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Metodologia Científica -

A Pesquisa Teológica -
Bacharelado em

TEOLOGIA
PASTORAL
Metodologia Científica - 2

SUMÁRIO
1- INTRODUÇÃO...................................................................................................... 3
2- PRELIMINARES................................................................................................... 7
2.1. LEVANTAMENTO DA HIPÓTESE DE TRABALHO ................................................................7
2.2. PLANO DE TRABALHO ................................................................................................8
2.3. LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO .................................................................................8
3- A PRÁTICA DA PESQUISA.................................................................................... 9
3.1. SELECIONANDO AS REFERÊNCIAS ...............................................................................9
3.2. METODOLOGIA DE LEITURA .......................................................................................9
3.3. REUNINDO AS ANOTAÇÕES: UM ESBOÇO PRELIMINAR ..................................................10
3.4. REDAÇÃO CIENTÍFICA .............................................................................................11
4- APRESENTAÇÃO FORMAL ................................................................................. 11
4.1. DIAGRAMAÇÃO ......................................................................................................11
4.2. FORMATO .............................................................................................................11
5- ESTRUTURA ..................................................................................................... 12
5.1. ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS .....................................................................................13
5.2. ELEMENTOS TEXTUAIS ............................................................................................14
5.3. ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS .....................................................................................15
6- ESTILO ............................................................................................................. 16
6.1. ÊNFASE ................................................................................................................16
6.2. LÍNGUAS ORIGINAIS ................................................................................................16
6.3. PRONOMES REFERENTES A DEUS .............................................................................16
6.4. LINGUAGEM SUBJETIVA ..........................................................................................16
6.5. REFERÊNCIAS BÍBLICAS ..........................................................................................16
6.6. COMPATIBILIDADE ..................................................................................................17
7- MODELOS PRÉ-TEXTUAIS................................................................................. 18
7.1. FORMATOS E MARGENS ..........................................................................................18
7.2. FORMAS DE RESUMO ..............................................................................................24
7.3. PAPER ..................................................................................................................25
7.4. COMUNICAÇÃO ......................................................................................................25
7.5. FICHAMENTO .........................................................................................................25
8- MODELO DE PROJETO DE PESQUISA................................................................ 25
8.1. INTRODUÇÃO .........................................................................................................25
8.2. JUSTIFICATIVA .......................................................................................................25
8.3. METODOLOGIA ......................................................................................................26
8.4. CONCLUSÃO ..........................................................................................................26
8.5. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ...................................................................................26
8.6. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA COMENTADA .................................................................26
9- NOTAS E REFLEXÕES SOBRE REDAÇÃO CIENTÍFICA........................................ 27
10 - ENCADERNAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA ............................................... 30

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Metodologia Científica - 3

1- INTRODUÇÃO
A prática da pesquisa, a habilidade em escrever e a apresentação formal de
um trabalho são elementos que apontam para um trabalho árduo por parte daquele
que se envolve em projetos dissertativos em qualquer nível. Os tópicos abordados
pretendem propiciar uma orientação inicial.
Bem, como veremos, a palavra inicial é PLANEJAMENTO. Mas, antes de iniciar
o planejamento é preciso entender que distinções existem entre as diversas
nomenclaturas para o trabalho científico. Deseja-se planejar, mas planejar que
forma de conhecimento? Dentre um universo muito rico de formas, pode-se
ressaltar o conhecimento empírico, e filosófico, o artístico, o religioso e o científico.
Cada uma das formas de conhecimento possui uma base de trabalho.

Para o conhecimento empírico, a vivência é a base de trabalho;

Para o conhecimento filosófico, o discurso lógico é a base de trabalho;

Para o conhecimento artístico, a intuição é a base de trabalho;

Para o conhecimento religioso, o dogma é a base de trabalho;

Para o conhecimento científico, a experiência laboratorial (comprovação com


fatos) é a base de trabalho.

