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VENDER COM PROPÓSITO

Os 6 primeiros passos para perder o medo, a vergonha


e o desconforto relacionados com a venda

Baseados na experiência de

Lali Schütze
Quer saber como eu consegui deixar
de ser uma total frustrada profissionalmente
e quebrada financeiramente,
e passei a afiliada - sem blog, sem página,
sem lista de e-mails - que mais vendeu o
Programa Recalculando a Rota
na sua 2a edição, só sendo eu mesma?

Vem comigo!
INTRODUÇÃO
Travada. Era assim que eu me sentia quando o assunto era venda,
comércio, departamento comercial ou qualquer outra coisa que fosse
relacionada ao tema. Eu demorei muito para me dar conta disso. Foram
necessários alguns anos, uns três pedidos de demissão e vários auto-
boicotes para eu perceber que, na verdade, eu sou uma excelente
vendedora. Eu só não tinha me dado conta ainda.
Se você se identificou com o título deste livro, é bem provável que, lá
no fundo, exista um vendedor querendo se mostrar. O problema é que são
muitos preconceitos, muita falação e passamos a acreditar em tudo isso
sem sequer nos darmos conta, quem dirá questionar estas verdades. Se
você quer se libertar de tudo isso, está no lugar certo.

É por isso que, depois da minha experiência, eu passei a conversar


com algumas das minhas verdades e percebi que tinha muita mentira em
tudo que eu mais acreditava.

Mas por que será que temos estes “PRÉ - conceitos”


tão enraizados, praticamente no nosso DNA?
Para começar a responder a essa pergunta, fui atrás da definição de
vender, de acordo com o dicionário Aurélio de Língua Portuguesa:

Significado de Vender:
1. Ceder, mediante preço convencionado
2. Alienar
3. Trair, denunciar por interesse
4. Alienar a sua liberdade por certo preço
5. Praticar, por interesse, atos indignos
Confesso que levei um sustinho no momento em que li. E também, por
isso, resolvi compartilhar a sua definição. Gostaria de esclarecer que, aqui,
pretendo utilizar o verbo “vender” de uma forma mais ampla, e, inclusive, num
sentido oposto a este, oferecido pelo nosso dicionário.

Neste sentido, não precisamos, necessariamente, vender um produto.


Mas, sim, praticamente todos os dias, pelo menos uma vez, vendemos alguma
coisa... Às vezes pedimos dinheiro em troca, outras, pedimos uma promoção,
um apoio, uma remoção, um patrocínio...
Pode ser que você nem se dê conta disso. Vende uma ideia, vende a sua
própria imagem, vende um serviço, vende o seu conhecimento, vende um
produto... Então, eu volto à pergunta anterior: por que a maioria das pessoas
ainda sente aversão só de ouvir esta palavra?

Será unicamente pela sua definição no dicionário?

A minha experiência me permitiu enxergar e vivenciar esta palavra de uma


outra forma.
Aquela aversão fez parte da minha vida desde a infância. O comércio está
presente no negócio familiar, onde meu pai passa mais de 10, 12, 13... horas
trabalhando todos os dias.

E eu não tinha noção do quanto isso me atrapalhava. Eu,


inconscientemente, atrelei qualquer atividade relacionada com venda à falta de
carinho, falta de atenção, falta de tempo livre. E isso me sabotou durante
muitos anos.

Sem saber o porquê, eu sempre acabava caindo na mesma atividade, por


mais que buscasse profissões que fugissem completamente da venda. Mas a
minha simpatia, carisma e facilidade de comunicação sempre me colocavam
ali: cara a cara com o cliente, oferecendo alguma coisa. E era nesse momento
que eu resolvia largar tudo e começar do zero.

Até o dia em que eu não tive mais saída…


Porque encontrei duas coisas essenciais:

1) O produto certo. Aquele que eu mesma comprei e paguei pelo valor e


que, além disso, acreditava com todo o meu coração. Aquele que eu gostaria
que as pessoas que eu mais amo consumissem, mesmo sem receber nada por
isso.

