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Ficha de Leitura

Texto: Trabalho de Base

Autoria: Movimento de Organizações de Base

Ideias Centrais:

Estratégia e Tática – tendo por objetivo uma sociedade mais justa e igualitária é preciso adotar estratégias
e táticas que nos levem a concretizar esse objetivo. A estratégia são os meios de longo prazo até o
objetivo, o caminho necessário a ser percorrido. A tática diz respeito aos objetivos de curto prazo, que
podem variar de acordo com a conjuntura, são os pequenos passos no caminho estabelecido. A
flexibilidade da tática deve responder a pergunta: no que esta tática contribui para o avanço da estratégia
para alcançar o objetivo.

O que precisamos enfrentar – a humanidade construiu historicamente relações sociais que submeteram
grupos humanos a outros grupos humanos. Neste conjunto de relações se expressam contradições
antagônicas, entre grupos cujas posições na sociedade são irreconciliáveis e só pode ser resolvida com a
abolição da classe dominante. Ainda existem as contradições no meio do povo, que tem a função de
fragmentar as classes dominadas, machismo, racismo, homofobia e as mais distintas formas de opressão.

Como enfrentar o capitalismo? – no campo da esquerda é possível identificar três tipos de trabalho de
base: 1) Invasão Cultural - quando o grupo que busca inserção tenta impor sua cultura ao povo. O
resultado é o rechaço do povo à cultura imposta e a recusa das propostas do grupo. 2) Submissão
Cultural ou Basismo – essa postura é o oposto da anterior e se caracteriza pela aceitação acrítica da
cultura popular, sem pontuar as reproduções da cultura capitalista contidas nela. 3) Síntese Cultural –
parte da concepção de somos parte do povo e enquanto tal, construímos conjuntamente as alternativas que
conduzam a transformação social. Nem à frente nem a reboque do povo, mas lado a lado, nas mesmas
fileiras. Um método de ação que serve como guia fundamentado no acúmulo produzido e não como uma
lei de ferro contempla algumas etapas que perpassam a convivência com as pessoas envolvidas no
trabalho de base, sistematizar as demandas e apresenta-las a população a qual realizamos trabalho de
base, sempre tomando cuidado com a linguagem que deve ser a mais acessível possível a todo tipo de
público, discutir coletivamente os problemas levantados para saber se realmente expressam os interesses
da população e a partir disso estabelecer ações que devem ser planejadas e materializadas em um plano de
ação. Deve-se ainda buscar reduzir os conflitos, sem abrir mão de defender o projeto de transformação
que defendemos. Reduzir os custos da transformação social, do ponto de vista dos conflitos.

Gênero - A consideração de qualquer aspecto que remeta ao feminino como menos capaz física e
intelectualmente pauta-se nos ideais de feminino e masculino que possuem atribuições essenciais, o
feminino dotado de emoção e sensibilidade e o masculino dotado de razão e consciência. Nesse contexto
qualquer comportamento considerado fora do normal é visto como errado e tratado com violência. Esses
papéis projetados de submissão e dependência engendram diversas formas de violência verbal, física,
emocional, psicológica e outras. A opressão de gênero é perpassada pela questão de classe, considerando
que uma mulher trabalhadora está submetida a uma carga de opressão maior e de naturezas distintas que
uma mulher burguesa, sendo que dentro de sua própria classe sua condição é sempre inferiorizada em
relação aos homens. Além disso, há uma mediação indispensável para a libertação de todo indivíduo
oprimido que é a libertação da humanidade, que perpassa, fatalmente, a superação da sociedade
capitalista. Para isso, indivíduos de ambos os gêneros devem lutar juntos pela transformação social e pelo
fim da opressão em todas as esferas. Reafirma-se a defesa da pluralidade das expressões de gênero e
sexualidade evocando o princípio da síntese cultural no combate às opressões no seio das classes
populares, que em larga medida reproduzem características conservadoras. “A pluralidade do ser humano
é algo que se desdobra de forma enriquecedora e natural, a feminilidade ou masculinidade não estão
restritas a experimentação de um só sexo biológico em particular.”. Um último aspecto relevante para a
discussão é a noção de que a superação da opressão de gênero não será decorrência mecânica do fim da
dominação capitalista, carecendo de trabalho e esforços contínuos desde já, envolvendo no debate não
somente as pessoas que mais sofrem com essa questão, mas todas as pessoas interessadas em avançar
nesse combate. É importante não relegar para um segundo plano essa discussão nos espaços de discussão
dos movimentos populares e não fiquem descolados destes.