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Fazer exercício

Matemática - Função 1º grau - Equações e Gráficos - Parte 2


Professor Matheus Konder
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MATERIAL MONITORIA EXTENSIVA - SEMANA 5
As monitorias são mais uma importante oportunidade de tirar todas as suas dúvidas sobre o tema e de reforçar seus
conhecimentos. As aulas são embasadas em resoluções de exercícios sobre os temas abordados nas aulas ao vivo. O
início das monitorias ocorrerá na segunda semana do plano de estudo, dia 26/2, quando reforçaremos os temas
abordados nas aulas ao vivo da semana anterior.
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Materiais Didáticos

- UNIÃO IBÉRICA, INVASÕES ESTRANGEIRAS E OS


DESAFIOS DO BRASIL -
1.Contexto histórico europeu

Período marcado por uma grande transformação política, econômica e cultural no


continente europeu, pois o fim da Guerra dos Cem Anos e da Guerra das Duas Rosas
trouxeram a consolidação dos Estados francês e inglês. Consequentemente, estas nações
buscaram partir para Expansão Marítima, assim como feito pelos países ibéricos. Com
isso, passaram a questionar o Tratado de Tordesilhas e atuar como piratas ou corsários
em terras americanas. Além destes eventos, ocorreu o processo de Reforma Religiosa,
desta forma, causando o surgimento de novas religiões na Europa e causando uma nova
cisma cristã.

2. França Antártica (1555 – 1567)

A França se notabilizou em atuar constantemente, de maneira pirata, no Brasil, com isso,


explorando o extrativismo do Pau-Brasil e estabelecendo alianças com algumas
comunidades indígenas, inclusive, aliando-se a Confederação dos Tamoios, que reuniam
Tupinambás.

Com as perseguições religiosas contra protestantes na França, líderes influentes dos


huguenotes (calvinistas franceses) começaram a se articular para transformar a região do
atual Rio de Janeiro em um reduto huguenote. Sendo assim, alguns huguenotes,
Villegaignon e Coligny, pediram ajuda ao Cardeal de Lorena para convencer o Rei
Henrique II da França em financiar a expedição, mas com alegação de estar investindo em
um projeto colonialista. Porém, o projeto huguenote perdeu o protagonismo da expedição,
que se concretizou como simplesmente uma ação expansionista da Coroa Francesa.

Durante o Governo-Geral de Duarte da Costa no Brasil, através do apoio real e da


Confederação dos Tamoios, os franceses se instalaram na região fortificando a Ilha de
Seregipe (atual, Ilha de Villegaignon), a Ilha de Paranapuã (atual, Ilha do Governador) e o
Forte Coligny. Porém, quando o governador-geral Mem de Sá assumiu o controle da
colônia portuguesa, houve o processo de expulsão dos franceses a partir de inúmeras
ações como: colocar Estácio de Sá como líder do combate aos franceses; obter o auxílio
de Jesuítas e Tupiniquins no combate e no controle dos Tamoios (Paz de Iperoig); criação
da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (1565). Sendo assim, houve a expulsão
definitiva dos franceses em 1567.
Fonte: Google Imagens

3. França Equinocial (1612 – 1615)

Ocupação francesa patrocinada pela Coroa da França e liderada por Daniel de La Touche
e Charles des Vaux, que ocupou o Maranhão (Forte São Luís) e Fernando de Noronha,
fundou a França Equinocial. A presença gerou uma rápida resposta portuguesa que foi
liderada por Jerônimo de Albuquerque e Alexandre de Moura. Eles tiveram sucesso na
expulsão dos franceses, com isso, podemos observar as seguintes consequências deste
evento: possibilitou o povoamento do Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e
Pará; franceses fugiram para Caiena (atual, Guiana Francesa) e conseguiram iniciar seu
projeto colonial na América.

4. União Ibérica (1580 – 1640)

O rei de Portugal, D. Sebastião, em 1578, desapareceu (faleceu) na batalha de Alcácer-


Quibir, no atual Marrocos, em luta contra os árabes, com isso, provocando o nascimento
do mito do sebastianismo (a espera portuguesa por um possível retorno do rei). Porém, do
ponto vista político, a morte do rei, que não tinha descendentes, fez com que o trono de
Portugal fosse ocupado pelo seu tio-avô, o velho cardeal D. Henrique, que, no entanto,
faleceu em 1580, sem herdeiros.

