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Redação

Técnica
SEST – Serviço Social do Transporte
SENAT – Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte

Curso on-line – Redação Técnica – Brasília:


SEST/SENAT, 2016.

178 p. :il. – (EaD)

1. Redação técnica - língua portuguesa. 2. Linguagem


formal. I. Serviço Social do Transporte. II. Serviço
Nacional de Aprendizagem do Transporte. III. Título.

CDU 001.81

ead.sestsenat.org.br
Sumário
Apresentação 9

Módulo 1 11

Unidade 1 | A Importância da Expressão Escrita 12

1 Sobre a Comunicação Escrita 14

2 A Importância de Escrever Bem 15

3 A Importância da Leitura para a Expressão Escrita 16

3.1 Tipos de Leituras de Texto 17

3.2 Exercício de Leitura de Texto 18

3.3 Exemplos de Leitura a Partir do Texto 19

3.4 Outros Tipos de Leitura (Decodificação de Mensagens) 19

Atividades 21

Referências 23

Unidade 2 | Redação Discursiva – Parte 1 25

1 Tipos de Redação 27

2 Como Apresentar uma Redação Técnica Discursiva 27

3 Qualidades Fundamentais de uma Redação Técnica 28

4 Comparando Redação Técnica e Redação Literária 29

5 Exemplo de Texto Literário 29

6 Tipologia Textual 30

6.1 Tipos de Descrição 30

Atividades 32

Referências 34

Unidade 3 | Redação Discursiva – Parte 2 36

1 O Que É Redação Discursiva 38

1.1 Redação Discursiva Objetiva (Dissertação) 38

3
2 Argumentação 38

2.1 Tipos de Argumentação 39

2.1.1 Argumento Baseado na Estrutura da Realidade 39

2.1.2 Argumento Baseado no Consenso 40

2.1.3 Argumento Baseado em Fatos 40

2.1.4 Argumento Lógico 41

2.2 Exercício para Mentalizar os Tipos de Argumentação 41

Atividades 45

Referências 47

Unidade 4 | Progressão Discursiva: Dicas e Técnicas de Redação 49

1 Progressão Discursiva 51

1.1 Exemplos 51

2 Sugestões para Escrever Bem uma Dissertação 52

3 Técnica de Redação 54

Atividades 56

Referências 58

Módulo 2 60

Unidade 5 | Correspondência Oficial e seus Tipos 61

1 Correspondência 63

1.1 Correspondência Oficial 63

1.1.1 Tipos de Correspondência Oficial 64

2 Características da Redação Oficial 66

2.1 Sobre a Impessoalidade 67

2.2 Padrão Culto da Linguagem 68

2.3 Clareza e Concisão 69

Atividades 71

4
Referências 73

Unidade 6 | Formalidade e Padronização na Redação Oficial 75

1 Formalidade e Padronização 77

2 Pronomes de Tratamento 77

2.1 Concordância dos Pronomes de Tratamento 77

2.2 Emprego dos Pronomes de Tratamento 78

2.2.1 Vossa Excelência 78

2.2.2 Vossa Senhoria 81

2.2.3 Vossa Magnificência 82

2.2.4 Pronomes de Tratamento para a Hierarquia Eclesiástica 83

Atividades 85

Referências 87

Unidade 7 | Padrão Ofício 89

1 Sobre o Manual de Redação da Presidência da República e sua Revisão 91

2 O Padrão Ofício 92

2.1 Partes dos Documentos no Padrão Ofício 92

2.2 Tipo do Documento 93

2.3 Local e Data 93

2.4 Destinatário 93

2.5 Assunto 93

2.6 Texto 94

2.7 Fecho 95

2.8 Assinatura e Identificação do Signatário 95

Atividades 97

Referências 99

Módulo 3 101

5
Unidade 8 | Diagramação de Documentos e Comunicações Oficiais:
Apostila e Ata 102

1 Diagramação de Documentos no Padrão Ofício 104

2 Comunicações Oficiais 105

2.1 Apostila 105

2.1.1 Partes 106

2.2 Ata 106

2.2.1 Partes 107

Atividades 109

Referências 111

Unidade 9 | Comunicações Oficiais: Aviso e Certidão 113

1 Aviso 115

2 Certidão 116

2.1 Características 116

2.2 Finalidade 116

2.3 Tipos 116

2.4 Forma 117

Atividades 118

Referências 120

Unidade 10 | Comunicações Oficiais: Circular, Correio Eletrônico e Declaração 122

1 Circular 124

2 Correio Eletrônico em Comunicações Oficiais 124

2.1 Forma e Estrutura 124

2.2 Valor Documental 125

3 Declaração 125

Atividades 126

6
Referências 128

Unidade 11 | Comunicações Oficiais: Edital e Exposição de Motivos 130

1 Edital 132

1.1 Objetivo 132

1.2 Partes do Documento 132

2 Exposição de Motivos 133

2.1 Definição e Finalidades 133

2.2 Partes do Documento 133

2.3 Forma e Estrutura 134

Atividades 136

Referências 137

Módulo 4 139

Unidade 12 | Comunicações Oficiais: Fax, Memorando e Mensagem 140

1 Fax 142

2 Memorando 142

3 Mensagem 143

Atividades 145

Referências 146

Unidade 13 | Comunicações Oficiais: Ofício, Parecer e Requerimento 148

1 Ofício 150

2 Parecer 150

3 Requerimento 151

Atividades 154

Referências 155

Unidade 14 | Comunicações Oficiais: Portaria, Ordem de Serviço,


Procuração, Relatório e Telegrama 157

7
1 Portaria 159

2 Ordem de Serviço 160

3 Procuração 161

4 Relatório 161

5 Telegrama 162

Atividades 165

Referências 166

Unidade 15 | Diploma, Certificado e Currículo 168

1 Diploma 170

2 Certificado 170

3 Currículo 170

3.1 Exemplo de Currículo 171

Atividades 174

Referências 175

Gabarito 177

8
Apresentação

Prezado(a) aluno(a),

Seja bem-vindo(a) ao curso Redação Técnica!

Neste curso, você encontrará conceitos, situações extraídas do cotidiano e, ao final de


cada unidade, atividades para a fixação do conteúdo. No decorrer dos seus estudos,
você verá ícones que tem a finalidade de orientar seus estudos, estruturar o texto e
ajudar na compreensão do conteúdo.

O curso possui carga horária total de 60 horas e foi organizado em 15 unidades,


conforme a tabela a seguir.

Módulos Unidades Carga Horária


Unidade 1 | A Importância da Expressão
4h
Escrita
Unidade 2 | Redação Discursiva – Parte 1 4h
Módulo 1
Unidade 3 | Redação Discursiva – Parte 2 4h
Unidade 4 | Progressão Discursiva: Dicas e
4h
Técnicas de Redação
Unidade 5 | Correspondência Oficial e seus
4h
Tipos
Módulo 2 Unidade 6 | Formalidade e Padronização na
4h
Redação Oficial
Unidade 7 | Padrão Ofício 4h
Unidade 8 | Diagramação de Documentos e
4h
Comunicações Oficiais: Apostila e Ata
Unidade 9 | Comunicações Oficiais: Aviso e
4h
Certidão
Módulo 3
Unidade 10 | Comunicações Oficiais: Circular,
4h
Correio Eletrônico e Declaração
Unidade 11 | Comunicações Oficiais: Edital e
4h
Exposição de Motivos

9
Unidade 12 | Comunicações Oficiais: Fax,
4h
Memorando e Mensagem
Unidade 13 | Comunicações Oficiais: Ofício,
4h
Parecer e Requerimento
Módulo 4
Unidade 14 | Comunicações Oficiais: Portaria,
Ordem de Serviço, Procuração, Relatório e 4h
Telegrama
Unidade 15 | Diploma, Certificado e Currículo 4h

Fique atento! Para concluir o curso, você precisa:

a) navegar por todos os conteúdos e realizar todas as atividades previstas nas


“Aulas Interativas”;

b) responder à “Avaliação final” e obter nota mínima igual ou superior a 60;

c) responder à “Avaliação de Reação”; e

d) acessar o “Ambiente do Aluno” e emitir o seu certificado.

Este curso é autoinstrucional, ou seja, sem acompanhamento de tutor. Em caso de


dúvidas, entre em contato por e-mail no endereço eletrônico suporteead@sestsenat.
org.br.

Bons estudos!

10
Redação
Técnica

MÓDULO 1
UNIDADE 1 | A IMPORTÂNCIA DA
EXPRESSÃO ESCRITA

12
Unidade 1 | A Importância da Expressão Escrita

dd
O que você entende por comunicação? Você se comunica pela
escrita? Que tipo de escrita você normalmente pratica? Há
momentos em que você precisa escrever formalmente? Que
tipos formais de escrita você conhece?

Prepare-se para aproveitar bem esta unidade do curso! É certo que você terá ganhos, seja
em seus relacionamentos cotidianos, seja na ampliação das oportunidades profissionais!

Inicialmente, vamos ressaltar a importância da escrita como ferramenta indispensável de


comunicação, relacionando-a com os processos de leitura. Apresentaremos, ainda, alguns
dos diversos tipos de leitura possíveis para o mesmo produto textual e a forma de utilizá-
los na criação de um texto próprio.

13
1 Sobre a Comunicação Escrita

Se entendermos o termo sociedade como um agrupamento de pessoas que vivem


em estado de colaboração mútua, concluímos que o viver social só existe quando
há comunicação entre os integrantes do grupo. Isso porque só ficamos juntos se há
possibilidades de compartilhamento, seja de informações, ideias, conhecimentos, ou
de anseios, emoções e outros sentimentos e propósitos.

gg
Acesse o link a seguir e assista ao video sobre comunicação e
reflita sobre o poder das palavras.

https://www.youtube.com/watch?v=lkoH3IKPWyA

A todo momento nosso cérebro cria pensamentos que vagam pelas lembranças e pela
imaginação e, evidentemente, também se fixam nas situações e acontecimentos do
presente. E mais: o cérebro permanece em contínua elaboração de pensamentos que
julgam, fazem reflexões ou compõem raciocínios lógicos.

Comunicação é um processo que envolve a transmissão e


recepção de mensagens entre uma fonte emissora e um
destinatário receptor, no qual as informações, transmitidas por
intermédio de recursos físicos (fala, audição, visão...) ou de
aparelhos ou dispositivos técnicos, são codificadas na fonte e
decodificadas no destino com o uso de sistemas convencionados
de signos ou símbolos sonoros, escritos, iconográficos, gestuais
etc. (WIKICIONÁRIO, 2009)

hh
O ser humano, abastecido pela ininterrupta atividade mental,
interage com seu semelhante utilizando várias formas de
comunicação, sendo a escrita — conjunto de caracteres
composto por letras, algarismos, sinais de pontuação e outros
símbolos — um desses canais de expressão.

14
2 A Importância de Escrever Bem

A facilidade ou disposição de se comunicar é uma habilidade bastante valorizada no


convívio social. Ser bastante comunicativo na linguagem falada, ou mesmo na escrita,
pode indicar personalidade extrovertida, temperamento afável e convidativo.

Falar bem é qualidade especialmente percebida em pessoas carismáticas, envolventes,


comunicadores capazes de receber atenção, de granjear boa vontade e simpatia por
parte dos ouvintes.

E a necessidade da expressão escrita tomou proporções inéditas em nossas atuais


ações cotidianas devido à intensificação das trocas de mensagem via celulares e
outros equipamentos eletrônicos, e-mails, redes sociais etc. Todo mundo recebe ou
lê mensagens, e quer ou precisa respondê-las por escrito. Como consequência, nosso
nível de instrução, nossos conhecimentos adquiridos e formação cultural ficam, a todo
momento e lugar, francamente expostos.

hh
Como causar boa impressão ao escrever? A resposta está em
cultivar o hábito cotidiano da leitura e da prática constante de
escrita. Essas atitudes, aliadas a estudos sobre regras e normas
que estruturam a língua, garantem a interpretação correta de
textos e a eficiência na expressão escrita.

Passando ao mundo dos negócios – empresarial e profissional, é fácil constatar que


as melhores posições e cargos estão com bons comunicadores. Falar e escrever bem
são requisitos básicos para indivíduos que se sobressaem como líderes, capazes de
comandar e coordenar, que influenciam comportamentos e apresentam proposições
na busca dos objetivos.

Mas, embora escrever corretamente e com clareza seja muito relevante para a eficiência
produtiva e, portanto, bastante apreciado em entrevistas de trabalho, tal habilidade
não é facilmente encontrável nem mesmo entre executivos, conforme comprovam
pesquisadores americanos.

15
hh
Em ambientes de trabalho, usar corretamente e com adequação
tanto a linguagem escrita quanto a oral, e mesmo a visual e
gestual, constituem diferenciais positivos nos relacionamentos
com chefes, colegas e clientes.

Em qualquer área, sendo estudante ou profissional, você deve conhecer bem o seu
idioma, bem como suas respectivas normas de escrita, habilitando-se para produzir
textos concisos e bem elaborados, enfim, textos que exponham de forma clara seus
objetivos, pensamentos e intenções.

Sabe-se que muitos vestibulandos apresentam desempenho

bb
insuficiente em questões dissertativas, ainda que tenham
consideráveis conhecimentos sobre determinada matéria. Além
disso, as universidades mais concorridas do país aplicam provas
escritas além da redação, competência também exigida no
ENEM. A redação pode, facilmente, ser o motivo para uma
aprovação ou reprovação.

hh
Quanto mais preparado você estiver para transferir suas ideias e
seu conhecimento para o papel, melhores chances de sucesso
você terá em qualquer área de atuação pessoal ou profissional.

3 A Importância da Leitura para a Expressão Escrita

“[...] Como ler é um hábito raro entre nós, e a meninada chega


ao colégio achando o livro uma coisa quase esquisita, e a leitura
uma chatice, talvez ela precise ser seduzida: percebendo que ler
pode ser divertido, interessante, pode entusiasmar, distrair, dar
prazer. Eu sugiro crônicas, pois temos grandes cronistas no Brasil,
a começar por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, além dos
vivos como Veríssimo e tantos outros. Além disso, cada um deve

16
descobrir o que gosta de ler, e vai gostar, talvez, pela vida afora.
Não é preciso que todos amem os clássicos nem apreciem romance
ou poesia. Há quem goste de ler sobre esportes, explorações,
viagens, astronáutica ou astronomia, história, artes, computação,
seja o que for.” (LUFT, 2009)

Essa admirável colunista da revista Veja, Lya Luft, ainda nesse artigo, ressalta que a
leitura exercita nosso cérebro, deixando-nos poderosos e fortes como indivíduo,
curiosos e integrados com o mundo. Vamos seguir seus conselhos: ler muito, aprender
a gostar de ler — assim chegaremos à compreensão e leitura correta do entorno e
do contexto em que vivemos. Só então estaremos aptos a refletir, analisar, propor
mudanças, inovar, contribuir.

A expansão dos limites da leitura não favorece apenas o desempenho profissional do


indivíduo. Conduz também à compreensão de temas de interesse social, favorecendo
a análise e formação de opiniões críticas sobre os mais variados assuntos. Ainda, serve
de base e estímulo a atuações voltadas ao bem-estar coletivo e a melhorias do habitat.
Também, e principalmente para alguns, o prazer da leitura possibilita o usufruto das
preciosas e perenes obras de arte literárias.

3.1 Tipos de Leituras de Texto

Ao estudar um texto, praticamos vários tipos de leitura. Entre eles:

• Leitura exploratória – quando apreendemos informações específicas.

• Leitura analítica – quando comparamos e identificamos estilos, posições,


argumentos.

• Leitura hierarquizadora – quando classificamos os aspectos relevantes por


ordem de importância.

• Leitura de extrapolação – quando, com base no texto, concebemos nossas


próprias ideias.

17
Com o exposto, fica evidente a importância da leitura como facilitador da produção
textual, pois a partir de anotações referentes a uma leitura, podemos interpretar
informações, analisar argumentos e posições, atentar a aspectos relevantes, articular
pensamentos e ideias, comparar conhecimentos, exercitar nossa capacidade de síntese.

3.2 Exercício de Leitura de Texto

Texto — “A travessia mais perigosa da capital

A Avenida Marechal Tito, em São Miguel Paulista, na Zona Leste,


detém um título sinistro. Trata-se do local mais letal para pedestres
na capital, em relação ao número de mortos no trânsito. Segundo
a CET, em 2014 ocorreram onze mortes por atropelamento na via
de 7,6 quilômetros, ou 73% dos óbitos por acidentes de trânsito
registrados ali. O índice médio da cidade é de 30% a 50%. Na
esquina com a Rua Valdomiro Gonzaga Silva, a pavimentação está
destruída e não há sinalização. “Aqui foi sempre assim” reclama
a dona de casa Verônica Jesus, moradora do lugar há treze anos.
“Para atravessar, só correndo, porque vem carro de um lado e
ônibus do outro”, conta a vendedora Cristielaine Lucarelli, que diz
socorrer acidentados toda semana. A prefeitura afirma que vem
realizando intervenções de recuperação asfáltica e fará vistoria
para a implantação de faixas de pedestres. No mês passado, parte
da avenida teve a velocidade máxima reduzida de 50 para 40
quilômetros.”

(FARIAS; ÖBERG, 2015)

18
3.3 Exemplos de Leitura a Partir do Texto

Exploratória – Onze mortes por atropelamento em 2014 / via de 7,6 km / representa


73% dos óbitos por acidentes de trânsito no local / o índice médio desse tipo de óbito
é de 30 % a 50 % na cidade.

Analítica – A reportagem organiza os fatos em etapas sucessivas, logicamente


encadeadas, o que caracteriza uma redação discursiva; primeiramente, a reportagem
esclarece a qual travessia faz referência, depois, justifica o título por meio de dados
estatísticos e depoimentos e, por último, transmite as respostas, dos responsáveis
pela situação, sobre as ações em curso para uma possível solução do problema.

Hierarquizadora – A Avenida Marechal Tito, em São Miguel Paulista, na Zona Leste,


detém o título de local mais letal para pedestres da cidade de São Paulo.

De extrapolação – As intervenções generalizadas da prefeitura chegarão a esse local


específico?

