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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

DAPHNE CHRISTINA LEÃO DE MORAES CERVEZÃO GODOY

CENTRO PÚBLICO DE CONTROLE E MONITORAMENTO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS ABANDONADOS

DE MORAES CERVEZÃO GODOY CENTRO PÚBLICO DE CONTROLE E MONITORAMENTO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS ABANDONADOS NATAL |

NATAL | RN

2014

DAPHNE CHRISTINA LEÃO DE MORAES CERVEZÃO GODOY

CENTRO PÚBLICO DE CONTROLE E MONITORAMENTO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS ABANDONADOS

Trabalho Final de Graduação, apresentado ao Curso de Arquitetura e Urbanismo, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como parte dos requisitos para obtenção do título de Arquiteta e Urbanista.

Orientador: Fernando José de Medeiros Costa.

NATAL | RN

2014

Catalogação da Publicação na Fonte. Universidade Federal do Rio Grande do Norte / Biblioteca Setorial de Arquitetura.

Godoy, Daphne Christina Leão de Moraes Cervezão.

animais

domésticos abandonados / Daphne Christina Leão de Moraes

Cervezão. – Natal, RN, 2014. 66f. : il.

Centro

público

de

controle

e

monitoramento

de

Orientador: Fernando José de Medeiros Costa.

Monografia (Graduação) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Tecnologia. Departamento de Arquitetura.

1. Casa de animais – Arquitetura – Monografia. 2. Ambiente veterinário – Monografia. 3. Controle populacional – Monografia. 4. Bem estar animal – Monografia. I. Costa, Fernando José de Medeiros. II. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. III. Título.

RN/UF/BSE15

CDU

725.1:619

DAPHNE CHRISTINA LEÃO DE MORAES CERVEZÃO GODOY

CENTRO PÚBLICO DE CONTROLE E MONITORAMENTO DE ANIMAIS ABANDONADOS Anteprojeto de um Centro Veterinário para Animais de Companhia Abandonados

Aprovação em 24 de novembro de 2014

BANCA EXAMINADORA

Professor: Fernando Costa

Professora: Luciana Medeiros

Convidado: Camila Furukava

Dedicatória

Dedico este trabalho a todos os meus amigos “animais não humanos”, pela companhia silenciosa mas sempre presente, sem eles a inspiração para o seu desenvolvimento jamais teria sido a mesma. Dessa forma, dedico-o também a todos os animais que merecem reconhecimento das vidas ceifadas pelos olhos desatentos dos animais humanos.

“A questão não é "Eles são capazes de raciocinar?", nem "São capazes de falar?", mas sim: "Eles são capazes de sofrer?"’ (BENTHAM, 1984)

Agradecimentos

Agradeço inicialmente a minha família, que sempre estiveram ao meu lado me incentivando e apoiando em todas as minhas decisões.

Ao meu orientador, Fernando Costa, por toda paciência no desenvolvimento da proposta.

Aos professores do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFRN por toda a contribuição para o meu desenvolvimento como profissional e pessoal. A Giovana Paiva, que sempre presente, agradeço pelo grande incentivo e apoio para sair em busca de conhecimento. A UFRN por toda a infraestrutura e apoio a qualidade do curso.

A Marina Medeiros por todas as broncas preocupadas, a minha amiga médica veterinária Lívia Duarte, que me guiou nas primeiras ideias para o projeto, a todos os meus queridos amigos que me apoiaram por toda trajetória e a todas as pessoas que contribuíram para o desenvolvimento desse projeto.

Agradeço em especial a minha mãe Liege Godoy que esteve ao meu lado durante todo o percurso para me tornar arquiteta.

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo elaborar o anteprojeto arquitetônico de um Centro Público de Controle e Monitoramento de Animais Domésticos Abandonados na cidade de Natal/RN. Para tanto, busca compreender o panorama atual da gestão pública e da sociedade em relação a estes animais além de fazer uma análise de projetos de tipologias voltadas ao uso veterinário buscando o desenvolvimento de uma proposta arquitetônica compatível com propostas atuais de controle populacional de animais e adequada ao bem-estar animal. A fim de conhecer melhor os temas inerentes a esta monografia, foram feitos estudos pertinentes por meio de revisões bibliográficas e levantamento de dados estatísticos, estudos diretos e indiretos através de visitas in loco, entrevistas e pesquisas em meios de comunicação.

Palavras-chave: controle populacional; arquitetura; ambiente veterinário; bem-

estar animal

Lista de Ilustrações

Figura 1 - Quadro síntese da metodologia

9

Figura 2- - Funcionários em momento de

15

Figura 3 - Área do canil coletivo

16

Figura 4 - Câmara fria

16

Figura 5 - Canil individual

17

Figura 6 - Área de

17

Figura 7 - Entrada do Hospital Veterinário - Amigo

18

Figura 8 - Sala

18

Figura 9 – Sala de internação para

18

Figura 10 - Entrada do Animal Refuge Centre

19

Figura 11 - Animal Refuge Centre

19

Figura 12- Planta-Baixa do pavimento

20

Figura 13 - Área de lazer dos

21

Figura 14 - Canis e

21

Figura 15- Corte dos canis e gatis

21

Figura 16 - Entrada do abrigo Friends for Life

22

Figura 17 - Localização dos ambientes no Don Sanders Adoption Center

23

Figura 18 - Sala de abrigo para gatos

24

Figura 19 - Canil e sala de estar

24

Figura 20 – Edifício Animal Service Center

25

Figura 21 - Entrada do

25

Figura 22 - Planta Baixa Animal Service Center

26

Figura 23 - Galeria de acesso entre o estacionamento e canis

27

Figura 24 - Área dos Canis do Animal Service Center

28

Figura 25 - Quadro Síntese das

29

Figura 26 - Localização do Terreno

30

Figura 27 - Gabarito do entorno

31

Figura 28 - Uso do

32

Figura 29 - Hierarquia de vias no

33

Figura 30 – Dimensões da

34

Figura 31 - Vegetações no

35

Figura 32 - Curvas de nível do

35

Figura 33 - Rosa dos Ventos da cidade de Natal/RN

36

Figura 34 - Condicionantes bioclimáticos

37

Figura 35 - Quadro de

38

Figura 36 - Largura mínima em linha

41

Figura 37- Quadro de vagas reservadas para deficientes em estacionamento

45

Figura 38 – Dimensões mínimas para boxe sanitário

46

Figura 39 - Programa de

52

Figura 40 - Funcionograma

54

Figura 41 - Maquetes e Croqui do

55

Figura 42 - Área escolhida para a implantação

56

Figura 43 - Estudo volumétrico

57

Figura 44 - Perspectiva da entrada da edificação

57

Figura 45 - Implantação da edificação

58

Figura 46- Ambientes e

61

VOLUME 1

Sumário

1. INTRODUÇÃO

7

2. METODOLOGIA

9

3. REFERENCIAL TEÓRICO

10

3.1

O Ser Humano e os Animais

10

3.2

Bem estar e sanidade animal

13

4. ESTUDOS DE REFERÊNCIA

15

4.1

Estudos Diretos

15

4.1.1 Centro de Controle Zoonose (CCZ) – Natal/RN

15

4.1.2 Hospital Veterinário e Pet Shop – Amigo Bicho

17

4.1.3 Animal Shelter Amsterdam

19

4.2

Estudos Indiretos

22

4.2.1 Friends for Life - Don Sanders Adoption Center

22

4.2.2 South Los Angeles Animal Service Center

25

4.3

Quadro Síntese das Referências

29

5. CONDICIONANTES

30

5.1

Localização e Entorno do Terreno

30

5.2

Condicionantes Físico-Ambientais

33

5.3

Condicionantes Legais

37

5.3.1 Plano Diretor De Natal - Lei complementar nº 082

37

5.3.2 Código de Obras (2004)

38

5.3.3 Código de Segurança e Prevenção Contra Incêndios e Pânico

40

5.3.4 ABNT - NBR 9050 (2004)

41

5.3.5 ANVISA - RDC nº 306, de 07 de dezembro de 2004

46

5.3.6 CFMV - Resolução nº 1015, de 9 de novembro de 2012

48

6. DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA

51

6.1 Programa De Necessidades e Pré-Dimensionamento

51

6.2 Definição do Partido Arquitetônico

53

6.3 Pré-Zoneamento e Evolução da Forma

54

6.4 A Proposta Final

58

7. MEMORIAL DESCRITIVO

60

7.2

Calculo da Caixa d’água

60

7.3

Especificações de Materiais

60

8.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

63

REFERÊNCIAS

64

ANEXO I

VOLUME 2

PRANCHA 01 – SITUAÇÃO LOCAÇÃO E COBERTURA

PRANCHA 02 - PLANTA BAIXA TÉCNICA DO PAVIMENTO TÉRREO

PRANCHA 03 - PLANTA BAIXA TÉCNICA DO PAVIMENTO SUPERIOR

PRANCHA 04 - CORTES

PRANCHA 05 - ELEVAÇÕES

1.

INTRODUÇÃO

Nos centros urbanos, há sérios problemas relacionados a animais abandonados, que acabam procriando e vivendo de acordo com as condições possíveis. Muitas vezes, esses animais acabam causando problemas de saúde pública, transmitindo doenças uns para os outros, às pessoas que vivem à sua volta e a outros animais, como os domiciliados (PEDERSEN, 1991). Entre essas doenças podemos destacar a leishmaniose, toxoplasmose, sarna, raiva, entre outras não tão conhecidas. As superpopulações desses animais em centros urbanos ocasionam diversos problemas: além das zoonoses, podem ocorrer agressões envolvendo pessoas ou outros animais, problemas no trânsito como acidentes e atropelamentos, contaminação ambiental por dejetos e desequilíbrio ambiental devido ao comportamento predatório de animais silvestres, além de possíveis danos à propriedade pública ou particular. Diante deste problema, faz-se necessário não só um programa permanente de controle populacional como também a implantação de medidas de coibição a maus tratos, visando campanhas educativas que fomentem mudanças de valores e atitudes na população para uma convivência harmoniosa com os animais. Sem essas ações o que se constata no dia-a-dia são animais expostos a práticas cruéis como envenenamentos, atropelamentos, torturas, mutilações devido à falta de compreensão das pessoas de que os animais que se encontram abandonados são vítimas da insensibilidade humana e da falta de atenção dos órgãos públicos às suas necessárias condições de vida. (SMMA, 2009) Em Natal/RN o número de animais abandonados é visível, segundo o canal de notícias da Prefeitura Municipal do Natal, os pontos mais críticos estão na Av. Engenheiro Roberto Freire, Av. Omar O'grady nas proximidades do Parque da Cidade e no Campus da UFRN. Em 2011 diversas legislações municipais foram criadas coibindo o mau trato aos animais e em 2013 novas reuniões na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB) discutiram ações voltadas para a criação de uma campanha educativa com vistas a estimular a guarda responsável e a castração voluntária de gatos domiciliados. Outro ponto levantado na reunião é a elaboração de um projeto com diretrizes para um plano de castração para os animais abandonados nestes pontos críticos, sendo uma das sugestões de proposta a implantação de um trailer

8

que percorreria as zonas da cidade oferecendo o serviço ou a criação de um ponto fixo para fazer o procedimento. Diante do exposto, o presente trabalho tem como objetivo a criação de um centro público de controle e monitoramento de animais de companhia abandonados na Região Administrativa Sul em Natal, local com maior número de animais abandonados.

A ideia para o tema escolhido surgiu através de uma crescente preocupação pessoal

a respeito do número de animais abandonados na cidade além da ausência de um

local público que desempenhe este papel. Através deste trabalho deseja-se compreender o panorama atual da gestão pública e

da sociedade em relação aos animais abandonados, analisar projetos de tipologias voltadas ao uso veterinário com enfoque ao controle populacional de animais de abandonados e desenvolver uma proposta arquitetônica embasada com modelos atuais de controle populacional desses animais.

9

2.

METODOLOGIA

O presente trabalho é composto de 2 volumes. O primeiro volume deste trabalho é divido em quatro partes. A primeira parte, busca compreender o panorama atual da gestão pública e da sociedade em relação aos animais abandonados, através de pesquisas em meios de comunicação e entrevistas. A segunda, compreende a análise de projetos de tipologias voltadas ao uso veterinário com enfoque ao controle populacional de animais de abandonados por meio de visitas in loco ou pesquisas em meios de comunicação. A terceira parte abrange os condicionantes físico-ambientes e legais, obtidos pôr pesquisas em órgãos pertinentes e visitas in-loco. A quarta parte compreende o desenvolvimento da proposta em si, que consiste no desenvolvimento de uma proposta arquitetônica compatível com modelos atuais de controle populacional dos animais de companhia abandonados, utilizando como ferramentas maquetes físicas e softwares BIM. O quadro a seguir (figura 1) sintetiza a metodologia utilizada.

Figura 1 - Quadro síntese da metodologia.

REFERENCIAL TEÓRICO

ESTUDOS DE REFERÊNCIA

da metodologia. REFERENCIAL TEÓRICO ESTUDOS DE REFERÊNCIA CONDICIONANTES FISICO-AMBIENTAIS E LEGAIS DESENVOLVIMENTO DA

CONDICIONANTES FISICO-AMBIENTAIS E LEGAIS

DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA

Fonte: Elaborado pelo autor.

