Região;
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II - de que o descumprimento sujeitará o infrator a pena de multa e demais
sanções administrativas, nos termos dos arts. 32, § 10, e 32-A, da Lei nº 8.212/91, bem como
do artigo 284, I, do Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999.

2.12 Litigância de má-fé.

Não restou caracterizada a má-fé do reclamante, ao contrário do alegado


na defesa, tendo ele exercido de modo regular seu direito de ação, constitucionalmente
assegurado, tanto que obteve êxito em boa parte de suas pretensões.

3. CONCLUSÃO

Do exposto, decide-se, na ação trabalhista movida por FRANCISCO


MARIA DANTAS em face de TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA e
RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES:

- rejeitar as preliminares de inépcia da petição inicial e falta de interesse


de agir;

- julgar PROCEDENTE, EM PARTE, o pedido, para condenar a primeira


reclamada e, de modo subsidiário, o segundo a pagarem ao reclamante as parcelas deferidas
nos tópicos 2.6 e 2.7 da fundamentação e a cumprir as obrigações de fazer deferidas no tópico
2.6.

Deferem-se ao reclamante os benefícios da justiça gratuita.

Os juros e a correção monetária sobre as parcelas deferidas devem


obedecer ao disposto na CLT, art. 883, e na Lei 8.177/1991, art. 39. Aplicam-se, ainda,os
entendimentos contidos nas Súmulas 200 e 381 do TST.

Ficam autorizados os descontos previdenciários e fiscais (Súmula


368/TST), sendo que os últimos não incidirão sobre juros de mora.

Os valores devem ser apurados em liquidação, autorizados os descontos


legais, levando-se em conta os limites dos pedidos e a observância da legislação pertinente em
todos os seus termos, da OJ nº 363 do C. TST e dos fundamentos da decisão, que integram
este dispositivo.

Para fins do artigo 832, § 3º, da CLT, são indenizatórias as seguintes


parcelas: aviso prévio indenizado, férias indenizadas/proporcionais + 1/3; FGTS + 40%;
reflexos das parcelas variáveis no aviso prévio indenizado, férias
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indenizadas/proporcionais + 1/3 e FGTS + 40%. As parcelas restantes têm natureza salarial.

Custas, pelas reclamadas, no importe de R$ 160,00, calculadas sobre


R$8.000,00, valor arbitrado à condenação.

Oficie-se à União (CLT, art. 832, § 4º), a não ser que se faça presente a
hipótese de dispensa prevista na Portaria do Ministério da Fazenda n. 582 de 11/12/2013 e art.
175 do Provimento Geral Consolidado deste Regional.

Intimem-se.

Nada mais.

GOIANIA, 13 de Julho de 2017

EDUARDO DO NASCIMENTO
Juiz do Trabalho Substituto

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: EDUARDO DO NASCIMENTO


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SUBSTABELECIMENTO

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1 de 1

SUBSTABELECIMENTO

Por este instrumento particular de substabelecimento de procuração,


eu, GUILHERME MENEZES DE SOUZA MOREIRA, brasileiro, solteiro, advogado,
inscrito na OAB/GO sob o nº 36.331, com endereço profissional na Rua Drº. Olinto
Manso Pereira, nº 792, Qd. F-16, Lt. 96, Setor Sul, Goiânia - GO, telefone: 3225-
9596, SUBSTABELEÇO COM RESERVAS DE PODERES, à TAYNA MARINA DE
SOUZA MOREIRA MENEZES, brasileira, advogada, inscrita na OAB nº 41047/GO,
com escritório profissional no mesmo endereço e telefone, os poderes que me foram
outorgados por FRANCISCO MARIA D’ANTAS, através de Instrumento Particular de
Mandato nos autos da ação nº 0010328-95.2016.5.18.0003, que move em face de
TOTAL PRESTADORA DE SERVIÇOS E LOCAÇÃP LTDA e outros, perante a 3ª
Vara do Trabalho da Comarca de Goiânia - GO.

Goiânia, 21 de Junho de 2017.

GUILHERME MENEZES DE SOUZA MOREIRA


OAB-GO/36.331

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: GUILHERME MENEZES DE SOUZA MOREIRA


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PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 18ª REGIÃO
3ª VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA
Rua T 29, 1403, Setor Bueno, GOIANIA - GO - CEP: 74215-901

RTSum - 0010328-95.2016.5.18.0003
AUTOR: FRANCISCO MARIA DANTAS
RÉU: TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA, RESIDENCIAL ILHA DAS
FLORES

1. RELATÓRIO

Dispensado, na forma da CLT, art. 852-I, caput.

2. FUNDAMENTOS

2.1 Alegações e fatos relevantes (CLT, art. 852-I, caput.

Da petição inicial, extraem-se as seguintes alegações essenciais feitas


pelo reclamante: foi admitido em 15.10.2014 para exercer a função de vigilante noturno, com
salário de R$891,25; laborava em regime de compensação 12x36 das 19h às 7h, sem intervalo
intrajornada; "em 05/02/2016 a segunda Reclamada rescindiu o contrato de prestação de
serviços que firmara com a primeira Reclamada, razão pela qual o Reclamante ficou sem posto
de trabalho"; "a primeira Reclamada não cumpriu com seus deveres advindos do pacto laboral,
haja vista que não disponibilizou posto de trabalho para o Reclamante exercer suas funções,
bem como não pagou salário ao funcionário que está a sua disposição."; o FGTS não foi
regularmente depositado; faz jus ao intervalo intrajornada, bem como ao recebimento de
diferença de adicional noturna e dos feriados laborados, em dobro; de horas extras em razão
da inobservância da hora noturna reduzida;deve ser declarada a rescisão indireta do contrato e
pagas as verbas respectivas.

