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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ

Incidente de Impugnação ao Benefício da Assistência Judiciária


Proc. nº. 44556.11.8.2012.99.0001
Excipiente: BANCO XISTA S/A
Excepto: FRANCISCO DE TAL

FRANCISCO DE TAL (“Apelante”), solteiro, comerciárioo,


residente e domiciliado na Rua X, nº. 0000. Apto. 1201 –Curitiba(PR) – CEP nº 55666-777,
possuidor do CPF(MF) nº. 555.444.333-22, comparece, com o devido respeito à presença
de Vossa Excelência, não se conformando, venia permissa maxima, com a sentença
exarada às fls. 13/16, para interpor, com suporte no art. 513 e segs. da Legislação
Adjetiva Civil c/c art. 17 da Lei 1.060/509 (LAJ), o presente recurso de

1
APELAÇÃO, 
 

tendo como recorrido BANCO XISTA S/A (“Apelado”), pessoa jurídica de direito privado,
com endereço sito na Av. na Rua das Flores, nº. 000 – Centro – Curitiba (PR) – CEP nº.
55.632-000, em virtude dos argumentos fáticos e de direito evidenciadas nas RAZÕES ora
acostadas.

Outrossim, ex vi legis, solicita que Vossa Excelência declare os


efeitos com que recebe o recurso evidenciado, determinando, de logo, que o Apelado
manifeste-se sobre o presente e, após cumpridas as formalidades legais, seja ordenada a
remessa desses autos, com as Razões de Apelação, ao Egrégio Tribunal de Justiça do
Estado do Paraná.

Respeitosamente, pede deferimento.

Curitiba (PR), 00 de dezembro de 0000.

Beltrano de Tal
Advogado – OAB(PR) 112233

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EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ

COLENDA CÂMARA CÍVEL

PRECLAROS DESEMBARGADORES

RAZÕES DE APELAÇÃO

Processo nº. 0011223-44.2010.5.66.7777


Originário da 00ª Vara Cível de Curitiba (PR)
Apelante: Francisco de Tal
Apelado: Banco Xista S/A

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO PARANÁ:

Em que pese à reconhecida cultura do eminente Juízo de origem e à


proficiência com que o mesmo se desincumbe do mister judicante, há
de ser reformada a decisão ora recorrida, porquanto proferida em
completa dissonância para com as normas aplicáveis à espécie,
inviabilizando portanto a realização da Justiça.

(1) – DA TEMPESTIVIDADE

3
O presente é de ser considerado tempestivo, vez que a
sentença em questão fora publicada no Diário da Justiça nº. 0000, em sua edição do dia
00/11/2222, a qual circulou no dia 33/22/0000.

Neste ínterim, à luz da regência da Legislação Adjetiva Civil


(art. 508), temos que o presente recurso fora interposto dentro do lapso de tempo fixado em
lei.

(2) – DA PERTINÊNCIA PROCESSUAL DESTE RECURSO

Pela análise dos documentos ora colacionados, destaca-se que


a sentença recorrida fora proferida em autos apartados (LAJ, art. 4º, § 2º) de impugnação
aos benefícios da justiça gratuita, por dependência a ação revisional. (LAJ, art. 17)

Neste compasso, o recurso em vertente é o adequado visto que


houve sentença desacolhendo tal pleito.

Neste sentido:

RECURSO. Assistência judiciária. Sentença que, embora não tenha expressamente 
indeferido o  pedido de  concessão  dos  benefícios  da  assistência  judiciária,  julgou 
extintos  os  embargos  à  execução  oferecidos  pelos  agravantes  por  falta  de 
documento  essencial,  qual  seja,  o  comprovante  de  recolhimento  de  custas, 

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quando pendente de apreciação pedido de concessão de justiça gratuita Apelação 
interposta  com  pedido  de  reforma  da  sentença  para  conceder  o  benefício  da 
assistência judiciária Direito ou não dos agravantes aos benefícios da assistência 
judiciária  somente  poderá  ser  dirimido  no  julgamento  da  apelação.  Recurso 
cabível  contra  a  sentença  que  decide  assistência  judiciária  (art.  17,  da  LF 
1.060/50)  e  o  mérito  da  ação  (art.  513,  CPC)  é  a  apelação  e  não  o  agravo  de 
instrumento. RECURSO Não está sujeita ao preparo a apelação oferecida contra r. 
Sentença,  buscando  reforma  de  indeferimento  do  benefício  da  assistência 
judiciária,  caso  dos  autos,  antes  de  dirimida  essa  questão  Afastamento  da 
determinação de recolhimento das custas, como requisito de admissibilidade do 
recebimento  da  apelação.  Recurso  conhecido,  em  parte,  e  provido.  (TJSP  ‐  AI 
0218317‐48.2012.8.26.0000; Ac. 6405369; Guarulhos; Vigésima Câmara de Direito 
Privado; Rel. Des. Rebello Pinheiro; Julg. 10/12/2012; DJESP 19/12/2012) 
 
