Вы находитесь на странице: 1из 47

Márcia Clébia Araújo Damasceno

Juazeiro do Norte-ce
1. Legislação da LIBRAS: Lei nº. 10.436, de 24 de abril de 2002 e Decreto nº.
5626, de 22 de dezembro de 2005.

1.1. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002:

Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua


Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados.

Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de


comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora,
com estrutura gramatical própria, constituem um sistema lingüístico de transmissão de
idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.

Art. 2o Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas
concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e
difusão da Língua Brasileira de Sinais - Libras como meio de comunicação objetiva e
de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil.

Art. 3o As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de


assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos
portadores de deficiência auditiva, de acordo com as normas legais em vigor.

Art. 4o O sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais,


municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de
Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e
superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos
Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente.

Parágrafo único. A Língua Brasileira de Sinais - Libras não poderá substituir a


modalidade escrita da língua portuguesa.

Art. 5o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 24 de abril de 2002; 181o da Independência e 114o da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO


Paulo Renato Souza

Texto publicado no D.O.U. de 25.4.2002

1.2. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005:


O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84,
inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei no 10.436, de 24 de abril
de 2002, e no art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000,

DECRETA:

CAPÍTULO I: DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1o Este Decreto regulamenta a Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002, e o art. 18


da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000.

Art. 2o Para os fins deste Decreto, considera-se pessoa surda aquela que, por ter
perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais,
manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais -
Libras.

Parágrafo único. Considera-se deficiência auditiva a perda bilateral, parcial ou total, de


quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de
500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz.

CAPÍTULO II: DA INCLUSÃO DA LIBRAS COMO DISCIPLINA CURRICULAR

Art. 3o A Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de
formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e
nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, do
sistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios.

§ 1o Todos os cursos de licenciatura, nas diferentes áreas do conhecimento, o curso


normal de nível médio, o curso normal superior, o curso de Pedagogia e o curso de
Educação Especial são considerados cursos de formação de professores e
profissionais da educação para o exercício do magistério.

§ 2o A Libras constituir-se-á em disciplina curricular optativa nos demais cursos de


educação superior e na educação profissional, a partir de um ano da publicação deste
Decreto.

(...)

CAPÍTULO VII: DA GARANTIA DO DIREITO À SAÚDE DAS PESSOAS SURDAS OU


COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA

Art. 25. A partir de um ano da publicação deste Decreto, o Sistema Único de Saúde -
SUS e as empresas que detêm concessão ou permissão de serviços públicos de
assistência à saúde, na perspectiva da inclusão plena das pessoas surdas ou com
deficiência auditiva em todas as esferas da vida social, devem garantir,
prioritariamente aos alunos matriculados nas redes de ensino da educação básica, a
atenção integral à sua saúde, nos diversos níveis de complexidade e especialidades
médicas, efetivando:

I - ações de prevenção e desenvolvimento de programas de saúde auditiva;


II - tratamento clínico e atendimento especializado, respeitando as especificidades de
cada caso;

III - realização de diagnóstico, atendimento precoce e do encaminhamento para a área


de educação;

IV - seleção, adaptação e fornecimento de prótese auditiva ou aparelho de


amplificação sonora, quando indicado;

V - acompanhamento médico e fonoaudiológico e terapia fonoaudiológica;

VI - atendimento em reabilitação por equipe multiprofissional;

VII - atendimento fonoaudiológico às crianças, adolescentes e jovens matriculados na


educação básica, por meio de ações integradas com a área da educação, de acordo
com as necessidades terapêuticas do aluno;

VIII - orientações à família sobre as implicações da surdez e sobre a importância para


a criança com perda auditiva ter, desde seu nascimento, acesso à Libras e à Língua
Portuguesa;

IX - atendimento às pessoas surdas ou com deficiência auditiva na rede de serviços do


SUS e das empresas que detêm concessão ou permissão de serviços públicos de
assistência à saúde, por profissionais capacitados para o uso de Libras ou para sua
tradução e interpretação; e

X - apoio à capacitação e formação de profissionais da rede de serviços do SUS para


o uso de Libras e sua tradução e interpretação.

§ 1o O disposto neste artigo deve ser garantido também para os alunos surdos ou com
deficiência auditiva não usuários da Libras.

§ 2o O Poder Público, os órgãos da administração pública estadual, municipal, do


Distrito Federal e as empresas privadas que detêm autorização, concessão ou
permissão de serviços públicos de assistência à saúde buscarão implementar as
medidas referidas no art. 3o da Lei no 10.436, de 2002, como meio de assegurar,
prioritariamente, aos alunos surdos ou com deficiência auditiva matriculados nas redes
de ensino da educação básica, a atenção integral à sua saúde, nos diversos níveis de
complexidade e especialidades médicas.

