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Título: O abandono do tratamento da tuberculose

Introdução

A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa crônica causada por Mycobacterium


tuberculosis (M. tuberculosis), caracterizada pela formação de granulomas nos tecidos
infectados e por hipersensibilidade mediada por células. (RBM)
A infecção decorrente pode permanecer latente ou evoluir para o estado da
doença e, inclusive posteriormente disseminar para outras partes do corpo como
meninges, rins, ossos e linfonodos. (MENDES e FENSTERSEIFER, 2000)
É transmitida de pessoa a pessoa, através da via respiratória, de inalação de
gotículas infecciosas que são lançadas no ar por meio da tosse de uma pessoa
infectada; ou até pelos bacilos que uma vez secos ficam em suspensão nas poeiras do
ar. Por esse motivo, o ambiente em que vive um tuberculoso bacilífero (que elimina
bacilos) é sempre contagiante. Os objetos como xícaras, colheres etc. podem também
ser causa de contaminações. Outra fonte é o leite de vaca infectada, quando não
devidamente pasteurizado (processo de esterilização). (livro)
A tuberculose possui duas fases, na qual, a primeira é assintomática, ou seja,
não há sintomas, mais frequente em crianças, ocorrendo em adultos nas áreas de baixo
predomínio da doença. Essa fase primeira além de não possuir sintomas não é passível
de detecção pela radiografia.
A segunda fase se caracteriza pelo estabelecimento da doença, apresentando
curso crônico, degeneração, eliminação de material caseoso liquefeito, formação de
pequenas lesões até grandes cavernas e ocorrência simultânea de cicatrização e
progressão em diferentes áreas do pulmão, o que vai comprometendo cada vez mais o
estado geral da pessoa.

O doente apresenta febre baixa, emagrecimento, tosse, e seu escarro contêm


bacilos que vão contaminar outras pessoas. A hemoptise (hemorragia proveniente do
pulmão e eliminada pelo nariz e pela boca) é uma complicação terrível que pode
inclusive, matar o doente instantaneamente por asfixia. (livro)
O diagnóstico deve ser sempre conduzido primeiramente pela anamnese e
exame físico e a radiografia de tórax, que frequentemente revela lesões no lobo
superior dos pulmões, pode auxiliar no diagnóstico. A bacteriologia permite a correta
identificação do bacilo causador da TB. Ocasionalmente, pode ser necessário recorrer à
broncoscopia e mesmo à biópsia pulmonar para estabelecer o diagnóstico.
O teste tuberculínico tem importância na confirmação do diagnóstico desde que o
paciente apresente outras evidências da suspeita de tuberculose. (RBM)
O teste tuberculínico realizado com PPD tem importância na detecção da
infecção pelo bacilo e não na determinação da atividade da doença. (RBM)
A tuberculina é injetada na derme, na face anterior do antebraço, usando-se,
portanto, a técnica intradérmica. A quantidade de líquido a ser injetado será sempre de
0,1 ml, com a formação de uma pápula no local. A leitura é efetuada entre 48 e 72
horas, embora a reação possa ser lida até uma semana mais tarde. Com a reação
positiva, surge endurecimento da região que deve ser medida com régua milimétrica na
posição transversa ao antebraço. Caso haja a formação de eritema, este não deve ser
considerado. O endurecimento é definido em três categorias: diâmetros até 4 mm
significa reação negativa; 5 a 9 mm significa reação fraca; 10 mm ou mais significa
reação forte. (RBM)
O bacilo causador da tuberculose apresenta frequentes mutações, sendo
importante a combinação de drogas para o seu tratamento. O esquema inicial inclui a
associação de três drogas envolvendo rifampicina, hidrazida e pirazinamida durante
dois meses, seguidos do terceiro ao sexto mês com rifampicina e hidrazida. Para os
casos de intolerância, alergia ou resistência aos tuberculostáticos, às drogas etambutol
e estreptomicina são indicadas. (RBM) O tratamento pode variar de 6 meses a 1 ano.
(MENDES e FENSTERSEIFER, 2000)
No Brasil, a problemática do tratamento da TB está na alta taxa de abandono
que, em algumas capitais, pode atingir, em média, 25% dos pacientes tratados. A
grande preocupação com a efetividade do tratamento deve-se ao fato de que
tratamentos irregulares, além de não curarem os doentes, podem transformá-los em
casos resistentes às drogas usuais. (MENDES e FENSTERSEIFER, 2000)

O Abandono

Os motivos mais frequentes em que pacientes abandonam o tratamento da


tuberculose são:
 Econômico-Financeiro
A falta de recursos econômicos caracteriza uma parte da população, sendo um
dos fatores que impedem a continuidade do tratamento. A TB, assim como todas as
doenças infecciosas, incide mais em áreas onde coexistem a fome e a miséria.

 Tratamento da TB
A maior parte dos pacientes que são submetidos a tratamento da TB, consegue
concluí-lo sem sentir qualquer efeito colateral, no entanto alguns fatores podem estar
relacionados com essas reações (náusea, vômito, febre, edemas após o uso da
medicação injetável) como os que se referem à dose, horários de administração da
medicação, idade do paciente, seu estado nutricional, alcoolismo, condições da função
hepática e renal e co-infecção TB/HIV. Alguns pacientes se recusam a tomar as
medicações por receio dos efeitos. E muitos outros se esquecem de tomar os
medicamentos no horário correto.