 
AGRAVO  DE  INSTRUMENTO  CONTRA  DECISÃO  QUE  NÃO  ADMITIU  APELAÇÃO 
CÍVEL.  INCIDENTE  DE  IMPUGNAÇÃO  À  ASSISTÊNCIA  JUDICIÁRIA  GRATUITA  EM 
AUTOS  APARTADOS.  RECURSO  CABÍVEL  (APELAÇÃO).  RECURSO  CONHECIDO  E 
PROVIDO.  
1.  O  recurso  cabível  contra  a  decisão  que  indefere  o  pedido  de  Assistência 
Judiciária  Gratuita  deduzido  em  incidente  processual  instaurado  em  autos 
apartados  é  o  de  apelação,  a  teor  do  disposto  no  art.  17  da  Lei  nº  1.060/50. 
Precedentes do STJ e do TJES.  
2.  Recurso  conhecido  e  provido  para  reformar  a  decisão  agravada  e  determinar 
que o MM. Juiz receba a apelação cível interposta pelo agravante, retomando o 

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processo  o  seu  curso  regular.  (TJES  ‐  AI  0018854‐84.2012.8.08.0014;  Primeira 
Câmara  Cível;  Rel.  Des.  Fabio  Clem  de  Oliveira;  Julg.  04/12/2012;  DJES 
14/12/2012) 
 
AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  DECISÃO  MONOCRÁTICA.  DIREITO  PRIVADO  NÃO 
ESPECIFICADO.  ASSISTÊNCIA  JUDICIÁRIA  GRATUITA.  IMPUGNAÇÃO.  RECURSO 
CABÍVEL.  
Da decisão que julga impugnação ao benefício da AJG, cabe apelação. Inteligência 
do  art.  17  da  Lei  nº  1.060/50.  Agravo  de  instrumento  não  conhecido.  (TJRS  ‐  AI 
530552‐61.2012.8.21.7000;  Sarandi;  Décima  Sétima  Câmara  Cível;  Rel.  Des. 
Gelson Rolim Stocker; Julg. 27/11/2012; DJERS 30/11/2012) 
 
 
APELAÇÃO  CÍVEL.  AGRAVO  RETIDO.  INCIDENTE  DE  IMPUGNAÇÃO  À  JUSTIÇA 
GRATUITA.  AUTOS  APARTADOS.  RECURSO  CABÍVEL.  APELAÇÃO.  ÔNUS  DA 
PROVA QUE CABE AO IMPUGNANTE. RECURSO DESPROVIDO.  
1.  O  ato  judicial  que,  em  autos  apartados,  decide  o  incidente  de  impugnação  à 
assistência judiciária é impugnável por meio de apelação, consoante o disposto no 
art. 17 da Lei n. 1.060/1950. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. Agravo 
retido não conhecido.  
2.  Recurso  de  Apelação.  No  incidente  de  impugnação  ao  pedido  de  Assistência 
Judiciária  Gratuita,  cabe  ao  impugnante  o  ônus  da  prova  de  que  o  impugnado 
possui condições financeiras de arcar com as despesas processuais. Não havendo 
o  impugnante  se  desincumbido  de  tal  ônus,  a  manutenção  do  deferimento  do 
pedido de gratuidade judiciária é medida que se impõe.  

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3. Recurso conhecido, mas desprovido.  
4. Sentença confirmada. (TJCE ‐ AC 678747‐70.2000.8.06.0001/1; Câmaras Cíveis 
Reunidas; Rel. Des. Francisco Bezerra Cavalcante; DJCE 25/07/2012; Pág. 11) 

(2) – DO RECOLHIMENTO DAS DESPESAS DO PREPARO

Em face dos diversos entendimentos díspares quanto ao


recolhimento do preparo, nos casos de interposição de recursos em face de decisões que
indeferem o pleito da assistência judiciária, o Apelante de logo comprova o seu
recolhimento e acosta ao presente recurso.