CAPÍTULO VIII: DO PAPEL DO PODER PÚBLICO E DAS EMPRESAS QUE DETÊM


CONCESSÃO OU PERMISSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS, NO APOIO AO USO E
DIFUSÃO DA LIBRAS

Art. 26. A partir de um ano da publicação deste Decreto, o Poder Público, as empresas
concessionárias de serviços públicos e os órgãos da administração pública federal,
direta e indireta devem garantir às pessoas surdas o tratamento diferenciado, por meio
do uso e difusão de Libras e da tradução e interpretação de Libras - Língua
Portuguesa, realizados por servidores e empregados capacitados para essa função,
bem como o acesso às tecnologias de informação, conforme prevê o Decreto no
5.296, de 2004.
§ 1o As instituições de que trata o caput devem dispor de, pelo menos, cinco por cento
de servidores, funcionários e empregados capacitados para o uso e interpretação da
Libras.

§ 2o O Poder Público, os órgãos da administração pública estadual, municipal e do


Distrito Federal, e as empresas privadas que detêm concessão ou permissão de
serviços públicos buscarão implementar as medidas referidas neste artigo como meio
de assegurar às pessoas surdas ou com deficiência auditiva o tratamento diferenciado,
previsto no caput.

Art. 27. No âmbito da administração pública federal, direta e indireta, bem como das
empresas que detêm concessão e permissão de serviços públicos federais, os
serviços prestados por servidores e empregados capacitados para utilizar a Libras e
realizar a tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa estão sujeitos a
padrões de controle de atendimento e a avaliação da satisfação do usuário dos
serviços públicos, sob a coordenação da Secretaria de Gestão do Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão, em conformidade com o Decreto no 3.507, de 13
de junho de 2000.

Parágrafo único. Caberá à administração pública no âmbito estadual, municipal e do


Distrito Federal disciplinar, em regulamento próprio, os padrões de controle do
atendimento e avaliação da satisfação do usuário dos serviços públicos, referido no
caput.

CAPÍTULO IX: DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 28. Os órgãos da administração pública federal, direta e indireta, devem incluir em
seus orçamentos anuais e plurianuais dotações destinadas a viabilizar ações previstas
neste Decreto, prioritariamente as relativas à formação, capacitação e qualificação de
professores, servidores e empregados para o uso e difusão da Libras e à realização
da tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa, a partir de um ano da
publicação deste Decreto.

Art. 29. O Distrito Federal, os Estados e os Municípios, no âmbito de suas


competências, definirão os instrumentos para a efetiva implantação e o controle do
uso e difusão de Libras e de sua tradução e interpretação, referidos nos dispositivos
deste Decreto.

Art. 30. Os órgãos da administração pública estadual, municipal e do Distrito Federal,


direta e indireta, viabilizarão as ações previstas neste Decreto com dotações
específicas em seus orçamentos anuais e plurianuais, prioritariamente as relativas à
formação, capacitação e qualificação de professores, servidores e empregados para o
uso e difusão da Libras e à realização da tradução e interpretação de Libras - Língua
Portuguesa, a partir de um ano da publicação deste Decreto.

Art. 31. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 22 de dezembro de 2005; 184o da Independência e 117o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA


Fernando Haddad

2. A história do Alfabeto Manual.

2.1. A história do Alfabeto Manual

A dactilolgia, ou alfabeto manual, é uma sistema de representação, quer


simbólica, quer icônica, das letras dos alfabetos das línguas orais escritas, por meio
das mãos. É útil para se entender melhor a comunidade surda, faz parte da sua cultura
[1]
e surge da necessidade de contacto com os cidadãos ouvintes.

Em geral, é um erro comparar o alfabeto manual à língua gestual (no Brasil:


língua de sinais), quando, na realidade, é a anotação, por meio das mãos, das letras
das línguas orais e os seus principais caracteres.

Tipologia Formal

Classifica-se em dois tipos.

Bimanual, onde se representam convencionalmente os caracteres nas distintas


falanges e juntas da mão passiva (geralmente a esquerda), usando-se o indicador da
outra mão (dominante) como ponteiro sinalizador.

É utilizado, atualmente pelos surdos no Reino Unido, Austrália, África do Sul,


Nova Zelândia e algumas zonas do Canadá. O alfabeto do Reino Unido é muito antigo,
pois já se usava pelos monges da Irlanda, no século VII.
Unimanual, em que a mão dominante (geralmente a direita), representa
graficamente as letras impressas em minúsculas, do alfabeto latino. A sua origem é
espanhola, provavelmente das comunidades de judeus convertidos do início do século
XVI. [2]

Na maioria dos países cujas línguas oficiais se escrevem com o alfabeto latino
- e, inclusive nos países árabes, como Egito e Marrocos, se bem que adaptado a
grafia árabe - os surdos usam um alfabeto unimanual para representar os caracteres,
baseado no alfabeto manual espanhol.