3.4 Outros Tipos de Leitura (Decodificação de Mensagens)

São ainda possíveis outros tipos de “leitura”, como a leitura de:

a) Um ambiente: antigo ou novo, claro ou escuro, agradável ou sinistro;

b) Uma situação: harmoniosa ou estressante, esperada ou não, conhecida ou


inédita;

c) Uma imagem: descuidada ou perfeita, surpreendente ou comum, sutil ou


grosseira;

d) Uma pessoa: pela observação atenta de detalhes em suas maneiras de vestir,


agir, escolher.

Essas leituras poderão ser mais ou menos corretas, a depender da acuidade e da


sensibilidade do observador.

19
Aprender a escrever não é só aprender a pensar, como se tem

ff dito e redito; mas também – e principalmente – aprender a dizer


bem o que foi pensado.

E isto pode ensinar-se – mas ainda assim com renúncia a qualquer


dogmatismo e sem a camisa-de-força de fórmulas e receitas
fabricadas, que antes inibem, cerceiam e até anulam a livre
afirmação da personalidade do estudante.

Mais propriamente sugerir, estimular, apontar caminhos – numa


palavra: guiar. (LIMA; NETO, 1988, p. 11-15)

gg
Acesse o portal do Centro de Referência em Educação Mario
Covas, através do link a seguir, e confira excelentes textos sobre
leitura e literatura gratuitamente. Aprofunde-se!

http://www.crmariocovas.sp.gov.br/pol_l.php?t=001

Resumindo

A comunicação é um processo que envolve a transmissão e recepção de


mensagens, onde as informações são codificadas na fonte e decodificadas
no destino.

Usar corretamente as linguagens escrita e oral constituem diferenciais


positivos nos relacionamentos profissionais.

Os principais tipos de leitura de texto que devemos praticar são:


exploratória, analítica, hierarquizadora e de extrapolação.

20
Atividades

aa
1) Classifique como verdadeiro (V) ou falso (F).

a. ( ) Quem não gostava de ler quando criança nunca conseguirá


escrever nem mesmo a mais simples poesia.

b. ( ) O profissional que lê pouco escreve melhor, pois tem mais


tempo para praticar a escrita.

c. ( ) Boas leituras são transformadoras – podem diminuir


atitudes conformistas e incentivar ações voltadas ao bem-estar
da coletividade.

d. ( ) Não existe sociedade sem algum tipo de comunicação


entre seus integrantes.

2) Assinale verdadeiro (V) ou falso (F).

a. ( ) Um curso técnico nunca vai demandar habilidades em


leitura porque só lida com conhecimentos e ações práticas.

b. ( ) A um mecânico de carros, por exemplo, nunca é necessário


ler ou entender um manual de instruções, pois seu trabalho se
limita a percepções sonoras e visuais.

c. ( ) Expandir os limites de leitura gera crescimento pessoal e


profissional ao trabalhador.

d. ( ) Vivemos em um mercado muito competitivo onde falar e


escrever bem constituem diferenciais muito valorizados.

3) Com base no trecho extraído do artigo “Ler e escrever;


pensar e existir”, de Gustavo Ioschpe (1999):

Ler é fundamental. Não só por razões práticas — aumenta o


vocabulário, seu conhecimento geral, a capacidade de expressão
e a possibilidade de sucesso com as mulheres — mas
especialmente por despertar áreas adormecidas de seu cérebro.
Ler a boa leitura assim como entrar em contato com as artes
plásticas ou a música, ativa a imaginação, a capacidade de
abstração. Mas, mais importante, ler desenvolve a única
capacidade realmente importante nessa vida, que é a de
pensar.

21
Classifique como verdadeiro (V) ou falso (F).

a. ( ) Ler é fundamental principalmente porque desperta áreas


adormecidas do cérebro.

b. ( ) Ler a boa literatura ativa a imaginação e a capacidade de


abstração.

c. ( ) Ler desenvolve a capacidade de pensar.

d. ( ) Ler não melhora a nossa capacidade de expressão.

4) A respeito das leituras do texto “A travessia mais perigosa


da capital”, já transcrito nesta unidade, complete as
alternativas com os seguintes tipos de leitura: exploratória,
analítica, hierarquizadora, de extrapolação.

a. “A Avenida Marechal Tito é o local mais letal para pedestres na


capital” – leitura __________________.

b. “Em 2013 ocorreram onze mortes por atropelamento na via”


– leitura __________________.

c. “O texto começa explicando através de estatísticas o porquê


do título, depois expõe a situação vivida pelos usuários, e por
fim narra o que foi dito pela prefeitura, revelando uma sucessão
e um encadeamento lógico de ideias” – leitura
___________________.

d. “A referida área urbana recebe poucos cuidados por parte da


prefeitura” – leitura _________________.

22
Referências

ABL – ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Vocabulário Ortográfico da Língua


Portuguesa. 5. ed. Rio de Janeiro: Global, 2009.

ALENCAR, José de. Senhora. São Paulo: KlicK, 1997.

ANTUNES, Irandé. Lutar com palavras: coesão e coerência. São Paulo: Parábola
Editorial, 2005.

BECHARA, Evanildo. O que muda com o novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro:
Lucerna, 2004.

BELTRÃO, Mariúsa; BELTRÃO, Odacir. Correspondência: linguagem & comunicação:


oficial, comercial, bancária, particular. 19. Ed. São Paulo: Ática, 2004.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília,


1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/
constituicaocompilado.htm>. Acesso em: 31 ago. 2016.

_______. Manual de redação da Presidência da República. 2. ed. rev. e atual. Brasília,


2002. Disponível em: <http://www4.planalto.gov.br/centrodeestudos/assuntos/
manual-de-redacao-da-presidencia-da-republica/manual-de-redacao.pdf>. Acesso em:
31 ago. 2016.

CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Linguística. 9. Ed. Brasília: UNESP, 2002.

CASTRO, Cláudio de Moura. A Grande Heresia do Simples. Revista Veja, São Paulo, ed.
2448, a. 48, n. 42, abr. 2015.

CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: linguagem,


gramática e redação, v. 1. 2. ed. São Paulo: Atual, 1994.

CRE MARIO COVAS – Centro de Referência em Educação. Leitura e Literatura. Portal da


internet, 2016. Disponível em: <http://www.crmariocovas.sp.gov.br/lei_l.php?t=001>.
Acesso em: 31 ago. 2016.

FARIAS, Adriana; ÖBERG, Bárbara. Encruzilhada Perigosa. Revista Veja, São Paulo, a.
48, n. 43, p. 42, abr. 2015.

23
FERREIRA, Reinaldo M. Correspondência comercial e oficial. São Paulo: Ática, 1984.

FIORIN, J. L.; SAVIOLI, F. P. Para entender o texto — leitura e redação. 6. Ed. São
Paulo: Ática, 1998.

GARRET, A. Viagens na Minha Terra. São Paulo: Ediouro, 1997.

HAUN, G. A. Alto Consumo x Sustentabilidade. Blog, 2012. Disponível em: <http://


oblogderedacao.blogspot.com.br/2012/11/exemplo-de-dissertacao-argumentativa.
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HOUAISS, A. (Org.). Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro:


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IOSCHPE, G. Ler e escrever; pensar e existir. Folha de S. Paulo, Folhateen, São Paulo, 1
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htm>. Acesso em: 12 nov. 2015.

LUFT, L. Brasileiro não gosta de ler? Revista Veja, São Paulo, ed. 2125, 12 ago. 2009.
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx>. Acesso em: 11 nov.
2015.

MARQUES, J. Rompimento de barragens em MG deixa cidade sob lama. Folha de S.


Paulo, São Paulo, 6 nov. 2015.

MARTINO, A. Português Esquematizado: gramática, interpretação de texto, redação


oficial, redação discursiva. São Paulo: Saraiva, 2012.

MOUTINHO, E. Texto científico/texto técnico. Portal da internet, 2005. Disponível


em: <https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/texto-cientificotexto-
tecnico/14204>. Acesso em: 28 mar. 2017.

ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração Universal Dos Direitos


Humanos. Paris, 1948. Disponível em: <http://www.dudh.org.br/wp-content/
uploads/2014/12/ dudh.pdf>. Acesso em: 31 ago. 2016.

ROCHA LIMA, C. H.; BARBADINHO NETO, R. Manual de Redação. 5. ed. Rio de Janeiro:
FAE, 1994.

24
UNIDADE 2 | REDAÇÃO
DISCURSIVA – PARTE 1

25
Unidade 2 | Redação Discursiva – Parte 1

dd
Muitas vezes, na produção de um texto que vai ser avaliado,
surgem algumas dúvidas básicas do tipo: é preciso colocar o
título? Como posso corrigir meu erro se não existem chances de
refazer o trabalho? Que aspectos são analisados em uma
redação? Que tipo de texto deve ser apresentado? Quais
desacertos são considerados “fatais”?

Reflita sobre essas questões e tente responde-las ao fim desta unidade.

Nesta unidade, teremos como missão fornecer-lhe dicas sobre a forma de apresentar sua
redação, bem como trazer esclarecimentos a respeito das características textuais. Vamos
conceituar redação, suas variantes e comentar tipologias textuais.

26
1 Tipos de Redação

hh
Redação é a expressão por meio da escrita daquilo que
concebemos e queremos externar.

Seus tipos são:

• Redação técnica é redigir com observância a um conjunto de procedimentos,


ordens e métodos estabelecidos.

• Redação técnica discursiva é uma dissertação através do qual escrevemos e


argumentamos a respeito de um tema específico.

• Redação oficial é uma redação técnica com observância rigorosa às regras


instituídas pelo Poder Público para a redação dos atos normativos e outras
comunicações oficiais.

• Redação literária é escrever sem as limitações da objetividade, usar figuras de


linguagem, aspectos estéticos e tom emotivo ou pessoal.

hh
Assista a uma excelente aula de redação exibida pela TV Cultura
através do link a seguir, e aproveite para relembrar ou aprender
um pouco mais sobre os tipos de textos de redação.

https://www.youtube.com/watch?v=l5nrcc_RYBQ

2 Como Apresentar uma Redação Técnica Discursiva

A seguir, vamos conceituar alguns termos a respeito da apresentação de uma redação


ou texto discursivo.

27
Título: Não coloque título, a menos que haja uma solicitação expressa. Se for pedido,
somente sua primeira letra deve ser maiúscula. Não destaque o título com traços mais
grossos nem o sublinhe. Evite títulos longos.

Letra: Pode ser de qualquer tipo e usar um ou mais tipos no mesmo texto — cursivo,
de imprensa, de forma etc. A única exigência é a legibilidade, ou seja, deve estar bem
feita.

Linha: Não pule linha ao mudar de parágrafo. Nunca escreva fora do espaço apropriado
como, por exemplo, fora da margem da folha. Sempre obedeça aos números mínimo e
máximo de linhas estipuladas.

Correção: Se cometer algum erro ao passar sua redação a limpo, faça somente um
traço simples sobre o erro ou palavra errada e, em seguida, escreva corretamente.

Parágrafo: Todos os parágrafos devem ser marcados com espaço, e sempre no mesmo
alinhamento. Caso precise dividir uma palavra e não haja espaço para o hífen, você
pode sublinhar a última sílaba da primeira parte da palavra dividida.

3 Qualidades Fundamentais de uma Redação Técnica

hh
Clareza, concisão e correção são as qualidades indispensáveis a
qualquer texto técnico.

• Clareza: propicia que se comunique o pensamento, finalidade primeira da


linguagem. Quanto mais nítida for a mensagem, mais eficiente ela será.

• Concisão: é a qualidade que faz diminuir a quantidade de palavras, sem prejuízo


da comunicação eficiente.

• Correção: é adotar a norma culta de linguagem, com sua correção gramatical,


como instrumento geral de comunicação, de forma a estabelecer um padrão
único de linguagem diante da diversidade decorrente de fatores individuais,
sociais, temporais e geográficos.

28
4 Comparando Redação Técnica e Redação Literária

a) Quanto à clareza:

• Redação técnica: usa a linguagem denotativa (palavras utilizadas em seu sentido


original), com vocabulário preciso.

• Redação literária: usa vocabulário subjetivo, possibilitando múltiplas de


interpretações.

b) Quanto à concisão:

• Redação técnica: caracteriza-se pela objetividade, fundamentando-se em dados


concretos.

• Redação literária: demonstra apego a aspectos estéticos da linguagem, podendo


empregar as funções poética, metalinguística (descrevendo ou falando sobre a
própria linguagem ou outra) e emotiva, e revelar a subjetividade por parte do
emissor.

c) Quanto à correção:

• Ambas se pautam pela observância às regras vigentes da norma culta da língua


portuguesa.

5 Exemplo de Texto Literário

“[...] Se aquela de quem tanto gostava o rapaz estaria no baile; se


lhe concederia a contradança predileta, a quarta, que se reserva
para o escolhido, pela razão não somente de ser a infalível, como
de dançar-se no momento da maior animação; se o Fernandinho
conseguiria enfim dar-lhe a entender sua paixão, e como receberia
a moça essa declaração; tais eram as graves preocupações dessas
três criaturas, que privadas de toda a distração, trabalhavam à luz
da candeia para ganhar uma parte do necessário.”

29
(Trecho do romance Senhora, de José de Alencar, 1874)

6 Tipologia Textual

hh
São três os tipos básicos de texto: descritivo, narrativo e
dissertativo.

• Descrição: relata o que vemos e sentimos.

• Narração: relata acontecimentos, situando personagens no tempo e no espaço.

• Dissertação: expõe ideias, pontos de vista, proposições, através de argumentos e


raciocínios baseados em leituras, abstrações e outras experiências.

6.1 Tipos de Descrição

A descrição pode ser:

a) objetiva

ex.: Meu cãozinho é peludo.

b) subjetiva

ex.: Meu cãozinho é fofo.

gg
Acesse o link a seguir e conheça mais sobre outros tipos de
textos, como por exemplo a diferença entre texto literário e
texto técnico. Confira!

http://brasilescola.uol.com.br/redacao/diferencas-entre-
redacao-tecnica-literaria.htm

30
A redação técnica discursiva ou dissertação (texto temático) é a

ff tipologia mais solicitada em concursos e outras provas e testes.


Isso porque possibilita avaliar a habilidade, por parte do
estudante ou candidato, em organizar ideias em torno do
assunto proposto.

Resumindo

Redigir com eficiência pressupõe habilidades como o conhecimento das


características exigidas quanto à estruturação dos textos e formas de
apresentação, além do uso de padrão culto da linguagem.

Redação é a expressão por meio da escrita daquilo que concebemos e


queremos externar.

Clareza, concisão e correção são as qualidades indispensáveis a qualquer


texto técnico.

31
Atividades

aa
1) O seguinte texto foi extraído de um manual de instruções
para uso de panela de pressão, na parte sobre cuidados e
advertências.

Nunca efetue modificações ou adaptações nas válvulas de


segurança e demais componentes e sempre utilize peças de
reposição originais correspondentes ao modelo de sua panela.
O uso de peças não originais poderá ocasionar mau
funcionamento do produto, além de acarretar a perda da
garantia contratual. Esta orientação é extremamente importante
para que acidentes sejam evitados.

Assinale as características do texto do manual.

a. ( ) Clareza

b. ( ) Subjetividade

c. ( ) Correção de linguagem

d. ( ) Concisão

2) Sobre o mesmo texto da questão anterior, classifique


como verdadeiro (V) ou falso (F).

a. ( ) Trata-se de um texto técnico.

b. ( ) É uma narração porque conta uma história.

c. ( ) É uma dissertação porque expõe ideias (instruções) e


argumentos baseados em experiências.

d. ( ) É uma descrição porque descreve um acidente sério com


a panela.

3) Ainda sobre o texto do manual de uso da panela de pressão,


classifique como verdadeiro (V) ou falso (F) as alternativas a
seguir.

32
a. ( ) O texto é uma redação literária, assim como poesias e
romances.

b. ( ) O texto é uma redação técnica que usa linguagem


denotativa.

c. ( ) O texto é uma redação porque transmite, através da


expressão escrita, a mensagem que um emissor (fabricante)
deseja passar ao receptor (cliente).

d. ( ) O texto é uma dissertação que tem as qualidades


essenciais a uma redação técnica: clareza, concisão e correção.

4) Classifique como verdadeiro (V) ou falso (F).

a. ( ) Uma redação técnica discursiva eficiente deve apresentar


introdução, desenvolvimento e conclusão.

b. ( ) As mensagens transmitidas entre órgãos governamentais


são redações técnicas oficiais.

c. ( ) Qualquer formato é aceitável nas correspondências


oficiais, desde que sem erros de ortografia.

d. ( ) Histórias infantis devem ser escritas somente no formato


de dissertação.

33
Referências

ABL – ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Vocabulário Ortográfico da Língua


Portuguesa. 5. ed. Rio de Janeiro: Global, 2009.

ALENCAR, José de. Senhora. São Paulo: KlicK, 1997.

ANTUNES, Irandé. Lutar com palavras: coesão e coerência. São Paulo: Parábola
Editorial, 2005.

BECHARA, Evanildo. O que muda com o novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro:
Lucerna, 2004.

BELTRÃO, Mariúsa; BELTRÃO, Odacir. Correspondência: linguagem & comunicação:


oficial, comercial, bancária, particular. 19. Ed. São Paulo: Ática, 2004.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília,


1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/
constituicaocompilado.htm>. Acesso em: 31 ago. 2016.

_______. Manual de redação da Presidência da República. 2. ed. rev. e atual. Brasília,


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manual-de-redacao-da-presidencia-da-republica/manual-de-redacao.pdf>. Acesso em:
31 ago. 2016.

CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Linguística. 9. Ed. Brasília: UNESP, 2002.

CASTRO, Cláudio de Moura. A Grande Heresia do Simples. Revista Veja, São Paulo, ed.
2448, a. 48, n. 42, abr. 2015.

CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: linguagem,


gramática e redação, v. 1. 2. ed. São Paulo: Atual, 1994.

CRE MARIO COVAS – Centro de Referência em Educação. Leitura e Literatura. Portal da


internet, 2016. Disponível em: <http://www.crmariocovas.sp.gov.br/lei_l.php?t=001>.
Acesso em: 31 ago. 2016.

FARIAS, Adriana; ÖBERG, Bárbara. Encruzilhada Perigosa. Revista Veja, São Paulo, a.
48, n. 43, p. 42, abr. 2015.

34
FERREIRA, Reinaldo M. Correspondência comercial e oficial. São Paulo: Ática, 1984.

FIORIN, J. L.; SAVIOLI, F. P. Para entender o texto — leitura e redação. 6. Ed. São
Paulo: Ática, 1998.