Ainda assim, entende o Recorrente sua desnecessidade do seu


recolhimento, visto que a questão envolvendo o indeferimento do pedido de justiça gratuita
formulado nos autos principais, o Apelante estaria isento de preparo prévio, pois caso
contrário importaria em negar-lhe o consagrado direito ao duplo grau de jurisdição.

Em todo caso, recolhe-se, como dito, para não correr o risco de


haver entendimento diverso, quando, a propósito evidenciamos o seguinte julgado:

PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA 
DE  CÓPIA  DA  CERTIDÃO  DE  INTIMAÇÃO.  PREPARO.  NÃO  COMPROVAÇÃO. 
PARTE  NÃO  AMPARADA  PELA  ASSISTÊNCIA  JUDICIÁRIA.  FORMAÇÃO 
DEFICIENTE. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. PEDIDO DE ASSISTÊNCIA EM SEDE DE 
AGRAVO INTERNO. DEFERIMENTO. EFEITO EX NUNC. RECURSO DESPROVIDO.  

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1.  É  dever  da  parte  interessada  zelar  pela  correta  formação  do  agravo  de 
instrumento,  apresentando  as  peças  obrigatórias  arroladas  na  legislação 
processual.  
2.  Hipótese  em  que  a  agravante  não  se  desincumbiu  de  tal  ônus,  diante  da 
ausência  do  translado  da  certidão  de  intimação  da  decisão  agravada  e  por  não 
existir outros meios para se aferir a tempestividade do agravo de instrumento.  
3. Se não constava, nos autos da ação que tramita em primeiro grau de jurisdição, 
qualquer  certidão  de  intimação  da  decisão,  competia  à  agravante  solicitar  ao 
cartório  judicial  uma  certidão  afirmando  tal  situação,  a  fim  de  instruir  sua  peça 
recursal  para,  com  isso,  trazer  elementos  suficientes  para  o  relator  aferir  a 
tempestividade do agravo de instrumento.  
4.  A  juntada  tardia  de  documentos  não  viabiliza  o  conhecimento  do  agravo  de 
instrumento, porque operada a preclusão consumativa. Precedentes do TJES.  
5. Quando da interposição do agravo de instrumento, a recorrente não promoveu 
o  preparo,  tampouco  estava  amparada  pela  Assistência  Judiciária  Gratuita. 
Deveras, sequer existia pedido para tanto, seja na petição inicial, seja nas razões 
do agravo de instrumento.  
6. Apesar de o pedido de Assistência Judiciária Gratuita poder ser feito a qualquer 
tempo  (V.g.,  em  sede  de  agravo  interno,  a  sua  concessão  não  gera  efeitos 
retroativos  para  dispensar  o  pagamento  das  custas  de  recurso,  ou  seja,  surte 
apenas efeitos ex nunc, consoante precedentes do STJ.  
7.  Agravo  interno  improvido.  (TJES  ‐  AGInt‐AI  0021107‐40.2012.8.08.0048; 
Segunda  Câmara  Cível;  Rel.  Des.  Carlos  Simões  Fonseca;  Julg.  04/12/2012;  DJES 
12/12/2012) 

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(3) – CONSIDERAÇÕES DO PROCESSADO

O Apelante ajuizou Ação Revisional em desfavor da Apelada,


com o fito de reavaliar a legalidade dos encargos contratuais que lhes foram impostos pelo
contrato de abertura de crédito fixo nº 112233. Referida ação fora distribuída ao Juízo da
00ª Vara Cível de Curitiba (PR).

Na referida ação, na petição inicial, o Recorrente, por seu


patrono, na forma do que dispõe o art. 4º, caput, da Lei da Assistência Judiciária(Lei nº.
1.060/50), asseverou não estava em condições de pagar as custas do processos e os
honorários do advogado, por ser pobre na forma da lei. Além disto, trouxe à baila, naquela
ocasião inicial do processo, com a peça vestibular, declaração do próprio autor da ação,
destacando tal aspecto fático-jurídico.

Citada, a Apelada ofereceu contestação e, simultaneamente


apresentou, em autos apartados, incidente de Impugnação à Assistência Judiciária.

O magistrado julgou procedente o pedido da Recorrida e, por


via reflexa, indeferiu o pedido sob o fundamento de que não houve comprovação cabal da
miserabilidade alegada pelo ora Recorrente, e que tal benefício será deferido somente em
casos excepcionais, e mediante comprovação inconteste.