Dactilologia nas línguas de sinais

A dactilologia foi inserida nas línguas de sinais, por educadores, tanto ouvintes
como surdos; esta serve de ponte entre a língua gestual e a língua oral que a rodeia.

A dactilologia é usada em muitas línguas de sinais, com vários propósitos:


representar palavras (especialmente nomes de pessoa ou de localidades) que não têm
sinal equivalente, para da ênfase, clarificação, para se ensinar ou aprender uma
determinada língua de sinal.

História

A dactilologia tem a sua origem na Espanha, pois a sua fonte conhecida mais
antiga, a obra do monge franciscano chamado Mechor Sánchez de Yebra (1526-1586)
foi publicada em 1593. Este afirma no seu livro que a fonte original desse alfabeto é
San Buenaventura (Frei Juan de Fidanza, 1221-1274).
Outro monge espanhol, contemporâneo de Sánchez Yebra, Pedro Ponce de
León (1508-1584), também havia feito uso de um alfabeto manual para educar vários
meninos surdos. A difusão alcançada pelo alfabeto manual de Sánchez de Yebra,
contudo, não se deve a Ponce de Léon, que não chegou a trazer a público os seus
trabalhos, a não ser um, publicado em 1620, por outro espanhol, Juan Pablo Bonet.

Pablo Bonet era secretário da família Fernandez de Velasco, que tinha vários
surdos, por causa dos frequentes casamentos entre parentes, realizados para manter
o património vinculado à família.

No século XVIII, a dactilologia surgiu em França, através de Jacob Rodriguez


[3]
Pereira e em 1816, através de Thomas Hopkins Gallaudet, foi levado para os EUA.

Referências

1. http://abcgestual.no.sapo.pt/D2.htm
2. Gáston y Storch de Gracia 2004.
3. http://www.editora-arara-azul.com.br/pdf/artigo3.pdf

2.2. Relação “palavra” / “sinal”.

Um outro ponto a ser considerado é que ao invés da palavra temos o sinal. O


que se chama em Português de “palavra”, em Libras designa-se “sinal”. Sobre
palavra, diz-se que é um termo que possui significado, sobre sinal diz-se que é um
gesto que possui significado.
2.3. Alfabeto manual.

Forma de soletrar palavras com as mãos. Muito utilizado para nomes próprios,
nome de pessoas, lugares geográficos, palavras estrangeiras e outras palavras que
não possuem sinal. No entanto, nem todos os nomes de pessoas são soletrados.
Frequentemente cria-se um sinal específico para se referir a uma determinada pessoa.
Não é universal. Países diferentes possuem sinais datilológicos diferentes.

Veja os exemplos dos sinais datilológicos dos seguintes países:

ESTADOS UNIDOS ITÁLIA

3. Língua de Sinais.

Foi a partir de estudos realizados por Willian Stokoe (1960) que os aspectos
lingüísticos das línguas de sinais foram primeiramente observados. Ele notou que
estas tinham princípios de lingüística, possuindo regras que a identificavam como
língua. Posteriormente, Ursula Bellugi e Edward Klima (1977) pesquisaram sobre a
lingüística da língua de sinais americana – American Sign Language –ASL2. Desde
então, verificou-se o interesse de um número considerável de estudiosos e lingüistas,
na área acadêmica, que investiram em pesquisas e na publicação de artigos e livros
sobre o assunto.
Durante muito tempo, não se identificaram às línguas de sinais como “Línguas”,
devido a aspectos etnocêntricos e logocêntricos, porque o enfoque oral-auditivo era
considerado imprescindível para uma língua ser considerada como Língua.
Atualmente, os estudos sobre as línguas de sinais estão sendo realizados por
uma disciplina chamada: Lingüística da Língua de Sinais. “Foi a lingüística posterior ao
modelo estruturalista que determinou as bases e deu legitimidade à inclusão da
análise das línguas de sinais dentro do seu contexto de estudo.” (STROBEL, 1998, p.
1).

Uma língua de sinais é um método ou meio pelos quais


pessoas surdas se comunicam, não sendo apenas um
conjunto de gestos que interpretam as línguas orais.
Contudo, há uma parte considerável da sociedade que
acredita se resumir a Língua de Sinais ao alfabeto
manual, este sendo apenas um código para transmitir as
palavras por escrito, tal qual sistema de Código Morse.

