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DICAS DIREITO ADMINISTRATIVO – PROF.

LEANDRO
BORTOLETO– TRT 11/02/2014

DICA 1 TRT SP - PRINCÍPIOS

IMPESSOALIDADE: dois aspectos:


a) em relação aos administrados: busca da finalidade pública. Exemplo de aplicação: concurso
público e licitação.
b) em relação à própria Administração: quando um ato é praticado por um agente público, na
verdade, quem o faz é a pessoa jurídica, à qual pertence o órgão em que o servidor está
lotado. Exemplo de aplicação: atos praticados por funcionários de fato

AUTOTUTELA X TUTELA
Autotutela: dever da Administração Pública o controle de seus próprios atos, quanto à
legalidade e quanto ao mérito. Por isso, anula ou revoga os atos administrativos. Ver Súmula
473 do STF.
Tutela: a administração direta controla, fiscaliza as atividades das entidades da administração
indireta

SEGURANÇA JURÍDICA
Deve ocorrer a tentativa de preservação dos atos administrativos praticados
Lei 9784/99 tem dois exemplos de aplicação:
Art. 2º, parágrafo único, XIII: vedada a aplicação retroativa de nova interpretação
Art. 54: Administração Pública decairá, após cinco anos, do direito de anular os atos
administrativos, quando seus efeitos forem benéficos ao destinatário e não tenha ocorrido má-
fé.

DICA 2 TRT SP – ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - CARACTERÍSTICAS dos órgãos


públicos:
a) criação e extinção por lei;
b) resultado da desconcentração;
c) despersonalizados;
d) não possuem patrimônio próprio;
e) não possuem capacidade processual;
f) alguns órgãos podem ser parte em processo para defesa de prerrogativa;
g) podem celebrar contrato de gestão;
h) órgãos gestores de orçamento devem ser inscritos no CNPJ.
CUIDADO: TRT é um órgão e não uma pessoa jurídica!!!!

DICA 3 TRT SP - ADMINISTRAÇÃO INDIRETA


CARACTERÍSTICAS COMUNS A TODAS AS PESSOAS DA AMINISTRAÇÃO INDIRETA:
- personalidade jurídica;
- patrimônio próprio;
- autonomia administrativa;
- submete-se a controle da administração direta;
- necessidade de lei para criação
CRITÉRIOS PARA DISTINÇÃO ENTRE AS PESSOAS DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA:
- personalidade é de direito público ou de direito privado?
- lei cria diretamente ou lei autoriza a criação?
- qual a atividade desempenhada?

DICA 4 TRT SP – ADMINISTRAÇÃO INDIRETA

AUTARQUIA: lei cria; personalidade de direito público; atividade típica do Estado (agências
reguladoras: estão sendo criadas como autarquia em regime especial; maior autonomia; deve
ter personalidade de direito público).
FUNDAÇÃO PÚBLICA: lei cria (personalidade de direito público) ou lei autoriza (personalidade
de direito privado); atividade não exclusiva do Estado (interesse público).
SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA e EMPRESA PÚBLICA: lei autoriza; personalidade de
direito privado; prestação de serviço público ou exploração de atividade econômica.
AGÊNCIA EXECUTIVA: não é uma nova pessoa; é uma qualificação dada a uma autarquia ou
a uma fundação pública.
CONSÓRCIO PÚBLICO: é uma nova pessoa jurídica criada por mais de uma pessoa política.
Só as pessoas políticas podem criar consórcios públicos. A sua criação depende: 1º protocolo de
intenções; 2º ratificação por lei de cada ente participante; 3º contrato de consórcio.

DICA 5 TRT SP – AGENTES PÚBLICOS - REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA


Destinado aos servidores titulares de cargo efetivo. É proibida a existência de critérios
diferentes para a concessão de aposentadoria. EXCEÇÕES (nos termos definidos em leis
complementares):
a) servidores portadores de deficiência;
b) servidores que exerçam atividades de risco;
c) servidores cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a
saúde ou a integridade física.

VALOR DOS PROVENTOS:


Média das remunerações utilizadas como base de cálculo para incidência das contribuições
previdenciárias, tanto ao regime geral quanto ao regime próprio. NÃO HÁ INTEGRALIDADE
NEM PARIDADE (estabelecido o valor dos proventos, este não acompanhará os reajustes
concedidos ao pessoal da ativa; será reajustado para manter o valor real, na forma da lei).