(4) – BENEFÍCIOS DA JUSTIÇA GRATUITA


COMPROVAÇÃO DA HIPOSSUFICIÊNCIA

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SIMPLES DECLARAÇÃO NO CORPO DA INICIAL – POSSIBILIDADE

A controvérsia restringe-se quanto à possibilidade de


deferimento da assistência judiciária ao Recorrente, tão-somente em face de declaração
firmada por seu patrono na inicial e, mais, através de declaração expressa do próprio autor
da ação revisional.

Impõe-se, por primeiro, salientar que o instituto da gratuidade


de justiça, estatuído na Lei n. 1.060/50, tem o propósito de viabilizar a prestação
jurisdicional aos mais carentes.

Todavia, com o advento da Constituição de 1988, tal o


benefício passou a se constituir em verdadeira garantia constitucional, como
estabelece o inciso LXXIV, de seu art. 5º, em observância do devido processo legal.

No caso em tela, não se vislumbra qualquer indício de boa


situação financeira do Apelante, o que ensejaria inexistência de necessidade da assistência
judiciária.

Sob pena de ferir princípios constitucionais, como os da


razoabilidade e o da proporcionalidade, a restrição de direitos deve ser vista com bastante
cautela.

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De acordo com a Lei 1.060/50 no art. 4º, §1º, dispõe que
"presume-se pobre, até prova em contrário, quem afirmar essa condição nos termos desta
Lei, sob pena de pagamento até o décuplo das custas judiciais."

Neste diapasão, o douto magistrado tão-somente poderia


indeferir o pedido, quando absolutamente seguro e fundamentando que a parte, em
verdade, teria condições de arcar com as custas e despesas judiciais. Não foi o caso.

De outro bordo, registre-se que a parte contrária poderá


requerer, a qualquer momento durante a instrução processual, a revogação de tais
benefícios, desde que demonstre cabalmente a existência de recursos pela parte adversa.
(LAJ, art. 7º)

Assim é que, resta claro que a única exigência que a lei faz para
a concessão do benefício é a declaração unilateral de pobreza, deixando a cargo da outra
parte a eventual demonstração da falsidade da declaração (art. 4º, § 1º) ou da modificação
da condição de fortuna do beneficiado (art. 7º), facultando ainda ao Juiz, à vista de
elementos existentes nos autos, indeferir o pedido se tiver fundadas razões para tanto (art.
5º, caput).

Sobre a matéria ora em análise, Nelson Nery Júnior e Rosa


Maria de Andrade Nery, in Código de Processo Civil, 9ª edição atual. e ampl., São Paulo:
Revista dos Tribunais, 2006, p. 1183, assim ponderam:

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"A  CF  5º  LXXIV,  que  garante  assistência  jurídica  e  integral  aos  necessitados  que 
comprovarem  essa  situação,  não  revogou  a  LAJ  4º.  Basta  a  simples  alegação  do 
interessado  para  que  o  juiz  possa  conceder‐lhe  o  benefício  da  assistência 
judiciária. Essa alegação constitui presunção juris tantum de que o interessado é 
necessitado." 

Assim, em determinados casos, comprovada por meio de


declaração de hipossuficiência econômica, tem a jurisprudência não só do colendo Superior
Tribunal de Justiça e, ainda, de vários outros Tribunais, concedido a assistência judiciária
às pessoas físicas.

AGRAVO DE INSTRUMENTO. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA.  
A  Lei  nº  1060/50  exige  apenas  a  declaração  de  hipossuficiência  das  partes  para 
que  o  benefício  seja  deferido,  embora  possível  a  exigência  de  documentos 
comprobatórios  desse  situação  jurídica.  Recurso  provido.  (TJSP  ‐  AI  0145129‐
22.2012.8.26.0000;  Ac.  6324204;  São  Paulo;  Terceira  Câmara  de  Direito  Público; 
Rel. Des. Ronaldo Andrade; Julg. 23/10/2012; DJESP 12/12/2012) 
 
 
ASSISTÊNCIA  JUDICIÁRIA  GRATUITA.  PRESUNÇÃO  JURIS  TANTUM. 
HIPOSSUFICIÊNCIA CONFIRMADA.  
1.  Art.  1º  da  Lei  nº  7.115/1983  e  art.  4º  da  Lei  nº  1.060/1950:  Presunção  de 
veracidade  das  declarações  de  pobreza  apresentada  pelos  postulantes  do 
benefício possui natureza juris tantum.  