De acordo com Brito (1998, p. 19), as línguas de sinais são complexas por que
“... permitem a expressão de qualquer significado decorrente da necessidade
comunicativa e expressiva do ser humano”. Através das línguas de sinais, os seus
usuários podem discutir e estudar sobre os mais diversos assuntos, desde um simples
bate-papo a questões mais complexas, como o estudo de disciplinas escolares,
política, religião, esportes, filosofia, trabalho, dentre outros.
Pela ausência da voz (fala), forma normalmente utilizada entre os indivíduos
ouvintes na comunicação, surge a necessidade de uma língua que não utilize o canal
oral-auditivo, mas sim, um canal espaço-visual, em que a visão, as mãos e o corpo em
si, servem de mecanismos para atingir a transmissão de uma mensagem entre os
surdos.
Observemos como acontece o processo de comunicação na língua oral-auditiva:

COMUNICAÇÃO
EMISSOR RECEPTOR
(ouvinte) (ouvinte)
2
SKLIAR, Carlos. In: STROBEL, K.L; FERNANDES, S. Aspectos Lingüísticos da LIBRAS.
Curitiba: SEED/SUED/DEE, 1998, p.01- prefácio.
Canal oral-auditivo
O emissor fala (voz) e o receptor
escuta (ouvido) e decodifica a
mensagem

Conforme Borba (1988, p. 9): “... um ato de comunicação se compõe de três


elementos básicos: quem fala, de que se fala e com quem se fala.” Observando o
gráfico acima acerca da comunicação oral-auditiva, percebemos que esta se traduz ao
termo que se aplica àquela aptidão humana para associar uma cadeia sonora (voz),
produzida pelo chamado aparelho fonador a um conteúdo significativo e utilizar o
resultado dessa associação para a interação social.
Leva-se em consideração que Borba não relaciona em nenhum momento tais
conceitos às línguas espaço-visual, destacando a “cadeira sonora” como elemento
essencial à linguagem. Um ponto comum e de grande importância é a questão do
“significado”, razão pertinente tanto às línguas orais como “espaciais”, além do objetivo
principal, a “interação social”, razão pela qual a comunicação existe.

“a ignorância sobre a língua de sinais levou a


crença errada de que esta língua é um
sistema de comunicação baseado na”
tradução “de cada palavra ou de morfemas
da língua oral por um sinal equivalente.”
(Fromkim,1988)

Contudo, ao confrontar tais afirmações com o gráfico abaixo, percebe-se a


grande diferença entre as duas línguas (LIBRAS e o Português). O processo de
comunicação na língua espaço-visual realiza-se da seguinte forma:

COMUNICAÇÃO
EMISSOR RECEPTOR
(surdo) (surdo)
Canal espaço-visual
O emissor sinaliza (sinais) e o
receptor ver (olhos) e decodifica a
mensagem

Faz-se necessário o conhecimento da Libras para que este tipo de


comunicação aconteça, visto que esta é a Língua de Sinais Oficial utilizada pelos
Surdos no Brasil. No entanto, um ouvinte que possua, ou não, conhecimento da Libras
pode perfeitamente participar desse processo comunicativo sendo emissor/receptor.
O que se observa através de toda essa análise sobre Língua e Linguagem,
Português e Libras, é que as questões da comunicação existente entre os surdos
estão sendo postas em segundo plano, enfocando apenas as línguas orais e suas
particularidades. É inquestionável a aceitação da Libras como língua, pois esta possui
aspectos essenciais concernentes à comunicação e estruturação de uma Língua,
como a dupla articulação.

Conclui-se que tanto as línguas de sinais como as línguas orais são canais
distintos de comunicação, contudo ambas são independentes para a transmissão e a
recepção da habilidade lingüística.

4. Língua de Sinais Brasileira – Libras.

Pode-se definir Língua de Sinais Brasileira como sendo uma língua visual-
espacial articulada através das mãos, das expressões faciais e do corpo. É uma língua
natural usada pela comunidade surda brasileira com o propósito de estabelecer uma
integração entre os seus usuários6.

Como toda língua, a Libras também possui a sua estrutura gramatical. Há


alguns pontos fundamentais que permitem reclamar o “status” de língua a Libras, que
a constituem como Língua, que devem ser esclarecidos. O primeiro deles é que o seu
canal comunicativo é primeiramente visual. A regra geral é que, através dos olhos e
mãos, os indivíduos surdos se comuniquem. Quando um surdo faz um sinal, outro
surdo compreende a sinalização através da visão e vice-versa.

