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~1 ~

Sam Crescent
#9 Sinner’s Possession

Série Chaos Bleed MC

Tradução Mecânica: Dri

Revisão Inicial: Dri

Revisão Final: Goreth

Leitura: Dani

Data: 09/2017

Sinners Possession Copyright © 2017 Sam Crescent

~2 ~
SINOPSE

Nas mãos de Master, Lola passou pelo inferno. Ela foi resgatada e
curou seu corpo, mas ela nunca curou sua mente. Em todos os lugares
em que ela vai, Sinner está constantemente preocupado de que algo
desencadeie a escuridão dentro dela. Ela não pode fazer isso com o
homem que ama, e agora não pode mais ser a mulher para ele. Ela tem
que encontrar a mulher que é forte o suficiente para lidar com o que
aconteceu com ela, então ela poderia ter um futuro com Sinner.

Sinner pode sentir Lola afastando-se dele e ele não sabe o que
fazer. Ele a ama mais do que qualquer coisa, então, quando Lola lhe diz
que está indo, é preciso todas as forças, ele não deve mantê-la
trancada. Se ele a ama o suficiente, ele deve deixá-la ir.

Estar em Piston County sem Lola mata uma parte de Sinner. Ele
não pode sentar e esperar, nem pode ir e forçá-la voltar para ele. Então,
ele sai do clube e vai para o Chaos Bleeds: Nomad. É a única maneira.

Alguns relacionamentos não seguem os mesmos caminhos. Nem


tudo é fácil. O amor de Lola e Sinner pode sobreviver ao espaço que sua
mente precisa claramente?

~3 ~
A SÉRIE

Série Chaos Bleed MC

Sam Crescent

~4 ~
Um
— Porque você parece miserável? — Baker pergunta.

Sinner cai em um assento no bar do clube Chaos Bleeds. Ele não


estava no melhor dos humores e ouvir essa pergunta de Baker apenas o
deixou ainda mais furioso. Ele queria bater ou ferir alguém, alguma
coisa para se livrar deste sentimento frustrado que o consumia. Porra,
ele odiava e queria que fosse embora.

Toda sua vida ele tinha ido atrás de tudo o que queria e as
consequências que se danem. Estar com o Chaos Bleeds sempre tinha
sido uma constante, até que Lola apareceu. Ela se tornou parte do
mundo dele, e agora, ele estava a perdendo, ele sentia isso.

— Cale a boca e me sirva uma bebida. — disse ele, olhando para


as garrafas grandes de cerveja atrás de Butler. — Essa merda não te
machuca? — Ele apontou para o álcool. Butler tinha sido um dos
maiores viciados no clube. Ele estava limpo e sóbrio há muitos anos.

— Não, não mais. Posso servir bebidas, sentir o cheiro, e isso não
me causa nenhum problema. Eu estou feliz bebendo meu muito
agradável chá gelado. — disse Butler. Para enfatizar o seu ponto, ele
agarrou um copo grande cheio de um chá vermelho. — Hum.

Quando estiveram em Fort Wills, Angel tinha feito a mistura num


verão. Butler tinha se queixado sobre a completa falta de bebidas
frescas. Vinte minutos depois, Angel estava lá, com a bebida na mão, e
Butler era seu escravo para sempre.

Butler entregou-lhe uma garrafa de cerveja. — Beba e me conte


seus problemas.

— Não tenho nenhum.

— Por favor. É uma tarde de sexta-feira, e você está aqui como


um viciado querendo seu remédio. Algo está acontecendo, e você pode
fingir o quanto quiser. Eu não estou comprando querido.

~5 ~
Sinner suspirou, passando os dedos pelo cabelo, que tinha
crescido nos últimos meses. Ele puxou uma carta e entregou a Butler.

— Você está roubando o correio de Lola agora? Acho que isto tem
perseguidor escrito por toda parte.

Ele revirou os olhos. — Leia.

Butler suspirou, parecendo desconfortável. — Ler cartas de


mulheres é quase tão ruim quanto ver sua gaveta de roupas íntimas.

— Leia, por favor. Eu quero saber se não estou ficando louco.

— Cara, eu poderia ter dito a você que há anos você está louco. —
Butler voltou a entregar a carta.

— Eu preciso de ajuda, e você sabe que eu odeio pedir.

— Você está certo. Você odeia pedir ajuda. Bem, bem, tudo bem.
— Butler puxou a carta e começou a ler.

Sinner bateu os dedos na parte superior do balcão, esperando.

Depois de segundos, talvez até mesmo minutos se passarem,


Sinner tinha o suficiente. — Bem, o que você acha?

Butler dobrou-a de volta e colocou-o dentro do envelope. — Foi


oferecido a Lola um estágio em uma empresa de tecnologia. Por que isso
é um choque para você?

— Ela não me disse sobre isso, e hoje há uma data no calendário.

— Espere, ela vai trabalhar? — Butler perguntou.

— Eu realmente não sei mais nada dela, ou qualquer merda que


está acontecendo dentro da sua cabeça. Os pesadelos também estão de
volta.

Lola tinha sido tirada da rua, repetidamente estuprada e


espancada pelo inimigo dos The Skulls e Chaos Bleed. Ele era
conhecido como “Master”, mas na verdade ele era o irmão de Gash, um
membro dos Skulls. De qualquer forma, eles a encontraram, a
trouxeram para casa, a protegeram, e ele tinha se apaixonado por ela.
Ele mudou seu jeito mulherengo por ela, e ela ainda estava se afastando
dele. Ele não gostava disso.

Ela foi a primeira mulher no mundo a fazê-lo se importar.


Esfregando a dor em seu peito, ele tomou um longo gole de sua cerveja.

~6 ~
— Você sabe se ela foi para isto? Ela é grande amiga de Angel e
Lacey. Talvez tenha ido para Fort Wills. Ela está sempre indo lá para ver
seus amigos.

— Diga-me Butler, uma mulher como Lola, ela iria deixar passar
isso? — Perguntou Sinner.

Butler suspirou, olhando o pedaço de papel. — Uma mulher com


a experiência de Lola, não. Uma mulher que teve seu talento usado
contra ela, a levou a ter pesadelos, então não, ela não tem coragem. Nós
a fizemos se sentir segura. Ela tem uma família aqui, porque ela tem
negado a outra família. Eu acho que você precisa falar com Lola sobre
isso.

— Do que os perdedores estão falando? — Simon pergunta,


subindo em uma banqueta e descansando os braços. Para uma criança
de oito anos de idade, ele estava crescendo rápido. Ele levantou um
dedo. — Dê-me uma cerveja, amigo, se você sabe o que é bom para
você.

Simon era o primeiro filho de Devil, e ele veio com seu próprio
drama. Lexie não era mãe dele. A irmã morta de Lexie era a mãe de
Simon. Todos eles juraram manter segredo sobre isso.

— Ei garoto. Estamos tendo problemas de mulher. — disse


Sinner, inclinando-se. Todos amavam esse carinha. Ele era tão
engraçado e peculiar.

Problema com as mulheres, eu entendo. — disse Simon. — Eu


sou um homem.

Butler começou a rir. — Aqui vamos nós, espertinho. — Ele


colocou um refrigerante de laranja na frente de Simon.

— Saúde. Há apenas uma garota que eu amo.

Butler e Sinner olharam um para o outro e disseram o nome que


eles ouviram o tempo todo.

— Tabby!

Até Simon falou e todos riram. Tabby era filha do Tiny. Tiny, que
tinha sido presidente do The Skulls.

Sim, isso era um drama futuro.

Sinner sorveu um grande gole de sua cerveja.

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— Eu ouvi minha mãe falar, e ela disse que se você apertar uma
barra de sabão muito forte, ela desliza para fora. — disse Simon.
Mostrando-lhes o que ele quis dizer pressionando as mãos juntas, e
então, imitando a ação do sabão deslizando.

— Okay. — disse Sinner.

— Ela disse que era o que estava fazendo com a Lola. Que você
está apertando ela tão fortemente que ela não consegue respirar. —
Simon fingiu engasgar. — Eu fiz isso uma vez com a Tabitha. Ela me
chutou entre as pernas. Lola chutou você?

Butler riu. — Cara, você é uma piada. Eu não posso esperar até
ficar mais velho. Você vai enlouquecer Devil.

Falando do diabo, o próprio homem apareceu com Laurell em


seus braços. — Simon, por que eu sinto que você não está fazendo nada
de bom?

— Estou bebendo uma cerveja e andando com os caras, pai. Você


me diz para fazer isso o tempo todo.

— Não, eu lhe pedi para encontrar alguns amigos para si mesmo.


Sua mãe está na cozinha, e ela precisa de você.

Simon bombeou os punhos. — Ela vai me ensinar como fazer


torta de chocolate, a preferida de Tabby.

Antes de Devil conseguir dizer qualquer coisa, Simon fugiu, e


Devil tomou seu assento. — Esse garoto vai ser um pesadelo quando ele
for mais velho.

— Eu acho que você tem que se preocupar com ele ser um chef
para sua garota preciosa.

Devil revirou os olhos, e Sinner se sentia melhor sobre seus


próprios problemas. — Só por curiosidade, se Simon e Tabitha se
juntarem, nossos dois clubes se fundiriam? — Sinner pediu.

— Oh, Oh, Oh, poderia ser chamados Chaos Skulls. — Butler


disse.

— Ou Skulls Bleed!

Eles começaram a rir, e Devil deu de ombros. — Se isso é o que


precisa acontecer, então isso acontecerá.

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— Você não está preocupado? — Sinner disse, enxugando as
lágrimas de riso.

— Não.

— E sobre a guerra entre os dois clubes?

— Primeiro, Lash não faria isso. Ele vai ver o benefício de nossos
dois clubes juntos. Agora Tiny, ele é outro problema. Ele vai
provavelmente caçar meu filho e o matar.

Sinner encarou o Prez. Ele tinha um grande respeito e amor pelo


Devil. O homem tinha visto todo o clube através de bons e maus
momentos. Não importa o que aconteceu, eles todos confiam em Devil
para ver o clube certo.

— Você vai deixar isso acontecer?

— Claro que eu não vou deixar isso acontecer. Não há nenhuma


chance de eu deixar que Tiny machuque meu filho, mas eu não vou
interferir. Simon é jovem. Tenho muito tempo para ensiná-lo a cuidar
de si! — Devil gritou para o seu menino.

— Você mudou sua mente. — disse Butler.

— Eu diria que Lexie mudou minha mente. Não adianta brigar


com minha mulher. Ela sabe o que é melhor. Simon e Tabitha, eles têm
esta coisa. Agora, ele poderia fracassar, ou vai ficar mais forte. De
qualquer forma, eu não vou empurrar meu filho.

Sinner concordou. Como você está fazendo com a Lola.

Ele estava protegendo a mulher dele. Era tudo o que ele estava
fazendo. Ele estava protegendo-a, amando-a, cuidando dela e se
certificando de que nada nunca irá machucá-la. Ela tinha sido ferida o
suficiente, e ele estava cansado da dor que ela passou.

— Então, vovô Devil, eu acho que tem um belo anel para ele. —
disse Butler.

— Eu sou muito jovem para ser um avô.

— Você sabe que Simon vai te fazer um em breve, certo?

— Não até que ele tenha trinta. — disse Devil.

Sinner olhou para Devil, com curiosidade, levando a melhor sobre


ele. — Okay, eu tenho que perguntar. Como pode garantir que Simon

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não vai torná-lo um avô? Se ele for como você, eu esperaria mais cedo
do que tarde.

— Ao contrário de vocês, eu tenho um trato com um médico. Ele


prometeu que quando chegar a hora, ele terá uma longa e agradável
conversa com Simon, sobre os perigos de não ensacar sua merda.

Houve um silêncio por alguns segundos, e então Sinner começou


a rir. — Você realmente acha que assustá-lo com doenças sexualmente
transmissíveis irá ajudar? Isso é muito engraçado, porra.

Até Butler riu dele.

Devil se levantou. — Vamos ver quem vai rir no final.

— Cinquenta dólares que Simon faz de você um avô aos dezoito


anos? — Butler disse.

— Não precisa fazer essa aposta. É uma garantia.

****

Lola Sparks sentou-se no café e estava grata que só tinha visto a


porta por dez dos quinze minutos que estava sentada lá. Suas calças
estavam apertando no estômago. Elas eram um tamanho dezesseis,
mas ela ganhou peso nos últimos meses, e ela sabia que seria apenas
uma questão de tempo antes que ela estivesse em um tamanho dezoito.
Não que sua figura incomodasse Sinner. Não, ele parecia amar suas
curvas, quando ele não estava preocupado com todo o resto. Ela estava
em Fort Wills, e já era tarde, mas que estava bem para ela. Esta foi a
desculpa para sair sem dizer uma palavra.

Seu coração estava acelerado quando ela se sentou sozinha.


Ninguém se aproximou dela, e ela estava agradecida. Ela correu os
dedos pelo seu cabelo preto que Lacey tinha pintado para ela um par de
semanas atrás. Ela adorava vir para esta cidade, mesmo que trouxesse
um monte de lembranças ruins. Apagando essas memórias, ela
levantou seu café e tomou um gole.

Os Skulls eram como um segundo lar para ela, e ela encontrou-se


aqui mais frequentemente do que não. Ela adorava Angel, a esposa do
Presidente do clube, Lash. Claro, Lola amava Lacey sem rodeios. E

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então, Whizz, o cara que entendeu o que ela tinha passado e não a
pressionou a mudar. Ela gostava de estar perto dele.

A porta do café abriu, e ela olhou para cima para encontrar Whizz
fazendo o seu caminho em direção a ela.

As cicatrizes do seu rosto estavam desaparecendo, mas ainda


estavam lá. Ela forçou um sorriso e foi quando ele balançou a cabeça.

— Por que você voltou tão cedo? — ele perguntou.

— Eu tinha algumas coisas para fazer. — Ela estendeu a mão


para a sua bolsa e pegou o envelope, entregando a Whizz.

Ela bebeu seu café, observando como o garçom colocava um café


quente na frente de Whizz. Lambendo os lábios secos, ela tomou outro
gole.

— Esta é uma oportunidade fantástica. — disse Whizz, dobrando


a carta e entregando de volta.

— Obrigada.

— Você fez a entrevista?

— Eu estava lá há três horas.

— Como foi?

— Eles me ofereceram o emprego. Eu vou ser assistente de


tecnologia, ajudando os novatos, mas me mostraram também a escada
para a promoção. Querem ver do que eu sou capaz.

— Eu sei que você é boa. — disse Whizz.

— Não tão boa quanto você.

— Eu sou um cara velho, querida. Eu estava por aí quando os


computadores foram inventados.

Ela riu de sua piada. — Você não estava, mas entendo o que quer
dizer.

— Experiência.

— Que é a chave para tudo, certo?

— Claro que é. — disse ele, bebendo do seu copo. — A questão é,


você quer fazer isso?

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Ela empurrou o pedaço de papel em sua bolsa e suspirou. — Não
sei o que eu quero. É difícil.

— Como estão as coisas com você e Sinner?

— Bem. Estão bem.

— Só bem? — Whizz perguntou, sentando e cruzando os braços.

— Ele não sabe sobre a entrevista de hoje. Eu não tive coragem de


lhe dizer. Você acha que foi errado?

— Não importa o que eu penso. Tem de pensar sobre si mesma,


Lola.

Ela olhou pelo seu ombro fora da janela. Luz do sol estava
entrando, e ela amava o horário de verão mais do que qualquer outra
época do ano. Ela amava o calor, o brilho, as flores, o amor. Todas as
coisas. Não havia nenhuma escuridão no verão, e o que estava lá,
desaparecia dentro de algumas horas. — Há momentos em que não
posso esquecer. Não paro de pensar que estou ainda presa à espera de
morrer. — Ela forçou um sorriso e esperava que as lágrimas que foram
enchendo os olhos dela desaparecessem.

— Você não está sonhando, Lola. Foi há muitos anos e Andrew já


está longe. Todos os associados com o monstro desapareceram. —
Whizz estendeu a mão, colocando uma mão sobre a dela.

— Ainda parece que foi ontem. — Quando uma lágrima caiu, ela
pegou um lenço de sua bolsa e enxugou os olhos. — Peço desculpas.

— Não se desculpe. Você não precisa se preocupar nunca mais


sobre ser você mesma quando está comigo. — Ele acariciou a mão dela.
— Conversou com Sinner sobre isto?

— Não. Erm, ele vai apenas... é mais fácil não falar sobre isso.

— Ele te machucou?

— O quê? Não, absolutamente não. Ele só... — Ela não sabia mais
o que dizer. — Ele faz tudo por mim. Ele é perfeito de todas as formas.

— Por que sinto que não é o que você quer? — ele perguntou.

— Eu não sei o que eu estou falando para ser honesta. — Ela foi
para tomar outro gole de café e descobriu que na verdade a xícara
estava vazia.

~12 ~
— Esse sentimento que você está obtendo, fale com Sinner. Diga a
ele. Veja o que ele quer de você e em troca, vai descobrir o que você
quer entre os dois.

Ela tomou uma respiração profunda. — E se preciso de um


tempo?

— Um tempo?

— Do Chaos Bleeds, de Piston County. De todas as coisas. Dos


MCs, Sinner e Andrew. Apenas para ser capaz de ser eu mesma. Deus,
pareço uma pessoa horrível. — Ela colocou as mãos na cabeça. — Eu
não quero machucá-lo, mas eu não sei mais nada. Eu não tenho
conserto. Não estou quebrada. Eu estou danificada Whizz. Eu sou... não
é bom. — Ela não conseguia encontrar as palavras certas.

Silêncio caiu entre eles, e quando ela tinha suas emoções sob
controle, ela finalmente olhou para ele.

— Você está machucando Sinner de qualquer maneira. Com ele,


você não está inteira, e você não está encontrando a paz. Longe dele, ele
vai sentir sua falta. Ele te ama mais do que qualquer coisa no mundo.
Eu posso ver isso.

— Não quero perder isso. Eu o amo Whizz. Eu faço. Eu só... ugh!


— Ela rosnou. Isso não estava ajudando. — Eu pareço uma puta e eu
odeio isso também.

— Vamos dar uma volta. — Whizz jogou algumas notas, e ela o


seguiu fora do café. Colocando a bolsa no ombro, ela cruzou os braços e
suspirou. O sol estava quente e brilhante. Fechando os olhos, ela
inclinou a cabeça. — Vamos lá.

Ela seguiu Whizz enquanto caminhavam longe do café. Quando


ela estava se recuperando, antes de ir para Piston County, ela
costumava fazer longas caminhadas com Angel, Lacey, e até mesmo
Paris. Todos deixaram seu tempo para pensar. Durante suas visitas em
ocasiões especiais, ela iria para os mesmos passeios, mesmo na neve e
no gelo.

Caminhar ajudou para esfriar a cabeça e para trazer tudo de volta


ao foco.

— Você sabe o que você quer fazer.

— Não quero deixar minha família para trás Whizz.

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— Eu sei. Você não vai. Quer que eu fale com o Devil para você?
Explicar? — ele perguntou.

— Não. — Eles pararam fora de um cemitério. Ela sabia que


muitos dos The Skulls foram colocados para descansar lá.

— Isso foi onde eu conheci Lacey. — Whizz disse. — Tivemos uma


coisa bizarra em um cemitério.

— Assustador.

— Sim. Eu era o animal de cicatriz, e ela era minha princesa.


Minha princesa tatuada. Encontrei-a, e ela me encontrou. Juntos
estávamos quebrados, completamente despedaçados, e juntos pouco a
pouco, nós fomos capazes de nos reunir, peça por peça dolorida.

— Está tentando me dizer que Sinner e eu vamos fazer isso um


para o outro?

— Sinner pode ajudar, mas ele não está quebrado, Lola. Na sua
cabeça e em seu coração, você está quebrada. Você não está mais
quebrada.

— Não vou falar com alguém. Isso não ajuda.

— Não ofereço a oportunidade de falar com alguém. Só estou


dizendo que eu consegui. Você quer sair. Você quer se encontrar e se
consertar. — Whizz acariciou o braço dela. — Não há nenhuma
vergonha nisso.

Ela deu outro suspiro. — E se ele se for, Whizz? Eu o amo. Não


quero perdê-lo.

— Se ele ama você e você o ama, vocês irão encontrar um ao


outro novamente. Isto não vai ser fácil para você. Vai ser uma merda,
porra. Não há como mentir. Mas você tem que fazer o que você precisa
fazer. Ninguém mais.

Ela lambeu os lábios secos e amaldiçoou as lágrimas que mais


uma vez começaram a cair. — Eu me prometi que não ia chorar.

Ele riu. — Chore. É uma forma de lidar, e você precisa lidar,


querida. Vai voltar para minha casa? Lacey... na verdade, eu realmente
espero que Lacey não esteja cozinhando alguma coisa.

Lola começou a rir. Todos sabiam que Lacey era uma das piores
cozinheiras do mundo.

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— Não, eu estive fora muito tempo. Vou voltar para casa antes
que seja tarde demais.

— Ligue-me quando chegar em casa Lola.

~15 ~
Dois
Sinner olhou ao redor da sala de seu apartamento, e certificou-se
que tudo estava no lugar. Ele tinha estado muito obcecado com isso
ultimamente. Lola não gosta de bagunça, e ele também não era muito fã
disso. Ela já tinha ligado antes para lhe dizer que estaria em casa e
para não se preocupar. Ele estava preocupado. Ele estava em pânico, e
isso estava assustando-o pra caralho.

Nenhuma mulher significava mais para ele do que Lola. Ela tinha
entrado no mundo dele, virando-o de cabeça para baixo, e agora ele não
conseguia nem por um segundo imaginar a vida sem ela. Passando a
mão pelo seu rosto, ele foi até a geladeira e pegou uma cerveja. Ele não
tinha tido uma bebida desde aquela manhã, ele não era um alcoólatra.
Era apenas estresse.

Ele olhou para a cerveja, colocou-a no freezer e pegou um café em


vez disso. Ele não tinha um problema e agora, ele queria a cabeça
limpa. Quando Lola voltasse para casa, ele queria limpar o ar e se
certificar de que ambos estavam na mesma página, quando falassem de
seus futuros.

Ele tinha acabado de fazer seu café, quando houve uma batida na
porta. Não era Lola. Ele poderia dizer pelo som da batida. Abrindo a
porta, ele encontrou Pussy do outro lado.

— Olá, amigo. Muito tempo que não nos vemos.

— Por que está aqui? — Sinner perguntou.

— Bem, eu tenho um favor a pedir. Você quer que eu fale isso


aqui, ou você quer me convidar para entrar? Você sabe, o que as
pessoas normais fazem.

Sinner revirou os olhos, mas abriu a porta um pouco mais ampla.

— Bom homem. — disse Pussy, batendo em seu peito.

~16 ~
— Que grande favor precisa? — ele perguntou.

— Vou sair com Sasha amanhã a noite, e eu queria saber se você


poderia ser a babá de Shay? — Pussy pediu, tomando um assento.
Sasha ficou cega depois que seu padrasto a empurrou escada abaixo. O
golpe na cabeça causou sua cegueira. Os médicos estavam convencidos
de que ela enxergaria novamente, mas nunca tinha acontecido, até que
outro golpe de alguma forma trouxe a visão dela. Nesse meio tempo, o
cão guia que tinha ajudado Sasha, foi dado para auxiliar outra pessoa
com dificuldades de visão. Nesse momento, Sasha ficou inconsolável, ao
ponto que Pussy havia exigido e pago uma grande quantia de dinheiro
para obter o cão de volta. Ashley era agora um cão-guia aposentado.

— Você me quer para tomar conta de sua filha?

— É claro. Seria só por uma noite. Você e Lola, juntos, o que você
me diz?

— O que recebo em troca? — Sinner perguntou.

Pussy suspirou. — Você tem o prazer de ser a babá da minha


garota e espero que isso choque sua mulher o suficiente para que você
pare de derramar a todos os seus problemas no clube.

Sinner fez uma pausa. — Como você sabe?

— Simon estava dizendo a todo mundo que quisesse ouvir que


você estava tendo, segundo ele, problemas com mulheres. — Pussy fez
as aspas. — Qual é o negócio?

— Você só veio me pedir para que você pudesse fofocar nas


minhas costas.

— Sim e não. Quero levar Sasha para sair e eu também preciso de


uma babá. Devil me disse que usei Lexie e Judi pela última vez. Curse e
Mia estão tendo um encontro familiar. Death e Brianna me disseram
não. Snake sibilou para mim. Dick me mandou ir me foder. Spider,
bem, ele tem um prato cheio de si mesmo. Com você e — seus
problemas de mulheres. — ele disse novamente — Pensei que você iria
querer toda a ajuda que pudesse obter.

— Não gosto de você.

Pussy riu. — Você não precisa gostar de mim. Eu posso viver sem
ser amado, querido. Só quero que você olhe Shay. Além disso, acho que
a única razão para que todos dissessem não, e praticamente me
apontaram em sua direção, o clube sente que você precisa disso.

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— O clube precisa de mim para cuidar de sua garota?

— Sim. Você estará fazendo isso para o clube e para Sasha.

— Não quero saber por que Sasha precisa.

— Você sabe por que eu tenho o meu apelido. — Pussy disse para
o Sinner que gemeu. — Vou te dar uma dica. Trata-se disso.

— Você é nojento. — disse Sinner.

— Você pediu.

— O que vai demorar para me livrar de você?

— Concordar em tomar conta de Shay.

— Ótimo, ótimo. Eu vou fazer isso. Só saia da minha casa antes


de vomitar em todos os lugares.

— Excelente. — Pussy se levantou. — Só pra você saber, Lola está


esperando no carro pelo menos dez minutos que eu saiba.

— O quê?

— Ela estava esperando no carro no estacionamento. Parecia um


pouco... estranha.

— Não pensou em me dizer isto quando chegou?

— Não. Eu queria você para cuidar da minha filha. Problemas no


paraíso.

— Vá embora Pussy.

Pussy saiu de seu apartamento, e Sinner foi para a janela, abriu a


cortina e viu o carro de Lola estacionado onde ela normalmente deixava.
Todo o caminho até lá, ele não podia ver se ela ainda estava no carro.
Ele assistiu como Pussy deixou o prédio e não deu qualquer sinal de
que Lola ainda estava no carro. Nenhum sinal, nenhuma confirmação.

Sinner virou a cabeça em direção ao carro, quando ele viu Lola


entrando. Ela estava vestida para impressionar em uma blusa branca,
saia lápis, com o cabelo preto preso. Ela tinha cabelos castanhos e
longos, mas ela o tinha cortado, e agora ela pintava regularmente.

— Ei. — ela disse. — O que Pussy queria?

— Nós seremos babá amanhã.

~18 ~
— Oh.

— Ele perguntou, e eu queria que ele se fosse. A única maneira de


fazer isso foi concordando.

— Eu entendo. Eu faço. — Ela fechou a porta e trancou-a. Ele viu


como ela tirou o casaco e, em seguida, as presilhas do cabelo dela.

— Onde você esteve hoje? — ele perguntou, odiando como ele


estava se sentindo. Ele não queria lhe dar ordens, ou forçar as
respostas. Por que ela não conseguia falar com ele?

— Eu fui para Fort Wills.

— Nós vamos realmente fazer isso, Lola? — ele perguntou.

Ele viu quando ela fez uma pausa e acenou com a cabeça. — Você
sabe sobre a entrevista de emprego.

— Você tinha um lembrete na sua mesa. Você pensou que eu não


veria?

— Sim, eu tinha uma entrevista de emprego.

— Que te levará para longe de Piston County.

— Sim.

— Longe de nós.

— O que você quer que eu diga, Sinner? Eu não sei o que dizer
para fazer isso melhor agora. Houve uma entrevista de emprego. Fui
para ela, e me ofereceram o emprego.

— Você aceitou?

— Pedi um tempo para pensar nisso.

— Então, você precisa pensar sobre isso? — ele perguntou.

— Sim, eu fiz. Eu preciso.

Ele olhou para ela, e seu coração foi partido. Havia tanta coisa a
dizer, e ele ainda não tinha a mínima ideia sobre o que fazer.

— Por que não cortamos a porcaria? — ele perguntou. — Você


quer ir embora, não é?

Ele viu as lágrimas nos olhos dela e sabia, sem dúvida, que ele
estava a machucando, só não tanto quanto ela estava matando-o.

~19 ~
Sinner tinha conhecido seus sentimentos por ela há muito tempo. Ele
sabia no fundo de seu coração que mesmo enquanto Lola queria amá-
lo, era quase impossível fazê-lo. Eles tinham que fazer isso. Lola teve
que fazer isso, mesmo que estava matando-o por dentro.

— Não sei o que eu quero.

— Você não precisa mentir.

— Eu não estou mentindo, Sinner. Realmente, não estou. Eu amo


o que temos aqui. Eu te amo, e não consigo imaginar qualquer outro
lugar. Isso é quanto eu amo você.

— Mas?

— Não é suficiente. Está faltando alguma coisa, e não quero que


seja assim.

— Se você precisar falar com alguém, posso fazer isso.

— Não! Não quero falar com ninguém. Não quero ser mimada. Eu
só... Quero que você me entenda.

— Não entendo você se não falar comigo.

— Eu só não aguento mais. Não posso acordar e fingir que algo


não está errado. Convenhamos Sinner, cada vez que olha para mim,
você vê aquela menina quebrada.

— Não, não.

— Olhe ao seu redor! — Ela bateu o pé. — Você se certificou de


que tudo é novo em folha. Você não vai me permitir limpar. Havia uma
casa de cachorro na traseira de um caminhão, e você me fez procurar
outro lugar. Você está me mimando, e você não está me dando a chance
de crescer.

— E você acha que esta é a maneira de fazer isso? Para sair, e


fazer esse tipo de merda? — Ele apontou para as roupas dela.

Silêncio caiu entre eles.

Lágrimas caiam pelo seu rosto, e ele odiava que ele tinha sido a
causa.

— Eu não queria isso. Realmente não, mas eu não posso


continuar vivendo assim. — ela disse. — Eu te amo, mas eu tenho que
ir.

~20 ~
Sinner fechou suas mãos em punhos e cerrou os dentes. Ele
estava quebrando por dentro. — Eu quero ajudar você, Lola. Eu te amo.

— Eu sei, mas não pode me ajudar. Ninguém pode me ajudar, e


sou só eu. Tenho que fazer isso. — Ela mordeu o lábio. — Não haverá
mais ninguém. Eu te amo.

— Está me pedindo para esperar por você? — Sinner perguntou.


O pensamento de tocar outra mulher o repeliu. Sua alma, sua essência
pertencia a ela.

Ela fungou. — Eu estava esperando, mas sei que é pedir demais.


Me desculpe. — Ela pisou em torno dele, e ele fechou os olhos.

Não ia ser outra mulher. — Você não precisa ir embora. Eu posso


ir. — Ele agarrou seu casaco, indo em direção a porta.

— Eu amo você Sinner.

Ele parou com a mão na porta. Em toda a sua vida, ele nunca
esteve tão quebrado. Ele não podia ajudá-la.

— Só não é o suficiente.

Fechando a porta do apartamento não o fez se sentir melhor.


Nada jamais poderia fazê-lo se sentir melhor.

****

Embalar uma mala não demorou muito. Lola não tinha


acumulado tanto assim nos últimos dois anos. Foi lamentável o que ela
fez, e não havia necessidade para ela embalar qualquer outra coisa. Ela
fez questão de levar algumas fotos também.

Não era isso que ela queria. Ela não queria perder Sinner, nem
ela queria lutar com ele. Ela não sabia ao certo o que queria, mas
certamente não era isso, e estava matando-a.

Ele parecia tão triste, tão bravo com ela, e ela odiava isso.

Enxugando as lágrimas, no fundo da sua mente ela quase podia


ouvir Andrew rir dela. Ele tinha sido morto há algum tempo, e ele ainda
estava tirando sarro dela, mesmo do seu túmulo.

~21 ~
Arrumando as coisas no seu carro, ela ficou atrás do volante e
dirigiu até a casa do Devil e Lexie. Ela bateu na porta, segurando o
laptop dela.

Devil atendeu vestindo um par de jeans e nada mais. — Lola, você


está bem?

— Eu estou bem. Posso falar com Lexie?

— Sim, claro, pode entrar.

No momento em que ela entrou pela porta, ela ouviu as risadas e


gritos de crianças se divertindo. — É noite de cinema.

— Sinto muito por entrar assim.

— Tudo bem. — Devil entrou na cozinha, e foi onde ela encontrou


Lexie, que estava vestindo shorts e um top curto. Laurell estava em seu
quadril.

— Ei Lola. — No momento em que Lexie olhou para ela, ela


entregou o bebê e a puxou para um abraço. — O que está acontecendo?

Devil deve ter saído, porque ele já não estava na cozinha, e as


crianças também estavam tranquilas.

— Ele os levou para fora.

— Eu estou indo por um tempo. Há uma oportunidade de


trabalho, e eu não posso recusá-la. Eu queria, mas isso precisa
acontecer.

— Como Sinner está? — Lexie perguntou.

Ela suspirou. — Acabou. Estamos acabados. — Os lábios dela


tremiam. Ela sentiu outro soluço perto da superfície, mas ela não
chorou. Em vez disso, ela respirou fundo, sorriu e entregou a Lexie o
laptop.

— O que é isto?

— Isto é tudo Lexie. Tudo a ver com o Old Ladies MC. O site e eu,
até deixei uma seção sobre como mantê-lo atualizado. Tenho que ir.

Lexie pegou o laptop mesmo quando ela abanou a cabeça. — Você


não precisa ir embora.

— Eu realmente preciso fazer isso.

~22 ~
— O que aconteceu para fazer isso? — Lexie pediu.

— Eu não sei. Só sei que eu não aguento mais.

— Você ama Sinner?

— Mais do que tudo. Está faltando alguma coisa, e eu não posso


continuar fingindo que está tudo bem. — Ela deu de ombros. — Eu
estou confusa, e eu preciso me encontrar.

— Acabou?

— Sim, tem que ser. Eu tenho que ir. Eu não esperava que ele
esperaria por mim. Eu gostaria que ele fizesse. Acredite em mim, eu
realmente gosto dele, mas eu duvido. — Ela riu e limpou os olhos. — Eu
amei estar aqui. Eu amei estar com todos vocês. Você é minha família,
mas eu entendo se quiser que eu não volte e mantenha distância.

Lexie pegou suas mãos. — Não. Você é bem-vinda aqui. Eu


entendi, eu faço. Eu espero uma chamada de telefone toda semana.
Está me ouvindo? Eu quero ter certeza de que você está bem. Se você
precisar de dinheiro, chame e vamos resolver isso.

Mais uma vez, as lágrimas encheram os olhos dela. — Você é boa


demais para mim.

— Você é da família Lola. Nunca se esqueça disso.

Lola se despediu e saiu. Ela tinha mais duas paradas para fazer.
A primeira foi a Natalie Pritchard. Lola tinha se tornada amiga da filha
do fazendeiro durante os últimos anos. Elas tinham trabalhado juntas
na fotografia, fazendo a loja de roupas funcionar. Ela tinha sido o
ombro que Natalie tinha chorado, mesmo quando Slash estava por
perto. Lola tinha certeza que Slash tinha uma queda por Natalie, mas
ela não disse nada. Ela nunca tinha sido capaz de ler os homens, nem
mesmo Sinner.

Dirigindo-se para o longo caminho, ela sentiu seu coração pouco


a pouco se quebrando. Eles eram os amigos dela, e ela os amava tanto.
Estacionando o carro, ela viu que Natalie estava sentada nos degraus
da varanda com uma bebida na mão. Slash também estava lá, e ele
estava fazendo algum tipo de dança que estava fazendo Natalie rir.

No momento em que ela chegou, Natalie se levantou. Saindo do


carro, Lola forçou um sorriso.

— Lola, o que foi? — Natalie pediu.

~23 ~
— Podemos conversar?

— Claro, claro.

— Isso é a minha deixa para sair. — Slash não se moveu em


direção a moto. Não, ele entrou na casa da Natalie.

— Isso é novo? — Lola perguntou.

— Não, não realmente. Desde que meu pai faleceu, Slash tem
ficado por aqui ultimamente. Ele não gosta que eu fique sozinha. Por
que está aqui? — ela perguntou.

— Estou saindo por um tempo.

Natalie olhou para ela. — Por que sinto que isto vai significar algo
mais?

Lola respirou fundo e explicou em detalhes o que tinha


acontecido, e o que ela precisava fazer. Mesmo que ela estivesse lidando
com esta decisão, ela odiava porque estava fazendo Sinner sofrer, mas
ela tinha que fazer isso.

— Uau, você realmente vai fazer isso? — Natalie interrogou.

— Não tenho escolha. Eu preciso fazer isso. — Ela pensou sobre o


que disse a Whizz, e mesmo quando estava machucando-a, ela sabia
que estava fazendo a coisa certa.

Natalie atirou-se em Lola. — Vou sentir sua falta.

— Pode me ligar. Não estou na lista negra. Foi o que Lexie disse.
Você tem meu celular.

— Não vai ser a mesma coisa, não é? Você vai embora.

— Eu sei, e eu sinto muito. Realmente, eu sinto. Não quero


causar qualquer tipo de dor a ninguém, mas isso não importa porque,
independente do que eu faça, ainda causará. — Ela abraçou Natalie. —
Eu te amo querida. Continue fazendo o que você faz, e você vai arrasar
em tudo.

— Não vai ser o mesmo sem você.

Ela segurou firmemente Natalie e forçou-se para voltar para o


carro dela e para iniciar a viagem em direção a Paris.

Lola não estava surpresa ao ver Paris esperando por ela. — Você
está indo embora.

~24 ~
— Estou indo. — Ela passou os dedos pelo seu cabelo. — Quem te
disse?

— Lexie. Ela pensou que seria bom para eu saber com


antecedência. Spider está cuidando da Aria.

Aria era a menina de Paris.

— Sinto muito.

Paris suspirou. — Eu pensei que havia algo errado. Achei que


você ia vir e falar comigo. — Ela desceu os degraus em direção a ela. A
cada passo, Lola tinha certeza de que ela via seu futuro ser reescrito,
como se isso pudesse fazer sentido para ela. Ela poderia ficar ou ir. — É
ele, não é? Andrew. Você tem que fazer algo sobre isso.

— Eu preciso encontrar o meu caminho.

— E sua maneira não é aqui com as pessoas que te amam.

— Eu te amo tanto. Você sabe disso, e eu faria qualquer coisa


para todos vocês. Não quero machucar ninguém. Não mesmo.

— Isso foi há anos. — Paris disse

— Eu não sou como você Paris. Eu conversei com os médicos, eu


disse as coisas certas e fiz tudo para parecer que eu estou bem. Por um
longo tempo, eu pensei que poderia me convencer que eu sou feliz, que
eu sou melhor.

— E não é?

Lola abanou a cabeça. — Eu nunca estive certa Paris. Eu não sou


tão forte como você.

— Não faça isso. Você é uma mulher forte. Como você disse, todo
mundo lida de forma diferente. — Paris a abraçou como ela tinha feito
muitas vezes antes. — Só sei que eu vou me preocupar com você.

— Lexie já me disse que tenho de manter contato.