O método científico utilizado em larga escala atualmente é o hipotético-


dedutivo, ou seja, parte-se de uma hipótese de trabalho do geral para o particular.
Até bem pouco tempo atrás havia uma forte distinção entre as formas de trabalho:
monografia, dissertação e tese. Entretanto, contemporaneamente não há qualquer
distinção entre elas.
O que se tem hoje, do ponto de visto metodológico, é a inclusão de corpus
maior de trabalho à medida que a graduação acadêmica é galgada e também um
maior rigor ao tratar os diversos níveis.
Isso implica que qualquer trabalho exigido em uma disciplina, tanto quanto
uma monografia de bacharelado, uma dissertação de mestrado ou uma tese de
doutorado, seguem o mesmo método hipotético-dedutivo.
A leitura de livros diferenciados sempre teve a capacidade de provocar
mudanças significativas e importantes. Após a leitura do livro A estrutura das
revoluções científicas de Thomas S. Kuhn (1989), começou-se a linear uma nova
perspectiva do verdadeiro papel que desempenhamos na nossa vida profissional e
como cientistas pesquisadores. Entendeu-se, então, o significado de uma pesquisa
na vida de um pesquisador que, dentre outras coisas, está fazendo ciências, está
pensando cientificamente e, portanto, contribuindo de alguma forma para uma
mudança na sociedade.
Nesse sentido, compreende-se que Kuhn, em seu livro, procura discutir com
profundidade o real significado do que seja ciência, as suas implicações, os seus
pressupostos e suas eventuais interferências no mundo. Ao discutir temas
controversos, rompe com concepções, para não dizer mitos, arraigadas em nossa
memória. Por exemplo, quando discute sobre o fato da não necessidade de um tema
de pesquisa ser inédito podendo ser um “braço”, uma nova vertente de uma
pesquisa existente. Ou mesmo, uma reflexão atualizada sobre pesquisas já
existentes procurando redimensioná-la à luz de novas teorias atualizadas.
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Por outro lado, ainda segundo Kuhn, uma nova teoria, por mais restrita que
seja o seu campo de atuação, nunca é apenas um mero incremento do que já é
conhecido. Seu real desvelamento requer uma revisão da teoria já existente e uma
nova reflexão sobre os fatos anteriores envolvidos no processo. Uma pesquisa
científica procura promover uma articulação entre os fenômenos e teorias já
fornecidas pelo paradigma buscando extrair dos mesmos novas perspectivas e
possibilidades. É importante ressaltar que, muitas vezes, um cientista adquire
grande reputação não por causa da novidade de suas descobertas, mas pela
precisão, segurança e alcance dos métodos que desenvolveram visando à
predeterminação de categorias de fatos anteriormente conhecidas.
Um outro aspecto discutido no referido livro é sobre a necessidade do
pesquisador, ao empreender-se em um novo desafio, já possuir algumas respostas e
muitos outros questionamentos sobre a ciência que está produzindo tais como:
“Quais são as entidades fundamentais que compõem o universo? Como interagem
estas entidades umas com as outras e com os sentidos? Que questões podem ser
legitimamente feitas a respeito de tais entidades e que técnicas podem ser
empregadas na busca de soluções?”.
Kuhn discute ainda um fato interessante que é a questão de um pesquisador,
ao se envolver em uma nova pesquisa, enfrentar resistências, tanto da comunidade
científica à qual pertence como também da sociedade como um todo. Por isso, ao
iniciar uma pesquisa, todo pesquisador deve, a priori, considerar todos os
paradigmas ou candidatos a paradigmas que eventualmente se apresentarem como
sendo relevantes para o seu trabalho, mesmo porque, ao iniciar uma coleta de
dados todos os fatos que estão à disposição do pesquisador são relevantes e devem
ser considerados. Sobre o paradigma é importante ressaltar o que escreve Kuhn:
“Para ser aceita como paradigma, uma teoria deve parecer melhor que suas
competidoras, mas não precisa (e de fato isso nunca acontece) explicar todos os
fatos com os quais pode ser confrontada”.
Não é raro observarmos alguns paradigmas que foram desenvolvidos com
determinada finalidade serem utilizados em outros fenômenos estreitamente
relacionados. Este fenômeno é possível porque uma teoria pode ser aplicada de
diversas maneiras e é passível de leituras diferenciadas dependendo do objetivo que
se tem em mente e do pesquisador que a está utilizando. Para Kuhn, “uma parte
(embora pequena) do trabalho teórico normal consiste simplesmente em usar a
teoria existente para prever informações fatuais dotadas de valor intrínseco”.
É importante o reconhecimento do papel desempenhado na pesquisa científica
por aquilo que chamo de paradigmas. Considero paradigmas as realizações
científicas universalmente reconhecidas que durante algum tempo, fornecem
problemas e soluções moderadas para uma comunidade de praticantes de ciências.
Esses são apenas alguns aspectos desse livro denso e importante na vida de
um verdadeiro cientista e, portanto, devemos recorrer a ele sempre, seja em busca
de respostas para as muitas perguntas que afligem a mente de um pesquisador,
seja para a simples conferência da veracidade de teorias por nós levantadas. Por
outro lado, é de extrema importância que tenhamos sempre uma postura crítica
sobre as teorias propostas pelos teóricos para que possamos extrair das mesmas o
melhor que elas têm a oferecer.
É importante ressaltarmos que um dos objetivos fundamentais de um
pesquisador é instar uma mudança na percepção e avaliação de dados familiares,
ainda, que cada revolução científica altere a perspectiva histórica da comunidade
que a experimenta, então, esta mudança de perspectiva deverá afetar a estrutura
das publicações de pesquisa e dos manuais do período pós-revolucionário.
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Os cientistas, em vez de procurar as contribuições permanentes de uma
ciência mais antiga para nossa perspectiva privilegiada, procuram apresentar a
integridade histórica daquela ciência, a partir de sua própria época.
Observe que uma pesquisa eficaz raramente começa antes que uma
comunidade científica pense ter adquirido respostas seguras para perguntas como:
• Quais são as entidades fundamentais que compõem o universo?
• Como interagem essas entidades umas com as outras e com os sentidos?
• Que questões podem ser legitimamente feitas a respeito de tais entidades e
que técnicas podem ser empregadas na busca de soluções?
Ao menos nas ciências plenamente desenvolvidas, respostas (ou substitutos
integrais para as respostas) a questões como essas estão firmemente engastadas na
iniciação profissional que prepara e autoriza o estudante para a prática científica. O
fato de as respostas poderem ter esse papel auxilia-nos a dar conta tanto da
eficiência peculiar da atividade de pesquisa normal, como da direção na qual essa
prossegue em qualquer momento considerado.
Os momentos decisivos associados ao desenvolvimento científico, ligados aos
nomes de Copérnico, Newton, Lavoisier e Einstein, exibem aquilo que constitui
todas as revoluções científicas, pelo menos no que concerne à história das ciências
físicas. Cada um deles forçou a comunidade a rejeitar a teoria científica
anteriormente aceita em favor de uma outra incompatível com aquela. Como
conseqüência, cada um desses episódios produziu uma alteração nos problemas à
disposição do escrutínio científico e nos padrões pelos quais a profissão determina o
que deveria ser considerado como um problema ou como uma solução de problema
legítimo.
As equações de Maxwell, que afetaram um grupo profissional bem mais
reduzido do que as de Einstein foram consideradas tão revolucionária como estas e
como tal encontraram resistência. Regularmente, e de maneira apropriada, a
invenção de novas teorias evoca a mesma resposta por parte de alguns especialistas
que vêem sua área de competência infringida por essas teorias. Para esses homens,
a nova teoria implica uma mudança nas regras que governam a prática anterior da
ciência normal. Por isso, a nova teoria repercute inevitavelmente sobre muitos
trabalhos científicos já concluídos com sucesso.
É por isso que uma nova teoria, por mais particular que seja seu âmbito de
aplicação, nunca, ou quase nunca, é um mero incremento ao que já é conhecido.
Sua assimilação requer a reconstrução da teoria precedente e a reavaliação dos
fatos anteriores. Esse processo intrinsecamente revolucionário raramente é
completado por um único homem e nunca de um dia para outro.
O estudo dos paradigmas é o que prepara basicamente o estudante para ser
membro da comunidade científica determinada na qual atuará mais tarde. Uma vez
que ali o estudante reúne-se a homens que aprenderam as bases de seu campo de
estudo a partir dos mesmos modelos concretos, sua prática subseqüente raramente
irá provocar desacordo declarado sobre pontos fundamentais.
Observemos a História da Óptica Física: os manuais atuais de Física ensinam
ao estudante que a luz é composta de fótons, isto é, entidades quânticas-mecânicas
que exibem algumas características de ondas e outras de partículas. A pesquisa é
realizada de acordo com este ensinamento, ou melhor, de acordo com as
características matemáticas mais elaboradas a partir das quais é derivada esta
verbalização usual. Contudo, esta caracterização da luz mal tem meio século. Antes
de ter sido desenvolvida por Planck, Einstein e outros no começo deste século, os
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estudos de Física ensinavam que a luz era um movimento ondulatório transversal.
Além disso, a teoria ondulatória não foi a primeira das concepções a ser aceita pelos
praticantes da ciência óptica. Durante o século XVIII, o paradigma para este campo
de estudos foi proporcionado pela Óptica de Newton, a qual ensina que a luz era
composta de corpúsculos de matéria. Naquela época, os físicos procuravam provas
da pressão exercida pelas partículas de luz ao colidir com os corpos sólidos, algo
que não foi feito pelos primeiros teóricos da concepção ondulatória.
Na ausência de um paradigma ou de algum candidato a paradigma, todos os
fatos que possivelmente são pertinentes ao desenvolvimento de determinada ciência
têm a probabilidade de parecerem igualmente relevantes. Como conseqüência disso,
as primeiras coletas de fatos se aproximam muito mais de uma atividade ao acaso
do que daquelas que o desenvolvimento subseqüente da ciência torna familiar.
Além disso, na ausência de uma razão para procurar alguma forma de informação
mais recôndita, a coleta inicial de fatos é usualmente restrita à riqueza de dados
que estão prontamente à nossa disposição.
Nos primeiros estágios do desenvolvimento de qualquer ciência, homens
diferentes confrontados com a mesma gama de fenômenos – mas em geral não com
os mesmos fenômenos particulares – os descrevem e interpretam de maneiras
diversas. É surpreendente (e talvez também único, dada a proporção em que
ocorrem) que tais divergências iniciais possam em grande parte desaparecer nas
áreas que chamamos ciências.
As divergências realmente desaparecem em grau considerável e então,
aparentemente, de uma vez por todas. Além disso, em geral seu desaparecimento é
causado pelo triunfo de uma das escolas pré-paradigmáticas, a qual, devido a suas
próprias crenças e preconceitos característicos, enfatizam apenas alguma parte
especial do conjunto de informações demasiado numeroso e incoativo.
Quando um cientista pode considerar um paradigma como certo, não tem
mais necessidade, nos seus trabalhos mais importantes, de tentar construir seu
campo de estudos começando pelos primeiros princípios e justificando o uso de
cada conceito introduzido. Isso pode ser deixado para os autores de manuais. Mas,
dado o manual, o cientista criador pode começar suas pesquisas onde o manual a
interrompe e desse modo concentrar-se exclusivamente nos aspectos mais sutis e
esotéricos dos fenômenos naturais que preocupam o grupo.
A ciência normal não tem como objetivo trazer à tona novas espécies de
fenômenos; na verdade, aqueles que não se ajustam aos limites do paradigma
freqüentemente nem são vistos. Os cientistas também não estão constantemente
procurando inventar novas teorias; freqüentemente mostram-se intolerantes com
aquelas inventadas por outros. Em vez disso, a pesquisa científica normal está
dirigida para a articulação daqueles fenômenos e teorias fornecidas pelo paradigma.
Alguns cientistas adquiriram grandes reputações, não por causa da novidade
de suas descobertas, mas pela precisão, segurança e alcance dos métodos que
desenvolveram visando à predeterminação de categoria de fatos anteriormente
conhecida.
A tentativa de demonstrar um acordo entre a natureza e a teoria representa
um segundo tipo de trabalho experimental normal que depende do paradigma de
uma maneira ainda mais óbvia do que o primeiro tipo mencionado. A existência de
um paradigma coloca o problema a ser resolvido. Freqüentemente a teoria do
paradigma está diretamente implicada no trabalho de concepção de aparelhagem
capaz de resolver o problema.