LIMITE:
Pode ser adotado o limite do regime geral de previdência para o valor das aposentadorias e
pensões do regime próprio, desde que instituam, por lei de iniciativa do respectivo Poder
Executivo, regime de previdência complementar, por intermédio de entidades fechadas de
previdência complementar, de natureza pública, que oferecerão aos respectivos participantes
planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida (art. 40, §§ 14 e 15).
Limite somente será obrigatório para o servidor que ingressar no serviço público após a data de
publicação do ato instituidor desse regime. Para os que ingressaram antes, é opcional (art. 40,
§ 16).

DICA 6 TRT SP – LEI 8.112/90


REMOÇÃO (art. 36): deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo
quadro, com ou sem mudança de sede.

Pode ocorrer DE OFÍCIO ou A PEDIDO do servidor.


Hipóteses em que a ADMINISTRAÇÃO NÃO PODE RECUSAR O PEDIDO DE REMOÇÃO DO
SERVIDOR (art. 36, III):
a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi
deslocado no interesse da Administração;
b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas
expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta
médica oficial;
c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados
for superior ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou
entidade em que aqueles estejam lotados.

DICA 7 TRT SP – LEI 8.112/90 - PRESCRIÇÃO DA AÇÃO DISCIPLINAR


Ação disciplinar prescreve:
a) se a infração administrativa também for crime, no prazo previsto na lei penal;
b) se a infração administrativa não for crime: em 5 anos, para as infrações puníveis com
demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão;
em 2 anos, para os casos de suspensão; em 180 dias para a advertência.
STJ: “quando o servidor público comete infração disciplinar também tipificada como crime,
somente se aplicará o prazo prescricional da legislação penal se os fatos também forem
apurados em ação penal”, conforme MS 15.462/DF (14/03/2011).

DICA 8 TRT SP – PODERES ADMINISTRATIVOS

PODERES ADMINISTRATIVOS: prerrogativas à disposição da Administração destinadas à


viabilização do interesse público. Poder discricionário, poder vinculado, poder hierárquico, poder
disciplinar, poder regulamentar, poder de polícia.

- PODER HIERÁRQUICO: “o de que dispõe o Executivo para distribuir e escalonar as funções


de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de
subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal” (Hely Lopes Meirelles). É típico da
função administrativa, mas não é exclusivo do Executivo e faz parte dos Poderes Legislativo e
Judiciário, na função atípica de administrar. É com base na hierarquia que se pode avocar,
delegar, ordenar, controlar, corrigir e aplicar sanções.
- PODER DISCIPLINAR: é a prerrogativa pela qual a Administração apura as infrações e
aplica as penalidades ao infrator, que pode ser um servidor público ou particular sujeito à
disciplina administrativa, como um estudante de escola pública (Di Pietro).
- PODER REGULAMENTAR: Para Maria Sylvia Zanella Di Pietro, é espécie do poder normativo
da Administração Pública, ou seja, é um tipo, uma das formas pela qual se expressa a função
normativa da Administração Pública, e o poder regulamentar, assim entendido, é privativo do
Chefe do Executivo e se materializa por meio de decreto, mas há outras formas de expressão
do poder normativo como as resoluções, as portarias, as instruções, os regimentos, mas esses
atos possuem alcance restrito aos limites de atuação do órgão e não têm a mesma natureza
dos regulamentos expedidos pelo Chefes do Executivo.
- PODER DE POLÍCIA: “faculdade de que dispõe a administração pública para condicionar e
restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais, em benefício da coletividade
ou do próprio Estado” (Hely Lopes Meirelles; definição clássica).
DICA 9 TRT SP - ATO ADMINISTRATIVO

ELEMENTOS
1) COMPETÊNCIA ou Sujeito: Quem? Conjunto de atribuições administrativas do servidor.
2) FINALIDADE: Para quê? Resultado mediato almejado com a prática do ato.
3) FORMA: Como? Exteriorização do ato. Maneira pela qual o ato se apresenta.
4) MOTIVO ou Causa: Por quê? Pressuposto de fato e de direito cuja ocorrência autoriza ou
determina a prática do ato.
5) OBJETO ou Conteúdo: O quê? Resultado imediato pretendido com a prática do ato