— Você deve. Nenhum de nós poderia esperar outra coisa. Tem de


manter contato e nos dizer o que está fazendo, e como você está
passando. Nós todos amamos você Lola. Todos sentiremos saudades.

Lola suspirou. — Obrigada. Por tudo.

— Nós somos amigas. É o que os amigos fazem.

~25 ~
Paris deu-lhe um abraço final, e foi isso. Sem olhar para trás, Lola
entrou no carro e foi embora. Ela chegou até a fronteira de Piston
County, e por uma hora, talvez até mais, ela olhou para o sinal. Seu
coração estava nessa pequena cidade. Chaos Bleed controlando tudo.
Eles não eram cruéis, ou maliciosos.

Chaos Bleed tinha um amor que poucos alguma vez poderiam


contemplar, e por um curto período de tempo, ela foi parte dele.

Você precisa fazer isso.

Sinta-se melhor.

Conserte-se.

Com isso, ela saiu da cidade de Piston County, e pela primeira vez
na vida, ela sentiu esperança.

~26 ~
Três
Voltar para o apartamento deles foi o pior. Sinner não acreditava
que ele poderia sentir qualquer tipo de dor pior do que ver a metade do
armário vazio. Lola tinha ido embora, e em vez de ser compreensivo, ele
a deixou ir com raiva. Ele estava com raiva e ela queria falar, ele não
queria lidar com isso, sabendo que ela ia. Lola tinha que ir. Naquela
noite, ele não tinha dormido e em vez disso, passou a noite inteira
olhando para a foto dos dois juntos.

Lola foi a barra de sabão, e ele tinha apertado ela muito forte. Ele
tinha estragado tudo, e foi culpa dele.

Vinte e quatro horas depois, todo o clube sabia, e todos eles


olharam para ele, esperando ele surtar ou ter algum problema. Em vez
disso, ele continuou a trabalhar. As horas se transformaram em dias e
os dias em semanas. Ele não parou para pensar, e continuou a
trabalhar.

Dividindo seu tempo entre Naked Fantasies, Old Ladies MC e os


campos da fazenda de Natalie, todas as vezes que ele voltou ao clube
estava exausto. Por um mês inteiro, ele fez isso, e parou de ir para casa.

O apartamento deles estava vazio, à espera de alguém voltar, e ele


não conseguiu. Ele não podia voltar lá. Sinner estava ciente de Lola
manter contato com Lexie e Paris. Ela provavelmente estava falando
com Whizz, mas ele não ia falar com eles.

O que Sinner mais odiava era seus olhares de pena.

No segundo mês, com o verão desaparecendo rapidamente e


caindo em cima deles, ele sentou-se próximo a parede da sede do clube,
assistindo a festa acontecendo ao seu redor. Os Skulls estavam
presentes, e no canto, Simon e Tabitha estavam conversando. As outras
crianças estavam brincando no pequeno parque que tinham criado. Os
dois clubes se misturavam como se fossem velhos amigos.

— Olá. — disse Angel, vindo em direção a ele.


~27 ~
Ele sorriu para a old lady de Lash.

— Ei Angel.

— Você parece tão triste. — disse Angel, sentando-se ao lado dele.

— Não tenho nenhum motivo para sorrir atualmente.

— Whizz nos disse o que aconteceu. — Angel colocou uma mecha


do seu cabelo loiro escondido atrás da orelha. Ela tinha passado por
uma fase de tingimento. Lacey era uma esteticista, ou algo a ver com
cabelo e beleza. Ela experimentou em todas as old ladies e as
prostitutas do clube, não que houvessem muitas delas lá.

Ele não estava interessado em mulheres.

Foi estúpido. Ele tinha dito a Lola... que ele não esperaria, e
mesmo assim, era tudo mentira. Não havia nenhuma maneira que ele
poderia tocar em outra mulher.

— Bem, todo mundo sabe.

— Ela está bem. Caso esteja interessado.

Ele fez uma pausa para beber a cerveja dele e virou-se para ela.

— Eu sei que você não perguntou a Lexie ou qualquer outra


pessoa. Eu pensei que você gostaria de saber.

Sinner encarou sua bebida e balançou a cabeça. — Eu faço, e eu


não.

— Você está bravo com ela? — Angel perguntou.

— Sim, estou com raiva dela. Eu a amo mais que tudo, e ela foi
embora. Fingiu que não temos nada acontecendo.

Angel segurou sua mão. — Vai ficar tudo bem.

Lash apareceu, segurando o ombro de Angel e beijando a cabeça


dela.

Sinner afastou a mão dele. Angel era uma old lady que realmente
acreditava na bondade e no amor. Ela sempre tentou fazer alguém se
sentir parte do mundo deles. Sinner sorriu. — Obrigado Angel.

— Ela ama você. — disse Angel.

~28 ~
— Aproveite a festa. — Ele assentiu com a cabeça para Lash e fez
o seu caminho para a cozinha. Lexie estava lá, passando o molho de
churrasco nas tiras de costela. Ela sorriu para ele. — Como ela está?

— Você levou um mês para perguntar isso.

— Eu estou sendo um idiota, eu sei, mas por favor, me diga se ela


está bem.

Lexie colocou a panela no chão e virou-se em direção a ele. —


Sim, ela está bem. Ela tem um pequeno apartamento na cidade, e ela
está trabalhando em uma empresa de tecnologia. Ela fala sem parar
sobre isso, e para ser honesta, eu não tenho a mínima ideia do que ela
está dizendo. Ela fez alguns amigos.

— Há um outro cara?

— Não. Ela não fala com ninguém.

Sinner assentiu com a cabeça. — Eu tenho que ir.

— Sinner, não tem que ir embora. Por que não liga para ela? —
Lexie pediu. — Você está sofrendo tanto.

— Ela se foi Lexie. Ela me deixou, e eu não sou... Eu não vou


forçá-la a fazer algo que ela não quer fazer.

— Mesmo se ela te ama? — Lexie perguntou.

Ele riu. — Ela me ama. Todos me dizem isso.

— Então por que você duvida?

— Você pensaria em abandonar Devil para ir embora e ‘se


encontrar’? — ele perguntou, mas não lhe deu a chance de responder.
— Angel e Lash? Tiny e Eva? E Simon e Tabitha porra? Hein? E sobre
eles? Eles são crianças, e mesmo com cidades separadas, ou clubes
separados, eles ainda encontram tempo para o outro.

Devil entrou na cozinha.

Sinner estava gritando, sua raiva o consumindo.

— Queria que as pessoas não me dissessem que ela me ama


porra. Ela me ama, eu entendi. Ela só não me ama o bastante.

— Acho que precisamos conversar. — disse Devil.

~29 ~
— Vai me dizer também que ela me ama? — Perguntou Sinner,
incapaz de manter o tom de desprezo da sua voz.

— Não. Eu não vou. Eu não vou dizer besteira que você não quer
ouvir. — Devil aproximou-se dele. — Gritar com minha mulher, no
entanto, sabe que eu não gosto disso.

Sinner suspirou e seguiu Devil de volta ao seu escritório. Havia


uma porta que levava para onde mantinham a igreja, tomar decisões
para o bem do clube.

— Peço desculpa. — disse o Sinner.

— Chaos Bleed tem um clube nômade. Um seleto grupo de


homens que não podem sossegar. Adam era parte do The Skulls. Eles
não desempenham um papel no clube, mas quando necessário, eles
vem correndo.

— Eu sei do clube Nômade.

— Eu quero que pense sobre isso Sinner. — Devil olhou para ele.

— Você me quer fora?

— Você está trabalhando até não aguentar mais. Eu sei que você
precisa mais do que tudo. O que estou dizendo é que há uma chance
para você limpar sua cabeça. Sem compromissos. Piston County tem
uma porrada de memórias para você. Por todo o lado, você pode
lembrar dela. Não voltou ao seu apartamento, e não quero nem pensar
no estado do lugar.

— Todo mundo está me dizendo o quanto ela me ama.

— E você está cansado disso. Não vou assumir que ela amava
você Sinner. Não a conhecia tão bem para te dizer se ela amava. Se você
quer que eu segure sua mão e te trate como uma menina, eu vou fazer
isso. Eu amo os meus homens, todos vocês. Você sabe disso. Isso que
você está fazendo. Não me agrada. Não é bom para o clube, e não é bom
para você. Esqueça Lola. Pense em si mesmo.

Devil lhe deu uns tapas nas costas.

— É isso? — Sinner perguntou.

— Sim. Você está ferido Sinner. Eu só posso imaginar como é ter


todo mundo dizendo que minha mulher me ama, especialmente se ela
não está por perto. Desta vez, você ganhou um brinde, mas não deixe
isso acontecer novamente.

~30 ~
****

— Acho que precisamos buscar uma bebida e ficar com alguém.


— disse Sarah.

Lola acabou o que ela estava fazendo e desligou o computador


dela, virando-se para a amiga. Sarah era uma mulher bonita, que exigia
que saíssem todas as sextas-feiras. Não importa a ocasião, Sarah
adorava festas.

Lola odiava festas.

— Vai pegar alguns dos homens disponíveis? — Belinda


perguntou, inclinando-se perto dela.

Belinda e Sarah foram duas mulheres que Lola se tornou amiga.


Bem, — amigas — era uma palavra muito forte. Elas eram conhecidas.

— Não estou pronta para namorar. — disse a Lola. Em seu


coração e mente ainda estava tomada. Lexie lhe contou que Sinner
ainda não estava namorando ninguém. Ainda assim, ela não sabia o
que esperar.

Você já cometeu um erro?

— Lola, querida, você não pode ficar infeliz para sempre. — disse
Sarah. — Você tem que viver um pouco.

— Vamos ver. Tenho de ir me trocar okay? Eu vou encontrar você


lá no bar. Nosso lugar de sempre?

— Sim, claro.

Lola não esperou. Ela fez seu caminho fora do edifício e foi direto
para o apartamento dela. Ela morava a cinco minutos de distância.
Desde que deixou Piston County, ela tinha feito mais caminhadas do
que quando morava em uma pequena cidade. Ela amava o agito da
cidade, o caos.

Entrando em seu apartamento, ela fez um sanduíche e chamou o


número de Lexie.

A amiga respondeu no segundo toque.

— Ei querida. Você está bem? — Lexie perguntou.

~31 ~
No fundo, ela ouviu o que parecia ser uma festa. — Estou bem. O
que está acontecendo aí?

— Oh, nós temos alguns dos The Skulls aqui. Estamos


aproveitando os últimos poucos raios de sol enquanto podemos. Como
vai você?

— Eu estou bem. Você sabe. Indo bem.

— Isso é bom.

— Como está Sinner? — ela perguntou.

— Lola, não vou ficar no meio disso, mas como você acha que ele
está sentindo? Ele está machucado okay? — Lexie suspirou. — Não
fique perguntando sobre ele. Não vai gostar das respostas querida.

O sanduíche que ela estava comendo já não tinha sabor. — Você


está certa, eu sinto muito.

— Eu também. Eu não posso ficar e conversar. Te amo Lola.

Antes que pudesse dizer alguma coisa, Lexie desligou. Olhando


para o celular dela, Lola soltou um suspiro. As lágrimas estavam tão
perto da superfície que ela poderia saboreá-las.

Puxando para cima o nome de Sinner no celular dela, ela olhou


para ele, se perguntando o que diabos estava fazendo. Nada estava
ajudando-a. Não o seu trabalho, não seus novos amigos, tudo que ela
queria, mas nada.

O apartamento era bonito, pequeno e vazio. Toda a sua vida era


um grande vazio, e ainda assim, ela só sabia que não estava feita ainda.
Ela não terminou de fazer o que ela ia fazer.

Fechando o telefone, ela o colocou sobre o balcão e foi para o


banheiro. Ela tomou um longo banho na tentativa de limpar seus
pensamentos que não eram nada mais que uma bagunça confusa na
cabeça dela. Nada fazia sentido. Não é o que ela queria. Não era o que
ela procurava. Tudo era apenas uma merda em sua cabeça, e nada fazia
sentido. Nenhuma coisa.

Ela não ficou muito tempo se preparando. Jeans e uma camisa


que revelou algumas curvas era tudo o que ela se permitiu. Um
pequeno salto, maquiagem mínima, seu cabelo puxado para trás e ela
estava pronta. Ela nunca tinha gastado tanto tempo na sua aparência.
Nunca tinha sentido necessário, nunca.

~32 ~
Deixando o apartamento, ela caminhou em direção à boate onde
estariam suas amigas. O segurança, Harold, a deixou entrar. Ela havia
ajudado a montar o laptop do seu filho enquanto ele estava de férias na
semana passada. Desde então, ele tinha sido simpático com ela, a
ajudando.

Entrando na boate, no começo ela ficou assustada pela


quantidade de pessoas que estavam lá.

— Quando eu terminar com você, você nunca vai me esquecer.

Empurrando a voz de Andrew, ela foi forçada a dar cada passo em


direção ao bar. Ela tomou um assento e foi surpreendida ao encontrar
Sarah e Belinda já na pista de dança, festejando.

Ela se perguntava como seria se voltasse a Piston County,


amando a vida, dançando, e toda essa merda.

Pedindo uma bebida, ela se sentou no bar e viu todos ao seu


redor. O barman entregou-lhe uma garrafa de água e um canudinho.
Retirado a tampa, colocou o canudo dentro e tomou um gole. Cada
movimento era meticuloso, para que ela não fizesse nada de errado ou
estragaria a noite. Ninguém mexeu com sua bebida. Ela tinha spray de
pimenta e as chaves dela, que eram mortais.

— Você sabe, te vi aqui toda sexta-feira nas últimas três semanas,


e você nunca conversa com ninguém. Os homens que tentam falar com
você acabam com o rabo entre as pernas. Então, eu vou ver se eu posso
mudar isso princesa.

— Não me chame assim. — ela disse, virando-se para a direita e


encontrando um homem muito bonito, sentando ao lado dela.

O cara levantou as mãos. — Me desculpe. Só estou curioso por


que uma garota bonita como você está aqui neste bar, se você não está
interessada em se divertir.

Ela bebeu a bebida dela, se perguntando caso ela o ignorasse o


suficiente, ele iria embora.

Ele não fez.

— Meu nome é Chris.

—Sou comprometida. — disse ela, virando-se para ele. — Eu sou


na verdade, a old lady de um membro de MC.

Chris ficou pálido. — Se isso é verdade, porque está aqui?

~33 ~
— Porque só quero desfrutar de uma bebida. Me deixe em paz.

Sem mais uma palavra, Chris se levantou e foi embora.

****

— Hoje foi um bom dia. — disse o Devil.

— Sim, foi. Você viu Simon e Tabitha? Eles estavam tão fofos, e
eu lhes dei aqueles chocolates que eu fiz.

Devil gemeu. — Você poderia não me lembrar? Por que eles são
fofos?

— Eles são crianças e é bonito vê-los. Eles vão acabar juntos. Já


falei isso várias vezes. Aceite, siga em frente e lide com outra coisa.

— Quer dizer o assunto deprimente de Lola e Sinner?

Lexie suspirou. Ela estava esfregando o creme hidratante nas


mãos quando ela foi para a cama. Devil colocou o livro que estava lendo
na gaveta ao lado da sua cama. Ela se ajoelhou ao lado dele, movendo-
se para que suas costas ficassem em seu peito. — Perdi a paciência no
telefone hoje. Ela perguntou por ele.

— Fico com raiva amor, pensando neles. Claramente se amam, e


ela se foi para a porra da busca da alma e Sinner está esperando. Eu
não gosto disso.

— Sabíamos que algo assim iria acontecer. — disse Lexie. — Não


sei mais o que pensar. Quer dizer, entendo que Lola passou por tanta
coisa, mas já faz anos. Eles estavam melhorando.

— Falei com Whizz sobre isso antes dela partir. Eu não entendo.
Como pode, um minuto ela parece estar bem e no minuto seguinte ir
embora. Você sabe? — ele perguntou.

— Sim, eu sei. O que ele disse?

— Ele considera que, ao contrário de Paris, Lola não lidou com


isso. Ela empurrou para um lado e ignorou. Apaixonar-se por Sinner
ajudou a continuar ignorando. A merda ficou pior ainda. — Devil beijou
o pescoço dela. — Quero ajudá-los.

~34 ~
— Você deu a Sinner a opção de ir para o clube Nômade? — ela
perguntou.

— Eu fiz. Não sei se ele vai aceitar ou não.

— Você acha que ele está exagerando?

— Querida, se fosse você, eu teria pego sua bunda de volta.

— Mas eu não passei pelo que Lola passou. — disse Lexie. —


Deus, é fácil ignorar toda essa porcaria. Entre as crianças, os negócios e
o clube, eu era capaz de esquecer tudo que enfrentamos ao longo dos
anos. — Ela suspirou, colocando suas mãos sobre a sua, onde ele a
segurou. — Simon está ficando mais velho, e em poucos anos, ele vai
estar causando seus próprios problemas.

— Por favor, não me lembre. Estou apavorada. Elizabeth está


ficando convencida, e o que eu vou fazer quando os rapazes começarem
a ligar para ela? — Devil disse.

— Eu sei como deve ser. — disse Lexie, rindo.

— Eu tenho uma arma especial para todos os caras que acham


que podem vir em torno de Elizabeth e Laurell. Eu odeio os homens.

— Querido, você é um deles. — Lexie tentou acalmá-lo.

— Eu sei. Por que você acha que eu sei o que eu quero fazer a
todos os caras? Eu tenho um conhecimento em primeira mão de toda a
merda doente, passando por suas cabeças e acredite quando eu digo,
não é bonito. — Ele abraçou-a um pouco mais apertado. — Basta
pensar em todas as coisas que ainda quero fazer com você. Só de ver
você se curvar, eu fico duro como uma maldita pedra.

Sua boceta ficou molhada ao pensar nisso. A única coisa que eles
perderam foram os momentos a sós. Cinco crianças na casa e eles
tiveram que pagar uma babá, ou pegar um dos irmãos para fazê-lo.

Judi ficaria sem hesitação, mas ela já tinha dois filhos e não
precisava de bagunça extra.

— Ainda não estamos perto de descobrir o que vamos fazer. —


disse Lexie.

— Nós faremos o que nós temos que fazer, querida.

— Você sabe o que vai acontecer? — ela perguntou.

— Não tenho a mínima ideia.


~35 ~
Houve uma batida na porta deles. Devil disse para quem quer que
fosse entrar. Simon estava lá. Ele estava com uma calça de pijama. —
Papai, olha para os meus músculos. — ele disse, flexionando-os.

— É grande e forte filho.

— Posso fazer musculação? — Simon pediu.

— Musculação? — Desta vez Lexie estava confusa. — Você só tem


oito anos.

— Sim, mas quero começar agora. Eu quero ser grande e forte,


então eu posso proteger a minha garota Tabby. Tiny disse que só um
homem forte com músculos do tamanho de elefantes ia se casar com a
garota dele. Eu tenho que consegui-los! Pai, por favor.

Lexie começou a rir. Devil beijou a cabeça dela. — Lembre-me da


próxima vez que eu estiver com Tiny para que eu o encha de porrada.

Ela assistiu como seu marido levou Simon de volta para seu
quarto, provavelmente para ter uma longa conversa. Ela não podia
ajudar, não podia deixar de adorar a relação de amizade entre Simon e
Tabitha. Era um romance que ia ser épico.

~36 ~
Quatro
Dois meses depois

— Você tem certeza disso? — Devil perguntou.

— Tenho certeza. É hora de fazer alguma coisa. Não posso ficar


sentado o dia todo. — Sinner colocou a chave do apartamento na mesa.
— Eu não vou desistir do clube. Só preciso de ar fresco. Você sabe. Eu
preciso a levar merda de volta ao foco. Isto foi o que você me ofereceu.
Estou aceitando.

— Não vou mentir, vai ser triste ver você partir. — Devil saiu de
trás de sua mesa e inclinou-se contra ele.

Sinner olhou ao redor do escritório. — Nunca pensei que deixaria


Piston County.

— Você vai precisar de um patch. — Devil agarrou um que Sinner


já tinha visto. — Aqui! Você está bem para costurá-lo?

— Sim, eu posso costurá-lo sobre o patch. — Ele olhou para baixo


para as duas palavras, Clube Nômade. Sua jaqueta de couro já tinha
Chaos Bleed. Agora, ele tinha que incluir que era parte dos nômades.

— Não há nenhum Prez lá. Vocês são um bando de irmãos. Liguei


para Lúcio. Ele espalhou a notícia sobre você se tornar um nômade.
Lembre-se, você pode voltar aqui a qualquer momento que quiser.
Ainda somos a sua família, e eu vou ter certeza que seu apartamento
está bem cuidado.

Sinner assentiu com a cabeça. — Obrigado por isso.

— Ela vale isso? — Devil questionou.

— Sabe, eu pensei sobre isso. Eu até mesmo vi uma das


prostitutas do clube. Por uma fração de segundo, eu pensei sobre

~37 ~
esquecer Lola, ter outra mulher. Não poderia fazê-lo. Não quero mais
ninguém. Só acho que ela é a mulher certa, sabe. Eu já olhei para meu
celular mais vezes que eu poderia contar. Tudo o que levaria era um
telefonema.

— Então por que não telefona para ela? Se você pedir, imagino
que ela viria para você. Ela te ama à sua maneira.

— À sua maneira, sim, exatamente. Ela vai vir para mim porque
eu pedi a ela, e eu não quero isso. Eu quero que ela faça o que ela
precisa fazer, e eu vou estar pronto para ela.

— Você ainda vai aceitá-la de volta depois de tudo? — Devil


perguntou.

Sinner sorriu. — Claro que eu vou. Primeiro, vou organizar minha


vida. Como Lexie disse, apertei muito forte, e ao fazê-lo, eu causei isso,
assim como ela fez. Nós cometemos erros. Não tenho dúvidas de que
vamos nos encontrar novamente. Mas isso não vai acontecer agora. —
Ele estendeu a mão à espera de Devil.

Devil sacudiu a cabeça. — Você é um bom homem Sinner.

— Você pode apostar que sou, idiota. — Ele piscou para Devil. Ele
estava se sentindo melhor em sua própria mente. Ele e Lola precisavam
desta pausa mais do que tudo. No momento que eles tinham se
estabelecido em Piston County, tinha sido uma coisa atrás da outra.
Eles não tinham sido capazes de sentar e relaxar. Ao fazê-lo, ele tinha
mudado. Ele sabia disso. Ele não era o mesmo homem que havia sido
há apenas oito anos.

Era difícil pensar que há oito anos, eles viriam para o município
de Piston County onde Simon estava com sua tia Lexie.

Saindo do escritório, ele viu vários caras que fizeram fila para
desejar sorte: Pussy, Ripper, Curse, Dime, Slash, Reese, Charlie, só
para citar alguns.

Ele foi até a sua moto, e foi onde ele viu Butler. — Você não vai
me acompanhar?

Butler, olhou para o patch e balançou a cabeça. — Não posso


sair. Estar na estrada, tem muita tentação. Não quero abrir a porta
novamente. Estou limpo, e eu estou feliz por isso.

Sinner viu que seu amigo estava lutando, e ele odiava aquele fato
de que tinha perguntado. — Me desculpe cara.

~38 ~
— Eu sei, e sinto muito. — Butler passou os dedos pelo seu
cabelo. — A vida na estrada é confusa, você sabe. Ficar limpo, tornou-
se a minha vida, e não quero perder isso.

— Você é forte cara. Não acho que você vai ceder a essa merda
velha.

Butler estendeu os braços. — Nem mesmo vou dar uma chance.


Desejo o melhor, e espero mais do que qualquer coisa que você encontre
o que está procurando.

Dentro de minutos Sinner estava em sua moto e fora do clube. A


estrada aberta. Não iria olhar para trás, só para a frente. Ele pilotou por
mais de uma hora, não se importando para que direção estava indo. Ele
tinha as roupas do corpo, a carteira, patch e alguns itens básicos. Parte
de estar na estrada era não ter qualquer merda para lidar. Era sobre a
liberdade.

Depois de andar por três horas seguidas, ele parou em um café


que parecia que tinha visto dias melhores. Estacionando sua moto,
pegou um assento, dando a ordem para a garçonete, que novamente
tinha visto dias melhores. Tirando o seu kit de costura, ele puxou sua
jaqueta de couro fora e começou a costurar no patch.

Ele não prestou atenção à garçonete quando ela o trouxe café e


comida. Entre trabalhar o patch em sua jaqueta de couro, ele comeu,
bebeu e fumou. Ninguém tentou impedi-lo. Este foi o seu domínio.

Sinner olhou seu casaco, avaliando seu trabalho. Não foi perfeito,
mas serviria. Chaos Bleed Nômade.

— Você já terminou? — a mulher, Trisha, indagou.

— Sim, eu vou querer outro café.

Ela pegou seu prato e xícara vazia. — Você sabe que alguns de
vocês estavam aqui no outro dia. Você está um pouco atrás.

— Querida, nem sempre andamos juntos. Eles eram Chaos


Bleed?

— Era o que a jaqueta dizia. Eu realmente não presto muita


atenção. Todos os tipos passam por aqui. Vocês são todos a mesma
coisa.

Sinner sorriu. Lá estava ele, o julgamento. De uma forma


estranha, foi muito bom ser julgado novamente. — Oh senhora, se

~39 ~
soubesse o que eu poderia fazer. — Ele deu-lhe uma piscadela, e ela
bufou.

— Filho, não sabe o que é o perigo. — Ela acenou a mão, como se


ele não fosse nada mais do que uma criança.

Foi bom estar de volta, e era exatamente como ele se sentia. De


volta.

****

— Ele saiu? — Lola perguntou

— Sinto muito querida. Você não queria que Sinner esperasse por
você. Ele precisava de um pouco de ar.

— Tudo bem. É, clube nômade? Eu nunca ouvi falar deles? —


Lola esfregou a cabeça, tentando descobrir por que ela não sabia nada
sobre outro clube do Chaos Bleed.

— Por que você saberia? Você conheceu alguns caras do clube


nômade. Verdade seja dita, não há muito para contar. Eles são...
perigosos. Eles fazem parte do Chaos Bleed, mas não aderem a um
clube, e eles não tem regras. Se Devil precisa deles, ele os chama, mas
então, não há sempre uma garantia de que eles vão aparecer.

— Por que fazem parte do Chaos Bleed?

— Antes do Devil vir para a cidade, todos eles viajavam juntos por
algum tempo. Os homens se consideram parte da equipe Chaos Bleed.
Eu acredito que há também uma equipe para os Skulls. Adam era parte
disso.

Lola conhecia Adam e suspirou. — Existe alguma maneira de


entrar em contato com ele?

— Não falei com ele até agora Lola.

— Ele não me ligou também. — Ela ficou... na defensiva.

— Por que deveria? Você foi embora. Ah querida, não quero


brigar, okay? Estou cansada, e brigar não é o que eu quero fazer agora.
Você sabia que algo assim aconteceria e adivinhe? Aconteceu...

~40 ~
Lola ouviu a exaustão na voz de Lexie. — Você está
completamente certa. Então, o que tem acontecido em casa?

— Está tudo bem. Judi está grávida do bebê número três.


Também temos notícias que Dick e Martha estão grávidos pela primeira
vez. Vamos ter um grande chá de bebês para as duas.

— Eu vou tentar voltar para casa. Quando será?

Seria dentro de três meses.

— Mamãe, Josh cuspiu no meu cartão novamente. Tem que ser


perfeito para Tabby. — Simon disse ao fundo.

— Eu vou deixar você ir.

— Adeus Lola.

A chamada acabou, e ela olhou para o celular. Lexie tinha


começado a se cansar de falar com ela, e Lola não podia culpá-la. Até
Paris tinha parado de ligar. Olhando ao redor de seu apartamento, ela
sentou e só ficou olhando. Sinner estava na estrada, e havia apenas
uma maneira de entrar em contato com ele. Precisava chamá-lo.

Foi tão difícil chamá-lo, e isso deixou ela louca. Não deve ser
difícil em tudo. Tiveram uma vida juntos, que ela tinha arruinado
porque sentiu a necessidade de ir embora.

Houve uma batida na porta, e ela não estava esperando


convidados. Levantar do sofá trabalhoso, e ela não queria falar com
ninguém.

Abrindo a porta, ela viu que Lacey estava do outro lado com Sally
e Daisy.

— Oh, uau, eu não tinha ideia que vinham aqui. — Lola disse,
abrindo a porta.

— A última vez que verifiquei não havia nada de errado em ter


uma noite de meninas na sexta à noite. Por favor me diga que não tem
planos com aquelas mulheres horríveis?

— Sarah e Belinda? Não, elas pararam de me convidar. De acordo


com elas, ter uma amiga sentada no bar a noite toda, recusar ofertas de
dança é muito embaraçoso. Então, aqui estou eu.

— Sorte sua, temos problemas com homens. — Lacey apontou


para Sally.

~41 ~
— Isto não é sobre mim, mãe. É sobre você. Ela está tendo uma
briga com Whizz.

— Mamãe e papai estão brigando por comida. — Daisy disse,


correndo para sentar e já ligando a televisão.

— Eu posso ter acidentalmente incendiado a nossa cozinha.

— Não houve nenhum acidente com isso, mãe. Você destruiu a


cozinha. — disse Sally.

Lola olhou em direção à cozinha para ver Sally remexendo em sua


geladeira. Tinha sido um par de anos desde o ataque à sede do clube
The Skulls tinha tomado a perna de Sally do joelho para baixo. Agora
ela usava uma prótese, e ela tinha treinado sem parar para certificar-se
de que ela podia andar sem dificuldade. No final de longos dias, ela
estava sempre com dor.

— Como você destruiu a cozinha? — Lola perguntou, sentando ao


lado de Daisy.

— Eu virei de costas.

Lacey não disse mais nada.

— Ela deixou o forno ligado. Uma panela de água queimando


seca, mas ela também colocou uma toalha sobre o fogão, e esqueceu.
Essa toalha estava perto de um jornal. Como você pode imaginar, um
queimou o outro, e em seguida a cozinha pegou fogo. — disse Sally,
trazendo alguns sanduíches que ela fez. — Logo, pai está chateado e
mãe decidiu ter um dia de menina com você, tentando parecer que é
sobre mim.

Daisy cutucou ela. — Drew disse a Sally que ele a ama, e todos
sabemos que Steven a ama.

— Drew não disse isso. Ele simplesmente me disse que sem mim,
ele não teria sido capaz de lidar. — É só porque a minha lesão foi pior
do que a dele. — disse Sally, entrando na sala de estar. Ela distribuiu
alguns sanduíches e Lola pegou o dela com gratidão. Sally sentou-se em
uma cadeira, e foi então que Lola viu o suor na testa dela. — Nunca
acontecerá nada entre mim e Drew. Ele é um amigo.

— Isso é porque você ama Steven. — Daisy atraía a palavra amor.

Lacey sentou-se na borda do sofá, com todas as tatuagens em


exposição. Ela usava uma camisa e um par de jeans, que mostrava

~42 ~
todas suas curvas. Para Lola, Lacey era uma das mulheres mais belas
que tinha visto. Indo ao inferno e voltando, ela tinha uma sagacidade e
fogo nela.

— Não se importa se eu ficar aqui, não é? — Lacey perguntou.

— De jeito nenhum. Eu fico feliz com a companhia. Tive algumas


notícias perturbadoras.

— Oh.

— Vamos falar quando Daise for para a cama.

O celular de Sally tocou e Lola observou o rosto da garota


transformar.

— Obrigada. — disse Lacey. — Não gosto de brigar com Whizz.

— Especialmente quando você está errada. — disse Sally.

— Eu pensei que você estivesse do meu lado?

— Não há lado mãe. É simples. Você fodeu tudo, e o papai pirou.


— Sally inclinou a cabeça para o lado. — Você sabe por que ele pirou?

— Ele estava com raiva que eu estava na cozinha. Ele colocou


uma proibição estranha nela.

— Foi uma proibição necessária. — disse Sally. — Você não sabe


cozinhar, e você quase nos serviu frango cru.

— Ele disse que estava cozido.

— Era branco por fora e rosa no centro. Você não sabe cozinhar.
Além disso, o pai estava chateado porque poderia ter se machucado,
você mesma e a nós. Ele estava preocupado, e você agiu como uma
cadela.

Daisy engasgou. — Não podemos dizer isso a mamãe. Papai disse


que nós temos que manter isso em segredo.

Lola riu quando Lacey suspirou. — Eu não estou errada.

— Talvez você esteja um pouco errada. — disse Lola. — Não me


importo. Eu vou ter alguma companhia. — Ela apoiou a cabeça no
ombro de Lacey, precisando de alguém.

— Whizz manda seu amor.

— E você não se importa.

~43 ~
— Querida, se eu estivesse preocupada, não diria a você. Eu sei
que Whizz me ama.

Sentaram-se assistindo a um desenho estranho. O celular de


Sally continuava tocando, e Lola estava contente. Ela tinha amigos e
agora, ela não podia quebrar, nem mesmo se ela quisesse. Ela tinha
amigas, convidadas, e ela estava indo para certificar-se de que ela não
estragasse o seu tempo juntas.

Depois da comida, elas deram banho e colocaram Daisy na cama.


Lola foi até a geladeira e decidiu abrir a garrafa de vinho que ela tinha
adiado.

Ela serviu três copos grandes e sentou-se no sofá. Sally pegou o


vinho e tomou um gole.

— Como vai? — Lola perguntou.

— Eu estou bem. Ignore o que Daisy disse. Drew e eu somos


amigos. Nem sequer sonharia fingir ser outra coisa.

— Você ama Steven?

As bochechas de Sally ficaram vermelho brilhante, e ela esfregou


sua testa. — Isso é ainda mais complicado.

— Por quê?

— Eu não sei. Talvez porque sou mais nova que ele.

— Então, Sinner é mais velho que eu. — Lola encolheu os


ombros. — Não o deixei por causa de nossas idades.

— Por que o deixou? — Sally interrogou. — Eu pensei que você


estava feliz, que você estava melhorando?

— Eu pensei que eu estava, mas adivinha? Eu menti. — Lola riu,


mesmo que o humor foi a coisa mais distante de sua mente. — Olhando
para trás ao longo dos últimos meses, não sei por que eu o deixei. Não é
um cenário de pesadelo agora? — Ela suspirou. — Eu não estava feliz, e
o Sinner, ele era... tão superprotetor. Eu sei que parece loucura, mas
ele estava me protegendo o tempo todo. Ele estava se certificando que
nada me machucaria, ou que alguém não pressionaria muito. — Ela
passou os dedos pelo seu cabelo. — Não foi certo. Não quero que ele
sempre esteja me protegendo. Eu o amo tanto, e você não acha que ele
deveria ser livre para fazer isso? Não se preocupar comigo o tempo todo.

~44 ~
— Os olhos dela se encheram de lágrimas, e ela suspirou. — Me ignore.
Eu estou uma porcaria.

— Você não está uma porcaria, Lola. Tudo ficará bem.

— Acho que não ficará.

— Não? — Lacey perguntou, caindo ao lado dela e pegando seu


copo na mesa de café.

— Eu chamei Lexie antes de você aparecer. Sinner deixou County


Piston. Ele está na estrada, e não há nada que eu possa fazer sobre
isso. Eu posso nunca mais vê-lo novamente. — As lágrimas que tinham
se acumulado em seus olhos, caíram em cascata pelas suas bochechas.
Ela odiava tanto chorar e normalmente faria qualquer coisa para evitar
isso.

— Querida. — Lacey disse, abraçando-a. — Ele ainda tem seu


telefone celular?

— Sim, mas devo ligar? Fiz mal em fazer isso.

— Você teve seus motivos. Nós não temos que julgar ou entender
porque você fez isso. Você pode não ver isso, mas você está bebendo
vinho, e você não se assustou quando bati na porta. Você está mais
forte do que estava há três meses. Essa vida longe de ambos os clubes,
trabalhando e estar com aquelas suas amigas perdedoras, tem ajudado
a você.

Lola riu. — Como você consegue me fazer sentir tão bem?

— Porque eu já estive onde você está. Estou aqui agora, com o


amor da minha vida com raiva por que eu poderia ter me matado.

— Você realmente destruiu sua cozinha?

— Ela fez. — disse Sally. — Isso vai cheirar mal.

— Whizz já está lidando com os reparos. — Lacey disse. — Isto


não é sobre nós querida. Isso é sobre você.

— Eu quero Sinner, mas quero-o quando eu puder ser eu mesma.


Pré-mestre, não pós-mestre. — Ela balançou a cabeça. — Se isso for
possível.

— Que tal você apenas ser você, e não tentar ser a ‘velha você’?
Ser a ‘nova você’. Eu tive que fazer isso. — Sally apontou a perna dela.
— Eu não sou a velha. Eu poderia me sentar e chorar pelo o que perdi,

~45 ~
e eu perdi alguma coisa. Ou eu poderia seguir em frente. Lola, é o que
você precisa fazer, seguir em frente. Se você ama Sinner e não quer
perder isso, chame-o. — Sally estendeu o telefone celular de Lola. — Às
vezes, casais precisam de distância para fazer o coração crescer mais
forte, e outros precisam de tempo. Vocês são como qualquer outro
casal.

— Você pode não estar perfeita este ano ou no próximo, mas em


breve, acho que você vai se achar novamente.

Silêncio caiu na sala.

— Acho que você precisa seguir carreira em escrever romance. —


disse Lacey. — Isso foi tão doce.

Sally riu. — São os felizes para sempre que sempre me pega. Só


quero que todos tenham um. É pedir demais?

— Neste dia e idade, certamente parece isso.

Lola olhou para o seu celular, e ela não sabia o que fazer.

— Sally, por que não vamos para a cama e damos a Lola alguma
privacidade?

Lacey e Sally a deixaram sozinha e empurrando o cabelo do rosto,


Lola olhou para o telefone. Um telefonema era tudo que precisaria.

Ela bateu no seu telefone, levantando o nome do Sinner.

Esta foi a chance de fazer isso.

Não recue.

Não lute contra isso.

Apertou no nome dele e colocou o celular na orelha.

Posso fazer isso.

Durante muito tempo o telefone tocou, tocou e tocou. Mais uma


vez, sentiu que seu coração estava sendo dividido em dois, mas foi
culpa dela.

Ela esperou para ver se ele responderia, esperando, rezando para


que ele o fizesse.

Seus desejos foram respondidos.

— Lola. — disse ele.

~46 ~
Só de ouvir a voz dele ela estava chorando.

— Sinner. Eu te amo muito. Deus, por que eu demorei para te


ligar? — Ela cobriu a boca e tentou parar de soluçar. Foi demais. Ela
precisava ouvir sua voz, para saber que ele estava bem. Ela tinha tanta
saudade dele.

— Eu também te amo baby. O que há de errado? — Sinner


perguntou.

— Já sei o que aconteceu. Você está deixando o Chaos Bleed.


Você está na estrada.

— Tive que limpar a minha cabeça.

— Desculpe por te machucar.

— Não vou dizer que não doeu. Fez e sabe, é uma coisa boa. Fui
capaz de ver onde errei.

— Oh Sinner, você nunca errou. Eu juro. Tudo isso é sobre mim.

— Não é. Acredite em mim, querida. Eu precisava disso tanto


quanto você.

— Você está na estrada? — ela perguntou.