GARRET, A. Viagens na Minha Terra. São Paulo: Ediouro, 1997.

HAUN, G. A. Alto Consumo x Sustentabilidade. Blog, 2012. Disponível em: <http://


oblogderedacao.blogspot.com.br/2012/11/exemplo-de-dissertacao-argumentativa.
html>. Acesso em: 12 nov. 2015.

HOUAISS, A. (Org.). Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro:


Objetiva, 2009.

IOSCHPE, G. Ler e escrever; pensar e existir. Folha de S. Paulo, Folhateen, São Paulo, 1
mar. 1999. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm01039921.
htm>. Acesso em: 12 nov. 2015.

LUFT, L. Brasileiro não gosta de ler? Revista Veja, São Paulo, ed. 2125, 12 ago. 2009.
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx>. Acesso em: 11 nov.
2015.

MARQUES, J. Rompimento de barragens em MG deixa cidade sob lama. Folha de S.


Paulo, São Paulo, 6 nov. 2015.

MARTINO, A. Português Esquematizado: gramática, interpretação de texto, redação


oficial, redação discursiva. São Paulo: Saraiva, 2012.

MOUTINHO, E. Texto científico/texto técnico. Portal da internet, 2005. Disponível


em: <https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/texto-cientificotexto-
tecnico/14204>. Acesso em: 28 mar. 2017.

ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração Universal Dos Direitos


Humanos. Paris, 1948. Disponível em: <http://www.dudh.org.br/wp-content/
uploads/2014/12/ dudh.pdf>. Acesso em: 31 ago. 2016.

ROCHA LIMA, C. H.; BARBADINHO NETO, R. Manual de Redação. 5. ed. Rio de Janeiro:
FAE, 1994.

35
UNIDADE 3 | REDAÇÃO
DISCURSIVA – PARTE 2

36
Unidade 3 | Redação Discursiva – Parte 2

dd
Como escrever de modo a persuadir o leitor a favor de minhas
ideias? Quais as características necessárias ao texto que tem
como propósito o convencimento? Como provar que minhas
sugestões são boas para uma empresa, por exemplo?

É comum surgirem as dúvidas faladas acima, mesmo por parte de pessoas muito
autoconfiantes e cujos anseios são reconhecidamente dignos de aprovação e merecimento.

Nesta unidade, vamos tornar claros os recursos argumentativos que podem ser utilizados
em uma redação para atingir sua finalidade. O conhecimento sobre o tema facilitará a
produção de textos com estrutura organizada, argumentos eficientes e proposições bem-
sucedidas.

37
1 O Que É Redação Discursiva

A redação discursiva – ou dissertação – compõe-se de três


partes: introdução, desenvolvimento e conclusão, nas quais se
expõem os conhecimentos adquiridos sobre certo assunto
proposto, usam-se argumentos em favor de uma tese, e se busca
o convencimento do leitor. O sucesso da empreitada será
facilitado se o texto se mostrar claro, fundamentado e coeso.

1.1 Redação Discursiva Objetiva (Dissertação)

Podemos expressar uma ideia de dois modos:

a) de modo objetivo: com a intenção de convencer o leitor;

b) de modo subjetivo: sem nenhuma intenção.

Uma dissertação objetiva tem o propósito de fazer com que o leitor aceite as ideias
do escritor. Vale-se de recursos argumentativos, como a exposição de provas, para
convencer ou persuadir o leitor.

2 Argumentação

Argumentar é apresentar fatos, ideias, razões lógicas, provas


etc. que comprovem uma afirmação, uma tese.

(HOUAISS, 2009)

38
A palavra argumentação vem do latim argumentum, em que o tema argu- significa fazer
brilhar, fazer cintilar. Então, argumento é tudo aquilo que ressalta, um procedimento
linguístico que tem o intuito de fazer aceitar, persuadir, levar a crer uma ideia.

2.1 Tipos de Argumentação

hh
As bases da argumentação podem estar:

a) na estrutura da realidade;

b) no consenso;

c) em fatos; e

d) no raciocínio lógico.

2.1.1 Argumento Baseado na Estrutura da Realidade

Usa-se as relações “de causa e efeito” ou “de pessoa e ato”.

Em relações “de causa e efeito”, empregamos argumentos trazidos da estrutura da


realidade. Em relações “de pessoa e ato”, os argumentos são de autoridade. Nesta
última, utiliza-se a reputação ou o prestígio de um indivíduo em dado domínio. Além
disso, citam-se pontos de vista de um autor reconhecido, em artigos de revista ou
jornal, ou em certo campo da experiência, como meio de prova para alguma tese.

Exemplos:

• Um esforço concentrado por parte dos atletas pode levar a equipe às medalhas
de ouro do campeonato (causa e efeito).

39
• As linhas e cores do mapa mostravam a realização dos grandes sonhos épicos,
disse G. H. Grosvenor, da National Geographic, em 1888 (pessoa e ato).

• A ANS prorrogou o prazo de portabilidade para os clientes da Unimed paulistana


para atender às reclamações, conforme noticiou a Folha de S. Paulo (pessoa e
ato).

2.1.2 Argumento Baseado no Consenso

É o argumento que todo mundo aceita, seja como verdade universal, seja como axioma.

Axiomas são verdades inquestionáveis, universalmente válidas,


muitas vezes utilizadas como princípios na construção de uma
teoria ou como base para uma argumentação.

Exemplos:

Criança que estuda pode ter um futuro promissor.

Para voar é preciso vencer a força de gravidade.

2.1.3 Argumento Baseado em Fatos

É o argumento apoiado em elementos da realidade.

Exemplo: A professora Joana deve ser muito competente, pois todos os seus alunos
foram aprovados com notas acima da média.

Podemos trabalhar com:

• um exemplo (1) – do fato particular para uma tese geral; ou

• uma ilustração (2) – do geral para um caso particular.

40
Exemplos:

(1) Sempre que vamos à feira de domingo, perto do meio-dia, logo antes do término,
encontramos muita fruta e verdura barata. Final de feira é bom para economizar.

(2) Sem estrutura sanitária não há saúde. Marlene vive doente, tem febre e dores
de garganta com frequência, moradora que é daquela área próxima ao lixão.

2.1.4 Argumento Lógico

Utiliza a estrutura dos raciocínios lógicos formais.

Exemplo:

(1) Gosto de crianças, tenho disposição para lidar com elas, interesso-me pelos seus
assuntos, trato-as com atenção e carinho, logo, tenho o respeito das mães como
professora da escolinha.

2.2 Exercício para Mentalizar os Tipos de Argumentação

a) Leia o texto “A Grande Heresia do Simples”, de Cláudio de Moura Castro (2015),


transcrito na íntegra a seguir.

Em seu livro “Tristes Trópicos”, Lévi-Strauss descreve os seus colegas brasileiros:

“Qualquer que fosse o campo do saber, só a teoria mais recente


merecia ser considerada. (…) Nunca liam as obras originais e
mostravam um entusiasmo permanente pelos novos pratos. (…)
Partilhar uma teoria conhecida era o mesmo que usar um vestido
pela segunda vez, corria-se o risco de um vexame”.

Cultivamos essa paixão pelas navegações intergalácticas e pelo


modismo. Assim, acaba tudo muito complicado, inclusive na
educação. Ouso arrostar a cultura nacional. Cometo a Grande

41
Heresia do Simples: tento demonstrar que a educação brasileira
precisa de um “feijão com arroz” benfeito, nada mirabolante, nada
nos espaços siderais. Vejamos a receita que deu certo alhures.

A escola precisa de metas. E que sejam poucas, claras, estáveis e


compartilhadas. Se cada um rema para o seu lado, o barco fica à
deriva.

A escola tem a cara do diretor, o principal responsável pela criação


de um ambiente estimulante e produtivo. Daí o extremo cuidado
na sua escolha. Eleição por professores não será pior que indicação
política? E, uma vez escolhido, o diretor precisa de autonomia, de
par com cobrança firme do que for combinado.

Boa gestão é essencial. Nem empresas, nem paróquias, nem


escolas se administram sem dominar os princípios e técnicas
apropriados. Ademais, as secretarias não devem atrapalhar,
criando burocracias infinitas.

O professor tem de dominar o assunto que vai ensinar e saber


como dar aula. Infelizmente, as faculdades de educação acham
isso irrelevante.

Prêmios e penalidades. De alguma forma, o bom desempenho do


professor deve ser recompensado. E, se falhar, que venham os
puxões de orelha. Por que a atividade mais crítica para o futuro
do país é uma das poucas em que prevalece a impunidade.

Ensinou a teoria ou o princípio? Então, que sejam aplicados em


problemas práticos e realistas. Diz a ciência cognitiva que sem
aplicar não se aprende. Nova ideia? Então mostre sua conexão com
alguma coisa que o aluno já sabe. Isso se chama “contextualizar”.
Pelo menos, que não se ensine nada sem mostrar para que serve.
Se o professor não sabe, como pode suceder na matemática, é
melhor não ensinar. É preciso ensinar menos, para os alunos
aprenderem mais. O tsunami curricular impede que se aprenda o
que quer que seja. Ouve-se falar de tudo, mas não se domina nada.
E como só gostamos do que entendemos, no ritmo vertiginoso

42
em que disparam os assuntos, não é possível gostar e, portanto,
aprender o que quer que seja.

Valores e cidadania se aprendem na escola, tanto quanto a


matéria ensinada. Só que não no currículo ou em sermões, mas na
forma pela qual a escola funciona. Escola tolerante e justa ensina
essas virtudes. Aprende-se pelo exemplo da própria escola e dos
professores. Tão simples quanto isso. Com bagunça na aula não se
aprende. Foi o que disseram os próprios alunos, em uma pesquisa
do Instituto Positivo (confirmada por outros estudos). A escola
precisa enfrentar com firmeza a assombração da indisciplina.

Sem avaliação, a escola faz voo cego. Nossos sistemas de


avaliação são excelentes. Mas ainda são pouco usados, seja pelos
professores, pela escola ou pelas secretarias. É pena.

A tecnologia pode ajudar, não há boas razões para desdenhá-la.


Mostra o Pisa: na mão dos alunos, produz bons resultados. Mas
não é uma ferramenta para alavancar mudanças. Escola travada
não vai mudar com computadores, tablets ou smartphones. Pior,
dentro da escola, escoam-se décadas e ela continua um elefante
branco, incapaz de promover avanços na qualidade. E aos pais
cabe vigiar. Conforme o caso, apoiando ou cobrando.

O currículo é ler com fluência, entender o lido, escrever


corretamente, usar regra de três, calcular áreas, volumes e um
juro simples, ler gráficos e tabelas… Só depois de dominado isso
podemos ir para as guerras púnicas, derivadas e integrais, reis da
França, afluentes do Amazonas e a infinidade de bichinhos do
livro de biologia.

Onde está a complicação? Fazer bem o “feijão com arroz” seria


uma revolução no nosso ensino. Mas, para muitos, o simples é a
Grande Heresia. (CASTRO, 2015)

b) O texto “A Grande Heresia do Simples” é uma dissertação objetiva em que


abundam argumentos de todo tipo para convencimento do leitor. Podemos
classificar alguns argumentos (numerados no texto) da seguinte maneira:

43
(1) Argumento baseado no consenso;

(2) Argumento baseado em fatos (exemplo);

(3) Argumento baseado em fatos (ilustração);

(4) Argumento baseado na estrutura da realidade; e

(5) Argumento lógico.

gg
Acesse o link a seguir e confira um exemplo de redação
dissertativo-argumentativa. Vale a pena!

http://brasilescola.uol.com.br/redacao/diferencas-entre-
redacao-tecnica-literaria.htm

Resumindo

Uma dissertação constitui-se de três partes: introdução, desenvolvimento


e conclusão.

Quando se tem como objetivo convencer o leitor a aceitar determinada


tese, são utilizados métodos argumentativos que podem ser identificados
e classificados.

Para ser bem-sucedida, além de apresentar bons argumentos, a redação


técnica discursiva deve ter clareza e coesão.

44
Atividades

aa
1) Assinale a única afirmativa incorreta.

a. ( ) A dissertação subjetiva não tem a intenção de persuadir o


leitor.

b. ( ) A dissertação objetiva utiliza argumentos para convencer


ou persuadir o leitor.

c. ( ) Argumentar é apresentar fatos, provas, ideias, razões


lógicas etc., que comprovem uma afirmação, uma tese.

d. ( ) Basta que o texto traga pelo menos dois argumentos para


o leitor ser convencido. A clareza e a correção não influenciam
nesse processo.

2) Assinale a única afirmativa correta.

a. ( ) Todos os argumentos devem ser baseados em


acontecimentos vividos pelo autor.

b. ( ) Argumento baseado no consenso é aquele que utiliza


raciocínio lógico.

c. ( ) Argumentar é fornecer razões para o leitor aceitar a tese


ou a visão do escritor sobre um tema.

d. ( ) A finalidade da argumentação é levar o autor à fama a


qualquer custo.

3) Sobre o texto “A Grande Heresia do Simples”, assinale a


única afirmativa incorreta.

a. ( ) No texto, o significado de heresia é “tolice”.

b. ( ) O texto é uma dissertação objetiva, pois tem a intenção


de convencer o leitor sobre a opinião do autor.

45
c. ( ) A tese do autor é a adoção de metas e processos de ensino
e educação simples, benfeitos e racionais, sendo esse o melhor
caminho para o Brasil.

d. ( ) O autor pensa que o sistema educacional brasileiro deve


proporcionar, prioritariamente, conhecimentos sobre
navegações intergalácticas.

4) Assinale a afirmativa incorreta a respeito do texto “A


Grande Heresia do Simples”.

a. ( ) “Fazer bem o ‘feijão com arroz’ já seria uma revolução no


nosso ensino. Mas, para muitos, o Simples é a Grande Heresia.”,
essa é a síntese da tese do autor.

b. ( ) Nenhum argumento do autor se baseia em estruturas da


realidade.

46
Referências

ABL – ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Vocabulário Ortográfico da Língua


Portuguesa. 5. ed. Rio de Janeiro: Global, 2009.

ALENCAR, José de. Senhora. São Paulo: KlicK, 1997.

ANTUNES, Irandé. Lutar com palavras: coesão e coerência. São Paulo: Parábola
Editorial, 2005.

BECHARA, Evanildo. O que muda com o novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro:
Lucerna, 2004.

BELTRÃO, Mariúsa; BELTRÃO, Odacir. Correspondência: linguagem & comunicação:


oficial, comercial, bancária, particular. 19. Ed. São Paulo: Ática, 2004.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília,


1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/
constituicaocompilado.htm>. Acesso em: 31 ago. 2016.

_______. Manual de redação da Presidência da República. 2. ed. rev. e atual. Brasília,


2002. Disponível em: <http://www4.planalto.gov.br/centrodeestudos/assuntos/
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31 ago. 2016.

CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Linguística. 9. Ed. Brasília: UNESP, 2002.

CASTRO, Cláudio de Moura. A Grande Heresia do Simples. Revista Veja, São Paulo, ed.
2448, a. 48, n. 42, abr. 2015.

CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: linguagem,


gramática e redação, v. 1. 2. ed. São Paulo: Atual, 1994.

CRE MARIO COVAS – Centro de Referência em Educação. Leitura e Literatura. Portal da


internet, 2016. Disponível em: <http://www.crmariocovas.sp.gov.br/lei_l.php?t=001>.
Acesso em: 31 ago. 2016.

FARIAS, Adriana; ÖBERG, Bárbara. Encruzilhada Perigosa. Revista Veja, São Paulo, a.
48, n. 43, p. 42, abr. 2015.

47
FERREIRA, Reinaldo M. Correspondência comercial e oficial. São Paulo: Ática, 1984.

FIORIN, J. L.; SAVIOLI, F. P. Para entender o texto — leitura e redação. 6. Ed. São
Paulo: Ática, 1998.

GARRET, A. Viagens na Minha Terra. São Paulo: Ediouro, 1997.

HAUN, G. A. Alto Consumo x Sustentabilidade. Blog, 2012. Disponível em: <http://


oblogderedacao.blogspot.com.br/2012/11/exemplo-de-dissertacao-argumentativa.
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HOUAISS, A. (Org.). Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro:


Objetiva, 2009.

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mar. 1999. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm01039921.
htm>. Acesso em: 12 nov. 2015.

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MARTINO, A. Português Esquematizado: gramática, interpretação de texto, redação


oficial, redação discursiva. São Paulo: Saraiva, 2012.

MOUTINHO, E. Texto científico/texto técnico. Portal da internet, 2005. Disponível


em: <https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/texto-cientificotexto-
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ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração Universal Dos Direitos


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ROCHA LIMA, C. H.; BARBADINHO NETO, R. Manual de Redação. 5. ed. Rio de Janeiro:
FAE, 1994.

48
UNIDADE 4 | PROGRESSÃO
DISCURSIVA: DICAS E TÉCNICAS
DE REDAÇÃO

49
Unidade 4 | Progressão Discursiva: Dicas e Técnicas
de Redação

dd
Você sabe identificar coerência em uma dissertação? Qual a
importância dessa qualidade para a progressão de um discurso?
Já recebeu dicas para escrever bem? Quais? Quais técnicas para
escrever bem você conhece?

As qualidades básicas de um bom texto são a continuidade semântica e a progressão de


ideias. A primeira qualidade é obtida pela sequência temática e a segunda, pelo acréscimo
de informação nova. Nesta unidade, vamos tratar de regras sobre o assunto, dar dicas
sobre como escrever bem e apresentar os passos necessários para produzir textos bem-
sucedidos.

50
1 Progressão Discursiva

Coerência é ligação, nexo, harmonia entre dois ou mais fatos ou


ideias

Continuidade semântica: a continuidade do tema, é a coerência. É ela que mantém a


unidade, que dá sentido ao texto.

Progressão de ideias: como não se devem repetir ideias, cada segmento precisa somar
uma informação nova à informação já informada.

O texto resulta da organização de partes distintas que produzem um conjunto uniforme.