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2.  O  magistrado  pode  indeferir  a  concessão  do  benefício  se  os  documentos 
acostados  aos  autos  indicarem  dissonância  entre  a  declaração  de  pobreza 
apresentada  e  a  atual  situação  financeira  dos  requerentes.  Inexistindo  indícios 
que  afastem  a  presunção  de  comprometimento  financeiro,  o  pedido  deve  ser 
acolhido.  
3. Decisão que indeferiu os benefícios da justiça gratuita reformada.  
4.  Recurso  provido.  (TJSP  ‐  AI  0228116‐18.2012.8.26.0000;  Ac.  6366667;  Praia 
Grande;  Sexta  Câmara  de  Direito  Privado;  Rel.  Des.  Alexandre  Lazzarini;  Julg. 
29/11/2012; DJESP 10/12/2012) 
 
 
APELAÇÃO CÍVEL. APELAÇÃO CÍVEL.  
Ação declaratória de nulidade de compra e venda. Preliminares. Justiça gratuita. 
Deferimento.  Ausência  de  indicativos  da  condição  econômica  do  apelante  a 
afastar a presunção de veracidade da sua alegação de hipossuficiência financeira. 
Cerceamento  de  defesa  não  configurado.  Simulação  de  negócio  jurídico.  Imóvel 
do  conjuge  varão,  registrado  em  nome  de  seu  irmão  com  intuito  de  burlar  a 
partilha do casal em fase de separação. Parcial provimento apenas para deferir a 
gratuidade  judiciária.  I.  É  pacífico  o  entendimento  da  corte  de  que  para  a 
obtenção  de  assistência  jurídica  gratuita,  basta  a  declaração,  feita  pelo  próprio 
interessado,  de  que  sua  situação  econômica  não  lhe  permite  ir  a  juízo  sem 
prejudicar sua manutenção ou de sua família. Precedentes. II. Há nos autos provas 
suficientes da tentativa de simulação com intuito de burlar a partilha patrimonial 
(art.  167,  §1º,  I  do  CC),  fraude  levada  a  afeito  com  a  transcrição  no  cartório  de 
registro  de  imóveis,  de  determinado  terreno  adquirido  na  constância  do 

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casamento,  mas  que  ainda  não  tinha  sido  formalmente  registrado,  que  fora 
registrado  em  nome  do  irmão  do  real  comprador,  tese  corroborada  pelo 
depoimento  do  próprio  vendedor  e  de  sua  esposa.  Recurso  conhecido  e 
parcialmente provido. Decisão unânime. (TJSE ‐ AC 2011213272; Ac. 18234/2012; 
Segunda  Câmara  Cível;  Rel.  Des.  Ricardo  Múcio  Santana  de  Abreu  Lima;  DJSE 
10/12/2012; Pág. 56) 

PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. BENEFÍCIO DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA 
GRATUITA. LEI Nº 1.060/50.  
1. O STJ tem entendido que, para a concessão dos benefícios da Justiça Gratuita, 
basta  a  declaração  feita  pelo  interessado  de  que  sua  situação  econômica  não 
permite vir a juízo sem prejuízo de seu sustento e de sua família.  
2.  Recurso  Especial  provido.  (STJ  ‐  REsp  1.199.133;  Proc.  2010/0116850‐0;  RJ; 
Segunda  Turma;  Relª  Minª  Eliana  Calmon  Alves;  Julg.  17/08/2010;  DJE 
26/08/2010) 
   
   
DIREITO  CIVIL  E  PROCESSUAL  CIVIL  .  AÇÃO  DE  DESPEJO  POR  FALTA  DE 
PAGAMENTO  .  CONDENAÇÃO  AO  PAGAMENTO  DE  ALUGUÉIS  E  ENCARGOS 
LOCATÍCIOS.  DEPÓSITO  BANCÁRIO  EM  FAVOR  DA  AUTORA  APÓS  O 
AJUIZAMENTO DA AÇÃO. DIREITO À COMPENSAÇÃO. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. 
CONCESSÃO. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA.  
1.Embora  não  se  possa  verificar  a  que  título  foi  efetuado,  o  valor  de  depósito 
comprovadamente  efetuado  pelos  réus  em  favor  da  autora,  após  o  ajuizamento 

