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Faculdade Presbiteriana

Aluna Maria Odila

CAPELANIA HOSPITALAR
INTRODUÇÃO

Ao visitarmos um enfermo no hospital, estamos visitando o próprio Senhor


Jesus, que disse: "... Estive enfermo e, me visitastes;... sempre que o fizestes a um
destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes"

O sofrimento, a dor, a enfermidade e o momento de crise destes


pequeninos irmãos, justificam a presença do cuidado pastoral no campo da saúde e
solicita como um facho de luz. Como amigo e irmão nas mesmas estradas da vida,
como companheiro do momento da dúvida e da necessidade, como Cristo, que na
estrada de Emaús, enquanto os discípulos “conversavam sobre aquilo que havia
acontecido... juntou-se a eles e pôs-se a acompanhá-los”. Visitar é, portanto, o ato
de juntar-se a uma pessoa em crise com o objetivo de fortalecê-la, consolá-la e
acompanhá-la no momento difícil.

Encontramos exemplo de "visitação" já no Jardim do Éden, quando Deus


passeava e visitava a Adão e Eva. Assim sendo, "visitar" foi uma ação que começou
com nosso Deus, o qual também visitou a Israel varias vezes de forma direta: Abrão,
Sara, Moisés, Josué, Gideão, Samuel, Isaías, Jeremias.

A visita divina ao seu povo se tornou completa com a vinda de Jesus


Cristo na plenitude do tempo. No Evangelho de Mateus lemos: “Eis que a virgem
conceberá, e dará á luz um filho, e chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, que
traduzido é: Deus é Conosco“. No Evangelho de João temos o relato da visita
quando “o verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e
vimos a sua glória, como a glória do unigênito filho de Deus.”. Este Verbo divino nos
disse que não veio para os sãos, mas para os doentes e ainda nos diz “eu irei e lhe
darei saúde”. Então, a visita de Deus através de Jesus Cristo é fundamental para
toda a humanidade porque através dela temos a saúde eterna.

O Senhor Jesus também treinou seus discípulos para que visitassem e


deu seu exemplo quando foi à casa de Zaqueu, quando visitou com Tiago a casa de
Pedro. E logo, saindo da sinagoga, foram à casa de Simão e de André com Tiago e
João. E a sogra de Simão estava deitada com febre; e logo lhe falaram Dela. Então,
chegando-se a ela, tomou-a pela mão, e levantou-a; e imediatamente a febre a
deixou, e servi-os.” e mesmo quando visitou a casa do principal da sinagoga.
Convém também lembrarmos que o primeiro milagre foi numa casa, quando o
Mestre transformou a água em vinho.

Por todas estas evidências percebemos que Jesus dava enorme


importância à visitação dos enfermos, fato provado quando ele disse: “estava
enfermo e me visitaste...”. Este ato cristão de "visitar" também era percebido na
Igreja Primitiva, Paulo foi convidado a ir a casa de Lídia, Paulo e Silas foram a casa
do carcereiro, Pedro foi visitar a casa do centurião Cornélio por ordem divina.

Precisamos como Igreja do Senhor, levar uma palavra de paz para as


pessoas que vivem enfermas, sobrecarregadas e oprimidas. Precisamos anunciar o
amor e o zelo de Deus pelas suas vidas. Imitando a Jesus Cristo que sempre ouvia
o clamor dos enfermos.

O amor que moveu Jesus a morrer por nós, será o principal elemento a
mover-nos neste ministério de apoio e consolação aos enfermos.

Portanto, visitar e confortar são:

Empatizar com os que sofrem,


Levar uma palavra de esperança aos desesperados,
Dizer que vale a pena viver apesar das dificuldades existentes na vida.
Amar a Deus e ao próximo.
Levar alguém a ter alegria de aceitar o que é e, se conformar, com o que tem.
Fazer uma vida feliz e ser feliz também.
Compartilhar o amor, a paz e realização que Deus nos dá.
Excluir da nossa vida as palavras: Derrota e Desesperança.
Levar aos pés de Cristo, toda causa dos oprimidos, amargurados, desesperançosos.
Compartilhar com alguém, que o sofrimento, as dificuldades da vida é um meio pelo
qual crescemos em direção Deus, do próximo, e de nós mesmos.
Ninguém é poupado da doença. E a saúde tampouco é a única razão da
felicidade. Uma pessoa que aprendeu a conviver com a sua enfermidade, pode ser
uma pessoa muito feliz e uma fonte de alegria para aqueles que cruzam o seu
caminho. Na Bíblia, a doença faz parte da vida. Ela sinaliza para os nossos limites,
para a nossa transitoriedade, para a nossa natureza humana.