A seu turno, no aspecto substancial, a reclamada Total Prestadora,


suscita preliminar de carência de ação e inépcia da petição inicial; no mérito, expende as
seguintes afirmações em sua defesa: não praticou qualquer ato ilícito a ensejar a rescisão
indireta do contrato; a rescisão deu-se a pedido do reclamante que abandonou o emprego; não
são devidas as verbas contratuais e rescisórias requeridas pelo autor, o qual litiga de má-fé.

2.2 Inépcia da petição inicial

A despeito do que alega a reclamada a peça inicial atende os requisitos


da CLT, art. 840, § 1º e encontra-se apta a produzir efeitos processuais, sendo que a narração
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dos fatos contida na petição inicial esclarece suficientemente, conforme será analisado no
mérito, a causa de pedir do pedido de rescisão indireta.

Preliminar rejeitada.

2.3 Interesse de agir.

A fim de obter o bem da vida pretendido, o reclamante necessita da


intervenção do Estado-Juiz, uma vez que o reclamado resistiu às pretensões deduzidas. Nesse
passo, reputa-se presente o interesse processual ou em agir e rejeita-se a preliminar.

2.4 Revelia e confissão quanto à matéria de fato.

A reclamada RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES, devidamente notificada,


não compareceu à audiência inaugural.

Na audiência em prosseguimento, o reclamado Ilha das Flores requereu a


nulidade da notificação, o que foi indeferido por este Juiz, sob o fundamento de que a
comunicação processual foi entregue no endereço indicado na petição inicial e não há
elementos que afastem a presunção de que o ato foi regularmente praticado.

Diante disso, há de se reconhecer sua condição de revel e confessa


quanto à matéria de fato alegada, nos termos da CLT, art. 844, e do entendimento da Súmula
122/TST, primeira parte.

Cumpre notar que a presunção de veracidade dos fatos declinados na


inicial, decorrente da revelia (CPC, art. 344) é relativa, podendo ser ilidida por outros elementos
existentes nos autos, e não beneficia a parte reclamante quanto à matéria de direito (CPC, art.
371).

Ressalva-se, ainda, que a primeira reclamada apresentou defesa, que lhe


aproveita quanto aos pontos comuns objeto de impugnação específica, nos termos do CPC,
artigo 345, I.

2.5 Confissão ficta da primeira reclamada.

A primeira reclamada, TOTAL PRESTADORA, não compareceu à


audiência em prosseguimento. Diante disso, há de se reconhecer sua condição de confessa
quanto à matéria de fato alegada, nos termos do entendimento contido na Súmula 74, I, do
TST.
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Cumpre notar que a presunção de veracidade dos fatos alegados pela
parte contrária, decorrente da confissão (CPC, art. 385, § 1º) também é relativa, podendo ser
ilidida por outros elementos existentes nos autos, e não favorece a parte beneficiada pela
confissão quanto à matéria de direito, cujo exame pode ser realizado independentemente de
alegação pelas partes (CPC, art. 371).

2.6 Contrato de trabalho. Vigência. Modalidade da rescisão.


Obrigações de fazer e de pagar.

Não há controvérsia que o autor foi admitido15.10.2014 e que o último dia


trabalhado deu-se aos 05.02.2016.

É o que se declara.

Como fundamento do pedido rescisão indireta o reclamante alega que não


lhe foi ofertado posto de trabalho; não gozou intervalo intrajornada, não foram pagas as horas
correspondentes à hora noturna reduzida e os feriados laborados, bem como que não houve o
pagamento correto do adicional noturno.

No que se refere à alegação de falta de pagamento dos intervalos


intrajornada não gozados, a falta de pagamento da hora noturna reduzida, do adicional noturno
e dos feriados laborados; ainda que se reconheça a irregularidade na quitação, o que será a
seguir analisado, tais fatos não ensejam a rescisão indireta.

Por outro lado, a despeito das alegações da defesa, não há prova, a cargo
da reclamada (Súmula 461/TST), do regular depósito do FGTS, sendo que o extrato do FGTS
juntado com a petição inicial (ID. 93471fb - Pág. 2), aponta a irregularidade dos depósitos, o
que constitui motivo bastante para reconhecimento da rescisão indireta.

Nesse diapasão, citam-se precedentes do Eg. TRT da 18ª Região e do C.


