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Afecções cirúrgicas do sistema cardiorrespiratória

Traqueotomia

Conceito: Incisão na parede traqueal

Indicações: Remoção de obstruções, coletar amostras e facilitar o fluxo aéreo

Anatomia cirúrgica: Tubo flexível que se estende da cartilagem cricóide até os


brônquios principais (4° ou 5° vertebra torácica).

Os vasos e nervos traqueais se encontram nos pedículos laterais e a suprem em


segmentos

Técnica cirúrgica

Abordagem por incisão na linha média cervical ventral, podendo se estender desde
o externo até a laringe (conforme necessidade).

Separação dos músculos esterno-hioideos, posicionando-os lateralmente e


posterior dissecação dos tecidos conjuntivos peritraqueais. Cuidado redobrado para evitar
o traumatismo dos nervos laríngeos, das artérias carótidas, das veias jugulares e do esôfago.

Imobilizar a traqueia entre o dedo indicador e o polegar e realizar a incisão


horizontal ou verticalmente. Se utilize de pontos nas cartilagens ou pinças para abrir seu
lúmen.

Para seu fechamento utilize suturas nos ligamentos anulares que circundam as
cartilagens (Polipropileno).

Aproxime os músculos esterno-hioideos com padrão de sutura contínuo simples se


utilizando de fio absorvível. Fechamento de tecido subcutâneo e pele como de rotina.

Traqueostomia

Conceito: Criação de abertura temporária ou permanente para facilitar o fluxo


aéreo. Inserção de sonda maior que metade do tamanho da traqueia (traqueostomia
temporária) ou criação de estoma (traqueostomia permanente)
Indicação:

Temporária: Via de fluxo aéreo alternativa durante uma cirurgia ou como


procedimento de emergência em pacientes dispneicos. Permanente, obstruções
respiratórias superiores (colabamento laríngeo, neoplasia nasal), vocalização afetada e
impedido de nadar.

Técnica cirúrgica

Temporária: Idêntica a traqueotomia, porém a incisão inicial deve se iniciar na


cartilagem cricóide e estender-se por 2 a 3 cm caudalmente, incisão na traqueia deve ser
horizontal entre a 3° e 4° cartilagem. Não estender a incisão traqueal por mais que metade
da extensão. Se a inserção da sonda for difícil, resseccionar uma elipse pequena de
cartilagem. Fixar a sonda suturando-a na pele ou amarrando-a em gaze presa ao redor do
pescoço.

Cuidados e avaliação pós-operatória

Monitoramento na recuperação anestésica (secreção, tosse, engasgo, aspiração).


Em caso de desconforto na retirada da sonda reintuba-lo.

Analgésicos

Água apenas 6 horas após a cirurgia

Alimentos moles após 18 horas

Limpeza e remoção de muco da sonda a cada 15 min inicialmente

Complicações:

Obstruções por inchaço, edema ou irritação de mucosa; Infecção; paralisia laríngea


e desalojamento da sonda.

Laringotomia e Ventriculectomia Laríngea

Conceito: Remoção do revestimento mucoso do ventrículo laríngeo, Indicação


tratamento de hemiplegia laríngea (cavalo roncador).
Cuidados Pré-cirúrgicos: podem ser realizados em decúbito dorsal ou em estação,
com aplicação de anestésicos locais, 2 g de fenilbutazona 2 horas antes da cirurgia
minimizam o edema laríngeo no pós-operatório. Requer afastador auto-estático, extrator
laríngeo e uma sonda de traqueostomia.

Técnica cirúrgica

Incisão de pele de aproximadamente 10 cm da cartilagem cricóide até a junção das


cartilagens tiroides, Incisão mediana irá expor os músculos esternotirohideos, sendo estes
separados por tesoura expondo a cricóide.

Aprofundamento da incisão é feito sobre a cartilagem cricóide expondo a laríngea.


Um afastador auto-estático então separa as asas das cartilagens tireóideas facilitando a
visualização das mucosas internas.