2) Identifiquei exatamente em mim onde o “calo apertava”. Como num


passe de mágica, num momento de despertar, encontrei a pecinha que faltava
para montar o quebra – cabeças que não me permitia ir além: o meu passado.
Se você se encontra na situação em que eu me encontrava há alguns
meses, com a conta negativada, frustrado profissionalmente, com medo de ser
julgado, do que os outros vão pensar de você por estar vendendo alguma coisa
e não consegue entender porquê isso acontece, vai por mim, as respostas
estão todas dentro de você.

Esta não é uma obra que vai te ensinar técnicas de vendas, como
persuadir as pessoas ou fazer você vender milhões em pouco tempo. A minha
intenção ao compartilhar a minha experiência é fazer com que você consiga
identificar o que pode estar te travando, fazer você viver a sua verdade e
vender aquilo que além de te dar dinheiro, que proporcione um senso de
contribuição para dar os primeiros passos rumo a uma vida com mais leveza,
prosperidade e significado na hora de vender.
Primeiro passo:

O que me bloqueia?
“Se as estruturas da mente humana permanecerem
imutáveis, vamos sempre terminar recriando
fundamentalmente o mesmo mundo, os mesmos
males, o mesmo distúrbio” - Eckhart Tolle.
O seu passado revela coisas incríveis sobre você. Demorou algum
tempo, mas de repente, tudo fez sentido. O meu passado bloqueava as
minhas ações que me levariam a um futuro mais próspero. Como eu já falei
anteriormente, analisar o meu passado foi crucial para entender onde o calo
apertava em mim.

Ao observar o nosso passado, de uma maneira desidentificada,


chegamos às respostas da maioria dos nossos bloqueios. No meu caso, me
dei conta de que os meus bloqueios financeiros vinham dos bloqueios
relacionados à venda. Na introdução eu contei a minha história. Agora, tente
se lembrar da sua. O que você via, ouvia na sua casa sobre vendedores?
Existe alguma lembrança de algo que você tenha vivido que pode ter gerado
em você alguma trava?
Alguns exemplos bem comuns são: é feio fazer o bem em troca de
dinheiro; os ricos não vão pro céu; todo vendedor é picareta; se a pessoa
está te vendendo algo é porque quer tirar vantagem de você… Ou então,
alguém próximo a você ou até você mesmo já se sentiu lesado, prejudicado,
por algo que comprou e se arrependeu? Talvez, no passado, você já tenha
tentado vender algo e não conseguiu e hoje tem medo de fracassar de novo.
Quais foram as suas piores experiências relacionadas a comprar e vender?

Responder a esta questão é o primeiro – e principal – passo para


perceber que nem sempre é assim. E aqui eu vou um pouco mais além: na
verdade, estas experiências ruins são a minoria do que já possa ter te
acontecido. Algumas vezes, basta uma única experiência ruim para
passarmos a acreditar que não podem existir experiências de troca muito
construtivas com a venda.
Segundo passo:
Por que esta pessoa
deveria comprar de
mim?
O seu primeiro pensamento nas vendas deve
ser o de servir. Sempre procure fazer com que
o seu cliente ganhe ou economize dinheiro e
jamais tire vantagem, de qualquer espécie.
Procure nunca impingir a seus clientes
mercadorias que os mesmos realmente não
possam usufruir. - Joseph Murphy
Identificadas as suas crenças, seus traumas, suas
experiências negativas… É a hora de você se dar
conta de que VOCÊ NÃO É ISSO. Ou por acaso
você se acha um picareta?

Você quer tirar vantagem, proveito das pessoas a


quem está oferecendo o que quer que seja? Eu
acredito, com todas as minhas forças, que não.

