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EXCELENTISSÍMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA _____ VARA

CÍVEL DA COMARCA DE ____________ - (Conforme art. 319, I, NCPC e


organização judiciária da UF)

NOME COMPLETO DA PARTE AUTORA, nacionalidade, estado civil (ou a


existência de união estável), profissão,portadora da cédula de Identidade nº
_______________, inscrita no CPF/MF sob o nº _______________, endereço
eletrônico, residente e domiciliada na _______________, por seus advogados in
fine assinados conforme procuração anexada, com endereço profissional
(completo), para fins do art. 106, I, do Novo Código de Processo Civil, vem, mui
respeitosamente a V.Exa., propor a presente:

AÇÃO DE DANOS MORAIS E MATERIAIS

contra o Banco ____________, pessoa jurídica de direito privado,


estabelecida na Rua ________________, endereço eletrônico, inscrita no CPNJ
sob o nº ____________, pelos fundamentos de fato e de direitos a seguir
aduzidos:

DAS ALEGAÇÕES DE FATO

A demandante, correntista do banco demandado (agência ____ e conta corrente ___),


depositou através do caixa eletrônico (máquina n°. ____________ Sequencial
____________) da agência ____________, na Agência Bancária de ____________do
Banco demandado, ______ envelopes contendo cada o importe de R$ ____________ e
____________, conforme comprovantes em anexo.

Ocorre Excelência, que ao verificar o saldo de sua conta corrente observou que o
envelope que continha a quantia de R$ ____________estava com a informação de que o
envelope estava “vazio”.
Sabendo que o envelope continha o dinheiro ali depositado, buscou saber junto ao
banco demandado o por quê da informação, sendo surpreendido pela supervisora de que
realmente o envelope estava vazio e que havia sido analisada as filmagens pela empresa
terceirizada que havia constatado a mesma informação.

Não obstante a constatação supramencionada, a demandante solicitou por ______


oportunidades as filmagens que constataram que o envelope estava vazio. Todos,
estranhamente, se negaram a mostrar as filmagens, sem qualquer justificativa plausível.

Ora Excelência, como é possível o banco demandado constatar que o envelope estava
vazio, inclusive através da própria filmagem, e não comprovar ao sócio proprietário da
empresa a veracidade da informação?

Sendo assim, por encontrar-se prejudicado quanto ao valor depositado, qual seja R$
____________, vem a esta Justiça requerer sua devida reparação material e moral pelos
danos causados.

DOS DANOS SUPORTADOS PELO DEMANDANTE

Notórios são os prejuízos amargados pelo demandante, vez que depositou a


quantia de R$ ____________e não teve o depositado efetuado pelo banco demandado.

Todo dano poderia ter sido evitado caso o demandado agisse com idoneidade,
em respeito à legalidade e, principalmente, aos clientes.

A doutrina defende que a Justiça deve reprimir atitudes como esta, que
desrespeitam aqueles que estão de boa fé, condenando atitudes como as do demandado a
pagarem indenizações por danos materiais e morais, com valor significativo.

Diante disto, deve Vossa Excelência condenar o réu a indenizar a autora em


valor a titulo de dano moral, a ser arbitrado com os parâmetros apontados pela doutrina
e jurisprudência, bem como a ressarcir os prejuízos materiais causados, tudo
devidamente corrigido com juros e correção monetária.

DOS DANOS MATERIAIS SUPORTADOS PELO DEMANDANTE


Por tudo o que foi anteriormente relatado, é evidente que os requerentes
sofreram prejuízos de ordem material, haja vista que pagaram o valor de R$
____________, a título de sinal, e não tiveram seu dinheiro ressarcido pelo réu.

Vejamos o disposto no artigo 927 do Código Civil, donde provém a


responsabilidade do promovido em reparar o dano aqui aduzido:

Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar
dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.

Parágrafo único - Haverá obrigação de reparar o dano,


independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou
quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do
dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

Nota-se que o parágrafo único do artigo supra, resta perfeitamente aplicável ao


caso em tela, visto que a atividade desempenhada pelo réu, causador do dano.

Desta feita, resta clara a obrigação do promovido em ressarcir os promoventes


na quantia de R$ ____________, devidamente corrigida, a título de reparação por danos
materiais, o que desde já se requer.

DO DANO MORAL MOTIVADO PELO DEMANDADO

O desconforto psíquico-emocional que vem o réu causando a demandante


provoca o desequilíbrio psicológico-espiritual, trazendo como consequência a perda do
bem estar, alvo dos valores ético-sociais da dignidade humana.

Conforme leciona Ruy Stocco “A causação de dano moral independe de


prova, ou melhor, comprovada a ofensa moral o direito à indenização desta
decorre, sendo dela presumido.” (Responsabilidade Civil e sua Interpretação
Jurisprudencial,Ruy Stocco, Ed. Revista dos Tribunais, 4ª ed., p. 722, 1999).
Para melhor elucidação não se poderia deixar de trazer a lume os sábios
conceitos dos proeminentes juristas brasileiros sobre o dano moral, como forma de
entendimento para a reflexão ao deslinde da presente ação, "verbis":

SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – CLAYTON REIS


– RUY STOCCO – TJRJ:

É a ofensa a um complexo de bens ideais não patrimoniais


juridicamente tutelados pelo Estado, que se traduz pela
redução ou abolição do bem estar íntimo ou da tranqüilidade
psíquica-espiritual.