O Volume 2 compreende o caderno de pranchas e perspectiva na proposta arquitetônica final.

10

3. REFERENCIAL TEÓRICO

No presente capítulo, será abordado, de forma cronológica, como ocorreu a relação

entre os seres humanos e os animais domésticos, tanto no âmbito social quanto jurídico, as políticas públicas que existem ou estão sendo implantas no Brasil para o controle de animais abandonados, questões práticas de controle da população animal

e por fim, uma breve exposição de informações a respeito do bem estar animal em locais de confinamento.

3.1 O Ser Humano e os Animais

A relação entre os seres humanos e animais teve diversas mudanças ao longo do

tempo por motivos variados, mas sempre esteve condicionada às necessidades do homem em relação ao ambiente. “Registros históricos antigos identificam esse elo de ligação com os animais por meio da representação da afetividade e seus relacionamentos, retratados com muita propriedade por meio de símbolos e desenhos” (DOTTI, 2014). Segundo Chieppa (2002) a relação entre o homem e os animas se desenvolveu durante milênios e podem ser dividida em três fases: a primeira, uma concepção arcaica do animal, onde possui um status de divindade, a segunda pela concepção econômico-funcional do animal, sendo representado por uma fase onde o animal é considerado útil para força de trabalho, produção de leite, pele, ovos e a terceira fase na qual compreende a concepção ética do animal do período atual, onde ele assume um papel de ser sensível, sendo conscientes de prazer e dor, obtendo em diversos países direitos elementares através de legislações em tutela dos animais. Além da parte jurídica, nesta última fase os animais passam a ser reconhecidos por seus benefícios na saúde e no bem estar, como no caso das terapias assistida por animais (TAA).

Em relação aos direitos dos animais, na obra, Libertação Animal, o filósofo Peter Singer introduz uma nova denominação para diferenciar humanos e animais. Passa a chamar o primeiro de “animais humanos" e o segundo, de "animais não-humanos" (SINGER, 2010). Nesse contexto Singer procura evidenciar as semelhanças entre eles, afirmando que ambos são animais e que a igualdade reside nessa semelhança.

11

Outro filósofo defensor do princípio de igualdade entre animais humanos e animais não-humanos foi o filósofo Jeremy Bentham, que em seu livro mostra grande antevisão ao escrever:

o dia em que o restante da criação animal venha a adquirir os

direitos que jamais poderiam ter-lhe sido negados, a não ser pela mão da tirania. Os franceses já descobriram que o escuro da pele não é razão para que um ser humano seja irremediavelmente abandonado aos caprichos de um torturador. É possível que um dia se reconheça que o número de pernas, a vilosidade da pele ou a terminação do osso sacro são razões igualmente insuficientes para abandonar um ser senciente ao mesmo destino. O que mais deveria traçar a linha intransponível? A faculdade da razão, ou, talvez, a capacidade de linguagem? Mas um cavalo ou um cão adulto são incomparavelmente mais racionais e comunicativos do que um bebê de um dia, de uma semana, ou até de um mês. Supondo, porém, que as coisas não fossem assim, que importância teria tal fato? A questão não é "Eles são capazes de raciocinar?", nem "São capazes de falar?", mas sim: "Eles são capazes de sofrer?"(grifo meu) (BENTHAM, 1984) .

chegue

Com o aumento do número de animais para servirem de alimento e experimentação em laboratórios e centros de pesquisas, iniciam-se discussões no âmbito jurídico. Internacionalmente pode-se destacar a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, na qual o Brasil é um dos signatários e que foi proclamada em uma assembleia da UNESCO, já em 1978, essa proclamação considera que todo o animal possui direitos e “que o desconhecimento e o desprezo desses direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza” (UNESCO, 1978). Nacionalmente a vigente Constituição Federal Brasileira em seu art. 225, incube ao Poder Público “proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade” (BRASIL, 2012), entretanto mesmo possuindo garantias constitucionais e sendo amparados também pela Lei de Crimes Ambientais, os animais domésticos ainda são vistos sem relevância:

“Para a maioria dos doutrinadores o Direito protege os animais com o intuito de proteger o homem, daí uma habitual atenção dirigida aos animais silvestres, em detrimento dos domésticos. O extermínio da vida de um animal doméstico é aceito pelo sistema que prioriza os direitos econômicos.” (DIAS,

2005)

Em relação a legislação municipal de Natal, é possível destacar a Lei Municipal 5601/04 que instituiu o Código Municipal de Defesa e Bem-Estar Animal, que veda o abandono de animais em vias públicas, mas ainda trata do assunto de forma tímida. Entretanto em 2011, três novas leis municipais são significativas para demonstrar a responsabilidade do governo em relação aos animais abandonados, como a Lei

12

Municipal 6320/11 que estabelece multa e sanções administrativas para maus-tratos

a animais, a Lei Municipal 6235/11 que Institui a Política Municipal de Estímulo à

Adoção de Animais Domésticos e a mais relevante, a Lei Municipal 0326/11, que dispões sobre o controle da reprodução de cães e gatos, que proíbe a eutanásia em animais sadios, com exceção de animal considerado agressivo, que podem ser eutanasiados caso não sejam adotados em 90 dias e a participação do Poder executivo Municipal e Estadual em incentivar a:

“Viabilização e o desenvolvimento de programas que visem ao controle de cães e de gatos e à promoção de medidas protetivas, por meio de identificação, registro, esterilização cirúrgica, adoção e de campanhas educacionais para a conscientização pública da relevância de tais atividades.” (NATAL, 2011).

As mudanças na relação social e jurídica entre humanos e animais refletiu diretamente nas Políticas Públicas Municipais:

As políticas públicas até recentemente estavam mais voltadas para o combate à disseminação de doenças e aos acidentes provocados pelos animais. A partir de 1990, com a conclusão de que a presença de animais nas ruas se origina principalmente do excesso de nascimentos, as autoridades passaram a se preocupar com a questão da superpopulação e consequente abandono. Assim temos duas etapas bem delineadas que caracterizam as políticas até então adotadas: a primeira etapa, que pode ser intitulada como fase da captura e extermínio; e a segunda etapa, que poderia ser descrita como fase da prevenção ao abandono.” (SANTANA, MACGREGOR, et al., 2004).

A luta contra o abandono animal pode ser considerada com um verdadeiro fato social

urbano, devido à constância e permanência dos problemas das cidades com os

animais de rua na história (SORDI, 2011).

No âmbito internacional, a proposta do Centro Veterinário Municipal de Valongo em Portugal demonstra de que forma as políticas públicas estão tratando o controle populacional destes animais. A castração, a conscientização e a colocação de microchips são algumas das iniciativas propostas pelo centro.

Em algumas regiões do Brasil podemos citar grandes avanços nas Políticas Públicas voltada para animais, como castrações e vacinações gratuitas, colocação de chips para identificação além da organização de eventos em prol dos animais.

Como bons exemplos disso, podemos citar a cidade de São Paulo, que em 2009, criou

o Programa Proteção e Bem Estar de Cães e Gatos (PROBEM) e tem como finalidade

13

diminuir o número de cães e gatos abandonados. As ações que buscam ser alcançadas com o programa são, estabelecer diretrizes e normas para a garantia da aplicação dos preceitos de bem-estar animal nas atividades que envolvam cães e gatos, atuar de forma integrada com o Centro de Controle de Zoonoses, desenvolver ações para divulgação, educação e conscientização sobre a posse responsável a fim de prevenir o abandono e promover ações de adoção de cães e gatos (SÃO PAULO, 2009). O Estado de São Paulo também possui um Programa Estadual de Identificação

e

Controle da população de cães e gatos, que desenvolve ações como identificação

e

registro da população de cães e gatos, promoção de esterilização cirúrgica, incentivo

adoção de cães e gatos abandonados, realização de campanhas de conscientização pública sobre a relevância do controle da população de cães e gatos e de sua vacinação periódica (SÃO PAULO, 2010).

à

Porto Alegre pode ser considerado como um dos municípios que mais avançou em implementar políticas públicas voltadas a defesa do animal. Em 2011, com a criação da Secretaria Especial dos Direitos Animais (SEDA), passou a executar políticas públicas voltadas proteção e bem-estar animal, como ações voltadas a conscientização da população, além de promover fiscalização a ONGs e a sociedade. Outro serviço oferecido é por meio de uma unidade móvel responsável em buscar animais em áreas de maior vulnerabilidade, para efetuar a castração e a colocação de microchips nos animais (SEDA, 2011).

Já em Natal as Políticas Públicas se resumem apenas a campanhas de conscientização sobre a posse responsável de animais e a promover feiras de adoção junto a ONG’s e Associações (NATAL, 2011). Segundo o chefe do Centro de Controle de Zoonoses de Natal, Diógenes Soares, o CZZ não oferece a esterilização de animais, pois necessita de uma reforma e ampliação do Centro (SANTOS, 2010).

3.2 Bem estar e sanidade animal

O bem estar animal é uma temática que surgiu devido a questionamentos ao sistema industrializado de produção animal em relação às condições de vida e saúde dos animais (PORCHER, 2004).

Segundo Fraser (2004 apud IMPROTA, 2007, p. 33) a sociedade tem se norteado sobre três perspectivas ao estabelecer o que é importante para o bem estar animal,

14

entre elas o “funcionamento biológico”; a da “vida natural” e a dos “estados afetivos” dos animais.

Uma das formas de verificar o bem estar animal é através da relação do indivíduo ao tentar se adaptar ao ambiente. Essas tentativas de adaptação podem ser às vezes alcançadas rapidamente sem muito esforço ou gastos de energia, neste caso o bem estar animal é satisfatório, contudo quando este ambiente necessita de muito esforço para esta adaptação a qualidade do bem estar é baixa (BROMM, 1986).

É possível melhorar o bem-estar através do enriquecimento ambiental, sendo este definido como uma melhora nas funções biológicas dos animais em cativeiro como resultado de modificações feitas no ambiente (NEWBERRY,1995).

Nestes ambientes,também é importante observar diretrizes utilizadas para projetos em Centros de Controle de Zoonose, como revestimentos e instalações hidráulicas buscando garantir a sanidade dos animais.

Em relação ao layout dos ambientes destinados a permanência de cães e gatos, a

World Society for the Protection of Animals (WSPA) fornece algumas informações para o bem-estar nestes nestes locais além de ressaltar alguns aspectos importantes

a serem levados em conta sobre o comportamento dessas espécies. Para cachorros,

por exemplo, a área do piso é mais importante que a altura em locais de confinamento, dessa forma, segundo as diretrizes da WSPA para cada cão é necessária dispor de 2

m² de área coberta para abrigo das intempéries mais um mínimo de 2,5 m² para banho de sol, além da criação de um espaço que permita a soltura diária para a redução do nível de estresse que normalmente ocorre em cativeiro. Já em relação aos gatos, diferentemente dos cachorros é necessária maior altura nos ambientes devido ao comportamento animal, gatos gostam de subir em prateleiras e ter maior visão sobre

o

espaço, a WSPA também fornece algumas diretrizes, como manter separado gatos

e

cachorros, tanto visualmente quanto acusticamente e que a área aberta para banho

de sol mais a área fechada devem ter um mínimo de 2,2 m³ por gato, a parte fechada

deve ser construída de modo a evitar a entrada de sol, chuva e vento e possuir passagem permanente para a área aberta individual (WSPA, 2011).

15

4.

ESTUDOS DE REFERÊNCIA

4.1

Estudos Diretos

 

4.1.1

Centro de Controle Zoonose (CCZ) – Natal/RN

O

CCZ de Natal fica localizado na Zona Norte, no Conjunto Santa Catarina. A parte

destinada a animais possui um terreno de 7569 m² foi fundado em 1983 e é subordinado a secretária Municipal de Saúde (SMS). Com aproximadamente 700 funcionários e 7 veterinários englobando todos os setores, a administração possui apenas 380 m² e divide seu pouco espaço com a área para descanso dos funcionários, inapropriada para este fim (Figura 2). Segundo a administração, a maior reclamação é a inexistência de um espaço grande o suficiente para reuniões, sendo necessário fazer estas separadamente.

Figura 2- - Funcionários em momento de descanso.

Figura 2- - Funcionários em momento de descanso. Fonte: Acervo próprio O setor visitado destinado aos

Fonte: Acervo próprio

O setor visitado destinado aos animais foi o do programa de raiva, que possui área de

500 m² e compreende sala de vacinação, sala de investigação, sala de medicamentos com geladeira para vacinas, banheiros, canis coletivos (Figura 3), canis individuais,

área para eutanásia e câmara de refrigeração para resíduos de tecidos e animais

16

mortos (Figura 4), entretanto, segundo o veterinário que acompanhou a visita este nunca chegou a funcionar.