A importância do Ministério da Visitação Hospitalar está ligada


diretamente ao número de pessoas que passa pelos hospitais em todo o mundo,
que é bem maior que pelas igrejas. No hospital, a mente e o coração estão
geralmente abertos a mensagem do evangelho. Quando o Senhor Jesus aqui viveu
o seu ministério era total (corpo, alma e espírito) não podemos deixar de seguir seus
passos. Hoje, a ciência médica reconhecer que a paz espiritual do paciente, pode
contribuir muito para sua recuperação física.

Raramente o visitador achará as pessoas tão despida de máscaras e


vaidade quanto numa enfermidade. Através de conversas, encorajamento e oração,
o servo de Deus se torna um agente do poder curativo na crise de enfermidade.

O sofrimento físico nos leva a reconhecer que cada um de nós vai


encontrar-se com a própria morte. Pessoas enfermas e com sofrimento físico
começam a levantar uma série de perguntas: Por que isto está acontecendo
comigo? Por que está acontecendo agora? O que fiz para merecer isto? Vou ficar
bom? Onde está Deus nesta situação? Será que alguém vai cuidar de mim? Uma
enfermidade pode ser acompanhada por dúvidas; emoções de zanga, solidão,
desespero, confusão, ira, culpa; e magoas. Com esta realidade o visitador cristão, o
apoio da comunidade de fé, e a ajuda prática em circunstâncias de enfermidade são
desafios para os membros da igreja de Cristo.
DEFINIÇÃO DA CAPELANIA HOSPITALAR

É uma prestação de serviço religioso com vinculo ou voluntário


ministrado aos enfermos em hospitais da rede pública ou privado, também garantido
por lei federal e leis estaduais. Importante destacar que, embora a entrada de
ministro religioso seja facultada por lei, este tipo de serviço não deverá trazer
nenhum tipo de prejuízo aos enfermos no seu leito de internação coletiva. A equipe
médica determinará sobre a possibilidade de um paciente, dadas as circunstâncias,
estar apto ou não a receber a assistência religiosa.
A capelania hospitalar desdobra-se no atendimento a vários tipos de
enfermos: soropositivos, cancerosos, infantes, pacientes terminais, pacientes graves
e etc. Para cada tipo de paciente requer-se um preparo e sensibilidade do capelão.
É sempre uma linguagem diferenciada e apropriada .

2 CAPELANIA NO BRASIL

No Brasil o oficio de capelania começou na área militar em 1858 com


o nome de Repartição Eclesiástica, evidentemente com a igreja Católica. Em 1899
foi abolido. Durante a Segunda Grande Guerra Mundial, em 1944, o serviço foi
estabelecido com o nome de Assistência Religiosa das Forças Armadas.
Na mesma época foi criada também a Capelania Evangélica para assegurar a
presença de Capelães Evangélicos nas FEB. O grande nome que se destacou na
Segunda Guerra Mundial, foi do Pastor João Filson Soren, pastor da PIB do Rio de
Janeiro, por mais de 50 anos, falecendo em 2002.

4 FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA DE CAPELANIA.

Em João 5. 39-40 temos uma fundamentação bíblica, para capelania, nas


palavras de Jesus.

Em Juízes 17, temos em que Israel estava em uma desorganização total,


então Mica, contrata um levita, para ser seu sacerdote particular. Temos um
conceito de capelania.

Em 1 Reis 22, os profetas acompanharam o exercito de Israel para fazerem


consultas a Deus a respeito das batalhas.

