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ENGENHARIA MECÂNICA

Transferência de Calor

Equação de Condução de Calor


Introdução à Condução de
Calor
A transferência de calor e a temperatura estão diretamente
relacionadas, mas são de natureza diferente. Diferente da
temperatura o fluxo de calor tem magnitude e direção,
logicamente é um vector.
Dai é necessário para além da magnitude, descrever a
direção para caracterizar por completo a transferência de
calor num ponto.
fluxo de calor tem
direção e magnitude,
daí ser uma
grandeza vectorial
Direção do fluxo de
transferência de
calor (positivo na
direção positiva e
negativo Na direção
negativa)
A especificação da temperatura num ponto, primeiro requer a
descrição da localização do tal ponto. Isso pode ser feito
através da escolha de um sistema de coordenadas que pode
ser: retangular, cilíndrico ou esférico, o que depende da forma
do corpo e da posição conveniente do ponto de referência a
utilizar.
Os problemas de transmissão de calor são geralmente
classificados em unidirecionais bidirecionais e tridirecionais
dependendo da magnitude da transferência de calor em
cada uma das direções e da precisão desejada na solução
do problema. No caso geral o calor transmite-se de modo
tridimensional.
Transferência de Calor
bidimensional numa barra
retangular longa
A maioria dos problemas de transferência de calor
encontrados na prática unidimensionais. podem ser
aproximados à problemas unidimensionais.
Porém, este nem sempre é o caso, e às vezes é
preciso considerar que o calor se transfere também
em outras direções. Nesse caso a condução de calor
é multidimensional, e a equação diferencial desses
sistemas pode ser apresentada em coordenadas
retangulares, cilíndricas ou esféricas.
EQUAÇÃO DA CONDUÇÃO DE CALOR

Coordenadas Cartesianas

Velementar  x.y.z
O Princípio da Conservação de Energia:

E entrada  E gerado  E sai  E acumulado

[Calor que entra + Calor produzido] = [Calor que sai + Calor


armazenado]
O Princípio da Conservação de Energia
Entrada e saída: fenômenos de superfície
(transferência de calor por condução, convecção,
radiação)

Geração de energia: fenômeno volumétrico


(conversão de outra forma de energia – química,
elétrica, eletromagnética – em energia térmica

Acúmulo de energia: fenômeno volumétrico


(variações de energia interna, cinética e/ou potencial)
EQUAÇÃO DA CONDUÇÃO DE CALOR

E g  Taxa de calor gerado

E a  Taxa armazenamento de
energia interna

q x , q y , q z = Taxa de calor que entra por


condução nas direções x,y e z

q x  dx , q y  dy , q z  dz  Taxa de calor que sai por


condução nas direções x,y e z
Balanço de Energia

Energia que Energia que Energia gerada Variação de


entra no VC - sai do VC + no VC por = energia interna
por unidade por unidade unidade de no VC com o
de tempo de tempo tempo tempo

E e  E s  E g  E a
1 - Fluxo de calor que entra no VC

Direção x

T T
q x  k x dydz  k x dA
x x

Direção y
T
q y  k y dx.dz.
y
Direção z

T
q z  k z dxdy
δz
2 – Fluxo de calor que deixa o VC – expansão em
série de Taylor

Direção x
q x
q x  dx  qx  dx  0(dx 2 )
x
Direção y
q z
q z  dz  qz  dz  ....
z
Direção z
q z
q z  dz  qz  dz  ....
z
3 – Taxa de calor gerado no VC


E g  qG .dx.dy.dz
"

qG"  Taxa de geração na unidade de volume (W/m³)


4 – Taxa temporal de variação de energia interna no
VC

 U u T
Ea  m   .c p .dx.dy.dz.
t t t

c  Calor específico
m  Massa elementar do VC
ρ  Densidade
Juntando os termos 1, 2, 3 e 4, temos:

 q x q y q z  T
"

(q x  q y  q z )  q dxdydz   q x  dx  q y  dy  q z  dz   c p
 dxdydz
x y z  t
G

q x q y q z T
 dx  dy  dz  qG dxdydz  c p dxdydz
"

x y z t

   T
 (q x )dx  (q y )dy  (q z )dz  qG" dxdydz  c p dxdydz
x y z t
As taxas qx, qy e qz são determinadas por Fourier:

T T T
q x  k x dydz q y  k y dxdz q z  k z dydx
x y z

 T  T  T T
 (k x dydz )dx  (k y dxdz )dy  (k z dxdy)dz  qG" dxdydz  c p dxdydz
x x y y z z t

 T  T  T T
 (k x )dxdydz  (k y )dxdydz  (k z )dzdxdy  qG dxdydz  c p dxdydz
"

x x y y z z t

Dividindo por qx, qy e qz , temos:

 T  T  T T
(k x )  (k y )  (k z )  qG"  c p
x x y y z z t
Equação Geral da Condução de Calor

 T  T  T T
(k x )  (k y )  (k z )  qG  c p
"

x x y y z z t
Não existe uma solução geral analítica para a equação
geral de condução de calor. Por isso, a equação é
geralmente resolvida para diversos casos que
dependem da geometria do problema, do tipo (regime
permanente) e das condições iniciais e de contorno
(x,y,z,t).
1º Caso – Condutividade térmica constante

Kx  Ky  Kz  K

  T    T    T  " T
k    k    k   qG  c
x  x  y  y  z  z  t

Dividindo por k:

 2T  2T  2T qG" c T
 2  2  
x 2
y z k k t
k
  Difusividade térmica (m²/s) α
ρc

 2T  2T  2T qG 1 T
 2  2  
x 2
y z k  t

 2T  2T  2T
    2
T
x 2
y 2
z 2

(Operador matemático - Laplaciano)

q "
1 T
T
2 G

k α t
2º Caso – Regime permanente.