— Eu parei para descansar. Hospedei-me num motel. Eu tenho


que dizer, este lugar é uma grande merda. Eu não acho que eles
mudaram a roupa de cama, mas é uma boa cama quente.

Ela riu. — Você disse que amava estar na estrada e quão


imprevisível pode ser.

— Sim, eu não estou vendo vantagem agora. É bom ouvir sua voz
baby.

A maneira que ele disse — baby — deu a ela uma emoção que não
tinha experimentado há muito tempo. Fechando os olhos, ela deu um
suspiro. — Você sabe o que fazer e dizer para me ter toda quente por
dentro.

— Queria que você estivesse aqui agora. O que você está


vestindo? — ele perguntou.

Ela olhou para baixo em seu jeans e camisa. — Nada.

— As coisas que eu faria com você neste momento faria você


gritar meu nome em segundos.

~47 ~
Ela cerrou os dentes. — Lacey, Sally e Daisy estão aqui. Podemos
adiar para amanhã? Eu posso chamá-lo?

— Claro, querida.

— Você sempre ficar em um motel?

— Não. Às vezes só será eu e as estrelas.

Parece maravilhoso.

— Eu te amo Sinner.

— Obrigado por me chamar Lola.

Se despediram, e ela olhou para o celular com um sorriso. Talvez,


apenas talvez, ela seria capaz de encontrar o caminho de volta para ele.

~48 ~
Cinco
Sinner não esperou por muito tempo, e na manhã seguinte, antes
do amanhecer, ele estava fora do motel e na estrada novamente. Ele
precisaria arrumar um trabalho em uma semana, pois todo o dinheiro
que ele tinha secou. Se ele precisasse de dinheiro, ele chamaria Devil,
mas parte da emoção de estar na estrada estava em viver o dia-a-dia.

Naquela noite ele estava entusiasmado. Lola o tinha chamado, e


ela tinha prometido chamá-lo hoje de novo. Ele queria encontrar outro
motel para poder atender a chamada, ou pelo menos um lugar isolado e
pacífico.

Ele viu uma parada para motoqueiros depois de trinta minutos, e


ele parou. Abastecendo sua moto, entrou no pequeno restaurante e riu.

— Você tem que estar brincando comigo. — ele disse.

— Sinner, meu homem. Devil disse que estava na estrada, mas


não pude acreditar. — Lucius levantou-se do seu lugar e puxou-o em
um abraço.

Lucius não estava sozinho. Sinner viu vários da facção Nômade


juntos. — É uma festa que eu não fui convidado?

— Nós estamos reunidos por um par de semanas. Nós vamos para


a costa, festejando e trazendo alegria para bocetas virgens. — disse
Lucius. — Você é mais do que bem-vindo a se juntar. Há sete de nós
agora. Você sabe que falta alguns de nós. Ouvi dizer que Crow tinha
saído para encontrar a sua alma ou alguma merda. Ele está atrás de
redenção.

Crow era um irmão problemático. Ele tinha uma lista maior do


que qualquer clube combinado. Durante muito tempo, Crow havia sido
cobiçado por vários MCs, Trojans e Dirty Fuckers MC, incluídos. Mas,
Crow queria o Chaos Bleed, que tinha sido o único clube que não queria
ele.

~49 ~
Ele morava em Piston County, tanto que perdeu a conexão com
seus outros irmãos. Nem todos os tripulantes do Chaos Bleed se
estabeleceram em um só lugar.

Sinner olhou para os homens e acenou com a cabeça. — Por que


não, mas tenho que atender um telefonema hoje à noite.

— Que seja, cara. Temos algumas cadelas para o passeio. Elas


fazem a viagem mais divertida.

Como se na sugestão, seis mulheres saíram do banheiro. Elas


estavam vestidas para impressionar. Eles não pareciam prostitutas do
clube, mas algo mais.

— Elas viajam com a gente. Elas têm o desejo de viajar e


desafiaram as probabilidades. — disse Lucius.

Tomaram um assento um pouco longe do grupo que estava


causando um rebuliço.

— Devil me falou um pouco sobre sua situação. Você está bem?


— Lucius perguntou.

— Sim, estou bem. Isto não vai ser permanente. — Sinner pegou
um cigarro e acendeu. — Tenho planos e tanto quanto eu estou amando
isso, eu só, não posso desistir da vida que eu fiz para mim mesmo.

— Eu amo Devil cara, é serio. Ele é o Presidente de todos os Prez.


Não sei como você pode fazer isso. Sente-se e veja a vida passar por
você. Há muita buceta disponível para desistir. — Lucius deu uma
longa tragada em seu cigarro. — Não achei que essa merda em Piston
County duraria. Apenas mostra que uma boa boceta pode manter um
homem preso apertado.

— Você não viu Devil e Lexie juntos.

— Não precisa. Já ouvi o suficiente, e ele me manda fotos o tempo


todo. — Lucius tirou seu telefone celular e mostrou. — Eu sei que são
todas bonitas, mas esse cara aqui, ele vai ser um problema. — Ele
apontou para Simon.

— Essa criança é tão esperta. — disse o Sinner. Ver algumas das


fotos o fez lembrar o que ele tinha deixado para trás. — Você realmente
não quer acalmar? Ter uma família?

Lucius balançou a cabeça. — Não. Não vai acontecer. Não quero


qualquer pirralho, qualquer puta. A estrada é tudo que eu quero. Eu

~50 ~
tenho uma vida, e pretendo vivê-la do jeito que quero. Quando eu for
para o céu ou o inferno, meu corpo vai ser bem utilizado.

Sinner riu.

Lucius era um cara durão por completo. Ele tinha razões para
viver e nada a perder, que o tornava perigoso.

— O que me surpreendeu foi o Dick. O homem não é amigável, e


ainda assim, ele é casado e tem um filho agora. — disse Lucius.

— Ele surpreendeu todo o clube. Martha é uma boa mulher.


Todas as old ladies são boas mulheres. Elas têm seus momentos, mas
para todos os efeitos nos fizeram melhor. Estamos melhores para tê-las
em nossas vidas.

— Você pode ouvir a si mesmo.

Sinner encarou a mesa. Ele correu os dedos em uma antiga


marca de faca. Tinha sido bem gasta e não era mais que áspera em
torno das bordas.

— Você parece um pouco triste Sinner. Conosco, nós temos um


lema, que é que temos que ser felizes. Você não está feliz e eu vou ter
alguns problemas com isso.

Sinner riu. — Não se preocupe comigo. Eu não vou ser porra


alguma coisa, mas eu sei como fazer uma festa.

— Você está dominado?

— Eu estou dominado, e estamos dando um tempo tão


necessário. — Sinner disse. Independentemente do que os outros
pensavam, ele não ia estar traindo sua mulher.

— O que acontece na estrada, fica na estrada.

— Não me importo. Se isso é o que você precisa para obter suas


pedras fora, vou para outro lugar. Não estou interessado. — Ele deu
outra tragada longa em seu cigarro, antes de soprar.

— Cara, não preciso de nada para tirar minhas pedras. Tudo que
estou dizendo é que se você precisa de um pequeno alívio de luz, me
avise. Nenhum dos meninos dirá qualquer coisa. Uma pausa, é uma
pausa.

Ele assentiu.

~51 ~
— Ei Lucius, me apresente ao seu amigo. — disse uma das
mulheres com cabelo longo verde, tendo um assento por Lucius.

— Sinner, esta é a Roxy. Ela é um das melhores transas que você


pode imaginar.

Roxy revirou os olhos. — Ei raio de sol. Tenho desejo de viajar


todo verão e outono. Eu chamo Lucius aqui, me encontro com ele, e
temos um bom par de meses juntos antes de ir para casa.

— Eu pensei que você estava na estrada o tempo todo.

Roxy abanou a cabeça. — Uma garota pode viver na estrada sem


os prazeres simples por um curto período de tempo, mas eu gosto do
que eu gosto.

— Sente falta do meu pau. — disse Lucius.

Sinner viu que os dois eram apenas bons amigos. Voltando a


relaxar, Sinner simplesmente se deleitou com o fato de não ter
preocupações, sem estresse, e apenas diversão.

Eles ficaram na parada por duas horas. Durante esse tempo, ele
foi apresentado a alguns dos seus companheiros e amigos. Eles
zombaram de sua jaqueta de couro e as costuras do seu patch.

Ignorando-os, ele levou tudo na brincadeira. Quando ele estava


pronto para pegar a estrada, ele ficava louco para ter a máquina abaixo
dele.

Havia algo sobre como trabalhar a sua maneira em torno das


estradas que emocionou-o até o âmago.

O tempo passou, e ele viu como um par dos caras brincavam ao


redor, ultrapassando uns aos outros nas estradas. Ao anoitecer, não
havia nenhum motel à vista, então eles montaram um pequeno
acampamento na estrada principal. As mulheres reuniram pedaços de
madeira, enquanto os homens faziam uma fogueira e estendiam alguns
cobertores que eles tinham.

— É tudo sobre estar preparado. — disse Lucius. — Acho que


duas horas montando amanhã, nós vamos encontrar uma lanchonete.
Há sempre uma por perto.

Sinner olhou pelo ombro de Lucius e viu a Roxy sentada no chão.


Ela tinha uma garrafa de água e estava tomando algumas pílulas.

— O que é o negócio com Roxy? — Sinner perguntou.

~52 ~
— Eu pensei que você não queria brincar?

— Eu não. Ela... é diferente.

Lucius suspirou e olhou de relance sobre Roxy, que estava


encostada em uma pedra grande. Ela parecia cansada. — Ela pode
estar morrendo.

— O quê? — Sinner perguntou.

— Ela tem o pior tipo de sorte no mundo. Quando ela era criança,
ela teve câncer, e ela o venceu. Todos os anos sem falhar, que ela vai
para casa, faz seus exames, ela vive a vida. Sua infância foi passada em
salas de hospitais, e sendo vigiada, buscou todos os caminhos que
haviam para combatê-la. Quando ela estava curada, ela se libertou.

— Ela tem câncer novamente? — Sinner perguntou

— Esse pode ser o caso. Eles encontraram um nódulo em seu


seio. Ela está à espera de ouvir sobre os resultados, e enquanto ela
espera, ela vai passar o tempo festejando.

— Você se importa com ela?

— Claro, eu faço. Ela é minha melhor amiga. A única amiga que


tenho. O tipo real de amigo. — Ele balançou a cabeça, e Sinner viu a
emoção no rosto do homem. — Há uma razão para que eu não me
acalme Sinner. Uma vez que você se acalmar, você permite sentir e
alguns de nós, já tivemos bastante agonia para uma vida inteira. —
Lucius olhou para a Roxy. — Ela pode estar doente, e essa pode ser a
última vez que ela monta. Não vou forçá-la a ir para casa descansar. Eu
vou dar a ela o que ela quer.

— Você não sabe se isso é o que ela está lutando?

Lucius deu de ombros. — Viva o momento Sinner. Você nunca


sabe quando pode ser o último.

Mais tarde naquela noite, Sinner sentou-se alguns pés longe do


resto da tripulação. Ele tinha uma cerveja em uma mão. Na verdade,
um dos caras tinha pensado em trazer o álcool. Não importava para ele.
Estava quente, mas estava boa. Olhando para as estrelas, Sinner
questionou se Lola tinha esquecido dele. Ele sorriu, recordando como
distraída ela costumava ser.

Ele estava prestes a desistir quando o celular dele iluminou-se


com o nome dela.

~53 ~
— Olá. — ele disse.

— Sinner desculpe. Lacey e as meninas não saíram até tarde. Eu


sinto muito.

— Você não precisa se preocupar. Teve um bom dia?

— Sim, eu tive. Lacey queria pintar meu cabelo de novo, mas eu


disse que vou deixar a cor voltar e só você sabe, voltar a ser eu mais
uma vez.

Ele lembrou de seus cabelos castanhos dourados.

— Parece bom para mim. Me encontrei com alguns amigos, e eles


estão festejando.

— Você se está num motel?

— Não. É só eu, você e as estrelas.

— E seus amigos à distância? Devo me preocupar com sua


segurança?

— Eles são aliados, querida. Não tem que se preocupar comigo.

— Eu pensei que eu teria que chamar alguém para encontrá-lo. —


ela disse.

— Eu posso cuidar de mim mesmo. Então, o que você está


vestindo? — Ele ouviu um farfalhar.

— Nada agora e eu estou na cama.

— Você está sozinha?

— É claro. Lacey foi para casa e eu estou sozinha no meu


apartamento, e agora estou falando com você.

O pau dele foi engrossando. Talvez tenha sido coisa da cabeça


dele, mas ele tinha certeza que ouviu um gemido sensual dela.

— Completamente nua? — ele perguntou. — Sem calcinha, sem


pijama? — Ela adorava provocá-lo com todas as diferentes peças
íntimas que ela costumava usar.

— Completamente nua. Sem roupa, oh, minto, o cobertor está


sobre mim.

Ele soltou um gemido. — Me diga se você quer que isso pare? —


ele perguntou.

~54 ~
— Oh, por que pediria Sinner? O que você quer que eu faça?

— Quero que toque sua boceta para mim.

O pau dele estava pressionando contra seu zíper. Colocando sua


cerveja no chão ao lado dele, ele se aliviou do zíper da calça jeans e
tirou o pau dele. A ponta estava revestida de pré-semem.

Ela engasgou, e ele gemeu. Fechando os olhos, ele poderia vê-la


claramente como se ele estivesse lá, a maneira que ela iria se espalhar
diante dele.

— Estou molhada para você Sinner. Tão molhada para você.

— E sua boceta está inchada e pronta para mim, querendo meu


pau?

— Sim. Eu quero você Sinner.

— Coloque um dedo dentro de você. Pressione-o no fundo. — No


momento em que ela fez, o gemido do outro lado da linha foi um pouco
mais profundo. Sua boceta era sempre tão apertada. Ela se encaixava
em seu pau e agora, ele não queria nada mais do que afundar dentro
dela.

Em vez disso, ele envolveu seus dedos em torno do seu


comprimento e começou a trabalhar nele.

— O que você está fazendo? — ela perguntou.

— Eu tenho meu pau na minha mão. A ponta já está molhada


para você.

— Eu amo o seu pau. É sempre tão grande.

Ele tinha demorado meses para convencê-la a dizer a palavra —


pau. — Ouvir de sua voz agora era uma vitória.

Este tempo separados está funcionando.

Ela está se encontrando.

A partir do momento que conheceu Lola, depois de tudo que o


“Master” tinha feito para ela, ela tinha sido retirada, e ela sempre só
tinha feito o que foi pedido a ela. Ela nunca fez o que ela queria. Foi
uma das razões pelas quais ele achou difícil não soltá-la quando ela
quis. Isso era algo que ela queria fazer. O apartamento, seu trabalho,
seus amigos, tudo isso foi uma coisa que ela tinha sido capaz de fazer
sem perguntar a ele. Por isso, ele estava tão feliz.
~55 ~
Alegria o encheu.

— Se você estivesse aqui comigo, o que você faria? — ele


perguntou. — Meu grande pau está esperando por você.

— Eu ficaria em meus joelhos Sinner. Eu gostaria de provar o seu


pau. É tão bom quanto eu lembro?

— Nada mudou em mim baby. Acredite em mim. Eu iria te dar


meu pau, afundar até bater em sua garganta bonita.

Ela choramingou.

— Você adoraria isso, não é querida? Você iria adorar ter meu
pau enchendo sua boca e depois me ter te curvando na cama e encher
sua boceta doce.

— Oh Sinner. Eu te quero. Eu quero a sua língua, os dedos.

—Goze para mim Lola. Grite o meu nome.

— Sinner! — Ela gritou o nome dele, e ele gemeu, chamando o


dela quando ele derramou sua semente em sua barriga nua. Ele ficou
satisfeito que ele tinha tido a ideia de tirar a camisa.

Eles estavam sem ar e ofegantes.

— Eu te amo Sinner.

— Eu também te amo, baby.

Ele descansou contra a rocha, fechando os olhos, como ela


gostava do pós-êxtase de seu orgasmo.

— Não posso me mover. — ela disse, rindo.

— Eu também não posso. Eu não quero me mexer.

Silêncio caiu entre eles, mas pela primeira vez não era
desconfortável. Era outra coisa.

— Eu quero fazer isso com você Sinner.

— Sexo por telefone?

— Quero conversar, compartilhar mensagens e fotos. Eu quero


ver a sua vida, e eu quero compartilhar a minha com você.

— Namoro?

~56 ~
— Lacey me disse que ela pode ver a diferença em mim. Você
pode? Não quero desistir de nós.

— Não quero desistir de nós também. Meu amor por você sempre
esteve lá, querida. Agora entendi. Estar na estrada, fico com o que você
quer, e o que você precisa. Estou com você cada passo do caminho.

— Então, vamos compartilhar coisas um com o outro? Você está


aberto a isso?

— Sim, estou. Mais do que pode imaginar. Então, eu tenho uma


pequena tarefa para você. — ele disse.

— Sou toda ouvidos.

Ele riu. — Quero que vá em um sex shop, e compre um vibrador


de sua escolha.

— Atrevido.

— Quero que faça isso amanhã.

— Amanhã é domingo.

— Alguns lugares estão abertos. Gostaria de ver até onde


podemos fazer isso.

— Sinner, você é um homem mau. — ela disse.

— Não se esqueça disso também.

Ele a ouviu suspirar.

— Eu te amo.

— Eu também te amo, baby. Eu vou deixar você ir. Faça sua


pesquisa e me avise quando você encontrá-lo. — Ele desligou o telefone,
pegou sua cerveja e tomou um longo gole.

— Você realmente a ama, não é? — Roxy pediu.

Ele abriu os olhos e viu a Roxy inclinando-se sobre a rocha, o


encarando. — Você pode querer limpar isso também. Esperma seco é o
pior.

Ele riu, limpado fora seu orgasmo com uma camisa que ele ia ter
que jogar fora. — Preciso parar para comprar roupas.

— Eu vou deixar Lucius saber.

~57 ~
— Há quanto tempo você estava aí? — ele perguntou.

— Eu estava inclinada sobre a rocha nos últimos minutos.


Pareceu importante, e acho que a melhor coisa é não estar entre um
homem e seu orgasmo.

Ele guardou o seu pau e terminou sua cerveja. Roxy tomou um


assento ao lado dele.

— Isso não é assustador em tudo. — ele disse.

— Ha-ha. — Roxy entregou-lhe outra cerveja. — Os caras são


bons para uma coisa, e se certificar de que eles têm cerveja é uma
deles. — Ela bateu a garrafa na sua. — Você não respondeu minha
pergunta.

— Sim, eu a amo. Ela é a minha alma.

— Isso é muito romântico.

— Você pode beber? — ele perguntou. — Eu vi você tomando


algumas pílulas antes.

— Não seja um estraga-prazeres. Há muitas coisas que não


deveria ter feito. Eu ainda estou fazendo. — Ela apoiou a cabeça dela
contra a rocha. — Estou morrendo.

Ele pausou e olhou para ela.

— O quê?

— Isso te surpreende? — ela perguntou.

Ele olhou para baixo para sua cerveja.

— Quantos anos você tem?

— Eu tenho vinte e cinco anos, e de acordo com os médicos, não


vou ver meu próximo aniversário.

Ele não sabia o que dizer.

— Surpreendi você, não foi?

— Só um pouco.

— Deus, eu sempre quis tanto viver. Eu não disse a Lucius, não


ainda. Ele não precisa saber.

— Roxy.

~58 ~
— Não diga nada a ele ainda. Eu não consigo falar com ele.
Câncer é um filho da mãe, não é?

Ele viu que havia lágrimas em seus olhos.

— Eu queria tantas coisas. Filhos, uma família, uma vida. Alguns


de nós realmente obtém as coisas de merda na vida, não é?

— Por que você está me dizendo isso? — ele perguntou. — Você


não me conhece.

— Não conte a ninguém, nem mesmo a Lucius. Eu precisava


contar a alguém, e você é um novato.

— E as outras mulheres? — Não poderia ter escolhido alguém


mais além de mim?

Ela balançou a cabeça. — Não somos amigas íntimas.


Partilhamos um amor, e isso é o amor de festa. Não tenho nada mais
para compartilhar com eles. — Ela olhou para as estrelas. — Eu tomo
os comprimidos, porque ajuda a acabar com a dor. Eu poderia estar em
um hospital, ligada a tubos, vomitando as tripas e desejando que
acabasse, e eu poderia passar meus últimos dias fazendo isso. Eu
queria estar na estrada, montado na parte traseira da moto do Lucius.

— Você precisa falar com ele.

— Quando eu estiver pronta.

— Se você não quer que ele saiba, me diga por quê? Você não me
parece como uma mulher que vai se abrir para estranhos.

— Você é um cara bom. Você saberá o que fazer quando chegar a


hora. Lucius não me ama como você ama a sua mulher. Ele me
preocupa muito, mas acho que quando eu for, isso vai bater nele forte.
Se você estiver por perto, vai ficar de olho nele? Ajudá-lo?

Ele olhou para ela, realmente olhou para ela, e foi então que ele
viu que ela estava doente. — De quanto tempo estamos falando?

— Um par de meses. Talvez nem dure tanto tempo. — Lágrimas


brilhavam nos olhos dela. — A vida realmente é uma merda.

— Roxy.

— Não. Por favor. Não mude, ou seja diferente comigo. Eu não


suportaria isso. — Ela apoiou a cabeça no ombro dele.

O que tinha acontecido?


~59 ~
Seis
Piston County

— Pai, o que é uma boceta?

Devil, fez uma pausa em sua moto e olhou para seu filho. Um
filho que estava crescendo muito rápido e o assustando a cada dia que
passava. Era domingo de manhã, e enquanto Lexie estava trabalhando
no jantar, ele estava trabalhando em sua moto. Eles estavam recebendo
Ripper e Judi, juntamente com seus filhos. Natalie também tinha sido
convidada, e traria Butler e Slash. Sua casa foi se transformando em
um maldito ninho do amor.

— Por que você quer saber? — ele perguntou.

— O que é?

— É outra palavra para chamar um gato. — disse... Ha, maneira


fácil de sair disso.

— Por que Slash quer lamber um gato?

A chave que Devil estava segurando caiu no chão, e ele olhou de


relance para seu filho. — Desculpe?

— Você pode lamber os gatos? Isso é nojento. Eles se lambem o


tempo todo.

— Por favor, me diga o que você ouviu? Slash sabia que você
estava lá?

Simon abanou a cabeça. — Não. Ele não sabia. Ele estava


olhando para o espelho, e ele estava repetindo palavras.

— Como o quê.

~60 ~
— 'Natalie, porque não podemos ir e nos divertir um pouco?
Natalie, eu quero chupar a sua boceta,'— Simon aprofundou sua voz, e
Devil abaixou a cabeça em derrota.

— Que tal nós termos esta conversa quando você souber o que é
reprodução?

— Me diga o que é? — Simon pediu.

— Filho, você quer ter uma hora no meu celular para falar com o
Tabby? — ele perguntou.

— Sim, sim. O que tenho que fazer?

— Não falar sobre boceta, ou fazer qualquer perguntas sobre


reprodução, até que você tenha... quinze? — Devil perguntou.

— Incrível. Concordo, pai. — Simon correu, apertou sua mão e


Devil não podia acreditar que ele estava subornando o tempo de bate-
papo com seu filho.

Talvez Tabby não fosse uma má ideia como uma nora.

— Você é muito engraçado. — disse Lexie, chamando a sua


atenção por trás dele.

— Você ouviu isso?

— Talvez eu devesse avisar Eva que você está usando sua filha
para sair de situações complicadas.

— Eu vou matar Slash. Eu realmente vou.

— Ah, é bonitinho. Ele é um adolescente com sua primeira


paixão.

— Ele é um homem de trinta anos, e ele não precisa praticar para


pedir um encontro.

— Natalie não é como todas as outras mulheres. Você tem que


admitir, a prática é necessária com ela.

— Ele tem que ter cuidado. Simon está ficando mais curioso todos
os dias. Não quero receber um telefonema de merda do serviço social
porque ele tem repetido o que alguns dos caras disseram.

— Nós vamos lidar com tudo, Devil. Você se preocupa demais. — -


Ela pôs os braços ao redor, e ele a abraçou apertado.

~61 ~
— Você sempre me faz sentir melhor sobre qualquer merda.

Viu um flash de tristeza em seus olhos e ele sabia por quê. — Não
fale dela, querida. Você é sua mãe. Ninguém mais.

Ela suspirou. — Kayla.

— Não, Lexie. Nós concordamos. Ela o levou até você, e mesmo


que ela esteja morta... Eu não vou confundi-lo.

— Você sabe que Simon ouve coisas que ele não deve ouvir. O que
vamos fazer se ele ouve outras coisas? Vamos constantemente mantê-lo
no escuro? — Lexie perguntou.

Ele acariciou a bochecha dela. Mais do que tudo, ele amava essa
mulher. Ela tinha sido uma stripper só para cuidar de Simon. Simon
não era filho dela, e ele era, de fato, seu sobrinho. Ela não era sua mãe,
e Devil odiava isso. Foi seu maior erro, mesmo que ele amava tanto seu
filho. Ele desejou com todo seu coração, que fosse de Lexie, que Simon
fosse dela. — Você é boa demais para mim, Lexie.

No momento em que a viu, Devil sabia sem dúvida que ele iria
amá-la para sempre.

— Eu te amo também, Devil. Você sabe que não vai mudar,


mesmo se você tentar me distrair.

— Você me conhece tão bem.

— Sei que é melhor do que você mesmo. — Ela pressionou um


beijo nos lábios. — Pense nisso. — Ela se afastou, e ele a viu entrar.

— Perdi a diversão? — Slash pediu.

Devil virou-se para o homem que tinha o irritado. — Da próxima


vez que você praticar ou tentar descobrir como entrar na boceta da
Natalie, faça-o na privacidade de seu quarto, ou longe dos ouvidos dos
outros.

Slash franziu a testa. — O quê foi?

— Simon ouviu. Não quero falar sobre tentar explicar por que
você quer lamber uma boceta para meu filho. Ele acha que é como os
gatos Slash. — Devil assistiu como Slash empalideceu. — Só pra você
saber, as mulheres não querem ouvir falar lambendo sua boceta até que
aconteça o primeiro encontro.

— Isto é embaraçoso.

~62 ~
— Você gosta de Natalie?

— Sim, sim.

— Então descubra uma maneira de dizer a ela. Ela é uma mulher


inteligente. Pergunte, e ela pode surpreendê-lo. — Devil estendeu as
mãos. — Quer saber, cansei. Não sei quando me tornei o conselheiro,
mas eu estou feito.

— Espere Devil.

Quando ele se tornou o homem que eles todos procuravam para


ter conselhos sobre relacionamentos? Duh, você é casado e tem cinco
filhos. Você é um sucesso.

Olhou para o Slash, ele sorriu. — Sim.

— E Butler? Eu acho que ele gosta dela também.

— A coisa de Butler é que ele gosta de pessoas que não são


complicadas. Natalie é uma alma pura. Ela não desafia suas outras
necessidades. Ele encontra paz com ela. Os conselhos acabaram. — Ele
levantou as mãos e saiu.

****

— Estas são impressionantes. — disse Butler.

Natalie sorriu, colocando um pouco de cabelo atrás da orelha.


Eram os mais recentes desenhos de roupas. Ela estava trabalhando em
telas diferentes e estava esperando para ter algumas ideias novas para
o próximo ano. Trabalhar para Lexie com sua loja de roupas foi um
sonho tornado realidade. Ela não teria que desistir de seu sonho. O
problema era o rancho.

A família dela foi morta e tudo o que restava era ela mesma. O
rancho foi um trabalho duro, e havia dias que ela acordou odiando a
vida.

— Obrigada.

Eles não eram o seu melhor trabalho. Ela sabia disso.

~63 ~
Recebendo a pasta dele, ela viu as crianças de Lexie e Devil no
quintal. Ela adorava vir aqui. O amor era tão claro para ver, e ela
adorava ser parte disso.

— Algo está te incomodando. O que é?

— Não é nada. Nada realmente. Só estou apenas...

— Não minta pra mim. Faça isso com Slash.

Ela segurou seu livro de arte, e por uma fração de segundo, ela
odiava Butler. Ele sempre viu através dela.

— Você é uma dor na bunda. Você sabe disso, certo?

Ele revirou os olhos. — Não é a primeira pessoa a me dizer isso.


Você não será a última. Só uma palavra de advertência. Eu aprendi a
ser um osso duro de roer. Faz parte do meu charme. Fale comigo.

— Eu quero me afastar do rancho. Sei que meu pai vendeu para o


Devil e vocês têm me ajudado, mas eu não posso mais fazer isso. — Ela
se recusou a chorar. Ela tinha chorado bastante... e não seria qualquer
coisa que a faria chorar novamente. — Vocês poderiam ter me
expulsado há muito tempo.

— Não é o que queríamos Natalie.

— Amanhã vou falar com Devil. Ele pode fazer o que ele quiser
com a terra. Vendê-la, usá-la. Eu não me importo. Eu quero sair.

— Você está certa.

— Hoje eu acordei, e se não tivesse pensado em vir aqui, eu não


queria acordar. Não queria lidar com a vida. Não gosto de acordar
desejando não estar aqui Butler.

— O que Slash diz?

— Ele me diz para manter minha cabeça erguida. Que minhas


preocupações não estão lá, e que eu posso fazer qualquer coisa. Eu
acredito nele, mas... um rancho nunca foi meu sonho. Eu gosto de criar
coisas. Não fui capaz de terminar um único projeto em meses.

— Você não precisa se apressar. — disse Butler.

— Esse é o ponto, isto é o que eu quero fazer. Eu não estou


saindo, ou indo em qualquer outro lugar. Eu quero criar e ter novas
linhas anualmente para Lexie e a loja. O mercado online está crescendo.
Neste momento temos um mercado enorme, e não quero perder isso.
~64 ~
Butler pegou na sua mão, e ela viu as cicatrizes nas costas dela.
Ele era um bom amigo. — Eu estou aqui Natalie. Faça o que quiser, e
vou ajudá-la de qualquer forma que puder.

Ela sorriu. — Obrigado Butler.

— Ei Natalie. — Slash disse.

Virando seu sorriso para Slash, ela o viu olhar para baixo na mão
de Butler.

Ela não queria soltar Butler, e ela agarrou sua mão ainda mais
apertada.

****

Lola conectou-se ao seu computador e fez uma pesquisa para


achar uma loja de sex-shop. Quando ela encontrou uma que estava
aberta, ela não conseguia parar de sorrir. Foi a sensação mais estranha
do mundo. Bolsa na mão, ela se aventurou para fora em uma manhã de
domingo, o que era estranho para ela. Ela geralmente preferia ficar
assistindo televisão e comendo porcarias.

Deixar o apartamento para o ar fresco era um alívio bem-vindo.


Ela se sentiu revigorada. Ontem à noite deu um passo na direção certa.

A caminhada para o sex shop levou apenas vinte minutos, e ela


estava um pouco envergonhada de entrar. Ela foi buscar um café e
brincou com o telefone por um tempo.

Lola: Eu preciso ir?

Sinner: No Sex shop?

Lola: Sim.

Sinner: Você quer se divertir hoje à noite?

Ela deu uma risadinha. Olhando ao redor, ela esperou para ver se
alguém estava olhando. Ninguém estava interessado.

Lola: Me dê um gostinho do que está por vir?

Sinner:...Não. confie em mim.

Lola: Te odeio.

~65 ~
Sinner: Esta noite você não vai me odiar.

Embolsando o celular dela, ela terminou seu café, pagou a conta e


finalmente se encheu de coragem para finalmente ir para o sex shop.

Ela fechou a porta e nem percebeu que tinha fechado os olhos.

— Você está bem?

Ela abriu os olhos para ver uma mulher lá. Ela era jovem, talvez
uma universitária.

— Ei. — ela disse, suas bochechas aquecidas quando mudou-se


da porta.

— Você é virgem.

— Desculpe?

— Você é uma virgem para o mundo do sex shop. Tudo bem.


Nada aqui vai morder a menos que você queira. — disse a mulher. — Dê
uma olhada e se precisar de algo, não tenha medo de gritar.

Lola assentiu, e segurando a bolsa perto de si, ela começou a


olhar para as muitas variedade de dispositivos diferentes.

Que diabos?

Lola estava completamente fora de sua profundidade. Quando ela


viu alguns anéis que foram rotulados de anéis penianos, ela não
resistiu. Pegando o celular, ela enviou a foto para Sinner perguntando
se ele gostaria deles como um presente.

Ela esperou um segundo antes de ele responder.

Sinner: Muito engraçado.

Era como se ela pudesse ouvir a risada dele, o que a acalmou.


Havia chicotes e correntes. Ela posou, deu uma piscada e enviou para
ele.

Sua primeira imagem para ele em meses. Seu coração estava


acelerado enquanto ela esperava.

Sinner: Você é linda. Comece com um chicote, se você quer que


eu use na sua bunda.

Ela se afastou dos chicotes. Não havia maneira nenhuma daquilo


estar sendo usado na sua pele.

~66 ~
Se virou, através da loja, tirando fotos aleatórias, e quando ela
fez, se esqueceu sobre a mulher na loja, ou os outros clientes que
tinham entrado. Quando o celular começou a tocar, ela pulou.

Sinner estava ligando.

— Ei querido. — disse ela respondendo.

— Você ainda está na loja?

— É claro. Eu ainda estou tentando decidir. É difícil de fazer. —


Ela cantarolava. — Devo começar com um vibrador ou grampos de
mamilo? Isto é como um tesouro de prazer. Por que não estive aqui
antes?

Sinner rosnou. — Se eu estivesse aí, eu faria nada além de coisas


más com você.

— Eu queria que você estivesse aqui. — Ela lambeu os lábios e


lhe disse o endereço dela. — Eu pensei que você gostaria de saber no
caso de você já estar perto de mim, sabe?

— Eu já tenho seu endereço querida. Lexie me deu, e agora que


sei que sou convidado, eu certamente vou pensar sobre isso.

Ela sorriu. — Então, o que acha? Vibrador, consolo.

— Pegue todos os três.

— Três?

— Pegue os grampos de mamilo. Quando você estiver confiante o


suficiente, você poderia me enviar uma foto. Eu adoraria vê-la neles.

Ela ficou molhada pensando em tirar fotos de si mesma para ele


ver.

— Posso te pedir alguma coisa? — ele disse.

— É claro.

— Se você soubesse que alguém estava doente, e ela estivesse


mantendo essa doença para si mesma, o que você faria?

— Wow, falando sobre um problema. Eu não sei. Você está


doente?

— Não. Uma amiga de um amigo. Ela me disse, mas não me deixa


contar ao outro amigo.

~67 ~
— É ela? — Ela não poderia ajudar o ataque de ciúme que correu
através dela. Sua culpa. Você poderia estar em Piston County sem nada
disso.

— Sim. Eu a conheci ontem. Ela está doente, e eu conheço o


amigo dela. De qualquer forma, é complicado. Esqueça que eu
perguntei.

Sentindo-se como a pior namorada do mundo, se isso era mesmo


o que ela era, ela ofereceu seu conselho. — Há uma razão pela qual ela
disse a você e não a seu amigo. Não é o seu segredo Sinner. Você iria
querer alguém para contar esse segredo se fosse você?

— Não. Você está certa. — Houve alguma comoção, e ela sabia o


que ele ia dizer a seguir. — Eu tenho que ir. Nos falamos em breve
querida.

Ele se foi, e ela olhou para o telefone mais uma vez. — Tenha um
bom dia Sinner.

O que você esperava? Você deixou Piston County com a brilhante


ideia de encontrar a si mesma, de estar inteira. O que é estar inteira? É
ser capaz de ir a um sex shop sem medo?

Forçando a cabeça de volta para o agora, ela pegou o vibrador, o


consolo e os grampos de mamilo.

Ela comprou e ainda era capaz de sorrir para a mulher que estava
a atendendo. Pontos para não perdê-lo. Ela se sentiu melhor, pelo
menos.

Levando seus prêmios de volta ao apartamento dela, ela sentou-se


no seu sofá com eles na mesa em frente. Qualquer excitação que ela
tinha se foi completamente.

Isto também não foi sobre a situação de Sinner com a outra


mulher. Não, isso era sobre seus problemas. Master. O cara que tinha a
levado. Tinha ordenado a chamá-lo Master, mas a verdade era,
chamava-se Andrew.

Ele estava morto.

Não havia perigo dele voltar.

Esfregando suas têmporas, ela tentou esfriar a cabeça.

Sentar sozinha no seu apartamento não estava ajudando. Sem


pegar nada, ela deixou seu lugar confortável no sofá, para dar um

~68 ~
passeio. Ela não sabia onde estava indo, ou até mesmo fazendo um
balanço do que ela estava fazendo. Ela continuou a andar.

— Lola, por favor, fale conosco.

— Mãe, não tenho nada para falar.

— Você tem que falar com alguém sobre o que aconteceu. Você
não chega perto de um computador, e você não vai mesmo ajudar na
cozinha. Estamos preocupados com você querida.

— Você não precisa se preocupar comigo. Eu estou bem.

Ela não tinha ficado com os pais por muito tempo depois de sua
recuperação. Cada segundo que ela tinha ficado com eles, ela não podia
ajudar, mas se perguntava o que eles estavam pensando. Ela pegaria o
pai dela olhando para ela, a pena em seus olhos, deixando-a doente em
seu estômago. Tinha sido a gota d'água para ela, e foi por isso que
acabou indo para o município de Piston.

Ela encontrou um banco no centro da cidade, e tomou um


assento. Mesmo para um domingo ocupado, ela viu as pessoas,
perguntando-se não pela primeira vez o que eles estavam pensando ou
sentindo. Eles não se importam o que estava acontecendo na vida de
todos? Ou talvez eles tivessem seus próprios problemas e não
importava.

Havia um casal saindo de uma loja de roupas. Eles pareciam


ricos, e ela viu como o cara segurava a mulher. Ele cobriu sua bochecha
e inclinou a cabeça para trás. Era como se todo mundo se dissipasse
quando eles se entreolharam.

Havia uma mãe com um filho, e eles estavam com pressa.

Um cara que passou em seu telefone celular. — Sim, sim, eu já


lhe disse que eu vou trabalhar até tarde. Quando posso ver você?

Ela nem sabia o que era. Tudo foi passando, e ela continuou no
banco, se perguntando o que ela ia fazer com sua vida. O tempo
passou, e foi só quando ela percebeu que estava escuro, que teve uma
ideia.

Se levantando, ela fez seu caminho de volta para o apartamento, e


antes que ela pudesse se parar, ligou para o número de Whizz.

~69 ~
— Isso nunca acaba? — Lola pediu, tentando conter seus soluços.
— Esse sentimento de estar completamente desconectada nunca para?
Há um caminho de volta, ou você só se coloca em um bom show?

— Lola.

— Não, por favor, não sinta pena de mim. Não quero piedade. Eu
quero a verdade.

— Fica melhor. É tudo o que posso dizer. Não estou à espera de


uma merda acontecer mais. Você não precisa procurá-lo Lola. Você está
livre.

— Eu não me sinto livre. Sinto-me presa, e eu odeio isso. Ele é


um monstro Whizz, e ele está morto.

