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CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE

DESASTRES NATURAIS

Poluição difusa e corpos d’água:


ação silenciosa e desastres anunciados

Wanderley da Silva Paganini

São José dos Campos, 20 de março de 2013.


- Esgoto sanitário
- Esgoto industrial
- Resíduos Sólidos
- Poluição Difusa
1. O que é Poluição Difusa?

1.1. Urbanização e poluição difusa


Superfícies Modificação nos
Urbanização padrões de escoamento
impermeabilizadas

A água escoada
superficialmente entra Contaminação
Lançamento no corpo
receptor de rios, lagos
em contato com diversos e aquíferos
poluentes

A poluição difusa é um dos grandes problemas sanitários das áreas


urbanas, uma vez que está relacionada com a ocorrência de endemias,
doenças de veiculação hídrica e perda de qualidade dos corpos d’água
Extraído de Menegon, 2012
1.2. Fontes de poluição difusa

Lixo
Material orgânico do solo

Resultado das atividades humanas desenvolvidas no


processo de ocupação e uso do solo na bacia urbana
Cargas difusas de poluição - Características

- São provenientes da deposição de poluentes de


forma esparsa, sobre a área de contribuição da bacia
hidrográfica

- Chegam aos corpos hídricos de forma intermitente,


associadas à precipitação

- São geradas a partir de extensas áreas de ocupação


antrópica e arrastadas pelo escoamento superficial

-O veículo de transporte são as águas pluviais

-Difícil verificar o ponto de origem, dificultando o


controle, monitoramento e tratamento
1.2.1. Deposição atmosférica

1. compostos químicos: óxidos,


nitritos, nitratos...

2. enxofre

3. metais

4. micropoluentes orgânicos

5. partículas solo, fungo, pólen

6. asfalto, cinzas...

Fonte: Novotny & Olem, 1994


Adaptado de Menegon, 2012
1.2.2. Desgaste do pavimento

• pedaços de asfalto
• cimento, areia...

VEÍCULOS
• combustível
• óleo lubrificante
• fluido de freio e refrigeração
• asbesto
• partículas de borracha
• tinta Apenas 5% em
• ferrugem peso, mas
tóxicos!
Fonte: Novotny & Olem, 1994

Extraído de Menegon, 2012


1.2.3. Resíduos sólidos - LIXO

• não coletado
• lançado nas ruas
• lançado nos rios
1.2.4. Erosão

• Expansão da área urbana


• Abertura de novos loteamentos
• Remoção da cobertura vegetal
• Aceleração do escoamento superficial

Adaptado de Menegon, 2012


1.3. Contribuição da Poluição Gerada por Fontes Difusas

Cargas poluentes no Rio


Pinheiros após eventos
chuvosos no período de
21/08/09 a 28/12/09

Fonte: Adaptado de Morihama et al. (2012).


2. Poluição difusa: poder destruidor

2.1. Impactos da poluição difusa sobre a qualidade dos recursos


hídricos

• Mortandade de peixes
• Degradação da qualidade da água tornando-a imprópria para consumo
• Poluição visual por corpos flutuantes e alterações estéticas
• Poluição bacteriana de praias e lagos urbanos
• Depósitos de sedimentos
• Depleção da concentração de oxigênio dissolvido
• Eutrofização
• Impactos à vida aquática decorrentes da presença de materiais tóxicos
• Contaminação por metais pesados
• Degradação da qualidade da água, tornando-a imprópria para consumo
humano
• Enchentes
2.2. Enchentes e poluição difusa
2.3. Efeitos decorrentes da poluição difusa

• Problemas relacionados com a


proliferação das doenças de
veiculação hídrica
• Restrições aos usos da água:
piscicultura, turismo, lazer
• Aumento nos custos do
tratamento para abastecimento
público
• Custos relacionados com ações de
limpeza e remoção de poluentes
• Prejuízos sociais
• Redução da capacidade de
autodepuração dos corpos d’água
• Enchentes
Eutrofização: cargas urbanas e agrícolas

Cargas difusas urbanas e agrícolas são hoje a principal


causa de degradação dos corpos hídricos naqueles países
que já reduziram as cargas pontuais
(EUA e Europa, por exemplo)
2.4. Ação silenciosa e desastres anunciados...

Com a poluição difusa na cidade de São Paulo, mesmo que


houvesse 100% de tratamento do esgoto da cidade, o rio Tietê
ainda seria poluído em 25% pelo escoamento pluvial urbano.
Plinio Tomaz (2007)
2. Crescimento populacional na RMSP
“Centrífuga” social e ocupação de mananciais - RMSP

Taxas anuais de crescimento populacional 2000-2005


4,0%
1,6%
RMSP Mananciais

Menor que -1%


Entre -1% e 0%
Entre 0% e 1%
Entre 1% e 2%
Entre 2% e 3%
Entre 3% e 5%
Maior que 5%

A tendência de crescimento periférico se mantém até 2025


Evolução da Mancha Urbana
1905
Evolução da Mancha Urbana
1954
Evolução da Mancha Urbana
1973
Evolução da Mancha Urbana
1985
Evolução da Mancha Urbana
1985 e 2005
Uso e ocupação do solo
X
Qualidade das águas
4. Mananciais urbanos

•Ocupação irregular
•Lançamento de esgotos in natura

Pressões
em relação
ao uso e
ocupação
do solo

fundos de vales ocupados


Mananciais urbanos
Mananciais urbanos
China, 11 de março de 2013

CHINA. 13 MAR 2013, FONTE: AFPTV


CHINA. 13 MAR 2013, FONTE: AFPTV
Um total 5.916 leitões e porcos adultos, incluindo alguns que pesavam centenas de quilos,
foram retirados do rio, segundo o governo de Xangai.
O rio Huangpu representa 20% do consumo de água dos 23 milhões de habitantes da região.