T
0
t
Kx  Ky  Kz  K
 2T  2T  2T qG" c T
 2  2  
x 2
y z k k t

 2T  2T  2T qG"
 2  2  0
x 2
y z k

Equação de Poisson
3º Caso – Regime transiente, sem geração de

qG  0
Kx  Ky  Kz  K

 2T  2T  2T qG 1 T
 2  2  
x 2
y z k  t

 2T  2T  2T 1 T
 2  2 
x 2
y z  t

Equação de Fourier
4º Caso – Regime permanente, Sem geração de calor.

Kx  Ky  Kz  K
T q
0 0
t k
 2T  2T  2T q ρc T
 2  2  
x 2
y z k k t

 2T  2T  2T
 2  2 0
x 2
y z

Equação de Laplace
  T    T    T  " T Condutibilidade
k    k    k   qG  c
x  x  y  y  z  z  t térmica variável

 2T  2T  2T qG" 1 T Condutibilidade térmica


 2  2  
x 2
y z k  t constante

 2T  2T  2T qG"
 2  2  0 Regime permanente
x 2
y z k

 2T  2T  2T 1 T Regime transiente sem


 2  2 
x 2
y z  t geração de calor

d 2T Regime permanente, unidirecional


0
dx 2
sem geração de calor
Coordenadas Polares-Cilíndricas

Volume de Controle Infinitesimal (Coordenadas Cilíndricas)


Coordenadas Cilíndricas

A equação de calor em coordenadas cilíndricas pode ser obtida


do balanço de energia de um elemento volumétrico da equação
diferencial usando as seguintes transformações:

x  r cos  y  rsen zz

1   T  1   T    T  " T
 kr  2  k    k   qG  c
r r  r  r     z  z  t
Condutibilidade térmica variável
1   T  1   T    T  " T
 kr  2  k    k   qG  c
r r  r  r     z  z  t

Condutibilidade térmica constante - unidimensional

1   T  qG" 1 T
r  
r r  r  k  t

Regime permanente - unidimensional

1 d  dT  qG"
r  0
r dt  dr  k
Regime transiente sem geração de calor - unidimensional

1   T  1 T
r 
r r  r   t

Regime permanente sem geração de calor - unidimensional

1   T 
r 0
r r  r 
Coordenadas Polares-Esféricas
Volume de Controle Infinitesimal (Coordenadas Esféricas)

x  r cos sen y  rsensen z  cos


Coordenadas esféricas
Em Coordenadas esféricas, a forma geral do vetor de fluxo
de calor e da lei de Fourier.

 T 1 T 1 T 
q  kT  k  i j k 
 r r  rsen  

Onde:
T k T k T
qr   k q   q   k
r r  rsen 

São as componentes do fluxo de calor nas direções radial, polar


e azimutal.
Fazendo um balanço de energia no volume de controle
infinitesimal.

1   2 T  1   T  1   T  " T
 kr  2 2 
 k 
  2  ksen   qG  c p

r r 
2
r  r sen      r sen     t

Forma geral da equação de condução de calor.


1   2 T  1   T  1   T  " T
 kr 
 2 2  k 
 2  ksen   
q  c
r r  r  r sen      r sen     t
2 G p

Condutibilidade térmica variável - unidimensional

1   2 T  " T
 kr   qG  c p

r r 
2
r  t

Condutibilidade térmica constante - unidimensional

1   2 T  qG" 1 T
r  
r r  r  k  t
2
Regime permanente - unidimensional

1   2 T  qG"
r  0
r r  r  k
2

Regime permanente sem geração de calor - unidimensional


1   2 T 
r 0
r r  r 
2
CONDIÇÕES DE CONTORNO

A solução das equações que governam problema


depende ainda das condições físicas que existem nas
fronteiras do meio (condições de contorno) e, quando a
situação for dependente do tempo, também das
condições que existem em um certo instante inicial
(condição inicial). Como a equação da condução de
calor é uma equação de Segunda ordem nas
coordenadas espaciais, são necessárias 2 condições de
contorno para cada coordenada espacial que descreve o
sistema. Como a equação é de primeira ordem no
tempo, basta apenas uma condição inicial
As figuras a seguir mostram as 3 espécies de condições
de contorno comumente encontradas na transferência
de calor. Elas ilustram a situação para um sistema
unidimensional, especificando a condição de contorno
na superfície x = 0, com a transferência de calor
ocorrendo na direção dos x positivos.
Condições de contorno e condição inicial
1 - Temperatura da Superfície Constante – condição de Dirichlet

T (0, t )  Ts
2 - Fluxo de Calor Constante na Superfície –
condição de Neumann
T
k  q "x (0)
x x 0

a) Fluxo de Calor Diferente de Zero


T
k  qS"
x x 0

b) Fluxo de Calor Nulo


Parede isolada ou adiabática
T
0
x x 0
c) Condição convectiva na superfície

T
k  h[T  T (0, t )]
x x 0