ATRIBUTOS do ato administrativo (PIA)


1) PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE: presunção de que todo ato administrativo praticado está de
acordo com a lei; pode ser praticado imediatamente; produz efeitos até que seja anulado
2) IMPERATIVIDADE: ato administrativo é imposto ao destinatário; não está presente em todos
os atos administrativos
3) AUTOEXECUTORIEDADE: Administração executa o ato por seus próprios meios; não existe
em todos os atos administrativos: só em casos de urgência ou se previsto em lei

DICA 10 – TRT SP – ATO ADMINISTRATIVO - TEORIA DOS MOTIVOS


DETERMINANTES
o administrador fica vinculado aos motivos declarados para a prática do ato. Quer dizer, mesmo
que se trate de situação em que não havia obrigação de motivar, uma vez feita a motivação ou
o motivo declarado, existiu e é verdadeiro ou o ato é nulo.
EXEMPLO CLÁSSICO NAS PROVAS: exoneração ad nutum. A autoridade não precisa expor o
motivo da exoneração do ocupante de cargo em comissão. Mas, por exemplo, se justificar o ato
pela ausência de verba e, em seguida, nomear outro servidor, o ato é inválido porque o motivo
alegado (falta de verba) é falso.
EXCEÇÃO DE APLICAÇÃO DA TEORIA:
Desapropriação. O motivo declinado pela Administração Pública, ao declarar um imóvel como
de utilidade pública ou necessidade pública para fins de desapropriação, pode, posteriormente,
ser alterado, desde que seu uso continue sendo de interesse público.

DICA 11 TRT SP – PROCESSO ADMINISTRATIVO FEDERAL (LEI 9.784/99)


DIREITOS DOS ADMINISTRADOS (art. 3º)
I - ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de
seus direitos e o cumprimento de suas obrigações;
II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de
interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as
decisões proferidas;
III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de
consideração pelo órgão competente;
IV - fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a
representação, por força de lei. ATENÇÃO: a FCC, com frequência, tenta pegar o candidato
colocando que a assistência de advogado é sempre obrigatória. Não esquecer da SÚMULA
VINCULANTE 5: A FALTA DE DEFESA TÉCNICA POR ADVOGADO NO PROCESSO
ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR NÃO OFENDE A CONSTITUIÇÃO.

DEVERES DOS ADMINISTRADOS (art. 4º)


CUIDADO: são deveres, SEM PREJUÍZO de outros previstos em ato normativo:
I - expor os fatos conforme a verdade;
II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé;
III - não agir de modo temerário;
IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos
fatos.

DICA 12 TRT SP – PROCESSO ADMINISTRATIVO FEDERAL (LEI 9.784/99)


RECURSO
CABIMENTO: em face da decisão tomada no processo administrativo, em razão de legalidade e
mérito (art. 56)
LEGITIMIDADE:
a) titulares de direitos e interesses que forem parte no processo;
b) aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida;
c) as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos;
d) os cidadãos ou associações, quanto a direitos ou interesses difusos.
PRAZO: 10 dias, contado a partir da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida, SALVO
DISPOSIÇÃO LEGAL específica (art. 59).
EFEITOS: não tem efeito suspensivo, em regra. Exceções: se houver previsão legal em
contrário; a autoridade recorrida ou imediatamente superior pode conceder efeito suspensivo,
de ofício ou a pedido, se houver justo receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação
decorrente da execução (art. 61)

DICA 13 TRT SP – LICITAÇÃO - PRINCÍPIOS


Lei: art. 3º:
a) legalidade;
b) impessoalidade;
c) moralidade;
d) publicidade;
e) igualdade;
f) probidade administrativa;
g) vinculação ao instrumento convocatório;
h) julgamento objetivo.