— Eu sei.

— Ele está morto. Por que ele fez isso comigo? Por que eu ainda
estou o deixando fazer isso comigo? Eu tinha uma coisa boa. Eu tinha
uma grande coisa e eu estou aqui, e Sinner está em outro lugar. Por
quê? — Ela não conseguia parar de gritar e chorar.

— Você fez o que tinha que fazer. Você é forte Lola. Você pode
fazer isso. Eu prometo.

Repetidamente, Whizz continuou falando com ela quando ela


entrou em colapso no chão de seu apartamento e soluçou cada parte de
sua dor que podia. Não havia nada que ela poderia fazer.

~70 ~
Sete
— Querida. — disse Sinner. Ele tinha cedido e pediu a Devil para
pagar o quarto de hotel.

— Ei. — Lola disse.

No momento em que ela falou, ele sabia que algo estava errado.

— O que foi? O que há de errado? — ele perguntou.

Ela não fez um som por tanto tempo que ele estava preocupado
que tinha perdido algo. — Lola?

— Estou bem Sinner. Eu tenho uma dor de cabeça. Foi um longo


dia.

— Você tem tempo para brincar com seus brinquedos novos?

— Não vou estar pronta para qualquer coisa, pelo menos não esta
noite.

Sinner, sentou-se na cama e esperou. — Fale comigo Lola.

— Eu nos arruinei Sinner? Há alguma esperança para nós, para o


futuro?

— É claro.

— Não há merdas?

— Isso não é besteira, querida. Essa é a verdade. Você ainda é


minha menina, certo?

— Eu sou? — ela perguntou. — Eu fui embora.

— Vamos passar por isso. Você é minha garota Lola. Me diga a


quem você pertence? — ele perguntou.

— Você. Eu vou sempre te pertencer.

~71 ~
Sinner se sentou, e seu coração estava batendo forte. Ela estava
prestes a se abrir com ele? Não falaram sobre o tempo dela sendo
sequestrada, encurralada, espancada. Ele sabia tudo, e ele nunca
empurrou. O que ele fez foi tentar protegê-la em toda chance que ele
tinha. Ele tinha fodido mais quando veio a ela.

— Ele está sempre dentro da minha cabeça. Eu não posso fazê-lo


parar, e isso está me matando.

Ele fechou os olhos, e mesmo que se sentindo aliviado, ele sabia


que era sua chance, e não podia estragar isso.

— Não sei o que fazer. Veja o que já fiz. Deixei uma vida que eu
amo. Eu te amo Sinner, e eu amo a nossa vida em Piston County. O que
estou fazendo?

Ela estava crescendo. Ela estava se curando.

— Você está fazendo o que você precisa fazer Lola. Estou


orgulhoso de você.

Lola rosnou. — Eu... Eu preciso ser melhor para você Sinner. Tive
que ser a mulher que você merecia. Não quero surtar sobre uma gaiola,
ou qualquer outra coisa que poderia desencadear lembranças ruins. Ele
era violento, perigoso e cruel. Você não é nenhuma dessas coisas, e eu
sempre soube isso.

Novamente, não disse nada, esperando ela falar.

— Eu estava indo para casa quando fui levada. Foi doloroso, e a


dor não parou por um longo tempo. Se eu não fizesse o que ele dissesse
rápido o suficiente, ele me machucava.

— Eu gostaria de tirar essa dor de você querida. Você sabe que


faria por você num piscar de olhos.

— Eu sei. Você sempre foi tão bom para mim, mesmo quando não
merecia. — Ela chorou. — Não pensei que sairia, e implorei pela morte.
Depois de tudo que aconteceu. O que é pior, Paris estava comigo. Eu vi
o que fizeram com ela, e parte de mim estava contente. — Ela parou, e
ele ouviu a dor dentro dela. Ele sabia disso o tempo todo. Até Paris
sabia. — Fiquei satisfeita que eles a tinham escolhido e não a mim.
Detestei saber que eu me sentia assim. Como poderia Paris ser minha
amiga quando eu estava contente que a machucavam e não a mim? Eu
sou uma pessoa horrível.

~72 ~
Sinner se sentia completamente indefeso, e ele forçou as lágrimas
de volta. Ela não precisava dele fraco, mesmo quando se tratava de sua
mulher, ele era completamente.

— Paris sentia o mesmo.

— Ela os distraía quando podia. — disse a Lola. — Ela iria tentar


me salvar, e eu não disse nada. — Outra pausa. — Estou tão
envergonhada. Eu não mereço seu perdão ou a sua amizade. Eu sou
uma pessoa horrível.

Sinner nem sequer pensou. Ele verificou a hora e sabia que se


montasse a noite toda, ele estaria com ela pela manhã.

— Não é culpa sua. O que aconteceu não teve nada a ver com
você querida.

— Eu tenho que ir agora Sinner. Eu preciso... Eu não sei...

A linha ficou muda.

— Lola? Lola? Foda-se. — Ele deixou o quarto dele e fui até a


porta de Lucius e bateu. — Eu tenho que ir. Minha mulher precisa de
mim.

— Vá. Nós nos encontraremos logo.

Ele assentiu. Sem olhar para trás, ele foi para sua moto, montou
sua máquina e se dirigiu para sua mulher. Sinner não sabia se este era
o início de seu relacionamento novamente. Ele só sabia que tinha que
abraçá-la, ficar com ela e se certificar de que ela estava bem.

****

Lola não conseguia dormir. Ela bebeu vinho, enquanto olhava


através das imagens que ela tinha levado para casa. Quando terminou
sua primeira garrafa de vinho, ela agarrou a segunda garrafa. As horas
iam passando, e com elas, ela se tornou ainda mais culpada com as
memórias de seu tempo que se desenrolou em sua mente mais uma vez.

Cada punição. Cada dor.

Que tipo de amiga ela era se estava feliz de ver que Paris foi
levada e não ela? Ela era jovem, fraca e patética. Ela odiava, e essa foi
outra razão que ela tinha que sair de Piston County.
~73 ~
Paris merecia uma amiga melhor do que ela era.

Às quatro da manhã, ela caiu por causa da bebida e da exaustão.


Ela estava no chão da sala de estar, enrolada como uma bola, rodeada
por todas suas fotos. As memórias que ela havia tentado lutar, para se
esconder.

Às sete horas uma batida na porta a acordou. Ela se virou e


franziu a testa quando ouviu a voz de Sinner. Era impossível. Não havia
nenhuma maneira que poderia ser a voz dele. Ele estava perto dela.

— Lola querida, abra. Eu preciso saber que você está bem. — Ele
bateu na porta, e ela rolou mais uma vez, mesmo quando a cabeça
começou a doer. Os eventos e as verdades que ela tinha dito na noite
anterior voltaram para assombrá-la, empurrando tudo para clareza.

Se levantar foi difícil. A cabeça dela estava pulsando, e seu


estômago queria esvaziar o seu conteúdo. Ela ignorou tudo e foi até a
porta.

Ela removeu cada corrente com as mãos tremulas. Ela não estava
nervosa nem um pouco. Lambendo os lábios ressecados, ela abriu a
porta, e lá estava ele, Sinner.

— Sinner. — ela disse o nome dele, com medo que ele


desaparecesse.

Em um único movimento, ela estava nos braços dele. Menos de


um segundo, seus lábios estavam nos dela, e ela se sentiu segura. Ela
achou que tudo o que tinha enfrentado tinha valido a pena.

Lola sabia que ela não estava nem perto de ser curada. Ela estava
apenas começando.

— O que aconteceu não foi culpa sua. — disse ele.

— Eu sou um monstro Sinner. Eu tenho nojo de mim.

— Não. — Ele segurou seu rosto, e a forçou a olhar para ele. —


Olhe para mim Lola. — Quando ela não fez, ele lhe um aperto áspero. —
Olhe para mim. — Ela abriu os olhos e olhou para ele. O amor neles
brilhou de volta.

— Você foi levada contra sua vontade. Vocês foram escolhidas por
causa de sua habilidade. Ele não deu a mínima para te manter na
linha, então ele usou o medo. Você era jovem, uma garota e ele rasgou
cada coisa inocente longe de você.

~74 ~
— Como pode olhar para mim depois de tudo o que eu senti? —
ela perguntou. — Como alguém está feliz com o sofrimento de outra
pessoa?

— Você queria que Paris se machucasse? Mesmo se não houvesse


nenhum risco para você?

— Não, claro que não. Eu nunca iria querer o sofrimento de Paris.


Ela é minha amiga, e eu a amo.

— É isso que faz de você uma boa pessoa. A escolha foi retirada
de suas mãos. Você e Paris não tiveram uma única escolha no que
aconteceu com você. — ele disse. Ele acariciou o rosto dela. — O que
aconteceu, para mim, você é uma das mulheres mais corajosas que já
conheci. Estou orgulhoso do que você foi capaz de realizar. Você não
podia nem tocar num computador por muito tempo. Eu amo você Lola.
Mesmo após o que passamos. Você me deixou, eu não entendi no
começo, mas agora vejo, e vejo você. — Ele olhou para ela de uma forma
que ele nunca tinha feito antes.

Era como se seus olhos estivessem abertos, claramente, e ele


finalmente viu o real dela, a pessoa que ela estava tentando ser.

— Isto não é quem eu queria ser. — ela disse.

— Você é exatamente como deveria ser querida. Ninguém, e eu


quero dizer ninguém, pode levar nada longe de você. Você merece tudo
na vida. Essa merda com o Andrew, não significou nada, não é nada.
Você não precisa pensar sobre isso. Você não precisa sentir-se culpada
pelos seus sentimentos. Isso já aconteceu, e você não pode permitir que
ele te derrube. — Ele pressionou os lábios contra a sua testa, e Lola
fechou os olhos, se aquecendo ao seu toque. — Você percorreu um
longo caminho. — ele disse.

— O que você que dizer?

— Você não se abria para mim desse jeito.

— Eu te disse tudo. — ela disse, se afastando um pouco, mas não


tão longe que as mãos dele não estariam nela.

— Não, não. Você raramente falava sobre o que você estava


pensando ou sentindo. Sempre tive que adivinhar. Era quase impossível
falar com você babe. Você não queria falar comigo. Não sabia o que
fazer.

~75 ~
Ela olhou para ele, pensando que não podia ser verdade, e ainda,
era exatamente o que era, a verdade. Quando ela acordava a noite, ele
teria apenas que abraçá-la, e ela iria lhe dizer que Master ou Andrew
tinha visitado seus sonhos. Dependendo de quão assustador era,
dependia de quem visitou. Estavam ambos na mesma pessoa, mas ela
tinha conhecido o Master primeiro. Aquele tinha sido o nome dele, a
pessoa que ela não tinha escolha senão seguir. Andrew foi o nome que
ela tinha aprendido um pouco mais tarde, o nome que ele usava no
mundo, e isso a atormentava às vezes porque ela tinha dois lados de
um inferno.

Sinner correu as mãos pelos braços dela, e ela se sentia um lixo,


o pior tipo de porcaria.

— Isto foi bom para você. — ele disse. — Ficar longe do clube.
Criar sua nova vida. Não pensei que fosse, e eu não sabia por que
estava fazendo isso, mas agora eu sei, e só posso dizer que estou
arrependido, babe. Desculpe por ser um idiota completo e total para
você quando realmente não merecia. — Ele inclinou-se para perto e
colocou outro beijo na cabeça dela. — Eu amo você Lola, mais do que
qualquer coisa.

Ela segurou em seus braços, sabendo e sentindo em seu interior


que o amava profundamente. Elas não eram apenas palavras vazias,
mas havia emoção e sentimento por trás disso.

— Uma vez ouvi alguém dizer algo e foi ao longo das linhas, que
se amasse alguém, realmente amasse, a deixaria ir. Não pensei por um
segundo que era possível deixar alguém ir. Você os ajuda, e você os
orienta. Mas agora eu vejo que se você realmente quer alguém para
prosperar, para ser melhor, para encontrar-se, então você tem que
aprender a deixá-los ir. Não da maneira que nunca vamos ver um ao
outro, mas na minha cabeça e no coração, de alguma forma, vamos
encontrar nosso caminho de volta um para o outro.

Ela agarrou seu colete e o puxou para perto. Envolvendo seus


braços em volta do pescoço, ela pressionou os lábios contra os dele.

Este não foi o início de seu novo começo. Ela tinha que acabar
com isso. Ela tinha que terminar o que ela tinha começado, mas não
importa o quê, sua mente, seu corpo, seu coração e sua alma
pertenciam a ele. Nada iria mudar isso.

— Faça amor comigo Sinner.

~76 ~
Ela não precisou pedir duas vezes. Ele a pegou e a carregou para
o quarto que ela apontou. Ele a colocou na cama, e ela viu ele tirando o
colete.

Sua boceta ficou molhada quando ele puxou sua camisa, e então
ela percebeu que estava apenas olhando estupidamente para ele.
Rasgando suas roupas, ela o acompanhou na velocidade quando ela
tirou as dela. No momento em que estavam ambos nus, ela atirou-se
nele.

Ele a pegou em torno da cintura, e juntos eles caíram na cama.


Com seu pau duro pressionado contra seu estômago, ela gemeu.

Descendo, envolveu os dedos em torno de seu comprimento e


começou a trabalhar a partir de suas bolas até a ponta e para baixo
outra vez. Pré-sêmen vazava da fenda na ponta.

Sinner gemeu e pegou a mão dela, pressionando-as de ambos os


lados da cabeça dela. — Faz muito tempo para mim.

— Muito tempo?

— Sim. Não há mulheres para mim nas estradas. Tudo o que


tenho são as memórias que criamos.

Ela amava este homem, mais do que tudo, ela o amava. Ele soltou
as mãos dela e beijou seus lábios, arrastando-os até os seios. Ele
beliscou os bicos de cada um dos seus seios, e ela arqueou, dolorida e
precisando dele.

— A quem você pertence?

— A você Sinner, só você. Não há mais ninguém.

— Isso mesmo, não há ninguém mais. Ninguém nunca saberá o


gosto da sua boceta. Só eu saberei como seus mamilos ficam quando
eles são sugados. Você quer meu pau, não é babe? Você me quer tão
fundo dentro de você, que você pode esquecer todo o resto.

— Sim! — Ela gritou a palavra, incapaz de segurar. Fazia muito


tempo que ela ficou com ele, e agora que ele estava aqui em carne e
osso, ela tinha de tê-lo. Amá-lo, fodê-lo.

Sinner beijou para baixo de sua barriga, fazendo-a rir quando ele
parou em seu estômago e começou a rosnar e morder. Ele não ficou por
muito tempo e seguiu até os lábios entre suas coxas.

Ela abriu as pernas.

~77 ~
— Mostre-me essa boceta linda. — ele disse.

Ela abria os lábios de seu sexo, mostrando-lhe o que ele queria.


Quando a língua dele a tocou, ela engasgou com a sensação. Ele rodou
em torno de seu clitóris e mudou-se para baixo, para a entrada dela. A
sensação... foi incrível.

Ele saqueou dentro dela e então usou sua língua para provocar o
clitóris dela.

— Está tão molhada e suculenta Lola. Eu poderia te lamber o dia


todo, e eu tenho tempo.

— Eu sou toda sua Sinner. Cada parte de mim pertence a você.


Para sempre. — Qualquer caminho que eles tomassem e ela não
entendia completamente ainda, mas estava acontecendo, ela só sabia
que eles iam encontrar seu caminho juntos novamente.

Ele agarrou seu quadril, espalhando as coxas dela até que estava
arqueando com seu toque. — Tão perfeita. — ele disse, rosnando as
palavras contra a carne dela. Ela adorava quando ele fazia isso, e
quando ele puxou o clitóris em sua boca, usando os dentes para criar
dor suficiente, ela ficou ofegante e implorando por mais.

— Você sabe o que eu quero. — ele disse.

Sinner queria sua rendição completa, e ela deu. Ela se entregou a


ele, cavalgando contra seu rosto, precisando dele mais do que alguma
vez precisou de alguma coisa.

— Goze por todo meu rosto querida. Quero provar tudo, cada
parte.

Agarrando os lençóis abaixo dela, ela gritou o nome dele quando


ele se concentrou em seu clitóris, deslizando sua língua para frente e
para trás, construindo um orgasmo tão estarrecedor que ela não
pensou que não teria mais forças.

Antes de sair completamente do seu orgasmo, Sinner estava entre


suas coxas e dentro dela. Ele a encheu até a borda, e ela olhou bem nos
olhos dele, quando ele a reivindicou, amando cada parte dele.

— Isto, aqui, esta sensação de estar dentro de você, é por isso que
eu estou lutando, e isso é o que eu sei que vamos continuar a ter. — Ele
retirou-se até que apenas a ponta dele estava dentro dela e, em seguida,
bateu cada polegada dentro dela. — Estou machucando você?

~78 ~
— Não. Você não está me machucando. Eu adoro. Por favor, não
pare.

Agarrou suas mãos e como muitas vezes antes, a prendeu na


cama, só que desta vez, não havia nenhum medo inicial, nem
necessidade de fugir. Ela empurrou para encontrar o pau dele,
implorando por mais e sabendo em seu coração e em sua mente, que
ela finalmente encontrou o que procurava.

~79 ~
Oito
— Gostaria de ver o que comprei no sex shop? — Lola perguntou.

Sinner acariciou seu dedo no braço dela e sorriu. — Nem acreditei


quando mandou as fotos.

— Acredite espertalhão. Gostaria de ver?

— Sim. — Sinner a soltou e esperava que ela fosse se cobrir ou se


vestir antes que se aventurasse a sair do quarto. Ela não fez. Ela correu
para a sala de estar, a bunda dela nua para ele ver e admirar enquanto
se afastava, todas suas curvas gloriosas em exposição para ele, dando
água na boca.

— Aqui vamos nós. — ela disse, entrando na sala e segurando um


vibrador e um dildo. — O que você acha?

Ele segurou cada um e ficou impressionado. — Ainda estou em


choque que você foi a um sexshop.

— Para o meu próprio bem. — Ela colocou um pouco de cabelo


atrás da orelha. — Peço desculpa pelo meu colapso enlouquecido.

— Até que demorou. Eu esperava que você tivesse um há alguns


anos. — ele disse. — Isto é um pouco pequeno comparado a mim, não
acha?

— Eu não entendi que era para substituí-lo. Você me pediu para


comprá-lo.

— E eu acho que antes de ir, eu deveria ter um pouco de diversão.


— Ele se levantou, a pegando e jogando na cama para que ela mais uma
vez pousasse em suas costas.

— Você vai voltar para a estrada? — ela perguntou.

~80 ~
Ele assentiu. — Sim, há algo que preciso fazer primeiro. — Ele
precisava estar com Roxy e Lucius. Não havia palavras que faria
qualquer sentido, mas era algo que ele tinha que fazer.

— Eu compreendo.

— Não, mas um dia eu vou lhe dizer tudo sobre isso. — Retirou a
embalagem protetora do vibrador, escalou fora da cama, ordenando-lhe
para ficar no mesmo lugar. Lavando o vibrador, ele retornou para
encontrá-la brincando com sua boceta, dois dedos correndo entre sua
fenda, que estava deixando-o louco. — Olha para você, menina
impertinente.

Ela sorriu. — Você ama isso.

Ele realmente amava. Subindo na cama, ele colocou o vibrador de


lado e em seguida agarrou seus quadris, movendo-a para que ela
ficasse de joelhos. Ela gemeu, mas ficou na posição que ele queria.

— Quero que abra sua bunda e espalhe essas bochechas largas.


Mostre-me essa bunda e essa boceta.

Lola fez exatamente como ele pediu, e ele gemeu, querendo


ambos. Queria novamente entrar em sua boceta, mas ele também
queria reivindicar o rabo dela. Deslizando o dedo dentro de sua boceta,
ele revestiu com o creme e foi para seu buraco enrugado. Ela soltou um
pequeno gemido, e ele sorriu. Acariciando seu ânus, ele assistiu a
resposta dela, e com a outra mão, ele acariciou seu clitóris.

— Você gosta disso baby? — ele perguntou.

— Sim.

— Quer que eu pare?

— Não! — Ela gritou essa palavra.

— Implore.

— Por favor, não pare. Eu quero Sinner. Eu quero você.

Ele pressionou contra a bunda dela, retirando os dedos da boceta


ao mesmo tempo. Pegando o vibrador, ele esfregou contra sua fenda
molhada, revestindo. Quando ele tinha certeza que estava bem
molhada, ele começou a colocar dentro dela.

Com o polegar, ele circundou passando pelo anel apertado dos


músculos e começou a bombear dentro dela.

~81 ~
— Ah, foda-se!

Ele fez uma pausa, certificando-se de que ela estava bem, e


somente quando ele teve a certeza de que ela estava bem, ele começou
de novo.

Empurrando o vibrador dentro dela, ele puxou o polegar do seu


rabo, e usou um dedo no lugar e começou a esticá-la.

— Você gosta disso baby? Você gosta de ter meus dedos dentro de
sua bunda bonita?

— Sim.

— Parece tão bonita, aberta para mim. — Aumentou as estocadas


com o vibrador, e trabalhou um segundo dedo no rabo dela,
espalhando-a aberta. Entrando e saindo, ele trabalhou sua bunda e
boceta. O tempo todo, o pau dele ficou um pouco maior, cada vez mais
duro com o que ele estava vendo.

Lola se submeteu a ele de uma forma que ela nunca tinha feito
antes. Havia ainda uma barreira, algo os mantendo separados, mas
juntos eles iam trabalhar isso. Pelo menos enquanto eles estavam
separados, eles iam fazer isso.

Ela pertencia a ele, e ele a possuía. Não havia nenhuma outra


palavra para isso. Não havia ninguém mais no mundo para ele, somente
ela. Ele a amava mais que tudo e faria o que fosse preciso para fazê-la
se sentir segura.

Quando a bunda dela levou seus dedos sem qualquer restrição,


ele aliviou o vibrador e o apertou ligeiramente contra a abertura do seu
rabo. Lentamente, ele tirou os dedos fora do ânus e empurrou o
vibrador, polegada por polegada, dentro dela. O falso pau era muito
maior que os seus dedos, e ela gemeu, empurrando para trás.

Ele empurrou o vibrador dentro da bunda dela, até que ela tinha
tomado tudo.

Agarrando seu próprio pau, ele colocou a ponta na sua entrada e


começou a se afundar dentro de sua boceta doce, que estava quente e
apertada. Quando ele estava dentro dela até o punho, ele agarrou seus
quadris e se deliciou em sentir sua boceta apertada se abraçar a ele.

Fechando os olhos, ele apreciou cada segundo de prazer, até que


ela começou a se contorcer no seu pau. Ele não conseguiu segurar por

~82 ~
mais tempo, então com ternura dolorida, ele começou lentamente a
fazer amor com ela.

— Sente-se cheia, querida? — ele perguntou. Um pau estava em


sua boceta e outro em sua bunda.

— Sim.

— Quer que eu pare?

— Não. — ela disse com um rosnado baixo, que ele achou ser tão
adorável e tão sexy. Ele não se cansava de transar com ela, de precisar
dela. — Não pare Sinner. Não quero que pare.

— Não vou.

Ele encheu a boceta dela, tomando seu tempo, tomando-a toda,


indo lentamente, fazendo amor com ela. Como se isso não fosse
suficiente, ele mudou ela para o lado para que pudesse olhar em seus
olhos, quando espalhou suas coxas, deslizando profundamente. O
vibrador ainda estava em sua bunda, não indo a lugar nenhum. — Você
é toda minha. Essa boceta é toda minha. — Ele começou a aumentar
suas estocadas, indo o mais fundo que podia e sabendo em seu
coração, que ele queria reivindicar cada parte dela, para sempre.

— Toque-se querida. Deixe-me vê-la gozar. Quero senti-la em todo


meu pau.

Ele viu como ela acariciava seu clitóris. Sua boceta apertada em
volta dele, fazendo-o gemer, e ele não parou com seus impulsos. Ele
manteve o ritmo amando a sensação do corpo dela se abrindo embaixo
dele.

Isto foi como sempre deveria ser. Os dois juntos.

— Goze para mim Lola. Goze em todo o meu pau.

Ela tocou sua boceta, e dentro de segundos após seu comando,


ela gozou por cima dele, o mandando em direção a seu próprio orgasmo.
Ele amava o aperto de sua boceta em torno dele e desabou ao lado dela,
ofegante por ar.

Com seu pau ainda dentro dela, ele a abraçou.

Nenhum deles disse uma palavra, enquanto recuperavam o


fôlego.

~83 ~
Sinner beijou seu ombro e olhou ao redor do quarto dela. — Isso é
totalmente você. — Era com cores claras, femininas e lindas. — Por que
você nunca decorou nossa sala assim?

Ela riu. — Você é um cara, e você está em um MC. Eu não sei. Eu


pensei, você sabe, que gostaria de cores escuras. Preto, marrons e
vermelhos.

Ele riu junto com ela. — Deixe-me tirar isso. — Ele retirou o
vibrador do rabo dela. — Vamos lá. Vamos nos limpar. — Ele saiu de
sua boceta, segurando a mão dela, levando-a para o chuveiro.
Enquanto a água estava esquentando, ele lavou o vibrador e depois
seguiu para o chuveiro. Pegando o sabão de suas mãos, ele começou a
massagear a espuma contra sua pele pálida. — Você não pega bastante
sol.

— Eu estava tão ocupada. Trabalhar com tecnologia nem sempre


me permite sair no sol.

— Nós teremos que corrigir isso, não é?

— Não agora. A temperatura está caindo, e o inverno está


chegando. A única coisa que vamos pegar é uma gripe.

Ele envolveu seus braços ao seu redor, colocando o queixo no


ombro dela. — E uma câmera bronzeadora?

— Elas podem matar. — ela disse. — Eu estou bem.


Honestamente.

Ele lhe entregou o sabonete, e ela começou a lavar o corpo dele.


Ele segurou suas mãos, dando-lhe acesso ilimitado. Quando ela bateu
na bunda dele, ele divertidamente fez o mesmo com ela, amando seu
grito de surpresa.

— Eu amo sua suculenta bunda.

— Eu teria cuidado se fosse você. Sua bunda está ficando apenas


tão suculenta. — Ela então o surpreendeu ainda mais, dando uma
pequena mordida na sua bunda.

Isto é o que ela precisa.

Ambos precisam isto.

— Cuidado com os dentes baby. Você morde, e eu não tenho


medo de morder de volta.

~84 ~
Com os olhos brilhando para ele, ela mordeu a bunda dele
novamente. Ele pegou seus braços, a levantando do chão e
pressionando contra o chuveiro e o seu corpo. — Você está brincando
com fogo, pequena senhorita.

— Posso estar brincando, mas eu sou a única que morde mais do


que late.

Ele olhou nos olhos dela e não conseguiu ler exatamente o que
estava acontecendo em sua cabeça, mas ele sabia que ela queria jogar,
e vendo como eles estavam juntos por alguns anos, e ela nunca tinha
feito isso, ela queria. Ele tinha esperado por isso durante o tempo que
estiveram juntos.

Suas vidas foram que os trouxeram aqui, e ele ia fazer com que
seus caminhos ficassem juntos novamente.

Ele pegou as mãos dela, trancando-as junto com as suas.


Inclinado para a frente, ele pressionou um beijo no pescoço dela e então
deu uma mordidinha. — Isto é o que você está querendo?

Ela balançou a cabeça.

— Que tal isso? — Ele foi trilhando beijos ao longo do seu corpo
até o peito. As respirações que ela estava tomando de repente ficaram
mais profundas. Os pontos de seus mamilos endureceram, e ela
apertou contra seu toque, claramente o querendo, precisando dele.
Sugando rapidamente a ponta do mamilo, ele viu quando ela fechou os
olhos. As mãos dela apertou em torno dele, e ele sabia que a tinha. —
Gostou?

Ela assentiu com a cabeça. — Sim.

— Bom. — Ele levou o mamilo em sua boca e deu uma pequena


mordida. Movendo-se através do vale dos seus peitos, ele foi para o
outro e fez o mesmo. Ele adorava quando ela gritava e não lutava para
fugir. Em qualquer caso, ela lutou para chegar mais perto dele.

Ele brincava com seus seios, divertidamente beliscando,


mordendo e lambendo. Afundando-se em seus joelhos, ele mordiscou
sua barriga arredondada e depois foi descendo, levantando uma das
pernas nos meus ombros, abrindo sua boceta doce. Pressionando os
lábios contra o clitóris, ele chupou o botão duro em sua boca, amando a
maneira que ela chorou o nome dele, querendo mais dele, implorando
por ele.

~85 ~
— Você me quer, não é querida? Você quer minha boca em seu
clitóris.

— Sim. Por favor, Sinner.

Deslizou a língua em seu clitóris, olhando para cima, observando


como ela segurou na parede, tentando usá-la como apoio. Ele tinha
liberado suas mãos há pouco tempo, para que ele pudesse segurar suas
coxas e quadris. Droga, ele amava o corpo dela. Estava tão maduro,
pronto para ser fodido. Ele tinha passado muitas vezes, muitas horas,
sonhando em tê-la grávida de seu bebê. Até agora, o pensamento o
deixava duro como uma maldita pedra. Ele estava louco para vê-la
assim.

— Por favor, Sinner.

— Você quer gozar querida?

— Sim, sim, por favor.

Ele sorriu contra a curva de seu estômago. Com um dedo, ele


trabalhou dentro de sua boceta apertada. Adicionando um segundo, e
depois um terceiro, ele chupou seu clitóris, dando-lhe uma mordida
como ele gostava de fazer. Ela amava um pouco de dor, e foi uma
revelação que só agora estava sabendo. Ele fodeu sua boceta, lambeu o
clitóris, e quando ele fez, seu pau ficou mais duro. Seu tempo de
distância só tinha feito seus sentimentos por ela crescerem mais forte.

— Sinner, por favor. — disse ela.

Sorrindo contra sua boceta lisa, ele se concentrou em seu clitóris,


e lhe deu o orgasmo que ela estava implorando. Quando ela gritou, ele
se deliciou com o poder de sua libertação quando seu creme inundou
seus dedos. Ele os lambeu, saboreando o gosto dela.

Quando acabou, ele se levantou, lambendo os dedos. Suas


bochechas estavam coradas, e não tinha nada a ver com o calor da
água.

— Você é tão gostosa.

Ela lambeu os lábios e, em seguida, afundou seus joelhos no


chão.

— Lola, o que você está fazendo? — perguntou ele.

Em todo o tempo que eles estiveram juntos, Lola tinha tentado lhe
dar um boquete. Sempre falhou horrivelmente. Ela não tinha sido capaz

~86 ~
de completá-lo e muitas vezes acabou em lágrimas. Não foi uma boa
experiência para nenhum deles, e depois de ter acontecido duas vezes,
Sinner a impediu de voltar a fazê-lo.

— Baby, você não precisa fazer isso.

— Eu quero. — Ela enrolou os dedos em torno de seu pau


inchado. — Eu quero fazer isso. Tenho sonhado com isso Sinner. Estar
de joelhos, segurando seu pau, saboreando você. Eu quero tentar isso.

— A outra vez...

— Esqueça a outra vez. Eu não me importo com isso. Eu quero


tentar. Por favor, Sinner, me deixe fazer isso por você.

Ele viu em seus olhos que ela queria. Balançando a cabeça, ele
viu como ela olhou para seu pau. Ele estava nervoso. Não havia como
negar. Ver Lola em lágrimas, em qualquer tipo de dor era broxante para
ele. Ele não queria estragar seu tempo juntos, mas se isso era o que ela
queria experimentar, então ele estava mais do que disposto a dar a ela.

Ela correu as mãos para cima e para baixo por seu comprimento,
trabalhando a partir da base até a ponta, em seguida, para baixo
novamente. O toque dela o incendiou-o, de todas as formas certas. A
sensação de suas mãos o deixou louco. A excitação só era construída
quando ele estava com ela. Todo o resto desapareceu, e poderia esperar
por outro dia.

Então ela se aproximou, e seu coração pareceu parar quando ela


sacudiu a ponta com a língua. Ela lambeu uma pérola de pré-sêmen.
Um segundo depois, ela cobriu a ponta, e só tomou a ponta dele,
afundando um pouco mais para o seu pau. Ela puxou e gemeu. Ela
gemeu porra, e não com nojo. Foi de prazer. Ela estava gostando.

Ele queria bombear o punho no ar, mas em vez disso, ele esperou
quando ela continuou a trabalhar no seu pau. Não só ele foi despertado
porque sua mulher estava chupando seu pau, mas ele estava tão
orgulhoso dela. Cada passo que tinham tomado esta manhã
trabalhando o seu caminho para a noite tinha mostrado a ele que este
tempo separados era essencial. Ele não queria que fosse verdade, mas
como ele não viu a verdade que estava bem na frente dele?

Ela estava ficando mais forte a cada dia, lutando contra seus
demônios enquanto ele estava se encontrando novamente. Depois de
tudo que passaram, era o que ele precisava fazer, o que ele precisava
procurar.

~87 ~
Ela levou metade dele em sua boca, parando quando ela chegou a
sua mão. Desta vez ela não se afastou dele. Ela começou a balançar sua
cabeça, estabelecendo um ritmo que estava levando-o mais perto do
orgasmo.

— Estou perto Lola.

Ele não queria estragar este momento a pegando de surpresa. Ela


não parou, e continuou chupando seu pau.

— Babe, se você não parar, eu vou gozar em sua boca bonita. —


Ela gemeu em resposta, e foi demais. A vibração de sua boca, e o prazer
dela em seu pau, o fez gozar, enchendo a boca. Ela engoliu seu
esperma, e continuou a fazê-lo até que ele estava tremendo de prazer.
Finalmente, ele puxou-se para fora de sua boca, afundou-se de joelhos,
e olhou em seus olhos. Pressionando um beijo em seus lábios, ele
envolveu os braços em torno dela e a segurou perto.

Uma vez que eles tinham acabado de ser lavar, ele a levou de
volta para sua cama, onde se aconchegaram.

— Você tem que ir logo, não é? — perguntou ela.

— Sim. Tenho um amigo que precisa de mim.

Ela acenou com a cabeça.

Ele segurou a mão dela, trazendo os dedos até seus lábios.

— Nós ainda temos muito a fazer. — disse ela.

— Pessoas para ajudar, vidas para mudar, e para crescer. — Ele


concordou. Ele tinha que ajudar Roxy, e ele tinha que estar lá para
Lucius. Sinner não sabia se o outro homem se importaria quando Roxy
morresse, mas algo em seu íntimo estava dizendo a ele que Lucius se
importaria, só que ele esconderia. Dependia de Sinner para ter certeza
que ele encontrou a paz.

Ele deu um beijo em seus lábios novamente, sabendo que seu


tempo juntos estava chegando ao fim.

— Você sabe que poderíamos voltar para Piston County. Nós dois,
e continuar de onde paramos. — disse ela, soando esperançosa.

— Poderíamos fazer isso sem pensar. Ambos sabemos que


podemos resolver isso, querida. Em alguns anos, estaríamos de volta ao
começo, como sempre. Não podemos mudar quem somos ou o que nos
tornamos. Pense no nosso futuro Lola. Eu não quero um par de anos,

~88 ~
cinco ou dez. Não quero passar por isso de novo. Eu quero um para
sempre com você. Você não quer um comigo? — perguntou ele.

— Claro que sim. Eu quero mais do que qualquer coisa.

— Então saiba que eu não farei isso ser leve. Não estou tentando
ser um idiota com você. Eu te amo. Isso nunca vai mudar. Você foi
levada quando era adolescente Lola, e você é uma mulher agora. Você
precisa de uma chance para crescer, e você não pode fazer isso comigo
respirando em seu pescoço.

— Este não é o feliz para sempre que eu pensei.

— Eu sei querida, mas é assim que o nosso felizes para sempre


tem que ser por agora.

Ele pressionou outro beijo em sua cabeça.

Quando ele se afastou, ela pegou sua mão, e o puxou para perto.

— Por favor, me abrace. Não vá ainda.

Ele olhou em seus olhos suplicantes, e sabia que ele não poderia
negar isso a ela.

Estabelecendo-se de volta na cama, ele contornou os braços em


torno dela enquanto ela se movia, se aconchegando nele. Beijando seu
pescoço, ele viu quando as horas começaram a passar.

Levou muito tempo para adormecer, e só quando tinha a certeza


que não acordaria, se afastou. Ele pegou suas roupas, se vestiu em sua
sala de estar, e depois saiu.

~89 ~
Nove
Uma semana depois

Lola estava terminando o programa para um cliente que tinha


encontrado alguns problemas na criação de seu negócio. Ela falou com
ele pelo telefone, ao mesmo tempo que estava ligada ao seu
computador, e estava falando com ele sobre tudo, bem como corrigir os
problemas que ele tinha criado. Tinha sido uma semana desde que ela
tinha visto ou até mesmo falado com Sinner pela última vez. Seus
telefonemas e mensagens de texto não foram respondidos, e ela não
quis se preocupar.

Então, ela entrou em contato com Devil, e pediu para ele entrar
em contato com Sinner. Parece que Devil também não conseguiu entrar
em contato com o mesmo.

Trabalhar estava ajudando a não se distrair. Pelo menos, na


semana passada, era o que ela dizia a si mesma.

— Muito obrigado, Senhorita Sparks. Agradeço toda a ajuda.


Honestamente, você é incrível.

— Só estou fazendo o meu trabalho, senhor. Você precisa de mais


alguma coisa para hoje?

— Não. Eu estou bem.

— Tenha um bom dia. — Ela encerrou a ligação, e imediatamente


houve outra chamada. Ela viu que era um pouco depois das duas.
Fome e a necessidade de uma pausa a impediu de responder a outra
chamada. Havia mais de trinta cubículos cheios de especialistas como
ela.

~90 ~
Como Whizz a fez se sentir especial foi além dela. Ela tinha que se
perguntar se todos eles eram hackers, ou apenas perito em leitura de
código de computador.

O almoço dela estava guardado em seu armário. Ela o tirou,


pegou o casaco, e fez o seu caminho para baixo em direção à área de
assentos da cafeteria. Ela levou o almoço para fora. O tempo estava frio,
mas controlável. Ela olhou para o céu. Estava azul, nuvens cinzentas, e
apenas um sentimento de que estaria chovendo até o final do dia.

Ela mastigou seu sanduíche observando o céu, o tempo todo


perguntando sobre Sinner. Ele tinha fugido do apartamento dela.

No momento em que ele se afastou dela, ela tinha acordado, e ela


tinha ficado lá, fingindo não o ouvir.

Ela fechou os olhos, comendo, contudo não realmente saboreando


nada.

— Você está profundamente em perdida em pensamentos. —


disse Sarah, perturbando sua paz.

— Estou só pensando. Não é nada.

Sarah pegou um cigarro e acendeu. — Você não se importa, não


é?

— Sim, mas qual é a porra do ponto em lhe dizer? Você já o


acendeu de qualquer maneira.

— Está tudo bem. — Ela terminou o seu sanduíche, e olhou para


dentro da área de não fumantes. Foi estranho. Sinner era um fumante,
não um pesado, mas não achava ofensivo ficar perto dele. Talvez tenha
sido a completa falta de cuidado da Sarah. Por que perguntar se alguém
se importa depois de acender?