1.1 Exemplos

a) Texto não recomendável, em que se repetem as ideias:

“Morreu cedo aquele sujeito que só comia coisas não saudáveis,


as que fazem mal, que os médicos não recomendam, que todos
sabem que são prejudiciais. Por ingerir alimentos prejudiciais à
saúde, impróprios em qualquer idade, que fazem mal a crianças,
jovens e adultos, morreu sem atingir a idade média a que as
pessoas costumam chegar. Teve morte prematura porque não
seguiu os conselhos médicos, não tinha o hábito de comer os
alimentos bons para a saúde.”

b) Exemplo de texto coeso. Nota-se uma sucessão de informações novas a


descreverem o cenário e a expressarem as emoções que vão tomando conta do
personagem.

“Mas, no mesmo dia em que chegou ao vale, quase na mesma hora,


cheio daquela luz, mais viva e animada agora pela proximidade
do foco donde saía... nessa mesma hora, ir encontrar ali, naquela

51
solidão, entre aquelas árvores, à tíbia e sedutora claridade do
crepúsculo... a quem, santo deus! Não já a mesma Joaninha de
há três anos, não a mesma imagem que ele trazia, como a levara,
no coração; mas uma gentil e airosa donzela, uma mulher feita e
perfeita, e que nada perdera, contudo, da graça, do encanto, do
suave e delicioso perfume da inocência infantil em que a deixara!”

(GARRETT, 2012)

Almeida Garrett foi um português típico da primeira metade do século XIX e influente
escritor do Portugal liberal e romântico.

2 Sugestões para Escrever Bem uma Dissertação

Escrever não é um ato simples. Temos que nos preocupar com muitos detalhes para
que o texto saia coeso e correto. Veja, a seguir, algumas dicas que podem ajudá-lo
durante o processo.

hh
Evite abreviaturas.

Evite textos rebuscados.

Evite o uso abusivo de fonemas idênticos ou parecidos no início


de várias palavras de uma mesma frase (aliteração: Parti para
participar da paixão pelo pai de santo.).

Utilize letras maiúsculas conforme as normas ortográficas


vigentes.

Evite chavões, isto é, frases ou ditos clichês, sem originalidade.

Evite estrangeirismos.

Não use gírias.

52
Não use palavras de baixo calão.

Evite generalizar.

Evite repetir palavras.

Não abuse de citações.

Complete todas as frases.

Não fique repetindo a mesma ideia (redundância).

Seja específico.

Evite frases com uma só palavra.

Use corretamente a pontuação.

Evite um estilo afetado (retórico).

Não use siglas desconhecidas.

Não seja exagerado quando citar quantitativos para dar ênfase


(p. ex.: trilhões)

Evite mesóclises (ex.: dá-las-ei).

Não explore analogias, isto é, o uso de relações de semelhança


entre coisas ou fatos distintos.

Não abuse das exclamações.

Evite frases longas.

Seja cuidadoso com a ortografia.

Seja coerente.

53
3 Técnica de Redação

Redigir exige planejamento. Siga estes dez passos:

1º) Primeiro defina o tema ou a ideia central do texto. Em segundo lugar, tome um
posicionamento sobre a questão em pauta, trace uma linha de raciocínio e defina
um ponto de chegada.

2º) Relacione, em forma de tópicos, todos os assuntos ligados ao tema. Simplesmente


anote-os, sem nenhuma preocupação, censura, não precisa ser em ordem.

3º) Agora reflita e corte alguns dos assuntos relacionados no passo anterior. Use
o bom senso. Pergunte-se: Sei falar disso? Isso é importante? Isso vai consumir
muito tempo? Isso é coerente com meu posicionamento? Isso não me tira do
tema?

4º) Agrupe os assuntos que se relacionam em blocos de ideias. Cada bloco de itens
representará um parágrafo.

5º) Organize os blocos em sequência lógico-progressiva. Veja o que vem antes e o


que pode ser consequência. Essa maneira linear de desenvolver a escrita evita
riscos e é boa para qualquer redação. A partir deste ponto, o desenvolvimento de
sua redação estará pronto e organizado.

6º) Crie o parágrafo de introdução. A introdução deve ser clara, concisa e


objetiva. Deve somente apresentar o seu posicionamento, sem divagações nem
apresentação de provas.

7º) Escreva os parágrafos de desenvolvimento. Transforme os blocos de ideias


em frases, orações e períodos. A partir da ideia predefinida, acrescente verbos,
adjetivos, advérbios. Transforme cada ideia em períodos simples ou compostos.

8º) Escreva a conclusão. Para isso, cite as mesmas coisas da introdução com outras
palavras.

54
9º) Revise seu texto. Através da releitura do texto pronto, faça uma revisão
gramatical quanto a: ortografia, acentuação, pontuação, concordância, regência,
crase, colocação pronominal. Verifique a organização das frases para não haver
ambiguidades. Substitua palavras repetidas. Corte rimas, ecos, aliterações
(repetição das mesmas letras, sílabas ou sons numa frase).

10º) Passe a limpo. A estética é importante. Faça a marcação adequada dos


parágrafos, respeite as margens, utilize letra legível e evite rasuras.

Resumindo

As qualidades básicas de um bom texto são a continuidade semântica e a


progressão de ideias.

A continuidade semântica e a progressão de ideias são objetivos alcançáveis


pela prática e pelo uso das técnicas de redação.

A continuidade temática de um texto demonstra a sua coerência. É ela que


mantém a unidade, que dá sentido ao texto.

55
Atividades

aa
1) Assinale a única afirmativa incorreta.

a. ( ) A continuidade semântica é o encadeamento de ideias de


modo a dar sentido ao texto.

b. ( ) A progressão de ideias significa acrescentar informações


novas ao desenvolvimento do texto.

c. ( ) Em geral, os textos revelam uma progressão de ideias,


exceto quando são textos dissertativos.

d. ( ) Utilizar técnicas de redação facilita a produção de bons


textos.

2) Assinale a alternativa correta. Ao escrever um texto,


devemos:

a. ( ) Usar generalizações do tipo “Criança chora por qualquer


coisa”.

b. ( ) Usar estrangeirismos para tornar o texto mais


sofisticado.

c. ( ) Em qualquer hipótese, somente usar letras maiúsculas no


início dos parágrafos.

d. ( ) Evitar mesóclises.

3) Em relação à redação discursiva, assinale a única alternativa


incorreta.

a. ( ) Ser redundante é ficar repetindo a mesma ideia.

b. ( ) Não exagere no uso das exclamações.

c. ( ) Não se deve utilizar palavras de baixo calão.

d. ( ) Quanto mais citações contenha, melhor é o texto.

56
4) Coloque as alternativas a seguir em ordem, para fazer a
sequência correta de passos referentes à técnica de
elaboração de dissertação.

a. ( ) Criar a introdução; escrever os parágrafos do


desenvolvimento; escrever a conclusão.

b. ( ) Cortar assuntos preparados; agrupar os assuntos em


blocos; organizar os blocos em sequência lógico-progressiva.

c. ( ) Fazer a revisão do texto através da releitura do texto


pronto; passar a limpo lembrando que a estética é importante.

d. ( ) Definir o tema; posicionar-se perante o tema; e relacionar


assuntos ligados ao tema.

57
Referências

ABL – ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Vocabulário Ortográfico da Língua


Portuguesa. 5. ed. Rio de Janeiro: Global, 2009.

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Editorial, 2005.

BECHARA, Evanildo. O que muda com o novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro:
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BELTRÃO, Mariúsa; BELTRÃO, Odacir. Correspondência: linguagem & comunicação:


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1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/
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_______. Manual de redação da Presidência da República. 2. ed. rev. e atual. Brasília,


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CASTRO, Cláudio de Moura. A Grande Heresia do Simples. Revista Veja, São Paulo, ed.
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CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: linguagem,


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CRE MARIO COVAS – Centro de Referência em Educação. Leitura e Literatura. Portal da


internet, 2016. Disponível em: <http://www.crmariocovas.sp.gov.br/lei_l.php?t=001>.
Acesso em: 31 ago. 2016.

FARIAS, Adriana; ÖBERG, Bárbara. Encruzilhada Perigosa. Revista Veja, São Paulo, a.
48, n. 43, p. 42, abr. 2015.

58
FERREIRA, Reinaldo M. Correspondência comercial e oficial. São Paulo: Ática, 1984.

FIORIN, J. L.; SAVIOLI, F. P. Para entender o texto — leitura e redação. 6. Ed. São
Paulo: Ática, 1998.

GARRET, A. Viagens na Minha Terra. São Paulo: Ediouro, 1997.

HAUN, G. A. Alto Consumo x Sustentabilidade. Blog, 2012. Disponível em: <http://


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LUFT, L. Brasileiro não gosta de ler? Revista Veja, São Paulo, ed. 2125, 12 ago. 2009.
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MARQUES, J. Rompimento de barragens em MG deixa cidade sob lama. Folha de S.


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MARTINO, A. Português Esquematizado: gramática, interpretação de texto, redação


oficial, redação discursiva. São Paulo: Saraiva, 2012.

MOUTINHO, E. Texto científico/texto técnico. Portal da internet, 2005. Disponível


em: <https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/texto-cientificotexto-
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ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração Universal Dos Direitos


Humanos. Paris, 1948. Disponível em: <http://www.dudh.org.br/wp-content/
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ROCHA LIMA, C. H.; BARBADINHO NETO, R. Manual de Redação. 5. ed. Rio de Janeiro:
FAE, 1994.

59
Redação
Técnica

MÓDULO 2
UNIDADE 5 |
CORRESPONDÊNCIA OFICIAL E
SEUS TIPOS

61
Unidade 5 | Correspondência Oficial e seus Tipos

dd
O que vem a ser uma correspondência oficial? Toda
correspondência é oficial? O que caracteriza uma redação
oficial? Preciso ter bons conhecimentos de gramática para esse
tipo de redação?

Em nosso dia a dia, enviamos diversas correspondências, até mesmo sem perceber.
Tanto um simples bilhete informal e íntimo enviado a um amigo ou familiar quanto um
ofício formal e sóbrio constituem uma correspondência. Pela sua importância em nossas
atividades profissionais e pessoais, vamos conhecer, nesta unidade, as correspondências
oficiais, seus tipos e características. Também abordaremos as razões que justificam o
cumprimento de determinados requisitos na redação oficial.

62
1 Correspondência

hh
Correspondência é qualquer forma de comunicação, pela
expressão escrita, entre duas pessoas ou duas entidades.

Podemos destacar três tipos de correspondência como sendo os mais utilizados: a


correspondência oficial, a comercial e a particular.

1.1 Correspondência Oficial

Acontece entre:

a) órgãos públicos; e

b) pessoas/empresas e órgãos públicos.

A correspondência oficial inclui textos que têm caráter documental e jurídico, mesmo
quando tramitam somente entre pessoas.

Exemplos: declaração, ata, atestado, parecer etc.

63
1.1.1 Tipos de Correspondência Oficial

Os principais tipos são:

Tipo Descrição
Documento que, por conter a assinatura de várias pessoas,
Abaixo-
expressa a opinião de um grupo, representando seus interesses.
assinado
Normalmente, tem caráter público e de protesto.
A última sentença ou decisão final que, atribuída por uma
instância superior, começa a valer como modelo para resolver
Acórdão
casos, questões e/ou situações análogas. É o mesmo que
aresto.
Documento de autorização que, emitido por uma autoridade
judicial ou administrativa, dá autorização para a prática de
Alvará
certos atos: alvará de soltura; alvará judiciário; alvará de
funcionamento etc.
Documento público em que se acham expressas as decisões da
Ato
autoridade: ato de anistia.
Termo ou narração circunstanciada de determinada diligência
judicial ou administrativa, escrita e autenticada por tabelião ou
Auto
escrivão, passando a constituir prova, registro ou evidência de
uma ocorrência.
Texto breve para circulação interna ou divulgação ao público:
Boletim
boletim informativo.
Documento oficial assinado por autoridade competente,
Certificado que atesta um fato (certificado de conclusão de curso, por
exemplo).
Intimação de alguém, numa data determinada, para que essa
Citação pessoa compareça e responda por suas ações diante de um juiz
ou de uma autoridade. A ausência da citação anula a sentença.
Aviso ou notificação que se envia a alguém. Exemplo:
Comunicação
comunicação de casamento.
Consulta Parecer ou ponto de vista especializado: consulta jurídica.
Convenção Acordo, pacto, contrato, convenção verbal etc.

64
Resolução que se toma após deliberação. Exemplo: sentença
Decisão
ou juízo.
Documento pelo qual se reconhece ou se confere oficialmente
Diploma
um privilégio, um título, uma dignidade, um poder.
Síntese, texto curto e resumido que contém o essencial.
Ementa Exemplo: ementa do curso; ou texto que resume o conteúdo
de uma lei, colocado em seu início.
Lei orgânica ou regulamento de um Estado, uma associação
etc. Exemplo: o estatuto dos funcionários públicos; o texto
Estatuto
que regulamenta o funcionamento de uma associação, como
os estatutos de um clube, de um grêmio etc.
Preceito estabelecido para regular qualquer ato. Modelo que
Fórmula contém os termos formais porque um ato deve ser concebido:
fórmula legal.
Documento que acompanha a correspondência oficial.
Guia Formulário usado em repartições públicas para pagamentos,
notificações etc.
Documento legislativo que tem como objetivo sugerir a outro
Indicação Poder que adote providências, ou sugerir que uma ou mais
Comissões se manifestem sobre determinado assunto.
Declaração formal que, geralmente escrita, transmite
intenções, opiniões, decisões ou ideias políticas, particulares a
Manifesto
uma pessoa ou a um grupo de pessoas. Exemplo: manifesto de
apoio ao presidente.
Exposição escrita, dirigida à autoridade pública, na qual se
Memorial pleiteia alguma coisa. Memória ou nota para a instrução de
uma questão diplomática.
Documento cuja proposta ou proposição é feita numa
Moção assembleia e cujo teor deve ser submetido à votação para que
seja aprovada.
Norma Princípio que serve de regra, de lei. Modelo, exemplo.
Notificação Documento pelo qual se notifica.
Documento de autorização. Poder que uma pessoa atribui
à outra de agir em seu nome, assumindo responsabilidades,
Procuração
tomando providências ou tratando de assuntos que são de seu
interesse.

65
Documento contendo propostas que serão submetidas à
Proposição
análise e à aprovação.
Ata, nota ou registro dos documentos governamentais, dos
atos oficiais, da correspondência de um governo ou tribunal,
de uma empresa, universidade etc.
Protocolo

Recibo que registra o número e a data em que um processo ou


requerimento foi catalogado e registrado.
Documento oficial administrativo através do qual o chefe de
Provisão Estado atribui ofício ou cargo, autorizando o exercício de uma
profissão ou emitindo instruções.
Documento que exprime um conselho, ou que se usa para
Recomendação
advertir, para avisar. Exemplo: seguir recomendações médicas.
Transcrição em livro próprio, de documentos, nomes, títulos
Registro
etc., públicos ou privados, como prova de autenticidade.

Pedido, exigência legal. Exemplo: fazer requisição de material,


Requisição
de força armada.

Fonte: adaptado de Dicionário Online Português (2015), Michaelis (2015), Houaiss (2015).

São classificados como comunicação oficial: apostila, ata, aviso, certidão, circular,
contrato, convênio, declaração, decreto, edital, exposição de motivos, instrução,
lei, memorando, mensagem, ofício, ordem de serviço ou instrução, parecer, petição,
portaria, relatório, requerimento, resolução, telegrama.

2 Características da Redação Oficial

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos


Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência (...). (BRASIL, 1988)

66
A Constituição Federal (BRASIL, 1988), em seu capítulo VII (DA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA), Seção I (DISPOSIÇÕES GERAIS), estabelece que na administração pública,
direta, indireta ou fundacional, uma redação técnica oficial deve apresentar as
seguintes características:

a) impessoalidade;

b) uso do padrão-culto da linguagem;

c) clareza;

d) concisão;

e) formalidade; e

f) padronização.

2.1 Sobre a Impessoalidade

hh
Uma comunicação se realiza envolvendo três elementos:

a) emissor – quem comunica.

b) mensagem – aquilo que se comunica.

c) receptor – quem recebe a comunicação.

• Em uma redação oficial:

a) O emissor é sempre o Serviço Público – pode ser um Ministério, Secretaria,


Departamento, Divisão, Serviço, Seção etc.

b) A mensagem relaciona-se com as atribuições do órgão que comunica.

c) O receptor é o público, o conjunto de cidadãos, ou outro órgão público.

67
• A impessoalidade decorre:

a) Da ausência de impressões individuais de quem comunica. Dessa forma, os


diferentes setores da Administração vão elaborar comunicações padronizadas
(uniformidade).

b) Da impessoalidade de quem recebe a comunicação, que é concebida de forma


homogênea e impessoal para um cidadão (público) ou outro órgão público.

c) Do caráter impessoal do assunto. O tema das comunicações oficiais se restringe


a questões de interesse público.

2.2 Padrão Culto da Linguagem

No padrão culto:

a) as regras da gramática formal são observadas;

b) emprega-se vocabulário comum ao conjunto de usuários do idioma.

A necessidade do emprego de uma linguagem padrão na redação oficial decorre dos


seguintes fatores:

a) Os atos oficiais estabelecem regras para a conduta dos cidadãos e regulam o


funcionamento dos órgãos públicos sendo, portanto, de caráter normativo.

b) Os expedientes oficiais têm como finalidade principal a transmissão de


informações de modo claro e objetivo.

Os documentos de caráter normativo são aqueles que têm força

ee de regra ou norma. Ou seja, devem obrigatoriamente ser


seguidos.

A obrigatoriedade do uso do padrão culto da língua proporciona o caráter impessoal


necessário e cumpre a finalidade de informar com clareza e concisão nos textos oficiais.

68
O padrão culto da língua se sobrepõe às diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas
regionais, aos modismos vocabulares, às idiossincrasias linguísticas, ou seja, ao
comportamento normal de mudança de uma língua, permitindo que se atinja a
compreensão de todos os cidadãos.

A idiossincrasia é uma particularidade comportamental própria


de um indivíduo ou de um grupo de pessoas. Nesse sentido, uma
idiossincrasia linguística está relacionada a aspectos linguísticos
que podem ser atribuídos especificamente a um grupo de
pessoas que adotam uma maneira diferenciada de se comunicar.

Como as comunicações emitidas por um órgão público devem ser compreendidas por
todo e qualquer cidadão brasileiro, fica proibido o emprego de gírias, regionalismos
vocabulares, jargões técnicos ou qualquer outro tipo de linguagem própria a um grupo
específico.