Doutrina:
COMPETITIVIDADE: é vedada qualquer medida que restrinja o caráter competitivo da licitação.
VINCULAÇÃO AO INSTRUMENTO CONVOCATÓRIO: Administração e administrados devem
cumprir as disposições do edital (lei interna da licitação)
PROCEDIMENTO FORMAL: desenvolvimento da licitação deve ocorrer nos termos estabelecidos
na lei
PUBLICIDADE DOS ATOS DA LICITAÇÃO: a licitação deve ser transparente e seus atos devem
ser acessíveis ao público.
SIGILO DAS PROPOSTAS: o envelope contendo as propostas dos licitantes somente pode ser
aberto em sessão pública
IGUALDADE ENTRE OS LICITANTES: a Administração na condução da licitação deve atuar de
forma impessoal, sem privilegiar ou prejudicar nenhum dos licitantes. Isonomia no processo
licitatório.
JULGAMENTO OBJETIVO: a escolha do vencedor da licitação deve ser feita com base em
julgamento apoiado em critérios objetivos.
ADJUDICAÇÃO COMPULSÓRIA: a Administração deve atribuir o objeto da licitação ao vencedor.

DICA 14 TRT SP - LICITAÇÃO


DISPENSA é uma opção legal, pois os interessados poderiam competir. As hipóteses de
dispensa são taxativas.
- Licitação dispensada: a lei determina a não realização da licitação (art. 17, I e II);
- Licitação dispensável: a lei faculta ao administrador realizar ou não a licitação. LER OS
INCISOS DO ART. 24. SEMPRE CAI.
INEXIGIBILIDADE: a competição é inviável. As hipóteses previstas no art. 25, da Lei nº
8.666/93, são exemplificativas.
CUIDADO: às vezes o examinador enumera casos para que sejam identificadas quais hipóteses
são de licitação dispensável e quais são de licitação dispensada (a dica é que dispensada é
usada para os casos de alienação). Entretanto, na maioria das vezes, o examinador não quer
saber a diferença entre elas, mas sim se determinada situação é caso de dispensa ou de
inexigibilidade).

ATENÇÃO: noticiário frequente sobre falta de água. Caso de dispensa previsto no art. 24, XXX
(incluído pela Lei 12.873/2013): contratação de entidades privadas sem fins lucrativos, para a
implementação de cisternas ou outras tecnologias sociais de acesso à água para consumo
humano e produção de alimentos, para beneficiar as famílias rurais de baixa renda atingidas
pela seca ou falta regular de água

DICA 15 TRT SP – CONTRATO ADMINISTRATIVO


ALTERAÇÃO UNILATERAL do contrato administrativo (art. 65, I):
a) quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação técnica
aos seus objetivos (modificação qualitativa);
b) quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou
diminuição quantitativa de seu objeto, nos seguintes limites (modificação quantitativa): até
25% do valor inicial atualizado do contrato para acréscimos e supressões feitas nas obras,
serviços ou compras; até 50% do valor inicial atualizado do contrato para acréscimos no caso
de reforma de edifício ou equipamento (se for supressão, o limite é de 25%).
CUIDADO:
- Por acordo entre as partes, é possível a redução do valor contratual além do limite de 25%,
mas não é possível o acréscimo.
- Não é possível a alteração de nenhuma cláusula econômico-financeira e monetária do contrato
sem a concordância do contratado (art. 58, § 1º), e, toda vez, que a Administração alterar
unilateralmente o contrato deverá haver a revisão das cláusulas econômico-financeiras para que
seja mantido o equilíbrio econômico-financeiro do contrato (art. 58, § 2º).

DICA 16 TRT SP – CONTRATO ADMINISTRATIVO


PRORROGAÇÃO DO CONTRATO
Art. 57, § 1º, estabelece as hipóteses em que os prazos de início de etapas de execução, de
conclusão e de entrega poderão ser prorrogados:
a) alteração do projeto ou especificações, pela Administração;
b) superveniência de fato excepcional ou imprevisível, estranho à vontade das partes, que
altere fundamentalmente as condições de execução do contrato;
c) interrupção da execução do contrato ou diminuição do ritmo de trabalho por ordem e no
interesse da Administração;
d) aumento das quantidades inicialmente previstas no contrato, nos limites permitidos pela Lei
nº 8.666/93;
e) impedimento de execução do contrato por fato ou ato de terceiro reconhecido pela
Administração em documento contemporâneo à sua ocorrência;
f) omissão ou atraso de providências a cargo da Administração, inclusive quanto aos
pagamentos previstos de que resulte, diretamente, impedimento ou retardamento na execução
do contrato, sem prejuízo das sanções legais aplicáveis aos responsáveis.
TODA prorrogação de prazo deverá ser justificada por escrito e previamente autorizada pela
autoridade competente para celebrar o contrato.

