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Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

Secretaria de Recursos Humanos


Departamento de Normas e Procedimentos Judiciais
Coordenação-Geral de Elaboração, Sistematização e Aplicação das Normas

Nota Técnica nº 595/2009/COGES/DENOP/SRH/MP

Assunto: Licença capacitação

Referência: Processo nº 10951.000622/2009-99

____________________ _________________________________SUMÁRIO EXECUTIVO

1. Por intermédio do Memorando nº 3302/PGFN/CRJ/2009, a Senhora


Coordenadora-Geral da Representação Judicial da Fazenda Nacional-Substituta, fez a seguinte
consulta ao Senhor Coordenador-Geral Jurídico: “...possibilidade jurídica de acumulação de
licenças capacitação, desde que não reunidos os períodos. Em suma, é possível auferir o direito
de novo período de licença capacitação sem perder o primeiro período obtido, mas ainda não
gozado”.

________________________ ___________________________________________ANÁLISE

2. Em resposta ao questionamento formulado foi expedido o PARECER


PGFN/CJU/COJPN/Nº 1616/2009, que encerrou a questão com as seguintes conclusões:

“21. Diante do exposto, conclui-se, s.m.j., que:

a) não é possível a acumulação de sucessivos períodos aquisitivos de licença para


capacitação, ainda que essas licenças sejam gozadas com um intervalo de tempo, tendo
em vista expressa disposição legal em sentido contrário, nos termos do parágrafo único
do art. 87 da Lei nº 8.112, de 1990;

b) não caracteriza acumulação o fato de o servidor usufruir 3 (três) meses de licença


para capacitação durante o quinquênio subseqüente ao período de aquisição e, em ato
contínuo, gozar nova licença para capacitação, em razão de novo período aquisitivo.”
licença capacitação pgfn
Fls.2 da Nota Técnica n° /COGES/DENOP/SRH/MP

3. Ao final, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional submeteu os autos a esta


Secretaria de Recursos Humanos para que, no exercício de sua competência normativa, exarasse
manifestação acerca das conclusões apresentadas.

4. A licença capacitação está prevista no art. 87 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro


de 1990, com a redação dada pela Lei nº 9.527, de 10 de dezembro de 1997, possibilitando o
afastamento do servidor após cada qüinqüênio de efetivo exercício, no interesse da
Administração, com a respectiva remuneração do cargo efetivo para participar de curso de
capacitação profissional, por até três meses. Vale lembrar que os períodos de licença capacitação
não são acumuláveis (cf. parágrafo único do art. 87).

5. Na redação original do art. 87 da Lei nº 8.112, de 1990, o servidor faria jus a uma
licença de três meses, a título de prêmio, com direito à percepção da remuneração do cargo
efetivo, cujo fator determinante do direito era apenas a assiduidade no exercício do cargo público.
No caso da licença capacitação, o afastamento pretendido deve atender ao interesse público e
destina-se a proporcionar ao servidor a oportunidade de desenvolver ou adquirir novas
habilidades necessárias ao exercício das atribuições de seu cargo.

6. Regulamentando a matéria, assim dispôs o Decreto nº 5.707, de 23 de fevereiro de


2006:

“Art. 10. Após cada quinquênio de efetivo exercício, o servidor poderá solicitar ao
dirigente máximo do órgão ou da entidade onde se encontrar em exercício licença
remunerada, por até três meses, para participar de ação de capacitação.

§ 1º A concessão da licença de que trata o caput fica condicionada ao planejamento


interno da unidade organizacional, à oportunidade do afastamento e à relevância do
curso par a instituição.

§ 2º A licença para capacitação poderá ser parcelada, não podendo a menor parcela ser
inferior a trinta dias.

§ 3º O órgão ou a entidade poderá custear a inscrição do servidor em ações de


capacitação durante a licença a que se refere o caput deste artigo.

licença capacitação pgfn


Fls.3 da Nota Técnica n° /COGES/DENOP/SRH/MP

§ 4º A licença para capacitação poderá ser utilizada integralmente para a elaboração de


dissertação de mestrado ou tese de doutorado, cujo objeto seja compatível com o plano
anual de capacitação da instituição.”

7. Entende esta Secretaria de Recursos Humanos/MP, conforme Nota Técnica nº


178/2009/COGES/DENOP/SRH/MP, que a licença capacitação poderá ser utilizada para
elaboração de trabalho final de curso de graduação e de pós-graduação lato sensu, desde que esses
cursos estejam inseridos no plano de capacitação do órgão ao qual pertence o servidor e guarde
pertinência com as suas diretrizes institucionais.

8. Nesse contexto verifica-se que a regra contida no art. 87 da Lei nº 8.112, de 1990,
tem caráter vedativo quando prevê que os períodos de licença capacitação não são acumuláveis.
Portanto, o interessado deve formalizar seu pedido durante o período aquisitivo imediatamente
subsequente, de modo que o usufruto da licença possa ter início até o último dia do novo período
aquisitivo.