Figura 3 - Área do canil coletivo.

chegou a funcionar. Figura 3 - Área do canil coletivo . Fonte: Acervo próprio Figura 4

Fonte: Acervo próprio

Figura 4 - Câmara fria.

coletivo . Fonte: Acervo próprio Figura 4 - Câmara fria. Fonte: Acervo próprio Outras duas observações

Fonte: Acervo próprio

Outras duas observações foram feitas pelo veterinário em relação à espacialização dos ambientes, na área do canil individual (Figura 5), os alojamentos superiores ficaram altos, e foram subutilizados como depósito. A segunda observação é em relação ao local de eutanásia (Figura 6) porque durante este processo os animais liberam hormônios e que podem ser sentidos pelos outros animais no mesmo ambiente.

17

Figura 5 - Canil individual.

17 Figura 5 - Canil individual. Fonte: Acervo próprio Figura 6 - Área de eutanásia. Fonte:

Fonte: Acervo próprio

Figura 6 - Área de eutanásia.

Fonte: Acervo próprio Figura 6 - Área de eutanásia. Fonte: Acervo próprio O destino do lixo

Fonte: Acervo próprio

O destino do lixo hospitalar e restos de tecidos e animais mortos é feito por uma

empresa contratada de São Gonçalo, sendo no caso, depositado em outra cidade.

O CCZ de Natal possui uma infraestrutura precária que necessita de reformas e

ampliações, além de demonstrar a falta de fiscalização em ambientes com esse uso.

4.1.2 Hospital Veterinário e Pet Shop – Amigo Bicho

Localizado no bairro Morro Branco, em Natal, o Hospital Amigo Bicho (Figura7) compreende uma área de 220 m². Inaugurada em 2006, possui 3 acessos, sendo o

da clínica separada do pet shop, além do de serviço.

18

Figura 7 - Entrada do Hospital Veterinário - Amigo Bicho.

18 Figura 7 - Entrada do Hospital Veterinário - Amigo Bicho. Fonte: Acervo próprio O hospital

Fonte: Acervo próprio

O hospital oferece serviços de Pet Shop, Cirurgias, exames laboratoriais, internações,

Odontologia e Ortopedia, sendo necessário 22 funcionários e 7 veterinários para o seu funcionamento.

A sala cirúrgica (Figura 8) possui todos os equipamentos necessários, entretanto suas

dimensões são mínimas. O setor cirúrgico não possui nenhuma sala para o preparo ou recuperação dos animais anestesiados, estes são levados para um dos 20 abrigos disponíveis no setor de internação, que é composto por duas salas, uma para animais infectocontagiosos e outro para sadios (Figura 9), além das salas, existem também 4 abrigos externos para animais de maior porte.

Figura 8 - Sala Cirúrgica.

Figura 9 – Sala de internação para animais.

19

19 Fonte: Acervo próprio Fonte: Acervo próprio O destino do lixo hospitalar e restos de tecidos

Fonte: Acervo próprio

19 Fonte: Acervo próprio Fonte: Acervo próprio O destino do lixo hospitalar e restos de tecidos

Fonte: Acervo próprio

O destino do lixo hospitalar e restos de tecidos e animais mortos é feito por uma

empresa contratada.

Embora a edificação tenha pouco área útil, é possível abrigar grande parte do programa de necessidades, com exceção de alguns ambientes que se tornam obrigatórios em 2015 e que poderá acarretar grandes modificações internas para comtemplar todas as obrigatoriedades.

4.1.3 Animal Shelter Amsterdam

A escolha deste estabelecimento se deu pela referência internacional de um

estabelecimento executado pelo poder público mas gerido pelo setor privado.

Em um terreno triangular na periferia de Amsterdam, o Abrigo de Animais de Amsterdam (DOA) (Figura10) é um espaço que oferece diversos serviços voltado aos animais. Além de promover a adoção de animais abandonados, o abrigo fornece os serviços de banho e tosa, colocação de microchip, day care e fisioterapia. Construído em 2007 pelo escritório Arons en Gelauff Architecten em um terreno triangulas envolto por canais (Figura 11) o edifício possui 1765 m² para a área comercial e de serviços mais 5800 m² para abrigos que podem comportar até 180 cachorros e 450 gatos.

Figura 10 - Entrada do Animal Refuge Centre

Figura 11 - Animal Refuge Centre

20

20 Fonte: Acervo próprio. Fonte: Acervo próprio. O “modelo de pente” utilizado pelos arquitetos é usual

Fonte: Acervo próprio.

20 Fonte: Acervo próprio. Fonte: Acervo próprio. O “modelo de pente” utilizado pelos arquitetos é usual

Fonte: Acervo próprio.

O “modelo de pente” utilizado pelos arquitetos é usual para edifícios dessa tipologia e consiste de um corredor de serviço que serve uma série de canis colocados perpendicularmente (Figura 12). Unindo o corredor de serviço com os canis cria-se uma “fita edificada” e que margeia todo o terreno, produzindo dois grandes espaços de lazer para os animais dentro dela (Figura 13).

Figura 12- Planta-Baixa do pavimento térreo.

APOIO TÉCNICO CANIL CENTRO VETERINÁRIO/ ADMINISTRAÇÃO E SUSTENTAÇÃO CANIL NO TÉRREO E GATIL NO 1º
APOIO TÉCNICO
CANIL
CENTRO VETERINÁRIO/
ADMINISTRAÇÃO E SUSTENTAÇÃO
CANIL NO TÉRREO E
GATIL NO 1º PAVIMENTO

Fonte: Archdaily 1

1 Disponível em: < http://www.archdaily.com/2156/animal-refuge-centre-arons-en-gelauff-architecten/>.

Acesso em set. 2014.

21

As faces do edifício estão voltadas para dentro a fim de reduzir os níveis de ruído excessivos de latidos para os vizinhos. Na parte mais alta encontra-se o alojamento para os gatos logo acima dos canis (Figura 14 e 15), servindo também com um isolamento extra do som para a área exterior.

Figura 13 - Área de lazer dos cachorros.

a área exterior. Figura 13 - Área de lazer dos cachorros. Fonte: Acervo próprio. Figura 14

Fonte: Acervo próprio.

Figura 14 - Canis e Gatis.

Fonte: Acervo próprio. Figura 14 - Canis e Gatis. Fonte: Acervo próprio. Figura 15- Corte dos

Fonte: Acervo próprio.

Figura 15- Corte dos canis e gatis.

Fonte: Acervo próprio. Figura 15- Corte dos canis e gatis. Fonte: Archdaily 2 . 2 Disponível

Fonte: Archdaily 2 .

2 Disponível em: < http://www.archdaily.com/2156/animal-refuge-centre-arons-en-gelauff-architecten/>.

Acesso em set. 2014.

22

O átrio de entrada do edifício recebe a posição central e determina a forma final - um

objeto fluído, revestida por painéis de aço zincado com 1,5 mm de espessura com no

máximo 5,40 m de comprimento coloridas em 12 tons de verde, criando uma aparência

de grama pixelizada (ARONS EN GELAUFF, 2013).

A principal

espacialização e disposições dos ambientes e as soluções de isolamento acústico.

contribuição

obtida

nesta

visita

para

o

projeto,

é

em

relação

4.2 Estudos Indiretos

a

4.2.1 Friends for Life - Don Sanders Adoption Center

O centro de adoção Friends for Life, localizado em Houston/TX foi projetado em um

armazém existente em uma comunidade urbana de uso misto próximo ao centro da cidade (Figura 16). Em vez de optar por um local mais distante, fora da cidade, esta localização urbana permite maior facilidade de acesso de pessoas, encorajando doações, trabalhos voluntários e doações.

Figura 16 - Entrada do abrigo Friends for Life.

e doações. Figura 16 - Entrada do abrigo Friends for Life. Fonte: Modern Cat 3 .

Fonte: Modern Cat 3 .

3 Disponível em: < http://www.moderncat.net/wp-content/uploads/2012/07/FriendsForLife8.jpg>. Acesso em set.

2014.

23

O projeto do abrigo de aproximadamente 645 m² é de responsabilidade do escritório

de arquitetura Gensler Architecture Firm, a equipe focou em criar um espaço amigável

do ponto de vista dos animais, já que geralmente eles ficam estressados só de estarem em um ambiente de abrigo. A tarefa era, em parte, promover um ambiente sem stress, saudável e o mais interessante possível, tornando o espaço um local agradável também para os possíveis adotantes e visitantes.

O piso térreo é dedicado aos animais e inclui espaço para utilitários, armazenamento,

salas de exame e recepção. O mezanino do piso superior fornece um espaço de

escritório para a equipe e voluntários do abrigo (Figura 17).

Figura 17 - Localização dos ambientes no Don Sanders Adoption Center

- Localização dos ambientes no Don Sanders Adoption Center Fonte: Animal Shelter -Texas Architect 4 .

Fonte: Animal Shelter -Texas Architect 4 .

Para os gatos, foram projetados uma espaçosa sala de atividades sem gaiolas, com

pé direito de 5,8 m, fornecendo muito espaço para brincar e perambular com conforto

e luz solar (Figura 18). Cada sala está equipada com mobiliários integrados que

permitem aos gatos subirem nas prateleiras com conforto e um sistema de parede com ripas que possibilita a colocação e rearranjo de prateleiras e poleiros conforme o necessário. Separadamente ao dos gatos adultos, foram dedicados também espaços para gatos idosos, filhotes com leucemia, e filhotes.

4 Disponível em: <http://issuu.com/taartdir/docs/ta13_11.12_web/106#>. Acesso em set. 2014.

24

Figura 18 - Sala de abrigo para gatos.

24 Figura 18 - Sala de abrigo para gatos. Fonte: Mordern Cat 5 . Já na

Fonte: Mordern Cat 5 .

Já na área voltada para os cachorros, além dos canis, foi criado um espaço de sala de estar (Figura 19), possuindo um ambiente acolhedor, inclui sofás, cadeiras, tapetes e janelas panorâmicas. Neste local, potenciais adotantes têm a oportunidade de conhecer os nossos cães em um ambiente como a sua própria casa e os cães são capazes de aprender como se comportar em um ambiente doméstico.

Figura 19 - Canil e sala de estar.

um ambiente doméstico. Figura 19 - Canil e sala de estar. Fonte: Friends 4 life 6
um ambiente doméstico. Figura 19 - Canil e sala de estar. Fonte: Friends 4 life 6

Fonte: Friends 4 life 6 .

5 Disponível em: < http://www.moderncat.net/2012/07/14/more-green-shelter-design-friends-for-life-in-houston- opens-leed-certified-no-kill-animal-shelter/>. Acesso em set. 2014.

6 6 Disponível em: < http://www.adoptfriends4life.org/images/uploads/>. Acesso em set. 2014.

25

O cuidado foi levado a todos os detalhes do edifício. Sendo certificado do Leadership

in Energy and Environmental Design (Leed), a iluminação solar foi pensada de forma a alcançar todos os animais e ambientes de trabalho, o tratamento acústico feito nos ambientes para reduzir o nível de ruídos busca um melhor conforto para os animais e funcionários, além disso, há ainda um sistema de renovação do ar que funciona 15 vezes por hora, trazendo para dentro do edifício ar fresco do exterior.

Os sistemas de energia e água também são eficientes, mas o maior destaque da eficiência do edifício é para o sistema de aspiração central à vácuo de parede, que consiste em um sistema de aspiração com tomadas de sucção estrategicamente instaladas e interligadas à uma central através de uma rede de tubulações de PVC, sendo acionado quando a mangueira se conecta na tomada. Este tipo de sistema permiti retirar o pó sem circula-lo pelo ambiente, por isso sua instalação é recomendada em clínicas, hospitais, etc., pois melhora a qualidade do ar. A redução do consumo de água na limpeza é importante porque o esgoto produzido nestes ambientes não é apenas sujo e podem ser um verdadeiro perigo a saúde e segurança.

4.2.2 South Los Angeles Animal Service Center

Para desenvolver o projeto do South Los Angeles Animal Service Center (Figura 20),

o escritório de arquitetura RA-DA tinha como objetivo final criar um ambiente

acolhedor aos visitantes possibilitando também o envolvimento da comunidade de

uma forma positiva.

Figura 20 – Edifício Animal Service Center

positiva. Figura 20 – Edifício Animal Service Center Fonte:Archdaily 7 . Figura 21 - Entrada do

Fonte:Archdaily 7 .

Figura 21 - Entrada do edifício.

Fonte:Archdaily 7 . Figura 21 - Entrada do edifício. Fonte:Archdaily ⁷. 7 Disponível em:

Fonte:Archdaily⁷.

7 Disponível em: http://www.archdaily.com/?p=407296. Acesso em set 2014.

26

Procurando torná-lo tão visível e acessível possível O edifício está situado estrategicamente em um terreno de uma área industrial de Los Angeles, cercada por zonas residenciais e perto de avenidas movimentadas. Com a sua fachada distinta e cores brilhantes (Figura 21), o abrigo anima a área, fornecendo um local agregador para a comunidade local.

Figura 22 - Planta Baixa Animal Service Center

local. Figura 22 - Planta Baixa Animal Service Center CENTRO VETERINÁRIO/ SUSTENTAÇÃO ADMINISTRAÇÃO/ ANIMAL
CENTRO VETERINÁRIO/ SUSTENTAÇÃO
CENTRO VETERINÁRIO/ SUSTENTAÇÃO
ADMINISTRAÇÃO/ ANIMAL VITRINE
ADMINISTRAÇÃO/
ANIMAL VITRINE

Fonte: Archdaily⁷.