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Freqüentemente um paradigma que foi desenvolvido para um determinado
conjunto de problemas é ambíguo na sua aplicação a outros fenômenos
estreitamente relacionados. Nesse caso experiências são necessárias para permitir
uma escolha entre modos alternativos de aplicação do paradigma à nova área de
interesse.
Coulomb, antes de poder construir seu equipamento e utilizá-lo em medições,
teve que empregar a teoria elétrica para determinar como seu equipamento deveria
ser construído. Suas medições tiveram como conseqüência um refinamento daquela
teoria. Dito de outra maneira: os homens que conceberam as experiências para
distinguir entre as várias teorias do aquecimento por compressão foram geralmente
os mesmos que haviam elaborado as versões a serem comparadas. Estavam
trabalhando tanto com fatos como com teorias e seus trabalhos produziram não
apenas novas informações, mas um paradigma mais preciso, obtido com a
eliminação das ambigüidades que haviam sido retidas na versão original que
utilizam. Em muitas ciências, a maior parte do trabalho normal é desse tipo.
Talvez a característica mais impressionante dos problemas normais da
pesquisa seja seu reduzido interesse em produzir grandes novidades, seja no
domínio dos conceitos, seja no dos fenômenos. Algumas vezes, como no caso da
medição de um comprimento de onda, tudo é conhecido de antemão, exceto o
detalhe mais esotérico.
Estas são algumas considerações gerais sobre o relevante papel de um
pesquisador para a sociedade e para a sua vida profissional, além de uma breve
discussão sobre a cientificidade da pesquisa e seu papel fundamental na vida de
um estudante, seja ele de graduação ou de pós-graduação. Passaremos agora a
discutir as etapas metodológicas de um projeto de pesquisa e em seguida os passos
fundamentais para a realização de uma pesquisa e sua conseqüente monografia.

2- PRELIMINARES
A elaboração de um trabalho acadêmico deve ser precedida de um
planejamento, o mais detalhado possível, compreendendo as seguintes etapas:

2.1. Levantamento da Hipótese de Trabalho


A hipótese de trabalho se dá, em geral, pela intuição, pela inquirição, pelo
desconforto de que tem sido sempre assim, pela curiosidade de “se fosse de outra
forma” etc. Entretanto, essa intuição não se dá ao vácuo. Para levantar uma
hipótese de trabalho é preciso ter estudado, ter lido o suficiente. O surgimento de
uma hipótese não ocorre em “sonhos” sem que haja envolvimento com a matéria, e
nem em heurísticas mirabolantes como se alguém fosse dotado de um “gênio”
singular. A hipótese de trabalho, resultado de boas leituras, será resposta
provisória que se deseje dar a um problema.
A. Exemplo de hipótese de trabalho:
Depois de estar envolvido com textos e mais textos acerca de missões, além de
ter se envolvido pessoalmente no assunto, alguém sugere a seguinte hipótese de
trabalho: “O envio de missionários para campos estrangeiros reflete mais o modelo
de “embaixadas de países” (o institucional é mais importante) do que a abertura de
novos campos mediante a pregação do Evangelho” (o Reino é mais importante). A
própria hipótese de trabalho conduzirá a uma seleção de corpus de pesquisa.

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2.2. Plano de Trabalho
Depois de intuir uma hipótese, depois de muita leitura, questiona-se de que
natureza é o fato com que se está trabalhando? Fatos discursivos, lingüísticos, etc?
Para auxiliar neste processo, propõe-se que sejam tomadas notas pessoais que
dêem conta de algumas atividades: campo de trabalho, tema sugerido, problema
levantado, hipótese proposta, corpus de pesquisa e variáveis prováveis do trabalho.
Lembrando que o método é hipotético-DEDUTIVO, o modelo proposto pretende
partir do mais amplo para o mais particular.
Por exemplo:
• O CAMPO poderia ser: Teologia Histórica;
• O TEMA poderia ser: A influência de Calvino nas missões ao Brasil;
• O PROBLEMA poderia ser: Será que Calvino se preocupou com a questão
missionária? Será que foi apenas um teórico da teologia? Será que houve
qualquer ligação entre Calvino e o envio de missionários franceses à antiga
Guanabara?
• A HIPÓTESE poderia ser: Calvino não somente se preocupou com o assunto
missionário como enviou alguns para o Brasil.
• O CORPUS poderia ser: Cartas de Calvino, artigos etc.
• As VARIÁVEIS poderiam ser: Missões e Calvino, o Brasil e Calvino. Com
essas variáveis haveria um trabalho com introdução, dois capítulos e
conclusão.
À medida que essa tarefa de reescrever o problema, a hipótese e o tema
ocorrerem, trará diversos benefícios. Dentre eles será o de ter o tema do trabalho
escolhido e delimitado com muita clareza, precisão e concretude (não deve ser
obscuro nem amplo demais). O tema deve trazer uma contribuição, ainda que não
totalmente original, para a respectiva área de conhecimento. Perceba que o aspecto
do PROBLEMA lida com diversas indagações (e não de dados que pareçam
meramente interessantes ou da moda) e a HIPÓTESE destina-se a uma solução
temporária (a sua solução) para resolver a questão ou questões levantadas.

2.3. Levantamento Bibliográfico


Para que se tenha uma hipótese de trabalho, para definir bem o tema e
preparar o Projeto de Pesquisa (veja Anexo D: Modelo de Projeto de Pesquisa), é
necessário verificar a disponibilidade de fontes e fazer algumas leituras básicas e
introdutórias, começando pela consulta a um bom dicionário ou enciclopédia do
ramo e, em seguida, livros e artigos mais específicos sobre o tema. Desta forma, o
estudante estará preparando o seu referencial teórico, ou revisão de literatura, ou
bibliografia básica visando um domínio amplo do assunto.
Alguns questionamentos simples podem servir para avaliar a qualidade de
uma HIPÓTESE:
• É relevante? (não estaria o tema demasiadamente desgastado, enviesado ou
massificado? Qual a sua real contribuição?
• É verificável? (há bibliografia suficiente disponível na área? Há
redundância? O campo está bem delimitado?).

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• È refutável? (os pressupostos estão bem explicitados? Há viés na pergunta?
Ela admite a negação, crítica e discordância?).
• Alcançou os objetivos propostos? (além dos itens anteriores, é preciso dar
destaque na redação final aos objetivos, permitindo à banca aferir, por meio
das considerações finais, se os objetivos foram alcançados).

3- A PRÁTICA DA PESQUISA
Uma vez que você se inscreveu em uma das linhas de pesquisa específica da
Teologia (exegética, sistemática, histórica ou pastoral – o seu CAMPO), em sua linha
de pesquisa específica (o seu CAMPO ESPECÍFICO, se quiser), logo perceberá a
necessidade de selecionar e estreitar um tópico viável de investigação (o seu
CORPUS). De modo simplificado, o aspecto mais importante para selecionar e
estreitar um corpus de estudo é a sua motivação. É ela que definirá sua pergunta-
problema orientadora (PROBLEMA). Esse ponto de partida deve ser levado em
consideração em todo o seu processo de estudos. São 12 as disciplinas que você
cursará. Cada monografia de disciplina terá de 4 a 5 mil palavras (contado somente
o conteúdo), além de outras exigências que podem incluir leituras supervisionadas,
seminários, resenha crítica e prova. Uma vez que devem ser apresentada diversas
monografias de disciplina, será muito importante que você concentre seus esforços
em direção ao seu alvo de pesquisa. Assim, ao envolver-se na tarefa de escrever
cada monografia das diversas disciplinas, considere como cada uma delas vai
auxiliá-lo no desenvolvimento posterior de sua dissertação. Lembre-se de associar o
seu interesse pelo tema com a necessária imparcialidade e objetividade.
A importância de procurar realizar a pesquisa com foco cada vez mais estreito
justifica-se porque não se está apenas aprendendo a metodologia da pesquisa em
cada disciplina; nessa prática o aluno está desenvolvendo o seu sendo crítico e
investigativo, habilidade de comparação, equilíbrio e senso de proporção. Essas
qualidades somente podem ser adquiridas com muita leitura e reflexão.

3.1. Selecionando as Referências


É necessário que o estudante cultive a habilidade de identificar os livros e
artigos importantes em um dado assunto e saiba distinguí-lo dos demais. Depois
que a bibliografia (REFERÊNCIA) for anotada, é preciso peneirar mais. É o momento
de retirar da lista os livros de caráter popular, os que não estejam bem
documentados ou ainda os que não dizem respeito à sua pesquisa. Para isso, uma
vez formulada a pergunta PROBLEMA e o surgimento do TEMA, recomenda-se
consultar um bom dicionário, enciclopédia ou banco de dados de alguma biblioteca
teológica presencial ou virtual.
Os artigos mais recentes sobre o assunto de seu interesse trarão, em geral,
matéria bibliográfica que propiciará orientação à sua pesquisa. Isso significa que
muitas vezes trabalha-se do mais recente para trás. E lembre-se de continuamente
consultar as fontes primárias no original.