TST:

"RESCISÃO INDIRETA. IRREGULARIDADE DOS DEPÓSITOS DO


FGTS De acordo com a jurisprudência do E. TST, a ausência de
regularidade no recolhimento dos depósitos do FGTS consubstancia falta
grave suficiente para configurar a justa causa, por culpa do empregador, a
ensejar a rescisão indireta do contrato de trabalho, nos termos do artigo
483, "d", da CLT. "(TRT18, RO - 0010071-4.2015.5.18.0004, Rel. SILENE
APARECIDA COELHO RIBEIRO, 4ª TURMA, 19/08/2015)

"I - RECURSO DE REVISTA DO RECLAMANTE. RECOLHIMENTO


IRREGULAR DO FGTS. RESCISÃO INDIRETA. CABIMENTO. O
descumprimento de obrigações essenciais ao contrato de trabalho, como
é o caso dos depósitos do FGTS, enseja rescisão indireta, nos termos do
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art. 483, d, da CLT. Precedentes. Recurso de revista a que se dá
provimento.(...)" (RR - 150600-96.2012.5.17.0007 , Relatora Ministra:
Kátia Magalhães Arruda, Data de Julgamento: 19/08/2015, 6ª Turma, Data
de Publicação: DEJT 21/08/2015)

Além disso, a testemunha Geizilene Tavares(prova emprestada - ID.


0984958 - Pág. 1), afirmou, em seu depoimento:

"que a depoente e o reclamante prestavam serviços no residencial Ilha


das Flores; que ambos deixaram de trabalhar nesse local depois da
rescisão do contrato ajustado pelas reclamadas; que depois de perder
este posto de serviço, a primeira reclamada chamou os empregados no
escritório, sendo 4 porteiros e 1 vigia noturno; que na ocasião lhes foi dito
que não havia posto de serviço para remanejamento dos empregados,
que não seria feito o acerto rescisório e que deveriam ingressar com ação
judicial."

Diante de tais fatos, reconhece-se a rescisão indireta do contrato de


trabalho da reclamante, nos termos do art. 483, "d", da CLT, em 05.02.2016, data informada,
pelo reclamante, como último dia trabalhado, com desligamento em 09.03.2016 em razão da
projeção do aviso prévio indenizado de 33 dias.

Obrigações.Em razão da modalidade rescisória acima reconhecida e


restando incontroversa a falta de pagamento das parcelas pretendidas, condena-se a primeira
reclamada ao cumprimento das seguintes obrigações de fazer e de pagar:

- anotação da CTPS - para tanto o reclamante deverá depositar o


documento na Secretaria da Vara no prazo de 10 (dez) dias após ser intimado para o fazer, a
fim de que a primeira reclamada anote a data de saída aos 09.03.2013 (já considerada a
projeção do aviso prévio de 33 dias - OJ n. 82 SDI-1/TST),sem nenhuma menção à existência
de ordem judicial nesse sentido; a seu turno, a primeira reclamada deverá proceder a
respectiva anotação, igualmente no prazo de 10 (dez) dias após ser intimada, sob pena de
multa diária de R$ 100,00, até o limite de R$ 1.000,00 (CPC, arts. 536 e 537); esgotado esse
prazo, a Secretaria da Vara procederá as respectivas anotações (CLT, art. 39, § 1º), sem
prejuízo da cobrança da multa, cuidando de não identificar que foram feitas por determinação
do Poder Judiciário e expedindo certidão em duas vias, digitalizando uma cópia, sendo que os
documentos físicos serão entregues para o reclamante (uma via) e a outra ficará arquivada em
Secretaria, com o teor das retificações, a fim de servir de prova perante a Previdência Social;

- comprovar, em razão da rescisão indireta, no prazo de 10 (dez) dias,


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após ser intimada para tanto, o recolhimento o FGTS relativo ao período faltante,
inclusive sobre décimo terceiro salário; bem como da indenização de 40%, nos termos da OJ
42 SBDI-1/TST, tudo sob pena de execução do equivalente em pecúnia para cumprimento da
obrigação de fazer;

- entrega das guias de seguro-desemprego, no prazo de 10 (dez) dias


após ser intimada para o fazer, sob a cominação de indenização substitutiva (Súmula
389/TST); fica estabelecido que a indenização substitutiva do seguro-desemprego poderá ser
afastada caso solicitado pelo reclamante, até 30 (trinta) dias após o trânsito em julgado,
documento suficiente a ser emitido pela Secretaria do Juízo e que possibilite o requerimento do
benefício junto à Administração;

- pagamento do aviso prévio indenizado de 33 dias; férias integrais


de 2014/2015 e proporcionais 05/12, ambas acrescidas de 1/3; décimo terceiro salário
proporcional de 2016 porém à razão de 02/12.

No tocante ao pedido de multas previstas na CLT, arts. 467 e 477, eis o


entendimento do C. TST, a respeito da matéria, sendo que os arestos da 1ª a 7ª Turmas,
abaixo mencionados, foram extraídos do voto condutor de julgado da Eg.4ª Turma, assim
ementado:

"RECURSO DE REVISTA. RESCISÃO INDIRETA DO CONTRATO DE


TRABALHO. CONFIGURAÇÃO. I. Hipótese em que não se demonstrou a
presença dos pressupostos previstos no art. 896 da CLT quanto ao tema
ora consignado. II. Recurso de revista de que não se conhece. MULTAS
PREVISTAS NOS ARTS. 467 E 477 DA CLT. RESCISÃO INDIRETA. I. A
multa prevista no § 8º do art. 477 da CLT é devida quando o pagamento
das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação
não for efetuado nos prazos estabelecidos no § 6º do referido dispositivo
legal. Por outro lado, a multa prevista no art. 467 da CLT tem como fato
gerador o não pagamento das verbas rescisórias incontroversas, na data
do comparecimento à Justiça do Trabalho. II. Esta Corte Superior firmou
entendimento no sentido de serem inaplicáveis as multas previstas nos
arts. 467 e 477 da CLT, quando houver controvérsia quanto à modalidade
de rescisão contratual (rescisão indireta). Precedentes. III. Recurso de
revista de que se conhece, por divergência jurisprudencial, e a que se dá
provimento." (RR - 104700-86.2009.5.15.0125 , Relator Ministro:
Fernando Eizo Ono, Data de Julgamento: 26/03/2014, 4ª Turma, Data de
Publicação: DEJT 04/04/2014)

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"RESCISÃO INDIRETA. MULTAS DOS ARTS. 467 E 477, § 8º, DA CLT.
Havendo registro, no acórdão regional, de que houve reconhecimento da
rescisão indireta do contrato de trabalho, não são aplicáveis ao caso as
multas previstas nos arts. 467 e 477, § 8º, da CLT, conforme o
entendimento hoje predominante nesta Casa. Incidência do art. 896, § 4º,
da CLT e aplicação da Súmula 333/TST. Revista não conhecida, no tema"
(TST - 1ª Turma - RR - 255700-56.2007.5.02.0064 - Relator Ministro Hugo
Carlos Scheuermann - DEJT 12/04/2013).

"RECURSO DE REVISTA ADESIVO DA RECLAMANTE. 1. MULTAS


DOS ARTS. 467 E 477, § 8º, DA CLT. Não ofende a literalidade do art.
467 da CLT, a decisão do e. Tribunal da 4ª Região que declarou não ser
cabível a multa prevista nesse dispositivo, ao fundamento de que há
controvérsia a respeito da obrigação cujo inadimplemento gerou a multa
em virtude de estar sendo pleiteada a rescisão indireta. Também não há
falar em violação do art. 477, § 8º, da CLT. O empregador não pagou as
verbas rescisórias com atraso, porque o pedido é exatamente o
reconhecimento da rescisão indireta, e somente com o deferimento
judicial o contrato de trabalho será extinto, e a partir daí é que serão
devidas as parcelas rescisórias. Recurso de revista não conhecido" (TST -
2ª turma - RR - 12900-55.2009.5.04.0004 - Relator Desembargador
Convocado Valdir Florindo - DEJT 19/12/2013).

"RECURSO DE REVISTA. [...]. 2. RESCISÃO INDIRETA - MULTAS DOS


ARTS. 467 E 477, § 8º, DA CLT - DESCABIMENTO. A rescisão indireta é
modalidade de dissolução do contrato de trabalho de iniciativa exclusiva
do empregado, que opera efeitos -ope judicis-, assim pressupondo
decisão judicial. Não há em tal espécie de ruptura contratual que se
cogitar de mora do empregador, o que torna incabível a aplicação da
sanção a que alude o art. 467 e da multa prevista no § 8º do art. 477 da
CLT. Recurso de revista conhecido e provido" (RR -
109900-74.2009.5.15.0125, Relator Ministro Alberto Luiz Bresciani de
Fontan Pereira, 3ª Turma, DEJT 01/04/2011).

"RECURSO DE REVISTA DA SEGUNDA RECLAMADA. MULTA DOS


ARTS. 467 E 477 DA CLT. RESCISÃO INDIRETA. AFASTAMENTO DAS
MULTAS. A controvérsia estabelecida acerca da forma em que operada a
dissolução contratual, rescisão indireta, afasta o reconhecimento do
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atraso discutido no texto legal, merecendo reforma a decisão que
determinou o pagamento das multas dos artigos 467 e 477 da CLT" (TST
- 4ª Turma - ARR - 70500-62.2009.5.04.0027 - Relatora Ministra Maria de
Assis Calsing - DEJT 31/10/2012).

"RECURSO DE REVISTA (...) MULTAS DOS ARTS. 467 E 477, § 8º, DA


CLT. RESCISÃO INDIRETA. NÃO CABIMENTO. O direito do empregado
ao pagamento da multa prevista no art. 477, § 8º, da CLT surge quando o
empregador não paga as parcelas constantes do instrumento de rescisão
ou recibo de quitação no prazo estipulado no § 6º do art. 477. Quanto à
multa do art. 467 da CLT, o direito surge com a falta de pagamento da
parte incontroversa à data do comparecimento à Justiça do Trabalho. No
caso concreto, a rescisão contratual somente foi reconhecida em juízo,
por meio de sentença de caráter constitutivo. Tal caráter decorre do fato
de ser a rescisão indireta modalidade de dissolução do contrato de
trabalho de iniciativa exclusiva do empregado, que pressupõe decisão
judicial. Não há, assim, nessa forma de ruptura contratual, que se cogitar
de mora do empregador, o que torna incabível a aplicação da multa
prevista no § 8º do art. 477 da CLT ou da sanção a que alude o art. 467
do mesmo texto. Máxime quando, em relação a este último, o acórdão
regional não revela existência de parcelas rescisórias incontroversas.
Recurso de revista conhecido e, no mérito, não provido" (TST - 5ª Turma -
RR - 23300-19.2009.5.04.0202 - Relator Ministro Emmanoel Pereira -
DEJT 16/03/2012).