É a quebra do equilíbrio da harmonia social e do patrimônio


imaterial ideal, que devem ser preservados em benefício da
estrutura sócio-familiar e sócio-política”. (Dano Moral, Clayton
Reis, Ed. Forense, 2ª ed., 1992 – Responsabilidade Civil e sua
Interpretação Jurisprudencial, Rui Stoco, Ed. Revista dos
Tribunais, 4ª Ed., 1999).

É a repulsa causada pela repercussão injusta do ato ilícito


nas relações psíquicas, na tranqüilidade, nos sentimentos e nos
afetos de uma pessoa.(STJ – 4ª T. – REsp. – Rel. Barros
Monteiro – j. 18.2.92 – RSTJ 34/285) -(TJSP – 4ª C. – Ap. –
Rel. Olavo Silveira – j.11.2.93 – RT 704/98).

A esse respeito unanimemente se pronunciam as Colendas Cortes do País,


"verbis":

SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA:

“A concepção atual da doutrina orienta-se no sentido de que


a responsabilização do agente causador do dano moral opera-se
por força do simples fato da violação.

Verificado o evento danoso, surge a necessidade de reparação,


não havendo que se cogitar da prova do prejuízo, se
presentes os pressupostos legais para que haja a
responsabilidade civil”.

Desse modo a responsabilização do ofensor origina do só fato


da violação do “neminemlaedere”.

Significa, em resumo,queo dever de reparar é corolário da


verificação do evento danoso, dispensável, ou mesmo
incogitável, a prova do prejuízo”. (STJ – 4ª t. – REsp. n.º
23.575-DF – Rel. Cesar Asfor Rocha – j. 9.6.97 – DJU 1.9.97 –
Repert. INOB de Jurisp. 20/97, Cad. 3, p. 395, n.º 13678, e RST
98/270).

A Constituição Federal, em seu Art. 5º, inciso X, é taxativa, afirmando que


“São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,
assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua
violação”.

Observe-se que a indenização por dano moral está apoiada no Texto


Constitucional, não restando dúvidas que a pretensão da demandante nada mais é do
que exigir o cumprimento do estabelecido na Carta Magna, qual seja, perceber o
ressarcimento pelos prejuízos suportados.

O fundamento da reparabilidade pelo dano moral, segundo CAIO MÁRIO DA


SILVA PEREIRA, está na titularidade do indivíduo de direitos integrantes de sua
personalidade. A ordem jurídica não admite que tais direitos sejam impunemente
atingidos. O ilustre professor, à luz de SALVATIER, oferece uma definição de dano
moral como “qualquer pecuniária” e abrange todo atentado à reputação da vítima, à
autoridade legítima, ao pudor, à segurança, à tranquilidade, ao seu amor-próprio, à
integridade, à estética, às suas afeições, dentre outros.

A Constituição Federal de 1988, no art. 5º, X, pôs fim ao tema ao integrar


definitivamente o direito à reparação por dano moral ao direito positivo, suprindo a
suposta ausência de um princípio geral sustentada por alguns.

Pontes de Miranda, ao discorrer sobre o assunto, antes mesmo da Constituição


Federal de 1988, que consolidou o direito à reparação pelos danos morais, assim
leciona:
“Seria absurdo que não fosse indenizável o dano ao corpo e à
psique, que não tivesse consequências não patrimoniais. O
direito penal mostra, de si só, que o sistema jurídico brasileiro
repele tal limitação.”

“Os autores que exprobram à indenização do dano moral o ser


indenização, pelo dinheiro, do que é dano pela dor, física ou
psíquica, não atendem a que não é dor, em si, que se indeniza,
é o que a dor retira à normalidade da vida, para pior, e pode
ser substituído por algo que o dinheiro possa pagar.”[3]

O próprio Superior Tribunal de Justiça já possui entendimento sedimentado a


respeito do tema sub análise:

“DANO MORAL PURO. CARACTERIZAÇÃO.


SOBREVINDO, EM RAZÃO DE ATO ILICITO,
PERTURBAÇÃO NAS RELAÇÕES PSIQUICAS, NA
TRANQUILIDADE, NOS ENTENDIMENTOS E NOS
AFETOS DE UMA PESSOA, CONFIGURA-SE O DANO
MORAL, PASSIVEL DE INDENIZAÇÃO. RECURSO
ESPECIAL CONHECIDO E PROVIDO”.[4]

Conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça acima transcrito bem


indica, no dano moral, o que se penaliza é a responsabilidade de quem o originou, sendo
significativo consignar, que no presente caso, o nexo de causalidade entre o atuar
desastrado e reprovável, dotado de má-fé do demandado e o evento danoso
experimentado pela demandante está perfeitamente caracterizado.

