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EMAT0237 - PROCESSAMENTO

DE POLÍMEROS
PROCESSAMENTO EM EXTRUSORA: MATRIZES
PROF. JOSÉ KAIO MAX
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA E
ENGENHARIA DE MATERIAIS
Calendário 2017/2018
SEM DOM SEG TER QUA QUI SEX SAB
48 26 27 28 29 30 01 02
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DEZEMBRO 2017
Índice:
Componentes da extrusora
Extrusoras de rosca simples e rosca dupla
Mistura e transporte em rosca
Tipos de rosca
Elementos de mistura em extrusoras de rosca simples e rosca dupla
Conceito básico matrizes
Processos baseados em extrusão
Componentes da extrusora
Matrizes
O que é a matriz de extrusão?
◦ São canais estrategicamente
construídos em blocos ou chapas
metálicas de aço ou outras ligas, por
onde flui a massa fundida de
sistemas poliméricos devidamente
plastificados e homogeneizados.

Qual a função da matrizes?


◦ Ajudam a gerar um gradiente de
pressão ao longo da rosca e também
dando forma à massa que sai desta.
Matrizes
Principais fundamentos
As matrizes são geralmente compostas por partes funcionais que
dependem do produto a ser fabricado. Normalmente é composta por:
◦ Filtro/grelha
◦ Distribuidor
◦ Canais de convergência
◦ Paralelos e lábios
Matrizes
Principais fundamentos
Filtro/Grelha
◦ A tela tem como função, filtrar
impurezas de diversos tamanhos. Essas
impurezas podem ser corpos estranhos,
como areia, aglomerados de aditivos,
géis, entre outros.

Malha D(fio x 0,001in) % área aberta Filtragem (mm)


500 1,0 25 0,025
300 1,4 34 0,050
200 2,1 36 0,075
100 4,0 36 0,150
60 6,5 37 0,250
40 1,0 38 0,400
20 1,2 37 0,500
Matrizes
Principais fundamentos
Matrizes
Principais fundamentos
Distribuidor:
◦ Distribuir o fundido com
pressões iguais nas
direções x e y
Matrizes
Principais fundamentos
Canais de convergência
◦ Canais com a função de convergir o fluxo do fundido para o paralelo da
matriz e os lábios. Se o produto extrudado possui dimensões "x" e "y"
próximas, não há necessidade do distribuidor e os canais de convergência
são posicionados logo após a rosca, ou ainda logo após a placa quebradora
de fluxo. Se as dimensões "x" e "y" forem muito diferentes (filme plano, por
exemplo) deve existir a seção de distribuição antes dos canais de
convergência.
Matrizes
Principais fundamentos
Paralelos e lábios
◦ Paralelos: controla o inchamento do extrudado; estabiliza o fluxo para que
ele mantenha-se na direção Z apenas; homogeneizar ou aumentar a
temperatura da massa;
◦ Os lábios podem ser controlados também quanto à temperatura, bem como
pode existir controle dimensional do extrudado através de reguladores
localizados.
Matrizes
Requisitos
Criar queda de pressão (AP) adequada ao longo de seu comprimento.
Não possuir pontos de dissipação intensiva de energia (devem ter
inclinações suaves).
Os canais não podem apresentar pontos mortos (degraus).
As tensões durante o fluxo devem ser as mais baixas possíveis e ainda
balanceadas.
A quantidade de emendas ou linhas de solda precisa ser tão pequena
quanto possível.
Matrizes
Distribuição de fluxo em matrizes para
extrusão
Fluidos tendem a escoar pelos caminhos mais fáceis ou de menor
resistência;
O balanceamento de fluxo se faz necessário, constituindo-se no mais
importante problema a ser resolvido em qualquer tipo de projeto de
matriz.
Em matrizes uniformes, como chapas, filmes e tubos, a passagem do
fluxo deve ser projetada de forma a garantir a saída uniforme nos lábios
da matriz, mesmo em quantidades pequenas, como para filmes muito
finos
Matrizes
Distribuição de fluxo em matrizes para
extrusão
Matrizes adequadas a um polímero não necessariamente será
compatível a outro;
Efeito pseudoplasticidade (η):
◦ ↓ valor de η ↑desbalanceamento de fluxo.
1 𝛿𝑃 ℎ 2 𝑏∙ℎ3 ∙∆𝑃
𝑉𝑚 = ∙ ∙ ∴𝑄=
2𝜂 𝛿𝑧 2 12∙𝜂∙𝐿