2.3 Clareza e Concisão

• A clareza é qualidade essencial a todo texto oficial. Um texto claro possibilita


imediata compreensão por parte do leitor. A clareza depende das demais
características da redação oficial.

hh
Um texto com clareza apresenta:

a) impessoalidade;

b) uso do padrão culto da linguagem;

c) formalidade e padronização;

d) concisão.

69
• A concisão em um texto é a qualidade de transmitir um máximo de informações
através de um mínimo de palavras.

Essa observância ao princípio de economia linguística consiste em cortar as palavras


inúteis ou redundantes e as passagens que nada acrescentam ao conteúdo.

Resumindo

Na redação oficial não há lugar para impressões pessoais.

A clareza é a qualidade fundamental de uma redação oficial. No entanto,


ela depende das demais características necessárias a esse tipo de redação:
impessoalidade, uso do padrão culto da língua, formalidade, padronização
e concisão.

A redação oficial não precisa ser dura, fria, árida, e nem rejeitar a evolução
da língua. Acontece que a sua finalidade básica – comunicar com
impessoalidade e máxima clareza – faz com que se adotem certos
parâmetros no uso da língua, diferentemente do que acontece na
correspondência particular, no texto jornalístico e na literatura, por
exemplo.

70
Atividades

aa
1) Um e-mail enviado para um parente próximo, normalmente,
é uma correspondência do tipo:

a. ( ) Oficial.

b. ( ) Particular.

c. ( ) Comercial.

d. ( ) Governamental.

2) A comunicação conhecida por correspondência oficial


usualmente acontece:

a. ( ) Entre amigos.

d. ( ) Entre casais de namorados.

c. ( ) Entre dois órgãos públicos.

d. ( ) Entre uma prefeitura e o cidadão.

3) Na redação oficial não pode haver:

a. ( ) Opiniões pessoais sobre o assunto.

b. ( ) Gírias.

c. ( ) Erros de gramática.

d. ( ) Clareza nas informações.

71
4) Concisão é:

a. ( ) Transmitir o mínimo de informações com o máximo de


palavras.

b. ( ) Dividir a ideia central de um texto em duas partes.

c. ( ) Transmitir as informações necessárias com o mínimo de


palavras.

d. ( ) Deixar o texto bonito, não importando como.

72
Referências

ABL – ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Vocabulário Ortográfico da Língua


Portuguesa. 5. ed. Rio de Janeiro: Global, 2009.

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73
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ROCHA LIMA, C. H.; BARBADINHO NETO, R. Manual de Redação. 5. ed. Rio de Janeiro:
FAE, 1994.

74
UNIDADE 6 | FORMALIDADE E
PADRONIZAÇÃO NA REDAÇÃO
OFICIAL

75
Unidade 6 | Formalidade e Padronização na
Redação Oficial

dd
Você já escreveu para alguma autoridade? Se sim, quais palavras
e termos usou? Quando escrevemos a um vereador, a um juiz, a
um cardeal, quais tratamentos devemos utilizar? Quais outros
pronomes de tratamento você conhece e a quem dirigi-los?

Existem pronomes de tratamento específicos para cada grupo de autoridade. Até mesmo
as regras de concordância verbal, nominal e pronominal são peculiares a cada autoridade.
Apesar de alguns soarem estranhos atualmente, o tratamento especial devido às
autoridades ainda é norma a ser seguida por todos, bem como as demonstrações de
cortesia e polidez no trato de assuntos públicos.

76
1 Formalidade e Padronização

a) Nas comunicações oficiais é necessário certa formalidade. Isso significa:

• Usar os pronomes de tratamento adequados a cada autoridade;

• Manifestar polidez; e

• Demonstrar civilidade no enfoque do assunto a que se refere a comunicação.

b) A formalidade de tratamento vincula-se à ideia de que a administração federal,


sendo única, deve trabalhar com padrões estabelecidos de comunicação.

c) A padronização do texto oficial remete-se:

• à clareza gráfica (impressão);

• ao uso de papéis uniformes; e

• à diagramação correta do texto.

2 Pronomes de Tratamento

hh
Usamos os pronomes de tratamento para tratar de forma
respeitosa as autoridades civis, militares e eclesiásticas.

2.1 Concordância dos Pronomes de Tratamento

Os pronomes de tratamento apresentam peculiaridades na concordância verbal,


nominal e pronominal:

77
a) Referem-se à segunda pessoa gramatical, isto é, à pessoa com quem se fala ou a
quem se dirige a comunicação; e

b) Concordam com a terceira pessoa, isto é, com aquele de quem se fala. Dessa
forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre
os da terceira pessoa.

Exemplo:

(1) Vossa Senhoria gostaria de carregar seu celular?

(2) Vossas Senhorias estarão recebendo advogados em seus apartamentos?

(3) Vossas Excelências se manifestaram de acordo com suas consciências.

Os adjetivos que se referem aos pronomes de tratamento concordam com o sexo da


pessoa a quem a comunicação é dirigida.

Exemplo:

(1) Vossa Senhoria continua muito dedicado aos trabalhos. (a um interlocutor)

(2) Vossa Excelência anda preocupada com seu pai. (a uma interlocutora)

2.2 Emprego dos Pronomes de Tratamento

2.2.1 Vossa Excelência

A seguir vamos conhecer as maneiras corretas de utilizar o pronome de tratamento


Vossa Excelência, conforme estabelece o Manual de Redação da Presidência da
República (BRASIL, 2002).

78
a) É usado para as seguintes autoridades:

Presidente da República

Vice-Presidente da República

Ministros de Estado

Governadores (e Vice) de Estado e do Distrito


Federal
Do Poder Executivo
Oficiais-Generais das Forças Armadas

Embaixadores

Secretários-Executivos de Ministérios

Secretários de Estado dos Governos Estaduais

Prefeitos Municipais
Deputados Federais

Senadores

Ministro do Tribunal de Contas da União


Do Poder Legislativo
Deputados Estaduais e Distritais

Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais

Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais


Ministros dos Tribunais Superiores

Membros de Tribunais
Do Poder Judiciário
Juízes

Auditores da Justiça Militar

Fonte: Brasil, 2002.

79
b) Os vocativos

Excelentíssimo Senhor Presidente da


República

Para Chefes de Poder: Excelentíssimo Excelentíssimo Senhor Presidente do


Senhor ... Congresso Nacional

Excelentíssimo Senhor Presidente do


Supremo Tribunal Federal
Senhor Senador

Senhor Juiz
Para as demais autoridades tratadas
com esse pronome: Senhor ...
Senhor Ministro

Senhor Governador

Fonte: Brasil, 2002.

c) Endereçamento nos envelopes

Exemplos:

A Sua Excelência o Senhor

Fulano de Tal

Ministro de Estado da Justiça

70.064-900 – Brasília. DF

A Sua Excelência o Senhor

Senador Fulano de Tal

Senado Federal

70.165-900 – Brasília. DF

80
A Sua Excelência o Senhor

Fulano de Tal

Juiz de Direito da 10a Vara Cível

Rua ABC, nº 123

01.010-000 – São Paulo. SP

2.2.2 Vossa Senhoria

A seguir vamos conhecer as maneiras corretas de utilizar o pronome de tratamento


Vossa Senhoria, conforme estabelece o Manual de Redação da Presidência da República
(BRASIL, 2002).

a) É usado para:

• As demais autoridades não referidas no quadro relativo às autoridades


merecedoras do tratamento Vossa Excelência (exemplos: chefes de
departamento, diretores, coordenadores); e

• Particulares (pessoas em geral).

b) Vocativos

Senhor Chefe da Divisão de Serviços


Gerais
Para autoridades: Senhor...

Etc.
Senhor Francisco Soares
Para particulares: Senhor fulano de tal
Etc.

Fonte: Brasil, 2002.

Segundo o Manual de Redação da Presidência da República (BRASIL, 2002), o título


acadêmico doutor somente é utilizado para destinatários que tenham concluído o
curso universitário de doutorado.

81
c) Endereçamento nos envelopes

Exemplo:

Ao Senhor

José de Andrade Ferraz

Rua Vitória, nº 17

06743-010 – São Paulo. SP

2.2.3 Vossa Magnificência

a) Utilizado para reitores de universidade.

b) Vocativo: Magnífico Reitor

82
2.2.4 Pronomes de Tratamento para a Hierarquia
Eclesiástica
Autoridade Pronome de
Vocativo
eclesiástica tratamento
Papa Vossa Santidade Santíssimo Padre
Eminentíssimo Senhor
Vossa Eminência;
Cardeal;
Cardeal
Vossa Eminência
Reverendíssimo Senhor
Reverendíssima
Cardeal
Vossa Excelência
Arcebispo e Bispo
Reverendíssima
Vossa Reverendíssima;
Monsenhores, Cônegos
e superiores religiosos Vossa Senhoria
Reverendíssima

Sacerdotes, clérigos e
Vossa Reverência
demais religiosos

Conhecer as particularidades da redação oficial é importante

bb para todos os profissionais e crucial para aqueles que pretendem


prestar concurso e seguir carreiras públicas.

83
Resumindo

Nas comunicações oficiais é necessária certa formalidade. Isso significa:


usar os pronomes de tratamento adequados, manifestar polidez e
demonstrar civilidade.

A padronização do texto oficial remete-se a: clareza gráfica, uso de papéis


uniformes e diagramação correta do texto.

O título acadêmico doutor somente é utilizado para destinatários que


tenham concluído o curso universitário de doutorado.

84
Atividades

aa
1) Classifique como verdadeiro (V) ou falso (F).

a. ( ) Toda correspondência precisa ser formal.

b. ( ) Normatizar o uso dos pronomes de tratamento facilita a


padronização das comunicações oficiais.

c. ( ) O uso dos pronomes de tratamento é uma forma


respeitosa de nos dirigirmos às autoridades.

d. ( ) Polidez e civilidade são qualidades desejáveis no trato


dos assuntos públicos.

2) Assinale a única alternativa escrita corretamente.

a. ( ) Vossa Excelência sempre foi, também, um bom


professor.

b. ( ) Vossa Excelência estais estudando há horas.

c. ( ) Vossas Senhorias deveis descansar antes das palestras.

d. ( ) Vossa Senhoria, justamente por ser mulher, não poderia


ser contrário a essa nova proposta.

3) O pronome de tratamento Vossa Excelência é utilizado


para, exceto:

a. ( ) Prefeitos Municipais

b. ( ) Engenheiros

c. ( ) Deputados Estaduais

d. ( ) Juízes

85
4) Assinale certo (C) ou errado (E):

a. ( ) Senhor Senador

b. ( ) Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal

c. ( ) Excelentíssimo Senhor Governador

d. ( ) Senhor Deputado federal

86
Referências

ABL – ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Vocabulário Ortográfico da Língua


Portuguesa. 5. ed. Rio de Janeiro: Global, 2009.

ALENCAR, José de. Senhora. São Paulo: KlicK, 1997.

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Editorial, 2005.

BECHARA, Evanildo. O que muda com o novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro:
Lucerna, 2004.

BELTRÃO, Mariúsa; BELTRÃO, Odacir. Correspondência: linguagem & comunicação:


oficial, comercial, bancária, particular. 19. Ed. São Paulo: Ática, 2004.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília,


1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/
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_______. Manual de redação da Presidência da República. 2. ed. rev. e atual. Brasília,


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CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Linguística. 9. Ed. Brasília: UNESP, 2002.

CASTRO, Cláudio de Moura. A Grande Heresia do Simples. Revista Veja, São Paulo, ed.
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CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: linguagem,


gramática e redação, v. 1. 2. ed. São Paulo: Atual, 1994.

CRE MARIO COVAS – Centro de Referência em Educação. Leitura e Literatura. Portal da


internet, 2016. Disponível em: <http://www.crmariocovas.sp.gov.br/lei_l.php?t=001>.
Acesso em: 31 ago. 2016.

FARIAS, Adriana; ÖBERG, Bárbara. Encruzilhada Perigosa. Revista Veja, São Paulo, a.
48, n. 43, p. 42, abr. 2015.

87
FERREIRA, Reinaldo M. Correspondência comercial e oficial. São Paulo: Ática, 1984.

FIORIN, J. L.; SAVIOLI, F. P. Para entender o texto — leitura e redação. 6. Ed. São
Paulo: Ática, 1998.

GARRET, A. Viagens na Minha Terra. São Paulo: Ediouro, 1997.

HAUN, G. A. Alto Consumo x Sustentabilidade. Blog, 2012. Disponível em: <http://


oblogderedacao.blogspot.com.br/2012/11/exemplo-de-dissertacao-argumentativa.
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HOUAISS, A. (Org.). Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro:


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IOSCHPE, G. Ler e escrever; pensar e existir. Folha de S. Paulo, Folhateen, São Paulo, 1
mar. 1999. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm01039921.
htm>. Acesso em: 12 nov. 2015.

LUFT, L. Brasileiro não gosta de ler? Revista Veja, São Paulo, ed. 2125, 12 ago. 2009.
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx>. Acesso em: 11 nov.
2015.

MARQUES, J. Rompimento de barragens em MG deixa cidade sob lama. Folha de S.


Paulo, São Paulo, 6 nov. 2015.

MARTINO, A. Português Esquematizado: gramática, interpretação de texto, redação


oficial, redação discursiva. São Paulo: Saraiva, 2012.

MOUTINHO, E. Texto científico/texto técnico. Portal da internet, 2005. Disponível


em: <https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/texto-cientificotexto-
tecnico/14204>. Acesso em: 28 mar. 2017.

ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração Universal Dos Direitos


Humanos. Paris, 1948. Disponível em: <http://www.dudh.org.br/wp-content/
uploads/2014/12/ dudh.pdf>. Acesso em: 31 ago. 2016.

ROCHA LIMA, C. H.; BARBADINHO NETO, R. Manual de Redação. 5. ed. Rio de Janeiro:
FAE, 1994.

88
UNIDADE 7 | PADRÃO OFÍCIO

89
Unidade 7 | Padrão Ofício

dd
Quais as dimensões de um papel-ofício? Como diagramar uma
mensagem pelo padrão ofício? Se você já leu algum documento
oficial, diga quais são as suas características. Outra situação: se
você precisar redigir um documento oficial, onde pode procurar
esclarecimentos sobre o assunto? O que você entende por
“padrão ofício”?

Esta unidade é voltada ao estudo das normas relativas à redação oficial e tem a finalidade
de trazer os esclarecimentos necessários a quem vai redigir um texto oficial.

Em 1991, foi criada uma comissão para simplificar, uniformizar e atualizar os critérios
adotados desde 1937 para a redação dos atos e comunicações oficiais. Como resultado dos
trabalhos, foi elaborado o Manual de Redação da Presidência da República, constituído
por duas partes:

1ª) Comunicações Oficiais

2ª) Atos Normativos no Âmbito Executivo

90
1 Sobre o Manual de Redação da Presidência da República
e sua Revisão

A primeira parte do manual foi elaborada sob responsabilidade do


diplomata Nestor Forster Jr. Versa sobre as comunicações oficiais,
sistematiza seus aspectos essenciais, padroniza a diagramação
dos expedientes, exibe modelos, simplifica os fechos, suprime
arcaísmos, e apresenta uma súmula gramatical a ser aplicada à
redação oficial. [...]

A segunda parte, a cargo do Ministro Gilmar Mendes, ocupou-


se da elaboração e redação dos atos normativos no âmbito do
executivo, da conceituação e exemplificação desses atos e do
procedimento legislativo. [...]

(Em 2002, foi realizada uma revisão e atualização do texto,


preservando as linhas principais do trabalho original.)

Na primeira parte, a mudança importante foi uma adequação


às formas de comunicação, que passaram a ser usadas na
administração devido aos avanços da informática. Na segunda
parte foram feitas adaptações no texto para harmonizar-se com a
evolução legislativa na matéria, em especial à Lei Complementar
nº 95, de 26 de fevereiro de 1998, ao Decreto nº 4.176, de 28
de março de 2002, e às alterações constitucionais ocorridas no
período.

(BRASIL, 2002, grifo nosso)

91
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 04 DE 1992

Em 9 de março de 1992:

— O Presidente da República publicou no Diário Oficial da União


o decreto n. 468, de 6 de março de 1992, estabelecendo regras
para a redação de atos normativos do Poder Executivo.

— A Secretaria de Administração Federal baixou a Instrução


Normativa nº 4, tornando obrigatória, nos órgãos da administração
federal, a observação das modalidades de comunicação oficial
constantes no Manual de Redação da Presidência da República.

2 O Padrão Ofício

Nas repartições públicas, três tipos de expediente seguem uma diagramação única,
chamada de padrão ofício:

a) ofício

b) aviso

c) memorando

2.1 Partes dos Documentos no Padrão Ofício

Os três documentos que seguem o padrão ofício (ofício, aviso, memorando) devem
conter as seguintes partes:

92
2.2 Tipo do Documento

A identificação do documento deve conter: tipo (pode ser abreviado), número do


documento, sigla do órgão expedidor.

Exemplos:

Aviso 782/SRF

Mem. 875/INSS

Of. 347/SSP-SP

2.3 Local e Data

Deve ser por extenso, alinhado à direita.

Exemplo:

Araçatuba, 28 de novembro de 2015.

2.4 Destinatário

Deve ter o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida à comunicação. Quando o


documento for um ofício, deve ter também o endereço.

2.5 Assunto

É o resumo do teor do documento.

93
Exemplos:

Assunto: Recursos orçamentários para 2016.

Assunto: Novo organograma interno.

2.6 Texto

O expediente deve conter a seguinte estrutura:

a) Introdução – em que deve ser apresentado o assunto que motiva a comunicação,


de forma direta.

b) Desenvolvimento – no qual o assunto é detalhado. Para conferir maior clareza,


se forem dois ou mais os assuntos tratados, eles devem estar em parágrafos
distintos.

c) Conclusão – em que é reafirmada ou representada a posição recomendada para


o assunto.

Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto se estiverem organizados em


itens ou títulos e subtítulos.

Em casos de mero encaminhamento de documentos:

a) A introdução deve ser iniciada com referência ao expediente que solicitou o


encaminhamento.

b) Se a solicitação e encaminhamento não existiram, a introdução deve ser iniciada


com o seguinte andamento: esclarecer que se trata de um encaminhamento,
explicitar os dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem
ou signatário, assunto tratado), explicar a razão pela qual o documento está
sendo encaminhado.