Fonte: Google Imagens

Com a morte de D. Henrique surgiram cinco postulantes ao trono, entre eles, os principais
foram o rei Felipe II da Espanha; D. Catarina, duquesa de Bragança; D. Antônio do Crato.

O Rei da Espanha, Felipe II (1556 - 1598), descendia, pelo lado materno, em linha direta,
do rei D. Manuel, o Venturoso, que reinou nos tempos de Cabral. Além disso, Felipe II era
integrante de uma das mais poderosas dinastias europeias: os Habsburgos. Através da
força e compra da nobreza lusa, Felipe II se impõe em Portugal (“Eu herdei, eu comprei e
eu tomei”). A partir deste evento, o Rei da Espanha passou a ser o Rei de Portugal, com
isso, fundando a União Ibérica.

Durante o reinado de Felipe II, o Rei preferiu adotar uma política conciliatória com os
portugueses: manteve a autonomia (Juramento de Tomar), as leis (porém, anulou as
Ordenações Manuelinas e estabeleceu as Ordenações Filipinas), a língua e a estrutura
administrativa portuguesa. Como também, assegurou grandes vantagens à alta nobreza
que o apoiara desde o início, como o direito de transportar escravos da África para a
América.

No campo das relações internacionais, Portugal havia adotado até então uma política
internacional muito cautelosa, evitando, tanto quanto possível, atritos nessa área, ciente de
sua própria fragilidade. Essa situação foi alterada completamente com a sua anexação
pela Espanha, já que Portugal herdou, de imediato, todos os numerosos inimigos dos
Habsburgos: França, Inglaterra e Holanda. Do ponto de vista colonial, o mais temível
inimigo era a Holanda.

A Holanda fazia parte dos Países Baixos, que eram possessões dos Habsburgos e tinham
grande autonomia no reinado de Carlos V (pai de Felipe II). Suas tradições e interesses
econômicos locais eram respeitados.

Com Felipe II, a situação se alterou. Felipe II era autoritário; nomeou espanhóis de sua
confiança para administrar a região dos Países Baixos, retirando a autonomia da
burguesia e nobreza locais e pôs fim à liberdade religiosa. Felipe II era um rei
extremamente católico, fervoroso; já nos Países Baixos o Protestantismo era a religião
aceita pela burguesia. O advento do protestantismo tinha polarizado o mundo cristão no
século XVI, provocando intermináveis conflitos entre católicos e protestantes. A reação nos
Países Baixos foi imediata, com a eclosão de revoltas por toda parte. A fim de reprimi-las,
Felipe II enviou tropas espanholas sob o comando do violento duque de Alba. À repressão
político-religiosa, somou se o confisco dos bens dos revoltosos, Países Baixos reagiram:
uma luta anticatólica, antiabsolutista e antiespanhola. Com isso, sete províncias do norte
formaram a União de Utrecht, em 1581, e não mais reconheceram a autoridade de Felipe
II. Em sua luta contra a Espanha, a Holanda foi apoiada ativamente pela Inglaterra. Assim,
devido à tenaz resistência holandesa e à ampliação do conflito, a Espanha aceitou
finalmente uma trégua - a trégua dos 12 anos: de 1609 a 1621 –, que foi, na prática, o
reconhecimento da independência da Holanda.

Este evento prejudicou economicamente Portugal, porque desde a Idade Média, Portugal
mantinha com os Países Baixos relações comerciais, que se intensificaram na época da
expansão marítima. Os mercadores flamengos eram os principais compradores e
distribuidores dos produtos orientais trazidos por Portugal. Com a Guerra dos Países
Baixos visando sua independência, a Espanha adotou, em represália medidas restritivas
ao comércio com seus portos, incluindo Portugal. Era uma tentativa de sufocar
economicamente a Holanda e impedir sua independência. Para a Holanda, que
conquistara a independência, tais medidas tornaram-se permanentes. Porém, uma vez
vedado o acesso aos portos portugueses, os mercadores de Amsterdã decidiram atuar
diretamente no Índico. As primeiras experiências acabaram fracassando, mas a solução
para o comércio direto foi finalmente encontrada com a constituição da Companhia das
Índias Orientais (1602), que passou a ter o monopólio do comércio oriental, garantindo
desse modo a lucratividade da empresa. O êxito dessa experiência induziu os holandeses
a constituírem, em 1621, exatamente no momento em que expirava a trégua dos 12 anos,
a Companhia das Índias Ocidentais, a quem os Estados Gerais (órgão político supremo da
Holanda) concederam o monopólio do tráfico de escravos, da navegação e do comércio
por 24 anos, na América e na África. A essa nova companhia deve-se creditar a maior
façanha dos holandeses: a conquista de quase todo o Nordeste açucareiro no Brasil.