3.2. Metodologia de Leitura


Cada pessoa adota um procedimento para tomar notas de leitura. Entretanto,
certas recomendações ainda se fazem necessárias. A regra de ouro é registrar os
apontamentos sempre da mesma forma. Por outro lado, é importante que você
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conheça várias técnicas de leitura (sublinhar, métodos hermenêuticos indutivos,
etc). Uma leitura apenas não é suficiente para um estudo mais aprofundado; pelo
menos, não da bibliografia primária. Alguns escrevem em folhas soltas, outros
utilizam fichas e há ainda os que anotam diretamente no computador. O mais
importante é que as notas sejam consistentes e registradas com cuidado. Lembre-se
de que suas anotações devem permitir ser estruturada posteriormente em um
esboço coerente com o assunto de seu interesse na pesquisa. Nas anotações
bibliográficas, procure estabelecer pelo menos uma frase explicativa que permita o
uso dessa nota posteriormente. Procure escrever um ou, no máximo, dois
parágrafos em cada ficha ou folha, e em apenas um dos lados. Isto certamente o
obrigará a trabalhar de modo conciso e objetivo. Se você fizer o fichamento, ou seja,
autor, título, lugar da publicação, editora e data, procure fazê-lo já no formato
bibliográfico padronizado pela ABNT, conforme indicado posteriormente neste
trabalho. Isso lhe poupará muito trabalho.
É importante considerar neste tópico a importância da citação. Algumas
perguntas devem nortear seu raciocínio no processo de tomar notas.
Devo citar esta nota ou não? O que é melhor para o meu trabalho? Uma
citação indireta ou paráfrase, uma análise, ou ambos? Em que medida estou
utilizando a fraseologia da fonte consultada?
Estas são questões importantes, pois em poucos meses, se a anotação não
tiver sido tomada apropriadamente, você não saberá se são suas as palavras ou se
pertencem a outras fontes. Você pode criar uma legenda para a distinção. Na
maioria dos casos, as notas em seu trabalho são de fontes primárias. As notas de
fontes secundárias, em geral, são em menor número. O processo da pesquisa
envolve a habilidade de interagir analítica, crítica e sabiamente com um documento
em lugar de apenas reproduzi-lo. Lembre-se que os autores citados são
testemunhas de autoridade, e o testemunho de autoridade ocorre somente após a
análise da obra.

3.3. Reunindo as Anotações: Um Esboço


Preliminar
Em todo o processo de pesquisa, reunidas as anotações (e não deixe de lado os
insights), uma pergunta deve estar sempre presente: “Como isso se articula com o
restante?”. O esboço preliminar de cada capítulo e de toda a dissertação depende de
algumas medidas simples. Uma delas é ter em vista sempre a pergunta-PROBLEMA
na sua versão mais recente. Outra é a reflexão e consideração inicial dos limites do
tópico. Outra condição é que o esboço surja do próprio material pesquisado,
considerando sua orientação cronológica ou fluxo lógico. De qualquer forma, a
pergunta “como esse material pode ser mais bem organizado?” deve ser outra
constante nas considerações pessoais.
O esboço preliminar é de extrema importância para dar direção ao andamento
do trabalho. Pode-se perceber, antes de chegar ao final, a necessidade de promover
algum tipo de alteração de rota, ou até mesmo a supressão ou a mudança completa
de abordagens, desde a pergunta-PROBLEMA. O esboço é uma espécie de
declaração sintética de uma hipótese que ainda está sendo analisada. Esse trabalho
inicial será importante para o relacionamento harmonioso com seu orientador, pois
tornará mais simples discutir e amadurecer o trabalho.
Não se esqueça de encaminha um pedido oficial à Coordenação de Cursos da
Academia, solicitando um orientador (após obter aprovação em 2/3 dos créditos). À

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medida que o esboço se expande, as notas reunidas vão sendo naturalmente
articuladas e postas em seu devido lugar ou capítulo.

3.4. Redação Científica


Escrever bem é uma tarefa difícil que exige raciocínio, capacidade de organizar
os pensamentos e muita concentração, tanto quanto leitura. O texto, na verdade,
exerce a função de expressar as suas idéias na sua ausência. No momento de
escrever, a habilidade adquirida com a prática é o fator mais importante. Isto
significa que não adianta, de um dia para o outro, ou à véspera do vencimento dos
prazos, querer produzir textos brilhantes. A habilidade em escrever bem é obtida
através da prática e da leitura cuidadosa.
A melhor forma de escrever o primeiro parágrafo é iniciar a discussão
envolvendo-se com outros escritores naquele campo específico. Assim, é preciso que
se esteja preparado para observar, conceber, desenvolver e exprimir idéias com
desenvolturas e conhecimento. Submeta sempre a redação definitiva a um ou mais
revisores. Poucos dominam o português ou outra língua estrangeira perfeitamente.
Sobre esse assunto de “boa revisão” recomendo o texto do professor Rogério Lacaz-
Ruiz, Notas e Reflexões sobre Redação Científica, disponível no APÊNDICE 5.

4- APRESENTAÇÃO FORMAL
A apresentação formal tem como base as últimas considerações feitas pelas
normas da ABNT para trabalhos científicos (http://www.abnt.org.br).

4.1. Diagramação
Alinhamento justificado e fontes Times New Roman ou Arial tamanho 12
(recomendadas). Itálicos somente para palavras estrangeiras ou para ênfases. Evita-
se o negrito, exceto para título de obras nas referências bibliográficas e palavras em
maiúsculas.

4.2. Formato
Papel A4;
Margens: esquerda e superior: 3 cm; direita e inferior: 2 cm;
Fontes: Arial ou Times New Roman;
Numeração das páginas, corpo 10;
Cor da fonte: preta;
Tamanho de corpo de texto: 12;
Espaçamento do texto: 1.5.
Tamanho de corpo das notas de rodapé: 10;
O entrelinha das notas quando forem de rodapé é simples e não há
espaçamento entre as notas;
Títulos com indicativo numérico são alinhados à esquerda;

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Somente títulos e subtítulos da parte do desenvolvimento são numerados;
Os títulos sem indicativo numérico (agradecimentos, lista de ilustrações,
resumos, sumários, referências, glossários, apêndices, anexos e índices), devem ser
centralizados;
Todas as folhas do trabalho devem ser contadas seqüencialmente, a partir da
página de rosto. No entanto, serão numeradas a partir da primeira folha da parte
textual, em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha (2 cm do topo e
2 cm da direita), sem traços, pontos ou parênteses. Havendo anexos, suas páginas
devem ser numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à
do texto principal. A numeração alfabética ou romana deve ser evitada;
Antes de cada título novo (não subtítulo), inserir uma quebra de página;
Os títulos das subseções devem ser separados do texto que os precede ou que
os sucede por dois espaços duplos;
As citações de mais de três linhas no corpo do texto, as notas de rodapé, as
legendas das tabelas, ilustrações etc e as referências ao final do trabalho devem ser
digitadas com espaço simples;
As referências ao final devem ser separadas com espaço duplo.