CANIL
CANIL

O volume do edifício possui 2230 m² e é dividido em duas partes (Figura 22), criando uma galeria central que conecta o estacionamento público com a área do canil ao ar livre (Figura 23). Essa conexão permite que os visitantes ao passearem por ela vejam diversos animais considerados menos difíceis de adotar “expostos” por janelas em seus abrigos. Esse arranjo procura aumentar as possibilidades de adoção para estes animais, enquanto que os filhotes que são geralmente mais fáceis de serem adotados ficam aos fundos.

27

Figura 23 - Galeria de acesso entre o estacionamento e canis.

23 - Galeria de acesso entre o estacionamento e canis. Fonte:Archdaily ⁷. A área dos canis

Fonte:Archdaily⁷.

A área dos canis (Figura 24) que fica na parte externa, possui 3250m². Os canis são orientados de uma forma que minimiza o número de canis voltados uns para os outros, num esforço para reduzir os níveis de ruído e desencorajar latidos. Os canis possuem muita arborização, assim como o entorno do terreno. Estes esforços de mitigação de ruído em combinação com paisagismo e áreas de descanso, incentiva os visitantes a ficarem mais tempo no jardim do canil. O ambiente mais calmo melhora a interação entre os visitantes e os animais e ajuda a promover a adoção.

28

Figura 24 - Área dos Canis do Animal Service Center.

28 Figura 24 - Área dos Canis do Animal Service Center. Fonte: Archdaily ⁷. O revestimento

Fonte: Archdaily⁷.

O revestimento do exterior do edifício segue o conceito de peles de animais, como as escamas sobrepostas de répteis. Envolvido por duas fileiras de painéis compostos pré-fabricados, os painéis mudam de cor quando as partes superiores e inferiores entram e saem para criar saliências em formas de entrada, sombra em áreas envidraçadas, e articulação em grandes superfícies.

Este edifício busca a certificação LEED, e para isso adotou medidas para regular a iluminação e controle de temperatura. Foram utilizados no interior e exterior do edifício materiais reciclados ou regionalmente acessíveis, painéis solares no telhado, entradas de luz natural em todos os lugares ocupadas por pessoas ou animais e todo o paisagismo foi pensado para necessitar de pouca manutenção e baixo consumo de água.

29

4.3 Quadro Síntese das Referências

Figura 25 - Quadro Síntese das Referências.

Características Área Internação/ Castração Microchip Eficiência Total abrigo Energética Local CCZ –
Características
Área
Internação/
Castração
Microchip
Eficiência
Total
abrigo
Energética
Local
CCZ – Natal
880m²
Não/Sim
Não
Não
Não
Clinica Veterinária
220m²
Sim/Não
Sim
Não
Não
– Amigo Bicho
Animal Refuge
7565m²
Sim/Sim
Sim
Sim
Não
Centre Amsterdam
Friends 4 life
645m²
Sim/Sim
Sim
Sim
Sim
Animal Care
5480m²
Sim/Sim
Sim
Sim
Sim
Center

Fonte: Elaborado pelo autor.

De modo geral, as referências diretas serviram para embasar as disposições espaciais e ambientes físicos enquanto que as referências indiretas tiveram uma contribuição mais conceitual, como a questão dos “espaços vitrines” ou a relação do local com o público.

30

5.

CONDICIONANTES

5.1 Localização e Entorno do Terreno

Para a escolha do terreno foi levado em consideração algumas particularidades necessárias para o desenvolvimento da proposta, uma delas é a localização, que focou na área com maior número de animais abandonados.

O terreno escolhido é uma quadra junto à divisa entre dois bairros da Região Administrativa Sul de Natal, localizado entre as vias, Historiador Francisco Fausto de Souza, Maria Lamas Farache e Ilo Fernandes Costa em Capim Macio e Avenida Praia de Genipabu em Ponta Negra, conforme indicado na figura a seguir (Figura 26).

Figura 26 - Localização do Terreno.

a seguir (Figura 26). Figura 26 - Localização do Terreno. Fonte: Elaborado pelo autor. O gabarito

Fonte: Elaborado pelo autor.

O gabarito das edificações (Figura 27) no entorno do terreno é em sua maioria está entre um ou dois pavimentos, entretanto no entorno imediato pode-se observar a presença de edificações de três e quatro pavimentos. Isso foi levado em conta no posicionamento dos canis, já que estes poderiam produzir mais ruídos para edificações com maior gabarito.

31

Figura 27 - Gabarito do entorno.

31 Figura 27 - Gabarito do entorno. Fonte: Elaborado pelo autor. (2014) Em relação ao uso

Fonte: Elaborado pelo autor. (2014)

Em relação ao uso (Figura 28), a área possui principalmente residências com presença de comércio na Av. Praia de Genipabu. A procura de um terreno junto a uma área residencial se deu na possibilidade de maior envolvimento da comunidade com programas desenvolvidos para o centro. Outra característica marcante é a presença de um grande número de terrenos vazios.

32

Figura 28 - Uso do entorno.

32 Figura 28 - Uso do entorno. Fonte: Elaborado pelo autor. (2014) Outro fator que influenciou

Fonte: Elaborado pelo autor. (2014)

Outro fator que influenciou a escolha foi a facilidade de acesso. Situado entre duas vias coletoras II (Figura 29), o terreno é muito visível, além de possuir fácil acesso também ao transporte público. Outro fator potencializador do local é a proximidade com o Praia Shopping, situado no início da Av. Praia de Genipabu, serve como ponto de referência e atração ao Centro Veterinário.

33

Figura 29 - Hierarquia de vias no entorno.

33 Figura 29 - Hierarquia de vias no entorno. Fonte: Elaborado pelo autor. (2014) 5.2 Condicionantes

Fonte: Elaborado pelo autor. (2014)

5.2 Condicionantes Físico-Ambientais

A quadra do terreno escolhido apresenta 4596 m² de área (Figura 30), que permite além do edifício proposto, a possibilidade de ampliações e a criação de uma praça para animais onde fosse possível o desenvolvimento de eventos como feira de adoções.

34

Figura 30 – Dimensões da quadra.

34 Figura 30 – Dimensões da quadra. Fonte: Elaborado pelo autor a partir de mapa do

Fonte: Elaborado pelo autor a partir de mapa do Google Earth. (2014)

Como a quadra não possui as delimitações da pavimentação das calçadas, foi adotado um recuo de 2,5m para a implantação das mesmas de acordo com o código de obras do município, resultando em uma área final do terreno de 3886 m².

A vegetação existente no terreno é voltada para a Rua Hist. Francisco Fausto. Composta de árvores de médio e grande porte (Figura 31), buscou-se mantê-las sempre que possível na implantação da edificação, devido a possibilidade de atenuar odores provenientes do Centro Veterinário.

35

Figura 31 - Vegetações no terreno.

35 Figura 31 - Vegetações no terreno. Fonte: Acervo próprio. Em relação a topografia, o terreno
35 Figura 31 - Vegetações no terreno. Fonte: Acervo próprio. Em relação a topografia, o terreno

Fonte: Acervo próprio.

Em relação a topografia, o terreno escolhido possui pouco desnível, sendo este menor que um metro (Figura 32).

Figura 32 - Curvas de nível do terreno.

metro (Figura 32). Figura 32 - Curvas de nível do terreno. Fonte: Elaborado pelo autor a

Fonte: Elaborado pelo autor a partir de mapa do Google Earth

A cidade de Natal por ser uma cidade litorânea localizada próxima à linha do Equador, possui um clima tropical quente e úmido, com uma temperatura média anual de 26,2° C e taxas de radiação solar muito elevadas, o que aumenta a necessidade de

36

proteções nas fachadas leste/oeste, além de uma maior preocupação no momento da implantação da edificação.

Outro aspecto importante a ser levado em conta é a direção predominante dos ventos, que é na direção sudeste, podendo haver variações entre sul e leste, como pode ser observado na Figura 33. Dessa forma sombreamento e a ventilação natural são as principais estratégias que podem ser utilizadas para resolver questões de conforto ambiental no clima quente e úmido de Natal.

Figura 33 - Rosa dos Ventos da cidade de Natal/RN.

de Natal. Figura 33 - Rosa dos Ventos da cidade de Natal/RN. Fonte: Labcon DARQ/UFRN. Na

Fonte: Labcon DARQ/UFRN.

Na Figura 34, pode-se observar a posição do terreno em relação ao norte, a disposição da vegetação e ainda o percurso solar e a direção dos ventos, indicados esquematicamente.

37

Figura 34 - Condicionantes bioclimáticos.

37 Figura 34 - Condicionantes bioclimáticos. VENTOS DOMINANTES Fonte: Elaborado pelo autor a partir de mapa

VENTOS

DOMINANTES

Fonte: Elaborado pelo autor a partir de mapa do Google Earth.

5.3 Condicionantes Legais

5.3.1 Plano Diretor De Natal - Lei complementar nº 082

O terreno Localiza-se em uma Zona de Adensamento Básico, de forma que a ele se aplica o coeficiente de adensamento básico. O coeficiente de adensamento básico para todos os usos nos terrenos contidos na Zona Urbana é de 1,2, de acordo com o Art. 10º do Plano Diretor. Com relação ao gabarito, o máximo de altura permitido é de 65 m na região.

Ainda segundo o Plano Diretor, a taxa de impermeabilização dos terrenos exigida nos terrenos do município de Natal não pode exceder 80 %, tal índice é obtido por meio da divisão entre a área impermeável (que não permite absorção de água pluvial) e a área total do lote. Já a taxa de ocupação máxima permitida, ou seja, o índice que se obtém através da divisão entre a área correspondente à projeção horizontal da construção e a área total do lote ou gleba (sem considerar a projeções de beirais e marquises), não deve ultrapassar 80 % no subsolo, térreo e 2º pavimento; acima do 2º pavimento, a taxa de ocupação será em função da área resultante da aplicação dos recuos previstos pelo Plano Diretor. Os recuos exigidos para Zonas não Adensáveis, aplicáveis ao terreno escolhido, estão expostos da tabela a seguir:

38

Figura 35 - Quadro de recuos.

38 Figura 35 - Quadro de recuos. Fonte: Plano Diretor de Natal – Lei complementar nº082.
38 Figura 35 - Quadro de recuos. Fonte: Plano Diretor de Natal – Lei complementar nº082.

Fonte: Plano Diretor de Natal – Lei complementar nº082.

Dessa forma para o terreno de 3886m² podemos considerar que a área máxima construída poderá ser até de 4663,2m².

5.3.2 Código de Obras (2004)

Nas Zonas de Adensamento básico, aos terrenos edificados é facultada a construção de fechos (muros, cercas, grades ou similares) em suas divisas, devendo estes, quando existentes, obedecer a altura máxima de 3 m em relação ao passeio medidos de qualquer ponto em relação a testada, no caso do fechamento frontal, e 3 m em relação ao terreno natural para os fechamentos laterais e dos fundos.

Todo projeto deve prever áreas destinadas ao estacionamento ou guarda de veículos, cobertas ou não. A entrada e saída dos veículos devem ser projetadas para não criar ou agravar problema de tráfego na via de acesso. Em edificações com uso não residencial, como é o caso da proposta a ser desenvolvida, a área destinada ao estacionamento e guarda de veículos é o resultado das exigências de áreas relativas ao uso, para isso será utilizado a exigência de uma vaga a cada 45m² de área

39

construída 8 . Em locais públicos ou privados de uso coletivo deve ser reservado o número de vagas a deficientes conforme estabelecido na NBR específica, com sinalização, rebaixamento de guias e localização adequada.

É necessário toda a calçada possuir faixa de, no mínimo, 1,20 metros de largura para

pedestres, com piso contínuo e regular. Em vias coletoras e locais é permitida, junto ao meio-fio, a execução de faixa gramada nas calçadas, desde que a largura da faixa pavimentada não seja inferior a 1,20 metros. A calçada pode conter arborização, observadas as orientações do órgão competente do Município. Toda edificação deve ser projetada em conformidade com a orientação dos pontos cardeais de modo a atender, sempre que possível, aos critérios mais favoráveis de ventilação, insolação

e iluminação. Todos os logradouros públicos e edificações públicas ou privadas de

uso coletivo devem garantir o acesso, circulação e utilização por pessoas portadoras de deficiências ou com mobilidade reduzida, de acordo com as normas da ABNT. O Código afirma que são dispensados de iluminação e ventilação direta e natural os ambientes que se destinam a: corredores e halls de área inferior a cinco metros quadrados (5,00 m), compartimentos que pela sua utilização justifiquem a ausência dos mesmos, conforme legislação, própria, mas que disponham de iluminação e ventilação artificiais; depósitos de utensílios e despensa. E também não são considerados ventilados ou iluminados os compartimentos cuja profundidade, a partir do local de onde provem a iluminação, seja superior a três (3) vezes o seu pé direito.