Depois de vencer o meu medo de ser julgada,


quando finalmente comecei a mostrar o produto em
que eu acreditava a todas as pessoas, eu não me via,
de forma alguma, como alguém que estava tirando
proveito de uma situação ou de uma pessoa que não
conhecia aquilo.
Muito pelo contrário! Meu coração vibrava a cada
resposta interessada que eu recebia. Porque eu sabia
que aquilo era muito genuíno, aquilo tinha feito tão
bem pra mim, por que não o faria a outra pessoa?

E eu acho que isso tem muito a ver com esta


pergunta que te fiz acima: por que esta pessoa
deveria comprar de mim? Porque eu sei, com todo
meu coração, que sou honesta, que estou
oferecendo, juntamente com o meu produto, tudo de
melhor que há em mim.
E vai por mim… Se alguma pessoa NÃO comprar
de você o que você tem a oferecer de melhor, ela vai
acabar comprando algo de outra pessoa. E pode ser
que, desta vez, seja de alguém não tão bem
intencionado quanto você.

Portanto, venda não só o seu produto, mas se


promova, também. Mostre às pessoas o seu
melhor, qual a melhor forma de utilizar
aquele produto, seja sincero, ainda que isso
possa fazer com que você venda menos. É sempre
melhor muitas pessoas satisfeitas com menos vendas,
do que muitas vendas e algumas pessoas frustradas!
Terceiro passo:
Estou agregando valor
ao que vendo ou só
enxergo o preço?
“As pessoas que
desconfiam da
autopromoção
costumam não acreditar
de forma plena nas suas
capacidades e nos seus
produtos ou serviços.
Por isso, é
extremamente difícil
para elas imaginar que
existe alguém que
esteja tão certo do valor
daquilo que possui que
deseja compartilhá – lo
de todas as formas
possíveis com quem
cruza o seu caminho”.
T. Harv Eker.
Logo que recebi as primeiras respostas interessadas no produto
que eu estava oferecendo, uma das primeiras coisas que as
pessoas me perguntavam era: “quanto custa?”.

E eu comecei a perceber um certo desconforto meu ao falar


sobre o preço. Evitava responder diretamente, desconversava. Foi
então que eu me dei conta de que havia algo de errado naquilo. E a
resposta que encontrei foi a de que eu mesma estava achando caro
um produto que estava vendendo!

E isso me causou mais um questionamento: como eu poderia


achar caro um produto que eu mesma me propus a pagar e que
transformou completamente a minha vida?

Fez de mim uma pessoa melhor, mais feliz, mais bem


relacionada comigo e com os outros a minha volta. Isso me levou a
entender que eu só estava enxergando, naquele momento, o preço,
ou seja, a quantidade de dinheiro que aquilo custava.
Entretanto, o que me fez vender, de verdade, foi mostrar às
pessoas que o valor daquilo era muito superior ao seu preço.

O produto em questão foi o Programa Recalculando a Rota


(PRR), que custa em torno de 3.500 reais. Ele foi criado pela Alana
Trauczynski, baseado na sua experiência de vida e em todos os
cursos e workshops de que já participou pelo mundo.

Para ela, o curso tem um valor inestimável, porém, foi


necessário precificá-lo. Tanto que depois que eu internalizei esta
mesma concepção, de que o valor daquilo é muito maior do que o
seu preço, me senti muito mais confortável ao falar sobre o preço e,
inclusive, sobre a comissão que eu receberia caso alguém o
comprasse de mim.
E quem agrega todo esse valor ao que vende? Sim, você
mesmo! O que quer que seja, perceba o que está além do preço.
Caso seja uma criação sua, valorize-se! Valorize a sua história, o
seu conhecimento, o seu tempo, o amor que você colocou naquilo.
Somente você pode criar qualquer coisa desta forma.

Ninguém mais pode inventar algo baseado na sua


experiência que é única! Se for algo de um terceiro, procure
saber o que está por trás daquilo. Aproprie-se de tudo isso e faça
com que o produto, ideia ou serviço valha muito mais do que o
preço que se pede.