Então, para H = 2h, temos: 1:2² = 4 (velocidade) e 1:2³ = 8 (vazão).


Matrizes
Geração e distribuição de temperatura
em matrizes
A massa polimérica fundida que escoa em matrizes gera calor por atrito
e troca calor com as paredes desta. A taxa de aquecimento viscoso por
unidade de volume para a lei das potências evPL é dada por:
𝜂+1
∆𝐸 2 ൗ2
𝑑𝑣𝑧
𝜂 = 𝜂𝑜 ∙ 𝑒 𝑅𝑇 ∴ 𝑒𝑣𝑃𝐿 = 𝜂𝑜 ∙
𝑑𝑟

O aquecimento é bastante intenso perto das paredes da matriz,


enquanto que no miolo da espessura o polímero mantém sua
temperatura quase sempre inalterada.
Matrizes
Geração e distribuição de temperatura
em matrizes
A figura mostra que 50% da elevação da temperatura ocorre nos
primeiros 10% da espessura de um capilar de raio R, para um polímero
de consistência 𝜂𝑜 , alta, e quando a temperatura de entrada da massa
fundida é baixa.
Matrizes
Principais tipos de matrizes para extrusão
Matrizes
Principais tipos de matrizes para extrusão
Os principais tipos de matrizes e que serão abordadas neste capítulo
são:
◦ Planas (flat dies): para fabricação de chapas, filmes planos e fitas, entre
outros.
◦ Anelares (annular dies): para fabricação de filmes tubulares e tubos.
◦ Para perfis (profile dies): para a fabricação de perfis assimétricos, como, por
exemplo, gaxetas, rodapés, batentes, molduras e forros.
◦ Para recobrimento: para produção de fios, cabos e perfis de aço.
Matrizes
Matrizes planas
Matrizes
Matrizes planas
Baseia-se no princípio de conformação do fundido na forma planar
através do contato com rolos resfriados e então bobinado e cortado na
largura desejada.
Melhor controle das propriedades finais (mecânicas, dimensionais,
óticas que as tubulares) devido ao melhor controle sobre a morfologia
final do filme. Filmes finos (10 a 50 mm), espessos (100 a 500 mm) e
chapas (0,5 a 2,5 mm) para termoformados. Utilizado na produção de
filmes técnicos.
Flexibilidade com relação ao tipo de polímero a ser extrusado. Filmes de
PP, nylon e poliésteres são principalmente ou quase exclusivamente
produzidos por este processo.
Podem ser uniaxial ou biaxialmente orientados por estiramento
controlado ou termoformado diretamente.
Na combinação de várias extrusoras é possível produzir filmes
multicamadas.
Matrizes
Matrizes planas
Seções e tipos de matrizes planas
◦ Canal de alimentação (distribuição)
◦ Estrangulador ou restritor
◦ Câmara de relaxação
◦ Lábios
Matrizes
Matrizes planas
Os principais tipos de matrizes planas
◦ Em forma de T