Em Mateus 25.34-46 fala da assistência a certos grupos especiais; famintos e


sedentos, estrangeiros, mendigos, enfermos, presos. Isso tudo dá idéia de
capelania.

Em Lucas 10.25-36, fala da parábola do Bom Samaritano, referindo-se a um


cuidado total, físico, emocional, psicológico e espiritual.

CAPELÃO

Conforme informações da Pastora Maria Nazareth Alves, também Capelã sob


matricula 05201300163-CECABI, O Capelão hospitalar é o religioso devidamente
qualificado, que cuida da assistência religiosa e espiritual dentro do hospital, quer
seja dos doentes ali internados, quer seja do pessoal de trabalho no hospital;
médicos, enfermeiros, psicólogos assistentes sociais, terapeutas, ouvidores e outros
funcionários das diversas áreas administrativas.
O hospital é uma instituição que busca uma cura física. Temos que
respeitar o ambiente, a estrutura hospitalar e o trabalho dentro das normas
estabelecidas. Como evangélicos a Constituição Brasileiro nos da o direito de
atender os doentes, porém não é um direito absoluto. Devemos fazer nosso trabalho
numa forma que não atinja os direitos dos outros.

DEFINIÇÕES DA LEI

Lei NR.10.066/ de julho 1998


Dec. Lei nr. 44.395/ de 10 de Novembro de 1999.
Resolução 88-40 de 12 Abril de 2000.
O PERFIL DO CAPELÃO

 Ter uma experiência pessoal de conversão a Jesus.


 Ser impelido pelo amor à Jesus e às pessoas.
 Ter sabedoria e humildade para saber que não é melhor do que os outros.
 Ter a motivação certa.
 Ter um alvo na visitação.
 Cultivar uma personalidade agradável, amável e cativante.
 Ser paciente.
 Ter excelente autocontrole de suas emoções
 Não se impressionar com o aspecto físico dos enfermos.
 Ter boa saúde física e psicológica.
 Ter humor estável.
 Ter tato e profundo respeito às opinais religiosas divergente, pois se quiser
apanhar o mel não chute a colméia.
 Ter desejo e habilidade em lidar com doentes.
 Ter facilidade para submeter-se a regulamentos.
 Ser perseverante no trabalho.
 Ter discernimento e sensibilidade na conversação.
 Não se irritar facilmente.
 Saber controlar a língua, usando para curar e não para ferir.
 Ter convicções quanto à dignidade, valor e potencialidade do individuo.
 Ter flexibilidade para sentir-se a vontade diante de pessoas cultas como
simples.
 Saber guardar confidências dos pacientes.
 Cuidar da aparência pessoal.
 Saber usar a linguagem a forma de abordagem adequada a cada pessoa.
 Dar tempo e atenção ao paciente visitado.
 Ser servo.
 Ter o dom da misericórdia.
 Saber identificar-se com as pessoas.
 Ter profundo amor ás almas e pessoas perdidas.
 Ter sensibilidade parar, com a descrição, observar o ambiente, sentindo
quando é o momento mais oportuno para visitar.
 Saber evitar intimidades e não intimidade alheia.
 Saber evangelizar.
 Saber ouvir.
 Aprenda a ouvir profundamente para depois falar.
 Dificuldades ao ouvir:
 Preconceitos.
 Defesas pessoais.

Alguns princípios para ouvir melhor.

o Não interrompa a conversa.


o Não desvie o seu olhar.
o Valorize os sentimentos dos outros.
o Não procure competir com a historia ou piada da outra pessoa.
o Não critique.
o Faça perguntas apropriadas.

FÉ E A MEDICINA

o Revista Época, edição 566 (23.03.09), uma matéria com o título: “A fé


que faz bem a saúde”.
o Nesta matéria há um consenso entre os cientistas que a fé pode ajudar
na manutenção da saúde.