5- ESTRUTURA
A estrutura do trabalho científico (monografia, dissertação ou tese) deve
apresentar as seguintes etapas:
Elementos Dispositivos
Capa (obrigatório)
Folha de rosto – No verso constar a Ficha Catalográfica
conforme código de catalogação anglo-americano
(obrigatório)
Folha de aprovação (obrigatório)
Dedicatória (opcional)
Agradecimentos (opcional)
Resumo na língua vernácula (obrigatório)
Pré-Textuais
Resumo em língua estrangeira (obrigatório)
Lista de ilustrações (opcional)
Lista de tabelas (opcional)
Lista de abreviaturas e siglas (opcional)
Lista de símbolos (opcional)
Sumário

Introdução
| Revisão de Literatura
Textuais Desenvolvimento | Material e Método

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| Resultados
Conclusão
Referências (obrigatório)
Glossário (opcional)
Pós Textuais Apêndice(s) (opcional)
Anexo(s) (opcional)
Índice (opcional)

5.1. Elementos Pré-Textuais


São os elementos de abertura de um trabalho, apresentados anteriormente ao
texto, que auxiliam na identificação e utilização do mesmo. Alguns deles são
obrigatórios, outros opcionais. A seguir são apresentadas as descrições de cada
dispositivo.
A. Capa. A capa é o que protege. É a proteção externa do trabalho e onde se
estabelece a primeira redação auto/leitor, especificamente quanto à sua
identificação. A capa inclui o nome da instituição, o campo (por exemplo, teologia
pastoral), o nome do autor, o título do trabalho, o local da instituição onde deve ser
apresentado e o ano da sua entrega.
B. Folha de Rosto. A folha de rosto contém os elementos essenciais para a
identificação do trabalho: o nome do autor, o título do trabalho (lembrar-se de que
um bom título permite a fácil recuperação de informações), a finalidade do trabalho
(incluir a área de concentração), o nome do orientador, o local da instituição onde
deve ser apresentado e o ano da sua entrega. No verso da página de rosto deve
constar a ficha catalográfica do trabalho. Busque a ajuda do profissional
bibliotecário da Biblioteca da Academia para que ela seja feita. Há elementos como
a codificação da Tabela Cutter e o número de classificação do assunto que
demandam a intervenção de profissional da área.
C. Folha de Aprovação. Nesta página encontram-se as mesmas informações da
folha de rosto e inclui-se o espaço para a data de aprovação e os componentes da
banca examinadora. (Descritas as instituições a que pertencem) com o lugar para a
assinatura dos mesmos.
D. Dedicatória. Dispositivo opcional reservado para a dedicação a uma pessoa
ou instituição ou para prestar uma homenagem.
E. Agradecimentos. Dispositivo opcional reservado para a expressão de
reconhecimento as pessoas ou instituições que contribuíram de modo relevante
com o autor na realização do trabalho.
F. Epígrafe. Dispositivo opcional reservado para uma inscrição, um moto, uma
frase ou um pensamento, em geral condizente com o trabalho. A inscrição, o moto,
a frase ou o pensamento devem ser seguidas de indicação de autoria.
G. Resumo na Língua Vernácula. O resumo é a condensação do trabalho,
enfatizando-se seus pontos mais relevantes. Deve ser desenvolvido e apresentado de
forma clara, concisa e direta. Deve ressaltar, numa visão rápida, o conteúdo e as
conclusões do trabalho. O título RESUMO deve estar centralizado, letras
maiúsculas, fonte 14, em negrito. O texto será apresentado três abaixo do título, em

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espaço simples de entrelinhas, sem parágrafo. O resumo deverá conter até 500
palavras e é um elemento obrigatório.
H. Resumo em Língua Estrangeira. O resumo em língua estrangeira: em inglês
– Abstract, em francês – Résumé; em espanhos – Resumen vem logo após o resumo
em língua vernácula (português) e segue as mesmas regras para sua confecção. O
resumo em língua estrangeira é apenas uma versão do resumo para algum idioma
de divulgação internacional.
I. Lista de Ilustrações, Tabelas, Abreviaturas, Siglas e Símbolos. Estes são
itens opcionais. Cada um deles deverá existir em uma página nova com a lista de
ilustrações, tabelas... (quando houver mais de cinco ilustrações ou mais de cinco
tabelas, etc.) para que o leitor possa orientar-se quando necessitar de um desses
dados. A formatação deverá ser a mesma do Sumário, apenas mudando o título e o
conteúdo.
As ilustrações referem-se a desenhos, gravuras ou imagens que acompanham
um texto. As tabelas são elementos que pretendem demonstrar uma síntese. As
abreviaturas são as representações de uma palavra por meio de algumas de suas
silabas ou letras. As siglas são as junções das letras iniciais dos vocabulários
básicos de uma denominação ou título. Os símbolos são os sinais que substituem o
nome de uma coisa ou de uma ação.
J. Sumário. Este dispositivo obrigatório precede imediatamente a parte
TEXTUAL, do trabalho. Ele enumera as principais divisões, seções e outras partes
do trabalho, na mesma ordem e grafia aos utilizados no corpo do texto. Inclui todos
os títulos e páginas, a partir da Introdução. Usar, se possível, o “inserir índice” do
Word, pois este poderá ser atualizado automaticamente se houver mudança na
paginação.

5.2. Elementos Textuais


A. Introdução. Nessa parte inicial o autor deve incluir:
• Apresentação geral do assunto do trabalho;
• Definição sucinta e objetiva do tema abordado;
• Justificativa sobre a escolha do tema e métodos empregados;
• Delimitação precisa das fronteiras da pesquisa em relação ao campo e
períodos abrangidos;
• Esclarecimento sobre o ponto de vista sob o qual o assunto será tratado;
• Relacionamento do trabalho com outros da mesma área;
• Objetivos e finalidades da pesquisa, com especificação dos aspectos que
serão ou não abordados.
Lembre-se de que deve ficar claro aqui qual é o PROBLEMA, bem como a sua
HIPÓTESE. O texto da introdução deve refletir fielmente os capítulos do
desenvolvimento. Esta é a parte mais difícil de se escrever. Sugere-se que deva ser
apenas esboçada no início; preferencialmente sua redação deve ser elaborada
depois de todo o restante do trabalho estar redigido.
B. Desenvolvimento. Esta é a parte principal do trabalho. Aqui está contida a
exposição ordenada e pormenorizada do assunto. Divide-se em seções e subseções,
que variam em função da abordagem do tema e do método.

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Metodologia Científica - 15
Nessa etapa o autor se envolve com a argumentação. A revisão da literatura
apontada na introdução é trabalhada aqui onde o autor do trabalho demonstra que
tem conhecimento da discussão de seu assunto – os prós e contras -, e pode então
confirmar a utilidade de sua pesquisa. O trabalho apresentado ou preencherá
lacunas existentes ou ampliará a pesquisa desenvolvida até aqui sobre o assunto
tratado. Todos os autores citados na revisão de literatura ou em qualquer das
partes do trabalho deverão constar da listagem final das Referências Bibliográficas.
Ainda nessa etapa de desenvolvimento o autor procurará fazer uma descrição
precisa dos métodos de abordagem e como o material pesquisado será utilizado, de
modo a permitir a avaliação metodológica por outros pesquisadores. Novas técnicas
devem ser descritas com detalhe, entretanto, se os métodos empregados já forem
conhecidos, será suficiente a citação de seu autor. A especificação e origem do
material utilizado poderá ser dada através de notas de texto ou notas de rodapé.
Cada capítulo poderá apresentar ao seu final uma avaliação de resultados,
preparando a transição para o próximo capítulo. Espera-se que haja uma
concatenação lógica de um capítulo para o outro. Desta forma, as frases de
transição na avaliação de resultados ao final de cada capítulo desempenham um
papel importante para o próprio autor avaliar se há alguma ligação ou coerência em
seu trabalho.
C. Conclusão. Deve ser fundamentada nos resultados e na discussão,
contendo deduções lógicas e correspondentes, em número igual ou superior aos
objetivos propostos. Vincula-se à introdução, trazendo resposta às questões que
ficaram abertas nela. Apresenta considerações finais que retornam objetivos,
pergunta central e subperguntas, avaliando até que ponto foram respondidas e que
outras pesquisas poderiam dar continuidade a esta.