◦ Em forma de cabide
Matrizes
Matrizes planas
Formato das câmaras
◦ (a) preferida para coextrusão; (b) e (f) para filmes de PP, mas pode ocorrer
empenamento devido à história cisalhante durante o fluxo ser diferente nas
diferentes faces. Pode ser usado com sucesso para PS; (c) e (d) formas ideais,
mas com custos altos de ferramentaria.
◦ (e) para filmes monocamada, indicados para matrizes em forma de T ou
cabide;
Matrizes
Matrizes planas
Matrizes
Matrizes planas
Controle de pressão em matrizes planas
◦ Os canais das diversas câmaras devem cumprir a tarefa acima mencionada.
Cada tipo de polímero ou composto, tamanho do produto final e
produtividade desejada vai influenciar nessas dimensões.
Matrizes
Matrizes planas
Na seção de alimentação, a pressão na direção x já deve estar
estabilizada, pois, mais à frente, torna-se difícil regular essa variável
adequadamente.
A maioria dos softwares usa o método de "volume de controle" para
cálculo de matriz.
◦ As relações de [Q x AI?] podem ser derivadas das equações de Poiseuille
para fluidos da lei das potências..
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Matrizes
Matrizes planas
Controle da espessura: ajustes nos lábios
◦ Variáveis que alteram os parâmetros de
espessura da matriz que influenciam no
produto final: temperatura de
processamento, velocidade da rosca e
perfil de rosca.
◦ Características da massa que alteram o
produto final: viscosidade do polímero,
presença de aditivos e/ou cargas e fator de
potencia.
Matrizes
Matrizes planas
Variação do fator de potencia (η) para a posição dos lábios:
a) Polímero (η=0,41)
b) Polímero (η=0,46)

Variação da vazão para o posicionamento dos lábios.


a) Vazão 20%↑
b) Vazão normal
Matrizes
Matrizes planas
Efeito da presença de lubrificantes na posição dos lábios.
a) PS + 0,5% lubrificante
b) PS
Matrizes
Matrizes planas
Regulagem dimensional na saída de matrizes planas

◦ Distanciadores: regulam a largura do filmes bem como geram bordas


arredondadas isentas de ondulações

◦ Puxadores: todo o polímero quando sai da matriz, ele passa por inchamento
do extrudado. Esse processo também propicia o alinhamento/orientação das
cadeias poliméricas.
Matrizes
Matrizes planas
Matrizes
Matrizes para filmes tubulares ou
anelares
Matrizes
Matrizes para filmes tubulares ou
anelares
Tipos de matrizes anelares
◦ Matriz com mandril fixado por cruzetas

a) Corpo da matriz
b) Mandril
c) Cruzeta tipo pernas de
aranha
d) Cruzeta tipo placa perfurada
e) Lábios, reguladores ou
estabilizantes de espessuras
Matrizes
Matrizes para filmes tubulares ou
anelares
Tipos de cruzetas:
a) Cruzetas com oito hastes “spider legs”; b) cruzetas convencionais
(matriz com diâmetro inferior a 50mm); c) cruzetas com hastes
tangenciadas; d) placas perfuradas; e) mandril fixado por placas.
Matrizes
Matrizes para filmes tubulares ou
anelares
Tipos de matrizes anelares
◦ Matriz com mandril fixado por cilindro perfurado

a) Corpo da matriz; b) Mandril; c) Cruzeta tipo placa perfurada; d) Lábios,


reguladores ou estabilizantes de espessuras; e) Sistema centralizador.
Matrizes
Matrizes para filmes tubulares ou
anelares
Tipos de matrizes anelares
◦ Matriz com mandril fixado diretamente na base do corto