Vejamos alguns aspectos:

o Já é quase um consenso entre os médicos que a influencia da crença


em Deus reduz o stress!
o “As doenças relacionadas ao stress, especialmente aos
cardiovasculares, como a hipertensão, o infarto de miocárdio e o
derrame, parecem ser as que mais se beneficiam dos efeitos de uma
espiritualidade bem desenvolvida...” – palavras de Marcelo Saad –
médico do Hosp. Albert Einstein
o Varias pesquisam mostram que participar de um grupo religioso
estruturado, traz benefícios por aumentar o suporte social à pessoa.
Medicina e religião

o Ao longo da história a arte de curar esteve ligada à religião ou até


mesmo a superstição religiosa.
o No antigo Egito os sacerdotes e mágicos tinham a responsabilidade de
curar as doenças do povo.
o Muitas destas doenças p/ eles estava ligada a espíritos maus ou a
outros fatores do sobrenatural.
o No sistema religioso do A.T. os sacerdotes eram incumbidos do
tratamento de doenças
o Certas regras de higiene que evitariam doenças foram descritas na lei
de Moisés...
o O relato do 1o médico profissional é do Egito. Seu nome: Inhotep e
viveu 3000 A.C.
o Hipócrates é considerado o verdadeiro pai da medicina científica.
o Aristóteles, foi um dos maiores biólogos da sua época e ensinava
Medicina na Acad. de Atenas.
o Em Alexandria desenvolveu-se uma grande Escola de Medicina.
o O Talmud relata de médicos que atuavam no Templo em Jerusalém
auxiliando os sacerdotes.
o Na parábola do Bom Samaritano as estalagens eram como hospitais
que cuidavam das pessoas.
o O grande desafio hoje é aproveitarmos os pressupostos da fé como da
medicina em busca do bem comum do ser humano. Ambas podem e
devem andar juntas...
o O relato de Andrew Newberg quanto ao consenso da fé e da medicina.

O USO DE REMÉDIOS NA BÍBLIA

Os textos de Is.38.21 e 2Rs.4.38-41 mostra o uso comum de remédios.

o Jesus apoiou o uso de remédios e de médicos – MT.9.12.


o O bom samaritano fez uso de óleo e vinho sobre os ferimentos do
viajante ferido. Lc.10.34.
o Paulo recomendou remédio para Timóteo – 1Tm.5.23
o O reconhecimento de Paulo ao Dr. Lucas – Cl.4.14.
o A unção com óleo em Tg.5.14.

A CURA DIVINA NO NOVO TESTAMENTO: (Hb.11.1,6)

o Jesus regularmente ressaltava a fé como um fator importante na cura.


o Em muitas ocasiões Ele utilizou a expressão “a tua fé te salvou... seja
feito conforme a tua fé...”
o O objetivo das curas era provar que Cristo era o filho de Deus.
o Jesus não deu ênfase às curas que fazia
o Jesus não curou todos os doentes que encontrou (Jo.5.1,3,9)
o Grande parte das doenças que Jesus curou foram casos graves e
incuráveis.
o As curas eram feitas com absoluta perfeição e imediatamente.
o Deus usou os apóstolos como instrumentos de cura em várias
enfermidades

CONCLUSÃO

A Dor Física, as emoções do paciente, e as reações da família, nos dão a


impressão de um quadro sombrio da enfermidade. Mas em todas as fases da enfermidade,
o paciente passa pelo sentimento de esperança. O ditado popular “a esperança é a última
que morre”, é real no momento da doença, e quando o paciente deixa de manifestar
esperança, trata-se geralmente de um sinal que a morte se aproxima. Mesmo pessoas
gravemente enfermas, que têm uma idéia real sobre a sua condição, descobrem que a
esperança as sustenta e encoraja especialmente em momentos difíceis.
Isto não significa que devamos mentir sobre a condição do paciente. Mas que
partilhemos com eles a esperança de que algo imprevisto pode acontecer, que podem ter
uma melhora, vindo a viver mais do que o esperado.
O cristão tem ainda mais esperança no conhecimento de que o Deus cheio de
amor, o soberano do universo, se interesse por ele tanto agora com na eternidade. Por
isso, a grande missão do visitador é levar consolo e esperança aos pacientes, e o visitador
cristão tem como recuperar a esperança daqueles que passa por tantas dores e sentimentos
variados.