9. Destarte, em resposta à indagação constante do item 16 do PARECER


PGFN/CJU/COJPN/Nº 1616/2009, esta Secretaria de Recursos Humanos entende não haver óbice
legal à possibilidade de o servidor usufruir três meses de licença para capacitação durante o
quinquênio subsequente ao período de aquisição e, em ato contínuo (levando-se em consideração
que o gozo da licença teve início em data próxima ao fechamento do quinquênio seguinte), gozar
nova licença para capacitação (que poderá ser de três meses ou segmentada em parcela não
inferior a 30 dias), em razão do novo período aquisitivo.

10. Visando facilitar o entendimento, pode-se citar o seguinte exemplo: o servidor


ingressou no serviço público em janeiro de 2000, completando o primeiro período aquisitivo em
janeiro de 2005, e a partir desta data poderia requerer a licença capacitação referente ao primeiro
período quinquênio aquisitivo (janeiro de 2000 a janeiro de 2005) e gozá-lo dentro do lapso
temporal correspondente ao segundo período aquisitivo (janeiro de 2005 a janeiro de 2010). Na
hipótese de o servidor iniciar o gozo no final do mês de dezembro de 2009, o período de três
meses da licença vai terminar no transcurso no terceiro período aquisitivo (janeiro de 2010 a
janeiro de 2015), situação para a qual não existe óbice legal. Posteriormente, tendo em vista já ter
completado o segundo período aquisitivo, poderia o servidor protocolar novo requerimento e
licença capacitação pgfn
Fls.4 da Nota Técnica n° /COGES/DENOP/SRH/MP

solicitar que o gozo relativo a esse período tivesse início logo após o usufruto da primeira licença
capacitação. O esquema abaixo destina-se a exemplificar a hipótese descrita, visando facilitar a
sua compreensão.

1º Período aquisitivo 2º Período aquisitivo 3º Período aquisitivo

jan/00 jan/05 jan/10 jan/15

20/12/2009 21/3/2010
Início do usufruto da 1ª Inicio do usufruto da 2ª licença
licença

20/3/2010
Término do usufruto da 1ª licença

11. Contudo, a possibilidade descrita no item supra deve ser precedida da anuência da
Administração Pública, que deverá avaliar a conveniência e oportunidade, bem como as
implicações nas atividades executadas pelo órgão, de o servidor gozar a licença capacitação em
determinada época, podendo vedar-lhe o usufruto contínuo se esse não atender ao interesse
público.

12. Registre-se, por necessário, que a concessão da licença para capacitação está
sempre subordinada ao interesse da Administração, razão pela qual se impõe que o seu objeto
guarde pertinência com as atribuições do cargo ocupado pelo servidor, bem como conste no plano
de capacitação do seu órgão, já que é imprescindível que a Administração possa usufruir dos
conhecimentos técnicos e científicos apreendidos por seus servidores durante os programas de
capacitação.

___________________ ____________________________________________CONCLUSÃO

13. Diante de todo o exposto, verifica-se que o exemplo trazido no item 10 desta Nota
Técnica deixa claro que o servidor deverá sempre usufruir a licença para capacitação dentro do
período aquisitivo seguinte, não podendo acumular os períodos.

licença capacitação pgfn


Fls.5 da Nota Técnica n° /COGES/DENOP/SRH/MP

14. Portanto, a utilização da licença para capacitação deverá iniciar-se até o último dia
anterior ao fechamento do quinquênio subseqüente aquele no qual se adquiriu o direito, não
havendo óbice ao encerramento no decorrer deste, desde que o servidor usufrua a licença
integralmente (período de três meses), não podendo ser parcelada, de modo que não reste parcela
a ser gozada posteriormente.

15. Ademais, desde que seja conveniente e oportuno para a Administração, não existe
óbice legal, por não constituir acumulação, o fato de o servidor, após usufruir três meses de
licença capacitação durante o quinquênio subsequente ao período de aquisição, em ato contínuo,
iniciar o gozo de nova licença capacitação, a qual se refere a novo período aquisitivo já
concluído.

16. Com estes esclarecimentos, submeto o assunto à apreciação da Senhora


Coordenadora de Elaboração, Sistematização e Aplicação das Normas.

Brasília, 19 de novembro de 2009.

OTÁVIO CORRÊA PAES


MAT. SIAPE Nº 0659605

De acordo. À consideração superior.


Brasília, 19 de novembro de 2009.

VANESSA SILVA DE ALMEIDA


Coordenadora Geral de Elaboração, Sistematização e Aplicação das Normas

Aprovo. Transmito à Coordenação-Geral Jurídica da Procuradoria-Geral da


Fazenda Nacional, Nota Técnica emitida pela COGES/DENOP/SRH/MP, em resposta à
solicitação contida no PARECERPGFN/CJU/COJPN/Nº 1616/2009.

Brasília, 19 de novembro de 2009.

VALÉRIA PORTO
Diretora do Departamento de Normas e Procedimentos Judiciais, Substituta

licença capacitação pgfn