a) Corpo da matriz; b) Mandril fixo no


corpo; c) Alimentação lateral; d)
Lábios, reguladores ou estabilizantes
de espessuras; e) Região da linha de
solda.
Matrizes
Matrizes para filmes tubulares ou
anelares
Linhas de solda em matrizes tubulares ou anelares
Matrizes
Matrizes para filmes tubulares ou
anelares
Uso de matrizes espiraladas na eliminação os efeitos das linhas de solda
Matrizes
Matrizes para filmes tubulares ou
anelares
Requisitos para o funcionamento das matrizes espirais:
1. Espessura final do perfil regular na saída da matriz (variação
inferior a 5%);
2. Existência de lábios após o mandril para corrigir flutuação na
vazão causada pelos canais espiralados;
3. Cálculo dimensional dos canais espiralados, mandril e corpo da
matriz para garantir o fluxo uniforme.
Matrizes
Matrizes para filmes tubulares ou
anelares
Os canais espiralados possuem raio
inicial maior e tendem a desaparecer
até o final do mandril;
A distância entre o mandril e o corpo
principal da matriz é crescente de baixo
para cima;
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JANEIRO 2018
Matrizes
Matrizes para perfis
Processos pós extrusão: perfis contínuos (tubos, calhas, etc.)
Matrizes
Matrizes para perfis
Extrusora com matriz de perfil tubular:
a) Linha de extrusão (extrusora + matriz + calibrador/banheira)
b) Puxador
c) Cortador
d) Empilhador
a b c d

http://www.plastic-extrusionline.com/sale-1267254-extruding-dies-profile-extrusion-line-for-windows-machine-production.html
Matrizes
Matrizes para perfis
Linha de extrusão – vista da extrusora (ao fundo) e banheira de
resfriamento.

http://www.plastic-extrusionline.com/sale-1267254-extruding-dies-profile-extrusion-line-for-windows-machine-production.html
Matrizes
Matrizes para perfis
Matrizes
Matrizes para perfis
Matrizes
Matrizes para perfis
Matrizes
Matrizes para perfis
Perfis com geometria assimétrica

Perfil empenando durante a extrusão. Diferentes velocidades geram


também diferentes níveis de inchamento do extrudado, dificultando
ainda mais o projeto da matriz. Para evitar esse defeito, a velocidade
em cada região do perfil deve ser igual, e a vazão deve ser proporcional
à área da região
Matrizes
Matrizes para perfis
Matrizes
Matrizes para perfis
Um projeto de matrizes assimétricas ainda está mais envolvido com a
arte do que com a ciência, não existindo princípios universalmente
aceitos para solução de diferentes problemas, resultando em práticas
de tentativas de acerto e erro, que podem variar em função da
experiência do projetista.
A ideia básica é tentar trazer a mesma quantidade de material nas
diferentes seções do perfil assimétrico, adotando algumas medidas,
como:
a) alterando a relação dos paralelos (L) entre as diferentes regiões,
para modificar a diferença de pressão ΔPz em cada uma dessas
regiões;
Matrizes
Matrizes para perfis
b) diferenciando a geometria logo antes da saída do material (lábios)
em cada região assimétrica. Essa última maneira de resolver o
problema de balanceamento do fluxo (ajuste antes dos lábios) faz
com que apareça fluxo transversal, o que é prejudicial às
propriedades do produto final.
Pela simples equação de Poiseuille, pode-se notar que a variação de L
afeta a vazão em uma região da matriz, devendo-se, no entanto,
considerar constantes, tanto a viscosidade do fundido 𝜂, como a queda
de pressão em z, APz e satisfazendo a condição de que H/W < 0,l (razão
entre largura H e comprimento W, da área transversal ao fluxo da
respectiva região):
𝐻³ ∙ 𝑊 ∙ ∆𝑃 𝜋 ∙ 𝑅4 ∙ ∆𝑃
𝑄= =
𝜂 ∙ 12 ∙ 𝐿 𝜂∙8∙𝐿
Matrizes
Matrizes para perfis
Vazão para um retângulo:
𝐻³ ∙ 𝑊 ∙ ∆𝑃
𝑄𝑟𝑒𝑡𝑎𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 =
𝜂 ∙ 12 ∙ 𝐿

Vazão para uma geometria qualquer

𝐻³ ∙ 𝑊 ∙ ∆𝑃
𝑄𝑜𝑢𝑡𝑟𝑎𝑠 𝑔𝑒𝑜𝑚𝑒𝑡𝑟𝑖𝑎𝑠 = ∙𝐹
𝜂 ∙ 12 ∙ 𝐿
Matrizes
Exemplo
Suponha um perfil assimétrico mostrado na Figura 4.40, e que foi
estrategicamente dividido em regiões: A, B, C e D, para coincidirem com
as formas de: elipse, retângulo, triângulo equilátero e outro triângulo
equilátero, respectivamente. Cada região está com as medidas dos
valores H e W (do retângulo virtual que encobre essa região).