O real propósito, aquilo que vai realmente agregar valor, não é


algo que pode ser quantificado em notas de dinheiro. É energia, é o
que vai tocar o coração da pessoa para quem você está oferecendo
aquilo.
O dinheiro é mais uma forma de energia. Quanto mais alinhado com a
abundância você estiver, mais vai atrair pessoas dispostas a pagar por
aquilo. Além disso, quando você não cobra de alguém pelo seu produto
ou serviço o valor que acredita que tem, por pena, por achar que as
pessoas não vão conseguir pagar, você comete dois grandes erros.
Primeiramente, você se priva de um direito que é seu por natureza: o de
receber. Segundo, diminui a pessoa, achando que ela não terá condições
de te pagar pelo que você acha que vale. As pessoas estão na posição
que se colocam o tempo todo. Até quando vamos continuar expressando
a nossa pequenez ao invés da nossa grandeza?
Quarto passo:
Qual é a utilidade do meu
produto ou serviço na vida
das pessoas? Eu usaria o que
estou vendendo?
“O nosso ponto de vista
cria a nossa realidade”. -
Don Miguel Ruiz Jr.
O fato de eu ter passado por todo o processo do Programa
Recalculando a Rota, inclusive tê-lo comprado, mudou tudo. Eu ter
pagado o preço que a Alana colocou, fez com que eu desse ainda
mais valor a isso. Eu fui a fundo em todas as rotas; assisti a todas as
aulas, respondi todas as atividades, coloquei as dicas em prática e fiz
todas as meditações com muita disciplina. Isso sem ter noção de
que, alguns meses depois, passaria a vender o mesmo produto.

Isso fez toda a diferença na hora de oferecer o Programa. Eu


falava daquilo com segurança, com tranquilidade e com
propriedade, pois havia passado pelo processo. Sabia detalhes,
explicava tudo com serenidade e paciência e isso despertava a
confiança das pessoas no que eu dizia.
Essa foi a grande diferença entre a minha experiência de uma
venda com propósito de tantas outras que eu já havia tentado em
vão. Eu experimentei e vi um resultado muito positivo no curso que
adquiri, aquilo se tornou útil na minha vida. Ao contrário de outras
vezes em que eu oferecia algo a alguém unicamente para cumprir
com uma função a qual era destinada. Eu passei a acreditar
profundamente no que estava oferecendo e na utilidade
daquilo na vida das pessoas.
O mundo está cheio de produtos e serviços sem uma real
utilidade. O planeta já não suporta mais lixo, mais produção em larga
escala sem consciência das consequências daquilo. Você já
parou para questionar se o que você vende tem uma
utilidade real na sua vida e na vida das pessoas? O que
isso traz de benefícios para elas e para o planeta? Quais serão as
consequências daquilo que você está colocando na mão de
outras pessoas?

Estes são questionamentos importantes a serem feitos. Caso


nunca tenha parado para pensar sobre isso, recomendo que o faça o
mais rápido possível. E não tem mágica, nem mistério. Perceba qual
é a energia que você está colocando no seu produto ou serviço, e se
preciso, dê a isso tudo um outro significado.
Quinto passo:
Eu realmente acredito naquilo
que estou oferecendo? Isso
vai mudar a vida das pessoas
para melhor?
“Se você acreditar que o que tem a
oferecer pode ser verdadeiramente útil
para as pessoas, terá grandes chances
de ficar rico”. - T. Harv Eker.
Após ter passado por todo o processo e experienciado uma mudança
positiva na minha vida, eu comecei a acreditar naquilo que eu estava
vendendo. Neste momento, o resultado de uma venda iria muito além de
uma mera recompensa monetária. Eu sabia que aquilo faria diferença
real na vida das pessoas. Eu desejava, com todo o meu coração, que o
maior número de pessoas possíveis alcançassem resultados tão bons ou
até melhores do que os meus.