94
Exemplos:

“Em resposta ao Aviso n. 17, de 2º de outubro de 1998, encaminho,


anexa, cópia do Ofício n. 75, de 30 de setembro de 1997, do
Departamento Geral de Administração, que trata da requisição
do servidor Edson Faria da Silva.”

“Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do


telegrama n. 17, de 1º de fevereiro de 1999, do presidente da
Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de
modernização de técnicas agrícolas na região Centro-Oeste.”

c) Se a pessoa que encaminha o documento quiser fazer algum comentário, poderá


acrescentar parágrafos de desenvolvimento.

2.7 Fecho

Possui as seguintes finalidades: arrematar o texto; saudar o destinatário.

Através da instrução normativa nº 4, foi estabelecido o emprego de dois modelos:

a) Respeitosamente, para autoridades superiores;

b) Atenciosamente, para autoridades de mesma hierarquia ou subordinadas.

2.8 Assinatura e Identificação do Signatário

Todas as comunicações oficiais, exceto aquelas assinadas pelo Presidente da República,


devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local da
assinatura.

95
Exemplo:

(espaço para assinatura)

Juvenal ...

Ministro de Relações Internacionais

“Espera-se que esta nova edição do manual contribua, tal como


a primeira, para a consolidação de uma cultura administrativa
de profissionalização dos servidores públicos e de respeito
aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência, com a consequente melhoria
dos serviços prestados à sociedade.”

(Pedro Parente, Chefe da Casa Civil da Presidência da República,


2002)

gg
Acesse o link a seguir e conheça, na íntegra, a edição revisada do
Manual de Redação da Presidência da República.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual.htm

Resumindo

O Manual de Redação da Presidência da República propiciou a criação de


um sistema de controle sobre a edição de atos normativos do Poder
Executivo. Como consequência, evitou a edição de normas repetitivas,
redundantes ou desnecessárias.

O Manual buscou e possibilitou trazer maior eficiência aos processos de


elaboração de atos normativos.

O padrão ofício é adotado nos expedientes conhecidos como: ofício, aviso


e memorando. Esses documentos devem conter: identificação, local, data,
destinatário, assunto, texto, fecho, assinatura e identificação do signatário.

96
Atividades

aa
1) Assinale a única afirmativa incorreta.

a. ( ) A obra Manual de Redação da Presidência da República


compõe-se de duas partes: Comunicações oficiais e Atos
normativos no âmbito Executivo.

b. ( ) Em 2002, foi realizada uma revisão que adequou o manual


aos avanços da informática.

c. ( ) Os órgãos da administração federal são obrigados a


observar as modalidades de comunicação oficial constantes no
Manual de Redação da Presidência da República.

d. ( ) O padrão ofício só deve ser observado nos documentos


que tramitem dentro do Palácio da Alvorada.

2) Assinale a única afirmativa correta.

a. ( ) O ofício e o memorando são os únicos documentos oficiais


que são elaborados em obediência às rígidas normas do Manual
de Redação.

b. ( ) Um servidor público graduado não precisa conhecer nada


sobre as normas do Manual de Redação, pois ele tem autoridade
para mandar mensagens oficiais do jeito que lhe convir.

c. ( ) É melhor usar a criatividade do que seguir normas – esse


pensamento deve nortear a redação de todos os documentos
oficiais.

d. ( ) As partes que compõem um documento padrão ofício


são: identificação do documento, local e data, destinatário,
assunto, texto, fecho, identificação do destinatário.

97
3) Classifique como certo (C) ou errado (E) em relação ao
padrão ofício.

a. ( ) Deve trazer a identificação do nº do documento.

b. ( ) A data e o local podem ser abreviados.

c. ( ) No campo destinatário, é preciso colocar o nome e o


cargo da pessoa que vai receber a comunicação.

d. ( ) O campo assunto deve trazer longa explanação sobre o


tema em vez de ser um simples resumo.

4) Sobre o elemento “texto” dos documentos padrão ofício,


classifique como certo (C) ou errado (E).

a. ( ) Na introdução, o assunto deve ser apresentado de forma


simples e direta.

b. ( ) O assunto deve ser detalhado no desenvolvimento do


texto.

c. ( ) Os parágrafos devem ser numerados.

d. ( ) Nos casos de simples encaminhamento de um documento


oficial, a introdução deve iniciar-se com referências ao
expediente que vai ser encaminhado.

98
Referências

ABL – ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Vocabulário Ortográfico da Língua


Portuguesa. 5. ed. Rio de Janeiro: Global, 2009.

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99
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FIORIN, J. L.; SAVIOLI, F. P. Para entender o texto — leitura e redação. 6. Ed. São
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MARTINO, A. Português Esquematizado: gramática, interpretação de texto, redação


oficial, redação discursiva. São Paulo: Saraiva, 2012.

MOUTINHO, E. Texto científico/texto técnico. Portal da internet, 2005. Disponível


em: <https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/texto-cientificotexto-
tecnico/14204>. Acesso em: 28 mar. 2017.

ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração Universal Dos Direitos


Humanos. Paris, 1948. Disponível em: <http://www.dudh.org.br/wp-content/
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ROCHA LIMA, C. H.; BARBADINHO NETO, R. Manual de Redação. 5. ed. Rio de Janeiro:
FAE, 1994.

100
Redação
Técnica

MÓDULO 3
UNIDADE 8 | DIAGRAMAÇÃO
DE DOCUMENTOS E
COMUNICAÇÕES OFICIAIS:
APOSTILA E ATA

102
Unidade 8 | Diagramação de Documentos e
Comunicações Oficiais: Apostila e Ata

dd
Se você fosse aprovado em um concurso público e pedissem
para diagramar um texto no padrão ofício, como faria? O que é
uma ata? Essa área de conhecimento interessa a quais
profissionais?

A correspondência oficial, como vimo na unidade anterior, não tramita apenas entre
órgãos públicos, também é comum entre pessoas/empresas e órgãos públicos. Portanto,
os assuntos abordados nesta unidade são úteis não somente a servidores públicos, mas
também a funcionários de empresas privadas e profissionais autônomos em geral, que se
relacionam com os órgãos públicos.

Além do mais, há documentos oficiais que podem tramitar entre as pessoas físicas,
abrangendo textos que têm caráter documental e jurídico.

103
1 Diagramação de Documentos no Padrão Ofício

A apresentação dos documentos no Padrão Ofício deve obedecer ao seguinte formato:

a) A fonte deve ser a Times New Roman, tamanho 12 no texto em geral, 11 nas
citações e 10 nas notas de rodapé;

b) Para símbolos não existentes na citada fonte, poderão ser usadas as fontes
Symbol e Wingdings;

c) A partir da segunda página é obrigatório constar a numeração de página;

d) Todo início de parágrafo deve estar a 2,5 cm do campo destinado à margem


esquerda;

e) O campo destinado à margem lateral esquerda terá no mínimo 3,0 cm de largura;

f) O campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm;

g) Entre linhas, será utilizado o espaçamento simples; após cada parágrafo o


espaçamento será de 6 pontos ou de uma linha em branco;

h) Evitar abuso de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado,


relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a
sobriedade do documento;

i) Os textos devem ser impressos na cor preta em papel branco; a impressão colorida
deverá ser usada somente para gráficos e ilustrações;

j) O papel para impressão dos documentos do padrão ofício será sempre de


tamanho A4, ou seja, de 29,7 x 21,0 cm;

l) Para consulta posterior ou aproveitamento de trechos para casos análogos,


dentro do possível todos os documentos devem ter o arquivo de texto preservado
[Arquivo (de computador): Armazenamento]; e

m) Para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da


seguinte maneira: tipo do documento + número do documento + palavras-chaves
do conteúdo.

104
Exemplo: “Of. 133 – relatório produtividade ano 2010”

2 Comunicações Oficiais

Vamos conhecer as particularidades de cada uma das principais modalidades de


comunicações oficiais.

2.1 Apostila

Aditar significa adicionar, fazer acréscimo.

Apostilar significa emendar, corrigir.

Apostila é o aditamento a um ato administrativo anterior, para fins de retificação ou


atualização.

O objetivo da apostila é a correção de dados constantes em atos administrativos


anteriores ou o registro de alterações na vida funcional de um servidor, tais como
promoções, lotação em outro setor, majoração de vencimentos, aposentadoria,
reversão à atividade, entre outros.

Geralmente a apostila é feita no verso do documento a que se refere. Pode, no entanto,


ser feita em folha separada, com timbre oficial, e anexada ao documento principal. É
lavrada como um termo (uma formalização) e publicada em órgão oficial.

105
2.1.1 Partes

a) Título – denominação do documento;

b) Texto – desenvolvimento do assunto;

c) Data – às vezes precedida da sigla do órgão;

d) Assinatura – identificação do destinatário –, nome e cargo ou função da


autoridade.

2.2 Ata

Ata é o documento em que se registram, de forma exata e


metódica, as ocorrências, resoluções e decisões das assembleias,
reuniões ou sessões realizadas por comissões, conselhos,
congregações, corporações ou outras entidades semelhantes.

Sendo um documento de valor jurídico, é preciso que seja redigido de modo a não
possibilitar alterações.

A ata é geralmente lançada em livros próprios para tal fim, devidamente autenticados.
Suas páginas são rubricadas por quem redigiu os termos de abertura e encerramento
do documento, dando-lhe cunho oficial.

Os livros podem ser substituídos por folhas soltas, o que confere certa praticidade
ao processo. No entanto, isso traz inconvenientes como a facilidade de extravio e a
facilitação de ações fraudulentas como acréscimos ou modificações posteriores.

hh
Em atas não se separa o texto em parágrafos ou alíneas. Escreve-
se tudo seguidamente para evitar acréscimos nos espaços em
branco.

106
Mas, em casos de registro de atos rotineiros e de procedimento padronizado, é comum
o lançamento de atas em formulários a serem preenchidos. Deve-se, então, ocupar
os eventuais espaços em branco com pontos ou outros sinais convencionados, para
prevenir fraudes.

Não se admite rasuras. Para corrigir algum erro cometido durante a redação, usa-se a
palavra “digo” seguida da palavra ou expressão correta.

Exemplo:

“Aos quinze dias do mês de junho, digo, do mês de julho de dois mil
e quinze, reuniu-se o... ”

Quando o erro ou omissão for constatado após a redação, usa-se a expressão “em
tempo” após o escrito, seguida da emenda ou acréscimo.

Exemplo:

“Em tempo: Na linha onde se lê concebido, leia-se concedido.”

Se houver contestações ou emendas ao texto apresentado, a ata só poderá ser


assinada depois de aprovadas as correções. Geralmente todas as pessoas presentes à
reunião assinam a ata. Se for assinada somente pelas pessoas que presidiram a sessão,
presidente e secretário e/ou outros, o seu conteúdo será dado à publicidade para
conhecimento dos interessados ou para fins de legalização.

As partes do texto que compõem uma ata variam de acordo com a natureza das
reuniões.

2.2.1 Partes

As partes mais importantes de uma ata são:

a) Título do documento;

b) Dia, mês, ano e hora da reunião, por extenso;

c) Local da reunião;

107
d) Pessoas presentes, devidamente qualificadas: professor, conselheiro, delegado
etc.;

e) Presidente e secretário dos trabalhos;

f) Ordem do dia; discussão, votação, deliberação etc.;

g) Fecho; e

h) Assinatura(s).

De acordo com a atualização do Manual de Redação da

ff Presidência da República (BRASIL, 2002), editado em 2002, está


sendo discutida e elaborada pela Subchefia para assuntos
Jurídicos da Casa Civil, tendo em vista a reforma ortográfica da
língua portuguesa e os desafios da Governança Eletrônica.

Resumindo

Atos de caráter normativo não só regulam o funcionamento dos órgãos


públicos, como também estabelecem regras para a conduta dos cidadãos.
Sua elaboração necessita do emprego de linguagem e apresentação
adequadas.

Apostila é a complementação de um ato administrativo anterior, referente


ao serviço público, registrada por escrito em documento oficial.

Ata é um registro de reuniões, resoluções e outras ocorrências, com valor


jurídico.

108
Atividades

aa
1) Quanto à apresentação de documentos no padrão ofício,
complete as afirmativas a seguir.

a. ( ) No texto deve ser utilizada fonte do tipo Times New


Roman de corpo________.

b. ( ) É obrigatório constar numeração a partir da


página________.

c. ( ) O início de cada parágrafo deve distar do espaço destinado


à margem esquerda em ________ cm.

d. ( ) A largura do campo destinado à margem direita terá


________ cm.

2) Quanto à apresentação de documentos no padrão ofício,


classifique as alternativas a seguir como certo (C) ou errado
(E).

a. ( ) Entre linhas deve ser utilizado espaçamento simples.

b. ( ) A impressão deve ser feita com tinta preta em papel


branco.

c. ( ) Usar o máximo de recursos como negrito, sublinhado e


letras maiúsculas para reforçar as ideias.

d. ( ) Todos os documentos devem ser impressos em papel no


tamanho A4.

3) Assinale a única afirmativa incorreta.

a. ( ) Apostila é o aditamento a um ato administrativo


posterior.

b. ( ) A apostila tem como um dos seus fins a retificação e a


atualização de um ato administrativo anterior.

109
c. ( ) A apostila pode ser feita no verso do documento a que se
refere.

d. ( ) A apostila pode ser o registro de alterações na vida


funcional de um servidor.

4) Classifique as alternativas como certo (C) ou errado (E).

a. ( ) Ata é o documento em que se registram de forma exata e


metódica as resoluções, decisões e outras ocorrências em
assembleias, reuniões ou sessões realizadas por conselhos,
congregações, corporações ou outras entidades.

b. ( ) Na ata não se fazem parágrafos ou alíneas.

c. ( ) Na ata não se admitem rasuras.

d. ( ) As atas resultantes de ações rotineiras e de procedimentos


padronizados podem ser lançadas em formulários a serem
preenchidos, ao invés de em livros próprios devidamente
autenticados.

110
Referências

ABL – ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Vocabulário Ortográfico da Língua


Portuguesa. 5. ed. Rio de Janeiro: Global, 2009.

ALENCAR, José de. Senhora. São Paulo: KlicK, 1997.

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Lucerna, 2004.

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oficial, redação discursiva. São Paulo: Saraiva, 2012.

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112
UNIDADE 9 | COMUNICAÇÕES
OFICIAIS: AVISO E CERTIDÃO

113
Unidade 9 | Comunicações Oficiais: Aviso e Certidão

dd
O que é um aviso? Quais são suas características? Quem
normalmente expede um aviso? O que é uma certidão? Que
certidões você tem ou teve e quem as emitiu? Quem pode
fornecer certidões?

Vamos aqui descrever as características e finalidades destes documentos – aviso e certidão


–, bem como seus modelos de redação. Caso você seja solicitado a produzir algum desses
textos, seu trabalho será facilitado pelo conteúdo que apresentaremos nesta unidade.

114
1 Aviso

hh
O aviso é expedido exclusivamente por e para Ministros de
Estado e autoridades de mesma hierarquia. Portanto, sua
finalidade é tratar de assuntos da Administração Pública.

As autoridades com nível hierárquico equivalente ao de Ministro de Estado e que


podem utilizar-se do aviso para troca de comunicações oficiais são:

• Secretário-Geral da Presidência da República;

• Consultor-Geral da República;

• Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas;

• Chefe do Gabinete Militar da Presidência da República;

• Secretários da Presidência da República.

Quanto à forma, segue o modelo do padrão ofício com acréscimo do vocativo que
invoca o destinatário, seguido de vírgula.

Exemplos:

Senhora Ministra,...

Senhor Chefe de Gabinete,...

115
2 Certidão

2.1 Características

• É revestido por formalidades legais.

• É fornecido por autoridade competente a pedido do interessado.

• É solicitado ou requisitado ex officio por autoridade administrativa ou judicial.

• É destinado a:

a) fazer certa a existência de registro (em livro, processo ou documento qualquer


em poder do expedidor) referente a determinado ato ou fato;

b) ou dar forma à inexistência de tal registro.

2.2 Finalidade

• Serve de prova em ato jurídico.

• As certidões negativas da Fazenda Nacional, Estadual ou Municipal, em caso de


escritura de transferência de imóveis, exoneram o imóvel e isentam o adquirente
de qualquer responsabilidade relativa a pendências tributárias.

2.3 Tipos

• De inteiro teor: é a transcrição integral verbum ad verbum, também chamada de


translado, do documento original em que se baseia a certidão; e

116
• Resumida: embora não seja uma transcrição integral, deve exprimir fielmente o
conteúdo do documento original referente à ação ou fato da certidão.

2.4 Forma

É escrita em linhas corridas, sem emendas ou rasuras. Quaisquer espaços em branco


devem ser preenchidos com pontos ou outros sinais convencionais.

Partes:

a) título: nome do documento, muitas vezes já impresso em papel próprio;

b) preâmbulo: alusão ao ato que determinou a expedição do documento. Quando


for o caso, será mencionado o documento ou livro de origem;

c) texto: teor da certidão – transcrição do documento original ou descrição do que


foi encontrado;

d) fecho: termo do encerramento e assinatura dos funcionários que intervieram no


ato (quem lavrou e quem conferiu);

e) local e data (da expedição do ato e com data de validade de no mínimo 6 meses);

f) visto da autoridade que autorizou a lavratura da certidão – representa o ato de


aprovação e reconhecimento da autoridade, a fim de que a certidão produza os
efeitos legais desejados.

Resumindo

O aviso é o meio de comunicação utilizado entre Ministros de Estado e


autoridades de mesmo nível hierárquico dentro da administração pública,
para o tratamento de assuntos oficiais.

A certidão é um documento público fornecido por autoridade competente,


sendo o interessado uma pessoa física ou jurídica.

A certidão deve ser escrita em linhas corridas, sem emendas ou rasuras.

117
Atividades

aa
1) Assinale a única afirmativa incorreta, relativa ao aviso
como documento de comunicação oficial.

a. ( ) O aviso só pode ser expedido por um ministro de Estado


ou outra autoridade de mesmo nível hierárquico dentro da
administração pública.

b. ( ) O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas pode


expedir um aviso.

c. ( ) O aviso segue o padrão ofício das comunicações oficiais,


com acréscimo do vocativo.

d. ( ) Um Secretário-Geral da Presidência da República não


pode expedir um aviso para o Ministro da Fazenda.