𝑄𝑎 𝑄𝑏 𝑄𝑐 𝑄𝑑
∙𝐹 = ∙𝐹 = ∙𝐹 = ∙𝐹
𝐴𝑎 𝑎 𝐴𝑏 𝑏 𝐴𝑐 𝑐 𝐴𝑑 𝑑
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JANEIRO 2018
Matrizes
Matrizes para perfis
Vazão para um retângulo:
𝐻³ ∙ 𝑊 ∙ ∆𝑃
𝑄𝑟𝑒𝑡𝑎𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 =
𝜂 ∙ 12 ∙ 𝐿

Vazão para uma geometria qualquer

𝐻³ ∙ 𝑊 ∙ ∆𝑃
𝑄𝑜𝑢𝑡𝑟𝑎𝑠 𝑔𝑒𝑜𝑚𝑒𝑡𝑟𝑖𝑎𝑠 = ∙𝐹
𝜂 ∙ 12 ∙ 𝐿
Matrizes
Matrizes para perfis
Matrizes
Matrizes para perfis
perfis laminação

tubos elastômeros

chapas Filme
tubular

Recobrimento Filme raso


http://www.compuplast.com/product de cabos

MARCELO M. UEKI - ASSUNTO - EXTRUSÃO


Matrizes
Matrizes para perfis
Matrizes
Matrizes para perfis
Matrizes
Matrizes para perfis
A Figura ilustra um perfil assimétrico, tanto na forma geral, quanto na
espessura final. Essa matriz deve ser montada com mandril, pois o perfil
possui partes ocas ou vazadas. Para fixar o mandril, o sistema de
cruzetas é utilizado. Observa-se que o perfil possui espessura de parede
diferente em diversas regiões.
Matrizes
Matrizes para perfis
Matrizes
Matrizes para perfis
Matrizes
Matrizes para perfis

Observação: fluxo convergente


sempre deve ocorrer em uma
matriz para que não haja
diminuição brusca da pressão.
Mesmo um canal que abre
cônico, com ângulo a por
exemplo, a área deve diminuir
gradativamente, convergindo o
fluxo, isto é, aumentando a sua
velocidade. Somente em regiões
de relaxação de tensões o fluxo é
divergente
Matrizes
Efeito do inchamento do extrudado (IE)
Todo o polímero apresenta o "Inchamento do Extrudado" (IE) quando
emerge de uma matriz. Dentro da matriz, o polímero está quente,
fundido e, ao mesmo tempo, está deformado devido ao fluxo cisalhante
e convergente. Essa deformação é viscoelástica. Ocorre recuperação
parcial da deformação "elástica recuperável", ainda dentro da matriz,
mas boa parcela dessa recuperação se dá fora da desta. Isso causa IE ,
pois as moléculas encolhem muito no eixo z, que corresponde ao eixo
do fluxo. Se uma matriz for simétrica, o IE será também simétrico,
desde que o sistema seja isotérmico, com fluxo uniforme e que as
paredes da matriz tenham o mesmo coeficiente de atrito.
Matrizes
Efeito do inchamento do extrudado (IE)
Caso a matriz seja assimétrica, o produto que emerge da mesma
apresenta IE diferenciado ao longo da área transversal ao fluxo (plano x,
y). Isso ocorre devido à existência de diferentes níveis de cisalhamento
nesse plano, enquanto o fundido flui entre as paredes da matriz.