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da ação de despejo por falta de pagamento, deve ser compensado do montante 
calculado em razão da condenação ao pagamento dos aluguéis e demais encargos 
locatícios devidos.  
2.Consoante o art. 4, § 1º, Lei 1.060/50, a concessão do benefício da assistência 
da  justiça  gratuita  exige  apenas  a  declaração  de  hipossuficiência  da  parte, 
presumindo‐se  verdadeiro  o  declarado,  até  que  eventual  interessado  prove  o 
contrário.  
3. O indeferimento do benefício apenas é cabível quando feita prova contrária à 
declarada  hipossuficiência,  mediante  o  procedimento  de  impugnação  à 
declaração da pobreza.  
4.Recurso  parcialmente  provido.  (TJDF  ‐  Rec.  2008.01.1.110413‐7;  Ac.  440.646; 
Terceira Turma Cível; Rel. Des. Humberto Adjuto Ulhôa; DJDFTE 30/08/2010; Pág. 
123) 
 
   
IMPUGNAÇÃO  À  ASSISTÊNCIA  JUDICIÁRIA.  DECLARAÇÃO  DE  POBREZA. 
PRESUNÇÃO  IURIS  TANTUM  DE  VERACIDADE.  INEXISTÊNCIA  DE  PROVA  NO 
SENTIDO CONTRÁRIO.  
A  condição  de  pobreza  para  fins  jurídicos,  como  requisito  para  a  concessão  do 
benefício  da  justiça  gratuita,  é,  nos  termos  da  Lei  nº  1.  060/50,  objeto  de 
presunção  legal,  sendo  certo  que,  em  se  tratando  de  impugnação  à  assistência 
judiciária, o ônus da prova incumbe ao impugnante, que, nos autos do incidente, 
ocupa  a  posição  de  autor  da  demanda.  (TJMG  ‐  APCV  0265791‐
76.2008.8.13.0045;  Caeté;  Quinta  Câmara  Cível;  Rel.  Des.  Mauro  Soares  de 
Freitas; Julg. 05/08/2010; DJEMG 23/08/2010) 

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AGRAVO  DE  INSTRUMENTO.  AÇÃO  SUMÁRIA  DE  COBRANÇA  ASSISTÊNCIA 
JUDICIÁRIA  GRATUITA.  BENEFÍCIO  NEGADO  EM  PRIMEIRA  INSTÂNCIA. 
REFORMA DA DECISÃO AGRAVADA.  
O artigo 4º, da Lei nº 1.060/50 entende suficiente para a concessão da Assistência 
Judiciária  Gratuita  a  simples  declaração  de  insuficiência  financeira  da  parte. 
Documento  este  que  goza  de  veracidade,  até  prova  em  contrário.  Recurso 
conhecido  e  provido.  (TJPR  ‐  Ag  Instr  0642192‐5;  Londrina;  Nona  Câmara  Cível; 
Relª Desª Rosana Amara Girardi Fachin; DJPR 22/07/2010; Pág. 244) 
 
 
APELAÇÃO  CÍVEL.  ENSINO  PARTICULAR.  IMPUGNAÇÃO  AO  PEDIDO  DE 
ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA.  
Para a concessão da Assistência Judiciária Gratuita basta a declaração prevista no 
art.  4º  da  Lei  Federal  nº  1.060/50  com  a  redação  dada  pelo  art.  1º  da  Lei  nº 
7.510/86, podendo ser firmada na petição inicial ou em declaração apartada, pela 
parte  ou  por  seu  procurador.  Não  tendo  a  impugnante  demonstrado  que  o 
impugnado  possui  condições  de  arcar  com  as  despesas  do  processo  e  os 
honorários advocatícios, correta a sentença em julgar improcedente o incidente. 
NEGARAM  PROVIMENTO  À  APELAÇÃO.  (TJRS  ‐  AC  70035362813;  Porto  Alegre; 
Quinta  Câmara  Cível;  Rel.  Des.  Gelson  Rolim  Stocker;  Julg.  18/08/2010;  DJERS 
25/08/2010)

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(4) – EM CONCLUSÃO

Nessas condições, requer o Recorrente que seja


proferido novo julgamento, para, em considerando tudo o mais que
dos autos consta, seja dado provimento ao apelo para julgar
procedente o pedido formulado pelo Apelante, de sorte tornar sem
efeito o ato decisório que ordenou o recolhimento das custas
processuais e demais despesas processuais ulteriores, ordenando o
regular processo do processo, desta feita sob os efeitos dos
benefícios da Assistência Judiciária.

Respeitosamente, pede deferimento.

Curitiba (PR), 00 de dezembro de 0000.

Beltrano de Tal
Advogado – OAB(PR) 112233

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