2) Sobre a certidão, assinale a única afirmativa incorreta.

a. ( ) Reveste-se de formalidades legais.

b. ( ) É fornecido por uma autoridade competente.

c. ( ) O interessado não precisa solicitá-lo, pois a sua emissão é


sempre automática.

d. ( ) Certifica a existência ou inexistência de registro, em livro,


processo ou documento qualquer em poder do expedidor,
referente a determinado ato ou fato.

3) Assinale as afirmativas corretas.

a. ( ) A certidão pode servir de prova em um ato jurídico.

b. ( ) As certidões negativas expedidas pela Fazenda Nacional,


Estadual e Municipal exoneram o imóvel e isentam o comprador
de qualquer responsabilidade referente a pendências tributárias,
quando da escritura de transferência de imóveis.

118
c. ( ) As certidões podem ser de inteiro teor ou resumidas.

d. ( ) Transcrição verbum ad verbum significa transcrição


integral do texto original.

4) Assinale as afirmativas incorretas sobre certidão.

a. ( ) Deve conter variados espaços em branco para posterior


preenchimento.

b. ( ) O preâmbulo deve vir no fim da certidão.

c. ( ) O texto deve ser criativo e isso significa que nunca é


desejável a transcrição fiel do documento original que dá
sustentação aos termos da certidão.

d. ( ) A data de expedição da certidão deve ser seguida de um


prazo de validade que seja de no mínimo seis meses.

119
Referências

ABL – ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Vocabulário Ortográfico da Língua


Portuguesa. 5. ed. Rio de Janeiro: Global, 2009.

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oficial, redação discursiva. São Paulo: Saraiva, 2012.

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em: <https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/texto-cientificotexto-
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Humanos. Paris, 1948. Disponível em: <http://www.dudh.org.br/wp-content/
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ROCHA LIMA, C. H.; BARBADINHO NETO, R. Manual de Redação. 5. ed. Rio de Janeiro:
FAE, 1994.

121
UNIDADE 10 | COMUNICAÇÕES
OFICIAIS: CIRCULAR, CORREIO
ELETRÔNICO E DECLARAÇÃO

122
Unidade 10 | Comunicações Oficiais: Circular,
Correio Eletrônico e Declaração

dd
Quais as características de uma circular e por onde ela tramita?
A mensagem por correio eletrônico (e-mail) tem valor
documental? De quais assuntos trata uma declaração? Você já
escreveu ou já requisitou uma declaração?

Nesta unidade conheceremos as características e finalidades de uma circular, um


correio eletrônico – mais conhecido como e-mail – e uma declaração, assim como serão
apresentados alguns de seus modelos.

123
1 Circular

Circular é uma comunicação escrita de interesse comum que é


reproduzida em vários exemplares e transmitida a diferentes
pessoas, órgãos ou entidades.

Como documento oficial, trata-se de mensagem endereçada simultaneamente a


diversos destinatários, com a finalidade de transmitir ordens ou instruções.

2 Correio Eletrônico em Comunicações Oficiais

Nos dias atuais, o correio eletrônico, popularmente conhecido como e-mail,


transformou-se no principal meio de comunicação para transmissão de documentos.
Seu uso se popularizou graças ao baixo custo e à celeridade que proporciona.

2.1 Forma e Estrutura

• Evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial.

• Nos e-mails, o campo assunto deve ser preenchido de modo a facilitar a


organização tanto de quem envia quanto de quem recebe a correspondência.

• A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas


sobre seu conteúdo. “Arquivo (de computador): Envio pela Internet.”

• Utilizar recurso de confirmação de leitura ou fazer constar mensagem de pedido


de confirmação de recebimento.

124
2.2 Valor Documental

hh
Segundo o Manual de Redação da Presidência da República
(BRASIL, 2002), para que um e-mail (e seu conteúdo) tenha valor
documental, isto é, que seja aceito como documento original, é
necessário haver certificação digital que ateste a identidade do
remetente, na forma estabelecida em lei.

3 Declaração

Declaração é a afirmação da existência de um fato, ou a existência ou não de um direito.

A depender das circunstâncias e da finalidade, recebe variadas denominações:


declaração de direito, de vontade, de ausência, de crédito, de guerra, de falência, de
interdição, de renda, de princípios etc.

Pode iniciar-se dos seguintes modos:

• Declaro, para fins de prova junto ao órgão...

• Declaro, para os devidos fins, que...

• Declaro, a pedido verbal de...

Resumindo

A circular é uma mensagem endereçada simultaneamente a diversos


destinatários.

O correio eletrônico é a principal forma de transmissão de documentos


oficiais.

A declaração pode prestar-se a várias finalidades.

125
Atividades

aa
1) Assinale a única alternativa incorreta.

a. ( ) Circular é uma comunicação reproduzida em cópias de


igual teor.

b. ( ) Circular é um documento endereçado simultaneamente a


vários destinatários.

c. ( ) A circular transmite avisos, ordens ou instruções.

d. ( ) A circular, como documento oficial, tem como única


finalidade a transmissão de informações entre pessoas de um
mesmo círculo familiar.

2) Classifique como certo (C) ou errado (E).

a. ( ) Correio eletrônico é passar mensagens por e-mail.

b. ( ) Transmitir mensagens por e-mail tem custo baixo, mas é


muito demorado.

c. ( ) Podemos usar gírias à vontade nos e-mails, porque é um


meio moderno e atual de mandar mensagens oficiais.

d. ( ) O correio eletrônico é um meio de transmissão de


documentos oficiais que jamais carece de confirmação, por ser
extremamente confiável.

3) Assinale a única afirmativa incorreta.

a. ( ) Para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor


documental é preciso conter a certificação digital do
remetente.

b. ( ) A certificação digital atesta a identificação do remetente


da mensagem eletrônica.

126
c. ( ) O campo “assunto” da mensagem por correio eletrônico
deve ser elaborada de modo a facilitar sua organização
documental.

d. ( ) Qualquer e-mail, automaticamente, transforma-se em


documento válido como original mesmo sem certificação
digital.

4) Assinale a única alternativa correta.

a. ( ) A declaração só pode ser emitida por autoridades do


primeiro escalão do governo federal.

b. ( ) A declaração só pode referir-se a assuntos relativos a


pagamento em dinheiro ou cheque.

c. ( ) A declaração significa a afirmação da existência de um


fato, ou a existência ou não de um direito.

d. ( ) Não existe um documento conhecido como “Declaração


Universal dos Direitos Humanos”.

127
Referências

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Portuguesa. 5. ed. Rio de Janeiro: Global, 2009.

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MARTINO, A. Português Esquematizado: gramática, interpretação de texto, redação


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MOUTINHO, E. Texto científico/texto técnico. Portal da internet, 2005. Disponível


em: <https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/texto-cientificotexto-
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ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração Universal Dos Direitos


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ROCHA LIMA, C. H.; BARBADINHO NETO, R. Manual de Redação. 5. ed. Rio de Janeiro:
FAE, 1994.

129
UNIDADE 11 | COMUNICAÇÕES
OFICIAIS: EDITAL E EXPOSIÇÃO
DE MOTIVOS

130
Unidade 11 | Comunicações Oficiais: Edital e
Exposição de Motivos

dd
O que é um edital? Discuta com os colegas os editais que você já
leu e quais são suas características. Onde se publicam os editais?
E quanto à exposição de motivos, o que vêm a ser?

Mesmo que você saiba pouco sobre editais e exposição de motivos, é praticamente certo
que já tenha ouvido falar deles. Nesta unidade, trataremos de esclarecer seus conteúdos
e finalidades.

131
1 Edital

• É um ato escrito oficial;

• Contém aviso, determinação ou citação;

• É mandado publicar por autoridade competente;

• É publicado no órgão oficial ou em outros órgãos da


imprensa;

• Pode também ser afixado, para divulgação, em lugares públicos.

1.1 Objetivo

São objetos de editais, conforme legislação vigente:

• Concorrências administrativas para aquisição, alienação, ou recuperação de


materiais;

• Abertura de concursos para provimento de cargos públicos; e

• Intimações, notificações, convocações e demais avisos que devam ter ampla


divulgação.

1.2 Partes do Documento

a) Título: denominação do ato, muitas vezes seguido de número de ordem e data


de expedição;

132
b) Ementa: resumo do assunto do edital;

c) Texto: desenvolvimento do assunto; e

d) Assinatura: nome da autoridade competente, com cargo e função.

hh
Os editais de licitação devem seguir a Lei Federal nº 8.666, de 21
de junho de 1994.

2 Exposição de Motivos

2.1 Definição e Finalidades

Exposição de Motivos é o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-


Presidente, ou ao Governador de Estado ou Prefeito Municipal para:

• Informá-lo de determinado assunto;

• Propor alguma medida;

• Submeter um projeto de ato normativo à sua consideração.

2.2 Partes do Documento

São elas:

a) resumo do texto;

b) síntese das alegações, argumentos ou fundamentos oferecidos;

c) apreciação do assunto, razões e esclarecimentos que o ilustrem;

133
d) transcrição da legislação citada; e

e) parecer conclusivo.

2.3 Forma e Estrutura

A exposição de motivos tem a apresentação do padrão ofício.

gg
Veja neste blog, disponível no link a seguir, exemplo de uma
Exposição de Motivos. Confira e aprofunde-se!

http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/2015/07/13/
exposicao-de-motivos/

De acordo com a finalidade, pode ser de dois tipos.

• De caráter exclusivamente informativo: sua estrutura segue o modelo do


padrão ofício;

• Quando propõe alguma medida ou submete à consideração um projeto de ato


normativo, deve apontar:

a) na introdução – o problema que está a reclamar e a adoção da medida ou do ato


normativo proposto;

b) no desenvolvimento – o porquê de ser aquela medida ou aquele ato normativo


o ideal para se solucionar o problema, e eventuais alternativas existentes para
equacioná-lo;

c) na conclusão – novamente, mencionar qual medida deve ser tomada, ou qual ato
normativo deve ser editado para solucionar o problema.

A exposição de motivos deve conter a assinatura de todas as autoridades envolvidas.


Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à exposição de motivos devidamente
preenchido, de acordo com o modelo previsto no Anexo II do Decreto nº 4.176, de 28
de março de 2002.

134
Resumindo

Os editais têm como objeto: as concorrências públicas referentes a compra,


alienação ou recuperação de materiais; os concursos para contratar
funcionários públicos; quaisquer outros avisos que devam ter ampla
divulgação, conforme estabelece a legislação vigente.

Os editais de licitação devem seguir a Lei Federal nº 8.666, de 21 de junho


de 1994.

Exposição de motivos é o documento no qual uma ou mais autoridades


justificam a necessidade de ser tomada alguma providência.

135
Atividades

aa
1) Complete as alternativas a seguir com as palavras
cabíveis.

a. Edital é um ato escrito oficial que deve ser afixado em lugares


_________.

b. É objeto de edital a abertura de concurso para provimento de


____ públicos.

c. A exposição de motivos tem a apresentação do padrão


________.

d. A exposição de motivos: pode ter caráter exclusivamente


__________; ou pode propor alguma medida ou submeter a
apreciação algum projeto de ato normativo.

136
Referências

ABL – ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Vocabulário Ortográfico da Língua


Portuguesa. 5. ed. Rio de Janeiro: Global, 2009.

ALENCAR, José de. Senhora. São Paulo: KlicK, 1997.

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FAE, 1994.

138
Redação
Técnica

MÓDULO 4
UNIDADE 12 | COMUNICAÇÕES
OFICIAIS: FAX, MEMORANDO E
MENSAGEM

140
Unidade 12 | Comunicações Oficiais: Fax,
Memorando e Mensagem

dd
Você sabe o que é um fax? Para que ele serve? O fax ainda é
usado na atualidade? O que é um memorando? Quais são suas
características? Qual a diferença entre um memorando e uma
mensagem? Ambos são utilizados na administração pública?

O fax é uma forma de comunicação que vem sendo menos utilizada devido ao
desenvolvimento da internet. Já o memorando e a mensagem continuam cumprindo
papel importante nas comunicações oficiais.

141
1 Fax

A palavra fax é uma forma abreviada de fac-simile e sua utilização tem o intuito de
transmitir mensagens urgentes, bem como o envio antecipado de documentos, de
cujo conhecimento há premência, quando não há condições de enviá-los por meio
eletrônico.

Como o papel de fax pode deteriorar-se rapidamente, caso seja necessário


arquivamento, deve-se fazê-lo com sua cópia.

Ao enviar um fax, é conveniente enviar uma folha de rosto (um pequeno formulário)
com os dados de identificação do documento.

Fac-símile (do latim fac simile, faz igual) é toda cópia ou


reprodução de letra, gravura, desenho, composição tipográfica
etc. Um fac-símile (ou edição fac-similar) é uma edição nova,
frequentemente de um livro antigo, que apresenta uma
reprodução exata da edição original, incluindo fontes de letras,
escala, ilustrações, diagramação e paginação. A palavra é usada
atualmente no contexto da tecnologia das telecomunicações
por fax.

2 Memorando

É uma forma de comunicação eminentemente interna, entre unidades administrativas


de um mesmo órgão, sendo as unidades de mesma ou de diferentes hierarquias.

A hierarquia é uma organização fundada sobre uma ordem de


prioridade entre os elementos de um conjunto, ou sobre
relações de subordinação entre os membros de um grupo, com
graus sucessivos de poderes, de situação e de responsabilidades.

142
Ele pode ter caráter meramente administrativo ou ser empregado para a exposição de
projetos, ideias, diretrizes etc.

Suas características principais são: agilidade, concisão, clareza. E sua tramitação deve
pautar-se pela rapidez e simplicidade de procedimentos burocráticos.

Os despachos devem ser dados no próprio memorando ou, na falta de espaço, em


folha de continuação. Quanto à forma, segue o padrão ofício, com a diferença de que
o destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa.

Exemplos:

(1) Ao Senhor Chefe do Departamento de Administração:

(2) Ao Senhor Subchefe para assuntos Jurídicos:

3 Mensagem

É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes de


Poderes, notadamente enviado pelo Chefe do Poder Executivo
para o do Poder Legislativo, para informar sobre fato da
Administração Pública.

Por esse instrumento:

a) expõe-se o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa;

b) submetem-se, ao Congresso Nacional, matérias que dependem de deliberação


das duas Casas;

c) apresenta-se veto;

d) fazem-se comunicações ou se agradece sobre assuntos dos poderes públicos e


da nação.

143
A Constituição Federal, as Constituições dos Estados e as Leis Orgânicas dos Municípios
preveem diversos casos em que cabe ao Chefe do Poder Executivo dirigir-se ao Poder
Legislativo através de mensagem.

Resumindo

Fax é utilizado para transmissão de mensagens urgentes e envio antecipado


de documentos quando não se pode contar com os meios eletrônicos.

Memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas


de um mesmo órgão.

Mensagem é o instrumento de comunicação oficial entre os chefes dos


Poderes, notadamente enviada pelo Chefe do Poder Executivo para o chefe
do Poder Legislativo.

144
Atividades

aa
1) Classifique como certo (C) ou errado (E).

a. ( ) O fax só é utilizado para a transmissão de mensagens que


não têm nem importância e nem urgência.

b. ( ) Como o papel do fax é facilmente deteriorável, usa-se sua


cópia para o necessário arquivamento.

c. ( ) A tramitação dos memorandos deve pautar-se pela


rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos.

d. ( ) As comunicações internas conhecidas por “mensagem”


podem ser utilizadas entre quaisquer funcionários públicos,
desde que seu conteúdo seja urgente.

145
Referências

ABL – ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Vocabulário Ortográfico da Língua


Portuguesa. 5. ed. Rio de Janeiro: Global, 2009.

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146
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FAE, 1994.

147
UNIDADE 13 | COMUNICAÇÕES
OFICIAIS: OFÍCIO, PARECER E
REQUERIMENTO

148
Unidade 13 | Comunicações Oficiais: Ofício, Parecer
e Requerimento

dd
O que é um ofício? A quem compete expedir o ofício e quem
pode ser seu destinatário? O que os verbos “parecer” e
“requerer” significam? Então, do que você acha que as
comunicações oficiais chamadas “parecer” e “requerimento”
tratam? E a mensagem, como uma das Comunicações Oficiais,
que características ela apresenta?

A Comunicação Oficial estabeleceu-se como maneira de registrar, analisar, avaliar,


controlar e colocar em ação diferentes processos e procedimentos da Administração
Pública, de maneira que diferentes divisões ou seções atuem de forma harmoniosa, dando
continuidade a seus planos e projetos, assim como mantendo a memória das organizações.

O emissor de Comunicações Oficiais é o Serviço Público, representado por vários setores.


Essas Comunicações podem se dar entre Órgãos Públicos ou entre o Serviço Público e o
público (conjunto de cidadãos ou instituições).

Tem como característica a neutralidade, já que as mensagens são emitidas em nome do


Serviço Público, porém, a padronização não deve enrijecê-las.

149
1 Ofício

É a comunicação oficial utilizada por autoridades públicas que


não têm status de Ministro de Estado ou equivalente.

• Pelo ofício são tratados assuntos oficiais de órgãos públicos, entre si ou com
particulares.

• Em sua forma, segue o modelo do padrão ofício, com vocativo invocando o


destinatário, seguido de vírgula.

Exemplos:

(1) Senhora Senadora,

(2) Senhora Vereadora,

• Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes informações do


remetente:

a) nome do órgão ou setor;

b) endereço postal;

c) telefone e endereço de correio eletrônico.

2 Parecer

Parecer é a opinião de um especialista, em resposta a uma


consulta.

150
Na Administração Pública, o parecer:

• é geralmente parte integrante de um processo;

• apresenta uma opinião favorável ou desfavorável relativa a algum caso ou


matéria específica;

• indica e fundamenta uma solução para o caso ou matéria específica;

• tem justificativa baseada em dispositivos legais, jurisprudência e informações;

Tipos de parecer:

a) administrativo – quando se refere a caso burocrático;

b) científico ou técnico – quando se relaciona com matéria específica.

Partes de um parecer:

a) número – do respectivo processo, no centro do papel, ao alto;

b) título – tem a palavra “parecer” seguida do número de ordem, dia, mês e ano;

c) ementa – é o resumo do assunto, devendo ser sintética, digitada em espaço


simples a dois espaços do título;

d) texto – com introdução (histórico), esclarecimentos (análise do fato) e conclusão


clara e objetiva do assunto;

e) fecho – com o local e ou denominação do órgão (em geral em forma de sigla),


data e assinatura (nome e cargo ou função de quem emite o parecer).