Libras ou Língua de Sinais Brasileira, é a língua materna dos surdos


brasileiros e, como tal, poderá ser aprendida por qualquer pessoa interessada pela
comunicação com essa comunidade. Como língua, esta é composta de todos os
componentes pertinentes às línguas orais, como gramática, semântica, pragmática,
sintaxe e outros elementos, preenchendo, assim, os requisitos científicos para ser
considerada instrumental lingüístico de poder e força. Possui todos os elementos
classificatórios identificáveis de uma língua e demanda de prática para seu
aprendizado, como qualquer outra língua. Foi na década de 60 que as línguas de
sinais foram estudadas e analisadas, passando então a ocupar um status de língua. É

6
QUADROS, R. M. O tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais e língua
portuguesa. Brasília: MEC, SEESP, 2003. p.18.
uma língua viva e autônoma, reconhecida pela lingüística. Pesquisas com filhos
surdos de pais surdos estabelecem que a aquisição precoce da Língua de Sinais
dentro do lar é um benefício e que esta aquisição contribui para o aprendizado da
língua oral como segunda língua para os surdos.

Os estudos em indivíduos surdos demonstram que a Língua de Sinais apresenta


uma organização neural semelhante à língua oral, ou seja, que esta se organiza no
cérebro da mesma maneira que as línguas faladas. A Língua de Sinais apresenta, por
ser uma língua, um período crítico precoce para sua aquisição, considerando-se que a
forma de comunicação natural é aquela para o qual o sujeito está mais bem preparado,
levando-se em conta a noção de conforto estabelecido diante de qualquer tipo de
aquisição na tenra idade. Muitas pessoas acreditam que a Língua Brasileira de Sinais –
LIBRAS é o português nas mãos, em que os sinais substituem as palavras. Outras
pensam que é como a linguagem das abelhas ou do corpo.

Muitas pensam que são somente gestos iguais aos das línguas orais. Entre as
pessoas que acreditam que é uma língua, há algumas que crêem que é limitada e
expressa apenas informações concretas e que não é capaz de transmitir idéias
abstratas.

Pesquisas sobre a Libras vêm sendo desenvolvidas, mostrando que a língua é


comparável em complexidade e expressividade a quaisquer línguas orais, por utilizar
outro canal comunicativo, isto é, a visão em vez da audição.

A Libras é capaz de expressar idéias sutis, complexas e abstratas. Os seus


usuários podem discutir filosofia, literatura, ou política, além de esportes, trabalho,
moda, etc. A LIBRAS pode expressar poesia e humor. Como em outras línguas, a
LIBRAS aumenta o vocabulário com novos sinais introduzidos pela comunidade surda
em resposta à mudança cultural e técnica.

A Libras não é universal. Assim como as pessoas ouvintes em países


diferentes falam diferentes línguas, também as pessoas surdas por toda parte do
mundo usam línguas de sinais diferentes. Mas surdos de países diferentes
comunicam-se mais facilmente uns com os outros, diferentemente dos falantes de
línguas orais. Isso se deve à capacidade que as pessoas surdas têm em desenvolver
e aproveitar gestos e pantomima para a comunicação.
A Libras foi desenvolvida por surdos do Brasil para a comunicação entre si e
existe há tanto tempo quanto a existência das comunidades de surdos brasileiros. A
padronização da língua de sinais no Brasil começou quando foi fundado o Instituto
Nacional de Educação de Surdos (INES) em 1857, chamada, então, de mímica. Sendo
o INES, a única escola para surdos por muitos anos, funcionando em regime de
internato, recebia alunos de todas as regiões do Brasil, os quais ao voltarem para as
suas cidades, nas férias, difundiram essa língua por todo o país. Assim a Libras difere
da língua de sinais de Portugal. Como havia professor que dominava a Língua de
Sinais Francesa no INES, na sua fundação, a Libras hoje traz características desta
língua de sinais francesa e diferem da língua de sinais de Portugal, embora os dois
países, Brasil e Portugal, falem a mesma língua oral.

A partir de um congresso em Milão, em 1880, a filosofia educacional começou a


mudar na Europa e, consequentemente, em todo o mundo. O método combinado, que
utilizava tanto os sinais como o treinamento em língua oral, foi substituído em muitas
escolas pelo método oral puro, o oralismo. Muitos pedagogos, de boa vontade, mas
com pouca compreensão e experiência em surdez, acreditavam que a única forma
possível para que as crianças surdas se integrassem no mundo dos ouvintes seria
falar e ler os lábios. E assim, passaram a insistir com os alunos surdos para que
entendessem a língua oral e aprendessem a falar. Os professores surdos já existentes
nas escolas naquela época foram afastados, e os alunos desestimulados a usarem a
língua de sinais (mímica), tanto dentro quanto fora da sala de aula. Era comum a
prática de amarrar as mãos das crianças para impedi-las de fazer sinais. Isso
aconteceu também no Brasil. Mas apesar dessas tentativas de desestimular o uso da
língua de sinais, a Libras continuou sendo a língua preferida da Comunidade Surda.
Quando os surdos viram que o uso de sinais estava proibido, passaram a reconhecer
e considerar a Libras como sua língua natural, a qual reflete valores culturais e guarda
suas tradições e heranças vivas.
(Artigo transcrito do curso de Libras para ouvintes – FENEIS)