No presente caso, o valor da indenização corresponde não apenas ao grave


prejuízo moral suportado pela demandante, mas também à repreensão à conduta
temerária e ilícita do demandado.

DA FIXAÇÃO DO “QUANTUM” INDENIZATÓRIO

Atualmente, em nosso corpo legislativo, não há qualquer critério ou vetor para


fixação de uma justa e correta quantia referente a uma indenização decorrente de danos
morais. Todavia, este trabalho tem sido bem desenvolvido pela doutrina pátria, a qual,
sempre tão rica e diversificada, nos dá parâmetros e trilhas para que as condenações não
destoem uma das outras.

A jurisprudência moderna tem aplicado a teoria do desestímulo, como forma de


serem coibidas futuras atitudes que venham a lesar outras pessoas. O magistrado deve
fixar os valores devidos a título indenizatório, atentando para alguns elementos, como a
intensidade do dano, a condição da ofendida e a condição do ofensor.

“DANO MORAL – INDENIZAÇÃO – CRITÉRIO DE


QUANTIFICAÇÃO –o critério de fixação do valor
indenizatório levará em conta, tanto a qualidade do atingido,
como a capacidade financeira do ofensor, de molde a inibi-lo a
futuras reincidências, ensejando-lhe expressivo, mas suportável
gravame patrimonial.” (TJRS – E1595032442 – 3º GCC – Rel.
Des. Luiz Gonzaga Pilla Hpfmeister – J. 31.09.95)

Daí porque se está requerendo, para efeitos de reparação do dano moral que
Vossa Excelência leve em consideração o poderio econômico do ofensor/Réu, a moral
da ofendida/Autora e o alcance da lesão causada, a tudo ajustado o caráter dúplice da
indenização referente ao dano moral puro, ou seja, aliviar a lesão provocada e servir de
punição a quem a provocou.

Deve-se frisar Excelência, que uma indenização meramente simbólica não


respeitaria estes dois critérios, porque o réu não sentiria no bolso as consequências de
sua conduta e inexistiria, desta feita, o aspecto pedagógico da sentença, visto que o
mesmo não se sentiria repreendido a não mais cometer estes absurdos, como também
não existiria reparação do dano.

A fixação, portanto, tem cunho em critérios de reparação e de desestímulo.


Serve tanto como forma de indenização pelo dano sofrido, mas também como forma de
coibir a repetição de práticas dessa natureza. Isso é o que se chama de teoria do
desestímulo.

Corroborando com o posicionamento adotado em nossos Tribunais, como não


poderia ser diferente, Carlos Alberto Bittar afirma que a indenização por danos morais
deve representar monta indutora de comportamento adequado, in verbis:

“... a técnica de atribuição de valores inexpressivos já


foi abandonada. Partiu-se, como se sabe, de quantias
simbólicas neste campo, mas a evolução mostrou a
inadmissibilidade da fórmula à medida que considerou a
humanidade do relevo dos direitos personalíssimos no plano
valorativo do sistema jurídico. Nessa linha de raciocínio, vem
os tribunais aplicando verbas consideráveis a título de
indenização por danos morais, como inibidoras de atentados ou
de investidas indevidas contra a personalidade alheia (RF
268/253 e 270/190).”

Ante aos argumentos acima aduzidos, deve ser fixada uma quantia a título
remuneratório que: sirva como repressora para que práticas abusivas como esta não se
repitam, por isso que o valor não deve ser simbólico, haja vista que o réu não sentiria o
efeito da condenação. Deve também a sentença atender ao aspecto compensatório para
proporcionar aos ofendidos algum bem em contrapartida do mal sofrido.

DAS PRETENSÕES AUTORAIS

Do exposto, REQUER o autor, com os fundamentos supra mencionados:

1. Que seja designada AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO ou


MEDIAÇÃO, conforme previsto no art. 334 do NCPC;

2. Que Vossa Excelência julgue PROCEDENTE o presente feito para, ao


final, condenar o demandado a indenizar a demandante pela reparação civil dos danos
materiais obtidos, este no importe deR$ ____________, devidamente corrigidos com
juros e correções monetárias;

3. Que seja condenado a reparar os danos morais causados a demandante,


sendo o valor indenizatório atribuído por este dileto juízo, de forma a compensar os
danos causados a requerente;

3. Que junte aos autos as filmagens da gravação mostrando o momento da


abertura dos envelopes citados nesta peça de ingresso, em momento processual
oportuno, sob pena de ser considerado verdadeira as alegações de fato aqui narradas;

4. A juntada de documentos, caso necessário, na fase da instrução processual;

5. A Citação do demandado para, querendo, contestar a presente demanda,


aplicando os efeitos da revelia caso o mesmo não se pronuncie em tempo legal;

6. Requer a produção de todas as provas em direito admitidas, na amplitude dos


artigos 369 e seguintes do NCPC, em especial as provas: documental, pericial,
testemunhal e depoimento pessoal da parte ré.
Dá-se a causa o valor de R$ ____________, somente para efeitos fiscais.

Termos em que Pede

e Espera Deferimento.

Cidade, data.

Nome do Advogado- OAB