CHINA. 13 MAR 2013, FONTE: AFPTV


Carcaças foram retiradas do rio Tietê durante operação da polícia na zona leste de São Paulo

Fonte: Folha de São Paulo, 12/03/2013


"Eu já vi carros batidos no estacionamento deles [polícia], mas na rua, como
estão fazendo, é a primeira vez. Não entendo porque falam tanto para termos
cuidado com a dengue dentro da nossa casa, se na rua não ajudam", disse.

Fonte: Folha de São Paulo, 12/03/2013


Carcaças foram retiradas do rio Tietê durante operação da polícia na zona leste de São Paulo

Fonte: Folha de São Paulo, 12/03/2013


6. Fatores que interferem na contribuição difusa

• Eficiência dos serviços de limpeza urbana

• Uso e ocupação do solo da bacia de drenagem

• Taxa de impermeabilização do solo

• Capacidade de diluição do corpo receptor

• Capacidade e eficiência dos Sistemas de Esgotamento Sanitários - SES


7. Controle da poluição difusa / Manejo de águas pluviais
Regulação do uso do solo
Criação de áreas verdes
Recuperação de matas ciliares – parques lineares
Não conexão ou desconexão de áreas impermeáveis
Uso de revestimentos de elevada rugosidade em vias e em canais Envolvimento da Sociedade
Técnicas não estruturais Manejo de fertilizantes, pesticidas e detergentes Educação Ambiental
Varrição de ruas
Coleta de resíduos sólidos
Medidas de prevenção contra a conexão ilegal
Fiscalização de conexões ilegais: detecção, retirada e multa
Controle do sistema de coleta de esgotos e tanques sépticos
Pisos impermeáveis
Micro reservatório
Localizado
Poço de infiltração
Plano de infiltração
Controle na Fonte Trincheira de infiltração
Vala de detenção
Técnicas estruturais
Linear Pavimento reservatório
Pavimento permeável
Áreas úmidas lineares
Bacia de detenção ou retenção
Bacia de infiltração
Controle Centralizado
Bacia de detenção e infiltração
Áreas úmidas artificiais

Extraído de Manejo de Águas Pluviais Urbanas


PROSAB, 2009.
Promover a infiltração

A bacia de infiltração é uma depressão no terreno com as finalidades de:


reduzir o volume das enxurradas, remover alguns poluentes e promover a
recarga da água subterrânea. Pode ser construída às margens das rodovias e
estradas vicinais.

Adaptado de Menegon, 2012


Bacias de detenção secas
Pouco eficientes para qualidade
da água pelo baixo tempo que
o volume escoado permanece
Projetadas para armazenar temporariamente
o volume das enxurradas e liberá-lo
lentamente, a fim de reduzir a descarga de
pico à jusante.

Bacias de detenção úmidas


Melhor em relação à qualidade da
água, mas a verificar o tempo que o
volume escoado permanece.
É um tanque com espelho d’água permanente,
construído para reduzir o volume das enxurradas,
sedimentar cerca de 80% dos sólidos em
suspensão e o controle biológico dos nutrientes.
Há a necessidade de remoção periódica do lodo e de proteção contra a eventual queda de
animais e pessoas. Adaptado de Menegon, 2012
Bacias de retenção Alagados (‘wetlands’)
A bacia de retenção tem os mesmos
objetivos da bacia de detenção, com a •Soluções boas com relação à qualidade da água
diferença que libera o volume das
enxurradas mais lentamente. •Equivale à preservação natural da várzea
•Problemas de manutenção
Melhores em relação à qualidade da água,
pois armazenam a água por períodos
longos de tempo
A saída principal é usualmente a infiltração,
ou tomadas de saída muito pequenas

Adaptado de Menegon, 2012


8. Controle da Carga Difusa e Eficácia das Soluções
Qualidade dos recursos hídricos:

- Controle dos esgotos sanitários


- Controle dos esgotos industriais
- Gerenciamento dos resíduos sólidos
- Gerenciamento da POLUIÇÃO DIFUSA:
• política de uso e ocupação do solo
• meios legais, financeiros, técnicos e institucionais
• organização institucional (tecnologia, critérios, obras, comunicação
social, participação pública, aplicação de leis e normas)
• Ações preventivas: mecanismos de controle na fonte
• processo de planejamento (curto, médio e longo prazo)
• campanhas educativas
• Envolvimento da sociedade
Desafio primordial

Napoga Gurigo vive na área rural de Gana. Ela não sabe sua idade, mas é provável
que seja próxima a 12 anos. Todos os dias, às 5:30h, ela inicia a coleta de água no
poço, levando em torno de três horas para abastecer sua família. Napoga não vai à
escola. Ela não ferve a água antes de beber (dizem por lá que não é necessário, pois a
água não contém coisas vivas...). Animais abastecem-se da mesma fonte.
Dois sudaneses bebem água do pântanos com tubos plásticos, especialmente
concebidos para este fim, com filtro para filtrar as larvas flutuantes responsáveis
pela enfermidade da lombriga de Guiné.
O programa distribuiu milhões de tubos e já conseguiu reduzir em 70% esta
enfermidade debilitante.
A necessidade, é a mãe da esperança!
Obrigado

Wanderley da Silva Paganini


wpaganini@sabesp.com.br

www.sabesp.com.br