5. Inicialização.

Ocorre a inicialização na Libras, quando o sinal começa com uma letra do


alfabeto manual.
Piauí Solteiro

6. Iconicidade e Arbitrariedade:

A língua de sinais é uma língua de modalidade visual-gestual. Em sua


classificação temos os sinais icônicos, que são aqueles que apresentam semelhança
física e geométrica com os seres representados, e os sinais arbitrários, aqueles que
não apresentam tais semelhanças e não dependem de regras. Alguns exemplos são
as palavras, casa, chorar, legal, varrer, telefonar, chorar, dormir, comer, entre outros.

Para Quadros e Karnopp (2004, p.31), os sinais apresentam conexões


arbitrárias e icônicas. Muitos sinais “carregam uma relação icônica ou representacional
de seus referentes”, sendo possível a partir de o significado prever a forma e vice-
versa, como por exemplo, “casa”, ao realizar-se o sinal de casa logo se tem uma
noção do que se trata, mas existem sinais em que isso não é aceitável devido à sua
arbitrariedade, que esta relacionada coma a forma e o significado das palavras, pois
um grupo de surdos pode selecionar uma característica para identificar um sinal e
outro grupo pode associar de uma forma diferente. Um exemplo seria a palavra “não”,
onde mesmo o sinal que é feito para “não” em libras, significa “onde” na língua
americana de sinais, fato que acontece devido à arbitrariedade das línguas 7.

Observe a semelhança com a forma representacional dos objetos e ações


mostrados no quadro abaixo:
Sinais icônicos:
Colírio Tchau

Sinais arbitrários:
Manga Prevenir

7. Parâmetros Principais da Libras:

A configuração das mãos, o movimento, o ponto de articulação, orientação e


expressão facial e/ou corporal são parâmetros para que numa combinação obtenha-se
o sinal.

7.1. Configuração da mão:


São formas que a(s) mãos assumem na realização de um sinal. Podem ser
forma da dactilologia (alfabeto manual) ou outras formas feitas pela mão predominante
(mão direita para os destros), ou pelas duas mãos do emissor ou sinalizador. Veja o
exemplo:

7
QUADROS & KARNOPP. Língua de Sinais Brasileira: Estudos Lingüísticos. Porto Alegre:
Artmed, 2004. p.26.
Anúncio Azar

Configuração de mão
em:
Y

7.2. Ponto de articulação:


É o lugar onde incide a mão predominante configurada, podendo esta tocar
alguma parte do corpo ou estar em um espaço neutro vertical (do meio do corpo até a
cabeça) e horizontal (à frente do emissor). Veja os exemplos no quadro abaixo dos
sinais realizados com o ponto de articulação no “espaço neutro”, na coxa e no
pescoço:
AVARENTO JOVEM
Espaço neutro

CULPA HOMEM
No pescoço
No queixo

7.3. Movimento:
Os sinais podem ter um movimento ou não. Observe o quadro com os sinais:

BONECA PSICOLOGIA
Sinais que possuem
movimento
INVEJA ADMIRADO

Sinais que não possuem


movimento

7.3.1. Direcionalidade:

a) Unidirecional: movimento em uma direção no espaço, durante a realização de


um sinal.

Exemplo: ir.

b) Bidirecional: movimento realizado por uma ou ambas as mãos, em duas


direções diferentes.

Exemplo: coração.

c) Multidirecional: movimentos que exploram várias direções no espaço, durante


a realização de um sinal.

Exemplo: cérebro.

7.3.2. Tipos de movimento:


a) Movimento retilíneo:

Exemplo: mostrar.

b) Movimento helicoidal:

Exemplo: alto.

c) Movimento circular:

Exemplo: Piauí.

d) Movimento semicircular:

Exemplo: egoísta.

e) Movimento sinuoso:
Exemplo: propaganda.

f) Movimento angular:

Exemplo: enganar.

8. Parâmetros Secundários da Libras:

8.1. Disposição das mãos: a realização dos sinais na Libras pode


ser feita com a mão dominante ou por ambas as mãos.

Exemplo: burro.

8.2. Orientação das mãos: direção da palma durante a realização


do sinal na Libras, para cima, para baixo, para o lado, para a frente, entre outros.
Também pode ocorrer a mudança de orientação durante a execução de um sinal.