DICA 17 TRT SP - SERVIÇOS PÚBLICOS


- PRINCÍPIOS
a) continuidade do serviço público: serviço público não pode parar;
b) modicidade das tarifas: tarifas módicas, razoáveis;
c) generalidade: usuários devem receber o mesmo tratamento;
d) mutabilidade: Administração pode alterar, unilateralmente, regime de execução do serviço
público
ATENÇÃO: o princípio da modicidade das tarifas foi uma das reivindicações das manifestações
sociais que ocorreram recentemente.

DICA 18 TRT SP - SERVIÇOS PÚBLICOS


CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO: a delegação de sua prestação, feita pelo poder
concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio
de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por
prazo determinado (art. 2º, II, Lei 8.987/95);
PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO: a delegação, a título precário, mediante licitação, da
prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que
demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco (art. 2º, IV, Lei 8.987/95)
Deve ser feita a leitura dos artigos 29 e 31 da Lei nº 8.987/95 porque estabelecem,
respectivamente, os encargos do poder concedente e os encargos da concessionária.
ATENÇÃO: a declaração de utilidade pública de imóvel para desapropriação e a declaração de
necessidade ou utilidade pública para fins de servidão são sempre encargos do poder
concedente e, por outro lado, a promoção da desapropriação e a instituição da servidão podem
ser feitas tanto pelo poder concedente quanto pela concessionária. No entanto, esta somente
poderá fazê-los quando autorizada pelo poder concedente e desde que exista previsão no edital
e no contrato, cabendo à concessionária, nesses casos, a responsabilidade pelas indenizações
cabíveis.

DICA 19 TRT SP – CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


CONTROLE JUDICIAL DE ATOS POLÍTICOS E ATOS INTERNA CORPORIS
ATOS POLÍTICOS: são os atos que, praticados por “agentes do Governo, no uso da
competência constitucional, se fundam na ampla liberdade de apreciação da conveniência ou
oportunidade de sua realização, sem se aterem a critérios jurídicos preestabelecidos” (Carvalho
Filho). Exemplo: indulto.
Admitem maior discricionariedade. Mas, não estão imunes ao controle judicial quando
importarem em lesão a direitos individuais ou coletivos, especialmente em face do art. 5°,
XXXV, da Constituição Federal.
ATOS INTERNA CORPORIS: são atos “praticados dentro da competência interna e exclusiva dos
órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário” (Carvalho Filho). Exemplo: regimento
interno.
Em regra, não se sujeitam ao controle judicial. Exceção: se forem exorbitantes e causarem
lesão a direitos individuais ou coletivos, admite-se o controle.

DICA 20 TRT SP - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA


SANÇÕES
- ATOS QUE IMPORTAM ENRIQUECIMENTO ILÍCITO (art. 9º): PERDA dos bens ou valores
acrescidos ilicitamente ao patrimônio, RESSARCIMENTO integral do dano, quando houver,
PERDA DA FUNÇÃO pública, SUSPENSÃO dos direitos políticos de OITO A DEZ ANOS,
pagamento de MULTA civil de ATÉ TRÊS VEZES o valor do acréscimo patrimonial e PROIBIÇÃO
DE CONTRATAR com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios,
direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio
majoritário, pelo prazo de DEZ ANOS;
- ATOS QUE CAUSAM PREJUÍZO AO ERÁRIO (art. 10): RESSARCIMENTO integral do dano,
PERDA dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta
circunstância, PERDA DA FUNÇÃO pública, SUSPENSÃO dos direitos políticos de CINCO A OITO
ANOS, pagamento de MULTA civil de ATÉ DUAS VEZES o valor do dano e PROIBIÇÃO DE
CONTRATAR com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios,
direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio
majoritário, pelo prazo de CINCO ANOS;
- ATOS QUE ATENTAM CONTRA OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (art. 11):
RESSARCIMENTO integral do dano, se houver, PERDA DA FUNÇÃO pública, SUSPENSÃO dos
direitos políticos de TRÊS A CINCO ANOS, pagamento de MULTA civil de ATÉ CEM VEZES o
valor da remuneração percebida pelo agente e PROIBIÇÃO DE CONTRATAR com o Poder
Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda
que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de TRÊS ANOS.
- CUIDADO: a aplicação das penas não depende da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio
público, exceto quanto à pena de ressarcimento.