“O nosso ser é sempre honesto, ético. Você pode estar


vendendo algo em que não acredite e pode ganhar muito dinheiro
com isso, mas vai acabar se sabotando em algum outro aspecto da
sua vida”. - Alana Trauczynski
A estas alturas você pode estar
questionando isto: eu conheço gente que
vende produtos sem acreditar neles, ou até
mesmo sabendo que são prejudiciais, e
ainda assim ganham muito dinheiro.

Eu também conheço muitas pessoas nesta mesma situação,


entretanto, são pessoas que estão se sabotando em outras áreas da sua
vida. Eu mesma já passei por isso e acabava sabotando todo
o meu lado financeiro. Ou seja, trabalhava e vendia algo em que não
acreditava e o dinheiro que recebia por isso eu gastava e nem sabia com
o que! E posso ir além: vivia cheia de dívidas no cartão de crédito. A parte
mais essencial de mim, que sabia que eu não queria fazer aquilo, se
encarregava de que eu não prosperasse daquela forma, para que eu não
permanecesse naquilo. Outras pessoas sabotam seus relacionamentos,
podem se entregar a vícios, ou a qualquer outro tipo de compensação
pela parte de si que não acredita naquilo que faz.
Eu acreditar naquilo que estava oferecendo me
proporcionou vários aprendizados, além da
consciência tranquila e a não sabotagem na hora de
receber as minhas comissões. Todas as pessoas
que compraram de mim ficaram satisfeitas com o
produto, eu não precisei mentir em momento
nenhum para fechar uma venda, e eu aprendi a
confiar que as pessoas certas viriam até mim da
maneira que tivesse que ser.
Acredite naquilo que você vende. Encontre uma
forma de enxergar que o seu produto, além de ser útil, vai melhorar
a vida das pessoas que o consumirem. Se for vestuário, você pode
acreditar que aquela roupa vai elevar a auto estima de quem for
usá-la. Se for alimentos, acredite que ele vai nutrir a pessoa, trazer
saúde e bem estar. Se for livros, cursos... acredite que eles irão
contribuir para o conhecimento das pessoas. O que quer que seja,
ache razões para acreditar naquilo que você está oferecendo. E
caso não encontre, considere mudar de produto ou de serviço.
Quando acreditamos no que estamos vendendo, a venda se
torna uma coisa natural, não precisa ser forçada. Eu recomendaria
este produto sem receber nada por isso. Inclusive, fiz durante os
meses que estava fazendo o PRR, falava dele para amigos mais
próximos sem sequer imaginar que mais tarde receberia uma
comissão pela sua venda. Eu queria que as pessoas fizessem
simplesmente por acreditar que aquilo traz um benefício sem igual,
torna as pessoas mais humanas, melhora a vida delas mesmas e
de todos ao seu redor.
Sexto passo:
Eu me sinto merecedor
de receber por aquilo
que estou vendendo?
“Quando se tornar um excelente
recebedor, será assim também
em todos os aspectos: aberto
para aceitar tudo o que o
universo tem a lhe oferecer em
todos os campos da sua vida. A
única coisa que você precisa se
lembrar é continuar dizendo
“obrigado” sempre que obtiver
uma bênção” - T. Harv Eker
Faltava pouco mais de uma semana para a abertura das vendas. Eu
nunca tinha feito aquilo antes e não conseguia ter uma ideia concreta do que
estava fazendo. Estava indo bem? Era realmente aquilo? Perguntas como
essas surgiam com certa frequência na minha cabeça. Chegou um momento
que a ansiedade e a insegurança tomaram conta de mim e eu me rendi. Eu
pedi um sinal. Pedi ao universo que me mostrasse se eu realmente deveria
estar fazendo aquilo. Se valeria a pena eu continuar enfrentando meus
monstros: o medo de ser julgada, o medo de ser desaprovada.