— Eu vou entrar. — Ela não esperou para ouvir a resposta de


Sarah.

Entrando na cafeteria, ela foi e comprou um café, e se sentou no


canto.

Bebericando o líquido quente, ela se perguntou sobre Sinner.

Colocando o celular dela em cima da mesa, ela mandou uma


mensagem á Devil mais uma vez.

Lola: Alguma novidade?

~91 ~
Devil: Pare de se preocupar tanto. Estou em contato com ele. A
bateria de Sinner morreu. Ele me disse para lhe dizer que entrará em
contato.

A bateria do Sinner tinha morrido. Por que não mandou um texto


do telefone de outra pessoa? Ela não disse nada, e em vez disso, voltou
a beber seu café.

— Ei, então eu tenho uma pergunta para você. — disse Sarah,


tomando um assento na mesa em frente a ela.

— Que tipo de pergunta? — Lola bebeu o líquido quente,


realmente não se preocupando com Sarah ou sua pergunta.

Havia um monte de maneiras de entrar em contato. Por que


Sinner não contatou o clube e pediu para eles lhe contarem? Ela estava
tão preocupada com ele, e ele estava bem.

Ele faz parte de um clube diferente agora. Você não pode continuar
esperando o mesmo tratamento. Ele está lá fora porque você o colocou lá.

— Então? — Sarah perguntou.

Ela balançou a cabeça e franziu a testa. — Eu sinto muito. Qual


foi a pergunta?

— Só estou curiosa sobre você. Seu nome apareceu em uma


busca. Você foi tirada das ruas, certo? Sequestrada.

Lola olhou para Sarah quando ela acabou de falar sobre um


ponto em sua vida como se não fosse nada.

— O que você quer Sarah?

— É verdade então? Você é a Lola Sparks dessa história?

Ela mordeu o lábio. Whizz a advertiu que quando se aventurasse


para fora havia uma possibilidade que alguém encontraria uma história
ou se lembraria.

— Eu realmente não quero falar sobre isso, mas sim, é verdade.


Não diga a mais ninguém, por favor?

— Merda sim, sinto muito. — Sarah levantou as mãos. — Eu


sinto muito. Eu não... Pensei que era você, mas não sabia se realmente
era. Deus, sou uma vadia.

Lola olhou através da mesa e esperou.

~92 ~
— Como? Por que você está aqui? — Sarah perguntou. — A
história não disse por que aquele cara te levou. Certamente você
poderia estar fazendo qualquer coisa.

— Aquele cara me levou porque eu tinha um talento para


computadores Sarah. Eu costumava ser um hacker. Isto é tudo fácil
para mim. Eu era uma pessoa que desenvolvia computador, hackeava,
coisa Techno, tanto faz. Não acredite em tudo que lê. Algumas coisas
são apenas mentiras.

— É por isso que você não namora ninguém? — Sarah perguntou.

— Eu não saio com ninguém porque tenho uma pessoa. Estamos


apenas tendo uma pausa no momento. Bem, como um intervalo. Eu o vi
na semana passada. — Ela lambeu os lábios de repente secos. — Eu
estou... fazendo o que eu preciso fazer, ok? Eu agradeceria se você não
contasse a ninguém.

— Eu não disse a Belinda também. Olha, eu sei que pareço como


uma fodida estúpida, mas eu não sou. É mais fácil ter pessoas que
acreditam que eu sou inútil, e que não há nada dentro, você sabe.

Lola olhou para a mulher que ela acreditava ser a mesma coisa.

— Você não tem que sair festejando com a gente. Eu entendo.

— Eu gostava de ir a clubes. Isso me ajudou.

— Pode vir a qualquer hora, e eu vou parar Belinda de dizer


qualquer coisa, e eu vou parar de dizer algo assim. Uau, eu fui uma
puta.

Ela sorriu. — Não se preocupe com isso.

— Eu só quero ser sua amiga. — disse Sarah. — Nada mais.

— Como você descobriu essa informação? — Lola perguntou. —


Não é exatamente fácil de encontrar.

— Eu quero escrever uma história. — disse Sarah, sorrindo. —


Eu sei, estranho, certo? Adoro ler, e até comecei a escrever. Estou
pesquisando no momento. Eu digitei algumas palavras-chave, e sua
história apareceu. Eu não cavei nem nada. Ela estava lá, e então eu tive
que perguntar. — Ela apontou para a janela onde elas estavam
sentadas lá fora.

~93 ~
— Eu não fumo muitas vezes, só quando estou nervosa. Se não
gosta que eu fume, é só dizer. Não leve a porcaria de ninguém Lola.
Você não precisa.

Lola se sentou em sua cadeira e olhou para a mulher em frente a


ela, surpresa com a bondade que ela estava retratando.

— Obrigada.

— A qualquer hora. É melhor eu voltar ao trabalho. Eu meio que


fugi quando te vi sair. Eu queria falar com você em privado. — Sarah
alcançou e cobriu sua mão.

Lola sentiu o conforto que Sarah estava tentando dar a ela. Foi
gentil da parte dela, e ela gostou.

Trinta minutos de sua pausa para o almoço já haviam passado.


Seus sanduíches sumiram, e a bebida também. Não sobrou nada. Ela
estava prestes a sair quando o celular tocou.

Era o número de Sinner.

Ela olhou para ele, imaginando se ela deveria mesmo se


preocupar em responder. Não seja uma vadia. Isto era o que ela queria
a semana toda.

Tomando a sua chamada, ela se sentou, esperando, em seguida,


percebeu que ela precisava realmente dizer alguma coisa. — Olá.

— Babe, sou eu.

Ela riu. — Eu sei que é você. Estive passando um tempo


pensando em você. Imaginando onde você estava.

— Eu estou bem. Minha bateria morreu, e então estávamos na


estrada. Não tive nenhum problema. Eu sei que você estava
preocupada, mas eu não quero verificar com Devil cada vez que vou
para outro lugar.

— Eu entendo.

— Você entende? Faço parte da tripulação, mas não estou mais


em Piston County. Se você não ouvir de mim, então você vai ter que ser
paciente.

— E se algo acontecer com você?

— Devil será alertado. Não é tudo ruim, eu prometo. Nada vai


acontecer.
~94 ~
— Você carregou seu telefone?

— Sim, e no momento que eu fiz, eu tive que passar por todos os


textos e chamadas perdidas.

— Sinto muito. — Ela brincou com uma mecha de seu cabelo, que
tinha se soltado do seu rabo de cavalo. — Eu acho que todos nós
estamos aprendendo com essas novas barreiras.

— Eu sei. Estar na estrada é diferente. Me encontrei com Lucius e


os outros. Estamos indo para a costa para fazer algumas festas.

Ela sorriu pensando na dança de Sinner. Ele não era um


dançarino muito bom, mas ele sempre tentou para ela. Ela queria ficar
brava por ele não estar em contato, mas por que deveria? Eles estavam
em mundos diferentes agora. Algo que ela tinha começado.

— O que está acontecendo com você? — perguntou ele.

— Vamos ver, minha amiga, aquela que eu fiz aqui, ela sabe sobre
mim, e sobre o sequestro. Ela encontrou algumas notícias antigas on-
line. — disse ela.

— Como isso faz você se sentir?

— Eu não sei. No começo eu estava estressada, mas agora, eu


não me importo. Você sabe.-— Ela encolheu os ombros. — Não há
muito que eu possa fazer. Faz parte da minha vida.

— Se você se preocupar, chame Devil e Lash. Eles vão ajudá-la. —


Lash era o Prez dos Skulls.

— Eu vou. Conheço o procedimento. Acho que tenho os números


na discagem rápida mesmo antes dos números de emergência. — Ela
riu.

Ela ouviu alguma agitação no fundo, e ela estava um pouco


ciumenta e ínvida.

Olhando ao redor do refeitório estéril e chato, ela queria estar com


ele, e não aqui sozinha.

Escolhas.

Esta tinha sido a sua escolha

E veja onde a levou. O dia e a noite que ela passou com Sinner foi
uma das melhores experiências de sua vida até agora. Ela se lembraria
e o estimaria sempre.
~95 ~
— Tenho que ir querida. Se cuide.

Ela disse adeus e guardou o telefone.

Ele estava bem, e ela precisava perceber que ele estaria. Ele não
tinha que ficar checando a cada dois segundos, assim como ela não
precisava. Ela estava bem. Ela estava feliz e estava segura.

****

— Sua garota te pegou com rédea curta? — Lucius perguntou.

Sinner olhou para cima para ver Lucius com seu braço enrolado
em torno de Roxy. O casal estava de pé na praia, balançando com a
música. Estava quente onde eles estavam, estava a um milhão de
quilômetros de distância de onde Lola estava, experimentando a
mudança do início de queda. — Sim. — Ele guardou seu celular no
bolso.

— Por que não vimos sua garota? — Rock perguntou. Ele era um
nômade a longo tempo. Rock tinha tentado fazer o jogo de
assentamento com eles em Piston County. Tinha durado um dia, e
então ele se foi. Ele nunca ficou em um lugar, e estava sempre em
movimento. Era a coisa dele, e era assim que ia ficar.

— Você não fica por aqui amigo. Talvez se ficasse, saberia uma
coisa ou outra.

— Eu sei que a mulher de Devil tem os peitos mais bonitos que eu


já vi. — disse Rock. — Claro, eu não diria isso na cara dele.

— Tarde demais. — disse Devil, chamando toda a sua atenção


para o grande homem que estava ao lado do grupo.

Sinner sorriu quando avistou Pussy, Death e Ripper. Cada um


parecia chateado com ele.

— Meninos. — disse ele.

— Wow Devil, a que devemos a honra de sua visita? — Lucius


perguntou. Ele se afastou de Roxy e deu um pouco de um espaço.

— Eu decidi que precisava fazer alguma caçada. Veja, Sinner aqui


se certificou de que sua garota me ligasse quando precisasse de ajuda.
Quando o cara desaparece, adivinhem quem é a primeira pessoa a
quem ela liga? — Devil apontou para si mesmo.

~96 ~
— Você não ligou.

— Devil cara, você está muito atrasado. Ele já fez uma ligação
para a sua old lady. Suas bolas foram cortadas, e ele pode festejar agora
como se fosse um cara solteiro. — disse Rock.

Devil apertou a mão de Lucius e se moveu em direção a Rock.


Quando Rock esticou a mão, Devil bateu com o punho contra a boca do
sujeito.

Rock caiu e riu. — Sim, sim eu mereci isso. Não deveria ter dito
alguma coisa ruim sobre sua garota, certo Devil?

— Se você precisa fazer essa pergunta, eu não bati em você com


força suficiente.

Sinner levantou-se de sua bunda, e esticou sua mão para o


Devil. Seu velho Prez o pegou e o puxou para um abraço.

— É bom vê-lo Sinner. Está com uma boa aparência.

— Você está parecendo uma merda.

— Lexie está grávida de novo. — disse Pussy. — Eu acho que nós


deveríamos ter o chamado Devil ' fode muito '.

— Ou ‘lotes de esperma’. — disse Death.

— Máquina de bebe, talvez? — Ripper perguntou. Quando os


caras olharam para ele, ele segurou as mãos para cima. — Perdoe-me.
Eu não tenho toda a sua sabedoria e palavras. Eu inventei isso apenas
para ir junto.

— Todos nós sabemos disso. — disse Sinner rindo.

Ripper deu-lhe o dedo e todos eles riram.

— Parabéns. — disse Sinner.

— Sim, outro garoto para colocar na faculdade. — disse Devil,


mas havia um sorriso em seu rosto que disse a Sinner que ele estava
realmente feliz com isso.

— Você está feliz com isso?

— Sim, claro que estou. É que, Laurell deveria ser o último. Lexie
está exausta, por isso decidi que vou resolver as coisas com as minhas
próprias mãos. Vou cortar as minhas bolas. — disse Devil. — Só assim

~97 ~
posso parar de engravidá-la. Eu não posso manter minhas mãos fora
dela.

— Lexie é uma boa mulher. — disse Sinner.

— Você falou com a sua?

— Eu fiz. Pouco antes de você chegar. Eu a deixei saber que ela


não deveria estar chamando você.

— Vamos dar uma volta. Dar aos outros caras tempo para
alcançar.

Sinner seguiu Devil em direção ao oceano. A maré estava baixa no


momento.

— Como tem passado? — Devil perguntou.

— Eu estou bem. Muito melhor. Eu tenho a minha merda junta,


você sabe.

— Você viu Lola?

— Sim. Fui vê-la há uma semana. Eu fiquei uma noite.

— Você acha que é sábio? — Devil perguntou.

— Sim, é. Eu ainda a amo, e estaremos de volta em Piston County


em algum momento.

— Relacionamentos como estes são difíceis Sinner. A tentação é


colocada em seu caminho, você vai mesmo querer voltar? — Ele acenou
para as mulheres ao redor do clube Brothers. Roxy estava do lado de
Lucius, e ele viu que os dois estavam de mãos dadas. Sim, isso ia ser
um problema.

— Nenhuma delas é Lola, Devil. Eu sei o que eu quero, e o que eu


não quero.

— Eu tive isso, filho. Às vezes as decisões são tomadas fora de


nossas mãos, você sabe? E se ela encontrar outra pessoa?

— Então eu seria um homem melhor.

O Devil riu. — Você é um homem melhor do que eu. Eu mataria


qualquer bastardo que tentasse roubar Lexie.

~98 ~
Sinner riu. — Claro, eu me certificaria de que Lola soubesse que
eu não iria embora sem uma luta. Eu a amo, e isso nunca vai mudar.
Então, o que você está fazendo aqui?

— Tendo certeza que você não está morto.

— Eu sou parte do clube Nômade agora. Eu posso ficar dias e


semanas sem uma palavra.

— Sim, mas quando eu liguei para Lucius e ele não tinha notícias
suas, e você não estava em contato com Lola, eu estava preocupado.

— Você está feliz com Lexie? — Sinner perguntou.

— Eu estou... preocupado. Phoebe está lá e nos ajuda. Lexie está


exausta, e há uma possibilidade que ela precise descansar durante esta
gravidez. Não é um problema. Simon pode ser uma grande ajuda.

— E suborná-lo com Tabitha também funciona?

— Faz o trabalho, e é isso que estou tentando fazer. Completar o


trabalho. — Ele suspirou. — Você sabia que eu não sou o único a fazer
um suborno. Até Tiny descobriu que a melhor maneira de fazer os
nossos filhos fazerem merda é suborná-la com o tempo com Simon.

— Isso é o que os pais fazem Devil. É tudo sobre o suborno.

— Estou cagando para ser honesto. Lexie me disse que tenho que
falar com ele sobre os pássaros e as abelhas. Eu quero que ele saiba
que a maioria dos pássaros ficam trancados em gaiolas, e nunca saem.

Sinner jogou a cabeça para trás e riu. — Sério?

— Eu comecei a foder mulheres em uma idade jovem. Não quero


que Simon siga os meus passos. Especialmente com Tabitha.

— Talvez ele se canse de esperar.

— Não quero ser avô.

— Então tenha a conversa sobre proteção. — Sinner bateu em


seu no ombro. — Não pode ser tão difícil, certo?

Eles voltaram para o resto do grupo que estavam cantando e


dançando com uma música tocando na play list de alguém no telefone
celular.

Sinner não tinha nenhuma merda extravagante em seu telefone


além de uma câmera. Ele não tinha apps, ou mídia social, ou outra

~99 ~
porcaria. Roxy segurou sua mão para ele, e juntos eles dançaram a
música.

— Você está em um humor melhor. — disse ela.

— Você não disse a ele ainda?

O sorriso que estava em seus lábios caiu.

— Eu vou tomar isso como um não.

— Você pode me julgar o quanto quiser Sinner. Você não me


conhece, e você não conhece Lucius.

— Eu sei que ele se preocupa com você. Ele pode não a amar,
mas ele se importa, e eu tenho a sensação de que você também.

— O que vocês dois estão falando? — Lucius perguntou,


invadindo.

— Eu só estava perguntando a ela sobre como seus resultados


estão indo.

Roxy atirou-lhe um olhar. — Eu disse a ele para se ocupar de seu


próprio negócio maldito, e para parar de estragar a diversão com a
porcaria que não é sua preocupação.

Ele deu-lhe o dedo, e foi pegar uma garrafa de cerveja do isopor


que Rock tinha trazido com ele. Pussy e Ripper estavam dançando,
fingindo ser duas meninas, o que era muito engraçado. Sinner puxou o
celular e gravou. No momento em que eles terminaram, enviou um para
Sasha e outro para Judi.

O sol se foi, e eles continuaram a festejar. Sinner e Rock foram


para a comida em torno das sete, e mesmo quando toda a maré veio,
eles ainda não se moveram de seu lugar.

Ele estava tendo um zumbido da cerveja, e foi em torno de uma


rocha para mijar quando ele fez uma pausa.

— Você está bem Roxy? — Lucius perguntou.-— Você me diria se


algo não estivesse certo?

Sinner tinha pensado que Lucius e Roxy, ambos estavam


bêbados com toda a cerveja. Olhando para eles agora de onde ele estava
de pé, ele viu que eles estavam muito sóbrios fodendo.

— Eu te disse, eu não recebo os resultados dos meus exames por


um tempo. Está tudo bem Lucius. Não se preocupe.
~100 ~
Roxy foi para passar por Lucius. O irmão pegou seus braços e
pressionou-a contra a parede. Não foi difícil, e não houve violência.
Lucius se preocupava com Roxy, e poderia sentir algo mais.

— Você não acha que eu notei a mudança em você Roxy? Quão


fraca você está ficando? A forma como o frio está afetando você. Sua
perda de apetite. Não tente por um segundo me enganar querida. Não
vai funcionar.

Lágrimas estavam em seus olhos enquanto ela olhava para ele.

— Está de volta, certo?

Ela acenou com a cabeça, sem dizer nada.

— O que você tem que fazer desta vez? — Lucius perguntou.

Ela balançou a cabeça.

— O quê? — Houve muita dor desta vez na voz de Lucius.

Roxy começou a falar, e depois parou, limpando a garganta. —


Eles não podem fazer mais nada, Lucius. Isso é tudo. Fiz tudo o que
podia. Eu... Estou morrendo.

Sinner assistiu com lágrimas em seus próprios olhos como Lucius


puxou-a em um abraço. Eles eram melhores amigos, ele viu isso agora.
Melhores amigos, amantes, parceiros — eles significavam algo um para
o outro.

— Quanto tempo? — Lucius perguntou.

— Lucius?

— Quanto tempo? — Ele perguntou com um pouco mais de


firmeza para a sua voz.

— Eu tenho pouco tempo agora.

— Não.

— Eu sinto muito. Eu... Queria mais uma festa com você. Não
verei o Natal e não verei seu próximo aniversário. Não vou ver o ano
novo. Na melhor das hipóteses, eu vou chegar ao Halloween. — O
último foi dito em um soluço.

O coração de Sinner quebrou por ela, especialmente quando ele


assistiu Lucius também. O irmão estava a mantendo junto. Ele segurou
Roxy tão firmemente que era muito doloroso de assistir. Deixando-os

~101 ~
sozinhos, Sinner se dirigiu para uma parte privada da praia. Estava
frio, e ele estava com a jaqueta, enrolada em volta dele.

— A vida é uma merda, certo? — Lucius disse, vindo sentar-se ao


lado dele. Ele tinha trocado a cerveja por uísque. O cheiro era forte,
dominador. — Você viu e ouviu essa merda. Roxy me disse que ela te
contou. Você deveria cuidar de mim e me ajudar com esse tipo de
merda. — Lucius riu.

— Você conhece Roxy há muito tempo?

— Sim. Ela é... Como uma melhor amiga para mim. Sem falta ela
sempre esteve lá para mim, e eu estive lá para ela. O tempo mais longo
que eu fiquei em um lugar era para ajudá-la. Saí de casa aos dezesseis
anos, e eu estava na estrada com a minha primeira moto aos dezoito.
Não suportava o mesmo tipo de pessoas. Eles eram todos podres de
merda até o núcleo. Conheci Roxy quando era criança. Ficamos em
contato. Memorizei o seu número fodido. — Lucius parou, tomando um
gole longo de sua bebida. — Ela passou mais de sua vida em um
hospital de merda. Eu fui a primeira trepada dela. — Lucius parou, e
sacudiu a cabeça. — Eu sabia que a vida era injusta. Eu sabia, mas
isso é cruel. — disse ele. — Ela merece mais do que isso.

Sinner não disse nada. Não havia nada a dizer.

— Ela vai morrer. — disse Lucius. — Minha pequena Roxy, ela vai
morrer, e não há nada que eu possa fazer. Ela tinha planos. Ela queria
ser uma esposa e uma mãe, e tudo, e agora ela não vai ter nada.

Sinner tomou a garrafa de uísque dele e tomou um gole. Ele


precisava.

— Ela está com os dias contados. Há violadores, assassinos,


assassinos de crianças, e molestadores de merda que vão viver uma
vida longa e saudável, e o que é que a minha pequena tem? Que se
fodam todos! Onde está a justiça nisso?

Sinner balançou a cabeça.

— Eu sou um monstro. Já matei pessoas sem piscar um olho.


Levando a vida sem dar a mínima para o que significa, e ela não fez
nada. Ela é um anjo. — Lucius parou, deixou cair a cabeça entre os
joelhos.

A raiva vinha em ondas.

~102 ~
— Eu não posso salvá-la. Pela primeira vez na minha vida, eu não
posso salvá-la, e ela é a única pessoa no mundo que merece ser salva.

—Eu lamento.

~103 ~
Dez
Sinner: Estou me sentindo uma merda agora.

Lola: Por quê?

Sinner: Estou sentindo tanto a sua falta e me lembrando de


coisas. Você tinha todo o direito de sair para fazer o que você precisa
fazer.

Lola: O que está acontecendo?

Sinner: Apenas percebi que a vida é muito curta agora.

Lola mordiscava o lábio e se perguntava o que mais dizer. O texto


tinha chegado muito tarde, o que ela não se importava. Ela adorava
ouvir dele. Era um dos destaques do seu dia.

Lola - Você precisa falar sobre isso?

O celular dela tocou. — O que há de errado Sinner?

— Eu realmente precisava ouvir sua voz.

— Você está chorando?

— Não. Não estou chorando. Passei a maior parte da noite na


merda do frio, e acabei de entrar no meu quarto de hotel. Eu estava
passando um tempo com Lucius, e nós ficamos conversando, e
bebendo. É muito tarde para falar?

Ela olhou para o relógio para ver que eram as primeiras horas da
manhã.

— Está tudo bem. Fale comigo.

— Você sabia que Lexie está grávida de novo?


~104 ~
— Não, eu não.

— Devil está aqui. Assim como Pussy, Ripper e Death. Eles


vieram em uma caçada para ter certeza de que eu não tinha morrido.

— Bom. Estou contente. Eu não quero que nada aconteça com


você.

— Nós estávamos tendo uma festinha com os outros membros do


clube nômade. Há alguns deles, e depois há Lucius e Roxy. Vamos dizer
que a merda ficou muito rápida.

Ela ouviu quando ele explicou a relação entre Lucius e Roxy, e


também o problema de saúde de Roxy.

— Isso é horrível.

— Sim, Lucius não está na porra do lugar certo agora. Na


verdade, eu diria que ele está em um lugar perigoso. Tipo assustador
também.

— Angel me chamou. — disse ela quando houve uma calmaria na


conversa.

— Ela fez?

— Sim, há um, erm, eles estão planejando uma reunião neste


Natal. Alguns do Chaos Bleed e Skulls. Eu estava pensando em ir. E
você?

— Você estará lá?

— Sim, foi o que eu disse. Eu estarei lá, e eu adoraria que você


estivesse lá também. Podemos fazer uma coisa. Sabe, pôr a conversa em
dia? Eu vou te dar um presente também.

— Chame isso de um encontro, querida. Eu estarei lá.

— Eu vou deixar Angel saber, ou você pode dizer ao Devil. Eu


realmente não sei como isso tudo funciona. Você vai mesmo ser
permitido lá como parte do clube nômade? — perguntou ela.

— Ainda sou eu. Nada mudou.

Ela sorriu. — Estou feliz em ouvir isso.

— Desculpa ter te chamado tão tarde ou cedo demais.

~105 ~
— Está tudo bem. Eu vou me levantar. Ir para um passeio ou algo
assim.

Eles se despediram, e ela deitou de volta em sua cama, pensando


em Sinner, em sua bondade, e seu amor.

Foi estranho. Ela tinha sido sequestrada por um monstro, para


encontrar consolo com um monte de homens conhecidos por fazer
coisas monstruosas. Havia apenas algo sobre os Skulls e os Chaos
Bleed. Eles viviam com seu próprio código, e ela se sentia segura com
eles, mais segura do que com qualquer outra pessoa.

****

Os dias passaram sem qualquer evento para Lola. Sarah era de


fato uma pessoa encantadora quando ela não estava sendo uma cadela,
mas então qualquer mulher poderia ser assim. O trabalho continuou a
ser exatamente isso, trabalho. Não havia nada de inspirador nisso.
Clientes telefonavam, ela lidava com suas consultas, vendeu-lhes coisas
que precisavam, e depois os ajudou a trabalhar através de suas
dificuldades.

No fim do dia ela iria sair e ela iria tentar algo novo. Ela tinha ido
a diferentes clubes com Belinda e Sarah. Tinha sido a quinta saída em
um encontro. Teve momentos embaraçosos quando suas saídas
trouxeram encontros.

Ela fez o melhor para ser honesta com os homens. Eles estavam
lá por causa de suas amigas, e ela estava lá por causa de suas amigas.
Seu coração, seu corpo, e sua mente estavam com Sinner. Eles falavam
muitas vezes ao telefone, e ela sabia que ele estava passando por um
momento difícil agora. Estar na estrada e com Lucius não estava sendo
tão divertido quanto ela esperava que seria para ele. Roxy, a garota que
ele tinha falado com ela sobre, não estava ficando melhor, e sim ficando
pior.

Mesmo que ela ainda tinha que voltar para Piston County ou
mesmo para Fort Will, não parou as visitas regulares, incluindo Whizz.

— Você deixou o edifício olhando realmente entediada. — disse


ele. Eles estavam sentados no café perto de onde ela trabalhava. Era
tarde, e ela estava cansada, e faminta.

~106 ~
— É um lugar chato. Você olharia torto para ele. Você não
gostaria de nada.

— Nem você. Você tem um monte de potencial. Por que aqui? —


perguntou ele.

— Você sabe por que aqui, e você sabe que está funcionando,
então pare de tentar me confundir com suas perguntas.

O garçom veio até eles, e eles pediram sua comida.

— Isso é uma melhoria. — disse Whizz.

— O que?

— Por muito tempo, você me permitiu pedir por você. Agora você
pediu para si mesma.

— Muita coisa está mudando. Você provavelmente não as vê


realmente, mas está acontecendo.

Whizz riu. — Eu vejo isso.

— Então, Lacey está viva ou você escondeu seu corpo atrás do


seu galpão de ferramentas ou algo assim?

Ele suspirou. — Eu fiquei com raiva. Ela ainda estava na casa.


Sally e Daisy estavam fora. Perdi a paciência, mas nunca a magoaria.
Nós discutimos. Isso foi tudo.

— Pobre Whizz. — ela disse.

— Sim, pobre de mim. Ela não pode cozinhar, e ainda assim ela
continua tentando.

— Ela só quer cuidar de você. Um dia Sally vai voar de seu


precioso ninho, e depois quem vai cozinhar o seu precioso jantar?

Whizz franziu a testa. — Droga, eu não tinha pensado nisso.

— Você já pensou sobre quem pode levar Sally embora? —


perguntou ela, curiosa.

— Primeiro, nenhum cara vai levar minha garota para longe do


ninho, a não ser que ela queira ser levada. — disse Whizz. — Em
segundo lugar, porra, eu tenho que descobrir como encontrar um
cozinheiro decente.

~107 ~
Ela riu. — É sempre divertido estar com você. Você está ficando
por aqui por muito tempo?

— Apenas o tempo suficiente para tentar convencê-la a se livrar


deste trabalho. Você não precisa disso. Nós dois sabemos que você é
melhor do que essa porcaria mundana monótona. — disse ele.

— Você quer dizer a criação do site para Old Ladies MC Clothing


Line?

— Isso poderia ser uma coisa, e outra poderia ser hackear. Isso
ainda pode ser muito divertido. Você poderia estar no controle de toda a
segurança Chaos Bleed em vez de deixá-la para mim.

Ela revirou os olhos. — Você está exagerando.

— Eu não estou. Por que você acha que eu estou sempre te


visitando, hein? Não é que eu não goste de você Lola, mas eu tenho
uma vida também, e não é em Piston County. Eu trabalho duro para o
meu clube, e eles estão onde a minha lealdade está.

— E quando Simon e Tabitha crescerem, se casarem e tiver


filhos? Nossos clubes estão se unindo. Você tem que ver isso.

— Dois clubes, dois lugares diferentes, ainda precisam de dois de


tudo. Agora, eles já têm dois de tudo.

— E sobre Butch? — perguntou ela.

— O que tem ele?

— Quando você vai parar de castigá-lo, e você sabe, crescer?

Whizz revirou os olhos. — Não é da sua conta. Butch tem uma


vida para si em Las Vegas. Isso foi muito antes de você se envolver com
os clubes.

Ela soprou uma framboesa.

— Você sabe que tem muito de potencial e você está


desperdiçando em negócios de merda que será encerrado dentro de um
ano. Eu poderia estar treinando você. Eu poderia estar ajudando você, e
limpar as bordas que fazem você desleixada.

— Ei!

— Eu pratiquei.

~108 ~
— Eu sei. Lacey me disse que ela acha que você se excita por
computadores e não por ela.

— Ela disse isso para você?

Lola encolheu os ombros. — Não é?

— Não. Computadores são vida, certo? São tudo. Qualquer um


que luta com eles é um perdedor.

— Um perdedor?

— Sim. Você pode soprar framboesas, eu posso chamar as


pessoas e as coisas de perdedores.

Sempre foi divertido com Whizz. Ele nunca fez ela se sentir menos
de si mesma, ou pensar sobre seu próprio passado.

— Eu quero que você pense sobre isso.

— Eu vou.

— Eu não estou pedindo que você tente para atraí-la de volta para
Piston County, ou porque alguém me pediu para lhe perguntar. Estou
perguntando porque sei que é importante. Eu sei que você pode fazer
isso, e você ama os dois clubes. Trabalhamos juntos para proteger uns
aos outros.

— Sarah descobriu a informação sobre mim. Você deixou para ela


encontrar?

— Houve cobertura da mídia sobre o que aconteceu Lola. Não


posso controlar tudo. Haveria algo em algum lugar. Não deixei nada
para ninguém encontrar. Isto é o que você tem aqui. Isso é tudo o que
você realizou, ninguém mais.

Ela sorriu. — Bem, eu tenho que dizer, isso me faz sentir


orgulhosa. Eu estava pensando se vocês estavam ajudando.

— Não. Posso garantir que sua pequena vida é toda sua.

Ela revirou os olhos. — O que exatamente você precisa que eu


faça?

Whizz se inclinou para frente, e ela o seguiu. — Você estaria


lidando com a segurança. Verificar as finanças do Chaos Bleed, lidar
com empresas, lidar com possíveis mercados de ações. Os Skulls
tomaram vários golpes. Agora que não lidamos mais com Ned Walker,

~109 ~
temos que trazer renda. Você poderia usar seu conhecimento para
ajudar a expandir o site com a coisa de roupas.

— É chamado de moda. — disse ela.

— É chato.

— Sim, sim, sim, os computadores são o futuro.

— Eles são o presente, você sabe disso. — Whizz riu. — Você


realmente gosta de fingir que não sabe o que está acontecendo, mas
você faz.

— Como é a vida nos Skulls? — perguntou ela. Seu mundo inteiro


tinha sido sobre computadores. Os pais dela tinham lhe dado um
computador aos sete anos. Esse primeiro computador tinha sido
enorme. Não havia outra palavra para isso. Ela tinha conseguido tudo
como um teste, e não tinha mesmo tido aulas extracurriculares para
buscá-la. Um de seus professores também tinha dito a seus pais que
ela se destacou em computação e que poderia até valer a pena o
investimento para dar-lhe um computador. Tudo tinha sido perfeito. Se
ao menos ela soubesse naquela época, que a levaria até este momento.

Não é tão ruim.

Você tem os Skulls.

Você tem o Chaos Bleed.

Você tem mais amigos e família do que você já teve em toda a sua
vida.

Sem este caminho, você não teria Sinner.

Apenas o pensamento de estar sem ele em sua vida foi o


suficiente para fazê-la sentir a dor. Cada segundo de estar na tortura de
Andrew valia a pena estar com Sinner.

— Está tudo bem. Lash está se tornando um bom Prez. Ele sabia
como nos tirar de todas as merdas ilegais. Nós somos legítimos, nós
temos renda, os mercados estão indo bem.

— Eu mantenho um olho neles, e se há algo que dá errado,


podemos recuperar. É apenas um pequeno segmento de nossa renda,
mas é o suficiente para nos trazer um lucro pouco agradável.

Ela acenou com a cabeça. — Isso é ótimo.

— Você já foi ver seus pais? — perguntou ele.


~110 ~
A mente dela ficou completamente vazia.

— Você não foi, não é?

— Não é algo que eu tenho sido capaz de fazer ainda.

O Whizz olhou para ela durante muito tempo. — Você ao menos


fala com eles?

— Sim, eu falo. No telefone, você sabe. Eu não quero que eles


esperem muito de mim.

— Você tem que perdoá-los.

— Não há nada para perdoar. — Ela forçou um sorriso.

Whizz ficou olhando para ela.

— O quê? — perguntou ela.

— Eles são sua família Lola. Eles estavam procurando por você,
assim como nós. Não é como se você não tivesse ninguém.

— O tempo todo que eu estava com eles, eles estavam olhando


para mim como se fosse um inseto num microscópio. Eu não teria
obtido tais olhares detalhados se eu fosse um monstro em um zoológico
de merda — disse ela. Tinha-lhe magoado mais do que ela tinha deixado
alguém saber. Lágrimas saltaram para os olhos, e ela estava com raiva
de chorar. Ela não queria chorar.

Chorar era uma fraqueza, e ela estava farta disso.

Enxugando suas lágrimas, ela olhou em qualquer lugar e em


todos os lugares, menos para ele.

— Doeu?

— Claro que sim. — ela riu. — Meus pais me olhavam como se eu


fosse uma aberração.

— Você já pensou que eles podiam estar olhando para você com
medo.

Ela franziu a testa. –— Por quê? Eu não ia fazer nada com eles.
Eles não tinham nada a temer de mim.

— Ou talvez eles estivessem com medo de que se por um segundo


eles virassem as costas para você, você tiraria sua própria vida. — Ele

~111 ~
deu-lhe um olhar aguçado, e ela franziu a testa. — Lacey tinha um
monte de coisas ruins acontecendo com ela.

Ela sabia o que tinha acontecido com Lacey. Elas tinham falado
abertamente uma para o outra, tarde da noite não muito tempo depois
que Lola tinha se recuperado e deixado seus pais.

Lacey tinha sido estuprada, espancada e quase morta. Ela era


uma criança jovem, nem mesmo uma adolescente ainda.

— Eu sei sobre Lacey. — disse Lola.

— Lacey tentou acabar com sua vida várias vezes. — disse o


Whizz. — Por muito tempo, ela não conseguia lidar com as memórias.
Não estou dizendo que ela era fraca. Todos lidamos com essas coisas do
nosso jeito. Eu, eu levantei pesos. Eu me joguei no meu trabalho. Você
se escondeu dele. Foi como se você tivesse empurrado para o fundo de
sua mente, e lentamente, você o está processando. Como um
computador.

Ela sorriu. — Eu sou uma máquina?

— Não. Se você fosse uma máquina, você teria desligado antes de


ser sobrecarregada.

— O que você acha que eu deveria fazer?

— Eu acho que você deve dar a seus pais uma chance. Eles ainda
te amam, e você os ama.

— Eu não estou pronta. — disse ela.

— Então você tem que dar a si mesmo mais tempo. Você é mais
forte do que imagina. Eu só espero que você possa ver isso.

****

— Há muita boceta aqui, e nenhuma delas é Sasha. — disse


Pussy, tomando um gole grande de sua cerveja.

— Você não está mesmo interessado? — Sinner perguntou.

No passado, Pussy tinha sido todo sobre foder, sexo, e lamber


bocetas. Se houvesse uma mulher disposta, Pussy estaria lá. Agora
porém, ele era o epítome da monogamia.

~112 ~
— Nem um pouco. Eu te digo, Sasha é toda minha. Nenhum
outro homem esteve com ela, e eu a amo porra. Além disso, ela
provavelmente me bateria com uma frigideira de ferro fundido se eu
pisar fora da linha com ela, não que há qualquer chance de isso
acontecer. — disse Pussy rindo. — Meu pau tem um nome, e um só
nome: Sasha.

Sinner riu junto com ele, e tomou um gole de sua cerveja. Ripper
estava na pista de dança com Roxy. Os dois tinham se acertado, e
estavam se dando muito bem.

O que Sinner tinha descoberto era que Roxy era uma daquelas
mulheres que atrai as pessoas a ela. Não era sexual. Ela era
simplesmente uma mulher simpática, uma mulher bondosa. Ele
gostava dela, e depois de testemunhar o colapso de Lucius, ele sabia
que isso afetaria muito seu amigo. Olhando para o bar, ele viu o homem
em questão bebendo direto da garrafa de Scotch. Eles estavam andando
para cima e para baixo da costa nas últimas duas semanas, e ele ainda
não tinha mudado. Toda vez que eles se acomodavam, ele bebia seu
caminho para o esquecimento.

Ninguém poderia alcançá-lo, e depois da primeira noite, ninguém


sequer tentou.

— Você tem alguns movimentos bons. — disse Ripper,


desmoronando contra a borda do bar. — Minha esposa iria adorá-la.
Talvez um dia você poderia parar em Piston County e conhecê-la.

O sorriso no rosto de Roxy escorregou um pouco. — Sim, talvez


um dia, isso seria divertido.

— Excelente. Eu só vou dar uma olhada nela e nos nossos filhos.


— Ripper puxou seu celular, e fez o seu caminho para fora do clube.

— Você pode acreditar como somos diferentes? — Pussy


perguntou.

— Como assim?

— Anos atrás, teríamos tido várias dessas putas comendo na


palma da nossa mão. Agora, é tudo diferente. A única mulher que quero
é Sasha. Você está comprometido. Todos nós somos comprometidos
com nosso próprio caminho. — Pussy tomou um longo gole de sua
cerveja.

~113 ~
— Você nunca sente falta? — Sinner perguntou. — Você já
pensou em pegar uma daquelas mulheres na parte de trás do bar, e
fodê-la até que ela não se lembre de seu próprio nome?

Pussy balançou a cabeça sem sequer olhar para a pista de dança.