A utilização de uma sonda endotraqueal facilita o fluxo de ar e deve ser mantida


até o fim da recuperação. Passa-se o extrator laríngeo o mais profundamente possível
torcendo-o para que agarre a mucosa. Pinça-se a mucosa para assegura que esta não volte
a sua posição inicial. Faz-se a ressecção o mais perto possível da base, sem lesionar a
cartilagem adjacente.

A ventriculectomia pode ser uni ou bilateral, a ferida gerada pela ressecção não
deve ser suturada devido a riscos de infecção subsequente ou abscedação.

Drenagem de Bolsas Guturais

Indicação: Empiema, timpanismo de bolsa gutural, remoção de condroides

Técnica cirúrgica: Triangulo de Viborg

Definida pelo tendão do músculo esternocefálico e a veio linguofacial e a borda


caudal do ramo vertical da mandíbula. Faz-se a incisão de 4 a 6 cm na direção dorsal e
paralela à veia linguofacial, divulsiona-se os tecidos subcutâneos expondo a glândula
parótida.
A glândula é tracionada dorsalmente evitando danos a mesma, a bolsa gutural é
exposta e deve ser presa com pinças e cortada por tesouras, pode se inserir um dreno ou
deixar o ferimento aberto para lavagens (cicatrização por tecido de granulação).

Abordagem pela Hiovertebromia

Acesso a face dorsolateral da bolsa gutural. Incisão de 8 a 10 cm paralela e cranial


a asa do atlas. Exposição de glândulas (parótida e salivar mandibular), músculos
(parotidoauticular, occipitohioideo, digástrico e reto-cranial) e nervos (vago, auricular e
glossofaríngeo). E uma cirurgia mais arriscada que a anterior.

Pode se suturar a bolsa gutural com suturas simples absorvíveis, pele suturada com
fio não absorvível, deve-se realizar a lavagem diária das bolsas até a retirada completa de
todos os debris e pus (empiema).

Ressecção de costela e Pericardiotomia

Indicações: Obstrução por corpo estranho, perfuração do esôfago, divertículo


esofágico, megaesôfago, neoplasias, compressão do esôfago por lesões peri-esofágicas,
ducto arteriosos persistente, estenose da válvula pulmonar, colapso cardíaco, traumatismo
da traqueia, colapso traqueal, abscessos pulmonares, pneumotórax e neoplasias
pulmonares.

Considerações: Abertura do tórax promove a supressão da função respiratória.


Todas as técnicas anestésicas utilizadas, devem ser acompanhadas de ventilação pulmonar
artificial.

Localização dos diversos órgãos:

Coração e grandes vasos – 4° e 5° espaços intercostais, lado esquerdo;

Pulmões – 4° ao 6° espaços intercostais, lado esquerdo e direito

Esôfago – 7° ao 10° espaços intercostais, lado esquerdo;


Veia cava caudal e diafragma – 6° ao 10° espaços intercostais, lado esquerdo e
direito.

Técnica Cirúrgica

Incisão de aproximadamente 20 cm sobre a costela desejada, músculos serratil e


grande dorsal serão incisionados expondo a costela.

Um fio de serra deve ser posicionado transpassando por baixo da costela e a mesma
deve ser seccionada transversalmente (dorsal e ventral).

Desprezar a porção retirada (Autores). Alguns profissionais preferem fazer a


cirurgia toda em estação outros preferem levantar o animal em mesa basculante caso seja
necessário a retirada de exsudato, pequena incisão na pleura evitando a angustia
respiratória.

Pericardiotomia

Localiza-se o pericárdio e inficiona-se para que permita a passagem de uma mão


com a finalidade de retirada de possíveis aderências.

Utilizar sucção para retirada de pús e material fibroso, busca por qualquer corpo
estranho, manipulação pode danificar coronárias, sutura simples com fio absorvível na
pleura e pericárdio. Função normal do pulmão volta em 7 a 10 dias.