"MULTAS DOS ARTS. 467 E 477 DA CLT. RESCISÃO INDIRETA. 1. A


multa prevista no art. 467 da CLT tem como fato gerador o não
pagamento das verbas rescisórias incontroversas, na data do
comparecimento à Justiça do Trabalho. Nesses termos, se a própria
rescisão é controvertida, não cabe a multa prevista nesse dispositivo de
lei. 2. A multa do art. 477, § 8.º, da CLT não é devida no caso de rescisão
indireta do contrato de trabalho, pois essa pressupõe decisão judicial que
a declare, de modo que não há como reconhecer mora do empregador.
Recurso de revista a que se dá provimento, quanto ao tema" (TST - 6ª
Turma - RR - 77900-40.2009.5.15.0054 - Relatora Ministra Kátia
Magalhães Arruda - DEJT 19/04/2013).

"MULTAS DOS ARTIGOS 467 E 477 DA CLT. A rescisão indireta foi


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reconhecida apenas em juízo, sem notícia de fraude cometida pelo
empregador. Assim, não se cogita de mora da reclamada quanto ao
pagamento das verbas rescisórias. Ademais, o direito ao recebimento de
tais parcelas surgiu somente com a declaração judicial da modalidade de
rescisão contratual, não sendo exigível seu pagamento antes do trânsito
em julgado dessa decisão. Indevidas as multas" (TST - 7ª Turma - RR -
71600-15.2009.5.04.0007 - Relator Ministro Pedro Paulo Manus - DEJT
15/03/2013).

Assim, pelos fundamentos supra mencionados, rejeita-se o pedido de


multas previstas na CLT, artigos 467 e 477.

2.7 Jornada de trabalho. Adicional noturno. Hora noturna reduzida.


Feriados. Intervalo intrajornada.

Dada a presunção de veracidade dos fatos alegados na petição inicial e


com base nos documentos trazidos aos autos, reconhecem-se como verdadeiras as seguinte
alegações: que o autor laborava no regime de 12x36, das 19h às 7h, sem concessão do
intervalo intrajornada, que o adicional noturno não foi corretamente pago e que não foi paga a
hora noturna reduzida.

Noturno. Condena-se, pois, a reclamada ao pagamento de diferenças do


adicional noturno, uma vez que a parcela não foi paga sobre a integralidade das horas
noturnas, conforme alegado na petição inicial, sendo certo que deveria incidir inclusive sobre as
horas posteriores à 5h de cada dia.

Na apuração das diferenças deverá ser considerado o percentual de 20%,


o divisor 220, o entendimento contido na Súmula 60, II, do C. TST, a evolução salarial
constante dos autos e os reflexos no aviso prévio, férias + 1/3 e nos décimos terceiros salários
e no FGTS + 40%.

Noturnas. É entendimento majoritário na jurisprudência deste Eg. TRT da


18ª Região (exemplificativamente: RO-0010381-72.2013.5.18.0006, Rel. Desembargadora
Kathia Maria Bomtempo de Albuquerque, 1ª Turma, julgado em 02.04.2014; RO -
0010896-60.2013.5.18.0054, Rel. Desembargador Eugênio José Cesário Rosa, 1ª Turma,
julgado em 25.03.2014), amparado, por sua vez, em julgados do C. TST, que as normas
coletivas não podem afastar o direito à redução da hora noturna em razão de o direito ser
tutelado por norma de ordem pública.

Por isso, mesmo existindo norma coletiva em sentido contrário, aplica-se


ao caso o entendimento contido na Súmula nº 9 do Eg. TRT da 18ª Região.
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Assim, em razão de o reclamante trabalhar das 19h às 7h, sem intervalo
intrajornada, totalizando 13h15 dia, em razão da redução da hora noturna, deferem-se o
pagamento das horas excedentes às 12 horas diárias, conforme jornada de trabalho acima
reconhecida.

Diante da habitualidade, são devidos os reflexos, na forma delimitada


quanto às incidências das diferenças de adicional noturno.

Deixa-se de aplicar o adicional de 50% por ausência de pedido.

Feriados. Em que pese seja incontroverso o labor em feriados, como a


autora ativava-se em regime de compensação, não é razoável admitir que houve trabalho em
todos os feriados. Assim, considerando que, conforme previsto nas Leis 662/1949, 6.802/1980
e 10.607/2002, os feriados nacionais totalizam o número de 8 reconhece-se que o autor,
trabalhou em quatro feriados durante o período de uma ano.

Assim, reconhece-se o direito do reclamante ao recebimento de quatro


feriados no período de um ano sendo que, em relação aos últimos cinco meses do contrato,
arbitra-se o pagamento de 4 feriados, observada a proporcionalidade.

São devidos reflexos nas férias mais 1/3, décimo terceiro, aviso prévio e
FGTS + 40%, observado o período de duração do contrato de trabalho.

Intrajornada. Defere-se ao reclamante, nos termos da CLT, art. 71, § 4º,


e do entendimento contido na Súmula nº 437/TST e na Súmula nº 9 deste Eg. TRT da 18ª
Região, a remuneração de 1h, acrescida de 50%, conforme jornada acima reconhecida.