— Nenhuma delas é como a minha Sasha. Ela confiou em mim quando
ninguém mais queria, e para mim, isso é melhor do que qualquer coisa
no mundo. Eu a amo mais do que tudo. Só de pensar nela, não paro de
sorrir. — E havia realmente um sorriso em seu rosto. Era um grande, e
um pouco assustador. — Pense nisso. Sasha não podia ver porra
nenhuma. Ela era cega. Não havia como ela saber com quem estava se
casando. Eu poderia ser feio para caralho, até a essência, e mesmo
assim ela iria tocar meu rosto, e eu me sentiria totalmente diferente. Ela
confiou em mim sobre todos na sua vida, e isso, eu nunca vou
esquecer.

— Ei, o que a mãe dela está fazendo ultimamente? — A mãe de


Sasha tinha sido viciada em drogas, bebidas e remédios prescritos
enquanto seu marido, o padrasto de Sasha, a estava machucando.
Quando o Chaos Bleed soube a verdade, eles a ajudaram e a levaram
para a reabilitação.

— Ela estava vendo um milionário rico na Inglaterra da última vez


que ouvi. Sasha escreve para ela, e eu escuto as cartas. Eu não acho
que há muito amor perdido entre mãe e filha. — O telefone de Pussy
piscou, e Sinner observou enquanto o puxou para fora, e o sorriso em
seu rosto era tão cativante. — Eles não podem esperar para eu voltar
para casa. — Ele inclinou seu telefone para que ele veja a foto de um
bolo, Sasha e Shay ficando maior a cada dia. Os sorrisos em seus rostos
eram tão cativantes que Sinner desejou ter algo igual.

— Eu tenho que mijar. — disse ele.

Terminando sua bebida, ele fez o seu caminho para fora do bar,
em torno da costa em direção ao beco escuro. Agarrando seu celular, ele
chamou o número de Lola.

Ambos estavam nesta jornada juntos, mas não o impediu de amá-


la, nem um pouco.

Seus tempos separados era essencial, mas ele sentia tanto a sua
falta.

Momentos como estes, quando ele tinha seus irmãos do clube


com ele compartilhando fotos que ele desejava ter, ele sentiu falta dela.
A casa, as crianças, a vida, ele queria tudo.

~114 ~
Ela atendeu no terceiro toque. — Olá.

No fundo, ele ouviu um monte de barulho. — Onde você está? —


perguntou ele.

— Oh, desculpe, é uma festa. Só que é uma festa em casa. Eu


pensei que ia ser um pequeno evento, mas está parecendo mais como o
ensino médio. Espere um segundo, só estou pegando minha jaqueta e
saindo.

Mesmo que ela estivesse em uma festa e não em casa, ele não
podia deixar de sorrir.

Ela não tinha sido capaz de lidar com festas do Chaos Bleed sem
surtar.

— Está tão frio. — disse ela. Ele ouviu mais ruídos dela colocando
um casaco, e então ela estava andando. O barulho logo ficou quieto. —
Ah, agora está melhor. Oi Sinner.

Ela riu. — Como tem passado?

— Estou indo bem. Acredite ou não, acabei de sair da minha


própria festa. Bem, é uma boate, mas vários dos caras estão aqui. Você
começou uma caça ao Sinner.

— Realmente? Quem está aí?

— Devil, Ripper, Death e Pussy. Eles já devem estar na estrada


pelo tempo que eu te liguei.

— Eu não posso acreditar nele. Ele me disse que você tinha sua
própria vida para liderar, e que ele não poderia manter o controle de
você.

— Ah, a coisa sobre Devil é, ele finge não se importar, mas no


fundo, ele é um grande molenga. Claro, você o trai, e ele vai atirar na
sua cabeça, apenas por diversão.

— Certo, devo lembrar-me disso.

— Sim, você deve.

Mais uma vez ela riu. — É tão bom ouvir de você. Eu sei que tem
sido apenas um par de dias, mas eu realmente gosto de ouvir a sua voz.

— Eu sinto sua falta também, baby. Foi muito estranho para ser
honesto. Eu estava sentado no bar conversando com Pussy.
Perguntando se ele perdeu a vontade de perseguir as mulheres...
~115 ~
— Você sente falta?

— Não. De modo algum. Estou mais do que feliz com o que temos,
babe. E você?

— Eu nunca persegui garotos. Eu tenho um homem que estou


interessada, e eu estou falando com ele agora.

O sorriso não estava saindo de seu rosto tão cedo. — Então, de


qualquer forma, eu estava lhe perguntando se ele perdeu, e sendo
Pussy, claro que não. Vamos ser justos, ele é completamente dedicado a
Sasha. Se ele fosse traí-la, teria sido anos atrás, quando eles ficaram
juntos, e ele percebeu como foi difícil para ela. Então uma foto veio em
seu telefone: Sasha e Shay. Elas tinham um bolo, dizendo-lhe que
estavam excitadas para ele voltar para casa e isso tem me feito pensar,
você quer filhos?

— Se eu quero filhos?

— Sim, pequenas Lolas e Sinners correndo por aí.

— Eu não tinha pensado nisso. Eu não sabia que você queria


filhos?

Apenas o pensamento de Lola grávida de seu filho o tinha duro


como pedra.

Ele não conseguiu evitar. Os dois, juntos. — Teríamos que sair do


nosso apartamento, sabe. Arranja um lugar bem grande. Talvez algo
perto de Devil e Lexie. Os nossos filhos podiam brincar.

— Eles não seriam parceiros de jogos.

— Não, eles não seriam. — Ele riu, pensando sobre a próxima


geração do Chaos Bleed. Tudo estava mudando, e ele nunca pensou que
iria apreciar o quão rápido ele estava se movendo, mas ele fez. Ele não
queria sair do trem em movimento e mudar. Ele queria saltar de volta, e
estar lá com Lola e com seu clube.

— Meninos ou meninas? — perguntou ela.

— Wow. Eu não me importo. Você acha que eu seria um bom pai?

— Você seria o melhor Sinner. Tudo o que você faz, você faz da
melhor maneira possível. Você não deve duvidar de si mesmo nem um
pouco.

~116 ~
Ele ouviu seu suspiro, não um pesado. Ela parecia feliz. — Você
está bem, babe?

— Eu tive uma conversa com Whizz. Foi... difícil.

— Você e Whizz conversaram e foi difícil? Como isso é possível? —


Ele não tinha ciúmes do relacionamento de Whizz e Lola. Quando a
resgataram pela primeira vez, ela precisava de alguém para conversar.
Alguém que sabia exatamente o que ela estava passando, e que não
tinha sido ele, ou qualquer outra pessoa. Whizz a entendia, e ele tinha
sido capaz de alcançar Lola, e trazê-la de volta para si mesma, de uma
forma que Sinner não tinha sido capaz.

— Ele acha que eu preciso ir ver a minha família.

— O que você acha?

— Acho que há uma razão para eu não ir vê-los, e eu não quero ir


vê-los.

Ele sabia tudo sobre as razões pelas quais ela não queria vê-los, e
isso partiu o coração. Ela os evitou tanto quanto possível.

— Isso é sobre você crescer, e sobre você se encontrar mais uma


vez, babe. Você e eu sabemos o que você precisa fazer.

— Eu sei o que preciso fazer. Não significa que eu gosto.

Ele riu.-— Então, você está indo ver seus pais?

— Um dia. Ainda não. Eu não estou pronta. Não tenho certeza.


Ugh, por que eu tenho que fazer isso? Eu não quero fazer isso, não de
todo.

Sinner sabia que ela ia fazê-lo. Toda vez que ela odiava algo, ela
iria listar mil e uma razões por que ela odiava, e ainda assim ela iria
fazê-lo de qualquer maneira.

— Você está rindo de mim, não é?

— Apenas um pouco, mas isso é só porque eu acho que você é


bonita.

Ela soltou uma respiração. — Eu gostaria que você estivesse aqui.

— Engraçado você mencionar isso, porque eu estava desejando


que você estivesse aqui.

Ela suspirou. — Ok, tudo bem.

~117 ~
Ele desligou a chamada. Só de ouvir a voz dela o fez se sentir
melhor.

~118 ~
Onze
Alguns dias depois...

Piston County

Devil estava no edifício principal da loja de moda de sua esposa.


Ela estava atendendo um cliente, e parecia tão bonita. Ela estava
usando um dos vestidos, desenhando sua cintura e apertado sobre seus
quadris. O que ele amava era como mostrava seus peitos e as curvas
incríveis. Ele amava seus seios, e mesmo que eles tinham amamentado
seus filhos, eles pertenciam a ele, assim como cada parte dela.

No momento em que ela o viu, ela sorriu, e deixou o balcão de


serviço. — É bom vê-lo. Eu não sabia que você estaria aqui.

— Acabei de chegar. Os caras foram para suas casas à procura de


suas mulheres, e eu sabia que você estaria aqui.

— Você pode ficar de olho nas coisas? — Lexie perguntou,


olhando para Natalie.

— Sim, eu tenho isso. — Natalie estava sentada em uma cadeira,


um caderno na mão, e ela estava rabiscando como louca.

— Toda mulher que entra aqui é uma inspiração para Natalie. Ela
está criando nossa próxima linha apenas imaginando o que as
mulheres gostariam. Ela é uma máquina.

— Parece muito trabalhoso.

— É. Sempre é. — Eles entraram no escritório da sala de trás


onde a pequena Laurell estava dormindo. Jessica tinha David em seu
joelho e ela estava lendo para ele.

~119 ~
— Dia lento no escritório das enfermeiras? — O Devil perguntou.

Jessica era uma enfermeira que tinha ajudado a salvar a vida de


Judi. Ela também era a old lady de Snake, mas não importava. Devil
teria feito com que os Chaos fossem respeitosos com Jessica.

— Você sabe disso. Uma vez que este clube misterioso MC decidiu
ser legítimo, não temos que nos preocupar com qualquer tipo de lesão
grave. — disse Jessica provocando. — Não, eu estou em um intervalo, e
vendo como Snake teve que trabalhar no clube de sexo que você tem...

— É Naked Fantasies! Não um clube de sexo.

— As mulheres têm seus peitos para fora, e ganham o dinheiro


agitando seu rabo.

— Ainda não é um clube de sexo. — disse Devil. — Eu te digo, eu


fui a um clube de sexo, e eu sei. — Lexie cobriu a boca.

— Ele sabe que se ele quer manter suas partes de homem, ele vai
manter a conversa de todas as outras mulheres fora disso. Não quero
ouvir quem vieram antes de mim querido. — ela disse.

Devil ficou em silêncio.

— Eu estou supondo que vocês dois querem privacidade. —


Jessica levantou David, e quando ela foi para Laurell, Devil sacudiu a
cabeça.

— Eu tenho ela.

— Bem. Eu vou deixar vocês dois.

A porta fechou segundos depois, e Lexie de repente sentou-se em


uma cadeira.

— Querida, você precisa ir para casa, e precisamos contratar uma


babá.

— Uma babá, não, obrigada. — ela disse. — Eu posso cuidar dos


meus filhos, muito obrigada.

Ele viu o suor em sua testa. Ela parecia exausta e perto de ruir.

— Isto não é eu sendo legal sobre isso, babe. Sou eu te dizendo


que vamos conseguir uma babá, e você vai descansar. Já fizemos isso
antes.

— Eu estou bem. Eu posso fazer isso Devil.

~120 ~
—Babe, nada mudou para mim. Preferia que fosse você a
qualquer uma cuidando das crianças que tivemos, okay? Eu te amo.
Você é o meu mundo inteiro. Não discuta comigo.

— Eu não quero discutir, mas esta é a nossa família.

Ele se inclinou perto e beijou a cabeça dela. — Este vai ser o


nosso último.

— Devil?

— Não há argumentos. Já consegui isso. Jessica está ajudando


também. Este vai ser o nosso último garoto Lexie. Sem mais filhos ao
redor.

Laurell começou a choramingar, e Devil caminhou até o berço


pequeno e sorriu para a filha dele.

— Como está Sinner? — Lexie perguntou.

Ele pegou Laurell, embalando-a perto. Ela estava começando a


ficar uma menina grande agora. Tão bonitinha. Ele não gostava de ter
muitas filhas. O pensamento dos homens vindo em alguns anos foi o
suficiente para deixá-lo nervoso. Ele tinha muita experiência matando
pessoas e usando todos os tipos de armas. Ele sabia como se livrar do
corpo também.

— Sinner está indo bem. Como sempre, para ser honesto.

— Você acha que ele vai voltar para casa tão cedo?

— Eu não sei. Ele está... diferente.

— De que maneira? — perguntou ela.

— É difícil dizer exatamente. Eu acho que nos últimos anos ele


colocou uma pressão sobre todos os caras, você sabe. Com Lola, fez
com que ele enfrentasse o fato de que ele mudou. Estar na estrada o
está ajudando a lidar com a merda que ele estava deixando de lado.

— Eu senti sua falta.

Ele sorriu para a esposa. — Eu acredito que ele virá para Fort Will
conosco para o Natal.

— Sim, por que estamos indo para o clube dos Skulls para o
Natal? — Lexie perguntou, com um sorriso nos lábios.

— Não me dê esse olhar.

~121 ~
— Você vê, eu acho que um certo filho seu fez um acordo.

Devil revirou os olhos. — Eu disse a Simon que se ele tivesse as


notas mais altas em sua classe, então eu permitiria que ele passasse
algum tempo com Tabitha durante a temporada de festas.

— E?

— Seu professor me disse que ele está totalmente surpreso com a


transformação em Simon. Ele é um estudante exemplar. Eu combinei
com Tiny.

— Como está Tabitha na escola?

— Ótima, eu acho. Ela não é uma grande preocupação como


Simon.

— Obrigada. — disse ela.

Ele sorriu. — Você me disse que queria que Simon tivesse mais
opções do que você recebeu. Ele vai se dar bem na escola,
provavelmente acabará na faculdade, na cidade como um bilionário
perdedor, e sabe o que mais? Eu vou lidar com isso, porque eu sou o
melhor pai do mundo.

Laurell gargarejou.

— Veja. Diga a mamãe que eu sou o melhor pai do mundo.

— Ela não precisa me dizer. Eu sei.

****

— Eu quero ir para casa.

— Isso é tão chato.

— Sim, eu disse a você que você excluiu metade do seu estoque


de fotos.

— Uau, este dia poderia ficar pior?

— Você tem um backup? — Lola perguntou. Ela ouviu o homem


na linha, e ela estava tão entediada. Talvez seja hora de fazer algo
diferente com a vida dela. Ela poderia facilmente ter hackeado o

~122 ~
servidor do cara, e ter encontrado exatamente onde ele guardava suas
malditas fotos, mas ele estava muito ocupado gemendo na linha.

Ela não podia deixar de pensar em seu telefonema na outra noite


com Sinner. Não aquele em que ambos estavam em festas, mas aquele
onde eles falaram e brincaram.

Ela usou suas mãos, e não era o mesmo acariciando seu próprio
clitóris, enquanto esperava que Sinner iria aparecer magicamente.

Lola queria que ela pudesse aparecer magicamente na frente de


Sinner. O problema é que ele realmente estava se movendo. Raramente
ele estava no mesmo lugar. Devil estava lhe mandando dinheiro, e ela
sabia que ele estava viajando com um grupo de homens.

Sinner lhe contou tudo.

— Hey amiga. — disse Belinda, puxando um assento junto a ela


quando se mudou para seu espaço.

— Hey para você também.

— Então, eu estava pensando se você estaria a fim de ir a outra


festa mais tarde.

— Não. Só quero ir para casa. Ter um pouco de tempo quieta eu


acho. Tentar não pensar nos meus pais.

Eles tinham deixado uma mensagem também. Ela sempre se


certificou de ligar quando eles estavam fora de casa. Mesmo tão longe,
ela sabia o horário deles.

Conversar com eles diretamente no telefone era estranho, ainda


mais que quando ela estava cara a cara com eles, e ter que fazer contato
visual.

No fundo, ela sabia que Whizz e Sinner estavam certos. Não havia
como negar. Ambos estavam certos, e ela precisava fazê-lo, mas agora,
ela simplesmente não conseguia lidar com eles.

— Sim, senhor. Sinto muito, senhor. Esse é o arquivo, correto.


Ok, então, tenha um grande dia.

Ela desligou o telefone, e descansou a cabeça na mesa.

— Uau, essa é a primeira vez que eu já ouvi você perder o seu


temperamento com um cliente. — disse Belinda. — Espero que não
esteja perdendo seu toque.

~123 ~
— Eu não estou. Acredite, não estou. Eu apenas estou cansada
das pessoas e seus problemas. Eu quero ir para casa, me sentar e
relaxar, e fingir que tudo está bem com o mundo.

Ela olhou para o relógio, e quis que fosse cinco horas. Às vezes ela
ficava e recebia umas horas extras. Isso não ia acontecer esta noite.

— Você está procurando um novo emprego? — Belinda


perguntou.

— Eu não sei. Uma vez tive um emprego. Um grande que eu


desisti para vir aqui na minha missão de — resolução do problema. —
Ela fez aspas na parte final de sua declaração. Lola estava tão irritada,
furiosa e farta.

— Preciso de um café. — Ela se levantou de sua cadeira, e fez o


seu caminho para a máquina de café. Seus olhos doíam, e seu
temperamento não estava ficando melhor.

O café não ajudou, então ela trabalhou o resto do dia, realmente


chateada e irritada.

Ela recusou ofertas de uma bebida de Sarah e Belinda. Havia


apenas uma coisa que ela queria fazer, que era ir para casa, comer,
tomar banho, saltar para a cama, e ler um bom livro, ou talvez assistir
a uma história de amor piegas.

Ela estava saindo de seu prédio quando fez uma pausa para ver
Sinner parado esperando por ela. Não havia nenhum sinal de sua moto,
e por um segundo, ela se perguntou se estava vendo coisas. Esta tinha
que ser a melhor maneira de acabar com o seu dia de merda.

— Você não vai vir e me dar um abraço? — perguntou ele.

Lola não se importava se estavam sendo vigiados. Ela correu em


direção a ele, e jogou os braços em volta do pescoço, abraçando-o
firmemente a ela. — Como você sabia? — perguntou ela.

— Como eu sabia o quê? — Ele a segurou tão perto, e ela se


aqueceu em seu perfume, em seu toque, em tudo.

— Que eu precisava vê-lo?

— Eu precisava ver você, e eu sabia que você não teria uma pista
de onde me encontrar.

Ela puxou para trás apenas o suficiente para olhar em seus


olhos. — Isso é porque você está sempre se movendo. Você vê, quando

~124 ~
você está no mesmo lugar, não há medo de não encontrá-lo, porque
você está no mesmo lugar.

— Mas eu gosto de surpreendê-la, e eu posso continuar fazendo


isso porque eu me movo, e eu sei onde encontrá-la. — Ele deu um beijo
em seus lábios, e tudo desapareceu. — Você teve um dia ruim?

— O pior, e eu estava pensando em você, e isso é perfeito. Você


pode vir para casa comigo? — perguntou ela.

— Sim, eu posso ir para casa com você. — Ele pegou a mão dela,
e juntos eles fizeram o seu caminho para o seu carro.

Escalando atrás do volante, ela viu quando ele empurrou o banco


do passageiro para trás.

— Só tive Sarah e Belinda no carro. Eu não gosto de dirigir com


muitas pessoas. — disse ela.

— E elas são pequenas?

— Um pouco, sim. — Ela riu. Ligando o carro, ela saiu


estacionamento, e começou a pequena viagem de volta para casa. —
Normalmente eu ando. Eu realmente ando mais aqui do que em
qualquer outro lugar. No entanto, com o tempo tão frio e miserável, às
vezes eu venho com o meu carro.

— Eu odeio dizer isso para você querida, mas este carro é um


monte de merda.

— Você saberia. Comprei-o a preço de barganha. Eu pensei que


eu só estaria dirigindo distâncias curtas, e eu poderia lidar com isso. —
Ela encolheu os ombros. — Eu poderia ter conseguido uma moto.

— Sem chance. Você não teria sido capaz de lidar com isso.

Ela engasgou. — Estou ofendida.

— Demorou muito tempo para montar comigo, se lembra?

Lola concordou. Ela esteve raramente montando com Sinner,


preferindo a um carro ou andar. A parte de trás de sua moto sempre
parecia tão perigosa. — Talvez um dia você me leve para um passeio?

— Talvez. — Ele deu uma piscadela, e isso a aqueceu de dentro


para fora. — Você vai sair?

— Eu estou pensando sobre isso. Eu realmente estou. É um


trabalho cansativo. Eu não sei. Os clientes hoje estavam realmente me
~125 ~
irritando. Eles não estavam ouvindo, e eu achei tão irritante. — Ela
entrou no estacionamento do prédio. — Aqui estamos nós.

Não parecia certo chamar este lugar de lar. Ambos sabiam que
não era.

Em poucos minutos eles estavam em seu apartamento, e Sinner a


tinha pressionada contra a porta no momento em que fechou. Ele
capturou as mãos dela, levantando-as ao lado da cabeça. Seus lábios
estavam nos dela, arrebatando sua boca.

Ela gemeu, arqueando-se, beijando com a mesma paixão que ele


tinha dado a ela.

Seu corpo aquecido, querendo ele mais do que qualquer coisa.

— Eu não poderia ficar mais um segundo sem beijá-la. — disse


ele. Ele libertou suas mãos, e ela ainda as segurou ao lado de sua
cabeça. Seus dedos acariciaram a gola de sua camisa, e arrastou para
baixo sobre seus botões.

Seus mamilos endureceram, e ela lambeu os lábios de repente


secos. Quando ele não fez nenhum movimento para fazer qualquer
coisa, ela alcançou seu cinto. Com ele aberto, ela olhou em seus olhos o
tempo todo.

— O que você está fazendo? — ele perguntou.

— Exatamente como eu quero. Não se segure Sinner. Faça comigo


o que você quer fazer. Eu não vou quebrar. Sou uma garota forte. Eu
posso levá-lo.

Pegou a camisa dele e a rasgou aberta. Outro puxão tinha botões


voando por toda a sala.

Ela puxou a camisa sobre a cabeça, e ficou maravilhada com toda


a tinta em seu corpo.

Ela viu seu nome perto de seu coração, e mais uma vez, foi
atingida pelo quanto ela o amava. Sinner tinha marcado seu corpo com
seu nome. Ela traçou o dedo sobre a tinta. Incapaz de segurar, ela
sorriu. — Você ainda tem.

— Você ainda é minha Lola. Isso não mudou.

Ela foi para os joelhos antes dele perceber, puxando para baixo
seus jeans até que eles estavam agrupados a seus pés. Ele pisou fora
deles, chutando-os através da sala e fora do caminho. Ele passou os

~126 ~
dedos através de seu cabelo, retirando o elástico que estava mantendo-o
seguro em cima de sua cabeça.

Pegando seu pau em sua mão, ela sacudiu a ponta, e depois o


cobriu com a boca.

Ele assobiou, o som ecoando em torno de seu apartamento.

— Porra babe. Dê um aviso a um cara.

Ela puxou seu comprimento, e sorriu para ele. — Eu segurei seu


pau. Qual aviso mais que você precisa?

Ele agarrou suas mãos e a colocou em seus joelhos. Ela estava de


joelhos, e tinha um pé no chão, quando ele a inclinou. De repente, deu
um tapa em sua bunda.

A queimadura aqueceu sua bunda, e foi direto para seu clitóris.


Ela gritou o seu nome, e se contorceu contra o joelho. Ele deu outro
tapa, e ela adorou. Sua boceta ficou molhada, e ela alcançou seu pau
novamente.

— Você gosta disso querida? Você gosta de ser repreendida por


ser impertinente.

Ela olhou para ele, vendo a preocupação em seus olhos. — Me


sinta Sinner. — Ela abriu as coxas para ele, e ele deslizou um dedo
entre as dobras inchadas.

Ele empurrou um dedo dentro dela, e ela gemeu, querendo mais.


Não foi o suficiente, nunca o suficiente.

— O que é que você faz para mim? — perguntou ele.

Sinner puxou os dedos de sua boceta, e ela aliviou a perna. — É


exatamente o que você faz para mim. — Ela levou os braços em volta do
pescoço, e o segurou perto.

Ambos estavam nus, seu peito duro e musculoso completamente


diferente da sua macia.

Ele correu as mãos para cima e para baixo de suas costas,


segurando sua bunda.

Afastando-se dele, ela pegou sua mão e o levou para o sofá.

— Eu nem sequer tive a chance de ir para o quarto. — Ele se


sentou e sorriu para ela.

~127 ~
— Passei muitas noites sentada naquele lugar, pensando em
você. Toda vez que faço isso, penso em tudo que quero fazer com você, e
vou te mostrar agora. — Ele foi ao seu jeans, e puxou um preservativo.
— Você está sempre preparado.

****

Lola era a mesma pessoa, mas ela estava tão diferente. Não de
uma forma ruim. A mulher diante dele foi preenchida com tanta
confiança que estava excitado apenas olhando para ela.

Envolvendo os dedos em torno do comprimento, ele a observou,


espantado com a bela mulher que ela tinha se tornado. Ela não era
mais aquele ratinho assustado.

Ela o deslumbrava com seu sorriso e o fazia sentir da maneira


que a velha Lola nunca faria.

— Estou sempre preparado.

Ele não podia olhar para longe quando ela rasgou o preservativo e
removeu o látex.

Ela foi para os joelhos antes dele e lentamente começou a deslizar


o preservativo sobre o seu comprimento. — Você sabe, nós não temos
que fazer isso. — disse ele.

— Eu não fui ver o médico para o meu exame.

— Eu estava nu na última vez que estive dentro de você.

Ela sorriu. — Acho que estamos seguros. Eu tive um período


desde então.

— E sobre ter filhos? — perguntou ele.

— Eu pensei que iria iniciá-los quando estivéssemos ambos de


volta a Piston County.

— Você quer filhos?

— Com você, sim. Eu quero filhos. Eu quero ter essa vida que nós
falamos o tempo todo.

~128 ~
— Você não foi ver seus pais ainda? — Ele perguntou quando ela
montou seu colo. Ele agarrou seu traseiro redondo. Ele não estava com
pressa para engravidá-la, mas ele adorou o quão aberta ela se tornou
com ele.

— Não, e eu não quero falar sobre meus pais. — Ela chegou para
baixo, segurando seu pau, e então se abaixou sobre seu comprimento.

Ela afundou, e ambos lançaram um suspiro quando ela o levou


até o punho. Ela se sentou sobre ele, envolvendo os braços em volta do
pescoço.

Ele foi atingido mais uma vez por sua beleza natural. Lola sempre
foi cem por cento natural com ele.

— Eu não vou ser capaz de fazer outra visita antes do Natal. —


disse ele.

O sorriso que estava em seus olhos parecia desvanecer-se. — Oh,


claro, isso é apenas um bônus.

— Quero ajudar um amigo. Eu vou estar em Fort Wills para o


Natal, e eu vou até ter um presente de Natal para você. — disse ele.

— Eu já tenho um para você. Eu o escolhi há algumas semanas.


Eu estou esperando que você vai adorar.

— Eu amo qualquer coisa que venha de você, você sabe disso. —


Ele beijou a cabeça dela. Ela acariciou um dedo sobre o nome dela. Ele
pegou a mão dela, fechando os dedos juntos.

— Você acha que vai ser capaz de sossegar depois de estar na


estrada novamente? Lembro que Lexie uma vez me disse que os Chaos
Bleed estavam sempre na estrada. Você nunca se estabeleceu.

— Nós não parávamos. Íamos de lugar em lugar, causando


problemas onde pudéssemos. Nenhum de nós tinha sonhos de se
estabelecer.

— O que mudou?

— Nós vimos os Skulls, e como eles tinham encontrado uma vida


juntos em uma cidade. Não só isso, Devil estava tentando encontrar seu
filho, e então, claro, ele conheceu Lexie, e ele não poderia ficar sem ela,
alguns de nós decidiu tomar este tipo de estrada também.

— Mas ainda há alguns que decidiram ficar como nômades? —


perguntou ela.

~129 ~
— Você entendeu. Estou com um monte de homens agora. Eles
são bons homens, mas eles estragariam tudo o que o clube construiu
em Piston County. — Eles realmente fariam. Só de pensar em Rock e
Lucius foi suficiente para fazer a cabeça dele girar.

Eles não acreditavam em conformidade, e Devil não estava


interessado em manter os homens para baixo quando eles queriam
voar.

— Eu acho difícil de acreditar que você vai ser capaz de se


acalmar tanto tempo depois que você foi embora.

— E quanto a você? Você se vê de volta em Piston County? Isso


pode ir para os dois lados, sabia? Você teve sua vida longe dos clubes, e
de uma cidade. A vida na cidade combina com você? Será que você quer
estar comigo? — perguntou ele. Ele tinha que saber essas coisas, e ele
queria que ela soubesse que ela poderia falar com ele, abertamente e
honestamente.

— Nos vejo voltando para Piston County juntos, envelhecendo


juntos. — Ela apertou as mãos. — Você me odeia?

— Eu pensei que tinha falado sobre isso, babe? — perguntou ele.


— Eu não te odeio de todo. No começo eu estava ferido, mas agora, com
o que estamos enfrentando juntos, não há nenhuma maneira que eu
poderia odiar o que você está fazendo. Você é uma mulher forte, e eu te
amo. Nós dois temos lugares para estar, e um dia em breve, vamos nos
juntar um ao outro.

Quando ele partiu, Roxy começou a ficar pior. A razão pela qual
ele não pensou que ia ter a chance de estar com Lola novamente foi que
ele não sabia quanto tempo ia ficar com Lucius.

O irmão realmente não estava levando a doença dela tão bem.


Roxy tinha contado a ele, e agora que eles estavam vendo os efeitos,
Sinner sabia que algo ruim ia acontecer.

— Que tal não lutarmos contra o futuro, e aproveitar o agora? —


Ele a segurou, sabendo que ele ficaria louco se alguma vez tivesse
perdido Lola. Eles estavam separados agora por causa de sua escolha.

Se ela fosse tirada dele, ele perderia sua cabeça, e isso o mataria.

— Eu quero muitas crianças. — ela disse, de repente.

— O quê?

~130 ~
— Quando tivermos filhos. Eu quero muitos deles. Uma casa
cheia como de Lexie. Eu quero ser uma boa mãe.

— Você seria uma mãe maravilhosa.

****

Natalie inclinou a cabeça para o lado e admirava o vestido no


espelho. A loja Old Ladies MC estava fechada, mas havia um vestido
que ela tinha feito com ela em mente, mas que nunca provou. Sempre
ficou nervosa em fazê-lo. Estando sozinha, sem medo de alguém entrar
na loja, deu um pequeno giro.

Seu cabelo estava amontoado em sua cabeça. A área do tórax foi


projetada para empurrar os seios juntos, criando um belo decote. Ela
sempre foi ‘um menino’, preferindo jeans e camisas longas. Trabalhar
em um rancho nunca lhe deu muito tempo ou desculpa para se vestir
como uma senhora ou uma mulher.

— Você parece bonita. — disse Slash, fazendo-a ofegar e virar-se


para ele.

— Ei, eu não ouvi ninguém entrar.

— Eu vim pelos fundos. Eu tenho uma chave. — Ele ergueu a


chave e deu um sorriso a ela. — Você quer a mercadoria?

— Eu vou pagar por isso. Eu só, eu não sei. Eu me sinto boba. —


Ela agarrou suas mãos e sorriu para ele. — Eu fiz isso para mim.

— Eu sei. Eu vi o desenho. Fiquei surpreso que você nunca tenha


o provado. É perfeito para você.

— Isso me faz sentir como uma mulher.

Seu olhar correu por todo o seu corpo. — Odeio dizer isso para
você, mas você realmente é uma mulher.

— Por que você é tão legal comigo? — perguntou ela.

— O quê?

— Você não me conhece, e eu sei que você tem um clube cheio de


mulheres, para não mencionar todas na cidade que querem você. Por
que você está sendo legal comigo?

~131 ~
— Eu gosto de você. Tem que haver um motivo? — perguntou ele.

— Eu não estou acostumada com as pessoas que estão ao redor


porque gostam de mim Slash. Elas vem e vão como quiserem. Não sou
importante, e estou vendendo o rancho para o clube.

— Isso não é sobre o rancho, ou querendo você por algum motivo,


ou qualquer merda assim. Eu não sou o tipo de cara que faz merdas
assim.

Ela inclinou a cabeça para o lado e olhou para ele. — Então por
quê? Eu sei que Butler gosta de passar um tempo comigo e me observar
desenhando. Lexie acha que eu sou engraçada. Paris tem o motivo dela,
mas não sei por que você o faz.

Natalie gostava muito de Slash, e ele estava lá. Butler a avisou do


que Slash sentia por ela e, como todos os caras, a deixara nervosa. Ele
estava esperando algo dela?

Ele passou tanto tempo com ela, e ela realmente acreditava que
ele era seu amigo.

Slash aproximou-se dela e não conseguiu evitar o suspiro que a


deixou. Ele agarrou sua bochecha e inclinou a cabeça para que ela
estivesse olhando para seus olhos.

— Eu acho que você é a mulher mais bonita que já vi. Sim, eu


quero você, e não, eu não vou apressar você, ou dizer-lhe que você
precisa fazer uma escolha. — Ele beijou seus lábios com tanta ternura
que a surpreendeu. — Eu quero avisá-la embora. Butler está mentindo.
Ele quer você tanto quanto eu.

Ela estava nervosa.

Ninguém jamais a queria antes, e agora haviam dois.

Ela lambeu os lábios secos, nervosa, meio assustada.

— Isso não muda nada. — disse ele.

No entanto, ele fez.

Isso mudou tudo.

~132 ~
Doze
Outubro

A maioria do grupo com quem Sinner tinha começado há muito


tempo se dispersou e seguiu seus caminhos separados, e ele ficou com
um homem, uma pessoa. Rock ainda estava por perto, e também Roxy,
só houve um problema. Ela ficou cada vez mais doente, mais fraca.

Lucius queria levá-la para casa, apenas para descobrir que Roxy
tinha vendido sua casa, e tinha cortado todos os laços com o mundo
que ela conhecia. Ela estava sozinha, e ninguém estava lá para ajudá-
la.

— Eu não quero continuar a levá-la aos hotéis. — disse Lucius


uma noite. — Ela merece ter um lugar para descansar, e não posso lhe
dar isso aqui.

— Aonde você quer ir? — perguntou Rock.

— Em qualquer lugar que não seja aqui, ok?

— Você pode ter o meu antigo apartamento. — disse Sinner. —


Em Piston County. Você estará perto do clube, e ela estará segura.

— E a sua menina?

— Não se preocupe com isso. Eu quero que Roxy tenha tudo o


que ela precisa.

— Para morrer. — disse Lucius, forçando uma risada. O silêncio


caiu depois que o som desapareceu.

— Nós sabemos que você se importa com ela. — disse Rock.

— Sim, bem, importar-se com ela não me trouxe para longe de


nada rápido! — Lucius sacudiu a cabeça.

~133 ~
— Eu sei que você não quer perder ela.

— Não importa o que eu quero. O apartamento é bom. Eu vou


falar com ela sobre isso, e depois deixá-lo saber.

Lucius levantou-se e saiu.

Sinner tomou outro longo gole de sua cerveja e olhou para o céu
noturno. Estava gelado, mas ele não queria entrar ainda.

— Eu não pensei que você duraria muito tempo na estrada


conosco. — disse Rock.

— Por que não?

— Você tem uma garota e uma vida. Eu não tenho merda alguma,
e você me conhece. A estrada é onde eu pertenço. Há demasiados
problemas quando você fica em um lugar, acredite.

— Eu não preciso acreditar em você. Eu vivi naquela merda. Nós


nos encontramos com The Skulls, e depois conseguimos o filho de Devil.
Piston County nos fez se sentir em casa, mas eu sei que fodemos às
vezes se acostumando.

— Sim, muita merda caiu. Perdi algumas pessoas boas por toda
parte. — disse Rock.

— E eu conheci a mulher que eu sempre teria. Eu a amo mais do


que qualquer coisa.

— Eu ouvi o conto de você e sua mulher. Isso não irrita que você
esteja aqui, e ela está lá? — perguntou Rock.

— Não. Você deve conhecer Lola para entender seu raciocínio. Eu


não tenho arrependimentos sobre o que está acontecendo. — Se ele não
estivesse com o Clube Nômade, ele não estaria aqui para ajudar Lucius,
e mesmo que o outro irmão não admitisse, Lucius estava com tanta dor,
que era irreal.

— Eu nem sabia que Roxy estava doente. Que tipo de merda


doente é essa? Ela parecia o mesmo animal de festa que eu conheci. —
disse Rock.

— Você não percebeu porque realmente não a conhecia. Quando é


alguém que você ama ou alguém que você gosta, presta atenção. São as
pequenas coisas da vida que você percebe primeiro. Eles parecem sem
importância para muitos, mas você sabe o que são, e você se importa.

~134 ~
— Uau, você soa como um homem apaixonado. — disse Rock. —
Ah, está certo, chicoteado.

— Nunca disse que não fui chicoteado. — Sinner riu.

— Eu nunca tive isso, você sabe?

— Nunca teve o quê?

— Uma mulher pela qual você está disposto a fazer alguma coisa?
Para mim, todas foram cadelas. Buracos disponíveis. Ninguém nunca
foi algo a mais.

Sinner encolheu os ombros. — Nem todas são iguais. Lola, ela é


diferente. Não é uma garota de todos, ela é minha. — Ele riu, pensando
nela. — Ela é um tipo de nerd na verdade. Ela é grande com
computadores e outras coisas. Eu nunca entendo o que ela está
falando, mas vê-la no computador, agora é agradável. Somos duas
pessoas completamente diferentes, e, no entanto, encontramos nosso
caminho juntos.

— Veja, chicoteado.

— Por que você não critica meus sentimentos quando souber


como é? — Ele bateu Rock nas costas.

— Vocês dois estão virando maricas? — Lucius perguntou.

Ele olhou para o outro irmão. — Você está bem?

— Você vai arrumar seu apartamento? Ela não tem muito tempo
restando.

— Tudo certo.

Lucius não demorou. Sinner agarrou seu celular e discou o


número de Devil.

— É melhor que isso seja bom, porque você acordou Laurell.

— Merda, desculpe. Você pode preparar meu apartamento? —


perguntou Sinner.

— Você e Lola estão voltando para casa?

— Não. É Lucius. Ele vai precisar do clube. — Sinner explicou o


que estava acontecendo, e no final, Devil prometeu ter tudo pronto para
quando ele precisasse.

~135 ~
— Lucius está bem?

— Eu acho que isso vai acertá-lo bem forte, Devil.

— Vamos lidar com isso, assim como temos lidado com todo o
resto.

****

Butler abriu uma janela e começou a limpar tudo. Lola e Sinner


não tiveram muita porcaria para começar. Devil tinha contratado uma
empresa de lavanderia para vir e cobrir os móveis com essas capas de
plástico e coisas. Ele estava removendo eles, enquanto Jessica estava
limpando o quarto. O clube se reuniu para preparar o apartamento
para Sinner. Bem, não Sinner, mas Lucius e Roxy.

Fazia muito tempo que Butler tinha visto Lucius. Um tempo bem
longo. Ele era diferente agora, fora das drogas e festas.

A vida que Butler tinha agora em Piston County, era o que o tinha
conseguido. Todas as manhãs eram um desafio. Ele tomava seu café ou
água, nunca drogas. Houve momentos em que ele dava um tiro para
começar sua manhã.