8 Exigências para clínicas em vias coletores conforme Anexo 1 do código de obras de Natal (2004).

40

5.3.3 Código de Segurança e Prevenção Contra Incêndios e Pânico

O Código de Segurança e Prevenção Contra Incêndio e Pânico do Estado do RN tem como objetivo estabelecer critérios básicos indispensáveis de segurança contra incêndio nas edificações de todo o Estado do Rio Grande do Norte, visando garantir os meios necessários ao combate a incêndio, evitar ou minimizar a propagação do fogo, facilitar as ações de socorro e assegurar a evacuação segura dos ocupantes das edificações.

As exigências do Corpo de Bombeiros Militar do RN (CBM-RN) dependem do uso da edificação. Dentre as opções dadas, a presente proposta de projeto se enquadra melhor dentro da ocupação hospitalar e engloba edificações como hospitais, clínicas, maternidade, casas de repouso, centros clínicos e similares.

As edificações classificadas como de uso hospitalar devem atender as exigências de dispositivos de proteção contra incêndio de acordo com a área construída e altura da edificação. Dentro das possibilidades da proposta pode-se ressaltar dois casos:

Em caso de edificações com altura inferior a seis metros e área construída inferior a 750 m², há a exigência de:

Prevenção fixa (hidrantes) nas edificações classificadas no risco “C”;

Prevenção móvel (extintores de incêndio);

Sinalização;

Escada convencional.

No caso de edificações com altura inferior a seis metros e com área construída superior a 750 m², a exigência é de:

Prevenção fixa (hidrantes);

Prevenção móvel (extintores de incêndio);

Sinalização;

Escada convencional;

41

Instalação de hidrante público.

Além de atender as exigências de dispositivos de proteção contra incêndio, em relação com a área construída e altura da edificação, devendo ainda, atender os seguintes requisitos:

I - A escada atenderá às recomendações previstas para escada convencional, sendo exigida a largura mínima de um metro e sessenta centímetros (1,60 m);

5.3.4 ABNT - NBR 9050 (2004)

A NBR 9050 é a Norma que estabelece os critérios e parâmetros técnicos a serem

observados quando do projeto, construção, instalação e adaptação de edificações,

mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade.

A largura mínima adequada para deslocamento em linha reta de pessoas em cadeira

de rodas é indicada na Figura 37.

Figura 36 - Largura mínima em linha reta.

na Figura 37. Figura 36 - Largura mínima em linha reta. Fonte: NBR 9050 (ABNT). As

Fonte: NBR 9050 (ABNT).

As medidas necessárias para a manobra de cadeira de rodas sem deslocamento são:

42

Para rotação de 90¢X = 1,20 m x 1,20 m;

Para rotação de 180¢X = 1,50 m x 1,20 m;

Para rotação de 360¢X = diâmetro de 1,50 m.

As áreas de transferência devem ter as dimensões do Modulo de Referencia (M.R. = 1,20 x 0,80) e garantir condições de deslocamento e manobra para o posicionamento no assento. Devem ser instaladas barras de apoio, nas situações previstas nesta norma.

Deve ser garantido o posicionamento frontal ou lateral da área definida pelo M.R. em relação ao objeto, avançando sob este entre 0,25 m e 0,55 m, em função da atividade

a ser desenvolvida.

A sinalização tátil no piso pode ser do tipo de alerta ou direcional. Ambas devem ter

cor contrastante com a do piso adjacente.

A textura da sinalização tátil de alerta consiste em um conjunto de relevos tronco-

cônicos.

A sinalização tátil de alerta deve ser instalada perpendicularmente ao sentido de

deslocamento nas seguintes situações: obstáculos suspensos, nos rebaixamentos de calcadas, no início e termino de escadas fixas, escadas rolantes e rampas, junto às portas dos elevadores, junto a desníveis, tais como plataformas de embarque e desembarque, palcos, vãos, entre outros; A textura da sinalização tátil direcional consiste em relevos lineares, regularmente dispostos. A sinalização tátil direcional deve ter textura com seção trapezoidal, qualquer que seja o piso adjacente, ser instalada no sentido do deslocamento, ter largura entre 20 cm e 60 cm e ser cromo diferenciada em relação ao piso adjacente. Deve ser utilizada em áreas de circulação na ausência ou interrupção da guia de balizamento, indicando o caminho a ser percorrido e em espaços amplos. Recomenda-se que toda escada e rampa possua sinalização tátil no corrimão e no piso.

A inclinação das rampas deve ser calculada segundo a seguinte equação:

43

Em que:

43 Em que: i e a inclinação, em porcentagem; h e a altura do desnível; c

i e a inclinação, em porcentagem;

h

e a altura do desnível;

c

e o comprimento da projeção horizontal.

Para inclinação entre 6,25% e 8,33% devem ser previstas áreas de descanso nos patamares, a cada 50 m de percurso. Degraus e escadas fixas em rotas acessíveis devem estar associados a rampa ou ao equipamento de transporte vertical.

As dimensões dos pisos e espelhos devem ser constantes em toda a escada, tendendo as seguintes condições:

Pisos (p): 0,28 m < p < 0,32 m;

Espelhos (e): 0,16 m < e < 0,18 m;

0,63 m < p + 2e < 0,65 m.

A largura das escadas deve ser estabelecida de acordo com o fluxo de pessoas,

conforme ABNT NBR 9077. A largura mínima recomendável para escadas fixas em rotas acessíveis é de 1,50 m, sendo o mínimo admissível 1,20 m.

O primeiro e o último degrau de um lance de escada devem distar no mínimo 0,30 m

da área de circulação adjacente e devem estar sinalizados.

As escadas fixas devem ter no mínimo um patamar a cada 3,20 m de desnível e sempre que houver mudança de direção. Entre os lances de escada devem ser previstos patamares com dimensão longitudinal mínima de 1,20 m. Os patamares situados em mudanças de direção devem ter dimensões iguais à largura da escada.

44

Os corrimãos devem ser instalados em ambos os lados dos degraus isolados, das escadas fixas e das rampas. Devem ter largura entre 3,0 cm e 4,5 cm, sem arestas vivas, e com espaço livre de no mínimo 4,0 cm entre a parede e o corrimão.

O elevador vertical deve atender integralmente ao disposto na ABNT NBR 13994, quanto a sinalização, dimensionamento e características gerais.

As larguras mínimas para corredores em edificações e equipamentos urbanos são:

0,90 m para corredores de uso comum com extensão até 4,00 m;

1,20 m para corredores de uso comum com extensão até 10,00 m e 1,50 m para corredores com extensão superior a 10,00 m;

1,50 m para corredores de uso público;

Maior que 1,50 m para grandes fluxos de pessoas.

As portas, inclusive de elevadores, devem ter um vão livre mínimo de 0,80 m e altura mínima de 2,10 m.

As portas de sanitários, vestiários e quartos acessíveis em locais de hospedagem e de saúde devem ter um puxador horizontal associado à maçaneta.

Calçadas, passeios e vias exclusivas de pedestres devem incorporar faixa livre com largura mínima recomendável de 1,50 m, sendo a mínimo admissível de 1,20 m e altura livre mínima de 2,10 m. As calcadas devem ser rebaixadas junto às travessias de pedestres sinalizadas com ou sem faixa, com ou sem semáforo, e sempre que houver foco de pedestres.

As vagas para estacionamento de veículos que conduzam ou sejam conduzidos por pessoas com deficiência devem:

Ter sinalização horizontal;

Contar com um espaço adicional de circulação com no mínimo 1,20 m de largura, quando afastada da faixa de travessia de pedestres.

45

Quando afastadas da faixa de travessia de pedestres, conter espaço adicional para circulação de cadeira de rodas e estar associadas a rampa de acesso a calcada;

Estar vinculadas a rota acessível que as interligue aos polos de atração;

Estar localizadas de forma a evitar a circulação entre veículos.

O número de vagas para estacionamento de veículos que conduzam ou sejam conduzidos por pessoas com deficiência deve ser estabelecido conforme a Figura 38.

Figura 37- Quadro de vagas reservadas para deficientes em estacionamento.

de vagas reservadas para deficientes em estacionamento. Fonte: NBR 9050 (ABNT). Os sanitários e vestiários

Fonte: NBR 9050 (ABNT).

Os sanitários e vestiários acessíveis devem localizar-se em rotas acessíveis, próximos à circulação principal. Deve haver área de transferência adequada para acesso a sanitários e chuveiros, com auxílio de barras de apoio, conforme especificado na norma. E, para o lavatório, deve ser prevista a área de aproximação adequada.

Os boxes para bacia sanitária devem garantir as áreas para transferência diagonal, lateral e perpendicular, bem como área de manobra para rotação de 180º, conforme Figura 39.

46

Figura 38 – Dimensões mínimas para boxe sanitário acessível.

38 – Dimensões mínimas para boxe sanitário acessível. Fonte: NBR 9050 (ABNT). 5.3.5 ANVISA - RDC

Fonte: NBR 9050 (ABNT).

5.3.5 ANVISA - RDC nº 306, de 07 de dezembro de 2004

O regulamento da Anvisa aplica-se aos geradores de Resíduos de Serviço da Saúde, tanto humana quanto animal, entre as diversas especificações na norma cabe destacar o armazenamento externo dos resíduos seguindo os seguintes critérios;

15.1 O armazenamento externo, denominado de abrigo de resíduos, deve ser

construído em ambiente exclusivo, com acesso externo facilitado à coleta,

possuindo, no mínimo, 1 ambiente separado para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do Grupo A juntamente com o Grupo E e 1 ambiente para o Grupo D.

O abrigo deve ser identificado e restrito aos funcionários do gerenciamento de resíduos, ter fácil acesso para os recipientes de transporte e para os veículos coletores. Os recipientes de transporte interno não podem transitar pela via pública externa à edificação para terem acesso ao abrigo de resíduos.

15.2 - O abrigo de resíduos deve ser dimensionado de acordo com o volume

de resíduos gerados, com capacidade de armazenamento compatível com a periodicidade de coleta do sistema de limpeza urbana local. O piso deve ser

revestido de material liso, impermeável, lavável e de fácil higienização. O fechamento deve ser constituído de alvenaria revestida de material liso, lavável e de fácil higienização, com aberturas para ventilação, de dimensão equivalente a, no mínimo, 1/20 (um vigésimo) da área do piso, com tela de proteção contra insetos.

15.3- O abrigo referido no item 15.2 deste Regulamento deve ter porta provida de tela de proteção contra roedores e vetores, de largura compatível com as dimensões dos recipientes de coleta externa, pontos de iluminação e de água, tomada elétrica, canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgoto do estabelecimento e ralo sifonado com tampa que permita a sua vedação.

47

15.4- Os resíduos químicos do Grupo B devem ser armazenados em local exclusivo com dimensionamento compatível com as características quantitativas e qualitativas dos resíduos gerados.

15.5 - O abrigo de resíduos do Grupo B, quando necessário, deve ser

projetado e construído em alvenaria, fechado, dotado apenas de aberturas para ventilação adequada, com tela de proteção contra insetos. Ter piso e paredes revestidos internamente de material resistente, impermeável e lavável, com acabamento liso. O piso deve ser inclinado, com caimento indicando para as canaletas. Deve possuir sistema de drenagem com ralo sifonado provido de tampa que permita a sua vedação. Possuir porta dotada de proteção inferior para impedir o acesso de vetores e roedores.

15.6 - O abrigo de resíduos do Grupo B deve estar identificado, em local de fácil visualização, com sinalização de segurança-RESÍDUOS QUÍMICOS, com símbolo baseado na norma NBR 7500 da ABNT.

15.7 - O armazenamento de resíduos perigosos deve contemplar ainda as

orientações contidas na norma NBR 12.235 da ABNT.

15.8- O abrigo de resíduos deve possuir área específica de higienização para limpeza e desinfecção simultânea dos recipientes coletores e demais equipamentos utilizados no manejo de RSS. A área deve possuir cobertura, dimensões compatíveis com os equipamentos que serão submetidos à limpeza e higienização, piso e paredes lisos, impermeáveis, laváveis, ser provida de pontos de iluminação e tomada elétrica, ponto de água, preferencialmente quente e sob pressão, canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgotos do estabelecimento e ralo sifonado provido de tampa que permita a sua vedação.

15.9 - O trajeto para o traslado de resíduos desde a geração até o

armazenamento externo deve permitir livre acesso dos recipientes coletores de resíduos, possuir piso com revestimento resistente à abrasão, superfície plana, regular, antiderrapante e rampa, quando necessária, com inclinação de acordo com a RDC ANVISA nº. 50/2002.

15.10 - O estabelecimento gerador de RSS cuja geração semanal de resíduos não exceda a 700 L e a diária não exceda a 150 L, pode optar pela instalação de um abrigo reduzido exclusivo, com as seguintes características:

• Ser construído em alvenaria, fechado, dotado apenas de aberturas teladas

para ventilação, restrita aduas aberturas de 10X20 cm cada uma delas, uma

a 20 cm do piso e a outra a 20 cm do teto, abrindo para a área externa. A critério da autoridade sanitária, estas aberturas podem dar para áreas internas da edificação;

• Piso, paredes, porta e teto de material liso, impermeável e lavável. Caimento de piso para ao lado oposto ao da abertura com instalação de ralo sifonado ligado à instalação de esgoto sanitário do serviço.