 Doença TB
Alguns pacientes que abandonam o tratamento, o fizeram motivados por
sentimentos de revolta contra a própria doença, e há não aceitação do diagnóstico. A
TB causa um impacto próprio do adoecer e o peso subjetivo que a doença tem para
cada um parece estar relacionado a momentos de tensão, ansiedade e medo.

 Estado de saúde
O tratamento é abandonado, muitas vezes, por que o doente se auto – determina
curado. Podemos observar a importância que os pacientes atribuem à presença dos
sintomas como forma de legitimar sua condição de dentes. Os pacientes também
abandonam o tratamento devido a um estado geral debilitado.

 Influência familiar
A decisão do paciente de abandonar o tratamento pode ter ocorrer contra a sua
vontade, devido a sua preocupação com a vulnerabilidade e possível morte de seus
entes queridos. Os pacientes mais propensos a não aderirem ao regime
medicamentoso, além da influência familiar, pela não confiança que tem no Sistema de
Saúde, ou de seus médicos.

 Agravos associados
Mesmo compreendendo que a TB é uma doença que tem cura, ainda assim,
relutam em modificar comportamentos negativos em relação à mudanças de hábitos
nocivos à saúde, como por exemplo, o uso do álcool, fumo e drogas ilícitas. A co-
infecção com o HIV de alguma forma desmotiva os pacientes a continuarem o
tratamento da TB. A influência que uma doença incurável exerce sobre o
comportamento das pessoas, pela atitude de abandonar o tratamento da TB.

 Diagnóstico da TB
Alguns pacientes demonstram incerteza em estarem realmente doentes ou não, fato
que os faz desistir da medicação, e por que o que sentia não condizia, de acordo com o
seu entendimento, com os sintomas da TB. Muitos pacientes relatam que se sentiram
mal ao saber que estavam com a doença.
Objetivo: Alertar a comunidade sobre os riscos que envolvem a interrupção do
tratamento da tuberculose. (MENDES e FENSTERSEIFER, 2000)

JUSTIFICATIVA
A Tuberculose (TB) é uma endemia que esteve presente como problema de
saúde pública no Brasil durante todo o século XX, e ficou conhecida como a calamidade
negligenciada. Ela esteve controlada até meados da década de 80, sendo então
esquecida pelas políticas públicas de saúde, ressurgindo no final desta década com
grande número de casos. A partir de 1993, a Organização Mundial da Saúde (OMS)
declarou a TB como emergência mundial. (VILLA, et al. 2008)

O Brasil tem ocupado a 16ª posição entre os 22 países responsáveis por 80% do
total de casos de TB no mundo. Com 179.108.134 habitantes, a TB é a 9ª causa de
internações por doenças infecciosas, ocupa o 7º lugar em gastos com internações pelo
Sistema Único de Saúde (SUS), além de ocupar a 4ª posição como causa de
mortalidade por doenças infecciosas. Na capital do Estado de São Paulo no ano de
2004 o número de casos chega a 7197, estando acima da média nacional de
mortalidade por TB que é de aproximadamente 3,2 óbitos por 100.000 habitantes.
(VILLA, et al. 2008)

No atual cenário da luta contra a tuberculose, um dos aspectos mais


desafiadores é o abandono do tratamento, pois repercute no aumento dos índices de
mortalidade, incidência e ultidrogarresistência. Considera-se caso de abandono, a
pessoa “[...] que após iniciado o tratamento para tuberculose, deixou de comparecer à
unidade de saúde por mais de 30 dias consecutivos, após a data aprazada para seu
retorno”. Os fatores relacionados a esse evento são múltiplos. De modo geral, as
causas do abandono estão associadas ao doente, à modalidade do tratamento
empregado e à operacionalização dos serviços de saúde. (SÁ, et al., 2007)

MATÉRIAL E MÉTODO

Trata-se de uma revisão literária. No qual os matérias utilizados foram artigos


científicos, publicações em revistas e livro. Sendo avaliada de forma criteriosa pelos
pesquisadores, observando-se a língua portuguesa e os dados levantados, de modo a
serem transmitidas para a comunidade através de folders e banners numa linguagem
de fácil entendimento e compreensão.
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REFERÊNCIA

MENDES, Aderlaine; FENSTERSEIFER, Lísia; Tuberculose: porque os pacientes


abandonam o tratamento?. Boletim de Pneumologia Sanitária, Porto Alegre, v. 12, n. 1,
p. 25-36, 2004

CAMPOS, Maria; CIPRIANO, Zulmira; STAMM, Ana Maria; TRATSK, Karla; Como
diagnosticar e tratar tuberculose. Revista Brasileira de Medicina, Santa Catarina, v. 57,
n. 6, p. 1-5, 2000

VILLA, Tereza; ASSIS, Elisangela; OLIVEIRA, Mayra; ARCÊNCIO, Ricardo;


GONZALES, Roxana; PALHA, Pedro; Cobertura do tratamento diretamente observados
(DOTS) da Tuberculose no Estado de São Paulo (1998 a 2004). Revista da Escola de
Enfermagem da USP, São Paulo, v. 42 n. 1, p. 98-104, 2008

SÁ, Lenilde; SOUZA, Káren; NUNES, Maria das Graças; PALHA, Pedro; NOGUEIRA,
Jordana; VILLA, Tereza; Tratamento da tuberculoseem unidades de saúde da família:
histórias de abandono. Texto & Contexto Enfermagem, Florianópolis, v. 16, n. 4, p. 712-
718, 2007

BARROS FILHO, Sebastião; Manual de Doenças Infecciosas. Companhia Gráfica Lux,.


série Cadernos de Saúde, Victor Publicações, Rio de Janeiro, p. 145-148,1967.