5.3. Elementos Pós-Textuais


A. Referências. As referências são um conjunto padronizado de elementos
descritivos retirados de um documento, que permite sua identificação individual. As
referências podem aparecer no rodapé (notas de rodapé), no fim do texto ou do
capítulo (notas de fim de texto), em lista de referências ou em resenhas e resumos.
A regra geral para as referências é que sejam alinhadas somente à esquerda
do texto e de forma a se identificar individualmente cada documento. Elas deverão
ter espaçamento simples e serem separadas entre si por um espaço duplo. Quando
as referências aparecerem em notas de rodapé elas deverão ser alinhadas, a partir
da segunda linha da mesma referência, abaixo da primeira letra da primeira
palavra, de forma a destacar o expoente (em geral o número da nota). O
entrelinhamento neste caso é simples e não deve haver espaçamento entre as notas.
O recurso utilizado para destacar o título (negrito, grifo, ou itálico) deve ser
uniforme em todas as referências de um mesmo documento. Os elementos
essenciais são autor(es), título, edição (a partir da 2ª), local, editora e data da
publicação. Quando se fizer necessário acrescenta-se elementos complementares à
referência para uma melhor identificação do documento. Veja os exemplos em NBR
6023;2002. Informação e documentação – referências – elaboração. Pp.3-21. Nestes
exemplos observe especialmente nas páginas 20-21 a possibilidade da utilização de
referências pelo sistema alfabético (notas de texto e referências alfabética ao final do
trabalho) ou numérico (notas de rodapé ou referências numéricas ao final do
trabalho). Associada a NBR 6023;2002, veja ainda o documento NBR 10520.
Informação e documentação – citações em documentos – apresentação acerca de
diversos exemplos de citações.
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Metodologia Científica - 16
B. Glossário. O glossário é opcional. Ele é uma redação de palavras ou
expressões técnicas de uso restrito ou de sentido obscuro, utilizadas no texto,
acompanhadas de suas definições.
C. Apêndice. O Apêndice é opcional. É um texto ou documento elaborado pelo
autor a fim de complementar sua argumentação, sem prejuízo do corpo do trabalho.
D. Anexo. O Anexo é opcional. É um texto ou documento não elaborado pelo
autor, que serve de fundamentação, comprovação e ilustração.
E. Índice. O Índice é opcional. É uma lista de palavras ou frases, ordenadas
segundo determinado critério, que localiza e remete para as informações contidas
no texto.

6- ESTILO
6.1. Ênfase
Para dar ênfase, deve-se utilizar itálicos e não sublinhado ou negrito. Palavras
estrangeiras e títulos de publicações também devem ser italicizadas. Numa citação
ao dar uma ênfase que não se encontra no original, acrescentar na nota
bibliográfica “grifo nosso”.

6.2. Línguas Originais


Citações do grego, hebraico e aramaico devem ser feitas nos alfabetos originais
(sem transliteração), digitadas ou à mão. Os termos e citações em língua
estrangeira devem ser preferencialmente traduzidos. Se não o forem (por serem
amplamente conhecidos ou intraduzíveis), deve-se italicizá-los.

6.3. Pronomes Referentes a Deus


Os pronomes “ele”, “seu”, “sua”, etc., não devem ter inicial maiúscula, em
consonância com as normas da gramática portuguesa.

6.4. Linguagem Subjetiva


A linguagem subjetiva (primeira pessoa do singular), coloquial (informal), ou
devocional (própria de um sermão, estudo bíblico ou oração) deve ser evitada.

6.5. Referências Bíblicas


Devem ser colocadas no texto principal e não em notas de rodapé. Quando a
referência for somente ao livro, colocar o nome completo. Se houver capítulo e
versículo, utilizar as abreviaturas de duas letras, apresentadas no índice da versão
da Bíblia Almeida Revista e Atualizada (ver anexo). Por exemplo: Gn 20.5; 2 Cr 1.7;
1 Ts 2.10; Ap 10.1; Jd 5.

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6.6. Compatibilidade
É imprescindível que o texto apresente um uso correto da gramática
portuguesa e uma linguagem e estilo compatíveis com um trabalho acadêmico.

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7- MODELOS PRÉ-TEXTUAIS
Modelos de capa, folha de rosto, verso da folha de rosto, folha de aprovação,
folha de dedicatória, epígrafe, agradecimento, folha de resumo em vernáculo, folha
de resumo em língua estrangeira e folha de sumário.

7.1. Formatos e Margens

Margem Superior 3 cm

Margem Esquerda 3 cm Margem Direita 2 cm

Margem Inferior 2 cm

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INSTITUTO DE TEOLOGIA LOGOS

Nome da instituição que


receberá o trabalho, Letras
maiúsculas, fonte 14, negrito,
centralizado.

INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS NA OPINIÃO DE ADOLESCENTES DE UMA ESCOLA


PÚBLICA NA CIDADE DE UBERLÂNDIA EM 2005: influência familiar

Título (maiúsculas) e
subtítulo (minúsculas), fonte
14, negrito, centralizado,
espaço 1,5.

Lílian Portela Figueiredo

Nome completo do autor Letras


maiúsculas/minúsculas, fonte 12,
negrito, recuo de 3cm e centralizado
com o espaço restante

Cidade e ano de entrega, fonte


12, negrito, centralizado, espaço
simples

Uberlândia
2007

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LÍLIAN PORTELA FIGUEIREDO

Nome completo do autor


Letras maiúsculas, fonte 14
negrito, centralizado

INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS NA OPINIÃO DE ADOLESCENTES DE UMA


ESCOLA PÚBLICA NA CIDADE DE UBERLÂNDIA EM 2005: influência familiar

Título (maiúsculas) e subtítulo


(minúsculas), fonte 14, negrito,
centralizado

Monografia apresentada à Banca


Examinadora do Instituto de Teologia
Logos, como exigência parcial para
Natureza do trabalho, conclusão do Bacharelado em Teologia
instituição, objetivo, nome e (“LIVRE”).
título do orientador, fonte 12,
sem negrito, justificado, com
recuo de 8 cm (metade da Orientador: Nome do Professor.
folha útil), espaço simples

Cidade e ano de entrega,


fonte 12, negrito,
centralizado, espaço simples

Uberlândia
2007

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Metodologia Científica - 21
SILVA, L.F. Instituições religiosas na opinião de adolescentes de uma escola pública
na cidade de Uberlândia em 2005: influência familiar. 2007. 45 f. Monografia
(Graduação em Teologia) – Faculdade de Teologia e Educação de Minas Gerais,
Universidade Real de Brasília, Uberlândia. 2007.

Referência bibliográfica
completa da monografia. Letra
12, espaço simples, alinhado à

Banca Examinadora

_______________________________________

_______________________________________

_______________________________________

Aprovada em ____ de ____________ de _____

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Metodologia Científica - 22
RESUMO

Quem são os pais da igreja e quais as implicações da sua cosmovisão para a


educação? Este primeiro artigo de uma futura série dedicada à filosofia da educação
dos pais da igreja concentra-se na importância destes documentos para a
construção da identidade dos cristãos através da compreensão ampliada da história
e da cosmovisão cristã. O artigo procura evidenciar o fato de que a contribuição
destes autores não se limita absolutamente ao cristianismo, mas diz respeito à
educação de todo o mundo ocidental cristão.
Pretende-se assim ainda resgatar a forte associação que os Pais da Igreja
estabeleciam entre a educação e ética. Procuramos demonstrar neste e nos
próximos artigos que embora a filosofia da educação usualmente não seja explicita
nos documentos do cristianismo primitivo, ela se encontra subjacente a
praticamente todos. A modo de conclusão, sumarizam-se os princípios educacionais
comuns ao legado dos Pais da Igreja e que podem ser considerados importantes
para o educador cristão da atualidade.

Palavras-chave: Filosofia da educação, Teologia da educação, patrística, ética,


cosmovisão.

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Metodologia Científica - 24
7.2. Formas de Resumo
O resumo consiste na redação de um texto, demonstrando de forma concisa a
mensagem e as informações fundamentais nele contidas. Resumir um texto
representa sintetizá-lo. Há vários tipos de resumo, de acordo com seu objetivo:
A. Resumo Indicativo. Esta forma de resumo indica apenas os pontos
principais do texto, não apresentando dados qualitativos,quantitativos, etc. É uma
forma adequada à literatura de prospectos (Catálogos de editoras, livrarias,
indicações de filmes e peças de teatro em jornais e revistas).
B. Resumo Informativo. Esta forma de resumo informa suficiente o leitor para
que este possa decidir sobre a conveniência da leitura do texto inteiro. Expõe
finalidades, metodologia, resultados e conclusões.
C. Resumo Crítico.
• Referência Bibliográfica. Escrever a referência bibliográfica completa da
obra resenhada.