3 Requerimento

• É uma solicitação por escrito, seguindo formalidades legais, dirigida a uma


autoridade de instituição pública ou privada.

• Deve ser escrito na 3ª pessoa.

151
• Só admite fechos próprios.

gg
Informe-se através do portal na internet da TV Escola sobre
como fazer um requerimento. Confira acessando link a seguir.

http://brasilescola.uol.com.br/redacao/requerimento.htm

Exemplos:

(1) Nestes termos, aguarda deferimento.

(2) Nestes termos, espera deferimento.

(3) Nestes termos, pede deferimento.

hh
A petição é um tipo de requerimento fundado no direito da
pessoa, na qual se pleiteiam direitos, sendo feita perante o juiz
competente ou que preside ao feito.

Abaixo-assinado é um requerimento coletivo, de caráter


público ou restrito, que torna manifesta a opinião de grupo e/ou
comunidade, ou representa interesse dos que o assinam.

gg
Assista como formatar uma petição em documento Word
através do link a seguir.

https://www.youtube.com/watch?v=SbimsH0uQqI

152
Resumindo

O ofício é um instrumento de comunicação utilizado por autoridades de


hierarquia inferior à de Ministro de Estado, que trata de assuntos oficiais
de órgãos da Administração Pública, entre si e com particulares.

Parecer é um documento em que seu emissor indica e fundamenta uma


opinião e solução referente a algum caso burocrático ou a matéria
específica.

Requerimento é o instrumento utilizado para a solicitação de alguma coisa,


feito por escrito e dirigido a uma autoridade de instituição pública ou
privada.

153
Atividades

aa
1) Classifique como certo (C) ou errado (E).

a. ( ) Abaixo-assinado é um requerimento coletivo.

b. ( ) Através do parecer, o emitente faz constar uma opinião


favorável ou não a respeito de algum fato ou assunto,
administrativo ou específico.

c. ( ) O ofício é utilizado por autoridades da Administração


Pública para tratar de assuntos oficiais entre órgãos públicos e
também com particulares.

d. ( ) Requerimento é uma solicitação por escrito sobre alguma


coisa, dirigida a autoridade de instituição pública ou privada.

154
Referências

ABL – ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Vocabulário Ortográfico da Língua


Portuguesa. 5. ed. Rio de Janeiro: Global, 2009.

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ROCHA LIMA, C. H.; BARBADINHO NETO, R. Manual de Redação. 5. ed. Rio de Janeiro:
FAE, 1994.

156
UNIDADE 14 | COMUNICAÇÕES
OFICIAIS: PORTARIA, ORDEM
DE SERVIÇO, PROCURAÇÃO,
RELATÓRIO E TELEGRAMA

157
Unidade 14 | Comunicações Oficiais: Portaria,
Ordem de Serviço, Procuração, Relatório e
Telegrama

gg
Acesse a Portaria Interministerial do MEC e MF nº 8, de 5 de
novembro de 2015, que dispõe sobre o valor anual mínimo
nacional por aluno. Leia na íntegra através do link a seguir.
Discuta com seu colega, o que você entendeu por portaria.

http://www.fnde.gov.br/fnde/legislacao/portarias/item/7698-
portaria-interministerial-mec-mf-n%C2%BA-8,-de-5-de-
novembro-de-2015

Uma ordem de serviço é um documento que tem o objetivo de


emitir comunicações internas em uma empresa sobre um serviço
ou trabalho que precisa ser efetuado.

158
dd
Você sabe o que é uma procuração, um relatório e um telegrama?
Como fazer uma procuração? Você já recebeu algum telegrama?

A formalidade e a padronização são elementos fundamentais para a uniformização das


Comunicações Oficiais. Com o objetivo de facilitar a comunicação administrativa, foram
estabelecidos parâmetros de formatação, critérios de hierarquia e definição de trâmites
para serem seguidos. Um dos grandes desafios da atualidade é programar uma prática
consciente e apropriada em que formatos e padrões representem apenas um dos lados
da questão. O outro desafio vai ser delinear, paralelamente, uma visão crítica capaz de
compor ideias, propor soluções e atingir resultados que estejam além das uniformizações.

1 Portaria

É o documento oficial emanado de uma autoridade para


transmitir aos subordinados ordens de serviço de sua
competência.

• Assegura direitos de remuneração.

Partes:

a) numeração – número e data de expedição;

b) título – denominação da autoridade que expede o ato (caso não venha em papel
próprio, já impresso com essa informação);

c) fundamentação – citação da legislação básica, seguida da palavra “resolve”;

d) texto;

e) assinatura – nome da autoridade competente e cargo (se já não vier impresso no


alto da página).

159
2 Ordem de Serviço

Trata-se de um documento que regula procedimentos a serem


seguidos por um servidor ou órgão.

• A chefia toma conhecimento de orientações para execução de serviços ou


desempenho de encargos; ou

• O órgão subordinado recebe determinações a serem cumpridas.

Pode ser:

a) instrução de serviço – fixa normas para execução de atos; disciplina a execução


de serviços;

b) orientação de serviço – estabelece normas administrativas no âmbito de setores


subordinados.

Regula procedimentos internos em geral, tais como substituições nos encargos, sem
necessariamente assegurar remunerações.

Tem estrutura variável, sendo comum a seguinte composição:

a) Título – identificação, número e data da expedição do ato (a data pode vir após
o texto, antes da assinatura);

b) Texto – desenvolvimento do assunto. Pode ter vários parágrafos, sendo o 1º não


numerado. Os demais são numerados com algarismos cardinais desdobráveis em
alíneas;

c) Identificação – nome da autoridade e indicação do cargo ou função que exerce.

160
3 Procuração

Procuração é um documento pelo qual uma pessoa dá a outra o


poder de agir em seu nome.

A procuração pode ser:

• por instrumento público – lavrada em cartório;

• por instrumento particular – redigida pelo outorgante, com firma reconhecida.

4 Relatório

Do ponto de vista da administração pública, o relatório é um


documento oficial em que uma autoridade expõe as atividades
de sua repartição, ou presta conta de seus atos a uma autoridade
de nível superior.

Partes:

a) título – denominação do documento (“relatório”);

b) invocação – tratamento e cargo da autoridade receptora;

c) texto – exposição do assunto.

Sequência a ser observada no texto:

a) Introdução: referência à disposição legal ou à ordem superior que determinou a


apresentação do relatório, e breve menção ao assunto ou objeto;

b) Análise: apreciação do assunto, com informações e esclarecimentos que se


façam necessários à sua perfeita compreensão;

161
c) Conclusão: tiram-se as conclusões, logicamente deduzidas da argumentação
que as precede;

d) Sugestões ou recomendação: apresentação de sugestões ou recomendações


sobre medidas a serem tomadas.

• Fecho: fórmula de cortesia;

• Local e data:

Exemplo

(1) Belo Horizonte, _______ de _______ de _______.

• Assinatura: nome e cargo ou função da(s) autoridade(s) ou servidor(es) que


apresenta(m) o relatório.

gg
Acessando o link a seguir você poderá assistir a um vídeo sobre
como realizar um relatório administrativo.

https://www.youtube.com/watch?v=y6hWUDYwMSo

5 Telegrama

Na administração pública, toda comunicação oficial expedida


por meio de telegrafia, telex etc. recebe o título de telegrama.

• Seu uso se restringe àquelas situações de urgência em que não é possível o uso
do correio eletrônico ou fax.

• É uma forma de comunicação tecnologicamente superada que, dispendiosa,


deve pautar-se pela concisão.

162
• Não tem padrão rígido de forma e estrutura, devendo seguir o prescrito nos
formulários disponíveis em agências dos Correios e em seu portal na internet.

Características da linguagem telegráfica tradicional:

a) texto conciso, claro e objetivo;

b) preferência por formas simples (“adotara” em vez de “tinha adotado”);

c) supressão de expressão de cortesia;

d) uso de letras maiúsculas, com dois espaços entre palavras;

e) supressão dos hifens;

f) dispensa de acentos gráficos;

g) números inteiros em algarismos arábicos (240; 1270);

h) se for necessário, e pela importância, escrever os números por extenso,


aglutinados, ou seja, juntos (CENTO VINTEQUATRO; CINQUENTAMIL);

i) recurso para datas: 21042003 (21 de abril de 2003);

j) os sinais de pontuação podem ser substituídos por sua abreviatura (“.” ou “PT”)

Exemplo:

(1) SOLICITO IMEDIATO COMPARECIMENTO ESTA SECRETARIA ASSUNTO LICENÇA


PREMIO PT

gg
Assista ao vídeo disponível no link a seguir, em que a história do
telégrafo é contada.

https://www.youtube.com/watch?v=hIN1wH4iYdg

163
Resumindo

Portaria é um documento oficial em que uma autoridade transmite aos


subordinados ordens de serviço de sua competência.

Ordem de serviço é a instrução dada a um servidor ou a um órgão


administrativo.

Procuração é o instrumento legal usado por uma pessoa para dar a outra o
poder de representá-la.

Relatório é uma exposição ou narração de atividades ou fatos passados,


com a discriminação de todos os seus aspectos ou elementos.

Telegrama é toda comunicação oficial expedida por meio de telegrafia,


telex etc., de uso restrito a situações de emergência, e quando não há
possibilidade de comunicação por correio eletrônico ou fax.

164
Atividades

aa
1) Complete com uma das seguintes palavras: portaria, ordem
de serviço, procuração, relatório, telegrama.

a. Na fundamentação de uma ____________________ faz-se a


citação da legislação básica, seguida da palavra “resolve”.

b. O ____________________ é uma descrição de fatos passados,


analisados com o objetivo de orientar o servidor interessado ou
o superior imediato, para determinada ação.

2) Complete com uma das seguintes palavras: portaria, ordem


de serviço, procuração, relatório, telegrama.

a. Todas as comunicações oficiais realizadas por telegrafia ou


telex são chamadas de ____________________.

b. A concisão e a clareza, qualidades bem-vindas em qualquer


texto oficial, são especialmente importantes em um
____________________.

3) Complete com uma das seguintes palavras: portaria, ordem


de serviço, procuração, relatório, telegrama.

a. Um ____________________ pode ser de caráter administrativo


ou científico/técnico.

b. A comunicação oficial conhecida por ____________________


pode ser: uma instrução – em que se fixam normas ou se
disciplina a execução de serviços; ou uma orientação – em que
se estabelecem normas administrativas no âmbito de setores
subordinados.

4) Complete com uma das seguintes palavras: portaria, ordem


de serviço, procuração, relatório, telegrama.

a. É pelo documento conhecido por ____________________ que


uma pessoa dá a outra o poder de agir em seu nome.

b. O documento denominado ____________________ por


instrumento público é lavrado em cartório.

165
Referências

ABL – ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Vocabulário Ortográfico da Língua


Portuguesa. 5. ed. Rio de Janeiro: Global, 2009.

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Editorial, 2005.

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Lucerna, 2004.

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oficial, comercial, bancária, particular. 19. Ed. São Paulo: Ática, 2004.

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1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/
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2002. Disponível em: <http://www4.planalto.gov.br/centrodeestudos/assuntos/
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gramática e redação, v. 1. 2. ed. São Paulo: Atual, 1994.

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MOUTINHO, E. Texto científico/texto técnico. Portal da internet, 2005. Disponível


em: <https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/texto-cientificotexto-
tecnico/14204>. Acesso em: 28 mar. 2017.

ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração Universal Dos Direitos


Humanos. Paris, 1948. Disponível em: <http://www.dudh.org.br/wp-content/
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ROCHA LIMA, C. H.; BARBADINHO NETO, R. Manual de Redação. 5. ed. Rio de Janeiro:
FAE, 1994.

167
UNIDADE 15 | DIPLOMA,
CERTIFICADO E CURRÍCULO

168
Unidade 15 | Diploma, Certificado e Currículo

dd
Qual a diferença entre um diploma e um certificado? Sabe
elaborar um currículo eficaz? Como preparar-se para uma
entrevista de emprego?

Nesta última unidade do curso, mais do que nunca estaremos juntos para participar da
expansão de seus conhecimentos, rumo à sua realização profissional. Durante a aula,
apresentaremos um modelo de currículo, na certeza de que você já está pronto para
ingressar no mercado de trabalho, ou para nele ascender. Sucesso!

169
1 Diploma

• É um documento formal fornecido por escolas, faculdades, universidades e


outras instituições de ensino.

• Deve ser registrado em um órgão competente e reconhecido pelo MEC (Ministério


da Educação e Cultura).

2 Certificado

• É o comprovante de participação em algum curso de extensão cultural ou


profissional, ou outro evento, curso não incluso como parte integrante ou
obrigatório do sistema de ensino formal de graduação ou pós-graduação.

• É válido para comprovação curricular.

Assista a um programa da TV Futura sobre Mercado de Trabalho

ff no Brasil, disponível no link a seguir.

https://www.youtube.com/watch?v=sEkFOl2jQ2k

3 Currículo

Se você estiver procurando emprego, se está solicitando uma promoção, ou mesmo


se vai pleitear uma vaga ou trabalho autônomo mais adequado a suas habilidades e/
ou necessidades, certamente precisará redigir um bom currículo, também chamado de
“curriculum vitae”.

170
Essa expressão latina significa “trajetória da vida” e deve retratar sua vivência pessoal
e profissional, de forma a transmitir boas impressões junto aos responsáveis pela
seleção e recrutamento de pessoal.

3.1 Exemplo de Currículo

CURRICULUM VITAE

RENATO SOARES PEREIRA

Cargo pretendido: Analista/ Supervisor/Gerente na área de RH

DADOS PESSOAIS:

Idade: 35

Sexo: masculino

Estado civil: solteiro

Endereço residencial: Rua Almirante Barroso, 1273 – Casa 13

Bairro: Bela Vista

Cidade: São Paulo – SP

País: Brasil

CEP: 01564-084

Telefone: 3821-8639

E-mail: renatosp@zzm.com.br

ESCOLARIDADE:

Superior Completo

Especialidade: Administração de Empresas

171
Curso 1: Cargos e salários

Local 1: SENAC

Curso 2: Recrutamento e Seleção

Local 2: SENAC

Curso 3: Treinamento / Depto Pessoal

Local 3: Senac

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:

Empresa 1: Soluções RH Assessoria Empresarial

Cargo 1: Sócio-Diretor

Admissão 1: 15/06/02

Saída 1: 20/12/04

Empresa 2: Indústrias São Miguel

Cargo 2: Supervisor de recrutamento

Admissão 2: 01/02/05

Saída 2: 02/10/07

Função 2: Supervisão de equipe; desenvolvimento, coordenação, implantação e


manutenção de projetos; administração de rotinas; análise e elaboração de relatórios
estatísticos.

Empresa 3: Sucos do Brasil S/A

Cargo 3: Analista – Recursos Humanos

Admissão 3: 15/01/08

172
Saída 3: 20/10/15

Função: Elaboração e execução de rotinas de pessoal; folha de pagamento;


análise e descrição de cargos; recrutamento e seleção.

Pretensão Salarial: a negociar.

Informações Complementares:

Ao longo de minha vida profissional, elaborei diversos modelos de formulários


de acompanhamento e avaliação, todos utilizados com sucesso por superiores e
subordinados. Gosto de fazer análises para apresentar soluções práticas e funcionais
para assuntos de gerenciamento de pessoal. Tenho como meta dar contribuições que
sejam úteis ao crescimento da organização para a qual estiver trabalhando.

gg
Através do link a seguir, assista a um vídeo da “Série Primeiro
Emprego: Como fazer um currículo”. Confira!

https://www.youtube.com/watch?v=rGA-8veSNg4

Resumindo

Diploma é um documento concedido por uma instituição que comprova


que o portador possui as habilitações e cumpriu as exigências necessárias à
obtenção de um grau ou título.

Certificado é um documento que atesta a participação em um curso de


extensão cultural ou profissional, que não faz parte do currículo instituído
pelo sistema de educação formal de graduação ou pós-graduação.

Currículo é um documento que reúne dados pessoais e de formação, além


de experiências profissionais de um candidato a emprego, cargo específico
ou atividade profissional autônoma.

173
Atividades

aa
1) Classifique como certo (C) ou errado (E).

a. ( ) Informações falsas colocadas em um currículo podem


prejudicar muito o candidato na hora da entrevista pessoal.

b. ( ) Um diploma só é válido se fornecido por instituição


reconhecida pelo MEC.

c. ( ) É importante ter os certificados correspondentes aos


cursos de extensão cultural ou profissional, pois eles servem de
comprovação às citações do currículo.

d. ( ) Reler o currículo antes da entrevista de emprego é


importante para responder a eventuais perguntas de
confirmação de dados.

174
Referências

ABL – ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Vocabulário Ortográfico da Língua


Portuguesa. 5. ed. Rio de Janeiro: Global, 2009.

ALENCAR, José de. Senhora. São Paulo: KlicK, 1997.

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175
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oficial, redação discursiva. São Paulo: Saraiva, 2012.

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ROCHA LIMA, C. H.; BARBADINHO NETO, R. Manual de Redação. 5. ed. Rio de Janeiro:
FAE, 1994.

176
Gabarito

Questão 1 Questão 2 Questão 3 Questão 4

a) hierarquizadora;

b) exploratória;
Unidade 1 F - F - V- V F - F - V- V V-F-V-F
c) analítica ;

d) de extrapolação;

Unidade 2 A-C-D V-F-V-F F - V - V- V V-V-F-F

Unidade 3 V-V-V-F C D B

Unidade 4 C D D 3-2-4-1

Unidade 5 B C A-B-C C

Unidade 6 F-V-V-V A B C-E-E-C

Unidade 7 D D C-E-C-E C-C-C-C

Unidade 8 12 - 2 - 2,5 - 3 C - C - E -C D C-C-C-C

Unidade 9 C-C-C-E C-C-C-C A-B-C-D A-B-C

Unidade 10 D D-E-E-E D C

a) públicos;

b) cargos;
Unidade 11 - - -
c) ofício;

d)informativo.

Unidade 12 C-C-C-E - - -

Unidade 13 C-C-C-C - - -

a) portaria; a) telegrama; a) relatório; a) procuração;


Unidade 14
b) relatório; b) telegrama; b) portaria; b) procuração;

Unidade 15 C-C-C-C - - -

177