QUESTÃO 1 (SORTEIO: tem que curtir e responder as 5 questões)

a) Quando o Prefeito manda pintar os prédios públicos nas cores do seu partido (que são
diferentes das cores da bandeira municipal) há violação de qual aspecto do princípio da
impessoalidade?
b) Há algum exemplo de aplicação do princípio da impessoalidade na Lei nº 9.784/99?

a) Em relação à própria Administração.

b) b) Na Lei nº 9.784/99, os artigos 18 a 20 podem ser apontados como exemplos de dispositivos legais
destinados à tutela do princípio da impessoalidade, pois regulam as hipóteses de impedimento e
suspeição no processo administrativo federal.

QUESTÃO 2 (SORTEIO: tem que curtir e responder as 5 questões)


Empresa pública municipal pode adotar forma societária inédita? Por quê?

PEGADINHA DO MALANDRO....RSRSRS
RESPOSTA QUESTÃO 2
Empresa pública pode adotar qualquer forma admitida em direito. Mas, a empresa pública
municipal não pode adotar forma inédita.
A competência para legislar em direito comercial é da União.

QUESTÃO 3 (SORTEIO: tem que curtir e responder as 5 questões)


Na esfera administrativa vigora, como no direito penal, a rígida tipicidade? Isto é, as infrações
administrativas devem estar previstas na lei de forma certa e taxativa?

Na seara administrativa, a tipicidade é afrouxada, de maneira que nem todas as infrações são
previstas de forma detalhada na lei, que, por vezes, se vale de conceitos jurídicos
indeterminados, cabendo à autoridade administrativa a análise, com certa margem de
discricionariedade, da situação fática com a previsão legal. Pode ser apontado como exemplo o
art. 132, V, da Lei nº 8.112/90 que prevê a aplicação da pena de demissão no caso de
incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição, mas não traz a definição do
comportamento proibido.
Mas, ATENÇÃO: o uso da discricionariedade é limitado porque o administrador não pode avaliar
a conveniência e a oportunidade de se apurar infração praticada pelo servidor e, acaso
constatada a sua responsabilidade, analisar se irá puni-lo ou não. Apenas, dependendo se a lei
usou conceitos jurídicos indeterminados, ele terá uma pequena margem de liberdade para fazer
a devida tipificação da conduta (a exemplo da conduta pública escandalosa) e, posteriormente,
quando da aplicação da pena, pode ser que a lei deixe margem de escolha (por exemplo, prazo
da suspensão).
O princípio da razoabilidade deve ser usado como limitador, bem como devem ser garantidos
ao acusado a ampla defesa e contraditório, ou seja, o processo administrativo deve respeitar o
princípio do devido processo legal.
(extraída do meu livro para Analista)

QUESTÃO 4 (SORTEIO: tem que curtir e responder as 5 questões)


a) A licitação pode ser anulada? Se sim, quando?
b) A licitação pode ser revogada? Se sim, quando?

a) Quando houver ilegalidade, a autoridade competente para aprovar o procedimento anulará o procedimento
licitatório, de ofício ou a requerimento (art. 49, caput). A nulidade do procedimento licitatório induz à do
contrato (art. 49, § 2º).
b) CUIDADO: a licitação pode ser revogada, mas somente:
- por razões de interesse público decorrente de fato SUPERVENIENTE (ao edital) devidamente comprovado,
pertinente e suficiente para justificar tal conduta (art. 49);
- quando o vencedor da licitação, ao ser convocado para a assinatura do contrato, não o assina no prazo e
condições estabelecidos no edital (art. 64, § 2º).

QUESTÃO 5 (SORTEIO: tem que curtir e responder as 5 questões)


a) Quem pode ajuizar a ação de improbidade administrativa?
b) Qual o prazo de prescrição para a propositura da ação de improbidade?

a) Ministério Público e a pessoa jurídica interessada (uma das previstas no art. 1º da Lei nº 8.429/92).
b) Nos termos do disposto no art. 23 da Lei nº 8.429/92, a ação de improbidade pode ser proposta:
- em 5 anos após o término do exercício do mandato, de cargo em comissão ou função de confiança (inciso I);
- dentro do prazo previsto em legislação especial para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do
serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego (inciso II).