• Identificação na porta com o símbolo de acordo com o tipo de resíduo armazenado;

• Ter localização tal que não abra diretamente para área de permanência de

pessoas e, circulação de público, dando-se preferência a locais de fácil acesso à coleta externa e próxima a áreas de guarda de material de limpeza ou expurgo.

48

5.3.6 CFMV - Resolução nº 1015, de 9 de novembro de 2012

A resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária (Anexo 1) que entrou em vigor em setembro de 2014, conceitua e estabelece as condições para o funcionamento de estabelecimentos médico veterinários de atendimento a pequenos animais, entre essas condições foram consideradas para enquadramento da proposta projetual, os seguintes critérios;

Das Clínicas Veterinárias

Art. 4º Clínicas Veterinárias são estabelecimentos destinados ao atendimento de animais para consultas e tratamentos clínico-cirúrgicos, podendo ou não ter cirurgia e internações, sob a responsabilidade técnica e presença de médico veterinário.

§1º No caso de haver internações, é obrigatório o funcionamento por 24 horas, ainda que não haja atendimento ao público, e um profissional médico veterinário em período integral.

§2º Havendo internação apenas no período diurno, a clínica deverá manter médico veterinário e auxiliar durante todo o período de funcionamento do estabelecimento.

§3º A opção de internação em período diurno ou integral e de atendimento cirúrgico deverá ser expressamente declarada por ocasião de seu registro no Sistema CFMV/CRMVs.

Art. 5º São condições para funcionamento de Clínicas Veterinárias:

I - setor de atendimento:

a) sala de recepção;

b) consultório;

c) geladeira, com termômetro de máxima e mínima para manutenção

exclusiva de vacinas, antígenos e outros produtos biológicos; e

d) sala de arquivo médico, que pode ser substituída por sistemas de

informática;

II – para o caso de o estabelecimento optar pelo atendimento cirúrgico, setor cirúrgico:

49

a) sala para preparo e recuperação de pacientes, contendo:

1. sistemas de aquecimento (colchões térmicos e/ou aquecedores);

2. sistemas de provisão de oxigênio e ventilação mecânica;

3. armário de fácil acesso com chave para guarda de medicamentos

controlados e armário para descartáveis necessários a seu funcionamento; e

4. no caso dos medicamentos sujeitos a controle, será obrigatória a sua

escrituração em livros apropriados, de guarda do médico veterinário responsável técnico, devidamente registrados nos órgãos competentes.

b) sala de antissepsia e paramentação com pia e dispositivo dispensador de

detergente sem acionamento manual;

c) sala de lavagem e esterilização de materiais, contendo equipamentos para

lavagem, secagem e esterilização de materiais.

d) a sala de lavagem e esterilização de materiais pode ser suprimida quando

o estabelecimento utilizar a terceirização destes serviços, comprovada pela

apresentação de contrato/convênio com a empresa executora;

e) sala cirúrgica:

1. mesa cirúrgica impermeável e de fácil higienização;

2. equipamentos para anestesia inalatória, com ventiladores

mecânicos;

3. equipamentos para monitorização anestésica com no minimo temperatura

corporal, oximetria, pressão arterial não-invasiva e eletrocardiograma;

4. sistema de iluminação emergencial própria;

5. foco cirúrgico;

6. instrumental para cirurgia em qualidade e quantidade adequadas à rotina;

7. aspirador cirúrgico;

8. mesa auxiliar;

9. paredes impermeabilizadas de fácil higienização, observada a legislação

sanitária pertinente;

50

10. sistema de provisão de oxigênio;

11. equipamento básico para intubação endotraqueal, compreendendo no

mínimo tubos traqueais e laringoscópio;

12. sistema de aquecimento (colchão térmico);

III - para o caso de o estabelecimento optar pela internação, setor de

internação, devendo dispor de:

a) mesa e pia de higienização;

b) baias, boxes ou outras acomodações individuais e de isolamento compatíveis com os animais a elas destinadas, de fácil higienização, obedecidas as normas sanitárias municipais e/ou estaduais;

c)

internação;

local

de

isolamento

para

doenças

infectocontagiosas,

no

caso

de

d) armário para guarda de medicamentos e descartáveis necessários a seu

funcionamento;

e) no caso dos medicamentos sujeitos a controle, será obrigatória a sua

escrituração em livros apropriados, de guarda do médico veterinário responsável técnico, devidamente registrados nos órgãos competentes.

IV - setor de sustentação:

a) lavanderia;

b) depósito/almoxarifado;

c) instalações para descanso, preparo de alimentos e alimentação do médico

veterinário e funcionários, quando houver funcionamento 24 horas;

d) sanitários/vestiários compatíveis com o número de funcionários;

e) setor de estocagem de medicamentos e fármacos;

f) unidade de conservação de animais mortos e restos de tecidos;

Parágrafo único. A clínica deverá manter contrato/convênio com empresa devidamente credenciada para recolhimento de cadáveres e resíduos hospitalares.

51

6. DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA

6.1 Programa De Necessidades e Pré-Dimensionamento

Para a definição do programa de necessidades foram preenchidos todos os requisitos para o funcionamento de um Centro Veterinário de acordo com a resolução n° 1015/2012 do CFMV, além de outros ambientes observados durante as pesquisas. Na figura 40 pode-se observar os ambientes divididos por setores, além da área prevista inicialmente no programa de necesidades e a área definitiva presente na proposta final.

52

Figura 39 - Programa de Necessidades.

 

QUANTIDADE

QUANTIDADE

ÁREA

 
 

USO

PREVISTA

FINAL

PREVISTA

ÁREA FINAL

 

RECEPÇÃO

1

1

20m²

18,25m²

CONSULTÓRIO

2

2

17,5m²

16,04m²

AMBULATÓRIO

1

1

17,5m²

16,04m²

ARQUIVO

1

1

6m²

5,25m²

LABORATÓRIO

1

1

16m²

13,97m²

SALA DE NOVOS ANIMAIS

2

2

12m²

10,46m²

SALA DE PREPARO DOS ANIMAIS

1

1

13,5m²

13,97m²

SALA DE

       

ANTISSEPSIA

1

1

10m²

6,68m²

SALA CIRÚRGICA

1

1

35m²

43,13m²

SALA DE

       

RECUPERAÇÃO

ANESTÉSICA

1

1

13,5m²

13,97m²

LAVAGEM E

       

CENTRO VETERINÁRIOABRIGO

 

ESTERILIZAÇÃO DE

MATERIAIS

1

1

12m²

16,04m²

LAVANDERIA

1

1

20m²

22,25m²

PREPARO DE

       

ALIMENTOS

1

1

20m²

22,25m²

DEPÓSITO RAÇÃO

1

1

12m²

10,46m²

DEPÓSITO/

       

ALMOXARIFADO

1

1

12m²

10,46m²

EXPURGO

2

2

4m²

3,71 e 4,30m²

D.M.L

2

2

4m²

3,71 e 4,30m²

ESTOCAGEM DE

       

MEDICAMENTOS

1

1

13,5m²

11,90m²

ABRIGO DE

       

RESÍDUOS

1

1

6m²

5,06m²

CONSERVAÇÃO DE

       

ANIMAIS MORTOS

1

1

6m²

5,06m²

DESCANÇO E

       

ALIMENTAÇÃO DOS

FUNCIONÁRIOS

1

1

30m²

27,20m²

BWC PARA

       

FUNCIONÁRIOS

2

2

12m²

13,25m²

INTERNAÇÃO

2

2

12m²

18,11m²

ISOLAMENTO

2

3

5m²

11,9m²

   

GATIS INDIVIDUAIS

20

18

2m²

2,3m²

CANIS INDIVIDUAIS

10

10

4m²

3,6m²

GATIS COLETIVOS

2

2

20m²

20,18²

CANIS COLETIVOS

2

2

20m²

13,97²

BANHO E TOSA

1

1

12m²

11,9²

EXERCÍCIO/PASSEIO

       
 

GATIL

1

1

10m²

13,68²

EXERCÍCIO/PASSEIO

       

CANIL

1

1

40m²

84,16m²

EDUCAÇÃO

AMBIENTAL

SALA DE PALESTRAS

1

1

40m²

24,41m²

SALA DE ADOÇÃO/ ENCONTRO

1

1

15m²

9,83m²

 

BWC PÚBLICO

2

2

13m²

11,90m²

 

DIRETORIA

1

1

15m²

15,86m²

ADMINISTRAÇÃO

WC DIRETORIA

1

1

4m²

3,71m²

SECRETARIA

1

1

20m²

23,69m²

SALA DE REUNIÕES

1

1

30m²

35,55m²

MONITORAMENTO/

       

FISCALIZAÇÃO

1

1

20m²

27,20m²

WC FUNCIONÁRIOS

2

2

4m²

3,71m²

Fonte: Elaborado pela autor.

53

6.2 Definição do Partido Arquitetônico

Para a definição do partido arquitetônico buscou-se ideias chaves que norteariam a proposta. As referências indiretas ajudaram neste processo, auxiliando nos conceitos a serem adotados como: Acolher, Expor e Atrair. Esses conceitos fazem parte da concepção de como o projeto deveria ser pensado. Acolher os animais, coloca-los em evidência e atrair pessoas para o local.

Como o foco principal da edificação é o controle de animais abandonados, uma grande área do projeto é voltada para a área da saúde. Dessa forma foi adotado um partido

arquitetônico caracterizado pela funcionalidade entre seus espaços, sendo adotado a malha de 1.20 x 1.20m que é largamente utilizada em projetos de estabelecimentos

de

saúde.

O

conceito de expor será extravasado com a permeabilidade visual na elevação

principal, gatis e canis. Para acolher os animais, foram pensados espaços que permitiam a interação entre eles, além da criação de espaços adequados para os abrigos e lazer. A implantação deve permitir ventilação nos ambientes, além da setorização entre o centro veterinário e a parte de abrigo, sendo este último dividido em canis e gatis separados.

Pensando nas possibilidades para atrair pessoas ao local, a edificação deverá ter elementos marcantes que a destaquem no entorno além de espaços que permitam feiras de adoção.

Algumas diretrizes influenciaram bastante no processo projetual, dentre elas estão as dimensões do terreno, ventilação e o fato de que o terreno possuía quatro testadas. Pensando na maior visibilidade do projeto a elevação principal será voltada para a maior via de circulação, a Av. Praia de Genipabu e em relação as dimensões do terreno, que além de permitir futuras ampliações deve inicialmente proporcionar um espaço como forma de atração para as pessoas.

54

6.3 Pré-Zoneamento e Evolução da Forma

A partir do programa de necessidades e da definição do partido, foi possível começar

a pensar a disposição dos espaços englobados pelo Centro Veterinário. Na figura 41

está esquematizado o funcionograma que expõe a relação pretendida para os diversos setores que a compõem.

Figura 40 - Funcionograma. N
Figura 40 - Funcionograma.
N

Fonte: Elaborado pela autor.

O Zoneamento de cada setor foi feito em conjunto ao estudo volumétrico: elaborou-se

uma maquete física do terreno e com blocos de tamanho proporcional ao pré- dimensionamento dos setores testou-se com as possibilidades de implantação. Nesta

55

fase foram realizados alguns testes com os blocos buscando permitir as características desejadas para o projeto. Além de croquis que ajudassem a visualizar detalhes pretendidos (Figura 42).

Figura 41 - Maquetes e Croqui do desenvolvimento.

42). Figura 41 - Maquetes e Croqui do desenvolvimento. Fonte: Acervo próprio. Desde o início definiu-se

Fonte: Acervo próprio.

Desde o início definiu-se que a entrada para a edificação seria pela Av. Praia de Genipabu e que antes do acesso da edificação teria um espaço que permitisse eventos como feiras de adoção e vacinação. Aos fundos do terreno, devido a existência de vegetações de médio e grande porte optou-se por destinar a área para a recreação de cachorros, equipando o espaço com mobiliários voltados ao uso deles. Este mesmo espaço posteriormente poderia ser utilizado ainda para uma possível ampliação. Dessa forma a implantação da edificação seria mais centralizada, permitindo a expansão da edificação para os fundos e reservando o espaço na frente do terreno para as feiras de adoção(Figura 43).

56

Figura 42 - Área escolhida para a implantação.

56 Figura 42 - Área escolhida para a implantação. Fonte: Elaborado pelo autor a partir de

Fonte: Elaborado pelo autor a partir de mapa do Google Earth.

Essa decisão impactou diretamente na forma final do projeto. A necessidade de estacionamento para o centro veterinário restringiu a largura do terreno para a implantação, visto que a criação dele dentro do lote limitaria os espaços da frente ou dos fundos, uma das soluções adotadas para contornar isso foi o estreitamento dos abrigos, e que criou uma ótima oportunidade de proporcionar movimentação na fachada

Outra modificação foi em relação a ventilação, inicialmente os abrigos ficariam para as fachadas sudoeste e posteriormente foram transferidos para a leste, evitando que os odores se dispersassem dentro do centro além de diminuir a carga térmica nas fachadas dos abrigos.