ROBERTSON, O.Palmer. Terra de Deus; o significado das terras bíblicas para


os planos e propósitos de Deus. 1ª ed. São Paulo. Editora Cultura Cristã.
1998. 175pp

• Apresentação do Autor da Obra. Em alguns casos é importante situar o


local e ocasião de nascimento. Em todos os outros será importante
comentar a formação acadêmica, pessoas que exerceram influência teórica
(ou escolas de pensamento) sobre sua obra e fatos que teriam marcado sua
vida e forma de pensar.
• Perspectiva Teórica da Obra. Toda obra escrita se insere em uma
determinada perspectiva teórica. É importante saber a que tradição/escola
teórica pertence o autor da obra que se está analisando, pois isso permite
compreender a forma como está organizada, bem como a lógica da
argumentação utilizada.
• Breve Síntese da Obra. Antes de começar a análise de uma obra é muito
importante procurar ter uma visão panorâmica dela, isso pode ajudar a
visualizar o começo, o meio e o fim da obra, permitindo saber de onde parte
e para onde vai o autor na sua argumentação, esta parte da resenha (e
somente esta) pode ser feita na forma de um esquema.
• Principais Teses Desenvolvidas na Obra. Depois de tudo preparado é hora
de analisar o conteúdo da obra, o objetivo é traçar as principais teses do
autor, e não resumir a sua obra (resenha não é resumo), é preciso ler com
muita atenção para se apreender o que é fundamental no pensamento do
autor.
• Apreciação Crítica da Obra. Depois de apresentar e compreender o autor e
sua obra pode-se traçar alguns comentários pessoais sobre o assunto,
embora os comentários sejam pessoais, não devem ser de exagerada
subjetividade ( achei a obra legal...), mas uma opinião pessoal ancorada em
um argumento fundamentado academicamente.

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7.3. Paper
È a síntese de uma comunicação oral prevista em um evento científico
(seminário, simpósio, encontro, etc.), apresentando resultados de uma pesquisa,
que é enviada previamente aos organizadores. Ao final do evento, o texto completo
(comunicação) é entregue para posterior publicação nos anais do evento. A
metodologia seguida para a realização de um paper é a mesma do método
hipotético-dedutivo.

7.4. Comunicação
É o relatório do que foi efetivamente dito no evento e anunciado no paper,
geralmente destinado à publicação posterior nos anais.

7.5. Fichamento
Resumo informativo de uma publicação escrita numa ficha, com o intuito de
facilitar a consulta e o levantamento bibliográfico a respeito de determinado
assunto ou para organização de biblioteca pessoal.

8- MODELO DE PROJETO DE
PESQUISA
Considera-se dissertação de mestrado o trabalho supervisionado que
demonstre capacidade de sistematização da literatura existente sobre o tema
tratado e capacidade de utilização dos métodos e técnicas de investigação científica.
As informações necessárias para o Projeto de Pesquisa já foram discutidas no
corpo deste trabalho, sendo apenas transcritas para maior clareza. Espera-se que
esse projeto de pesquisa tenha entre 8 e 12 páginas, incluindo todas as partes:

8.1. Introdução
Na introdução deve ocorrer a apresentação geral do assunto do trabalho e
uma definição sucinta do objetivo do tema abordado. É importante esclarecer o
ponto de vista sob o qual o assunto será tratado. Lembre-se de que deve ficar clara
qual é a pergunta central.

8.2. Justificativa
Qual o relacionamento do trabalho com outros da mesma área? Quais os
objetivos e finalidades da pesquisa, com a especificação dos aspectos que serão ou
não abordados. Discutir suas possíveis implicações, significados e razões para
concordância ou discordância com outros autores. Qual a contribuição acadêmica
e/ou prática pretendida com esse trabalho?

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8.3. Metodologia
É a descrição precisa dos métodos de abordagem e materiais utilizados, de
modo a permitir a avaliação por outros pesquisadores. A especificação e origem do
material utilizado poderá ser feita no próprio texto ou em nota de rodapé.

8.4. Conclusão
Devem ser fundamentadas nos resultados e na discussão, contendo deduções
lógicas e correspondentes. Refere-se à introdução, fechando-se sobre o início do
trabalho. Considerações finais que retomam objetivos, pergunta central e
subperguntas, avaliando até que ponto foram respondidas e que outras pesquisas
poderiam dar continuidade a esta.

8.5. Referência Bibliográfica


Listar de acordo com a NBR 6023;2002 e NBR 10520 os livros, os artigos, as
obras de referência, os jornais e revistas, os documentos não publicados, os artigos
em Internet, as entrevistas e outros.

8.6. Referência Bibliográfica Comentada


Listar cerca de 10 obras que considere fundamentais para o seu trabalho,
fazendo uma breve descrição de seu conteúdo, como se fosse um fichamento – um
resumo informativo com o intuito de facilitar a consulta e o levantamento
bibliográfico a respeito de determinado assunto. Veja alguns exemplos a seguir:
ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 1983.
(Col. Estudos XVI). 188.
Obra do renomado filósofo, ensaísta e comunicólogo italiano que soube
traduzir em linguagem didática e agradável sua experiência de pesquisador e sua
perícia de professor. São de grande valia para os pós-graduandos não só suas
considerações sobre o ofício de se escrever uma tese como também suas sugestões
técnicas e práticas para a redação da mesma.
CARVALHO, M.C.M (org.). Construindo o saber: técnicas de metodologia
científica. Campinas: Papirus, 1988.
Escrito sob forma de antologia com as partes produzidas por diferentes
autores, o texto aborda os seguintes tópicos: a problemática do conhecimento; as
relações mito, metafísica, ciência e as perspectivas antropológicas de hoje; o estudo
como forma de estudo; o estudo de textos teóricos; técnicas de dinâmicas de grupo;
e o trabalho monográfico como iniciação à pesquisa científica.
FRAGATA, Júlio. Noções de metodologia: para a elaboração de um
trabalho científico.Porto: Tavares Martins, 1967. (Col. Meridiano universitário,
3). 136 p.
Após definir ciência, trabalho científico e método, o autor fala das qualidades
da escrita, da escolha do assunto para o trabalho, da heurística, da escrita dos
documentos, da tomada de apontamentos, da ordenação do material, da redação e
da apresentação dos trabalhos, de sua estrutura externa, de seus aspectos gráficos,

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da publicação, da catalogação, da documentação e das recensões bibliográficas.
Bastante completo e acessível.

9- NOTAS E REFLEXÕES SOBRE


REDAÇÃO CIENTÍFICA
Quando foi diagnosticada uma doença grave em um amigo, recorremos a um
manual médico para saber mais sobre a doença. Da leitura do tratado, em inglês,
pudemos extrair todas as informações necessárias, sem praticamente recorrer ao
dicionário. O texto estava completo e sua leitura agradável. O médico que nos
emprestou o livro fez um comentário interessante. Disse que o organizador
convidava especialistas para que escrevessem os capítulos de sua área e antes de
fazer a arte final seguia dois protocolos obrigatórios, a saber: i) enviava todo
material a um romancista para tornar a linguagem mais fácil e ii) devolvia o aterial
aos autores, para verificarem se as alterações não comprometiam as informações
técnicas.
Este fato, confirma a tese de Peter Drucker: o verdadeiro comunicador é o
receptor. Ao escrever é preciso perguntar-se: quem irá ler este texto? Em que
condições? Um aluno universitário, em geral, precisa ler muito e se o texto for
técnico, provavelmente o rendimento será menor. Um capítulo adaptado por um
romancista facilita a leitura e a apreensão do conhecimento; e este é o objetivo.
As vezes a imaginação nos leva por caminhos estranhos e, por este motivo,
não queremos fornecer uma resposta definitiva ao problema da escrita.
Enumeraremos, a seguir, algumas notas que podem ajudar a quem precisa
escrever. Cada um poderia descobrir naturalmente soluções de como aprimorar a
escrita,desde que se propusesse a isto. Leitura de boas obras e observar como os
outros escrevem, facilitam o aprendizado. Com o passar do tempo, se exercitamos a
escrita, poderemos dar passos seguros e significativos.
Lee Iacocca, o conhecido mega-empresário da indústria automobilística norte
americana, tem uma capacidade de comunicação acima da média. Ele mesmo
conta, em sua autobiografia, o que aprendeu de Robert McNamara: “... ele me
ensinou a pôr todas as minhas idéias no papel. – Você é muito eficiente cara a cara,
ele costumava me dizer. – Você conseguiria vender qualquer coisa a qualquer um.
Mas estamos para gastar cem milhões de dólares aqui. Vá para casa hoje à noite e
ponha sua grande idéia no papel. Se você não conseguir fazer isso é porque não
trabalhou a idéia direito. Esta foi uma lição valiosa e a partir daí passei a seguir
sua orientação. Sempre que um dos meus homens tem uma idéia, eu lhe peço para
colocá-la no papel. Não quero que ninguém me venda um plano por causa do tom
da sua voz ou da força de sua personalidade. Seria inadmissível.” (in Iacocca, L.;
Novak, W. Iacocca, uma autobiografia. São Paulo: Livraria Cultura, 1985, p.66). Em
outro parágrafo, complementa a idéia de outra forma: “A cada três meses, cada
gerente se reúne com seu superior imediato para rever seu próprio desempenho e
para estabelecer seus objetivos para o período seguinte. Havendo acordo quanto a
esses objetivos, o gerente os põe no papel e o supervisor assina. Como aprende com
McNamara, o hábito de escrever as coisas é o primeiro passo no sentido de realizá-
las efetivamente. Na conversa, você pode se desviar para todos os tipos de
imprecisões e absurdos, muitas vezes sem perceber. Mas, ao colocar suas idéias no
papel, você se força a ir direto ao que interessa. É mais difícil enganar a si mesmo
ou enganar aos outros”.(ibidem p.71-72).