Exemplo: abraço adulto ; hotel


8.3. Região de contato: a mão entra em contato com o corpo, por
meio de:
a) Toque:

Exemplo: bisavô.

b) Duplo toque:

Exemplo: Alemanha.

c) Risco:

Exemplo: pessoa.

d) Deslizamento:

Exemplo: educação.
9. Componentes não-manuais da Libras:

9.1. Expressão facial/corporal e sinais faciais:


A expressão facial e/ou corporal ajuda a captar sentimentos e facilita o
entendimento na comunicação. A expressão facial e/ou corporal é o fator
diferenciador em alguns sinais, como, por exemplo, nos sinais rir, chorar, surpreso,
etc.

Veja algumas expressões faciais que são incorporadas à formação dos sinais na
Libras:
Para que o surdo se comunique melhor, a utilização de sinais unidos em frases
é preferida por eles, pois os sinais em conjunto formam um contexto e facilitam o
entendimento. Os surdos utilizam à língua de sinais pura entre eles; portanto, aqueles
que desejam um aprofundamento na conversação em língua de sinais, devem manter
contato com as comunidades surdas.

10. Formação de frases na Libras:


Para produzirmos uma frase em Libras nas formas afirmativas, exclamativa,
interrogativa, negativa ou imperativa é necessário estarmos atentos às expressões
faciais ou corporais a serem utilizadas, simultaneamente, às mesmas.

Afirmativa: a expressão facial é neutra.


Interrogativa: sobrancelhas franzidas e um ligeiro movimento da cabeça, inclinando-
se para cima.
Exclamativa: sobrancelhas levantadas e um ligeiro movimento da cabeça inclinando-
se para cima e para baixo.
Forma negativa: a negação pode ser feita através de três processos:
a) Alterando-se o movimento e produzindo um sinal de negação diferente do
afirmativo. Ex: ter/não ter; gostar/não gostar.
b) Realizando-se um movimento negativo com a cabeça, simultaneamente à ação
que está sendo negada.
c) Acrescida do sinal “Não” (com o dedo indicador) ao verbo.
Obs.: em algumas ocasiões podem ser utilizados dois tipos de negação
simultaneamente.
Imperativa: Saia! Cale a boca! Vá embora!

11. Sistema pronominal:

A Libras possui um sistema pronominal para representar as pessoas do


discurso. Assim como na língua portuguesa, a Libras possui sinais específicos para
cada tipo de pronome.

a) Pronomes pessoais:

Eu Você/Ele(a)

Nós Vocês/Eles(as)

b) Pronomes demonstrativos e advérbios de lugar


Na Libras, os pronomes demonstrativos e os advérbios de lugar têm o mesmo
sinal, somente o contexto os diferencia pelo sentido da frase acompanhada de
expressão facial.

Estes tipos de pronome e de advérbio estão relacionados às pessoas do


discurso e representam na perspectiva do emissor, o que está bem próximo, perto e
distante.

Estes pronomes ou advérbios têm a mesma configuração de mãos dos


pronomes pessoais (mão em d), mas os pontos de articulação e as orientações do
olhar são diferentes.
Alguém Alguém mais

Algum (alguma) Este (esta)

Ambos Àquele (aquela) / Esse (essa)

Algum lugar
c) Pronomes possessivos

Os pronomes possessivos, como os pessoais e demonstrativos, também não


possuem marca para gênero e estão relacionados às pessoas do discurso e não à
coisa possuída, como acontece em português:

EU  ME@ SOBRINH@
VOCÊ  TE@ ESPOS@
EL@  SE@.FILH@

Meu, minha Nosso (meu e seu)

Nosso, nossa, nossos, nossas Seu, sua, teu, tua

d) Pronomes Interrogativos

Os pronomes interrogativos QUE e QUEM geralmente são usados no início da


frase, mas o pronome interrogativo ONDE e o pronome QUEM, quando está sendo
usado com o sentido de “quem-é” ou “de quem é” são mais usados no final. Todos os
três sinais têm uma expressão facial interrogativa feita simultaneamente com eles.
Qual Quando (no futuro)

Quando (no passado) Quanto

Que/Quem

e) Pronomes indefinidos

Mesmo (igual) Mesmo (de verdade)

Muito (sentimento) Muitos, muitas (quantidade)


Nada 1 Nada 2

Pouco (a) Qualquer

Qualquer coisa, qualquer um Qualquer lugar

Todo, toda Tudo

13.Noções temporais:

a) Advérbio de tempo

Na língua portuguesa, advérbios são palavras que modificam o verbo revelando


a circunstância o modo, tempo, lugar, etc. Na Libras não há marca de tempo nas
formas verbais, é como se os verbos ficassem na frase quase sempre no infinitivo. O
tempo é marcado sintaticamente através de advérbios de tempo que indicam se a ação
está ocorrendo no presente: HOJE, AGORA; ocorreu no passado: ONTEM,
ANTEONTEM; ou irá ocorrer no futuro: AMANHÃ. Por isso os advérbios geralmente
vêm no começo da frase, mas podem ser usados também no final.