Inicialmente, a foi definido que a administração estaria localizada em um pavimento superior (Figura 44) enquanto todas as outras funções seriam desenvolvidas no pavimento térreo para facilitar o manuseio com os animais.

57

Figura 43 - Estudo volumétrico inicial.

57 Figura 43 - Estudo volumétrico inicial. Fonte: Elaborado pelo autor com o programa Revit. Posteriormente,

Fonte: Elaborado pelo autor com o programa Revit.

Posteriormente, uma sala multiuso foi adicionada ao pavimento superior para a realização de palestras educativas e a adoção de pavimento duplo na área de recepção resultando na forma final (Figura 45).

Figura 44 - Perspectiva da entrada da edificação.

final (Figura 45). Figura 44 - Perspectiva da entrada da edificação. Fonte: Elaborado pelo autor com

Fonte: Elaborado pelo autor com o programa Revit.

58

6.4 A Proposta Final

Na proposta final, a implantação (Figura 46) ocupou a parte central do terreno, a criação dos espaços externos pretendidos e vagas suficientes para os 1300m² construídos. O pavimento térreo corresponde a maior parte do programa de necessidades, além das setorizações já mencionadas, as soluções adotadas buscou evitar o cruzamento de animais sadios com animais saudáveis, os acessos de animais vadios recolhidos pelo centro será junto ao acesso para carga/descarga possuindo espaço específico para permanência antes dos exames, o setor de internação está localizado junto ao volume principal que comporta toda a área médica e os animais do abrigo foram distribuídos por toda a fachada oposta. Na figura a seguir é possível onde estes estão localizados no terreno assim como o fluxo dos animais.

Figura 45 - Implantação da edificação.

Praça para animais Centro Veterinário Espaço para feiras de adoção
Praça para animais
Centro Veterinário
Espaço para feiras
de adoção

Animais externosCentro Veterinário Espaço para feiras de adoção Animais vadios Internação Animais sadios Abrigo Fonte:

Animais vadiosEspaço para feiras de adoção Animais externos Internação Animais sadios Abrigo Fonte: Elaborado pelo

para feiras de adoção Animais externos Animais vadios Internação Animais sadios Abrigo Fonte: Elaborado pelo

Internaçãopara feiras de adoção Animais externos Animais vadios Animais sadios Abrigo Fonte: Elaborado pelo autor com

Animais sadiosfeiras de adoção Animais externos Animais vadios Internação Abrigo Fonte: Elaborado pelo autor com o programa

Animais externos Animais vadios Internação Animais sadios Abrigo Fonte: Elaborado pelo autor com o programa Revit.
Abrigo
Abrigo

Fonte: Elaborado pelo autor com o programa Revit.

59

Para a elaboração da proposta, foi considerado que o centro funcionaria apenas para

o controle populacional, dessa forma os consultórios servem apenas para a consulta

inicial antes da castração, para vacinação ou para consultas de animais dentro dos abrigos, não exercendo consultas para animais externos. A proposta é que o Centro seja um local que promova campanhas de castração gratuitas para animais domiciliados afim de diminuir o número de crias indesejáveis.

Para o controle dos animais sem proprietários, o centro disponibiliza um pequeno abrigo, promovendo feiras de adoção e educação ambiental. Este setor foi dimensionado para que apenas animais recolhidos pelo centro fossem abrigados, buscando com essa ação desestimular o abandono de animais no local.

O resultado foi um projeto que o principal foco está no controle da população animal

e por isso possui uma grande sala de cirurgias para castração, onde pode ser feitas

até três cirurgias simultâneas. A ideia de fazer uma única sala, em vez de separa-las foi decidida durante a visita ao Hospital Amigo Bicho, o veterinário responsável que acompanhou a visita sugeriu essa configuração que se assemelha as utilizadas em faculdades de veterinária.

60

7.

MEMORIAL DESCRITIVO

7.1

Estrutura

O

sistema construtivo utilizado no bloco central foi a de concreto armado em pilares e

vigas com laje convencional devido a existência do segundo pavimento e a necessidade de maior vedação dos ambientes em relação a cobertura. Nos outros ambientes, a utilização de alvenaria estrutural com cinta de amarração superior e inferior possibilitando a colocação das janelas altas sem a necessidade de vergas.

A cobertura principal será metálica, apoiada em pilares de concreto no interior do

edifício e pilares de aço cilíndrico no exterior. As vigas para distribuição dos esforços centrais serão de aço possibilitando maior vão no átrio central sem a presença de pilares. O tipo de telha usada será a sanduíche para todos os ambientes de utilização, com exceção nas áreas de depósitos e lixo, que será utilizada telhas de fibrocimento.

7.2 Calculo da Caixa d’água

Para o cálculo da caixa d’água foi considerado o centro com a capacidade máxima de alojamento e internação para os animais.

Foram considerados 77 animais (limite máximo de animais simultaneamente dentro do centro), com o consumo de 125 litros por dia (litros por animal em canil), totalizando 9625. A reserva de incêndio será de 20% do consumo diário, resultando em 1925 litros.

O total necessário para a caixa d’agua é de 19250litros.

Para o reservatório superior será destinado 2/5 = 7700+ reserva de incêndio = 11550

Para o reservatório inferior será destinado 3/5 = 11550

Como o volume de água necessário é alto, foi previsto a colocação de um castelo d’água de forma a criar um totem na entrada do edifício. Outra solução pensada porém não desenvolvida foi o reuso da água coletada na cobertura principal para a limpeza dos gatis e canis.

61

Figura 46- Ambientes e revestimentos.

 

AMBIENTE

PISO

PAREDE

TETO

 

RECEPÇÃO

GRANILITE

EPÓXI

X

CONSULTÓRIO

GRANILITE

EPÓXI

FORRO EM GESSO

AMBULATÓRIO

GRANILITE

EPÓXI

FORRO EM GESSO

ARQUIVO

GRANILITE

EPÓXI

X

LABORATÓRIO

GRANILITE

EPÓXI

FORRO EM GESSO

SALA DE NOVOS ANIMAIS

CERÂMICA

CERÂMICA

X

SALA DE PREPARO DOS ANIMAIS

GRANILITE

EPÓXI

FORRO EM GESSO

SALA DE

     

ANTISSEPSIA

GRANILITE

EPÓXI

FORRO EM GESSO

SALA CIRÚRGICA

GRANILITE

EPÓXI

FORRO EM GESSO

SALA DE

     

RECUPERAÇÃO

ANESTÉSICA

GRANILITE

EPÓXI

FORRO EM GESSO

LAVAGEM E

     

CENTRO VETERINÁRIOABRIGO

 

ESTERILIZAÇÃO DE

MATERIAIS

GRANILITE

EPÓXI

FORRO EM GESSO

LAVANDERIA

CERÂMICA

CERÂMICA

X

PREPARO DE

     

ALIMENTOS

CERÂMICA

CERÂMICA

X

DEPÓSITO RAÇÃO

CERÂMICA

CERÂMICA

X

DEPÓSITO/

     

ALMOXARIFADO

CERÂMICA

CERÂMICA

X

EXPURGO

GRANILITE

CERÂMICA

X

D.M.L

GRANILITE

CERÂMICA

X

ESTOCAGEM DE

     

MEDICAMENTOS

GRANILITE

EPÓXI

X

ABRIGO DE

     

RESÍDUOS

CERÂMICA

CERÂMICA

X

CONSERVAÇÃO DE

     

ANIMAIS MORTOS

CERÂMICA

CERÂMICA

X

DESCANÇO E

     

ALIMENTAÇÃO DOS

FUNCIONÁRIOS

GRANILITE

EPÓXI

FORRO EM GESSO

BWC PARA

     

FUNCIONÁRIOS

CERÂMICA

CERÂMICA

FORRO EM GESSO

INTERNAÇÃO

GRANILITE

CERÂMICA

FORRO EM GESSO

ISOLAMENTO

GRANILITE

CERÂMICA

FORRO EM GESSO

   

GATIS INDIVIDUAIS

CERÂMICA

CERÂMICA

X

CANIS INDIVIDUAIS

CERÂMICA

CERÂMICA

X

GATIS COLETIVOS

CERÂMICA

EPÓXI

X

CANIS COLETIVOS

CERÂMICA

EPÓXI

X

BANHO E TOSA

CERÂMICA

EPÓXI

X

EXERCÍCIO/PASSEIO

     
 

GATIL

X

ACRÍLICA

X

EXERCÍCIO/PASSEIO

     

CANIL

X

ACRÍLICA

X

EDUCAÇÃO

AMBIENTAL

SALA DE PALESTRAS

GRANILITE

EPÓXI

FORRO EM GESSO

SALA DE ADOÇÃO/ ENCONTRO

GRANILITE

EPÓXI

X

 

BWC PÚBLICO

CERÂMICA

CERÂMICA

FORRO EM GESSO

 

DIRETORIA

GRANILITE

EPÓXI

FORRO EM GESSO

ADMINISTRAÇÃO

WC DIRETORIA

GRANILITE

EPÓXI

FORRO EM GESSO

SECRETARIA

GRANILITE

EPÓXI

FORRO EM GESSO

SALA DE REUNIÕES

GRANILITE

EPÓXI

FORRO EM GESSO

MONITORAMENTO/

     

FISCALIZAÇÃO

GRANILITE

EPÓXI

FORRO EM GESSO

WC FUNCIONÁRIOS

GRANILITE

EPÓXI

FORRO EM GESSO

Fonte: Elaborado pelo autor.

Os materiais escolhidos foram indicações de normas e livros para uso em ambientes hospitalares.

62

As janelas serão de alumínio na cor preta assim como as portas externas. As portas internas serão de compensado revestidas com fórmica. O piso da área externa será de intertravados e nas paredes externas será utilizado pintura acrílica e revestimento texturizado.

63

8. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pensou-se neste TFG como forma de trabalhar em uma área de grande interesse pessoal e com um tema pouco usual mas que possui grande potencial futuro para desenvolvimento no meio profissional.

Um dos desafios encontrados na elaboração da proposta foi obter informações sobre legislações referentes a ambientes veterinários, a nova resolução do CFMV ajuda a elucidar melhor as questões inerentes ao projeto.

A escolha do software Revit para o desenvolvimento do projeto impossibilitou a conclusão de certas fases da elaboração como a parte do layout. A falta de configurações iniciais do programa, conhecido como template, e a escassez de

biblioteca principalmente no tema que se propõe este trabalho, resultaram em atrasos no cronograma. É possível verificar problemas na representação gráfica, como a de espessura de linhas das vistas, que são limitações do programa. Cabe salientar que

o programa embora ainda possua suas limitações, principalmente para áreas mais

específicas, como é o caso da arquitetura hospitalar, proporciona um resultado mais acurado com a realidade do que o AutoCAD.

Para este projeto, foi de imensa importância os estudos de referência realizados que proporcionaram o conhecimento da tipologia abordada e embasaram a definição do programa de necessidades e a adoção de diversas soluções projetuais para enfatizar

a adoção de animais. Estes estudos permitiram uma nova visão das ações possíveis para o controle populacional com ênfase ao bem-estar animal.

Acredito que os principais objetivos do trabalho foram alcançados, que foi compreender melhor as políticas públicas atuais para o controle de animais abandonados, demonstrando que os CCZ atuais não comportam as novas questões éticas em relação e estes. A proposta final enfatiza as necessidade da criação de um espaço atrativo, que permita a educação ambiental da comunidade aliada aos incentivos as castrações.

Por fim, ressalta-se a que é com muita satisfação que chego a esta etapa final do curso, além da oportunidade de realizar este trabalho, que concentra muitos de meus interesses e preocupações.

64

REFERÊNCIAS

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ANEXO I

RESOLUÇÃO Nº 1015, DE 9 DE NOVEMBRO DE 2012

Conceitua e estabelece condições para o funcionamento de estabelecimentos médicos veterinários, e dá outras providências.

O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA - CFMV -, no uso das atribuições que lhe confere a alínea “f” do art. 16 da Lei nº 5.517, de 23 de outubro de 1968, regulamentada pelo Decreto nº 64.704, de 17 de junho de 1969,

RESOLVE:

CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º O funcionamento de estabelecimentos médicos veterinários, as instalações e os equipamentos necessários aos atendimentos realizados ficam subordinados às condições e especificações da presente Resolução e demais dispositivos legais pertinentes.

Parágrafo único. Em se tratando de serviço especializado, deve ser atendido o que preceitua a Resolução CFMV nº 935, de 10 de dezembro de 2009, que dispõe sobre requisitos para exercício da especialidade.

CAPÍTULO II DOS ESTABELECIMENTOS MÉDICOS VETERINÁRIOS

Seção I Dos Hospitais Art. 2º Hospitais Veterinários são estabelecimentos capazes de assegurar assistência médica curativa e preventiva aos animais, de funcionamento obrigatório em período integral (24 horas), com a presença permanente e sob a responsabilidade técnica de médico veterinário.