São devidos os reflexos nos RSRs e, observado o entendimento contido


na OJ nº 394 da SBDI-1 do C. TST, no aviso prévio indenizado, nas férias + 1/3 (CLT, art. 142,
§5º), no décimo terceiro salário (Súmula 45/TST) e no FGTS mais 40%(Súmula 63/TST).

Considerando que o reclamante admite o recebimento do intervalo


intrajornada, ainda que a menor, deverão ser deduzidas as quantias pagas sob idêntico título.

2.8 Responsabilidade do segundo reclamado.

Tendo em vista que restou incontroverso que o segundo reclamado


RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES era tomador dos serviços do reclamante declara-se o
segundo reclamado, com base no entendimento contido na Súmula 331, IV e VI, do TST, como
responsável subsidiário pela pagamento das verbas deferidas ao reclamante.

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2.9 Assistência judiciária.

Devidamente formalizado o pedido de assistência judiciária (OJ 304 da


SBDI-1 do TST; Lei 7.115/1983, art. 1º -ID. bb88ed0 - Pág. 23), defere-se ao reclamante o
benefício da gratuidade previsto nas Leis 1.060/1950 e 5.584/1970.

Esclareça-se que a presunção de veracidade da declaração de


hipossuficiência não foi ilidida por nenhum elemento existente nos autos.

2.10 Juros e correção monetária.

Os juros e a correção monetária incidentes sobre as parcelas deferidas


devem obedecer ao disposto na CLT, art. 883 e na Lei 8.177/1991, art. 39. Aplicam-se, ainda,
os entendimentos contidos nas Súmulas 200 e 381 do TST, além da Orientação Jurisprudencial
nº 302 da SBDI-1 do TST.

Este Juiz chegou a determinar, em outros julgamentos pretéritos, a


observância na alteração no índice de correção determinada no julgamento do PROCESSO Nº
TST-ArgInc-479-60.2011.5.04.0231. Contudo, tendo em vista a liminar concedida pelo E. STF
na medida cautelar na reclamação 22.012/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, há se observar
tão-somente o que consta do parágrafo anterior.

2.11 Recolhimentos previdenciários e fiscais.

A respeito das obrigações previdenciárias e fiscais, adota-se o


entendimento contido na SUM-368/TST (redação atualizada):

"SÚMULA 368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS. IMPOSTO DE


RENDA. COMPETÊNCIA. RESPONSABILIDADE PELO RECOLHIMENTO. FORMA DE
CÁLCULO. FATO GERADOR. (aglutinada a parte final da Orientação Jurisprudencial nº 363 da
SBDI-I à redação do item II e incluídos os itens IV, V e VI em sessão do Tribunal Pleno
realizada em 26.06.2017)

I - A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento


das contribuições fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das
contribuições previdenciárias, limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e
aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salário de contribuição. (ex-OJ nº
141 da SBDI-1 - inserida em 27.11.1998).

II - É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das


contribuições previdenciárias e fiscais, resultantes de crédito do empregado oriundo de
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condenação judicial. A culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias,
contudo, não exime a responsabilidade do empregado pelos pagamentos do imposto de renda
devido e da contribuição previdenciária que recaia sobre sua quota-parte. (ex-OJ nº 363 da
SBDI-1, parte final)

III - Os descontos previdenciários relativos à contribuição do empregado,


no caso de ações trabalhistas, devem ser calculados mês a mês, de conformidade com o art.
276, § 4º, do Decreto n º 3.048/1999 que regulamentou a Lei nº 8.212/1991, aplicando-se as
alíquotas previstas no art. 198, observado o limite máximo do salário de contribuição (ex-OJs
nºs 32 e 228 da SBDI-1 - inseridas, respectivamente, em 14.03.1994 e 20.06.2001).

IV - Considera-se fato gerador das contribuições previdenciárias


decorrentes de créditos trabalhistas reconhecidos ou homologados em juízo, para os serviços
prestados até 4.3.2009, inclusive, o efetivo pagamento das verbas, configurando-se a mora a
partir do dia dois do mês seguinte ao da liquidação (art. 276, "caput", do Decreto nº
3.048/1999). Eficácia não retroativa da alteração legislativa promovida pela Medida Provisória
nº 449/2008, posteriormente convertida na Lei nº 11.941/2009, que deu nova redação ao art. 43
da Lei nº 8.212/91.

V - Para o labor realizado a partir de 5.3.2009, considera-se fato gerador


das contribuições previdenciárias decorrentes de créditos trabalhistas reconhecidos ou
homologados em juízo a data da efetiva prestação dos serviços. Sobre as contribuições
previdenciárias não recolhidas a partir da prestação dos serviços incidem juros de mora e, uma
vez apurados os créditos previdenciários, aplica-se multa a partir do exaurimento do prazo de
citação para pagamento, se descumprida a obrigação, observado o limite legal de 20% (art. 61,
§ 2º, da Lei nº 9.460/96).

VI - O imposto de renda decorrente de crédito do empregado recebido


acumuladamente deve ser calculado sobre o montante dos rendimentos pagos, mediante a
utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se
refiram os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente
ao mês do recebimento ou crédito, nos termos do art. 12-A da Lei nº 7.713, de 22/12/1988, com
a redação conferida pela Lei nº 13.149/2015, observado o procedimento previsto nas
Instruções Normativas da Receita Federal do Brasil."