A taxa de cisalhamento é definida como a variação da velocidade ao


longo de uma espessura ou largura:
𝑑𝑣
𝛾ሶ = ∴ 𝑥1 > 𝑥2 → 𝛾ሶ1 < 𝛾ሶ 2
𝑑𝑥
Matrizes
Efeito do inchamento do extrudado (IE)
Figura mostra como o IE varia com as dimensões do paralelo da matriz e
com as variáveis de processo (Q, T). Observa-se na figura que ocorre
maior IE quando a relação entre o paralelo "L" e o raio hidráulico "R",
isto é (L/R), é pequena. Para L/R maiores, o IE total do perfil diminui
gradativamente até se estabilizar.
Matrizes
Efeito do inchamento do extrudado (IE)
Matrizes
Efeito do inchamento do extrudado (IE)
Matrizes
Matriz para extrusão multicamada
Um perfil pode ser extrudado com camadas de diferentes polímeros,
sendo este tipo de processamento conhecido como "Extrusão
Multicamada". A necessidade de mais de um tipo de polímero em
filmes, frascos ou chapas é para satisfazer as exigências de aplicação
desses produtos, principalmente para ampliar as propriedades de
barreira a gases, líquidos e vapores, bem como para odores e irradiação
UV. Produtos multicamadas encontram, portanto, uso intenso nas áreas
de embalagem de alimentos, fármacos, perfumes e até mesmo em
vestuários especiais.
Matrizes
Matriz para extrusão multicamada
A sequência das camadas em um filme, parison ou chapa vai depender
do caso específico, porém, quase sempre as camadas externas (a que
fica em contato com o ambiente e a que está em contato com o
alimento ou remédio, por exemplo), são de material que resistem a
solicitações mecânicas e/ou químicas e que sejam puros a ponto de
evitarem a contaminação do produto embalado. As camadas
intermediárias a essas duas citadas são, normalmente, os polímeros de
barreira à permeação. Como muitas vezes existe incompatibilidade
entre os diversos polímeros que formam as camadas, toma-se
necessário a utilização de camadas adesivas, isto é, camadas, cujo papel
é de unir ou compatibilizar duas outras.
Portanto, filmes, chapas e frascos podem ser compostos de 3 a 12 ou
mais camadas, cada qual com sua função específica
Matrizes
Matriz para extrusão multicamada
Frasco com 5 camadas de polímeros. Dependendo do tipo de
embalagem (frasco por exemplo), as camadas de PP podem atingir
espessuras da ordem de 800 μm
Matrizes
Matriz para extrusão multicamada
Matrizes
Matriz para extrusão multicamada
Matrizes
Matriz para extrusão multicamada
Quando dois materiais se encontram, advindos de fluxos
independentes, na interface, ocorre a adesão entre esses materiais,
porém, sabe-se que pela dificuldade de interpenetração das moléculas,
essa interface sempre contém pontos mais fracos em relação às demais
regiões do extrudado (anisotropia estrutural). Fluindo em matrizes sob
pressão, são criadas tensões na interface desses materiais, gerando
instabilidades interfaciais que podem prejudicar a qualidade do produto
final, principalmente no que concerne ao brilho, transparência, e em
casos mais graves, até mesmo a ocorrência de desfolhamento, como é
ilustrado na figura.
Matrizes
Matriz para extrusão multicamada
A instabilidade interfacial pode ser anulada pela diminuição das tensões
cisalhantes na interface (principalmente aquelas tensões normais N1),
de diversas maneiras:
◦ Aumentando a espessura da camada mais fina, o que move a interface para
mais longe da parede da matriz, onde a tensão de cisalhamento é menor,
◦ Diminuindo a viscosidade da camada mais fina, o que reduz a tensão perto
da parede,
◦ Diminuindo a vazão, necessitando de menos queda de pressão e
consequente menor tensão cisalhante,
◦ Aumentando toda a espessura na região do paralelo da matriz, dando mais
espaço com menores tensões para o fluxo ocorrer,
◦ Aditivando os polímeros com agentes auxiliares de fluxo ou lubrificantes,
para alterar a viscosidade de processamento e modificando os níveis de
tensões,
◦ Polindo ou lubrificando as paredes da matriz.