Não mais.

Ele tinha uma vida limpa. Angel o ajudou com isso. As bebidas
que ela fez e as receitas que ela deu ajudaram a encontrar sua paz
interior.

Sim, tudo era apenas um monte de besteiras, mas era o que ele
gostava.

Natalie entrou no apartamento, e ela estava usando seus jeans e


camisa comprida. Ela parou de fazer um trabalho de fazenda, e ainda
estava vestida todos os dias como se ainda o estivesse fazendo.

Ela era tão linda, tão pura, e então...

— Posso falar com você? — perguntou, aproximando-se dele.

Havia raiva nos olhos dela e ela parecia ferida.

— Claro, o que é?

— Aqui não. Podemos ir para algum lugar calmo?

~136 ~
Ele assentiu com a cabeça e a seguiu para fora do apartamento.
Ela era a única luz brilhante em sua vida. Ele era mais velho do que ela,
muito mais cansado, mas confiava nele. Ela não o conheceu quando ele
era um drogado, um viciado, um escroto.

Ela era a primeira pessoa a vê-lo, e ele a amava.

Há. Ele finalmente disse isso. Ele a amava, e não havia outra
palavra para isso. Ela significava tudo para ele, mas o maior problema
mesmo era Slash, seu irmão.

Eles desceram os degraus que levam até o piso térreo. Ela foi até
o patamar, e finalmente se virou para ele.

— Por que você me falou sobre Slash?

— Eu pensei que você gostaria de saber o que ele sentia por você.

— Por quê? — perguntou ela. — Por que você não pôde me deixar
no escuro? Nós éramos amigos, e agora estou enlouquecendo a cada
segundo. Eu não quero que ele pense que há mais coisas acontecendo,
mas não quero perder meu amigo. Eu não tenho muitos deles.

Natalie confessou para ele que tinha lutado para fazer qualquer
tipo de amigos na escola. Havia Paris, mas por causa do rancho de seu
pai, Natalie tinha sido mais como um garoto do que uma menina. Então
as garotas não queriam estar com ela porque ela parecia um menino.
Os meninos não queriam ficar pendurados porque era uma menina.
Então, ela ficou presa pela maior parte por conta própria. Foi onde a
arte dela entrou.

Butler teria adorado estar com ela, estar na companhia dela todo
o dia, todos os dias.

— Eu apenas pensei que você deveria saber.

Ela fez uma pausa, cruzou os braços e olhou para ele. — E


quanto a você?

— E quanto a mim?

— Você poderia me dizer como você também se sente? —


perguntou ela.

Butler fez uma pausa. Ele deveria saber que Slash diria a ela.

— Eu te disse o quanto eu valorizo a amizade de você e Slash. Por


que você tem que estragá-la, Butler? Por quê?

~137 ~
— Porque não é uma amizade real, não é? — ele perguntou. —
Você acha que Slash está lá só porque ele quer ser seu amigo, mas não
é verdade. Ele está lá porque, como todos os outros na vida, ele quer
alguma coisa.

Lágrimas encheram seus olhos. — Isso significa que a única razão


pela qual você foi legal para mim é porque você quer alguma coisa
também?

— Não, não é.

— Bem, isso é exatamente o que você acabou de dizer. Obrigada,


Butler, obrigada por me colocar no meu lugar. — Ela o deixou na
escada, e ele havia completamente fodido tudo.

Ouviu uma porta aberta, e lá estava Slash.

— Você veio tripudiar porra? — perguntou Butler.

— Por que diabos eu tripudiaria? Você fodeu nós dois, e você acha
que eu faria uma festa sobre isso? Ou que, esfregasse na sua cara? —
perguntou Slash.

Butler suspirou. — Eu iria.

— Eu tenho que perguntar por que, cara? Por que você faria isso?

— Nós dois sabemos que não é real o que estamos fazendo. Nós
somos seus amigos porque a queremos, simples assim.

Slash balançou a cabeça. — Eu estava mais do que feliz por ser


apenas seu maldito amigo, e agora porque você não conseguiu manter
sua boca fodida fechada, eu nem vou ter isso. Obrigado!

Butler suspirou. — Eu estava tentando melhorar.

— Como isso está melhorando?

— Ela tem o direito de conhecer a verdade. Você a quer porque


quer fodê-la.

Slash aproximou-se de Butler. — Você não se atreva a falar


merda sobre ela. Você não me conhece. Você não conhece meus
motivos.

— Vamos, cara, você acha que eu não sei que você deseja deslizar
dentro de sua boceta quente e molhada? Ela é virgem, você sabe. Nunca
foi tocada por outro homem.

~138 ~
Butler esperava o golpe, e ele conseguiu. Slash bateu o punho no
rosto de Butler. Ele não tentou se defender, e ele o tomou, sabendo que
mereceu.

— Você não fale assim sobre ela. Eu espero esse tipo de merda de
Dick, mas não de você.

Slash se afastou, e Butler cuspiu sangue no chão. Não se sentia


bem. Na verdade, ele se sentiu como o maior idiota do mundo.

****

— Seu apartamento é bom. Você realmente não precisava se


incomodar comigo. — disse Roxy.

Sinner observou enquanto ela estendeu a mão para acariciar uma


pétala de algumas rosas que Judi pegara para ele.

— Está tudo bem.

— E a sua garota? — perguntou Roxy.

— Não se preocupe com isso.

A voz de Roxy parecia fraca, e ela parecia pálida. Ela tinha um


pouco de suor na testa e seu cabelo parecia pesado.

Ela não parecia nada com a mulher que conhecera há alguns


meses atrás. Ele não podia nem acreditar que tinha sido há alguns
meses desde que a conheceu. Ela tinha uma maneira de fazer com que
todos se sentissem parte de seu mundo.

— Vai ser interessante ver Lucius. Ele nunca fica bem em estar
dentro de quatro paredes por muito tempo.

— Ele não foi muito mal na nossa viagem.

— Ah, você percebeu que ele se certificou de que continuávamos


passando por alguns motéis? Ele gosta de dormir lá fora, algo a ver com
olhar para as estrelas.

— Há quanto tempo você o conhece? — Sinner perguntou,


sentando-se ao lado dela.

~139 ~
Ela segurou um travesseiro contra o estômago. — Toda a minha
vida. Ele era o menino mau que crescia. O homem pecador, que se
transformou em um homem de senhoras. Nós sempre nos damos bem.
Nós nos encontramos no parque, e ele empurrou o balanço para mim.
Ele foi tão legal.

— Ele disse que você estava dentro e fora dos hospitais.

— Eu estava, mas havia momentos em que chegava em casa. Ele


não me tratava como uma aberração, ou como se eu estivesse
morrendo. Ele era bom em estar por perto.

— Ele está bravo agora mesmo. — disse Sinner, odiando apontar


o óbvio.

— Eu sei, e ele está bravo comigo, e com minha doença. Ele


sempre esteve. — Ela se virou para sorrir para ele. — A vida é tão
maldita Sinner. Realmente curta. Eu invejo pessoas capazes de
envelhecer, ter tudo a seu alcance. Eu adoraria ter algo assim, algo para
segurar. — Ela fez uma pausa e viu a lágrima escorrer no peito. — Eu
tento não deixá-la chegar até mim. Eu realmente tento.

— Alguns dias são mais difíceis que outros.

— Sim, eles realmente são.

Houve uma batida na porta e Sinner foi atender. Ele viu que era
Devil, Ripper e Judi.

— Nós pensamos em vir e dizer oi. — disse Judi. — Nós viemos


com chocolate.

— Eu gosto de chocolate. — disse Roxy.

Sinner abriu a porta e esperou que Roxy lhe desse um sinal de


cabeça que ela estivesse bem. Ele precisava de ar fresco e fumaça.

Uma vez lá fora, o frio o atingiu com força, e ele puxou o casaco
para dentro dele. Ele viu Lucius sentado em sua moto com várias
pontas de cigarro à sua volta.

— Ela está acomodada?

— Sim, ela está. Você está subindo, ou você está indo embora? —
ele perguntou.

— Eu não irei embora. — disse Lucius.

— Você não passou para vê-la.


~140 ~
— Eu sei. — Lucius tragou profundamente o cigarro. — Eu estive
aqui antes de você saber. Não é essa cidade ou nada, bem, eu estive
aqui o que quero dizer é, eu fiz isso com Roxy. Só que ela era mais nova,
e nós dois somos tão jovens. — Ele balançou a cabeça. — Eu não pensei
que ela morreria então, mas eu sei que é isso. Eu vou até lá, e é como
se eu aceitasse. — Lucius terminou o cigarro dele.

— Você a ama?

— Ela é minha melhor amiga Sinner. Ela era a única pessoa que
não esperava merda de mim. Ela não queria que eu fosse algo para ela.
Desde o primeiro momento em que a conheci, éramos apenas duas
pessoas. Eu odeio isso.

Sinner acendeu seu próprio cigarro. — Por que você não se


acalmou com ela?

— Somos amigos Sinner. Não espero que você entenda o que eu


sinto por ela. Nós somos o tipo de amigos que não precisam se acalmar
e colocar significado nisso.

Lucius olhou para o prédio, e ele soltou um suspiro. — Porra!

— Você está assustado?

— Não. Eu não estou assustado. Longe disso. Ela está morrendo,


Sinner. Roxy não vai ver a vida após o Dia das Bruxas. Eu tenho que
viver com isso. Eu a trouxe para morrer porque isso é o que ela quer. —
Lucius parou e olhou para o prédio. Ele soltou uma respiração, e então
se dirigiu para a porta.

— Você sabe que não faz com que você seja menos homem
admitir seus sentimentos. — disse Sinner.

Lucius parou para olhar para ele. — Eu nunca neguei meus


sentimentos Sinner. Eu nunca precisei.

Sinner o observou ir até o bloco de apartamentos, e o tempo todo,


ele não podia acreditar que ele estava de volta em casa. Piston County
era sua casa.

Não demorou muito para que Devil, Ripper e Judi descessem uma
vez que Lucius subiu.

— Bem, ele é tão hostil quanto eu lembro, — disse Devil, vindo em


sua direção. — Você está bem?

— Estou bem.

~141 ~
— Ela é uma mulher doente.

— Você já a conhecia? — Sinner perguntou. — Você sabe, antes


que você veio vê-la?

— Já vi Roxy antes. Você se lembra que cheguei a Piston County


há algum tempo, e muito mudou naquele tempo. Lucius, ele ficou ainda
pior. Ainda assim, eu ainda posso chutar seu traseiro.

Sinner riu.

Devil tinha respeito pelo clube. Ele não precisava chutar o


traseiro de ninguém.

— Eu gostaria de poder dizer que haverá um banquete na casa do


clube, mas não posso. — disse Devil. — Lexie está de repouso, e eu não
quero que ela esteja estressada ou cansada por trabalhar.

— Ok. Não esperava uma grande festa. Este é o lar, e todos somos
amigos aqui. Não preciso de beijo na minha bunda.

— Eu queria pedir um favor, na verdade. — disse Devil.

— O quê?

— Você poderia vigiar as crianças e o clube para mim? Eu vou


fazer uma vasectomia.

— Você está tendo suas bolas cortadas? — Sinner perguntou.

— Eu terminei com as crianças. Nós temos o suficiente, e Lexie


está sempre doente através dessas gravidezes. O médico nos disse antes
que ela não vai melhorar, que ela de fato piorará quando envelhecer. Eu
não vou arriscar sua vida por um filho.

— Eu vou cuidar de tudo. Eu vou.

— Obrigado Sinner. Eu agradeço.

Devil bateu em suas costas e saiu.

— Posso chamar Lola para ajudar?

— Claro. — disse Devil. — Eu não esperava que você pudesse


lidar com tudo. É um maldito pesadelo cuidar de uma esposa e filhos.

****

~142 ~
Dois dias depois
— Lexie conseguiu comer toda a comida. — disse Lola, colocando
a bandeja que acabara de trazer do quarto, no balcão da cozinha.

— Temos dois meninos e uma garota prontos para a escola. Um


rapaz pronto para o ensino médio. — disse Sinner.

Ela se virou para ver a linha de crianças. Eles estavam lidando


com isso, tudo bem. Mais do que bem. — Por que vocês não vão e
assistem televisão enquanto esperamos que Phoebe os leve?

— Eu posso andar por mim mesmo, você sabe. Eu não sou um


bebê. — disse Simon.

— Eu sei que você não é docinho. Há tantos perigos lá fora. Nós


não queremos que mamãe se estresse por nada, não é?

Ele balançou sua cabeça. — Tudo bem. — Ele girou no calcanhar


e saiu. Ela revirou os olhos e voltou a limpar a bagunça.

— Eu realmente aprecio isso. — disse Sinner

— Eu disse que estava mais que feliz em ajudar. Lexie é como


minha família também. — Lola estava entusiasmada por ter sido
chamada para ajudar.

— E o trabalho? Ficaram felizes em lhe dar o tempo livre?

Ela arrumou a cama e olhou para ele, mordendo o lábio. — Na


verdade, desisti.

— O quê?

— Eu abandonei o trabalho. Eu não queria mais fazê-lo, e quando


você ligou, eu já havia entregado o meu aviso. — Ela sorriu para ele. —
Eu estava voltando para Piston County.

— Oh. Eu não fazia ideia.

— Não espero nada. Eu sei que você deve ajudar Lucius e o clube.
Não estou apressando você ou qualquer coisa.

— Eu não me sinto apressado. — Sinner se moveu em direção a


ela, envolvendo seus braços ao seu redor. — Você está pronta para
voltar para casa?

~143 ~
— Mais do que pronta. Eu fiz o que eu precisava, e é meio
estranho, embora eu odiasse, eu também amava isso. Eu me sinto
melhor. Eu me sinto como eu. — Ela envolveu seus braços ao redor de
seu pescoço.

— Você sabe, antes de decidir ter essa pausa, você nunca me


tocaria fora do nosso apartamento. Nem mesmo para segurar minha
mão. — disse ele.

— Eu nem percebi.

— Eu sou uma garota por dentro. Eu gosto das pequenas coisas.


— Ele deu uma piscadela, e ela riu.

— Você é uma piada.

Ele fez um ruído de coruja, e ela adorou. Ela amava sua


brincadeira que tinha perdido quando eles estavam juntos antes.

— Como Lucius está segurando tudo? — Ela ainda não conheceu


o outro irmão. Com a gravidez de Lexie, ela ficou perto, mas agora ia se
aproximar e ver Roxy.

— Ele não está. Eu não sei o que ele está fazendo para ser
honesto. Ele não é o seu eu habitual, e acho que, o está matando tanto
quanto a ela. — Sinner pressionou um beijo na cabeça dela. — Eu não
acho que eu poderia suportar algo assim acontecendo com você.

— Deve que ser difícil.

O som de uma buzina de carro a fez se afastar. — Deve ser


Phoebe. Deixe-me pegar as crianças.

Ela saiu da cozinha e levou as crianças em direção a Phoebe. Ela


estava em uma van de família e, mesmo com todos os seus filhos, havia
espaço suficiente para os de Lexie.

— Você diz a Lexie para ir com calma, e eu vou estar aqui mais
tarde, ok? — Phoebe perguntou.

— Entendido. Cuide-se.

Phoebe era a old lady de Vincent. Eles estiveram em Piston


County mesmo antes de Chaos Bleeds ter se estabelecido.

Lola entrou na cozinha para encontrar Sinner limpando um


balcão. Agarrando a bolsa, ela se moveu em direção a ele, embrulhando
seus braços ao redor dele mais uma vez.

~144 ~
— Eu vou sair. Você quer alguma coisa?

— Não. Eu estou bem. O que você vai conseguir?

— Alguns rolos para Lexie. Ela está ansiando por uma sopa
caseira. Eu vou entrar para ver Roxy.

— Lola, não acho que seja uma boa ideia.

— Eu quero conhecê-la Sinner. Deixe-me.

Parecia que ele queria discutir e ela beijou seus lábios.

Ela estava na porta quando falou.

— Ela vai morrer Lola. É uma garantia. Eu não quero que você a
conheça.

— Por quê?

— Quando ela morrer, isso vai te machucar. Não posso fazer você
se machucar.

Ela respirou fundo. Sua preocupação era tão doce. — Eu sei, mas
às vezes, temos que sentir dor Sinner. Quero conhecê-la. Você falou tão
bem dela.

Sem olhar para trás, ela abriu caminho para seu carro. Seus
pertences estavam em um dos quartos de hospedes na casa de Lexie.
Sinner não compartilhou quartos com ela no momento. Com as
crianças debaixo do telhado de Devil, ele havia pedido que fossem
discretos com qualquer sexo.

Ela não estava prestes a desobedecer aos desejos de Devil.

A primeira parada que ela fez foi no supermercado para obter


alguns mantimentos gerais. Ela notou que eles estavam ficando sem
leite, pão, queijo e até mesmo macarrão. Cozinhar para uma grande
família logo seria impossível.

Lexie havia avisado que, se eles tentassem fazer comida em caixa,


seus filhos dificilmente se contentariam com a noite. Teria que cozinhar
a partir do zero, e Lola estava bem com isso.

Ela passou trinta minutos no supermercado, antes de voltar para


o carro e dirigir-se ao apartamento de Sinner. Ela parou quando viu
uma moto com um cara grande e assustador que se inclinava contra
ela. Ele estava fumando e parecia assustado.

~145 ~
Não tenha medo.

Ela pegou a mala e saiu. Em vez de ir direto para o apartamento,


ela caminhou em direção ao motoqueiro.

— Eu não estou interessado em uma merda. Saia. — disse ele.

— Você é Lucius? — Ela ignorou seu outro comentário.

— Quem quer saber? — Ele certamente sabia como brilhar e


parecer irritado como foda.

— Eu sou Lola. — Ela estendeu a mão.

Ele olhou para a mão dele e depois para ela. — Você é a garota
que conduziu Sinner louco com todas as suas besteiras.

Ela afastou a mão dela.

— Sim, você está aqui, não é?

— Eu só vim dizer que é um prazer conhecê-lo.

— Eu não vou prender a respiração para dizer a mesma coisa.


Acredite, não é da mesma forma.

Rangendo os dentes, ela assentiu com a cabeça. — Me desculpe.


— Ela se virou e abriu caminho para a porta.

— Sinner é um bom cara. Não deixe ele fugir. Ele está preso com
você.

Ela parou o tempo suficiente para ouvi-lo, e depois desapareceu


dentro de seu apartamento. Evitando o elevador, ela tomou as escadas
e, quando chegou à porta, ela estava sem fôlego.

Com uma chave em sua mão, ela estava prestes a abrir a porta,
quando percebeu que Roxy nunca a tinha visto.

Ao bater na porta, ela ouviu um pouco de barulho por dentro.

— Roxy, nunca nos conhecemos. Eu sou Lola. Eu pertenço a


Sinner. — disse ela.

A porta se abriu, e a mulher que ela viu a levou por surpresa.


Tinha visto fotos no telefone celular do Sinner. Não eram nada como a
mulher diante dela.

Para começar, a mulher no telefone estava cheia de vida e amor.


Esta mulher, ela estava realmente doente.

~146 ~
— Ei. — disse Roxy. — Então, você é a misteriosa Lola.

— E você é Roxy. Conheci Lucius. Homem charmoso.

Roxy riu e parou, tossindo. — Sinner não disse nada sobre você
ser uma brincalhona.

— Eu não sou. Na verdade, não sou. Eu levo tudo muito a sério.


Lucius não gosta de mim.

— No momento, ele não gosta de ninguém. Eu não tomaria isso


pessoal. — Roxy sentou-se no sofá, e Lola sentou-se em frente a ela na
cadeira. — Ele está com dor, e ele não sabe como lidar com a dor.
Lucius afasta a todos quando está com dor. Ele não está feliz comigo.

— Havia alguma maneira de tratar isso? — perguntou Lola.

— Não. O câncer se espalhou muito rápido. Eu poderia ter


prolongado a minha vida, mas eu teria estado no hospital o tempo todo,
fazendo com que homens estranhos me picassem o traseiro. Já não
estou com vontade de ser picada por pessoas que não conheço. Queria
viver um pouco. Você sabe?

— Eu faço. Compreendo por que você fez o que fez. — disse Lola.
— Ele vai sentir sua falta. Lucius.

— Eu sei. Acho que é o meu maior arrependimento. Não dando


tempo para entender o que vai acontecer. Ele está acostumado a estar
bem, você sabe. Ele não quer admitir que este é o meu fim.

Lola olhou para a mulher, e ela se entristeceu por ela.

— Há algo que eu possa fazer?

— Você poderia cuidar de Sinner. Esse é um verdadeiro homem


especial.

— Eu sei. — Ela cometeu um dos maiores erros de sua vida ao se


afastar. Olhando para trás, ela sabia profundamente em seu coração
que ela havia falhado com o Sinner, e era um milagre que ele a amava
tanto quanto ela. Doía saber que não tinha, na época, amado o
suficiente para lutar pelos dois.

Tudo o que ela tinha feito, ela poderia ter feito com ele, e com o
clube. Em vez de vê-los como sua família, ela acabava de vê-los como
uma muleta, uma desculpa constante para não aceitar o que ela queria.

~147 ~
Seu amor por Sinner tinha crescido, e ela não podia perdê-lo, não
novamente. Esta foi sua culpa, e ela sabia agora o que ela tinha, e
agradeceu que ele não tivesse encontrado mais ninguém. Ela ia ter
certeza de que ele não olharia para outro lugar.

— Não, quero dizer, sério. Festejei com aquele homem, e nem


uma vez olhou para outra mulher. Ele pertence a você tão
completamente, e não vou mentir, estou totalmente ciumenta de você
agora mesmo.

Lola sorriu. — Eu também o amo. Muito. Eu não o amava no


começo. Ele merece alguém melhor do que eu, mas vou ser melhor. Eu
vou dar-lhe tudo o que ele merece de uma mulher.

— Ele me disse o que aconteceu, apenas para que você saiba. Eu


precisava entender como uma mulher poderia deixar um homem como
Sinner ir. Depois que ele explicou tudo, eu vi que ele conseguiu. Eu
percebi que você passou por algo horrível, mas cometeu um grande erro
com Sinner. Você desistiu dele, e tudo o que ele fez foi amá-la. Você não
pode fazer merda assim com alguém que você ama.

— Eu sei. Eu não era boa o suficiente para ele. Eu não queria que
ele passasse a vida com medo de algo que desencadeasse uma memória
ruim. Isso faz de mim uma pessoa má? Eu sei que sim. Eu não deveria
perguntar. Eu... Fodi tudo, e tudo isso é minha culpa. Eu poderia ter o
perdido.

— E você não teria ninguém para culpar além de si mesma. Não


lhe dê uma chance de sair, Lola. Homens como Sinner não aparece
frequentemente, e eles não aceitam que você os trate como uma
porcaria, não importa o quanto você reivindique amar.

— Eu sei. — Ela tinha estragado completamente.

Roxy sacudiu a cabeça. — Nós fazemos as coisas mais loucas


para as pessoas que amamos. Sinner ficou fiel a você, porque ele a
amava. Essa é a parte louca. Você o deixou, e ele ainda a amava. — Ela
segurou um travesseiro, e Lola a observou. Parecia tão frágil. A doença
estava devorando ela por dentro. — Isso é tudo o que vou dizer sobre
isso.

O silêncio caiu entre elas, e Lola estava sentindo por tudo o que
Roxy havia dito. O clube, Lexie, Paris, que todos diziam que eles eram
como apoio, mas, ao mesmo tempo, sabia que ficaram desapontados
com sua partida.

~148 ~
— Você tem algum arrependimento? — perguntou ela.

— Eu tenho um monte. Mais do que posso contar. Toda a minha


vida tem sido deles. — De repente, Roxy parecia tão triste. — A vida é
tão curta Lola. Não perca um segundo. Por favor. Eu sei que você foi
para o inferno e voltou, mas isso não é motivo para usar como uma
desculpa. Não mais. Sinner a ama mais do que qualquer coisa. Não o
deixe fugir.

Lola sentiu lágrimas em seus olhos.

— Você é tão sortuda de ter um homem que te ama.

— Lucius te ama.

— Eu sei, mas não da maneira que conta. — Roxy estendeu a


mão e pegou a sua. Não havia força em seu aperto, e atingiu Lola que
esta mulher estava desaparecendo rapidamente. — Estou tão satisfeita
que tive a chance de te encontrar.

Lola não conseguiu se segurar. Ela fechou a distância entre elas e


abraçou a mulher que realmente a atingira. Estavam apenas alguns
minutos juntas, mas significava tudo para Lola.

— Nunca desista Lola. Segure o que você tem.

Ela iria. Ela nunca se permitiria perder-se novamente.

~149 ~
Treze
— Muito obrigado por isso Sinner. Eu realmente aprecio. — disse
Lexie.

Ele guardou o cobertor e se certificou de que seus livros estavam


ao alcance. — Você sabe que o clube adora você, e ninguém se importa
em ajudá-la. Você ajuda todos no clube.

— Eu odeio isso. Eu amo estar envolvida, e agora eu me sinto


como uma perdedora.

Ele riu. — Não sinta.

— Eu não a conheci Sinner. Eu adoraria conhecê-la.

Sinner pegou sua mão, dando-lhe um aperto. — Você não precisa


lidar com o que está acontecendo.

— Você provavelmente está certo. Então, como estão as coisas


com você e Lola? — perguntou Lexie.

— Elas estão boas. Você sabe que ela deixou seu trabalho? — Ele
se certificou de que sua janela estava fechada para que nenhum ar frio
entrasse na sala.

— Sim. Eu também sei que ela tem todas as coisas dela no quarto
de hospedes. Não posso acreditar que Devil fez você ir para casa em vez
de estar aqui.

— É uma coisa boa. Ainda estamos trabalhando nos nossos


problemas, mas acho que estamos quase lá.

— Você tem problemas? — Lexie perguntou, franzindo a testa.

— Não, são problemas pessoais um com o outro, apenas


problemas que nos fizeram separar.

~150 ~
Ele sentou-se no final da cama quando ela deu um tapinha para
ele. — Quando ela saiu pela primeira vez, eu fiquei tão zangada com el.,
— disse ela.

— Por quê?

— Ela estava desistindo. Pelo menos, sentia assim. Ela estava


melhorando cada vez mais, e, no entanto, ela iria jogar tudo fora. Eu sei
o quão bom é este clube. Eu sei que você fez coisas ruins. Entendi,
entendo, está bem? Algumas mulheres, elas realmente não podem viver
com esse conhecimento, mas eu sei o quanto Devil me ama e a nossos
filhos.

— Eu não quero que você odeie Lola. — disse ele. — Ela passou
pelo inferno. Você e eu, não sabemos o que aconteceu completamente
quando foi ela levada. Ela era jovem. Sou um grande homem. Eu não
deveria ter me tornado tão miserável. — Ele encolheu os ombros.

— Você está de volta agora?

— Eu não vou a lugar nenhum. — Ele olhou em volta do quarto


dela. — Eu perdi este lugar, e não, não quero dizer o seu quarto.

— Você não vai voltar para a estrada?

Ele balançou sua cabeça. — Não. Terminei. Eu acho que fiz o que
eu realmente precisava fazer, você sabe? Eu deveria estar com Lucius e
ajudá-lo. Lola está de volta e ela não vai a lugar algum.

— Você vai dar-lhe um motivo para não sair? — perguntou Lexie.

— Claro. Agora, você vai descansar, e vamos lidar com isso, ok?

— Sim. — Lexie voltou para trás. — Oh, houve uma mudança de


planos para o Natal também. Porque eu não posso ir a qualquer lado ou
fazer nada, alguns dos Skulls estão vindo aqui. Eu acredito que Angel,
Lash e seus filhos estão chegando. Ela vai fazer o jantar, obviamente.

— Você não se preocupe com nada. Tudo o que você pode fazer é
sentar e ficar bonita.

— Grosseiro.

— Você sabe que me ama. — Ele saiu da sala, assobiando quando


ele foi. A casa estava completamente limpa, e ele estava bastante
satisfeito com a sua capacidade de encontrar ordem em torno do caos.
Com um monte de crianças correndo por aí, ficou surpreso ao ver que
estava meio limpo.

~151 ~
Ele encontrou Devil na cozinha.

— Você está indo para o hospital? — Sinner perguntou.

— Sim. Vincent está lá fora me esperando.

— Você tem certeza de que não quer um dos irmãos com você?

— Vincent faz parte do clube. Você sabe disso. Eu vou vê-la.


Como ela está?

— Eu acho que ela está melhor para ser honesto, muito, muito
melhor.

— Eu não quero que ela fique estressada. — Devil o deixou


sozinho, e Sinner levou seu tempo para tomar uma bebida.

Era louco o que estava acontecendo.

Cantarolando para si mesmo, vinte minutos passaram antes que


Devil descesse. Ele tinha um sorriso no rosto.

— Eu considero que a conversa foi boa.

— Estar com minha mulher me faz sorrir. Ela não quer que eu
tenha o procedimento, mas toda vez que estamos grávidos, ela não quer
estar na cama o tempo todo. Então, eu vou embora. Cuide deles por
mim.

— Claro. Você sabe que pode contar comigo.

****

— Já era hora de você se lembrar de mim. — disse Paris.

Lola abriu os braços. — Posso ganhar um abraço?

Paris tinha Aria em seus braços, e ela a mudou para seu quadril,
e então puxou Lola para perto. — Claro. Eu senti tanto sua falta. Eu
tinha que ouvir tudo de Lacey. Por que você parou de me chamar? —
perguntou ela.

— Eu não sei. Simplesmente não estava certo em chamar


ninguém. Eu parei de ligar para Lexie também.

~152 ~
— Você está aqui para ficar ou apenas para uma visita? —
perguntou Paris.

Lola pegou Aria de Paris quando entraram na cozinha. — Uau,


você tem crescido tão rápido.

— Sim ela tem. Ela também foi uma bênção total. — Paris sorriu
para a filha e Lola viu todo o amor nos olhos dela. — Você não
respondeu minha pergunta.

— Eu estou aqui para ficar. Eu não vou a lugar nenhum mais.

— Você conheceu um homem bonito nas suas viagens? —


perguntou Paris.

— Eu não fiz muitas viagens. Quando saí com Sarah e Belinda


elas eram amigas que conheci no trabalho, haviam alguns caras, mas
não estava interessada para ser sincera. Eu nunca deixei Sinner. Não
em meu coração, eu o amo. Eu faço.

— Você saiu tão rápido.

— Eu senti que tinha que fazê-lo. Você sabe. Você conseguiu lidar
com tudo de forma tão rápida. Eu pensei que fosse o mesmo comigo,
mas não foi.

Paris deu de ombros. — Nós somos diferentes. Eu sei que Sinner


nunca foi o mesmo sem você. Spider, ele estava preocupado com ele o
tempo todo. Você levou grande parte de Sinner quando você saiu.

— Estou de volta e Sinner está de volta. Não vamos a lugar


algum. — Ela beijou a cabeça de Aria.

— Você conversou com seus pais? — perguntou Paris.

— Você também?

Paris ergueu as mãos. — Eu venho em paz, isso é tudo. Eles me


chamam de vez em quando para perguntar sobre você. Pelo que eles me
contam, você nunca fala com eles.

Lola suspirou. — É mais fácil assim.

— Eles ainda são seus pais. Eles te amam.

— Eles sempre estavam me olhando como se eu fosse frágil. Eu


odiava. — Ela olhou nos olhos de Aria, para a inocência dela. Lola foi
superada por quão protetora ela era da menina.

~153 ~
— Eu mataria alguém que a prejudicasse. — disse Paris. — Às
vezes eu penso sobre o que teria acontecido se tivesse sido Aria e não
eu, e fico tão irritada. Ela é minha pequena menina. Minha vida, meu
tudo. Eu a amo tanto.

Lola soltou um suspiro, tentando evitar que chorasse. — Eu


prometi-me que eu não iria chorar.

— O ponto é Lola, que você é a pequena garota de alguém. Spider,


ele destruiria todo mundo em seu caminho porque ele tem o poder de
fazê-lo. Alguns pais, eles não têm essa habilidade. Eles não podem
matar sem piscar, e eles não têm um clube para ajudá-los. Seus pais
estavam sozinhos. Eles ficaram assustados como a merda de que eles
perderiam você. Não só isso, como pai, você quer o melhor para seu
filho. Sempre que seu pai olhava para você, ele sabia que ele falhou
querida. Como você acha que isso o fez sentir?

Lola não tinha dado a seu pai um único pensamento. Mordendo o


lábio, ela olhou para a amiga e balançou a cabeça. — Eu ferrei tudo,
não foi?

— Sim, você fez. Você precisa dar-lhes uma chance querida. Eles
são seus pais. Eles a amam mais do que qualquer outra coisa no
mundo. Eu sei que não gostaria que nada acontecesse com a Aria. Isso
me mataria, mas eu digo, eu caçaria os bastardos, e eu os destruiria. —
Paris terminou de fazer uma bebida. — Sente-se e me fale sobre tudo.

Lola não sabia o que dizer. Paris acabou de abrir os olhos e,


quando olhou para Aria, viu seu próprio filho. O que ela teria sido, se o
que aconteceu com ela acontecesse com um de seus filhos? Ela ficaria
completamente em dor e caos. Ela gostaria de matar as pessoas com as
próprias mãos.

Lola não ficou muito tempo com Paris, apenas o tempo suficiente
para recuperar o atraso, e então ela voltou para seu carro e se dirigiu
para a casa de Lexie. Sinner estava lá, e eles trocaram lugares. Ela o
beijou e ele a pressionou contra a parede, prometendo voltar mais
tarde. Seu estômago tinha borboletas com a paixão em sua voz e a
maneira como ele a olhava.

Lexie estava lendo, e depois de lhe entregar um pouco de sopa e


pão para o almoço, Lola estava sozinha. Desde a sua volta, assumiu a
responsabilidade de estar a cargo do site, para o alívio de Natalie.

~154 ~
Modificando o site, ela fez as mudanças necessárias e o atualizou.
Uma vez que foi feito, ela simplesmente olhou para o computador e para
o celular.

Se ela ligasse agora, eles estariam em casa. Ela sabia disso.

Pare de ser um bebê.

Soltando uma respiração, pegou o celular e tocou na tela


mostrando o número da casa dos pais. Seria tão fácil chamá-los.
Apenas alguns cliques e ela estaria discando.

“Ela é minha pequena menina. Minha vida, meu tudo. Eu amo a


tanto.”

Ela era a pequena menina de seu pai, e sua mãe a amava, mesmo
quando ela amava os computadores mais do que adorava se vestir com
roupa de menina.

Finalmente, ela discou o número de seus pais, pressionando o


celular na orelha. Ela não conseguiu impedir que as lágrimas caíssem,
nem poderia parar o medo repentino de que talvez os deixou por muito
tempo, e ela tinha. Ela evitou tudo com eles.

— Olá. — disse seu pai, e ela congelou.

Segundos passaram.

— Olá, tem alguém aí?

Ela apertou os dentes. O desejo de desligar o telefone e ignorá-lo


era forte, mas ela lutou. — Ei pai. — disse ela.

— Lola?

— Sim, sou eu.

— Querida, venha rápido, é Lola. — Ela o ouviu gritar.

— Como você esteve? — perguntou ela.

— Eu, eu estive bem. E você? Como tem passado?

— Eu estou bem. Eu deixei Piston County por um tempo, e eu


consegui um emprego diferente. Estou de volta agora. Eu estava tão
entediada. — A oferta de Whizz foi muito boa para recusar. Sua vida já
não estava mais longe do clube. Era parte disso.

— É tão bom ouvir sua voz. — Isso era de sua mãe.

~155 ~
— Ei mãe. Como você está?

— Eu estou no céu que você decidiu ligar.

A culpa a agarrou, e ela mereceu. — Eu sinto muito. Eu


realmente sinto. Eu tinha muitas coisas na minha mente, e eu levei isso
para vocês. Eu realmente não deveria ter feito.

— Querida, faríamos qualquer coisa por você. Nós amamos tanto


você. — disse seu pai.

— Eu também te amo. É, sinto muito. Eu sou péssima nisso. —


Ela riu. — Estou um pouco ocupada no momento. Estou ajudando uma
das meninas, Lexie. Ela está tendo alguns problemas com a gravidez,
mas eu queria saber se vocês gostariam de uma visita.

— Nós amamos você, querida. Nós realmente gostaríamos.

— Vocês gostariam de conhecer Sinner? Eu sei que você não


queria que eu namorasse ele papai, mas eu o amo e ele faz parte da
minha vida.

— Você o ama? — perguntou seu pai.

— Sim, mais do que qualquer coisa. Ele é minha alma gêmea.

— É claro, gostaríamos de vê-lo. Você e ele, ambos.

Ela assentiu. Depois de falar um pouco mais e recuperar o atraso,


ela finalmente colocou o telefone para baixo.

— Estamos saindo para ver seus pais? — Sinner perguntou,


fazendo-a pular.

— Nossa, você me assustou. — disse ela. — Eu pensei que você


estava a caminho de Naked Fantasies.

— Eu estava, e muito bem. Você disse isso sem zombar.

— Eu não gosto do pensamento de nenhuma mulher nua se


atirar em você. Me processe.

Ele riu. — Não há mulher nua, e além disso, a única que eu quero
é você. — Ele se aproximou e beijou seus lábios. — Você quer que eu vá
e conheça sua família?

— Claro. — Ela pegou sua mão, fechando os dedos. — Estamos


juntos nessa, certo? Para sempre?

~156 ~
— Sim, nós realmente estamos. — Ele apertou um beijo em seus
lábios. — Eu queria que você pudesse vir comigo.

— Eu preciso estar aqui para Lexie. Eu começarei com algum


alimento para quando as crianças chegarem em casa. Como uma sopa
de macarrão e frango?

— Parece maravilhoso. Eu amo sopa de macarrão. — Ele apertou


um beijo em seus lábios, e ela o viu se afastar, indo em direção ao bar
de strip do clube. Ela não gostava de Naked Fantasies, mas confiava em
Sinner. Ele nunca iria deixar dela.

****

Devil voltou depois de três dias, mas Lola e Sinner ainda ficaram
em seu lugar. Lexie disse a Sinner que ele poderia dormir no quarto de
Lola, e ele não precisava voltar para o clube. Claro, Devil queria
argumentar, mas Lexie teve a última palavra em tudo, não que ele se
importasse.

Lexie era muito boa para o clube, e ela lembrou a Devil que eles
eram mais velhos do que um par de crianças do ensino médio.

Roxy se deteriorou e se recusou a consultar um médico. Jessica


foi visitá-la e avisou todos para estarem preparados, que não era uma
boa notícia.

Todos estavam esperando esse chamado de desgraça, e apesar


disso, Sinner estava no fodido céu. Ele queria se sentir culpado por sua
felicidade recém-descoberta, mas não podia. Lola, ela tinha encontrado
o que fosse que precisava, e agora ele não sentiu que era o único que
queria ser um casal. A cada passo, ela estava lá, ela estava tomando
decisões, e ela estava iniciando o sexo, o que era fantástico. Era como
se o passado de Lola não tivesse sido nada além de uma concha.
Vivendo a vida sem realmente ser apaixonado por nada. Olhando para
trás, Sinner finalmente percebeu que ele não tinha Lola até então. Não,
ela não estava com ele. Agora, ela estava com ele, e seu relacionamento
ficou mais forte por seu tempo longe um com outro.