Não haverá incidência de descontos fiscais sobre juros de mora, nos


termos da OJ nº 400 da E. SBDI-1 do C. TST.

Nos termos do art. 86 do Provimento Geral Consolidado do TRT/18ª


Região, fica a reclamada cientificada:

I - da obrigação de, observado o prazo legal, preencher e enviar a Guia de


Recolhimento ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social -
GFIP, em conformidade com o disposto no art. 178 e parágrafos do PGC-TRT/18ª Região;
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II - de que o descumprimento sujeitará o infrator a pena de multa e demais
sanções administrativas, nos termos dos arts. 32, § 10, e 32-A, da Lei nº 8.212/91, bem como
do artigo 284, I, do Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999.

2.12 Litigância de má-fé.

Não restou caracterizada a má-fé do reclamante, ao contrário do alegado


na defesa, tendo ele exercido de modo regular seu direito de ação, constitucionalmente
assegurado, tanto que obteve êxito em boa parte de suas pretensões.

3. CONCLUSÃO

Do exposto, decide-se, na ação trabalhista movida por FRANCISCO


MARIA DANTAS em face de TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA e
RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES:

- rejeitar as preliminares de inépcia da petição inicial e falta de interesse


de agir;

- julgar PROCEDENTE, EM PARTE, o pedido, para condenar a primeira


reclamada e, de modo subsidiário, o segundo a pagarem ao reclamante as parcelas deferidas
nos tópicos 2.6 e 2.7 da fundamentação e a cumprir as obrigações de fazer deferidas no tópico
2.6.

Deferem-se ao reclamante os benefícios da justiça gratuita.

Os juros e a correção monetária sobre as parcelas deferidas devem


obedecer ao disposto na CLT, art. 883, e na Lei 8.177/1991, art. 39. Aplicam-se, ainda,os
entendimentos contidos nas Súmulas 200 e 381 do TST.

Ficam autorizados os descontos previdenciários e fiscais (Súmula


368/TST), sendo que os últimos não incidirão sobre juros de mora.

Os valores devem ser apurados em liquidação, autorizados os descontos


legais, levando-se em conta os limites dos pedidos e a observância da legislação pertinente em
todos os seus termos, da OJ nº 363 do C. TST e dos fundamentos da decisão, que integram
este dispositivo.

Para fins do artigo 832, § 3º, da CLT, são indenizatórias as seguintes


parcelas: aviso prévio indenizado, férias indenizadas/proporcionais + 1/3; FGTS + 40%;
reflexos das parcelas variáveis no aviso prévio indenizado, férias
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indenizadas/proporcionais + 1/3 e FGTS + 40%. As parcelas restantes têm natureza salarial.

Custas, pelas reclamadas, no importe de R$ 160,00, calculadas sobre


R$8.000,00, valor arbitrado à condenação.

Oficie-se à União (CLT, art. 832, § 4º), a não ser que se faça presente a
hipótese de dispensa prevista na Portaria do Ministério da Fazenda n. 582 de 11/12/2013 e art.
175 do Provimento Geral Consolidado deste Regional.

Intimem-se.

Nada mais.

GOIANIA, 13 de Julho de 2017

EDUARDO DO NASCIMENTO
Juiz do Trabalho Substituto

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: EDUARDO DO NASCIMENTO


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PODER JUDICIÁRIO DA UNIÃO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO - 18ª REGIÃO
3ª VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA
Rua T 29, 1403, Setor Bueno, GOIANIA - GO - CEP: 74215-901 - Telefone:

PROCESSO: 0010328-95.2016.5.18.0003
RECLAMANTE: FRANCISCO MARIA DANTAS
Advogado(s) do reclamante: GUILHERME MENEZES DE SOUZA MOREIRA
RECLAMADA: TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA e outros
Advogado(s) do reclamado: DIOGO AUGUSTO MENDONCA ROSA, FREDERICO ALVES
STEGER DE OLIVEIRA

INTIMAÇÃO

AO ADVOGADO DA PARTE RECLAMANTE:

Fica a parte reclamante, por seu advogado, intimada para apresentar a sua CTPS para
fins de anotação,prazo de 05 dias.

Dado e passado nesta cidade de GOIANIA/GO, aos 7 de Agosto de 2017. Eu,


CLAUDIA CRISTINA NATAL SILVA, digitei.

(Art. 1º, §2º, III, "a" da Lei nº 11.419,de 19 de dezembro de 2006)


CLAUDIA CRISTINA NATAL SILVA
Analista Judiciário/Técnico Judiciário

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: CLAUDIA CRISTINA NATAL SILVA


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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA 3ª VARA DO TRABALHO
DE GOIÂNIA, ESTADO DE GOIÁS.

Processo n.º 0010328-95.2016.5.18.0003

DIOGO AUGUSTO MENDONÇA ROSA, advogado devidamente inscrito na OAB GO


nº. 30657, antigo procurador da Reclamada TOTAL PRESTADORA DE SERVIÇOS E LOCAÇÃO
LTDA, nos autos acima, vem diante de Vossa Excelência, expor e ao final requerer o seguinte.