Eu sabia, também, que a pessoa que alcançasse


determinado número daquelas vendas ganharia um
prêmio. A primeira vista, o número pareceu inatingível
para mim. Alguns dos meus pensamentos mais
recorrentes eram: se eu vender pelo menos um já está
valendo; não custa tentar; pior que está não fica…

Poucas horas depois, recebi uma mensagem com


uma foto do ranking de cliques na página que estava
atrelada à minha conta de venda. Sim, eu estava em
primeiro lugar! Naquele momento eu agradeci e uma
onda de entusiamo e merecimento tomaram conta de
mim. Foi nesta hora que eu percebi, também, que
estava, mais uma vez, me preparando para fracassar.
Como desta vez eu já estava mais atenta aos sinais, à forma como eu
estava lidando com a situação, consegui enxergar os fatos em tempo hábil
para mudar tudo. Foi um processo de descoberta muito rápido e de uma hora
para outra eu percebi que faltava um pequeno detalhe na equação: eu não
estava me achando merecedora de receber por tudo aquilo. Eu não me
sentia capaz.
Você pode se sentir livre, perceber que seu
passado não influencia mais as suas decisões futuras,
entretanto, se achar que não merece receber por algo
que está oferecendo, que está colocando no mundo, vai
continuar se sabotando. Se você não se permitir ser
merecedor da gratidão, do reconhecimento, dos
prêmios e do dinheiro que a venda te proporciona,
não serve de nada ter o sentimento mais genuíno de
contribuição. Saiba contribuir, saiba dar o seu melhor;
mas queira, também, receber algo em troca. O
sentimento de merecimento amplia a nossa gratidão
e nos alinha com a abundância. Nos faz enxergar o
que já temos e amplia a nossa visão para onde
estamos recebendo mais.
E foi assim que eu consegui, sem lista de e-mails,
sem blog, sem site, sem página no Facebook, ser a
pessoa que mais vendeu Programas naquela edição, só
perdendo para um casal famoso da internet. Ultrapassei
a meta estabelecida e ganhei também um salto de
paraquedas.

Abra – se para receber. O universo está


repleto de surpresas maravilhosas e quer sim
te dar todas elas. Você só precisa saber
merecer.
O que aprendi com tudo isso?
Em seu livro “As 7 leis espirituais do sucesso”, Deepak Chopra fala
sobre a lei da DOAÇÃO.

“O universo opera por meio de trocas dinâmicas… dar e receber são


diferentes aspectos do fluxo da energia universal. Em nossa própria
capacidade de dar tudo aquilo que almejamos, encontra – se a chave
para atrair a abundância do universo – o fluxo da energia universal –
para as nossas vidas”.

Eu conheci esta lei depois de ter passado por toda a minha


experiência com as vendas. E foi aqui que eu consegui entender a
dinâmica de tudo aquilo que aconteceu. Ao reconhecer os meus
bloqueios internos, olhando para o meu passado, ao compreender que
eu não era aquilo; ao distinguir a diferença entre valor e preço; ao
perceber a utilidade daquele produto; ao acreditar que aquilo seria
extremamente benéfico na vida das pessoas; ao entender que sim, eu
estava contribuindo de alguma forma para o mundo e me sentia muito
merecedora de receber por isso, foi a esta conclusão que eu pude
chegar: eu não estava somente esperando uma recompensa. Eu
estava também doando alguma coisa, neste caso, a melhor parte de
mim, a minha essência, a minha verdade. E foi isso que atraiu as
vendas.
O dinheiro mostrou - se somente um resultado, uma
consequência. Não trato, aqui, de tornar o dinheiro algo supérfluo,
muito pelo contrário, a maioria de nós sabe que ter dinheiro é
essencial para sobreviver no mundo. Por isso, é muito importante,
também, que você não sinta vergonha, medo ou desconforto de
cobrar por aquilo que oferece.