5. Invasão holandesa na Bahia (1624)

A primeira tentativa de conquista holandesa no Brasil ocorreu em 1624. O alvo visado era
Salvador, a capital da colônia, ocupada em 24 horas, onde o governador local foi
substituído por um holandês. Com uma esquadra de 26 navios, 3 mil homens e armas de
fogo, os holandeses conseguiram tomar a cidade de Salvador. O povo abandonou a
cidade migrando para o interior. O governador geral Mendonça Furtado foi capturado e
enviado à Holanda, junto com 3900 caixas de açúcar. A partir disso, os colonos se
organizaram para a luta contra a expulsão, que durou cerca de 1 ano e se constituiu como
a luta contra o “herege” protestante. Apesar do fracasso em Salvador, os holandeses
foram amplamente recompensados, em 1628, com a apreensão, nas Antilhas, de um dos
maiores carregamentos de prata americana para a Espanha. Os recursos obtidos com
esse ato de pirataria serviram para financiar uma segunda tentativa, desta vez contra
Pernambuco.

6. Invasão holandesa em Pernambuco (1630 - 1654)

Em 1630, com uma esquadra de setenta navios, os holandeses chegaram a Pernambuco,


dominando, sem maiores problemas, Recife e Olinda, apesar dos preparativos de defesa
efetuados por Matias de Albuquerque, governador de Pernambuco. Por que Pernambuco?
Porque era a região mais rica da colônia; a maior produtora de cana de açúcar do mundo.
Além de possuir 130 engenhos – que produziam mil toneladas de açúcar por ano -,
Pernambuco era uma capitania particular e mal aparelhada em sua defesa; portanto, a
ocupação seria relativamente fácil.

Entre 1630 e 1637, A resistência, liderada por Matias de Albuquerque, concentrou-se no


Arraial do Bom Jesus, nos arredores de Recife. Através de táticas indígenas de combate
(campanha de guerrilhas), confinou o invasor às fortalezas no perímetro urbano de Olinda
e seu porto, Recife. As chamadas "companhias de emboscada" eram pequenos grupos de
10 a 40 homens, com alta mobilidade, que atacavam de surpresa os holandeses e se
retiravam em velocidade, reagrupando-se para novos combates. Porém, entre 1637 e
1644, com o tempo, alguns senhores de engenho de cana de açúcar aceitaram a
administração holandesa por entenderem que uma injeção de capital e uma administração
mais liberal auxiliariam o desenvolvimento dos seus negócios. O seu melhor representante
foi Domingos Fernandes Calabar, considerado historiograficamente como um traidor ao
apoiar as forças de ocupação e a administração holandesa. No período em que governou
o Brasil-holandês, entre 1637 a 1644, Nassau procurou estabelecer uma administração
eficiente e um bom relacionamento com os senhores de engenho da região. Neste
período, o holandês estabeleceu um Parlamento consultivo (Esculápios), praticou a
tolerância religiosa, fez ações de Higiene Pública, construções (Pontes, Hospitais e
Escolas), incentivou à cultura e da policultura.

Fonte: Google Imagens

Porém, em 1644, Nassau volta à Holanda. Ele teria tido contratempos com a Companhia
das Índias, que exigia um aumento da produção. Nassau já havia partido e, para explorar
ao máximo a produção do açúcar brasileiro, a Holanda adotou inúmeras medidas
impopulares, em especial o aumento dos impostos, o que contrariava os interesses dos
proprietários de engenho, com isso, iniciando a Insurreição Pernambucana. Além disso, a
Restauração da Coroa Portuguesa e a derrota naval holandesa para Inglaterra
possibilitaram a vitória Pernambucana e portuguesa, inclusive, na famosa Batalha dos
Guararapes. Entretanto, os holandeses começaram a produzir açúcar nas Antilhas levando
o açúcar brasileiro ao declínio comercial, pois Portugal perdeu a hegemonia do mercado.