A empresa Total Prestadora de Serviços e Locação LTDA, rescindiu o contrato de prestação de


serviços com este subscritor, bem como revogou todos os poderes outorgados em procuração a ele e seus
substabelecidos, no dia 22 de junho de 2017.

Conforme carta de revogação, a empresa requereu a imediata revogação dos poderes outorgados,
bem como informou que constituiria novo patrono.

Em Analise aos autos, o subscritor observou que não foi constituído novo patrono, sendo assim,
requer a juntada da carta de Revogação de mandato entregue a este subscritor, bem como o mesmo seja
excluído da representação processual, e qualquer outro advogado que o subscritor tenha substabelecido
até esta data, sob pena de nulidade.

Informa por fim, que desde então, o subscritor não tem mais contato com os representantes da
empresa a qual prestava seus serviços.

Sendo assim, pede deferimento.

Goiânia, 02 de setembro de 2017.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: DIOGO AUGUSTO MENDONCA ROSA


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Número do documento: 17090310184415400000021276319 Num. 522da2c - Pág. 1
Diogo Augusto Mendonça Rosa

OAB GO 30657

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: DIOGO AUGUSTO MENDONCA ROSA


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Número do documento: 17090310184415400000021276319 Num. 522da2c - Pág. 2
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: DIOGO AUGUSTO MENDONCA ROSA
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Número do documento: 17090310193358600000021276320 Num. 82f0099 - Pág. 1
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: DIOGO AUGUSTO MENDONCA ROSA
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Número do documento: 17090310193358600000021276320 Num. 82f0099 - Pág. 2
JUNTADA DE PETIÇÃO

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: GUILHERME MENEZES DE SOUZA MOREIRA


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Número do documento: 17091911423058500000021585109 Num. 42eae57 - Pág. 1
Dr. Guilherme Menezes de Souza Moreira OAB/GO 36.331
____________________________________________________________________________________________________________________________

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DO TRABALHO DA 3ª VARA


DO TRABALHO DE GOIÂNIA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 18ª
REGIÃO

RTSmun-0010328-95.2016.5.18.0003
Reclamante: FRANCISCO MARIA D’ANTAS
Reclamadas: TOTAL PRESTADORA DE SERVIÇOS E LOCAÇÃO LTDA.
RESIDENCIAL ILHA DAS FLORES

FRANCISCO MARIA D’ANTAS, já devidamente qualificado nos autos


da Reclamação Trabalhista em epígrafe, vem, oportuna e tempestivamente, por meio de seu
procurador abaixo subscrito, muito respeitosamente à presença de Vossa Excelência, para
INFORMAR e REQUER o que se segue.

Inobstante o trânsito em julgado da sentença condenatória proferida nos autos, a


Reclamada quedou-se inerte, não cumprindo com as determinações exaradas por este
Juízo.

Em virtude de tal fato, o Reclamante está sofrendo considerável prejuízo


financeiro, tendo em vista que mesmo com o reconhecimento da rescisão indireta do
contrato de trabalho, está impossibilitado de sacar o FGTS e requerer junto ao MTE a
liberação das parcelas do seguro desemprego.

Diante de tais fatos, REQUER:

A. Que a secretaria deste emérito juízo promova com a anotação da baixa do contrato
de trabalho na CTPS do obreiro, com as especificações e datas assinaladas na
sentença;

B. Que seja expedido o competente alvará de levantamento das importâncias


depositadas a título de FGTS referente ao contrato de trabalho em epígrafe;

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: GUILHERME MENEZES DE SOUZA MOREIRA


http://pje.trt18.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17091911431217400000021585133
Número do documento: 17091911431217400000021585133 Num. e58777c - Pág. 1
Dr. Guilherme Menezes de Souza Moreira OAB/GO 36.331
____________________________________________________________________________________________________________________________

C. Que seja expedida a competente certidão narrativa para que o obreiro requeira junto
ao MTE as parcelas do seguro desemprego a que tem direito;

D. Que seja encaminhados os autos a contadoria deste Emérito Tribunal, para que seja
promovida a liquidação de sentença.

Termos em que,
Pede e Espera Deferimento.

Goiânia/GO, 19 de setembro de 2017.

____________________________________________________
GUILHERME MENEZES DE SOUZA MOREIRA
OAB/GO n°. 36.331
Assinado digitalmente

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: GUILHERME MENEZES DE SOUZA MOREIRA


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Número do documento: 17091911431217400000021585133 Num. e58777c - Pág. 2
PODER JUDICIÁRIO DA UNIÃO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 18ª REGIÃO
3ª VARA DO TRABALHO DE GOIÂNIA
Rua T 29, 1403, Setor Bueno, GOIANIA - GO - CEP: 74215-901
Telefone:

Processo: 0010328-95.2016.5.18.0003

Reclamante: FRANCISCO MARIA DANTAS

Reclamado(a): TOTAL PRESTADORA DE SERVICOS E LOCACAO LTDA e outros

JUNTADA DE DOCUMENTO(S)

Certifico que será inserido, neste ato, o(s) documento(s) anexo(s) aos autos.

Goiânia/GO, 4 de Outubro de 2017.

(Art. 1º, §2º, III, "a" da Lei nº 11.419,de 19 de dezembro de 2006)

CAIO DA SILVA ROCHA


Servidor(a)

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: CAIO DA SILVA ROCHA


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