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Metodologia Científica - 28
“Todo pesquisador deve escrever de acordo com os padrões exigidos pela
ciência, no entanto, muitos não dominam a linguagem científica. Alguns editores
apontam a falta de estilo como principal defeito dos artigos enviados para
publicação por cientistas dos países em desenvolvimento. Isto indica que há uma
deficiência importante na formação destes investigadores”.
O ensino médio (de primeiro e segundo graus) enfoca a forma literária de
escrever. Esta admite frases longas, complexas e retóricas, para passar imagens e
sensações ao leitor. Ao contrário, a linguagem científica deve ser clara, objetiva,
escrita em ordem direta e com frases curtas. Portanto, os indivíduos precisarão
adequar sua redação quando se iniciam na carreira científica. Esse assunto tem
sido negligenciado pelos cursos de Pós-Graduação no Brasil, originando a formação
de Mestres e Doutores inabilitados para escrever artigos científicos. Geralmente
esses jovens pesquisadores não têm consciência disso e passarão suas deficiências
aos futuros orientados.
Para corrigir esta falha na formação é necessário muito esforço, paciência e
disposição para ocupar quanto tempo for necessário. Acima de tudo, é preciso ter
humildade para reconhecer as próprias limitações e trabalhar continuamente para
eliminá-las. Produzir um texto adequado é tarefa árdua e demorada mesmo para
aqueles que dominam a linguagem científica” (Valenti, W.C, Guia de Estilo para a
Redação Científica).
A seguir, serão apresentadas algumas regras práticas sugeridas pelo professor
Valenti, adaptadas para este artigo. Evidentemente, elas são de mero caráter típico-
indicativo e admitem exceções, mas podem auxiliar na hora de escrever ou revisar
um texto acadêmico.
• Antes de iniciar, organize um roteiro com as idéias e a ordem em que elas
serão apresentadas. Estabeleça um plano lógico para o texto. Só escreve
com clareza quem tem as idéias claras na mente.
• Trabalhe com um dicionário e uma gramática ao seu lado e não hesite em
consultá-los sempre que surgirem dúvidas.
• Escreva sempre na ordem direta: sujeito + verbo + complemento.
• Escreva sempre frases curtas e simples. Abuse dos pontos.
• Prefira colocar ponto e iniciar nova frase a usar vírgulas. Uma frase repleta
de virgulas está pedindo pontos. Na dúvida, use o ponto. Se a informação
não merece nova frase não é importante e pode ser eliminada.
• Evite orações intercaladas, parêntesis e travessões. Algumas revistas
internacionais aceitam o uso de parêntesis para reduzir o período.
• Corte todas as palavras inúteis ou que acrescentam pouco ao conteúdo.
• Evite as partículas de subordinação, tais como que, embora, onde, quando.
Estas palavras alongam as frases de forma confusa e cansativa. Use uma
por frase, no máximo.
• Use apenas os adjetivos e advérbios extremamente necessários.
• Só use palavras precisas e específicas. Dentre elas, prefira as mais simples,
usuais e curta.
• Evite repetições. Procure não usar verbos, substantivos aumentativos,
diminutivos e superlativos mais de uma vez num mesmo parágrafo.

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Metodologia Científica - 29
• Evite ecos (e.g. “avaliação da produção”) e cacófatos (e.g. “uma por cada
tratamento... uma porcada...”).
• Prefira frases afirmativas.
• Frases escritas em voz passiva são muito utilizadas em relatórios e
trabalhos científicos, mas devem ser evitadas.
• Evite: regionalismos, jargões, modismos, lugar comum, abreviaturas sem a
devida explicação, palavras e frases longas.
• Um parágrafo é uma unidade de pensamento. Sua primeira frase deve ser
curta, enfática e, preferencialmente, conter a informação principal. As
demais devem corroborar o conteúdo apresentado na primeira. A última
frase deve seguir de ligação com o parágrafo seguinte. Pode conter a idéia
principal se esta for uma conclusão das informações apresesentadas nos
períodos anteriores.
• Os parágrafos devem interligar-se de forma lógica.
• Um parágrafo só ficará bom após cinco leituras e correções:
o na primeira, cheque se está tudo em forma direta e modifique se
necessário;
o na segunda, procure repetições, ecos, cacófatos. Orações intercaladas
e partículas de subordinação; elimine-os;
o na terceira, corte todas as palavras desnecessárias; elimine todos os
adjetivos e advérbios que puder;
o na quarta, procure erros de grafia, digitação e erros gramaticais, tais
como de regência e concordância;
o na quinta. Cheque se as informações estão corretas e se realmente
está escrito o que você pretendia escrever. Veja se você ainda está
adivinhando, pelo contexto, o sentido de uma frase mal redigida.

• Após a correção de cada parágrafo, em separado, leia todo o texto três vezes
e faça as correções necessárias.
o Na primeira leitura, observe se o texto está organizado segundo um
plano lógico de apresentação do conteúdo. Veja se a divisão em itens e
subitens está bem estruturada; se os intertítulos (título de cada
tópico) são concisos e refletem o conteúdo das informações que os
seguem. Se for necessário, faça uma nova divisão do texto ou troque
parágrafos entre os itens. Analise se a mensagem principal que você
desejava transmitir está de forma clara a ser entendida pelo leitor.
o Na segunda, observe se os parágrafos se interligam entre si. Veja se
não há repetições da mesma informação em pontos diferentes do
texto, em períodos escritos de forma diversa, mas com significado
semelhante. Elimine todos os parágrafos que contenham informações
irrelevantes ou fora do assunto do texto.
o Na terceira leitura, cheque todas as informações, sobretudo valores
numéricos, datas, equações, símbolos, citações de tabelas e figuras, e
as referências bibliográficas.

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Metodologia Científica - 30
Lembre-se que textos longos e complexos, com frases retóricas e palavras
incomuns não demonstram erudição. Ao contrário, indicam que o autor precisa
melhorar se modo de escrever.

10 - ENCADERNAÇÃO DO PROJETO
DE PESQUISA
Após a defesa da dissertação perante a banca, e após as correções
implementadas por sugestão da banca, o trabalho, mediante aprovação do
orientador, deverá ser encadernado para ser entregue aos membros da banca e à
biblioteca da Faculdade.
A encadernação deverá ser como segue (capa):
O nome da Instituição (corpo 14, caixa alta, negrito, centralizado);
Nome do autor
Título do trabalho (corpo 14, caixa alta, negrito, centralizado);
Local e ano da apresentação (corpo 12, caixa alta e baixa, negrito,
centralizado).
A capa deverá ser dura e de cor preta com letras douradas;
Os elementos que deverão compor a lombada são os seguintes:
Nome do autor (corpo 14, caixa alta e baixa, negrito), impresso
longitudinalmente do alto para o pé da lombada;
Título do trabalho, impresso da mesma forma que o nome do autor, logo
depois deste (corpo 14, caixa alta, negrito);
Elementos alfanuméricos de identificação (indicação de volume). Se não
houver mais que um volume essa informação é desnecessária;
A sigla da Faculdade;
Ano da apresentação.

Exemplo:

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Metodologia Científica - 31

Eleomar G. Algarve
AS MISSÕES EM CALVINO
INSTITUTO DE TEOLOGIA LOGOS
2013

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