Existem sinais podem ser classificados como advérbios de tempo na Libras


trazendo a idéia de presente, passado e futuro.

ONTEM HOJE

AGORA AMANHÃ

PASSADO FUTURO
CUMPRIMENTOS E SAUDAÇÕES:
OI BOM DIA!

BOA TARDE! BOA NOITE!

NOME SINAL

IDADE POR FAVOR

OBRIGADO COM LICENÇA


OK SOLETRAR

FAMÍLIA E RELAÇÕES FAMILIARES:

FAMÍLIA HOMEM

MULHER PAI
MÃE FILHO

IRMÃO (Ã) PRIMO (A)

TIO (A) SOBRINHO (A)

NETO (A) VOVÔ

CRIANÇA JOVEM

ADULTO SOLTEIRO
NAMORADO (A) CASADO (A)

CASA:

CASA SALA DE ESTAR

QUARTO DE DORMIR COZINHA

BANHEIRO PORTA
PORTÃO JANELA

COMIDAS:

AÇUCAR ARROZ

CHOCOLATE FEIJÃO

MACARRÃO PÃO
BEBIDAS:

ÁGUA CAFÉ

CERVEJA CHÁ

COCA-COLA LEITE
FRUTAS:

ABACAXI BANANA

CAJU LARANJA

LIMÃO MAÇA

MAMÃO MANGA

MELANCIA MORANGO
TANGERINA UVA

TEMPO:

TEMPO (PERÍODO) HORA

ONTEM HOJE

AMANHÃ AGORA
DIA INÍCIO

FIM PASSADO

FUTURO MANHÃ

TARDE NOITE
SEMPRE NUNCA

MESES DO ANO:
JANEIRO FEVEREIRO

MARÇO ABRIL

MAIO JUNHO

JULHO AGOSTO
SETEMBRO OUTUBRO

NOVEMBRO DEZEMBRO

DIAS DA SEMANA:

DOMINGO SEGUNDA-FEIRA

TERÇA-FEIRA QUARTA-FEIRA
QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

SÁBADO

ADJETIVOS:

BOM MAL

ALEGRE TRISTE
PERTO LONGE

GORDO MAGRO

ALTO BAIXO

FORTE FRACO

BONITO FEIO
LIMPO SUJO

DIFÍCIL FÁCIL

DOCE AMARGO

IGUAL DIFERENTE
CORES:

AMARELO AZUL

VERDE VERMELHO

BRANCO PRETO

CINZA LARANJA
BEGE MARRON

ROXO ROSA

*Esta apostila foi organizada a partir da coleta de dados diversificados na área de Libras, extraídos de
bibliografia que é parte integrante desta, conforme o estabelecido no art. 46, III, da Lei nº 9.710/98, sendo
de uso exclusivo desta Universidade, para subsidiar o estudo e pesquisa, ficando proibida a sua
comercialização, reprodução total ou parcial, por qualquer meio eletrônico, mecânico e processo
xerográfico, sem permissão expressa da referida Instituição de Ensino
REFERÊNCIAS

CAPOVILLA, Fernando César; RAPHAEL, Walkiria Duarte. Enciclopédia da


Língua de Sinais Brasileira – Libras: O Mundo do Surdo em LIBRAS. Volume
2. Artes e Cultura, Esporte e Lazer. São Paulo: USP, 2004.

CAPOVILLA, Fernando César; RAPHAEL, Walkiria Duarte. Dicionário


Enciclopédico Ilustrado Trilíngue da Língua de Sinais Brasileira –
Libras. Volume I: Sinais de A L e Vol. II: Sinais de M a Z. São Paulo: USP,
2001.

CAPOVILLA, Fernando César; RAPHAEL, Walkiria Duarte. Enciclopédia da


Língua de Sinais Brasileira – Libras: O Mundo do Surdo em LIBRAS. Volume
1 Educação. São Paulo: USP, 2004

GOES, Maria Cecília Rafael de. Linguagem, surdez e educação. Campinas,


SP: Autores Associados, 1996.

QUADROS, R. M. de & KARNOPP, L. B. Língua de sinais brasileira:


Estudos linguísticos. Porto Alegre. Artes Médicas. 2004.

SILVA, Ivani R.; KAUCHAKJE, Samira; GESUELI, Zilda. M. (org.). Cidadania,


Surdez e Linguagem. São Paulo: Plexus, 2003.