Art. 3º São condições para o funcionamento de hospitais veterinários:

I - setor de atendimento:

a) sala de recepção;

b) consultório;

c) sala de ambulatório;

d) arquivo médico.

e) sala de vacinação

f) no caso de grandes animais a sala de vacinação será substituída por brete ou tronco de contenção.

II - setor cirúrgico:

a)

sala de preparo de pacientes;

b)

sala de antissepsia com pias de higienização;

c)

sala de lavagem e esterilização de materiais;

d)

unidade de recuperação anestésica;

1.

sistemas de aquecimento e monitorização do paciente;

2.

sistemas de provisão de oxigênio e ventilação mecânica;

3.

armário com chave para guarda de medicamentos e armário para descartáveis necessários a seu funcionamento.

4.

no caso dos medicamentos sujeitos a controle, será obrigatória a sua escrituração em livro apropriado, de guarda

do

Médico Veterinário responsável técnico e devidamente registrado na vigilância sanitária.

e)

sala cirúrgica:

1.

mesa cirúrgica impermeável, com bordas e dispositivo de drenagem e de fácil higienização;

2.

equipamentos para anestesia inalatória, com ventiladores mecânicos;

3.

equipamentos para monitorização anestésica;

4.

sistema de iluminação emergencial própria;

5.

desfibrilador;

6.

foco cirúrgico;

7.

instrumental para cirurgia, em qualidade e quantidade adequadas à rotina;

8.

bombas de infusão;

9.

aspirador cirúrgico.

10. mesas auxiliares.

III

- setor de internamento:

a)

mesa e pia de higienização;

b)

baias, boxes ou outras acomodações individuais e de isolamento compatíveis com os animais a elas destinadas,

de

fácil higienização, obedecidas as normas sanitárias municipais e/ou estaduais;

c)

local de isolamento para doenças infecto-contagiosas;

d)

armário para guarda de medicamentos e materiais descartáveis necessários a seu funcionamento.

IV

- setor de sustentação:

a)

lavanderia;

b)

local para preparo de alimentos;

c)

depósito/almoxarifado;

d)

instalações para repouso de plantonistas e funcionários;

e)

sanitários/vestiários compatíveis com o nº de funcionários;

f)

setor de estocagem de medicamentos e fármacos;

g)

conservação de animais mortos e restos de tecidos.

V

- setor auxiliar de diagnóstico:

a)

setor auxiliar de diagnostico próprio, conveniado ou terceirizado, realizados nas dependências ou fora do

hospital.

VI - equipamentos indispensáveis:

a) geladeira, com termômetro de máxima e mínima para manutenção exclusiva de vacinas, antígenos e outros

produtos biológicos;

b) dispositivos para lavagem, secagem e esterilização de materiais;

Parágrafo único. O hospital deverá manter convênio com empresa devidamente credenciada para recolhimento de cadáveres e lixo hospitalar.

Seção II Das Clínicas Veterinárias Art. 4º Clínicas veterinárias são estabelecimentos destinados ao atendimento de animais para consultas e tratamentos clínico-cirúrgicos, podendo ou não ter internamentos, sob a responsabilidade técnica e presença de médico veterinário.

§ 1º No caso de internamentos, é obrigatório manter no local um profissional médico veterinário e um auxiliar no período integral.

§ 2º Havendo internação apenas no período diurno, a clínica deverá manter Médico Veterinário e auxiliar durante todo o período de funcionamento do estabelecimento.

§ 3º Havendo atendimento cirúrgico a clínica deverá manter atendimento 24 horas e unidade de recuperação pós- anestésica.

§ 4º A opção de internação em período diurno ou integral e de atendimento cirúrgico deverá ser expressamente declarada por ocasião de seu registro no sistema CFMV/CRMVs.

Art. 5º São condições para funcionamento de clínicas veterinárias:

I - setor de atendimento:

a) sala de recepção;

b) consultório;

c) sala de ambulatório;

d) arquivo médico.

II - setor cirúrgico:

a) sala para preparo de pacientes;

b) sala de anti-sepsia com pias de higienização;

c) sala de lavagem e esterilização de materiais;

d) unidade de recuperação anestésica

1. sistemas de aquecimento e monitorização do paciente;

2. sistemas de provisão de oxigênio e ventilação mecânica.

3. armário para guarda de medicamentos e descartáveis necessários a seu funcionamento.

4. no caso dos medicamentos sujeitos a controle, será obrigatória a sua escrituração em livro apropriado, de guarda

do Médico Veterinário responsável técnico e devidamente registrado na vigilância sanitária.

e) sala cirúrgica:

1. mesa cirúrgica impermeável, com bordas e dispositivo de drenagem e de fácil higienização;

2. equipamentos para anestesia inalatória, com ventiladores mecânicos;

3. equipamentos para monitorização anestésica;

4. sistema de iluminação emergencial própria;

5. desfibrilador;

6. foco cirúrgico;

7. instrumental para cirurgia em qualidade e quantidade adequadas à rotina;

8. bombas de infusão;

9. aspirador cirúrgico;

10. mesas auxiliares.

III

- setor de internamento (opcional), deve dispor de:

a) mesa e pia de higienização;

b) baias, boxes ou outras acomodações individuais e de isolamento, com ralos individuais para as espécies destinadas e de fácil higienização, e com coleta diferenciada de lixo, obedecidas as normas sanitárias municipais e/ou estaduais;

c)

local de isolamento para doenças infecto-contagiosas;

d)

armário para guarda de medicamentos e descartáveis necessários a seu funcionamento.

e)

no caso dos medicamentos sujeitos a controle, será obrigatória a sua escrituração em livro apropriado, de guarda

do

Médico Veterinário responsável técnico e devidamente registrado na vigilância sanitária.

IV

- setor de sustentação:

a)

lavanderia;

b)

local para preparo de alimentos;

c)

depósito/almoxarifado;

d)

instalações para repouso de plantonistas e funcionários;

e)

sanitários/vestiários compatíveis com o nº de funcionários;

f)

setor de estocagem de medicamentos e drogas (fármacos);

g)

geladeira, com termômetro de máxima e mínima para manutenção exclusiva de vacinas, antígenos e outros

produtos biológicos;

h) conservação de animais mortos e/ou restos de tecidos.

Parágrafo único. A clínica deverá manter convênio com empresa devidamente credenciada para recolhimento de cadáveres e lixo hospitalar

Seção III Do Consultório e Ambulatório Médico Veterinário Art. 6º Consultórios veterinários são estabelecimentos de propriedade de médico veterinário, destinados ao ato básico de consulta clínica, curativos e vacinações de animais, sendo vedadas a realização de procedimentos anestésicos e/ou cirúrgicos e a internação.

Parágrafo único. Os Consultórios veterinários estão isentos de pagamento de taxa de inscrição e anuidade, embora obrigados ao registro no Conselho de Medicina Veterinária.

Art. 7º São condições de funcionamento dos consultórios dos médicos veterinários:

I - setor de atendimento:

a)

sala de recepção;

b)

mesa impermeável com bordas e dispositivo de drenagem e de fácil higienização;

c)

sala de atendimento;

d)

pias de higienização;

e)

arquivo médico;

f)

armários próprios para equipamentos e medicamentos.

II

- equipamentos necessários:

a)

geladeira, com termômetro de máxima e mínima para manutenção exclusiva de vacinas, antígenos e outros

produtos biológicos;

Parágrafo único. O consultório deverá manter convênio com empresa devidamente credenciada para recolhimento de cadáveres e lixo hospitalar.

Art. 8º Ambulatórios veterinários são as dependências de estabelecimentos comerciais, industriais, de recreação ou de ensino, onde são atendidos os animais pertencentes exclusivamente ao respectivo estabelecimento, para exame clínico e curativos, com acesso independente, vedadas a realização de procedimentos anestésicos e/ou cirúrgicos e a internação.

I - setor de atendimento:

a)

sala de recepção;

b)

mesa impermeável com bordas e dispositivo de drenagem e de fácil higienização;

c)

sala de atendimento;

d)

pias de higienização;

e)

arquivo médico;

f)

armários próprios para equipamentos e medicamentos.

II

- equipamentos necessários:

a)

geladeira, com termômetro de máxima e mínima para manutenção exclusiva de vacinas, antígenos e outros

produtos biológicos;

Parágrafo único. O ambulatório deverá manter convênio com empresa devidamente credenciada para recolhimento de cadáveres e lixo hospitalar

CAPÍTULO III DA UNIDADE DE TRANSPORTE E REMOÇÃO MÉDICO VETERINÁRIO E AMBULÂNCIA

Art. 9º Unidade de transporte e remoção é o veículo destinado unicamente a de remoção de animais que não necessitem de atendimento de urgência ou emergência. Sua utilização dispensa a necessidade da presença de um médico veterinário.

Art. 10. Ambulância veterinária é o veículo identificado como tal, cujos equipamentos, utilizados

obrigatoriamente por um profissional médico veterinário, permitam a aplicação de medidas de suporte básico ou avançado de vida, destinadas à estabilização e transporte de doentes que necessitem de atendimento de urgência

ou emergência.

§ 1º É condição fundamental para o funcionamento da unidade de transporte e remoção e da ambulância veterinária estarem vinculadas a um estabelecimento veterinário, sendo vedado seu uso como veículo móvel para realização

de atendimentos veterinários.

§ 2º A unidade de transporte e remoção e a ambulância veterinária somente poderão ter gravados o nome do

estabelecimento ao qual estejam vinculadas, logomarca, endereço, telefone, e a clara identificação “transporte de animais” ou “ambulância”.

§ 3º São equipamentos indispensáveis à ambulância veterinária:

I - sistema de maca com possibilidade de contenção e imobilização do paciente;

II - sistema de monitorização do paciente;

III - sistema para aplicação de fluidos;

IV - sistema de provisão de oxigênio e ventilação mecânica.

§ 4º A Unidade de transporte e remoção poderá prestar serviços de utilidade pública no transporte de animais em apoio à Saúde Animal, Saúde Pública, Pesquisa e Ensino Profissional.

§ 5º É terminantemente vedado a utilização da unidade de transporte e remoção e da ambulância veterinária para transporte de animais para serviços de banho e tosa.

Art. 11. O estabelecimento médico veterinário deve comunicar, por escrito, ao respectivo Conselho a implantação

da Unidade de transporte e remoção ou da ambulância veterinária, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias

antes do início dos serviços, contendo tal documento: marca, modelo cor, ano, placa, especificação completa dos equipamentos e gravações constantes do §2º do artigo 10.

Art. 12. Para fins de aplicação do presente artigo, são considerados estabelecimentos médicos veterinários:

hospitais veterinários, clínicas veterinárias, consultórios veterinários, estabelecimentos de ensino, pesquisa, outros órgãos públicos e privados que utilizem a Unidade Móvel de Atendimento Médico Veterinário.

CAPÍTULO III DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Seção I Das Penalidades Art. 13. Constitui falta grave, passível de multa, a utilização de unidade de transporte e remoção na função de ambulância veterinária ou o transporte de animais para serviços de banho e tosa em unidade de transporte e remoção ou ambulância veterinária.

§ 1º A multa será aplicada pelo respectivo Conselho Regional de Medicina Veterinária e deverá levar em conta o princípio de gradação da multa.

§ 2º Havendo reincidência, a multa será, de pelo menos, o dobro da multa anterior, não podendo ultrapassar o teto máximo.

Seção II Das Disposições Finais Art. 14. A reincidência só ocorrerá quando a prática ou omissão do ato for sobre o mesmo tipo de infração e quando não caiba mais recurso em Processo Administrativo.

Art. 15. Hospitais veterinários, clínicas veterinárias, consultórios veterinários podem conter dependências próprias e com acesso independente para comercialização de produtos para uso animal e prestação de serviços de estética para animais, desde que sejam regularmente inscritos na Junta Comercial ou Cartório de Registro de Títulos e Documentos.

Art. 16. Excepcionalmente os hospitais veterinários, clínicas veterinárias, consultórios veterinários e ambulatórios veterinários terão prazo de 180 dias após a publicação para se adequarem às exigências desta Resolução.

§ 1º Os hospitais veterinários, clínicas veterinárias, consultórios veterinários e ambulatórios veterinários que solicitarem ou forem intimados a se registrarem no Conselho, deverão obedecer as normas aqui estabelecidas.

§ 2º Os hospitais veterinários, clínicas veterinárias, consultórios veterinários e ambulatórios veterinários que estiverem funcionando irregularmente, serão incursos nas penalidades previstas nesta Resolução.

Art. 17. Toda atividade passível de terceirização poderá ser aceita, desde que cumpridos os dispositivos estabelecidos nesta Resolução, ou em outras que a substitua ou complemente, e legislação sanitária.

Art. 18. A presente Resolução entrará em vigor 6 (seis) meses após a sua publicação, revogando as disposições em contrário, especificamente a Resolução nº 670, de 10 de agosto de 2000, publicada no DOU nº 55-E, de 21/3/2001 (Seção 1, pg.88).

Méd.Vet. Benedito Fortes de Arruda Presidente CRMV-GO nº 0272

Méd.Vet. Antônio Felipe P. de F. Wouk Secretário-Geral CRMV-PR nº 0850