Tarde da noite, depois de fazer amor com Lola, ele a virou para
encará-lo.

— Qual é o problema? — perguntou ela.

~157 ~
— Eu não quero que nos lamentemos nenhum momento por
estarmos juntos. — disse ele.

— Eu não.

Ele apertou um beijo nos lábios e olhou nos olhos dela.

— Isto é sobre Roxy? — perguntou ela.

Ele assentiu.

— Ela me disse para nunca ter arrependimentos. Ela não quer


que eu viva pensando no amanhã, mas para viver no agora. Eu vou
levar seus conselhos sobre isso.

Ele segurou sua mão, e passou o polegar pelo dedo que levaria
seu anel se algum dia se casassem.

— Case comigo Lola? — ele perguntou.

— Sinner?

— Não, estou sendo sincero agora. Eu quero casar com você.


Quero passar o resto da minha vida com você. Eu não me importo com
o resto. Sim, às vezes deixo o assento do vaso sanitário levantado e
deixo a toalha no chão. Nós compartilhamos uma escova de dentes às
vezes. Nada disso importa. Já desperdiçamos tanto tempo. Não quero
mais desperdiçar. Eu amo você e só você.

Ela agarrou seu rosto, e ele esperou. — Sim. Eu vou me casar


com você. Não há mais ninguém que eu desejaria. — Ela pressionou
seus lábios contra o dele e ele gemeu. Ele envolveu seus braços em volta
dela, segurando-a, e sabendo em seu coração que ele nunca a quis
deixar ir.

****

Lucius terminou de ler o livro de romance hot e poderia quase


vomitar. Era o que as mulheres estavam lendo hoje em dia. Os homens
não estavam fodendo assim, e se fossem, ele estava cercado por um
monte de gatinhos.

Houve uma batida na porta, e ele franziu a testa, vendo como era
bastante tarde.

~158 ~
Chegando em direção à porta, ele abriu para ver a mulher
desalinhada em roupas de menino. Seu cabelo estava em dois rabos de
cavalo, cada um arrastando em seus seios. Ela era curvilínea e bonita, a
garota da porta ao lado.

Ela também estava sorrindo para ele. — Ei, eu sou Natalie.

— Olá, Natalie.

— Desculpe incomodá-lo essa hora, mas Roxy me pediu que lhe


trouxesse isso. — Ela entregou uma garrafa térmica.

— Por que diabos ela quer que você faça isso?

— É sua receita. Eu estava aqui hoje cedo, quando você saiu para
fumar. Ela pediu um favor, e eu não sou de recusar a oportunidade de
dar.

Ele pegou a garrafa, e ela se afastou.

Inclinando a cabeça, ele agradeceu e observou como ela saiu.


Nem uma vez ela tentou se ajoelhar para chupar seu pau.

Ao fechar a porta, ele entrou no quarto. Roxy estava deitada na


cama, descansando a cabeça em um travesseiro, com os olhos abertos.

— Por quê? — ele perguntou.

— Você nunca come bem quando está chateado, e eu sei como


você gosta da sua comida.

— Você está tentando nos juntar? — ele perguntou, não


interessado na garota frágil.

Roxy sacudiu a cabeça. — Não. Ela tem as mãos cheias com dois
homens aqui.

— Ela fode dois homens? Ela não parecia o tipo de ser tão
excêntrica.

— Não dois homens ao mesmo tempo, seu tolo. Dois homens a


querem.

— Quem?

— Eu acho que esses livros de romance estão mexendo com sua


cabeça.

— Você os lê? — disse Lucius. — Que nojo.

~159 ~
— Sim, sim, sim. Aposto que você tem algumas dicas. Eu conheço
você Lucius, você faria qualquer coisa para fazer de você o melhor
amante do mundo inteiro.

— Então, você ainda não me disse quem? — ele perguntou.

— Bem. São Slash e Butler. Ambos gostam dela e os dois a


machucaram porque ela não é como outras mulheres. Ela não entende
um pouco.

Ele abriu a garrafa e levou uma profunda inalação do líquido. —


Isso é tão bom. Obrigado.

— Eu sempre estou cuidando de você. — Roxy suspirou. — Diga-


me, você ficará bem.

— Não vamos fazer isso, ok? Você não precisa se preocupar


comigo. Eu vou ficar bem. Você sabe disso, e você me conhece.

Ela deu-lhe aquele sorriso triste, e ele forçou a dor de lado. Não
era sobre ele. Isso era sobre ela.

****

Natalie envolveu sua jaqueta ao redor dela enquanto saiu no frio.


Roxy pediu-lhe para fazer a sopa que tinha uma pequena sugestão de
especiarias. Era algo que sempre trazia conforto a Lucius, e agora, ele
precisava disso.

Ela fechou os olhos, sentindo a perda dessa mulher que conhecia


durante algumas horas. A vida era cruel. Era injusta.

— Você está bem, pet? — perguntou Slash. Ela reconheceria sua


voz.

Abrindo os olhos, viu Slash perto de uma moto e, virando a


cabeça, viu Butler ao lado de outra. Isso não estava acontecendo. Ela
não seria atraída para este jogo.

— Estou bem. — disse ela. Butler estava perto da frente de seu


carro, enquanto Slash estava perto da traseira. Ela odiava isso. — Eu
vim para deixar uma sopa. Vocês estão me seguindo agora?

— Queríamos ter certeza de que você estava bem, e queria me


desculpar. — disse Butler. — Eu não deveria ter contado sobre Slash.
~160 ~
— E eu não deveria ter contado sobre Butler.

— Não muda nada. — disse ela, olhando entre os dois. — Eu


aprecio que vocês vieram falar comigo, honestamente, eu faço, mas não
posso fazer isso. Eu não sei o que vocês esperam de mim. Não estou
acostumada com isso. Eu não quero ser pega no meio com qualquer um
de vocês, e eu não quero ter que escolher. Eu me importo com vocês
dois. — Por que tem que ser complicado assim?

— E se você nos der a chance de ganhar você? — perguntou


Slash.

— Não é uma competição, nem mesmo chega perto. Eu só quero


ir para casa agora. — Ela foi até seu carro, e sem olhar para nenhum
deles, foi embora.

~161 ~
Quatorze
Roxy morreu uma semana depois. Ninguém sabia o que
aconteceu, só que Lucius estava com ela. Sinner não pensou que ele
iria derramar uma lágrima por uma mulher que ele mal conhecia, mas
ele fez. Roxy, em seu modo encantador, tocou a vida de todos eles em
pouco tempo.

Para os arranjos funerários, eles encontraram um terreno em


Piston County, e todos pagaram para se certificar de que ela poderia ter
um bom enterro. Roxy tinha certeza de fazer seus próprios arranjos e os
havia dado a Lucius.

Ela não queria ninguém além da equipe do Chaos Bleeds lá.

De pé junto ao túmulo no frio, Sinner segurou Lola enquanto sua


mulher chorava. Lexie também estava lá. Ela recusou ser deixada na
cama quando uma mulher que ela não conhecia, mas ouviu coisas
maravilhosas sobre, foi colocada para descansar.

Lucius, este não chorou. Ele ficou junto ao túmulo de Roxy com
uma única rosa branca. Ele parecia tão frio como uma pedra.

Todos estavam aqui, a equipe do Caos Bleeds e vários do Clube


Nômade, incluindo Rock e Crow. Ver Crow foi um choque. Ele parecia
vicioso, mortal, assustador.

— Você gostaria de dizer algumas palavras? — perguntou o padre.

Lucius olhou para a lápide e assentiu.

Sinner ficou tenso, esperando. A raiva dentro dos olhos de Lucius


não podia ser escondida. Ele estava lívido, e agora era um homem
perigoso.

— Roxy era... ela era uma fogueira. — Ele riu. — Onde quer que
ela fosse, ela iluminaria um quarto, independentemente do que fosse.
Ela ficou doente há muito tempo e passou a maior parte de sua vida

~162 ~
entrando e saindo de hospitais. Tudo o que ela sempre quis fazer foi
trazer felicidade a este mundo, para que todos saibam que é melhor
amar do que odiar. — Lucius parou e fez uma pausa.

Lola agarrou a mão de Sinner, segurando-o.

— Quando olho em volta agora, eu sei que ela tocou todos e cada
um de vocês. Muito obrigado pelo seu apoio nas últimas duas semanas.
Obrigado por estarem lá. Roxy adoraria ter visto este resultado. Ela
sempre disse que iria ver mais pessoas na morte do que em vida.

Eles sorriram.

— Te amo, garota Roxy, te amo, e eu vou sentir sua falta. —


Lucius colocou a rosa em seu caixão e recuou. Lola soltou Sinner, e
acrescentou a dela. Todos do Chaos Bleeds colocaram uma rosa sobre a
de Lucius.

Todos ficaram para prestar seus respeitos, e quando acabou,


Sinner observou como Lucius foi o primeiro a sair. Ele subiu na moto, e
se conduziu na direção da casa do clube.

— Estamos tendo um pequeno encontro. — disse Devil, vindo em


direção a eles. — Você está livre para ir ao clube?

Sinner assentiu.

— Nós vamos? — perguntou Lola.

— Eu acho que é melhor. Quero manter um olho em Lucius.

— Você acha que ele vai causar problemas?

— Eu acho que agora ele está sofrendo, e Lucius poderia fazer


qualquer coisa.

Lola dirigiu em seu carro.

Eles estavam determinados a mudarem uma vez que a vida


voltasse a alguma aparência de normalidade. Ambos estavam vivendo
com Devil e Lexie, e sentiam estar sob o teto da mãe e do pai. Ele não se
importou tanto, mas acordar para encontrar a bunda feia de Devil no
banheiro não era uma visão bonita. O quarto que eles estavam
compartilhando não tinha um banheiro, e quando ele perguntou a Devil
sobre isso, ele foi informado de que Devil não estava prestes a
desperdiçar dinheiro em banheiros que raramente seriam usados.

~163 ~
Ao entrar na casa do clube, viu que vários casais haviam
chegado.

— Eu não acho que Lexie deveria estar aqui. — disse Lola.

— Devil se certificou de que Jessica permaneceria com ela. — Eles


entraram na casa do clube, e ele encontrou Lucius no bar. Nenhum
deles estava usando suas jaquetas de couro. Eles decidiram ir ao
funeral de Roxy no estilo formal, e mesmo Lucius estava vestindo um
terno.

Sinner observou enquanto Lucius derrubava três whiskies em


questão de minutos. Nada estava acontecendo, então ele se sentou com
Paris, Spider, Death e Brianna.

— Tudo bem querida. — disse Death, acariciando o cabelo de


Brianna.

— Se está certo, por que você continua olhando para ele? — ela
perguntou.

— Estou apenas me certificando de que tudo está bem.

Death e Spider acenaram com a cabeça para ele. Todos


conheciam a reputação de Lucius. Ele poderia estar bem um momento e
atacar no próximo. Ele não se importou. A maioria das vezes em que
Lucius perdeu a paciência foi com gente que merecia isso. Na casa do
clube Chaos Bleeds, eles tinham suas mulheres, e agora, todos os
irmãos sentiram a dor de Lucius, sua raiva e sua dor.

— Se alguma coisa acontecer, eu quero que você vá, ok? — disse


Spider.

— Isso está me assustando. — disse Paris. — Vocês não vão lutar


entre si. Estamos lembrando Roxy aqui.

— Eu sei, mas você não entendeu. Isso pode tornar-se feio rápido.

****

Lucius sabia que eles estavam preocupados. Todos os irmãos o


observavam, esperando que ele encaixasse. Ele estava bem com isso.
Eles não o conheciam na verdade. A única mulher que o conheceu

~164 ~
estava morta, a sete palmos da terra, e não havia nada que pudesse
fazer sobre isso.

Roxy tinha ido embora, e nenhum deles sabia mesmo sobre ela na
verdade.

As lágrimas não caíram. Ele não queria se sentar e se revoltar. Ele


queria machucar alguém ou algo assim.

Pegando o copo de scotch, ele engoliu em um só gole. Ele nem


conseguiu queimar. No momento, ele só queria o esquecimento, e ele
queria dor. Eram as duas emoções com as quais ele poderia lidar. Todo
o resto poderia desaparecer enquanto ele tivesse isso.

— Ei. — Natalie disse. Ela era a garota que lhe deu a sopa há
uma semana. Ela sorriu para ele, mas não alcançou seus olhos. Ela
também estava sofrendo. Em todo lugar, parecia que as pessoas
estavam sofrendo. Era assim que Roxy era: boa.

Ela se doava.

— Roxy queria que eu desse isto para você. Ela me disse para
esperar até depois do seu funeral. — Ela lhe entregou um livro. Era um
pequeno livro encadernado de couro. Ele havia visto Roxy trabalhando
nisso há anos, e tinha estado rabiscando nos últimos dois meses.

— Obrigado.

— Sinto muito por sua perda. Eu sei que a conhecemos há pouco


tempo, mas você a conheceu por mais tempo. — Ela cruzou os braços.

Pelo canto do olho, viu Butler e Slash se aproximarem um pouco


mais. Eles estavam preocupados com Natalie, e ambos a queriam. Ele a
encarou, e ele sabia exatamente como conseguir o que queria.

Alcançando-a, ele acariciou um dedo por sua bochecha, e depois


agarrando os braços, ele a puxou para perto. — Eu me pergunto como
eles vão lidar com isso.

Antes que alguém pudesse detê-lo, ele bateu os lábios nos de


Natalie. Ela não lutou contra ele para começar, e ficou satisfeito com
isso. Ele era muita coisa, mas um estuprador não era uma delas. No
momento em que Natalie começou a lutar, ele a soltou. Ela ficou
chocada e envergonhada. Em segundos, Butler estava lá, o agarrando.

Girando, Lucius deu seu primeiro golpe em Butler, e foi aí que a


luta realmente começou. Era o que ele precisava, o que desejava. A

~165 ~
violência foi o que aconteceu. Ele não poderia viver sem ela, e não
queria.

Golpes após golpe Slash e Butler vieram até ele. Em seguida,


Death estava lá, e Rock o agarrou com Crow, e eles tentaram detê-lo.

— Você precisa parar.

Ele balançou sua cabeça. Roxy foi embora. Ele sabia o que ele
precisava, e não deveria ser forçado de lado.

Agarrando os dois homens, ele os colidiu. Lucius era conhecido


por nunca ter recuado, e por sempre terminar o que ele começou.

Havia apenas um homem que ele nunca enfrentou, e agora, Devil


estava na frente dele. As mulheres tinham deixado a casa do clube, e
havia várias mesas quebradas no chão.

— Você acha que este é o caminho? — perguntou Devil.

— Você tem um problema comigo Devil?

— Não, não tenho um problema com você Lucius. — Devil tirou a


jaqueta e enrolou as mangas. — Nós dois sabemos o que você quer. Por
que você não pediu isso? Roxy se foi. Ela nunca mais voltará. Você acha
que ela vai querer isso?

Era o que ele precisava. Indo para Devil, ele pousou um golpe ao
seu lado, mas Devil já tinha balançado, pousando três golpes em
sucessão na cabeça de Lucius. Quando isso não ajudou, Lucius agarrou
Devil em torno da cintura, indo levantá-lo. Devil levou o joelho para
cima, pegando as bolas de Lucius.

Cada golpe de dor fazia bem para ele. Era o que ele queria, o que
ele precisava e o que ele revelou.

A dor.

Isso iria detê-lo de ferir, de sentir essa dor que não iria embora,
nem morreria.

Devil agarrou sua cabeça e bateu contra o lado da parede.

Lucius caiu atordoado.

— Eu entendo. — disse Devil. — Você está sofrendo, e você queria


que alguém ajudasse a lidar com essa dor. Nada vai ajudar, e eu me
recuso a vencer a merda todos os dias até que você possa lidar com
isso. Desculpe-me por Roxy, eu realmente sinto muito, mas não pode
~166 ~
atirar essa merda no meu clube. Não vou deixar você fazer isso. — Devil
se ajoelhou. — O clube está aqui para você irmão. Cada um de nós está
aqui para você. Eu sei que você está sofrendo agora. E desculpe-me por
isso.

Lucius olhou para o teto, e ele odiava esse sentimento. — Eu


tenho que ir.

— Você não precisa sair. Há um quarto para você aqui sempre


que precisar.

Ele balançou a cabeça e se levantou. — Não. Eu tenho que ir. —


Lucius pegou o livro encadernado de couro e saiu do clube. Havia vários
homens e mulheres, a quem ele ignorava. Subindo na moto, ele saiu da
casa do clube sem olhar para trás. Seu tempo em Piston County
acabou, e não havia nenhuma maneira no inferno que ele voltasse.

****

— Estou bem. — disse Devil.

— Ele bateu em você. — disse Lexie. — Eu deveria chutar sua


bunda.

— Ele era muito grande para você, mãe. — disse Simon. — Você
não poderia chutar nada. — Simon continuou olhando em seu cereal
quando Lexie cutucou sua cabeça. Não doeu nada, mas foi bom ter sua
mulher em seus braços. — Posso comprar um presente para Tabby?

— Para quê? — perguntou Devil. Ele tentou não estremecer


quando usou uma loção antibacteriana no corte. Lucius era um maldito
filho da puta. Sempre que eles estavam na estrada e Lucius entrou em
um desses modos, Devil tinha sido o único a acalmá-lo, simplesmente
porque ele o fez ficar para baixo.

— Para o Natal. Ela gosta de escrever. Ela mantém essas revistas


e outras coisas. Posso obter uma coisa assim?

Lexie sorriu para ele. Ele revirou os olhos.

— Por que você não consegue uma boneca ou algo assim?

— Pai, esta é Tabby. Nem todo mundo quer uma boneca.

~167 ~
— É Tabby papai. — disse Lexie. — Ela é especial, e ela escreve
tudo.

— Mamãe, isso não é justo. — disse Simon.

Lexie riu. — Só estou brincando filho. — Ela beijou a cabeça de


Simon e foi até o fogão. Devil estava de pé e a pegou. — Pare com isso,
eu peso uma tonelada.

— Você é leve como uma pena, querida. Venha, hora de colocá-la


na cama. Você teve muita emoção por um dia. — Ele a levou para o
andar de cima, passando pelo quarto de Lola e Sinner quando eles
fizeram. Devil fez uma pausa quando ouviu o som de gemidos femininos
e Lexie riu. — É por isso que não queria que eles compartilhassem um
quarto.

— Venha, eles estão juntos novamente, e isso é bom.

— Eu não me importo. Você ouviu Simon.

— Ele não está prestes a começar a dormir com Tabitha. Ele é um


garoto que deseja obter um diário, não uma lingerie cara. Eu começaria
a me preocupar quando ele pedir para não usar cueca. — ela disse,
beijando seu pescoço. — Você precisa aprender a relaxar um pouco.

— Não posso ajudá-la. Tudo o que temo é que eu vou ter um


monte de pequenos Simons e Tabithas correndo pela casa.

— Então?

— Sou jovem demais para ser avô.

— É melhor você se acostumar com isso. Eles vão nos fazer avós
antes que perceba. — Ela pressionou seus lábios contra os dele,
silenciando qualquer outro protesto.

Devil se asseguraria de que, no momento em que Simon estivesse


perto de pensar sobre sexo, ele conversaria sobre pássaros e abelhas.

~168 ~
Quinze
— Você não precisa fingir ser outra pessoa. — disse Lola. — Estou
feliz com você indo com sua jaqueta.

— Estou quase terminando. — disse Natalie.

Sinner olhou para ver Natalie terminar com seu remendo. Ela
havia removido o — Clube Nômade — e agora estava terminando com o
remendo de Piston County que Devil tinha incluído na jaqueta.

— Eu não quero envergonhar você. — disse ele. — Este é um


grande negócio.

—Nós vamos ver meus pais, que já sabem que você faz parte de
um clube de motoqueiros. Não é uma conspiração. — disse ela.

Devil estava no fogão, fritando alguns ovos e bacon enquanto as


crianças estavam na frente da televisão. — Vocês estarão de volta para
o jantar? — perguntou ele.

— Não. — disse Lola. — Eu fiz para vocês algum frango no molho.


Está na geladeira, e eu lhe dei instruções sobre como aquecer. Você vai
ficar bem.

— E as crianças?

— Não é picante, e há uma jarra de molho quente se você precisar


adicionar um pouco mais. — Lola terminou de lavar a louça.

— Você vai ficar para o jantar? — Perguntou Devil, olhando para


Natalie.

— Não. Só estou aqui para deixar Lexie olhar alguns esboços, e


também estou fazendo isso por ele. — Ela apontou para Sinner.

— Você não pode costurar? — perguntou Devil.

— Eu posso.

~169 ~
Natalie bufou.

— Não muito bem.

— Butler providenciou para que seu apartamento fosse limpo. —


Devil entregou de volta as chaves. — Quando você estiver pronto para
entrar, você pode.

— E sobre uma babá? — perguntou Lola. — Nós estávamos


ajudando você.

— Eu sou a nova babá. — disse Natalie. — Eu vou pegar seu


quarto antigo. Espero que esteja bem.

— Você está nos expulsando? — Sinner perguntou.

— Eu estou educadamente pedindo que você vá embora, e


agradeço toda a ajuda. Eu sei que Natalie não terá negócios engraçados
no seu quarto, e com Simon, digamos que quero menos influência.

— Sério? Você e Lexie estavam constantemente nisso.

— E esta é a minha casa. Eu sei o que eu quero, e vocês dois irão


entender. — Devil deu uma piscadela. — Aproveite sua estadia com
seus pais. — Ele saiu para entregar a Lexie seu café da manhã.

— Como você não me disse? — perguntou Lola, olhando para


Natalie.

— Eu pensei que você ficaria bem. Você não precisa diminuir a


sua voz, e você estava dizendo no outro dia na loja o quão difícil é não
gritar e implorar por mais.

O rosto de Lola ficou vermelho beterraba. Sinner riu e Natalie


continuou trabalhando.

— O que está acontecendo com você, Butler e Slash? — ele


perguntou.

— Nada. Não sei por que as pessoas têm tanto medo dos
motoqueiros. Vocês apenas são um bando de fofoqueiros. Não é
engraçado. Você está sempre no negócio de todos.

— Tenho certeza de que você está realmente encantado por nós.


— disse ele.

Ela revirou os olhos. — Totalmente. Pronto, tudo feito. — Ela


segurou sua jaqueta para ele. — Na próxima vez, não tente fazer isso
sozinho. Você pode arruinar o couro se você não tiver cuidado.
~170 ~
Ele pegou a jaqueta dela, agradecendo-lhe.

Lola pegou sua mochila, e juntos eles se afastaram. Ele foi até o
carro e Lola ficou junto à moto. Ela usava um jeans e uma camisa. Para
ele, ela parecia sexy, pois ele conseguiu ver a forma arredondada da sua
bunda suculenta.

— Nós não vamos no seu carro? — ele perguntou.

— Não. Pensei que poderíamos ir de moto à casa dos meus pais.


Poderia ser divertido. — Isso explicaria por que sua bolsa era de fato
uma mochila, que ela colocou nos ombros, a apertando.

Ela estendeu as chaves para ele pegar. — Leve-me para um


passeio, menino mal.

Ele riu. Em sua moto, ele esperou que ela subisse depois dele, e
então lhe deu o capacete.

— Não. Vamos lá.

— Você não queria subir na minha moto antes. Eu sou um


grande crente em segurança primeiro.

— Você é uma dor na bunda. — ela disse, tirando o capacete dele


e colocando-a em sua cabeça. — Eu odeio isso.

— Segurança primeiro.

Quando ela teve os braços enrolados em volta dele, ele se afastou


da casa de Devil para a estrada principal. Ela o segurou firmemente
enquanto manobrava as estradas, ele estava tão cheio de orgulho.
Finalmente, Lola estava na parte traseira de sua moto, e ele estava tão
feliz. Nada tiraria esse momento.

Ele estava nervoso em conhecer seus pais, mas ele faria qualquer
coisa por sua mulher.

O passeio demorou algumas horas e, apesar de frio, Lola não


reclamou. No momento em que eles pararam fora de sua casa de
infância, Sinner sentiu a garota que tinha sido tomada por Andrew. Lola
tinha uma família amorosa, e tinha pais que a amavam, a vida que
significava que nada de ruim jamais aconteceria e ainda assim,
aconteceu. Ela não conseguiu se afastar do que aconteceu.

Lola saiu da moto e entregou a ele o capacete. Ela sacudiu os


cabelos, gemendo. — Aquilo é como a morte. — Ela apertou suas mãos

~171 ~
em seu rosto, e esmagou. — Eu sinto que meu rosto parece assim. —
Ela moveu seus lábios parecendo um peixe, e ele riu.

— Você é uma verdadeira palhaça.

Ele saiu da moto, e Lola pegou sua mão. Eles se viraram para sua
casa, assim que a porta da frente se abriu.

Uma mulher que estava no final dos cinquenta anos estava na


entrada. Ela parecia um pouco como Lola, e atrás dela havia um grande
homem.

— É isso. — disse Lola.

Ela segurou sua mão, e juntos eles entraram em sua casa. Ele viu
seu pai o avaliando, olhando, e parecia que queria matá-lo. Sinner
costumava ser considerado inimigo, então ele fazia o melhor para sorrir
e fazer sua parte.

Eles foram levados para dentro, e Sinner esperou enquanto a


abraçavam.

— Mãe, papai, eu gostaria que vocês conhecessem Sinner. Ele é


meu noivo.

— Eu não vejo um anel em seu dedo. — disse seu pai.

— Eu sei. Ainda não chegamos a conseguir um anel. Não me


importo.

Sinner sacudiu a mão de seu pai. O velho apertou, e Sinner não


piscou os olhos, apertando-o de volta.

— Por que vocês não vão conversar e eu levo Lola para me ajudar
a preparar as bebidas?

— Parece fantástico.

Eles entraram em uma sala de estar, e Sinner viu que havia


muitas fotos de Lola crescendo. No canto, perto da televisão, ele viu
uma ao lado de um computador que tinha uma fita enrolada em torno
dele.

— Então, você é o responsável por manter Lola longe de nós? —


perguntou seu pai.

Sinner sorriu. — Não. Nós dois sabemos que foi a decisão de Lola,
não minha.

~172 ~
— Você poderia ter incentivado ela a voltar para casa.

Sinner sentou-se na cadeira em frente ao pai. — Você quer me


culpar por alguma merda, eu não tinha controle, tudo bem. Eu
realmente não me importo. Você não gosta de mim, novamente eu
poderia me importar menos. Estou aqui porque Lola me pediu para
estar aqui, sem outro motivo. Você me pegou. Eu amo sua filha, e se
você pensar por um segundo que você vai me afastar, porque você não
acha que sou bom o suficiente, você está errado. — Sinner não estava
prestes a ser empurrado.

— Eu quero minha pequena menina.

— E ela está bem aqui. E você deve saber, você e sua esposa a
afastaram. Ela não podia lidar com a forma como a tratavam. Depois de
tudo o que aconteceu, ela achou impossível lidar com vocês. Você
sempre olhou para ela como uma vítima, como se estivesse com medo
de sair dos trilhos.

— Você acha que fez melhor? — perguntou ele.

Sinner balançou a cabeça. — Não. Eu estraguei isso também.


Demos uma pausa recentemente. Nós dois tivemos algum tempo de
distância. Lola queria isso, não entendi, mas fiz isso por ela. Ela
precisava, e tudo o que aconteceu foi devido a Lola. Sua filha é uma
mulher forte. Ela não vai quebrar. Você deve dar-lhe uma chance aqui.
— Ele não a deixaria chateada.

— Você realmente ama minha filha?

— Mais do que qualquer coisa no mundo. Eu faria qualquer coisa


por ela, e eu faço. Você acha que foi fácil para eu deixá-la ir? Não foi.
Todo dia de merda foi uma briga para não ir atrás dela. Deixá-la ir, foi a
coisa mais difícil que eu já fiz e acredite em mim quando digo que eu
tenho feito muito em meu tempo. Nenhuma vez me senti testado do
jeito que fiz com Lola. Eu a amo mais do que qualquer coisa. Não há um
homem lá fora que me substitua. Eu morreria por ela. — Afastando-se
quando ele foi vê-la, voltando com o Clube Nômade, ele tinha feito isso
para que não fosse buscar Lola e forçá-la a voltar. A tentação sempre
esteve lá, mas ele conheceu profundamente em sua alma que ela tinha
que estar longe dele. Ela teve que crescer e, deixando-a ir, eles
encontraram o caminho de volta juntos.

— Vocês ainda estão vivos? — perguntou Lola.

— Estamos bem querida. Você pode entrar.

~173 ~
Sinner sorriu quando entrou na sala, carregando uma bandeja de
bebidas. Ela parecia tão nervosa e estava decidida a não estragar isso
por ela. Ela entregou as bebidas e sentou-se no braço da cadeira ao
lado dele. Quando ela procurou por sua mão, ele a pegou, prendendo os
dedos.

— Você está grávida? — perguntou seu pai.

— Papai!

— Ainda não senhor, mas um dia, espero que tenhamos boas


notícias assim.

****

Mais tarde naquela noite, de volta à casa de Lexie e Devil, Lola


colocou a última das caixas no chão. Eles só tinham alguns itens no
quarto de hospedes. Ela enfiou alguns fios de cabelo atrás da orelha e
olhou ao redor da pequena sala.

— Sobre o que você está pensando? — perguntou Sinner,


entrando na sala. Ele tinha uma toalha em volta de sua cintura.
Sentou-se na cama e olhou para ela.

— Eu não sei. Eu acho que estamos começando um novo capítulo


de nossa vida juntos, você sabe? É meio assustador.

— Você está com medo?

— Não. Estou animada. Eu não sei o que o futuro reserva, mas é


algo que aguardo. — Ela pegou sua mão. — Ouvi o que você disse ao
meu pai.

— Eu quis dizer todas as palavras.

— Você realmente queria ir me buscar? — perguntou ela.

— Sim, eu queria. Todos os dias eu queria ir até você e arrastá-la


de volta para casa.

— O que te impediu? — Ela olhou nos olhos dele, sabendo que se


ele tivesse vindo para ela, ela teria ido de bom grado. Ela estaria onde
estava agora? Provavelmente não. Ela ainda teria ficado presa no
mesmo pesadelo que não teria conseguido escapar.

~174 ~
— Eu percebi que, eu chegar e obrigar você a voltar, não era
assim que queria que nós estivéssemos Lola. Eu queria que
estivéssemos juntos como Lexie e Devil, Ripper e Judi, até Dick e
Martha. Eu queria que estivéssemos juntos porque era o que todos
queríamos mais do que qualquer coisa. Te amei o suficiente para te
deixar ir. — Ele pressionou um beijo na cabeça e ela sorriu.

— Você sempre foi tão bom para mim. Muito bom. — Ela apertou
sua mão, não querendo deixá-lo ir.

— Nós dois fizemos o que precisávamos fazer.

Ela pensou em seu remendo do Clube Nômade, que então a fez


pensar em Lucius. — Você já ouviu falar de Lucius?

Sinner balançou a cabeça. — Rock o seguiu. Se ele tiver


problemas, o clube tem olhos nele, mas agora mesmo ele está
trabalhando com sua dor.

— Ele trabalha com sua dor? — perguntou ela.

— Ele sempre faz. Agressão, raiva, é como Lucius sempre foi


conhecido. Não faz sentido o que Roxy viu nele.

— O que você achou que aconteceu na noite passada? —


perguntou ela.

— Eu não sei. Roxy estava desaparecendo rapidamente, e o


remédio não estava fazendo nada para ajudar a dor.

— O que está acontecendo na sua cabeça? — Ela poderia dizer


quando havia mais que ele queria dizer. Sinner a puxou para o colo.

— Roxy e Lucius tinham uma estranha amizade. Ambos se


preocupavam um com o outro, e se amaram, a seus próprios modos.

— Nós dois sabemos disso.

— Sim. Acho que Lucius tirou a dor de Roxy, por isso ele estava
tão bravo. Ele estava zangado por ceder.

— Ele a matou?

Ele balançou sua cabeça. — Não. Ele tirou a dor dela. Pense nisso
querida. Ela estava sofrendo.

Lágrimas encheram os olhos de Lola. Ela sentiu tanta tristeza por


Roxy e Lucius.

~175 ~
— Ele precisava fazer o que precisava fazer. Ele é um homem
mais forte do que eu.

— Por quê?

— Eu não poderia viver sem você amor. Não queria. — Ele


apertou um beijo em seus lábios, e ele a moveu para a cama para que
ela estivesse deitada em suas costas.

Ela ofegou enquanto pressionava um beijo no peito. A camisa que


ela usava não fez nada para cobrir o fato de que ela não estava usando
um sutiã. Através do tecido de sua camisa, ele sugou seu mamilo,
fazendo-a gemer e se aproximar dele.

— Você é tão bonita. — disse ele.

De repente, ele se afastou, e ela observou, um pouco irritada que


ele parou, quando ele pegou alguma coisa. Segundos depois, ela viu o
que era. Um anel de ouro. — Eu saí e comprei um anel. Eu não sabia
qual o melhor momento para dar a você.

— E agora mesmo quando você está prestes a me foder, você


pensou que era o melhor momento?

— Eu realmente adoro sua boca sexy. — Ele pegou o lábio


inferior, mordendo. Puxando para cima, ele segurou sua mão, e deslizou
o anel em seu dedo. Encaixava perfeitamente.

— Vamos ter que começar a fazer os preparativos agora. — disse


ela. — Você acha que devemos esperar até depois de Lexie dar à luz?
Ela adora ajudar com esse tipo de coisas.

— Eu acho que é o mínimo que podemos fazer.

Ele se abaixou e reclamou seus lábios. Agarrando as mãos, ele as


pressionou na cama. Seu pau estava duro, pressionando contra o
estômago.

Lola se abriu para ele, e ele a levou, fazendo amor com ela de
todas as maneiras que podia, e sabia que seria um futuro para se
lembrar. Este homem era, de fato, sua alma gêmea, o amor de sua vida.

****

~176 ~
Butler bebeu sua doce bebida de fruta e tentou ignorar o homem
do outro lado da sala, jogando sinuca. Ele não havia falado com Slash
em semanas, desde que Natalie tinha falado praticamente não.

— Você vai ter que conversar com ele. — Martha disse, sentando-
se ao lado dele. Dick estava ao lado de sua mulher, dando-lhe um olhar
mortal, e deixando-o saber se ele lhe dissesse alguma merda
desagradável, eles estariam lutando contra isso.

— Não estou falando com ele.

— Você está sendo criança. — disse Martha.

— Eu não culpo Natalie por virar os dois para baixo. Eles estão
sendo idiotas. — disse Dick.

— Foda-se! — disse Butler.

— Então, fale com Slash e pare de ser uma puta.

Martha bateu no peito de Dick. — Lembre-se, não estamos


julgando.

— Não vou julgá-los. Estou apenas afirmando um fato. Eles estão


sendo idiotas por causa dessa mulher. Não é de admirar que ela tenha
decidido ser a babá de Devil. Ela sabe que vocês dois não a seguirão.

Butler olhou para Dick, pegou a bebida e abriu caminho para a


mesa de bilhar.

— Você está bem? — ele perguntou, olhando para Slash.

— Estou bem cara. Você me conhece.

— Você parece chateado. — disse Butler.

— Por que diabos você está aqui? — Slash parou de jogar,


jogando o taco na mesa.

— Para ser sincero, falar com você foi mais fácil que ter que estar
perto de Dick. Ele pode ter uma mulher, mas é preciso muita da minha
poderosa energia para estar com ele.

Slash olhou por cima do ombro.

— Eu não quero que nós briguemos. — disse Butler. — Somos


irmãos do clube. Precisamos ter um ao outro de volta. É assim que
funciona.

~177 ~
— Eu não vou desistir. — disse Slash. — Eu quero Natalie, e ela
vai ser minha. Eu não dou uma merda quanto eu tenho que trabalhar.
Ela é minha.

Butler assentiu. — Eu pensei tanto. Só para que você saiba, eu


também não estou recuando. Natalie, ela é uma mulher linda, mas não
vou culpá-la. Nós dois lutamos por ela igualmente. — Ele estendeu sua
mão esperando que Slash apertasse.

Slash não apertou sobre ele. — Eu não aperto a mão de um


homem com o qual estou prestes a lutar.

Ele sorriu.

Não importa o que, eles seriam irmãos do clube.

— Tudo bem, faça suas apostas agora. Quem ganhará entre Slash
e Butler? Quem Natalie irá escolher? — Dick disse, gritando, e
colocando apostas. Ele realmente era um pau.

~178 ~
Epílogo
Um ano depois

Os Skulls chegaram a Piston County para o Natal, e a casa cheia


era um caos completo. Simon conseguiu dar a Tabitha o diário que ele
havia escolhido para ela, e Chaos Bleeds conseguiu passar algum
tempo sem a ameaça de violência sobre suas cabeças.

Sinner e Lola foram fiéis à sua palavra. Eles esperaram para se


casar até Lexie ter dado à luz a pequena Amélia. Martha também deu à
luz um filho saudável, Noah. Uma vez que Lexie voltou à saúde
completa, Lola realmente soube o que era ser organizada. Lexie trouxe a
ordem para o Chaos Bleed, e ela estava na posição perfeita de ser a old
lady de Devil.

Havia o vestido de casamento que Natalie desenhou, e depois,


claro, havia fornecedores, e ela pediu a Angel para cozinhar para eles.
Claro, Lola se casou em uma igreja, e tudo simplesmente aconteceu.

Olhando para fora através do oceano, Lola acolheu o pôr do sol e


o frescor do oceano.

Sinner ficou atrás dela, envolvendo os braços em volta de sua


barriga um pouco inchada.

— O que você está pensando, mulher?

Ela deu uma risadinha. — Estou pensando que eu nunca estive


mais feliz. — Eles estavam em lua de mel. Alex, do The Skulls possuía
uma ilha. Ela nem queria pensar quem ele teve que matar para
conseguir sua própria ilha, mas ela estava olhando para ela. — É tão
bonito.

— Nada será tão belo como você.

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— Você sabe como dizer as coisas certas.

Ele pressionou um beijo no pescoço dela. — Não posso ajudá-la.


Quando estou com você, tudo parece tão natural.

Ela fechou os olhos e se deliciava em seu amor.

Eles passaram por tanta coisa juntos. Sua relação não foi uma
coisa fácil. Cada obstáculo que eles lutaram juntos e separados os levou
a este momento. Ela estava grávida, esperando seu primeiro filho. Ela o
amava mais que tudo no mundo. Agora, ela achou que poderia lhe dar
tudo o que ele merecia.

Não havia nada segurando ela de volta. Ela era livre para amar,
crescer e desfrutar de um futuro com ele.

Inclinando a cabeça para o lado, ela sorriu para ele. — Obrigada


por nunca desistir de mim.

Ele pressionou seus lábios contra os dela, e ela derreteu.

— Eu nunca vou deixá-la. Você é minha Lola, para sempre. — Ele


a abraçou forte, e juntos eles assistiram o sol se pondo.

Sua vida ia ser perfeita, ela simplesmente soube.

~180 ~

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