Entretanto, com esta experiência, eu percebi que ele não era a


única coisa que eu esperava receber. Eu queria algo além, queria
que as pessoas encontrassem a mesma felicidade que eu encontrei;
queria compartilhar experiências, aprendizados e também as
dificuldades. Queria, com todo meu coração, CONTRIBUIR para o
crescimento daquelas pessoas, por meio do produto que eu estava
oferecendo.
Quando aprendemos a DOAR a nossa parte mais genuína e
essencial, ainda que seja em forma de energia, o universo se
encarrega de nos retribuir de alguma forma, esteja atento para
enxergar isso. No caso da venda, esta retribuição é monetária e
também na forma de satisfação e gratidão das pessoas que utilizam
os produtos ou serviços oferecidos.

A venda com propósito se torna algo que vai muito além de uma
simples troca, ou de quaisquer daquelas definições do dicionário. E
para ambos os lados, tanto do vendedor quanto do consumidor, o
dinheiro acaba se tornando uma consequência, na qual um sente
prazer e alegria em oferecer, e outro sente satisfação e gratidão
ao adquirir e pagar por isso. E não há, no mundo, forma mais digna
e honrosa de se ganhar a vida, contribuindo, honestamente, com
aquilo que você acredita para as pessoas.
Agradeço a todas as pessoas que se fizeram presentes durante todo
este processo, em especial: Alana Trauczynski, pelo incentivo,
suporte e paciência; a todo o Time Recalculando a Rota; aos
vagalumes que botaram fé em mim e compraram o PRR e a todos os
vagalumes que formam hoje a comunidade mais inspiradora e
apaixonante de todas! #gratidão

“A vida é sobre criar significado. E significado não vem daquilo


que você recebe, ele vem daquilo que você oferece.
Definitivamente, o que você recebe nunca vai te fazer feliz no
longo prazo. Mas quem você se torna e com o que você
contribui, sim.” - Tony Robbins (tradução por Lali Schütze)
Lali Schütze foi uma perdida durante
11 anos da sua vida, período em que entre
idas e vindas morou em mais de 10 lugares
diferentes, totalizando 4 países e um tour
sem residência fixa pela Europa por alguns
meses. Sente uma dificuldade imensa em
se rotular e contar em quantas cidades
esteve. Quem dirá quantas pessoas
cruzaram o seu caminho ao longo de toda
esta trajetória.
Prefere não se definir por onde mora nem pelo que faz, mas pelas histórias que
viveu e pelas lições que aprendeu. Começou a recalcular a sua rota internamente
junto com a primeira turma do Programa Recalculando a Rota e não parou mais
desde então. Apaixonada por livros, por comunicação, por conhecer e conectar
pessoas, por espanhol, pelo México, pelo Caribe e pela cultura latino-americana,
passou de concurseira frustrada a co-criadora da sua realidade. Atualmente, é
parte do Time Recalculando a Rota, e quer encontrar mais formas de se tornar
cada vez mais uma nômade digital. Pode ser encontrada no
anuncie@recalculandoarota.com.br e fica muito feliz em fazer novos amigos tanto
pelas redes sociais como pessoalmente.
REFERÊNCIAS:

CHOPRA, Deepak. As sete leis espirituais do sucesso. São Paulo: Best Seller,
2015.

MURPHY, Joseph Ph. D. 1001 maneiras de enriquecer. São Paulo: Nova Era,
1998.

TOLLE, Eckhart. Um novo mundo: o despertar de uma nova consciência. Rio de


Janeiro: Sextante, 2007.

EKER, T. Harv. Os segredos da mente milionária. Rio de Janeiro: Sextante,


2006.

ROBBINS, Tony. Money master the game. New York: Simon & Schuster, 2014.

RUIZ JR., Don Miguel. Os cinco níveis de apego – a sabedoria tolteca para o
mundo moderno. Rio de Janeiro: Best Seller, 2015.

Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. https://dicionariodoaurelio.com/

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