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EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL – ILEGITIMIDADE PASSIVA

Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da Vara da..............................

(nome, qualificação, endereço e n.º do CPF), por seu advogado infra-assinado,


com escritório situado nesta cidade, na rua Senador Júlio Brandão, n.º 190, onde
recebe avisos e intimações (CPC, art. 39, I ), vem respeitosamente à presença de V.
Exa., nos autos n.º ........., da EXECUÇÃO FISCAL que lhe move a UNIÃO pelo
Procurador da Fazenda Nacional, estando inclusive garantida a execução, opor nos
termos do art. 16 sgs. da Lei n.º 6.830/80 (LEF), os presentes EMBARGOS À
EXECUÇÃO FISCAL, em vista das seguintes razões de fato e direito:

PRELIMINARMENTE

1. NULIDADE DO ATO CITATÓRIO (fls. 10)

1. O executado fora citado em data de 01.11.2006 (fls. 10v.º) para pagar em


cinco (5) dias, como aliás prescreve a Lei de Execuções Fiscal em seu art. 8.º .

2. Não obstante, no mesmo dia fora lavrado o auto de penhora, avaliação e


depósito (fls. 11).

3. Assim, nulo o auto de fls. 11, elaborado antes do prazo que a lei determina,
o que se requer.

2. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO EXECUTADO

4. O Município exeqüente propôs execução fiscal face ao embargante, por


dívida de IPTU do imóvel situado nesta cidade, à Avenida Dr. Pompeu Rossi, n.º 87.

5. Ocorre, que consoante faz fé a inclusa certidão expedida pelo Cartório de


Registro de Imóveis desta comarca e desde ........, o imóvel objeto da execução
(dívida de IPTU), pertence ao Sr. .......... e não ao executado, que é, portanto, parte
ilegítima para responder pela execução.

6. Pelo art. 4.º da Lei de Execução Fiscal, esta poderá ser promovida contra o
devedor (inciso I). Logo, não sendo o executado o devedor ele não responde pela
dívida e é conseqüentemente parte ilegítima para a execução.

7. As certidões de dívida ativa não espelham a realidade, face à propriedade


demonstrada pelo documento incluso.

8. Assim, e de forma preliminar, impõe-se sejam os embargos julgados como


procedentes, julgando-se antecipadamente a lide, para se reconhecer a ilegitimidade
mencionada, o que se pede por ser de Direito e de Justiça.
9. Por outro lado, impõe-se a condenação do exequente-embargado, nos
efeitos sucumbênciais, eis que deu causa à propositura da execução, obrigando o
embargante a contratar advogado para defendê-lo. A 3.ª Turma do STJ, no Resp.
8616-MA, rel. Min. Dias Trindade, já reconheceu serem devidos honorários
advocatícios pelo acolhimento de ilegitimidade passiva (caso dos autos), o que fica
requerido.

10. Protesta-se por provar o alegado por todos os meios de provas admitidas
pelo Direito, atribuindo-se aos embargos o mesmo valor da execução, ou seja.......

Pede deferimento.

(local e data)

(assinatura e n.º da OAB do advogado)

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